Yuri Abreu – Soldiers Suplementos – Além do CNPJ #035
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Cuidado quando aparece o obstáculo para não achar que é o caminho que está errado. Eu cheguei a ter uma dívida de R$ 4 milhões de reais negativo. Inteligente, ele aprende errando, o sábio aprende com erro dos outros. A empresa não fale, as pessoas que falem a empresa, né? Eles acham que é só simplesmente abrir um negócio ali e só. É 3 da manhã, eu tenho que pagar amanhã R$ 10.000 em salários, eu não tenho R$ 2.000 na minha conta. “Pô, eu vou vender na internet”. Você está louco, mano. Todas as vezes que eu fracassei, eu não aceitei estar ali. Você sabe, né? A gente cresce no desconforto, apanhando. Só que a felicidade não vem na resolução daquela meta, vem no processo de conquista dela. Se faz tempo que alguém não te chama de louco, tem alguma coisa errada. Você não vai ter outra vida para se conectar com você. Eu joguei tudo para o alto. Falei, eu vou empreender!
Buenas, buenas, buenas! Seja bem-vindo a mais um podcast aqui do Além do CNPJ. Estou muito feliz de você estar aqui para trocar uma ideia com a gente. Como sempre, te convido a sentar-se à mesa para você ter essa percepção de estar sentado com a gente, trocando essa ideia de empreendedor para empreendedor. E hoje, cara, nós estamos num timing bacana para trocar uma ideia com esse convidado, porque acabou de acontecer um feito sensacional. Baita de um de um orgulho para as empresas brasileiras, para a gente que é brasileiro. Porque, cara, o cara fundou uma empresa de suplementos alimentares, uma empresa que está bombando no mercado — a gente vai falar muito dela e eu quero contar essa história, como ele trouxe essa ideia e como ele conseguiu se posicionar desse jeito no mercado. Mas agora aconteceu a Black Friday e na Amazon, cara, eles divulgaram a lista dos 10 produtos mais vendidos da Black Friday. Geral. Lista geral. E cara, só bitela, só cara unicórnio, só cara gigante, empresa listada em bolsa, multinacional… só enorme. Do nada, uma empresa brasileira lá representando a gente. E cara, putz, esse eu vou querer saber os bastidores disso e como ele chegou nisso. Então quero apresentar para vocês Yuri Abreu, da Soldiers. Parceiro, obrigado por aceitar o convite.
E a gente, cara, eu já quero começar te perguntando essas coisas, cara. Primeiro de tudo: conta essa história… vamos, vamos dar um spoiler… como? Conta essa história, como você conseguiu estar na lista dos 10 produtos, entre os 10 produtos mais vendidos da Amazon, cara, no meio de toda essa galera? E quais foram os seus concorrentes, quem estava, para quem que você perdeu? Conta um pouco aí.
Beleza, vamos lá. Então, primeiramente, muito obrigado pelo convite. Eh, acho que, cara, faz total sentido, né, a sua linha de conteúdo aqui, porque eu me identifico bastante. Porque, cara, eu acho que é muito… empreender é muito preto no branco, sabe? Não é aquele negócio tipo, cara, esse mimimi, blá blá blá. É isso. Acho que a gente tem que ser mais direto, mais duro. Até para, no caso, que nem a gente é e-commerce, né? Temos a fábrica e somos e-commerce também. E quando a gente fala em e-commerce, muitas pessoas se iludem achando: “Ah, eu vou trabalhar de casa, não vou fazer nada, tal”. E cara, tipo assim, né, a gente que empreende mesmo, real, né — eu vejo você falando disso — e cara, não tem nada a ver com isso daí, né? Não tem nada a ver. Tipo, é muito perrengue, é muito trabalho, né? Você não vai trabalhar menos, cara, né? É, trabalha muito mais, velho.
Então assim, né, eu eu gosto bastante. Primeiramente, parabéns pelo pelo pelo conteúdo. Um prazer estar aqui compartilhando um pouquinho da da nossa história, né, da história da Soldiers e da minha história, que acaba sendo praticamente a mesma coisa, né? Porque a empresa para a gente é como se fosse um filho, né cara? É um filho. A gente nasce e cresce, a gente cuida ali, cara… tipo, fala mal da sua mãe, mas não fala mal da empresa, cara. Se você falar, a gente fica nervoso, né? Fala: “Ah cara, você está louco, você não sabe de nada, tal”. Cara, né?
Cara, eu fico muito nervoso. Fala da empresa… é isso mesmo, né? Dá um feedback, tal, show de bola, né? Algo construtivo de alguém que já construiu algo, né? Construtivo. Mas sabe o como acontece? Quando, conforme você… conforme você vai chamando atenção do mercado, sempre vai ter os detratores, né cara? Que é o cara que fala mal, tal, que sempre tem, né cara?
Nem liga, né? A gente tem que… a gente tem que acostumar com esses caras, porque é uma coisa que o sucesso vai atrair esses urubus. O ditadinho lá, né: o prego que se destaca é aquele que é martelado, né? Senão não tem graça.
Martelado. Mas vamos falar um pouquinho aí da da Black Friday. Cara, Black Friday… como que foi isso aí, cara?
É, na verdade assim, pegou a gente de surpresa essa notícia. Eu estava lá um belo dia, logo depois da da Black Friday ali, tipo uma semana depois… estava lá, cara, do nada meu Instagram, meu Instagram, meu Facebook, WhatsApp, tal, começou a bombar. Um monte de gente falou: “Meu, você viu isso? Você viu isso?”. “Viu o quê?”, né? E aí quando eu quando eu cliquei, era uma reportagem da Revista Exame, eh, aonde estava falando da Amazon e da Shopee na mesma reportagem.
Porém a Shopee não divulgou os resultados. Inclusive eu acho que se a Shopee tivesse divulgado os resultados, a gente também estaria na lista. Vendemos muito na Shopee, a gente tem uma parceria bem bacana lá também. Inclusive a gente fez uma live recentemente na Shopee, a nossa live teve 2 milhões de curtidas. A nossa live lá no no no QG da Shopee mesmo, que fica aqui na na na Faria Lima, e eles convidaram a gente para estar fazendo uma uma live lá, então foi super legal. E aí saiu essa reportagem falando da Shopee e da Amazon, né? Porque assim, de modo geral, quem acompanhou um pouco de Black Friday — quem vive do do e-commerce como como eu vivo — eh, viu que a Black Friday ela não foi tão tão boa quanto ela a gente esperou… esperava que seria, né? De modo geral assim, né, a gente tinha uma expectativa para todo mundo. E a reportagem falava exatamente disso. Falava lá: “Black Friday fraca? Não para Amazon e para Shopee”. E a Amazon resolveu revelar os 10 produtos mais vendidos, né? E quando ela revelou os 10 produtos mais vendidos, o nosso estava ali em oitavo, né? E aí, cara, só nisso a gente já ficou tipo: “Caramba, velho”. Ficou muito feliz, muito feliz mesmo. E eu fiquei mais feliz ainda quando divulgou os outros. Que cara, beleza, saímos na lista, show, maravilha, né, ficamos feliz. E aí eu fui ver os outros, cara. Tipo assim, uma parada bizarra assim, né. É… os três primeiros são produtos da Amazon, então Alexa e e Kindle. E a gente tinha na… a gente tinha na sequência ali Samsung Galaxy — olha as empresas, né — e Sony com com a PlayStation, sabão em pó da OMO, que é da Unilever, é mais alguma outra coisa que eu não lembro… e cara, em oitavo a gente tinha Creatina de 500g Soldiers Nutrition. Tipo assim.
Em nono a gente tinha o iPhone 14. Para você ter uma dica… iPhone, não, já era. Colocou Apple para trás.
Cara, a gente vendeu em em quantidade, né, em número de vendas. Quanto… quantos potes de creatina foram, sabe?
Cara, eles não divulgaram o período… o período apurado. A gente não sabe se foi só na sexta, se foi sexta, sábado e domingo, se foi a semana… exatamente. Eu não tenho a data de corte, né? A gente vendeu muito lá, mas eu não sei qual o período que eles pegaram. Mas cara, quando a gente viu isso, eu falei: “Rapaz, a gente vendeu mais que duas, né, grandes”, que foi a Apple…
Só isso. Passou os caras.
E a maionese Heinz. Tipo, cara, parada assim…
Não, você estava entre os gigantes mesmo.
Exato. Absurda assim, né? E aí a gente ficou muito feliz mesmo com com com o resultado. Pegou a gente de surpresa porque assim: estamos vendendo muito? Estamos. Mas cara, não tinha um market share tudo de tudo para saber o quanto que a gente estava vendendo assim.
Outra, a gente está falando de produtos gerais. Concorreu num segmento…
Suplemento. Então foi o que me surpreendeu, foi isso, né? Se fosse suplementos, a gente já esperaria estar entre o Top 10, cara, né? Assim, sem presunção, mas a gente conseguiria se colocar entre o Top 10, porque a gente sabe o nosso produto, potencial e tals. Mas cara, tudo de tudo, né? Realmente foi uma uma grata de uma surpresa. A gente ficou muito feliz com com o resultado. E e a… o resultado na verdade é assim: a Black Friday veio para consolidar o ano, né? Porque o o que que eu penso muito na Black Friday, de modo geral — até eu dou uma dica entre aspas como estratégia, né — cara, Black Friday é um momento que assim, você já já trabalhou o ano todo, você já tem a marca bem consolidada. Na Black Friday o cliente ele já sabe o que ele quer. Na Black Friday… cara, fala a real: você na Black Friday compra umas coisas, mas você já sabia o que você queria, você já não sabia? Tipo assim, ó: “Eu quero aqui, sei lá, esse fone aqui da JBL”. Cara, a gente fica só monitorando para ver se o fone vai cair o preço. Cara, você não vai pesquisar, vai?
Não. Exato. Ele já sabe as coisas que ele quer. O que isso é um melhor resultado ainda para você.
Exatamente. Mas assim, e até eu costumo dizer que uso isso como estratégia, né? Tipo, cara, na hora da Black Friday é a hora de você apostar as fichas no que você sabe que a galera quer. Só que o cara só está esperando aquele descontinho para dar o o empurrão final, sabe? Então a gente ficou muito feliz porque isso veio como tipo um…
Cara, é a cereja do bolo e é uma comprovação de sucesso também do produto e da marca.
Exato, exato. Veio como uma cereja do bolo, porque o produto já estava validado, já estava vendendo bem, já estava tipo assim, branding… as pessoas já gostavam, sabiam a qualidade do produto, sabiam tudo. Ela estava esperando o quê? “Cara, toma aqui esse descontinho aqui e bora que bora”, entendeu?
Exatamente. E aí tem uma história bem legal também, que coincide bastante com isso. Porque há uns meses atrás a gente… a gente começou de fato — para você ter noção — a gente começou com força o relacionamento com a Amazon esse ano, 2023.
Caraca, super recente.
Exato. Em 2022 a gente já estava conversando, tal, mas não chegamos a a vender grandes coisas, tal. 2023 que a gente sentou e falou assim: “Pessoal, vamos lá” e tudo mais, né? E e começamos a estruturar uma operação dentro da do Marketplace da Amazon. E beleza, a gente começou ali, nosso time começou a entrar em contato com pessoal e foi aquela coisa toda. E aí logo depois, alguns
meses, a gente começou já a ter um resultado legal. Porque quando a gente começou vender na Amazon, o produto já já se vendia. Na verdade a Amazon também quis, né, ter a gente como parceiro, foi bem legal. E uns meses depois começou a ter um resultado. Cara, a gente conseguiu trazer o VP da Amazon, que é um mexicano. Ele veio aqui no Brasil e ele foi na nossa empresa para conhecer.
Caraca. Porque assim, ele viu que a gente começou e estava indo super bem. Identificou um potencial.
Exatamente. Cara, e ele…
Deixa… deixa eu entrar nesse nesse mérito de grandes volumes de de venda em Marketplace. Cara, como que é assim… você já vendia… Você está em aonde hoje? Está no Mercado Livre, todos? Você está em todos os marketplaces? Presença gigante. Quais são os seus principais hoje? Pode falar. O que o que eu te perguntar, se eu não puder falar, você não fala. Bora, isso é tranquilo, dados públicos.
Eh, o nosso principal eh, marketplace é o Mercado Livre. Porque cara, é o principal é do Brasil, não tem como. Foi onde a gente começou a vender, né? A empresa nasceu em 2014… depois eu vou contar um pouquinho, mas antes mesmo do e-commerce já foi para o Mercado Livre.
Exatamente. Porque é mais fácil, né? Eu até dou essa dica para quem quiser começar a vender online: vai direto para lá, cara. Vai direto para lá porque você não paga nada, né? Então assim, primeiro valida se aquele produto vende, se tem consumidor, se tem, né?
Pô, legal hein.
Porque cara, você vai começar no no no e-commerce é bem mais caro, é mais difícil, né? Eu costumo fazer a comparação que o e-commerce, você está construindo uma casa no meio do nada e o tráfego é a forma como você vai… a estrada que você vai construir para fazer as pessoas chegarem. Lá no Mercado Livre, você está anunciando dentro do shopping na Avenida Paulista. É tipo isso, cara. Então assim, você já está no lugar certo. Só que a sua loja no começo, ela está escondidinha lá no no menos quatro. Entende?
Isso. Exato. E aí depois você vai precisar, né, dar um upgrade ali para para deixar ela num num localização.
Mas mas basicamente é isso assim, quando a gente compara. E quando você começou? E aí então você está no Mercado Livre como principal.
Mercado Livre, então. Aí temos a Shopee, né, que eu tinha falado antes. Mercado Livre, Shopee, que também é um canal muito bom. Temos a a Amazon. Nossos três principais Marketplace — fora o nosso site, né — são esses três.
E aí a Amazon viu que você estava nos outros lá e falou “Pô, eu também quero”. Então rola essa prospecção?
Rola, rola, rola.
Para os pequenos não vem.
Recebe assédio de alguns marketplaces aí. Recentemente a gente…
Exato. A gente recebeu da Netshoes. A gente entrou na Netshoes. A CEO da Netshoes também foi lá conhecer a nossa operação, né. Foi bem legal.
Que ela vê que tem gira, tem… aqui.
Exato. É, foi conhecer a nossa nossa operação. A gente teve um um… tomou um café lá, tals, também. Porque eh, tem fit com o nosso nosso público, né? Netshoes, esportes e tudo mais.
Exato. Então eles viram também potencial. E recentemente também a gente está em tratativas com com o AliExpress, que também está começando a vender eh, produtos brasileiros. E com a Shein também, que já vende, né? Só que não tinha a nossa categoria até então na Shein. Aí colocaram agora e está para entrar agora. E aí é é boa também. E inclusive… e aí os caras vêm, eles realmente assediam. Não só assediam, né, mas existe uma briga boa entre aspas. Eles competem para ter o nosso melhor preço, né? Então tipo assim: “Ah, estou vendo creatina por R$ 100. Aí tipo a Amazon quer que eu venda mais barato nela, o Mercado Livre quer que eu venda mais barato nele”. E eles acompanham, né? Eles… porque a gente está falando de Google Shopping. E quando a gente fala de Google Shopping…
Preço total. Não importa o canal. O mesmo produto, cara.
Exato. É o mesmo produto. Então tem o que acontece: quando você vai procurar alguma coisa, que é commodity na internet, aparece em todos os lugares. Então acontece tipo um canibalização. Existe muito esse… quando a gente fala de…
Fica no meio do caminho dessa guerra.
É de produtos interessantes mesmo, que o… na verdade o Marketplace quer que a gente esteja ali dentro, né?
Te perguntar já também dos bastidores disso, tá? Você sabe que tem uma guerra entre eles. São todos os seus parceiros. Sim. O o seu preço de venda é idêntico para todos?
Não é idêntico, mas a gente tenta sempre balizar assim, né. Nunca um é muito discrepante do outro. Mas não é idêntico porque tem políticas diferentes, né. Tem canal… taxa diferente, frete, tudo mais, às vezes imposto. Então é é… são… é uma loucura.
