De 4 Milhões em Dívidas a Líder de Mercado: A Jornada de Gustavo Lopes (EP #029)

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Eu falei assim: “Ganha dinheiro?”. Falou assim: “É”. Eu falei: “Pô, então tá fácil”. Um dia lá, chegamos lá, cara, tinham assaltado a loja. Parece que essas coisas acontecem quando você tá prosperando. Quando você tem raiva, você canaliza ela e vira combustível, cara. Executa. Independente se você não sabe tudo, você vai aprendendo no processo. Vai pro front, vai vender, vai faturar. O mercado é grande, como é que você vai fazer para se diferenciar disso? Só que às vezes o cara não conhece a segunda página. A caminhada do empreendedor é isso, cara, você tem que abrir mão, tem que ter sacrifício. Porque tem coisa que funciona para um e não funciona para outro. Não era o certo, é porque a gente tava tão [__] porque acho que era o único jeito deles receberem. É você não se conformar com a derrota. Eu me recusei a fracassar, por mais fracassado que eu estivesse.

Buenas, buenas, buenas. Seja bem-vindo a mais um episódio do podcast do Além do CNPJ. Muito obrigado porque você tá aqui trocando uma ideia com a gente. Sente-se à mesa, vem conversar com a gente, que essa é a intenção que a gente tem nesse podcast: sempre trocar uma ideia com você, empreendedor, e com um convidado que tá aqui, como se fosse de fato uma conversa de bar. Porque a gente tá aqui… a internet já é plástica demais, a gente precisa de vida real aqui.

E o convidado de hoje é um desses caras. Eu acompanho o conteúdo dele já faz tempo, viu cara? Acho que faz mais de ano que eu sigo ele. Que honra, você viu? E é um cara que assim, vida real. Como eu falo para vocês, eu gosto de trazer pessoas que vivem a realidade do empreendedorismo, porque é só assim mesmo que vai poder trazer verdade aqui pro conteúdo do podcast. Ele tem uma empresa muito grande e aí a gente vai entender nos pormenores como ele construiu isso. Ele construiu uma empresa muito grande que é líder no Mercado Livre e uma das líderes em acessórios para celular. E se eu estiver falando alguma besteira, depois a gente corrige. Chama Empório do Celular. Ele tem uma página no Instagram. Quantos seguidores você tá agora, cara? Acho que eu tô com uns 18.000. 18.000 seguidores, cara. Produz conteúdo da vida dele, mostrando os bastidores da empresa. É um cara que, cara, mostra de fato a realidade. Inclusive, assim que eu apresentá-lo, já pega o arroba dele, já começa a seguir para você acompanhar realmente a realidade dele. E o podcast de hoje vai ser muito legal. Tenho certeza absoluta. A trajetória, do que eu acompanho, das coisas que ele mostra… Esses dias eu tava vendo que você começou um projeto, você tava mostrando os números do projeto. Falei: “Caraca, cara, muito vida real de verdade”. Então sugiro realmente… e você não é tão, você não produz conteúdo com tanta frequência, mas quando sai lá a bolinha do Gustavo, eu vou lá e falo: “Cara, deixa eu ver o que tá rolando”. Então, quero apresentar para vocês Gustavo Lopes. Prazer, meu caro. Cara, o prazer é todo meu, muito obrigado pelo convite, é um prazer imenso estar aqui. O próprio nome já fala, né, Além do CNPJ. Eu te conheço há anos, então também você você me acompanha há sei lá quantos anos, eu te acompanho ao dobro, né? E e acho que esse podcast é o realmente o a realidade do que é o Além do CNPJ, que é de fato a realidade do empreendedor, e não aquele aquela plástica, etc. Então, esse podcast é incrível.

A internet tá chata, não tá, bicho? Muito. O Brasil, o mundo tá chato num todo, a internet tá insuportável. Acho que a internet tem transformado o mundo cada vez mais chato. Mas eu vejo que o empreendedorismo, ele tá deturpado de um jeito, cara… O pessoal vende um romantismo. Eu não acho nada fácil empreender. Eu não acho nada fácil. Eu não romantizo dizendo que eu nunca tive vontade de desistir; tive vontade de desistir pra caramba. E cara, eu comecei a… e muitas vezes, quando eu buscava alguém que falasse o que eu sentia, eu não via alguém que falasse. E aí eu comecei a falar. E cara, conectou porque tem muita gente que sente isso mesmo, é a realidade. Eu falo de vida real, conectou com a realidade de quem tá ali no dia a dia. Incrível, parabéns pelo projeto. Obrigado, cara. E o papo hoje contigo é isso, eu quero trazer muito da tua realidade para não só inspirar, mas também trazer insights para os seguidores. E também quero conhecer tua história, cara, porque isso aí é sempre bom pra gente. Eu sempre saio dos podcasts energizado, isso aqui além de tudo tá sendo terapia para mim. Então espero que a gente vai ter um papo bom. Tenho certeza que a gente vai ter um papo bom.

Com certeza. Mas antes de a gente começar, Gustavão. Quero agradecer. Tiagão, tá no esquema aí? Boa. Quero agradecer o nosso patrocinador master, São Lucas Contábil, do meu parceiro Leandro Bueno. Aqui embaixo tá o site, o @ da São Lucas Contábil, mas também o @ do Leandro Bueno, contador há mais de 20 anos no mercado. A São Lucas atende mais de 800 empreendedores, ajuda vendedores digitais a resolverem seus problemas com impostos e contabilidade. Eles são uma contabilidade digital especializados não só no segmento digital como e-commerce, serviços, indústrias, empresas offline, etc. E assim, sempre disse isso: não é porque a São Lucas é a minha contabilidade na empresa, não é porque a São Lucas é a minha contabilidade no Além do CNPJ, não é porque a São Lucas é do Leandro Bueno, que é o meu parceiro. Mas assim, antes mesmo de ser inclusive cliente da São Lucas, como empresa, eu sempre falei da importância de uma boa contabilidade, porque contabilidade, cara, os caras estudam muito, os caras têm muito know-how para ajudar o empreendedor a ter justamente algum guia que muitas vezes não tem, para saber gerenciar sua empresa de uma maneira mais ideal. Falo isso porque o DRE é uma das coisas que eu sempre falo, é uma coisa que mudou minha vida. Quando eu comecei, quando eu descobri e implementei no meu negócio, mudou minha vida, mudou minha visão de gestão. E cara, os contadores estudam essa [__] então, cara, por que que esses caras estudam isso e não ensinam isso ou trazem isso pro empreendedor que não sabe? Como muitos e muitos não sabem. Hoje para mim o DRE é uma coisa que acontece no meu dia a dia. Hoje eu tenho o DRE diário, para vocês terem ideia, todas as movimentações da empresa vão acontecendo de forma automática e vão caindo no meu Power BI lá, por exemplo. Mas antigamente eu não tinha essa informação. E hoje, com o Além do CNPJ, eu vejo também que isso ainda é muito longe da realidade do empreendedor lá no dia a dia. E cara, por que os contadores não passam isso para vocês? Então, por isso que eu tô falando, a contabilidade a gente tem que parar de enxergar ela como um custo, tentar pagar o mais baratinho possível, pagar aí R$ 300, R$ 350, meio salário mínimo. Essas coisas fazem com que muitas vezes você se afaste justamente do progresso, porque um contador bom ele vai te ajudar a pagar menos imposto, ele vai te dar uma consultoria, ele vai conseguir te assessorar justamente nesses caminhos, inclusive com o conhecimento que ele tem, para te ajudar a gerir melhor. Eu falo isso com propriedade, porque depois que a gente mudou para a São Lucas, o que o Leandro, o que a São Lucas num todo tem trazido pra gente de coisa boa, de informação boa… Cara, quantas obrigações acessórias uma empresa do tamanho da minha, mas a sua, independente do tamanho, precisa mandar para uma contabilidade? Inúmeras obrigações acessórias. O que que essa contabilidade faz com isso? Cumpre lá seus requisitos. Muitas vezes nem cumprem, né, dependendo da contabilidade que você paga, você descobre isso só na hora de trocar. E aí eles pegam esses dados, sentam em cima. Se fizerem ou não os requisitos necessários, depois sentam em cima, guardam em caixas e pronto. A São Lucas, ó o que eles fazem que legal: eles trabalham esses dados dessas obrigações todas acessórias que você envia num Power BI deles. E aí esse Power BI deles gera relatório, ele te dá um login e senha, você gera relatório. Eu comecei a ver o turnover que eu tava na minha empresa. E eu não tava com essa informação, por mais que seria fácil simplesmente ir lá e falar “deixa eu começar a medir isso”, mas nunca tinha tido a iniciativa. E os caras me trouxeram isso de forma automática, começaram a me trazer tantas informações relevantes através das obrigações acessórias que precisa passar por eles obrigatoriamente, e eles começaram a tratar esses dados que… aquele over delivery, cara, eu falei: “Meu, por que ninguém nunca fez isso?”. Então, se tudo isso que eu tô falando para vocês, vocês olham pra tua contabilidade e falam: “Não, não tô enxergando que eles estão fazendo algo que o Felipe tá dizendo lá que deveria ser e eu não tô enxergando”, possivelmente você tá precisando de um contador melhor. Então, avalia essa possibilidade, avalia se você tá precisando trocar de contador, avalia a São Lucas. E avalia que cara, às vezes preço não é tudo. E quando eu falo disso, parece que eu estou dizendo que a São Lucas é cara, e não é. Faz um orçamento com os caras, você vai ver, os caras têm preço super justo, cara, super acessível e entrega um serviço de altíssimo nível. Então, tamo junto. Obrigado Lê, obrigado São Lucas pela oportunidade e vamos que vamos. Sucesso.

Vamos lá. Bom, começou falando de uma das coisas que muda a realidade pro e-commerce, né? Que é o tributário, é o fiscal. Isso daí já muda totalmente o jogo. É um BO pro e-commerce, hein? Meu, você é louco, porque é um manicômio tributário esse país aqui que a gente vive. Absurdo, absurdo. E você viu, a São Lucas eles são especializados no digital, cara. Então, eles atendem, assim, eles atendem todos os grandes influencers. Desde Ícaro de Carvalho, O Novo Mercado é deles, Pedro Sobral, para inúmeras personalidades aí. E um monte de e-commerce. A Juliana, da Giuliana Flores, é deles. Caraca! Então os caras são… os caras são monstros, os caras são monstros demais. E então, até não sei como tá a tua contabilidade, mas se precisar, São Lucas, tamos junto. Vai saber.

E Gustavão, cara, obrigado por estar aqui. Eu sei que você mora longe, você mora em Alphaville. Nós estamos gravando aqui no ABC Paulista. Então, você pegou quanto tempo de viagem, cara? Eu vim da Barra Funda, de um dos meus escritórios. Gastei 1 hora e 20, mais ou menos. São Paulo é um caos, um inferno. Então, cara, obrigado por aceitar o convite. Mas antes de eu entrar na seara empreendedora, eu quero conhecer o Gustavinho. Quando você era criança, o que que você queria da vida, bicho? Você sempre quis empreender? Você já tinha essa viagem, “pô, eu quero crescer, eu quero ter empresa”, ou você pensou pelos meios tradicionais? “Ah, eu quero estudar isso, ou ir por esse caminho, eu quero ser tal coisa quando crescer.” Como que foi esse processo aí, cara?

Cara, você já começou chamando pelo meu apelido de infância aí, que era Gustavinho mesmo. E o Gustavinho, ele simplesmente queria uma condição de vida melhor pra família. Então assim, eu não nunca, eu não tenho esse viés empreendedor nem na família e nem próximo. Não teve referência, cara? Não, zero. Caraca. E a única coisa que o Gustavinho queria era ajudar, colaborar dentro de casa. Porque eu nasci numa família, Felipe, que… como a maior parte da população brasileira, vendia o almoço para pagar a janta. Então todos os dias eu via meus pais brigando por causa de boleto, por causa de não conseguir fechar ali o mês. Então eu vi aquilo ali, aquilo ali me incomodava demais, cara, sabe? Então assim, o meu sonho, pô, de criança, era ser programador, que é uma área que eu adoro, inclusive hoje eu tenho uma startup, né, de tecnologia. Mas provavelmente o modelo tradicional que eu seguiria seria de programador, porque o único amigo da família que tinha uma condição de vida boa era programador. Então com 10, 11 anos de idade eu já conseguia programar algumas coisas em .NET, C#. Caraca. Porque eu via no YouTube, começava a copiar, mostrava para ele, porque de fato ele tinha uma condição de vida muito boa e aquilo… e programador ganha bem pra caramba. Você é nerd, bicho? Sou, muito. É mesmo. E agora, do outro lado da mesa, eu sei que eles ganham bem, né? Porque eu tenho que pagar. E ainda mais com o dólar nesse nível, cara, tá difícil competir com os caras lá fora. Muito, muito. Mas era isso. Então tipo assim, eu queria simplesmente uma condição de vida melhor pra minha família, e o empreender foi consequência no meio da jornada aí.

Que você chegou a estudar alguma coisa de faculdade? Não, não. Não fiz. Era uma, foi uma pressão enorme até poucos anos atrás, né, dos meus pais. Porque meus pais não têm faculdade. Então meu pai sonhava para você… Exatamente, meu pai era motorista de caminhão, minha mãe era telemarketing. Eles não fizeram faculdade e é uma pressão da família inteira, do tipo assim: “Pô, a gente já viu onde esse filme dá. Então você tem que fazer faculdade, você tem que seguir o caminho tradicional”. Como foi isso aí, bicho, no fato de não fazer? É cara, foi trazer resultado. Fui empurrando com a barriga com a empresa ali. Tipo, “não, tô empreendendo, não tenho tempo”. De… quantos anos você tem? 24. 24. Você é novo. Então você… então você, com 18 já deveria ter entrado na faculdade. Então você já tinha, você abriu a empresa com quantos anos? 14 anos. Mentira, bicho. Pera. Então vou voltar do começo. Então, cara, você você começou a empreender criança, cara? Exatamente. Como que foi isso aí, cara? Exatamente. Mas foi já na com celular já, já foi? Foi, com 14 anos. Então, eu comecei em 2012, com 13 anos. Eu comecei a fazer vídeo pro YouTube de acessório para celular. Então comecei a monetizar na época que o Google começou a pagar. Então eu falei, “pô, vou começar a trazer dinheiro para dentro de casa para pagar uma conta de luz pelo menos”. E tipo assim, meus pais nunca pediram nada do tipo. Era algo que eu não queria ver eles brigarem, então depois, na terapia, eu fui entender o porquê que eu fiz isso, né? Mas eu comecei fazendo vídeo no YouTube. Comecei a ganhar tipo R$ 150, R$ 200 por mês. Já foi assim um alívio. Naquela época, dinheiro para caramba, aquela época ali. Já foi, tipo, a mudança, ainda mais vindo em dólar. Até chique, né? Receber em dólar. Meu pai tendo que abrir uma conta num banco especial para receber em dólar etc. Então foi, foi bem legal. E ali, desses vídeos que eu fazia no YouTube mostrando acessórios de celular, o pessoal começou a ter interesse ali no YouTube: “Compro, eu quero, onde eu compro?”. E eu comprava isso no AliExpress, que naquela época, estamos falando aí de 2012 para 2013, poucas pessoas conheciam. Hoje em dia tá aberto, mas naquela época era fechado. Exato. E naquela época… hoje em dia é mais barato você comprar o produto aqui, muitos acessórios, do que no AliExpress. Caraca. Hoje mudou esse cenário. Mas naquela época, tipo, um produto que aqui era vendido a R$ 200, eu pagava 50, vendia a 100. Então aquilo ali eu falei: “Pô, tem uma oportunidade aqui. O pessoal…” Você começou a fazer quase que um dropshipping? Eu comecei com dropshipping. Mas você já entregava direto pro cliente ou passava por você? Direto. Eu não tinha… eu não tinha dinheiro, né? Meus pais não tinham dinheiro, e a única coisa que o meu pai tinha era um cartão de crédito com limite por conta do relacionamento com o Itaú e com a Credicard ali de muitos anos. Então ele sempre foi um bom pagador e ele te liberou isso aí. Confiou em você, hein, cara? Daquele jeito, né? Tipo, “meu, vai chegar uma bomba aqui, vai chegar… pô, vamos clonar o cartão. Putz, e agora?”. Eu falei: “Não, vai dar certo, eu vi aqui num fórum que você compra do outro lado do mundo e chega mesmo”. E tipo, o primeiro produto que eu comprei foi uma caneta touch para celular ou tablet, ó, com frete grátis, cara. Dá para acreditar nisso? E chegou. E chegou. 60 dias depois, mas chegou. Porque naquela época demorava muito também para chegar, né? Como que você gerenciava um dropshipping nessa época que o frete demorava tanto, cara? Porque você tá vendendo um acessório para celular, de certa forma. Ah, não era um acessório, não era uma peça de… Não era uma peça ainda, era um acessório, isso que ajudou um pouco. E como tinha uma economia muito grande… porque eu pegava um acessório tipo… não adianta pegar um acessório que… que naquela época todo acessório era caro. Começa por aí. Você não tem, tipo, película de vidro a R$ 10, como é hoje. Película de vidro era R$ 100. Então eu pegava acessórios na casa de 200 e vendia por 100. Então a economia fazia o cara esperar quanto tempo for necessário. Então, muita coisa não chegava, foi uma zona. Imagina, eu com 14 anos, conhecia nada. Mas que da hora, cara. Já comecei… Então, cara, mas então você você já tinha consciência que você tava empreendendo ou não? Não, não tinha. Você tava… você tava correndo atrás do seu, fazendo grana. Exatamente, exatamente. Demorou para eu… Eu sempre tive vontade de ter alguma coisa, empreender em alguma coisa, mas eu nunca chamei isso de empreendedorismo quando era jovem, sabe? Eu acho que é tipo isso, sabe? Eu só… eu ia atrás, mas eu não chamava isso de empreendedor. Eu só fui ter noção que, “pô, eu sou um empresário”, quando eu abri o CNPJ. Abriu oficialmente? Oficialmente. Que foi uns seis meses depois que eu comecei a vender no dropshipping. Porque o dropshipping deu muito certo de imediato. Então, imagina, não tinha um real, meu pai não tinha dinheiro guardado. Com o cartão de crédito a gente comprava, entregava na casa do cliente, mas já recebia o dinheiro antes para pagar a fatura. Caraca. E assim que eu fiz meus primeiros R$ 100, R$ 1.000, 2.000, 5.000, 10.000. E produzindo conteúdo na internet? Aí eu parei. Parou. Aí eu parei porque aí eu fui pro Mercado Livre. Aí eu falei: “Putz, [__] eu tô me matando aqui para gravar vídeo”. Com 14, naquela voz fina fininha. Passava credibilidade? Pelo contrário. Eu sumi da internet porque eu falei: “Pô, o cara vai olhar uma empresa Empório do Celular e o dono tem 14 anos?”. Já era Empório do Celular? Eu comecei com Zoom Importados e aí seis meses depois eu mudei para Empório do Celular. Mas já era acessório para celular. E aí a migração de acessório pra peça foi quando eu quebrei o celular que eu tinha. Um tio meu que trouxe dos Estados Unidos, que ele trabalhava em multinacional. Então ele era empregado, não era empreendedor, mas ele trabalhava lá. Ele foi para os Estados Unidos e trouxe um Nexus 4 para mim de presente. E eu deixei cair. Aquele troço quebrou. Putz, era R$ 2.000 só para arrumar. Eu não tinha… tipo, não tinha 50 contos no banco. Eu falei: “Pô, como que eu vou pagar 2.000?”. E aí eu importei a peça. Gastei R$ 200 no AliExpress, trouxe a peça, arrumei sozinho o meu celular, abri lá com as ferramentas que vieram dos chineses e eu falei: “Opa, pera aí. Aqui tem uma oportunidade, porque se eu ia pagar R$ 2.000 aqui no Brasil em qualquer loja…” Com a experiência ainda do acessório que você já tinha dominado o processo. Aí que eu entendi que eu falei: “Pera aí, acessório, putz, valor agregado baixo”. Não tinha esse pensamento com esses nomes assim, né? Mas eu tinha um pensamento: “Pô, acessório, legal. Mas pô, peça de celular é mais, é mais caro, então vou faturar mais, eu vou ganhar mais”. Eu imaginei. Necessidade. Compra por necessidade. Não pensei nada disso na época, nada. Sendo bem sincero. Sendo bem sincero, a única coisa é que, tipo assim, a peça do celular é 200 e o acessório era 100. Então eu falei: “[], vou faturar mais, vou ganhar mais”. A gente sabe que não é bem assim, né? Quanto mais você vende, não significa que você ganha mais. Como funciona, cara? Assim, da minha visão, eu vejo um mercado muito complexo, porque são 300 celulares e 300 peças. Então, tem SKU para um []. Eu fico pensando assim: nossa, como que inicia isso? Então, muitas das coisas que eu vou fazer aqui são perguntas genuínas mesmo que eu tenho. Como que você gerencia tudo isso? Mas assim, antes de entrar em como você gerencia isso hoje, eu vou entrar na peça. Como que você disponibilizou isso na internet? Você pegou todas as peças do celular e cadastrou um a um no Mercado Livre? Como que foi isso aí? Como que você, no alto dos seus 14 anos, migrando pra peça… como que foi isso aí?

Cara, quando eu migrei pra peça, tinha um valor agregado maior mesmo e era… então, aquele produto que vinha via dropshipping que acabava não entregando, eu tinha que devolver o dinheiro, etc. O risco começou a ficar um pouco mais alto e eu falei: “Não, pera aí, vou ter que trabalhar com estoque, porque tem muita demanda”. Todo mundo queria, era algo assim, absurdo a demanda. Você trazia do AliExpress e fazia? Do AliExpress, e comecei a fazer um estoquezinho já. Então isso foi, tipo… Caraca, isso mudou ali para, tipo, cinco meses, para seis meses, pouco antes de abrir o CNPJ. Caraca, você tem uma visão [__], hein, mano? Ah, porque não ia perder dinheiro, cara. Não tinha dinheiro. 14 anos de idade, bicho. Não tinha dinheiro, então tinha que, tipo, otimizar o pouco que eu tinha. Então eu não consegui sair vendendo tudo. Tipo, você falou: “Pô, vou anunciar tudo”. Não, você escolheu alguns itens. Eu lembro até hoje. Escolhi a do Nexus 4, que era o meu próprio celular, que eu tinha feito um vídeo no YouTube. Pingava gente querendo todo dia. E você já tinha testado, tava funcionando. Já tinha testado, funcionava. E o Moto G2, na época que tava… Nexus 4 é o quê? LG? LG. Nem existe mais nada, mas era o Nexus 4. E o Moto G2 da Motorola. O que que era? Tela? Tela. Você colocou dois produtos no mercado. Dois produtos. E aí, tipo, ali já decolou de vender, cara. Caraca, bicho. Comecei a vender muito e aí, tipo: “Pô, agora não dá mais espaço aí. Deixa eu chamar um amigo da escola”. Eu chamei um amigo da escola e minha rotina era a mesma, todo santo dia. Que era… Você estudava ainda? Estudava. Então eu estudava de manhã, acordava umas 5:30, ia pra escola, chegava às 13, comia algo correndo. Ficava eu e esse meu amigo, eu pagava R$ 500 para ele. Era meu melhor amigo da escola. É meu braço direito até hoje. 10 anos depois. É mesmo? Que legal, bicho! Né? Sócio meu em outros projetos, até. Que legal! []. E aí a gente ficava lá das 13:30 até umas 17, numa loucura, respondendo 300 e-mails, pergunta, embalando ali todas as caixas no meu quarto. Eu trancava a porta. Tem um irmão, tem um irmão pequeno, né? E eu trancava a porta para ele não atrapalhar. Fazia todas as caixas, colocava na mochila e ia de bicicleta levar nos correios. Então eu e ele todo santo dia. Faça sol, faça chuva, podia tá caindo o mundo, a gente ia. E aí depois, a parte da noite, eu fazia toda a parte de gestão ali dos anúncios, olhava, etc. E a madrugada eu fazia as compras. Então eu ficava da 1 até umas 3 da manhã fazendo tudo. Eu falava um pouco de inglês bem já. E aí eu ficava ali no AliExpress negociando, trocando ideia, fazendo novas compras, ligando para a Credicard para pedir mais limite de madrugada. Caraca! Eu ia dormir às três para acordar às cinco de novo. Então era bem cansativo. E quando que você começou? Com quantos anos, né? Na verdade, com seis meses você abriu seu CNPJ? Seis meses. Aí você abriu no nome do seu pai? Abri no nome do meu pai. A conta do Mercado Livre já era no nome do meu pai na pessoa física, pra receber a grana. Mas quando que você viu que “[] isso dá dinheiro de verdade”? Porque assim, dinheiro para moleque de 14 anos, qualquer dinheiro é dinheiro. Lembra dos R$ 200 que você falou, já era dinheiro. Mas quando você falou: “Caraca, bicho, isso aqui vai virar, vai mudar a minha vida e a vida da minha família assim”? Em que momento teve essa virada de chave? Ou você só foi vivendo? Foi justamente quando eu decidi abrir o CNPJ. Porque abrir o CNPJ foi um… foi tipo uma quebra de paradigma na família, gigante, gigante. Imagina, tipo, eu abri um CNPJ com 14 anos, tipo, alugar uma sala comercial que ia custar R$ 600 por mês, com 14 anos. Exatamente. Foram seis meses depois. Caraca, bicho, que legal! Foi nesse momento. Os pais foram corajosos. Não, mas ponta firme. Eu faria isso com meu filho agora. Claro, com essa referência empreendedora, se meu filho quiser empreender, eu vou, falo: “Bora filho, vai para cima”. É, mas assim, um pai caminhoneiro, uma mãe de telemarketing, e fala: “Tá bom filho, vai lá, meu nome”. Eles me acompanharam muito nesse… tipo, todo dia ali compartilhava. E aí tipo, deu seis meses, a gente conseguiu acumular no Mercado Pago lá, acho que tinha uns R$ 20 e poucos mil. Foi o que nesses seis meses assim eu construí. Aí foi aquele momento que eu decidi. Eu falei: “Pô”. Você mostrou para eles resultado. Dinheiro, né? O dinheiro não caía na conta. Que tem um negócio que eu fui aprender que chama fluxo de caixa. Aí você começa a ver que você tem que pagar as contas e o dinheiro tá lá para você receber. É seu, um dia você vai receber, né? Mas não tá na frente. Mas assim, eu vi que era meu, tava lá. Meu pai viu aquilo. Eu falei: “Não, vou alugar uma sala, vou abrir um CNPJ”. O Mercado Livre começou a exigir depois de um tempo também com o volume, etc. E aí dali em diante foram mais 9 anos e meio até hoje, né? Quase 10 anos no total que a gente, que abriu o CNPJ. Top.

E como que foi essa trajetória de crescimento? Hoje… hoje… explica, na verdade, só para eu… para eu agora entendi o ponto inicial. Hoje você é líder de mercado no Mercado Livre. De acessórios de celular? De todos os acessórios. Peça. Peça. A gente entrou no nicho de peça. Aí de peça, vocês são peça de reposição. Então cara, se eu entrar no Mercado Livre, se quebrar a tela do meu iPhone aqui e eu entrar lá, possivelmente eu caio com vocês. Com certeza você vai cair com a gente. Nós somos a única loja oficial no Mercado Livre dentro desse segmento. Caraca! Em 2021 eu ganhei o prêmio do Empreendedor do Ano pelo Mercado Livre, estive com o presidente do Mercado Livre e etc. E a gente tem um… tem um orgulho muito bacana do que a gente construiu no mercado. Então você é a única loja oficial de peça de reposição de celular, celular e tablet. Exatamente. Porque a gente regular… a gente formalizou esse mercado. Era um mercado muito cinza, produto sem nota fiscal, Paraguai, coisa pirata, exatamente. Então, por isso que a gente conseguiu tudo isso. Foram muitas conquistas nesses 10 anos. É, são 10 anos trabalhando. Foram 10 anos, não foi da noite pro dia. E hoje nós somos hoje a maior distribuidora de peça para celular, seja no B2C. Então, pelo Mercado Livre, que é nosso maior canal de venda online… então, B2C, para quem não sabe, é Business to Consumer, né? Então, cliente final. A Dona Maria quebrou o celular, ela entra no Mercado Livre, tela. E cara, quando eu passo essa informação que o B2C é correspondente a 50% do nosso faturamento… Caraca! A pessoa não acredita. Mas como que ele troca? Porque nós criamos lá atrás… Porque como que o Gustavinho trocou a tela do celular dele? Não foi com uma ferramenta que ele mandou? Hoje eu trago contêineres e contêineres de ferramentas. Caraca! Mando como brinde. Todas as peças. Não importa se é um botão que custa R$ 2 ou uma tela de R$ 2.000, eu mando as ferramentas e uma plataforma online nossa de do it yourself, que é um movimento muito famoso lá nos Estados Unidos, na Europa, que eu “faça você mesmo”. Então eu ensino o cara passo a passo que parafuso ele tira, qual p… conteúdo próprio nosso. Caraca, bicho, tá. Na época não era isso, era vídeo do YouTube que a gente pegava e mandava. Mas sempre teve o “faça você mesmo”. Era esse que era o diferencial. Então tipo, Felipe, você já abriu um celular? Nunca abri. Se você… eu costumo dizer que tem dois públicos: o público com tempo e sem dinheiro e o público sem tempo e com dinheiro. [__]. Então, o cara que ele pode pagar, ele leva numa assistência, ele vai pagar o dobro, ele não tem tempo e beleza, já era. Agora tem o cara que tem tempo sobrando e não tem dinheiro e quer economizar. Caraca, legal essa, legal isso que você falou, hein. A gente entendeu esse público mapeando, sabe? Mas cara, todo segmento vai ter isso. Todo se resume… todo segmento se resume a isso. O cara com tempo e sem dinheiro. Exatamente. Tá ferrado, coitado, vai ter que fazer, aqueles R$ 80 que ele vai economizar valeu muito para ele, muito. E tem o cara que… é igual, é igual eu comprando, trocando de carro. Cara, quando eu vou trocar de carro, eu chego no meu mecânico e falo: “Cara, eu quero um carro mais ou menos assim, vende o meu, compra o meu e compra um novo e me traz”. Então isso, não compro e vendo. Agora, e se der um pau no seu carro, você vai querer arrumar o seu carro ou você vai… “Meu, nossa, passa pra frente. Vai, vamos embora, cara, é isso”. Você não tem tempo para perder. Exatamente, o custo de oportunidade. Chega um momento que você não pode perder… a gente tava conversando disso sobre secretária, exatamente, antes de começar o podcast. Que cara, ah, liga para remarcar voo, essas coisas aí. Cara, não dá pra perder tempo. Chega um momento que você não pode mais perder tempo com isso. É você entender, assim, quanto que vale o seu tempo. E não que, tipo, não é nem menosprezando quem tem tempo, mas é que no momento, o cara… uma vida muito corrida. É, no momento, o cara tem tempo. No momento, o cara pode… o mesmo cara pode não ter tempo dois meses depois. Então, é entender isso. A hora que eu tiver tempo, eu vou preferir responder os meus e-mails atrasados do que ir atrás de um exame. Então, deixa alguém ir atrás do exame para mim, porque esse e-mail vale muito mais dinheiro para mim. Eu pago, às vezes, a resposta desse e-mail no timing certo, paga um ano dessa secretária. E às vezes você fala: “Ah, mas você fica 100% do tempo trabalhando?”. Tá, mas às vezes, quando eu tiver tempo para descansar, o tempo de descanso empreendedor é fundamental, vale muito mais a pena para você tá com a cabeça fria enquanto outras pessoas resolvem para você os BOs cotidianos. Tô 100% de acordo com isso. Esse é meu pensamento.

Então, cara, legal você ter mapeado isso aí. Porque é… você vende então 50% B2C e 50% B2B. B2B. Então, pro cara que tem dinheiro e não tem tempo, você tá vendendo através de um distribuidor, uma concessionária lá que conserta o celular. Não sei, uma assistência técnica. Distribuidor, revendedor, assistência técnica. E pra Dona Maria que tem tempo e não tem dinheiro, ela vai lá, compra no Mercado Livre e você ensina ela a trocar tela. Exatamente. E ela recebe ainda no mesmo dia esse BO. Bicho, você amarrou muito muito bem as duas pontas. Cara, e você foi por um caminho difícil, porque normalmente… Eu também não conheço bem teu mercado, mas normalmente eu não pensaria dessa forma. Eu iria, ah, ou B2B ou B2C, aonde eu vou me especializar. Isso é uma das coisas que todo mundo faz. Normalmente acontece isso com quase todos os segmentos, quase todo mundo. Porque é muito difícil atender o B2B e o B2C ao mesmo tempo. E aí você me pergunta: “Você pensou nisso?”. Não, só fui. Só fui. Tipo, comecei a vender no B2C, o B2B começou a querer comprar, comecei a atender os dois e depois mapeando com a equipe de marketing, etc. Aí eu fui entender o nosso público e o porquê dá certo no nosso negócio e por que não daria em outro. Porque nos outros, vão ter uma cadeia de produção. Então existe o fabricante, existe o distribuidor, existe o revendedor e existe o consumidor final. E aí, nós estamos vivendo aqui uma revolução na parte de e-commerce, que muitos fabricantes estão indo direto até o consumidor final, ou então o distribuidor tá indo. E tá sendo raro você ter o revendedor ainda nessa cadeia, que acaba encarecendo o produto, total. Mas hoje eu entendi isso, né? Legal. Bicho, não entendia nada. E como que funciona hoje? 50% do seu faturamento é B2C de Mercado Livre? Sim. 100% Mercado Livre e e-commerce. 49% é Mercado Livre, 1% e-commerce, loja física que a gente tem. E como que funciona o B2B? Não é via Mercado Livre? Ou é também? Não, não é via Mercado Livre. Eu tenho um setor comercial que faz toda toda essa aquisição de clientes, vai atrás, faz a prospecção e depois… É tipo um gerente de conta. Você tem, você tem dois modelos de negócio, cara. Na empresa, três, né, com a loja física dá três. Né? Então, tem loja física também. Loja física, aonde você tem loja física? Na Barra Funda. Frente pro Parque de Água Branca, ali no na Francisco Matarazzo. Ah, sei. Pô, que legal, cara. Caraca, bicho. Legal. A gestão é complexa. Um ecossistema. Depois que você, depois que você começa a, depois que você estrutura, o difícil não é operar. O difícil é estruturar, porque a operação, quando tá redonda, vai. Mas a estruturação disso aí é complexa. Quantos SKUs você tem, cara? Hoje a gente deve tá chegando perto aí de quase 900 SKUs. [__] que pariu. Tá. Mas isso é justamente algo que quase me quebrou lá… que você tá… eu lição estocástica e faz todo… Exatamente. E aí isso começa lá do outro lado do mundo, e aí eu tenho aéreo e marítimo. Então bateria tem que vir marítimo, aéreo vêm as as os LCDs, que a gente chama, peças menores. Então, é uma logística complexa, cara, chata. Mas isso quase me quebrou lá atrás, porque eu queria abraçar o mundo e eu não tinha dinheiro. Eu não entendia que, tipo, para vender mais eu precisava ter mais dinheiro também. De capital, todo o fluxo de caixa. Exato, exato.

Tem muita gente que, crescendo, quebra. Exatamente. Eu acho que um um case aqui, muito embora a gente vá falar das dificuldades, que nem tudo é flores, né? Você sabe que empreender é uma uma montanha russa do caramba. Mas um case emblemático pra gente falar, já que você falou de SKU, é o seguinte: lá em 2014, mais ou menos, logo no primeiro ano, eu tava vendendo R$ 100.000 por mês, tá? Eu vendia R$ 100.000 por mês. Eu tinha 30 e poucos SKUs. Caraca. Tudo importado da China. Chegava a importação, durava uma semana, acabava o estoque de tudo. Eu ficava as outras três semanas com despesa e sem ter o que vender. E cliente B2B: “Ah, acabou o abastecimento”. Aquele problema. Eu olhei o meu concorrente lá no Mercado Livre, ele tinha sete anúncios. Eu tinha 37, vendendo 100.000. Ele tinha sete anúncios, vendendo 700.000 por mês. Caraca, bicho. Aquilo ali foi um divisor de águas para mim. Você entendeu. Entendeu o jogo. Falei: “Cara, pra que… eu não tenho dinheiro, eu tô tentando vender 30 e poucos produtos. Não, pera aí. Eu não conseguia fazer gestão de nada. O meu controle de estoque era uma bagunça, eu não tinha dinheiro para comprar. Tinha produto que eu comprava pouco, pagava caro depois para revender aqui, era um inferno. Aí questão cambial também. Exatamente. Eu falei: “Não, pera aí. Reduzir pros mesmos sete que aquele concorrente”. E foi assim que eu consegui crescer. Porque eu entendi que quem faz tudo não faz nada. Não faz nada. Tanto que hoje, qual lugar… a primeira marca que eu me especializei e fui referência é Apple, para iPhone. Porque se eu tentasse fazer Ah, Motorola, Samsung, LG, eu ia quebrar, ia ficar louco. E aí depois de um tempo que a gente foi aumentando o portfólio. Até hoje eu tô aumentando o portfólio. Hoje você eh atende todas as marcas? 80% das marcas. Até hoje eu tô aumentando o portfólio. Eu poderia estar com um portfólio de 3.000, 4.000 SKUs. Você já mapeou quatro mil. [] que pariu. Quatro mil SKUs. Bicho, eu entendo tipo, a minha limitação, eu entendo o momento que eu estou e aquela questão de 80 a 20, né? Sim, é, no final sempre vai bater em Pareto e não vale a pena os 20. Exatamente. É, não vale a pena os 80 muitas vezes, na verdade. Você já fez Matriz BCG lá na tua empresa? Cara, depois faz, cara. Pô, eu fiz esses dias na minha empresa. Muito legal esse negócio de você entender o… tipo, é o pão da padaria. Você postou isso, não postou? Postei. Eu vi isso aí. O pão da padaria. Eu tava vendo, quem quem me explicou aqui foi o Ricardo. Ele tava, ele deu exemplo de uma padaria e ele tava falando que o pão da padaria não dá tanto dinheiro para eles. Por isso que normalmente o pão da padaria tá do lado inverso da entrada e com um monte de, uma esteira de produtos para te convencer a comprar aquele pãozinho doce, aquelas coisas. Mas o pão da padaria é o que faz a padaria acontecer muitas vezes, atrair cliente e tudo mais. Então, tem produto que você tem que vender, tem que estar no portfólio, e que quando você é… individualiza ele, você fala: “Meu, mas ele não dá lucro. Não vale a pena dar maior BO ficar fazendo isso aqui.” Mas se a padaria tirar o pão, ela perde a sua a sua essência. E aí ela não vai talvez vender um bolo, ou vender um pedaço de pizza no balcão, ou uma Coca-Cola que o cara pega, ou um doce que, no final, é o chamariz. Chamariz ali. Então, esse esse… porque quando você, pelo menos eu eu sou… eu quando eu comecei a entender um pouco de dados assim na empresa. Sempre fui um cara também muito igual a você assim, “vamos fazer, depois eu eu nem sabia porque eu tava fazendo, só fui, só fui fazendo”. Essa é a pior coisa que pode acontecer. Pior coisa. Você vai crescendo, você vai crescendo de forma desordenada. E sabe o que é o o maluco? Quando você faz assim, e e e vai por esse caminho, dá certo também. Assim, vai batendo cabeça, mas dá certo. Você tá aí, até hoje eu tô vivo aqui também. E aí você fala: “Meu, tô crescendo”. Aí aí entra dinheiro, você gira bastante dinheiro, você fatura bem. Você fala: “Meu, tô no caminho certo”. Porque você tem, eh, coisas que vão te amparando. Quando, meu, você vendeu 100 pau… o que que era para esse menino de 15, 16 anos vender 100 conto? Você fala: “Cara, tá dando certo. É, tô no caminho certo. 100 pau no mês, bora”. Só que mal você sabia que aquilo lá tava virando quase que um jacaré de boca aberta, que você foi entrando. Quando você foi ver, você já tava dentro da boca dele. Eh, isso aconteceu muito comigo também. Fui fui crescendo de forma desordenada. Quando eu comecei a passar apuros e comecei a entender sobre um pouco, um pouco mais sobre gestão, porque foi, não foi porque eu quis, foi porque eu fui obrigado. Ou eu ia, ou eu morria. Exatamente, né? E aí eu comecei a entender um pouco de gestão. Eu tive um efeito pêndulo. Eu sempre, na verdade, a vida inteira a gente passa por efeitos pêndulo. Então eu era um cara extremamente desorganizado que só pegava, tinha ideia e fazia. E aí eu descobri que não dava, e aí que não dava para para ser assim. E aí eu comecei a ser um cara extremamente metódico. “Eu quero saber tudo, eu quero controlar 100% das variáveis. Não, não, não, não, pera aí, isso aqui não tá mapeado, então pera não vamos tomar decisão”. E aí eu comecei a deixar de fazer. Exato, comecei a deixar de fazer, comecei eh eh demorar pra tomar decisão. E que pro empreendedor também você tem que jogar com aquele 80% de certeza, mas os 20% tem que ser risco, cara, tem que ser faro empreendedor. Só que aí eu fiquei muito metódico: “Não, eu quero ter 100% das variáveis. Deixa eu ver quanto que custa. Ah, mas mais ou menos? Não, mais ou menos não, tem que ser na cabeça.” E aí, e aí comecei a a ficar nessa nessa pilha, até que eu comecei a organizar melhor. Mas cara, eu eu vejo você falando da da tua trajetória, a impressão que eu tenho é que você foi um cara muito, ainda ainda que cara, você tem 24 anos, eh, eu sou 10 anos mais mais velho que você. Eu com 24 anos, eu tinha um ano de empreendedorismo, bicho. Você tá muito avançado, eu vejo o jeito que você gerencia, eu vejo o tamanho da tua empresa e tudo mais. Mas o jeito que você gerencia tua empresa, a tua maturidade empreendedora… eu falo que eu pelo Além do CNPJ olho lá o meu público, tem cara de 70 anos que não sabe… de 80 anos, de 60 anos, 50 anos, empreendedor há anos, há anos, há anos, que eles fazem 1 terço do que eu faço em termos de gestão. Você tá com 24, bicho. Como que foi essa sua… você cresceu, você tem potencial, tua empresa é [] top. Mas como que foi a profissionalização? Foi no “Putz, eu vou lá estudar por conta própria” ou se foi com consultoria que você… ou com contratação de funcionário eh bom de mercado que veio e naturalmente, como o funcionário te, praticamente te deu uma consultoria? Como que foi esse processo de profissionalização? Porque cara, abrir escritório… Eu já vou entrar nessa nesse mérito que eu tô curioso também. Abrir escritório em Hong Kong, importação, eu sou do ramo de comércio exterior, empreendi… eu eu estudei comércio exterior e comecei a trabalhar em comércio exterior. É um BO cara, se você compra no timing errado, você já já já importou com peça, câmbio com câmbio mais caro, aí você já… aí quando a peça chega, chega, você já tá com uma concorrência defasada, porque você já comprou caro, já tá com problema, né? Exato. Aí você tem que… [] [] é um é um BO. Como que foi todo esse processo? Como que você profissionalizou isso? Você fala de DRE muito bem, eu vejo o jeito que você gerencia teu negócio. Como que você aprendeu tudo isso?

Foi nenhuma dessas opções que você deu. Nenhuma. Foi errando. E errando muito feio. Eu cheguei a ter uma dívida de R$ 4 milhões de reais negativo. Não acredito. Se eu fechasse a minha empresa, eu estaria devendo 4 milhões de reais. Me conta essa história aí. Que época que foi? Todas, eu começo do começo até 3 anos atrás. Mentira, mano. Eu ganho dinheiro pra… você fala assim: “Putz, o Gustavo conquistou os sonhos dele”. Conquistei. Hoje… eu tava numa palestra do Roberto Shinyashiki no final do ano passado. Eu nem sabia quem era, um amigo meu me convidou para ir, que era sócio, etc. Falei: “Cara, vou lá”. E ele fez uma pergunta, ele falou: “Cara, todo mundo olha para cima, fecha os olhos e imagina você vivendo a vida dos seus sonhos”. Foi naquele momento que eu me dei conta que eu tô, eu tava vivendo a vida dos meus sonhos e estou hoje. Eu não tinha me dado conta na correria e tudo aconteceu rápido. Eu não tinha me dado conta. Tudo que eu sonhei, eu conquistei hoje. Mas de 3 anos para cá, porque os outros 7 anos foi só BO, foi só BO. Então, foi errando muito, cara. Ó, a primeira vez que eu descobri que eu tava no fundo do poço foi em dezembro, 29 de Dezembro de 2017. Eu tenho esse DRE lá, não era nem um DRE, era um um consolidado no Excel. Eu tinha um consolidado no Excel que eu descobri que eu cheguei no número que eu tanto buscava. Que o número que eu tinha, todo empreendedor tem um número na cabeça, o número é o meu número era 500, meio milhão. Porque era o valor do apartamento lá em Pirituba que, onde eu morava com meus pais. Eu morava na casa de, não era aluguel, morava na casa de favor, na casa dos meus avós, a gente morava na casa de baixo. E aí o o sonho dos meus pais era ter a casa própria, que eu acho que é o sonho da maior parte da população brasileira. Beleza, o meu número era meio milhão. Eu cheguei nesse número negativo. Só que eu errei a o símbolo ali, era só só isso. Só errei o símbolo. Meio milhão negativo. E ali foi a primeira vez que eu… Você tava com quantos anos, isso aí? Isso foi em 2000 e, ah, vamos lá, 2000 e, de 2017. 2017. Então foi com 6 anos atrás. 18 anos. Caraca. Você atingiu a a maioridade com com meia milha. 2017 com meia milha negativo. Meia milha. E até então não tinha tirado R$ 1 real do bolso. Só, só que, só que detalhe: 2017 eu faturei R$ 3 milhões de reais. Nossa, bicho. R$ 3 milhões de reais. E no final do ano, no último dia, eu fui descobrir que que aquela última semana de dezembro pro ali pro Ano Novo é a semana mais cara para viajar. Não tinha dinheiro, não ia viajar. E a semana que tudo para. Fica tranquilo. Então, pô, já tinha ali, na época, quase 30 funcionários, o pessoal também já tudo… Com 18 anos. Com 18 anos, o pessoal já já já tava ali de férias, etc. Eu falei: “Meu, deixa eu ver como que tá a empresa”. Na hora que eu fiz o consolidado, eu tive essa surpresa. Então foi assim que eu me profissionalizei. Porque de meio milhão, eu falei: “Não, pera aí, que eu vou ter que dar a volta por cima”. Porque na verdade não é que, tipo, eu não sabia fazer conta, vendi 3 milhões e fiquei com prejuízo. Uhum. Não. Que empreender é um negócio de outro mundo, você começa a ter variáveis que você não fazia ideia. E eu não fazia aquele DRE mensalmente, nem trimestralmente, eu fazia anualmente. E a última vez que que é o que a contabilidade muitas vezes faz pro governo. E a última vez que eu tinha feito foi Janeiro de 2016. Janeiro de 2016. Sabe quanto que eu tinha de capital na hora que eu fiz esse fechamento? R$ 1.200.000. Nossa, cara. Então, do zero, em três anos, de 2013 até 2016, eu conquistei. Não tirei R$ 1 real na pessoa física porque o fluxo de caixa não permite. Mas foi construindo. Mas o capital da empresa, ou seja, o patrimonial da empresa, estava em R$ 1 milhão. 1 milhão e duzentos. E nesses dois anos eu nunca mais fiz isso. Porque eu comecei a crescer de uma sala comercial, fui pras duas, fui pra três, fui para quatro, fui pro galpão embaixo, montei minha primeira loja física no bairro da Lapa, comecei a crescer, 30 funcionários, etc. Até que, o que aconteceu hoje? Hoje não, mas há um bom tempo que eu entendi o que aconteceu. A minha despesa é, ela ficou maior que o meu lucro bruto. Porque você não usa seu capital para pagar a despesa. Você usa seu lucro bruto, que é margem de contribuição ali no mês. Conte. E a minha despesa ficou maior. Mas por que que ela ficou maior? Porque eu achava que a minha margem de contribuição era de 30%. Por que que eu achava? Porque eu precificava ali na hora, de jeito antigo, precificava. Só que eu precificava antes da venda, eu não via o depois, eu não fazia um espelho que é você chegar na margem de contribuição, fazer o DRE e tudo certinho. Caraca. Então precificava: “Pô, eu eu vendi ali R$ 1 milhão e oitenta mil por mês naquela época”. Eu falei: “Pô, deixa eu, se eu se eu se eu faço 30, 30% dá tipo 300.000 de de lucro bruto por mês, minha despesa pode ser quanto? 300.000”. 300.000. Porque eu não tinha interesse naquela época de tipo: “Pô, pera aí, eu, deixa eu”. Fiquei de de ficar rico, você tava querendo quer crescer a empresa. Tava, eu tava muito animado com tudo que tava acontecendo, todo esse crescimento. Então, imagina, pô, três anos tá faturando mais de 1 milhão por mês. E aí eu comecei a crescer, crescer, crescer despesa, despesa, despesa. Quando eu vi, perdeu a mão. Mas o que aconteceu? Perdeu a mão da do custo fixo assim de olhar a despesa da tua empresa. Você foi… Então eu sabia que a despesa tava em 300.000 e eu achava que meu lucro bruto era 300. Falei: “Bom, tá batendo”. Mas mas aí você… mas você não perdeu a mão, você tava controlando, só que de forma errada. Só que tava errado. Tipo, eu não tive tempo. Perdi a mão acho que eu não tive tempo. Que é essa a desculpa, porque tempo é relativo, né? Todo mundo tem tempo. Não, mas eu entendo você completamente. Você que não põe ali, eu tava de saco cheio de, tipo, ir dormir 3 horas da manhã, acordar cedo e trabalhar pra [] tudo as responsabilidades, já muitos anos, eu falei: “Meu, já ganhei 1 milhão e duzentos, eu já aprendi a fazer, tá tudo bem”. Dei aquela relaxada, mano. Toque de Midas. Eu falo isso, cara. Eu [] mano. Caraca, bicho. É, se a vida empreendedora é muito parecida, muito cara. Eu tive exatamente essa, esse negócio, cara, toque de Midas. Sim. Toque. Sabe? Onde você toca vira ouro. Você acha que você descobriu: “Ah, mapeei a fórmula agora, bicho. Já sei”. Aí você fica é, orgulhoso, né? Presunçoso, às vezes, e começa a ter ponto cego que vai te passar rasteira. Exatamente. Foram dois anos nisso, até eu ver que eu tava meio milhão negativo. Caraca. Aí dali, realmente a minha vida mudou. Que você perguntou: “Como que você se profissionalizou?”. Aí eu comecei a correr atrás. Você chegou, você chegou a 4 milhões? Cheguei a 4 milhões. Porque é aquele negócio, o empreendedor, quando ele chega nesse, nesse buraco, eu não tinha o que fazer. Como que eu ia pagar meio milhão negativo? Continuar trabalhando. Eu falei: “Meu, o meio milhão… uma coisa que eu aprendi é que o buraco só aparece se você para. Exato. Porque se você continua vendendo, se você continua pagando, você vai estar devendo para um fornecedor aqui, um ali, mas você vai, você tá girando e ninguém vê o buraco”. Gira, gira, você vai pedalando. Então eu fui fui indo. E aí, tipo, invés de eu buscar ajuda, eu tinha medo de buscar ajuda, de ser caro e eu não ia ter como pagar, eu tinha medo que a parte minha fiscal não tava bonitinho, tinha umas coisas erradas ali ainda porque pra consultoria ter que mostrar. E aí eu fui. Falei: “Não, beleza, então pera aí, deixa eu abrir um outro fornecedor. Com o crédito desse, eu pago esse, e no final vai dar”. Resumindo, uma bola de neve. Eu vejo todo mundo fazer isso hoje. E aí, tipo, de meio milhão, foi para 2 milhões negativo. Nossa. Não aprendi, foi para 4 milhões negativo. Deixa eu entender esse negativo. Esse negativo é o quê? É de Ebitda negativo? É de patrimonial negativo? Patrimonial negativo. Tá, mas tava girando. Tava girando, fluxo de caixa tava bem, mais ou menos. Tava devendo para fornecedor. E aí eu abria outro para não ter que, porque um, ele ia parar de vender, de aí já chegou no crédito. Bora não, já ia abrir a outro. Então era isso, legal. E comprar da China. Cara, eu não sei como que é para você, mas a referência que eu tenho de comprar da China é antecipado. Você compra antecipado. Então comprava lá no começo. Mas aí como a gente começou a fazer relacionamento, começou a crescer e etc, sempre tipo assim, toda a compra grande desde que eu existo foi com crédito. Tinha dinheiro? Não tinha grana. Então era o antecipado era no cartão de crédito na época. Que aí pro chinês era antecipado. Eu fiz um relacionamento ali etc e comecei a ter crédito. Então foi assim que eu me profission… assim que você…

Cara, olhando a tua trajetória, a gente empreende eh por mais que a gente tem 10 anos de diferença eh a gente empreende quase ao mesmo tempo. Você empreende há 10 anos, eu empreendo há 11 ou 12 anos. É muito parecido e cara eh existem vídeos, vários vídeos meus gravados que vão eh não me deixar mentir o que eu vou falar aqui. Mas é porque é muito semelhante. Eu digo exatamente isso. E ao mesmo tempo eh 7 anos da minha vida empreendendo, cara, foi batendo cabeça. Aí ó, será que é um número mágico? Deve ser um número mágico. Deve ser um número mágico, sete anos. Mano, não vamos falar isso, não vai desanimar quem tá assistindo, o cara falar: “Pô, tô com ano e meio”. Porque, mano, foi 7 anos me debatendo na água, crescendo a empresa, girando dinheiro. Já cheguei a faturar cara, sei lá, lembrando Multipainel, cheguei a faturar [__] 5 milha no ano, 5 milha no ano e não via, mas sobrava dinheiro. Gustavo falava: “Caraca, mano, o que que tá acontecendo com a minha vida? Por que que eu, e assim vendendo bem, e eu não tinha…”. Só que eu não sabia o que era DRE. Eu demorei para descobrir o DRE. Exatamente igual eu demorei, cara, nossa cara. E eu não tinha noção, sabe? Eu gerenciava a empresa por fluxo de caixa, que é o que todo mundo acha que normalmente faz. Tem dinheiro na conta, acha que tá tá tudo certo. Exato. Eu gerenciava, eu gerenciei muito tempo assim minha empresa. Ó, eu tinha o Conta Azul. Uhum. O Conta Azul lá quando você tem o o contas a receber e o contas a pagar. Uhum. Então você quando você registra qualquer lançamento a entrar ou a sair eh quando você clicava lá no contas eh contas, ele mesclava o contas a receber e contas a pagar, fazia um extrato futuro e aí ele mostrava: isso vai entrar, vai ficar tanto, hoje você tem tanto no banco. Isso vai entrar, vai ficar tanto. Isso vai sair, vai ficar tanto. Isso vai entrar, vai ficar tanto. Eu, muito tempo da minha vida empreendedora, eu fiz isso. Eu clicava lá no contas do Conta Azul, eu via quanto tinha de dinheiro, eu olhava o saldo de todos os lançamentos futuros, ia descendo até ver onde dava o dinheiro, normalmente dava 22, 25 dias. E aí eu falava: “Tá, tá, tá, tá, tá, beleza, então fechou. Tenho 25 dias”. Era isso. E aí eu falava: “Trabalhar, bora trabalhar”. Mas tá na frente da maior parte do pessoal, que eu não tinha nem isso. Exato, cara. Naquela época eu ensinei muitos amigos empreendedores, fornecedores, a falavam: “Cara, como que você gere tua empresa?”. “Ah, faço de qualquer… bicho, deixa eu te ensinar um negócio”. Aí eu ensinava isso. Eu já achando que era o suprassumo. Porque eu eu tinha uma, querendo ou não, por mais que tava errado, tava funcionando. Então eu não tava ganhando dinheiro, mas eu tava conseguindo girar, pedalando às vezes fornecedor. Eu não sabia se se o lucro, se o mês foi bom, se o mês foi ruim. Eu não tinha nenhuma visão e por isso que eu eu só trabalhava muito e não ganhava dinheiro. Mas tava lá funcionando, a empresa foi crescendo, foi crescendo. E aí o que é legal também, a ignorância de certa forma é um pouco boa em algum momento, né? A ignorância, ela é confortável em de certa forma, porque se em algum momento lá atrás tivesse chegado em mim e falado: “Ó, funciona assim, assim, assado. Você tem que ver qual é a competência da tua empresa para ver se você tá dando lucro. Porque aí, se você tiver dando lucro no teu fluxo de caixa, em algum momento financeiramente isso vai se reverter e etc, etc, etc”. E e me elucidasse, me escancarasse a realidade, talvez ali eu ficaria desesperado e falaria: “Isso aqui não é para mim” ou “Essa empresa ou esse negócio não é bom”, sabe, porque não tava dando lucro e tudo mais. Então automaticamente, a minha ignorância fez eu ir simplesmente girando muito dinheiro, mesmo não ganhando, não desistir. Desistiu.

E aí quando chegou a hora de “Putz, deixa eu profissionalizar” e alguém foi lá e me explicou como aquilo funcionava, demorou uns seis a seis meses a um ano até eu arrumar tudo. Porque assim, implementar DRE foi fácil. Só que aí eu tinha dívidas, eu tinha ainda muita coisa que eu usava meu cartão de crédito pessoal, e era uma bagunça eh, eu tinha empréstimos. Eu achava que eu não dava lucro, mas eu tinha empréstimos que estavam fazendo com que no meu pós-EBITDA o meu a minha o meu EBITDA que até então era positivo, mas com as dívidas, com empréstimo, ele acaba virando uma despesa depois, porque a menos que você vai devolver do próprio capital que você pegou, senão você vai estar tirando do seu lucro bruto para pagar. Exato. E é uma coisa muito simples, mas cara, isso não… eu não tinha essa visão. Então falava: “Nossa, eu tô trabalhando aqui, não tá dando lucro”. Tanto é que eu lembro de ter… cara, olha isso que viagem, eu lembro de ter oferecido a minha empresa de graça para uma pessoa assumir. Que eu já eu já tava desmotivado, eu falava assim: “Cara, você não quer assumir? Eu não posso largar porque eu tô endividado, mas se você assumir, a dívida é teu, é tua”. Caraca. E o cara graças a Deus não aceitou. Porque porque senão eu ia dar de banana, de assim, de de presente uma empresa que tinha um EBITDA positivo. Mas até então eu não tinha. Mas provavelmente ele não ia fazer o que você fez. Exato, não iria. Talvez quebraria. Talvez quebraria. Então, cara, é é muito legal ver tua trajetória, cara. E assim como eu te falei, 7 anos também me batendo na água não conseguindo ir para lugar algum, crescer no bolo mas não conseguindo comer, sabe? Exatamente isso. Você falando me trouxe vários insights assim, porque tipo, é muito parecida. Que você falou, empreender acho que é um negócio que e nunca vai ser exatamente igual, mas no final se assemelha, você vê que tem muita semelhança em muitas coisas, né? Então tipo, pô, você falou que faturava Copa 5 milhões ali no ano e não não via dinheiro. Eu faturava 30 milhões no ano e não via dinheiro nessa época que eu cheguei em 4 milhões negativo. Pra você ver que no final não é nem a cifra. É cifra. Às vezes o cara tá pagando, tá faturando 200.000 e não tá vendo dinheiro. Ou às vezes tá faturando 100.000 e ganha muito mais, ganha muito mais, exatamente. Então acontece muito isso. Faturava 30 milhões, não via dinheiro. E tipo, sabe um negócio que é muito engraçado, eh, você foi falando aqui, eu falei: “Nossa, verdade”. Tipo, é… com esse buraco de 4 milhões ali, faturando 30 milhões por ano, a ignorância mesmo assim não fez, fez eu não procurar ajuda. Então tudo que eu aprendi, eu literalmente eu aprendi, sabe como? Tipo, tá beleza, eu tô com esse problema. Então pera aí, para resolver eu vou ter que fazer isso. Eu aprendi a fazer o DRE sozinho. Mentira. Eu aprendi a fazer o patrimonial sozinho, a chegar na margem de contribuição sozinho. Sozinho que eu digo assim, procura um material, outro ali no Google, e etc. Tipo, como que faz, e eu implementei. E aí é até engraçado, porque eu comecei a dar muita palestra esse ano, né? Desde o começo do ano eu tô dando muitas palestras. E tipo, como como a minha startup é sobre gestão financeira justamente, então tem que falar sobre gestão financeira. Eu eu chego em algumas palestras que eu tô do lado de um cara que foi, tipo assim, CFO de uma multinacional, então, CFO, tipo, diretor financeiro ali de uma multinacional, o cara que, tipo, estudou em Harvard, sei lá onde, sabe tudo de toda a parte financeira, e etc. E no começo, eu comecei a ficar tipo com vergonha de subir no palco e falar algo que eu não sabia se tava validado nas teses das faculdades e etc. E aí depois que eu fiz a primeira, a segunda falando, e aí eu ia conversar com esses caras que, tipo, salário de mais de R$ 100.000 multinacional, financeiro, o cara me falava: “Não, é exatamente isso que você falou, só que eu nunca estudei isso”. Caraca. Eu comecei, tipo, quando eu subi para dar a primeira palestra que eu falei: “Meu”, que foi, foi por dor e por intuição. Exatamente. Aconteceu já isso comigo. Eu eu não lembro o que que era, mas eu tinha, eu tinha inventado um modelo super legal de uma coisa que funcionava, por dor. Eu tava com uma dor gigantesca na empresa e eu inventei um modelo. Falei: “[] como que eu vou resolver isso? Eu preciso disso, disso, disso, disso”. E aí eu inventei um modelo, eu dei um nome para esse modelo, inclusive a gente chamava esse modelo… eu esqueci o nome, eu esqueci o que que era. E e aí eu lembro que eu falava “tal, tal, tal, enfim”, quando eu apelidei isso, nem dei o nome de batismo “ó, isso eu vou chamar de tal coisa”. Não, a gente falava “Ah, pega a planilha tal coisa”. Aí a planilha tal coisa era aquele modelo que a gente tinha inventado. E aí um dia quando a gente estava com um consultor, eu falei: “Ó, a gente”, ele: “Você tem esse controle X, Y, Z?”. Falei: “Não tenho. Mas como que você sabe tal coisa?”. Eu falei: “Com a planilha Y”. Aí eu falei: “[] inclusive, deixa eu te mostrar que legal que eu inventei”. Aí fui lá, mostrei para ele, falou: “Não, isso aí é tal coisa, Matriz sei lá o quê”. Aí eu falei: “Putz, então já tinha inventado ele na minha frente. Eu não deixo de, eu inventei de fato. Só que já tinha inventado na minha frente.” Exatamente isso. Foi isso que aconteceu comigo em tudo na minha empresa, por ignorância. Por ignorância e por necessidade. Você foi, foi fazendo conforme a demanda. Exatamente, exatamente. Tinha medo de tudo e por ignorância fiz isso. Hoje tipo, hoje, nossa, faria tanta coisa diferente. Eu tenho eu tenho inveja das pessoas, porque às vezes eu vou lá, vou dar uma palestra, converso com muitos empresários todos os meses no meu Instagram, etc. Inveja no bom sentido, que eu vejo o cara tipo, um ano de empresa, com DRE bonitinho, patrimonial, fazendo tudo certinho em um ano de empresa, porque ele pagou a consultoria, pagou o curso, pagou tudo bem, na minha época nem tinha muito essas coisas como tem hoje. Mas mesmo assim, o acesso à informação era mais difícil lá atrás. Exato. Mas tipo, hoje eu não jamais faria o que eu fiz. Se você perguntar tipo “hoje eu empreendo”, eu já abri outros outras empr… abri uma empresa pro meu pai de comércio online também e tipo eu jamais faria o mesmo caminho que eu fiz. Total cara, eu eu não teria coragem de fazer do jeito que foi. Mas é o que você falou: foi bom a ignorância. Porque senão, não estaria aqui. A ignorância me trouxe até aqui. Exatamente. Esse é meu pensamento que eu tenho.

Top, cara. E cara, qual é a a dica? Não sei se você pode falar. Eh, quanto quanto que você vende hoje em média? Você pode, não quer dividir? Cara, hoje hoje assim, somando todas as minhas empresas, a gente tem um faturamento anual de celular, tá? Na parte celular. Somando todo tudo os nossos canais aí, a gente tem um faturamento anual superior a 60 milhões ano. Caraca, bicho. Que delícia, hein, mano. Parabéns, bicho. Cara, um moleque. Zero tom pejorativo. De 24 anos, cara, é um [] de um exemplo empreendedor. [] parabéns mesmo, Gustavo. Cara, já te admirava, te admiro mil vezes agora, com conhecendo tua história, cara. Você começou com 14 anos, meu, cara, que bonita história. Que baita história mesmo. É, nem eu, nem eu me dei conta muitas vezes do que é. E e sabe o que, uma coisa que você falou e eu eu vivi isso também, eh, sa… e perceber o sucesso é difícil, isso. Muito, eh. Às vezes eu falo, eu fiz posts assim já, num insight que eu tive num numa epifania que eu tive da minha vida. Falei: “[] deixa eu trazer isso aqui”. Eu produzo conteúdo muitas vezes assim, sabe? Alguma coisa que eu penso, eu pego e jogo lá, mas falei assim, eu eu tava conversando com alguém, eu tava conversando com o meu irmão, eu falei assim: “Cara, você já parou para pensar que o que você queria lá atrás você tá vivendo hoje?”. Aí ele: “Pô, verdade, ele foi, e você? Você?”. Eu falei isso para ele e não pense, e não fiz o autorreflexão. Ele foi você. Aí eu falei: “Não, eu quero muito mais ainda”. Ele falou: “Não, mas tudo bem, mas lá atrás você queria o quê?”. Aí eu fiz esse exercício de lembrar do menino sonhando e eu falei: “Caraca, já passei faz tempo, sabe?”. Exatamente. E eu não me dei conta. Porque você sempre quer mais, eu não me dei conta. Cara, eu perdi a comemoração. E e não é tipo de querer mais no sentido de ganância, não tô nem falando assim, mas porque quando você empreende, se você não sonha, se você não tem objetivos, você tá morto. Você tá acomodado no mínimo, no mínimo. Então você sempre quer mais. Então você fala: “Não, não cheguei ainda. Eu sei onde eu quero ir”. Mas na hora, a referência vai mudando, mudando. Mas na hora que você para e pensa: “Meu, olha a vida que eu tenho. Olha onde eu não, tipo, onde eu estaria se não fosse esse caminho que eu tracei. Cara, hoje eu não quero tipo literalmente mais nada, além de manter a qualidade de vida que eu tenho para mim e pra minha família”. Isso, é isso, perfeito, cara, perfeito. E beleza, Empório do Celular. Então, se quiser qualquer peça de reposição de celular, bicho, já sabe para onde procurar, né? Você tem e-commerce. E procura a loja oficial da Empório na no Mercado Livre. Mercado Livre ou https://www.google.com/search?q=emporiodocelular.com.br. CA no nosso e-commerce ou a loja física aqui, para quem é de São Paulo. E se você é B2B. Cara, trocar é difícil trocar tela de celular? Cara, já era mais difícil no passado. Tinha mais parafuso, hoje tem menos. É mesmo? Ó que hoje tem cola, aí acaba atrapalhando um pouco mais. Então, mas se você tem coragem e tempo, funciona, você vai conseguir. Eu eu tive um episódio engraçado no no Além do CNPJ que eu tava com eu tava na piscina no meu prédio. E aí eu tava com o celular e e um dia eu vi um cara que tava numa num lago lá com peixe e tal, ele botou o celular debaixo da água do iPhone e tirou. Falei: “Caraca, não sabia que o iPhone é prova d’água”. E aí eu falei: “Pessoal, prova d’água é ou não é?”. Muita gente votou assim, eu falei: “Ponho ou não ponho?”. E algumas pessoas: “Meu, pode pôr, eu ponho direto, tal, tal, tal”. [] pus a [__] do celular. Não perdi o celular. Perdi o celular. Foi super engraçado. Todo mundo rachou de dar risada porque cara, eu fiz o último story e acabou, nunca sumiu. Cadê o Felipe? Sumi dois dias. Perdi o celular. Aí fui na Apple, a Apple não ressarciu que ela falou que era resistente à água. Essa é a questão. Exatamente, essa é a pegadinha que tem sempre, entende? Eu tô vendo muita gente colocando ainda celular debaixo d’água, o iPhone. Não coloca. Não, não coloca de jeito nenhum, sempre vai entrar água, sempre mesmo. Aí pode ser que não danifique, mas aí você tenta a segunda, aí você tenta a terceira, aí você tenta a quarta, uma hora vai entrar o suficiente para danificar, para danificar. E eles não cobrem. Não cobrem porque tem um um adesivinho dentro daqui na placa que se esse adesivinho ele tá pintado, significa que o reagente a água acionou, então eles sabem que entrou água no seu celular. Caraca, então não dá nem para, tip… não dá pra dar migué. Apagou sozinho. Apagou sozinho. Eles vão abrir e falar: “Opa, água”. Exatamente. Ah, é p… ligeiro, hein. É ligeiro. Boa, imag…

Cara, quais são as suas outras empresas hoje? Como que foi esse processo? É só antes de você entrar nesse, nesse… Faz quanto tempo que você abriu a o segundo negócio sem ser a Empório? Segundo negócio fazem 2 anos. Dois anos. Antes disso você nunca teve a pira de “Ah, deixa eu abrir outras empresas” e tudo mais? Isso é ótimo porque empreendedor… quem faz tudo não faz nada. Quem faz tudo não faz nada. Seu foco é é bacana. Dois anos atrás: “Putz, deixa eu pensar em alguma coisa mais”. Como que surgiu essas possibilidades aí para você? Vamos lá. Três anos atrás eu comecei a ganhar dinheiro. Então começo por aí. Esse foi um marco eu acho, né? E aí você precisa reinvestir. E aí eu comecei a ganhar dinheiro, eu falei: “Pô, já aprendi como que faz, daqui pra frente é só replicar uma receita de bolo, né?”. Não existe segredo. Mas o que que é uma receita de bolo? Que ela tem um, até, 20 passos, 30 passos, 10 passos. C… depende do do tamanho do bolo que você quer fazer. Mas tem passos que se você fazer ali numa ordem certa, você vai funcionar, vai chegar no produto final. Então é isso que eu aprendi, eu falei: “Bom, agora eu já sei como que eu faço uma empresa com com canal de distribuição através de e-commerce que vai dar lucro”. Então, beleza. Três anos eu aprendi a ganhar dinheiro. Dois anos atrás, o meu pai, ele era vendedor de carro na loja do primo dele. Então, meu pai deixou de ser caminhoneiro e começou a… virou vendedor de carro trabalhando de domingo a domingo, ganhando ali um salário um pouco acima da média, mas ainda um salário que não dava para manter a casa. Eu que… que… que… acabo mantendo a casa desde sempre, né? Ah, que acabou re… invertendo ali o jogo, né? E eu falei… Essa… eu tipo… foi legal toda essa trajetória da Empório do Celular, e é legal, até hoje é minha principal fonte de renda. Mas… e eu queria mudar a vida do meu pai e eu entendi que não era só dando dinheiro, dando a vara, e sim tipo, de alguma forma que ele conseguisse gerar esse dinheiro, sim. Então, eu naquele momento… então, tipo, até legal falar isso, o seguinte, né? Que dois anos atrás eu já faturava muitos milhões por mês e eu ainda não tinha coragem de tirar o meu pai do emprego dele. Porque querendo ou não, mesmo trabalhando de domingo a domingo, ganhando pouco etc, é uma responsa, é uma responsabilidade gigante. Eu já tinha sei lá 40, 50 funcionários e não tirava o meu pai do trabalho dele porque eu não ganhava dinheiro. Então como que eu vou tirar… Total. Meu pai é o único, o cara que coloca dinheiro dentro de casa. E é muito louco porque muito empreendedor acha que faturamento é lucro. Mas a sociedade acha que faturamento é lucro. “Nossa, Gustavo tá milionário”. Exatamente, milionário, bicho. “Nossa, eu vejo lá a Empório do Celular, só dá ele”. E no final você tá só… Exatamente. E aí dois anos atrás eu falei: “Pai, eu já aprendi a ganhar, pode sair do seu emprego. Mas você não vai trabalhar na minha empresa, eu vou montar uma empresa pro senhor para você tocar sua vida de forma independente sem ter que depender de mim sempre”. Caraca. E aí foi ali que eu montei o meu segundo negócio. Então, qual que é? É um e-commerce. Só Mercado Livre. Abri o CNPJ, tudo certinho, regime tributário correto, comecei… toda a base que eu aprendi, fez fez do jeito certo. Injetei o capital social na empresa pro meu pai não ficar dependendo de fluxo de caixa etc e comecei a vender. Ele começou a vender algo que eu nunca pensei que eu trabalharia: meia e cueca. Não acredito, cara. Meia e cueca. Nada a ver celular. O pessoal fala: “Ah, então importado da China também?”. Não, não. Lupo. Mentira. Lupo. Tá aqui, Araraquara, do lado. Não precisa ir do outro lado da China para ganhar dinheiro não. Caraca. Por isso que eu falei, eu não faria nada do que eu fiz lá atrás para ganhar dinheiro. Você não precisa ir pro outro lado do mundo, não. Mas como que foi a escolha do modelo de negócio? Análise de mercado. Entende o que que tá em alta, entende viabilidade, valida a opção tributária. Faz ali… Eu fiz todo o business dele, foi Lupo. Fiz o contato comercial com a Lupo, fiz o do pitch, aí é algo que todo empresário tem que saber fazer, seu pitch. Chamei o cara para ver minha minha minha empresa, o que eu construí ali naquela época em 8 anos. Ele: “Nossa, não acredito, história, 14 anos, etc”. Chamou o presidente, o diretor da Lupo na verdade, foi lá, conheceu, consegui condições comerciais diferentes e tudo isso em duas semanas. Caraca, bicho, duas semanas desde: “Falei: ‘Pai, eu vou abrir uma empresa pro senhor. Pera aí, deixa eu ver o quê.'” Analisei mercado, fiz tudo, fiz o business plan, programei tudo certinho, comecei a aplicar, duas semanas. Duas. É assim, fiz o bolo de laranja, ficou uma delícia, pegou a receita, replicou na cenoura. Exatamente, bolo de cenoura, pum. 40 dias meu pai já tava tendo lucro. A partir do segundo mês em diante, todo mês até hoje, ele coloca de R$ 15.000 a R$ 20.000 de lucro líquido no bolso dele. Nossa, que delícia, com… sem funcionário? Sem funcionário nenhum, sozinho, utilizando fulfillment do Mercado Livre. Sozinho. Então, ali na… o imóvel é a mesma casa que eu cresci e fui criado, que é dos meus avós, eh, quando a gente saiu, que a gente comprou a casa própria, né? Então a gente saiu e eu comprei um apartamento para os meus avós também como gratidão de todo esse tempo, e eles saíram, só que a casa ficou vaga. Então, eles nunca quiseram alugar. Meus meus avós ali de idade, aquela questão sentimental. Então meu pai montou a empresa lá. Só paga o IPTU, R$ 800 por mês. Não tem funcionário. 100% legalizado, com nota fiscal tanto na compra, tanto na venda, regime tributário, tudo certinho. Coloca 15 a 20.000 no bolso trabalhando uma, duas horas por dia. Bicho, ele fica lá o dia inteiro, né? Você sabe, meu pai tá com 53 anos. Então ele fica lá o dia inteiro naquele negócio lá. Mas se ele se ele fosse focado, asso, assim produtivo, duas, três horas ia embora. Ele ele fez algumas cirurgias aí nos últimos anos, e aí eu fui lá, cobri ele. 30 minutos eu ia embora já, que eu já tinha já fiz o que tinha que fazer. Daí, cara, qual foi o segundo negócio e qual é a dica, já pegando esse gancho? Qual é a dica que você daria pro cara que quer seguir esse modelo? Eu sei que tem 850 pulos do gato aí do meio do caminho que você… que é só a experiência diz, né? Mas eh, abrir um Mercado Livre, você tem que ter o quê? Preço? Eh, você tem que ter… Qual dica que você daria para um cara que quer usar o Mercado Livre como uma fonte de distribuição de de produto? É uma um canal de distribuição de produto para para colocar o produto à venda ou até fazer a parte de revenda, como o teu pai faz. Qual qual seria a dica? Ó, a primeira coisa, Felipe, é que, infelizmente para quem tá começando, que não tem muito mais espaço para amador. Exato. O Mercado Livre ficou brabo mesmo. Não só Mercado Livre, para empreender em geral, é. Exato. E e é engraçado, porque o mercado ele é extremamente amador ainda, eu vejo umas atrocidades assim, é extremamente amador. Só que você fazer o simples já não vai te levar a ter sucesso. Então a dica é você fazer um pouco de cada coisa bem feita. Então, você podia fazer 100% aqui com perfeição, se você fizer só isso com perfeição, você não vai conseguir chegar em lugar nenhum. Você tem que fazer um pouco de cada coisa bem feito de forma profissional. Como que você faz isso? Estudando. Hoje em dia tem tanto, mas tanto, mas tanto conteúdo gratuito, todo… você pega esse monte de curso que tem por aí, se você pegar o gratuito de cada lugar que você encontrar, a única diferença é que o gratuito não tá organizado na sequência da receita de bolo. Então, quando você paga um curso, ele te organiza na receita de bolo. Agora, se você pega o gratuito, é o mesmo conteúdo, mesmo gratuito, só não tem roteiro. Falta roteiro. Exatamente. Mas como ficou tão popular, tanta gente fazendo conteúdo, eles tiveram que meio que de de forma, cada um solta um pouquinho do segredo ali etc. Tá tudo ali, você tem que estudar, estudar, entender o que que você precisa fazer. Na… ao meu ver são alguns… tipo assim, são muitos pontos, mas o primeiro é você estudar o mercado. Eu vejo muita gente, tipo assim: “Ah, eu quero começar a vender online, eu quero começar a vender no físico, não importa”. O cara não estuda o mercado, ele simplesmente, tipo, se é até serviço, não precisa nem de ser revenda, sim. O cara gasta, você deve conhecer um monte de empreendedor assim. Eu conheço alguns, gastou R$ 200.000 num ponto alugado para reformar [] tudo. Ele abriu a porta e no dia um ele fez assim ó, cruzou os braços e fez: “Tá, e agora, da onde vai vir o cliente?”. Direto, direto, Gustavo. Cara, bicho, direto, tem muita gente que faz. Ele não estudou da onde vai vir um cliente dele, se é um tráfego pago, se é da rua, se é do céu que vai cair, muita gente faz isso payback. E o cara me manda aí, ele me manda inbox: “Felipe, cara, abri faz 40 dias, cara, não paguei nada”. Eu falei: “Bicho, mas por que você escolheu esse lugar? Quanto você gastou na reforma?”. O cara gastou, às vezes, 60 pau de marcenaria. Falou: “Meu Deus do céu, bicho”. Exatamente. Então hoje é você fazer mais com menos, cara, para começar esse… essa empresa do meu pai que eu comecei que dá esse lucro ali, tipo, abrindo números que sim, super tranquilo. É uma empresa que eu coloquei de capital social R$ 100.000 para não ter problema de fluxo de… para conseguir dar conta do do volume para dar esse lucro para ele. Ele fatura de 150 a 180.000 por mês, certo? Então é esse o R$ 100.000 de capital, 150, 180… Quanto que eu gastei para iniciar a empresa? R$ 1.000. Nossa. Por quê? Porque eu tive que comprar prateleira, comprar o computador, a impressora. Eu tenho tudo isso planilhando, tudo bonitinho, porque eu transformei isso depois em conteúdo, né? Então eu vi, eu já vi alguns que você: “Ah, eu abri um negócio aqui, olha como já tá dando”. Eu acho que foi até, talvez seja até desse. Pode ser, deve ser. E e aí eu planilhei tudo bonitinho, só que eu parcelei em 12 vezes. Ah, com juros. Com juros. Porque o 100.000 que eu tinha na conta não era para pagar, esse era giro. Era giro. Então, parcelei em 12 vezes e o próprio lucro bruto da operação ia pagar essas 12 parcelas de 1000 e pouquinho. [] consciência, mano. É isso. Ponto. Então assim, eu estudei o mercado, continuando né? O cara precisa estudar o mercado. Tipo, o que que tá vendendo? Então o que que eu vejo de erro? O cara, ele vai num fornecedor e ele quer achar o fornecedor secreto. Sabe aquele fornecedor que tá debaixo da mesa aqui ó, debaixo da mesa escondido. Então ele: “Pô, vou lá no centro de São Paulo, vou achar o fornecedor escondido, que ele vai ter o preço”. Você não precisa disso. Porque aí o cara vai no fornecedor que é perto da casa dele ou aquele que é mais fácil. Todo mundo que busca o mais fácil tem mais concorrência, tem menos lucro e normalmente não dá certo, é real. Então você tem que primeiro entender o mercado, escolher os produtos que você quer vender e aí você vai atrás do fabricante, distribuidor, importador desses produtos, que muitas vezes não vai ser o mesmo, vai ser diferente. E você vê a viabilidade, uma hora você acha. Eu achei a Lupo, aí tá gigante, todo mundo conhece, uma empresa centenária que eu simplesmente, em pleno 2021, quero trazer pra internet. Falei: “Pô, quero vender”. E já tinha gente vendendo milhões de Lupo e eu consegui um espaço ali, porque tem espaço para todo mundo. Sim, tem espaço para todo mundo. Então primeiro você entende o produto, vai atrás, vê a viabilidade e começa, estrutura, entende ali o que que você precisa fazer bem feito para anunciar um produto. A parte de copy, imagem, tem que fazer profissional, é isso que f… Até aqui você falou, bem feito não é tipo “ah, deixa eu tirar uma foto aqui desse produto, colocou uma descrição meia Lupo”. Não, você tem que entender, tem que ver quais o que que as pessoas buscam. O consumidor, ele tá mais tarimbado contra golpe. Então até no Mercado Livre. Então ele olha lá e fala: “Meu, esse cara aqui eu não confio não”. Então deixa eu… Exatamente. É isso. Faz o… faz o feijão com arroz profissional, sabe? Você não é uma empresa ainda, mas faz parecer que é uma empresa. Exatamente. E pronto, você vai conseguir. A tua cabeça te leva onde você tá, você vai conseguir. Você vai conseguir, tem que fazer esse ABC. [] que lição, hein, bicho. [] fiquei feliz, hein, com essa… com essa informação aqui pro… pro público. Porque [] é isso, cara. É… é, cara, Gustavo, é louco porque tudo que você tá falando aqui é… bate tão… tanto em mim porque assim, hoje eu entendo isso tão fácil, cara. E mas [] foi tão difícil. E eu tô… e agora conhecendo a história, eu sei o quanto o quanto foi difícil também para você falar isso com simplicidade. Mas você que… t… talvez não tá no momento de começar, aí tá começando… cara, escuta esse podcast três vezes. Sério, assiste três vezes. Até… até ficar um pouco mais fácil na tua mente, porque cara, isso vai te economizar tanto, cara. Para que 7 anos da… Nossa Senhora. Quanto tempo você girou a Lupo? Você falou duas semanas no primeiro… 40 dias tava dando lucro. 40 dias já tava dando lucro. Então tá entendendo? É… é muito fácil… não é que… quer dizer, não é que é muito simples, o problema é que para você chegar nessa simplicidade, o empreendedor… eu, eu fazendo uma analogia assim: o empreendedor ele tá indo viajar e ele vai abrir a empresa dele, ele vai viajar. Então ele pega uma mala e aí ele enche de coisa, e ele acha que não é suficiente, ele compra uma segunda mala e ele enche de coisa, e aí ele enche de coisa. No final, ele pega um caminhão e vai viajar com esse caminhão cheio de coisa, sendo que no final uma mala de mão era suficiente para ele ter tudo. Então o empreendedor que tá começando, na verdade, possivelmente ele não precisa de muito mais, ele só precisa de muito menos. Ele precisa tirar o que não importa e focar no que importa. É isso que eu falei, que menos é mais. E você falou uma coisa no começo também, que a… eu falei: “[] tem que pegar esse insight aqui para falar”, que basicamente… tipo, “ah tá, mas essa aí… e vou sair correndo de cabeça baixa”. Sabe aquele jogador de futebol que sai correndo de cabeça baixa? Isso que é o problema do empreendedor. Então o que que eu quero dizer com isso? Lembra que eu falei, “pô, estuda o mercado, planeja, já pensa em tudo”? “Ah, mas eu não tenho esse conhecimento”. Então estuda. Pergunta por que vai te economizar um dinheiro gigante. Por que que eu, tipo assim, na prática, essa empresa do meu pai, ela foi criada para faturar R$ 150.000 por mês. Você não… você não construiu uma gigante? Não, mas por quê? Tributário. Meu pai tava no Simples Nacional. As minhas empresas estão no lucro real há anos. Mas, pô, meu meu pai não tem estrutura, não não tinha estrutura para estar no lucro real. Ele nunca tinha mexido num computador direito, e ele toca a empresa sozinho há dois anos, desde que eu criei, foi no automático, ele faz o processo operacional. Falei: “Só repete”. E aí beleza, ele repetiu. Mas eu sabia que se faturasse mais, mais que R$ 150.000, ia ter uma alíquota do Simples Nacional maior, que ele ia trabalhar mais, ia precisar de funcionário, mais despesas, e no final ganhar menos. Total. Lembra que eu te falei que quanto mais você fatura, não significa que mais você ganha? Então eu já sabia disso antes de abrir, tanto que a gente só… você já errou nisso, né, Empório? Mais de dois anos depois que ele abriu, que aí a água começa a bater na bunda, porque tem outra coisa: você fazer o mesmo por muito tempo vai dar certo um tempo, depois a água bate na bunda. Exato. Você recriação, você não pode se acomodar. Então ele deve, ficou lá fazendo só o mesmo, o mesmo, os mesmos produtos. Sabe quantos produtos ele fatura 180.000, 150.000? Três. Mentira, cara. Três produtos. Fácil gerenciar pouco SKU. Caraca. Sabe tudo certinho. Então ele veio nisso daí, a água, a água começou a bater na bunda, concorrência, o mercado a Lupo mudou algumas coisas mês passado que a gente mudou pro lucro real. Só que eu já sabia o que fazer no lucro real, qual estratégia. E eu já sabia lá atrás, eu já previ: “Pô, esse negócio que vai ficar no Simples, se eu mudar pro lucro real vai ser melhor ou pior?”. É até melhor, só que dá mais trabalho. Só isso, muito mais. Mas e que, e e e outra, tá mapeado, cara. Você foi na frente, você abriu, você abriu a mata, você já tem a trilha. Então, resumindo tudo isso partiu daquele insight seu: cara, sai correndo com a cabeça baixada. Não sai correndo com a cabeça baixada. Sabe por quê? Isso daí você tá deixando de ver, você tá sé… deixando de ver. E é isso, eu falo que o empreendedor inteligente é o cara que ele sabe que ele tá cheio de ponto cego. Eu tô falando aqui com você, eu tô, eu sou o Além do CNPJ, ano passado eu passei um perrengue final do ano passado, gigantesco, de fluxo de caixa. Vendi obra muito maior do que eu poderia pegar, subiu pra cabeça, achei que dava, passei um perrengue gigantesco, gigantesco. Então, eh, alavancou… alavanquei. A gente tá cheio de de ponto, de ponto cego. Eu eu falo que o que eu aprendi nesses, sério, Gustavo, de de novembro para cá, nesses últimos um ano, eu não aprendi, eu eu eu potencializei o meu aprendizado nos nos últimos um ano do que nesses 12 anos empreendendo, aprendi eu acho que igual ou mais. É a mesma coisa. Vai acontecendo sempre isso. Então, cara, às vezes a gente… “Ah, eu tenho lá a página do Além do CNPJ”. Quem eu sou? Eu não sou ninguém. Eu sou só um cara que trabalha lá igual você, construção civil, cada um no teu mercado e tudo mais, já errou tudo que podia errar, que achou que podia errar há 12 anos, e coloca as experiências no no na internet. Claro que, quando eu me comparo com um cara que tá começando agora, ora, eu já tenho uma experiência para compartilhar, mas às vezes eu olho o empreendedor e falo: “Cara, não sei nada comparado a esse cara”. E e mais, e a gente nunca tá pronto para nada. Então, e e e a gente sempre tá lotado… a humildade é necessária para isso, é pra vida, não só na vida empreendedora. Mas a humildade é necessária para você saber que sempre você tem ponto cego. Eu tô aqui conversando com o Gustavo, eu tô pensando muitas vezes, que ele fala algumas coisas, eu falo: “Deixa eu, deixa eu pensar na minha empresa como que tá lá, deixa eu ver isso, deixa eu fazer aquilo. Pô, isso é um negócio legal para aplicar lá, lá.” Por quê? Porque a gente tá lotado de ponto cego. Você tá lotado de ponto cego, eu tô lotado de ponto cego, o Elon Musk tá lotado de ponto cego. Quando você achar que você já sabe tudo, é que você tá fracassado já. Exato. Então você precisa ter consciência de que, qual é a maior quantidade… qual é o empreendedor que conseguir identificar a maior quantidade de pontos cegos? É o empreendedor que vai vencer. Exatamente, cara, você tem que você tem que estar aberto para ter receber e, tipo, e é muito legal que quando você ensina, eu eu diria que eu aprendo tanto quanto. Total. Porque tipo, beleza, tem aquela parte que você aprende que você pagou. Então, tipo, começo do ano passado, eu paguei R$ 80.000 para um advogado tributário. Ele me deu um regime especial que eu economizo 180.000 por mês. Se pagou, rá… tipo, você pagou em menos de um mês. Agora esse final de semana, eu eu fui dar uma palestra de graça, mas fui lá ali, fui ali dar uma palestra e eu aprendi com um dos alunos uma outra estratégia tributária dentro da lei, tudo certinho, que vai me economizar tipo R$ 30, R$ 40.000 por mês. [] que pariu. Você pagou… Algo que eu nem sabia, que eu tenho dois advogados tributários. Não tenho um só, tenho dois. E nenhum me disse aquilo. E um aluno ali que tava… te deu insight. Que eu tava ensinando ele sobre DRE, patrimonial, ele já, ele já tinha, mas ele tava com, tava com patrimonial negativo, igual eu. Então ele queria saber o que fazer para sair daquilo. Eu tava ajudando ele com estratégias. Ele falou: “Não, mas que eu faço isso”. Eu falei: “Não, por que que esse número aqui seu não tá batendo?”. Ele falou: “Não, é por causa daquela estratégia”. Eu falei: “Caraca”. Saí de lá, já liguei pro meu advogado, já pedi informação. Ele falou: “Não, tá certo, dá para fazer”. Olha isso, olha o que eu aprendi ensinando. Ensinando. E cara, eu eu eu tenho essa percepção, às vezes eu tô, eu tô assistindo um vídeo, vai, um vídeo que eu postei há um ano atrás, do nada alguém vai lá e comenta, aí aparece lá, eu falo: “Que vídeo é esse?”. Aí eu clico: “Nossa, eu nem lembrava desse vídeo”. Aí eu começo a assistir, aí eu aprendo, sabe? Eu não sei se já teve essa percepção, eu já… eu falo: “Nossa, cara, eu tinha esquecido disso”. Sabe, às vezes eu tô falando assim coisa, “é, eu tô, eu, eu sei aquilo”, só que eu parei de aplicar aquilo, sabe? Algumas coisas que a a vida é assim. Depois que eu comecei a produzir conteúdo, eu percebi que a nossa vida é muito cíclica. Então tem coisas que, o que eu tô falando muito hoje não é o que eu falava muito há seis meses atrás. Porque ainda mais que o CNPJ para mim é quase que um diário, então eu tô falando que eu tô vivendo. Ah. E aí eu olho e falo: “Cara”, esses dias eu tava vendo um vídeo que eu tava explicando sobre um um conceito que a gente fez de justamente a matriz BCG lá tal. E aí eu falei: “Cara, a empresa evoluiu tanto, cresceu tanto, mudou tanto, e eu não tenho uma matriz BCG atualizada”. Aí eu: “[__], deixa eu relembrar isso aqui e tal”. E aí eu fiz de novo. Então é um processo que a gente precisa se se se reinventar e também relembrar coisas que você fazia. Porque é o que você falou lá no comecinho: você você tinha o DRE, começou a crescer, abandonou isso por um tempo porque “ah, já fiz”, e aí aquele abandono gerou um problema para você dois anos depois. Eu eu também abandonei o DRE por um tempo e e e você falou um negócio, que você falou que hoje não sei se o hoje ainda é ou é ou foi… teve uma época aí que você foi extremamente chato com dados, né? Com números. E tipo, quando, depois que eu consegui, na verdade, para eu sair do buraco que eu tava, eu virei essa pessoa. E eu sou essa pessoa até hoje, eu não vou deixar de ser nunca mais. Inclusive, na minha camiseta da startup, que é de gestão financeira, eu uso o mesmo mantra que eu falo na Empório todo santo dia: contra dados não há argumentos. É isso. Se tiver algum colaborador meu assistindo, vai vai dar risada só porque eu falo o dia inteiro isso. Porque não é só pra parte financeira. Tudo bem, para você tomar decisão, para você saber… o empreendedor ele toma, ele toma decisão baseada na bola de cristal. Porque quando você tem colaborador, é o dia inteiro alguém bate na sua porta e fala assim: “Ô, queimou aquela lâmpada que fica lá na cozinha da da empresa e eu compro outra? É, eu pago no pix ou vou no cartão ou parcelo?”. “Cadê o cartão?”. “Que cartão?”. Você nem sabe, você dá uma resposta para ele, tipo: “Ah, tanto faz”. Mas você não sabe o que que isso vai impactar no seu fluxo de caixa. Você não sabe o que isso vai impactar no seu DRE. Você não sabe se você tem lucro bruto para aquilo. Eu dei um exemplo besta de uma lâmpada, mas tem coisas maiores, com coisas maiores, né? Então todas as decisões têm que ser baseadas em dados, seja na parte financeira, mas em decisões que não são de comprar ou pagar algo, tipo contratar alguém. Você não tá comprando ou pagando algo, é você vai contratar e vai aumentar sua despesa. Mas tipo assim, quais são os dados operacionais que comprovam que precisa contratar alguém? Que na minha expedição já cheguei a ter 15 pessoas, e depois que eu otimizei processos lá, eu reduzi para seis. Já aconteceu isso comigo várias vezes. Eu já tive, eu já tive, eh, corte de despesa que eu tirei, sei lá, foi vamos falar vamos falar uma recente, foi em março. Tiramos lá 20 pessoas. Eu juro para você que a empresa continua funcionando. Não tenho dúvida. Não tenho dúvida, é exatamente isso. Algumas coisas se perderam, umas coisas ficam atrasadas, mas continua funcionando. Mas essa é a questão. Porque quando errou na contratação é isso que eu entendi: a empresa cresceu, você vai trazendo gente, aí você confia o quê? No seu gerente dessa área ou no seu coordenador, se não tem gerente, e aí o cara fala: “Não, precisa contratar porque tá uma loucura e precisa contratar e precisa contratar”, aí você libera. Cara, eu não contrato mais. É, ele precisa provar por A + B, se tiver planilha de Excel melhor, senão ele me chama lá que eu vou ver, e ele me prova por A + B. Porque contra dados não há argumentos, tá? “Precisa contratar alguém, tá, mas quantas embalagens por dia aquela pessoa faz?”. “Ah, essa faz 600 e aquela 200”. “Não, mas pera aí, o problema é ela. Então, o problema é ela”. “É, não, essa aqui é 600”. “Essa é 600, tá, quantos pacotes tá fazendo por dia?”. “Ah, 1000”. “Então pera aí, um, dois aqui tá 1200. Por que que você tá pedindo alguém?”. Então é dados, é dados. E aí, na hora que você começa a questionar, sua empresa muda, você nunca mais vai ter a mesma empresa. Eu sempre fui um cara que contratava muito fácil. Sempre contratei muito fácil, até porque uma métrica de vaidade minha era a quantidade de funcionários. Não sei se você já teve isso. Eu sempre tive vontade, quando eu era menino e e e sonhava empreender, eu tinha vontade de ter uma empresa com muitos funcionários. Então era uma métrica de vaidade. E aí claro, graças a Deus, já me desvencilhei. Métrica ridícula, porque isso é um problema. Deveria ser o contrário. Deveria ser o contrário, né? Hoje hoje eu invejo quem fala “eu faturo x milhões com sete funcionários”. Tô com inveja do teu pai, cara, tô com inveja do teu pai. Exatamente, entendeu? Então, tipo, mas era uma métrica ridícula, mas eu tinha. Então era um cara que contratava muito fácil. Eh, hoje em dia, cara, eu também, para meu… cara, eu eu tinha, eu eu já eu já presenciei empreendedores segurando contratação com unhas e dentes, assim. Eu falava: “Nossa, para que tudo isso? Cara, é um salário baixo, dependendo, não vai custar nada, não vai, não vai afetar a margem de forma tão…”. E eu nem entendia. Hoje eu sou esse cara igual igual ao que você falou. O cara tem que me provar que consegue e assim mesmo provando a primeira resposta é não. Eu eu deixo eu deixo realmente o negócio ficar bravo mesmo de “meu, vai travar”, e aí eu vou lá e e libero.

E cara, como que foi então esse processo? Essa foi a segunda empresa. Como que foi o processo para essa terceira? A terceira empresa, você tem mais de três? Não, só três, só três. Essa terceira, de gestão financeira, como que surgiu? Ela surgiu porque foi o software que me salvou quando eu tava 4 milhões negativo. Então, lembra que eu falei que eu tive que criar? Eu não, tipo, não peguei uma consultoria, não, eu criei. Então eu criei um software. Porque, desde… como eu fui, como eu queria ser programador, sou apaixonado por tecnologia, desses 10 anos de empresa, há uns 7 anos eu já tenho um desenvolvedor, na época era freelancer, hoje eu tenho quatro pessoas na equipe de desenvolvimento, que a gente cria muitos sistemas. Porque, na área de e-commerce, tudo era mato. Então você pega um sistema que foi vendido por bilhão para alguma empresa aí gigante, e você vê, o sistema é uma bosta, sim. Então, tipo, ele não faz o que precisa no dia a dia. Você que tá na operação, você sabe a dor. Exatamente. Então eu crio muitas soluções. Eu tenho mais de 200 sistemas que eu criei dentro da Empório do Celular. E aí um deles é o sistema que hoje a gente criou um nome, batizou de Gestão E-commerce. E aí eu transformei isso numa startup, que esse sistema, ele simplesmente faz o meu, tipo, um DRE automático para uma operação de e-commerce. Mas ele é um RP? Não, não. Ele conecta com o RP. Então ele conecta ali com o Tiny, com o Bling, que são dois RPs super utilizados. Ele conecta nos Marketplaces via API já e te dá o DRE. Ele conecta em tudo e te dá ali a sua margem de contribuição, linha por linha de cada venda, pegando, fazendo toda a conciliação de: você paga taxa, você paga porcentagem da comissão, você paga frete grátis, você tem rebate, você tem os impostos. Tá no lucro presumido, lucro real, Simples Nacional? Vai mudar o imposto se você vende para um estado, se você vende pro outro. Se tem DIFAL, não tem DIFAL, TST. Cara, é um negócio de uma gigante, uma salada. E aí esse sistema ele faz toda essa conciliação, te entrega numa planilha, em dashboards, em BI. Você falou que você usa o Power BI, eu usei o Power BI, a gente criou um BI próprio nosso. Então ele te mostra isso tudo em modelo SaaS. Então o cara, ele pluga tudo o… mensalidade a partir de R$ 39,90. Mentira, mano. Ele pluga tudo e tem a empresa dele na palma da mão. Foi isso que mudou minha vida. [] que pariu. É isso. É assim que meu pai ganha dinheiro, que ele consegue enxergar. Porque se acontecer alguma coisa errada, ele já vê, não é no final do mês. Mas 39 pau, cara? A partir de R$ 39,90. Não tô, não tô, não tô fazendo isso aqui para te puxar o saco, sério, isso, isso é muito, cara, é muito barato. Mano, porque hoje eu faço isso não por dinheiro, dinheiro é consequência. Não tô, não vou nem filosofar, não vou falar, seria bonito no podcast eu falar “para ajudar o cara”. Eu faço isso porque é o que eu amo, então é para me ajudar, sendo bem sincero. Depois eu vou ajudar o cara. Poderia ser lindo, bonito e sair bonito nesse podcast, vou falar, mas é porque eu amo tecnologia e eu amo ajudar as pessoas a ver o cara usando o que você criou. Só que eu tô fazendo por mim. Então eu amo ajudar as pessoas, mas eu tô fazendo por mim, porque é algo que eu me sinto bem. Você se sente bem. Eu gosto, então eu faço isso. Tecnologia é… esse é o princípio de ajudar o próximo, né? Todo mundo faz, existe até até uma teoria de quem de quem é é muito viciado em ajudar o próximo. Tem gente que se vive para a outra pessoa, no final ela é é egocêntrica de certa forma, porque isso faz bem para ela. Exatamente. Isso faz muito bem. Eu amo tecnologia, eu sempre quis ter uma empresa de tecnologia. Eu fundei uma empresa de tecnologia em três meses, desde o lançamento que a gente fez. O lançamento oficial faz um ano que a gente fez o MVP, trouxe alguns clientes ali, etc. A plataforma tá há 4, 3 anos, 4 anos ali que a gente desenvolvia na Empório. Mas o que eu tinha na Empório pro sistema que eu tenho hoje é tipo 1000 anos-luz de diferença. E nesses três meses que a gente fez de lançamento a gente subiu mais de 600 empresas utilizando o sistema e já fiz rodada de investimento, já entrou investidor, crescemos a equipe para mais de 20 pessoas nesses três meses. Então é algo que que que eu me animo muito. É só para e-commerce? Não. E-commerce e varejo físico, e B2B também dá, dá para entrar. Então a gente quer entrar na parte de serviços, mas lá pro segundo ano de empresa. Mas e aí como que como que funciona? Eh, API com toda toda a plataforma que tem API liberada? Ou você só homologou com logados? Alguns sistemas, até porque estamos ali no roadmap até o final do ano. Queremos mais que triplicar as integrações, mas basicamente o cara que tem, a parte de Marketplace, 99% dos Marketplaces nós já estamos integrados. Só que eu preciso começar a integrar com RP. Hoje eu tô integrado no Tiny, no Bling. Eu não tô integrado no Conta Azul, eu não tô integrado no Omie, no SAP, no Totvs, no Linx, no e-Millennium. Então nós temos mapeado os RPs que nós queremos integrar e também pra parte de loja virtual. E eu preciso integrar nos gateways de pagamento. Então hoje eu tô integrado no Mercado Pago. Então o cara tem uma loja virtual, Mercado Pago funciona. Ah, é Pagar.me, é PagSeguro, é PayPal? Aí falta integração. O cara tem a loja física, ele utiliza o PDV por exemplo do Tiny, já funcionou, já cai o pedido ali ou a nota etc. E a maquininha do cartão? Eu tô integrado no Mercado Pago que tem a Point, que eu faço essa conciliação. Agora eu preciso integrar Cielo, Rede, Getnet. Tem muito trabalho pela frente. Mas conhece a Lexos? Conhece do Bruno? Ah, Bruno. Meu parceiro. Já fui sócio do Bruno. Pô, tá brincando. Sério? Bruno é muito gente boa. O Bruno e o Breno, eles eles vieram aqui no podcast. Caraca, quer dizer, eu vou mandar uma mensagem para ele aqui saindo daqui. O Bruno é uma inspiração para mim, você sabe. Acho que você deve ter acompanhado, você viu que ele acabou de vender pra Totvs? Pô, é justamente. Esse é meu sonho. Eles vieram, eles vieram pro pro podcast assim que a notícia saiu, aí contaram aqui. Depois, depois assiste. Depois vou te mandar o episódio, assiste, cara, eles contando o processo de due diligence que foi pesadíssimo, que é complexo, e pô, foi legal pra caramba. Ei, ó, Bruno, não… caramba. Inspiração pra mim hoje. Meu brother, a gente já foi sócio numa startup. Caraca. Meu brother. Olha como esse mundo é pequeno, é pequeno. Caraca. Que… e os caras são monstros, fizeram um trabalho de inteligência pra… Caramba. Excepcional. Até, Totvs, é Totvs, né? Então… não foi à toa que comprou. Não foi à toa. Mas esse é o meu sonho hoje, cara, é uma terceira empresa que eu tô empreendendo. Eh, e eu vou te falar um negócio, que tipo, para começar, as pessoas me perguntam muito, tipo assim: “Cara, por que que você nunca desistiu na Empório?”. Vou falar a verdade, eu nunca pensei em desistir. Sabe por que eu nunca pensei em desistir? Porque eu tava negativo pra [**]. Não tinha, não, não tinha como desistir. Negativo meio milhão, 2 milhões, 4 milhões, não tinha como desistir. Tinha que ir. Beleza, então eu nunca desisti e nunca tive… ah, mas pô, 14 anos, não teve medo? Cara, quando você não tem nada, você não tem medo de perder o que você não tem. Então tipo, ah, se eu ficasse meio milhão negativo, eu perdi, mas não tinha medo, eu não tinha nada. Então para começar a Empório eu não tive medo, para começar a empresa do meu pai eu não tive medo, porque eu já sabia. Tipo, os meus riscos estavam tão calculados que aquele R$ 100.000 que eu coloquei lá, pior que ia acontecer, tipo, se caísse o mundo, a pior era voltar 95. Então eu falei: “Tipo, ah, dane-se, vai dar certo, beleza”. Agora, para empreender depois que você chega no sucesso e você vai entrar no risco, hoje eu tenho um medo danado. Que eu vou analisar todas as variáveis. Eu não tive noites que eu não dormi quando eu abri essa startup. Fica mais conservador com o tempo. Exatamente. Só que eu demorei para ficar conservador, viu? É, demorei. Eu fiquei conservador faz uns 4 anos. Eu era kamikaze, all-in. Eu era, eu acho que foi por isso que demorou. Foi, era all-in, assim. Eu tipo: “Ah, um fez dois, beleza. Fez cinco, ok. Oito, ok. Nove, ok. 12, ok. Apareceu uma oportunidade, vai os 12”. Era total. Hoje eu sou muito conservador. Exatamente. Porque senão o tombo é grande também. O tombo é grande. Porque depois que você conquista, você tem algo, você sabe como que é. Você não quer perder. Você não quer perder. Então, sabe, tipo, você, sei lá, você já mora num lugar que você sempre quis morar, você tem um padrão de vida ali, quando o padrão de vida… A família tá tipo… Sei lá, meu irmão eu pago nas melhores escolas pra ele. Tipo, colocar em risco o estudo do meu irmão que eu pago numas melhores escolas, para empreender num negócio novo… não vale a pena. Não vale a pena, você tem medo, coisa… Acho, é o que a gente fala, né? Eu acho que o o homem quando ele vai evoluindo, o homem, quando falo homem a mulher, quando ele vai, quando ele vai crescendo, amadurecendo, tomando responsabilidade e se preocupando, além da vida dele, uma vida de outras pessoas, eu acho que as coisas mudam. Você ter ideia, eu dei um exemplo esses dias, eu dei um exemplo, acho que não sei se foi no no Além do CNPJ, uma coisa até feia, e eu nunca, nunca gostei de usar cinto de segurança. Ridículo, idiota, sei. Procurou no Mercado Livre aquele treco que você põe no… Exato, puxava, eu puxava do passageiro e colocava para parar de apitar aquela, aquele… tá, nunca gostei assim. Claro, quando eu vou viajar e tudo mais, mas assim, eh, voltinha simples, vou ir lá almoçar, nunca nunca usei cinto. Eu sei, mano, é irresponsável. É claro. Tô, não tô falando isso aqui pra pra… é uma coisa errada. É, mas nunca gostei, beleza. A vida real, a gente tem que falar a vida real. Tô falando a verdade, pô. Legal. Então beleza. E aí, cara, minha mulher tá grávida, minha esposa tá, nós estamos grávidos de agora 5 meses e pouquinho. Parabéns. Obrigado, cara. E aí, sabia, pelo Instagram, que aconteceu. Esses dias eu tava indo jogar bola, fe… pô, pus cinto. Aí cara, por que que eu vou pôr cinto? Porque agora não sou só eu. Eu já tinha a Raísa, já tinha um monte de gente, mas agora eu tenho, eu vou ter uma filha, mano. Então, o que eu quero dizer é que é muito besta o exemplo do cinto de segurança. Mas de fato, eu comecei a usar, eu comecei a usar o cinto de segurança porque não sou só eu agora. Agora eu tenho uma responsabilidade. Eu tô vivendo não por mim, porque por mais que minha vida é importante, ainda assim ela não é tão importante na minha cabeça. Mas a partir do momento que eu tenho uma filha que nem nasceu agora, eu não tô vivendo mais por mim, é a mesma ess… E aí, aí toda a sua vida ela se molda para você se organizar e muitas vezes segurar o risco, mapeando isso e mitigando do jeito certo para você não colocar isso em risco, colocar eles em risco. É exatamente o exemplo do teu irmão, cara. Exato, hoje eu sou assim com a minha parte. Exatamente, com o que eu considero seguro, do tipo assim: “Beleza, isso aqui é pra minha família, isso aqui é a despesa da casa, etc. Essa aqui seria o que eu iria guardar. Aí sim, isso daqui all-in”. Total. Tipo, que precisa manter essa veia empreendedora. Eu nem dó tenho, tipo de “[] perdi Bitcoin, perdi R$ 20.000 de Bitcoin lá”. Eu falei: “[**], mas cara, não sofro uma, eu não perco uma noite de sono”. Eu fiz a mesma coisa. Mas desde que eu não atrapalhe a minha família. Total. Eu perdi 20 pau de Bitcoin também. Exatamente, 20. E aí, só que minha esposa… rapaz, o pessoal falou que a gente já era parecido. Que você veio com essa lá atrás, quando eu te conheci. Agora tá a história igual. Pô, a a Raísa ela é a minha esposa, ela é extremamente conservadora. Mas assim, conservadora em investimento, assim, em risco ela toma zero risco por ela. Então o que que eu fiz? Eu falei assim: “Ó, só que eu cuido dos investimentos de casa, porque senão também a gente ia tá na poupança”. Então aí aí eu falei: “Meu, deixa que eu gerencie”. Então, mas eu eu eu a gente faz uma reunião eh mensal assim que a gente fala de dinheiro da empresa, né, porque ela ela é minha sócia. Mas a gente também fala da do dinheiro da pessoa física. E aí eu mostro os investimentos, como que tão. A gente a gente tem apresentação de DRE quando a gente faz, quando a gente faz análise de DRE, porque a gente faz análise mensal e tudo mais. A gente depois faz análise da pessoa física, dos investimentos. Eu apresento para ela porque eu tomo as decisões sem consultar. E aí porque senão também vai ficar pedindo autorização e perde muitas vezes timing. E aí cheguei nela e falei: “Ó, vou pegar R$ 20.000” — isso lá atrás inclusive, ganhei dinheiro tá, tá, tá é um pouco acima mas já chegou, já chegou a quase zero — falei: “Vou pôr em Bitcoin. Isso aqui não é investimento. Isso aqui chama cassino”. Eu acreditava no Bitcoin. Eh, mas eu falei: “Não é investimento. Isso aqui é cassino. Eu vou colocar o dinheiro e você tá considerando… a partir desse momento você vai olhar esse dinheiro e vai falar: estamos perdendo esse dinheiro, tá bom?”. “Tá bom, beleza”. Só para ela parar de encher o saco. E aí coloquei lá e tá lá. Tá lá. Hoje hoje tava, tá uns 26 conto lá, não, o meu tá negativo ainda. Mas eu tô entendendo um momento bom, cara. Escutei uma frase que é muito legal: você só perdeu depois que você vender. Exatamente. Enquanto eu não efetivei, tá lá, lá, você falou, é muito engraçado, tá? Isso aí o patrimonial da pessoa física, eu já descontei os 20.000 que eu coloquei lá, porque foi justamente, tipo, me falaram que: “Ah, o cara que tinha em 2002…”. Eu falei: “Quer saber? Vou pôr 20.000 lá e esquecer. Esquecer que ele existe”. Já tirei do patrimonial. Aí eu acompanhei, eu vi que já caiu, perdi quase tudo etc, mas beleza, se um dia subir tá lá, eu vou ter uma surpresa. Mesma coisa. Essa é a graça, cara. Então, é isso. Então, [] cara, Gustav, [] foi top, cara. Prazer te conhecer melhor. A gente já se conhecia pela internet, mas pô, prazer te conhecer melhor, cara. Espero que a gente continue trocando ideia aí, vai ser, vai ser massa. O dia que eu tiver em Alphaville eu te visito, quando você tiver em São Paulo… a minha empresa fica no Ipiranga. Quando você tiver no Ipiranga, vai lá visitar pra gente conhecer, pra també… Por favor, por favor, por favor, vai ser um prazer a gente poder trocar essas figurinhas agora, a gente tem amigo em comum. Cara, sensacional, por favor. Muito legal, Gustav, mas não acabou. Vou fazer uma pergunta final ainda para você, mas antes eu vou agradecer aos patrocinadores. Fica à vontade. Tiagão, tá tudo no esquema aí? Let’s go, cara. Quero agradecer a CMC Displays do meu querido Adalto de Carvalho. Você está precisando vender mais? Então seu negócio precisa de soluções criativas para PDVs, com a CMC: balcões, bandejas, displays e muito mais. Tá aqui o @, tá aqui o site. E se você precisa… e trabalha, se você trabalha com PDV, né, ponto de venda. E com esse ponto de venda você interage com pessoas na sua frente e tudo mais. Quando você tem um produto que você consegue demonstrar, meu, não tem nem comparação, você vai lá para outro nível, você leva a experiência do seu cliente para outro para outro patamar. Então, se você trabalha com degustação, se você trabalha com alimentício, trabalha com degustação, se você trabalha com algum produto bacana de demonstrar, demonstra. E tudo isso, quando você vai fazer isso, você vai precisar de quê? De toda uma uma uma assessoria de produtos que te ajudem a fazer essa demonstração. Então, balcões, bandejas, displays, muito mais. Realmente tem aqui na CMC. O Adalto veio aqui no no podcast, a gente trocou a ideia. O cara, [] um baita empreendedor. Se você entrar aqui no no Instagram dele, você já consegue ver quais são os produtos que ele trabalha. O site dele é um, um e-commerce, né? Então, pô, você consegue ter todas ess essas informações. É um investimento extremamente baixo, extremamente baixo, às vezes para você colocar no seu showroom, na tua loja, para você colocar no ponto de venda. Dependendo do que você trabalha, presentear com comunicação visual, é todo esse essa essa comunicação, essa esses PDVs, esses acessórios para PDVs com a comunicação visual que o próprio Adalto lá na CMC faz, para você presentear os seus distribuidores e tudo isso aí, cara, com certeza vai levar consciência do seu produto pro seu cliente e vai com essa demonstração aumentar muitas vezes até o ticket médio que você vai estar vendendo seus produtos. Então cara, CMC Displays, obrigado Adalto, obrigado CMC pela parceria. Segundo deles, Agência DLB do meu parceiro Nicolas Dias. A única agência de marketing que seu negócio precisa, analistas, do web design aos anúncios, satisfação garantida ou seu dinheiro de volta. Nicolas, quando falou esse negócio aí de dinheiro de volta foi, bicho, olha lá, hein! Ele falou: “Não, pode, bateu no peito, falou manda bala”. Nicolas é aluno do Além do CNPJ, do curso da época e que a gente vendia e vendeu muito. A parte de de assessoria de marketing digital, vários serviços dentro da da comunidade do Além do CNPJ. E quando o Nicolas sugeriu de patrocinar o podcast, como eu faço com todos os patrocinadores, eu consultei alguns alunos, amigos que a gente se tornou e falei: “E aí, você contratou o o Nicolas lá, como que foi?”. Meu, rasgaram elogios. Inclusive muitos amigos meus dessas, dessa turma que a gente construiu essa amizade são clientes do do Nicolas até hoje. E eles falam que eles são a única agência de marketing que o seu negócio precisa, que de fato é real. Porque automaticamente, quando você vai para uma agência digital, ou o cara é muito bom de design e o resto ele terceiriza, ou ele é muito bom gestor de tráfego, o resto ele terceiriza, ou ele é dev, né, desenvolvedor, o resto ele terceiriza. Então, quando você tem uma agência que tem de fato os profissionais todos alocados, isso traz muita mais, mais segurança, mais agilidade, mais rapidez. E cara, você tem que focar no que seu negócio de fato nasceu para fazer. Então não adianta você querer construir uma agência dentro da sua empresa para conseguir ter esse controle, você fazer a gestão de tráfego. Se você é muito pequenininho, até ok, mas conforme você vai crescendo, você precisa terceirizar isso aí. Deixa na mão de quem entende. E caso você queira e caso você sinta que isso é uma uma dor sua, ou caso você até tenha já uma agência, mas não sente que eles são as pessoas certas, considera a DLB como parceiro, tá bom? Tamo junto, Nicolas. Tamo junto, DLB. E agora eu quero falar da SMB Store do meu parceiro Alonso. SMB, desde 2018, SMB Store tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlar seu estoque, suas vendas, seu financeiro, tudo isso com um sistema extremamente fácil e acessível de usar. Permite então que seus… que os empreendedores se concentrem no que realmente importa, que é expandir os seus negócios e aumentar os seus lucros. Tá aqui o site, tá aqui o @ da SMB. E a SMB é um ERP, mas não é qualquer ERP, é um sistema, e e cara, eu conheço muito bem porque o Alonso me presenteou com com um cadastro lá da SMB e eu tô gerenciando o Além do CNPJ pela SMB. Então cara, super fácil, cara, o sistema, meu, é muito fácil. Quando você baixa uma nova rede social, por exemplo. Uma nova rede social foi lançada, aí você baixa o aplicativo, faz o cadastro. Quando você entra nela, não tem um treinamento, você não precisa participar de videoaulas para saber como fazer um post. Aquela rede social ela foi pensada de maneira tão intuitiva que você automaticamente, ao clicar em poucos botões, você já tem mapeado como aquilo funciona. A SMB é exatamente igual, é um sistema extremamente intuitivo. E aí por que que isso é importante? [] Se você trabalha sozinho, é muito fácil de usar. Mas principalmente se você começa a crescer ou se você já tem funcionários, a implementação desse sistema se torna uma coisa muito fácil. E a implementação é justamente a coisa mais chata de um sistema, é um sistema que vai conseguir organizar sua empresa. Se você gerenciar sua empresa no papel de pão ou numa planilha de excel já tá errado. “Ah, mas eu sou pequenininho”. Tá errado. Tem que começar direitinho. A gente falou isso hoje, né? Já começa do jeito certo. Eu sou suspeito para falar, cara. Suspeito para falar. E cara, meu, sério, depois eu vou te passar um um link da SMB, cara. Só testa para você ver. E eles são focados em pequenos e para serviço funciona bem. Serviços funciona. Eles, cara, eles são uma uma plataforma, sabe? Eu, eu achei muito legal aquele negócio de não vender para todo mundo. O Alonso, ele, o foco dele é pequena empresa, pequenininha, microempresa, conforme ele falou assim. Tanto é que eu até perguntei para ele: “E quando a empresa começa a crescer?”. Ele falou: “Aí eu… ele vai para outro sistema”. Que legal essa essa essa essa transparência. Ele focou no pequeno. Legal. E cara, salva a vida de vários empreendedores. Quem faz tudo não faz nada. Quem faz tudo não faz nada. E cara, se você é pequenininho, se você tá sentindo que você não tá com seu ISO, as empresas de de jeito, do jeito certo. Depois de acompanhar o que a gente conversou aqui, muito do que a gente conversou aqui parte, o começo de tudo isso parte de um de um RP organizado. Então cara, considera SMB Store, tá bom? O Instagram dos caras é super bom, o Alonso é super parceiro. Só clicar aí, trocar ideia com eles e estamo junto. Depois volta para me agradecer. E aí quero falar da WJR Consulting, do Wallenstein Júnior. Gestão financeira descomplicada para empresários. Aqui tá o @ do Wallenstein. Aqui tá o site do Wallenstein. Parceiraço, gente boa, nerd no bom sentido, claro, e extremamente inteligente. Wallenstein é um dos caras que que eu conheço, assim, um dos caras mais inteligentes que que que eu já troquei ideia. O cara tem uma uma especialidade, ele mexe no Excel sem mouse, então só isso aí já já eleva o nível. Mas brincadeira à parte, cara. A WJR é uma consultoria que traz pro empreendedor a gestão financeira descomplicada. Quando a gente fala isso, é o quê? [__] tudo isso que a gente conversou hoje. O que que é DRE, fluxo de caixa, trabalhar alavancado, como que eu como que é a minha precificação? Será que eu tô precificando certo o meu produto? Qual é a minha necessidade de capital de giro? Todas essas coisas que eu, Gustavo aqui, que a gente conversou, demoramos anos e anos para aprender. Você vai lá e contrata a WJR. A WJR tem a parte de construir, tem um pool de consultores para todos os bolsos. Todos os bolsos. Se você é pequenininho, fatura R$ 30.000, você vai ter um consultor que vai caber no teu bolso. Se você é grande, fatura R$ 600.000, R$ 1 milhão, R$ 5 milhões por mês, você vai ter um consultor que cabe no teu bolso e que vai te ajudar do jeito que você precisa, na estrutura que você precisa. Entra no site da da WJR, mas principalmente entra no Instagram só para vocês verem a estrutura que eu tô falando dos caras. E cara, é uma coisa, é um serviço que se paga imediatamente. Imediatamente. É mais ou menos igual o advogado que que o Gustavo contratou, lá. Trouxe um saving, por mais que custou, mas o saving já se pagou quase que imediatamente. É o que a gente falou da ignorância, né cara? Você tem hoje pessoas no mercado que conseguem ajudar e não vale a pena você ser ignorante e não aprender. E sabe o que acontece? Você falou isso aqui e eu também tinha essa percepção. Quando eu tava ferrado financeiramente, eu não sabia nem para onde ia, não sabia nem o que eu tava errando. Eu falava: “Meu, o que que eu faço?”. E aí eu obrigatoriamente, na minha cabeça, tinha que buscar eh eh uma solução sozinho. Porque quando eu pensava em alguém que poderia me ajudar, eu eu achava que eu não tinha capacidade de pagar. Até porque, quando eu, quando a água batia na bunda, eu tava ferrado de grana. Então, ainda mais naquele momento que eu tava me sentindo endividado, aí que eu não ia buscar novos custos, eu tinha que me me me me virar sozinho. E cara, com a WJR, independentemente do do tamanho da tua empresa, com R$ 1.000 por mês você consegue fazer um, uma consultoria e salva tua empresa, mudar sua vida, mudar sua vida é. Entendeu? Dependendo do tamanho do seu negócio. Então, o cara, sem brincadeira, é é imediatamente para o… pausa, e de preferência, busca eles quando você não tá ferrado, né? De preferência. Mas se chegar lá dá pra resolver também. Vai lá também. E como, como o Gustavo falou, cara, já chegou a ter 4 milhões negativo, eu também já, já, já tive bem pesadamente negativo e cara, achava que não teria luz no fim do túnel e teve. Então vai com calma e e conhecimento é tudo. Então WJR tá aí para te ajudar, tá bom? Estamos junto, Valentin. Obrigado aí pela pela parceria. E por fim, meus parceiros desse estúdio maravilhoso, DT Live, transmissões ao vivo de maneira profissional. Tá aqui o Instagram dos caras. Cara, por que que eu falo da DT Live? Tô falando nos últimos tempos dos caras, porque os caras são tão parceiros. Mano, Tiagão virou meu amigo pessoal, a gente joga poker junto. As últimas duas vezes ele me deu um pau, eu saí na mesa final e ele ficou. Filha da mãe. Tiagão, [__] próxima vez eu vou para cima. Você vai, você vai. Tá ligado. Mas assim, pô, fica um amigo, cara. E é um cara que assim, sem brincadeira, eu converso muito com os caras aqui da da empresa. Os caras atendem a TV Globo. A gente tava conversando até antes de começar, né, que o o o jeito que a mídia tradicional tem se adaptado. Antigamente a Globo eh fazia transmissões tudo com com com estrutura própria, todas as as emissoras. Hoje em dia eles terceirizam tudo e a DT Live faz isso. Então, se você vai ter um evento ao vivo, se você vai ter um show, se você quer fazer uma cobertura, independente do que você queira fazer, uma palestra, um seminário na tua empresa, tudo isso que você quiser fazer, a DT… a Twitch Live faz de forma ao vivo. Os caras são especialistas em transmissão ao vivo. Fora que eles têm esse estúdio maravilhoso aqui no no ABC Paulista. Mas caso você queira estruturar um estúdio em outro lugar e tudo mais, os caras também fazem essa transmissão ao vivo de qualquer lugar. Então cara, qualquer coisa que vocês precisarem, entrem em contato com eles. Pede para falar com o Tiagão, mais conhecido como Tiaguera, né? E já era, os caras vão te dar uma baita de uma assessoria. Eh, me aproximando do Tiagão nesses últimos tempos, ficando amigo do cara, tenho visto que o cara é referência no mercado. Muita empresa grande por aí liga pro cara para tirar dúvida de como a técnica funciona por trás do das câmeras. Então vem com… vem com o pai, que o pai que o pai manja, né Tiagão? Isso aí. Tamo junto. Bom demais.

Eh, Gustavão, cara, obrigado, quero te te agradecer mais uma vez. Antes de finalizar, quero te fazer uma pergunta que eu faço para todo mundo, que eu vou bater na madeira antes de começar, que é o seguinte. Lá vem bicho. Imagina que essa aqui é a tua última aparição. Vixe Maria. Você bate o carro e morre, por isso que eu bati na madeira. Pelo amor de Deus, vai acontecer isso. Mas cara, cara, embora de bicicleta. Vai de bicicleta. Sua última aparição, mano. Eh, acabou, o Gustavo… a última vez que o Gustavo apareceu a público foi aqui no podcast. Qual seria tua última mensagem pra humanidade, mano? Pesada essa pergunta, rapaz. Dá para pausar o podcast? A gente volta daqui a uma hora. Qual seria tu… de bate pronto assim. Pô, o que que você deixaria pro mundo, cara? Quais seriam as suas últimas palavras? Cara, essa pergunta é braba, mano. Essa é profunda. Eu não… Você viu que eu não falo antes, né? Eu não, não adianto. Caraca. Mas assim, alguma, alguma, não precisa ser tão profundo assim. Porque é de bate pronto, é difícil. Mas assim, qual, qual a mensagem que você deixaria pro mundo, cara, assim? [__] Que que você… o que que você acredita aí que o mundo ficaria melhor com essa mensagem? Cara, eu… é que são muitas coisas, né? Mas eu, nesses, nesses 10 anos eu aprendi que, tipo… vou falar o que eu aprendi, que na verdade não é nada do que a gente falou aqui. Uhum. Mas é porque depois que você passa dessa etapa que a gente falou aqui, de números financeiros, tal, isso aí vira um negócio tão simples, simples, exato, vira uma fórmula, que eu eu entendi que todos os negócios são feitos de pessoas. Pode parecer clichê, exato. Todo mundo fala. Mas é real. Tipo, é é justamente o que a gente falou que é a maior dor, inclusive, né? Que, quanto menos, até melhor que é menos dor. Mas todo negócio é feito de pessoas. E tipo assim, como você tá sonhando, essas pessoas também sonham. Então eu, eu concluiria falando o seguinte, tipo: acredite nas pessoas. Acredite em quem tá do seu lado. Eu acho que isso faz total diferença. Porque eu cheguei hoje aqui, não foi sozinho. Teve mais de 50 pessoas que que me ajudaram a chegar aqui, parando, te ajudando. Então é tipo, sabe, acredita naquela pessoa que tá do seu lado. Sabe aquele aquele colaborador que tem um salário mínimo ali que você tá pagando para ele? Tá sonhando, porque, cara, você você tá sonhando, e tipo, você não vai desistir como eu não desisti, como você não desistiu. E cada dia você tá sonhando e aquela pessoa ali também. Então, se eu fosse falar algo que, tipo, de fato mude o mundo e deixe um um recado melhor, é que, sabe, eu aprendi o oposto disso. Todas, todas as referências que eu tinha de empresários, e etc, é aquilo que a gente falou: cara, colaborador é um pé no saco, é um negócio que só dá dor de cabeça, é processo trabalhista, é o raio que parta. Mas eu também entendi que, tipo, sozinho não teria três empresas. Total. Então, tipo, tudo é feito de pessoas. Vai depender do seu relacionamento. Não é porque um relacionamento deu errado que o outro também vai dar. Uhum. Então, a partir do momento que eu entendi isso, continue acreditando nas pessoas. Independente de… eu acho que você resumiu de uma maneira mais bonita. É porque às vezes você é passado para trás. Eu já fui roubado, você provavelmente já foi. Exato. E e e assim, dá vontade às vezes de falar: “Meu, as pessoas não são mais honestas”. Mas no final o bom, o a a coisa, a a o bem prevalece ainda. Então a gente tem que continuar acreditando. Acho que esse esse é o recado que eu tipo, que eu queria deixar, sabe? Porque quando você faz algo por alguém, tipo, as referências que eu tive, como eu disse, sempre foi o oposto. E além disso, quando faz alguma coisa por alguém, você espera, tipo, a pessoa espera de volta. E não, tá errado. Não é você esperar nada de volta, é você fazer sabendo o porquê daquilo. Tem um porquê e tá bom, acabou ali. Bora. E você vai ter o seu outro porquê, depois vai voltar para você, talvez nem dela. Universo, universo. Tipo, acredite em pessoas. Faça relacionamento, sabe? Dê oportunidades que vai te ajudar a levar muito mais longe. É isso que eu aprendi e levo pra vida recentemente. Compartilho 100%. Você falou… tem uma frase que eu repito, e meu, digo e repito várias vezes na empresa. Eh, existe uma fórmula mágica no mundo, que é o seguinte, que por mais que a matemática não explique, ela funciona: quanto mais você divide, mais você multiplica. Essa fórmula, essa fórmula mágica mudou minha vida. Eu sempre acreditei e é real. Divida, cara. Divida conhecimento, divida sucesso, divida prosperidade. Divide tudo. No final, multiplica. Eu tô usando essa frase todo dia, não desse jeito. Eu falo: dividir para conquistar. É o que eu falo todo mundo. Um monte de gente pergunta: “Ah, mas, cara, tudo que você tá abrindo agora, que é só, sei lá o que, só startup, a gente tem investidor?”. Exato. Cara, eu aprendi que desde que seja as pessoas certas. Exato. Esse, isso é uma premissa extremamente importante. Você vai dividir, mas você vai conquistar muito mais, muito mais, e o bolo fica muito maior e a fatia fica muito maior. Exatamente. É aquele… que que é 100% de nada? Exato. Não, nada é nada.

Cara, Gustavão, prazerço, cara. Prazer é meu, cara. Muito obrigado. Tiagão, coloca, antes de a gente finalizar, coloca só o BG do Thiago, do do Gustavo aí, rapidão. [] Coloquei você na na fogueira aí, ó. G Gustavo Lopes esc. Já segue o cara aí. [] baita de um de um cara, vida real. Tamo junto, mano. Mais uma vez, obrig… cara de verdade. Parabéns aí pelo projeto. Obrigado, mano, tamo junto. E você que ficou aqui até aqui, espero que o objetivo principal desse podcast, que é o que falei, que você se sinta sentado à mesa conosco, espero que a gente tenha cumprido. Espero que essa, essa, esse episódio tenha feito você sair cheio de insights. E aquele negócio, né, empreendedor, põe a mão na massa. Então pega esses insights, anota já, já traduz isso pra tua empresa, pra tua vida e aplica. Vamos para cima. Obrigado, tamo junto e sucesso. Valeu, boa noite, boa noite.

Confere os principais insights do Episódio #029 do Além do CNPJ com Gustavo Lopes. Uma verdadeira aula sobre e-commerce, gestão financeira, foco e a realidade nua e crua de quem quase faliu a faturar milhões.

O Menino que Queria Ajudar em Casa

No episódio 029 do Além do CNPJ, recebemos Gustavo Lopes, fundador da Empório do Celular — a maior loja oficial de peças de substituição para telemóveis e tablets no Mercado Livre no Brasil.

Ao contrário do que muitos pensam, o Gustavo não veio de uma família com tradição empresarial. Filho de um camionista e de uma operadora de telemarketing, o seu único objetivo aos 14 anos era ajudar a pagar as contas de casa para evitar que os pais discutissem por causa de dinheiro. Sem saber, foi nesse cenário de necessidade que nasceu um dos maiores talentos do e-commerce brasileiro.

1. O Início aos 14 Anos: Do YouTube ao Dropshipping

A jornada de Gustavo começou em 2012, aos 13 anos, a fazer vídeos para o YouTube sobre acessórios para telemóveis. Com a monetização, começou a ganhar os seus primeiros dólares. Mas o verdadeiro salto deu-se quando percebeu que as pessoas queriam comprar os produtos que ele mostrava.

Sem capital, utilizou o cartão de crédito do pai para comprar no AliExpress e enviar diretamente para a casa dos clientes — um modelo clássico de dropshipping. O negócio evoluiu para a venda de peças quando ele partiu o ecrã do seu próprio telemóvel e percebeu que importar a peça e consertar em casa era infinitamente mais barato do que pagar pelo conserto no Brasil. Assim nascia a semente da Empório do Celular.

2. O Poder do Foco: Quem Faz Tudo, Não Faz Nada

Muitos empreendedores acreditam que ter um portefólio gigante é a chave para vender mais. O Gustavo cometeu esse erro no início. Ele tinha mais de 30 SKUs (produtos diferentes), o que gerava um caos de stock e fluxo de caixa.

Ao analisar a concorrência, teve uma epifania: um concorrente vendia sete vezes mais do que ele, tendo apenas 7 anúncios.

“Eu percebi que quem faz tudo não faz nada. Reduzi os meus produtos e especializei-me apenas em peças para Apple. Foi assim que consegui crescer. O foco otimiza o teu dinheiro e a tua gestão.”

3. A Ilusão da Faturação e a Dívida de 4 Milhões

O ponto mais tenso e educativo do episódio é quando Gustavo revela o lado sombrio do seu sucesso. Aos 18 anos, a empresa faturava cerca de 3 milhões de reais por ano. Para a sociedade, ele era um jovem milionário. A realidade? A empresa estava com meio milhão de reais em dívidas, valor que rapidamente escalou para 4 milhões negativos.

Como é que isso acontece? Falta de gestão financeira profissional.

“Eu não sabia o que era um DRE (Demonstração de Resultados). Eu geria a empresa pelo saldo da conta bancária. Achava que a minha margem era de 30% e fui subindo as despesas fixas da empresa. Quando dei por mim, o buraco era gigante.”

A ignorância fê-lo continuar a trabalhar sem desistir, mas a necessidade de sobrevivência obrigou-o a estudar finanças, reestruturar o negócio e, eventualmente, criar o seu próprio software de gestão de e-commerce para nunca mais passar por isso.

4. Menos é Mais: O Negócio à Prova de Falhas

Com as lições aprendidas, anos mais tarde, o Gustavo quis ajudar o pai a sair de um emprego exaustivo. Em vez de o contratar para a sua empresa, montou um negócio do zero para ele no Mercado Livre, vendendo meias e cuecas da marca Lupo.

Aplicando tudo o que sabia de gestão e análise de mercado, estruturou a empresa com um custo inicial de apenas 1.000 reais. Com apenas três produtos (SKUs), a loja fatura hoje até 180 mil reais por mês, operando no automático e deixando um lucro líquido altíssimo para o seu pai, que trabalha apenas duas horas por dia. A lição? Estudo de mercado e gestão profissional superam qualquer esforço desordenado.

Conclusão: Os Negócios São Feitos de Pessoas

Para encerrar, o Gustavo deixou uma mensagem poderosa sobre o que realmente importa na jornada empresarial:

“Todos os negócios são feitos de pessoas. Sozinho, eu não teria construído três empresas. Acredita em quem está do teu lado. A fórmula mágica do mundo é: quanto mais tu divides, mais tu multiplicas. Dividir para conquistar.”

Assiste ao Episódio Completo

Este artigo é apenas uma amostra de uma conversa repleta de ferramentas práticas para quem vende online, lições de resiliência e estratégias de gestão.

Queres perceber como dominar o teu fluxo de caixa e escalar o teu e-commerce com segurança?

Clica abaixo para assistir ao EP #029 na íntegra:

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