|

Álvaro Schocair e o Futuro do Empreendedorismo: Lições de Inovação e Gestão no EP #100 do Além do CNPJ.

O meu sonho é a gente fazer aqui do Brasil um lugar inovador também. Espírito
empreendedor a gente já tem. Só que o que a gente precisa para inovar? Hardware,
software, dados. Isso a gente não tem. Porque hoje as escolas de tecnologia nossa,
ou é um ITA da vida que vai formar um engenheiro para a Embraer, ou é uma Inteli
que vai formar um bom programador para ir trabalhar no BTG e virar sócio do André
Esteves, como ele mesmo falou uma semana atrás. Eh, mas você não tem um cara
que parte da inteligência artificial para empreender, um cara que parte da ciência de
dados para empreender, seja tecnologia como meio ou como fim. Isso a gente quer
mudar. Esse, para mim, é o maior sonho hoje da Link.
Buenas, buenas, buenas! Seja bem-vindo a mais um episódio do podcast do Além
do CNPJ. Primeiro de tudo, muito obrigado por estar aqui para trocar essa ideia de
empreendedorismo vida real. E gente, duas coisas para a gente começar esse
episódio. Esse aqui é o episódio número 100. Olha isso, cara. A gente começou o
podcast há pouquíssimo tempo e estamos completando 100 episódios. Então, para
escolher o convidado desse episódio, eu tive bastante cuidado e é bem
emblemático para o Além do CNPJ.
E, cara, peço desculpa se por acaso eu estiver um pouco congestionado aqui e às
vezes posso ficar vermelho e tudo mais, mas é porque eu estou com dengue
também, tá? Estava comentando aqui com o nosso convidado, que eu já já vou
divulgar quem é. Mas cara, estou a fim de fazer esse episódio de qualquer jeito e
quis participar desse episódio mesmo com dengue, mas tranquilo, vamos que
vamos, vai ser um baita episódio.
E, galera, esse episódio para mim é bem especial, porque se não fosse o cara que
está aqui na minha frente — a gente estava até conversando aqui nos bastidores —
nada disso teria acontecido. Eu não estaria na internet, o Além do CNPJ não
existiria. Foi assim: quando ele criou uma página chamada “Além da Facu”, lá atrás,
eu comecei a seguir. Não sabia nem quem era que estava por trás do projeto, só sei

que adorava o jeito que ele se comunicava na internet e tudo mais, até que ele
divulgou quem ele era.
Eu não o conhecia, não conhecia a trajetória dele antes da divulgação do Além da
Facu. E quando ele divulgou, cara, comecei a acompanhar tudo que ele fazia. Ele
lançou um “Dia do Empreendedorismo”. Nesse dia eu estava lá e nesse dia foi
criado o Além do CNPJ. E, cara, tenho muita gratidão por ele. É um cara que eu
admiro muito, admiro muito a cabeça desse cara e, mais do que isso, admiro muito
a bondade dele. Porque várias pessoas… a gente consegue entender um pouco da
pessoa, né, conforme as coisas que ela deixa no caminho. E todo mundo com quem
eu converso sobre ele e conto a minha trajetória — porque não tem como dividir a
trajetória do Além sem falar do Álvaro — todo mundo rasga elogios sobre esse cara
aqui. Então, é um cara que estou muito feliz e lisonjeado, inclusive, de tê-lo aqui na
minha frente.
Então, antes de tudo, quero agradecer e apresentar Álvaro Schocair. Meu cara,
muito obrigado pela presença, pela moral, por estar aqui hoje, viu, cara?
Álvaro: Cara, Felipe, você não sabe a alegria minha de poder estar aqui no
episódio número 100. Eh, acho que eu levei indevidamente todos esses louros aí.
Eu acho que o mérito é sempre da execução, cara. A ideia de negócios, elas
sempre aparecem. Pessoas que interferem na nossa vida positivamente, nos
influenciam, sempre aparecem. Mas o fato de trabalhar todo dia, fazer acontecer…
você vê, você está com dengue, você está aqui. Isso que faz toda a diferença.
Então, parabéns para você.
Felipe: Obrigado, cara. E Álvaro, eu teria 5 horas de papo contigo. Tenho muitas
dúvidas e muitas curiosidades sobre sua vida e tudo mais. Mas, cara, quero
começar com uma pergunta tradicional que eu gosto de fazer, que é o Alvarinho, o
menino. Onde você nasceu? Qual foi sua referência? Eu sei que você teve pais, né,
o pai muito presente também no mundo dos negócios. Você já dividiu isso em
alguns cursos que eu participei, mas como que foi a tua referência? O que que você
queria ser quando você crescesse? Conta um pouquinho da tua trajetória até a vida
adulta, assim, de forma resumida, um pouco do menino.
Álvaro: É muito bacana. Eu nasci no Canadá.
Felipe: É mesmo, cara? Não sabia.
Álvaro: Nasci em Montreal, no Canadá. Meu pai estava fazendo mestrado lá, tinha
se casado com a minha mãe aqui, foi para lá. Sou filho de brasileiros, mas fiquei lá
até uns 2 ou 3 anos de idade e aí voltei para São Paulo. Depois ainda fui morar na
França. Meu pai trabalhou 27 anos numa multinacional francesa. Então era aquele
negócio: muda de cargo, muda de lugar, muda a família inteira, né? Então mudei

várias vezes na minha vida e nunca tive nenhum problema com isso. Pelo contrário,
fui sempre acumulando novos conhecimentos, novas culturas, novas experiências.
Mas o Álvaro pequeno sempre foi um cara apaixonado por esporte, cara. Caramba.
Eu falo, eu queria ter jogado alguma coisa tão bem quanto eu gostava de esporte.
Eu pratico… acho que eu sei jogar tudo, cara, sem exceção. Mas eu nunca fui um
expoente em nenhum esporte. Eu jogava tênis, mas não era federado, não chegava
no top 50 do estado, não dava. Jogava futebol super OK, mas entre os 22 eu era
escolhido em sétimo, oitavo. Eu não era disputado para ser primeiro e segundo,
mas não sobrava no gol, né? Isso. E só que eu amava esporte, acompanhava todos
os esportes. Eu brincava que meu sonho era ser comentarista esportivo. Um dia
ainda vou ser, cara. Eu não conto isso para muita gente, mas é, um dia eu vou ser
comentarista esportivo, porque acompanho muito esporte até hoje: futebol, futebol
americano, tênis, principalmente esses três, e sou apaixonado.
Mas num determinado momento da vida, quando fui ali perto de escolher a
profissão, 14, 15 anos, meu pai sempre me incentivou a conhecer muito as coisas.
Então ele falava: “Cara, antes de você decidir…” — meu pai falava uma coisa muito
legal que eu falo para os jovens hoje em dia — “não mira na faculdade que você
quer fazer, mira depois da faculdade. A faculdade não é um fim, a faculdade é um
meio, né? Então vê com quem você quer trabalhar e depois você vai escolher a
instituição ou o curso que melhor te aproxime de onde você quer trabalhar.”
E um dia ele falou para mim: “O que você quer trabalhar?”. Eu falei para ele:
“Trabalhar não sei, eu quero ser rico”. Aí ele falou: “Bom, você quer ser rico?”. Falei:
“Imagina, eu vim numa classe, numa família classe média, cinco pessoas num
apartamento de 105 m2, nunca me faltou nada, sempre estudei em colégio
particular, tudo, mas não era uma família abastada, né?”. E eu sempre quis ser rico
materialmente falando. Ele falou: “Então vou te levar nos lugares”.
Eu me lembro que ele me levou no hospital, mostrou como funcionava o hospital,
como trabalhava um médico. Me levou no escritório de advocacia.
Felipe: Caramba, que mentor, hein, cara?
Álvaro: É. Aí eu olhei os advogados trabalhando, eu falei: “Meu Deus do céu, quero
tudo menos isso, cara, nem que me paguem, né?”. E aí eu fui conversar com um
diretor do Banco Safra e um dia meu pai me levou no pregão da Bolsa de Valores,
cara. Quando eu cheguei lá e vi o pregão — o pregão era ao vivo ainda, não é
eletrônico que nem é hoje, né? Isso é 1994, cara — olhei aquele pregão, olhei ali,
eu vi que circulava todo o dinheiro do país, cara, através daqueles telefones,
daqueles corretores, de quem estava atrás do telefone, das empresas que estavam
sendo negociadas. E eu falei: “É aqui que eu quero trabalhar, quero trabalhar no
mercado financeiro”. E aí eu fui fazer GV, Administração de Empresas, para
trabalhar no mercado financeiro.