Acompanhar também é loucura, cara.
São coisas diferentes. Então… e aí entra muito de negociação também. Tem alguns canais que a gente consegue até mesmo — aí eu não posso falar — mas a gente consegue até negociar eh, a taxa de comissão ou rebate, né? Que você… é aquele valor que você dá um desconto e eles dão um desconto a mais, né? Inclusive na Amazon, esse resultado que a gente teve, teve rebate da Amazon. Então assim, a Amazon também acreditou no no produto, no nosso potencial, né? Por exemplo, o que acontece — e com frequência, eu vou dar um exemplo assim — a creatina digamos que ela custa R$ 139, tá? E aí a Amazon chega e fala assim: “Olha, se vocês conseguirem chegar nesse produto na Black Friday, tipo um preço super hiper mega, né” — isso não acontece sempre — “se você chegar a R$ 109, a gente te dá R$ 10 e a gente vai vender a R$ 99 para o cliente final. Você consegue?”.
Os dois entram. E eu acho isso muito legal, porque tipo assim: cara, então vamos nós dois, entendeu? Porque eles têm a comissão, eles vão reduzir a comissão deles, obviamente, né, porque vai sair do preço. Todo mundo ganha. Mas assim, a gente está ganhando no volume e aí a gente fala: “Cara, então vamos”, entendeu? Para alguns produtos específicos que é feita uma análise e a gente vê que aquilo vale a pena, a gente faz do nosso lado, eles fazendo do deles… cara, então vamos, né? E aí para o consumidor final isso é é um… é uma coisa muito legal, porque o cara vai comprar um produto… e até isso é engraçado, que os caras: “Ah, mas o preço… vocês não estão vendendo…”. Cara, na verdade esse preço nem é nosso, né? A gente nem tem… tem toda uma composição, uma negociação.
É, a galera não entende, né?
Então às vezes quer nosso site: “Ah, mas no site nesse dia estava mais caro que o próprio…”. Cara, é porque nesse dia a gente estava tendo uma tipo um super hiper mega operação de guerra para a gente bater esse ADS. Mas eles acreditavam na gente, né? E deu bom. E aí isso é legal porque aí vai acumulando umas fichinhas, né? Então assim, com certeza na próxima Black Friday a gente vai ser chamado também para a mesa, eles vão…
Forte de novo. Pô, legal. E antes de a gente continuar a parte de empreendedorismo, eu quero entender esses esses bastidores e trazer para a galera aqui, porque a ideia do do Além do CNPJ é isso mesmo, é trazer os bastidores de empresas que estão dando bom para a gente inspirar essa galera. Claro. Mas cara, antes disso, cara, quero conhecer um pouco mais de você assim, o
Yurizinho. Você queria ser empreendedor quando você era criança? Qual é que foi assim… como que você caiu no empreendedorismo, cara?
Querer ser empreendedor, não. Não é que eu nunca tive… nunca tinha olhado para isso. Mas eu sempre tive o perfil.
Engraçado, né? É agora.
Exato. Agora já, depois de muito tempo, né, eu olhando para mim, né, para trás — e e muito porque minha mãe sempre falava e tals — eu sempre tive o perfil, né? Se eu soubesse inclusive, teria empreendido antes, inclusive, né?
Começou com quanto tempo, cara?
Comecei a Soldiers em 2014.
Comecei em 2014. Eu estou com 30 agora, então tem tem 9 anos a empresa. Eu não sabia que… jovem. Comecei novo para caramba.
É, eu vou contar a historinha como começou, mas é tipo assim, cara: nem eu sabia do do potencial que eu tinha, né? Tipo assim, basicamente eu via a minha mãe às vezes falando com outras pessoas sobre mim e minha mãe: “Não, porque meu filho isso, meu filho aquilo”. Eu falava: “Caramba velho, tipo assim, minha mãe está vendendo bem o peixe”, né? Porque nem eu tipo… acreditar… falar para ser bem sincero, nem eu acreditava, né? E aí vou contar um pouquinho então a história da… já vou já vou emendar aí só para você entender. Cara, eu sou formado em sistema de informação. Sempre trabalhei com TI na minha vida, né, tipo carreira assim, sempre trabalhei. Nunca trabalhei com nada a não ser TI, né? Então cara, eu segui aquele script padrão de todo mundo, sabe? Você vai lá… eu fiz um um Etec, né, o curso técnico, tipo assim, para ver se era aquilo que eu queria, tal. Já consegui até arrumar um estagiozinho no curso técnico — era técnico de informática na época que chamava. E legal, lindo, maravilhoso, falei: “Não, é isso aqui”. Eu gostava bastante. Já entrei logo na sequência na na faculdade. Aí pô, arrumei emprego, tals. Trabalhei na Samsung, trabalhei na na Unimed, trabalhei na Serasa Experian. Tive algumas experiências bem bacanas. Cheguei a liderar eh, uma pequena equipe também quando eu estava na na Unimed, né, tipo umas três pessoas. Tive essa experiência de de liderança, foi bem legal. Depois eu fui para uma outra empresa, consegui atender grandes clientes também, tipo, também foi muito legal para mim. Tipo, corporativo de certa forma foi uma escola.
Foi, foi muito bom, cara. Foi muito bom. Tipo atender clientes, ah, sei lá, tipo Fleury, alguns outros clientes grandes assim que a gente tinha contato, multinacionais. Isso fez ganhar tipo uma cancha assim, sabe? Tipo uma uma bagagem legal. Eu até costumo dizer, tem um um chefe que eu tive que é o Rogério, cara, e ele ele nem tem noção do do do bem que ele fez para mim, cara. Porque muitas vezes ele fazia
o quê? Sei lá, pegava uma multinacional tipo, cara, Big aí da vida, né? Tipo eh, eu lembro que teve uma vez na Novo Nordisk, uma farmacêutica. Cara, eles tipo… ele marcou uma reunião lá tipo importante com diretor de TI e tals. E no dia sabe o que que ele fez? Ele não foi. E eu falei: “Mano…”. Ele falou: “Mano, é você filhão. Vai lá, você sabe fazer tudo. Por que que você está com medo? Se precisar eu estou aqui, mas você consegue”.
Caraca.
E eu falei assim: “Caramba velho, como assim?”. Tipo buguei, sabe? E ele começou tipo a me treinar assim como… tipo assim, cara, botava no campo de batalha mesmo. E uma coisa que foi muito legal para mim foi isso: eu passei a perder o medo de sentar em qualquer mesa. Cara, isso isso foi transformador para mim. Tipo, eu não ficava assim “ai meu Deus, eu vou sentar lá, vai ter o diretor de não sei o que, o cara é tipo zica das galáxias”. Não, cara. Eu sabia o que eu estava…
Qualquer outro e eu… exato.
Mas assim, o X é: eu sabia o que eu estava fazendo. Eu tinha plena convicção do que eu estava fazendo, do produto que eu estava oferecendo.
Seguro. Eu sim.
Normalmente inclusive eu ia com alguns casos, eu fui com vendedor fazer proposta. Eu vendia mais do que o vendedor, porque eu era o cara técnico. Muitas vezes eu levava uma demonstração, falava: “Vocês querem ver como que funciona? Pera aí”. Plugava, assim: “Isso aqui? Qual que é a tua dor? É isso aqui, ó, a tua dor. Eu vou resolver assim. Você quer ver aqui, ó? Se você quiser você pega aqui, ó”.
Resolve a sua dor. Exatamente. Já estava vendendo lá, cara. Estava vendendo.
E aí tipo, quando eu percebi, ele estava me botando em várias dessas e eu vi que falei: “Cara, tipo…”.
Você estava agregando na venda inclusive. Não, cresci demais assim. Cresci demais como como como pessoa, como empreendedor. Foram coisas que que foram me dando bagagem, cara. Foi muito legal.
E voltando para a história: 2014, lindo, maravilhoso, TI trabalhando lá, lá, beleza. E aí eu trabalhava na na Samsung nessa época. Fui mandado embora da Samsung na época, 2014. Foi quando teve a negócio da Dilma, recessão, impeachment, crise, né? Foi maior uma zica, né? E aí eu fui mandado embora e corte de custos. Na época, a a empresa que eu que eu trabalhava, numa outra empresa, ela foi foi comprada, né, pela Samsung. Os coreanos chegaram lá, cara, revolucionando tudo, cortando geral. Cortando. E mandaram embora. Aí beleza, eu falei: “Bom…”. Nunca tinha tido dificuldade para para arrumar emprego nem nada disso, né? E aí cara,
comecei a procurar emprego, tudo mais, e não achava. Não achava. Chegou uma hora que nem entrevista não tinha. Eu falei: “Caramba”.
Mercado estava zoado.
Mercado estava ruim e eu comecei a ficar preocupado. Aí logo na sequência descobri que eu ia ser pai.
Tipo para coroar. Coroar o momento.
Tirar… Maravilha. Super planejado, né? Tipo, hoje é cara, é o amorzinho da minha vida, mas na época, cara, foi foi a bomba assim, né? E aí descobri que eu ia ser pai, eu falei: “Caramba, velho. E agora? O que que eu faço, meu? Ferrou”. 21 anos. E assim, meus pais na época não ficaram “ai vamos ser vovô”. Não. Caramba velho, ficaram tipo louco de raiva: “Você está louco? O que você fez? Não sei o quê”. Tipo, falando um monte. Família de modo geral também, tipo assim… eu escutava meio que aquela piadinha tipo “Ah, trabalhar não sabe, mas fazer filho sabe”, sabe? Tipo aquelas piadinhas, aquelas paradas assim. Falei: “Caramba”, né? Cara, foi um período difícil. Tipo assim, levei muita porrada. Porrada assim. Falei: “Caramba”, né?
E… mas foi legal porque eu usei tudo isso como um combustível, né? Eu fiquei triste? Lógico que eu fiquei, não tem como, né? Não tem como não receber o golpe. É. Mas eu usei isso como combustível. Então peguei isso e falei assim: “Não, espera lá, cara. Tipo assim, né?”. E aí lembrando da minha mãe, falei: “Cara, vamos lá. Respira fundo que eu preciso achar uma solução”. E eu lembro, cara, nitidamente: eu andava pela casa da minha mãe e eu falava assim: “Preciso ter alguma ideia, eu preciso fazer alguma coisa, eu preciso tipo o cara ter alguma… eu preciso virar o jogo, preciso virar o jogo”. E um belo dia eu ganhei uma consulta no no nutricionista XPTO. Ganhei porque não estava… tipo, estava desempregado e comecei a ficar sem grana, aquela situação ruim. A única coisa que eu tinha efetivamente era uma motinha 125, única coisa. E aí, cara, ganhei consulta nutricionista, cheguei lá o cara: “Não, toma isso aqui”, aquela coisa toda, né? E eu fui, fui sincero, falei: “Irmão, ó, estou numa situação meio meio ruim agora, tals”. Ele falou assim: “Não, fica tranquilo. Ó, tem tem um lugar lá na Zona Cerealista que eles vendem a granel, tals. Eles não costumam vender tipo para pessoa física, vendem mais para CNPJ. Mas vai lá e fala que eu te indiquei, que eles vendem tipo assim, uma coisinha ou outra que você precisar, eles vendem”. Eu falei: “Beleza, show”.
Aí cheguei lá com a minha listinha do mercado: “Ó, precisa de 200g, 500g”. Aí o cara: “Não, beleza”. Aí me atendeu lá, cara. A hora que eu olhei o preço, eu falei: “Rapaz do céu”.
Isso era barato em relação ao mercado?
Fala: “É”. Eu sempre fui meio que roleiro assim, sempre fui tipo aquele cara, né, pegava, vendia, vendia na OLX, não sei o que, fazia um monte de coisa. E aí quando eu vi isso, tipo assim — sei lá, exemplo, tá — uma creatina na época custava R$ 100. E aí eu… esse era o preço de mercado. E eu cheguei lá para comprar, tipo, era 50. Falei: “Nossa, é muito barato”. E aí eu cheguei lá, tipo mano, comecei: “Ô fulano, ô ciclano, está precisando uma creatina aí?”. Aí os… na academia, né, os cara ali e tals. Aí o cara: “Pô mano…”. Ah, até eu falei: “Mano, se quiser 80 conto…”. Os cara pagava 100, eu sabia disso. Falei: “Mano, se quiser 80 conto…”. É o cara: “Mano, eu quero”. Falou: “Não, então faz o seguinte — não tinha Pix nem nada — me dá o dinheiro aqui, amanhã eu trago”. Eu, né, tipo… não tinha nem dinheiro para comprar. Não tinha nem capital, cara. Por isso que eu até falo quando o pessoal fica “ai, eu preciso do plano perfeito, preciso do projeto da Nasa”. Cara, tudo mentira, né? E um negócio que eu gosto de dizer muito eh, não teve business plan, não teve nada assim. Tipo assim, cara, vamos sem sem romantizar a parada. Eu precisava vender porque eu precisava de dinheiro na hora. Não era tipo “ai, vou investir, vou…”. Não, cara, eu precisava de dinheiro.
Você fez um plano de negócio?
Cara, eu precisava de dinheiro na hora porque assim, tipo meu, estava desesperado.
Você foi fazendo na vida real. Exato. Eu estava desesperado, precisava tipo ganhar um dinheiro ali, tipo pá, né? Você já pensou, pô, uma creatina é 30 conto no bolso. Eu exatamente… eu percebi que isso funcionava, cara. E eu fui lá, vendi para você aqui, ganhei 30. Falei: “Opa, interessante”. Aí pum, mais 30, mais 30. Tipo, daqui a pouco pô, ganhei duzentão. Eu falei: “Nossa, cara, vendas funciona, né? Impressionante como funciona”.
Que venda é maluco, né? É maluco cara. E é muito democrático, né? Porque assim, comprou a 50, vendeu 80. Lógico, eu estou sendo, né, simplista, mas cara: comprou 50, vendeu 80, é dinheiro no bolso. Vendedor não passa fome. Acabou. Tipo assim, cara, não tem… você não precisa fazer engenharia da Nasa, você não precisa tipo de nada demais, cara. Comércio puro: comprou e vendeu, fechou.
E e aí eu com a minha cabeça de TI falei assim: “Eu vou colocar isso para vender online”. E aí falei: “Beleza”. Na época só tinha Mercado Livre.
Você já tinha criado uma marca?
Não. Então eu criei nessa hora. Logo depois eu comecei a vender no no Mercado Livre, até então estava sem marca. E eu fiquei incomodado porque na hora de tirar foto, tudo, eu falei assim: “Cara, não dá para eu vender um produto alimentício que a pessoa vai consumir num pacote plástico transparente assim”. Tipo, cara, loucura. E eu não tinha nem… e tipo assim, eu comecei a ter dificuldade de fracionar, porque
eu comprava lá, tipo assim, eu tinha dois clientes para atender e eu comprava lá 1 Kg. Eu precisava dividir para dois. Cara, começou umas loucuras assim. Tipo, eu não tinha como fracionar. Eu… poeira do caramba…
Cara, eu esquentava a faca tipo no fogão, está ligado? E aí pegava e colocava assim para tipo para selar o saco. Está ligado?
Olha… Caraca. Que história muito louca, mano.
E aí na época minha mãe… Na época minha mãe, essa é… cara, tem bastante fotos. Manda colocar umas fotos. E aí na época minha mãe tipo, cara, super apoiou minha mãe, tipo, né? E eu cheguei, minha mãe falou assim: “Mãe, o seguinte: eu preciso comprar uma seladora e eu não tenho dinheiro para comprar seladora”. Ela falou: “Tá bom, toma um cartão aqui”.
[__] Da hora, sua mãe. Sem saber que, cara, ela… eu não tinha dinheiro para pagar. Confiou em você.
