Mídia Independente, Ataques Hackers e os Bastidores do Not Journal com Bruno Richards | Além do CNPJ (EP #160)
A Nova Era da Informação Sem Viés
No mercado atual, a maior moeda de troca não é apenas o dinheiro, mas a distribuição e a audiência. Quem domina o canal de comunicação domina o mercado. No mais recente episódio do Além do CNPJ, gravado no estúdio de alta performance da Cross Host, recebemos Bruno Richards, o jovem de 26 anos que atua como fundador e editor-chefe do Not Journal. Comandando uma operação de mídia independente que alcança a impressionante marca de 60 milhões de visualizações mensais no Instagram, Bruno compartilha um panorama real dos bastidores do jornalismo de negócios. Ele revela como a página superou ataques hackers orquestrados por grandes corporações (como o Banco Master), recusou propostas milionárias de compra e usa a tecnologia para entregar informação cirúrgica e sem espuma para o mundo corporativo.
1. Os Bastidores da Guerra Digital contra o Not Journal
O crescimento avassalador do Not Journal em 2025 acendeu o alerta de gigantes do mercado financeiro que temiam o vazamento de informações de bastidores. Bruno relata o período delicado em que a página enfrentou notificações extrajudiciais em massa, ameaças de morte e ataques hackers coordenados por advogados ligados ao Daniel Vorcaro (antes da intervenção do Banco Central no Banco Master). Os criminosos chegaram a emitir ofícios falsos do governo para enganar o algoritmo do Meta e derrubar o perfil oficial do Instagram por um dia.
“Mandaram um ofício falso do governo pedindo uma remoção do nosso Instagram. A Meta acatou, mas no outro dia descobriram que era um falso positivo. […] Com nossos contatos na Meta, conseguimos reativar a conta e hoje o Not Journal está credenciado como mídia de notícias oficial. Temos proteção contra denúncias em massa.”
2. O Erro do Clickbait e a Tese do Smart News
Para Bruno, a grande mídia tradicional (mainstream) perdeu a credibilidade porque se tornou refém do volume de cliques e de manchetes sensacionalistas vazias. Portais de finanças respeitados começaram a publicar fofocas de celebridades e matérias de futebol apenas para gerar tráfego e sustentar folhas de pagamento infladas. O Not Journal resolveu essa dor do mercado ao criar o conceito de Smart News for Smart People: curadoria rígida de tecnologia, negócios e lifestyle de alto padrão, entregando a notícia completa diretamente na legenda do Instagram, quebrando a barreira chata dos paywalls e links externos.
3. A Mentalidade Startup: Mídia Conectada à Inteligência Artificial
Diferente dos jornais tradicionais, o Not Journal é gerido com a cultura de uma startup de tecnologia. A empresa lançou uma plataforma integrada à Inteligência Artificial onde mais de 1.000 usuários assinam um terminal de dados e curadoria de palavras-chave. Através de um chatbot inteligente no WhatsApp, o assinante escolhe seus temas de interesse (como Elon Musk, OpenAI ou Geopolítica) e recebe análises e fatos mastigados em tempo real, sem precisar navegar pelas abas escondidas de comunidades.
“O Not Journal é tech-first. A nossa mentalidade é startup, tecnologia… usar a IA a nosso favor. O objetivo é criar um agente de IA que traga o conteúdo da semana resumido e analisado para um CEO ou executivo tomar decisões rápidas.”
4. O Valor de uma Reputação Inabalável
Com propostas na mesa de até R$ 5 milhões de reais por apenas 30% da empresa, Bruno Richards manteve a integridade do negócio e recusou o dinheiro de fundos envolvidos em escândalos de imagem (como a Moriah Asset). Ele reforça que uma empresa de mídia perde o seu valor no minuto em que aceita vender matérias editoriais por interesse financeiro. A longevidade e a perenidade do Not Journal residem no seu compromisso cego com o fato real e com o dado estatístico, construindo novas verticais como o The Wealth Brief (saúde) e o Not Sports.
Conclusão: Empreender no mercado de mídia e tecnologia exige Casca Grossa e clareza de propósito. A história de Bruno Richards deixa uma lição definitiva para os empresários modernos: quando o seu negócio entrega excelência e resolve um problema real da sociedade, os ataques surgem, mas o valor de marca se torna indestrutível. Não construa seu negócio focado em likes; foque nos compartilhamentos e no valor que você gera para as pessoas.
Quer captar as estratégias de crescimento e proteção digital com o fundador do Not Journal? Assista ao episódio completo agora mesmo!
Ler Transcrição Completa
Eu investiguei bem. Eu fui atrás do pessoal do Vorcaro, conversei com uma assessora e ela me entregou o Alfredo Ward, que é um advogado. O Alfred Ward era advogado, ele deixou de ser advogado do Daniel Vorcaro em janeiro e ele coordenava a turma, a galera hacker dele, fazia ofícios falsos para a Meta, fez ofício falso para derrubar o nosso Instagram. Então ele mandou um ofício falso do governo pedindo uma remoção do nosso Instagram. A Meta acatou, mas no outro dia descobriram que era um falso positivo, foi uma decisão falsa, que era falso. Então, com nossos contatos na Meta, a gente conseguiu reativar o Instagram e hoje a gente está credenciado como mídia de notícias oficialmente pela Meta. Então a gente tem uma proteção contra isso e também contra ataque hackers com shadow ban, denúncias em massa, que eles tentaram denúncias em massas derrubar a gente. Esse momento foi muito delicado, caramba.
Buenas, buenas, buenas. Seja bem-vindo a mais um Além do CNPJ, esse podcast incrível tocado pelo meu amigo Felipe Caçola, que hoje, infelizmente, não pôde estar, então a gente vai tocar ele da melhor forma possível. Muito obrigado pela sua presença. E hoje a gente tem aqui um cara, cara que a gente chama de empreendedorismo vida real. É um cara que sofre as dores do mercado, que vai contar um pouquinho da trajetória dele, um cara super novo, mas que tem uma trajetória incrível e a gente vai explorar muito dos acontecimentos, das coisas que estão aí trazendo notícias grandes e são tocadas pelo Bruno. Bruno Richards, obrigado pela sua presença, irmão. Obrigado, viu?
Obrigado pelo convite, viu?
O Bruno é fundador e editor-chefe, né, do Not Journal, que eu acho que é uma das grandes mídias aí que a gente tem, uma mídia independente, um negócio, um canal que surgiu aí do Instagram, enfim. E eu… a gente vai explorar bastante esse empreendedorismo, empreendedorismo vida real. Obrigado, Brunão, obrigado por essa oportunidade de estar aqui. E é o primeiro podcast, né?
Minha primeira aparição.
Olha só! Bora! É isso aí, galera. É o seguinte, então a gente sempre começa contando um pouquinho da sua trajetória. Brunão, de onde você veio? Você teve… qual a sua representação familiar, onde você nasceu? O que que tinha, algumas referências de empreendedorismo ou não? Enfim, conta um pouquinho da sua história, de onde você veio.
Claro, com certeza. Eu vim de uma família de classe média de Osasco, aqui na Grande São Paulo. Fui criado pelos meus avós, meu avô engenheiro, minha avó chefe de cozinha, e tive uma infância muito voltada a ser autodidata. Então, adolescência também, sempre buscando ler livros, buscando aprender as coisas, curiosidade. Acho que o que me move até hoje… hoje estou com 26 anos, o que me move é a curiosidade. Então, quando eu tinha 13, 14 anos, eu tinha um tio que tinha uma empresa de pesquisa. Ele me falou do Elon Musk quando eu tinha 13 anos de idade, falou: “Cara, tem esse cara que é tipo o Homem de Ferro do Vale do Silício da vida real, né?”. E ele sempre foi gerando isso para mim, mais curiosidade sobre a vida, o universo, sobre grandes empresários e empreendedores. Então, sempre tive essa vontade. E foi nesse momento, com 13, 14 anos, que eu decidi criar alguma coisa no mundo. Falei: “Cara, esses caras são muito fodas, eu quero criar algo no mundo, quero criar alguma empresa”. Até pensei em quase seguir um caminho de programação, de tecnologia. Então, mas sempre fui autodidata. Com 16 anos de idade já consumia, usava muito a internet. E aí foi minha primeira criação: criei uma página no Facebook chamada ‘Procede’.
Olha que legal.
E alcançou 2 milhões de seguidores em seis meses. E a ideia era isso, procede sim ou não? E gerar comentários e debates.
Era tipo um ‘fake news sim ou não’?
Exato, é. E às vezes coisas assim banais, que bombavam bastante na internet, tipo: “Toddynho é melhor que Nescau, sim ou não?”. E pegava, sei lá, 20.000, 30.000 curtidas. Bombei bastante em 2016, 2017 com isso. Criei outras páginas, outras vertentes no Facebook. Então eu descobri que eu tinha um talento muito grande com copywriting, com a escrita, e era eu mesmo que construía esses veículos, essas páginas no Facebook. Mas na época era tudo de humor, tudo eu não via como empresa, por mais que eu tivesse essa vontade de criar algo, eu não pensava muito no administrativo, na monetização, de ganhar dinheiro. Por mais que eu tenha vendido algumas páginas que algumas pessoas procuravam: “Ó, te pago R$ 5.000 nisso”. Em 2016, vendi uma página por de 200.000 seguidores no Facebook. Então eu monetizei, cheguei a ganhar dinheiro. Só que eu não tinha a mente que eu comecei a ter depois dos 20 anos, né? Que você fala: “Caraca, imagina você ter toda essa audiência hoje, essa distribuição para você vender um produto e monetizar, vender publicidade e tudo mais”. E foi isso.