Felipe: Que legal, cara. Então, o meu sonho era um dia chegar no lugar onde
estava o dinheiro envolvido. Então, já foi intencional a escolha da faculdade,
inclusive.
Álvaro: Super intencional.
Felipe: Caramba, que legal, cara. E graças ao seu pai, né, que foi super inteligente
em te levar para essas…
Álvaro: Graças a ele. Ah, vale a pena. Eu acho que você dar opção de escolha para
os filhos é a melhor coisa que você pode fazer, tentar encontrar virtudes ali ou o que
faz bem.
Felipe: E falta maturidade muitas vezes no jovem de escolher. Eu vejo isso, muita
gente me pergunta, inclusive no Além: “Cara, moleque de 16, 17 anos, o que eu
faço? Não sei se eu quero empreender, não sei se eu faço faculdade…” Aquele
dilema que a internet está jogando nos jovens de que isso tudo não é tão
importante. E, cara, é isso. Só que é muito difícil você responder isso no inbox.
Álvaro: É muito difícil, não? Às vezes eu vejo uma moçada, fala: “Poxa, vou fazer
Economia”. Você fala: “Cara, você vai fazer Economia para quê? Pera aí. Não,
porque Economia é bom, tals, cara. Mas você quer ser economista, né? Economia
faz economista. E, mas você quer trabalhar? Você quer ser funcionário público?
Você quer trabalhar no Banco Central ou você quer ser economista de um grande
banco? Você sabe o que economista faz na prática? Já conversou com o cara?”. O
cara não tem noção. E no fundo ele quer fazer negócios, mas daí ele acha que
Administração é ruim, mas ele está ali para… ele escolhe um curso que, cara, pode
ser uma chatice para muita gente. E o cara tem que aguentar aquilo 4, 5 anos. É
lastimável.
Felipe: É. E depois que você começou a faculdade, você conseguiu — se eu não
me engano, você teve uma empresa que você vendeu, que era uma empresa que
negociava químicos, alguma coisa assim, né? Que eu esqueci o nome.
Álvaro: É, era a ChemHunter. A gente montou um portal, cara, uma bolsa de
valores para produtos químicos, transações B2B, empresa com empresa. Grandes
multinacionais no Brasil, grandes multinacionais fora do Brasil começaram a
negociar na internet através desse portal chamado ChemHunter.
Felipe: Isso foi que ano?
Álvaro: Foi 90… final de 98, 99 inteiro, um pouco antes da bolha. Cara, foi muito,
muito legal. E aí com 21 anos eu vendi a empresa. Veio um outro grupo de venture
capital e falou: “Putz, para mim me interessa.” Fez um cheque e eu falei: “Ah, pode
levar”.

Felipe: Que legal, cara. E aí logo em seguida veio a Tarpon.
Álvaro: Logo em seguida veio a Tarpon, cara. Aí fui para o mercado financeiro, mas
aí fui com a cabeça de empreendedor e aí foi um fundo de investimento em ações.
Felipe: E cara, como que foi? Eh, assim, eu vejo que você tem uma noção de
negócio surreal e uma lucidez sobre negócio também, que é uma coisa que não é
nem pela idade, pela maturidade, isso é vivência. Eu acho que… acho que também
maturidade, né? Mas é a vivência que te trouxe isso. E não agora, desde o começo
lá do Além da Facu, a maturidade sobre… E inclusive eu me inspirei muito nisso.
Você não é aquele cara que romantiza algumas coisas, inclusive você fala como as
coisas são na vida real. Porque não é… muitas vezes empreender é maravilhoso e
tudo mais, mas cara, é percalço atrás de percalço. Você precisa ter muita
inteligência emocional e você sempre trouxe esses assuntos de forma muito
verdadeira. Isso eu sempre gostei, inclusive, por isso que eu me conectei contigo.
Como que foi você criar essa bagagem? Foi na Tarpon, cara, que você criou essa
bagagem? Sabe, de business mesmo. Um cara que tinha faro para negócio,
entendia sobre coisas. Eu lembro de você citando sobre coisas que aconteceriam
nos próximos anos e que aconteceram, cara. Falei: “Cara, o Álvaro tem faro sobre
business, sobre o futuro das coisas”. Como que você adquiriu esse faro?
Álvaro: Uma vez o Luiz Alves Paes de Barros, que é um dos maiores investidores
pessoa física da bolsa de valores, né, e sempre foi um mentor da Tarpon, foi
conselheiro da Tarpon — e devo a ele e ao Zeca Magalhães tudo que eu aprendi de
ações, de investimentos — ele falou assim: “Eu posso dar muitas coisas para vocês,
muitos atalhos para vocês entenderem como é que olha um balanço, o que olhar
numa companhia, como é que a cabeça do board ou do CEO interfere efetivamente
no caminhar da execução daquela estratégia que foi definida para a empresa”. Ele
falou: “Mas tem uma coisa que eu não posso emprestar. E hoje eu não posso
emprestar isso para ninguém. Chama-se conhecimento acumulado”.
O Luiz é um cara que sempre leu. O Luiz lê Diário Oficial, para você ter uma ideia,
né? É igual Warren Buffett. E poxa, eu passo 80% da minha vida lendo. Lendo o
quê? Lendo nota explicativa, lendo balanço patrimonial, lendo demonstrativo de
resultado, lendo informação trimestral que as empresas divulgam. E o Luiz sempre
incentivou muito a gente a estudar as companhias. À medida que você vai
estudando a empresa… por exemplo, você pega uma empresa para analisar, você
entende o histórico daquela companhia, você entende quem está no controle, a
cabeça de quem está no controle, você entende os produtos e serviços daquela
companhia, você entende o mercado daquela companhia, você entende os drivers
de valor — ou seja, quais são os elementos que vão levar aquela companhia para
um outro patamar — quais são os fatores de risco daquela companhia, os aspectos
financeiros.

Ele dizia que toda vez que você fosse comprar uma ação, tinha alguém vendendo
do outro lado. E toda vez que você fosse vender uma ação, tinha alguém
comprando do outro lado. Ele dizia que se você tivesse mais conhecimento do que a
outra ponta, a chance de você estar na ponta certa era muito grande. Isso eu
aprendi com o Luiz. Ele deixou isso muito claro.
E aí o que acontece? Você vai analisar uma Petrobras, aí você percorre toda a
Petrobras. Eu jamais comprei uma ação sem saber os dados numa companhia.
Hoje em dia… isso hoje em dia todo mundo aí compra. Hoje eu vejo o cara comprar
a ação do Itaú, eu falo: “Qual foi o ROE do último trimestre?”. O cara não sabe. Qual
o valor de mercado? O cara não sabe. Qual o lucro? Não sabe. Porque o influencer
indicou. Bom, então boa sorte, né? Na outra ponta pode ter alguém que saiba.
E o que acontece? Chega um momento do tempo, Felipe, que as cadeias de valor
se abrem na tua frente. Então você fala: “Cara, o que que a Petrobras faz?
Petrobras faz gasolina, faz diesel, cara. Só que tem um subproduto aqui que chama
eteno. Esse eteno aqui, ela vende para um bicho chamado Braskem, que compra o
insumo da Braskem, o eteno, e vai sair lá na outra ponta um bicho chamado
polietileno, que é plástico. Tá, esse polietileno vai para quem? Vai para vários
mercados, mas tem uma empresinha aqui chamada Bemis, que é a antiga Dixie
Toga, cara, que compra o polietileno da Braskem e transforma isso em filme
plástico. Aí você fala: ‘Pô, esse filme plástico vai para onde?’ Esse filme plástico vai
para a BRF para embalar aquela pizza de caixa que todo mundo já viu, que vem um
plástico por fora e mesmo a caixa de papelão é formada por plástico. Aquilo é
plástico da Bemis, cara. Aquilo está no CPV, né? Está no Custo de Produto Vendido
da BRF, que vai usar o Pão de Açúcar para vender a pizza lá, o estrogonofe de
frango. O Pão de Açúcar vai financiar tua compra com o Itaú. O Itaú é o cara que é
o maior credor da Petrobras e o círculo se fecha, né?”.
Quando você vai estudando todas essas companhias, você não consegue falar de
imóvel, do mercado de incorporadora, sem falar da construtora, sem falar do aço,
sem falar do minério de ferro que vem antes do aço. É tudo ligado.
Felipe: Então, estudar ações te trouxe visão holística da coisa.
Álvaro: Essa combinação… e desculpe a resposta longa, essa combinação traz um
conhecimento acumulado que você nunca mais vai ver um negócio sozinho. Você
fala: “Poxa, tem uma televisão aqui da Samsung”, você já pensa na cadeia.
Felipe: Tem a cadeia inteira, né?
Álvaro: Você tem a cadeia inteira, desde a renda per capita que vai consumir isso
ou taxa de juros que vai permitir o financiamento disso, até o silício que está aí
dentro, cara. Então é isso, isso é muito importante.