Ela falou: “Não, vai lá, pode comprar, bora, né? Eu estou vendo, você está tipo na correria e tal, você pode comprar”. E eu fui lá e, cara, comprei meu primeiro item de empresa que foi uma… é uma seladora tipo desse tamanho, de bancada assim, que você apertava. E tem até hoje inclusive, está lá na empresa.
É mesmo? Que você tem que… você tem que colocar uma redoma.
Não, é a gente vai fazer isso exatamente. Está lá, está guardada para isso inclusive. E aí, cara, comprei a primeira seladora e comecei a vender ali e tals. E aí coloquei no Mercado Livre. Por quê? Porque era de graça, era fácil, tipo, né? Eu já para mim era era isso, era descomplicado assim, tipo, já tinha aquela aquele skill ali. Tirei as fotos, criei um anúncio, tal, coloquei para vender. E aí, cara, começou: vendeu um aqui, vendeu um ali. E aí eu comecei a ter esse incômodo da marca. Falei: “Cara, precisa por uma marca, precisa por uma marca”.
Para trazer credibilidade.
Exato. E aí foi quando eu pensei… Cara, não me pergunte da onde. Que o pessoal pergunta: “Ah, mas pô, acho que nome top, né, tals. Da onde você tirou?”. Falei: “Cara, Deus, assim”. Porque eu não sei em que momento. Não teve todo um planejamento.
Teve? Cara, não sei o que. Tipo assim, eu estava pensando, falei assim: “Soldiers. Interessante esse nome”. Joguei no Google, pesquisei, não tinha. Falei: “Cara, é isso. É esse é o nome”, né? E aí coloquei o nome. E aí foi indo, 2014. E aí o negócio começou tal tal e comecei a fazer umas vendinhas. Não tinha nem CNPJ, cara, não tinha nada. Até vou contar a história do CNPJ, porque no começo do Mercado Livre também era mais tranquilo, dava para vender com CPF.
É. E aí foi indo, 2015… o nosso CNPJ foi aberto começo de 2016, né? Até então estava vendendo sem sem CNPJ. E aí como que eu abri um CNPJ? Outra história engraçada. Um belo dia eu cheguei nesse cara que eu estava comprando lá na Cerealista e já estava vendendo um pouco mais e tal, cara, já estava tirando uma tençãozinha. É. E aí eu cheguei lá, falei assim: “Irmão, estou precisando de 25 kg de creatina”. Porque eu já estava com uns pedidinhos e eu e eu comecei a fazer um estoquezinho para não ter que ir todo dia, né? Porque pensa: vender no Mercado Livre… eu vendia no Mercado Livre hoje…
Você morava onde?
Morava na Mooca.
Na Mooca? Era perto.
Era perto. É, com a motinha era rápido. E mas olha que loucura: eu vendia hoje no Mercado Livre, aí eu saía de casa, ia lá na no no tipo no Brás, comprava o produto, voltava para casa, embalava o próprio produto… aí aí pegava na caixa, embalava na caixa, etiqueta, tinha que fazer um anúncio, não sei o quê, aí ia no correio. Tudo no mesmo dia. Tipo assim, cara, tipo umas coisas louca. E aí um dia eu cheguei, pedi 25 kg para o cara. E os caras lá, eu lembro que eles fechavam na hora do do almoço, tipo a empresa fechava e depois abria. E estava quase na hora do almoço, o cara falou assim: “Mano, você liga se eu te der uma caixa de 25 fechada em vez de te dar…”. Porque eles sempre davam uns pacotinhos, né, tipo assim, eles recebiam, fracionavam e vendiam. Eu falei assim: “Não, tranquilo”. E nessa época, como eu comecei a comprar mais — e aí deu problema também, porque eu não tinha CNPJ, falou: “Meu, você está comprando CPF, isso aqui é… não” — aí eu já fui ligeiro. Minha mãe era esteticista, tinha uma MEI. Eu falei: “Mãe, empresta esse CNPJ aí que eu vou começar a comprar aqui no negócio”. Peguei o CNPJ da minha mãe, cara… se eu entrar lá tem cadastro até hoje. E comecei a comprar no CNPJ da minha mãe. Beleza, e pá, e comprando ali e tudo, né, porque eu falei: “Cara, esteticista, produto, né… é, funciona, passa, cara, é tudo ali, beleza, vamos embora”.
E nesse dia o cara… eu falei: “Pode me dar a caixa de 25”. Ele me deu a caixa fechada. Cara, a hora que eu olhei na caixa, tinha a etiqueta do importador na caixa. Eu falei: “Ah, estourei”. Procurei, pesquisei o cara, liguei no cara, falei assim: “Ó, já compro produto de vocês, tal, lá…”. Digamos, estava pagando R$ 50 lá, tá? Aí o cara falou: “Mano, é R$ 35”. Eu falei: “Meu Deus do céu. Não, vamos comprar”. Empresa, empresa gigante, cara. “Eu não vou comprar?”. O cara: “Não, tudo bem. Passa os dados cadastrais: CNPJ, razão social…”. Eu falei: “[__], agora não dá para usar o da minha mãe. RG”. Falei: “Agora não dá”. É, porque aí já era muito, né? E aí saí desesperado, falei: “Preciso abrir…”.
Você foi por necessidade mesmo. Preciso abrir um CNPJ, cara.
Cara, conforme as coisas foram acontecendo, você precisava, foi atrás. Sempre. Até hoje funciona assim, cara. Cara, primeiro a gente vende, bota o dinheiro para dentro, depois a gente organiza e corre atrás, né? Porque aquela história: você prefere resolver um problema com dinheiro ou sem dinheiro? É isso, cara. Não adianta a gente pensar no projeto perfeito se não tiver vendas. A empresa é vendas, traciona é vendas. O resto vem tudo depois. Se você vendeu, você tem problema? Bom mano, vocês param de fazer tudo para vender, se for o caso. Precisa vender, dá um pause. “Ah, mas o relatório”. Mano, espera e vende. Vende, depois a gente volta.
A venda a gente não é ninguém. A venda é o pulmão da empresa.
Exatamente. Então, né? Beleza. E aí 2016 abriu o CNPJ, cara. E aí a gente começou tipo com força, tals, começamos a crescer. E um período até eu eu voltei a trabalhar com TI, fazia os dois, cara, na loucura, tipo Julius, os dois empregos, aquela doideira. Minha irmã ajudou um pouco nessa época também. Aí 2017 também foi uma época que a empresa começou a tipo a dar certo, foi foi super legal. Eu lembro que na época a gente pegou minha mãe, levou minha mãe para os Estados Unidos, tal. E tipo assim, até foi meio que loucura, porque a gente não sabia administrar. Então pegava assim: “Pô, dinheiro aqui na empresa, tal, já vamos lá”. Caramba, é nosso, é tipo, né, troquei umas doletas lá e tipo cara, tchá rama tchá, sabe aquela coisa? E acontece muito isso, porque quando quando vê dinheiro parado, acha que é…
Não, você não sabe, né cara. Assim, pensa você ali, né? Tipo meu, ninguém nunca te ensinou empreender, como que funciona uma empresa. Você vai, você vai indo conforme…
É. E aí cara, mas assim, foi foi muito legal porque a gente levou… eu fui eu, minha irmã e minha mãe, né? E a gente levou minha mãe, fomos, cara, tipo Las Vegas, fizemos um rolê da hora com a minha mãe, fomos para a Califórnia, tudo, né? E foi legal, porque logo no ano seguinte minha mãe ficou muito doente, né? Minha mãe faleceu em 2022.
Caraca. No ano passado. Recentemente, né.
E obrigado. E aí, então quer dizer: viagem em 2017, minha mãe estava bem. 2018 ela descobriu que ela estava… que ela tinha um câncer, tipo câncer, voltou, né, em 2018. E aí enfim, foi uma depois foi uma luta constante. Exato, né? Então assim, teve essa parada da loucura da empresa, né? Mas assim, pensando no lado, cara, tipo assim: valeu a pena? Trocaria tudo para poder fazer de novo essa viagem. Para fazer de novo essa viagem, né? Então graças a Deus que valeu muito a pena.
Graças a Deus você não tinha o conhecimento do… é a hora certa. Acredita que assim, cara, nós estamos aqui com quase 40 entrevistas no podcast e todo mundo
olha para trás com os erros da ignorância e fala: “[__], sorte que eu era ignorante, porque graças à ignorância eu fiz isso, isso, isso”.
Exato, exato. É exatamente isso, cara. Exatamente isso. Graças à ignorância. Graças à ignorância. Aí cara, beleza. Seguindo aí, 2017, tal, super legal. 2018 também, até a empresa estava indo bem, né? 2017… eu finalzinho de 17 comecei a namorar com com a minha esposa, né, hoje, mas comecei a namorar, tal, beleza. 2018, periri pororó, de boa. 2019. E aí que começou a acontecer, cara. Pensa que assim: final de 2017 eu já dei uma avacalhadinha; 2018 a gente foi segurando; 2019, cara, eu comecei a colher os frutos negativos dessa má administração. Porque não foi só a viagem, né? Eu comecei a tipo me empolgar um pouco, né?
Começou a misturar.
Comecei a misturar, cara.
Você tinha divisão pró-labore ou não era misturado?
Tinha cara. “Ah, preciso pagar isso aqui”.
Deixa eu fazer uma pergunta: nessa época você faturava quanto mais ou menos?
Cara, nessa nessa época a gente faturava ali eu acho que tipo uns 300 pau por mês, 400, por aí.
Sim, já era um dinheiro legal.
Legal. A meu, você acredita que tem muita empresa que fatura esse mesmo valor? 300, 400, 500 pau por mês… meu, uma uma empresa de 6.000 ano é um é um valor alto e o cara mistura a rodo.
Sim, cara. Porque dependendo do nível de consciência, ele vai misturar e nem vai perceber. Não… a ele fala “não, não misturo, mas a escola do meu filho eu pago aqui ó, entra no CNPJ”. Mistura. Mistura. E aí? Eh, como você… como você precisou… o que que aconteceu para você tomar essa consciência?
Então vamos lá. Perrengue. Perrengue vem logo a seguir. 2018, 2019 eu comecei a colher esses frutos negativos aí. E que aconteceu de 2019 para 2020? Pandemia. Hum. Aí eu não tinha caixa guardado, não tinha muito estoque. Tipo assim, cara, a gente entrou numa situação tipo péssima. Assim, começo de 2020, basicamente eh, a minha esposa começou a a a ajudar a gente a trabalhar. Então contando eu, ela e tinha uma funcionária. Cara, a gente entrou numa situação 2020… agora 2020, cara… e a gente estava num… primeiro a gente estava no… tinha imóvel da empresa, numa época a gente tinha até dois imóveis e estava super legal. E aí 2019, 18 para 19 começou a dar essa encrespada. Minha irmã tinha comprado uma casa, não estava usando porque ela ia reformar, a gente foi para essa casa e tipo
assim, não estava pagando aluguel, estava legal. E aí quando apertou, ela precisou da casa e a gente teve que sair. E também aconteceu esse questão da pandemia e a gente ficou tipo meio com a empresa desabrigada.
E aí eu lembro que na época, cara, bateu um desespero. E e aí começou dívida, tals, aí começou tipo cara, aquele aquela avalanche negativa. E aí ainda mais aquelas notícias de pandemia: “Não cara, só só zica”. E aí eu procurando algum lugar, tals, cara… aí tipo assim, aí cheguei… tipo pô, já estava uma situação ruim, eu precisava arrumar um lugar que fosse muito barato e que eh, alugasse tipo meio que no fio do bigode, cara. Não podia fazer um contrato tipo, não tinha como fazer um contrato. E arrumei um amigo de um amigo que tinha uma casa que começou a reformar e não terminou. O casa estava caindo uns pedaços. O cara falou: “Mano, 700 conto você pagou e entrou”. Eu falei: “Mano, é isso, vamos embora”. Entramos nessa casa aí tipo, né, que é horrível na cara e coragem. Não, total. Levamos empresa para lá.
E aí eu lembro que de novo minha mãe… porque que começou a acontecer com esses resultados ruins 2019, 2020? Cara, eu comecei a ficar tipo desanimado, meio depressivo, tal. Tipo deprê, não tinha vontade, né? Tipo assim, tinha muitos dias que eu nem ia para a empresa, para falar bem a verdade. Cara, a gente tinha uma funcionária lá e eu comprava os produtos, mandava entregar, ela fracionava e mandava, fazia tudo. Cara, eu nem queria tipo mais ir. Ela resolvia. E aí em 2020, cara, isso foi piorando, né, começo de 2020 e tals. E aí eu lembro que na época, tipo, minha mãe chegou a hora que a gente mudou para essa casa terrível. A nossa funcionária era uma menina tipo nova e ela ficou com a gente uns 7 anos. E minha mãe, hora que ela viu essa casa, ela chegou em tipo em casa revoltada. Ela falou assim: “Yuri, você não vai deixar essa menina lá sozinha”. Minha mãe falou um monte, velho. Arrebentou: “Você é de brincadeira, vocês estão achando que não sei o que”. E tipo, nossa, falou um monte. Falou assim: “Vocês não estão fazendo nada aí, então pega lá e vai ajudar, vai trabalhar, vai fazer qualquer coisa, tals”. E minha esposa nessa época era namorada, né, estava meio quase que morando em casa ali e tal. Ela olhou para a minha esposa assim e falou assim: “E você também não está fazendo nada. Pega e vai lá ajudar, vai embalar a caixa, vai limpar um chão, vai fazer qualquer coisa que precisar”.
Cara, minha mãe esculachou a gente. Tipo, minha mãe era bem porreta. E aí, sábia.
E a gente olhou um para o outro assim, tipo: “Cara, tá bom, vamos”, né? E a gente foi lá, segunda-feira, tals, né, tipo, pomos o o rabo no meio das pernas e fomos, né? E aí, família Caral… cara, eu até costumo dizer isso, né: o… a gente como pais, né cara, a gente não não tem noção tipo do poder que a gente tem na vida dos nossos filhos, né, de influenciá-los assim. E eu costumo sempre dizer: tipo, nunca coloca limite, sabe, no seu filho. Nunca aquele negócio tipo assim: “Ah, isso aqui não é
para você, isso aqui é para rico”. “Ah, mas seu filho… Ah, nossa, olha a Ferrari ali”. Cara, por que que ele não pode comprar uma Ferrari, né? Tipo, a gente às vezes acha que está protegendo, só que a gente não está protegendo fazendo isso, a gente está limitando.
Limitando, criando crença no cara.
Exato. Minha mãe sempre foi o contrário, né? Ela sempre falou: “Meu, você quer, você consegue, você vai” e tudo mais, né? Cima. E nessa época ela pô, deu esses esculacho em mim e a gente foi trabalhar. E cara, no começo foi muito difícil. A gente chegou dias… eu eu mesmo fazia as entregas de motoboy.
Caraca.
Eu entre… vendia no WhatsApp e entregava. E e tipo assim, a pessoa que estava comprando achava que tinha uma equipe, né? E era eu mesmo, fazia tudo. E e minha esposa também começou também, tipo cara, a gente não tinha faxineira, então tipo ela que limpava, que ajudava a fazer todas as coisas. A gente começou tipo cara, botando uma mão na massa, tipo correria mesmo, loucura assim, sabe?
Nessa época você estava em quantos?
Eu, ela, mais um só. 2020. E aí cara, começou… eu lembro que na metade de 2020 teve aquele negócio das fases da pandemia. Anunciaram que ia ia abrir as academias, né? Tipo assim, para a gente ia ser muito bom, né, porque estava fechado, estava muito ruim. É, anunciou que ia abrir. Quando anunciou que ia abrir, cara, de lá para cá até hoje a gente tipo não parou de vender, cara. Tipo… E aí sim, aí a gente começou a vender e cara, começamos a pegar tipo realmente o a veia do negócio. E e daí para frente, tipo assim, aí a gente se juntou mesmo. Minha esposa ainda trabalhava com outras coisas, tudo mais, e aos poucos ela foi se desligando. E a gente sentou, falei para ela, falei: “Amor, precisa começar a trabalhar aqui e tal, vamos embora, né? Tipo, preciso de alguém aqui para me ajudar e tudo mais”. E a gente realmente eh, se juntou ali e e fomos para cima, cara. E no próprio 2020, no final de 2020, a gente conseguiu sair dessa casa terrível. A gente alugou uma sala comercial pequena, mas era digna, tinha um contrato de locação, era bonitinha, tals, né? Tipo, legal. E aí começamos a a evoluir nesse nesse sentido.