Então, fiquei um tempo criando páginas na internet até meus 18, 20 anos. Até que um amigo meu me falou da V4 Company, que é uma agência de marketing digital, e falei: “Cara, o que que eu sou bom?”. Porque eu estava ganhando dinheiro, eu também tinha um outro negócio com videogame, tinha um site em que eu upava contas em jogos, no Destiny 2, um jogo chamado Destiny. Eu upava contas lá, então eu ganhava um dinheiro, era pago em dólar. Então, sei lá, estava tirando R$ 7.000, R$ 8.000 por mês com 18 anos. Eu estava bem. Aí chegou a pandemia, com 20, 21 anos, e aí eu tinha que ir para uma faculdade. Meus avós queriam muito que eu fizesse a faculdade, eu estava para prestar concurso e tentar passar numa federal, mas tinha muita vontade de empreender, tinha muito aquilo de “eu preciso participar de algo, mas eu tinha que sair de casa”. Então foi o caminho que eu acabei indo para a V4 Company. E aí eu acho que foi a minha escalada.
Mas você foi como prestador de serviço?
Como prestador de serviço, como copywriter. E aí eu cresci bastante lá de copywriter, virei gestor de squad, gestor de tráfego. Então, aprendi tudo e um pouco sobre tudo. Mas o que eu aprendi lá foi uma escola para mim do mundo corporativo: foi de como lidar com clientes, key accounts, como um cliente é importante para uma empresa e como fazer excelência, fazer um trabalho bem feito e buscar qualidade mesmo quando tem muito caos. Porque o pessoal de agência vai entender o que eu tô falando, né? Eu acho que muitas agências são assim, é um caos, quem trabalha em agência sabe que é um caos, sempre tem que apagar fogo, sempre tem overdelivery, sempre tem mais demandas pro cliente. Então era o momento em que eu trabalhava ali das 7 da manhã até, sei lá, 10 da noite. E eu trabalhava feliz, feliz para caramba. Então eu estava ganhando até menos dinheiro do que eu estava ganhando sozinho, mas eu estava aprendendo algo, estava saindo de casa, estava no mundo corporativo. E aí disso fui, passei por algumas startups, trabalhei para uma fintech de Israel, fui para a Faria Lima, trabalhei em fundo de investimento, trabalhei em startups e fui desenvolvendo o meu network nesse tempo.
Mas eu sempre consumi muita notícia. Uma coisa que eu sempre consumi foi muita notícia desde cedo.
Tinha algum canal que você consumia tipo notícia, ou você era tipo bem amplo?
Muito, muito nos Estados Unidos, no exterior, no Brasil. Sempre gostei da BBC, gostei da Sputnik também, muito bom. Produzem várias séries fenomenais, documentários fenomenais. Então tem brasileiros que produzem conteúdo muito bom, a DW, Bloomberg, Wall Street Journal, Financial Times. Mas sempre consumi muito conteúdo desde os 8 anos. Quando eu comecei a ganhar esse meu primeiro dinheiro, eu queria investir na bolsa. Eu fui estudando. Na verdade, tinha uma coisa em mim que eu queria descobrir: “cara, por que que o Brasil tem tantos problemas? Por que que o nosso país é de terceiro mundo?”. Por que que o Brasil é um país… acho que foi numa época de 16, 18 anos que eu fui para um caminho mais libertário, mais de Mises, economia, entender por que o Brasil é pobre, por que é um país de terceiro mundo. Então, fui estudando bastante sobre isso, fui entrando nesse meio político e de estudar, e aí fui consumindo mais notícias, mais noticiários e cara, consumia todo dia. Acordava, eu queria saber o que estava acontecendo no mundo. Acho que isso ajudou bastante também o Bruno que estava em publicidade e foi para um fundo de investimento da Faria Lima criar um veículo como o Not Journal, sabe? Essa questão de eu consumir notícias desde os meus 16, 17 anos diariamente de vários veículos… E eu sempre quis, sempre busquei notícias que não são enviesadas também. Isso ajudou no know-how, ajuda no Not Journal até hoje, que é o quê: por mais que eu possa ter um posicionamento político, me identificar com um posicionamento político, eu não posso ficar só consumindo notícias e ideias e perfis e viver nessa bolha, porque senão vou entrar numa bolha e depois eu não sei mais o que é verdade, o que não é. Porque a gente sabe, né, que tem pessoas que soltam fake news do seu campo político ou ideológico, que seja, tem pessoas que são muito enviesadas, que forçam a barra, entendeu?
E acho que é daí que surge muito desse radicalismo, né? Porque aí um só ouve notícia de um lado, o outro só ouve notícia de outro e aí entra numa guerra de notícias verdadeiras, fakes, enfim. Não tem um rito ali de entender o lado, né, do outro, sei lá, ouvir um pouquinho mais, entender se aquilo faz sentido ou não.
Exatamente. E se você tem oponentes de ideias, você tem que tratar eles de forma justa, tem que debater de forma justa. Eu penso assim, sabe? Não tem que criar uma narrativa, um viés assim, tirar algo de contexto para atacar o seu oponente de ideia. É assim que eu vejo. Então, a ideia foi consumir notícias, aprender com as notícias, ver o que estava acontecendo no mundo. E aí, em 24 de julho de 2024, veio a ideia: cara, preciso criar um canal. E também por mais um problema no mundo, né? A abundância da internet é isso, tem muita informação. Você abre seu LinkedIn, você é bombardeado de feeds, de muita notícia.
E qual é o problema? Às vezes você vê notícias que você não quer ver.
Uhum. Uhum.
Então isso no Instagram também. Você abre seu Instagram e você tá vendo notícias de, ah, sei lá, “Virgínia mudou o cabelo”. O que que vai mudar no seu dia que a Virgínia mudou o cabelo? E é isso que a Not Journal resolve, resolve um problema. Acho que é o motor do nosso crescimento, que é a curadoria, buscar o que é uma informação relevante.
E o que é uma informação relevante? Porque relevância pode ser em vários campos: pode ter uma relevância de conteúdo, pode ter uma relevância de mídia ou de exposição, né? Então, qual é o campo da relevância? O que considera uma notícia relevante?
É uma boa pergunta, porque até esses veículos, páginas que postam, sei lá, se a Virgínia pintou o cabelo, às vezes é relevante a notícia para ela, porque o público dela é aquilo ali, é um público que quer saber sobre a Virgínia, sobre as fofocas dela, sabe? Então é relevante para ela soltar aquela informação pro público dela. Eu vejo como relevante para a sociedade e para pessoas com mentes curiosas, mentes que têm o slogan da Not Journal: smart news for smart people. Então, para pessoas que anseiam por curiosidade, que querem descobrir coisas novas, querem inovação, querem saber o que a Anthropic e a OpenAI estão fazendo, o que as empresas do Vale do Silício estão fazendo, o que está acontecendo de legal, o que a China está fazendo, sabe? Então, relevante para mim é avaliar o que está acontecendo de relevante na sociedade como um todo.
Legal.
E não como o nosso público, né? Então, avaliar… eu acho que muitos veículos olham por esse sentido: “o que é relevante pro meu público?”. O meu caminho é o contrário, meu caminho é: “o que é relevante para a sociedade?”. E aí o meu público tem que se adaptar à nossa curadoria, né? Então a gente tem a nossa curadoria de informações que são veiculadas e que a gente dá os devidos créditos, que são veiculadas na grande mídia da vida, igual outros jornais brasileiros também fazem. E a gente também tem notícias próprias, matérias próprias de colunistas e também dos nossos próprios editores que analisam algum fato que está acontecendo no mundo com algum produto, uma indústria, e a gente escreve a respeito. Então, é isso que eu vejo de informação relevante e para essas mentes curiosas, mentes que querem ver notícias assim: “cara, mas o que tá acontecendo no mundo?”. Tipo, as pessoas conversam nos bastidores sobre uma aquisição, sobre uma venda que tá acontecendo, sobre como um projeto de lei tá avançando. A ideia é isso, focar no que tá em debate na sociedade. E o nome Not Journal foi meio para ser isso: não é um jornal. A gente, como uma agência de notícias, a gente cura. Não é para ser jornal, é para curar, ser diferente de jornal, sabe? Nessa época abundante em que todo mundo quer escrever, todo mundo quer escrever sobre tudo, publicar sobre tudo. Não tem foco. Por mais que eu já tenha visto comentários… se a gente acha que o Not é movido a likes, é movido a engajamento, não é. Eu fico feliz que tá crescendo, eu fico feliz com o engajamento.
Qual é o seu indicador? É legal saber isso, porque qual é o seu indicador de crescimento do negócio? Claro, leitores, caras que acessam lá a plataforma, enfim. Mas qual é o seu feeling de “cara, a gente tá indo no lugar certo, a gente tá indo pro caminho certo”?
Tem uma coisa como creator, como estrategista e gestor, que eu acho que todo mundo tem que olhar. Acho que fica até um conselho para empresários que estão assistindo agora, ouvindo esse podcast: olhar para os compartilhamentos da sua publicação. Se a sua publicação é tão boa, se o seu post é tão bom, as pessoas vão compartilhar, elas vão mandar na DM, vão mandar para algum amigo, para o pessoal. Então eu acho que é olhar para… eu olho muito para o indicador se as nossas publicações estão sendo boas o suficiente para o pessoal compartilhar para mais pessoas.
Legal.
Então eu olho para isso. E o outro, que é o principal para mim, é o feedback. É saber ver que tem pessoas relevantes, interessantes, pessoas que a gente admira que estão curtindo a postagem, que estão republicando, que estão mencionando no boca a boca que o Not Journal é bom, é legal, que gostam do Not Journal. Então esses são os indicadores que eu vejo. Se tá tendo muito compartilhamento, quer dizer que os nossos posts estão tão legais a ponto de a pessoa querer mostrar para alguém. Acho que todo mundo tem que olhar isso, pô. Tá tão legal que eles querem mostrar para alguém, essa é a base de indicação, né? Quando a gente fala de negócio, é quando você indica o negócio para alguém, aquilo é muito relevante e aquilo cria muito mais fato de a pessoa comprar de você ou voltar a ler, enfim, no seu caso, mas muito mais fidelidade.
Exato.
Porque, pô, você pegou um cliente, fidelizou ele, ele gostou daquilo, ele tá recomendando para outro para que o outro possa ver, né? E eu acho que o legal também do Not — e aí eu vou depois entrar um pouquinho para trás —, mas o legal do Not hoje é porque quando você reposta uma publicação, quando você reposta uma publicação no Instagram, você tá falando que putz, isso daqui eu gostei, isso eu acho legal, né? Não só recomendo, mas cara, eu queria que vocês olhassem para mim também como vocês estão olhando para essa notícia, tipo, sabe, me dá referência. Então você meio que se aproxima das pessoas como referência. Eu acho que isso é muito legal, de entender que uma notícia num portal pode trazer referência para alguém e aquilo personificar alguém, né? Tipo, acho que é bem legal esse negócio. Mas eu vou voltar uma pergunta atrás aqui, cara. Dentro do… você falou do empreendedorismo, eu quero voltar do empreendedorismo porque a gente tem bastante gente empreendedora. E quando a gente vai pro empreendedorismo, quando a gente vai empreender ou tem essa fúria, o que que te coçou assim para falar: “cara, eu preciso sair do CLT, eu preciso sair da minha zona de conforto e eu vou criar algo que eu não sei como”, porque isso é um negócio muito mais difícil de entender, você não sabe se vai dar certo, você não sabe como você ganha dinheiro, porque você tem que ter muito mais público, você tem que divulgar, você tem que fazer o negócio acontecer para depois tentar fazer uma vertical de dinheiro, né? Então, o que que te movimentou de fato para ir para o empreendedorismo assim, para empreender?
Bom, claro. Eu deixei meu emprego em janeiro de 2024. Trabalhava num fundo alternativo da Faria Lima que fazia investimentos em startups. Então era meio que um advisor lá no fundo. Deixei o emprego com 24 anos e estava sentindo a veia assim: “cara, preciso empreender, eu preciso”. Agora eu já consegui network, agora eu conheço pessoas interessantes, agora eu tenho ideias mais formadas do que o Bruno de 20, 18 anos, que às vezes criava as coisas, mas não fazia uma administração adequada daquilo. Então, foi quando eu senti que eu precisava empreender. Eu não estava feliz no meu emprego, não estava feliz em trabalhar mais lá porque eu senti que já tinha aprendido tudo ali. Acho que acontece muito com o empreendedor. Se você foi um CLT antes de empreender, você sente isso, cara: atingi o teto, sabe? Você atinge o teto.
E não é o teto de valor financeiro, né? Não é o teto de ganho, é o teto de tudo, assim, da sua expectativa com aquele trabalho. Tipo, você às vezes até vê um caminho em que vai crescer, mas você fala: “é isso a felicidade, né, de estar feliz ali no lugar em que você está?”.
Exatamente. E a ideia do Not, a ideia de empreender… a primeira coisa quando eu saí, falei: “eu preciso empreender no que eu entendo”. O que eu consumo? Eu consumo bastante jornal. Eu sei criar páginas, sei criar veículos, sei crescer engajamento, sou bom em marketing, fiz isso a minha vida inteira para grandes clientes, key accounts. Então fiz marketing para os maiores bancos da Faria Lima, para empresas de bem-estar, gigantes do país. Então eu sei como fazer marketing, sei como ter uma comunicação, copyright, sei tudo. Falei: “Cara, eu consigo, eu consigo fazer”. Porque hoje, uma das coisas mais importantes para os empreendedores que estão ouvindo isso: hoje tem que ter distribuição, o empreendedor tem que ter mídia. Então, além de você ter o produto — são as duas coisas mais importantes, é o técnico e a distribuição, sabe? —, se você tiver um sócio e ele for uma pessoa mais técnica, é a pessoa que produz o produto, que desenvolve o produto ou executa a forma do produto tecnicamente, você precisa de um canal, você precisa de distribuição, precisa de uma marca.
E acho que a gente tá indo para uma época, já estamos nessa época, em que todo mundo tem seu perfil. Os médicos começaram a criar conteúdo, advogado começou a criar conteúdo, todo mundo cria conteúdo. Por quê? Todo mundo entendeu que você precisa ter marca para conseguir mais clientes, para aumentar seu ticket médio, se valorizar mais. E então o Not era… pô, eu manjo disso, preciso ter um canal. E eu senti essa dor do mercado de que os grandes jornais — não quero citar nomes, mas um veículo que se diz o mais especializado em finanças do Brasil —, postava, às vezes eu via no feed dele matérias, tanto no site quanto no Instagram, falando sobre futebol, e é um veículo que se diz o maior de finanças do Brasil. Então você vê que muitos veículos grandes brasileiros da grande mídia, eles querem clickbait, querem quantidade, querem volume, volume. Não sei se é porque contrataram muitas pessoas e precisam gerar mais cliques, provavelmente isso.
Então, eu precisava de algo de curadoria, algum conteúdo rico que eu acompanhava muito nos Estados Unidos. Tenho páginas como Wealth, Technology, páginas que produzem conteúdo voltado a nichos e a certos temas. E a ideia do Not era: preciso produzir conteúdo voltado ao mundo corporativo, negócios, lifestyle. Porque o empresário, o executivo, ele também quer saber as tendências de estilo de vida, para onde as pessoas estão viajando, quais são os eventos que estão bombando na temporada, onde ele precisa estar, que tipo de roupa tá bombando. Então tudo isso engloba um ecossistema. O executivo quer ler sobre isso. O executivo não lê só sobre fusões e aquisições, ele quer ler sobre lifestyle, tendências, restaurantes, o que é um restaurante bom na Europa que tá bombando, em Nova York, em São Paulo, né? Então o Not foi essa ideia. No começo tinha muita preocupação de não dar certo, tá? De não dar certo, mas sempre com aquele otimismo de “eu preciso fazer dar certo”.
E você tinha algum sócio ou alguma coisa da família que te incentivou? Como foi?
Ninguém da família. Eu falei pro meu avô, ele falou: “Mas jornal dá dinheiro?”. Porque naquela época tinha que imprimir, né cara? Imagina. Exato. “Você saiu do emprego e vai montar um jornal, cara? Mas jornal dá dinheiro? Eu fiquei sabendo que jornal tá fechando, tá falindo. A banca de jornal em que eu comprava jornal, o cara tá vendendo agora eletrônicos lá”. Como mudou dos quatro anos para cá, né? Exato. “Jornal dá dinheiro?”. E aí eu expliquei para ele: não vai ser simplesmente um jornal, por isso o nome Not Journal. Era montar uma plataforma de tecnologia, como a Bloomberg tem um terminal de dados e tecnologia, criar uma plataforma que junta notícias e uma IA que analisa essas notícias e dá uma análise sofisticada para um trader, para um investidor, ou para um empresário, para um executivo tomar uma decisão. Então esse foi o grande objetivo.
Quando fundei o Not Journal tinha sócio, sim. O primeiro sócio que entrou foi o Marlon, que tá comigo até hoje. Ele é um sócio investidor que eu já conheço há 4 anos, conheci ele antes do Not, uma pessoa com quem fiz o network através da Faria Lima. Já trabalhei em uma startup do Marlon. Então, uma pessoa que já era um amigo, já era um amigo, e eu falei da ideia para ele. Ele falou: “legal, eu topo, quanto você precisa? Eu quero investir no negócio”. Então ele ajudou a investir para eu contratar desenvolvedores, programadores, editores, funcionários e bancar o OPEX, o custo operacional de início, sem tirar lucro. A ideia do Not foi começar a gerar uma monetização por volta de 2025, então eu diria uns 8 a 10 meses depois da sua fundação, sem monetizar nada, só gastando dinheiro. Vinham pessoas, já tinha um bom engajamento, vinham pessoas querendo publicidade, comprar matéria… Nunca vendi matéria.
Isso é o que eu ia te perguntar: como você sobrevive sem vender matéria, né? Exato. Hoje a maioria dos canais, quando tem mais repercussão, acaba vendendo uma matéria ali.
Exato. Tem uma coisa que as pessoas acho que duvidam de mim ou não acreditam em mim quando eu falo que a gente não vende matéria, porque você vê empresas brasileiras a que a gente dá destaque no Not Journal. A gente faz parcerias comerciais com o Not Journal, mas eu não vendo um post, uma matéria editorial. Eu vendo newsletter, eu vendo posicionamento de marca no nosso site. Se a gente for fazer um carrossel no Instagram, a gente tem que veicular alguma coisa que é real, que tá acontecendo no mundo, e a gente menciona a marca, dá destaque à marca, a gente faz isso. Mas isso é muito raro. Só se o nosso editorial aprova, se os nossos editores aprovam, se essa empresa é realmente relevante, se ela realmente tá fazendo algo benéfico pro público, pra sociedade, porque reputação pra gente é tudo. Então eu não posso fazer qualquer matéria, qualquer coisa. O que vocês lançam, vocês estão colocando em jogo muito mais do que uma matéria, muito mais que uma publicação.
Exatamente. Estamos dando palco para pessoas.
É isso. Você tá dando palco para alguém sempre. Por mais que seja uma empresa, você sempre tem alguém por trás desse negócio, né?
Vocês conseguem organizar isso. Você é o editor-chefe, você tem vários editores por baixo, é isso? Exato. Como funciona essa estrutura lá de “eu aprovo conteúdo, eu reviso conteúdo e eu seleciono conteúdo”?
Funciona assim: os jornalistas procuram os editores. Tem uma ideia: “caramba, cara, tá acontecendo isso no mundo”, você pensa e escreve um rascunho disso, manda pro editor para finalizar uma matéria, uma publicação. E os editores também selecionam e escolhem matérias. Tudo tem os mandamentos, as regras do Not Journal, que são: não pode ser fake news, eu não posso ter matéria enviesada também. O foco é no dado, no factual, nas informações precisas. Então, eu não posso fazer uma matéria veiculando alguma coisa que de alguma forma seja plantada para atacar com um viés ou para defender algo. Tem que ser totalmente factual. Aconteceu alguma coisa? Por que aconteceu? Quais teorias ou por que aconteceu? O que especialistas falam do caso e tudo mais, o que a fonte tal fala do caso. Então, temos editores. Hoje eu diria que a Not tem uma equipe de 13 pessoas, por volta disso. Tem o comercial, tem desenvolvedor, programador, tem uns quatro ou cinco editores hoje que publicam conteúdos.
E a gente tá montando outras verticais, como a página voltada para saúde, que é a The Health Brief. Então, já tem duas editoras trabalhando lá. É uma spinoff do Not Journal.
Spinoff é uma empresa subsidiária, vai. Uma empresa embaixo da matriz.
Exato, exato. E aí eu tenho mais um editor que também o coloco como editor-chefe do Not Sports, que é uma spinoff também, uma vertical focada para esportes.
Legal, que legal, né? Então, mas o Not em geral ele não publica essas verticais de saúde, de esporte?
Publica, publica. Só que a ideia foi montar… tem que ter um veículo 100% focado em esportes, né? Vai abranger tudo o que tá acontecendo de relevante no mundo de esportes: futebol, tênis, basquete, todos os esportes, luta, MMA. E o Health, de saúde, voltado 100% a ser mais específico, porque quando o Not publica algo sobre saúde, eu tento deixar o mais leigo possível, porque essa é a ideia do Not: notícias rápidas.
E foi um grande problema que eu esqueci de falar também que o Not resolve, que antes do Not e até hoje eu vi que alguns veículos fazem isso, mas tem muito disso: você vê uma matéria legal no Instagram, seja da grande mídia, dos grandes jornais como, sei lá, Folha de S.Paulo, Estadão… você acha a matéria legal, mas é só um parágrafo e está lá: “leia a matéria em nosso site”. Aí você vai no link na bio, e vai cair no paywall. Tem que criar conta. E às vezes você acha uma matéria muito legal, mas você não tá com tempo. Às vezes você tá saindo do escritório, tem um jantar, uma reunião, achou o texto legal, a manchete pegou você, mas você não consegue ler a matéria completa agora porque sabe que, se for ler, são uns 15, 20, 30 minutos. Você vai querer prestar atenção na matéria, querer entender, raciocinar. E o Not coloca a matéria inteira ali no texto do Instagram, o resumo inteiro. Então eu não fico com aquela de… Eu tenho um site, já tem milhares, dezenas de milhares de visitas no site, notjournal.com.br, mas eu não quero fazer um parágrafozinho e falar: “veja o site para saber mais”.
Sim.
Então eu acho que isso ajudou muito o Note a crescer. A matéria tá ali, a pessoa vê na legenda, ela lê a matéria completa, não precisa ir no link da bio, não precisa ir num site externo com paywall, criar conta para ler a matéria.
Isso é um insight legal até para podermos ancorar dentro do empreendedorismo, né? Porque é a simplicidade. Às vezes o cara pensa em ter milhões de outras estruturas, faz um negócio mega e cheio de cliques, ou seja, cheio de caminhos para seguir: “eu quero que esse cara chegue aqui, vá para lá, vá para lá”. Cara, hoje o simples… as pessoas precisam entender que precisa ser rápido, simples e efetivo. Então, no fim, quando a gente pega o empreendedor, cara, se o que você comunica, se o seu produto não for de fácil entendimento para quem quer comprar, não for fácil comprar ou fácil efetivar ou chegar até a efetivação, provavelmente você tá perdendo muita gente no meio desse negócio, né? E aí, quando você fala de matéria, pior ainda. Porque como você consegue conciliar? Porque, primeiro, você também tem dados e aí você tem que compor dados. Então, como você consegue conciliar tudo isso dentro de uma matéria em que você tem um limite de caracteres, né? Então, o que que vocês fazem? Como resumem isso? Vocês usam tecnologia? Como funciona?
A gente usa muito, até é bom esclarecer: o Not Journal não é feito 100% por IA. A IA é a nossa plataforma, ela é uma curadoria de palavras-chave, de keywords para os nossos assinantes. Hoje a gente já tem mais de 1.000 usuários que acessam e assinam a plataforma do Not Journal. Então a IA está na plataforma, é uma tecnologia que desenvolvemos na plataforma. O nosso Instagram, o nosso editorial, a gente não usa IA. É claro que os editores usam uma IA, como acontece com certeza na grande mídia também.
É, você vê até juiz e advogado que usa IA hoje em dia, né? Então você acha que um jornalista não vai usar IA?
O pessoal faz aqueles inceptions de IA no Direito. Então, sim, os editores usam IA para melhorar o texto, deixar ele mais resumido. A gente usa até 1.800, 1.900 caracteres, tá?
E tem um padrão, então, da notícia?
Por padrão da notícia, porque o limite do Instagram, salvo engano, é 2.200. Então, realmente já tem um limite natural do Instagram de caracteres, mas eu coloco até 1.800, que ali eu já consigo entregar. E já tem portais nos Estados Unidos, como o Axios — que inclusive a OpenAI é investidora do Axios, que é um jornal que eu gosto muito dos Estados Unidos —, que fazem assim: você abre a matéria, não é uma matéria gigante. Dá até cansaço ler um negócio muito grande quando você só quer a notícia. Às vezes o cara fica enrolando lá, tem um texto gigantesco em que o cara fica enrolando, bota um monte de coisas, história, não sei o quê. Você quer ir direto ao ponto.
É isso.
Você quer direto ao ponto. Então essa é a força do Not. A gente viu nossa vantagem em empreender. Então as chaves do empreendimento para o Not Journal ter sucesso hoje e alcançar 60 milhões de visualizações mensais no Instagram…
60 milhões de…
60 milhões de visualizações mensais no Instagram. Temos 294.000 seguidores. O sucesso disso foi olhar isso: o que o mercado tá fazendo e o que poderia estar fazendo e não faz.
Uhum.
Então, pegar essa sacada de ver… pô, cara, por que que eu tenho que… Isso foram dores pessoais, todo empreendimento foi dor pessoal. Eu, para ler uma matéria, tenho que ir lá no link da bio do jornal, ir lá, e vai pedir um login, uma senha. Então você vê toda uma chatice para ler uma matéria. E a gente vê que, infelizmente — não sei se foi o TikTok, se foram as redes sociais —, o TikTok e as redes sociais tornaram essa mente muito mais curta para dar atenção para as coisas, né? Acelerou muito o tempo das coisas. Então, a gente tá sempre ocupado, a gente tá sempre querendo dar atenção para a nossa família, para os nossos amigos, para o trabalho, e tá todo mundo fazendo mais coisas em menos tempo, e falta tempo.
Exatamente.
Então, hoje, para você na correria, nas redes sociais, você precisa de otimização do tempo, da informação. Então, isso ajudou muito, com certeza ajuda a gente bastante. Eu vejo que outros veículos ainda sofrem muito por isso. A gente já teve conversas, alguns veículos não entenderam muito bem o propósito da Not, achavam que a gente fazia scraping, né, que é pegar o conteúdo de um veículo, de um jornal, copiar e soltar. Nunca fizemos isso, né? Essa é uma violação de direito de propriedade intelectual. E também eu vou ficar pegando o conteúdo de outra pessoa? Eu sempre tenho essa mente: se eu for copiar algo que outra pessoa tá fazendo, eu não vou ter sucesso. O Peter Thiel, que tem um livro de Zero para Um, ensinou bastante nesse livro. Eu li, pô, tinha 15 anos quando li esse livro. Acho que ele ensina bastante coisa que é justamente sobre isso: você não vai ser o próximo Mark Zuckerberg se quiser criar um Facebook.
Uhum.
Entendeu? Você pode ser um bilionário, só que não vai ser um bilionário fazendo coisas que os bilionários hoje já fizeram, né? Já resolveram o problema no mundo. A chance de você ficar bilionário…
Você pode resolver o mesmo problema de outra forma.
Exato, exatamente. Então tem outras formas de resolver, não da mesma fórmula, né? Então eu vejo isso como uma grande vantagem do que a gente tem executado, é não ficar copiando. A gente não copia, a gente não é nada igual à grande mídia. Eu não copio o que os grandes jornais fazem, até porque eu preciso… a gente faz coisas que estão no nosso feeling, no coração. Se a gente vê que algo vai ser bom, a gente conversa internamente, faz sentido… Eu converso com o meu sócio: “faz sentido isso daqui?”. A gente executa, põe a mão na massa, faz e faz o teste A/B, né? A gente vive isso no marketing. Sabe o que é teste A/B? Faz o teste A no primeiro trimestre, não deu certo, putz, vamos para outra ideia.
Exato, é errando e aprendendo, né? Então você aprende bastante. E é meio que isso.
Agora, Brunão, você lembra da primeira notícia que você publicou no Not?
Cara, a primeira notícia… eu que produzi a notícia ainda, eu comecei a fazer as publicações. Eu não lembro exatamente, mas provavelmente eu tenho muita memória de que era algo sobre a Apple, sobre o iPhone, talvez sobre as vendas lá no começo de 2024. Então a gente sempre começou… a gente começou o Not muito mais focado em tech, tecnologia: o que Apple, Google, Amazon, Microsoft estavam fazendo e fazem, né? O que estão lançando de produto novo, o que registrou uma patente, o que é forecast que eles estão prevendo para lançar. Então, começou com tecnologia. Não lembro o post exato, lembro que no começo fui eu que fiz. Lembro que demorou uns três, quatro meses para pegar tração o Not Journal. E aí, do quarto mês em diante, aí foi bizarro. Foi um sucesso bizarro. Acho que teve um mês que a gente…
Mas você tinha constância, assim? Tipo, você publicava muito, fazia muita matéria, você, enfim, eu imagino que você ia muito já, né? Então tinha muita constância, assim, que era fome, tipo: “cara, tenho essas cinco notícias aqui, essas cinco pautas, vou postar essas cinco”. Aí amanhã eu posto mais cinco mesmo. E aí vai fazendo. Enfim, tinha alguma regra ou você ia assim, né?
Uma coisa que eu acostumei, que eu aprendi — porque depois de 2016, que foi a época dourada que eu chamo de criar páginas no Facebook, depois foi ficando mais difícil para você crescer —, eu aprendi, eu cresci páginas depois em 2019, e depois do Not Journal, posteriormente na pandemia também. Muda muita coisa, o algoritmo muda muito. O algoritmo muda muito. Então, essa semana eu estava em call com a Meta e eles falaram de mudanças do algoritmo de duas semanas atrás, e o que eles estão melhorando, o que mudou… O algoritmo tá sempre mudando, as tendências estão sempre mudando. Então,
Vocês analisam isso para poder direcionar as publicações, enfim?
Exato. A gente analisa tanto com IA, com keywords, tendência, Google Trends… A nossa plataforma puxa isso: quais são as palavras-chave que estão mais em alta, o que o pessoal tá buscando mais, tá escrevendo mais. E também, como eu falei, na mente você tá indo viajar com seus amigos, tá saindo num restaurante, tá lendo comentários, às vezes tá lendo artigos, você vê… Igual eu lembro quando a gente foi um dos primeiros veículos a falar de Labubu, né? Acho que foi em agosto, no meio de 2025. Eu lembro que nenhum jornal da grande mídia tava falando de Labubu no Brasil, mas a mídia na gringa estava falando. E a nossa mente tá olhando para onde? Na gringa, no exterior, né? Então a gente busca muita referência no Not Journal, por isso tem um nome em inglês e tem uma mentalidade bem de ocidente, americanizada. A gente busca muitas referências no exterior mesmo, porque eles estão à frente. A gente sabe disso, a maioria dos empreendimentos vem de fora, né? Tem grandes coisas que brasileiros fizeram e fazem todos os dias. O brasileiro já nasce com o diploma em marketing, né? A gente fala isso. Então o brasileiro é excelente.
A gente dá sempre um jeitinho, né?
É, mas os chineses e os americanos são muito bons em produto. Essa turma é muito boa em produto, né? Então, e a gente às vezes aproveita, faz um outro produto, mas busca referência, né? E às vezes até o americano busca referência, já ouvi falar, né, que eles buscam referência no Brasil de marketing. Os americanos buscam referência de marketing no Brasil, assim como o chinês deve buscar referência de fora também, porque se ele vai produzir em massa na fábrica logo um produto, ele deve ter uma demanda, ele sabe: “pô, tem essa demanda nos Estados Unidos ou no Brasil por esse produto”, né?
Então agora vocês estão olhando para outras plataformas sem ser só o Instagram? Porque eu sei que vocês, como fonte de receita… Então acho que é legal também explicar, porque vocês têm a plataforma que o pessoal assina para poder receber notícias, né, em canais, não sei. E você pode explicar um pouquinho. Vocês têm a parte de acho que de patrocínios, não sei.
Patrocínio de newsletter, de site. E dependendo da empresa, do conteúdo… 99% das exposições que a gente dá — para deixar claro —, tipo, o Thales Gomes é muito amigo meu, muito amigo, gosto muito dele, do G4, do que ele construiu. Acho que ano passado, quando teve aquele acontecimento do Charlie Kirk…
Aham.
A gente fez uma matéria sobre ele. Eu lembro que eu li nos comentários: “Ah, é publi, ele pagou por isso, não pagou”. Ele é um empresário que tá em alta, o nome dele tá em alta, né? Então tem muitas empresas brasileiras e empreendedores brasileiros que a gente dá destaque legal e sem ser publi. Por quê? Senão eu vou ficar falando o quê? Só de empresário gringo, vou ficar falando só de Musk, Mark Zuckerberg, e vou ignorar o Brasil. Então a ideia do Not também é ser meio que uma nova Forbes de notícias de novos negócios brasileiros. Eu tenho orgulho de apoiar empresários brasileiros, empreendedores brasileiros. Então, realmente tem muito post de empresas brasileiras que você vê no Not que não pagaram para estar lá. Foi só porque a gente achou relevante: “legal essa empresa, legal”.
Pagam para poder estar lá?
É, como eu falei, depende muito. Tem empresa que a gente fez uma parceria de serviços imigratórios de Green Card e a gente fez carrosséis falando de alguma mudança e falando dessa empresa, como que ela ajuda e faz. Então, alguns critérios passam, a gente dá um destaque, tá bom? São anunciantes que a gente já tem no nosso site, a gente dá destaque. Agora, se o fulano falar: “cara, quero pagar 20, 30, 100, R$ 200.000 para você colocar minha cara lá, eu me vender assim”, não fazemos. Jogador de curso, day trade, criptomoedas, de empresários assim querendo aparecer…
Tem notícias que você não dá? Tipo, você tem temas que você não aborda?
Não abordo, principalmente se é uma coisa, como eu falei, muito reputacional, dar palco assim. Então tem gente… a gente faz parceria. Se vem uma empresa… como a gente tem negociado com multinacionais, a gente já fez parcerias com empresas multinacionais, como a ByteDance da China. Ela queria contar uma inovação do CapCut e ela queria pagar para a gente poder veicular, contar sobre o CapCut, sobre um novo recurso do Doubao, que é uma AI do CapCut. Uhum. Que compete com o Gemini do Google. Então foi uma matéria que a gente fez para eles, porque, pô, faz sentido: a inovação, tecnologia, editorial, esse tipo de parceria que a Not apoia. Agora, uma notícia como alguns veículos fizeram e se queimaram, que é tipo você colocar um empresário, dar todo o destaque 100% no empresário, é muito arriscado. Não tô dizendo que é ruim, porque às vezes o empresário é muito honesto, é certinho, mas é muito arriscado pro nosso veículo. E tem vezes que a gente dá um destaque para uma startup brasileira, mas foi porque a gente gostou. Geralmente a gente faz negócios com empresas grandes, empresas mais sérias, multinacionais. E a gente faz um escopo onde, como eu falei, abrange o nosso critério editorial. Não posso fazer uma publicação onde seja para algum objetivo político, objetivo que não faz sentido para o editorial. A empresa quer só falar alguma coisa que não faz… por exemplo, uma empresa muito grande — que eu não gosto de dar nomes, citar nomes, para a marca não ficar irritada depois, nunca fechei nada com ela —, mas tem uma marca de vestuário gigante do Brasil, gigante, que ela queria anunciar um puta de um contrato, um puta do dinheiro, só que não fazia sentido algum, entendeu, pro nosso público? É uma marca que, pô, tá em todos os shoppings brasileiros de roupa e ela queria anunciar no Not Journal. Só que, cara, o editorial disso… Então vêm empresas que têm dinheiro por algum motivo, querem aparecer no Not Journal, já sabem sei lá porquê, mas não tem fit, não tem fit de informação, conteúdo, relevância. E aí eu vou matar o negócio, porque se eu fizer dinheiro só por dinheiro, eu vou me tornar um veículo vendido na mente das pessoas, como aconteceu já com um veículo vendido que não tem credibilidade, reputação. E daqui a pouco vai estar o alcance, o engajamento caindo, porque vou estar só como… Tem um veículo de que eu gosto bastante, mas da Exame, por exemplo, do BTG Pactual… gosto bastante da Exame. Mas muitas matérias que eles veiculam hoje parecem muito isso de publicidade, publieditorial, publieditorial. Eu quero ver mais conteúdo, entendeu? Quero ver mais conteúdo. Não quero que o Not Journal seja uma Exame nesse sentido de muita publicidade editorial, de toda hora destacando um empresário que tá contratando um publieditorial. Eu quero que destaque realmente o que é relevante.
Até porque eles têm uma vertical de venda, né, desses cursos e tudo mais. E é uma estratégia do negócio deles, um business plan que a Exame fez que foi fantástico, né? Porque realmente os jornais vivem… a mídia vive, os veículos vivem um… viveram e vivem, com a IA acelerou, já viviam com a internet, com a IA ferrou de vez. Eles vivem um momento difícil de monetização.
Acho que em termos gerais, né? Porque teoricamente a notícia tá à disposição.
E hoje a IA consegue fazer um scraping lá de várias notícias, você consegue ter na palma da mão ali, sei lá, algumas notícias principais. Mas qual é que é a curadoria? Acho que é muito disso, né? Qual que é a curadoria, qual que é o viés, qual que é a intencionalidade daquilo ali? Porque, no final das contas, tem uma intencionalidade por trás de todas essas notícias. Agora, Brunão, vocês… eu te acompanho bastante no Instagram ali e tal, e eu vejo bastante repercussão de casos de, sei lá, advogados, a galera tentando processar o Not Journal. Qual foi o primeiro processo? Tem algum caso engraçado assim? E depois eu queria entrar em alguns outros maiores ali, no último que eu li. Mas tem algum caso que você fala assim: “Nossa, cara, nunca imaginei e a gente tá passando por… a gente passou por isso”?
Foi ganhando muito destaque o Not Journal no começo de 2025. Então pensa, sei lá, março, fevereiro, estávamos com 30, 40 mil seguidores. Então como começou a ganhar destaque, e é um público muito qualificado… Então é um público assim, de muitos empresários, executivos, todo mundo se conhece. Então tem muita relevância, né? Eu já escutei de um empresário que chegou e falou: “Cara, hoje vocês estão mais relevantes que a Globo, né, para soltar essa notícia, entendeu? Porque a Globo a galera vê como um viés e vocês soltarem uma coisa dessa é muito negativa para a gente”. Acho que teve empresários que vieram educadamente pedir uma correção na matéria, na nota, e a gente não tem problema com isso, que errar é humano. Às vezes o editor erra numa informação, num contexto, em algum dado, a gente corrige a matéria, dá a nota, adiciona a nota. E tem alguns casos mais agressivos de empresas que chegaram já vindo com a notificação extrajudicial. Ela não quer nem conversar, ela já chegou: “toma notificação extrajudicial”. E o primeiro caso, assim… teve um empresário que é meio que ligado… eu não quero citar o nome dele aqui, mas todos os outros eu vou citar o nome. Eh, mas desse empresário, ele é ligado ao caso do Banco Master, e a gente fez uma publicação sobre ele no começo de 2025 e a assessoria dele chamou e quis conversar, explicou e falou que o processo não condiz com aquelas informações da publicação e tudo mais. Conversando, falou que era fã, fã e tudo mais, e não veio com assessor jurídico, mas mandou a equipe dele chamar e falou que processaria se não fizesse tal coisa. Esse foi o primeiro, primeiro, primeiro.
Mas vocês fizeram? Vocês mudaram ou…
A gente adicionou uma nota. A gente adicionou uma nota na publicação, demos direito de resposta. Todo mundo merece, todo mundo merece direito de resposta. Até o próprio Daniel Vorcaro, quando… é isso que eu vou entrar agora. A gente deu nota de direito de resposta nas publicações para ele, principalmente antes do acontecimento da liquidação, né, do Banco Central liquidar o Banco Master. Então o Banco Master já veio ali, acho que em abril, maio de 2025, veio com uma notificação judicial. A gente ignorou. A gente ignorou porque a gente sabia o que tava acontecendo, o que o mercado falava. A gente conversava com nomes na Faria Lima, empresários falavam: “Cara, essa turma aqui é da pesada, são bandidos, são criminosos”. Então, a gente tem informações, a gente não é só um bando de editores, de gente jovem que não sabe o que tá fazendo. A gente vive o mercado, vive a Faria Lima, sabe o que tá todo mundo falando, sabe o que tá acontecendo. E já era conhecido desde um ano antes, 2024 já se falava que o Banco Master ia dar uma merda, né? Já se falava dos rolos de precatórios. Sim, sim, sim, falavam todos os rolos dele, né? E tava ficando ali público, tóxico nitidamente. Então, antes era uma conversa de bastidor de “será que um dia vai acontecer, um dia vai estourar?”, e em 2025 chegou, né, o momento de acontecer e estourar. E mandaram notificação extrajudicial, a gente ignorou. Veio com outras também, ignoramos as notificações extrajudiciais. Uma diretora do Banco Master me procurou, mandou SMS, depois WhatsApp, queria me ligar e eu sempre falei: “cara, a gente tá fazendo muita matéria do Banco Master e a gente tá muito seguindo o que tá todo mundo falando, mas eu preciso escutar eles também para ouvir”. Então a gente deu o direito de resposta do Banco Master de ouvir, fui para uma ligação com essa diretora do Banco Master. Ela contou a versão dela, que era uma perseguição dos grandes bancos, que o banco tava super bem, que tava lucrando 1 bilhão por ano. Ela falou isso para nós: “estamos super bem, não tem nenhum problema, você tá caindo na narrativa dos jornais e tudo mais”. Eu falei: “Caramba, tá todo mundo errado, só vocês estão certos, né?”. Então tem isso. É, mas é isso que é bom, você ter o contato com os dois lados, que aí você descobre a verdade.
Mas aí vocês chegaram a publicar alguma coisa dessa versão? Ou vocês foram avaliar?
Não, só adicionamos nota. Adicionamos nota que foi conversado. É: “o Banco Master diz que está saudável”. Não, a gente… acho que a gente publicou sim uma matéria onde o Daniel Vorcaro falou que o banco lucrou 1 bilhão e estava saudável. A gente publicou isso bem antes da liquidação, acho que no meio de 2025, mas a gente postou a versão do Banco Master. A gente não adicionou uma opinião do Not Journal, uma opinião de editor. “Ó, o Banco Master disse para o Not Journal que está saudável financeiramente”. A gente publicou isso porque o público deve saber o que o lado tá falando, que eles estão se defendendo, né? Uhum. Então, a gente sempre foi muito independente, neutro, deu essa chance para eles. Eles continuaram nos atacando. Ataque hacker, tentaram me hackear. Tentaram e derrubaram o Not Journal por um dia.
É, eu vi, até ia comentar como que vocês ficaram, porque vocês tiveram um ban ali, sei lá, do Instagram, do perfil oficial de vocês. Vocês ficaram um tempo sem usar ele, depois abriram um paralelo, um extraoficial, depois voltaram com o oficial. Como foi essa? Por que que foi? Teve algum… foi onde?
Eu investiguei bem. Eu fui atrás do pessoal do Vorcaro, conversei com uma assessora e ela me entregou o Alfredo Ward, que é um advogado. E eu entrego mesmo o nome dessas pessoas, não tenho medo delas. Já não atacamos, mas já falei publicamente disso, né? Quem foram os responsáveis por atacar o Not Journal. E o Alfred Ward era advogado, ele deixou de ser advogado do Daniel Vorcaro em janeiro, e ele coordenava a turma, a galera hacker dele, fazia ofícios falsos para a Meta, fez ofício falso para derrubar o nosso Instagram.
Caramba!
Então ele mandou um ofício falso do governo pedindo uma remoção do nosso Instagram. A Meta acatou, mas no outro dia descobriram que era um falso positivo, foi uma decisão falsa, que era falsa, entendeu? Então, com nossos contatos na Meta, a gente conseguiu reativar o Instagram e hoje a gente tá credenciado como mídia de notícias oficialmente pela Meta. Então, a gente tem uma proteção contra isso e também contra ataque hackers com shadow ban, denúncias em massa, que eles tentaram com denúncias em massa derrubar a gente. E foi… esse momento foi muito delicado porque falei: “Caramba, o principal canal, né, tipo…” O principal canal tava bombando, tava acho que com 190, já 200.000 seguidores. Foi em dezembro de 2025, por aí, entre 190 e 200.000 seguidores. E realmente essa assessora da turma do Vorcaro aí me confirmou que foi esse advogado e deu o nome. E é uma assessora que foi assessora do Fabiano Zettel, cuidava do Fabiano Zettel. E a publicação foi um dia antes: a gente publicou sobre o Fabiano Zettel da Moriah Asset, né, que ele é um investidor que tava tentando fazer um washing ali, limpando a sua imagem, investiu na Whydah Berry, investiu em várias marcas fitness, Frutaria São Paulo… investiu nessas marcas aí para ter um branding assim, né, de venture capital, de um investidor bem-sucedido. E o cara é tudo enrolado, era o operador financeiro do Vorcaro. A gente fez uma publicação bem leve até dele, cara. Era falando: “agora a Moriah Zettel vive um grande risco de imagem reputacional, né, por conta do cuidado dele”. E mesmo assim eles atacaram a gente, tentaram nos derrubar, tentaram nos comprar, fizeram uma proposta de R$ 5 milhões de reais por 30% do Not Journal. A gente teve uma parceria comercial com uma pessoa, eles tentaram de todas as formas — eu estava até conversando isso com uma pessoa hoje —, eles tentaram de todas as formas silenciar o Not Journal, comprar o Not Journal, derrubar o Not Journal. E aí teve uma forma que essa foi a quarta, que eu acho que eles viram que: “cara, a gente já tentou de tudo, manda alguém dar dinheiro para esse moleque”.
“Bota dinheiro no bolso dele.” Não dá para derrubar, comprar, não dá para fazer nada. E aí uma agência, né, que é de um super amigo meu — falo isso publicamente, ele sabe disso —, é o Thiago Miranda, da agência InterMEIT, que atende Banco Daycoval, atende XP, marcas de luxo. E o Thiago entrou na minha vida e eu não sabia do Vorcaro, não sabia da relação dele com o Daniel Vorcaro. Ele: “pô, a gente vai fazer eventos, vamos fazer com marcas aqui, eu tenho vários clientes da MEIT”. E eu não sabia que ele geria a crise do Daniel Vorcaro. E tudo bem, ele tá fazendo o trabalho dele, fazendo gestão de crise. Mas, como eu retifiquei para a imprensa, a Not Journal não foi contratada pelo projeto de marketing dele. A gente não foi, a gente teve uma relação comercial com a agência MEIT, que ela fez o projeto um mês, dois meses depois. Eu tive uma relação no começo de novembro com o Thiago Miranda, onde a gente postou sobre um empreendimento, um restaurante em Brasília. A gente mencionou, deu um destaque para um restaurante em Brasília que estava sendo inaugurado. Era isso. Lembro que deu uma repercussão boa, né? Então, foi uma publicidade para isso, não foi para o projeto dele. A gente… eu criei um grupo com essa agência, coloquei um antigo editor que não trabalha mais no Not Journal, né? E ele esteve envolvido em fazer publicações para essa agência, seguindo os critérios de ser notícia verdadeira, não ser falsa, e se for relevante, se entrar no critério que tem sentido com o público do Not Journal, né, essas matérias, essas notícias. E foi esse o vínculo que eu tive com o Thiago durante aquela época. Mas nunca, nunca passou na minha cabeça vender pro Vorcaro, dar o controle para ele. Todas as propostas deles foram recusadas, as ameaças deles. O meu sócio Marlon, que é sócio do Not Journal, teve uma tentativa de assalto: deram um tiro no segurança dele na frente de casa. Isso em agosto de 2025. Então a gente suspeita, a gente não sabe quem mandou, quem foi, mas depois que a gente leu sobre o Lauro Jardim na Globo, deu tudo certo, tudo certo. O segurança dele levou um tiro de raspão. Caramba, foi um puta risco. Ele estava com a namorada dele, estava com o segurança, que é o motorista dele também, na frente do carro e na frente da casa dele, sabe? E é muito expedido. A gente sabe que essa turma é hacker, consegue puxar seus dados. Ele tinha hacker na folha de pagamento. Se são eles, não sei. Esse daí eu não fui atrás para confirmar ainda se foram envolvidos deles, mas a gente passou por esses riscos. E uma coisa: a gente nunca silenciou sobre o Banco Master. Até hoje toda notícia que saía, que pode ser considerada negativa sobre o Daniel Vorcaro ou a turma envolvida no Banco Master, a gente sempre soltou. A gente nunca, nunca se calou, nunca se silenciou. A gente recebeu mais de cinco notificações extrajudiciais do Banco Master. Ameaças do tipo: “a gente sabe onde você mora”, de mensagem, ligação. Exato. Mensagens, ameaças. Mandaram ameaças de morte. Teve essas tentativas de assalto, ameaças de morte que eu não sei se são do Banco Master, mas vieram nesse período, entendeu? Que devem ser de contas fakes, né? Pode ser. Então, pode ser. Mas foi… foram momentos em que a gente aprendeu a lidar com pressão. E depois teve outros problemas, mas nunca teve um processo. O Banco Master não entrou oficialmente com processo contra o Not Journal, contra a gente. Outras empresas, como a XP Investimentos, a Capaluzi, outras empresas também enviaram notificações. A Genial Investimentos, outras empresas enviaram notificações extrajudiciais para o Not Journal porque não gostaram de alguma veiculação. E eu acho isso injusto, porque tem várias publicações positivas sobre essas empresas no Not Journal e, por conta de uma negativa, enviaram uma notificação extrajudicial. A mesma coisa para a XP: tem várias publicações que podem ser consideradas muito positivas.
Que deve ter pessoa que deve achar até que foi propaganda.
Uhum.
E a XP, por conta de uma também, enviou uma notificação extrajudicial, né, da questão… acho que era do piloto, do Felipe Drugovich, né? É que um editor nosso fez a matéria. E nem toda matéria passa por mim, sabe? Eu deixo… tem dois editores hoje que, cara, seguem a verdade, têm autonomia. Se der merda, eu vou cobrar a pessoa, entendeu? Se ela postar alguma fake news, eu vou falar: “Pô, cara, você tá queimando a gente”. É exato, resolve isso. A gente não pode queimar nossa reputação. Mas hoje tem… e eles não erram, então temos dois editores hoje que fazem as publicações, que têm essa autonomia para caçar notícias, para achar notícias, e eles seguem o conteúdo do Not Journal lá, o playbook do Not Journal, e publicam. Então, tipo de processo, a gente nunca teve um processo até hoje. Nenhum processo entrou oficial. Notificações, notificações extrajudiciais, ameaças de que vão entrar… mas a gente meio… eu não tenho medo de notificação judicial porque é muito difícil a gente postar uma fake news, uma informação errada. Então, se a pessoa tá mandando e a gente apurou a informação que é verdadeira, cara, a informação é verdadeira. Quiser processar, processe. Liberdade de imprensa, temos fontes. A informação… às vezes foi até na época em que o Banco Master ameaçava a gente. No nosso texto, todas as informações eram informações públicas que você encontrava até no Metrópoles, no Globo, em grandes jornais, entendeu? E eles estavam querendo ameaçar a gente dizendo que era fake news. Como é fake news se está até na mainstream?
O legal disso é que de fato vocês se tornaram relevantes. Porque se essa galera tá olhando para vocês, tá entendendo que vocês afetam alguma parte da imagem delas, pô, é uma galera gigante. São empresas de bilhões que estão olhando para você e falando: “Cara, eles estão afetando a gente”. Então isso é um indicador de sucesso. Ou seja, vocês conseguiram chegar num nível onde muita gente não chega. Agora, uma pergunta acho que para mim muito estratégica aqui, entendendo o negócio: vocês pensam em outras plataformas? Porque quando a gente olha para o Not Journal, cara, tá… acho que não sei quantos por cento do negócio de vocês, mas tá muito mais voltado para o Instagram, né? Do que vocês colocam no Instagram do que a plataforma. Mas, enfim, acho que a plataforma é muito mais específica, são mais nichadas, têm outras ferramentas, né, de outros públicos. Mas quando você busca o volume, onde foi o potencial, você vê o Instagram. Vocês pensam em outras plataformas também para sair dessa única plataforma que vocês não controlam? Porque se der alguma coisa com a Meta, com o Instagram… difícil, mas nada impossível hoje, né?
Sim.
Vocês caem também ou não? Vocês estão tranquilos? Como vocês estão olhando?
Isso é um grande objetivo esse ano: entrar no audiovisual. Acho que o grande gap do Not Journal é o audiovisual. O SEO também é um grande gap, de ter um ranqueamento melhor de nossas matérias próprias no Google. A gente já tá cuidando, resolvendo isso. Então esse step do SEO já tá se resolvendo, tá? Então deve se resolver ainda esse ano. Essa questão de…
E vocês já olhavam para isso ou não?
O audiovisual sempre foi um grande objetivo. No começo, era o que que a gente precisa: número de seguidores suficiente para ter uma marca relevante. Porque até um concorrente com quem eu conversei… o concorrente montou um aplicativo de notícias, de curadoria de notícias, só que quando ele montou esse app e ele captou dinheiro, ele investiu R$ 20 milhões de reais nesse app. Ele tinha 2.000 seguidores no Instagram e lançou um aplicativo, e no final do ano passado, janeiro deste ano, ele teve que desativar o aplicativo porque o custo mensal estava, sei lá, R$ 20.000, R$ 30.000 e ele não estava tendo receita. Precisava de capital só que ficou dois anos queimando uma marca que não era forte, ele não tracionou no canal, não criou a marca para depois estruturar o app. Agora imagina se eu tivesse lançado o aplicativo, feito de tudo, quando a Not tinha 2.000 seguidores. Hoje essa é a nossa vantagem, a gente pode migrar para outros canais.
Baita aprendizado para quem tá ouvindo, porque muita gente acha que lançar aplicativo, sair pro mercado é simples. Mas construir uma marca, construir um canal onde as pessoas te recomendam, onde você tem fidelidade, e dali você extrair para outros canais e outras formas… Cara, isso é um baita aprendizado que você deixa aqui, pô. É o que eu diria, é um dos primeiros steps. Além de você ter um produto ou vai preparar um produto, dependendo do seu negócio… Dependendo do seu negócio, produto é a primeira coisa. Dependendo, você precisa da marca. E aí depois, provavelmente, se for um negócio digital, uma empresa de tecnologia, a marca é muito importante. Muito importante você ter a marca, porque a distribuição é o seu brand, é o seu valor. Porque se você for… às vezes você tem o produto… Porque a empresa de tecnologia… eu acho que a IA vai entrar muito nisso.
Legal.
Você tem um produto de tecnologia, tá. Mas e aí? Vira commodity. Eu ia te perguntar, porque vocês falam de tecnologia, vocês falam de outros engajamentos… Cara, como que a IA vai impactar o negócio de vocês também? Porque vocês trabalham com IA, mas putz, pode ser que em algum momento isso se transforme num negócio do tipo… a gente já tá vendo o Google lançar uma nova… não é nem uma verificação, é um documento onde você vai ter um agente que você pode comprar em qualquer site de e-commerce. Então, na verdade, você não vai mais precisar entrar nos sites, você só manda o seu agente buscar: “sei lá, eu quero um tênis XYZ da marca tal, que eu quero em três dias porque eu vou correr uma maratona não sei onde”. E aí o seu agente vai lá, busca o tênis, compra, paga no cartão e de repente chega na sua casa. Cara, muitas das coisas vão ser substituídas. Aí vocês enxergam algum risco do negócio, até para a publicidade? Isso daí vai afetar muito o mercado de publicidade, porque às vezes a marca de tênis vai querer patrocinar no veículo, no ecossistema que tem esse agente que entrega e distribui isso para as pessoas, né? Ela vai querer anunciar na OpenAI, né? Vai querer anunciar menos na mídia tradicional e vai querer anunciar mais nas empresas de inteligência artificial e que têm esses ecossistemas, Meta, né, WhatsApp e tudo mais. O que que eu vejo: o Not Journal é tech-first.
Legal.
É AI-first. O pensamento é como startup. A mentalidade de todo mundo no Not Journal não é tipo jornal, mídia. Por mais que a gente seja mídia, jornal, nossa mentalidade não é essa. Nossa mentalidade é startup, tecnologia. Então, usar a tecnologia a nosso favor. O grande step é ainda fazer um grande barulho com a nossa plataforma de tecnologia, que ainda tá no MVP. A gente tá testando ela, melhorando ela para ter um produto excelente. Porque quando for rodar o marketing, divulgar esse produto, eu quero ter um produto excelente. Eu não quero divulgar um produto meia-boca, porque senão gera prejuízo até para a marca Not Journal. Então, quero ter um produto de excelência, com um terminal em que vou usar IA para isso. E a gente tem um WhatsApp que… a gente tem mais de 1.000 pessoas que participam, que assinam o nosso produto. É um chatbot, a nossa IA cura os temas. Você escolhe os temas: “ah, quero notícias de Elon Musk, economia, política”. Você vai receber sobre essas três palavras-chave o que a nossa IA considera mais relevante sobre política e economia, e vai soltar no seu WhatsApp lá como se fosse um chatbot, como se fosse um amigo te mandando as notícias. Em vez do que alguns jornais fazem no WhatsApp, que é comunidade, fica muito escondida essa aba de comunidades. Eu não uso comunidades no WhatsApp, tem gente que não usa. Então, a forma que eu vejo que a IA vai impactar, vai impactar todos os negócios. Eu vejo muito que a gente vai ter que usar a IA a nosso favor, a gente ter agentes de IA para curar notícias ou entregar essas notícias. E a gente tem muito os boomers, né, e talvez os millennials. Tem gente que gosta também de jornais, de receber… Eu tenho vários amigos millennials e boomers, a Geração X, que querem receber o jornal na sua casa, o Valor Econômico, jornais lá todo domingo receber o jornal na sua casa. Acho que daqui a 5, 10 anos — não sei dizer —, a pessoa vai querer uma IA, um agente que também traga o conteúdo da semana. Principalmente um CEO, um executivo, talvez já esteja fazendo isso daqui a um ou dois anos, nem em 10. Ele vai querer uma IA que vai trazer: “ó, esses aqui são os 10 artigos científicos mais importantes aqui”, “esses três artigos são os três artigos mais importantes de geopolítica”, “é isso que tá acontecendo em tecnologia”, “é isso que o fulano, sei lá, o empresário tal tá fazendo, que tá mudando o mundo”. Então é isso, um agente… acho que vai migrar muito para isso. E a Not quer fazer parte dessa transformação de ter um agente de IA, ter essa distribuição, ter essa marca, aproveitar o que a gente tem de marca para ter um produto, uma IA em que a gente vai fazer essa distribuição de curadoria que a gente já faz hoje, que é pouco divulgada porque a gente quer melhorar ainda mais o produto. E o objetivo é isso: focar em trabalhar como uma empresa de tecnologia com mídia. A Not é isso, é mídia com tech.
Legal, muito legal isso. Porque na verdade é o que tá todo mundo falando, né, AI-first, não sei o quê, mas vocês já saíram de tech, né? Vocês já surgiram como tech, né? Muito legal. Brunão, não acabou ainda. Eu preciso agradecer aqui os nossos patrocinadores, os caras que ajudam a gente a construir esse palco aqui pra gente poder conversar com empreendedores que nem você, executivos, para trazer um pouquinho mais de conhecimento. Cara, já foi uma hora! Olha que legal, como o conteúdo é bom, o tempo vai passando, né, e a gente não vai vendo. Mas, galera, seguinte: queria agradecer os patrocinadores aqui. Falar em nome da SMB Store, que desde 2018 vem ajudando micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, vendas e financeiro, tudo isso com um sistema super fácil, acessível, simples para você poder ter isso tudo na palma da sua mão. RZ3, transformando o conhecimento em impacto real, porque negócios fortes movem o futuro. Eles são uma consultoria integrada que une estratégia, finanças, tributos e tecnologia para transformar complexidade em crescimento. Então, se você tá precisando ou precisa no dia a dia de transformar essa parte de finanças, tributos com tecnologia, você precisa da RZ3, porque a complexidade não espera você estar pronto para lidar com ela. Agência Rplan, porque o mundo digital não para e o seu negócio não pode ficar para trás. Eles são uma agência de inovação digital que acompanha tudo que tá mudando, desde o TikTok Shopping até os agentes de IA, e traduzem todas essas tendências em resultados práticos pro seu negócio. Então se você sente que a inovação tá acontecendo rápido demais, você não tá conseguindo acompanhar sozinha essa área de IA e tudo, a Rplan é exatamente para isso e pode te ajudar nesse setor. Polux, sabia que a maioria das empresas paga mais imposto do que deveria? Cara, esse é um tema super sensível que pode mudar o jogo de muita gente. A Polux é uma consultoria especializada em gestão tributária e gestão de crise que encontra, de forma legal, onde o seu negócio tá deixando dinheiro na mesa com impostos. Todo empresário que ainda não fez o planejamento tributário está, na prática, pagando uma conta mais alta do que precisa. Provavelmente você paga mais imposto do que necessita, então a Polux tá aí para poder ajudar vocês. CMC Displays, quem vende forte no varejo sabe: o ponto de venda decide a compra. Assim como aqui a gente tá com a Not Journal que impacta muito nas decisões, o ponto de venda no varejo decide muito. Então, se a sua marca ainda não aparece do jeito certo no PDV, a CMC Displays resolve isso. Eles são líderes no Brasil em soluções criativas para PDV, com balcões, bandejas, displays e muito mais. Então, se você tá precisando vender mais, conte com a CMC. Cross Host, esse espaço maravilhoso em que a gente tá aqui, que é incrível. Você quer dar voz ao seu negócio, quer alcançar mais pessoas, quer trazer conteúdo, a Cross Host é referência em produção audiovisual para podcasts e eventos com estúdios em São Paulo. A gente tá aqui nesse estúdio, e eles têm uma estrutura completa para quem quer construir autoridade de verdade. Se você tem algo a dizer, eles fazem isso chegar do jeito certo pro seu público. E a Max Service, eles são uma contabilidade consultiva que fica do lado da gestão, não só do balanço e da burocracia. Enquanto a maioria dos contadores aparece uma vez por ano, eles estão na mesa de decisão junto com o empresário no mês a mês, especialmente para quem opera no Lucro Real, que é onde o jogo fica mais complexo e mais caro quando mal gerido. Você que é empreendedor, possivelmente tem hoje alguma dor aí, algum gargalo na sua empresa, pode ter certeza de que algum desses empreendedores e essas empresas que eu acabei de citar ajuda você nesse processo. Então, pode ir de olho fechado. Depois você volta aqui para me agradecer.
Tamo junto, várias dores. Aqui só tem quem resolve.
Eu, caro, pergunta final para te fazer. Você tá com quantos anos mesmo?
26 anos, cara. Imagina que no auge dos seus 26 anos, você saindo aqui do podcast de carro, você bate o carro e tem um encontro com Deus. Bate na mesa aí, na madeira, porque nunca aconteceu isso. Mas é para dar peso na pergunta, pra gente poder dar peso nessa pergunta. Como você condensaria? O que que você colocaria em uma frase ou em um contexto? Como você condensaria os 26 anos de experiência e tudo o que você já passou, e todas essas crises e crescimentos por que você já passou? Como você condensaria isso em uma frase ou num conteúdo aqui pra gente poder entregar e finalizar?
Eu perguntaria para Ele por que Ele criou a vida, por que que Ele criou a gente, a humanidade, e qual é o projeto Dele de longo prazo pra gente, o que é a vida? Qual… o que vai ser das nossas memórias e do nosso futuro? Tenho muito interesse em saber disso, tanto do pós quanto do futuro da humanidade, das nossas vidas, o que acontece com a gente, né? O que acontece no pós-morte com as nossas memórias, como que a gente segue em frente a vida.
Mas se você tivesse que condensar tudo isso pro cara que tá assistindo aqui a gente, o que que você falaria? De uma pergunta para fazer a Deus?
Não, de você pegar tudo que você aprendeu já, tudo o que você já passou na vida e transformasse isso num conteúdo para alguém. Falar: “Cara, já passei por isso, para mim a vida se resume nisso”. Como você passaria isso para as pessoas que estão assistindo a gente?
Acho que a vida é um eterno jogo, um jogo de aprendizado, de você passar de fases. Então, todos os erros que eu cometi, eu sou grato pelos erros. Acho que a gente tem que ser grato pelos erros, que você fala: “Caraca, imagina, ainda bem que eu aprendi naquele momento isso, porque hoje eu tô lidando com uma situação para a qual fui preparado”. Então, a vida… acho que nesses 26 anos é isso: cometi muitos erros desde quando eu era adolescente, jovem, de projetos, de faltar o foco para algo, de deixar de me dedicar para algo. E a gente aprende que é isso, a gente vai continuar errando até quando tá acertando. Principalmente… o Steve Jobs tem uma frase, né, que quando você tem sucesso, a arrogância bate na porta, né? Então é uma coisa em que eu penso muito: quando o negócio tá indo muito bem, quando a empresa tá tendo muito sucesso, quando os projetos pessoais estão indo muito certo, estão dando muito certo, eu me controlo, porque às vezes vem alguém que precisa de você e você pode ajudar essa pessoa e não vai custar muito para você. Então é isso, controlar a arrogância. Porque quando a gente tá bem, a gente tem muito sucesso, as vendas vão bem no seu negócio, na tua empresa, às vezes você até esquece de Deus, você não pensa Nele, você não agradece a Ele, você não ora para Ele, e aí, quando você tá num momento difícil, você busca Ele.
Aí você vai batendo na porta lá, né?
Exato. Isso foi uma coisa que eu aprendi na vida até aqui, e que quando eu tô bem, eu quero agradecer. Eu quero agradecer a Ele pela oportunidade. Por Deus, por todas as coisas que a gente vive e que aprende. E é isso. Eu acho que a vida seria muito chata, né? A gente não teria prazer na vida se não tivesse esses erros, esses problemas pra gente resolver. É isso, o paraíso é aqui. Para que ter paraíso, né? A gente ia viver na Terra e não ia ter graça se não tivesse problemas. Então, escolha bons problemas para se ter.
Escolha bons problemas.
É uma coisa em que eu penso muito também. Escolha… para todo mundo pensar aí nisso: escolha bons problemas para se ter. Tem problemas que valem a pena ter, que o problema é o quê, cara? “Preciso crescer minha empresa”, “eu preciso dar tal coisa pro meu filho”, “preciso dar tal qualidade de vida pro meu filho, para a minha família, para os meus pais”. Então, são coisas com que eu me preocupo. Eu tenho um problema que eu preciso… tá no meu subconsciente: “preciso resolver isso aqui, eu preciso ganhar X tanto, preciso crescer X tanto”, sabe? Então são problemas que você tem que ter, não problemas pequenos de arrumar confusões desnecessárias para a sua vida que drenam a sua energia. Acho que você tem que buscar problemas que empurram energia, sabe? Que te motivam para cima.
Isso é um negócio legal, porque como vocês tiveram todos esses problemas de processos — enfim, processos não, né? —, mas essa notificação judicial, tal, às vezes você falando nisso drena um pouco da sua energia, né? E aí você transformar isso em uma virtude, potencializar os resultados, eu acho que é um dos grandes aprendizados.
Exato. Brunão, cara, incrível. Olha, passou 1 hora e 10 aqui. Você fez o meu trabalho ficar muito mais fácil. Geralmente o Caçola tá aqui do meu lado, mas, pô, foi muito, muito incrível. Obrigado por essa oportunidade, obrigado mesmo, né? E fiquei mais feliz ainda porque foi o primeiro podcast que você aceitou. Então, galera, presta atenção porque é um negócio… é ouro aqui, hein? A gente tem muito ouro aqui. Brunão, obrigado.
Agradeço, viu, Bruno? Obrigado por essa presença, galera.
E você que ficou até aqui, então, que pôde aproveitar um pouco mais esse conteúdo, dos aprendizados do que a gente trouxe aqui, tanto com empreendedorismo, com as dificuldades da vida, com histórias de vida real… Eu quero que vocês cliquem nos links aqui abaixo, compartilhem com aquele amigo, aquele empreendedor, aquela pessoa que precisa ouvir um pouco mais de como é tracionar o negócio, de como é fazer as coisas difíceis se transformarem em coisas boas. Então, compartilhem, e eu espero vocês no próximo episódio. Muito obrigado e até a próxima. Valeu!