Felipe: E foi estudando ações que você foi uma por uma, Felipe. E isso é o que o
Luiz Alves… eu não tenho como emprestar isso para os alunos da Link, eu tenho
como incentivá-los a estudar, cara. Mostrar a direção. Vai para… E aí vai de cada
um. Porque isso diferencia o cara que é profundo em negócios do cara que é raso.
É isso. E você pega na hora.
Felipe: E cara, é perceptível que você tenha essa profundidade, porque cara, vários
assuntos que você foi falando, desde SEO… eu lembro de assuntos, você estava
falando sobre, no dia do empreendedorismo, coisas que foi Inteligência Artificial.
Não tinha ChatGPT na época, mas você falava disso. Eu falava: “Cara, tem coisa
que eu até falava, meu, está sendo muito incisivo”. E aí começava a acontecer e eu
sou uma pessoa que eu sempre reparo nas coisas que as pessoas falam e testo o
conhecimento daquela pessoa ao longo do tempo até para validar. E aí, cara, com o
tempo eu ia falando: “Caramba, o Álvaro é porreta, bicho. O cara acertou”. Então,
cara, é muito legal.
E Álvaro, aí em determinado momento, você sai da Tarpon, começa a pensar em
vários negócios. Eu sei que você tem, eh, uma empresa de clínicas de odontologia.
Álvaro: É Odontoclinic.
Felipe: É, Odontoclinic.
Álvaro: Mero investidor, mero investidor.
Felipe: Aí trabalha com painéis solares e tudo mais, mas o teu grande negócio,
como você é conhecido hoje por conta da Link, é a educação. Cara, eu acho muito
legal aquelas pessoas que pensam em coisas grandiosas e fazem, sabe? Não é
simplesmente você pegar um negócio e criar uma faculdade. Não é você abrir uma
empresa de marcenaria. Você falou: “Cara, eu vou criar uma faculdade de
empreendedorismo, que é uma coisa disruptiva a nível nacional”. E cara, você
coloca essa ideia em prática, você começa, o prédio começa a ser construído. Aí eu
fui na Link bem antes de ser inaugurada. Eu lembro que a sala do lado da Link lá,
que é bem da entrada do prédio antigo, né?
Álvaro: Que é o primeiro, é o primeiro.
Felipe: Estava tudo pronto e o resto tudo reforma, assim, estava no meio da obra.
Álvaro: É isso mesmo.
Felipe: E cara, você colocou em pé e é um sucesso. Todo mundo conhece a Link. A
Link se tornou maior até que o próprio Álvaro.
Álvaro: Graças a Deus.

Felipe: E isso é mérito do empreendedor, né? Porque eu vejo que quando você
coloca uma imagem muito atrelada a um negócio também existe o risco do negócio
ficar muito atrelado à imagem do dono. Isso é atrapalhar o próprio crescimento do
negócio e você conseguiu fazer com que o negócio se tornasse maior do que você.
Então, mérito seu também, cara. E eu vejo que você está com a Link abrindo vários
campos em vários países. Então, antes de eu chegar na minha pergunta, quero só
que você balize, quem não te conhece e tudo mais… por acaso, tem alguém aqui
que não conhece a história da Link e tudo mais. Qual é o projeto da Link? Qual é a
intenção da Link no Brasil e no mundo? Dá um overview da Link aí para o pessoal.
Álvaro: É muito simples. A Link é uma faculdade que nasceu para formar
empreendedores e para educar de uma forma completamente diferente do que é a
antiga, né? Quando a gente olha diversos setores da economia, olha quanta coisa
mudou. Telefone há 20 anos atrás era de uma maneira, hoje é completamente outra.
Computador evoluiu muito, meio de pagamento evoluiu muito, acho que quase
todos os setores evoluíram muito. E na educação não, a gente não vê essa
evolução na educação. Aquela educação pautada em transmissão de
conhecimento, onde o professor fala e o aluno ouve, é o que impera em 99% das
escolas hoje em dia, né? Poxa, e se a transmissão de conhecimento hoje está toda
disponível aqui, para que que eu vou gastar um professor para ficar só falando?
E a gente pensou na época que dava para educar de forma diferente, dava para
ensinar negócio de forma diferente e dava para criar um campo de teste, um
ambiente de crescimento onde as pessoas pudessem criar produtos, criar serviços,
atender uma necessidade da sociedade, e tornar seus hobbies, suas paixões, suas
virtudes em negócios, cara. Fazer daquilo seu ganha-pão.
Então a Link nasceu para ocupar esse espaço. São 4 anos e meio hoje e 103
startups criadas lá dentro em graduação e MBA. Empresas que tiveram eventos de
capital na casa de milhões e milhões de reais. Eu vi esses dias e a gente vai
provando que é possível empreender como seu primeiro emprego, que você não
precisa testar com o dinheiro do outro, que você não precisa esperar a condição
normal de temperatura e pressão, até porque acho que isso nem existe. Mas se
você coloca no mesmo ambiente conhecimento, relacionamento, acesso à capital e
a abertura de porta para tudo quanto é lugar, cara, você fala para o cara: “Ó, se vai
dar certo, não sei, mas eu tenho certeza que aqui dentro é muito melhor do que
fazer sozinho”. Então isso é uma diferença grande.
Felipe: E a Link, quando vamos falar da graduação, quando o rapaz entra lá, a
menina entra lá… e são jovens todos entrando, né? Na grande maioria. Quando ele
entra, e todos eles têm sonho de empreender?
Álvaro: Grande maioria. Eu recebo alguns grupos de alunos, né? Tem um que já
tem, que ele entra na graduação, mas ele já tem uma empresinha. Normalmente é
uma ideia pequena de negócio, mas ele já tem. Tem outro que já tem uma ideia

formada, mas ainda não tirou essa ideia do papel. Legal. Tem outro que quer
empreender, mas ele não tem ideia do que fazer. Ele só sabe que o caminho dele,
ele gostaria de ser um dono de empresa, né? E a gente tem um grupo de pessoas
também que são futuros herdeiros de grandes grupos, sucessores. Se esse cara vai
agir como conselheiro, se ele vai agir como executivo, um simples acionista, a gente
não sabe ainda. Mas só a experiência que ele vai ter ali, cara… cabeça de dono é
importante para esse cara que o avô construiu o império ou que o pai construiu o
império, porque querendo ele ou não, isso vai cair no colo dele mais cedo ou mais
tarde, né? Então saber lidar com isso é importante.
O que que a gente tem, mas não é foco da instituição, é o cara que quer ir para o
caminho executivo. Eh, isso a gente fala abertamente: cara, vai fazer Insper, vai
fazer GV, você vai sofrer aqui na Link, porque a Link é uma ebulição de ideias de
negócios. A aula acaba meio-dia. Ontem, para você ter uma ideia, eu fiz uma live do
lançamento de um curso de tecnologia que a gente está abrindo. Eu saí da Link
mais ou menos 10:05 da noite, passei na portaria, falei: “Quantos alunos tem?”. O
cara falou: “89”. Ou seja, o cara acabou a aula meio-dia e 20, era 10:05 da noite,
tinham 89 alunos ali dentro trabalhando. Cara, isso para mim é motivo de orgulho,
eu falo: “Pô, isso é o máximo”. O cara podia estar na academia, vendo Netflix,
dormindo, deitado na cama e não. Os caras estavam lá trabalhando, botando pedra
sobre pedra. Porque também a Link, além da faculdade, ela tem uma espécie de
coworking. A galera fala… eu falo que a Link é um coworking, é um fundo de venture
capital e tem uma faculdade, cara. As pessoas falam: “É, a faculdade com
coworking?”. Eu falo: “Não. É um lugar de trabalho, calha de, para você precisar
trabalhar aqui, você precisa estar matriculado em algum curso”.
Felipe: Legal, cara. Muito legal. E é uma das faculdades hoje mais disputadas,
certo? E eu acho que em termos das privadas em business, cara, é a mais
disputada e assim com tranquilidade. Isso é muito legal.
Álvaro: Legal. Isso é uma delícia, cara.
Felipe: E qual é o… E aí, chegando na pergunta que eu queria te fazer, qual o
sonho ousado da Link?
Álvaro: Eu acho que nenhuma, nenhuma faculdade do Brasil conseguiu sair do
Brasil. Nenhuma na história, toda da história da educação do país. A gente tem
escolas de fora que vêm para cá, né? Mas a gente nunca teve uma escola brasileira
que conseguiu ganhar o mundo e nenhuma carreira e nenhum grau de, seja ensino
médio, fundamental ou superior. Eh, eu acho que a gente está muito próximo, muito
próximo de ter uma representatividade global, uma multinacional em educação,
saída do Brasil, com campus aqui, com campus fora. Hoje a gente tem um campus
em Palo Alto, um campus que a gente chama de Link Lodge, né? É uma casa
gigante que vira sala de aula, vira dormitório, tem um alqueire de terreno. Para você
ter uma ideia, no meio do Vale do Silício a gente tem uma em Palo Alto. A gente

tinha uma em Berlim que agora virou Madrid e mas está bem posicionada na
Europa, e tem uma em Boston praticamente dentro do MIT, cara. Então, essas são
inserções, pontas de lança que eu falo. Mas em breve eu acho que a
internacionalização é um. Lançar um curso de tecnologia é outro, de graduação
mesmo, para poder dar hardware, software e dados e trazer uma dor gigantesca na
tecnologia. Porque ou o cara é programador e entende nada de business, ou o cara
é business e não entende nada de programação. Você vai conseguir meio que unir
as duas.
Felipe: Isso é muito legal.
Álvaro: A última vez que eu estive no MIT, Felipe, o cara me apresentou um
gráfico… apresentou para mim não, na sala de aula que estava lá, né? Um gráfico
muito interessante. Ele mostrava lugares do mundo. Imagina num eixo Y aqui, nível
de inovação, e num eixo X ele tinha nível de empreendedorismo. Então ele falava:
tem lugares no mundo que o empreendedorismo é muito baixo e inovação é muito
baixa. Por exemplo, África ou lugares muito pobres. Tem lugares que você tem um
nível de empreendedorismo muito grande e inovação baixo. É o caso do Brasil, é o
caso da Austrália, que você tem um monte de empresinha, mas você não tem
inovação. Você tem outros ambientes que são ambientes extremamente inovadores,
só que baixo empreendedorismo. Por exemplo, o MIT, por incrível que pareça, o MIT
ele é super inovador, só que quem financia todas aquelas pesquisas são as grandes
companhias. Então aquilo não vira uma empresa independente, vira novos
produtos, novos serviços, novas tecnologias dentro das grandes companhias, na
mesa total lá, né? E ele fala: “Existem alguns lugares no mundo, e são
pouquíssimos, que são ambientes empreendedores e inovadores. Quais são esses
lugares?”. Tel Aviv em Israel, Vale do Silício na Califórnia, Shenzhen na China e
alguns outros lá que ele deu como exemplo.
Então, o meu sonho é a gente fazer aqui no Brasil um lugar inovador também. E
unificar essa… porque o espírito empreendedor a gente já tem. Só que o que a
gente precisa para inovar? Hardware, software, dados. Isso a gente não tem,
porque hoje as escolas de tecnologia nossa, ou é um ITA da vida que vai formar um
engenheiro para a Embraer, ou é uma Inteli que vai formar um bom programador
para ir trabalhar no BTG e virar sócio do André Esteves, como ele mesmo falou uma
semana atrás. Mas você não tem um cara que parte da inteligência artificial para
empreender, um cara que parte da ciência de dados para empreender, seja
tecnologia como meio ou como fim. Isso a gente quer mudar. Esse, para mim, é o
maior sonho hoje da Link, é inserir essa tecnologia, trazer a garotada mais nerd, a
garotada de tech, para juntar com de business. E aí a grandiosidade das ideias que
ali surgem… é só juntar na sala, só juntar na sala, dar conhecimento e a galera…
Felipe: E a faculdade de tech, né, o curso… a ideia é trazer só galera que vai
programar ou também pessoas de business para participar? Ou essa junção com
business é da…?

Álvaro: Não, tem uma… do jeito que a gente montou a grade é uma intersecção o
tempo todo, dando oportunidade para o cara, porque hoje você tem muito low code,
no code. O cara que é minimamente interessado, ele não precisa ser o cara do
binário lá atrás para ter uma base de tech, né? E por outro lado, o cara que é mais
tech, você consegue, botando padrões de “creating new ventures” ali, de criando
negócios desde o início, para ele já pensar com a cabeça de um empreendedor e
não com a cabeça de um cara que vai trabalhar no Google, na Microsoft, etc.
Felipe: Total, cara. Legal. E eu falo isso porque eu estou tentando me aventurar um
pouco na inteligência artificial com alguns negócios. A gente está fazendo uma
empresa, uma ferramenta na verdade, de prospecção fria para B2B com CRM via
WhatsApp.
Álvaro: Que legal, cara.
Felipe: É um negócio que já tem, só que todos que eu já vi eu acho que são ruins
na minha opinião. Ruins assim, eu acho que faltam coisas.
Álvaro: Perfeito.
Felipe: Eu sou bitolado total, então eu sei a dor exatamente da… Então, estou
criando um sistema que para mim funcionaria muito bem. Já fiz pesquisa com
alguns amigos meus, mas cara, para achar um cara de tech que consiga dar um
repertório bacana para isso e que tenha visão de business é muito difícil, cara.
Álvaro: Cara, é quase impossível, cara. Difícil, caro e ruim.
Felipe: É, exato. Aí você às vezes pensa em contratar, só que você precisa de um
CTO para ter essa direção, porque também o cara pode fazer… quem não entende
nada, o cara te entrega qualquer coisa funcionando, você acha que está bom
porque você não entende nada de código. Então essa é uma dor gigantesca do
empreendedor que tem vontade de se aventurar no tech e fica à mercê dos
programadores. Tem inclusive amigos meus que tem empresa de ERP já
consolidado, forte, funcionando, com 400, 500, 600 mil de faturamento mensal. E o
cara está na mão do programador, cara. Você fala: “Cara, o cara está perdido lá”,
né?
E, e uma das coisas que você fala na Link, ô Álvaro, é o seguinte: que a
transmissão de conhecimento que hoje as grandes instituições continuam fazendo
— que é o professor trazendo lá o que está no cérebro dele para a lousa ou para um
discurso, sendo que hoje o ChatGPT… ouso dizer que faz melhor, porque ele
consegue direcionar o conhecimento de uma maneira, se você ainda sabe fazer
perguntas boas, o negócio vai que vai. E você já meio que mapeou isso lá atrás,
quando até a inteligência artificial, do jeito que a gente conhece aqui, não estava tão
disseminada. Como que está sendo depois do ChatGPT essa mudança? Eu acho
que para a educação, não vou nem comentar porque a galera está correndo atrás

ainda, mas para a Link que está na dianteira disso, como que vocês estão
interagindo com o ChatGPT, a interação entre aluno, professor, conhecimento e
inteligência artificial, como que está essa relação?
Álvaro: Cara, eu não vou romantizar muito o negócio de ChatGPT, não. Eu acho
que o binômio que a gente precisa pôr atenção é homem mais máquina. Acho que
num determinado momento ali em 1995, quando a gente saiu da carta e começou a
receber e-mail, você via que um cara que tinha acesso a e-mail era mais poderoso
do que um cara que tinha menos acesso, né? Tudo bem, podemos voltar até no fax
se você quiser, né? Ou na calculadora. Andando um pouco para trás.
O que foi percebendo é que um ser humano de posse de uma máquina para seu bel
prazer é mais forte do que um ser humano sem posse da máquina, né? Hoje, se a
gente estiver num trânsito querendo achar o 1373 da Joaquim Távora, cara, eu boto
aqui no Waze e eu vou achar. Aí o homem sem máquina vai ter o Guia Quatro
Rodas lá atrás para passar da página G7 para H8, aquelas coisas que antigamente
a gente fazia. É, então o que a gente percebe é que a máquina está evoluindo.
Então, o e-mail passou a ser o celular, que passou a ser o WhatsApp, o Nextel que
um dia foi importante, já não é mais. O que a gente viu foi que a prospecção do HD
externo do ser humano está mudando de Google, que era o grande buscador, para
um Perplexity da vida, para um ChatGPT, mas nada mais é… só para a gente não
romantizar, porque pode ser que o ChatGPT já esteja velho, né? E já estão outras
coisas aparecendo.
Mas é assim, o que que a gente precisa se perguntar: “Eu, como ser humano, eu
estou bem?”. Acho que esse é o número um.
Felipe: Sim.
Álvaro: Saúde física, mental, porque isso é insubstituível. Máquina não resolve, né?
Felipe: Boa.
Álvaro: Estou bem. Então, qual que é a melhor máquina que me atende para o meu
objetivo? Cada ser humano tem um objetivo. Tem um cara que quer ser tenista
profissional, então a máquina o atende da melhor maneira ali, né? Tem um cara que
quer ser um dono de negócio, tem um cara que quer ser um médico, que quer fazer
diagnóstico precoce de doença que pode até vir a se manifestar depois, sei lá, né?
Então, o que a gente precisa se perguntar é assim: “Eu estou usando o máximo das
máquinas disponíveis para servir o meu propósito, o meu objetivo?”. Se o meu
propósito é formar empreendedores, ou mudar o mundo através de educação, é
deixar a moçada na vanguarda de qualquer educação, eu preciso oferecer para
eles, alunos, cara, o melhor que a máquina tem. Então você vai na Link, é ChatGPT
para tudo quanto é lado, é Perplexity para tudo quanto é lado.
Felipe: Isso funcionando durante as aulas?

Álvaro: Durante as aulas, fora das aulas, o tempo todo.
Felipe: A dinâmica de lição de casa, por exemplo, tá? Trabalho, coisa do tipo. Como
que funciona isso? É tudo via… existe ainda essa demanda ou o professor já vai
colocando? Teve uma época que eu fiz um curso, eu não lembro nem, eu acho que
era um curso de idioma, que eu estudava a matéria antes do curso, antes da aula, e
eu achava surreal. Eles falaram que tinha até um conceito meio que americano que
usavam isso, que era basicamente o seguinte: ó, na próxima aula nós vamos
aprender isso, isso e isso. Então você já vai, você já traz um trabalho sobre isso. E
aí quando chega na aula, cara, era super produtivo porque todo mundo já estava
embasado no tema e com dúvidas. Então a aula surgia muito melhor. Eu já achava
uma baita de uma inovação na educação com a internet.
Quando você fala de ChatGPT, cara, a depender do… ainda mais com o chat,
quando eu falo ChatGPT, eu estou falando de inteligência artificial. Quando você
fala de inteligência artificial, cara, o nível de profundidade dos meus estudos está
sendo muito mais profundo, porque querendo ou não, eu coloco a grande pesquisa
para a inteligência artificial fazer e depois eu vou interagindo com ela, né? E vai
funcionando super bem. Perfeito. Como que a Link se adaptou nisso? Vocês estão
trazendo conceitos para a galera estudar por conta própria e vocês vão fazendo um
processo mais de mentoria? Como que é esse negócio? Porque eu recebo elogios
dos seus alunos, eu vejo isso na internet falando do método que vocês estão
aplicando com inteligência artificial. Só que eu não sei exatamente como que é e é
uma curiosidade, como que vocês estão fazendo?
Álvaro: É assim, cada aula é uma aula, tá? Eh, não existe… existe uma
metodologia de ensino, principalmente a aplicada, né? Na Link, não sei se você
sabe, o semestre ele é dividido em duas partes. Ele tem a primeira parte do
semestre, são fundamentos, e a segunda parte é aplicação.
Felipe: Legal.
Álvaro: Então isso vai dando oportunidade da turma ir criando empresas ali, não é
“Ah, estou vendo livro, estou fazendo uma prova no papel”. Fazendo. Um professor
quando ele é treinado para dar aula na Link — eles são todos de mercado — ele
tem 18 tipos de aula que ele pode dar. Ele pode escolher como transmitir um
conteúdo de 18 diferentes formas, né? Uma forma é através de pre-read cases. É
exatamente isso que você falou, cara. Você vem lido, que aqui vai ser só a
discussão disso. Você tem que estudar isso, você tem que ler o artigo, ouvir esse
podcast e você vai vir aqui para a gente discutir. Isso é um formato de aula. Um
outro formato de aula é a construção de um trabalho em grupo ali na hora. Um outro
formato de aula é exposição. Professor vai, expõe aquilo. Um outro tipo de aula é
resolução de problema com vida real, elementos de vida real. Você pode usar seu
celular, você pode ligar para o papai, você pode contratar uma agência para fazer
para você, você pode usar o ChatGPT. O que eu quero é o resultado, como

qualquer profissional faria. Se o teu chefe te pede uma coisa, ele não quer saber se
você falou com o teu tio, ele quer saber se você fez a coisa, né? Se você entregou.
Então isso é uma forma. Toda vez que a gente oferece para o aluno elementos de
vida real, a gente dá e ensina tudo que tem disponível. E aí a inteligência artificial
presta um papel importante.
Agora, só para não perder o contexto, eh, não é só isso. Existem teorias em
negócios que se você não tiver bem sedimentado em você, você vai perder muito
tempo e teu cérebro não vai fazer sinapse, né? Se eu perguntar para você o que
são números pares, ou para qualquer garoto o que são números pares, e o cara
está de posse do ChatGPT ou do Google, ele pode digitar “o que são números
pares” e ele vai ter uma resposta. Agora tem um garoto lá que fala: “Pô, número par
é Y = 2X”. Cara, esse cara é o mais rápido de todos. Esse cara, nenhuma teoria
para explicar número par vai ser mais rápida, mais concisa, mais precisa do que Y =
2X. Se esse cara entendeu que Y = 2X é igual a número par, cara, você não precisa
falar mais. É isso, né? Então, existem conhecimentos que precisam ser
sedimentados e esse a gente cobra do jeito antigo.
Felipe: Caramba, que…
Álvaro: Porque eu preciso cobrar do jeito antigo. Precisa ter base. Um garoto da
Link precisa saber, cara, que Capital de Giro é igual a Contas a Receber, mais
Estoque, menos Contas a Pagar. Isso precisa ser reflexo medular dele. Não dá para
ele pegar e “deixa eu ver, capital de giro, o que que é isso mesmo?”. Senão o
cérebro não faz sinapse.
Felipe: Até porque é uma molecada mesmo, né?
Álvaro: Uma molecada. Então aí eu volto e aí eles falam: “Poxa, mas eu vou ter que
fazer prova em papel?”. Vai ter que fazer prova em papel porque eu quero ver se
você sabe isso. Você precisa saber isso para o teu bem, cara. Não é porque eu sou
chato, sou educador antigo. Então essa mescla é que torna o pacote mais completo.
Então acho que a Link é famosa por causa disso, por não ter a censura de evoluir
com a tecnologia, mas não perde a base tradicional, não perde os ensinamentos.
Porque assim, tem muita gente que olha o passado e fica desmerecendo ele por
conta da tecnologia. É, cara, tudo que é feito há muito tempo passou na prova do
tempo, cara, né? Não é à toa. Então, claro, a gente tem que sempre se adaptar,
mas eu sempre dou exemplo do piloto do avião, cara. Não tem “aprender na prática”
só. Você precisa de teoria, cara. Eu não entraria com o piloto no avião: “Tá disposto
a aprender na prática?”. Não, não. Deus é isso, cara. Só ter os dois.
Felipe: E aí a gente já está falando de inteligência artificial. O que que você vê
para… e você é um cara que está bem antenado, inclusive falando de inteligência
artificial e tudo mais, alguns cursos você trazendo forte inteligência artificial para
dentro da metodologia. Como que você vê o futuro da inteligência artificial? Eu sei

que tem essa relação homem-máquina. É como, na verdade, a inteligência artificial
não vai acabar com os humanos, no final os humanos que usarem inteligência
artificial vão estar melhores do que os que não estão usando. Mas, cara, quando
você vai para uma coisa um pouco mais, daquela coisa de YouTube que o pessoal
fica colocando história de situações que podem acontecer de acabar a humanidade
e tudo mais… E quando você conversa e estuda algumas cartas de caras grandes
da inteligência artificial, né, o Sam Altman, o próprio Elon Musk, dependendo do que
ele fala, você fala que dependendo de como as coisas caminham, pode ser um
negócio devastador, porque o negócio vai ganhando uma consciência. Eu sigo um
cara que ele é bem forte de inteligência artificial, que ele desenvolveu um prompt,
um agente que é… até esqueci o nome dele agora. Eh, depois eu vou colocar aqui.
E essa inteligência que ele criou dentro do Claude, cara, tem uma capacidade
filosófica surreal, que ele fica trocando ideia sobre o futuro da humanidade, o futuro
da educação, o futuro de tudo. Como que o Álvaro enxerga isso? Sobre de fato o
que vai acontecer com o mundo daqui 10 anos, 15 anos, assim… eu sei que é muito
relativo, mas porque é abstrato ainda pra gente, mas o que que você enxerga do
futuro distante disso aí?
Álvaro: Cara, eu acho que tem dois assuntos que a gente não sabe o que vai
acontecer. Eh, não acredito muito nessas profecias aleatórias. Eh, prefiro dizer que
não sei, até porque acho que as possibilidades são tão distintas, tão diferentes, né?
Eh, acho que quando existe uma tecnologia nova, depende muito o uso que se dá
para essa tecnologia. A inteligência artificial pode ser uma bênção para debates,
para substituir corrupção, para substituir trabalhos que o ser humano joga contra,
para proteção, para diagnóstico de doença. Putz, isso é uma maravilha. É, né? Ao
mesmo tempo, cara, você assiste — não sei se assistiu — essa série “O Mundo
Depois de Nós” (Leave the World Behind) ou “Dia Zero” aí e do Robert De Niro, que
acontece um ataque cibernético nos Estados Unidos… simplesmente tudo é
desplugado. Putz, eh, cara, uma confusão, é trem batendo, é carro desgovernado, é
todo mundo sem celular, caramba. Chama “Dia Zero” (Day Zero) ou está no Netflix,
é muito interessante.
Eh, é como um bisturi, você pode usar para salvar, você pode usar para matar.
Então, o uso que a gente vai dar é muito importante. O que eu vejo para a frente é
que isso vai potencializar as capacidades do ser humano. O ser humano que é bom
vai ganhar uma baita ferramenta para ser melhor. O ser humano que é mau vai
ganhar uma baita ferramenta para ser pior, né? Eh, então eu acho que que lado vai
ganhar? Espero que seja o lado do bem. Sim. Mas para isso a gente vai ter que
mexer no humano. Enquanto a gente não construir seres humanos melhores, eh,
pode vir a tecnologia que for que não vai resolver nosso problema, porque sempre
vai ter alguém dando um golpe no WhatsApp, sempre vai ter alguém hackeando
uma conta, transferindo uma carteira de Bitcoin ou botando em risco o sistema
financeiro global, o sistema de saúde global que seja, né?

Então acho que é isso, é a fissura do átomo, vai. Pode ser a maravilha da física,
pode ser uma cidade inteira que nem Nagasaki foi destruída por causa de um idiota
que usou isso para mau uso, né, cara? É a amargura do Santos Dumont, avião
sendo usado para guerra.
Felipe: Pra guerra. E e no final das contas a gente vai continuar então… e cara,
muito legal essa reflexão, porque a gente vai continuar na guerra do bem e do mal.
Álvaro: Exato. Agora eu falei dois aspectos e não tratei do segundo, já que eu estou
falando demais, cara, que é a robótica, cara. Esse é o negócio que é maluco. Eu fui
um mês, dezembro eu estive em Fremont, lá na Califórnia, dentro da fábrica da
Tesla, a convite deles, eh, que foi o máximo a visita.
Felipe: Querido, cara.
Álvaro: No final eu parei do lado daquele Bot 3, até postei a foto porque esse podia
tirar foto, cara. Você olha aquele cara, aquele robô de 2,10m de altura, cara, de
cima para baixo. Ele é inteiro de titânio. Você olha a mão do bicho, é diferente.
Aquilo ali… cara, não adianta correr, não adianta lutar jiu-jitsu. Pô, você está morto
já. Você já nasceu… se ele quiser, você está morto, cara.
Felipe: Que da hora, cara. E é muito legal essa sua percepção, porque foi a
percepção mais lúcida sobre o futuro, porque tem um monte de gente querendo
tentar adivinhar o que vai acontecer e é impossível. E no final é isso, cara. É como
as pessoas vão usar, porque no final das contas eu acho que a inteligência artificial
ela não vai perder o controle se as pessoas não deixarem que isso aconteça. É, né?
E quem vai estar à frente vai permitir isso aí.
E Álvaro, agora falando de empreendedorismo, que é um cara… é um assunto que
você domina bem, o que que você pensa para o futuro do empreendedorismo no
sentido de, pô, vocês trazem alguma direção? Talvez para o aluno que está na Link
sobre “ó, esses caminhos aqui…” por exemplo, inteligência artificial é um caminho
que, cara, você tem que colocar, independente do que você vai fazer, você precisa
colocar inteligência artificial embarcada, mesmo que o projeto inicial não seja a
inteligência artificial como core, mas a inteligência artificial tem que estar
embarcada. Eh, qual é… quais são os caminhos, se você pudesse indicar, de
business que você enxerga como potencial futuro para o empreendedorismo?
Assim, se tivesse que começar um negócio do zero, o que que você começaria?
Álvaro: Eu bato muito na tecla dos setores, né? Porque tem setores que trazem
ondas mais favoráveis, tem setores que trazem ondas quase sem onda, né? Um
mar flat, flat. Vou dar o exemplo contrário primeiro. Se você quiser empreender no
setor têxtil, cara, eh, está aí a Coteminas sofrendo o que está sofrendo. Inundação
de produtos prontos chineses, cara. Você vai comprar um tear, você vai fazer uma
camiseta, não é uma coisa muito boa, né?

Existem outros setores que a barreira de entrada… as barreiras de entrada são
muito grandes ou a necessidade de um conhecimento específico é grande, né?
Você vai entrar em mineração, se vai entrar em siderurgia, você vai entrar em papel
e celulose, cara, é muito capital intensivo, né?
Felipe: Total.
Álvaro: E existem setores que não precisamos ser muito inteligentes para precisar,
que é crescimento de dois dígitos para os próximos 10 anos, né? Esses setores eu
gosto de mostrar para a moçada. Quais são eles? Beleza, Saúde, Envelhecimento,
Tecnologia, Dados, né? Agro barra nutrição, comida, né? Eu acho que todos esses
setores são setores que se você digitar aí no Google ou no Perplexity: “me faz uma
lista das 10 startups mais inovadoras dentro do setor de beleza no mundo”, cara,
você tem 10 opções de Ctrl+C, Ctrl+V ali dentro, cara. Se você fizer isso em health
food, né, em comida saudável, a mesma coisa. Se você fizer isso em soluções para
envelhecimento, população alta renda, você vai ter mais 10 ideias de negócio. Então
eu acho que esse Ctrl+C, Ctrl+V, quando você sabe procurar num mar que tem
onda boa e alguém que já começou uma tecnologia ou um produto ou um serviço
bem definido, cara, pega isso, copia isso. Chance de dar certo é muito maior do que
a sua ideiazinha pequena aí.
Felipe: Total. Cara, eu tive uma lição empreendedora assistindo alguns alunos da
Link empreendendo com um cereal, The Cereal.
Álvaro: Sim, The Cereal.
Felipe: Eu inclusive comprei. Super João Lucas, Gabriel do Pan e Gabriel Berg.
Cara, baita de uma ideia. E aí, cara, com alguns negócios saindo da Link, começou
a me dar algumas reflexões de assim: quando eu penso em empreender, eu sempre
penso em negócios muito grandiosos, sabe? Coisa que vai resolver grandes dores e
tudo mais. Os caras foram lá e criaram um cereal, com proteína, um cereal
saudável, gostoso e com proteína para caramba.
Álvaro: Que eles acharam lá fora um tal de Magic Spoon que é o benchmark deles
e falaram: “Não tem no Brasil, vou fazer igual”. Tá ótimo. É isso.
Felipe: E cara, o negócio explodiu, eles não conseguiram dar conta do volume
inicial e eu falo: “Que projeto, cara”. E aí um monte de gente querendo empreender,
achar a próxima bola, sabe? É simples.
Álvaro: Ó, turma da creatina em game aí, da Norte Ventures (ou marca parceira da
Norte), os caras estão faturando três milhões de reais por mês.
Felipe: Delícia.
Álvaro: E é uma delícia. Já comeu essa questão?

Felipe: Já. Eu sou cliente, sou sócio, sou tudo.
Álvaro: São dois alunos da Link que fizeram isso, chamaram uma influenciadora
chamada Manuela Cit, que é um amor de pessoa, eh, e do nada os moleques
faturam R$ 3 milhões de reais por mês. Por mês, não é? O amigo deles que está
fazendo aquela outra faculdade que você conhece… está ganhando R$ 2.000 o
salário como estagiário, cara. Olha isso, cara. E a molecada faturando 3 milhões.
Você fala: “Isso é, isso é bárbaro.”
Felipe: E, e é isso. A ideia está mais, cara, é fruta baixa, né? Que o pessoal fala.
Você… o pessoal fica tentando inventar um negócio surreal, cara, pega alguma
coisa que já existe, melhora, trazendo talvez mais apelo saudável, regionaliza. E
cara, esses moleques aí da The Cereal, cara, uma comunicação sensacional na
internet.
Álvaro: É. Muito bom. Eles são bons de criativo.
Felipe: São bons de criativo, cara. São bons. Os caras mandam bem. E a galera da
Link eu vejo que se ajuda muito. É uma comunidade que se cria, né?
Álvaro: Ajuda. Uma comunidade que se cria. Não, você ter… tem outra história que
é bárbara, cara. Eh, tem uma moça de Natal chamada Karin Gepp. Ela criou o
e.pip.i, que é um condutor urinário feminino para mulher fazer xixi de pé.
Felipe: Caramba, quando o banheiro está sujo, né? Que é um sucesso para
banheiro químico, para festa, carnaval.
Álvaro: Ela vendeu muito, né? E botaram na… a Droga Raia fez um pedido, a Raia
Drogasil fez um pedido e botou em 250 pontos de venda de farmácia. Sabe o que a
molecada fez da Link? Quando ela conseguiu fechar esse pedido? A molecada
juntou acho que 6, 8 mil reais numa vaquinha que eles fizeram. Foram de Drogasil
em Drogasil, porque ela falou: “Meu desafio agora é o caixa” (para girar o estoque).
E eles foram comprando a preço de venda dentro das Raia Drogasil o produto para
ela. Ela chorava assim… isso é o que uma comunidade faz. Se falar o que que a
Link é diferente, a Link é diferente nisso também.
Felipe: Caraca, isso é legal. Nossa. E cara, de arrepiar.
Álvaro: E não foi incentivado por professor. Fui eu que fui lá. Eles entre eles,
porque eles percebem que se eles se ajudam, é o que você falou no começo lá: um
ia postando o outro, marcando o outro, todo mundo ganha. É o mundo novo, é um
mundo de cooperação, não de competição, né? É isso.
Felipe: Eu percebo muito isso no meu mercado de construção civil, que uns anos
atrás eu tinha um baita medo de conversar com concorrente. Não sei por quê. Eu
acho que é um pouco… o meu antigo sócio tinha muito medo de concorrente. Eh, e

aí a gente… eu acabei ficando nessa, nessa pira. E nos últimos anos, eh, a gente é
super próximo dos concorrentes, super próximo, troca ideia, entende o mercado, faz
pesquisa: “pô, está ruim para mim aqui, como que está aí para você” e tudo mais. E
no final das contas eu descobri que não só eu não tive nenhum prejuízo com essa
interação — claro, informações sensíveis a gente não divulga — mas a gente como
um todo acaba melhorando, porque o mercado é muito grande, sobra mercado,
sobra cliente para todo mundo. Então se você criar um pool lá de pessoas que se
ajudam, no final das contas, cara, todo mundo ganha.
Álvaro: Todo mundo ganha.
Felipe: Total lá. É verdade. Corou. A gente já está chegando na nossa fase final
aqui. Eh, eu quero rapidinho agradecer os patrocinadores, mas eu tenho uma
pergunta final para te fazer ainda. Pessoal, eh, graças aos patrocinadores que a
gente tem esse audiovisual de qualidade e tudo isso aqui oferecido de forma
gratuita na internet. Pensa, olha o papo que eu estou tendo aqui com Álvaro, olha os
insights que esse cara está trazendo. Tudo isso graças à possibilidade de a gente
ter um estúdio com toda essa estrutura aqui disponível para a gente gravar no
melhor audiovisual para você consumir aí na tua casa.
E por isso eu queria começar agradecendo o nosso patrocinador master que é a
SMB Store do meu parceiro Alonso. Desde 2018 a SMB Store tem ajudado micro e
pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, vendas e financeiro. Tudo
isso com sistema acessível e fácil de usar. @smbstorebr e o site também aqui na
descrição do vídeo.
Agência RPL do meu parceiro Rodrigo Álvares. A RPL oferece a solução completa
de marketing digital para negócios, cuidando das empresas com olhos de dono,
desde a criação de sites, gestão de anúncios, planejamento estratégico, social
media, isso. O site e o @rodrigoalvares estão aqui na descrição do vídeo.
Polux do meu parceiro Ricardo Ferrazini. Sabia que existe oportunidade de
desembolsar menos com impostos através de planejamento tributário? Eles são
especialistas de gestão de tributos e de crise. Aqui embaixo o site e o @dapolux.
100 Displays (Cem Displays), meu parceiro Adalto de Carvalho. Está precisando
vender mais? Então o seu negócio precisa de soluções criativas para PDVs,
balcões, bandejas, displays e muito mais. O site e o @dac na descrição do vídeo.
WJE Consult do meu parceiro Wallenstein Júnior. Aumente seus lucros, seja
aumentando receita ou reduzindo despesa. Gestão financeira descomplicada para
empresários. DRE, análise de capital de giro, fluxo de caixa e uma gestão
profissional como todo o negócio merece e precisa. Site e @dwjr.

Aqui na tela, Inspira Capital do meu parceiro Fabiano Brito. Operação e gestão
financeira por assinatura, o braço direito do empreendedor. BPO financeiro não é
mais futuro, é presente. Site e @inspiracapital aqui na descrição do vídeo.
Cross Host. Olha isso aqui, pessoal. Todo esse estúdio aqui que a gente está
gravando é da galera do Cross Host. Não só esse estúdio aqui, a gente tem mais
um aqui do lado e um estúdio super profissional de com tela de LED e tudo mais
aqui em cima. E para você que é empresário, toda essa estrutura aqui ser
disponibilizada para você sem ter dor de cabeça, é a coisa mais fácil para você
produzir conteúdo, criar criativo no seu para as suas redes sociais, gravar cursos,
fazer vídeos manuais, lançamento de produtos, cara, de forma extremamente
profissional, sem se preocupar com produção e tudo mais, porque aqui está tudo
pronto e de forma muito barata, porque você vem aqui e isso sai simplesmente no
teu custo lá do lançamento e tudo mais, de forma muito barata, porque essa
estrutura e essa qualidade que você vai oferecer para os seus clientes, né, para o
mercado e tudo mais, vai te ajudar demais, vai te impulsionar demais. Então, quero
agradecer a Cross Host. Quer dar voz ao seu negócio e alcançar mais pessoas? A
Cross Host é especializada em produção audiovisual e soluções também internet,
criando podcasts, eventos e transmissões ao vivo com qualidade excepcional. Se
você quer elevar o seu posicionamento de marca e se conectar com o seu público
de forma autêntica, a Cross Host é a parceira ideal para transformar sua
comunicação. O site, o @ aqui da Cross na descrição do vídeo. Inclusive para quem
assistiu aquele vídeo lá no final do ano sobre as perspectivas econômicas para
2025 que a gente fez lá com JH Fonseca, com o Danuzio e tudo mais, a gente
gravou aqui nesse estúdio aqui em cima da Cross Host com uma baita de uma
estrutura. Então, cara, aqui os caras oferecem soluções do pequeno ao grande e
com certeza vai conseguir te ajudar.
Agora quero começar a agradecer também a Max Service, contabilidade que tem
como missão a parte consultiva ao empreendedor, estando sempre próximo da
gestão da empresa com ecossistema completo, eles oferecem atendimento desde o
Simples Nacional até o Lucro Real, inclusive o Lucro Real eles têm como
especialidade.
E De Cisti, Borges Advogados. Você está com dificuldade para pagar seus
impostos ou você tomou alguma autuação tributária que está colocando em risco a
sobrevivência do seu negócio? Chama a turma da De Cisti Borges. Eles são um
escritório jurídico especializado em direito tributário e empresarial. Com site e @ da
desistborgese aqui na tela.
Galera, todos esses empresários que estão à frente desses negócios, que estão
aqui nos nossos patrocinadores, no rol de patrocinadores, são curados por mim.
São empresas que resolvem de fato dores dos empreendedores com negócios
sérios e empreendedores sérios à frente. Então, se você precisa de algum negócio
e alguma dor que você está vivendo aí, possivelmente algum desses patrocinadores

vão conseguir te ajudar assim de forma muito direta e responsável, porque são
pessoas que eu conheço e posso te assegurar que pode ir tranquilo, que você vai
fazer bom negócio, tá bom? Muito obrigado aos patrocinadores e vamos continuar
aqui.
Felipe: Álvaro, pergunta final para te fazer. Cara, mais uma vez eu estou muito feliz
de você estar aqui no podcast. Você é um cara que eu admiro muito, de verdade. E
tenho… e mesmo que você não se dê esses louros, cara, tudo isso que está
acontecendo na minha vida, assim, de que todos os meus negócios, o que eu mais
gosto é o Além do CNPJ, né? Se tornou de fato um CNPJ, se tornou um negócio,
porque, cara, é muito gostoso quando você compartilha conhecimento, conversa
com as pessoas. Como eu te falei nos bastidores, isso aumentou meu nível de
networking para caramba também. Então, cara, eh, por mais que eu entenda que
existe sim o trabalho duro por trás e tudo mais, cara, a fagulha, aquele ensejo lá de
“faz acontecer” foi seu, cara. E foi seu mesmo. Até falei isso nos bastidores do curso
lá. O exercício que você promoveu, eu não participei porque era criar uma empresa
e eu já tinha empresa. E você foi lá e me provocou pessoalmente falando: “Cara, faz
aí alguma coisa que você falaria por 3 horas”. Então, cara, de verdade, obrigado por
ter sido essa ponte. Eh, eu acredito muito que Deus age através de pessoas, então,
pô, obrigado por ter sido essa ponte para mim. Obrigado mesmo.
E cara, a pergunta final que eu queria te fazer é uma pergunta que eu faço para
todos os convidados e é o seguinte: imagina que você está saindo daqui, você pega
teu carro e está indo para a Link agora, para a faculdade tocar tua vida e vou bater
na madeira aqui. Mas imagina que você bate o carro e morre, cara. Eh, estou
batendo na madeira porque é… mas assim, nunca ninguém bateu o carro, nem
morreu, né, saindo aqui. Mas cara, imagina que, cara, pô, depois de tudo isso,
quantos anos você está, Álvaro?
Álvaro: 46.
Felipe: 46 anos. De toda essa trajetória, ter carregado tantos projetos nas costas,
tantos feitos bacanas, eh, hoje influenciando uma porrada de jovem, cara. Chegou a
hora, você do nada abre os olhos, Deus está do seu lado e fala: “Chegou a hora”.
Você fala: “Cara, agora? Eu nem sabia. Eu estou quase abrindo um campus lá fora”.
E já está, sua missão está cumprida. E bicho, imagina que foi sua essa tua última
aparição e tua última mensagem para o mundo. O que que você deixaria de
mensagem para a humanidade assim? Se essas fossem suas últimas palavras,
cara?
Álvaro: Sejam bons.
Felipe: P***. É isso, cara. Simples, sucinto e profundo. É isso. Da hora, mano.
Obrigado, Álvaro.

Álvaro: Eu que te agradeço. Foi muito bom te entrevistar. Obrigado mais uma vez.
O que você precisar do Alê PJ? Sério, conte comigo. Desde divulgação… vai ter o…
você vai fazer outro Dia do Empreendedorismo lá. Vai ter um Link Tech Day para
abrir empresa com inteligência artificial, aquele mesmo que você participou, só que
focado só em abrir um negócio usando inteligência artificial.
Felipe: Vai ser quando?
Álvaro: 12 de abril durante o dia inteiro.
Felipe: Tem vaga ainda?
Álvaro: Eu acho que tem. Ontem a gente fez uma live de lançamento, mas eu fui
dormir, cara, 10 da noite. Eu acordei hoje e fui levar para cá.
Felipe: Eu vou te chamar no whats e vou pedir alguém que eu consiga falar lá,
porque eu já vou me inscrever, porque eu estou abrindo uma inteligência artificial,
então eu já vou me inscrever, então eu vou estar lá como aluno e junto com o meu
sócio. E cara, se tiver vagas ainda, me passa o link que aí eu já divulgo, Gabriel.
Álvaro: Perfeito.
Felipe: Legal cara. Ô, mais uma vez, pô. Te agradeço demais.
Álvaro: Prazer estar aqui, cara. Parabéns pelos 100 podcasts, pô. Do caramba
cara, 100 podcasts, nem imagino, cara.
Felipe: E cara, mais uma vez, obrigado mesmo pela participação, por ter vindo aqui
hoje. Tamo junto. E você que ficou aqui até agora, muito obrigado também. Muito
obrigado por ter ficado até o final. Aqui embaixo tem vários botõezinhos, clique em
todos para engajar esse episódio. Envia para os seus amigos, para o seu sócio. E
tamo junto. Até a próxima. Valeu.

Confira os principais insights do Episódio #100 do Além do CNPJ com Álvaro Schocair. Descubra como unir empreendedorismo e inovação, a importância do conhecimento acumulado e o futuro da educação de negócios.

Introdução: O Marco do Episódio 100

Chegar ao centésimo episódio é um marco que exige um convidado à altura. Para celebrar essa conquista do Além do CNPJ, recebemos Álvaro Schocair, fundador da Link School of Business, investidor experiente (ex-Tarpon) e uma das mentes mais brilhantes quando o assunto é educação e negócios no Brasil.

Neste papo profundo e “vida real”, Álvaro dissecou por que o Brasil é um país empreendedor, mas pouco inovador, e como ele pretende mudar isso. Se você quer entender o jogo dos negócios além da teoria, este artigo resume as lições de ouro deixadas por ele.

1. O Dilema Brasileiro: Empreendedorismo x Inovação

Uma das reflexões mais potentes do episódio foi sobre a posição do Brasil no cenário global. Álvaro trouxe dados do MIT que mostram uma distinção clara: existem lugares inovadores sem empreendedorismo e lugares empreendedores sem inovação.

O Brasil, segundo ele, cai na segunda categoria. Nós temos a veia empreendedora, mas nos falta a base técnica para inovar de verdade.

“O meu sonho é a gente fazer aqui do Brasil um lugar inovador também. Espírito empreendedor a gente já tem. Só que o que a gente precisa para inovar? Hardware, software, dados. Isso a gente não tem.”

A missão da Link School of Business e de seus novos projetos é justamente preencher essa lacuna, unindo a galera de tech com a galera de business para criar soluções que vão além do convencional.

2. A Importância do “Conhecimento Acumulado”

Antes da educação, Álvaro fez carreira no mercado financeiro, com passagens pela Tarpon. Lá, ele aprendeu com Luiz Alves Paes de Barros uma lição que separa os amadores dos profissionais: o poder do conhecimento acumulado.

Não se trata apenas de ler um balanço, mas de entender toda a cadeia de valor de um negócio.

“Toda vez que você fosse comprar uma ação, tinha alguém vendendo do outro lado. […] Se você tivesse mais conhecimento do que a outra ponta, a chance de você estar na ponta certa era muito grande.”

Álvaro explicou como entender uma empresa (como a Petrobras) exige entender seus subprodutos, quem compra esses insumos (como a Braskem), quem transforma isso (como a Bemis) e onde isso vai parar (na embalagem da pizza da BRF). Essa visão holística é o que permite tomar decisões de investimento e gestão com segurança.

3. Educação para a Vida Real: “Não mira na faculdade”

A trajetória de Álvaro foi moldada por um conselho valioso de seu pai, que serve para qualquer jovem ou profissional em transição de carreira hoje:

“Não mira na faculdade que você quer fazer, mira depois da faculdade. A faculdade não é um fim, a faculdade é um meio.”

Essa mentalidade é a base da Link. A ideia não é formar alunos para serem apenas executivos teóricos, mas criar um ambiente onde o estudante já sai com sua empresa, validando ideias no mundo real.

4. Inteligência Artificial: Homem + Máquina

No cenário atual, ignorar a IA é impossível. Mas Álvaro faz um alerta importante: não devemos romantizar a tecnologia, nem temer que ela nos substitua completamente. O segredo está na combinação.

“Um ser humano de posse de uma máquina para seu bel prazer é mais forte do que um ser humano sem posse da máquina.”

Na visão dele, a IA vai potencializar quem é bom e, infelizmente, quem é mau também. O diferencial competitivo não será apenas saber usar o ChatGPT, mas ter a base teórica sólida (saber o que é capital de giro de cabeça, por exemplo) para saber o que perguntar para a máquina.

5. O Legado Final: Simplicidade e Bondade

Ao final do episódio, quando perguntado sobre qual mensagem deixaria para a humanidade se fosse seu último dia, Álvaro surpreendeu pela simplicidade e profundidade, fugindo de jargões corporativos:

“Sejam bons.”

Uma mensagem curta, mas que resume a essência de construir negócios éticos, duradouros e que impactam positivamente a sociedade.

Assista ao Episódio Completo

Este resumo é apenas a ponta do iceberg. O papo completo aborda detalhes sobre investimentos, a expansão internacional da Link e muito mais sobre a “vida real” dos negócios.

Gostou deste conteúdo? Compartilhe com seu sócio ou com aquele amigo que precisa de um choque de realidade nos negócios.

Clique abaixo para assistir ao EP #100 na íntegra:

 

Posts Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *