Como Davi Braga se prepara para atingir grandes resultados
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É porque eu entendi que, antes, eu achava que as pessoas iriam meio que comprar de mim apesar da minha idade. E hoje eu entendo que as pessoas querem se conectar comigo por conta dela. A nova versão do Davi é um Davi que está louco para servir. É um Davi que está louco para sentir. É um Davi que está louco para se conectar. É um Davi que saiu do escritório escuro à 1:30 da madrugada, trabalhando e olhando para números, e é um Davi que agora, à 1:30 da madrugada, quer estar com os amigos ou quer estar com a família tomando um bom vinho. É isso que eu estou ensinando para os empresários: é começar pelo simples, é fazer o simples. É o que eu sinto que Deus colocou no meu coração para levantar as pessoas e entenderem. O meu maior vilão, que eu combato, é o orgulho. Porque o orgulho é o que leva você a não servir, é o que leva você a não crescer empresarialmente, é o que leva você… é a raiz do fracasso humano, cara.
Total. Buenas, buenas, boas! Seja bem-vindo a mais um podcast do Além do CNPJ. Primeiro de tudo, muito obrigado por estar aqui para trocar essa ideia com a gente de empreendedorismo vida real. Então já pega uma cadeira, sente-se à mesa conosco para a gente trocar essa ideia.
Cara, o cara que está aqui na minha frente hoje, possivelmente vocês já conhecem. É um cara que eu também conheço “desde criança” — eu falo isso achando que a gente está numa idade… Quantos anos você tem?
Tá, então ele é bem mais novo que eu. Estou achando que eu sou jovem demais… Desde criança. E cara, foi surpreendente o episódio que fez com que eu o conhecesse. E desde então tenho acompanhado toda a trajetória. É um cara que está voando em tudo que faz, é um cara com uma mentalidade super legal e é um cara bem conhecido no universo do empreendedorismo e da internet. E, principalmente, a gente está se conhecendo pessoalmente agora. Aconteceram outras coincidências no começo e, cara, normalmente eu não falo isso, mas por ele ser uma figura bem conhecida, é um cara extremamente simples e humilde nos bastidores. Cara, estou falando isso aqui sem rasgar seda, mas é muito legal porque, ainda mais trazendo ele para o papo de hoje, isso faz com que realmente me traga a sensação de que eu acertei ao convidá-lo. Porque, cara, é isso: todo mundo sabe que eu gosto de trazer pessoas “vida real”, né? Pessoas que falam da vida real. E o cara está aqui hoje, e com certeza absoluta o papo vai ser bom, porque o que a gente estava conversando no bastidor já estava rendendo, já deveria ter começado a
gravar. Eu estou hoje aqui com Davi Braga. Meu brother, muito obrigado por aceitar o convite.
Cara, pô, mas você quebrou minha marra, velho. A gente tem que manter uma pose… [risos]. Mas bicho, sério, [__] humildade conversando com todo mundo. Cara, muito legal, parabéns.
Cara, pô, acho que esse é o básico, velho. É o básico. É a gente ser humano, velho. É se conectar, olhar olho no olho, saber o ser humano que está por trás daquela capa que todos nós colocamos, sabe?
Eu tento fazer isso toda hora, porque eu quero que as pessoas também queiram me ver além dessa capa que eu mostro.
Total. Então, para a gente começar sendo aí… depois que a gente é, aí o mundo inteiro responde.
Aí responde.
E é isso, cara. Porque querendo ou não, você tem uma figura bem forte na internet. E é o que eu te falei: todo mundo já cria preconceito sobre quem é o Davi e tudo mais. E pô, você chegando aqui… o podcast anterior atrasou um pouco, cheguei lá, você estava com uma roda de gente em volta de você, trocando ideia e tudo mais. Já puxou uma oração, cara! Tanto é que eu nem estava entendendo o que estava acontecendo. E várias coincidências acontecendo. E cara, eu falei: “Que massa”. Trocando ideia com todo mundo. Então, cara, de novo, não deveria, né? Honestidade, simplicidade não deveriam ser atributos positivos, porque isso acho que deveria ser o básico. Mas hoje você sabe que não é. Então, querendo ou não, quando a gente tem isso, é bacana.
Mas Davi, mais uma vez, obrigado por aceitar o convite. E eu quero começar perguntando: antes da sua vida adulta, o Davizinho… De onde você veio? Quais foram suas referências? Como que foi a sua trajetória até você? E assim, querendo ou não, você teve a participação
do Shark Tank ainda criança. Como que foram todas essas referências para um menino, um jovem, nessa trajetória para você chegar com aquela bagagem no Shark Tank, que não era… não era dali, né? Como que foi a tua trajetória, como foi a tua visão enquanto Davi da sua infância? Cara, como que foi tudo isso aí?
Primeiro que eu não sabia o que eu estava fazendo. Então não foi intencional. Eu estava apenas me divertindo.
Que legal, cara.
E para mim tudo aquilo era somente uma grande diversão. Então eu não fui no Shark Tank dizendo assim: “Estou indo no Shark Tank”. Eu fui me divertir, cara.
Caraca.
E é muito louco que eu vou fazer um salto quântico para hoje. Sim. Ah, sei lá, duas semanas atrás, eu voltei a me divertir. E eu voltei a ter os mesmos resultados, e as mesmas coincidências, e as mesmas loucuras que aconteciam quando eu era só uma criança. Que,
de maneira leve e simples e natural, sem nenhuma estratégia, simplesmente por alinhamento natural dos astros, as coisas fluíam. Então é muito louco o que eu estou falando… eu estou falando agora e estou pensando e estou percebendo.
Mas você sente que você se perdeu?
Me perdi, cara. [__], me perdi. Em termos de diversão. Virou estratégia, virou lógica. Sendo que não foi essa lógica, essa estratégia, essa inteligência que me trouxe até a base sólida que foi construída. Foi a diversão. Ninguém disse que não dá para se divertir e ser lógico ao mesmo tempo. Com certeza dá. Só que eu tinha ido totalmente para um lado lógico, para um lado estratégico. Eu estava falando lá fora que o meu coração é o coração de artista. Sendo que eu coloquei uma capa tão dura, mas tão dura, nesse coração de artista, que eu senti que nada mais estava fazendo sentido, sabe? E estava estratégico, eu gerava resultado, mas era tudo com a força do braço mesmo. Então, eram 10 esforços para gerar 10 resultados. E antigamente era um esforço para gerar 100 resultados. Potencializava, era exponencial ao extremo.
Então, dito isso, voltando para o que era antes… Quando eu criei uma empresa aos 13, eu não sabia que eu estava criando empresa. Para mim, eu estava apenas ajudando as pessoas. Eu estava apenas me divertindo. Sim. E criar uma empresa, CNPJ, funcionários, era apenas um meio para ajudar aquelas mães. Era tudo que eu queria fazer. Então, quando eu fiz a minha primeira palestra do TED, tudo que eu queria era só compartilhar com as pessoas aquilo que estava batendo, que estava fluindo no meu coração.
E tinha alguém te assessorando por trás? Não era você com…
Cara, se tinha alguém, era minha mãe, velho.
É mesmo?
Na verdade, eu vou dar honra a quem tem honra aqui agora. Todo mundo acha que o mérito é do meu pai. O pai do Davi é óbvio que eu queria me conectar com meu pai. Meu pai é empresário, eu queria empreender para me conectar com ele, com certeza. Então eu lutei para me tornar o mais parecido possível com aquilo que para mim era o homem da minha vida ali, meu “mini Deus” era meu pai ali naquele… Com certeza. E meu pai não facilitava, porque o cara fazia mágica. Então ia no meu colégio, fazia mágica, ele era o herói de todos os meus amigos.
Então um dos caras mais… literalmente?
Literalmente fazia mágica. Eu tenho uma cena na minha cabeça, a galera nem imagina isso, mas eu tenho uma cena na minha cabeça do meu pai fazendo mágica e, sem querer, o pombo que estava dentro do palitó voou.
Caraca! Não acredito.
É sério! No meio do meu colégio. Ninguém imagina. E meu pai era DJ. Mano, meu pai era DJ, ele tinha balada. Meu pai, João Kepler, era DJ, tinha balada. Então meu pai é extraordinário.
Então ele nunca… e é um lado que ninguém conhece.
Ninguém conhece. Ninguém conhece. Então assim, meu pai sempre foi um cara extremamente divertido, sempre foi o cara extremamente inteligente, sempre foi o cara extremamente esforçado. Então, quando eu falo que ele não facilitava, é que ele era o herói. E era o herói mesmo, porque eu lembro de assistir… você está louco. Eu lembro de assistir sozinho, ele tinha DVD ensinando as pessoas a venderem. DVD de vendas na época. Eu lembro de assistir sozinho os DVDs de venda do meu pai, admirando aquilo: “Um dia eu vou ser como esse cara”.
Que legal, bicho.
Então, mano, é muito louco isso, porque de um lado tem essa referência, mas era um pouco distante, porque pela natural conjuntura a régua é muito alta. Alguém que me dragou… de estar no TED. Eu esqueci a ordem dos slides das falas e a minha mãe escreveu numa folha A4 cada um dos tópicos como se fossem slides e ela, na minha frente, na minha palestra do TED, enquanto eu estava lá falando, ela levantou cada um.
Cara, que legal.
E eu lá no palco, ela como minha treinadora, ela falava assim: “Ó, mais rápido… mais devagar… respira… calma”. Então minha mãe era minha treinadora.
Era a mente, era a sua mente por trás.
Coach, cara. Minha mente por trás era minha mãe. Toda a minha criatividade veio dela, porque ela me ensinou a criar. Toda a minha força de vontade, de desejo de vencer, veio da minha mãe, velho. E assim, é muito louco o que eu vou falar, porque se você parar para ver nos últimos 3 anos ou 2 anos, qualquer um desses podcasts que você vai assistir meu, você não vai ver eu falando de nada disso. Porque simplesmente eu não conseguia reconhecer de onde estavam vindo aquelas coisas. Então eu não tinha feito meio que as pazes. Eu era… eu tinha resultado de adulto, mas com o desenvolvimento emocional e talvez a capacidade emocional de uma criança imatura. Porque eu desenvolvi certas coisas, é óbvio. E ninguém que consegue fazer feitos extraordinários — e hoje eu consigo falar isso com humildade, sem ser meio que “panão”, tipo “ah, estou fazendo…” — ninguém que consegue fazer feitos extraordinários consegue fazer sem abrir mão de algo. E eu tive que abrir mão de algo, que foi uma parte dessa minha capacidade de socialização, do entendimento. Talvez o meu sensor estava meio quebrado. Então eu precisei me desconectar, me afastar, me reencontrar, para que hoje eu possa voltar aqui e dizer que eu voltei com a plena concepção de que meus 50% do meu pai estão resolvidos e estão honrados, e meus 50% da minha mãe estão resolvidos e estão honrados. Então isso agora… e é muito recente o que eu estou falando, e é muito louco.
Cara, e é bonito ver a tua empolgação ao falar disso, porque você está apaixonado pela nova versão.
Louco! Estou louco, eu estou apaixonado. Mano, eu me inscrevi numa meia maratona, eu estou treinando duas vezes por dia.
Hora, que da hora!
E essa é a versão que eu estou tirando de dentro dessa caixa e essa nova ação que eu quero viver, resgatando o núcleo, a essência. A essência que sempre foi o que me destacou. E é por isso que você vai me ver agora… estou sem barba, mano. Eu estava usando barba antes.
Eu vi, você estava. Sabe por quê?
É porque eu entendi que, antes, eu achava que as pessoas iriam meio que comprar de mim apesar da minha idade. E hoje eu entendo que as pessoas querem se conectar comigo por conta dela. E que essa minha falta de idade, na verdade, é um fator exponencial multiplicador e que eu só vou ter 23 anos uma vez na vida.
Total, cara.
E que eu decidi aproveitar o direito, inclusive, de ser moleque tendo 23 anos e de fazer perguntas e não ter que me vender como sendo o cara mais [__] do planeta.
Caraca, que baita maturidade.
E foi Deus que me curou, velho. Foi Deus que me curou, que me deu o caminho, que me trouxe de volta para casa.
Como que foi essa…
Mano, foi no processo chamado Método CIS. Eu não posso deixar de dar honra a Paulo Vieira.
Caraca. Foi no Método CIS? Recomendo que todos vocês façam.
É, recomendo que vocês façam.
Não, e é super famoso o Método CIS.
Cara, mudou minha vida. Porque eu… é a terceira edição que eu faço, só bateu agora. Parece que só bate quando você está pronto.
Quando está pronto. É na hora certa. Chegou meu timing de perceber isso. E meu relacionamento com o meu pai mudou, meu relacionamento com a minha mãe mudou. E o melhor: eu vou casar, né, agora em dezembro. Eu sou jovem, mas já vou casar.
Tá certo. Uma delícia casar, cara.
Estou louco, velho. Eu estou… meu relacionamento com a Isabela, né — eu moro há 4 anos junto com ela, três anos e pouco — meu relacionamento com a Isabela nunca esteve tão legal, mano.
Porque você se alinhou.
Centrei. Voltei, aterrei. Voltei para o centro, cabeça no lugar. E é muito louco, porque parece que em duas semanas, três semanas, sei lá quanto tempo faz, nunca foi tão leve e nunca foi tão efetivo. Porque eu não estou botando nem mais uma gota — não estou mentindo nisso que eu estou falando, pessoal, é sério — eu não estou colocando nem mais uma gota de esforço. Ninguém falou, não é de esforço… é de pressão para o resultado, por tal, tal… nem mais uma gota. Está leve. Não está fácil, nem vai ser, mas está extremamente leve e com a plena certeza absoluta de que Deus está abrindo todos os caminhos que devem ser abertos, porque eu literalmente coloquei Ele em primeiro lugar.
Amém. E é isso, cara. E cara, vou te falar que o que você está falando, no alto dos seus 23 anos… eu estou com 35 agora, eu percebi há pouquíssimo tempo. Há pouquíssimo tempo. E talvez nem tanto… Posso puxar uma brisa mesmo?
Está acontecendo, cara. Está acontecendo. Eu estou arrepiado quando digo isso para você. Está acontecendo. Eu estou avisando para vocês: está cada vez mais próximo. Deus está trazendo para perto dEle e está falando: “Vamos se preparar que está chegando uma grande hora”. E está chegando mesmo, está muito mais perto do que a gente imagina. E Deus está chamando os dEle e os dEle estão extremamente ansiosos, incomodados e cada vez mais incomodados de estarem distantes. Então os que estão mais quebrados agora são aqueles que têm o maior chamado. Porque estão se sentindo mais incomodados em estar distantes e não sentados na mesa dAquele que nos criou.
Mano, eu percebo e vejo isso claramente porque eu lido com pessoas, né? A turma nem sabe direito o que que eu faço mesmo, porque eu venho nos bastidores há um tempão, mas eu lido com pessoas há muito tempo. E recentemente eu venho lidando cada vez mais e eu percebo o desejo queimando ardente de corações por se aproximar e por voltar para casa. E uma falta e uma saudade de casa, é uma saudade de casa que é inexplicável. E querendo chegar mais perto e sentar cada vez mais perto. Porque quanto mais distante você está do Pai, mais na periferia você fica. E um desejo de estar no centro da vontade do coração de Deus e chegar perto desse desejo que preenche em termos de verdade, preenche em termos de amor, preenche em termos de completude.
E é como eu estou me sentindo agora. E que é leve, velho. Isso é Deus. Estou queimando aqui, bicho.
Eu também, eu estou suando, sem brincadeira. Estou queimando. E é isso. E cara, é muito bonito ver isso em você… faz pouco… é que assim, eu estou conhecendo essa versão agora, né?
Eu também, né? Eu também.
E eu estou empolgadaço com ela, cara. Porque, cara, vai nessa linha. Porque, cara, assim, ó, eu tenho uma filosofia de que a voz do coração é a voz da empolgação. O cérebro toda hora fica tentando manipular as coisas… e ainda mais você com referência do teu pai. E não que isso desmereça algo, mas que traz um peso gigantesco. Imagina você ser o filho de um cara muito ferrado, muito bem-sucedido e tudo mais. Para todos esses filhos, você já nasce com peso. Filhos e filhas, né, você já nasce com peso, não tem como. E aí você fica lá tentando, como você falou, almejar aquilo. Só que muitas vezes isso é um pouco da própria sociedade que fica fazendo essas comparações a todo momento. A gente fica tentando ser
ele e a gente esquece que a gente só nasceu para fazer a nossa história. Não tem nada a ver com a do pai e tudo mais. A referência está muito bem, ok, já era.
E bicho, a versão que eu estou conhecendo do Davi hoje é uma versão muito mais curiosa. Para quem está de fora — não sei se você está entendendo o que eu estou querendo dizer — agora está dando maior vontade de te conhecer.
E não está entendendo… eu sei. E porque vários seguidores meus, da época que eu tinha começado e que estava com fogo, eles voltaram a me seguir e voltaram a mandar mensagem para mim, e voltaram a perguntar e voltaram a se interessar.
Você está autêntico de novo. Entendeu o que eu estou querendo dizer? Tipo, estou dando esse feedback aqui: você está autêntico.
Totalmente. E é isso, cara.
Então dá para perceber que você está apaixonado por esse momento. Que cara, é isso. Você acabou de tirar as vendas… caiu a… como é que é? O cabresto, não… a do olho…
Escamas. As escamas saíram dos meus olhos. É isso aí. Olha que louco isso, cara. Simplesmente, antes eu achava que eu precisava ser algo para eu conseguir receber a aceitação e aprovação das pessoas. Sendo que isso é tão tolo… que era exatamente isso que estava fazendo obter o completo contrário. Só estava me afastando daquilo que era o que eu de fato queria ter na época e que hoje eu nem quero mais tanto, mas que acaba vindo naturalmente.
Cara, eu tenho uma ideia. Eu sou um cara tímido. Sou tímido. Você já é super extrovertido, eu já não sou.
Eu sei, eu sei me comunicar.
Quem me conhece fala: “Meu, não é possível que você seja tímido”. Eu, numa roda de várias pessoas assim, cara, eu tenho dificuldade de interação, né? Então eu tenho essa dificuldade. E o Além do CNPJ não deixa de ser uma baita de uma terapia. Só que em várias situações as pessoas falam: “Cara, você tem que fazer isso, você tem que fazer aquilo”. E eu não sinto que preciso, sabe? Você sabe, é o padrão, o status: “faça isso, isso”. Eu não sinto que eu preciso. Eu falo: “Cara, se for por esse caminho, não quero”. Entendeu?
Totalmente.
Se a regra é essa, não faz sentido esse caminho para mim, né? Eu quero ter o Além do CNPJ sem precisar ficar fazendo o padrão do padrão de que todo mundo prega. E é isso. Você estava muito… você estava na figura do alto executivo, por você ter conquistado os números que você conquistou e as coisas que você conquistou, e você precisou vestir essa fantasia.
Cara, ontem eu falei uma coisa que a galera se impressionou, porque eu falei assim: fazia sentido eu me tornar idoso? Fazia. Mano, 27 empresas com 23 anos.
Fazia.
Fazia sentido eu me tornar idoso? Fazia. Eu estou vendendo consultoria empresarial a R$ 1 milhão de reais. Fazia sentido eu me achar maior do que os outros? Olhando para a lógica, faz.
Fazia. Lógico. Seu resultado era exponencial comparado à média.
Mas não fazia, né? Mas na verdade não fazia. Não fazia na essência. No que te pedia. O que a sua essência pedia não era isso.
E aí Deus me deu uma revelação no meu coração muito forte. Ele falou o seguinte: “Ó, Davi e Golias”. Meu nome é Davi, óbvio. Golias sempre foi uma alusão que a gente fez. Davi e Golias é uma batalha da Razão com a Emoção. Quando você entender que Davi é emoção e Golias é razão… Sendo que a emoção parece fraca, parece tola, parece supérflua, porém ela é sempre quem vai ganhar. Até porque ela chegou primeiro e é nela que a comunicação com Deus acontece. É nesse lugar onde a conta de fato fecha e você faz sentido para além da lógica. Porque hoje eu aceitei, eu assumi que ter perguntas e dúvidas é muito mais legal do que ter certeza, cara. E eu cheguei numa mesa… não sei se você viu uma foto que eu postei que deu o que falar com a galera, a turma toda. E eu cheguei na mesa, eu me posicionei no meu lugar, sem mais, sem menos. E qual que é o meu lugar? O meu lugar de essência é o lugar de curioso, que eu sempre fui. E eu fiz perguntas para todo mundo e todo mundo pirou naquela mesa, porque eu não estava tentando pagar banca dizendo assim: “Olha como eu sou [__], olha o que que está acontecendo”. Eu simplesmente agi conforme aquilo que eu estava sentindo no meu coração que eu deveria.
Papel… o teu papel real.
Cumprir.
Cara, por muito tempo eu fui considerado prodígio por onde eu passava, né? Sempre tive muita vontade. Nunca foi prodígio, porcaria nenhuma, era muita vontade. Eu sempre na mesa dificilmente era o cara que menos tinha vontade, era normalmente o que mais tinha vontade. Só que isso é um peso também, né? Porque você sempre tem que performar bem e tudo mais. Então todo mundo coloca muito peso em cima disso. Só que aí eu descobri agora que eu já estou com 35… por mais que eu ainda sou jovem, né, mas que ainda não… as coisas que eu faço hoje não é mais considerado um prodígio, porque era para um prodígio na idade que eu tinha. Hoje, com 35, é considerado normal o que você faz hoje. Hoje é normal. E eu perdi hoje a possibilidade, que eu fazia muito isso lá atrás, que é o “gatilho do aprendiz”, sabe? De me colocar no papel de jovem e falar assim: “Cara, me ensina”.
E funciona que é uma beleza.
Funciona que é uma beleza. Quando você vai numa mesa e você está com a idade ao seu lado e você se coloca no lugar de aprendiz — por mais que muitas das coisas que vão ser faladas para você, você já sabe, velho — mas você vai ter uma nova versão. No mínimo
você vai ajustar a tua própria versão por causa de feedbacks diferentes. Cara, isso conecta demais e dá muito resultado estrategicamente, além de tudo.
Faz sentido. Com certeza. Tomar vantagem daquilo que você tem de mais relevante, que é simplesmente ser você. Olha que loucura. Mano, eu estava jogando fora o maior trunfo que eu tinha.
Maior trunfo. E você só ia perceber isso com 40.
E aí eu ia ficar extremamente chateado, porque eu ia falar: “Caraca, eu perdi a característica, o fator exponencial todo que eu tinha”. E Deus me construiu e me levou tão cedo para que eu usasse isso, e eu usasse essa cartada, esse crachá para chegar mais longe.
E passa, cara. Você está louco. E passa. E Davi, qual é a versão… a nova versão do Davi?
A nova versão do Davi é um Davi que está louco para servir. É um Davi que está louco para sentir. É um Davi que está louco para se conectar. É um Davi que saiu do escritório escuro à 1:30 da madrugada, trabalhando e olhando para números, e é um Davi que agora, à 1:30 da madrugada, quer estar com os amigos ou quer estar com a família tomando um bom vinho. É o Davi que agora está louco e apaixonado por compartilhar tudo aquilo que está vivendo. Que é um líder que finalmente pode influenciar através do exemplo e não da fala. Que é um líder que finalmente pode levar as pessoas do ponto A para o B, porque eu cheguei em um ponto B e eu posso trazer essas pessoas junto comigo. É um Davi que não tem mais medo e não precisa vir num podcast desse e ficar nervoso, ansioso antes de entrar. Porque “não, essa parte aqui está doendo, eu não posso mostrar; essa parte que está doendo também não posso mostrar”. Então posso chegar aqui e é muito mais fácil eu ser verdadeiro, porque simplesmente é verdadeiro. Eu não preciso mais lembrar de nada, porque simplesmente o que eu estou sentindo é só um bate-papo, é leve. Eu não preciso mais ter que segurar para conseguir ter uma… construir intencionalmente uma percepção que você vai ter sobre mim. E eu simplesmente consigo fluir e me divertir como eu estou fazendo agora, velho.
E no cara… com a experiência que eu tenho na internet, que é bem menor que a sua inclusive, mas cara: os perrengues conectam bem mais. Os defeitos, a vulnerabilidade conecta demais, cara. Demais. Teve um tempo atrás, há dois anos atrás, eu tomei uma decisão errada lá na empresa, que eu dei um passo maior que as pernas. Eu achava que com dinheiro eu conseguiria escalar o meu negócio. Escalar assim… cresceu o meu negócio. Só que eu trabalho com construção civil, mão de obra pura, e está difícil encontrar mão de obra para construção civil. Então eu tinha uma obra muito maior do que o meu tamanho para fechar ali, disponível para mim. E eu falava: “Eu não tenho estrutura para atender essa obra hoje, mas essa obra está bem lucrativa, então vou ter dinheiro para fazer”. E foi uma decisão extremamente errada. Porque, cara, comecei a contratar gente desesperadamente, sabe? Derrubou RG na rua, bora, põe o uniforme, vamos trabalhar. E cara, isso foi um perrengue para mim. Assim, porque eu perdi a cultura do negócio. Porque querendo ou não, eu enchei o meu negócio, dobrou de tamanho do dia para a noite e eu perdi a cultura. Tive muitos prejuízos com desvios de material e tudo mais, perdi performance e tive um problema de fluxo de caixa, de capital de giro.
E eu já era o Além do CNPJ total, que é aquela casca que a gente tem que falar. E vem aquele medo e fala assim: “Cara, como pode eu? Como pode?”. Aquele ego, sabe? “Como pode eu… eu ensino. Eu, cara, o que eu errei são coisas que eu ensino. Era só eu ter assistido minhas próprias aulas, sabe, que talvez eu não teria errado”. E aí eu falei assim: “Cara, qual a pegada que eu defendo aqui?”. Na hora de projetar a vida real.
Cara, eu peguei e fiz um vídeo no auge da minha tristeza, porque eu estava preocupado inclusive sobre o futuro do meu negócio. O negócio era real, era real, não era simulação, né? E era assim, era 11 horas da noite e eu tinha acabado de entrar no carro para ir embora, que eu estava trabalhando até tarde. E naquele dia eu vi que o dinheiro não ia dar, que eu ia ter que pedir um empréstimo no banco. E cara, eu falei… sabe aquela preocupação mesmo que você fala: “Cara, é aquele dia que você quer só dormir”? Sabe? E eu resolvi gravar um vídeo. E eu dividi isso, cara. E foi um dos vídeos que mais me trouxe seguidor.
Caraca.
Foi um dos vídeos que mais… muita gente veio me mandar mensagem e até hoje tem gente que lembra daquele vídeo. Cara, isso é muito… é tipo 2, 3 anos atrás. Então, cara, a vulnerabilidade… sabe, de eu falar assim: “Cara, está doendo. Está doendo, eu estou vivendo”. E outra, cara: empreendedor passa por altos e baixos a todo momento. Quando você fala de um problema que você está vivendo, o cara conecta demais, cara.
Demais. Então é isso. Eu nunca tive problema de falar dos meus problemas. Eu falo, na verdade eu prefiro falar até deles. Porque das coisas que eu faço bem, cara, está funcionando. Se eu falar das coisas que eu faço mal, talvez você me dê um ajuste de rota. Então tipo isso.
Tá, eu entendo isso da tua posição. Que cara, você teve resultado muito rápido. Mexeu com meus “biruleibe”, mano.
É, mexeu com seus biruleibe.
Cara, você… o teu pitch no Shark Tank foi surreal, cara. Foi muito bom para um adulto experiente. E aí você tinha quantos anos?
Eu tinha 14 anos, cara.
E aí o que que vai acontecer? Todo mundo já vai: “Pum! Davi está aqui, ó. Ah não, Davi, nossa…”. Aí quando descobre quem é teu pai: “Ah, é por isso. Moleque, meu, é o próximo”. E aí o negócio vai virando mais pressão, vai virando uma bola de neve. Cara, é muito louco, velho. E quando você fala que você se perdeu ainda mais nesse mundo dos negócios, quais… quais foram os seus principais erros, cara, como gestor?
É que eu, na frente dos negócios de fato, eu esqueci que a métrica base de vida é assim, ó: você se torna maior quanto menor você é. Então o maior é aquele que serve. Então o problema que eu enfrentei na vida pessoal com ego, com vaidade… e outra, e só para deixar um parêntese, isso nunca foi tão exposto, porque eu lutava tanto para esconder que eu consegui esconder, mas eu me escondi junto. Então tanto é que eu dei uma “deshypada”
nos últimos tempos e agora eu voltei a crescer novamente porque eu me conectei de volta. E você vai ver que é surreal, cara. Você está louco, está sendo exponencial. Eu estou sentindo a mesma coisa que tu estava sentindo lá atrás.
Isso.
Então o mesmo ego que me pegou da vaidade ali no meio do caminho era o mesmo ego que estava sendo transferido para dentro de todos os negócios que eu estava tocando. Porque o maior inimigo, o maior vilão da nossa vida é o nosso ego, o nosso orgulho e a nossa vaidade. Porque o orgulho impede a gente de conseguir fazer o simples. Então, em termos como gestor, não estava mais conseguindo fazer o simples. Porque o simples… o simples não é proporcionar meu tamanho. “Olha a grandiosidade que eu sou, cara”. Porque simples não: eu vou contratar 26 pessoas e o meu prédio vai ser de vidro na porta, porque eu não vou querer fazer o simples. Eu, grandioso Davi, como pode… [__]… é eu parar para ensinar alguém? Ensinar o gestor? Não, aquela pessoa deveria saber por conta própria. Eu tenho que ter…
Contando uma história.
Exato, mano. Isso é vaidade. É vaidade que quebra todos os negócios. A vaidade que quebra o ser humano e os negócios. Porque nenhum problema empresarial é da empresa. Todos os problemas da empresa são, na verdade, dos seus líderes. E o ego dentro do coração desses líderes é o vírus que contamina e que impede duas coisas: primeiro, que leva negócios a quebrarem; e que leva negócios a não crescerem. Porque o limite do teu negócio é na verdade você. E o elixir, a solução, é a simplicidade. É muito louco, porque o simples é o que funciona. É o que funciona. É o que você ensina aqui no Além do CNPJ. Antigamente eu chegava e tentava pegar coisa de Harvard, da NASA, é inteligência artificial e coisa profunda que não tinha aderência prática com a realidade. Porque a vaidade desconecta a gente de uma capacidade de fazer uma leitura aguçada de campo daquilo que está de fato acontecendo.
Total.
Então o que acontece é que a gente quer pegar as frutas altas antes de pegar as frutas baixas. O que acontece é que a gente quer fazer o complexo, porque gera mais aplauso, porque gera mais espuma, mais fumaça do que simplesmente fazer aquilo que é simples. Porque é muito mais gostoso a gente chegar para as pessoas numa mesa de bar e chegar assim, ó: “Estou desenvolvendo a tecnologia de Inteligência Artificial” do que você falar que passou o dia vendo planilha de fluxo de caixa, mano.
Total, cara. Então, é fazendo cálculo para ver se de fato… Caraca, cara, que maturidade você chegou, bicho.
Isso é vaidade pura. E a vaidade é o que estraga e acaba com todos os negócios e quebra o empreendedor, cara.
Cara, que maturidade você chegou, bicho. Que louco. Você tem… fala muito não, senão me vai descer, pelo amor de Deus. Cuidado, cuidado para… Cara, mas é isso. Eu sempre… não, mas eu sempre tive uma visão, eu sempre fui muito apegado em processos, eu
sempre olhava assim: “Nossa, como pode melhorar?”. E de um tempo para cá eu tenho tentado melhorar tudo na minha vida: como que eu posso simplificar? Quando eu vejo de um tempo para cá na minha empresa, eu tenho pegado todos os processos e falado: “Como isso pode funcionar da maneira mais fácil possível? Como que eu consigo diminuir um relatório? Como que eu consigo diminuir aqui uma planilha? Como que eu consigo diminuir uma etapa?”.
Obrigado. E cara, você contando isso… foi exatamente isso que quase me fez quebrar. Foi exatamente isso, bicho. Foi exatamente isso, um pouco do ego do Além do CNPJ… porque querendo ou não, na internet é uma porcaria, porque te coloca num pedestal de que você nem merece. Porque as pessoas te levantam, te derrubam.
Então, sabe, foi isso aí. Eu criei um curso que foi muito bom, que é um curso de processo chamado “Saia da Operação”. E aí eu criei uma empresa, uma das empresas que a gente tem lá, eu saí completamente da operação e funciona super bem. É só… eu faço uma reunião de 1 hora mensal e colho dividendos. E nessa outra empresa da construção civil a gente cresceu muito rápido e tal, e eu não me sentia mais no tamanho de fazer as coisas simples, sabe? Assim, exatamente o que você me falou. Cara, eu não… cara, você… que assim, parece, sem brincadeira, é surreal o que você falou aqui, porque parece que você me conheceu. Você parece que você estava acompanhando minha trajetória. “Eu tinha que gerenciar obras? Mas isso não é mais para mim”. Aí eu contratei engenheiros [__] que têm baita de um currículo e os caras tinham falhas. Eu falava assim: “Cara, esse cara tem que estar pronto. Ó o quanto ele ganha! Se esse cara ganha esse valor, ele… eu preciso ensinar o cara a fazer? Não”. E aí no final das contas sabe o que eu percebi? Que eu perdi a mão da minha empresa culturalmente, porque simplesmente essa turma que eu coloquei no tático, de forma contratada a ponto de tocar o negócio, começou a gerar problemas. E esses problemas eram escondidos a mim. Porque o tático, ao expor o que estava acontecendo, iria se expor, porque o problema era dele totalmente. Entendeu?
E isso… isso foi uma visão que eu tive depois desse processo: “Opa, se o meu tático está gerando problemas, por qualquer problema que seja, caso a culpa seja dele, a causa seja ele… se ele me expor, ‘Pô, estamos com um problema lá de tal coisa acontecendo’, ele está se colocando em exposição e ele vai se queimar comigo”. Então muitas vezes o tático te veda. Posso contar a verdade? Talvez você mesmo estava com vergonha de encarar os próprios fatos. Então é o que… era o que acontecia comigo. Porque eu não queria nem sequer olhar os números, porque eu não queria ser confrontado com a realidade.
Total.
Porque se eu olhasse, eu ia descobrir que eu não era tão bom assim quanto eu achava que eu estava sendo.
Ah, o bicho… o bicho, cara… a gente viveu um processo muito semelhante.
E outra: você, e eu, eu vou te falar, centenas de empresários estão passando por isso hoje e vão sair dessa situação depois desse papo. Porque, mano, é isso que eu estou ensinando para os empresários: é começar pelo simples, é fazer o simples. É o que eu sinto que Deus colocou no meu coração para levantar as pessoas e entenderem. O meu maior vilão que eu
combato é o orgulho, porque o orgulho é o que leva você a não servir, é o que leva você a não crescer empresarialmente, é o que leva você… é a raiz do fracasso humano, cara.
Total. E acontece isso porque o empresário ele tem ego. É ego, porque você manda naquele sub-cosmos, naquele microuniverso. Você é o rei.
Exato, o próprio ambiente faz com que isso aconteça.
E aí uma coisa que eu falo nas palestras, eu falo assim: empreender para quem começa de baixo querendo construir no empreendedorismo uma vida melhor, principalmente para aqueles que ama, que é a família… no final das contas também vira um paradoxo. Porque pensa: o cara está lá começando um negócio sem grana, ferrado e com o sonho de ganhar dinheiro. Que às vezes o sonho nem é empreender, o sonho é ganhar dinheiro para melhorar a vida da família. Aí o cara vai lá, começa a ganhar dinheiro e tudo mais, passa aquela arrebentação inicial que é tão difícil. Só que ele fica escravo do negócio, porque tudo depende dele. E quando ele começa a ganhar dinheiro, os filhos dele vão para a melhor escola, eles trocam de apartamento, eles compram um carro do ano, troca, vai todo ano para o exterior. Todo mundo do seu círculo social começa a reconhecer “como deram certo”. Porque para as pessoas te acharem rico, ainda mais se você vem de baixo, é só comprar um carro que aí todo mundo já vai achar que você é rico e já vai começar a te pedir dinheiro. Ainda mais se você tem uma família disfuncional.
E aí, cara, você já automaticamente abraça uma imagem aqui de “dei certo”, porque está todo mundo falando que eu dei. E aí a segunda imagem é: “meus filhos têm a melhor educação”. Seu custo de vida às vezes foi na frente do custo da sua empresa, do poder de ação de caixa do seu negócio. E o cara que fez tudo isso para garantir o melhor para a família deixa de estar presente. Porque o cara não entendia… nem para… tem dinheiro para tudo, mas não tem tempo nem de tirar férias. E aí, cara, o cara começa a ter esses problemas e começa a doer na alma dele. Por isso que ele tem medo muitas vezes de confrontar os números. Começa a doer na alma dele de às vezes olhar para a realidade, porque é um castelo, cara, que ele construiu, muito perigoso de demolir. Porque, cara, senão ele vai ser o grande motivo, o grande vilão. E os que sempre acreditaram vão começar a falar…
Eles estavam… ele e a versão inicial de, tipo, desmerecer você. “Eles estavam certos a seu respeito”. “Eu sabia, sabia que era frágil, esse cara aí estava fazendo coisa errada, esse moleque aí não sabe nada”.
Total. Um completo paralelo disso. E você vai conseguir aquilo que você mais tem medo, porque o medo é magnético. Então você vai acabar exatamente atraindo exatamente aquilo que você não quer. Aí o completo paralelo, sabe o que acontece? O cara está na empresa, mas ele não quer enxergar os números, porque ele tem medo de encarar a realidade. Só que ao mesmo tempo ele fica tão viciado naquilo ali que ele estraga com as próprias mãos a família. Então ele também não quer passar mais tempo em casa, então ele não se sente bem em casa, aí foge para a empresa. Não se sente bem na empresa, foge para casa. Chega em casa, quer fugir de volta para a empresa e fica nesse ciclo vicioso. Às vezes acha até um universo paralelo: aí vai, entra em droga, aí entra em bebida, aí traição… aí acabou. Esse é o número um motivo que acaba com esses empresários: essa vaidade. E a gente que está envolvido nesse mundo empresarial, a gente sabe que, cara, isso é padrão.
Isso é padrão. É padrão, acontece com todo mundo. Se não… eu não quero ser o provedor das más notícias aqui, mas se você não sentiu ainda, isso vai acontecer uma hora ou outra, porque é natural, faz parte do processo. Ou já está acontecendo e você não está percebendo. E que isso sirva de antecipação para você, cara.
Porque aconteceu… para você ter ideia, cara, hoje eu aprovo 100%… 100%! Isso me demora 2 minutos… dos pagamentos da empresa. Eu aprovo também 100%. E por muito tempo eu falei: “Quê? Não, isso não é para mim, bicho. Se eu tiver que fazer isso, para que que eu preciso dessas pessoas?”. Eu me achava tão rico, tão rico, tão rico, de que eu não fazia nem sequer concorrência do jeito que deveria. Mano, eu me achava tão rico ao ponto de não precisar ter um processo, porque “não tem problema, eu posso… eu sou tão rico que eu posso aceitar a improdutividade. Eu seguro a bronca aqui, eu bato no peito, eu sustento, eu dou conta”. Só que quando a gente… se a gente não confrontar a nossa percepção de realidade, a realidade vai confrontar e vai doer muito mais. Então uma das maiores sabedorias que a palavra de Deus ensina para a gente é que uma das maiores capacidades que o ser humano tem é a capacidade de se medir. Nem para mais, nem para menos. É entender qual que é o teu tamanho e você assumir um desafio proporcional àquilo que você dá conta nesse momento. Porque ao fazer isso e encarar a realidade, você vai estar se credenciando e se qualificando para cada vez mais ir pegando desafios maiores. Então mano, eu comecei a lutar com alguém que tinha 60 kg, peguei, dei conta de vencer. Aí daqui a pouco: “Venci! Sou gigante, vou pegar um de 100”. Não. Pega um de 70, depois um de 80 e vai crescendo. E você tem tempo, você consegue fazer isso.
Quer ver como é vaidade? É muito louco. O meu professor de academia falou assim: “Sabe o que acontece com quem se empolga como você está empolgado, e quem de fato entende qual que é o lance da academia? É que ele se lesiona e não consegue mais treinar”. E aí normalmente ele fica proibido de treinar e passa, sei lá, dois, três meses sem treinar, desanima e não volta. Porque ele vai com tanta força, vai, acelera tanto… Ele falou: “Eu prefiro que você, ao invés de treinar duas vezes por dia como você está treinando, você treine uma só, mas você vá”. Porque se você for dessa maneira, você vai longe, porque é devagar e sempre. Porque mais vale três ações executadas do que 64 anotadas num pedaço de papel, que você foi num evento, que você captou, que você nunca nem sequer vai olhar e muito menos executar.
Então, a história de como e quando essa vaidade entrou na minha vida… eu lembrei agora de uma história para contar para você, mano. Quando eu criei a List-it lá atrás, eu tinha 13 anos de idade. Com 14 anos eu levei ela para 57 cidades no país.
Caraca.
Então era muito louco. Eu não sabia o que eu estava fazendo. Eu não sabia. Foi a mão de Deus, porque sozinho eu não daria conta mesmo. Não tinha meu pai e minha mãe me ajudando, eu não sabia o que eu estava fazendo, eu não tinha a mínima capacidade. E é muito louco que eu paro para olhar hoje… talvez hoje eu teria dificuldade em fazer isso. Mas na época eu era tão corajoso… inconsequência. Inconsequência faz milagre.
Cara, isso é muito louco, mano.
Que eu fazia. E aí no primeiro ano de faturamento que eu tive — era faturamento, não era lucro; faturamento não era lucro — só que eu olhava para o número lá na plataforma, eu falava assim: “Gigante. Porrei. Estou gigante”. Não sei se eu falava com essas palavras na época, mas “estou gigante”. Sim, sou o melhor empresário do mundo. Foi assim que eu achei. E aí a gente, sim, vai e desce. E aí eu cheguei, eu tinha três pessoas trabalhando comigo, eram três sócios. Mas como eu era o sócio majoritário e o gênio por trás daquela ideia, eu cheguei e disse assim: “A gente tem que ter o escritório cheio”. Porque eu olhava o escritório do meu pai, via o escritório cheio. Falei: “Tem que ter o escritório cheio”. Eu contratei seis pessoas. Só que eu esqueci e não considerei, e não tinha capacidade de fazer a leitura, de que a List-it ela era sazonal. Ou seja, a gente tinha venda em janeiro e ponto. E sei lá, um quarto no meio do ano. E aí eu contratei a galera: “Vamos ter esse faturamento todo mês! Yes! Estamos gigante!”. Passou isso… foi janeiro, fevereiro eu paguei o salário das seis pessoas que eu contratei. Chegou mais um mês, eu não tinha mais dinheiro. E aí eu tive que, com 14 anos de idade — olhar, 13, 14, sei lá quantos anos — olhar para aquelas pessoas e lidar com o fato naquele momento que eu era um fracasso. Porque eu tive que demiti-los porque eu errei.
Mas mesmo assim, foi antes ou depois do Shark?
Antes. Antes do Shark… não, não, não sei dizer. Acho que foi depois.
Depois? Depois do pico do Shark é o que é mais difícil ainda, porque tua moral estava ali em cima, realmente.
E aí mesmo assim essa lição não foi o suficiente para eu ter aprendido. Aí parece que a vida… ela te dá lição, você não aprende, espera que da próxima vez vai vir um pouco mais pesada, aí tu vai ter que aprender. Doeu, mano. Doeu. Porque eu me vi muito aquém da minha capacidade, do meu verdadeiro potencial. E para mim isso foi o que mais doeu: olhar para mim mesmo e olhar para o espelho e falar assim: “Eu sei que eu posso muito mais, mas eu não estou conseguindo muito mais”. Então não era como se eu tivesse completamente inconsciente em certa esfera de mim. Eu sabia que eu estava fazendo besteira. Então eu estava me machucando consciente que eu estava me machucando. Não completamente consciente… que se eu tivesse completamente consciente, ou eu até estava, mas eu não tinha ferramenta para sair. Entende?
Entendo o que você está falando.
Então mano, era muito louco tudo isso que estava acontecendo.
Você tem a consciência abstrata. Abstrata. E tanto é que eu vejo meio assim: eu vejo as coisas meio assim, parece que eu dormi, foi um sonho e eu acordei. É tão louco esse ponto. Eu voltei para casa, eu voltei…
Foi um sonho, foi um sonho mano. Acordei. Acordei.
E quando você estava vendo tão automático, cara?
Estava completamente no automático, velho. Estava infeliz, estava engordando… isso é um sinal, tá? Está infeliz? Se liga. Está engordando? Se liga. Não está bom. E o relacionamento
de casa não está legal? Se liga, está ruim. Os teus líderes diretos estão reclamando ou desistiram de você? Porque também tem isso.
Sim.
Se liga, mano, que está ruim. Estava ruim para mim. E o pior de tudo é que estava ruim e eu me afastei de qualquer pessoa que poderia me dizer que estava ruim. Piorou ainda mais, porque eu me isolei, mano. Me isolei. Me isolei numa bolha onde apenas a minha opinião importava e eu era tão vitimista, tão fraco naquele momento, de que eu tinha tanto medo de ser confrontado de que eu não deixava nem sequer ninguém nem trocar uma ideia comigo. Porque só quem vai falar sou eu. Porque se a outra pessoa falasse, talvez ela iria falar alguma coisa que machucasse.
Você não queria… que eu não queria ouvir. E qual foi o teu… na verdade, quem é o teu principal provocador? Porque você precisa de alguém que te provoque, cara.
Eu tenho hoje… eu tenho o Rafael. Hoje eu tenho o Rafael, ele é…
É seu principal provocador?
É meu CEO. Ele está tocando minhas operações junto comigo. Ele é um cara que me provoca o tempo todo e que me faz e consegue extrair e provocar de mim que eu me torne minha melhor versão. Porque as pessoas, elas são convites. E eu convido você a ter pessoas como essa à sua volta, que você precisa… não, eu odeio gente que concorda comigo.
Cara, você está louco, odeio. Por mais que o meu coração, o meu cérebro quer essas pessoas ao meu redor… ego é, sabe… mas eu odeio, cara. Então eu falo: “Tem que você precisa discordar, discorde”.
Ó, e aí eu tenho meu pai… isso aqui é um núcleo. No outro eu tenho meu pai, minha mãe e a Isabela, minha noiva, que eu não estava escutando. E ó que tolo que eu era: porque tudo que ela falou que ia dar errado, deu.
Então a gente às vezes não escuta.
E tão quanto eu estava jogando fora o meu maior trunfo, eu também estava jogando fora dentro da minha casa meu maior trunfo, que era minha própria noiva, mano.
Eu já… eu já passei por isso também. Minha esposa tem uma intuição surreal. A minha também.
E cara, todo mundo que se aproxima de mim que ela fala “sai fora”, sai fora. Eu não saía, cara. E eu vou te contar: todas deram errado.
[__] Aquela lá… raiva, dá raiva. E eu pedi perdão para ela, cara. Eu pedi perdão para ela algumas vezes. E é difícil para mim falar isso aqui publicamente, mas é: eu não dei espaço para que ela crescesse. Eu não dei espaço, pela minha insegurança mesmo, sei lá o que
que era. Eu fiquei com medo dela se desenvolver e se desconectar de mim, porque eu não estava sendo uma pessoa tão legal.
Caraca, bicho.
Então eu não dei espaço que ela crescesse. E isso só me fez admirar e amar 100 vezes mais ela, porque ela tinha todos os motivos para me dar um pé na bunda.
Ela permitiu essa tua… esse teu delírio.
É muito louco. Permitiu por amor, mano. Por amor, literalmente. Porque se ela batesse muito firme, eu ia me machucar e largava. Então é o… talvez seja o último nível de servir, que só uma mulher com o coração completamente quebrantado e tomado pelo Espírito Santo consegue fazer, cara. Porque isso é muito louco, porque eu admiro muito quem faz algo que nem sequer eu talvez teria a capacidade de fazer, mano. Porque eu não estava conseguindo fazer o básico, quanto mais algo de passar dois anos, talvez… E quando você olha para trás e fala: “Cara, essa mulher é minha mulher da minha vida”.
Mulher da minha vida, cara. E graças a Deus você pediu para casar depois? Eu pedi para casar antes.
Antes? Agora está convicto.
Você está louco. Agora eu tenho certeza do porquê que Deus me mandou casar com essa moça. E é muito legal, porque mesmo no maior… no maior pico de… eu não sei te chamar isso, e eu também não sei se eu quero empacotar, dizer se era uma depressão, se era uma egotrip… eu acho que…
Estava mal.
Estava mal, tá ligado? Estava isso aí. Eh, eu nunca deixei de ter fé que dias melhores viriam. Nunca, nunca, nunca mesmo. E eu também nunca deixei de ter fé que Deus, no momento correto, iria me dar a mão para que eu pegasse e eu saísse. Ah, tá. Então eu não tenho nem noção quão fundo eu fui, mas eu fui… fui deep, cara.
Sabe quem se encontra, cara? Quem se perde. Isso aí. Só se encontra quem se perde. E quem tem as melhores histórias para contar são essas pessoas.
São essas pessoas. Esses dias eu compartilhei no story que eu queria conversar com alguém que tivesse a coragem de vir aqui bater um papo comigo “quebrando”, alguém quebrando e que pudesse vir aqui trocar a ideia na falência, no processo de falência. Apareceram vários, cara.
Que legal, mano.
Apareceram vários. E aí eu trouxe aqui o Douglas, faz uns quatro ou cinco podcasts para trás. O cara fez uma empresa de energia solar, faturava milhão/mês, quebrou. Caraca, cara, a situação dele é surreal. E é o podcast mais falado. E assim, ele não tem história bonita
para contar agora. Ele está no fundo do poço, ele não tem história bonita, ele não está… não é “Jornada do Herói”. Eu quis trazer o cara que tivesse.
E cara, eu falei: “Meu, você vai sair dessa, bicho”. Porque o cara trocando ideia… quanto você está devendo? 100 milha. Caraca.
100 milha. Forte.
Porque eu acho que eu estaria de cama. Não, esse cara está trabalhando. Então, sabe, cara, é surreal. E é isso. Esse cara eu tenho certeza absoluta: esse cara daqui 5 anos é outro cara. Vai sair dessa, porque você sabe, você vê pelo cara. É aquele negócio: quando você vai investir num negócio, você não investe no negócio, você investe no cara, na pessoa que está na frente.
E é muito louco, porque só se encontra quem se perde. E esse processo que você só tem essa… por causa que você passou por ali. É dolorido, porque você fica com aquela sensação boa e ruim. Boa, porque agora eu entendi que tudo vai mudar. Mas ruim, porque perdi um baita de um tempo nisso. Mas é necessário, cara. Se… é aquele negócio: apagaria isso da história? Jamais, cara.
Porque é isso que fez… isso que fez você ter essa consciência, cara. Você está com 23 anos. Aí eu volto a falar o papo de tiozão, papo de tiozão, sabe? Mas assim, você está com 23 anos com essa consciência. Sem brincadeira, eu vejo… eu estou me sentindo jovem em achar que eu estou com uma consciência semelhante a essa com 35. Porque eu vejo empresários de 50 cegos com essa viagem que eu vivi há anos atrás. Eu estou me sentindo jovem de estar consciente disso agora. Que eu falei: “Nossa, tem gente que nem se ligou”. Tem tiozão aí, empresário cheio da grana, que nem se ligou. E cara, se ligar com 60 anos deve ser muito triste. É preferível que esse cara nem se ligue, morra assim. Porque se ele tomar consciência do que…
Caraca, isso é muito forte, velho. Você tem toda razão. É preferível que ele nem se ligue, porque senão ele vai entrar numa depressão profunda, cara, que ele vai ver que ele jogou fora a vida dele. Perdeu, jogou fora.
Então estou falando que você, cara… você está percebendo isso com 23. E outros vales virão, eu tenho certeza.
Outros vales virão. Agora assim, pergunta: se você perguntar para mim, “Davi, e como é que você se sente com isso?”. Cara, eu fico com medo. Eu tenho medo, porque quando eu estava lá, eu não sabia que eu estava lá. Então eu conto muito com a minha rede de apoio e eu estou dando acesso a pessoas e dando direito a essas pessoas que elas possam me falar, me chacoalhar para eu… e confiando na percepção dessas pessoas para que elas possam me dizer: “Davi, você está indo no caminho certo ou no caminho errado?”. Eu estou com muito nessa visão. Eu falo… eu fico fazendo regras para mim, limites, né? É tipo… como é que é da rua, que tem a proteção do carro para não sair assim?
Guard rail.
Eu fico criando guard rail. Eu fico fazendo isso em conceitos, em leis. Então, por exemplo, eu falar assim, ó: “Eu nunca vou abandonar o Contas a Pagar da minha empresa”. Eu nunca mais vou parar de ver. “Ah, mas se tornar um negócio enorme, eu vou dar um jeito de ter uma equipe para condensar isso de maneira mais fácil para eu conseguir fazer isso rápido, mas eu nunca vou deixar de ver o financeiro diariamente da minha empresa”. Eu nunca vou fazer isso. Eu vou tentando trazer regras. Com essas regras…
Mano, por favor… porque um pocket, sim, de bolso mesmo. Porque, cara, eu fico pensando assim: como que eu não posso cair de novo? Como que eu vou fazer para não cair de novo nisso? Que é exatamente o que você falou, porque eu não sabia que eu estava lá. Se no auge do meu problema tivessem me perguntado “como você está?”, eu falo “estou voando”.
Eu também. É o… e pior: às vezes os números confirmam isso, que é pior. Não sei se você entende, sabe, tipo…
Entendo demais. Às vezes os números confirmam: o recorde de faturamento, o recorde de venda, está dando bem, está gerando caixa. Você fala: “Cara, está dando bom, estou gigante”. Isso é pior ainda, né? Aquele… aquela situação de que “tudo passa”, né? Tudo passa. É bom porque quando você está no fundo do poço, você percebe que aquilo lá é temporário. Mas se tudo passa, é mais importante ainda quando está tudo dando bom.
Total. Entendeu? Eu agradeço muito a Deus por ter vivido isso, por ter entrado, por ter saído, por Ele ter me tirado e por eu ter percebido.
Perfeito. E cara, é isso: cria regras também, cara. Cria leis. Começa a entender assim, ó: quais são regras que vão ser regras de ouro para você? Vou anotar isso aqui, é regras de ouro. Traduz coisas e limites mesmo. Guard rails, a palavra que você usou. Coloca guard
rails, esse guard rail você tem que colocar regra. Cria uma lei ali: “Eu não vou deixar de ver o financeiro todo dia”. Eu não… uma das minhas, que com certeza vai ser sua também, é: “Eu vou começar a ouvir mais a intuição da minha esposa”. É lei isso aí. Porque, cara, ela não acertou mais ou menos. Ela não acertou a maioria. Ela acertou todos!
Os caras que se aproximaram de mim… eu nunca tinha tido… eu nunca tinha sido público na minha vida. E ganhar seguidor é uma porcaria por um lado, porque muita gente cola em você. E cara, é só interesse. Eu nunca… eu nunca tinha vivido isso, pessoas se conectando comigo e no final das contas só quer sugar.
Cara, e eu sou muito bonzinho. Pelo fato de eu talvez não ser tão interesseiro, isso fazia com que eu nunca visse interesse nos outros, sabe? Não sei se sabe, tipo… você consegue só sentir o que você tem de referência. É aquela pessoa que trai para caramba a esposa e acha que qualquer coisa que a esposa faça é uma traição. Por quê? Porque está medindo com a própria régua, sabe? E minha esposa fala: “Você só vê o que você é, né?”. Exato. Aí minha esposa falava assim: “Meu, não sinto verdade nessa pessoa”. Não sei. Aí eu falo: “Mas por quê?”. A lógica tentando entender a explicação dela. “Mas o que que ele falou? O que que foi?”. E ela falava: “Não sei, não sei”. Falava: “Então meu, para de causar, porque você está se apegando numa coisa que você não tem nem referência. Você está se apegando em quê?”.
Eu falava isso, mano. Também. E ela acertou todos, cara. E o pior de tudo é que eu acabei fazendo ela desacreditar nas percepções dela. Porque me dói muito saber que ela me deu a posição de liderança e eu, como líder, eu fui completamente insensato.
Você apagou essa intuição dela. Essa chama reacende, bicho?
Está reacendendo. Está reacendendo. Porque, cara, é isso. Então eu criei essas “leis divinas”, vamos falar assim, com base na minha experiência e o medo — que é exatamente o que você falou — de cair de novo nessa armadilha. Porque eu sei que o que eu estou reaprendendo — e eu digo reaprendendo porque eu já sabia, não é “eu não estou aprendendo”, eu estou reaprendendo, eu já sabia isso, cara, foi isso que fez eu chegar até aqui e por algum motivo eu esqueci — o que eu estou reaprendendo, eu tenho medo de fazer com que volte de novo, eu chegue mais alto do que onde eu cheguei agora e perca de novo. Então fico criando essas leis para tentar me evitar a qualquer custo sair de lá.
E tem um outro sinal… eu falei alguns. Tem um outro sinal fantástico que você falou, é o sinal para mim, um dos principais: é no momento que você deixar de fazer o que te trouxe até aquele ponto. Está errado.
[__] Acabei de perceber. Total, cara.
Cara, porque o que… você fez algo que te trouxe até aquele ponto. Igual eu: quando me divertia e me trouxe até ali. Deixei de fazer, errei.
Errou. Volta. Aí minha mãe me ensinou uma coisa recentemente que é genial, falou o seguinte: “Cometer um erro, saia na próxima estação. Não espere até o fim para sair, pegar o trem voltando”. Então mano, percebeu que está fazendo [__], sai. E para de lamentar também. Bora. Porque quanto tempo… quando eu percebi, eu fiquei muito tempo me lamentando. Eu ficava assim, eu ficava me penalizando, falava assim: “Não acredito, cara, que eu tomei essa atitude. Que burro. Como é que eu caí nisso? Como que eu fui inocente, cara?”. É óbvio, eu ficava me penalizando, falava “cara”. Aí teve uma hora que um cara falou assim, um amigo meu falou assim: “Bicho, esquece. Acabou. Para de ficar…”.
E cara, minha vida nos últimos anos foi maluca de próspera, por conta de que simplesmente eu estou fazendo a mesma coisa que eu sempre fiz. Eu até brinquei no Além… aí parei de vender curso no Além do CNPJ, parei total. Falei: “Vou parar, não vou, vou ensinar agora, eu tenho que focar nos meus negócios”. E aí eu até brinquei que eu falei que eu ia criar um curso “Volte para a Operação”. Que eu saio da operação… eu falei: “Agora vou criar um curso Volte para a Operação, resgate da tua empresa”. Resgate da sua empresa, porque senão você fica também nessa viagem de fazer um negócio além de você, que rode sozinho com processo e tudo mais.
Só que, cara, aí a gente tem que também lembrar das sabedorias milenares, cara. “O olho do dono que engorda o gado”, cara, é uma sabedoria milenar. Todo mundo abraça a tradição, cara, é tradicional porque funciona. A gente que é moleque, a gente fala: “Não, não, não, não, vou reinventar a roda”. Bicho, no final, quanto mais você vai amadurecendo, mais você vai percebendo que as respostas já estavam aí. A gente que não quis escutar.
É isso aí. E a gente na verdade se acha o maior inovador quando a gente desconsidera, porque é questão de jovialidade, de juventude, de ser subversivo às regras padrões, dizendo assim: “Os antigos não servem de nada. Quem serve agora, a bola da vez, sou eu, irmão”. Nossa cara, que da hora. É o que eu vejo quando eu olho para o meu pai, velho. Porque eu tinha opiniões e visões que eram completamente conflituosas com as opiniões dele. Óbvio que a gente até hoje tem opiniões conflituosas, e que bom que temos, está tudo certo. Não é tudo que ele está certo, nem é tudo que eu estou certo também. Mas o velho tinha razão no que ele contava para mim, ele tem razão na condução dele. E recentemente eu entendi: não sou só eu na minha família que sou bem-sucedido, graças a Deus. Meu irmão é, minha irmã é e minha mãe é. Então eu falei assim: “Cara, a gente conhece uma árvore pelos seus frutos”. Eu olho para mim com olhar sensato e eu falo assim: “Cara, eu mandei… estou mandando bem”. Não é do ego mais. É sensato, sim, análise realista. Olho para o meu irmão, falo: “Cara, meu irmão está mandando bem”.
Cara, meu irmão você conhece mesmo? Eu acho que não, né?
Eu já… eu já vi o… ele faz investimentos também, tudo mais. O Téo Braga é genial, mano. Está mandando bem. Minha irmã é melhor que eu e o Téo juntos.
É mesmo, cara?
Ela é mais sensível no Espírito Santo. Você tem noção, quando eu estava lá naquela brisa, ela me disse que eu estava lá. Ela… e eu: “Sai daí, sua menina, garota, o que que você sabe da vida?”. Óbvio, me incomodou muito. Mas ela tinha razão em certas coisas, não em tudo. Óbvio que eu também não vou dar o braço a torcer. Mas é. E minha mãe, cara. Minha mãe é líder de mulheres, lidera o movimento de resgate de famílias no Brasil, chamado Poder da Família. Então, e o meu pai como sacerdote do lar, ele construiu quatro líderes: minha irmã, eu, meu irmão e minha mãe. Então eu penso assim: não tem como esse cara ser ruim. Ele é muito bom no que ele faz. Só que eu percebi isso recentemente, porque eu achava… eu não achava que ele era bom.
E como foi essa… houve uma conversa com ele dessas últimas duas semanas para a frente aqui? Você com ele, você com a sua mãe? Com certeza houve pedido de perdão, não é mesmo?
Mas claro! A quantidade de atrocidade que eu falei para o meu pai, para a minha mãe… não.
E isso é muito bom, porque isso mostra que você é maduro, né? Porque assim, quantas pessoas que percebem, mas a imaturidade, o ego, acaba ainda falando mais alto, que você não externaliza isso, sabe? Isso é importante, porque o perdão não verbalizado, ele não tem o que ele poderia gerar. O perdão, não… ah, “já perdoei”. Perdoa falando, perdoa trazendo, porque aí você expõe que é de verdade. E como eles reagiram? Foi junto?
Não, foi separado. Cada um no seu time, cada um no seu momento. E não foi mecânico, não foi tipo assim: “Eu vou para casa do meu pai agora e eu vou chegar lá, sentar na frente dele e pedir perdão”. Não. Vou esperar o time correto, vou falar: “Cara, eu errei mesmo”. Também não foi igual filme.
Sim, sim, sim. Foi um papo tipo…
É que nem está tendo aqui. “Ah, meu velho, eu acho que eu errei aqui, acho que errei ali”. E ele falou: “Que bom que você percebeu”. E ontem eu tive a conversa ainda mais legal com ele, porque cenas dos próximos capítulos vão vir de coisas magníficas. A gente finalmente vai fazer negócio juntos.
Finalmente! Depois de anos.
Aí você me pergunta se vai ser fácil. Eu tenho certeza que não. Vai ser difícil para caramba. Ele vai ser um desses caras que eu falei, putz, vai te chacoalhar completamente. E que bom! Porque foi… não foi isso que me trouxe até aqui? E você está pronto para se colocar como aprendiz e não levar para a emoção — que é o mais importante — porque amadureci essa emoção. Porque antes era um ponto de dor. Então não foi o que me trouxe até aqui? Eu vou continuar fazendo. Porque quando eu tinha dúvida, era para o meu pai que eu ligava. E eu deixei de ligar.
Caraca. Deixei de ligar.
Então por que que eu não pego o telefone e eu volto a ligar para o meu velho, para perguntar para ele como é que faz? Porque antes eu ligava para ele reforçar meu ponto. E meu pai também… meu pai é muito sábio. Ele fazia assim: deixou. Ele deixou. Põe o dedo na tomada, é… vai lá moleque. Igual ele fazia: “se vira”. Se vira aí na vida, se vira aí no mundo. Eu não vou pegar você no colo, porque senão vou tirar de você a oportunidade.
E sabe o que é mais louco de tudo, mano? Sábio também. Sabe o que é mais louco de tudo? Ele sabia que isso ia acontecer. E é isso que mais… no momento que eu percebi, eu posso falar palavrão liberado, né? Eu fiquei 20, talvez 30 minutos falando: “[], [], [], [], ele é [__]”. Porque até isso estava mapeado. Ele previu. Sabia que ia acontecer desse jeito. Tanto é que eu fiquei até puto que quando eu fui falar com ele, ele falou: “Que bom que você percebeu. Foi até mais rápido do que eu imaginava”. Eu falei: “Caraca, mano”.
Cara, ó, vou te falar um negócio que talvez ele não assista. Gratidão, velho. Gratidão… você… perdão, interrompi, mas eu tenho que falar: gratidão a ele. Porque não é todo mundo que tem um pai desse. Não é todo mundo que tem um pai sábio. E eu dou a ele… deixou errar. Não tem privilégio maior do que esse. Porque ele passou por ali e ele viu, e ele sabe que nunca você ia absorver 1% disso que você sabe agora com conselho. E não tem como, cara, o jovem precisa se atirar e se estrumar para conseguir aprender. É aquele negócio que o pessoal fala: “Ah, o sábio aprende com erro dos outros, só o inteligente que aprende errando”. Isso é uma babaquice, cara. Porque no final das contas, cara, nunca alguém vai ser sábio o suficiente só por amostragem, só lendo livro e pegando conceito e tudo mais. O conhecimento está aí disponível, só que a gente precisa viver na pele, cara. Que é uma coisa que você falou também: se você viveu algum perrengue e não aprendeu a lição, vai vir um maior. Deus, Ele fala assim: “Essa aqui, essa lição foi fraca. Vou colocar uma mais forte para ver se ele aprende agora”.
Porque olhando para trás, a minha vida empreendedora foi cíclica. Isso é: eu já passei por problemas semelhantes, mas nunca caiu tanta a ficha. Então tipo, eu já tive MVPs desse
problema na minha vida, proporções reduzidas, escalas reduzidas. Só que não bateu. Bateu agora. Foi igual eu falei que eu fiz três… Só bateu na terceira.
Só bateu na terceira porque você recebe no momento ideal. Exato, a dose que você precisa receber. E essa é a confiança que você está sendo pego no colo por Deus para te dar exatamente aquilo que você precisa. É uma dose, é uma aula particular, uma dose específica para você. Você percebe o amor aí? Isso é amor dEle por você. Eu arrepio inteiro pensando nisso, cara. Eu falo: “Cara, se Ele tivesse falado um segundo antes ou um segundo depois, não teria surtido efeito”. Foi exato.
E é… e para mim essa é a descrição do Espírito Santo. E é por esse motivo que eu tenho certeza que foi o Espírito Santo que trouxe a gente até aqui. Porque Ele deixa pistas, mano. Deixa não? E hoje se a gente para para analisar o que aconteceu aqui… coincidências… é disso que eu estou falando. É, deixa… o Espírito Santo deixa rastros. E eu não… a oração que rolou ali fora foi para me preparar espiritualmente para eu ter a confiança e a coragem para eu falar essas coisas.
Foi forte a oração, hein bicho?
Foi forte, mano. Eu senti lá fora o Espírito Santo. Aí eu deixei de racionalizar. Eu falei: “Não”. Até a oração que ele fez fez com que eu falasse assim: “Nem vou trocar tanta ideia de negócio”. Você acredita?
Que legal. Lá então preparou o ambiente, né?
Não, sério. Se tivesse o louvor… não, lá mesmo eu falei assim: “Cara, nem vou trocar tanta ideia de negócio, vou trocar a ideia da vida”. Que foi o que veio. E eu vejo, e é o que aconteceu, eu vejo anjos aqui cercando essa sala. Sabe por quê? Porque passou esse tempo todo, a gente nem sequer percebeu o tempo passar. É isso. Acabou o tempo já. E com todos os momentos que Deus faz algo como isso, Ele está promovendo cura. Ele está permitindo que cura aconteça para as pessoas que estão ouvindo. Porque a minha cura, a cura que Ele me deu, não é para mim, mano.
Total.
Não é para mim. É para que eu consiga dar e entregar essa cura para milhares de pessoas.
Não, e Davi, mais do que isso: cara, a gente nem falou de negócios, mas falou muito de negócio, que é tudo sobre isso. A gente falou muito de negócio, cara. Cara, quem está aberto para escutar esse podcast aqui, cara… e putz, existe uma parcela muito, muito possível aí e grande de talvez você estar vivendo isso. E pô, reavalie. Faça um body scan aí, puto, pega tudo que a gente falou e falou: “Será que eu estou nesse momento?”. Porque a gente não percebe que a gente está ali. Eu não perceberia se eu tivesse assistindo. Ia falar: “Que papo furado é esse desse moleque?”.
Exato.
Pô, será que você está largando a tua operação porque você já chegou ali e está deixando de conversar, fazer aquele one-on-one com alguém que precisa fazer? Que talvez a sua operação não está funcionando tão bem, mas você fala: “Não, não, não, não, não sou mais
eu que preciso fazer isso, meu RH que faz”. Quantas pessoas que eu vi que estava degringolando na cultura, que eram importantes para a operação… eu pedi para o RH conversar. O tempo de eu instruir o RH para conversar era o tempo de eu ter feito. E que seria muito mais produtivo, sabe? Eu não me sentia… é aquele que você falou, eu não me sentia no tamanho de fazer aquilo.
Total, total. Eu me sentia muito maior. Sabe o que aconteceu comigo? De que eu achava muitas vezes de que a solução desse problema era externo. Eu não sei se você passou por essa fase. Então eu comecei a contratar consultorias, contratar coisas, tentando achar a solução mágica externa. Era pessoas, era o tapa-buraco… precisaria. Só que é impossível tapar esse buraco, porque esse buraco você só consegue tapar de dentro para fora. É por esse motivo que eu estou vindo com a nova tese. E eu vou duas teses: primeiro, eu lancei uma tese recentemente chamada “Comece pelo Simples”, onde eu falo exatamente isso dessa nova mudança, dessa nova fase. E o segundo é que eu acredito piamente de que construir negócios é o caminho, é um portal, é um gateway, uma jornada rumo ao crescimento e evolução.
Evolução. Eita. É o crescimento e a evolução espiritual.
Total. Porque nada é… ó, porque o seguinte: quer ter resultado? Quanto mais conectado com a realidade, mais resultado você vai ter. Quer ter mais resultado? Quanto mais você servir, mais resultado você vai ter. Que é um medidor mais… um KPI mais efetivo de efetividade humana pessoal do que lucro, eu não conheço. Não existe. Porque se você está com a cabeça no lugar, você gasta pouco. Se você está com a cabeça no lugar, você serve. Então o lucro nada mais é do que a diferença entre essas duas coisas. Então quanto mais cabeça no lugar, menos você gasta, porque não gasta com besteira, porque você sabe exatamente o que você precisa, porque você está com a cabeça no lugar, está direcionado, está certo, está correto, você toma decisões certas, porque a tua cabeça está sensata. Ao mesmo tempo, do outro lado, você aumenta o lucro porque você entende que o teu negócio é para você servir na prática. As vendas, elas são de verdade emocionais. Ou seja, não é isso… não é papo de vendedor. As vendas são emocionais. Ou seja, você consegue ser uma pessoa melhor para os teus clientes. Ao mesmo tempo, você consegue ser um líder melhor para o teu time. Você consegue construir um ambiente melhor, porque a tua empresa, ela é a tua imagem e semelhança.
Total.
A tua empresa é um pequeno você. Você é o co-criador daquela realidade. Então aquela empresa tem a tua imagem e semelhança. Ela carrega os teus problemas, carrega a tua energia. Porque eu garanto, até espiritualmente, é assim que funciona. Quando eu mudei, eu nem sequer tive, nem precisei em alguns momentos comunicar para o time essa mudança. O time sentiu e a peça… as engrenagens mudaram.
Mudaram. E cara, quando você fala que venda é emocional, é surreal isso, porque a empresa é emocional, né? E vendas… quantas vendas eu não fiz porque eu queria aquela obra? Porque ela estava na Marginal e que nem ia dar lucro e que não fazia nem sentido. E marketing também… porque às vezes pode não ser uma obra lucrativa, mas para o marketing faça sentido.
Mano, perdão. Sabe quem me ensinou isso? O Flávio Augusto. Teve um dia que eu cheguei lá no evento dele, da Trinca, e cara, lembrei disso agora. Mano, eu cheguei lá e falei: “Cara, por que que tu não faz um evento no estádio grande com muita gente?”. Ele falou: “Porque
eu prefiro fazer dois desses ou três desses”. Falei: “Não, mas e para o branding?”. Ele falou: “Sabe qual que é o melhor branding? É o dinheiro no bolso”. Aí eu falei: “Mas na minha cabeça as pessoas nem sequer percebem”. Ele falou: “Ah, irmão, você não tem ideia do quanto que as pessoas percebem. Porque o dinheiro vai gerar em você… o dinheiro de verdade vai gerar em você o sentimento de confiança e essa confiança é magnética para todo mundo”.
Então o melhor branding é você cuidar de você. Caraca, forte para [__].
Aí eu olhei para aquilo, eu falei: “Caraca, eu estou entendendo”. E o que que tem a ver… porque demorou para juntar… mas o que que tem a ver com estádio? Ele falou: “Porque aqui o meu custo é menor, meu lucro é muito maior. E isso aqui… o lucro é a melhor ferramenta de branding que tem de todas, muito melhor”. Porque a turma do mercado digital — que eu acabei andando muito com essa galera — é muito baseado em espuma, fumaça, é falatório, mostrar ser. Mas cara, se eu pesar e não dar dinheiro, não faz sentido.
Não, não faz sentido. Porque a empresa serve. Meu propósito humano na Terra é um só: é cuidar da minha família, não é? Então a empresa serve apenas para isso. O meu propósito não está no meu negócio.
E eu enxergo assim: se você entende que o teu propósito está na tua empresa e, antes de estar na tua família… alguma coisa errada tá.
Está invertida a ordem. Você… senão você, como dizem por aí, você se perdeu no personagem.
Literalmente. Exato. E tem uma frase que eu falo que é: lucro gera impacto e impacto gera lucro. Isso vira uma… isso vira um ciclo muito, cara, um ciclo vicioso que, se você tem as diretrizes, o pé no chão e tudo mais, as coisas funcionam. E é exatamente isso, cara.
Davi, [__], esse papo foi… cara, eu só estou preocupado de ter sido profundo o suficiente para as pessoas não entenderem. Mas sabe o que eu estou feliz? Que, como aconteceu comigo e com você, só vai bater em alguns. Pode ter certeza.
Está entendendo? Todo mundo vai achar legal esse episódio. E a gente falou disso agora lá fora, eu falei disso agora. Esse é o Espírito Santo. Fique em paz, porque está criptografado exatamente para aquelas pessoas que precisam. Precisam. E quem foi impactado vai chegar até a gente, vai comunicar. Porque o que não foi impactado, ele se desconectou lá no começo. Magicamente alguém tocou no ombro dele, “se, se é isso”, se desconectou.
Porque, cara, foi muito profundo o papo aqui. Muito profundo, mas ao mesmo tempo simples, leve.
É, exato. Por isso que quem ficou até o final, e às vezes não se… não está com a cabeça fervendo em casa, achou divertido.
Mas cara, é… foi muito profundo, porque é isso. A gente falou de, cara, [] que pariu… foi porque a gente falou na oração, cara. Literalmente foi isso. É isso, cara. [] Baita num papo. Tempo praticamente acabou. Deixa eu só fazer uma pergunta um pouco mais da realidade… voltamos. Bem-vindo de volta.
Mas cara, que papo massa. Adorei. Cara, hoje você tem 27 negócios. 27. Como que é isso, bicho?
Eu não gero. Eu não faço gestão de nenhum deles.
Como que é isso, ter 27 negócios? Como que o Davi Braga funciona? O que que é? Você faz investimentos? Você é um fundo? Você tem sociedades? Como que funciona tudo isso?
Começou como uma Ventures mesmo. E eu tinha participação em vários negócios que eu comecei a entrar com marca, com imagem, usando minha rede social para aquilo. Então eu cheguei a 12 negócios colocando um pouco de dinheiro e marca. Ah, 12 não, acho que uns… uns 10 talvez, tá? E aí eu entendi: cara, esse é o meu lance. Porque com a autoridade, com a educação, eu consigo comprar negócios muito baratos. Então me gera muitas oportunidades, o meu pipeline aumenta. Então é muito louco de que eu não comecei com educação. A educação, ela veio na verdade como uma ferramenta, um mecanismo de geração de múltiplas oportunidades para que eu me tornasse sócio de negócios aos quais eu acreditava. Porque eu queria andar perto de pessoas que eram cada vez mais produtivas. E eu sei que eu sou bom e eu sei que o meu cérebro tem a capacidade de ajudar muito para os negócios.
Total. Então você consegue exponencializar, dividir.
Total. E eu fundei um… aí nenhum desses negócios eu tenho a gestão. Somente da Real Deal Education e da Real Deal Ventures. Então eu estou com um grupo chamado Real Deal, que é muito louco, que são “negócios reais”. Literalmente negócios sólidos e negociações reais. This is the real deal, é o momento, sabe? E aí o grupo Real Deal tem o braço de Ventures, tem 27 empresas, diversos segmentos: tem construção, tem saúde, tem empreendimento imobiliário, tem tecnologia, tem empresa de gestão empresarial. Tem todo tipo de segmento, inclusive vários negócios que servem ao meu ecossistema educacional.
E eu construí algo que hoje é a parada que eu mais curto fazer, porque eu me descobri em termos de propósito nesse lugar, que é ajudar empresários a não chegarem nesse lugar, a fugirem completamente desse lugar. Porque eu entendi… eu dei um novo significado, uma nova camada de essência, de proposta depois que eu passei por essa jornada. Que assim, não faz duas semanas, mas foi carimbado em duas semanas, então já faz um tempo. Mas eu vejo que já vem acontecendo faz tempo já.
Há algum tempo. É a gota d’água.
A gota d’água foi… já falava disso, já falava disso antes de cair a ficha. Mas enfim. Mas basicamente eu entendi que a minha visão, ela é de maximização de lucro. De gerar mais resultado com menos esforço. Então minha capacidade de olhar para o teu negócio, encontrar alavancas de crescimento acelerado para o teu negócio, olhando para ferramentas simples — ou seja, gerando mais resultado com menos esforço, que nada mais
é do que mais valia, que nada mais é do que extrair lucro. Então a minha tese é assim, ó: eu prefiro um negócio que tem 4 milhões de faturamento, mas deixa 50% de margem, do que ter um negócio que fatura 100 milhões e deixa dois.
Porque existe uma lei da engenharia que é: quanto menos peças móveis um negócio tem, ou um item tem, menor é a chance dele quebrar.
Então negócios menores envolvem menor manutenção. Então eu direcionei meu foco para negócios de maior margem. É por esse motivo. É sobre essa filosofia que eu toco tanto a minha consultoria quanto a Real Deal Ventures. Então esse é o pilar máximo. São dois, na verdade: mais resultado com menos esforço; e o servir e o usufruir. Porque eu entendi que quanto mais a gente serve de fato, verdadeiramente as pessoas, mais a gente vai receber energia contrária, proporcional e muitas vezes muito maior àquilo. Então quanto mais a gente serve, mais a gente pode usufruir. E sobre essa filosofia eu entendi que o lucro financia a visão e o propósito. Então quanto mais eu sirvo, mais eu consigo usufruir. Mas é muito louco que, ao mesmo tempo, quanto mais eu usufruo, mais eu tenho a capacidade de servir. Porque a gente só pode dar aquilo que a gente tem. Então para eu conseguir entregar isso que eu estou entregando aqui, primeiro eu precisei ter. Então precisei mergulhar numa jornada de autoconhecimento ou numa jornada de obtenção de lucro para que eu possa entregar cada vez mais para as pessoas.
Então essa é a Real Deal. E eu faço um treinamento… sempre permitir oferecer, perguntar isso na verdade. E o melhor de tudo é que para representar o servir/usufruir, a Business For Real (BFR) é somente para convidados. Ou seja, o que que eu entendi? Que eu quero focar naquelas pessoas que têm a melhor capacidade de obtenção de resultado a partir daquilo que eu crio. Fazer uma curadoria. Eu criei uma ferramenta de AI junto com filtros que geram de fato um perfil perfeito da pessoa que tem que ir para esse evento. Então a gente faz uma curadoria de 100 empresários — no último era 50, esse vai ser 100. Do grupo de mais de 1000 que aplicam, a gente escolhe um grupo desse tamanho, que são aqueles que vão lá e vão usufruir do melhor que a BFR pode oferecer. Estão no timing, no time ideal, estão no momento empresarial ideal e que conseguem aplicar as ferramentas que eu vou ensinar. Então eu tenho homogeneidade entre aquele público. Então a minha comunicação ela é direta e específica.
Cara, como que funciona hoje? Quais são os seus produtos? São esse e tem mais algum? A BFR é para convidados, então é lá. Mas eles conseguem se aplicar para eles, certeza. Isso que eu ia falar: uma pessoa da internet consegue ir lá e se aplicar?
Consegue. Se você gostou desse papo e você quer maximizar o lucro da sua empresa, obter mais resultado com menos esforço e muitas vezes resgatar o dinheiro que você está deixando na mesa — porque às vezes você não está fazendo o simples — o meu convite é que você vá no meu Instagram @davibraga (coloca o GC dele aí, ô Tiagão, por favor… ah, genial) e que você mande para mim “BFR”. B de bola, F de faca, R de real. Então “BFR”, você vai mandar isso lá no meu Direct ou comentar no meu último post, que você vai receber o caminho para você fazer a sua aplicação. Lembrando que se você for convidado, se você for aplicar e for selecionado, você não vai pagar nem R$ 1 para participar.
É isso. É para convidados.
Você não entendeu. Agora que eu entendi: é para convidados. É propósito real na veia. Óbvio.
Com certeza.
É do começo até o fim. Lá dentro a gente oferece os nossos produtos, só que aí que está a genialidade da coisa: e eu não… eu só vendo para aquelas pessoas que a gente tem plena convicção de que a minha empresa de consultoria tem a maior capacidade de geração de resultado. Então eu seleciono, já seleciono na BFR e a gente indica e direciona os produtos para aquelas pessoas lá dentro, que é fator exponencial. Então eu tenho uma base de clientes extremamente satisfeitos, porque a gente constrói um programa personalizado com base nisso. É diferente de todo mundo, do que todo mundo está fazendo. E é a primeira vez que eu estou abrindo isso tão abertamente aqui e eu venci uma camada de insegurança. Porque antes eu achava que isso era tão precioso que eu tinha que deixar para poucas pessoas. Só que é exatamente o contrário: o que é belo, todo mundo tem que ver, mano.
Caraca.
Então, e Deus me deu isso aí… é porque parece, é muito complexo falar isso, porque eu estou falando de business ao mesmo tempo. Mas Deus me deu isso aqui. Deus me deu essa visão. E o mais legal é que aí temos os nossos produtos lá dentro. Temos uma mentoria na mesa, que eu amo o sinônimo da mesa, de sentar à mesa, de estar junto. É chamado Business Protocol, onde a gente constrói caminhos personalizados de crescimento para aquele negócio, faz o acompanhamento do crescimento dele.
Você faz individual isso aí?
Individual. A mesa individual comigo. E a gente também tem um programa chamado Mentor For Real, que aí é onde o bicho pega. Aí é onde eu mais gosto de fazer. Porque eu, Davi, eu não curto vender produto de baixo ticket, porque eu gosto de dar específica selecionada para aquelas pessoas. E aí no Mentor, são 12 meses comigo, onde eu faço um encontro com essa pessoa durante o período. Me dá muito trabalho, não tem nada a ver com escala, mas é múltiplo exponencial de resultado. E esse cara se torna meu sócio no futuro.
Caraca.
Porque aí é o meu pipeline. Porque ele pula e ele vem no futuro. Não é promessa — isso não é promessa — mas caso eu entenda que aquele negócio é bom, ele salta e vem para você. Transforma isso, ajusta isso para que fique cada vez melhor e eu jogo para a Venture.
Agora você está pronto. O que é até mais motivacional para você querer que o resultado aconteça, porque você fala: “Meu, é interesse meu que eu entre junto”.
Deixa eu te contar uma coisa que eu fiz que é muito legal. Eu criei um gatilho na minha empresa baseado em resultado — então não resultado financeiro, mas resultado dos meus alunos. Tem certos níveis de renda, de grana que eu recebo da minha empresa, que eu só posso ter caso eu consiga gerar X, Y, Z resultados nos meus alunos. Então eu criei… do mesmo jeito se for da regra, eu só posso alcançar o meu máximo nível de resultado se eu gero o máximo nível de resultado dos meus alunos. Até porque eu sou empregado da
minha empresa, total. Então eu sirvo a empresa quando eu estou dentro dela. Então a empresa tem regras, tem parâmetros e tem visão, e tem vida quase que própria.
Caraca, bicho, muito legal.
Meu, você está convidado para a BFR. Eu quero que você vá lá ver tudo que eu faço, cara. Eu estou com certeza confirmado.
E você pode escolher os amigos que você quiser que vão ser meus convidados também. Vou adorar mesmo.
Caraca meu, estamos juntos, cara. Pô, adorei te conhecer, Davi. [__], de verdade. Eu já tinha uma ótima impressão de você na internet e aí agora que a gente está brother… Por mais que nos últimos tempos eu te achei “mais do mesmo”, aham, tá ligado total, que é o que você está falando aqui, você tem toda a razão, eu estava sendo. Entendeu? E cara, é o que eu falei também no começo do podcast: você está extremamente autêntico e dá maior vontade de ser seu amigo. Está entendendo o que eu estou querendo dizer? Tipo, o que eu estou querendo dizer é que você… a gente só… você só atrai pessoas verdadeiras quando você tem autenticidade, cara. E você está sendo autêntico, cara, está entendendo? Você está falando com empolgação, você não está preocupado com nada.
Eu estou pouco me [] para comentários, para qualquer coisa. Eu estou só… Total… [] Agora sabe qual que é o lance? Sabe por que que isso acontece? Porque finalmente eu me tornei uma pessoa que eu me admiro. Então eu decidi construir um relacionamento verdadeiro e autêntico comigo.
Total.
Então as pessoas, elas se tratam como você se trata. Então quando eu comecei a fazer isso de fato e ser mais cuidadoso, mais carinhoso, mais atencioso, dando mais atenção para mim, a minha vida mudou. E eu sugiro que você faça a mesma coisa. Porque assim, cara, várias vezes eu estou no podcast, às vezes eu quero contar uma história minha no meio, aí eu fico pensando: “Vem o… né… não, mas cara, você está entrevistando, não vou contar”. Tipo, eu não fico me atendo ao que os outros vão falar, está entendendo? Vou fazer o que deu na telha. E quando você faz isso, você às vezes extrapola, às vezes você fala demais, às vezes você fala de menos, às vezes você fala de forma muito empolgada, às vezes você fala o que não deveria falar. Só que é essa mistura que faz uma pessoa ser autêntica. Totalmente. Uma pessoa autêntica, ela não é morna. Pensa numa pessoa que você considera autêntica: essa pessoa tem seus excessos e tudo mais. E é isso que faz ela dar o caldo, tá ligado? Porque é o pacote completo, com os erros e os acertos.
Exato, bicho. Porque a pessoa perfeita, bicho, não existe.
Exato.
Legal. É muito mais legal. O papo foi muito legal, cara. E assim, você não está se preocupando. E é isso que fez ser muito bom, tá? Estou dando feedback aqui. E é o primeiro podcast que eu faço desse jeito.
Legal. Obrigado por isso. Obrigado pelo convite, mano. Para isso.
Que legal, cara. Foi muito legal, cara. Assim, o cara… o Davi voltou. É aquele moleque lá. É o moleque lá do Shark. É ele mesmo, porque ele estava apagado, ele voltou à tona.
Caraca. Aí eu… quando eu voltei, mano, a minha irmã, né, que me encheu o saco, a gente é muito parceiro, a gente fez o CIS junto… eu olhei para ela e falei assim… é na hora. Na hora. Eu olhei para ela, no olho dela, e falei, bati na mesa, falei: “Eu estou de volta ao jogo”.
Você falou para ela. E ela se ligou? Ela entendeu?
Não. Mas está tudo bem também. Eu estava falando para mim.
Estava falando para você. Vai legal se ela tivesse entendido.
Não, mas não entendeu. Mas eu adoraria que tivesse, mas está tudo bem também. Tipo, ia ser a maior cena de filme. Ela nem sequer sabia, mano. Nem sequer sabia. Talvez a única pessoa que sabia disso de verdade era a Isabela. Mas a gente já falou sobre isso nesse podcast. Vamos terminar.
Estou feliz. Antes de a gente terminar, só preciso agradecer aos patrocinadores. Você permite rapidinho? Licença.
Claro, óbvio.
Galera, olha esse papo, cara. Todo esse papo aqui, essa qualidade audiovisual, esse conteúdo de qualidade de forma gratuita aqui na internet, está aqui graças aos patrocinadores que acreditam no projeto podcast e investem para que tudo isso aqui saia para a internet.
Então quero começar agradecendo a Cem Displays do meu parceiro Adalto de Carvalho. Está precisando vender mais? Então o seu negócio precisa de soluções criativas para PDVs, balcões, bandejas, displays e muito mais. Está aqui o site e o @ da Cem Displays (CMC) aqui na tela. Se você trabalha com PDV (ponto de venda), saiba que quando você traz soluções criativas para o seu negócio, você aumenta os resultados: faturamento, ticket médio, lucratividade, recorrência, branding. E se você acha que seu PDV pode melhorar, existem empresas que oferecem soluções criativas que, ao agregar no seu PDV, aumentam seus resultados. Clique em qualquer lugar dessa tela e conheça a Cem Displays. Tamo junto.
Agora quero falar da SMB Store do meu parceiro Alonso. Desde 2018 a SMB Store tem ajudado micro e pequenos empresários a controlarem seu estoque, vendas e financeiro. Tudo isso com o sistema acessível e fácil de usar. Está aqui o site e o @ da SMB Store aqui na tela. Você que é empresário, principalmente pequenininho que está começando agora, saiba que você precisa controlar seu estoque, suas vendas, seu financeiro. E não dá para fazer isso de cabeça, nem no papel de pão, muito menos no Excel. Saiba que às vezes você tem a sensação de que colocar um sistema agora é perda de tempo, mas não é. Porque um sistema agora vai te economizar muito tempo lá na frente, vai aumentar os teus resultados, porque vai te dar visibilidade do negócio. E entendo o que você está falando, porque muitas vezes você, enquanto pequenininho, tudo depende de você. Mas você só
pensa assim de sistema porque você não conheceu o sistema certo para o teu tamanho. Existem sistemas que a implementação é muito rápida, não precisa de treinamento porque ele é muito intuitivo, parece uma rede social de tão fácil de usar. Então é muito rápido, algumas horinhas que você se dedicar, você implementa o sistema na sua empresa e organiza demais o teu negócio. Clique em qualquer lugar dessa tela e conheça a SMB Store. Com certeza absoluta você vai voltar aqui para me agradecer. Tamo junto.
Agora quero falar da Agência RPL do meu parceiro Rodrigo Álvares. A RPL oferece a solução completa de marketing digital para negócio, cuidando das empresas com olhos de dono. Desde a criação de sites, gestão de anúncios, planejamento estratégico, social media e SEO. O site da RPL aqui na tela e o @ dos caras também. A gente que é empreendedor, a gente tem muitas dores, uma delas é o marketing digital. Marketing digital a gente olha e fala: “Caramba, eu sei tudo, sei como fazer, mas eu não tenho tempo”. E muitas vezes você até sabe que você precisa se digitalizar, melhorar tua presença e tudo mais, mas cara, quem confiar hoje em dia? Que tudo… todo mundo faz. Então muitas vezes a gente está carente de gente séria para trabalhar no nosso marketing digital. E eu indico para vocês a RPL. Falo isso com propriedade, porque cara, eu sou cliente dos caras, não só no Além do CNPJ, quanto nas minhas empresas da construção civil. Rodrigão, que é o dono da RPL e atende pessoalmente todos os clientes, cara, é surreal. É tipo uma boutique de atendimento. E não por isso é mais cara, tem um preço super justo e que se paga. Então se você é empreendedor e está tendo dificuldade com marketing digital, convido: antes de desistir, conversa com o Rodrigo. Tenho certeza absoluta que você vai voltar aqui para me agradecer. Tamo junto.
Agora quero falar da WJE Consult do meu parceiro Wallenstein Júnior. Gestão financeira descomplicada para empresários. O @ aqui na tela da WJE e também o site dos caras. E gente, a gente que é empreendedor, cara, a gente sabe que financeiro não pode brincar. Eu sempre fui um cara atento ao meu financeiro, mas eu fazia gestão financeira por fluxo de caixa. Estava tudo errado. Eu achava que aquilo era suficiente, mas conforme a empresa vai crescendo, vai aumentando a dificuldade. Então é importante que você já coloque os princípios básicos estruturados e profissionais no seu negócio desde o começo. E a gente olha aqui e fala: “Ah não, essa parte aí é só para empresa grande”. Muito pelo contrário. Empresa pequena é muito fácil implementar essas coisas. É muito, muito, muito simples implementar o que precisa do jeito certo. E aí você cresce de maneira estruturada e pode ter certeza absoluta que isso vai te economizar uma dor de cabeça. Quem dera eu tivesse esses conceitos financeiros profissionais desde o começo. Fui descobrir isso com 7 anos lá… essas coisas que, cara, infelizmente perdi muito tempo, mas foi a vida acontecendo. Então cara, independente do seu tamanho, independente se você é uma pequena, média empresa, se você acha que você pode melhorar a gestão do seu negócio, desde a forma financeira até a parte de controladoria, como fazer… entra em contato. Clique em qualquer lugar dessa tela e entre em contato com o pessoal da WJE. Tenho certeza absoluta que você vai voltar aqui para me agradecer, porque os caras são ótimos e têm consultorias e especialidades específicas para cada tipo de negócio, cada tipo de tamanho. Tá bom? Tamo junto. Muito obrigado.
Agora quero falar com a Inspira Capital do meu parceiro Fabiano Brito. Operação e gestão financeira por assinatura, o braço direito do empreendedor. Está aqui o site e o @ da Inspira Capital aqui na tela. Gente, não vale mais a pena a gente ter financeiro dentro de casa, tá?
É uma forma que não vale mais a pena. Isso quando eu digo na maioria das vezes, né? Claro, nada é absoluto, mas na maioria das vezes também não vale mais a pena você ter contador dentro de casa. Isso é óbvio, ninguém hoje tem contador dentro de casa contratado CLT. O cara contrata um escritório de contabilidade, é mais inteligente, é mais barato e é mais efetivo, porque eu pago lá uma mensalidade e eu tenho vários profissionais prestando serviço para mim dentro de um contrato. Mesmíssima coisa acontece hoje com o financeiro. É seguro, é fácil, não tem como dar errado desde que você contrate uma empresa séria para fazer, como acontece a mesma coisa com contabilidade. Então se você tem um financeiro ainda que precisa ficar gerenciando, tem férias, tem um monte de coisa para gerenciar, cara, avalia o custo. É o mesmo de uma pessoa, só que você tem um serviço muito melhor, muito menos dor de cabeça. E o BPO Financeiro vem para servir as empresas hoje em dia de uma maneira surreal. Não é mais futuro, é presente. E lembra que eu falo, tem que ter uma empresa séria. Caso você precise de indicação de uma empresa séria, quero indicar para vocês a Inspira Capital do meu parceiro Fabiano. Cara, é muito bom, super sério, patrocinador aqui do podcast, inclusive meu fornecedor, ele faz o BPO Financeiro do Além. Então cara, só elogios. Então clica em qualquer lugar dessa tela e fala com a Inspira Capital. Tamo junto.
Agora quero falar da Polux do meu parceiro Ricardo Ferrazini. Sabia que existe oportunidade de desembolsar menos com impostos através de planejamento tributário? Especialista existe em gestão de tributos e de crise. O site e o @ da Polux Online aqui na tela. Empresário, presta atenção: se você fatura mais de R$ 200.000 por mês, entre 200 e 300, a chance de você estar pagando mais imposto do que deveria é enorme. Ainda mais porque possivelmente você está no Simples, está achando que você está estourando, pagando pouco porque você está no Simples. Muitas vezes o jeito “magnífico” que se encontra de economizar com impostos é de um jeito errado, que é dividindo o faturamento em mais de um Simples, em outros nomes de papagaio e tudo mais. E no final, cara, não só não é inteligente porque é errado — porque se descobrem, dá ruim, cai a casa, vira grupo econômico que você paga por tudo — mas ainda assim, Simples Nacional para quem está nessa faixa de faturamento está mais caro estar no Simples mesmo dividindo faturamento. Possivelmente está pagando mais imposto do que deveria. Existe vida além do Simples Nacional e se você se enquadra nisso, clique em qualquer lugar dessa tela e fala com a Polux. Foram eles que me ajudaram nessa trajetória tributária. Eu tenho certeza absoluta que para você vai fazer sentido também. Aí depois você volta aqui para me agradecer. Beleza? Tamo junto. Valeu.
Agora quero falar da Max Service Contabilidade, que tem como missão a parte consultiva ao empreendedor, estando sempre próximo da gestão da empresa com ecossistema completo. Oferecem atendimento desde o Simples Nacional até o Lucro Real. Inclusive o Lucro Real eles têm como especialidade. Está aqui o site da Max Service na tela e também o @ da Max Service. E gente, presta atenção: contabilidade é uma coisa que muita gente, muito empreendedor, erra em contratar “a boquetinha”, a baratinha, a meio salário mínimo, às vezes até menos que isso. Contabilidade barata dá ruim, porque o cara não faz mágica. Se ele cobra barato, ele tem pouca gente ou gente desqualificada que nem a obrigação acessória faz direito, te dando multa no futuro. E mais: e quantos problemas de contabilidade eu tive, hein? Nossa, poderia fazer um podcast só contando. E mais: uma contabilidade séria não só faz o que tem que ser feito, mas te ajuda no que pode melhorar no seu negócio. É um braço mesmo, quase que uma cadeira de conselho te ajudando em
várias, várias, várias coisas, desde a parte tributária, a parte DP, a parte contábil. Então cara, contabilidade não é um negócio que você economiza. E eu estou falando isso aqui sem zero hipocrisia, porque eu não economizo na minha contabilidade, eu vou na melhor. Então cara, clica em qualquer lugar dessa tela, fala com a Max Service que os caras são essa contabilidade que justamente eu estou falando para vocês. Uma contabilidade que vai te atender num nível surreal. Tá bom? Tamo junto.
Isso aí, tira. Muito obrigado. Muito obrigado a todos vocês, patrocinadores que acreditam no projeto. E todos esses patrocinadores, gente, são pessoas que vieram com o interesse de patrocinar o podcast e eu fiz uma curadoria muito cuidadosa. Não é à toa que a gente só tem empresas que entram para resolver dores da gente que é empreendedor. E eu tenho certeza absoluta que algum problema que você está passando na sua empresa, alguém dessa turma aqui com certeza vai te ajudar. Beleza? Tamo junto. Vamos continuar aqui.
Meu caro bicho, vou te fazer uma pergunta e eu faço um contexto e eu bato na mesa. Apesar que nunca ninguém saiu daqui e sofreu nada, mas imagina que você está saindo daqui, você bate o carro e morre. Por isso que eu estou batendo na mesa, é só para trazer… só para trazer peso para a pergunta, bicho. Mas é assim, cara, pensa o seguinte: cara, Davi, 23 anos, se perdeu na tua essência, voltou há três semanas. E aí Deus aparece para você e fala: “Já era. Acabou”.
Como assim, bicho? Agora que eu…
Não, não, não. Já foi o que tinha que… você já foi. Você já viveu, tua missão está cumprida. E essa é tua última aparição, meu. Isso aqui é o que vai ficar. É o vídeo que vai bombar, porque quando você morrer, esse vídeo vai viralizar, vai ripar. O que que você deixaria para a humanidade, cara? E nunca ninguém saiu daqui e morreu, tá? Fica em paz.
Amém. Eu diria que, na dúvida, segue o caminho de volta para casa. Tem cheiro de casa, tem conforto de casa, tem acolhimento e amor de casa. Mas se estiver muito perdido mesmo, começa a seguir o caminho de volta para você. Se tornando a versão mais saudável que você pode, cuidando de você, do seu corpo, da sua vida. A versão mais curada que você pode, perdoando a maior quantidade de pessoas que você puder. A versão mais sábia, aprendendo a maior quantidade de coisas que você conseguir. Porque eu te garanto que nessa trajetória de volta para você, você também simultaneamente vai encontrar esse mesmo caminho de volta para casa. E aí cada um dá o significado que quiser de casa.
Caraca.
Mas ó: Jesus é real. Deus cura, Deus salva e Ele está voltando. E está cada vez mais próximo. E quem é espiritual sente como a gente está sentindo aqui agora nessa mesa. Então eu aviso: se você está longe de casa, chegou o momento de você trilhar o caminho de volta. Já era. É isso.
Baita num podcast, cara. Baita do episódio. Obrigado por isso, viu bicho? Eu agradeço a meu Deus, porque eu não tenho… não tenho nem essa capacidade, mano.
Tamo junto. Aço. Baita num podcast. Profundo. Top. Galera, você que ficou aqui até agora, muito obrigado por ter acompanhado. Aqui embaixo tem um monte de botão: clique em todos para compartilhar, clique em todos para engajar. Envia esse podcast às vezes para alguém que você acha que precisa. Se a pessoa assistir, é porque tinha que assistir, né? A gente tinha conversado. Estamos junto. Até a próxima. Davi, mais uma vez, muito obrigado meu parceiro. Obrigado, sucesso. E valeu. Obrigado, tira. É nós. Valeu.
Confira os principais insights do Episódio #071 do Além do CNPJ com Davi Braga. Uma conversa visceral sobre como o sucesso precoce pode cegar um empreendedor e o caminho de volta para a simplicidade.
Introdução: O Menino Prodígio Cresceu (e se Perdeu?)
Muitos conhecem Davi Braga como o garoto que encantou os tubarões do Shark Tank Brasil aos 14 anos. Filho de João Kepler, ele cresceu sob os holofotes, fundou startups e se tornou uma referência de empreendedorismo jovem.
Mas no episódio #071, Davi não veio falar de suas vitórias. Ele veio abrir o jogo sobre o lado sombrio do sucesso rápido: o ego, a vaidade e a perda da essência. Aos 23 anos, ele revela como se desconectou de quem era para tentar ser um “executivo sênior” antes da hora, e como uma experiência espiritual recente o fez recalcular a rota de sua vida e de seus negócios.
1. O Perigo da Vaidade nos Negócios
Davi trouxe uma reflexão poderosa sobre como a vaidade é o maior inimigo de um negócio. Ele relatou que, na ânsia de parecer maior e mais importante, começou a complicar o que deveria ser simples.
“O meu maior vilão é o orgulho. Porque o orgulho impede a gente de conseguir fazer o simples. […] A gente quer pegar as frutas altas antes de pegar as baixas. A gente quer fazer o complexo porque gera mais aplauso, mais espuma, do que falar que passou o dia vendo planilha de fluxo de caixa.”
A lição é clara: empresas quebram ou estagnam quando o fundador para de servir e começa a querer apenas ser servido e aplaudido. O escritório de vidro e o time inchado muitas vezes são apenas massagem no ego, não necessidade do negócio.
2. A Nova Tese: Margem é Vaidade? Não, Faturamento é Vaidade.
Durante o papo, Davi apresentou sua nova filosofia de negócios, o “Real Deal”. Depois de gerir dezenas de empresas e buscar escala a qualquer custo, ele mudou o foco para a eficiência e lucro líquido.
“Eu prefiro um negócio que tem 4 milhões de faturamento, mas deixa 50% de margem, do que ter um negócio que fatura 100 milhões e deixa dois. […] Existe uma lei da engenharia: quanto menos peças móveis, menor a chance de quebrar.”
Ele defende que o lucro é a melhor ferramenta de branding que existe, pois gera confiança real no empreendedor, diferente da “espuma” do mercado digital.
3. A Síndrome do “Pequeno Executivo”
Davi confessou que, por muito tempo, usou barba e roupas sérias para tentar esconder sua idade, achando que precisava parecer mais velho para vender. Hoje, ele entende que sua juventude é seu maior trunfo.
“Eu achava que as pessoas iriam comprar de mim apesar da minha idade. Hoje eu entendo que as pessoas querem se conectar comigo por conta dela. […] Eu só vou ter 23 anos uma vez na vida. Decidi aproveitar o direito de ser moleque, de fazer perguntas e não ter que me vender como o cara mais f*da do planeta.”
Ao se colocar no lugar de aprendiz novamente, ele voltou a ter resultados exponenciais, provando que a autenticidade vende mais que a imagem construída.
4. O Caminho de Volta para Casa
O ponto alto do episódio foi o testemunho de Davi sobre sua reconexão espiritual e familiar. Ele admitiu ter se afastado dos conselhos do pai e da intuição da noiva, Isabela, por arrogância. O “retorno à essência” não foi apenas poético, mas prático: melhorou sua liderança, sua saúde e seus resultados.
“Na dúvida, segue o caminho de volta para casa. […] Se estiver muito perdido, começa a seguir o caminho de volta para você. Se tornando a versão mais saudável, mais curada e mais sábia que você pode ser.”
Assista ao Episódio Completo
Este resumo não consegue transmitir a energia e a emoção que rolaram no estúdio. Foi, sem dúvida, um dos episódios mais espirituais e transformadores da história do podcast. Se você sente que está no “automático” ou que seu negócio está pesado demais, você precisa ouvir isso.
Clique abaixo para assistir ao EP #071 na íntegra:
