Cultura do Recursos Existentes, Omnichannel de Nicho e a Expansão de Franquias com Luciana Machado (Lu Chocolates) | Além do CNPJ (EP #048)

A Filosofia do Fazer com o que Tem

No ecossistema das pequenas e médias empresas (PMEs) no Brasil, é comum encontrar empreendedores paralisados pela falta de infraestrutura ideal, equipamentos de última geração ou capital de giro abundante. No entanto, a verdadeira história do empreendedorismo de raiz revela que os negócios mais prósperos e duradouros nascem de uma premissa simples: a execução implacável com os recursos que você tem à mão hoje.

No mais recente episódio do podcast Além do CNPJ, o host Felipe Cassola recebeu Luciana Machado (conhecida nacionalmente como Lu Chocolates), fundadora da marca de chocolates finos e confeitaria artesanal que se tornou referência no ABC Paulista e no ecossistema de festas dos maiores artistas do país.

Luciana resgata a sua trajetória de duas décadas — desde a produção artesanal de trufas em uma edícula de paredes caiadas no bairro do Zaíra, em Mauá, até o faturamento de mais de R$ 5,6 milhões ao ano em uma única loja — e detalha a transição do artesanal para um modelo de expansão estruturada por franquias.

1. O Começo com o que Existia: A Parede de Cal e a Porta de Batente

A trajetória de Luciana é uma aula viva contra a vitimização operacional. Em 2004, recém-casada e motivada a proporcionar uma vida melhor para o seu filho, começou a produzir trufas de maracujá e limão. Sem orçamento para comprar mesas profissionais de inox, sua primeira bancada de trabalho foi feita com uma porta de madeira apoiada sobre caibros, coberta com plástico branco.

A cozinha funcionava numa edícula no fundo de sua casa, com paredes pintadas de cal que precisavam de retoques mensais e um fogão doado pela vizinha. Sem mentalidade de atalhos, a Lu Chocolates cresceu focada no produto, na higiene impecável e na atenção aos mínimos detalhes.

[Mesa de Porta + Fogão Usado] ➔ [Venda de Porta em Porta no Comércio] ➔ [Captação de Festas Grandes] ➔ [Loja de R$ 5,6 Mi/Ano]

2. A Virada de Chave: Da Encomenda para a Prateleira de Varejo

Durante anos, a Lu Chocolates operou no modelo de encomendas de grande porte para casamentos, feiras corporativas e aniversários de celebridades (atendendo camarins de emissoras como a Record e festas de nomes como Sabrina Sato e Simone Mendes).

Contudo, a virada de modelo de negócio ocorreu em novembro de 2019, quando Luciana e seu marido, Marco (que deixou uma carreira de 21 anos na indústria para se dedicar à gestão da empresa), decidiram abrir uma loja física de rua no bairro Jardim, em Santo André.

Com o advento da pandemia em março de 2020 e o cancelamento abrupto de todas as festas e eventos, o casal agiu rápido: doou os produtos perecíveis de curto shelf life para profissionais de saúde de UPAs locais e pivotou o catálogo para itens de prateleira voltados ao consumo diário (como pães de mel, sequilhos e panetones), resultando em um crescimento de 30% em plena crise.

3. A Matemática de uma Única Loja: 1 Milhão de Doces por Ano

O grande diferencial da Lu Chocolates é a eficiência por metro quadrado. Operando com um catálogo padronizado para evitar o gargalo das encomendas personalizadas sob medida, a única unidade da marca alcançou métricas surpreendentes no varejo alimentício:

Métrica Operacional Indicador da Unidade de Santo André Impacto Estratégico no Negócio
Doces Produzidos / Ano +1.000.000 de unidades Escala de fábrica artesanal com rigor de processos
Faturamento Anual (1 Loja) +R$ 5.600.000,00 Prova de conceito sólida antes de abrir o franchising
Ticket Médio da Loja ~R$ 30,00 a R$ 70,00 Volume alto ancorado por linhas de presente e cafeteria
Equipe Interna 40 colaboradores diretos Estrutura enxuta e dividida por linhas de produção

4. O Plano de Expansão por Franquias

Após consolidar a marca no topo do mercado regional e obter certificação técnica da gigante belga de chocolates Callebaut, a Lu Chocolates prepara a nacionalização da sua operação através de franqueamento estruturado.

O plano de expansão prevê um teto controlado de unidades nos primeiros ciclos para garantir o padrão de qualidade, dividindo-se em formatos específicos:

  • Lojas de Rua (Conceito): Unidades completas com espaço para cafeteria, sobremesas e área de presentes.

  • Lojas de Shopping: Foco em alto fluxo, presentes rápidos e consumo de impulso.

  • Carrinhos / Pockets: Estruturas menores voltadas para locais de alta circulação B2B e galerias.

5. Fazer o Seu Melhor: A Filosofia do Negócio

A lição final de Luciana Machado para quem deseja construir uma marca forte é simples: faça o seu melhor sempre, com o que você tem à mão. Não espere o cenário perfeito, a mesa nova ou o momento econômico ideal para tirar o seu projeto do papel. A sorte só alcança quem já está em pleno movimento.

Quer aprender a posicionar sua marca no varejo, transformar produtos simples em itens de presente e estruturar sua empresa para franquias? Assista ao episódio completo no canal Além do CNPJ!

Ler Transcrição Completa

A cozinha era impecável, e a cada mês a gente pintava o chão e pintava a lateral com cal. Era o que eu tinha, era simples, mas era bem-feito. Então não tem isso: “ai, precisa da tinta tal, o bloco, ai, só vou fazer se eu tiver uma mesa nova, ai, só…”. Nunca fui, até hoje eu sou assim. Então era o fogão que a vizinha não queria mais, os talheres que elas, elas limpavam com os potinhos de Tupperware… Nada me fez parar. O recurso que existe é o recurso que eu vou ter para usar e fazer o negócio com isso. “Ah, não, eu não faço porque eu não tenho uma máquina boa, meu celular não funciona bem, o meu computador é ruim”. Quem tem vontade de fazer, faz sem condições. Eu sozinha chegava 22h, 23h da noite no dia… Para, gente! Depois fala que eu tive sorte. A sorte sem estar em movimento… E só quem peg… Quem tiver também, só que a felicidade não vem na resolução daquela meta, ela vem no processo de conquista dela. Se faz tempo que alguém não te chama de louco, tem alguma coisa errada. Você não vai ter outra vida para se conectar com você, eu joguei tudo aqui, ó.

Buenas, buenas, buenas, seja bem-vindo a mais um podcast do Além do CNPJ. Tô muito feliz de você estar aqui. Esse episódio vai ser muito legal porque essa pessoa que tá aqui na minha frente, primeiro tem uma energia incrível, segundo que, cara, o processo de expansão que ela fez na empresa dela vai ser, com certeza, motivo de muito insight nas nossas empresas. Então tô bem ansioso por esse papo porque eu quero conhecer um pouco da história. Já sei do, do, do tamanho que ela se tornou, onde ela chegou, mas eu quero saber como que ela fez. Quero conhecer essa história, essa trajetória. É uma pessoa que é famosa, tá, tá no hype. É uma pessoa que, que criou uma marca que é bem conhecida, principalmente no, no universo do, dos famosos, né? A galera bem conhecida, bem no hype sempre demanda a marca dela para suas, para suas festas e comemorações. E, cara, como que se chegou nisso? Como que ela usa a rede social para alavancar as vendas da sua própria empresa? Como que ela fez para uma unidade própria, uma unidade física conseguir e canalizar essas, essas possibilidades da internet pro mundo offline, que é o que acontece? E, e essas são as grandes dificuldades, né? As pessoas, por mais que seja um mundo só, online e offline, as pessoas têm muita dificuldade de fazer essa conversão, essa tradução de um pro outro, e eles andarem juntos como o omnichannel que todo mundo diz, mas poucos aplicam de fato. Então a gente vai trocar muito ideia sobre isso. Tô muito feliz de anunciar Lu Chocolates aqui para vocês. Ah, tamo junto, Lu, obrigado, viu?

Obrigada pelo convite, muito obrigado por estar aqui, muito legal. Deu certo, né? Umas duas vezes aí a gente cancelou duas vezes, né? Uma foi por causa do nascimento da, da Estelinha. Foi muito bom, gente, nossa, essa é uma fofa, né, meu Deus.

Uma figura maravilhosa.

Mas deu super certo, graças a Deus. Nós estamos aí no pico da Páscoa, meu… Você tá aqui no meio da Páscoa trocando ideia comigo, de que você conseguiu sair de lá.

Consegui, conseguiu sair. Hoje eu, hoje eu acabei literalmente indo pra produção.

É mesmo?

Eu fui ajudar, logo…

Que legal!

…tá galera? Amanhã viaja, né? E aí quem não lembrou, e a gente tá lá o tempo todo atendendo oito, atendendo o balcão, é uma loucura.

Ô Lu, deixa… Me explica pro pessoal antes de você se apresentar e tudo mais, mas a tua empresa, qual é o nome da empresa? É Lu Chocolates? O pessoal te conhece como Lu Chocolates, é Lu Chocolates mesmo? O que que tá escrito na fachada? Eh me fala um pouco do, do trabalho que vocês têm hoje, como que funciona, tá?

A empresa é isso, chama Lu Chocolates, tá, é desde 2004. A fachada hoje nossa é Lu Chocolates, e onde eu vou o meu RG nem vale muito porque, na realidade, tô tentando fazer um posicionamento legal aí do meu nome, Luciana Machado, para entrar com a outra parte de empreendedorismo e tudo mais, mas na realidade Lu Chocolates, chegou Lu Chocolates. Aqui a menina chegou, falou assim: “Luciana, o pesso… Luciana, pode a…”. Aí o Eder falou assim: “é a Lu Chocolates”. “Ah, é a Lu Chocolates!”. Aí tudo bem, né, todo mundo já conheceu.

Exatamente.

E aí a gente fica literalmente no chocolates a todo momento, né? Ninguém me conhece mesmo por, quase por Luciana. Agora começa a ter acho que de uns 6 meses, 8 meses para cá eu tô me posicionando mais com o nome porque onde eu tô meio que ramificando aí para criar uma, um posicionamento da, da como pessoa, né, pessoal. Um posicionamento mesmo meu, assim, sabe? Deixar a empresa onde ela já tá e daqui vai na expansão, e aqui a parte da Luciana mesmo pra parte do empreendedorismo: minha trajetória, dores, amores, vida real, que é isso que eu transmito 100%, a vida real.

E, Lu, mas a Lu Chocolates é uma doceria, é uma cafeteria, é o que que é a Lu Chocolates?

Então, hoje a Lu Chocolates é uma loja especializada em chocolates com cafeteria. Boa. A gente tem um braço, Fê, da confeitaria, legal, com linhas festas, porque a gente começamos… Nós começamos, olha, gente, nós começamos como chocolates de trufas de porta em porta.

Que legal!

No centro de Mauá. Então, caraca, com isso, com o chocolate de que eu tinha, com a matéria doceira mesmo, tipo fazendo em casa e vender aqueles trufões, gente, trufões de, de padaria que tinha maracujá, limão… Sabe aqueles trufões, aqueles trufões? E aí eu passava de comércio em comércio com o meu, com a minha cadernetinha, anotava… Você comprava de outra loja, comprava no outro… Você não vendia pro cliente final, você vendia pros comércios venderem?

Vendia pro cliente final sempre, B2C, nunca B2B, é depois que eu comecei a, e ter a galerinha vendendo porque, né, empreendedora, né, a gente já tem, já, já foi desenvolvendo, o nosso negócio já vai assim a mil. E aí eu comecei a… A filhinha vendendo, vendendo chocolate, e aos poucos ia encomendando: “um bolo, você faz?”. “Ah, não sei o quê, você faz?”. “Ah, você faz?”. “Faço”. “Você faz pingente de pasta americana?”. “Faço”. Mentira, não fazia, vamos atrás de…

A demanda foi te formando.

Foi me formando, porque eu nem tinha muito curso, Fê, na realidade eu não tinha nenhum, eh eu falo que a minha trajetória é vivenciada a cada dia. Então é… Hoje a gente tem, né, YouTube, a gente tem todos os canais, lá atrás só tinha revista, tinha 2004, e se bobear não tinha dinheiro para comprar a revista.

E como que foi assim, eh voltando até um pouco na trajetória: “vou fazer trufa para vender”. Necessidade pura? Foi, foi… A água bateu na bunda, “preciso correr”?

Foi, não. Eu, eu casei muito nova, né, Fê? Eu casei com 20, eu fiz 25 anos de casada. O Lucas tem 22, completou agora a semana passada, e aí na hora em que eu casei, eu trabalhava numa outra empresa e aí eu saí, e me vi com o Lucas pequeno. Mas o Marco trabalhando eh em empresa de indústria, ele trabalhou 21 anos em empresa, ele saiu em 2015, legal. Nossa, que legal, saiu faz pouco, é recente a saída do Marco, por isso que nós alavancamos aí, tem esse período aí. E aí eu falei assim: algo eu tenho que fazer, porque eu tinha meus pais, queria dar uma vida melhor pro Lucas do que só ficar com o salário do Marco. Lucas é teu filho? Lucas é meu filho. E aí comecei a, a fazer as trufas, e nessas trufas assim foi o chocolate que a gente tinha, porque eu ainda tinha que pegar o dinheiro dele, do trabalho dele para colocar para comprar chocolate, fazer, receber… Gente, é uma trajetória sim.

Você tava usando o dinheiro do, do salário dele para alavancar o negócio.

É, o estoque inicial.

Insumos.

Não, mas nada disso, né, Fê? Imagina, a gente… Eu só ia, gente. Eu falo isso quando eu falo assim: gente, faz conta. Hoje a gente faz, né, de um tempo para cá a gente faz conta, mas lá no começo, gente, eu só vendia, só ia embora, comprava uma Kombi cheia de chocolate quando era Páscoa, fazia conta? Claro que não, ajudava o Marco a trocar de carro. Sim. Olha…

Então já dava certo, já dava lucro, só que você não sabia nem como, qual é a tua margem.

Eu só ia. Nossa, jamais. A pessoa comprava 3 kg de bolo, ia cinco acho, né? Porque eu não sei nem se eu tinha balança.

Caraca, que viagem!

É muito para você ver como o empreendedorismo muitas vezes começa na loucura, mesmo na loucura, e é importante porque isso forma a gente, Fê. E lá tinha até vários cursos, algumas coisas, mas eu não tinha nem essa, essa visão, sabe? A tua me pergunta: “ai, você tinha essa visão da sua trajetória, tal?”. Não tinha, eu só ia, encomendava hoje, eu tava fazendo a outra, encomendava amanhã, e eu fazia, encomendava, e eu fazia. E aí assim foi durante um tempo, e aí eu fui ramificando para bolo, docinho de casamento, começou a fazer tudo real.

Tudo real.

Aí você ia me encomendando, eu falava assim: “que eu vou perder o cliente? Nada, quer docinho? Faço doce”. Eu ia lá e olhava nas revistas, fazia um cursinho básico, faz, faz os doces, passava a madrugada, aquele também aqueles escorregos de vida real, gente. Mas fiz. Então a Lu Chocolates ela teve um nome de início, porém durante alguns anos eu migrei muito. Então assim, foi bolos de festas, doces de casamento, bem-casado, ah e chocolate também, mas ele era até um, um segundo plano ali, porque os bolos demandavam mais, os docinhos demandavam mais, era uma doceria dessas de iFood, digamos, que faz desde brigadeiro até copo da felicidade, tipo assim.

É, eu acho… Copo da felicidade não tava na moda.

Não, não tava na moda. E eu sempre trabalhei com encomenda, né, Fê? Eu nunca trabalhava com o, o, o presente, era só encomenda, então eu cresci muito na encomenda. Então eu comecei a trabalhar com festas grandes, casamento e aniversários, então era tudo agendado. Então eu sabia o que eu ia receber mês que vem, daqui dois, três meses eu tinha um planejamento de festas, não de que eu tinha planejamento real, de ficha, legal.

Você sabia mais ou menos, você tinha agenda.

Agenda, agenda de entrega. E aí eu, isso foi ficando muito grande assim, sabe? Aí eu… Aí foi ramificando bastante, porque aí em 2000… E a trajetória: 2004, 2005, 6, 7, 8, 2009, 2011 eu fiz a primeira reforma na cozinha, lá em Mauá, na cozinha da sua casa. Porque, Fê, quando eu comecei eu não, não tinha mesa, eu não tinha bancada, eu não tinha armários, era uma cozinha normal, nada. Meu pai era pedreiro e a gente ganhava porta, sabe, porta? Então a mesa era porta de… Batente de porta com caibros assim, e aquele plástico que forrava e grudava embaixo, branquinho, depois tinha sido vermelho, depois troquei para branco. As paredes, ela era pintada de cal, então você relava nela, ela caía.

Caraca, Lu!

Sabe aquelas ripinhas de tipo… Além de tudo, não foi nem só em casa, foi num…

Foi em casa numa condição precária. Imagina, por isso que eu falo quando eu falo assim: gente, comece com o que você tem hoje, faça com o que você tem, mas faça o melhor, que dá certo. É, e assim, você só cresceu porque o teu doce era gostoso, você se dedicava, você provavelmente entregava no prazo, tinha um preço competitivo…

Fê, eu acho que assim, e eu sempre fui muito detalhista, eu sempre fui muito limpa.

Importantíssimo!

A minha cozinha, gente, se você passar um release das minhas fotos, você vai ver: a cozinha era impecável, a cada mês a gente pintava o chão e pintava a lateral com cal, então não tem isso: “ai, precisa da tinta tal, o bloco, ai, só vou fazer se eu tiver uma mesa nova, ai, só…”. Nunca fui, até hoje eu sou assim. Então era o fogão que a vizinha não queria mais, os talheres que elas, elas limpavam com os potinhos de Tupperware… Nada me fez parar. O recurso que existe é o recurso que eu vou ter para usar e fazer o negócio acontecer com isso. Ô Fê, eu nunca fui disso: “ah, eu só vou fazer se eu tiver uma mesa nova, ah só…”, nunca fui, até hoje eu sou assim. Então isso para mim, só foi isso que você falou…

É tão importante, porque tanto empreendedor erra: “Ah, não, eu, eu não faço porque não tenho uma máquina boa, meu celular não funciona bem, o meu computador é ruim”.

Quem tem vontade de fazer, faz sem condições. Fê, você tá me falando, tá me vindo na memória quando eu era sozinha, quando eu comecei sozinha lá atrás. Eu atendia as noivas naquelas chácaras de Ribeirão Pires, cara, o carro fazia na lama, eu sozinha, noivos para atender, ficha, docinho para montar, voltava tarde da noite assim, sabe, sozinha. Ia pros, pros buffets infantis no Tatuapé, a gente tinha parceria, que eu sou também, né, a empreendedora. Então eu tinha, eu tinha lá, é de quinta e sexta que tem as degustações.

Ah, é?

Então tô, aí eu saía às 16h, pegava o Rodoanel, montava a escola, vinha com as crianças tudo. A pessoa vendia o buffet, decoração, foto, filmagem, docinho. Chegava, chegava 22h, 23h da noite, no outro dia pauleira. E aí assim, tipo, quantas vezes eu f… “Ai, você teve sorte”. Ah, falei hoje no, nos stories, meu, porque eu tava na cozinha, aí eu gravei lá, falei: “gente, depois fala que tem, que eu tive sorte”. Nossa, a Lu só atende tal pessoa. Então a sorte sempre tá em movimento, é isso, a sorte ela tá em movimento e só que em peg… Quem tiver também, se você não tiver em movimento, já era, ela passou. Então assim, tipo, eu não, né, eu falo: não é sorte, é fruto de vária resiliência. Mas falando com, com mais, mais clareza, é isso: se a gente tá em movimento, a gente tá fazendo, tá fazendo acontecer. Se a gente erra e acerta, a gente… Que até hoje eu aprendo todos os dias de que eu acordo, e eu tenho sede de aprender, na verdade. Muitas vezes quando dá algum erro, parece… Algumas pessoas falam que isso pode ser otimismo barato. Eu sou assim: quando acontece alguma coisa muito ruim, de um erro muito grave que a gente tomou, eu falo: “cara, você acredita que eu tô motivada?”, porque por incrível que pareça é uma, é uma forma a mais de que você descobriu, é um, é um aprendizado maior. Tipo, tem, tem coisa que as pessoas erram que assim: “ah, eu tive um erro que me, me custou R$ 10.000 de prejuízo”, um exemplo, tá? Se me dessem a possibilidade de comprar um curso para aprender sobre como gerenciar fluxo de caixa de maneira etc, etc, etc, por R$ 10.000, você pagaria? Pagaria. Então pronto, é esse erro aí que você teve, sabe? Porque os erros ensinam demais. Infelizmente, às vezes precisa ser dolorido, mas ensinam demais.

E a maioria dos erros são doloridos, são doloridos e precisam ser para ensinar. Doem, sangram, gente, a gente chora. Mulher chora, a gente chora por tudo, mas os homens devem chorar debaixo do chuveiro e não contam, mas choram também, porque é dolorido. Mas é o aprendizado que você não volta atrás, fala: “opa, pera aí, esse aqui eu já tive, não quero mais errar”. Se eu errar, eu erro mais rápido e conserto rápido, né? O negócio é simples, você vai errando menor.

A exigência… E a vontade, sabe? Eu acho que a, a vontade que, que tem quando a gente fala assim, e que eu falo que eu tenho… Eu fico um pouco, não é incomodada, sabe, não tô confortável, e aí eu acho que isso é legal porque sempre eu tô querendo algo, sempre buscando ou buscando melhorar o que eu já tenho, sim, como melhorar algo que vai ser para minha trajetória. E qual é a minha estratégia para mim chegar e tal? Porque aí eu sou muito… Como eu saí um pouco da produção, de um… Antes da pandemia, acho que da pandemia para cá que eu saí da produção, porque nós demos essa virada de chave, B.O. E, e aí eu, eu acabo sempre estando: “ai, podia mudar isso, ai, mudar aquilo”, muito do que eu quero, eu quero inclusive entrar nesse nessa seara de quando você sai da operação e entra na parte estratégica, o quanto isso muda na empresa.

Mas voltando lá em 2004, na verdade eu quero voltar um pouco antes: Lu Chocolates sempre existiu o nome, ou você, você já começou a falar: “vou vender trufa, Lu Chocolates”?

Lu Chocolates, legal, bacana. Gente, sempre… Eu tenho lá umas fotinhos do passado com aqueles EVAs grudados na parede, escrito “Lu Chocolates”, vermelhinho assim, grudado na minha parede de cal, gente, na minha parede de cal, legal. Que… E aí tinha uma, umas pilastras e nós fizemos um, um aberto, e numa pilastra tinha uma, tem uma foto com a folha de sulfite… Olha como era escrito em 2004, gente, isso é como hoje em dia é muito usado as palavras motivacionais, imagina, não sabia nem o que que era isso, sei lá, não recordo. “Ser melhor do que foi ontem”, eu tenho isso, eu vou te mandar e você coloca aí.

Você já tinha a referência certa: ser melhor do que você foi ontem.

É, e aí a folhinha de sulfite escrita assim, bonitinha, com, com caneta básica e grudadinha na parede. Cara, é muito louco quando você olha para trás e você vê a simplicidade.

Exatamente, porque é a simplicidade, ela tem por trás até um, um fundinho de inocência, sabe, daquela Lu querendo conquistar o, o mundo, querendo fazer as coisas para melhorar de vida, sem saber como, mas só fazendo porque é o que restava. Essa, essa simplicidade barra inocência de, olha lá ela trabalhando, e mal sabia se você chegasse na Lu lá em 2004: “fala Lu, rapidinho, sai dessa parede de cal, vem cá trocar uma ideia. Olha o que virou daqui 20 anos”. Ela ia falar assim: “não, não, impossível, impossível”. Ela nem imaginaria, ela acharia que tava, que que era uma mentira.

É exatamente, e é isso. E o conceito foi: 20 anos sendo um pouquinho melhor do que foi ontem, sempre. Porque eu, eu falo que a trajetória de 2004 até 2015, 2011 mais ou menos, o negócio já começou a ficar um pouco mais apertado, bastante encomenda, aquela loucura. 2011 ainda estava na sua casa?

Tava, tava em Mauá ainda. Nós mudamos em 2015 aqui para Santo André, que aí vocês abriram uma loja própria. E aí o Marco foi desligado da empresa, a empresa ia embora pro interior, e eu já usava o Marco para dois trabalhos, né? Lá era ele já era aí, né, as entregas e-mail, porque era tudo por e-mail, né, Fê? Então a parte… O Marco chegava, gente, cravado 14h40. Se ele não chegasse 14h40, ele já tava atrasado. Então ele trabalhava das 6h às 14h, ele chegava 14h40, 15h40, desculpa, 15h40 ele chegava, tomava o banho e bora: é e-mail, é entrega, é supermercado, é não sei o quê, é embalagem.

Lu, deixa eu te fazer uma pergunta: 2000 e isso, quanto? 2015?

Quando nós viemos, 2015.

Eu sei que você não vai ter esse número, mas aproximadamente quanto você girava de faturamento?

Aproximadamente, chuta. Ah, não vou lembrar. Pouco, uns R$ 50.000,00 deve ter sido.

E trabalhando de casa.

De casa, de casa. E posso te falar a verdade? Vida real, vida real, zero, zero parte de que eu tinha assim: quanto você tá lucrando? Sei lá, só tava indo.

Você tava girando aqui, ó. Por isso que eu falo de que não tem nem como saber, porque você não tinha esse número, mas assim, perceptivelmente eram R$ 50.000,00 aqui de faturamento de doce.

Sim, de bolo, de docinho de casamento e tal. E, e quantas pessoas tinham? Você, o Marco…

Eu acho que nessa época, 2015, eu tinha umas sete, oito colaboradoras na época.

Tudo lá na cozinha?

Tudo na cozinha, Mauá, todo mundo ali na, na rodinha ali, no efeito caracol que é perto de casa e tal, as meninas da região, vizinhança. Começou uma indica a outra, e começou lá. Então, mas eu já tinha, aí eu tinha reformado a cozinha. 2011, se eu não me engano, 2012 nós reformamos tudo, aí veio vigilância sanitária, bombeiro, gás encanado, Blindex em tudo, tela, ar-condicionado, aí, aí eu dei o up. E aí o porquê eu mudei de Mauá para Santo André: porque eu tava bem localizada, tava bem localizada, a casa na frente impecável, arrumamos toda a parte estrutural, todo o quintal. Então eu tinha o Lucas muito bem amparado, filho único bem amparado, levava para a escola, trazia da escola, então ele ficava assistindo, mas tava no… Tava muito perto de mim, tava debaixo da minha asa. A gente trabalhando muito, mas tudo ali. E aí eu fiz um, aí nós reformamos mais, né, que a gente adora uma reforma. Eu acho que acho que, sei lá, o que tá empreendedora adora, empreendedor gosta de uma reforma, vixe. Quando fala… Você já falou que você também gosta, e todo o final de reforma eu falo: nunca mais eu vou fazer uma reforma, até quando eu me movi, tô dentro de uma reforma de…

Que bom ouvir isso, gente!

Não, quando termina eu falo: “não, eu vou ficar 5 anos sem mexer aqui”. Dois anos depois já tô no meio do negócio.

SÓ uma pinturinha. Quando você ver: “ai, não, tira essa parte aqui, vamos só colocar um azulejo aqui”, vai embora. E aí eu tava lá e a gente montamos a parte do escritório, então eu tinha a cozinha maior, inha tal, já, e a parte de forno e realmente uma parte onde eu atendia cliente.

Boa.

Então eu tinha o escritório onde eu atendia cliente, já fazia atendimento ali, degustação, era ali, tudo ali.

Boa.

Então quando o cliente ligava e falava assim: “ah, onde você tá?”. “Tô em Mauá”. “Ah, que lugar?”. “No Zaíra”. “Ah, é? Não, porque você consegue me atender em casa?”. Aí eu: “Olha, não, olha aqui…”. E tudo por telefone: “aqui tem câmera, aqui é certinho, olha, a frente da casa é essa”. Eu mostrava tudo pra pessoa ficar tranquila, porque eu, né, eu falava: meu Deus, né, a pessoa de Santo André e São Caetano não iam.

Boa.

Então eu saí do meu operacional…

Legal, é legal explicar rapidinho isso, Lu, porque a galera que não é daqui não vai conhecer Mauá. Na verdade, eu não acho nada de mais de Mauá, assim, por mais que usou… O pessoal de Mauá, porque é sempre engraçado, né? Fala assim: “não, Mauá não dá”. Mas, mas a gente é a piada do ABC, né? É a piada do ABC. Exclui Mauá, até que eu fui num stand-up esses dias aí. Aqui, aqui no ABC o pessoal: “tem alguém de Mauá?”. Levantou a mão, fala: “esconde a carteira”. Então Mauá tem essa fama, então querendo ou não, quando você tá num… São pessoas mais simples também, né, Fê? Apesar de que eu acho que Mauá evoluiu muito, só que a fama… Exato, a fama fica. Eh então trazer pessoas de São Caetano, Santo André para lá era uma dificuldade maior para você.

É mais… E aí eu atendia bastante políticos, gente, né, bastante gente, mas quem ia mesmo… Eu, eu tava saindo muito do meu operacional, me preocupando muito como você conseguiu chegar, já que foi uma coisa de que você conseguiu manter. Mas como que você conseguiu chegar nessa turma da alta, digamos assim, tá, políticos e tal, tal, tal? Como que foi essa essa tua trajetória para que você conseguisse? Porque hoje a Lu Chocolates é uma marca extremamente bem posicionada em branding, que é uma das coisas de que muito dos empreendedores que estão assistindo aqui erram demais. Fala: “ah, eu fico numa briga de preço, prostituição de mercado, meu concorrente tá baixando o preço”. Cara, quando você tem branding e posicionamento, você não entra nessa, mas, cara, você lá no Zaíra já estava vendendo para políticos e tudo mais, são pessoas que têm o crivo alto, uma vaidade envolvida. Como que você conseguiu chegar nessa turma?

100% natural, natural, orgânico, por quando eu comecei a vender… Isso é porque realmente hoje eu trago isso, que talvez hoje faz parte do DNA, né? OK. Mas lá atrás, quando eu fazia, quando eu vendia chocolates nas lojas pros vendedores, pros funcionários das lojas, e, e aí uma moça que trabalhava na rua de casa, trabalhava no posto de saúde, “ah, então vou levar no posto de saúde, ah, então vou começar a vender toda quinta”, eu lembro muito bem, eu vendia toda quinta-feira no posto de saúde, eu chegava lá na hora do intervalo deles, eu não sei como que era lá, eu colocava as trufas no refeitório, bonitinha, quietinha, porque eu não atrapalhava ninguém, sempre com muito cuidado, né, sempre… Não era: “ó, imagina”, e aí, “ai, tudo bem, Fê? Olha, hoje tem de coco, lembra? Nossa, olha isso e aquilo e aquilo”. E aí você comprava: “nossa, Lu, que legal, legal, pera aí que tem, tem minha chefe, a médica”. Aí a médica ela entrou no posto por causa do político.

Nossa, que legal!

“Você faz isso também?”. “Faço”. “Ah, você faz isso também?”. “Faço”. E aí eu…

E aí você vendia.

…organicamente tava vendendo para prefeito, tava vendendo para todos os vereadores, eu tava vendendo para a parte da Câmara Municipal, aí para imobiliárias, e aí eu já ia, eu já ia migrando isso por quê? Eles conheciam, porque são pessoas viajadas, porém o meu patamar era menor, só que a minha qualidade fez com que eu conseguisse, e com esse meu jeito, Fê, e esse jeito meu, eu falo até hoje de que você pode me chamar para qualquer lugar, se você abrir a porta para mim entrar, eu estou dentro com você. Se você falar assim: “fica aqui”, ou nem falar, eu sinto isso, eu tenho muito uma aptidão para isso.

Você tem um bom senso muito bom.

Exato, então o meu chocolate é esse. E aí você fala: “ai, Lu, entra”. Não, fica aqui, à vontade ali. Hoje a gente cria as estratégias que a gente tem para crescer dentro da expansão, mas lá atrás eu não tinha, e era 100% orgânico.

E você tinha esse feeling, ó: “putz, aqui não, aqui sim, aqui eu sou bem-vinda, aqui não seria”?

É, e aí assim, tipo, muito, muito natural mesmo. Eu, talvez, eu também não tinha muito esse feeling, sabia?

É mesmo?

Eu só ia, porque eu não pensava em descer degrau, eu só tava naquele degrau.

Você não tinha… E aí eu tinha que pagar conta, então era sobrevivência ainda, não era o sonho de “quer expandir, escalar o negócio”, nunca.

Nunca?

Caraca. Eu nunca pensei em atender nenhum artista, eu nunca pensei em ter lojas, eu nunca, nunca, até quando foi assim: sobrevivência, modo de sobrevivência ativado no… E isso é ganha-pão, claro. Todo nosso negócio, todo nosso empreendedorismo, nossas empresas são ganha-pão, mas aí você chega num patamar de que você quer expandir, etc., etc. Aí você já começa a ter o sonho do impacto, né, na, da empresa, mas até então o sonho do impacto não existia, o sonho do impacto era o sonho do impacto lá na minha conta de casa, lá na meu… Na minha conta corrente, e eu fui muito feliz nessa trajetória toda. Então, na realidade, claro, resiliência, queria todo: “ai, não quero mais”. A mãe acordava já com um monte de coisas para fazer, ideias e revigorada como todos, né? Só que eu não tinha isso. Quando que mudou: depois que o Marco chegou, em 2015, que aí eu achei que a empresa virou empresa, é que aí ele começou a olhar isso como empresa, não é um negócio eh de renda extra, é uma empresa.

Exato, é essa foi uma virada, porque até o entanto a gente, eu ajudei ele muito, nós dois juntos, então com casa própria, né, viajava, o Lucas em escola particular, inglês, né, uma ótima est… OK, porque eu juntava as duas. É, de repente a gente tava só com a Del… Aí o negócio começou a ficar sério.

Só com a dele o quê? 2015?

Só com a nossa, é, a dele fixo, né, e o Marco trabalhou em ferramentaria, ele tinha um, um bom salário, né, então tinha um plano de saúde, a gente tava segurado, entende? Por mais que a gente, ó, ralasse, OK, se entrasse 1.000, 2.000, 4.000, enfim, era um a mais, era um a mais. Agora, realmente assim, o negócio pegou um pouco mais, mas a gente continuou levando numa boa.

Então pensou, pensou em procurar outro emprego?

Não, ele não, no começo, moldou, “bora”, é o sinal.

É. E uma das coisas, eu sempre coloco Deus acima de qualquer coisa, é isso, sempre, sempre, sempre, sempre, e uma das coisas de que a gente sempre fez é: “Deus, faça o melhor”. Então a empresa já tava vindo onde ele tava trabalhando, ela tava já eh entrando em venda, e aí ele, ferramenteiro, ele não tinha muito mais onde subir de cargo e nada, e aí ele viu muito aquilo, e ele falou assim: “ah, a empresa não tá muito boa das pernas”. E eu: “Senhor, só deixa ele receber todos os direitos dele”. 21 anos, deixa ele receber tudo, sabe? Era uma preocupação. Ele ficou 21 anos na mesma empresa.

Na mesma empresa.

Caraca, bicho, na mesma empresa.

Então vai vir uma bolada assim, né? Não era tanto, mas assim, eh foi fruto do trabalho dele, né? O medo de… Mas ajuda demais, querendo ou não, ele já tava fazendo uma cama para… De dinheiro para conseguir…

E esse colchão de dinheiro poderia ajudar até a Lu Chocolates. Você foi o que ajudou, né? Foi o que deu esse pontapé. E aí quando ele, ele saiu mesmo, que a empresa depois de uns três meses, quatro, não lembro, muitos colegas dele começaram a ser demitidos e não receberam.

Nossa!

Então é, foi bem sério mesmo. Então o Marco foi bem ali no, no propósito de Deus mesmo. Por isso que eu falo que quando a… Você tava sonhando assim, o, o seu pedido era os direitos dele, mas porque a empresa não tava…

É porque a gente começou a ver que a empresa tava, sabe, caindo um pouco. Então você acaba ficando preocupado, você fica assim, tipo: “nossa”, sabe? “Sem trabalho”, né? A Johnson querendo comprar outra marca, tal. E aí ele começou, e, e quando eles chamaram para ele pro interior, que a empresa mudou pro interior, e a ajuda de custo era, era bizarra pelo que ele ia trabalhar comigo, que eu pagaria até mais.

“Eu cubro o passe”.

“Eu cubro o passe”. E aí quando ele falou lá, e ele falou: “não, vou fazer um negócio com a minha esposa. Se não der certo, eu arrumo outro trabalho”, e tal. E aí ele foi demiti… Assim, recebeu todos os direitos, e aí ele chegou para mim e falou: “Olha, vou ficar com você. Se não der certo, eu arrumo outro trabalho”. Então, tudo bem, então ficamos assim. E aí o começo, pensa que ele trabalhou 21 anos com máquina, e eu ligada no 540 e o Marco lá no 110.

E ele é, e ele é mais calmo, né?

E ele é calmo, isso é ótimo. O Marco é extremamente calmo, o Marco é mais tranquilo, o Marco é um pouco… Tenta mais assim, mas ele é perfeito, em outro… É, então essa…

Não, mas isso é ótimo. Uma sociedade de outra Lu, vocês iam se matar, esborrachando na parede. Eu, eu sei isso porque eu sou extremamente acelerado, e a minha sócia, que é a minha esposa, Raísa, é extremamente calma. Então é bola no chão, é, é eu correndo e ela pondo a bola no chão, porque no final das contas não tem certo e errado, o segredo é o equilíbrio. Mas quando você tá 500 por hora, quando alguém chega com uma velocidade um pouco menor e consegue ir entendendo o ambiente, te ajudando, ela deixa você voar enquanto ela resolve o resto lá, isso ajuda demais. Essa, essa, essa diferença de perfil numa sociedade é surreal de importante.

É, e aí o Marco veio muito… Eu falo que ele veio comendo pelas beiradas, né? Ele veio com a sociedade, aí colocou sociedade, 50/50, e aí já fizemos a transição entre Mauá para Santo André, porque era uma das dores que eu tinha. Porque uma das coisas que eu pontuo sempre é: qual a dor que eu tô hoje?

Exato, resolver a dor.

Resolver a dor. Então a dor era porque eu saía muito do operacional e eu tinha que, e eu, eu era operacional. Então depois varava noites e tal… Você saía para atender, voltava atraso, blá, blá, blá. Então vamos… E aí quando fizemos essa transição, nós fomos para uma casinha de vó bem pequenininha aqui nas Cerejeiras, e aí só fizemos… Então o quê? Atendimento. Reformamos a parte de baixo…

Outra reforma!

…reformando a parte de baixo, coloca tudo que aí depois, se a gente precisar, a gente faz alguns acabamentos aqui, mas cozinha central ficou em Mauá. Já veio com a ideia para vir para Santo André aqui, Bairro Jardim, Bairro Jardim. Bairro Jardim é um bairro… É um, é o dos melhores bairros de Santo André, é o melhor bairro de Santo André. Isso aí já mostra o quê: posicionamento também.

Exato, porque assim: “ah, vou abrir um consultório de dentista, você vai atender quem?”. Você precisa saber: “ah, eu quero atender um público mais, mais premium”, então tem que ir para um bairro bom, porque por mais que o público premium não esteja lá, um exemplo, o fato de você estar lá ele vai até você. Exato. Agora ele não vai, ele tem que pensar que na cadeia de… Infelizmente, na cadeia do ser… O ser humano ele não quer voltar alguns passos, então o público A, ele, ele tá disposto a ir para um bairro top, ele tá disposto a se deslocar, mas ter que ser para um bairro top. Ele não vai se deslocar para ir para um bairro ruim.

Não, porque na cabeça dele não vai fazer sentido, na cabeça dele já vai te desmerecer. Ele deveria ir para alguém que tenha uma localização boa. Então essa, essa mudança que você teve foi estratégica.

Foi, porque eu atendia muito daquela… Conheci… Tinha essa consciência: Bairro Jardim, tem que ir pro Bairro Jardim. Olha, eu quando eu atendia no Bairro Jardim, já batia o meu coração mais forte, mas eu achava surreal os valores na época, né? Na época eu falava assim: “meu Deus, como que eu vou conseguir pagar uma locação aqui, vai ser surreal”. E aí quando veio assim um presente, né, a casinha. Então eu acho que iniciamos, aí ficou com medo de assumir esse custo? Eu acho que o medo foi rápido, até que passou, sabia? “Ai meu Deus, será?”. Quando ver, você já tá assando, já tá lá. E aí o dono da do imóvel foi… Já virou amigo nosso, aí já virou até cliente, vendia para ele. Manteve… Você manteve a cozinha lá?

Mantive a cozinha lá, aí sim.

Mas como que você… Se você veio para cá, você veio só como um atendimento?

Só atendimento, só como atendimento.

Porque você ia ficar aqui, e tua cozinha trabalhando lá?

É, exato, porque aí o Marco ficava no operacional lá para mim, hum, tá.

Então você assumiu a parte comercial e ele assumiu a parte de produção, operacional.

É, o Marco dava o lanchinho mesmo, ajudava toda a parte de logística, tal, era toda dele. Só que aí fe… A gente teve muitas… Um crescimento muito bom, só que algumas dores também, por quê? As encomendas eram de festas grandes, lembra que eu tinha casamento, infantil, eu tinha, sei lá, 10, 15 festas por final de semana. Festas gigantes, bolos de andares, é bem-casado, é 2.000 doces, é… Cada festa era, era assim. Então a… Já tinha uma programação: quantos brigadeiros, quantos brigadeiros brancos, quantos e quantos etílicos, quantos coco… Eu já tinha uma tabela de quantos doces e quantas massas de recheios de que a gente tinha que fazer na segunda, porque a gente fazia tudo na segunda: massa de doce segunda, no máximo terça, assava bolo, recheavam doce… Era programação.

Caraca!

Porque final de semana era, era entrega grande. Sexta era só encaixotamento de doce e sábado finalização para entrega. E aí era grande isso, só que aí, tipo, “ah, o tom do azul era para ser o azul-bebê e foi o azul um pouquinho mais forte”. Voltava o motorista, porque a gente já tinha um motorista, voltava o motorista de Mauá a Santo André, e troca a maçã e banha a maçã, e não sei o quê. Aí a cliente encomendava mais coisas, o pedido dela já tava a caminho, vinha mais coisas. Eu sabia que eu tinha produção, que eu tinha matéria-prima e que, para falar para um vendedor que não dá, é difícil, né, gente? A gente quer dar conta do que tem, e vai lá e busca. E eu aprendi, de uns… Vai, de uns dois anos para cá, ainda tô aprendendo, de falar não em algumas coisas.

Exato, porque quem fala sim, gente, a gente não dá… Mas naquela época eu só falava sim, sim. Então eh foi bem dolorido, até que nós mudamos de espaço e trouxemos aonde a gente tá hoje, na Pitangueiras. E aí a gente trouxe a galera toda, então foi oficial assim. A Pitangueiras, que hoje é o o ateliê e a empresa, eh foi depois dessa casinha. “A oficial: vamos fazer cozinha aqui, vamos concentrar tudo aqui, tudo em um”. Escritório, vendas, eh showroom.

Ainda você ficou quantos anos nas Cerejeiras?

Foi final de 2015 que eu mudei para cá.

Anos… Três anos nessa correria ainda do… Acho que o primeiro ano nem tanto, aí depois foi aumentando mais o número de pedidos, e aí foi uma das coisas que: “nossa, eu preciso estar, eu preciso estar todo mundo no mesmo local”, exato. Então foi as dores.

Sabe, isso, isso é importante, Lu. Aconteceu isso comigo também no, na minha expansão. Eu tava na Vila Mariana, em São Paulo, uhum, que não é um espaço de indústria e eu tenho uma empresa de, de, de construção civil, de indústria de esquadrias, sim. Então a gente trabalhava… A casa era o escritório, e a garagem, que era um espaço para dois carros, era a nossa fábrica, e dava conta e sobrava espaço, sobrava espaço ainda. A gente pegava a fábrica, guardava tudo pro canto assim, ó, para guardar os carros durante a noite. Só que a empresa foi crescendo, não tinha o que fazer, já tava com muito escritório. “Uhum, não cabe mais na garagem, vamos alugar um, um galpãozinho”. Mas aonde? Achamos um galpãozinho que na verdade era uma outra garagem, só que um pouco maior, na rua de baixo. Fomos para lá. Não deu conta, cresceu a… Depois de tudo isso, não, não instantaneamente, um, dois anos depois. Não deu conta, “putz, não tá dando conta, vamos procurar um galpão maior na região”. Não tinha. Então achamos um outro galpão na rua de baixo. Então, em três ruas tinha o escritório, rua de baixo e rua de baixo outro galpão, e aumentamos para lá. E aí a gente tava… E eram só três ruas de diferença. Só que a gente já perdeu uma eficiência surreal, surreal, né? O tempo. E tem que ficar descendo, e pergunta… Comunicação uma porcaria. E tal, até que a gente resolveu sair desses três espaços e ir para um, para uma zona industrial que tenha, que tivesse galpões maiores e tudo mais. Quando a gente concentrou, bum! É surreal quando você começa a dividir operação, é muito, muito, muito eh problemático por perda de eficiência, perda de comunicação, problemas que acontecem. Cultura, não é que você não consegue segurar, é tudo dividido, é tudo dividido. Viram empresas diferentes. Às vezes a cultura do escritório é, é ótima porque você tá ali, só que a cultura do andar… Já aconteceu. A cultura dos funcionários da rua X era uma, a cultura dos funcionários da rua Y era outra, e era uma rua de diferença. Inclusive tinha uma escada que ligava as duas ruas, era bem mais rápido, mas a cultura dos dois espaços pareciam empresas diferentes. Se você entrasse, se f… Se as pessoas não tivessem uniformizadas, você ia falar que eram empresas diferentes. Quando a gente consolidou, facilitou demais, é muito…

E aí foi muito melhor para vocês, né?

Muito melhor.

2019, e nós não tínhamos loja, né, na época lá. Desde a casinha a gente não tinha loja.

Caraca!

Então assim, loja aberta foi novem… De novembro de 2019, bicho.

Estão há 4 anos, com pandemia no meio, ó.

Novembro de 2019. Aí era um espaço pequeno, e a gente começamos a colocar uns docinhos, uns chocolates. Mas como a gente já fazia Natal e Páscoa, então em dezembro lotei de panetone e tá tudo certo, porque eu já tinha esse tipo de venda. Então eu ia e administrar isso e mostrar pros meus clientes que iam levar a festa, que iam retirar a festa, de que eu tinha agora um ponto de venda com docinho e chocolate, boa. Então mal deu tempo porque aí eu, eu inaugurei finalzinho de novembro, dezembro trabalhamos para o Natal. Quando nós começamos a colocar pãozinho de mel, coisinhas assim na loja, porque nessa época, Fê, nós parávamos 20 dias a empresa toda. Isso veio da cultura lá de quando o Marco também já trabalhava em empresa, por causa do Lucas, escola, tudo. Então nós parava todo dia 24 de dezembro e voltava dia 12, 14, 15 de janeiro. Então a empresa parava sem faturamento, sem venda, sem nada. Gente, parava 20 dias, um período ótimo para vocês de férias.

É, e aí eu fiz isso ainda em 2019, então nós trabalhamos o dezembro, ficamos 20 dias de férias. Na hora em que nós voltamos, colocou o pãozinho de mel, chocolate e tal, já tinha chegado a minha leva de chocolate para a minha Páscoa, que era março naquela época, 2020 já era março. Então nós estávamos iniciando, então eu tinha alguns produtos na loja: bijou, jaquinhas, algumas coisinhas assim.

Você já começou a criar produto de prateleira.

Exatamente, em 2019, 2020, né, janeiro, quando você teve loja física. Você falou: “agora eu tenho loja física, eu tenho prateleira, eu preciso de produto”, e aí eu ia começar de boca a boca anunciar pros clientes que já compravam festa comigo que tinha um uma loja de chocolates, convidando eles para vir. E aí veio o quê? Nossa, pandemia! Logo de que você abriu.

Caraca! Tava com acho que 14 colaboradores na época.

Nossa, Lu, meu Deus do céu!

Aí eu fiz um vídeo, né, e aquela, aquela semana a gente tinha acho que uma, sei lá, 15 festas gigantes, gigantes. Eu lembro que aquela semana eu lembro de que assim: ninguém pode pegar nem mais um mosquito, sim, que não dá, se pedir 10 brigadeiros, eu atraso meu pedido, sim, não tinha condições. E aí foi, foi a semana, né, que todo mundo passou, e eu fiz um vídeo apagando a luz e falando como é triste a gente apagar uma luz e não saber quando volta.

Caraca!

Mas só isso. Realmente, sabe quando você fecha? Nos dias você sabe que amanhã você tá lá, tá, né, energia nova e tal. E aí fecha, e aí postei. Todo mundo: “não, não fica assim”. “Eu não, gente, é porque não sei, né, como que vai ser isso”. E aí passou um, dois dias assistindo só Globo e tal, morando em Mauá ainda, aí na parte lá de trás e a loja fechada aqui, a loja fechada aqui. Liguei pro médico nosso e falei: “Doutor Adolfo, eu tô com os produtos na loja prontos, eu vou doar, porque é pãozinho de mel, vai durar 10 dias, 15 dias, eu não tenho prazo de prateleira assim porque na época eu só, só fazia totalmente 100% artesanal mesmo”. Artesanal, e aí o doutor falou: “tem certeza?”. Eu falei: “tenho, eu não posso. O pessoal dos hospitais vão precisar de chocolate, de energia e tal”, né, e eu não… Por mais de que tava supertriste. Aí ele falou: “ah, então liga pra Secretaria da Saúde e doa, tá o número”. E eu liguei, falei com, com a moça lá, a a secretária da Saúde de Mauá, e levei, eu e o Marco levamos assim, ó, entramos… Tinha entrado na UPA assim, né, até com medo, entramos do… Ela falou para mim: “certeza que você vai doar?”. Era caixas feias, acho que era umas cinco, seis caixas gigantes. Falei: “não, vocês vão precisar porque as pessoas vão chegar doentes e vocês vão precisar de, de comer, e, e eu não sei que dia que eu volto, porque isso dura 15 dias só meus doces”. Então olha… E eu bonitinha, né: “olha, aqui tá tudo, ó, vigilância sanitária, minhas notas”. Eu mostrei tudo porque eu, né, eu falei: meu Deus, né, ela vai querer saber porque era uma loja. Sim, sim. E aí eu sei que ela falou para mim assim: “isso vai demorar a passar”. “Ah, acho que não vai demorar a passar”. Doei de coração, voltei. Fê, o que eu tive de médicos me agradecendo no Instagram…

Caramba!

…foi fora da casinha, e eu não fiz, eu não fiz nada estratégico, eu dei de coração, minhas prateleiras realmente ficaram fechadas sem nada, é, vazias, porta fechada sem nada a loja, porque realmente eu ia ter como produzir do zero, e os médicos: “ai, obrigada, que chocolate maravilhoso”, e tal, e blá, blá, blá, e eu sei que eu fui assim ramificando até o lado do coração do aquecer eles, que eles também estavam passando por um momento super difícil…

Difícil para eles.

…difícil para eles, pois é. E aí passou uns 10 dias, acho que nem isso, uma semana, e o, eu com o Marco lá em casa conversando, o Marco falou assim: “Lu, é… Pera aí, sabe aquela X empresa que compra da gente todo ano?”. Falei: “sei”. “Ela já pagou e vamos ter que devolver o dinheiro da Páscoa”. Falei: “amor, então chama lá, liga para ela”. “Ah, eles só falam por e-mail”. Então enviou e-mail. Aí o Marco enviou e-mail. Ela falou: “não, tá tudo certo, meu pedido pode dar continuidade, a gente não vai parar, Sertãozinho, a gente não vai parar”. Falei… Olhei pro Marco, o Marco olhou para mim, eu falei: “agora lascou, a gente não pode ver com ninguém, não pode conviver nem com, com mãe, nossa…”. Era aquela coisa: volta à estaca zero, né, eu produzo, sem bala. Foi isso, a gente sabe fazer, viemos de Mauá os dois, troca de roupa, ninguém nem fala, não sei o que, pega na maçaneta tudo assim, né, um medo porque minha matéria-prima tava ali. Sim, exato. E aí eu comecei derreter o chocolate, o Marco começou a embalar os ovos, porque era muitos ovos, e é ovo tradicional, e aí começamos os dois, e rádio ligado, e deixamos o computador lá. Só que, gente, nossa, e aquilo lá, ai nossa, era um clima péssimo. Aí o que que eu fiz: peguei o celular das minhas colaboradoras de vendas e deixei ele ali comigo. Aí começou um assim: “você não tem um pão de mel que eu tô com vontade de comer?”. “Ah, você não tem um sequilho?”. “Ah, pera aí que eu vou assar uma fornada já que eu tô aqui”. Eu comecei a assar pão de mel, comecei a fazer brigadeiro, comecei não sei o quê, comi… Aí eu comecei a jogar nos grupos dos do bairro todo, estourou! Aí eu, em 10 dias, eu tava com a equipe toda trabalhando: “galera, volta que nós estamos ferrados de pedidos”. Não, aí o Marco passava num carro, o outro motorista no outro, o Serginho no outro, pegava todo mundo para ninguém pegar transporte, e eu dei um pulo que eu parava a Dom Pedro com pisca-alerta, a Anchieta, porque a turma não entrava na loja. Lembra, não podia entrar nos comércios. Então a gente colocou uma, a, a, a mesa na porta da loja, então era só calçada, mas ela atendia dali, ó, entregava.

Caraca, bicho!

E os carros indo lá buscar doce, e a gente adorando. Sabe, na euforia: adoro, adoro uma bagunça! E aí eu comecei a vender, e na pandemia toda, entre altos e baixos, de colaborador um com COVID, faz teste em todo mundo, aquele monte de coisas, crescemos 30%.

Caraca, bicho! Olha isso!

Porque eu não tive mais festas grandes, eu tive só festas pequenas. Além de tudo, o que eu vendia para você para uma festa, eu tinha que ter 10 clientes para vender o que eu vendia para você, exato. E fora que isso foi bom para vocês como empresa porque você saiu do personal e entrou no prateleira, produto…

Industrializado, claro que o de vocês é artesanal, mas assim, prateleira, esse caô em tal pão de mel, tal, tal, tal, tal, o paizão ali e os filhinhos com outras, outros tipos de recheio, outros tipos de cobertura e tal. E aí nós começamos, e aí foi assim, insano, Fê, foi… Acho que foi os dois anos em que a gente trabalhou muito mais do que os anos todos atrás, sim, mas eh a empresa, claro, a empresa… Eu acho que isso aí é muito bom posicionar: a empresa tava saudável, eu acho que muitas empresas assim… A gente passava, via: “nossa, mas por que que aquela loja fechou? Mas por que que aquela loja fechou?”. Opa, não, mas nós estávamos com a empresa saudável, então nós mudamos o nosso modelo de entrega de produto, sendo que era o mesmo produto. Então, se eu só vendia quadrado e você me pediu redondo, eu fazia redondo, e você postava que você tava comendo porque você tava ansioso, você trabalhava numa empresa e de repente estava dentro de casa com seus filhos correndo, com a mulher gritando, que você não estava nem acostumado com tudo isso. Então a venda, a, a parte emocional contava tanto, que a maioria foi na parte da alimentação, e o doce que te traz bem-estar, é… E aí foi onde eu senti a dor: enquanto uns faziam lenço, a gente… Você foi vendendo. …uns choravam, outros faziam lenço. E aí, ó, como que você chegou a vender para… Como você chegou a entrar nessa seara dos artistas, cara? Porque você, meu, cara, surreal, não sei o que se você pode falar aqui, mas a galera muito grande compra tudo contigo, compra… E como que foi essa, essa porta de entrada? Foi, foi estratégico também ou foi natural? Como que foi?

É também é, é muito… Quando a gente… Eu falo disso, eu falo como eu sou muito abençoada, como filha dele lá em cima, ele falou: “olha, você é estrelinha, você vai, vai acontecer”. Eh eu estudava no… Quando eu estudei no SESI lá em Mauá, eu tinha uma grande amiga, a Dani, e a irmã dela fazia comercial. Depois a gente se formou, cada uma para um lado, tal, e aí o Lucas pequeno, nessa parte do Lucas da escola, de prezinho, primeiro ano, segundo ano, toda segunda-feira era o meu dia com o Lucas. Então, como eu trabalhava de sábado e de domingo, que era as festas, então toda segunda eu pegava o Lucas na escola, a gente almoçava no shopping segunda ou em outro lugar, e eu ficava o dia com ele, então era nosso dia, sempre foi, boa, sempre foi. Então não tinha domingo, mas eu tinha segunda. E aí um dia a gente almoçando, eu e o Lucas assim, essa minha amiga apareceu com a filha dela. “Que legal! Ai, que saudades, ali, quanto tempo!”, tal, e ela: “Lu, nossa, eu vi no Facebook que você tá fazendo uns doces”. “Ah, eu faço”. Ela: “então, a Sofia acabou de passar pro teste da, da, da, do personagem das Chiquititas e tal, e vai ser anunciado no aniversário dela”. “Que legal!”. Ela: “você não quer fazer uns doces? Você faz uns doces para mim para a festa dela?”. “Faço”. “Tem uma princesa, eu… Eu faço, mas faz umas…”. “Faço”. Fazia nada, gente do céu, mas ficou lindo. Depois eu passo esse release também para a época, ficou perfeito, ficou lindo. A Dani foi com a Sofia lá, e a Sofia já toda, né, das câmeras e tudo, Sofia fez um bolo comigo…

É mesmo?

…com uma graça, a Sofia Valverde. Então ela entrou nas Chiquititas, e a Dani falou assim: “o aniversário dela vai ser no Tatuapé e vai ser com essa empresa de decoração”. “Ah, não acredito!”. Eu nunca tinha saído de Mauá assim, se para Rio, né, Ribeirão Pires e tal. E eu lembrei da decoração, porque essa decoração era de… Era contracapa de várias revistas que eu tinha, que lembra lá de que eu não tinha muito curso, hein? Sim. Então você olhar, falar: “opa, essa decoradora aí é…”. Aí eu falei: meu Deus, como eu vou chegar lá? OK, a Dani falou dos docinhos de que ela queria, tal, não sei o quê, e modelinhos, os rostinhos da princesinha, com coroinha e tal, e douradinho, e fazendo e tal, uma gracinha. Eu lembro que aí quando eu fui entregar esse doce, eu cheguei e falei: meu Deus, é um bairro totalmente assim, né, como que eles vão me receber? E aí na hora em que eu entrei, Fê, eu tenho nítido, a dona do buffet com as meninas da decoração me trataram com um tapete vermelho.

É mesmo?

E olha onde eu lavo a mão e tal, né, para ajudar, colocar. “Não, não precisa, a gente põe”. “Não, eu vou pôr na mesa os docinhos”. E tal, “olha, tem que… Perfeitos”, e não sei o quê, e começaram a elogiar, elogiar. E aí a minha amiga: “você vai ficar pra festa, porque vai vir a TV, vai vir não sei quem, vai vir um artista, e vai…”. “Não, não, não vou ficar”. “Você vai ficar um pouquinho sim, você faz parte da minha, da, da minha trajetória”, e tal, não sei o quê. “Só um pouquinho”. Aí fiquei um pouquinho assim, afastada, de lado. A hora em que eu tava de lado, começou vir vários artistas, e aí começou: “ela que fez os doces”. “Nossa, que lindo!”. “Nossa, ela que fez os doces!”. Você vê a importância de um trabalho bem-feito, bem-feito, é o que eu tô te falando, e eu sem olhar quem, sim, só faça, é isso, o seu… Sem olhar o umbigo do outro, é isso aí. E aí eu tive ali um irmão que é um irmãozão que eu chamo até hoje, e, e ele me levou para vários artistas.

É mesmo?

E ele comprou a minha empresa como se fosse a dele, claro. As meninas da decoração me trouxeram uma trajetória impecável pras festas infantis, porque elas já atendiam alguns famosos. Então ela começou: “olha, eu vou fazer da Val Marchiori, tá junto com a gente; olha, eu vou fazer de tal pessoa, você tá junto com a gente; olha…”. E aí ela foi ramificando e me mostrando, e eu fui sempre abraçando e entregando o meu melhor. E esse, e esse meu irmão, o Alan, é até um beijo para ele, enorme assim, tipo, tenho o maior carinho por ele, e, e ele começou a me levar para dentro do, da Record. Então eu atendi… Comecei a atender todos os camarins da Record, então a Record me pegava toda, toda, toda semana em casa e me trazia em casa. E eles compravam umas caixas com os doces, então eu conhecia Marília Mendonça, Safadão, Daniel, todo mundo dentro da Record, Xuxa, todo mundo. Então era camarim, Gugu Liberato, todo mundo e tal. Então eles começaram a ter um certo… Eu comecei a ter uma autoridade no nome porque eu tava toda semana…

Você tava ali.

E aí os… Beleza, se eu tirasse foto, porque eu sempre tirei foto, você presta atenção, eu nunca tirava foto sozinha, sempre era com o meu doce na mão.

Sim, também natural.

Mas eu queria sempre mostrar meu chocolate, o doce, o que eu tava na mão, tal. E aí os negócios foram ficando tão assim, que aí a assessoria começou a me procurar, aí eu parei de ir um pouco na Record, e aí os negócios foram crescendo. E, claro, você vai ramificando, cantores, alguns atores e tal. E aí você vai… Hoje eu atendo aí mais no lado coração mesmo, que eu falo que são pessoas de que, que têm esse mesmo carinho por mim de me chamar no WhatsApp e falar: “como você tá, como você tá, como você tá? Tá tudo bem?”, e tal, como Simone, a Romana, a Lu, né, a Sabrina Sato, que é família incrível, maravilhosa, que eu amo de paixão, que fica na casa, Camila Loures, Ana Hickmann, enfim, vários, alguns, né? Então, e começa muito por, por aí. Hoje…

E a galera tudo grande, né, não é… Não é subcelebridade, é gente famosa mesmo, né?

São gente grande, grande, grande, como Carlinhos Maia. Agora de dezembro para cá a gente tá atendendo bastante o Carlinhos também, então um, um carinho muito grande. Sim, então quando eu falo que Deus fez assim, clum, e colocou, foi natural, porque algumas coisas hoje em dia, Fê, eu tenho um plano estratégico pra venda, então onde eu quero chegar, qual rua que eu quero estar, qual rua que eu também não quero mais estar. Isso é uma das coisas de que eu falo: esse não é um caminho que eu quero estar mais.

Isso, isso aí. Uma das estratégias melhores que existem para empresário é começar por o que você não quer.

Exato, porque senão, e, e uma das coisas que eu falo, Fê: quando você fala assim: “isso eu não quero”, mas hoje o empresário, o empreendedor lá, o que que ele pensa? Na dor em que ele tá hoje, é… Ele pensa de olhar o Instagram e ver que a Lu Chocolates tá atendendo tal pessoa, aí você mora lá como eu, numa periferia, né, em Mauá, numa cidade mais simples. E aí você não adiantava, que lá eu vendia chocolate belga, presta atenção, é… Lá eu vendia fracionado, depois eu passei para o chocolate melhorzinho, depois eu passei para um outro melhorzinho, e quando eu atendia o público melhor, eu só trabalhava com belga.

É isso, você foi se adaptando.

Exatamente, porque é, é a fonte do crescimento, né? Então quando eu fa… Falo efeito caracol, você tem que prestar atenção o que você tá fazendo, o valor que você tá fazendo e para quem que você vai vender. Então até eu crio… Tenho, né, falando lá na frente de, de ensinamentos e tal, a gente criamos um método “5 Ps”. Esse 5 Ps é um curso que vai lançar agora, em primeira mão já falando, em abril pós-Páscoa. Então eu falo de vida real, empreendedorismo e dores e, e você achar seu produto com o seu público, na sua praça, com o seu melhor preço. Então você tem que achar ali, Fê, porque não adianta eu querer atender uma indústria se… Mundo ferrado, não dá. E aí, como que você faz? Você primeiro você vê o produto, você faz o produto, você cria ali o copo com a água: para quem que eu vou vender o copo com a água mesmo? É ponto interrogação: onde eu vou vender, para quem eu vou vender, tudo isso aí. Para que… Então assim, quem que eu quero atender? Eu quero atender o… Eu quero atender a Estefania, eu quero atender eles. “Ah, eles estão viajando”, eles, né? Qual é o perfil deles? E hoje a gente tem que tirar o que a gente tem de perfil do cliente, persona.

A persona do cliente.

A persona do cliente. E aí você faz o seu, o seu produto melhor. Então a venda ela, ela é mais certeira.

Por mais que você, Lu, fez isso de maneira natural e orgânica, você levou 20 anos.

Sim.

Então hoje o que que você tá fazendo: condensando essa experiência de 20 anos num, num método.

Num método, tá, quem… Para não, para facilitá-los para os próximos não levarem 20 anos para você, para chegar onde você chegou, né?

Não, e com menos erros, né? O que a gente, o que a gente fez que deu certo e que deu errado, tá aqui, tá aí no nosso ensinamento de vida também, o que eu quero passar para todos. Porque, Fê, é triste quando você vê que as pessoas trabalham, elas dão seu melhor e elas não têm lucro, e elas não têm direcionamento, e todos os dias elas acordam querendo desistir, é isso. E quantas pessoas, pessoas que a gente encontra nesse caminho que não desistem, ou que, que desistem, e que muitas vezes não desistem, mas quebram, é triste demais.

A maioria.

Porque elas não têm… É a grande parte dos empreendedores.

É a grande parte dos empreendedores, e onde erram? Exato, que eles estão tentando fazer o melhor, então é cada um tem a sua referência, a sua possibilidade, mas…

Mas Lu, cara, hoje vamos falar da, da tua empresa: você já parou de trabalhar com personalizados, ou a tua empresa Chocolates ainda faz personalizados, isso que eu digo é confeitaria, bolo especial, como que funciona?

É, hoje em dia, 2024, tá, nós estamos, desde 2023 eu declinei um pouco dos pedidos personalizados infantis com modelagens e tal. Então eu ainda tenho pedidos desses e eu tenho uma equipe que trabalha com isso, que são alguns colaboradores dessa etapa, porque lá eu, eu fraciono como forno, eh, eh doce, chocolate, linhas de produção, e eu tenho essa linha de produção mais… Pouco f… Divulgo menos e faço menos, que daqui um tempo a ideia é desligar, isso é desligar 100%. Mas hoje em dia a, a linha da Lu Chocolates, ela é grande no corporativo, muito grande no corporativo e nas festas mais modernas, vou dizer, então a gente coloca bolo com chocolate, bolo com balão, bolo com… E, e algumas coisas que trazem aquela mesa apetitosa, gostosa e sem ser com modelagem.

Boa, vou fazer uma comparação para, para colocar na caixinha assim de quem tá assistindo, para entender o que que é: vou fazer a comparação com outras marcas, tá? Tá. Nós temos lá uma Kopenhagen, que é uma, é uma chocolateria, vou chamar assim, porque tem os seus produtos padrões eh com cafeteria, sim, e nós temos uma Sodiê, que é uma empresa que tem bolos padrão que, mas que aceita encomenda e tudo mais. Então dá para você comer lá um pedaço de bolo, é uma cafeteria de certa forma também, e, mas se você pedir um bolo da Cinderela, eles não fazem, tem aquele padrão. A Lu, ela entra no meio desses dois, ela entra mais como uma Kopenhagen, não, não no sentido de posicionamento, mas mais de modelo de negócio, sim, sim, em que lugar que você entra, ou uma mescla dos dois, como que você…?

Não, eu acredito que ela entra na parte da linha mais puxando pro lado da Kopenhagen, porque é uma parte que a gente trabalha linha de… É presente muito grande, né, Fê?

Exato, é lindo!

Linha de presente é sensacional, a linha home, casa, e aí entra com poucos personalizados, que eu falo que é personalizado, que é isso, porque eu tenho ele catalogado, né? Você não chega lá e inventa um bolo de, de última hora, a gente tem catálogo.

O próprio personalizado é catalogado.

Não é assim: “ah, eu quero um de pêssego com morango”, não, a gente tem, sei lá, seis tipos de bolo, eh seis sabores de bolo com recheio. Então assim, tipo, “ah, o bolo com balãozinho ou estrelinha em cima”, então eu tenho de doce de leite, tem doce de leite com nozes, tem D… Então você não… O seu personalizado não é personalizado.

Não é uma padaria, não é uma encomenda que faz assim, faz desse jeito.

Você não é aquela boleira ainda de que você tava lá atrás, que faz qualquer coisa, faz qualquer coisa. Você já padronizou a tua linha de produtos.

Legal, e, Lu, vou te fazer uma pergunta indesejada, mas você responde se você puder: hoje quanto que gira a Lu Chocolates de faturamento? Se você não puder responder, não tem problema, mensal, anual, tanto faz, só para só pro pessoal ter uma ideia, que eu sei, a gente já teve essa conversa, mas só para o pessoal ter ideia de quem é a Lu Chocolates hoje.

Hoje a gente tá com 40 colaboradores e a gente tá com uma extensão bem grande aí da marca. Então, no ano passado, em 2023, nós fizemos mais de 1 milhão de doces.

1 milhão de doces?

1 milhão, mais de 1 milhão de do…

Caraca!

Nós tivemos um faturamento ano passado de mais de 5 milhões e 600 mil.

Uma loja, hein! Uma loja de bairro. De bairro, porque a gente não tá numa avenida principal. Então é faça sempre o seu melhor.

Caraca, Lu, meu, vocês fizeram R$ 6 milhões praticamente com uma loja, com uma loja, R$ 500 pau de faturamento mensal, cara, que loucura!

Com o corporativo, com festas, com loja, linha home e, e aí assim, e com encomendas, exato, porque na realidade o nosso forte é linha encomenda.

A tua empresa é muito grande porque eh você fez isso em uma loja, é modelo replicável. Replicável, é um modelo replicável.

E vamos falar de replicar isso aí: como que é, quais são os próximos passos da Lu Chocolates? É isso, vai replicar, vai replicar, né, replicando, né? Vai ter que replicar.

Você vai… Finalizamos o projeto, né? Vai ser, vai ser linha e, e via loja própria, ou vai ser através de franquia?

Vai ser franquia, franquia.

É isso, já tá decidido.

Porém, Fê, a franquia vai ser um modelo personalizado, então a gente tem quatro módulos da franquia: é loja de shopping de, só de chocolate…

Vai ter quiosque?

Não vai ter quiosque, o quiosque é a, aquele petit menor, né, o carrinho só com os itens de que a gente trabalha na loja, e dois modelos de loja de rua: uma loja conceito e uma loja menor, tá? Que a loja conceito com café, com, com cozinha também, na cafeteria também, pois a mesma prática do nosso. Então a, a linha vai ser uma linha mais sofisticada, então não vai ser uma, uma linha tão tradicional, tá? Não vai ser uma, uma Cacau Show, que é mais simp…

Não, vocês estão em outro lugar.

Mas é, vai… E aí uns pontos esporádicos, mas tudo andando, Fê, como uma formiguinha. Então a gente vai pra primeira, vamos pra segunda, e assim a gente vai.

Tem, você tem um plano de expansão de assim: “ah, vamos vender 10 unidades e vamos segurar”, como…?

Sim, sim, eu o Marco, o Marco é mais nessa parte estratégica dessa, mas ele fala de 20, 20 e seg… Dá uma segurada.

É, eu acho que 10 é, eu acho que hoje é pouco, 10 é pouco e a gente consegue atender com o tamanho de que a gente tá hoje, então a gente tá vendo um espaço pra fábrica e tal.

Ex… Agora, agora você não vai ser mais loja, Lu, é agora você é outro passo, é outro estudo. A gente tá estudando muito desde o ano passado, G4 Educação com o João Clapper, com todo B, porque esse lado do empreendedorismo também eu entrei de um ano e pouco atrás.

Depois eu vou te, te apresentar para um brother meu, o Toninho da Tugo, ele, ele veio aqui, inclusive, sabe, salgados congelados, tem, se eu não me engano, 400 franquias. E assim, o modelo de negócio muda completamente, completamente, porque você começa a oficialmente eh ter que fazer outros negócios darem certo.

Exato, só que assim, hoje dá certo porque tem a Lu Chocolates.

Sim.

Então, o processo de recrutamento desses, desses franqueados, o cara que chegou lá com dinheiro: “quero pagar, quanto que custa?”. “X”. “Tá aqui”. Não é bem assim. Se você aceitar essas pessoas e não tiverem o perfil certo, cara, elas vão simplesmente começar e terminar na mesma velocidade. Então você tem que replicar o teu, a tua cultura nesses empreendedores para eles fazerem um bom trabalho.

Sim, sim, porque mesmo tendo uma marca boa na mão, tem, dependendo de quem tiver na frente, vai por água abaixo a unidade, não a Lu Chocolates, né?

É, porque na realidade, né, Fê, o que que eles imaginam? Que é ter o sentado e comprar, é comprar uma franquia e tirar dinheiro, e vai, vai quanto dá por mês? “Ah, tanto”. “Ah, vende 100.000?”. “Ah, então tá bom, eu vou lucrar 10, tá ótimo para mim”. Então na realidade não, por isso que a gente, quando nós decidimos, f… A gente ia fazer loja própria, aí depois o Marco muito batendo no coração dele pra franquia, então, né, essa parte dele é bem grande, mas com cautela.

Exato, por mais que 10 não dê grana, tá tudo certo.

É, não é isso, não é isso, senão eu ficava só com uma e tá tudo certo, mas eu tenho pessoas muito próximas que pedem já faz tempo, e porque vê que o negócio dá certo, dá bom. E aí você começa a ver que tá tudo bem, se der cinco, se der 10 lojas com… Tá ótimo, porque na realidade, Fê, eu, como meu posicionamento da minha marca, Luciana Machado, onde eu quero ajudar a galera com essa trajetória lá de trás minha, e eu quero mostrar como que eu uso a estratégia para hoje pro meu negócio ele permanecer de pé, lucrativo e só crescendo, eu preciso mostrar essas essa minha realidade. E aí quando eu falo no, na base do curso e de vender um curso e de dar palestra e de mostrar que isso daí é vida real e que dá certo, é esse caminho de que eu quero.

Certo. Mas, Lu, sobre esse negócio de franquia, vai dar bom demais, porque qual, qual o problema das franquias que existem por aí: a pessoa já monta uma franquia, ela não monta uma empresa que dá bom, que dá certo, e depois ela franqueia. Ela não tem uma validação, né? Ela quer, ela já monta a franquia. Uhum. Então, pera, vou, vou montar uma marca, vou abrir uma loja conceito, que é o, é o conceito inicial, eu vou fazer ela, eu vou validar ela, mas eu já vou fazer acontecer. Validar, eh a franquia é um modelo de negócio. Modelo de negócio. Não é o negócio, não é o chocolate, o café. A franquia passa a ser o modelo de negócio por quê? Porque franquia dá muito dinheiro pras empresas. Você foi pelo, pelo caminho correto, que deveria ser todas as, as, as histórias de, de franquias por aí. Você fez uma loja, a loja validou, deu certo, deu bom, você tem experiência, você tem know-how no negócio, a tua loja é muito prova, cara, sua loja fatura meio milhão por mês vendendo chocolate, para uma loja, para uma loja é muito dinheiro, R$ 500 mil reais, cara, vendendo chocolate, que por mais premium que seja, é um ticket baixo, exato, é muito varejo aqui. Qual o teu ticket médio lá na loja?

R$ 70,00.

Olha isso.

Café R$ 30, R$ 30 e poucos reais.

Você faz meio milhão de reais.

É que eu tenho corporativo grande, eu tenho eventos grandes, aí eu uso uma estratégia por trás disso.

Mas as franquias vão poder atender o corporativo.

Bora.

Então, no final das contas, você… O modelo de negócio que você tá vendendo é esse, ganha todo mundo. Ganha.

Então, eh você não vai ter dificuldade de vender franquia, a dificuldade é tomar cuidado de crescer muito rápido.

É isso aí, o plano é 20, é isso aí.

É o, o mais delicado que eu acho que é, Fê, é as pessoas que vão comprar, exato, é isso aí, um proces… Um processo muito, porque o treinamento, eh o treinamento inicial de como que vai vir buscando, né, quem, quem vai ser esses leads que realmente vão fazer, fazer uma pesquisa muito grande atrás disso, porque eu também não quero entrar no sonho de uma pessoa que trabalhou a vida inteira, recebeu uma grana, apostou, porque a gente vê isso, aposta no negócio, não tem know-how do negócio, acha que vai ganhar dinheiro fácil. Gente, quando a esmola é ali, o santo desconfia, não é assim tão fácil, não vem assim. É assim, vai ter que trabalhar.

Tem que trabalhar.

Para entrar na Lu Chocolates você vai ter que trabalhar, gata. Vou te dar a ferramenta, agora é você que vai ter que fazer o negócio acontecer.

Como toda a franquia deveria ser, é.

E aí eu quero, eu tô… A gente tá criando uma estratégia lá, e a estratégia do franqueado é os treinamentos, é o, é o bate-papo, sabe, online, uma vez por dia mesmo com o grupo, saber como que foi, como que tá. Então assim, eu te falo: se eu tiver que ter cinco, se eu tiver que ter 10, e tá tudo bem, tá tudo tudo bem para mim.

Mas você vai ver, de novo, o problema, o problema não, o desafio não vai ser venda de franquia, não vai ser. Definitivamente não vai ser. Franquia no Brasil é algo que dá bom.

Uhum.

Ainda mais no modelo validado como o de vocês. Agora é distribuição, campanha de Páscoa, campanha de Dia das Mães, entregar tudo isso, fazer se comunicar para que todo mundo fale a mesma língua, são os desafios que você já conhece porque você já estudou, e os os desafios da criação, né, Fê? A criação vem de mim, novos produtos e tudo mais vem de mim, vem de um time, né? A gente tem um time lá que a gente chamou conselho, então a gente senta: “e eu acho assim, eu gosto daquele outro também, então tá”. “Ah, então tá”. É a cliente que comprou, é ela que vai comprar, então é um, é uma estratégia que a gente usa hoje em dia quando a gente faz uma coleção, porque a gente trabalha com produtos colecionáveis, né? Então são louças colecionáveis, são xícaras, a base com filetes de ouro, então alguma coisa a gente vai ter que adaptar, como que a gente vai fazer isso, como que vai ser isso. Então vai ser um desafio um pouquinho, eu acho que diferente, até por embalagens e durabilidade. A gente tá… A gente acabou de ser, final de janeiro nós fomos validados pelo, pela Callebaut nível Brasil. Então, incrivelmente assim, foi algo de que tipo maior presente de Deus assim.

Você tá certificada pela Callebaut, que é um chocolate premium, né, nota 10.

Esses dias, por, né, chegou um chefe lá de supetão, eh de Paris, então ele veio visitar a nossa empresa e me convidar para alguns cursos dele, pô, pessoal mesmo. Então foi muito legal, foi muito bonito mesmo. Então assim, é um crescimento que construiu uma história muito sólida e a marca tá bem legal, né, Fê? Eu acho o, o branding, a construção de Instagram, construção de lead, construção de cultura mesmo, de de ver que é um produto, e fala: “é um chocolate da Lu”, né? Tem gente que não tem a marca, prova o chocolate e fala assim: “Nossa, eu provei em tal lugar”, porque tem um sentimento, tem uma energia boa, tem isso que eu quero transformar. Porque quando eu falo que eu quero transformar, o chocolate que ele chega no paladar e dentro do lar de cada pessoa, como se a pessoa tivesse sentindo abraçada por Deus também, sabe? Porque as pessoas hoje em dia estão muito vazias.

Exato.

Estão precisando de doçura, estão precisando disso. E aí assim, quando eu falo assim: o chocolate que ele transforma, ele pode transformar.

E agora vocês estão fazendo até chocolates fit, né? Então eu vi que vocês fizeram uma collab com a Soldiers lá.

Fizemos uma collab com o Yuri, com a Fabi, da Soldiers, incrível.

Que legal, vendemos muito! Hoje elas estavam produzindo, que tinha acabado tudo.

Que legal, meu!

Ovo de Páscoa com whey, né, com whey. A gente tá com três tipos de ovos de Páscoa com whey: as lascas de whey, o bombom de whey com amêndoa e castanha, e o com cookies dele, né, que é maravilhoso. Aí o deles. E a gente tá com o vegano também, né? Olha que legal! Então também é bem legal. Eu achei de que assim, a… Me pediam, os clientes me pediam, mas eu fui meio postergando, postergando porque também aquele negócio: se você quiser fazer tudo, tudo muito rápido, você acaba perdendo a mão. E aí eles vieram e me abraçaram de uma forma tão gostosa, que aí eu falei assim: “nossa, vamos fazer”, e deu um match muito bom, muito bom.

Não, os caras são muito bons, o Yuri veio aqui também, foi…

Ah, ele é história de vida, né? A história dele…

As pessoas se conectam com o pessoas, é isso. As pessoas não compram só produtos, elas compram de pessoas, tem que pessoalizar.

Sim.

A marca, porque isso faz muito bem. Você mesmo pessoaliza muito bem, agora tá pessoaliz… Todo mundo conhece você, conhece a tua cara. E, e é o que muitas empresas deixaram de fazer e estão perdendo margem aí, porque, cara, as pessoas conectam com pessoas, é o que você falou. Ninguém gosta mais de tanta prateleira se não saber a história que tem lá na prateleira, né? Qual é a história? Hoje a gente tá assim, a gente quer saber e você se conecta, você vai comprar dali do clique, você pode comprar clicando lá no e-commerce, OK, mas você sabe que o Fê tem uma loja: “ah, vou comprar do Fê”, exato. É isso aí, então é isso, né? Essa, essa conexão de pessoas assim, por mais que eu entre no e-commerce e compro o chocolate da Lu, mas eu sei quem tá por trás.

Isso é surreal, isso é o que conecta hoje em dia, é o que você falou, Lu. Cara, já deu o tempo, olha como foi rápido. Mas assim, foi sensacional ouvir tua história e conhecer esse essa trajetória que com certeza, como eu falei no começo, inspirou e trouxe insights pras pessoas porque, cara, tanta gente tá nessa… E assim, vou vou dar o meu feedback, tá? O chocolate da Lu é sensacional e quando você conhece a experiência e tudo mais, mas faz uma pesquisa de mercado: deixa eu ver o preço, quanto que tá? Vocês não são os mais baratos e tá voando de vender, entendeu? Tô falando preço, só preço, não de valor. Preço, preço, preço, e tá estourando de vender. Então, gente, quem acha que preço é tudo, não entendeu o jogo, não entendeu o jogo. Posicionamento é tudo. Você tem que se posicionar, porque se você não tá se posicionando e querendo vender com um preço mais agregado, automaticamente as pessoas não vão enxergar valor naquilo, vão falar: “tá caro”, né? Eu brinco que assim, a pior coisa que existe no mundo, pelo menos para mim, é pagar caro numa comida e comer mal, sabe? Vou num restaurante novo, pago caro e como mal. Nossa, aquilo dói na minha alma. Agora, pagar caro e comer bem não dói.

É, exato.

Entendeu? Então a questão do preço é relativa ao valor percebido. Se você se posicionar bem, o valor percebido é alto e, automaticamente, o preço agregado, o valor agregado naquilo é maior. Então, cara, não adianta, tem que se posicionar, né, Lu? Você é a mestre disso.

A posição, gente, é o posicionamento, é saber qual rua que você quer tá, com quem você quer atender, o tipo de produto que você quer atender. O tipo do produto, não adianta fazer o produto primeiro e não saber para quem você vai vender. Então, tipo, eu acho que isso é a pessoa sabendo disso, independente se é chocolate, se é o ramo de confeitaria, se é ramo de loja do que for… “Vou comprar uma blusa, ah uma grade de blusa, para quem que eu vou vender? Ah, não sei”. Ou pera aí, você vende só para público P, M, G ou GG? Ou você tem que ter um posicionamento exato. E outra, para qual público e de faixa salarial, de renda? “Opa, vou vender pro público A, a lã tem que ser a top. Vou vender para um público C, então tem que ser uma coisa mais sintética”. Certo, e todos os mercados dão bom, desde que você alinhe o teu produto e teu posicionamento para esse mercado.

Exatamente, “quero vender para público C, mas quero… Eu não, eu não abro mão da lã top”, você vai quebrar, você vai quebrar. Simples assim. Exato, você, você quebra. Da mesma forma: “ah, não, eu quero ganhar dinheiro para caramba, eu quero entrar no público A, mas você não coloca o belga”, “eu coloco, não coloco belga e também não tá no lugar…”, e não tá se posicionando para estar no meio das turmas do belga, com qualidade, atendimento belga, atendimento premium, não vai conseguir entrar.

Não, e aí você vai… Aí a sua trajetória vai ser longa, e a trajetória sendo longa, mais tempo você perde, e aí você vai perdendo forças e você vai desanimando, patinando. Você vai só patinar.

Lu, não terminou ainda, mas eu quero te pedir licença para agradecer aos patrocinadores, mas eu tenho uma pergunta final ainda para te fazer, tá? Tudo no esquema aí? Tudo certo. Então, galera, quero agradecer a galera que, as empresas que colaboram com esse projeto, toda essa estrutura, tudo isso de que tá funcionando de forma gratuita aqui na internet, é graças a essas empresas que acreditam no projeto do Além do CNPJ, do podcast, e investem. Então, quero começar agradecendo a Semic Displays, do meu parceiro Adalto de Carvalho: tá precisando vender mais? Então o seu negócio precisa de soluções criativas para PDVs: balcões, bandejas, displays e muito mais. Tá aqui o site dos caras na tela, tá aqui o arroba deles na tela também, Joãozeira tá colocando aqui pra gente, boa. Então, gente, basicamente, quando você fala de PDV, ponto de venda, você precisa de displays e tudo mais, e esses pontos de venda são sensacionais para você conseguir aumentar teu ticket médio, aumentar a tua conversão, aumentar a, a percepção, o branding do seu produto. Então, tudo de que você pensa em PDV, a Semic tem soluções para te atender de forma super personalizada, rápida, intuitiva, um negócio muito rápido, muito, muito fácil de, de comprar e agregar no seu ponto de venda, e com certeza você vai curtir bastante. Semic Displays, tamo junto.

Agora quero falar da SMB Store, do meu parceiro Alonso: desde 2018 a SMB Store tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, suas vendas e seu financeiro, tudo isso com um sistema acessível e fácil de usar. Tá aqui o site da SMB aqui na tela e também o arroba da SMB na tela também. Quando você é… Boa, é isso aí. Quando você é empresário, quando você tá começando, o que que acontece: muitas vezes você controla e gerencia sua empresa no papel de pão. Isso é horrível, porque automaticamente o que acontece: você perde o controle e o histórico, inclusive, para conseguir fazer a sua empresa dar dinheiro, ter uma boa gestão e tudo mais. Precisa de um sistema fácil, simples de usar, e você, que é pequeno e médio empresário, a SMB, que é esse sistema de que eu falei, entra como uma luva porque é tão fácil de usar quanto uma rede social, extremamente simples, fácil de implementar, fácil de gerenciar, não vai atrapalhar o seu dia a dia, que é tão corrido assim como todo pequeno empresário, e vai ajudar demais a controlar. Então clica em qualquer lugar nessa tela, entra em contato com os caras, depois volta aqui para me agradecer, beleza?

Agora quero falar da agência RPL, do meu parceiro Rodrigo Álvares: a RPL oferece a solução completa de marketing digital pro seu negócio, cuidando das empresas com olhos de dono, desde a criação de sites, gestão de anúncios, planejamento estratégico, social media e SEO. Tá aqui o site da, da RPL aqui na tela e o arroba do Rodrigão, que é o dono e gestor da, da RPL na internet. E a gente que é empresário, muitas vezes a gente fica querendo eh melhorar o nosso marketing, vender mais ou tirar o marketing da nossa mão, só que às vezes fica… Às vezes a gente fica inseguro porque, querendo ou não, colocar isso na mão de alguém gerenciando tantos, tantos valores altos, cifras altas de mídia e tudo mais, acaba sendo uma, uma função de muita responsabilidade e muitas vezes o empresário acaba absorvendo isso com medo de delegar. Mas é importante você ter uma empresa em que você confie, uma empresa que olhe para, para a tua gestão de mídia com olhos de dono, de fato, e que faça essa gestão de forma profissional e de, e de muito, eh de muito controle, muito de perto. Essa gestão precisa ser pertinho, porque senão você acaba perdendo o controle se você coloca isso numa agência, você não só perde o controle da, do valor que se gasta, mas também dos resultados. A RPL é a agência de que eu trato nas minhas empresas, então isso aqui é um depoimento que eu tô dando. Rodrigão é um baita de um cara, entra em contato com ele, clica em qualquer lugar nessa tela, troca uma ideia com o Rodrigo, explica a sua situação, pode ter certeza de que a RPL vai conseguir te ajudar. E assim, é uma coisa muito honesta, muito séria, eles vão falar o que dá, o que não dá, o que dá para tentar, o que não dá, não funciona, e vão fazer esse trabalho a quatro mãos, as suas e a deles, para que, para que o resultado na internet se potencialize e com certeza você vai voltar para me agradecer. Então clica em qualquer lugar dessa tela aqui, fala com, com o Rodrigo, com o pessoal da RPL, e tamo junto, sucesso.

Agora eu quero falar da WJR Consulting, do meu parceiro Valenstein Júnior: gestão financeira descomplicada para empresários, tá aqui o arroba da WJR e o site também da WJR. Uma coisa eu, cara, é uma coisa que eu sempre digo: o gestor, o empresário, o empreendedor tem problemas demais com gestão financeira. Eu mesmo por muito tempo na minha empresa gerenciava a minha empresa do jeito de que eu achava que era certo, né? Eu tinha um fluxo de caixa muito organizadinho, mas eu gerenciava por fluxo de caixa, eu não tinha controles por competência, um, um, uma necessidade real do quanto de giro que eu precisava, eu não sabia precificar direito, eu não tinha um DRE, tudo isso mudou minha vida quando eu descobri a WJR. Entra justamente ajudando o empresário a resolver essas coisas tão complexas, mas que erram sempre no básico, e isso é um ralo de dinheiro, porque na melhor hipótese você tá perdendo dinheiro, né? Na melhor hipótese você tá perdendo dinheiro, mas na, na pior hipótese, esse dinheiro que você tá perdendo é, vai fazer você quebrar. Então você tem que tomar muito cuidado, porque essa gestão financeira, por mais que vendas é o coração da empresa e tudo mais, a gestão financeira é o cérebro, e você precisa de ajuda para fazer isso funcionar. A WJR entra justamente para resolver essa dor latente do empresário. Falo isso porque sou cliente dos caras e falo de que, depois que a WJR participou da minha vida empreendedora, a minha vida empreendedora mudou, os meus resultados mudaram, tá bom? Então clica em qualquer lugar dessa tela e fala com a WJR, tamo junto.

Agora quero falar da Nova Depósito, do meu parceiro Márcio Novais: materiais para construção, há 26 anos eles estão atendendo desde pequenas reformas até grandes construções, do básico ao acabamento. Tá aqui o e-commerce deles: novadeposito.com.br, e o arroba da Nova Depósito. Uma coisa de que eu sempre vejo no universo da construção civil é que ou você, você cai na mão dos players grandes (Leroy Merlin e tudo mais), ou você fica na mão dos pequenininhos, que é uma porcaria de atendimento. Primeiro é aquela imagem daquela, daquela loja de construção pequena com a luz apagada, um tiozinho encostado no balcão com a camisa entreaberta, cheio de pelos saindo para fora, aquela, aquele típico material de construção de bairro, que é uma porcaria de atendimento, o cara nunca tem nada, ele tem um, um produto, ele não consegue competir com preço basicamente, ou você cai na mão dos grandes e acaba pagando caro e tudo mais, ou você cai no mundo dos pequenos porque não tem nada e, e fica refém disso aí também, dessa falta de profissionalismo. E a Nova Depósito entra com uma inovação muito grande no mercado, e é legal falar disso porque inovação não necessariamente é fazer algo diferente, às vezes é fazer algo que todo mundo já faz, só que de, eh de uma melhor, eh com melhor, com uma melhor qualidade, um melhor atendimento, e os caras são esses, exatamente nesse, nesse lugar de que eles entram. Eles são uma empresa que atende desde as pequenas até as grandes obras com preço justo, com uma qualidade legal, os caras têm um bom atendimento, você consegue entrar no site dos caras e comprar por e-commerce caso precise de uma coisa simples, ou você pode entrar em contato com eles, fazer um orçamento, visitá-los. Eles são aqui do ABC, mas entregam geral em todos os lugares, se você é de Grande São Paulo, você é do ABC, a Nova Depósito entra como uma luva te atendendo, e os caras são surreais, não só em preço supercompetitivo, mas principalmente, que é o que faz a diferença na construção civil, em atendimento. Então clica em qualquer lugar dessa tela e fala com os caras, tá bom? Tamo junto.

Agora quero falar da Avante, do meu parceiro Marcelo de Sousa: Avante, protegendo vidas e impulsionando negócios, sua parceria na excelência da segurança no trabalho e medicina ocupacional. Tá aqui o site da Avante na tela e também o arroba da Avante. Quando a gente… Você colocou aí o site da Avante na tela e o arroba da Avante. Quando a gente fala eh sempre, né, quando, quando a gente empresário fala de segurança no trabalho, medicina ocupacional e tudo mais, são inúmeras burocracias que a gente é obrigado a cumprir quando a gente contrata pessoas, né? Tanto no admissional, demissional, eh exames periódicos e tudo mais, e eu que trabalho na construção civil, a depender do seu cargo, do seu caso também, do seu ramo, cara, você tem um monte de obrigações acessórias, um monte de NR, um monte de exames e tudo mais, e isso era uma bagunça na nossa, em empresas, até a gente eh não só gerenciar isso de forma mais profissional, mas também ter uma assessoria que não só prestava os serviços pra gente, mas também gerenciava isso com a gente. E, cara, mudou, mudou a nossa concepção, por quê? Não só eu consegui começar a pegar mais obras, obras mais profissionais, porque a parte de documentação é um custo invisível na tomada de preço na hora que você tá orçando, quanto também no dia a dia operacional ficou muito mais fácil, porque naturalmente quando você tinha uma empresa te ajudando, cara, eh qualquer dúvida das empresas e tudo mais, eu colocava eles em contato, né, o meu cliente em contato com a, com a empresa, e eles tocavam toda essa burocracia. É surreal, tá, desde admissional, periódico, demissional, LTCAT, PGR, PCMSO, treinamento, etc., AVSB, tudo isso aí são coisas e burocracias que a gente precisa como empresário lidar, e não ter uma empresa parceira que não, que não só tem um preço, um preço justo, mas que além de te cobrar e fazer o preço justo e tudo mais, mas também te dá essa assessoria, é surreal porque isso te dá muita economia de tempo e produtividade, tá bom? Quando eu contratei a Avante lá na minha empresa, sou cliente dos caras há o quê, uns 3, 4 anos, cara, tudo começou a facilitar, e esse é um problema que eu já não… Esse é um assunto que eu já não olho nesse tempo todo, porque a Avante toca tudo isso com o meu time, tá bom? Então faz sentido para você, se você tem problemas com isso, se você não tá satisfeito com, com os seus serviços atuais de segurança do trabalho e medicina ocupacional, clica em qualquer lugar dessa tela e fala com a Avante, tá bom? Com certeza você vai voltar para me agradecer, vamos que vamos.

E agora eu quero falar da Inspira Capital, do meu parceiro Fabiano Brito: operação e gestão financeira por assinatura, o braço direito do empreendedor. Tá aqui o arroba da Inspira Capital e o site da Inspira Capital. E, gente, quando a gente fala de gestão financeira, uma coisa de que muita gente erra, principalmente os pequenos e médios empreendedores, tá? O cara vai lá, vai contratar uma pessoa para fazer mal e mal pelo salário que ele tem disponível para pagar o serviço de contas a pagar e receber. Isso tá caindo por terra já há um tempo, já tá há uns 2, 3 anos bem forte isso, e o empreendedor de que ainda não se ligou tá perdendo tempo e dinheiro, por quê? Vou te dar essa, essa dica, que é uma coisa que pode mudar o teu, o teu dia a dia: a gente contrata uma pessoa com um salário baixo porque a gente não tem muito capital disponível, essa pessoa não tem muitos recursos, ela é mais operacional do que tática e estratégica. E aí ela vai fazer mais ou menos aquele trabalho de contas a pagar e receber: pagar boleto, tentar no banco fazer lançamento e alimentar o sistema, basicamente isso, pagando um salário que eh é baixo, mas que é o que você pode pagar. Porém, por esse mesmo salário, você consegue contratar uma empresa que faz esse trabalho também de forma terceirizada, só que além dela, da pessoa que vai operacionalizar aquilo, tem todo um time com, com por trás dela, não só tático e estratégico, que faz com que você tenha muitas informações importantes como relatórios e coisas que vão ajudar na sua gestão. Aí você fala: “nossa, mas pelo mesmo preço?”. Pelo mesmo preço, mas como? Porque eles dividem e fracionam essas horas, simplesmente contratando e, e montando uma estrutura para gerenciar isso, certo? Então só por aí você já sai ganhando. Aí você fala: “nossa, mas é inseguro porque eu vou colocar meu banco na mão de alguém”. Não, hoje em dia o, o banco ele libera acessos, a pessoa no máximo vai entrar e nem saldo ela vê, o máximo que ela vai fazer é fazer lançamentos que você aprova. Então o trabalho, além de se profissionalizar, facilita demais, melhora. E o custo é igual ou até mais baixo, porque pelo mesmo custo você consegue um serviço melhor, então o custo-benefício é muito melhor para você. Então se você ainda não faz isso, isso se chama BPO financeiro, e uma das empresas que eu recomendo, porque precisa ser uma empresa claro de, de confiança, é a Inspira Capital, do meu parceiro Fabiano Brito, porque o cara é monstro, é sensacional o trabalho que eles fazem. Eles já montam DRE, que é uma das maiores dores do cliente, porque querendo ou não eles estão fazendo contas a pagar e receber, então eles entregam, além do BPO financeiro, toda uma gestão estratégica para você no pacote, coisa de que aquela pessoa que você contrata para contas a pagar e receber mal faz isso direito, tá bom? Então no, no… Na comparação é surreal a vantagem de que se tem de contratar uma empresa séria para te ajudar nessa gestão financeira do seu negócio no dia a dia, tá bom? Então qualquer coisa que você precisar, se faz sentido para você, clica em qualquer lugar nessa tela, troca uma ideia com o Fabiano lá que é a Inspira Capital, e depois volta para agradecer, tá bom? Tamo junto.

É nós, Joãozeira. Agora vamos continuar aqui, quero te fazer uma pergunta final, é uma pergunta pesada, por isso que eu vou bater na madeira, mas é porque eu quero trazer profundidade, por isso que eu trago esse peso. Imagina, Lu, você sai daqui, pega teu carro, você bate e morre, por isso que eu bati na madeira, porque eu preciso colocar esse peso para que a mensagem seja profunda. Lu, essa é a sua última aparição pro mundo, sua última mensagem pra humanidade, cara. Qual mensagem você deixaria pro mundo?

Faça o seu melhor, isso aí, com o que você tem hoje, sem enrolação. Sem enrolação, gente, acorde e faça seu melhor sempre. Seja você, é isso, sabe? Eu falo, eu falo: nada, nada tem mais pesado do que o nosso coração com a nossa cabeça. Coração é muita emoção. Cabeça, quando você deita ela no travesseiro, você não matou, não roubou, não fez nada de errado, gente, vida que segue. É isso aí. E, e faça o seu melhor sem olhar a quem, faça. Sabe, hoje você se dedicou à sua empresa, beleza. Quantas histórias aqui, ó, nesse podcast de, de você não esperava nada, só fez o seu melhor e, puf, as coisas aconteceram.

Sim, sempre tem uma frase de que é assim: sempre tem alguém te observando.

Sempre tem alguém te observando, tem. Então mesmo se você, por não achar que fazer o melhor é o suficiente de forma egoísta, saiba que alguém tá te observando.

Exato.

E que naturalmente fazendo o teu melhor, as coisas vão dar bom para você.

Exato.

É só fazer o seu melhor, porque aí você… Deus me livre, ó, na madeira, vai, puf, tu vai… Vai lá, Deus chamou, e que chame, que a gente, né, passa por esse, essa transição maravilhosa Dele, de que a gente fala: “deixei um legado, eu deixei o meu pensamento, eu deixei o meu caminhar, independente… A gente é ser humano, a gente erra e acerta, a gente… Tem gente que gosta, tem gente que não gosta, e tá tudo bem”. E tá tudo bem. Então assim, não fizemos nada de errado nessa parte, eu acho que tá tudo tão… A gente não vai agradar todo mundo. Não, não vamos agradar, e a gente… No posicionamento, né, Fê? Eu olho eu lá com 40, e aí é só eu e o Marcos e o Lucas, né? Então eu, o Lucas se formou em Economia e tá liderando um time de marketing, olha.

Voando!

Tá voando na empresa. Então quando a gente tem esse pilar e a gente é, aos três assim, com Deus centralizado, só fazer o nosso melhor, é isso. A gente vai tentando, sabe? A mesma raiz é a… Sabe o que que é? É aquele papel pendurado na parede de cal. Exatamente, é isso. É a tua cultura desde sempre, que mantém até hoje. Sempre, sempre. E assim, nada de desrespeito, e, e eu acho que as coisas fluem muito bem.

É isso aí.

Muito bem, a origem, a origem a gente tem que ser assim. A vida tem que ser leve, a vida quando a gente veio para cá, o porquê de a gente sofrer tanto, total, né? Eu acho que por onde a gente olha, qual caminho que a gente quer estar é uma escolha. Porque aí tem coisas de que você fala: “ah, eu quero só ter tal coisas”. Claro, eu acho que a gente tem que ter esse posicionamento: “ah, eu quero ter uma outra casa, eu quero”, né, “mudar, eu quero viajar, eu quero isso, quero aquilo”, OK. Então vamos fazer, volta, rebobina um pouquinho para mim chegar lá, eu preciso o quê? Estudar; para mim chegar lá, eu preciso olhar de uma forma diferente; para mim chegar lá, eu preciso ter escolhas diferentes, né? E tem muita gente que quer as coisas e não faz por onde, gente, fazer chegar lá por uma coisa de que você tá ali no comodismo. Desculpa, não chega. A gente só vai chegar quando eu falei para você que a gente fica incomodada, é, então quando…

Movimento.

…pra morte, pra sorte, pra sorte te achar, é isso. Exatamente, é isso.

[ __ ] Lu, sensacional. Lu, foi top. Muitíssimo obrigado, gostei demais. Você é uma pessoa contagiante, obrigada. Assim, a gente se conhece há pouco tempo, mas assim, a gente jantou um tempo atrás juntos, né, com uma turma, e aí eu falei, cara, até falei pra Raísinha, falei: “nossa, a Lu é contagiante, vou levar ela no podcast”, porque é isso: é conhecendo a trajetória de vocês um pouco mais agora, sim, conhecendo o produto que vocês têm, conhecendo a loja de vocês, o carinho que vocês colocam no, no, no negócio de vocês e que é tão latente pro cliente, não é à toa que vocês estão onde vocês estão. E, e conhecendo os planos de expansão, independente, Lu, você pode errar o quanto você quiser, como todo mundo vai errar e tudo mais, mas a vida da Lu Chocolates vai ser longa, e daqui a pouco muita gente que talvez tá assistindo esse podcast ainda não conhece, porque ainda é uma marca regional, sim, daqui a pouco vai estar em tudo quanto é lugar. Você vai falar assim: “caramba, eu vi quando ela tava falando que ia fazer”.

Ai, glória a Deus, pode ter certeza. Ai, obrigada, viu?

Vida longa a Lu Chocolates.

Aí, boa noite para vocês.

Valeu, querida. Galera, você que ficou aqui até agora, muito obrigado, comenta, curte, compartilha, manda uma mensagem para a Lu Chocolates e segue ela também. Já coloca o b.g. dela de novo, me por favor, e compra o chocolate da Lu, pô, vamos esgotar todo mundo. Olha aí, gente, aproveita agora, né? Isso aí. Você tem e-commerce, você entrega a nível Brasil? Estamos fazendo, tamo fazendo. Você, legal, então você vai ter que vir pro ABC por enquanto, ou senão, se você não, não… A gente entrega mesmo assim, a gente tá fazendo a venda direto, bom, então entra em contato pelo Instagram da Lu Chocolates, ela entrega aí onde você estiver. Posso falar? Vale a pena, o negócio é, é brabo, é bom, bem gostoso. Isso aí. Obrigado mais uma vez, viu? Tchau, gente, sucesso, até a próxima.

Valeu!

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