E uma outra coisa que tipo costumo dizer que para mim mudou muito a chave, né — e todos os estudos científicos comprovam — que a gente é dividido em três, né? Tipo: corpo, mente e espírito, né? Espírito. E e não dá para a gente negligenciar uma dessas dessas partes.
Seja lá a religião que você seja. Exatamente. Não é religião, não é religião. É isso, é isso, é é comprovado, né? E quando a gente a gente fala assim: “Ah, corpo? Pô, eu treino, faço dieta, tal. Mente? Pô, eu estudo, eu leio o livro, tal. Legal. E o espírito? O que que você faz?”.
É isso aí. O que que você faz, cara, no seu espírito? Como você… E quem deixa de lado passa perrengue. Você está andando com tripé com duas pernas só.
É isso aí. E é isso mesmo. E aí em 2020, cara, foi quando a gente também se aprofundou nessa nessa questão, né? Tipo, a gente foi para cima, a gente falou: “Cara, a gente é cristão, então meu, vamos vamos para cima. Vamos ler a Bíblia, vamos o que que…”.
Aproximar de Deus.
Exatamente, aproximar de Deus, o que a gente acredita. Então cara, vamos para cima. A gente…
E é um reforço gigantesco.
Louco, cara. Assim, a nossa vida mudou de fato quando a gente começou a entender que isso era importante e a gente começou a sentir o impacto disso na nossa vida e sentir também que tipo a gente tinha essa necessidade, cara. A gente, todo mundo tem. Você… se você não descobriu, você vai descobrir. Talvez se você não descobriu é porque não procurou também. Mas todo mundo tem essa necessidade de se conectar, né? Tipo com com o seu espírito, né? Se você estudar mais, aprofundar nesse sentido, né, na meditação em tudo, você vai ver que tipo, cara, a gente tem um espírito, cara. Não adianta você querer negligenciar isso. E assim, ó: se chama de energia, chama de qualquer coisa.
Exatamente isso. Tem gente que fala “Ah não, eu não acredito”. Eu acredito em energia. Mas [__], é a mesma coisa. É… são nomes diferentes que você dá para a mesma coisa.
Exatamente. E aí a gente encaixou isso no quebra-cabeça também. Foi algo muito importante para a gente. 2020 já mudamos, cara. E aí 2021 o negócio começou a a bombar ali. 2021 também. 2021 a gente já mudou de novo para uma outra casa comercial, que tinha já tipo uns 300 m.
Já era… Marc, cara, você até hoje faz toda a separação aí. Agora você industrializou, começou a botar a equipe nesse meio, né? Como que funciona hoje? Você tem uma indústria? Você contrata? Você terceiriza uma indústria que já existia?
Não, não, não, não. Desde o início a gente era uma micro indústria, né? E a gente foi incrementando isso. Então aí… porque cara, você tem… você tem muitas frentes. Porque você olha e fala: “Ah não, é comércio, e-commerce”. [__], é coisa para caramba que você tem gerenciar, cara.
O comércio é só um… é só a ponta. A gente até brinca, né? Tipo, é… parece que são várias empresas dentro de uma.
Exato. No no final, no final estruturalmente, em termos fiscais, é… são várias empresas. Você tem que estruturar várias empresas para uma vender para a outra, porque senão você paga imposto que nem louco. Exatamente.
Cara, é esse momento é bem bem complexo aí, né? E e aí 2020, 2021 a gente mudou para essa outra casa e a empresa continuou crescendo. Contratamos mais pessoas e o negócio começou a acontecer, começou a crescer e bastante. E aí tipo assim, a gente chegou um ponto que nessa casa aí a gente já estava aí com acho que umas 12, 13 pessoas. Já estava com… começou a ficar até apertado e a gente falou: “Meu, precisamos de um galpão, espaço maior e tudo mais”. E aí em 2022, final de 2022, a gente mudou para o galpão que a gente está hoje inclusive, que já tem uns 1000 m ali, mais ou menos. Já um espaço, né, legal, considerável para a gente. A gente falou: “Nossa, agora a gente zerou”, né? Mal sabia de nada.
Já está pequeno de novo.
Não, calma, vou chegar lá. E aí 2022, beleza, aí fomos para esse espaço, cara, e foi um galpão realmente, galpão novo. A gente fez a estrutura bem bacana também. Cara, nossa, foi foi complicado porque o fluxo de caixa foi…
Vocês construíram?
Não, a gente pegou o galpão pronto, mas vazio dentro. E aí que eu vou entrar nessa parte: a gente construiu a nossa fábrica lá dentro. Tipo, a gente não terceiriza. Terceiriza é uma coisinha ou outra… [__] Que é indústria. Indústria. A gente chama uma indústria. E pensa que assim, é várias empresas. Então a gente tem uma indústria ali, tipo a gente industrializa. A gente tem a parte de de e-commerce, que é uma outra empresa de logística, né? Então são coisas totalmente diferentes. Pensa que a gente como gestor, nós tem que lidar culturalmente na cultura da empresa com um cara que é chão de fábrica, o operador de máquina, o cara tipo lá… e eu tenho tipo nerd de TI, tipo a galera que tipo assim que é totalmente voltada na High Tech assim e tals, né? Que ele prefere trocar ideia no WhatsApp. E eu tenho esses dois caras que, tipo um outro vai na empresa uma vez por semana e trabalha tipo home e performa para caramba. E são culturas complet… culturas completamente diferentes. Ah, são várias empresas numa.
São várias empresas, cara. E aí 2022 a gente continuou crescendo nessa pegada e a gente mudou para esse galpão, cara, e foi bom demais. E 2023, cara, esse ano 2023 realmente assim foi foi algo surreal. Surreal, surreal. No ano de 2023 agora a gente cresceu mais de 900%, cara. Só no ano de 2023.
[__] Que merda. Para você ter uma… para trocar de galpão.
Então aí nesse ano de 2023, quando chegou na metade do ano, a gente olhou e eu falou assim: “Mano, não vai dar de novo”. Aí pensa que a gente estava tipo há seis, sete meses no galpão. [__] Que investimento, não… A gente tinha cara nem mal
tinha terminado de fazer as coisas. A gente olhou, falou assim: “Mano, não vai dar”. E aí começamos a procurar, tals. E agora em outubro a gente alugou um outro galpão em Cajamar, que é um espaço que tem quase 10.000 m.
Estrutura no mesmo… é no mesmo condomínio do Mercado Livre, inclusive no Mercado Livre vai ser nosso vizinho de porta.
Estou ligado onde é essa obra esse em Cajamar. E a gente pegou lá. Então pegamos agora em outubro e agora o final do ano a gente está iniciando algumas par… é num condomínio? É num condomínio…
Pô, menos bom esse aí… gigante.
Legal. E a gente iniciou já algumas algumas partes de reforma, algumas coisas que tem que fazer lá. É novo, né, mas é adaptação. E ano que vem que a gente vai realmente começar a obra com força, né? A previsão é que a gente mude para lá é em até o primeiro semestre, tipo vai junho, é junho, julho, nessa nessa faixa aí mais ou menos. Então a gente vai para um espaço muito maior. E é porque hoje assim, a gente tem a nossa fábrica que eu te falei e a gente tem um escritório também, né?
O escritório vai para lá?
Não vai para lá, vai tudo para lá. Hoje a gente tem separado porque começou a crescer muito a fábrica nesse período aí, nesse ano inclusive. E aí no começo do ano eu falei: “Cara, não tinha cadeira para as pessoas sentarem”, né? E aí porque eu tinha esse escritório todo, essa estrutura toda e a fábrica… não, maravilhoso. E a gente alugou um escritório e falou: “Não, quem é do escritório… rato tem lá… fica tudo aqui, né? E o pessoal da fábrica fica na fábrica”. Então a gente dividiu e agora a gente vai juntar de novo essa galera toda.
E cara, 2023 assim foi um ano para a gente é fora da curva assim. 2023 foi o primeiro ano que a gente fez um planejamento estratégico — isso foi muito legal — olhando para 2024 e falando que vai ser 2022… a gente fez para 2023 e conseguiu cumprir bem esse planejamento, cara. Cara, em setembro a gente tinha batido a meta já.
Que legal, cara. 2023. O que é um bom… e pensa, está falando de 900%. Caraca. Então vocês colocaram a meta lá em cima e foram atrás, cara.
Exatamente, né? A gente foi intencional no nosso resultado. Não aconteceu assim, tipo “ah…”. A gente viu que assim: estamos num galpão, está estruturado, encaixamos o time, temos pessoas boas assim, temos fornecedores parceiros, né? Conseguimos cara, encaixar. Eu fui para a China esse ano, agora em em novembro também, que importação e tudo mais. Cara, a gente conseguiu tipo encaixar… a gente fala assim…
Cara, você tem uma importadora também? É… é um monte de…
Cara, é um é um braço de… como a gente tem parceiros, né, para fazer isso, e então acaba que eu não não assumo o papel todo. Sim, via trading. Não assumo tudo porque senão a gente ia virar uma importadora e aí a gente enlouquece, né? Pensa que eu ter… é não sei se problema bom… de novo, de problema bom, problema bom. Mas a gente tem uns parceiros muito bons, né? Eles importam… vai, incentivo.
Exatamente. E aí tem algumas umas umas conexões que a gente faz que acaba sendo vantajoso para os dois lados, né?
Exato. Estou ligado assim. Exatamente. Os dois ganham.
Então, cara, deixa o cara importar e e a gente tem um relacionamento bom. Esse… e essa é uma coisa também, porque às vezes se você quiser fazer — caso você quer pegar tudo, cara… cara, fazer tudo sozinho não dá certo. A gente só cresceu esse ano justamente por conta da… que nem a gente estava falando da Amazon, que é um parceiro; da Shopee que a gente estava lá, outro parceiro; dos desses… dessa galera que faz importação para a gente; do cara que faz o sachê; do cara que faz o a colherzinha, que é o scoop. Então assim, a gente tem vários parceiros e foi muito legal que assim, a galera foi crescendo junto com a gente, né?
Exato. Você você você transborda prosperidade, cara.
Teve empresas que eram pequenas também e a gente comprava sei lá, um volume X e cara, a gente começou a comprar muito, a gente cresceu a empresa do cara.
Que legal. Delícia. Isso aí é o empreendedorismo acontecendo, cara. É um projeto social praticamente. Você movimenta todo…
Onde eu ia chegar… exatamente nisso. Esse ano a gente já recebeu até umas umas quatro propostas de venda da da da empresa. A gente não quer vender. Não é esse o o o plano, não é o foco. Justamente por…
Foco ainda ou não é nunca?
Cara, não vou dizer nunca, mas assim… nem penso. É porque quase você está com crescimento acelerado, você vai… nem penso. Você vai perder valor.
Não, se eu tivesse vendido no começo do ano… 900%.
Exato. É e e o que entra justamente isso, estava falando essa parte social tal… eu comecei a perceber o propósito das coisas.
Sim.
Né? Eu deixei de lado, falei assim: “Cara, não é mais valor, não é mais dinheiro”. Tipo: “Cara, ah, eu tenho uma condição legal, tals, minha família conforto, está legal”. Cara, honesto, todo mundo tem realmente, tem que isso. Se eu vendesse a empresa, cara, eu nunca mais ia precisar trabalhar na minha vida.
Exato. Podia tipo, cara, zerei o game entre aspas. Tá. E amanhã? Eu vou acordar de manhã, eu vou fazer o… e agora? Agora, né?
E eu comecei a olhar, falei assim: “Cara, não é isso. Não é isso”, né? E nesse nessa trajetória 2023… pensa a empresa crescendo tudo isso. E foi muito também por conta da nossa cultura interna, da cara, da dos nossos funcionários, da da conexão que a gente teve ali. E pensa que se a empresa cresceu 900, as pessoas também cresceram. Não só em quantidade de pessoas, mas em desenvolvimento profissional. E eu comecei a ver a evolução das pessoas e o reflexo que isso trazia para elas: o bem-estar para elas, para a família delas, para todo mundo estava ao redor. Eu comecei a olhar, falei assim: “Cara, é isso”, né? E e uma analogia assim boba que eu que eu que eu faço: digamos que quando eu comecei a empreender lá atrás, cara, a gente queria “[__], eu quero vencer no empreendedorismo”, né? “Eu quero falar que eu tenho uma empresa”, falar assim, né, modo de dizer. “Eu quero vencer, eu quero tipo assim, cara, jogar um jogo de gente grande”. E chegou num momento que eu falei assim: “Cara, beleza, eu estou aqui. Escalei a montanha. Escalei a montanha, eu estou no topo da montanha”. Não que não existam montanhas maiores…
Sim, sim, sim. Mas para a minha montanha você já está.
Eu estava… a ambição era sempre vai aumentando. Mas você olha para trás… cara, a origem. Cara, eu olhava assim: “Cara, eu já escalei a minha montanha. Assim, tipo, uma montanha que na verdade eu nunca pensei que eu ia conseguir escalar, eu já escalei”. Beleza. Cheguei em cima, observei, falei: “Nossa, bonito aqui de cima, hein? Legal, né, bacana, tudo mais. Comprei as coisas que eu queria, tudo, beleza”. Eu falei assim: “Tá. E agora?”. E eu comecei a perceber justamente essa parte do propósito. Eu comecei a ver que não era mais eu chegar lá. E eu comecei a ver que, pô, eu podia chegar e falar assim: “Ô fulano, não, você que está… não vai por esse lado, não vai por aqui, cara. Se você for por aqui, ó, eu vou te jogar uma corda aqui e você sobe aqui também”. Eu comecei a ver: “Ô, pera aí que eu vou descer aí para te ajudar”. E e o cara… eu comecei a ver, eu falei: “Olha o o propósito que a gente tem na vida das pessoas, cara”. Né? Não é não é o dinheiro, cara, não é o dinheiro. Olha o que a gente pode proporcionar: é a realização de sonhos. Não meus, né, só. Lógico, eu tenho também. Mas dos outros, cara. E eu comecei a ver. Hoje a gente tem umas 80 pessoas na nossa empresa.
Que legal.
Multiplica isso por três, que cada um tem na sua casa, né, provavelmente. Cara, a gente está falando aí de tipo 240 pessoas impactadas diretamente, cara. Olha a responsabilidade que a gente tem, né? Eu não preciso dar certo só para mim.
Muito mais peso para uma decisão. Total, cara. “Ah, vamos por aqui ou por ali?”. Putz, são 240 pessoas.
Exato, né? E tipo assim, cara, não é para mim, né? Assim, a gente tem esse peso bom — não coloco isso como um peso ruim, é um peso bom. Eu preciso vencer não só para mim, eu preciso vencer para todo mundo. Tem tem uma galera que depende. Porque quando eu venço, todo mundo vence. E eu não venço sozinho também.
E assim, e outra: você está falando dos funcionários. Como você falou, tem os fornecedores e tem os funcionários. Quando você começa a entrar nessa pira, você fala: “Caraca”. No nosso caso tem os clientes. Porque assim, a gente vende produtos eh, suplementos, né? Inclusive eu trouxe um presente aqui para você que vou pegar aqui agora, a gente vai abrir. A gente vende saúde, cara. A gente vende bem-estar, a gente vende performance, a gente vende tipo assim, cara, qualidade de vida. Pensa a quantidade de pessoas que a gente não impacta, que a gente ajuda na alimentação daquela pessoa, a ela se alimentar melhor, a ela se sentir melhor, independente se ela pratica algum esporte.
Creatina, que foi o produto que mais vendeu… cara, eu eu eu tomo creatina todo dia, cara. Isso muda a vida. Creatina faz maior diferença, cara. Maior diferença. Todo mundo tem que tomar. Total. É algo que eu vou falar aqui sobre a creatina enquanto eu vou vou dar ela aqui para você. Olha a caixona aqui… Então pera aí que enroscou aqui. Enroscou? Não, nada não. Aí, Soldiers saiu aqui.
Antes de eu te dar a creatina, vou fazer um merchan. Vai, já já aproveita, agora é a hora.
Cara, creatina foi foi um dos produtos que mais tem estudos científicos recentemente, né? Ela tinha muito boato antes, né? Muito boato e começou a ser muito estudada. E é o suplemento que mais tem comprovação científica no mundo, né? E começaram a sair muitas comprovações científicas não só para quem treina. Porque basicamente, resumindo assim — eu não sou nutricionista, mas resumindo — antes a gente acreditava que a creatina fornecia energia para as células musculares, certo? Então ajuda na performance, força, é, fadiga, tudo mais. Beleza. Só que começou a sair muitos estudos que a creatina fornece energia para as células do cérebro, cara.
Então é isso que eu senti diferença: disposição gigantesca, cara.
Então assim, tem estudos eh, reais que a creatina fornece ganhos de memória, diminuição da fadiga mental… Olha isso que cara, a gente… aí eu, tipo assim, eu e
você a gente trabalha sentado o dia inteiro, a gente não carrega nada, a gente não faz nada e não fica cansado para caramba? Fica. Diminuição da fadiga mental, né? A melhora da cognição… cara, quem que não quer isso? É para todo mundo.
Então e aí a gente começou a ver… no ano de 2023 foi uma virada de chave também, porque que a gente começou a vender… a gente tirou o foco. Porque pensa assim: hoje, quantos por cento da população consome creatina tipo assim, cara? No Brasil. No Brasil. Estados Unidos é mais, né, porque lá tem muito suplemento. No Brasil é muito pouco, cara. Porque assim, 5% das pessoas? É 5%, sei lá, eu não vou ser o número exato com consciência sim. Mas cara, é muito pouca gente que treina e que consome creatina. Só que quando a gente fala que é um produto que serve para todo mundo, eu não quero vender para os 5%. Todo mundo. Quero vender para geral, entendeu? E assim, tem estudos até de idosos, né? Que eu ia falar exatamente isso.
Há uns meses atrás, meu vô tem 90 anos.
Caramba.
E minha tia cuida dele. Ela me ligou e falou assim: “Yuri, seu vô passou no geriatra e o geriatra receitou creatina para o seu vô”. Então quando a gente recebe as perguntas assim tipo “ah, eu posso tomar creatina sem treinar?”. Cara, meu vô… vô de 90 anos está tomando creatina, né? Tipo, tem estudos até mesmo com crianças. É que no Brasil a gente não pode e dizer isso eh, no nosso, na embalagem tudo por conta da Anvisa. Mas existem estudos fora do Brasil com crianças, né? Tipo assim, eu dou para o meu filho, tá? Tipo, aí sou eu, tá, como pai. Eu dou para o meu filho, meu filho toma e tal. Tipo, não, mas cara, é suplemento [__]. É suplemento, cara. Lógico que uma dosagem diferente, especializada, com… exato. Mas toma, cara. Então assim, a gente começou a ver. E aí meu meu vô foi receitado creatina. E eu dei uma creatina.
Legal inclusive os médicos terem essa consciência já.
Inclusive hoje tem muito já. Eu conheço muitos médicos que que já aderiram a isso, porque assim, estão se atualizando ali frequentemente e já perceberam. Cara, então ó, vou te entregar aqui agora. Vou até virar aqui. Cachaça! Msima, galera, dá um link nessa ver aqui, ó. Soldiers Nutrition. Isso aqui é f… Vou até deixar aqui, ó.
Caraca, deixa eu ver aqui. Vou abrir.
Abre aí para você para você ver. Tá na caixa esse cinzazinho. [__] Tá celeira, né? Celeira é sempre bom, né? Boa. Esse é lançamento, viu?
Caraca.
Lançamos esse aí dia acho que 22 ou 23.
Caraca, esse… acertou o que eu mais gosto, é morango.
Ah, então aí, ó. Maravilha, velho. E esse daqui, ó… eu acho que é um… É esse aqui é o de…
Põe na minha tela aqui, ó. Aqui, ó.
Bem gostoso. Whey Protein. Elite Whey. É, esse é o nosso Whey Protein, tipo uma versão mais premium, com mais proteína e tudo mais. Tem internet, né? Está tudo lá, só jogar Soldiers que… olá Tiagão, o nosso marketing tá…
Esse aqui, os dois são iguais, só são sabor diferente?
Sabor diferente. Diferente, isso. Um é chocolate belga e o outro é… é rapaz, não é chocolatinho, né? Chocolate belga. Chocolate belga.
Deixa eu ver que mais aqui. Uma meia? É uma meia… é de vocês, é? É. Nossa, uma meia. Caraca, ligeiro. Camisetinha.
Camisetinha já fardado para o treino já. Olha que louco, ó. Like a Soldiers. E é legal que você precisa querendo ou não construir todo esse branding por trás.
Exato. Aí, ó, só um a cartinha… uma cartinha aqui tem… que que é isso aqui? Ah, isso é uma uma toalhinha. Caramba, cara, vocês estão ligeiros de brand aí bicho. Toalhinha. E a bolsinha? Ah, tipo aquela sacochila, né? Não fica carregando as coisas na academia… tipo louco, né?
Cara, obrigado cara. Obrigado. [__] Show de bola. A creatina não vi. Acho que está aí no cantinho aí, hein? Ah, está aqui a creatina. Aí, a queridinha do Brasil essa daí, ó. Essa aqui que foi a que vendeu para caramba? Essa daí. Cara, essa é a criminosa. Caraca, essa daí é a creatina. Cara, qual qual é que é essa… quando quando você fala 100% pura… tem creatina que não é pura?
É, vou contar sobre a história da da…
Tá aqui na minha tela aqui, ó. Aí ó. Creatina… foi essa porção de 250 que vocês estouraram? Não, foi 500, a maior. É, um negócio legal sobre sobre a nossa creatina especificamente. No finalzinho de 2022, aí começo de 23, e existe a ABENUTRI, que é a Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais.
Vou deixar aqui… atrapalha? Não atrapalha, né? Vou colocar aqui atrás. Não, beleza. Pode contar, pode contar.
Então, tem a ABENUTRI que eu estava falando. Eh, o que que eles fizeram cara? Eh, nessa época não sei se você acompanhou aí, quem é do meio sentiu isso
bastante: a creatina sumiu do mercado, né? Começou a ficar cara, tals. Sim, ficou em falta final de 22 ali, começo de 23.
É. E a ABENUTRI ela vendo essa… cara, eu senti. Eu lembro que ficou cara para caramba. O preço subiu para caramba.
É. E a ABENUTRI viu isso. O que que eles fizeram? Eles começaram a… que tinha muita gente adulterando, porque não tinha produto, produto estava caro, tals, tinha empresa que estava adulterando. A ABENUTRI ela foi lá no mercado, fez um teste cego. Eles compraram 90 marcas.
Que legal, hein?
Sem ninguém saber, sem nem a gente saber. Compraram 90 marcas no mercado, testaram e mandaram Eurofins, no laboratório, testar. E foi divulgado num podcast igual a gente está aqui os resultados. Mentira. Os caras jogaram a merda no ventilador. E a nossa foi a terceira mais pura do Brasil.
Caraca, não… e as duas… da hora, cara.
E as duas primeiras tinham um custo muito maior do que a nossa. Então é o melhor custo-benefício. Melhor custo-benefício. E não foi a gente que falou. Tipo assim, cara, isso foi comprovado ali tipo por uma associação séria.
Que massa, né?
Então a gente ficou muito feliz também. Fomos pegos de surpresa com a divulgação. O produto a gente sabia que era bom. Cara, agora você vê: quando você faz o trabalho direito, cara, vem o negócio, volta, né? Volta por exemplo, você nem sabia que ia acontecer. Trabalhou direito, agora a M é…
Exato. E hoje eu não não tenho dúvidas em dizer assim que a nossa creatina está entre as mais vendidas do Brasil. Sem dúvida nenhuma. Porque em todos os canais… bom, a Amazon diz isso já, né? Tipo, não sou eu que estou dizendo. Não apareceu nenhum outro suplemento. Não apareceu nenhum outro suplemento. Exatamente. Então quando… que nem esse resultado da Amazon, ele veio muito por conta de todo esse branding, desse reconhecimento que que a gente ganhou, né, no mercado ao longo do do ano de 2023.
E eu eu quero entrar nessa nessa parte de brand. Como você foi construindo todo esse brand? Porque querendo ou não… não cara, você precisa acompanhar igual. Agora você tem meia, toalhinha, sacochila… como que foi esse seu… como você amparou? Porque é e-commerce, indústria e aí você precisa ter um brand por trás para conseguir…
É, cara, hoje a nossa equipe de marketing ela é é bem grande e o o marketing hoje, falando de empreendedorismo, é a nossa linha de despesa maior de todas. Maior que tudo que você imaginar é marketing, né? Porque é o nosso combustível. É despejar brand mesmo para despejar brand. Ainda mais agora você está voando.
Dividido em dois, né? A gente tem uma parte realmente falando de performance, de ADS mesmo ali, tipo aquele aquela tráfego, tração, ROI. Tipo, precisa bater ROI, cara, não interessa. Tipo, a gente colocou uma meta de ROI lá e precisa bater aquilo ali. Ali é tipo assim: colocou, voltou. Tipo, não tem ideia, né? E a gente tem uma outra parte da equipe que aí sim é voltado mais a ideias, redes sociais, branding, tals, onde entra tudo isso. Temos influenciadores também. Inclusive a gente tem hoje o Minotauro como influenciador.
Que legal, bicho.
Da nossa empresa. A gente tem o BrTT, que é um gamer também bem famoso. A gente tem o time da Los Grandes, que é um dos maiores times de E-sports do Brasil, né?
Área boa.
Sim. A gente começou a furar a bolha e para outras coisas, né? Temos alguns atletas também, temos gente muito boa eh, também envolvida. Mas a gente começou a ir para alguns nichos diferentes buscando branding, né? Inclusive no ano que vem também a gente vai lançar o nosso podcast. Já fica o convite para você ir lá também bater um papo com a gente. Acho que faz super sentido.
Podcast dá bom, mais cara.
É, então a gente vai… ano que vem a gente está estruturando, então vai ter o podcast. Não posso falar muito ainda, mas pode depois eu te falo fora do ar aqui. Fala. Mas cara, o podcast é muito bom, cara. É, não, é bem legal. E a gente quer criar o um canal da própria marca, né, de podcast para comunicar. O nosso Instagram hoje, cara, ele está indo muito bem, né? Está, está… a gente cresce, cara. Tipo, nosso Instagram nos últimos 30 dias — tem aquela métrica lá — a gente teve mais de 2 milhões de acessos.
Que legal.
No nosso de alcance no nosso Instagram. E também entramos com uma um formato de branding diferente nesse ano, igual talvez que vocês façam. Eu e minha esposa a gente começou a dar cara também na para a marca, né? Então eh, eu criei Instagram tem um mês e pouquinho, minha esposa tem um pouquinho mais, né, mas também é bem recente. E a gente está dando eh, a cara ali. Identificamos que, cara, para a gente passar para o próximo nível a gente precisava disso. E é o futuro, cara. Porque as pessoas não querem seguir uma marca, as pessoas querem
seguir uma pessoa, né? Querem se interessar pela história e tudo mais. Então… e a gente criou esse esse nosso perfil profissional. A gente tinha um outro perfil, né — e tem ainda perfil pessoal — e a gente criou esse outro perfil.
É igual eu tenho o Além do CNPJ, mas tem o meu lá que eu tenho 100, 200 seguidores, são os meus amigos.
Isso aí. As pessoas que você realmente conhece ali. É mesma coisa. E a gente começou agora esse trabalho. Então a gente está bem bem forte. Minha esposa sempre gostou muito dessa parte. Cara, para mim é ainda é um desafio assim. Não, é muito bom, mas para mim ainda é um pouco de desafio. Ela já já estava jogando em casa, estava mais… mas à vontade, né? Mostrar um pouco da vida pessoal.
Exato. É de leve um pouco da da vida pessoal, mas também mostrar os bastidores, tal, como que funciona da empresa e tudo mais. É, então a gente começou a fazer isso agora, né? Recente. O plano para 2024 é personalizar e pessoalizar a marca.
Pessoalizar a marca.
Exato. Esse é um dos planos, né, de falando de branding aí, de marketing, é é fazer esse trabalho. Então a gente ir à frente, realmente mostrar e tudo mais. Está funcionando, cara. Estou indo em eventos, em várias coisas. O pessoal está está realmente curtindo assim, porque o empreendedor se identifica, né, com o crescimento exponencial, está aí com a história. É, o pessoal se identifica e curte e tudo mais, né? E e a cultura da nossa empresa é muito também essa e é a nossa cultura, né? Só que traduzida para a empresa. Então o que a gente está externando para as pessoas, para os seguidores, é o que a gente externa para os nossos funcionários já. A gente está pegando um pouco do nosso ambiente ali dentro da empresa, tudo mais, e estamos levando isso um pouco para fora, para os clientes, né? Não são seguidores.
Isso vai funcionar. Que o cara vai… o cara vai se identificar com a marca, vai conhecer o processo produtivo dos caras, as histórias… igual podcast: a quantidade de coisas você contou aqui, cara, é tudo informação que pô, quem quem consome a tua creatina gostaria de saber.
Sim, exatamente.
Pessoalização. Pô, conheci o cara que está por trás disso aí, ele começou a embalar em saquinho lá.
Não, cara, recentemente… Pô, eu nunca tinha acontecido isso: uma pessoa me abordou na rua. A gente fez uma live eh, que foi para lançamento desse produto aqui que que eu trouxe você. A gente fez uma live e anunciamos o produto novo, anunciamos o Minotauro nesse dia, o BrTT. Foi uma live bem legal, está no YouTube, ficou gravada. E cara, uns dias depois eu estava na rua, uma pessoa me
abordou, cara. Tipo, eu falei… vergonha, fiquei um pouco, cara. Eu achei que ele ia me roubar. Tipo, peço perdão aí se você estiver assistindo, cara. Eu achei que tipo assim, eu falei: “Cara, está estranho. O cara está vindo aqui, está atravessando a rua, tal”. Eu estava voltando da academia, estava tipo, né, com o fone ali bobeando e ele veio. E o cara chegou: “Pô, parabéns, tals”. Eu eu: “Pô, obrigado, velho. Obrigado, tal, não sei o quê”. Nunca tinha acontecido isso, né? Eu fico morrendo de vergonha até.
Não, cara, tipo, nunca tinha acontecido isso e eu falei: “Pô, obrigado, tal, não sei o quê. Pô, a história de vocês…”. Tipo assim, o o cara ele me conhece, só que eu não conheço ele. A gente fica até com um pouco de vergonha.
Exato. Não, é o que eu falei: é quando eu comecei a a interagir com isso, pessoas vindo falar com você na rua que você não conhece. Pô, a pessoa sabe. E ainda conforme você vai se ambientando, você vai expondo um pouco da sua vida. Então pô, o pessoal sabe o nome da minha esposa. Eu estava eu estava num num evento e eu, minha esposa… o cara chegou para trocar ideia comigo e falou: “Ô Raísinha”. Do jeito que eu chamo ela nos stories é Raíssa, só que eu fala Raícinha. Raícinha. Aí ele chamou: “Ô Raísinha”. Tipo, já chamando ela. A pessoa conhece. “Parabéns pela gravidez” — tá, que minha esposa está grávida — e assim: “Parabéns”. E assim, tipo, ele já sabia de tudo e eu não sabia nem o nome dele, cara.
É isso aí, velho. Nossa, eu fiquei… to… você fica assim: “Caramba, parece que estou sendo espionado”. Mas não é, a gente que está mostrando, né? E está mostrando porque quer, na verdade, né? Mas é legal quando rola essa essa conexão assim, né?
Você precisa… eu preciso quebrar um pouco dessa vergonha. Eu fico vermelho, cara. Sério. Mas é um processo.
É, não, comigo só aconteceu uma vez até então, né? Mas agora que você vai pessoalizar, cara, você vai ver. É ação que aconteça mais. Uma coisa legal também é chega a ser um feedback. Porque às vezes vem pessoas com algum problema, com alguma coisa que aconteceu, tal, comprou na empresa e o produto atrasou. Coisas que acontecem, cara. E o cara vem mandar mensagem para mim, né? E cara, a gente tipo assim, na medida do possível eu tento atender e responder e encaminhar para as pessoas, né? Exato. E tipo, até esses dias um rapaz mandou, eu falei: “Cara, tipo, está um pouco estressado”. Eu falei: “Cara, toda empresa tem problema assim, né? A diferença é a forma como a gente lida com os problemas, né?”. Ó, um problema que estava no site lá, negócio do cashback. Falei: “Cara, estamos com instabilidade sim, já passei para o time”. O cara: “Pô, mas como assim nessa altura do campeonato tem problema?”. Falei: “Cara, a gente tem problema porque a empresa é feita de pessoas e pessoas têm problemas. E a gente sempre tenta minimizar esses problemas e atender da melhor forma possível”.
Pô, temos um problema. Pô, vamos lá, vamos resolver. Exatamente. Qual que é o seu problema? Ó, às vezes, cara, para esse problema aqui eu preciso de um dia para resolver. Já encaminhei para a equipe, cara, peço perdão. Mas assim, tem que ter uma paciênciazinha, né? A gente é pessoa do nosso lado aqui, não é um robô que empacota que faz tudo, né? Quando a gente é pequenininho a gente a gente consegue segurar tudo no colo. Mas quando a empresa cresce, você perde um pouco do…
Não tem como, cara. Quando a empresa começa a crescer, você tipo depende realmente de outras áreas, de outras pessoas. Burocratiza um pouco, o que é necessário, né, para para organização.
Obrigatório. Se não, não quer… senão você não cresce, né? Você cresce desorganizado. Tem que burocratizar, tem que realmente cada um cuidar de uma área, né? Então tem que… eu costumo dizer muito isso. Tipo, sei lá, às vezes a gente recebe alguma proposta de marketing, alguma coisa muito legal e o cara vem direto em mim, né? Já aconteceu. E coisas boas inclusive. E cara, nossa cultura interna não funciona assim. Eu falo assim: “Cara, beleza, ó, entendi. Eu quero”. Acha, vem em mim, acho que eu vou resolver. Eu falo assim: “Ó, a gente tem nosso gestor aqui de marketing. Isso. E o que esse cara falar, falado. Tá falado, velho. Porque eu confio nele, entendeu?”. Eu contratei ele para confiar nele. E outro: ele sabe mais sobre a ação, sabe mais do que eu. Eu não sou o cara que mais sabe na empresa.
Você começa a perde o controle da empresa, real.
Exatamente. Então assim, pô, marketing? Pô, eu eu tenho que ouvir o cara. Lógico que eu vou vou dar algum pitaco, vou ajudar a tomar alguma decisão. Lógico que sim, né? Mas eu não vou dizer “faz isso e não faz isso”, porque quem estudou a parada, quem tem experiência, é ele. E o cara está pronto, não sou eu.
O cara está pronto. Porque assim, às vezes às vezes o cara te conta metade da história. Exato. E não ex… ele não fala a verdade, não. E no no lado profissional, né, o cara que está lá do do no lado dele, do gestor ali, ele olha e fala assim: “Caramba, cara, essa empresa me dá autonomia para trabalhar, né?”. O cara não me atropela. Inclusive os gestores bons, se você não der autonomia, vaza. Eles vazam porque ele fala: “Pô, eu estou aqui para fazer nada. Exato. Eu estou aqui de de fantoche, de marionete”.
Exato. Aí aí eles vão ir embora. E quem você vai conseguir colocar no lugar? Um fantoche. Um fantoche. Exato. E não é o que a gente quer. A gente quer um cara que pense, né? Exato. Um cara que seja extensão da nossa do nosso cérebro.
Exatamente. Então a gente sempre tenta os nossos gestores internos ali, cara, falo: “Meu, é é prefiro que você faça e erre do que você não faça, entendeu?”. E assim: é
contigo, velho. Eu vou te cobrar o resultado, porque isso aí nós vamos cobrar, velho. Isso cobrar. Mas como você vai fazer, as decisões que você vai tomar, irmão, é com você, velho. Você é o cara, né? Não sou eu.
Você está com a filosofia certa sobre é o processo de crescimento. É por isso você está crescendo, cara. Porque tem muito empreendedor — e isso é uma das maiores dores que tem — o cara não… o cara é ciumento, ele não quer largar o osso da operação.
Exato. É é. E eu digo muito isso, né? Quando eu comecei a largar esse osso da operação… inclusive eu tenho alguns alguns funcionários que tipo assim me forçaram a largar. Tipo: “Cara, para de fazer isso aqui. Você deixa que eu cuido, você não precisa fazer isso”, né? E foi um pouco louco para mim, porque eu eu tive que aprender a trabalhar de novo, cara. Você acredita?
É, mas é mesmo.
Eu me senti assim: sabe quando você entra numa empresa… É ocioso. Ocioso. Sabe quando você entra numa empresa e você não sabe o que que faz assim, você tipo, tipo: “Tá, que que eu faço? Que que eu falo aqui?”. Cara, eu me senti assim. Eu tive que… eu olhei e falei assim: “Tá, eu não preciso mais fazer tudo isso daqui que eu fazia. E agora? Ok. E agora? O que que eu faço? O que que eu faço?”. Beleza, aí tem a lógica, a parte da estratégia que você tem tudo mais. Mas cara, mas não é um processo rápido.
Você… um processo rápido?
Exatamente. Eu comecei a perceber: cara, de repente é mais importante eh, eu fazer algumas outras coisas: fazer um relacionamento, fazer um network, eu fazer isso, fazer aquilo, eu dar uma palestra, eu conectar com esse cara aqui, eu eu almoçar com fornecedor chave. Isso é o que vai mudar o nosso game, não é o querer botar a mão. Não é isso, não vai mudar nada, cara. O…
Deixa eu fazer o pause. Ô Lucas, corta isso e faz um corte. Porque cara, é isso. É isso real, meu. Que o que você falou é a verdade absoluta. Quando a gente sai da operação, primeiro que a gente se sente mal. A gente se sente mal, a gente se sente inútil. Fala: “Você está chegando”. Você fala: “Meu…”. Porque você você construiu aquilo na mão. Você construiu aquilo na mão. Aí do nada a galera está fazendo… toma de você. E aí a galera a a a gente a gente se sente inicialmente imprestável: “Fala o que que eu faço?”. E aí você precisa se redescobrir. Você precisa se redescobrir um novo empreendedor. Porque é isso: é um almoço com fornecedor, muda tudo, cara.
E digo mais. E é engraçado que quando você faz isso, você começa a ter mais tempo, né? E aí que a gente vive tipo uma parada realmente mais mais plena do negócio, né?
A empresa começa a embicar para cima, cara. A hora que você sai do operacional…
A gente cresceu 900%. É isso. Se você tivesse lá, bicho, esquece. Você não ia crescer 900%. Não ia crescer, cara. Não ia crescer porque a gente quer controlar tudo, a gente quer fazer tudo e a gente não sabe fazer tudo. Pensa que nem você olhou aí, você fez um raio x, né, de longe. Pô, produção, expedição, logística, estoque de matéria prima, estoque de produto acabado e atendimento ao cliente, e-commerce, marketing… Cara, como que uma pessoa só — impossível — vai saber e ser especialista em todas essas questões? Vai conseguir e vai limitar o crescimento desses setores. A gente tem que ser especialista que na gestão. É isso. E na duas coisas: envolver direto com gestor, gestão e cultura. Cara, duas coisas que que assim, que isso eu preciso me envolver. Cara, eu prefiro perder um dia para sentar com o cara e contar essa história da empresa que eu contei para você, para ele entender como que as coisas funcionam, do que cara eu tentar resolver alguma coisa tal. Lógico, tem uns problema e a gente corre atrás também. Mas isso não.
É que nem minha esposa por exemplo: ela faz pessoalmente todas as integrações das pessoas que entram na empresa. Minha esposa também. Uma por uma ela senta lá e fala assim: “Fulano, senta aqui que eu vou te contar como que isso aqui nasceu e como que funcionou”. Porque a gente não ganhou a empresa de ninguém, não foi meu pai, não caiu do céu, tal. A empresa foi assim, ó: foi fundada 2014 lá. Legal. E conta toda a empresa, porque a pessoa entende, né, aonde ela está trabalhando. O RH chegou na minha esposa e falou assim: “Deixa a gente fazer”. Falei: “Não, não, não fazer”. E eu digo mais, cara, isso é muito legal e e isso foi uma coisa que que uma empresa que eu trabalhei, a última empresa que eu trabalhei, fazia. Fazia isso, cara. E eu achei eu achei incrível, né? Eu achei incrível porque o que acontece? Quando eu entrei nessa empresa, o dono era um senhor, um japonês de 80 e poucos anos, cara, super tradicional. Um cara assim fenomenal. É um cara que era foi ex-diretor da HP, de várias grandes empresas e tudo mais. E e olha o que ele fazia na época que eu entrei — eu fui um dos últimos a pegar isso, eu fiquei muito feliz — cara, a gente passava uma semana com esse cara todos os dias. Primeira semana de empresa. Pensa: você chegou na empresa, ficava com o cara — agendava com ele, né? É o Sr. Kida o nome dele — e uma semana todos os dias intensivão com o cara. O cara te dava aula de contabilidade, ele falava sobre a cultura da empresa, ele explicava como que a empresa funciona, como que a empresa surgiu, qual que eram os objetivos, qual que era o planejamento estratégico…
Caraca, cara. Era uma semana e no último… o cara fenomenal. E no último dia ainda me levou num restaurante japonês pra comer. Cara, para mim foi assim, foi um aprendizado tipo fora do normal assim. Eu eu, naquela época, eu nunca tinha tido oportunidade de de gastar tanto tempo com uma pessoa tão sênior assim, tão experiente, sabe? Tipo assim, eu olhei aquilo, falei assim: “Cara, esse cara aqui é
um gênio. Vou colar nesse cara”. Não, e assim… e e depois disso eu eu mal falei com ele, porque assim, cara, aproveitou. Aproveitou. Depois dali, filhão, na semana seguinte os caras já, ó, chibatada no trabalho e vai embora. Esquece. Aprendeu. Aprendeu. Cara, eu fiquei impressionado de aula de contabilidade, cara. Despesas, receita… assim, para todos. Eu era de TI, cara. Para que que eu ia precisar saber de despesa e receita? Não, era cultura, cara. Porque aquilo era importante. Sabe por quê? Porque a remuneração, uma parte de remuneração, era variável e ela era fracionada. Tipo assim, a porcentagem da da meta da área e do todo. E para calcular essa porcentagem você precisava entender um pouquinho das despesas e receitas.
Caraca bicho, que da hora, hein?
Porque para não falar assim “Ah, mas por que que esse mês e não sei o que?”. Ó, por conta disso, disso, disso, disso, disso, disso. Exatamente.
Cara, ligeira, hein?
Empresa sensacional. Essa empresa foi vendida depois para a Soube, que foi uma empresa maior. Até cheguei a prestar uns serviços para eles, mas cara, aprendi demais. E minha esposa faz exatamente esse esse trabalho hoje. E isso faz muita diferença para os nossos colaboradores, caras, porque eles entendem. O cara já entra no no flow, no… o cara entra e já fala assim: “Meu, eu entendi como que funciona o negócio aqui, o negócio aqui”. Tipo assim… e e se o cara não tem aderência, cara, tipo… e outra, ela já ela já dá uma filtrada também. Ela fala, às vezes ela chega e fala assim: “Ó, esse cara aí não vai para frente não”. Fila fala: “Amor, não gostei daquele cara, não vai para…”. E para que ela não errou nenhuma vez é difícil, hein velho? Ela fala assim: “Amor, não gostei daquele jeito, daquele cara ali, cara estranho. Contei a história, o cara estava bocejando, estava não sei o quê. Pô, o cara não fez uma pergunta. Eu vi que assim, que ele não estava tipo meio que ligando porque eu estava falando”. Porque às vezes o cara entra, ele acha que tipo “ah, isso aí é besteira, só chegar”, exato. “Isso é besteira, isso não é trabalho, isso é besteira”, entendeu? E já filtra demais.
É, e a gente que é gestor, cara, a gente sabe que assim: se o cara não tiver comprado com a cultura da empresa, irmão, não adianta. Ele pode ser o Bill Gates, não vai performar. É isso.
Vai. E às vezes o cara, ele nem é o Bill Gates, ele é um cara simples, mas ele está tão alinhado com a cultura da empresa que ele voa. Vê que eu tenho vários exemplos, ele faz de tudo. Eu também tenho cara. Esse ano, 2023, a gente tem um funcionário lá que foi promovido três vezes, cara. O cara ele entrou como auxiliar de de lá na logia… na expedição, auxiliar de expedição. Hoje ele é o líder. Ele já tipo assim, pulou uns quatro degraus de uma vez só. Mas por quê? Porque ele ele ele entendeu como que funciona a parada e a gente também… exato. E a gente
também é muito justo, cara. Aconteceu, fulano… não a assim, a gente nunca espera o funcionário vir pedir promoção, pedir… o nosso papel como gestor é observar e chamar o cara antes.
É isso aí. O cara está performando, falou: “Não, chega aqui, ó. Você fez assim, assim, assado. Por conta disso, ó, eu já estou… toma isso daqui”. Por quê? Porque você fez. A gente está comunicando só para você, você já fez. Da mesma forma, quando vai demitir também… faz tempo que eu não faço uma demissão, graças a Deus a regra está funcionando. Mas quando eu fiz muitas demissões, e eu sempre mudei o discurso: “Ó cara, eu estou comunicando o seu desligamento”. Porque mudando até a forma de falar…
Porque quem se desligou foi ele. Exato. Não vou ficar com esse peso para mim.
Exato. “Eu estou comunicando porque quem se desligou foi você. Porque é… eu sou um dos maiores interessados em que você desse certo, cara. Eu só sou o porta-voz. Eu só estou dizendo assim: olha, com base em tudo que você fez, eu analisei e eu estou vendo que assim, cara, não dá. Você se demitiu”.
Você se demitiu. Exatamente.
“Não fui eu”. E quando o cara se promove é a mesma coisa, cara. “Ó, chamei aqui para comunicar que você vai receber uma promoção porque você fez isso, isso, isso. Você atingiu isso, isso, isso, isso, isso. E a partir de agora, ora, eu espero de você também isso, isso, isso, isso, isso”.
Já passa a letra do que você precisa.
Já passa para o cara e fala assim… porque muitas vezes ele não tem noção do do qual é o papel atual. Não tem. Que nem esse cara, tipo, pô, o cara nunca foi líder. Eu preciso ensinar ele a ser líder também, ensinar ele a gerir as pessoas, que é o maior desafio.
Porque senão também você perde um bom operacional e um péssimo líder.
Líder. Exatamente. E aí entrando na parte da cultura da empresa, a gente costuma dizer que a cultura da empresa é igual uma escadaria: você não lava de baixo para cima, você lava de cima para baixo. Então como que a gente começa? Pelos líderes. Esse é o cara que a gente investe o tempo e você tipo cara, faz ele realmente estar entendendo ali, comprado com a ideia. Porque se ele tiver comprado com a ideia, cara, os de baixo eles vão rodar sozinho. Eu tive um exemplo disso, cara. Foi uma fala, uma única fala que para mim marcou assim. No ano passado eu tive uma oportunidade de conversar com o Guilherme Benchimol, o fundador da da XP. A gente foi num grupo pequeno lá e sentamos na sala com ele e tals. E ele contou um pouquinho de história da XP e o pessoal levantando a mão e tipo “Guilherme, tal, não sei o que”, tals. E um cara levantou a mão — e eu, cara,
não tive nem pô, buguei só assistindo, é, só assistindo — e o cara levantou a mão e falou assim: “Ô Guilherme, mas hoje você não é mais é CEO da da XP, né?”. Ele falou: “Não, não sou”. Ele falou assim: “Então qual que é a sua função aqui hoje na na empresa, né? Que que você faz de fato?”. Ele falou assim: “Então, a XP — eu não vou lembrar os números tá — a XP tem 50.000 funcionários”. É uma parada assim, né? “A XP tem 50.000 funcionários desse nível. A gente tem a liderança quer subindo, né, na na cadeia hierárquica da empresa. Eu tenho aqui tipo 30 eh e líderes aqui tipo top mesmo cara. Eu gasto o meu tempo todo com esses 30 caras, garantindo que esses caras estão bem, que eles estão performando, que eles estão entendendo. Porque se esses 30 não entenderem… não, se eles entenderem, exato, a empresa vai funcionar. Os 50.000 funcionários. Porque esse 30 vai disseminar para a equipe dele, que vai vai disseminar para outra equipe. Exatamente. Cara, isso vai chegar no final. Ele falou: “Agora se esses 30 aqui não entenderem, cara, a empresa não vai funcionar”.
Então assim, o meu papel hoje não é mais CEO da empresa, tem um outro CEO da empresa. O meu papel hoje é cuidar desses caras aqui. É é ter ali tipo cara, embutir a cultura, a liderança, é estar perto das pessoas, né?
É replicar a cabeça dele na cabeça desses caras.
Exatamente, cara. Porque tipo assim, cara, uma… nada melhor do que uma pessoa bem bem liderada. É isso aí. Bem gerida, né? A pessoa sente bem, cara, se sente cuidada. Tipo assim, a pessoa amparada. Cara, a gente tem um cargo na nossa empresa que é um gerente de gente e de gestão. Ele até está aqui fora. E ele faz todo o sentido para a gente na nossa cultura. É um cargo que é muito utilizado na Ambev, algumas outras empresas. O que eu até brinco com ele, falou que… falou: “Cara, você não tem função aqui dentro, né? Você só tem… você só tem duas coisas que você tem que fazer: cuidar das pessoas e dos processos”. Então assim, cara, você não tem… tanto que nem mesa, coitada, ele não tem nesse momento. E ele não tem função operacional de fato, muitas coisas assim não tem. Ele chega lá em você e fala assim: “E aí, como que está? Está tudo bem? Não sei o que, não sei o que”. Pessoas. “Pô, estou com problema assim”. Totalmente pessoas. E também chega e fala assim: “Cara, esse teu processo aí, como que você está fazendo? Mostra aí para mim”. Aí o cara mostra, fala assim: “Cara, putz, aqui acho que não vai dar certo hein mano. Vamos tentar fazer desse jeito aqui”. É um cara que tem muito tato, muito pessoas, né? E o líder — pensa que esse cara ele está acima do líder — o líder ele se sente cuidado. O líder fala assim: “Caramba meu, essa empresa tem uma pessoa para cuidar de mim. Essa pessoa está me amparando, né? O dia que eu tiver mal eu vou ligar para ele”. E ele pô, ele sabe até o nome da minha esposa, da minha família, sabe minha filha, sabe? É como se fosse cara entre aspas, né?
E junto com processos. Então assim, ele entra no financeiro…
Nome da função que você colocou? Gerente?
Gerente de Gente e Gestão. TI de gestão. Pô, legal, hein?
Ele, cara, o financeiro tipo um pomar mais complicado… ele entra lá: “Cara, como cessa aqui? Quando pagar? Quando a receber? Me explica aqui como que funciona” e tudo mais, né?
É um maestro. É um maestro, cara. Como se fosse. Que legal.
E é um cara que assim, para a gente, né, ajudou muito a a virar a a chave. E porque ele cuida da liderança, cara. E quando você cuida da sua… Lógico que a gente também cuida, eu também fico ali, tudo mais. Mas ele é um cara que tipo assim, está no no no dia a dia. Ele é o cara que faz o one-a-one com com todos os líderes. Eu às vezes não não consigo fazer one-a-one com todos os líderes. Já fiz com a maioria, durante um ano eu fiz. Não dá mais. Mas é muito difícil, né? A gente já tem quase tipo acho que 10 líderes no total. Eu não consigo fazer com todos. Com ele eu consigo. E eu faço… e aí voltando, eu faço com ele e ele faz com os outros. E ao contrário também. Quando tem algo: “Pô, tem 10 aqui, cara, tem um aqui que você está precisando dar uma atenção, velho. Vai lá e conversa com ele, troca ideia”. E aí eu vou lá e: “Pô, qual que é qual que é o problema do cara?”. “Pô, o cara me falou que ele está com problema em casa, com a esposa, não sei o que”. Falou: “Beleza”.
Ele mesmo já te direciona.
Ele mesmo já fala assim, ó: “Vai aqui, vai lá. Pô, acho que se você conversasse com esse cara aqui seria legal”. E o… e eu sei que ele é líder, que ele é importante, esse cara. Não que as outras pessoas não sejam, mas eu vou lá direcionado já. Falo assim: “Pô, como que está aqui, cara? Se precisar a gente está aqui” e tudo mais. O outro, tipo, a filha vai nascer. Outro…
E quando você dá esse apoio, o cara… o cara você tem tudo dele. E aí cara, os dois crescem juntos.
Exatamente, cara. E aí quando voltando naquela no papo do propósito, né? Aí quando a gente vê isso a gente fala assim: “Cara, é isso que eu quero. Está funcionando. Está funcionando porque assim, está bom para a gente e está bom para o cara também, né? Estamos todos felizes. Não estou eu pegando o dinheiro da empresa e botando no bolso e já era. Pô cara, eu estou transformando a vida da outra pessoa”. Na verdade ela está se transformando, eu sou só ferramenta.
Exato, você é o meio.
Exatamente. Porque quem está causando a transformação é ela, ela mesmo. Ela precisava de uma oportunidade e de de repente de alguma ajuda, de algum mentor, de alguém que tivesse ali para…
Vai precisar de uma estrada.
É exatamente. E eu falo assim: “Cara, vem por aqui”. Asfaltou. Exato, né? Isso faz total diferença. Cara, isso é empreendedorismo.
E cara, Yuri… [__] Agradeço o papo. Já chegamos no final. E demais, né cara? Te convido a voltar. A gente está fazendo um processo de… a gente entrevista uma galera, mas a gente chama depois, porque cara, está acontecendo na tua vida.
Sim, sim, sim.
Volta, novas histórias. Já quero saber como foi a mudança para esse galpão e tudo mais, porque cara… e você está indo para um por uma estrutura gigantesca.
Exato. E tem outros desafios.
E outros desafios. Então quero que você volte para contar esses desafios. Quando você… quando você falar assim “cara, já tem história”, só me avisar que você já vem de novo.
História, cara, tem demais, né? A gente está louco. Cara, obrigado pelo presente. É vida longa Soldiers. Cara, vocês já estão voando, vão voar muito mais agora com espaço ainda que vocês estão crescendo, com toda essa cultura, esse alinhamento que você trouxe, a aula que você trouxe aí para a galera. [__] Agora é só voar cada vez mais. É mais 900 agora em 2024?
Ah cara, a o nosso planejamento estratégico não está tão ousado para esse ano. Vocês cresceu demais.
A gente cresceu demais, né? Se a gente crescesse mais 900 a gente praticamente alcançaria o líder de mercado já se a gente crescesse, né? Mas então já não dá.
Já chegaram no patamar que…
Sim, a gente vai ter que um pouco mais devagar. Vamos crescer ano que vem com certeza, mas vai ser um pouco mais devagar porque a gente vai estruturar, né?
Agora você já é um Boeing. [__] Vai aquele dronezinho rapidão.
Aí é um pouquinho mais mais complicado, cara. Mas aos poucos a gente vai vai chegando lá, né? A gente vai vai aprendendo a cada cada novo nível a gente vai aprender a pilotar a parada, né? Desenvolver novas skills.
Yuri, agora vou pedir licença rapidinho porque eu vou agradecer aos patrocinadores do do podcast. Está no esquema aí Tiagão? Boa. Sucesso.
Galera, então eu quero agradecer os patrocinadores do podcast da Além do CNPJ, que são as pessoas e as empresas que acreditam no projeto e patrocinam para que toda essa estrutura, tudo isso aqui, seja disponibilizado de maneira gratuita aqui na internet para vocês. E quero começar falando do meu parceiro Adalto de Carvalho, da CMC Displays. Está precisando vender mais? Então o seu negócio precisa de soluções criativas para PDVs, balcões, bandejas, displays e muito mais. Está aqui o site, o arroba dos caras aqui na tela. E quando a gente fala em solução para PDV, uma coisa muito importante — você que trabalha direto com cliente final — é trazer uma experiência diferente. Muitas vezes quando você pensa em degustação, experiência em em outras dimensões para o cliente — olfato e degustação e tudo mais — você garante muito mais repertório para o seu cliente tomar processo de decisão e comprar pela tua marca e pelo teu produto. E aí quando você fala “Pô, legal colocar isso na minha loja, colocar isso no meu ponto de venda, colocar isso nos meus distribuidores”, mas você pensa muitas vezes que você, para fazer isso acontecer, você fica desamparado. E é justamente aonde entra a CMC, que é um parceiro aqui do Além do CNPJ, que tem toda uma solução para PDVs. Você vai entrar entrar no site dos caras, é um e-commerce, você vai ter um monte de solução. Essas soluções são todas prontas, mais personalizadas de acordo com o seu logo e tudo mais. Eles cuidam de tudo e te entregam essa solução completinha e prontinha para você colocar no teu negócio, fazer o negócio acontecer. Então clica em algum lugar dessa tela e obrigado CMC, obrigado Adalto de Carvalho aí por acreditar no projeto e fazer isso aqui acontecer. Tamo junto e sucesso.
Agora eu quero falar da SMB Store do meu parceiro Alonso. Desde 2018 a SMB tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, suas vendas, seu financeiro. Tudo isso com sistema acessível e fácil de usar. Está aqui o Instagram e o site na tela. E quando você pensa em gestão de empreendedorismo, gestão de empresas, muitas vezes você fica desamparado justamente porque para você gerir um negócio, você precisa fazer com os setores se conversem. E aí você pode pensar: “Pô, eu sou pequenininho, eu sou eupresa, eu não preciso de de um ERP”. Aí que você se engana. Porque quando você começa sozinho a colocar tudo no ERP, você alicerça o teu negócio para crescer de forma próspera. Se você já tem alguns funcionários, se você gerencia em papel de pão ou em planilha do Excel, vira uma zona. Você precisa de um ERP para controlar e gerenciar tudo num único lugar através de relatórios, para você… que esses relatórios sirvam de justamente tomada… processo de tomada de decisão estratégica no seu negócio. Se tudo isso que eu estou te falando faz sentido, considera a SMB um parceiro para você. Caso você você não tenha um ERP ou você tenha um ERP que não funciona para você, a SMB é intuitiva, fácil de usar como uma rede social, fácil de implementar e você vai com certeza me agradecer depois de ter indicado os caras. Então SMB Store é o nosso parceiro aqui do Além do CNPJ. Clica em algum lugar nessa tela, fala com os caras, depois volta para me agradecer, porque com certeza o seu negócio vai dar um salto de qualidade depois de começar a trabalhar e gerir sua empresa através deles. Estamos junto. Obrigado Alonso, obrigado SMB.
Agora eu quero falar do meu parceiro RPL, Agência RPL, do meu parceiro Rodrigão, Rodrigo Álvares. A RPL oferece a solução completa de marketing digital para negócios, cuidando das empresas com olhos de dono. Desde criação de site, gestão de anúncio, planejamento estratégico, social media, SEO, etc. Aqui está o site dos caras na tela e o @ do Rodrigão. E aí você olha, também os caras estão colocando o arroba do Instagram do próprio Rodrigo, justamente porque a RPL tem uma pegada muito diferente das demais agências no mercado, que é um trabalho de boutique. Os caras gerenciam de fato os negócios de seus clientes com olhos de dono. Falo isso com propriedade: Rodrigão é meu amigo pessoal, meu parceiro. Inclusive é o cara que cuida de todo o meu marketing digital. Quando se fala marketing digital, tanto do Além quanto de qualquer outro negócio, todos eles estão envolvidos através da RPL, com olhos de dono mesmo, do jeito que eles olham, porque eu confio cegamente nos caras. A gente que é empreendedor muitas vezes precisa de alguém para gerenciar a nossa rede social, gerenciar o nosso site, gerenciar nossas mídias, nosso SEO. E às vezes a gente fica desamparado, porque a gente fazia isso, a empresa começou a crescer, a gente não consegue mais ter braço e a gente precisa de alguém de confiança. Então eu, Felipe, confio de olhos fechados na RPL. Pode ir lá, pode conversar com os caras, depois volta para me agradecer porque o Rodrigão é massa e fera demais no que o cara faz. Tamo junto. Obrigado RPL, obrigado Rodrigão aí pela parceria e por acreditar no podcast. Tamo junto.
Agora quero falar da WJR Consult, meu parceiro Wallenstein Júnior. Gestão financeira descomplicada para empresários. Está aqui o @ da WJR e o site dos caras. Eu, muito tempo empreendendo — 11 anos empreendendo — durante 7 só bati cabeça, justamente porque eu não sabia gerenciar financeiramente meu negócio. E aí depois de muito faturar, muito crescer, girar muito dinheiro na mão e não conseguir segurar — então era dinheiro girando, girando, girando, faturamento, faturamento, mas o dinheiro não sobrava no bolso — não sabia o motivo. Até que descobri uma consultoria que me ajudou a entender o que que é um DRE, um gerenciamento de capital de giro, uma precificação inteligente. E a WJR entra justamente nessa lacuna, nessa dor para o empreendedor. A gente não aprende isso na faculdade, a gente não aprende isso — pelo menos na faculdade que eu fiz, eu não tive esse conhecimento — a gente não aprende isso na vida real. E que muitas vezes, cara, o conhecimento está ali disponível. Ele vem, aplica no seu negócio de maneira muito rápida, muito instintiva e te ajuda demais. Porque o teu negócio já está girando e começa a fazer quase que magicamente sobrar grana. Foi o que aconteceu comigo. Por quê? Porque quando você olha de maneira estratégica um planejamento financeiro da sua empresa, você começa a identificar de forma muito rápida gargalos que antes você não tinha essa visão. Tudo isso que eu estou falando para você não é papinho, eu estou falando isso porque eu vivi isso. E todos os empreendedores amigos meus, quando implementaram o DRE e toda essa essa esse essa operação 360 de uma gestão financeira eficiente na empresa, falaram para mim que o resultado foi o mesmo. Então é uma operação que se paga
muito rápido. A WJR Consulting te oferece consultoria, planilhas, sistemas que te amparam em todo esse esse esse essa dor que você tem de gestão financeira. A WJR tem um grupo de consultores para todos os nichos e bolsos. Então é uma contratação que você faz e se paga imediatamente. É uma contratação que faz muito sentido e deixa frutos longínquos eh, para a sua empresa. Então contrata WJR, troca uma ideia com os caras. Com certeza você vai ter uma uma um um resultado frutífero, próspero demais no seu negócio. Clica em algum lugar nessa tela e fala com os caras, que com certeza você vai ver o quanto a gestão financeira aplicada no negócio de maneira eficiente faz as coisas acontecerem. Estamos junto, WJR. Tamo junto, Wallenstein, meu parceiro.
Agora quero trocar uma ideia com vocês para falar da Agora Marcas, da minha parceira Luana e do meu parceiro Rodrigo Lopes. O registro de marcas mais rápido e fácil do Brasil. É uma Startup que revolucionou o registro de marcas no país, que em poucas horas eles registram sua marca de modo 100% online e um preço super justo. Está aqui o @ da Agora Marcas na tela, está aqui o site deles. E aí eu quero falar para você de um caso, não sei se você ouviu falar esse caso que aconteceu esses dias aí, do caso do Renato Aragão, o Didi. A Turma do Didi, que todo mundo cresceu com os caras… Cara, você acredita que o Didi perdeu o uso do nome dele? Ele não pode usar mais a o nome de Didi. Quem registrou essa marca — é engraçado mesmo, cara — quem registrou essa marca é um grupo de uma empresa chinesa chamado Beijing Didi Infinity. Basicamente os caras foram lá em 2000, registrar a marca Didi. Em 2008 deferiu o INPI, deu a marca para os caras. E Didi não pode mais usar, porque ele recebeu um processo. Para você ter ideia, nem “A Turma do Didi” — entre aspas, A Turma do Didi — o Didi não pode usar, porque nem é dele, é da Globo. A Globo agora que que na época eh, registrou. E o Didi não tem nem mais o nome e nem mais a Turma do Didi, porque é tudo dos outros. E agora aquele negócio, né, briga judicial… o pessoal da equipe do Didi está falando que isso é pseudônimo e tudo mais. Mas cara, é uma dor de cabeça, rios de dinheiro de investimento que agora o Didi vai ter que fazer para se proteger, para quiçá no final conseguir usar. O que ainda é muito difícil, porque está registrado, o INPI deferiu essa marca para essa empresa chinesa. E agora o BO, que e que poderia ter sido resolvido lá atrás com um processo super simples, acabou sendo deixado de lado e agora ele tem todo esse BO gigantesco para resolver. E você que tem empresa, possivelmente pode estar passando por esses mesmos apuros se você não tiver com o seu com a sua marca registrada. Além de que, quando você tem aquele Rzinho de marca registrada do lado do seu logo, passa uma credibilidade muito maior. Então começa a analisar se você tem isso. Se você está desesperado aí falando que o que aconteceu com o Didi você não quer que aconteça com você, faz uma consulta para ver se sua marca está registrada ou se está registrada de maneira certa. É só clicar em qualquer lugar dessa tela, trocar uma ideia com o time da Agora Marcas. Eles vão fazer uma pesquisa sem custo para você. E aí depois de tudo isso e passado para você “tá certo”, “tá errado”, “tá feito”, “não tá feito”, eles conseguem passar todo um plano de ação para te
proteger. É super rápido, 100% online, com preço justo, acessível e que te evita uma dor de cabeça gigantesca e muito custo no futuro. Tamo junto Agora Marcas, obrigado pela parceria e vamos que vamos.
Agora quero falar da Nova Depósito Materiais de Construção do meu parceiro Márcio Novais. Há 26 anos… cara, empresa de 26 anos é difícil de se encontrar hoje em dia, hein? 26 anos atendendo pequenas reformas a grandes construções. Eles atendem desde o básico até o acabamento. O @ na tela, o site na tela. E o universo da construção civil, a gente sabe que é uma loucura, é uma bagunça. Quem já fez obra e fez uma só para se arrepender — foi a primeira e a última e nunca mais quer fazer — construção civil é um negócio muito maluco, porque muitas variáveis acontecem e é sinônimo de problema. A gente já sabe, eu sou do universo da construção civil, a gente sabe que é sinônimo de problema. As coisas não acontecem do jeito certo e tudo mais. E você precisa de uma equipe especializada, profissional, para gerenciar isso aí. E a gente — que eu que que trabalho nesse universo — sei que para as coisas funcionarem do jeito certo, você precisa de uma cadeia produtiva, uma cadeia de fornecimento responsável, séria, comprometida. E aí que entra justamente a Nova Depósito. Eles não tentam reinventar a roda, simplesmente os caras pegaram e fizeram arroz com feijão bem feito. O atendimento dos caras é super bom, os caras trabalham com produtos commoditized, mas os caras têm preço justo, o pós-venda deles é bom, a logística deles é boa, eles são comprometidos com resultado, eles não atrasam material — o que ferra totalmente o cronograma da sua obra. E eles atendem não só localmente, mas nacionalmente, a depender do tamanho da obra. Então avalia se você está passando por uma construção civil, você está com perrengue, BO… os caras têm tudo, como eles falaram: desde os acabamentos, o básico, até o acabamento final que é a parte de torneira, a louça e tudo mais. Dá um um clique em qualquer lugar nessa tela aqui que você está vendo, troca uma ideia com eles no WhatsApp, troca uma ideia com os caras e com certeza você vai falar: “Putz, Felipe, depois que conheci a Nova Depósito, as coisas ficaram muito mais fáceis”. Eu falo isso porque eu sou cliente dos caras e posso assegurar que, meu, ter parceiros de qualidade fazem sua obra ser muito mais tranquila. Sucesso, Nova Depósito, obrigado pela parceria e vamos que vamos.
E por fim, quero falar da DT Live, transmissões ao vivo de maneira profissional. Estúdio de podcast, Podcasting Company, transmissão ao vivo, consultoria de streaming, transmissão de shows, congressos, palestras, eventos e muito mais. Está aqui o site e o e o @ dos caras aqui na tela. E quando a gente fala de transmissão ao vivo, uma coisa que acontece muito dentro desse universo do do empreendedorismo… a gente pensa num congresso de vendas, um treinamento para a equipe operacional e a gente vai lá, gasta dinheiro, coloca estrutura, paga coffee break, coloca um monte de gente lá, faz um baita do investimento. E daqui dois anos essas pessoas já praticamente tiveram uma rotatividade gigante e se perdeu tudo aquilo que você construiu. Muitas vezes você tem pessoas em outros
locais, você tem representantes comerciais, pessoas de home office… é tudo muito difícil para você conseguir fazer essa transmissão de maneira profissional. E aí você coloca uma transmissão ao vivo. Primeiro, que você não precisa deslocar as pessoas. Segundo, que você consegue gravar esse conteúdo para justamente, nesse turnover natural de uma empresa, você consiga ter isso registrado. Isso já pode ser inclusive um POP para você, que é o Procedimento Operacional Padrão que eu tanto falo nos cursos de processo. E aí automaticamente, mesmo existindo rotatividade, você já tem justamente toda uma integração para novos funcionários de de congressos, feiras e treinamentos que foram dados no passado e a pessoa só assiste e se coloca e em já já fica antenado, já fica na mesma página da equipe atual. Fora que criação de podcast… cara, depois que eu comecei a criar podcast facilitou demais a criação de conteúdo no Além do CNPJ. Por quê? Porque basicamente eu pego isso, corto e o monte de pedaço só subo lá no Instagram e funciona super bem. O público consome esse tipo de conteúdo. Fora que você consegue fazer podcast barra depoimento, fazendo entrevistas curtas com cliente de vocês, que além de eles de você entrevistar o cara, pegar informação e tudo mais, você pergunta como é o atendimento da sua empresa com ele e ele já te dá um baita depoimento que vai para o site e tudo mais. Cara, tudo isso… está vendo a a infinidade de informação e coisa que dá para gerenciar? Tudo isso muitas vezes quando você pensa em fazer você fala: “Nossa, com quem? Eu vou fazer maior BO, dor de cabeça”. Você já vai deixando isso de lado. Mas é muito fácil: entra em contato com a DT Live, clica em qualquer lugar nessa tela. Os caras são os donos desse estúdio, os caras conseguem montar isso aqui em qualquer lugar na sua sala de reunião, fazer isso acontecer e transforma toda essa esse perrengue — que muitas vezes a gente, empreendedor da vida real, não entende nada dessas coisas todas — coloca na mão dos caras. Os caras cuidam de tudo, preço justo, acessível, funcional. Os caras são parceiros meus, amigos aqui, e vão te ajudar demais. Então clica em algum lugar dessa tela, troca ideia com os caras e com certeza você vai é se pagar aí nesse seu investimento, porque você vai profissionalizar demais a sua imagem na internet. Isso é branding puro. Tamo junto DT Live, tamo junto todos os parceiros aí do do do Além do CNPJ. E vamos continuar aqui.
Obrigado, Tiagão. Vamos que vamos e é isso aí. Tamo junto. Cara, obrigado a todos os patrocinadores. Obrigado Yuri, pela presença, cara. Baita de um papo legal. [__] Tenho certeza que você inspirou uma galera. Se você curtiu o episódio, se você quiser mandar uma mensagem para o… agora é um cara, agora ele não é só mais um empresário, agora o cara é influencer.
Ah, tá louco, velho.
Já manda… põe o BG dele de novo, Tiagão. Segue o cara aí, ó: Yuri P Soldiers. Já já segue ele no Instagram. Eu vou seguir também.
Exato. Mas só um detalhe: mais empreendedor do que influencer, tá? Sempre vai ser, cara. Quando quando inverte as coisas o negócio começa a ficar meio errado, né? Assim, tipo, a gente tem que primeiro estar focado no negócio.
Exatamente, cara. Senão a gente vai para o ar do patrocinador para a minha própria empresa.
Isso aí. Galera, obrigado por por ter ficado até aqui. Agradeço mais uma vez ao Yuri aí pela presença. Segue Yuri, cara, vai ter um monte de corte, depois a gente troca ideia. E de novo, convido você a voltar. Vai ser vai ser massa aí.
Não, fechou cara.
Quer dar um recado final?
Pô, cara, eu gosto de um… duas frases, né? Uma frase acho que de 2023 para a gente que foi transformadora, que a gente foi provocado a ficar pensando em 2020, tem tudo que aconteceu, né, nessa nessa loucura toda… e a frase ficou assim: “O que te impede de mudar agora?”. E é uma frase que cara, forte, que impactou muito a gente, porque a gente cresceu 900%, cara. E para crescer isso a gente teve que mudar demais, né? A gente tinha uma mudança constante, né? E e pensa que não só a empresa, né, mas a pessoa, né? Eu costumo dizer isso, tipo: cara, a gente tem hoje 80 funcionários. Eu sou uma pessoa aqui com uma capacidade de X. Cara, se você me der hoje 200 funcionários na minha mão, eu não vou conseguir tocar, velho. Eu também preciso me mudar. A metamorfose vai ter que ir acontecendo com, né? E a gente dá muita desculpa, tals. Então essa frase veio assim, tipo: cara, o que que te impede de mudar agora, né? Nosso caso, os nossos produtos auxiliam na saúde e tals. O que te impede de mudar a sua saúde agora? O que te impede de melhorar o seu corpo, a sua mente, né, o seu espírito? O que te impede de mudar agora? Então deixa essa essa aí para finalizar.
Então galera, o que que te impede de mudar agora? Essa é a frase que eu vou terminar o podcast de hoje. Curte, compartilha, clica no botãozinho aí de joinha para dar uma moral para o Podcast, para dar uma moral para o episódio, para alcançar a maior quantidade de gente possível. Mais uma vez, meu parceiro, obrigado pela pela presença. Vamos que vamos, tamo junto. Até a próxima.
Valeu.
Confira os principais insights do Episódio #35 do Além do CNPJ com Yuri Abreu. Uma aula sobre como transformar a necessidade em um império de suplementação.
Introdução: Davi entre os Golias
Imagine abrir a lista dos produtos mais vendidos da Black Friday da Amazon Brasil e encontrar: Alexa, PlayStation 5, Samsung, Omo… e uma marca brasileira de creatina, na frente do iPhone 14 e da Maionese Heinz.
Essa é a realidade da Soldiers Nutrition. No episódio #35, recebemos Yuri Abreu, o fundador que transformou a venda de suplementos fracionados em uma indústria que cresceu 900% apenas em 2023. Mas antes do glamour do “Top 10”, houve demissão, dívidas e muito “chão de fábrica”.
1. O Início: A Necessidade como Combustível
A história da Soldiers começa em 2014, no meio de uma recessão. Yuri foi demitido da Samsung e, aos 21 anos, descobriu que seria pai. Sem emprego e com a família pressionando, ele teve que se virar.
O “pulo do gato” veio de uma necessidade pessoal. Sem dinheiro para suplementos caros, ele descobriu que poderia comprar creatina a granel na Zona Cerealista de São Paulo.
“Eu comprava a 50 e vendia a 80 para os amigos da academia. Vendedor não passa fome. O comércio é puro: comprou, vendeu, dinheiro no bolso.”
Sem plano de negócios complexo, ele começou vendendo no Mercado Livre. O primeiro equipamento da empresa? Uma seladora de plástico comprada com o cartão de crédito da mãe, que confiou nele quando ninguém mais acreditava.
2. O Vale da Sombra: Dívidas e a Retomada
Nem tudo foi uma linha reta para cima. Entre 2017 e 2019, a falta de gestão financeira e a mistura das contas pessoais com as da empresa cobraram o preço. Yuri chegou a enfrentar dívidas pesadas e, com a chegada da pandemia em 2020, a empresa foi despejada e precisou operar em uma casa em péssimas condições.
Foi nesse momento que a “bronca de mãe” mudou o jogo. Ao ver o filho e a nora desanimados, a mãe de Yuri deu o ultimato: “Vocês não vão ficar parados. Vão lá ajudar, embalar caixa, limpar o chão”.
Eles voltaram para o operacional pesado, fazendo entregas de moto e reestruturando o negócio do zero. Quando as academias reabriram em meados de 2020, a Soldiers estava pronta para a decolagem.
3. Crescimento de 900%: Saindo do Operacional
Como uma empresa cresce 900% em um ano (2023), obrigando uma mudança para um galpão de 10.000m² em Cajamar, vizinho ao Mercado Livre? A resposta de Yuri é clara: Saindo da frente para a empresa andar.
Yuri teve que aprender a largar o osso. Ele percebeu que, enquanto tentasse controlar estoque, logística, marketing e financeiro sozinho, a empresa teria um teto de crescimento.
“Se eu tivesse ficado no operacional, a gente não teria crescido 900%. A gente quer controlar tudo, mas a gente não sabe fazer tudo. Eu tive que aprender a trabalhar de novo, focando em gestão, cultura e relacionamento.”
4. Cultura: Lavando a Escada de Cima para Baixo
Inspirado por uma lição de Guilherme Benchimol (XP), Yuri aplicou na Soldiers o conceito de que a cultura da empresa começa pelos líderes.
Liderança pelo Exemplo: Se os líderes diretos estiverem alinhados e cuidados, a base operacional rodará perfeitamente.
Gestão de Gente: A empresa criou o cargo de “Gerente de Gente e Gestão”, um profissional focado exclusivamente em cuidar das pessoas e validar processos, garantindo que nenhum líder se sinta desamparado.
5. O Produto Campeão
Não adianta ter marketing se o produto não entrega. A creatina da Soldiers foi eleita a 3ª mais pura do Brasil em um teste cego da ABENUTRI (Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais), com um custo-benefício superior às concorrentes.
Isso, somado a uma estratégia agressiva de parcerias com marketplaces (Amazon, Mercado Livre, Shopee) e influenciadores (como Minotauro e o time Los Grandes), consolidou a marca no topo.
Conclusão: O Que Te Impede de Mudar Agora?
Yuri encerra o episódio com uma provocação poderosa. Para crescer 900%, ele teve que mudar quem ele era como empresário. A empresa exigiu uma nova versão dele a cada etapa.
“A frase de 2023 para nós foi: O que te impede de mudar agora? A gente dá muita desculpa. A metamorfose tem que acontecer.”
Assista ao Episódio Completo Quer saber como ele negociou com a Amazon, os detalhes da operação logística e como ele lida com a importação da China?
Clique abaixo para assistir ao EP #35 na íntegra:
