De Sucateiro a Rei do Inox: A Jornada de William Lopes na Gestão Familiar e Inovação

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Cara, o volume nunca vai dar dinheiro. Por que que varejista sempre quebra? Repara, não tem uma varejista que tá bem, porque ele só trabalha volume. Você vende algo que todo mundo vende. Por que que as companhias aéreas todas quebram? Todo mundo vende um assento que sai do ponto A ao ponto B. Qual é o diferencial? Nenhum. Tentam criar diferencial, mas não não cria. Uma geladeira da Electrolux, o Ponto Frio vende, a Casas Bahia vende, Magazine Luiza vende. Todo mundo concorda que é a mesma geladeira. Eu trabalho com 10% de margem, você vai baixar pra 9, eu tenho que acompanhar. Daí eu baixo pra 8, você acompanha. Você baixa pra 7, eu acompanho. Chega uma hora que ninguém tem margem para nada. E o que que acontece pra acabar de te quebrar as pernas? O fabricante começa a vender. A Electrolux vende a geladeira Electrolux no site dela. Já era. A felicidade não vem na resolução daquela meta, ela vem no processo de conquista dela. Se faz tempo que alguém não te chama de louco, tem alguma coisa errada. Você não vai ter outra vida para se conectar com você. Joguei tudo aqui.

Buenas, buenas, buenas. Seja bem-vindo a mais um podcast do Além do CNPJ. Primeiro de tudo, quero agradecer por você estar aqui trocando essa ideia com a gente. Então, eu quero te convidar para pegar uma cadeira, sentar-se à mesa conosco para que você tenha essa conversa de bar, só que bebendo água e trocando uma ideia como se fosse uma roda de amigos mesmo, sabe? E essa é a intenção que eu sempre trago aqui pro Além do CNPJ, pro podcast, de pô, você se sentir sentado com a gente mesmo, trocando essa ideia, batendo esse papo. Eu acho que a gente tá conseguindo trazer cada vez mais isso, porque a galera tem dado esse feedback, falar: “Caramba, cara, parece que eu tô trocando ideia com vocês mesmo e e tô curtindo essa essa esse papo, que normalmente já eu saio cheio de insights com coisas para aplicar na empresa logo no dia seguinte”. Então, cara, é legal, a gente tá conseguindo atingir o nosso objetivo e fico muito feliz aí com o crescimento, com a expressividade que o podcast tem conseguido a cada a cada episódio. E hoje eu tô com um convidado, cara, tô bem feliz de de trazer ele aqui hoje, porque é um cara que faz parte real da minha história. É um cara que foi uma das das das pessoas que passaram na minha vida antes do empreendedorismo e que foram, cara, essenciais para parte do meu sucesso como CLT, inclusive, e que, inclusive, por conta disso, me deram projeções financeiras de conseguir empreender. E, cara, a gente não se vê há muito tempo, né? Há muito tempo mesmo. E só que, cara, sempre tenho ele em mente, porque é um cara que, como eu falei, foi muito importante na minha trajetória. E a gente vai trocar a ideia não só dessa época, quanto de tudo que aconteceu. Sempre passo na frente da empresa, vejo lá as coisas, vejo o negócio crescendo. Fiquei muito feliz quando você conquistou o galpão do lado, que você falava toda hora para mim. E aí, eh, [], a gente vai contar essas histórias e tem muita bagagem empreendedora. É um cara que a gente se conheceu bem menino e que já era um empreendedor nato. Quero até entender essas referências, como ele se tornou aquele cara tão jovem, tão pegado empreendedora. E é isso. Então, é um cara da economia real, vida real total, que vai trazer esse papo de empreendedor para empreendedor, cara, de coisa prática que com certeza vai te te te trazer muito insight. Então, quero apresentar aqui, e aí a gente falou, como que eu vou te chamar? Eu te conheço por Will, tal, Will da Cianfer. Então, vai ser esse é o papo aqui, ó. Will da Cianfer. William Lopes. É o William, né? Tamo junto, cara. Obrigado por aceitar o convite. Obrigado por vir aqui, cara. Muito legal esse papo contigo. Anos depois de a gente, mais de 10 anos que a gente não se vê pessoalmente. Cara, muito louco. É um cara, cara, que eu admiro demais, cara. Admiro demais, por conta sempre dessa pegada, cara. Você sempre teve essa energia [] de empreendedor, fazer negócio acontecer. Não à toa que tua empresa saiu da onde era, da do que era, pro que tá. Quero inclusive entrar nisso. Mas obrigado por aceitar o convite, cara.

Opa, imagina. Eu que agradeço aí, Fê. Primeiro, muito legal te ver de novo aí, de depois de tanto tempo, e principalmente ver que, pô, meu, você saiu também da CLT, que eu sempre brinquei com com a minha família, né? Falei, pô, meu, esse cara, o olho desse cara tem brilho no olhar, ele não vai aguentar muito tempo na CLT. A gente já eu já imaginava que em algum momento você ia despontar para alguma coisa. Que da hora, cara. E era e, meu, foi muito legal, porque a gente virou amigo, né? E cara, eu lembro de um dia, cara. Olha que louco, olha uma memória que eu lembro tua. Você nem vai lembrar dessa [], mas eu vou te contar. Eu sempre fui muito ruim de matemática. Sempre foi muito ruim. A minha lógica, apesar de até de lógica eu sou muito bom assim, só que eu não sei porque, eu acho que foi base escolar fraca, sei lá, deve ter sido uma… sempre a matemática foi um problema para mim. E aí um dia, cara, a gente tava num Outback almoçando. Você não vai lembrar disso. Aí a gente tava no Outback almoçando e você falando assim: “Cara, e aí, eu tava precisando… a gente tava negociando alguma, uns preços de contêiner, alguma coisa, e eu tava com uma dificuldade do [] de trabalhar alguns percentuais na minha cabeça. Aí você falou, aí você falou com uma naturalidade, falou: “Mano, mas por que que você tá fazendo essa conta? É só fazer esse por esse, tal, tal, tal, tal, tal.” E cara, você acredita que nessa, nessa instrução que você deu, você me ensinou um negócio que era maluco. Se eu falar que é ridículo eu falar isso aqui, que eu aprendi com o Will isso aí, mas mano, eu não sabia. Passei da faculdade sem saber essa []. Você me ensinou o básico da regra de três. Final divide pelo inicial. Eu lembro, tá ligado? Você lembra disso aí? Lembro, lembro. Falou: “Cara, divide esse aqui, tal, tal, tal. O que você tá fazendo, cara? Mas você tá dando tanta volta para chegar numa proporção.” Exato. Eu falava, porque eu ficava assim, ó: “Esse vezes tanto não dá, esse vezes tanto…” Eu ficava e na hipótese, aí você falou: “Cara, divide esse por esse, tal, tal, tal.” E cara, eu não sei nem como eu passei da da escola sem saber essa [], mas você me ensinou lá. Eu lembro, lembro, cara. Quando eu penso em você, eu lembro dessa cena, cara. E eu e eu aprendi depois disso aí.

Will, cara, vamos vamos começar o nosso papo antes de gente entrar na vida atual, antes de gente entrar na hora que na época que a gente se conheceu, os negócios que nós fizemos e tudo mais. Cara, qual foi a tua referência? Eu sei que você tem família muito muito próxima, tua família é muito unida. Mas qual foi tua referência? E como foi a criação dos seus pais e tios? Inclusive eu quero entrar um pouco nessa nessa seara um pouco mais abrangente para conseguir eh trazer ensinamentos tão sólidos assim pra pra família. Inclusive dentro da empresa, você ia pra empresa, você cresceu, você era um moleque de 10 anos que tava lá ajudando. Como que foi esse processo? Porque o o Will, ele é ele é dono hoje da Cianfer junto com com a sua família, mas cara, a galera assumiu muito bem isso aí. A sucessão foi sensacional e eu quero entender isso, até porque é o seguinte, bicho, eu tô com uma bebê no na barriga, você também. Ah, cara, eu não sei criar um filho com uma condição de vida favorável, porque a referência que eu tenho de criação de filho foi a os meus pais comigo, mas com uma uma condição de vida mais mais, nunca faltou nada, mas sempre regrada. E a minha intenção é, pô, eu quero, tomara que que aconteça, mas se não acontecer, tudo bem também. Mas pô, que minha família, que a minha filha venha assumir os negócios e tudo mais, porque eu tô construindo um negócio que daqui a pouco eu quero largar a mão. E tua família fez isso tão bem, cara. Parece que acertou nos três, cara. Então, cara, como que foi essa referência toda para para trazer essa consciência para vocês, cara? Me dá, me dá como que eu era o Willzinho, né? O a criança disso aí.

Não, eu costumo dizer o seguinte: o que o que te molda na verdade é dificuldade, ponto. Isso não tem o que falar. Eu eu lembro muito quando servi exército. Bem, 18 anos, já tem um tempinho. Servi, não sabia. Servia. Servia exército. Servia exército com as uma frase do sargento foi muito legal, que ele falou: “Quanto mais você suar aqui treinando, menos você sangra na batalha.” Ele falou: “Gente, vocês não estão aprendendo a ser um soldado aqui, vocês estão aprendendo a virar homem.” Naquele momento eu falei: “Pô, meu, o que esse cara tá falando faz sentido. Faz sentido. Faz sentido.” Cara, não é para ir pra guerra, é para você ir pra, é pra vida, né? E o, era legal que o sargento tinha uns insights legais, ele falava algumas coisas assim que você podia levar pra tua vida, que não necessariamente eram ensinamentos de guerra, mas que você podia levar pra tua vida, né? Vida. Meu pai sempre foi um cara bem rígido com a minha educação assim, de nunca me dar tudo que eu queria. Fala: “Meu, você tem que conquistar, você tem que ter disciplina.” Eh, eu nunca precisei, meu pai nunca teve que me dar bronca para ir trabalhar. Com com 14, 15 anos eu cobria férias do dos funcionários. Caramba. Junho, julho e dezembro e janeiro. Operacionalzão mesmo. Cobria férias não, eu cobria balanceiro, cobria e o pessoal que dirigia empilhadeira. Cata… já catei sucata na mão. Obviamente não na rua, né? Mas eu triava sucata no no pátio para aprender exatamente a manusear o material. Sem você manusear o material você não ia aprender nunca. E essa percepção tinha sua, porque você era um menino e tinha uma vivência [] então, cara. É, quando quando eu te conheci, você tava com quantos anos? Sei lá, nossa, tô com 36. Eu devia… a gente, eu devia ter 20 e pouco. A gente tem quase a mesma idade. É. Então você tinha 20, 23 anos. Você tinha uma experiência ferrada do negócio. Por quê? Porque você tava quase 10 anos na empresa já. Sim, sim. Vamos trabalhando. A gente a gente se conheceu, eu já tinha pelo menos 10 anos de de mercado, de mercado, né? Então [], a a vivência da da te deixar a criança ter dificuldade é a melhor coisa que você pode fazer. Total. Hoje, quando você é criança, você pensa: “Caramba, meu meu pai pega duro comigo, meu pai pega pesado.” Falou: “Cara, quando você fica mais velho você percebe que, meu, ele tava fazendo você suar lá atrás para não sangrar na guerra. Cara, você não tá sangrando agora porque lá atrás você suou até não querer mais, na na, alguém te preparou debaixo de dificuldade.” Então a ideia do, pô, meu, e pior que tá faltando tanto hoje em dia nessa [__]. Muito, muito. Eu costumo até, eu crio alguns paralelos assim, por que alguns países dão certo, outros não? Cara, qualquer país que deu certo tem, tem algum tipo de dificuldade. Estados Unidos passou por um monte de guerra, Japão guerra e tragédia natural, um monte. Caramba. Um dos problemas do Brasil, que eu acabo comentando, converso até com meu pai bastante, que a gente troca essa ideia, e meu vô, meu vô é refugiado de guerra. Caraca, não sabia. Inclusive meu vô, você chegou a conhecer lá. Meu vô vai fazer 90 anos este este ano. A se eu não me engano, ele faz Primeiro de Abril, Primeiro de Maio, não lembro, perto de alguma data comemorativa. Meu vô daqui 2, 3 meses vai fazer 90. Caraca. Ele veio refugiado de guerra, eu acho que com 15, 17, 18. Então, da onde? Da Espanha. Da Espanha, da Espanha. Meus avós são refugiados de guerra da Espanha. Caraca. Né? Meu avô veio de Madrid, minha avó veio de Toledo, e se conheceram no Brasil ou se conheceram lá? Cara, acho que se conheceram aqui, acredito se conheceram aqui. Não sei se meu vó era inquilino do pai da minha avó, alguma coisa assim, tinha uma história aí, né? Mas assim, de uma da Vila Operária e São Caetano do Sul. Caraca, bicho. Então é daqui da região. Sempre da Vila Operária de São Caetano do Sul, né? Eles sempre foram de lá.

Que massa, mano. E e você recebia mesada? Como que era a infância, cara? Seu pai dava mesada para você saber gerenciar dinheiro? Como que como que ele criou a criança? Não, desde criança sempre assim, ele me ele me dava mesada desde pequenininho. Mas eu sempre tinha muito, eu sempre tive muito muita dó de gastar mesada. E não sei, um pouco aí também eu eu falo que é um pouco da essência da pessoa. Sempre me, desde criança me incomodou pedir dinheiro para ele ou para os meus pais, né? Não vou nem pôr ele, vou, meus pais. Sempre me incomodou muito ter que pedir dinheiro, falar: “Ô, me dá.” “Então, por que que me dá?” Entendeu? Sempre, desde criança, eu sempre tive aquele negócio, falei: “Não, cara, eu quero conquistar, não quero que ninguém me dê nada.” Receber algo sem merecimento, sem esforço, sem sacrifício, não tem valor. Sim, né? Então eu sempre tive muito essa essa visão de, né? E eu acho que assim, eu tive muito dessa visão porque eu sempre vi meus pais sofrendo muito para poder ter algo, né? Eu eu eu eu eu acordava e meu pai já tinha saído de casa quando era criança. Vamos falar 10 anos, 12 anos. Acordava, meu pai já tinha saído de casa, indo trabalhar. Eu eu tinha que lutar contra o sono para conseguir ver ele chegar em casa, né? E minha mãe era, na época, ela bancária, né? Trabalhou no no no Banespa, depois no Santander. Minha mãe trabalhava, cuidava da minha avó, porque minha avó com com câncer no pulmão, tudo mais. E ainda por cima cuidado da casa, sim, e dos filhos do e do filho meu, e ainda cozinhava, tudo mais, tinha que cuidar da casa. Então, falava: “Meu, você você viu a guerra, o pessoal guerreando lá, você vê a batalha dos teus pais, você vê o sofrimento deles, te cria um certo paralelo de pô, cara, referência total.” Eu tenho essa, exatamente, você tem que ter essa referência dentro de casa. Pô, se você não tiver o espelho em casa, não tem jeito. Não vai. Caraca, não tem como. Top, top.

E a, e aí ele começou a te levar pra empresa quando? Ah, eu acho que com 14 anos. Você, quando você era bem criança, você ia para ficar lá acompanhando ou você ia? Não, imagina. Eu acho que sei lá, acho que eu nasci em cima de uma empilhadeira. Cresceu, você cresceu indo lá normal. Sim, não de catatau, com três, 4 anos eu já ficava correndo, já ficava lá. Não, sábado quase todos ele trabalhava, meu pai trabalhava. Então, tipo, a gente ia almoçar com meus pais, com meu pai. E aí a minha mãe, sei lá, às 10 da manhã, ficava na empresa até 2 horas da tarde, lá ia almoçar, vai pro outro. Então, você você interagia na empresa. Assinava, né, brincava lá. 13, 14, 15 anos. [] que você já tem uma base mínima para poder ajudar, sim, né? O, acho que começo do ensino médio, é ensino médio. Acho que você vai, hoje com 14, 15 mais ou menos, foi a fase que eu comecei a cobrir o pessoal na minhas férias. Os primos também, não? Minhas primas um pouco mais pra frente, um pouco mais pra frente, daí acho que com 17, 18, elas vieram pra, já começaram. Que assim, entrou na faculdade, já ia já trabalhando. Boa. E aí você cobria férias, trabalhava na parte operacional. Uhum. E e como era o teu pai como chefe? [], tá. Sempre foi uma, pegava pesado? Não. Bom e ruim ao mesmo tempo. Lógico, a a a parte boa é que assim, é, como ele sempre pegou mais no meu pé do que no dos outros, que é normal, me forjou um pouco mais. Então, eu brinco assim, meu, eu não tenho eu não tenho couro nas costas, eu tenho a carapaça de tartaruga, já apanho pra [] de tanta lapada que você toma, meu, as costas fica dura. E ele pegava pesado mesmo? Sim, sim, sempre. Porque, cara, eu tive eu tive isso com meu irmão. Meu irmão é 10 anos mais novo que eu, então ele é tipo um filho assim, né? Claro que que não é uma idade para ter para ser de filho, mas tipo um filho. E começou a trabalhar comigo desde moleque, mas mano, esse moleque sofreu na minha mão. Porque, cara, a questão é que para ele ter sucesso, ele tinha que trabalhar mais que os demais. Pessoas que trabalhassem menos, tinha sucesso mais rápido que ele. Por quê? Porque para eu fazer ele ter sucesso, eu teria que fazer com que o sucesso dele fosse inquestionável para os outros, sim, para não parecer um uma um favorecimento. E quando ele fazia merda, mano, você dá um esculacho, né? Eu não tinha nem paciência. A minha a própria minha esposa falava assim: “Meu, com ele você pega muito mais pesado do que você pega com todo mundo.” E eu reconhecia, mas eu não conseguia, bicho, porque aquele moleque tinha que aprender na porrada. Até porque meu pai tinha uma tem uma frase muito legal nesse respeito. Ele falou: “Meu, se eu qualquer um aqui errar, a pessoa é uma pessoa errando. Se você errar, é o filho do dono errando. Você já entra aqui cada dia que você passa pelo portão, você entra aqui, você já entra com o estereótipo do filho do dono, que é o quê? O vagabundo que só vai pra empresa para fazer média e meter o salário do bolso. Exato. E e e quebrar esse paradigma para você é [] muito muito. Então assim, e ele pega, eu sentia que ele pegava muito pesado comigo, mas de verdade, nunca me incomodou, nunca me incomodou. Porque assim, eu sempre tive a visão de, cara, tem jeito, não dá para forjar ferro sem sem dar pancada nele. É isso, né? Então, meu, você tá forjando. Você tá forjando essa pessoa. Você sempre teve essa cabeça? Sempre. Entendi, entendi. Pai, bora. Sim, sim, né? Então assim, e até porque eu para eu tinha que pensar se eu ti se eu quero ter autonomia. Se alguém acerta sete a cada 10, eu tenho que acertar no mínimo nove. E aquela que eu errar, meu, tá []. Tô []. E é louco, porque a própria pressão do 9 a 10 no de cada 10 sim já faz você atingir isso. Porque se você tiver resiliência mesmo para fazer acontecer, para tomar porrada e tudo mais, para fazer bom bem as coisas, e mesmo assim não é o não for o suficiente, porque opa, o 8 de 10 ainda não é o suficiente, precisa de nove de 10, 10 de 10, ou melhor, se você tem que acertar nove de 10, o quanto você tem que buscar é isso. Ponto, ponto. Então assim, enquanto você não entender que você não pode aceitar uma falha, você não prospera. Caraca. Você não pode aceitar tua falha. Falar, cara, uma um erro teu tem que doer. Tem que doer. Não porque alguém vai te dar um esculacho, você vai tomar dor. Você mesmo tem que doer por dentro. A a dor, a a dor da sua autocobrança, a a dor da sua cobrança tem que ser maior do que qualquer esculacho que alguém te der.

Perfeito, cara. Isso aí eu acho que é padrão do empreendedor, cara. Muito, muito, muito, muito. Porque se você pegar todo empreendedor, ele se cobra demais, porque ele sabe que se ele não fizer é isso, muitas vezes não vai ter quem faça. Sim, porque você como empreendedor tá no topo da cadeia, digamos, em algumas situações. E mais, se ele não fizer isso, ele vai ficar fraco. Ele vai tomar decisões erradas, ele vai continuar errando e tudo isso pode virar virar ruir. E qual a melhor forma de aprender? A hora que você toma uma porrada. Só que quando a porrada é sua, falar: “Cara, nossa, aquele aquele negócio cara é amargo.” Daqui 20 anos você vai lembrar daquela cagada, você nunca mais vai errar aquilo. Cara, eu dou significado pras merdas que eu faço, uhum. Sabe, tipo, quando acontece alguma coisa, por exemplo, eu tomei uma decisão errada há dois anos atrás, sim, e a gente tava começando a crescer, e aí eu resolvi abrir mão das obras pequenas. Isso me deu um problema de fluxo de caixa [], uhum. Até hoje, para você ter ideia, a gente não conseguiu restabelecer o fluxo de obras pequenas que nós tínhamos antigamente, uhum, por causa dessa decisão de dois anos atrás. Isso me deu um problema. Cara, você não tem ideia, problema de fluxo de caixa, tinha grana no mercado, tudo é valor futuro, valor presente, nada, mano. Tinha dinheiro para pagar as contas, chegava e você não tinha grana. Fluxo descompasso. [], eu olhava para trás e falava assim: “Mano, como eu fui inocente de tomar uma decisão dessa do dia pra noite? Sim. Como que eu fui inocente? É é que era burrice, foi burrice, sabe? Uhum. Não foi uma decisão errada, foi burrice. A a decisão foi com o coração, não foi com a cabeça. Exato. E cara, isso dói até hoje. Eu falou: “Mano, eu eu tenho raiva daquele Felipe.” Aham, sabe, tipo amargo. E é o que você falou, que daqui 20 anos eu vou lembrar daquela cena. Não, e o pior, tinha alguém para te dar essa bronca? Não tinha, cara. O quem que era teu chefe? O mercado. Exato, exato. Ou melhor, o teu chefe é tanto o mercado quanto teu próprio sucesso. Exato. Olha, [] todo santo dia você olhava para aquilo lá e falava: “Meu, que cagada, nossa, isso me atrasou demais. Se eu não tivesse tomado aquela decisão errada, talvez estaria muito mais na frente. Pô, caramba, eu já tava 4, 5 degraus acima do que eu tô hoje, só porque eu fiz aquela cagada lá atrás hoje.” E cara, e aí eu falo: “Como que eu dou significado? Uhum. Se você quiser mudar o padrão de cliente que você atende, você tem que fazer uma direção.” Eu eu eu traduzo isso no ensinamento, sim, sabe? Porque, cara, eu faço questão de, eu não posso me esquecer disso. Eu não posso deixar o sucesso me levar para um, porque foi o sucesso que fez, foi o ego. Sim. Foi crescimento, uhum, que fez eu tomar decisão errada. Foi ego de: “Opa, toque de Midas. Descobrir aqui a fórmula. Não, não, essa as obrinha aqui…” Sabe? Chegava arquiteto lá na empresa, [] tomara que os arquitetos não estejam me ouvindo aqui agora, mas chegava arquiteto lá na empresa falando assim de obra de 40 conto, tal. [] o vendedor, eu tava passando aí, o vendedor me chamava, falei: “Ah, ele é o dono, tal. Ah.” E começava a bater papo. “Ah, que legal. Deixa eu ver a proposta. Que que você tá orçando?” A quando eu olhava lá, tipo obrinha baixinha assim, eu falava: “Ah, tá [], me dava vontade de falar: ‘Meu, sai daqui’.” Aham. E cara, como me fez falta essas obrinha aí? Você chegou e falou: “[] merda, que que saudade daquela obrinha.” Que saudade, cara, que saudade. Sim. Foi []. Foi uma decisão extremamente péssima assim, mas que a vida vai cobrando. É o que você falou, o seu sucesso te cobra. O seu próprio sucesso é colocado em cheque, cara. Ou melhor, só que a falta dele cobra mais. Exato. A falta dele que, quando você olha para trás e fala: “[] merda, meu. Aquilo lá dava certo e eu abri a mão.” Dava certo. E aí [] é aquele negócio, a gente vai crescendo. Eu sempre sonhei com obras grandes. Então, quando a gente vai crescendo, vai vendo que obra grande é muito mais fácil. Por por mais complexo que seja, é um lugar só, uhum, é é as pessoas indo todo dia para aquele lugar, é um acompanhamento. Obra pequena são obras que você faz em 4, 5 dias. Só que, meu, a logística disso é muito mais complexa, precisa. Eu falava: “Meu, se eu tiver três obras ao mesmo tempo grandes, eu vou ter três coisas para gerenciar, por mais complexas sejam, mas assim, muito mais fácil do que ficar fazendo 50 obras, 60 obras por mês. Eu não quero isso.” E no final, cara, é a mescla disso que que dá o caldo. Ou melhor, você fazia volume na obra grande e margem na pequena, exato. É isso. E é realmente o mix dos dois que vai fazer o do M. Total. Você tem um você tem você é um comércio, na verdade. Por mais você produza algo, é um comércio. Você vende algo, igual eu, a gente vende alguma coisa. Cara, o volume nunca vai dar dinheiro. Ó, eu eu costumo fazer uma análise, eu estudo muito o mercado, tudo mais. Por que varejista sempre quebra? Repara, não tem uma varejista que tá bem, porque ele só trabalha volume. Você vende algo que todo mundo vende. [] você me deu []. Você vende o que todo mundo vende. Por que que as companhias aéreas todas quebram? Todo mundo vende um assento que sai do ponto A ao ponto B. Qual é o diferencial? Nenhum. Eu, elas tentam criar diferencial, mas não não cria. Exatamente. Pode falar nome de marca aqui? Vontade. Pode. Ah, é, eu não sabia, se não. Fica à vontade. Eu, uma análise rápida: uma geladeira da Electrolux, o Ponto Frio vende, a Casas Bahia vende, Magazine Luiza vende. Um monte de gente vende. Concorda que é a mesma geladeira? Então eu trabalho com 10% de margem, você vai baixar pra nove, eu tenho que acompanhar. Daí eu baixo para oito, você acompanha. Você baixa para sete, eu acompanho. Chega uma hora que ninguém tem margem para nada. E o que que acontece para acabar de te quebrar as pernas? O fabricante começa a vender. Isso. A Electrolux vende a geladeira Electrolux no site dela. Já era. Cara, quanto é diferencial nisso? Nada. A passagem aérea é a mesma coisa. A mesma tudo aquilo que você não pode agregar a sua cara, a sua marca, o seu processo. Cara, se você não injetar conhecimento no teu produto, foi simplesmente compra daqui, vende ali, compra. Já era. Commodity. Já era. Todo mundo vende essa bagaça, entendeu? Eu faço muita análise com isso.

E hoje, cada dia mais. Ou melhor, é que você conheceu a Cianfer, a gente tinha uma prensa. Cara, se você vê meu parque de máquina hoje, você assusta. Gigante. Moinho, prensa, não sei o que, tesoura. O negócio abriu muito. Para você ter ideia, eu lembro de você ter comprado, você tava todo feliz na época que você comprou um revólver de identificar o inox. Sim, [] hoje a gente deve ter uns 10. Então, que é caro para um [], você tinha acabado de comprar o primeiro, você me mostrou, falou: “Olha isso aqui.” Na, é porque era uma evolução absurda. Hoje, pra na época, evolução era o quê? Era ter o negocinho que analisava. Então, pô, pouca gente tem. Cara, meu diferencial era aquilo. É isso. Porque você consegue margem dentro de uma sucata de inox que era a mesma coisa. Exatamente. Começou a popularizar a pistolinha. Opa, tenho que ir pro próximo. Vou desenvolver qualquer outra coisa. Daí a gente, recentemente, rec, uns 4, 5 anos, a gente, eu eu desenvolvi uma coisa chamada Blend, que é o quê? Você pegar quatro ou cinco tipos de aço inoxidável diferente, juntar tudo e vender exatamente a composição química que meu cliente quer. Caraca, você que inventou essa porra? Imagina um negócio assim: quando você vai comprar aquela massa de bolo da Dona Benta no mercado. Aquilo não é um bolo, aquilo é um pó que tem ovo desidratado, leite em pó, farinha. Mas concorda que tem cinco ou seis ingredientes lá dentro? Que que você faz? Chega em casa, bota água, enfia no forno, bagulho sai um bolo. Só que tá pronto o bolo lá dentro, sim, sim, sim. Então é mais ou menos isso. Só que se eu comprar ovo, vender ovo, todo mundo sabe vender ovo. Comprar farinha e vender farinha, todo mundo compra farinha. Você começou a agregar serviço. Perfeito. Eu jun, ou melhor, isoladamente. Ou melhor, se eu vendesse ovo como ovo, farinha como farinha, né, os elementos separados, você venderia R$ 3. Se eu pegasse tudo isso e apenas aglutinasse e botasse num saquinho de 30, eu valorizava para 40. Exato. Por quê? Porque meu cliente não tem o trabalho de pegar aquele monte de coisa, enfiar e e e bater tudo na na bateria. Você agregou valor. Você agregou valor.

E cara, como eu nem sabia, mas existem como você tem sucata de vários… Na verdade, deixa eu só antes de entrar nesse assunto, quem é a Cianfer? O que que é a Cianfer? Conta pra galera. A gente tá falando como se a galera conhecesse, né? Cianfer é uma empresa especializada em sucata de aço inoxidável, né? A gente processa sucata de de aço inoxidável. Porém, eu também processo rejeito de mineradora. Porque o que que é aço? Na verdade, é um que vai ser processado, vira metal. Boa. Só que em algum momento esse minério, esse metal, vira sucata e vem para mim. Só que o, alguns rejeitos do processo do de minério até metal, até o metal mesmo, dependendo do processo, tem alguns rejeitos que sobram que eu consigo reaproveitar no meu processo. Caramba, que legal. Da mesma forma que eu reaproveito algumas escórias de de fundição. É, imagina, você tem uma ideia simples. Quando você vai fazer bolinha de sabão, se você soprar, concorda que fica líquido e fica uma espuma em cima? Quando você funde, gera mais ou menos a mesma coisa. Você gera uma da borra, é aquela espuma de cima. Fundições de pequeno porte não consegue reaproveitar, ela descarta. Caraca. Antigamente isso praticamente é pro lixo, aterro, aterro sanitário mesmo. Hoje a gente consegue recolher isso de todas as fundições pequenas, processa na Cianfer, aumenta o teor metálico e vende para a siderúrgica virar de novo. [__] que legal, bicho. Hora que isso pro planeta é sensacional, além de tudo. Perfeito, perfeito. Então assim, pouco a pouco eu fui abrindo pequenos leques dentro. Pô, então os rejeitos de fundição, os rejeitos de mineração, os rejeitos de não sei… Opa, você então você vai pegando rejeitos, processa, transforma em sucata que vai virar aço. Caraca. Aonde é a tua maior, tua maior margem? No aço, que todo mundo sabe comprar e vender, ou no rejeito? Exato, no rejeito. Você paga, você paga bem menos. A sucata faz volume. Os rejeitos que dão trabalho desgraçado fazem margem. Mas o mix dos dois é o que fazer meu produto funcionar, cara. E na época você vendia também chapa pronta. Sim, sim. Você continua vendendo? Sim. E a gente criou algumas parcerias, né? Então assim, a mesma siderúrgica que eu fornecia a sucata, às vezes eu comprava bobina ou comprava chapa. Que essa Jatinox? Gigante, né? Sim, sim. É. Jatinox é um dos maiores do do BR. Eu fico eu fico, eu sou vizinho deles. É nada? É. Pô, não sabia. É, caramba. Não, Jatinox é em aço inoxidável, se não for o maior, tá entre os top três maiores distribuidores, caramba, de produtos de aço inoxidável do Brasil. É, eles são do lado da empresa lá? Sim. Não, são enorme, enorme mesmo. Bacana, os caras os caras tem um quarteirão lá na Presidente Wilson. Não, é absurdo. É absurdo, é absurdo.

E aí, cara, e então a Cianfer, ela vende sucata, uhum, para quem vocês vendem? Siderúrgica. Siderúrgica, basicamente. Siderúrgica. Siderúrgica vai pegar minha sucata. Ou melhor, o Blend, que agora não vende mais a sucata. Eu vend o blend. Você não vende mais sucata? Só esse Blend virou carro chefe? Sim, sim. Hoje, praticamente, mente 80% do do meu mercado é Blend. Caraca. 20% é sucata, sucata mesmo, assim do jeito que vem, processa e vai embora. Os concorrentes já fazem Blend agora? Deve ter dois, três que faz Blend no Brasil. Você tem que ter muito volume, tem que ter escala. A receita do bolo não é tão simples. Lógico. Aquela velha história, né, cara? Como meu pai diria, eh, se fosse fácil fazia eu, mas se fosse fácil qualquer um fazia, né? Sim. Então, caraca, então você que trouxe esse esse conceito. Isso, o mercado já tá se adaptando. Sim. Ó, melhor, o mercado lá fora já existia isso. Ah, já. E no Brasil todo mundo tava enga… tinha uma empresa engatinhando ainda, começando a trabalhar. Falou: “Opa, pera aí, mas se tem alguém fazendo, também tem que saber fazer.” Não foi tão simples. Óbvio. Erra. E outra, sucata, aí você tem que cortar o negócio, porque a a o o peso tem que ser exato. Sim, sim. Fazer, tem que pesar cada elemento antes de misturar. Cara, é é um processo fabril, [__] em cima disso. E não, extremamente manual. Manual. Cada receita de bolo eu faço uma a uma, não tem padrão. Cara, na época que a gente se conheceu, você tava começando a dividir teu pátio por inox de tipo A, B. Sim, sim, sim. A gente tava criando baia, não sei o quê. Cara, não, o blend nasceu agora, tem 5 anos. Caraca. Vamos falar, a gente se conhece há uns 15. É, uns 15. Muito louco.

E cara, beleza. Então essa é essa é a Cianfer, que foi fundada pelo teu avô. Sim, que era outro nome. Teus pa… chamava Andrés Paz Martinez Sucatas. Fechou e virou… é que o nome dele… aí virou Cianfer. Cianfer. E aí Cianfer foi quem fundou foi o teu tio e teu pai. Meu tio, meu pai e meu vô. Daí que é a divisão societária, são dos que é dos três. Boa. E aí, e eles tocaram e cresceram a fé pro prédio que eu conheço aqui em Santo André. Não, ainda era lá na Avenida dos Estados. Aquele prédio que você conheceu, na verdade, eram quatro contêineres. Não acredito, cara. Sim. Devia de ter 10 pessoas no escritório, no máximo, no máximo. Quando quando eu comecei a trabalhar, na verdade, era uma esquina na Avenida dos Estados. Devia ter uns 3.000 m² lá, porque o escritório era pequenininho, era contêiner, não sei o que. Quando a gente foi para esse pátio que você conheceu, ela já tava bem estruturada. É o o prédio, vocês construíram aquele prédio? Não, era uma, foi uma compra de uma massa falida. É mesmo, cara? Ah, é. Se eu não me engano, chamava Máquinas Máquinas MG, se eu não me engano. Boa. Que o prédio é super legal lá, cara. Sim. Foi um alemão que construiu lá, era indústria metal-mecânica de grande porte. Legal, cara.

E aí, eh, eu conhecia a Cianfer nesse ponto, uhum, que tinha o teu pai e teu tio presentes no negócio. Teu vô, eu eu via, sim, né? Ele trabalhava na época. Ele vai até hoje. Caraca. Ele vai pra empresa até hoje. Mas assim, trabalhar tipo, dá para trabalhar daquele jeito, palpiteiro, mas assim, dá um palpite outro na na oficina, dá um palpite outro aqui, ali, né? Mas lógico, hoje até pela condição de saúde, quase 90 anos, não dá pra, né? Não dá para ele botar o capacete, ficar debaixo do sol, chuva, frio. Caraca, que legal, cara. Então ele ele ele fica mais… Caraca, você tem que fazer uma entrevista com ele, bicho. Cara, é muito legal, sabe por quê? 90 anos, ele tem uma lucidez perfeita, [] que pariu. Meu, perfeita. Aqui é do lado, aqui é perto de vocês, é logo pode aqui, esse estúdio lugar, vem aqui? Sim. Entrevista ele, meu, é bem legal. Nem para colocar na internet, que eu tô querendo dizer para vocês, cara. Sim. Imagina, com 90 anos, ele converte milímetro em polegada de cabeça. Ele tem, porque ele foi mecânico muitos anos. Ele começou como mecânico na Cerâmica São Caetano. Caraca. E ele é espanhol. Espanhol, espanhol. Ele fez curso de mecânica na Espanha. Na verdade, no Brasil quase não tinha. Imagina. Se não me engano, acho que ele foi fazer um curso de aperfeiçoamento, eu não não sei se era Perkins ou Caterpillar, alguma coisa assim, na Volks. O pessoal veio dar curso de motor na Volks para ele. Vou te falar um negócio. Eu queria muito que você me ajudasse nessa, uhum, para ele vir aqui. Trago, trago. Não, com certeza. Você acha que ele toparia? Topa. Pô, inter tá um cara de no, um empreendedor de 90 anos, mano, que veio refugiado, veio fugindo da Guerra. Sim. Caraca, man, eu vou adorar, meu. O legal, acho que o mais legal você perguntar da verdade, da época de Cerâmica São Caetano. Não, quero, eu quero conhecer mais o lá atrás do que o agora. O agora você tá contando, sim, né? Isso daí estamos falando assim, da época que eu não era nem projeto. Sim, eu eu não tava no projeto. É exatamente, eu tava no saco do velho ainda. Sim. Caraca, bicho. Porque meu, pensa, meu vô tem 90, ele deve ter vindo com 20. Cerâmica São Caetano é onde eu moro. Ah, você mora lá perto cerâmica? Meu pai agora mora lá também. Mora lá, então, cara, que tem até um forno lá da, sim, mantiveram. Meu vô, se você for lá, meu vô te explica certinho onde era cada coisa lá na no no bairro Cerâmica. Caraca. Porque lógico, tipo, agora só tem prédio, casa, tudo mais. Mas o ele lembra, cara. Ele te lembra com uma com uma lucidez, lucidez, uma uma riqueza de detalhes que impressiona. Caraca, mano. Ele era, ele era responsável por fazer o gerador ligar se acabasse a energia, porque a cerâmica parava. Tá, aqui não tinha motor de arranque. Sim. Se não tinha motor de arranque, não o motor de, não tinha motor de arranque no motor a diesel, cara. Não dava para dar na chave. Era um balão de ar comprimido e com um jogo de válvulas você injetando o ar comprimido nos cilindros para fazer ele pegar com ar comprimido. Não tinha motor de arranque elétrico. [] que pariu. E ele que fazia. E ele que fazia na mão. Você abria e fechava a válvula na mão no tempo, ouvindo. [] mano, é capaz de se precisar fazer isso hoje ele saiba. Sabe, sabe hoje. Sabe. Meu vô lembra tipo cabo de vela de motor Ford de 1900 e não sei quando, ele lembra a sequência de cabeça. [] de cabeça, cara. Tem uma lucidez assim que impressiona, cara, sem brincadeira. Fala para ele. Impressiona, verdade, impressiona. É impressionante a lucidez. Acha ele viria? Vem. Caraca. Principalmente se você falar que você vai perguntar de de mecânica e da C e da Cerâmica São Caetano. Não, fala que eu vou vou perguntar a história dele. Reserve umas 5 horas de podcast aqui, porque não, cara, sério, sério de verdade. Eu vou pedir pra pra Rebeca te chamar, uhum, para já fazer esse meio de campo, hein. Assim, o que ele tem, o que ele mais tem é história, né? Caraca, bicho. Por favor. Eu vou, 70 anos de deve ter uns 70 anos no Brasil, então tem história até não querer mais. His. Que legal, cara. Vou adorar, vou adorar de verdade. Então já já vai ficar um segundo podcast aí da família Cianfer. Aham. Boa.

Eh, e aí, cara, eu lembro dessa época que eu via teu vô lá zanzando pelo pelo pela Cianfer, mas teu pai e teu tio muito presentes. E aí eu via três pessoas: você, a Rebeca e a Tábata, né? Uhum. Tábata eu falava bem bem menos com ela. A Tábata foi para banco. Ela cuida do banco. Então, lógico, ela acaba tendo menos contato com todo mundo porque ela não participa do comercial, né? Boa. E aí, cara, a gente interagiu para caramba e aí foi onde a gente começou a se conhecer. Quando que foi? Vocês já tinham naquela época um papel fundamental na na direção do negócio, uhum, né? E você tinha lá 23, 24 anos. Quando que foi a virada de chave mais ou menos do menino que tava lá cobrindo férias para a pessoa, uma pessoa que se envolvia nas decisões da empresa, no estratégico do negócio? Tanto é que você fez uma vira de chave importante que a gente tava conversando lá, que foi justamente o processo de expansão internacional, né, de de vender para fora. Expansão internacional não, de de comércio internacional. Mas como, qual, quando mais ou menos o, como que e como quando foi, como foi esse processo? Você mais entrão, proativo, fazendo negócio acontecer e tal, ou teu pai te puxando para lá? Como que foi esse processo de te trazer cada vez mais para essa parte estratégica?

Na verdade, é, foi ao contrário do que todo mundo imagina. Meu pai não queria que eu fosse sucateiro. Não queria. Na época de colégio, tudo mais, falou: “Não, que é isso? Essa vida de louco que a gente leva, não sei o que pirir.” Ele sempre tentou me brochar. Não acredito. Eu achei que [__]. Sim, exatamente. Eu acho que até porque ele não queria que, tipo, a a profissão dele interferisse na no meu, na minha escolha, né? Entendi. Falou: “Segue tua vida aí.” Exato, faz o que você quiser da vida. Você virar esciro. E a a virada de chave foi mais ou menos na época que eu te conheci. Por quê? Meu, a gente não conseguia exportar porque o custo de export, o custo do frete era tão caro que matava o negócio. Sim, foi quando a gente se conheceu por intermédio da Danco, tudo mais. Começamos a abrir. Pô, se a a hora que o custo do do frete começou a diminuir, opa, pera aí, eu tenho margem suficiente para exportar. Só que os clientes lá fora, eu que tava desenvolvendo o processo de exportação. Você que desenvolveu os eu que tava desenvolvendo. É porque o processo de exportação, pelo menos o comercial, eu comecei a desenvolver. E como foi, foi, você fez como esse processo? Você foi oferecendo? Pô, a gente já tinha um contato em Barcelona, num que era já até amigo, até era amigo, né? Mas era um sucateiro pequenininho que intermediava. Então a gente vendia para ele, que ele vendia para uma usina lá ou para algum sucateiro grande. Tá. Falei: “Não, pera aí, tá errado. Tem intermediário demais aí, muito pedágio.” Tem muito pedágio, não dá. O melhor, primeiro, o o a o frete já tava matando operação. Então primeiro vamos baixar esse frete. Quando baixou o frete, eu fazia dois, três contes por mês. Comecei a fazer cinco, seis, porque eu comecei a eu começava a ter margem para poder trabalhar.

E teu pai nisso deixando? Vai voar. Vai voar. Ele meio que nunca ele nunca meio que falou assim: “Ó meu, vai para cima ou não vai.” Eu, eu sempre, ele dava autonomia. Exatamente. Eu vi essa autonomia, cara. Na época eu não entendia, uhum, eu não tinha essa cabeça de empreendedora, mas quando eu quando eu olho empresas que eu vivi dentro lá e eu falo, e e depois comecei a empreender, comecei a ver que tinha um problema, um grandes sucessão, eu falava: “Caramba, com o Will funcionava maior bem isso aí, cara. Nunca foi um problema para eles.” Eu via sempre essa relação funcionando super bem. É que eu era meio peit, eu sempre fui muito peitudo. Foi fazendo. Não, eu sempre fui de meter o peito, meter a cara, fala: “Meu, se der errado, joga a bomba no meu colo que é comigo. Pode me esculachar se der cagada.” Porque, meu, eu eu sempre fui meio assim, ó: eu montava o plano, olhava, conferia. Eu falei: “Meu, vamos fazer que vai dar certo.” Você tá louco, vai dar um trabalho desgraçado. Um monte de gente sempre falou: “Meu, vai dar um trabalho desgraçado.” Você começou a mudar os zo… Eu lembro que você contratou um, comprou tombador. Sim. Você foi fazendo, você foi você foi com o pé no peito mesmo. Deixa. Lembra, eu tombava contêiner de 40. Minto. Eu usava Open Top, o pro pessoal que não conhece, né, o contêiner aberto por cima com uma lona. Caríssimo, caríssimo. Ó, o contêiner era o tipo de contêiner era caro, o frete era caro, tudo era caro. Pagava slot perdido. Daí que que aconteceu? A gente começou a baratear o frete mesmo com o Open Top. Começou a baratear. A gente fez os Open Top, né, no começo. Fez, fez. Daí eu pr tombador de 40 pés. Só a diferença do do Open Top pro 40 pés já pagava tombador. Já pagava o tombador em meses, porque a diferença já era enorme de custo. Depois do 40 pés, eu consegui o galpão lá do lado, que você sempre falou: “[] eu preciso galpão do lado.” Galpão do lado tinha duas prensas já tinha não. Daí eu comprei outra prensa. Duas prensas. Opa, começa a valer a pena usar o de 20 pés. Então o custo de exportação disso, do 40 Open virou 40 Dry, virou 20 Dry com o mesmo volume. Não, conforme você vai diminuindo o custo, eu podia pagar mais caro na sucata na rua. Porque a sucata, a dinâmica dela é invertida. Eu, se se setor comercial compra sucata, a compra é a é ou melhor, você compra no varejo e vende no atacado. É invertido. É totalmente invertido. Então, porque sucata não dá para você mandar teu fornecedor fabricar sucata. Sucata é o que tem disponível no mercado. Você tem que buscar quem paga mais caro. Quem paga mais caro faz mais volume. Você, como que, como é esse processo? Você compra de sucateiro ou você tem? Eu compro tanto de sucateiro quanto indústria, tá? Né? Só que quem compra, quem pode pagar mais caro, leva mais volume. Porque onde eu falei que a gente foi expandindo volume? Quanto mais quanto menor o custo da exportação, concorda que sobrava mais margem? Então não é que eu passei a ganhar mais por quilo, eu comecei a pagar mais caro na sucata. Pagando mais caro, mais sucata, mais sucata entrava. Quando a gente entrou nesse pátio que você conheceu, eu lembro até hoje meu pai falou: “Meu, se a gente fizer 800 toneladas por mês bem feita, tá ótimo.” Lado, não, não aquele que você conheceu, não, nem do lado, nem do lado. Só o que onde a gente começou. Onde a gente começou, que foi quando eu fui lá do prédio. Começou isso, pô, de 800 para 3.000, subiu um pouco, né? 3.000 tinha lá, cara. Não, não. Hoje a gente faz 3.000. A gente saiu de uma média de 500 para 3.000 toneladas. Seis vezes. Caraca, mano. Quando a gente subiu, a gente deve ter subido fazendo uma média de 500, 800 para hoje 3.000. [] que 3.000 toneladas. 3 milhões de quilos por mês. [] que né, então é sucato he, bicho. Conforme a gente foi tirando custo, foi estreitando. Opa, beleza. Então eu comecei a a a a tomar mais mercado, até a hora que ou melhor, eu sempre fui fazendo assim: o que que tá me impedindo de crescer? Cara, se você não parar, afastar um pouco e enxergar o enxergar o processo de fora, você não você não diagnostica nunca. Primeiro diagnóstico: Opa, o Open Top é muito caro. Você tá travado na operação, você não não, você tem que sair. Cara, uma frase que você posta sempre: “Saia da operação”. É isso. Se você não sai da operação, você não pensa, você não avalia, você não estuda e você morre naquilo, cara. Sim. E eu sempre gostei muito de estudar o por que eu tô fazendo aquilo e o por que dá certo ou errado, né? Eu sempre tive muita facilidade em enxergar a operação sem emoção, cara. Você tem que ter um a você tem uma lógica [] mesmo, é. Eu tenho facilidade em sair da emoção e e enxergar aquilo 100% com lógica, é né? Então [] meu, foi até chegarmos no ponto 20 Dry exportando, né? Só deixa eu te fazer uma pergunta: o 20 Dry era o mesmo volume do 40, só que prensado? Exatamente. Levava o mesmo peso, porém prensado. Só que daí eu já tava usando o Blend. Ou seja, o Blend me dava margem, o transporte começou a me dar margem, eu comecei a ir fazendo margem. Aonde que eu tinha que e qual era o último patamar que eu tinha que subir? Eu precisava da usina. Porque não dá para vender Blend para sucateiro lá fora, eu tinha que vender direto na usina. Na usina. Daí eu comecei a desenvolver mercado. [], eu preciso. Então assim, eu fui. Chegou a viajar, fazer viagem internacional para desenvolver fornecedor, bater na porta, ou sempre foi uma coisa meio meio digital? Por incrível que pareça, meus maiores clientes que são na Índia, eu não conheço. Foi literalmente e-mail, WhatsApp, ligação e assim me apresentando. Mas imagina do nada você ligar para um indiano, já o fuso horário já matou, né? Já complicou. Você ligar para um indiano, falou: “Prazer, meu nome é William, sou da Cianfer, né? Eu trabalho com sucata de aço inoxidável, né? Pô, cara, quero te fornecer.” Meu, cara fala: “Meu, você é maluco, velho.” Daí, e daí tinha outro, o outro contraponto: virar pra minha família e falar: “Olha, a gente vai ter que meter dois contêiner na água sem garantia nenhuma que a gente vai receber do cara. Vamos tirar foto, tudo mais. O cara vai pagar 20, 30% na água, o resto só quando ele descarregar. Todo mundo: “Você é louco, você é louco.” Eu falei: “Não, gente, vamos me falei, meu, me dá uma oportunidade.” Me deu oportunidade. Me deu uma oportunidade, foi o primeiro, foi o segundo, foi o terceiro, foi o quarto, foi o quinto. E chegamos já a fazer 700 contêineres num ano. [] que pariu, mano. Saí na hora errada do Comércio Exterior, hein? Ô, ia ter estourado. Nosso pico de exportação foram 700 contêineres, 750 e alguma coisa. Você tá cont contratando direto armador agora? Não, não. Tudo com despachante ainda. Tudo com despachante e agente de carga. Tá. Despachante é, né? Na verdade, eu já pego a uma empresa só que faz tudo. Ah, tá, né? Cuida de tudo já, né? Não, já faz até o rodoviário. [] que legal, né? Daí eu criei meio que uma coisa chamada pacote. Aí, porque meu, na época da Danco, é margem direita, é margem esquerda, deu Redex, não deu Redex, não sei o que. Falou: “Ó, nossa, como que você faz para unificar os orçamentos? Pacote. Ali, galera, pouco me tô pouco me lixando como é que você vai fazer pro contêiner chegar lá. Eu quero um valor em dólares por contêiner chegando lá. Acabou, entrega lá. E porta Porto, como é que você vai fazer pro negócio chegar lá, problema teu. Porque daí eu tinha como equiparar os orçamentos e distribuir para todo mundo. Daí eu conseguia ir batendo de um contra o outro. Porque um me dava um preço mais barato nisso, mas me cobrava mais caro naquilo. Outro, cara, você não conseguia nunca equiparar os orçamentos. Então eu fui eu fui criando assim métricas de de negociação também. Negociação.

E hoje você exporta ainda? Sim, a gente é é um mercado ainda forte. Muito forte, sim, sim. O dólar tá desvalorizado, tá? O dólar tá valorizado, o Real tá desvalorizado. Isso é bom para você em termos de de exportação? Vamos falar assim, hoje o interessante pro mercado voltar a a a aquecer precisava de um dólar de uns 5,20. Hoje a 4,95 cravado, ainda não é o o o melhor, não é o ponto ideal, não é. Mas tá tá arrumando para isso, né? A gente imagina que deve conseguir chegar nesse patamar aí daqui 2, 3 meses. É, e o e você acha que, na verdade, é outra pergunta: o o dólar influencia em importação e você importa? Importo. A gente também importa. Você tinha o braço de importação. Produto. Produto a gente importa e sucata a gente exporta. Mas eu também importo alguma coisa de de Second Choice, né, segunda linha, que seria o material de primeira com pequenas avarias. Caramba, né? É um nicho que a gente tem que é bem bem interessante. Legal. Como eu conheço muito sucateiro lá fora, acaba caindo na mão do sucateiro, a gente acaba comprando, traz para cá. Boa. E cara, como que foi esse processo de expansão? Quando você, eh, t quando eu tava conversando contigo na época, eu lembro que você tava já nesse prédio, então, e tinha um um um galpão enorme do lado. Tanto que é uma das coisas que eu lembro bastante também, que você falou assim: “Cara, isso aqui eu tá faltando espaço, tá faltando espaço de.” E aí eu acho que tinha uma briga judicial no prédio do lado, alguma coisa, vocês falavam: “Meu, preciso entrar nesse prédio e tal.” Acabei saindo do comércio exterior e não e não acompanhei essa história. Até recapitulando um pouco para pro público entender, eu trabalhava em, algumas pessoas já sabem, né, mas eu trabalhava em Comércio Exterior. Eu fiz Relações Internacionais e Comércio Exterior em faculdade e comecei a trabalhar com agente de carga e era vendedor. Então, cara, comecei a vender pro no meu, passei por três empresas: Schenker, Danzas e Danco. E na Danco, cara, foi onde eu despontei mesmo, comecei a ganhar dinheiro. Eu tinha 22 anos e ganhava 15 contos por mês, cara, por causa das das comissões. E um dos clientes grandes que eu tinha era a Cianfer, que exportava a rodo. Comecei, a gente começou a a exportar muito para, só que eu não tinha essa, eu tô tendo essa consciência agora de que a a a gente, com aquela negociação, fez você começar a exportar muito. Na minha cabeça você já exportava muito. Não, é exatamente. Ou melhor, aquela redução de de custo foi, e assim, e foi muito foi muito nítido você for pegando o foi aumentando o custo de o o custo de exportação caindo, você via o volume de exportação subindo. Mas numa métrica, cara, era quase linear. É, a gente tava mandando, às vezes a gente mandava três contêineres num dia, se não me engano. Sim. Cheguei fazer quatro. Se eu te falar que eu cheguei a fazer oito num dia, caramba, meu, no guindaste. Como assim no guindaste? Então, hoje a gente tem até guindaste lá. Virava o contêiner no guindaste. [] que é muito normal. É muito normal se o contêiner virar no guindaste. Falou, na verdade isso daí é é tem que bater palma, na verdade, pro Fernando lá, que é nosso Gerente de Logística mesmo. Ele falou: “Cara, dá para fazer, meu. Desenha o pátio. Desenha.” Falei: “Como é que vamos fazer?” Eu falei: “Cara, ó, bota o container o guindaste aqui, um contêiner aqui, um contêiner aqui. Dá para tombar um enquanto o outro tá carregando, assim.” Falei: “Cara, o que você falou faz sentido. Você falou faz sentido. Não, toca o barco.” Meu, era um sábado. Bateu oito contêineres, eu acho que em 6 horas. [] Aquela merda, mano. Meu, a gente fechou quase a rua, né, porque tinha fila de contêiner. Lembro, na porta da carrega, ainda no mesmo lugar, no mesmo lugar, no mesmo. O tombador continua exatamente no mesmo lugar. Você chegou a ver o tombador. É o mesmo, é o mesmo, é o mesmo, é o mesmo. Eu só não uso ele para 40 pés, né? Eu tirei os braços de 40 pés e só tomba 20. Só tá com 20, caramba. Que [] que e a gente teve problema também, porque você começava no começo, você soltava a sucata. Ah, porque também não tinha equipamento, tinha []. Dava avaria no contêiner para caramba e você: “Bora, paga, paga avaria, paga avaria.” Você tava botando ficha. Avaria, avaria era mais barata do que o Open Top. Você tava botando ficha, bicho. Você tava botando ficha. E cara, foi muito legal isso aí, cara, esse processo.

Bom, e aí você pegou o galpão do lado, que você sempre disse para mim. E e aí com esse galpão vocês continuaram expandindo. E cara, você alugou, alugou, comprou, você expandiu trezentos outros outros lugares. Quanto em em termos, eh, práticos, assim, você começou lá na Avenida do Estado com X m², aí depois foi pro prédio com Y, e agora você tá com quanto? Como que foi essa expansão de de território? É, vamos se vai de 3.000, que o inicial dá 3000 lá na Av. do Estado e a gente tem o terreno até hoje. Tá naquela, numa esquina da Avenida dos Estados? Mas tá escrito Cianfer, essas coisas? Cara, tem uma plaquinha, tem uma placa lá. Hoje tem um galpãozinho vermelho. Você sempre falou desse galpão. Na época você falava dele, eu nunca vi ele e sempre quando eu passo na Estado eu falo: “Cianfer tá por aqui.” Eu olho, mas não não não. Pouco antes da Bala Juquinha. Ah tá, ou melhor, descendo viaduto, descendo viaduto lá de Utinga, já no primeiro quarteirão. Tá, mas assim, procura no lugar errado. Eu tô procurando lugar errado. Ah tá. Mas meu, pequeno nunca foi, né? Eram 3.000 m², daí expandiu pro um, para outro galpão lá da Avenida dos Estados, que hoje, na verdade, só estacionamento nosso, se você somar hoje, hoje a gente deve ter mais de 20.000 m². Caraca, bicho. Porque precisa de é, inclusive agora, agora abri uma filial de Resende no Rio de Janeiro. Que legal, mano. Qual o objetivo de abrir uma filial assim, estrategicamente? Resende, toda sucata do Rio de Janeiro vai para lá para pré-processar. Então assim, é você tava gastando muito de frete para trazer para cá a sucata da Petrobras, não pesa, não dá peso. Então criamos, foi criado entreposto exatamente para você processar o material e trazer com peso ou parte do boa parte desse material hoje já sobe direto pra usina em Minas. Quando você fala que não tinha peso, como assim? Imagina a carreta que é feita para carregar de 25 a 30 toneladas carregar sete. Quanto custa de frete morto? [__] porque você vende por peso, exatamente. Imagina que assim, o material que mandava 30, 40, 50 centavos o quilo custava de frete 80. Nossa, não valia, entendeu? Daí agora você processa, entendi, exatamente. O frete, às vezes, muitas vezes o frete matava o negócio.

[] E outra coisa que é legal, que eu tô, cara, várias dúvidas que eu tinha assim, que eu não, como que funciona? Como que funcionou o processo dos primos entrando? Família unida para caramba, isso eu lembro. Que você ter ideia, no dia que eu tava lá, na época que eu tava lá, teu pai sofreu um acidente de moto. [] meu tio, seu tio, meu tio, o pai da Rebeca e da Tata sofreu um acidente de moto. [] cara, eu eu lembro de ter chegado lá numa reunião num dos dos dias próximos. Cara, vocês estavam nossa, cara, isolado assim. E então foi em 2010, se eu não me engano, se eu não me engano, eu porque aquela moto que a moto que eu tinha naquela época eu comprei em 2008. Se não foi em 2010, muito perto de 2010. Então, cara, vocês estavam des… cara, eu fui na semana do acidente, eu te conheço 14 a 15 anos. 14, 15. Tô falando, é tempo para [], mano. Caramba, a gente era menino, né? A gente era menino. E bicho, é, vocês estavam desolados. A Cianfer tava em outro clima, vocês eram ma al velório. Vocês estava em clima de velório, mano. Negócio sabe que isso eu acho que foi também uma das viradas de chave minha foi acidente do André. Porque assim, imagina, sempre comercialmente sempre sempre fomos nós três, né? Eu, meu pai e o André. Sempre foi o comercial da sucata, sim, né? Eu sempre muito mais focado na venda e eles muito mais focados na compra, né? Até porque assim, a a a venda internacional acabou ficando para mim. Então foi foi questão de tempo para eu ficar com a venda nacional também, né? Sim. E até porque o André nunca tá na empresa, ele sempre tá viajando, correndo atrás de sucata. Meu pai acaba, meu pai pega um pouco, meu pai que toca produto. Então, eh, vamos dizer assim, eu vi uma lacuna que a empresa tinha e acabei abraçando ela, né? Mas eu vou me metendo, na verdade eu não peço licença, eu não sou muito de pedir licença, eu vou me enfiando em tudo cima, né? Quando, porque pensa [], o André é o maior braço que a gente tem de compra de sucata. Do dia para a noite ele não tava lá. Mas é diferente []. Além de tudo é um problema operacional gigantesco, não. Agora pensa no pior problema: do dia pra noite, além da família tá toda em velório, eu não tinha… porque ele quase morreu realmente, cara. Ele ficou no TI, é rompeu o plexo braquial, quase morreu. [] ele foi real, né, cara? Fêmur, bacia, meu, foi feio demais o acidente. E assim, é o que eu lembro que você me falou que ele só não morreu porque que ele tava muito bem paramentado, macacão, macacão. Só foi, ele foi macacão. Assim, se ele não tivesse com macacão, ele tinha ficado lá no na pista mesmo. Foi no Guarujá. O, imagina assim, ó: se um dos três tira férias, um, você consegue ligar pra pessoa para tirar uma dúvida. Dois, você prepara a tua saída pras férias. Então, ó, gente, tô saindo. Você faz uma lista, ó, com fulano tá tá acertado isso, cicrano aquilo, BR. Você prepara a tua saída e você tem o celular para responder. [] que pariu. Do dia pra noite, estala de dedos, sumiu. Imagina que na segunda-feira um monte de coisa caindo. Não, mas eu acertei isso com o André, acertei and… vocês fodidos de luto, sim. Além do luto, você fala: “Tá, mas eu não tinha como, a gente não tinha como confirmar se aquilo que o fornecedor estava falando era verdade, não se o acordo era aquele mesmo, se não era, ou algumas coisas que tava só na cabeça dele que ele ia executar e depois de três, quatro dias, o cara te ligando puto da vida que não aconteceu. [] mano, óbvio que o cara tá puto porque era um acordo, mas um acordo que estava na cabeça dele. [] que e não tinha como perguntar para ele, tava no TI. E como que foi isso aí, mano? Cara, meu, foi um pelinho [] naquele… para você ter ideia, naquele dia eu nunca mais andei de moto. Nunca mais, nunca mais. Vendeu moto grande, cara? Eu vendi chorando, eu chorei para vender. Eu amava, amava aquilo mais que car… mas mas também vocês vocês faziam umas loucuras, né, cara? Se você me falasse uma Ferrari ou andar de moto, andar de moto, sério. Andar de moto. Assim, adrenalina da moto não tem nada igual, nem parecido, nem parecido. Eu amava vocês vocês faziam, tipo, ah, mas a gente ia se matar em algum momento, a gente não tinha juízo, não tinha, vocês não tinha. Eu lembro vocês falavam assim: “A gente subiu de Bertioga para cá em x minutos.” Era 50 minutos. Bertioga até São Caetano, né, pela Anchieta? Pedi pela Anchieta, Pedi. Anchieta com caminhão do lado era era pedir, a gente tava pedindo para fazer uma cagada uma hora, sim, né? Então a gente brinca até que assim, o acidente acabou saindo barato, porque pelo tamanho da cacetada, meu, dele ter sobrevivido foi um negócio assim, foi um milagre. Foi uma curva, né? Foi foi uma, não, um, na verdade um rapaz bêbado atravessou a contra, atravessou, é pista vai e vem, foi nem cagada dele, não. Pista vai e vem, o cara bêbado saiu da pista dele, atravessou a contramão, pegou ele de frente e deu no e se enfiou no mato. [] merda, na Serrinha do Perequê lá no Guarujá. Obrigado, meu Deus do céu. [] né, então foi um negócio bem… E esse e esse você acha que esse episódio foi um dos episódios que te te moldaram? Porque eu foi foi no momento que eu caí em mim, eu falei: “Cara, se fosse eu no acidente? Cara, eu sou filho único. Quem que ia cuidar dos velho? Quem que cuida dos meus pais? Se eu, meu, me dá uma dessa, se eu empacotou, meu, não tem ninguém para cuidar dos meus pais, não tem ninguém para suceder a empresa, não tem ninguém para um monte de coisa.” Falei: “Meu, eu não podia, meu, eu larguei a moto.” Eu falei: “Cara, eu não posso ficar gripado. Eu não me, eu não podia ficar gripado, eu não tinha o direito de ficar doente.” Eu lembro assim que meu, eu peguei uma sinusite muito forte, cara. Dava 39 graus de febre, você tomava o antibiótico, ia trabalhar e tomava tipo três Novalgina de 1 g por dia, porque não não tinha o direito de não ir trabalhar. Eu não não dava para ter atestado lá e falar: “Meu, falou gente, ô, se vira aí.” Eu não tinha esse direito. Da mesma forma que, quantas vezes você trabalhou na sua empresa morrendo com febre, com dor? Inúmeras. Você tinha o direito de ficar doente? Não. Eu acho que eu acho que o empreendedor não tem esse, você não tem direito de ficar doente, você não tem direito de ter um atestado. E acho que essa é a essa é a vida de de grande parte dos empreendedores: não tem direito de ter feriado, muitas vezes, nem feriado. Um sábado, quanto seu quantos sábados seu pai não trabalhou? Não, imagina, meu. A gente fez uma virada na época, a gente contratou para pôr sistema de RP, o Dynamics AX. A gente fez a virada no carnaval. [] carnaval. Batemos dois dias de carnaval. É, então eu lembro que assim, eu bati dois dias, eu acho que 2, 3 dias seguidos, sei lá. Meio dia a gente terminou. Opa, roda, rodou. [] funcionou. Eu tava com a mala no carro, eu peguei o carro e fui para Ilhabela. [] direto, direto. É isso. É o que o é o que o pessoal olha e fala: “Ah, não, Cianfer bombada.” Nossa, ninguém sabe, cara. Ninguém sabe. Essa é a real. O sa o sacrifício só você que só você que sabe, cara.

E como é a divisão entre, e hoje nas férias, entre os primos? Uhum. Como que foi o processo também de: “Ó, você vai ficar aqui, você vai ficar aqui.” Foi uma foi uma coisa natural ou foi um negócio de “ó, cada um assume isso”? Como que é? Eu vou fazer uma pergunta aqui, se você não quiser responder, porque isso pode tocar num numa… mas assim, como que é gerenciar ego lá, né? Porque, cara, gerência ego já é complicado. E aí, família, eu tenho o mesmo direito e etc. E cara, eu nem sei de histórias nenhumas da sua família, mas cara, família não tem como não ter. Tem, só só por existir o fator empresa e família já tem. Como que como que vocês lidam com isso aí, cara?

É assim, ó. Não é fácil. Óbvio. O o maior problema de você ter uma empresa familiar é que primeiro é muito difícil de contar, de dizer verdades na mesa. Algumas verdades. E isso a gente foi percebendo ao longo do tempo. Muitas verdades que não foram ditas na mesa, com o passar do tempo, aquilo começa a virar um monstro. É aquilo vira um monstro. Você, as conversas difíceis começam a se tornar desafiadoras, exatamente. Fala: “Gente, em algum momento alguém tem que meter o dedo na tua cara e falar: ‘Cara, você tá errado.'” Mas espera. Mas me fala que eu tô errado, mas me mostra onde, de forma técnica, o porquê. E outra, exato, emocional, não. E outra, você não pode dizer ou melhor, falou: “Ó, você tá errado.” “Por quê?” “Porque eu acho que você tá errado.” Não, exato. Me mostra aonde. Outra, seja e eu eu eu sempre que eu vou criticar algo, eu costumo dizer que eu vou tô toda a crítica tem que ser muito bem direcionada e com riqueza de detalhes aonde você errou. Cara, tem que ser cirúrgico. O comentário aqui, por causa disso, disso, disso, disso, disso, e me mostra qual que é o certo. Você deveria ter feito assim, feito isso, isso, isso, isso. Todo mundo pode até te falar: “Não, nem [] da tua forma tá errado.” Eu falei: “Me deixa fazer, então. Me deixa fazer do meu jeito.” Você você é um cara que ponho dedo na ferida? Nossa Senhora. Tanto, todo mundo reclamava de mim. “Ah, William é grosso.” Falei: “Gente, onde é que eu sou? Eu sou direto.” É, eu sou direto também, cara. Eu sou direto, eu sou técnico. Assim, meu, alguém vai vamos discutir? Vamos. Eu venho com a papelada na mão, falou: “Ó, tá aqui o relatório, tá aqui não sei o que, tá aqui.” Eu venho com embasamento técnico para qualquer reunião. E assim, e a decisão técnica é muito complicada na na empresa familiar. Por quê? Na empresa familiar tem muito o ego, tem muito a pessoa se magoa. Exato. “Olha, você errou aqui.” A pessoa se magoou. Gente, não é para se magoar, caramba. Só que é trabalho. Assim, ó, eu eu consigo separar muito bem. É, eu também, meu sócio também. Do do portão para dentro, não tem família. Do portão para dentro, eu sou profissional para bater e para apanhar. Do portão para fora, vamos fazer churrasco, vamos comer pizza, vamos tomar uma cerveja, vamos fazer qualquer coisa. Assim, a gente, cara, a gente lá é maluco, porque algumas pessoas até estranham eu e meu sócio quebrando pau numa sala de reunião e a gente sai para almoçar dando risada. Por quê? Porque a hora que deu meio-dia, acabou. Vocês voltam a ser amigo. Exato. É isso, é real, galera. Não a galera até fala: “Mano, vocês são estranhos.” Fala: “Não, mano, é divisão, é porque não não é.” Cara, é aquele eu uma coisa que a gente fala lá é que é briga para ganhar jogo. Sim, você tá correndo, você tá jogando no futebol, você tá num num num jogo decisivo, falta dois minutos para acabar o jogo, o empate é dos caras, tá empatado. Aí você pega a bola, consegue driblar dois caras, tá na linha de fundo. [] eu tô sozinho na área, mano. Uhum. Invés de cruzar, você chuta. O cara vai olhar para você, vai falar assim: “Ô Will, tô sozinho aqui. Falta dois minutos. Vamos marcar uma reunião individual para eu não fazer essa esse feedback aqui na frente de todo mundo e eu vou te contar que você devia ter cruzado.” Bicho, o cara surta, mano. [] eu tô aqui, cruza. “Ah, mas vai magoar.” Amigão, é liga para ganhar jogo. Então eu e meu sócio, a gente tem muito dessa pegada e quem joga a bola sabe que que que acontece no campo fica no campo. Acabou o jogo, mano. Sim, sim. Então, e que muitas vezes não acontece também, que você vai lá e briga no vestiário. []. Então, cara, eu fico imaginando isso, porque eu passei por um negócio assim. Eu já fiz a besteira de contratar família, uhum. E aí era pior ainda, porque eu era o chefe. E aí, cara, e quando a sua família para de performar e você precisa pra demitir? [] que merda. Porque no caso de sócio, você não demite. Você consegue tirar de uma função e tudo, que é até mais complexo na verdade, né? Porque você não ter o poder sobre, mas [] e e muitas vezes ser visto como vilão da própria família, sabe? Só que daí você cria um problema na família. Na família, você cria um problema, exato. Você resolve o seu bo lá, mas você cria um problema na família.

Como que foram essas esses acordos entre vocês? Para porque já já era familiar do seu vô, continuou familiar dos seus pais, e aí vai aumentando a quantidade de família lá dentro, porque agora vai para primo, etc. Daqui a pouco, como chama teu como vai chamar teu filho? Daqui a pouco Pietro tá lá tocando sucata, tal. E aí, como que vai? Como que como que foram esses acordos e as decisões de quem cuida do quê? Uhum. Como que foi, por exemplo, hoje qual a tua o teu cargo na empresa? É, meu cargo é um negócio meio complexo. O meu cartão de visita e minha na minha sala tá na plaquinha lá: Diretor Comercial. Exato. Só que assim, eu dou suporte pro pessoal de fiscal, exato. Eu dou suporte pro financeiro. Essa pergunta é capciosa, porque assim, não tem como não dar suporte. Quem é o CEO? Não tem. É, então então, porque aí você se você assume, por exemplo, essa tua pergunta foi a é a pior de todas para responder. Sabe por que? E quando você tem três CEO, não existe. Existe [] é onde dá os pau, é onde começa a dar pau. Exato. Mas por quê são três CEO aí? Porque assim, por mais que lógico, minhas primas têm eh cargos iguais em irrelevância ao meu, né? Lógico, em poder de decisão todo mundo tem igual. Porém, comercialmente, comercialmente são os três que tomam. Quem tá tocando a Cianfer hoje é você, a Rebeca e a Tábata? Não, na verdade não. Sidney e André ainda tem total relevância lá dentro, não, sim. Mas assim, executivamente tudo tá abaixo de vocês. Então meio que assim, tem cinco diretores, né? Sidney, André, André, Sidney, André, William, Rebeca, Tábata. Cinco diretores. Aonde, comercialmente, na verdade, são três, né? Sidney, André, William. O problema é como é que você como é que você administra uma divergência? Você gerencia em conselho. Se você não tem aquele aquele último lá em cima, [] meu, é votação, não é votação. Não [] que pariu. Recentemente, vocês não perdem dinamismo sendo assim? Caralho, pra [], para []. E assim, meu, e a gente e meu, você nunca vai conseguir numa num nível desse falar: “Ó, o presidente é ele.” Não vai. Eu vou te contar a história. Vocês não tentam? Por que vocês contratam uma consultoria? Claro. É, contratei de para colocar governança. Contratei, já contratei, não funcionou. Eh, um ano atrás, nós estamos de 24, 23, outubro, novembro, dezembro, o comecinho de 1 de outubro de 22. Começou eh, começaram eh um um um rapaz, uma moça, né? Carlos e Jeane, vieram como para dar uma consultoria. Ela na parte de RH, ele na parte financeira fiscal. E realmente começou a fazer todo esse trabalho, tudo mais. E cara, é essencial, essencial. Em algum momento você precisa disso, porque assim, que nem precisa, muitas vezes eu falava, ninguém me ouvia. Eu falava, ninguém me ouvia. Eu falava, ninguém ouvia. Você coloca alguém só para mostrar real, não, eu precisava. A moça do RH, a Jeane, ela conseguiu criar uma ponte de comunicação entre a diretoria que não existia, [] não existia. E muitas vezes, muitas mesmo, muitas, estamos falando assim, 10, 15, não é muitas, uma, duas, muitas vezes eu falei 10 vezes com meu pai e ele não me ouviu. A hora que ela falou, ele ouviu e o negócio funcionou. Tem a história. Eu vou te dar duas dois exemplos rápidos. Eu cansei de falar: “Ó, nosso espaço é limitado. Precisamos trabalhar com dois turnos.” Fê, você tem visão técnica também. Se você não tem como expandir a sua produção, se não dá para comprar mais máquina e não dá para pôr mais gente operando essas máquinas, às vez até dá, mas custa muito mais caro do que um segundo turno dá. Eu não tenho onde enfiar a máquina mais lá, então é é mais é mais latente ainda a decisão. Concorda que assim, se eu não tenho como expandir fisicamente e não tem como botar mais máquina, concorda que a mesma máquina que na mesma área tem que trabalhar por mais tempo? É óbvio, não é óbvio, não é óbvio. Para mim, era óbvio. Para mim, era óbvio, cara. Foi uma guerra, uma guerra, uma guerra, uma guerra. Põe, não põe. Consegui implantar, deu meses, derrubou, desfez. Pau de novo. O que que aconteceu? Serviço atrasado de novo. Gente, só tem um jeito. Aí eu tinha o respaldo da moça junto para fazer meu pai ouvir. Mas não tem uma… Claro, cara, desculpa. Caradinha, hoje funciona o segundo turno. Funciona porque tem aí tal de moinho, é só colocar conta. Não, Santo de Santo de casa não faz milagre. E isso é a verdade intríseca na Cianfer. Eu podia falar 200 vezes, ninguém, esquece o número, relatório, ideia que as pessoas, lógica é é é a questão familiar, cara. Eu sei, é teu filho, é é teu filho que tá falando, é. E isso me e cara, você não imagina como foi benéfico ter realmente essa moça fazendo uma ponte de comunicação, de comunicação. Ah, teve um tal do Moinho que: “Gente, tem que comprar o moinho. Não, não tem que comprar o moinho.” Comprou o moinho, pagou em três meses. Fala uma máquina que paga que se paga em três meses. Nenhuma pagou em três meses. Então assim, e só que assim, não foi um, dois, sei lá, 10, 15 coisas que fala: “Gente, pelo amor de Deus, isso daqui é desse jeito. Não, não é, não é, não é.” E pior, minha família espanhola. Fala para []. Sabe como é que bota 10 espanhol no Fusca? Não fala que não cabe. Entra 11. Entra 11, entra 11. Espanhol é o bicho mais teimoso da face da terra. [] cara, só quem tem família espanhola entende na íntegra essa piadinha. Eu sou eu sou neto de espanhol também, mas a minha família, vixe, igual. É o cara, o problema é mais ou menos esse, né? Então cara, você meu, tô te trazendo dado técnico, não se… esquece, não, não ia. Tanto que o rapaz, o Carlos, né, ele me fez uma pergunta. Ele falou: “Mas pera aí, só você vende aqui sucata, então 80% do faturamento tá na tua mão. Quem te audita?” Ninguém, ninguém, ninguém. Ninguém audita o que eu faço. Falou: “Nem teu pai? Não tetiva ninguém.” E apresentação de relatório dentre? Não tinha nada disso. Nada, nada. Se eu começo apresentação de relatório, o pessoal me mexia no celular, cara. Juro. Mas não existe uma reunião de diretoria aqui. Um tentei várias vezes, tento apresentar, o pessoal me corta, me cortava no meio, meu. E tanto que eles fizeram, falou: “Não, não, todo mundo tem que ver essa apresentação. Como assim? Meu, o negócio tá acontecendo e ninguém nem sabe o que tá acontecendo.” E o criar a sinergia da diretoria e e o pessoal da auditoria virou para mim e falou uma coisa, falou: “O, e se alguém te auditasse? Falou, você se sentiria confortável com isso?” Eu falei: “Muito pelo contrário, eu ficaria extremamente agradecido. E você agradecido porque alguém tá te auditando? É porque daí eu tenho direito de errar. [] eu não tinha direito de errar. Ué, ninguém audita o que eu faço, meu. Se eu fizer uma cagada na exportação, é a cagada de milhões. Não, não é de 20, 30.000. Entendeu? Me a cagada era muito grande, era real, era real. Cara, eu tinha uma dificuldade enorme de apresentar um projeto. “Gente, ó, tô com tal projeto, é Power.” “Ah, não vai dar certo.” E agora, não vai dar certo. Agora tá funcionando, melhorou muito. Eu ainda tenho resistência de em muitos momentos, mas cara, você nem imagina a virada de chave que foi a partir do momento que você põe uma consultoria externa e essa consultoria externa pega todo mundo e fala: “Ox, todo mundo vai ouvir essa pessoa, sim. Agora todo mundo vai ouvir essa pessoa.” Cons ainda tá lá? Ah, não, a consultoria já acabou. Consultoria, consultoria já acabou. Aí a a e o moça, a moça do RH ficou pra gente? Ah, ficou pra vocês. Ficou, ficou. Não tem sem, eu falei: “Ó gente, sem o e empresa familiar, se você não colocar uma ponte, exato, uma ponte que interligue essas pessoas, uma interceção, uma interceção, inter, não vai. Sabe por quê? O o o vínculo familiar acaba estragando um pouco a visão técnica da coisa, técnica da coisa. E é isso que a gente fala do Ego, né? Porque cara, uma Cianfer chegar onde chegou, do tamanho que chegou, uhum, no poder que chegou, porque cara, quem não sei se você é, se você não for do universo da Sucata, tudo bem, mas assim, dentro do universo da Sucata, vocês são fortíssimos, cara. Ainda mais do dentro do universo do Inox, vocês são o quê? Eu eu divido, eu divido o posto de maior sucateiro de inox com mais uma empresa. Então é isso. Mas assim, eu e mais outra empresa deve fazer 3.000 por mês, br, Brasil, isso inteiro, Brasil, tá? O próximo abaixo não deve fazer 500. Caraca. Então, car, dois de 3.000 e o resto é bem menor. Então, meu, você domina o mercado. Você chegou, vocês chegaram onde vocês chegaram. Assim, se tivesse um cabeça ditando regra, atacando, pelo amor de Deus, dinamismo, vocês ganham dinamismo, [] sim, e governança, né? Porque esse cabeça aí não é que ele manda, na verdade ele obedece. Porque muita gente acha que o CEO manda. O CEO obedece. O CEO fica prestando conta para um conselho que enche teu saco, taca fogo na tua bunda e você tem que entregar. Exatamente isso que eu adoraria que acontecesse lá. Ou seja, [] então eu sou CEO. Que que é o que eu sempre vi? Lembrei, ó, então eu quero ser CEO, só que eu quero um corpo docente me enchendo o saco, enchendo o saco, cobrando o resultado, cobrando o relatório, cobrando o método exato. Quanto que é o Ebitda daqui? Quanto é o faturamento? Qual é a margem? Opa, quero aumentar. Vamos ver, vamos ver contribuição líquida, vamos ver o ROI da empresa, vamos ver não sei o que, margem bruta, margem líquida. Quanto tempo você se paga? Tempo, e aí cadê? Gente, eu eu quero payback de cada cada investimento aqui. Quero não sei o que, quero não sei. Entendeu? A visão técnica foi a parte que sempre mais me pegou, porque eu sou um cara muito técnico. Minha família já não é tão técnica. Então assim, eu sempre tive essa carência de, pô, gente, mas será que dá para deixar eu falar sobre a parte técnica, né? E a consultoria veio para trazer um pouco mais de gente. A parte técnica tem que existir, não pode só só… a gente tinha muito e isso foi assim diagnosticado. Gente, um monte de decisão aqui é na base do eu acho. [] Cara, você não pode tomar decisão na base do eu acho. Eu trazia um [] relatório com dados, não sei o que, não, não, não faz tal coisa. Por quê? Porque eu acho. É porque eu acho que acho que vai ser melhor. Mas pera aí, os dados falam o contrário, né? Então sempre o o o a a visão externa faz muita diferença, faz mu muita diferença. E é louco, cara, porque assim, você tá achando que isso é um problema da Cianfer? Não. Por exemplo, ó, ó Gerdau, uma empresa familiar, familiar, e assim, gigante. E aqui, empresa listada em bolsa, sim. Você não tem noção, histórias que eu já ouvi falar da Gerdau, sim. Sabe, gente fala [], mas empresa listada em bolsa, cara, o problema é o mesmo. Problema é o mesmo, idêntico. Só muda o tamanho, só muda o tamanho. O problema é exatamente o mesmo, só muda o tamanho. É maluco isso aí. O cara, ó, como passa rápido. Caramba, passa rápido. Dá nem ver. Doido, né? Will, cara, tem uma pergunta final. Não acabou ainda, cara. Algumas coisas que ficaram. [__] de um papo, cara. Foi muito produtivo, muito cara, foi muito legal. Gostei para caramba assim de porque é vida real. Falamos de vida real aqui, sim. Mas uma lição de casa sua é trazer teu vô. Aham, pode deixar. Eu quero teu vô aqui na na mesa, cara. E e o dia que ele vier, eu quero que você venha junto. Uhum. Eh, Will, vou agradecer o patrocinadores rapidinho, já volto contigo, tá? Eh, Tiagão, tá tudo no esquema aí? Tiagão? Então bora. Galera, toda essa estrutura, esse papo, esses insights que a gente trouxe para você aqui hoje são todos eh financiados por uma equipe de por uma equipe, por uma uma turma de empresas que acreditam no podcast da Além CNPJ, acredita no projeto e naturalmente colocam grana para que toda essa estrutura, essa qualidade aqui, seja disponibilizada de graça aqui na internet para te dar esses insights aí e mudar teu jogo. Tudo certo aí, tague? Ira, bora. Então vamos lá. Quero começar agradecendo a CMC displays do meu parceiro Adalto de Carvalho. Tá precisando vender mais? Então o seu negócio precisa de soluções criativas para PDVs, balcões, bandejas, displays e muito mais. O site e o ar dos caras aqui na tela. Você que trabalha com PDV, ponto de venda, quando você agrega uma solução no teu pdv de experiência, você consegue muito mais resultado. Como assim, Felipe, experiência? Vou te explicar. Mas imagina lá que você tem um produto ou um serviço que você simplesmente tá vendendo ele através do balcão, através de vendedores e tudo mais. Mas quando você agrega no seu ponto de venda, na sua loja, no seu quiosque, etc, experimentação, degustação, eh, demonstração, essas coisas fazem com que o teu produto ganhe muito mais projeção. Projeção de um branding bacana, um reconhecimento de marca bacana, um aumento de ticket médio, um aumento de compra, um aumento de recompra, recorrência e coisas do tipo. Cara, você não tem noção o quanto quando você faz uma ação focada em ponto de venda de demonstração, o quanto isso influencia em resultados melhores, mais positivos pro teu negócio. E aí quando eu falo disso, gente, eu tô falando de, putz, uma coisa simples, uma demonstração, uma degustação simples. Só isso já traz um um um reconhecimento pro teu cliente tão importante que isso naturalmente já vai impactando nos números. Você fala: “Pô, legal, bacana, curti, entendi, mas como que eu faço?” Aí você fala: “Pô, você tem que ir para algum lugar.” Existem empresas que tem soluções dessas prontas, que simplesmente te entrega uma solução e essa solução você simplesmente põe no teu negócio e começa a aplicar imediatamente. A SMC inclusive é uma delas, que eles têm vários produtos meio que de prateleira já prontos, mas caso você queira personalizar de acordo com a tua identidade, eles já te entregam isso personalizado. É super barato, sério, não tem nem como falar. Se vocês entrarem no site site dos caras, você vai ver o quanto isso é barato e é um negócio que se paga quase que imediatamente, porque, cara, no primeiro mês fazendo teste no seu PDV, você já vai ver o quanto isso agrega e traz desses números para cima, como eu comentei com vocês. Então é só clicar em qualquer lugar dessa tela e falar com o pessoal da CMC que, com certeza, depois você vai me agradecer, tá bom? Tamo junto.

Agora quero falar da SMB Store do meu parceiro Alonso. Desde 2018, a SMB Store tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, vendas e financeiro. Tudo isso com sistema acessível e fácil de usar. O site, o ar dos caras tão aqui na tela. Agora quero falar com você empreendedor que tá com problema gigantesco de crescer de forma sólida. Quando eu falo crescer de forma sólida, não é só crescer, não é contratar gente, não é, é não é ganhar dinheiro. Cara, tem que pensar que nós empreendedores, a gente trabalha por um propósito, que é ganhar grana. O propósito de uma empresa é lucrar. Ai, Felipe, como você é ganancieres. Inúmeras narrativas. Não, o que no final impera é sempre a realidade. O lucro, ele te traz muitas possibilidades diversas. Primeiro, uma delas é impacto. Impacto na vida da sociedade, impacto na tua própria vida, impacto na vida das pessoas que te ajudam a construir aquele projeto, as pessoas crescendo e tudo mais. E quanto mais impacto você gera… tem uma frase que inclusive eu falo muito: lucro gera impacto e impacto gera lucro. E vira uma corrente do bem, de prosperidade. E aí muito empreendedor fica nessa nessa paranoia de não conseguir crescer, não conseguir ganhar dinheiro, mas porque muitas vezes a gestão tá muito problemática. Quando você vai numa estrada de terra, para ganhar velocidade, você precisa pavimentar ela. Pavimentar uma estrada para conseguir ter uma viagem cada vez mais tranquila, de forma sólida. E e essa pavimentação é necessária para que você consiga justamente ter essa viagem tranquila de forma sólida, mas principalmente de forma profissional. É esse o papel do Empreendedor: profissionalizar o teu negócio para que esse crescimento seja lucrativo. Quando a gente entra nessa, a gente fala: por onde eu vou, para onde eu vou? Existem algumas coisas que o micro e pequeno empreendedor erra demais, que é a formalização das informações. Ele coloca em papel de pão, ele coloca em e tudo isso fica perdido. Você precisa, escuta o que eu tô falando, você precisa de um sistema simples e fácil de usar. Colocar entre parênteses aqui, porque é extremamente importante, para conseguir colocar as informações num lugar certo. Por você precisa de um sistema. Ponto. Isso aí é obrigatório. Se você não tem, se já tá errando, precisa de um sistema. E o entre parênteses, para nós que somos PMs, né, eu já tenho uma empresa um pouco maior, mas o empreendedor que tá começando, que tá lá começando o seu negócio, tudo mais, profissionalizando ele, precisa simples e fácil de usar para não se tornar um estorvo na empresa, um problema na empresa de um sistema bacana implementado, mas que não é alimentado. Você precisa de um sistema simples de usar para justamente entrar bem na dinâmica do seu dia a dia, porque senão ele vai se tornar um problema. E aí sim, com esse sistema simples e fácil de usar, com certeza absoluta você vai ter direção e pavimentação dessa estrada que você tá construindo de forma sólida. Se você não tem um sistema para te contratar, para você contratar, que faça sentido em preço, porque o preço tem que ser barato, porque nós estamos falando de pequenas e médias empresas, eh, super acessível, que seja praticamente no valor aí de um de uma refeição por mês. Acredita, o preço é muito barato, não é desculpa. E implementação complexa você não vai fazer. Mas que tem então uma implementação extremamente simples e fácil de usar para justamente na alimentação as coisas funcionarem. Eu recomendo fortemente, e é um sistema que eu uso, uso além do CNPJ e sou muito feliz com ele, por justamente eu não ter tempo a perder. Eu preciso fazer o sistema funcionar, preciso ter os dados bem consolidados, mas eu preciso que seja extremamente simples. E é, é a SMB Store. SMB Store é um dos melhores sistemas que eu conheço para pequeno empreendedor. Ele é o melhor, sem dúvida alguma. É muito intuitivo, muito simples, muito fácil e você vai me agradecer depois por profissionalizar sua empresa com a ajuda dos caras, tá bom? Tamo junto. Obrigado, SMB aí. Vamos que vamos.

Agora quero falar da agência RPL do meu parceiro Rodrigo Álvares. A RPL oferece a solução completa de marketing digital para negócios, cuidando de empresas com olhos de dono, desde a criação de sites, gestão de anúncios, social mídia e SEO. O @ e o site dos caras aqui na tela. E é uma coisa que eu sempre, meu, muita reclamação de empreendedor que eu recebo: “Cara, eu cuidava do meu marketing, comecei a crescer, perdi a mão e…” Porque existe uma tendência no universo do do empreendedorismo aí de um empreendedor tocar o marketing digital, tocar gestão de tráfego, porque, cara, muitas vezes ele quer fazer sozinho, ou ele contrata uma agência, passa um perrinho do caramba, ele vê que meu, o dinheiro que ele colocou não deu efeito, não deu resultado, ele fala: “Meu, será que vale? Será que não vale?” Hoje com a popularização das agências e ainda mais que a popularização da da da própria gestão de tráfego, hoje qualquer um faz. E quando um mercado ele dá esse boom, acontece o que acontece em qualquer mercado que tem muita gente: começa a ter problemas com o a imagem que esse mercado passa pro mercado, né? Isso tá já acontecendo no marketing digital num todo, mas na gestão de tráfego também, né? A esta falando do subnicho dentro desse desse universo do marketing digital, que é a dificuldade de encontrar pessoas sérias que tratem o seu dinheiro, dinheiro com zelo que você trataria. E cara, eu entendo, porque o mercado tá muito grande, tá muita demand, muita demanda e tudo mais. Mas cara, por isso que muitas vezes o empreendedor fica com medo de largar esse osso, porque pô, el às vezes ele tá lá investindo dois conto, que para ele já é muito, ou cinco conto, que para ele já é muito, 10 conto, que para ele já é muito, 50.000, que para ele já é muito, a depender do tamanho do negócio. Mas se você parar para analisar, sempre o valor de tráfego investido tá sempre atrelado ao valor de faturamento, né? E a então sempre o valor de tráfego, o o valor ideal de tráfego não deixa de ser já um valor expressivo para determinados tamanhos de empresa, né? E aí ele coloca aquele valor na mão de um cara, de uma pessoa que não vai talvez cuidar daquele dinheiro como ele próprio cuidaria, porque nada nada, qualquer configuração errada, qualquer desatenção é dinheiro na lata do lixo. E ele fala: “Para onde eu vou?” E aí ele quer economizar. Ele coloca uma grana na mão dessa pessoa e quer economizar o quê? No cara que vai cuidar. É contra intuitivo. Tô falando que você precisa pagar caro, não. Mas você precisa pôr na mão de alguém responsável. E é, infelizmente ou felizmente, isso é a regra do mercado, a lei invisível imperando, né? E no final das contas, esses caras, por dar mais trabalho, porque simplesmente ele não vai setar poucas campanhas, dar play, esquecer. Ele vai olhar todo dia, ele vai acompanhar, ele vai analisar. Naturalmente, existe mais horas de dedicação, o que deveria ser feito desde sempre. É o jeito certo de fazer. Então, de fato é um pouco mais caro em invés de você pagar 500 conos pro seu pro seu sobrinho, R$ 1.000 para essas agências padrão, você paga lá R$ 1.000, dois contos para uma agência mais boutique, uma agência mais elitizada, que cuida especificamente de contas, olhando todo dia, com ação. E no final das contas, esse valor se paga. Por que se paga? Porque cara, se você colocar na mão desses anteriores, esse valor que você tá economizando tá indo embora em gestão de tráfego mal feita. E quando eu falo isso, eu falo: “Tá beleza, mas aonde eu vou? Tá, entendi, Felipe, realmente faz sentido. Pô, eu preciso de alguém que olhe como eu olharia, olhe com os olhos de dono, olhe do jeito que eu faria. Quem é essa pessoa? Onde tá?” Eu tenho uma pessoa para te indicar, é o Rodrigo da RPL. Rodrigão é meu parceiro, meu brother, trabalhou para mim muito tempo, abriu a agência dele. O cara tem uma boutique. Ele foi, ele foi muito inteligente, eu acredito no no nicho que ele entrou dentro desse universo de marketing digital, que é montar boutique de de de marketing digital focado em empreendedor, que é olhar o negócio do do Empreendedor com olho próprio de dono. E o Rodrigo, ele se envolve no atendimento, ele tem uma equipe enxuta e extremamente competente. Ele cuida de tudo, ele sabe de tudo. É um cara que, cara, pega no colo mesmo a conta. Inclusive, ele atende todas as minhas contas, todas as minhas empresas, é tudo com o Rodrigão cuidando. E cara, brincadeira, quando eu penso em fazer alguma coisa, qualquer parte estratégica que eu penso que envolve marketing digital, eu chamo Rodrigo pra mesa, Rodrigo participa de tudo comigo. E é um cara que, cara, se vocês eh contratarem ele, conversar com a RPL, vocês vão se arrepender. O cara é fera, de extrema confiança, meu brother pessoal, que com certeza vai levar o teu marketing digital para outro nível. Tá bom? Então tamo junto. Conversa com Rodrigão aí, depois volta para me agradecer. Sucesso.

Agora quero falar da WJR Consulting, do meu parceiro Wallenstein Júnior. Gestão financeira descomplicada para empresários. Tá aqui o ar dos caras e o site dos caras na tela. Muito problema de empreendedor, muito problema de empreendedor é o quê? [] empreendedor tá lá crescendo, estruturando a empresa dele, aí pum, começa a ter problema financeiro. Ou tá lá crescendo, estruturando a empresa dele e as coisas estão dando certo, ele vende bem, etc, perde o controle das coisas que estão acontecendo, perde o controle da visão estratégica do negócio. E aí, cara, qual o problema disso tudo? Quem olha o coração da empresa, que é o o setor de vendas. Tudo bem, tá fazendo uma empresa que não vende, quebra. Mas existe uma segundo, um segundo tipo muito padrão de falências no universo do do empreendedorismo, que são as falências por problemas financeiros. Então, se o coração é vendas, o cérebro é o financeiro. E aí se você não cuida disso do jeito certo, você tá ferrado, você vai quebrar. E pode ser que quanto mais você venda, mais problema você tenha. Porque se você tá precificando errado ou não tá gerindo certo ou tá fazendo custo desnecessário, tá tendo desvio e não tá verificando, tá tendo problemas operacionais e não sabe. Cara, no final isso vai representar em problemas de solvência e você tá embora, você vai embora. Aí você fala: “Pá, tá tudo bem, eu até entendi, mas qual o caminho?” Caminho é você ter uma empresa que, pelo menos foi o que eu segui e deu muito bom para mim, eu quero passar essa essa ideia para vocês, é ter uma empresa que te ajude a estruturar e profissionalizar sua gestão financeira. Por onde eu vou? Consultoria. Sim, consultoria. Mas qual consultoria? Eu tenho uma para te indicar. Faço, falo isso com toda a tranquilidade do mundo, porque eu conheço Wallenstein. Esse Wallenstein é um dos caras mais inteligentes que eu conheço, um cara super do bem, gente boa para caramba, um crânio. E ele tem um grupo de consultores dentro da WJR que, cara, consegue atender todos os bolsos. Para você que é pequenininho, sozinho, para você que é um pouquinho maior, que tem lá seus primeiros funcionários, você que já é um uma uma empresa um pouco mais sólida, mas tá com problema de girar muito dinheiro e não segurar tudo isso aí. Gente, faz parte, é normal. Mas cara, é porque você não tem gestão financeira, você não tem visão estratégica financeira do negócio. E a WJR tem um consultor para cada tipo de de empresa, para cada momento de empresa, com preço super condizente, que vai conseguir te ajudar. E todo mundo da galera da L do CNPJ, e não não foram poucos que contrataram a WJR e compraram as coisas que eles têm, os produtos que eles têm, todo mundo, cara, fala: “Nossa, foi um [] do investimento.” Tem gente que me chama que fala: “Cara, acabei de pagar a primeira mensalidade. Já digo, já se pagou. O que eles fizeram aqui em um mês já pagou praticamente o ano todo. Isso que aconteceu em um mês só, imagina o que vai vir à frente.” Eu falei: “Cara, é um negócio que dá muito bom.” Por quê? Porque a WJR é a melhor empresa do mundo também, eles são muito bons, mas não por isso. O que ele arruma, o que que a WJR arruma numa empresa é algo que faz muita diferença. É uma coisa que se sua empresa não está resolvendo ou não está fazendo do jeito certo, tá passando um perrengue [__] você nem imagina. Então cara, precisa arrumar a gestão financeira. Não dá para ter um negócio sólido, não adianta vender, não adianta nada se não tiver uma gestão financeira profissional. Não é fazer direitinho, é fazer de de forma profissional. Eu sempre fiz direitinho. Eu sempre fiz contos a pagar e receber perfeitamente. Meu fluxo de caixa sempre foi muito bem alimentado. Só que, cara, não era profissional. Eu não tinha DRE, não tinha balanço, não tinha nada, não tinha precificação. Tudo isso é essencial para você conseguir ganhar dinheiro, não girar dinheiro, como muito empreendedor faz. Então, só clicar em qualquer lugar dessa tela e falar com a WJR. Tá bom? Vamos que vamos.

Agora quero falar da Nova Depósito Materiais para Construção do meu parceiro Márcio Novais. Há 26 anos, e olha que 26 anos não é pouco não, hein, cara. 26 anos atendendo desde pequenas reformas até grandes construções, do básico é acabamento. Tá aqui o @ da Nova Depósito, tá aqui o site da Nova Depósito aqui embaixo. Eu quero falar com você da do universo da construção civil, ou você empreendedor que muitas vezes precisa, né, no facilit da sua empresa, garantir aí uma gestão predial e tudo mais. Cara, o segredo no universo de reforma, construção e tudo mais é um bom e relacionamento com seus fornecedores e uma boa cadeia de fornecimento. Porque são muitos itens, muitas coisas para gerenciar. E se você não organizar isso bem, você vai passar problema, você vai ter perrengue. Porque no final das contas, o que vai garantir a sua maior tranquilidade dentro de tudo é justamente como eu falei, ter essa boa cadeia de fornecimento te dando amparo com coisa bem entregue, com produtos bem bem elaborados, com um pós-venda bacana. Se tiver problema, e pode acontecer, mas se você ser avisado com antecedência, a gente tava no meio de uma reforma lá na empresa e a gente comprou a cerâmica numa dessas grandes empresas de de construção civil, sabe? Dessas mega lojas. Bom, não vou falar o n vou falar assim, não, não vou falar não. Comprou lá. O piso era para chegar dia 10, por exemplo. E aí a gente montou todo o cronograma da obra de acordo com isso. Chega dia 10, não vem. Tudo bem. Putz, um dia de atraso. Dia 11 não vem. Liga lá. E aí? Aí não sabe. Dia 12 não vem. Resumindo, gente, atrasou muito tempo. Se eu não me engano, eu não vou lembrar direito na da época, mas sei lá, 20 dias. Atrasou 20 dias. Os caras não tinham no estoque, o estoque tava furado. Baita de um BO. Eu falei sobre a possibilidade de trocar o a o piso, né, a cerâmica que a gente tinha contratado. Então, porque eu precisava. Não era possível, era mais burocrático ainda. Foi um BO do caramba. Sabe como eu consegui receber esse piso? Através de um processo judicial. Porque a minha obra tava extremamente atrasada, eu tava tendo prejuízo e equipe parada e tudo mais. Cara, essas são coisas que, sinceramente, por uma economia burra dessa, porque é um valor que muitas vezes num outro lugar você paga até mais barato, você consegue contratar isso, comprar isso numa empresa que te dá resultado, te dá pós-venda, te dar atendimento. Depois dessas grandes empresas, depois você compra, já era, sabe? Então cara, avalia a possibilidade de ter bons parceiros dentro do seu universo da construção civil, dentro desse universo todo, que te dê esse respaldo. E um dos uma das empresas aqui do ABC Paulista que atende não só ABC, mas São Paulo inteiro e também Brasil inteiro é a Nova Depósito, do parceiro do meu parceiro Márcio Novais. O Marcião, gente boa para caramba. A empresa tem 26 anos de mercado, cara. Pouquíssimas empresas conseguem chegar nessa marca. Pouquíssimas empresas chegando na marca de 1 ano, de 3 anos. 5 anos já é a grande maioria que já foi embora. 26 anos não é à toa que os caras estão aí voando. E por isso que consegue eh inovar num mercado tão comodi como o da construção civil através de um baita de um atendimento. Isso favorece demais o que, com que a sua obra funcione, sua reforma funcione. Então é só clicar em qualquer lugar dessa tela e falar com a com o Márcio da Nova Depósito e com certeza você vai voltar para me agradecer, porque os caras são muito bons do que fazem. Tamamo junto, Marcião. Vamos que vamos.

Agora quero falar da Avante do meu parceiro Marcelo de Souza. Protegendo vidas e impulsionando negócios. Sua parceira na excelência na segurança do trabalho e medicina ocupacional. Aqui o @ da Avante e o www, o site dos caras. Cara, a gente que é empreendedor, a gente tem muita coisa para cuidar, né? São tantas coisas. Cara, cara, eu tenho um galpão lá na empresa, né? E putz, é AVCB, né, que é o que é o documento do do do do bombeiro. Aí tem lá, putz, brigada de incêndio, tem que assinar, caso aconteça um foco de incêndio. São coisas ser obrigatórias, mas não deixa de ser burocracia. Conforme a tua empresa cresce, você precisa começar a pensar nisso. Aí tem lá primeiros socorros. Aí todo funcionário que entra tem que fazer admissional. Aí se sai, demissional. E se não sai, se fica periódico, ano a ano. Beleza. Aí [__], se você trabalha com construção civil igual eu, tem as NRs. NR 35 de altura, NR 1… a você fala: “Caramba, quanto documento. Para que que serve esse documentar todo, esse documentos todos para entrar em obra? Você tem que garantir que a segurança do trabalho tá bem tá bem feita. Aí tem lá PGR, PCMSO… cara. E aí ainda com tudo isso, eu preciso trazer treinamentos pra equipe. Treinamento de plataforma elevatória, treinamento de empilhadeira, treinamento de tantas coisas. Você fala: “Caramba, quanta coisa se pensar.” E aí agora com tudo isso ainda, agora a gente tem o e-Social. E social ainda é um um sistema do governo autom que faz com que as coisas sejam, todas elas sejam parametrizadas. Então cara, antigamente você podia contratar com com data retroativa. Hoje você não consegue mais contratar gente com gência. Passou a ser um baita de um perrengue hoje pro empreendedor. E cara, conforme sua empresa cresce, essas burocracias acabam vindo. Normal, normal. São as dores do crescimento. E lá, lá, lá atrás, uns três, 4 anos atrás, cara, isso foi um BO pra gente, porque isso era uma zona. A gente ia fazendo conforme ia acontecendo e dava BO, a gente ia atrás. Nossa, foi um um perrengue. Até que a gente eh, finalmente, encontrou uma empresa… Cara, aqui, esse, esse é um insight, né? Não faz só isso, eles assessoram no gerencial disso. Isso foi crucial para minha empresa, cara. Crucial. Porque os caras começaram a trazer essa consultoria, essa visão técnica do negócio, não só da das coisas entregues, porque isso aí qualquer um faz. Mas em acompanhar e e e ajustar isso de acordo com o próprio gerenciamento que a empresa precisa fazer. E isso mudou minha vida, mudou a nossa empresa, mudou nosso nossa nossa nossa nossa rotina lá. Inclusive, isso começou a dar respaldo pra gente pegar obras maiores, clientes maiores, porque a gente tinha todo esse respaldo de prateleira. Então gente, se eu tô falando tudo isso para vocês e para vocês isso não é realidade, a empresa que vocês fazem, tudo isso é jogado ou faz de qualquer jeito, cara, você precisa de uma empresa que… e sinceramente, tudo isso não é nem mais cobrado. Eles simplesmente fazem isso para quê? Para garantir essa fidelização que é necessária para eles. E os caras conseguem fazer isso muito bem. A empresa que eu tô falando é Avante. Avante de segurança do trabalho e medicina ocupacional. Então, os caras atender Brasil inteiro. Os caras são super bom. Marcelo é gente boa para caramba. Um cara que vive a segurança do trabalho a vida inteira. O negócio assim, o cara é porreta no que faz. E como eu falei, resolve BO pra gente empreendedor para focar no que realmente importa, que é o nosso negócio. Então, clica em qualquer lugar dessa tela e fala com Avante. Depois volta para me agradecer, porque com certeza os casos vão resolver esse BO aí, que é essa burocracia toda dentro da tua empresa. Tá bom? Estamos junto, Avante. Vamos que vamos.

E para finalizar, quero falar da Inspira Capital do meu parceiro Fabiano Brito. Operação e gestão financeira por assinatura, o braço direito do Empreendedor. Tá aqui o site dos caras na tela, tá aqui o @ na tela. Quando a gente é é pequeno empreendedora, a gente tem lá o setor ADM, setor administrativo. E o setor ADM é [__] porque sabe como funciona? Normalmente a menina, e aí eu tô falando menina porque normalmente é uma mulher, faz o contas a pagar, contas a receber, fiscal, DP, RH, facilites, gestão predial, tira o lixo do banheiro, faz o café. Nove, nove funções e setores incorporados numa pessoa só. Normal. Isso aí é o é o é a vida do pequeno empreendedor. Mas cara, conforme a empresa vai crescendo, essa pessoa que faz tudo, no final ela é o pato: faz tudo e não faz nada ao mesmo tempo. E a empresa, conforme vai crescendo, cara, vai precisando de certas estruturações e profissionalização. Três pau num financeiro específico, você já tá ferrado, porque com esse salário você não vai conseguir contratar um profissional completão. Então você vai contratar um cara muito específico, quantos vai pagar, quantos a receber, ou que faz os dois no pior cenário fiscal, etc, sabe? E aí cara, você vai ter um salário alto para uma função específica e que, conforme a empresa vai crescendo, vai precisando de outras funções específicas. Então cara, uma das dores é: muita empresa tem DP, que é o departamento pessoal para fazer a burocracia de gestão de folha etc, junto com a contabilidade, mas não tem RH, que gerencia uma pesquisa de clima, uma gestão um a um, reuniões etc, te traz relatório sobre coisas legais para você ter insight na empresa. Muita empresa eh tem uma menina que faz o contas a pagar, receber, mas não tem uma inteligência que vai trazer isso, porque uma pessoa nesse salário que eu falei agora a pouco não vai ter essa essa esse know-how todo de quê? De fazer tudo isso incorporando todas as informações num DRE, esse DRE te apresentando mensalmente com dashboard por BI, aqueles relatórios bonitos que ficam na TV atualiz atualizando automaticamente. Tudo isso essa pessoa de dois, três contos que você pagou vai fazer malemar eh o conto vai pagar e receber. E aí você fala: “Cara, como fica caro, né? Conforme você cresce, você estruturar uma empresa profissional.” E fica mesmo. Só que hoje existem empresas que traz essa solução para você de maneira muito mais fácil, muito mais fácil. Como por exemplo, BPO financeiro. BPO financeiro é uma empresa, constrói um time que coloca os caras que não custam três, que custam muito mais inclusive, que tem essa experiência em tudo isso que precisa, que pagar, que receber, etc, fiscal. Muitas vezes esses caras, essas pessoas tem toda uma equipe operacional por baixo e essa equipe toda fracionada presta serviço para você fazendo o que essa menina faria. Só que muitas vezes mais barato do que você paga essa menina. Por quê? Porque eles estão fracionando know-how. E esse know-how é entregue para você de forma muito mais completa, porque você tem um pouco de tudo, o melhor de todo mundo. E aí você pode falar: “Nossa, mas eu vou vou colocar meu financeiro na mão de alguém? Vou terceirizar meu financeiro?” Gente, é super normal, funciona super bem. É tendência, inclusive. Antes era só para as pequenininhas, agora algumas médias empresas já estão aplicando isso, grandes empresas também, né? Porque incorporar esses custos é muito alto. E mais, conforme você vai fazendo isso, você fala: “Ah, mas e a segurança dessa operação?” É super justa, super tranquila, porque os bancos oferecem senhas master e senhas operacionais. Numa senha do banco que você dá para para uma empresa de BPO financeiro, eles não vão ter acesso a nada, a não ser agendar com pagamentos. E aí eles te entregam relatórios eh do que vai ser pago no dia, os agendamentos, e você, aí sim, com a sua senha master, vai lá e dá o ok. Em minutos você consegue resolver isso colocando uma empresa para fazer isso já do jeito certo, estruturando as informações no banco de dados, te apresentando DRE por BI, etc. Fora que no DP e RH, os caras também conseguem ter essa assessoria. E cara, vai atrás, porque se você vai ficar pagando muito mais caro para fazer um negócio muito pior e mais caro, você paga mais caro e tem o resultado pior e não tem uma solução completa. Como você faz essa terceirização, você tem a solução completa mais barato, ó que maluco, e de uma forma muito mais profissional. Se tudo isso que eu falei faz sentido para você e você precisa avaliar: “Opa, para onde eu vou?”, fala com a Inspira Capital. É uma uma empresa que eu conheço, conheço o dono, conheço o trabalho, os caras são monstros. Eu sou cliente dos caras na gestão de RH. Os caras fazem um baita de um trabalho legal para mim. E com certeza você pode ir tranquilo que os caras vão te dar uma baita de uma assessoria e depois você vai voltar para me agradecer e vai ficar um pouquinho triste com aquela sensação de: “Putz, deveria ter feito antes. Putz, por que eu demorei tanto?” Mas às vezes as coisas acontecem na hora certa e a Inspira Capital pode te ajudar nesse processo aí de profissionalização do seu setor administrativo, tá bom? Tamo junto. Obrigado aí e vamos que vamos.

Obrigado a todos você. Tiagão, tamos junto meu cara. Vamos continuar aqui. Meu cara Will, mano, vou bater na madeira aqui para te fazer a última pergunta. Por que que eu vou bater na madeira, cara? Porque e imagina que você tá saindo daqui, pegou teu carro, tá indo pra tua casa e bate o carro e morre. Por isso que eu bati na madeira. Mas para trazer o peso da mensagem que eu quero trazer. Imagina, mano, que essa aqui é tua última aparição, tua última palavra.

E ainda mais que agora você tá com bebezinho na barriga aí para nascer, vai ser praticamente do mesmo mês da da Estelinha. Então, cara, acabou, uhum, no pior momento. Você não conheceu nem sabe qual seria tua última mensagem pro mundo, bicho. Caramba, pesada. Caramba, agora agora foi profundo, negócio foi profundo. Qual que que você falaria, cara? Tipo, teus parentes, tua esposa, eh tua filha vai assistir isso aqui, cara? Cara, eh uma última mensagem… um amigo, um amigo meu tem um tem até um uma uma frase que deixa no no WhatsApp: “Não não confunda minha minha dedicação com…” E desculpa [] merda, qual que era mesmo a frase? E eu não vou conseguir lembrar frase. [] que já tá tá desligado o celular. Desliguei, até desligado, né? Mas assim, gente, dedicação é uma coisa essencial na nossa vida. Não, não trate como doença. O pessoal trata dedicação como doença. [] que pariu, não trata. Não trate dedicação como doença, que o pessoal fala: “Nossa, você é obcecado.” Era isso. Não não não não não. Pense que dedicação é obsessão, cara. Você tem que ser obcecado pelo que você gosta, pelo que você ama, pelo que você quer. Perfeito. Só dedicação? “Ah, eu trabalho direitinho.” Esquece. [] [] Velho, mano, assim ó: o Brasil tem 200 e não sei quantos milhões de habitantes. Cara, tem uns 100 mil aí que trabalha direitinho também igual você vai trabalhar e aí fica, vive na mediocridade, você vai virar mais um e reclama do que: “Ah, minha vida não anda.” Você tem aquela, tem uma frase boa: “O mundo tá cheio de nota sete, velho.” É isso aí. Seja eu eu se eu sempre quero ser 11, eu miro em 11 para ser 10. É isso, cara. Então assim, meu, e não aceita quando dá 9 e meio. Eu não aceito 9 e meio. Eu só aceito 10. [] mano, eu só aceito 10. Então assim, meu, obsessão. Obsessão pelo trabalho, não. Obsessão pela excelência. É isso. Se quer uma frase, seja obcecado pela excelência, sempre. [] mano. Pega a galera que deu certo. Para []. O cara era obcecado. Não tem nenhum que não seja. Warren Buffett era obcecado pelo que fazia. O Antônio Ermírio de Moraes era obcecado. Todos os grandes. Todos os grandes. Os grandes, cara. Não tem nenhum que não seja. O cara era obcecado. Falou, pega o esporte. Oscar, do basquete. Obcecado. O cara era obcecado. Ele fazia 5.000 arremessos. Enquanto ele não fizesse 10 arremessos seguidos de três pontos, ele ele não ia embora. Imagina o cara no nono arremesso errava. Errava. Recomeçava. Você é louco. Não, vou começar de novo. Não é, não é. Aí chama o cara de Mão Santa. Vai se []. Não, não, ele falava: “Quanto, nossa, engraçado, você tem sorte.” Eu falei: “É engraçado, quanto mais eu treino, mais sorte eu fico, mais forte eu tenho.” Essa frase é dele, né? É a frase é dele. E é isso, cara. É isso, cara. Eu concordo inúmero, gênero e grau. Inclusive, muitas pessoas me criticam pela minha obsessão. Sim. Me critica. “Para que, Felipe? Para que isso?” E eu sou esse cara em tudo, cara. Tudo que eu faço e começo a gostar. Comecei a fazer jiu-jitsu. Só quero, eu quero só fazer jiu-jitsu. Sabe, tipo, cara. E e você vai cara assim, ó: se você, para você só ficar bom em algo, você tem que dormir e acordar pensando naquilo. Você tem que dormir e acordar pensando naquilo. Isso é obsessão. É isso. Enquanto só quer: “Ah, você precisa, você precisa de obsessão.” Só dedicação não te faz chegar no topo. É obsessão. E e isso é julgado pela sociedade. Muito, muito, muito. “Nossa, vai me vai te dar burnout.” Cara, que burnout? Que gente, por favor, não seja uma geração fraca. É isso. Não seja uma geração mole, gente. Assim, ó, não desmerecendo no burnout, mas [] que pariu. Algumas vezes que eu cheguei lá para dar burnout, sabe por que não deu? Porque eu não tinha opção. Exato. Cara, eu falo assim, ó: “Eu não tenho tempo para ter depressão, tempo ter burnout. Eu não tenho tempo para nada, cara.” Teve épocas, cara, de uma situação extremamente complicada e não deu burnout. De verdade. Porque se desse, se se eu tivesse alguma opção, mano, eu ia surtar. Sim. Se eu tivesse alguma opção, eu teria depressão. Sim. Não tinha opção, mano. Não tinha opção. Se, sim, era tudo a perder, uhum. Se eu tivesse a opção… Claro, existe depressão, com certeza, e tal, tal, tal. Mas cara, a talvez quando ela veio bater na minha porta, uhum, eu não tinha essa opção. [] foi foi foi. Eu vou ser cancelado. [] mas é é é a foi o eu tô eu tô dividindo aqui o pensamento que eu tive quando ela bateu na minha porta. Falei assim, ó: “Eu tô eu tô até com vontade de te abraçar, porque eu tô muito mal. Tô []. Minha cabeça já foi pro beleleu. Mas mano, tchau. Porque eu não tenho. Se se eu te abraçar, fodeu.” Sim, você não tem outra opção além de lutar. Além de lutar. É que assim, você vê, o gato sempre corre do cachorro. Acua ele, filhão. O bicho fica com 3 m de altura. É o rato, o rato faz isso também, cara. Quando você tá acuado, quando você não tem opção, é de lá que você tira força. Isso, né? Você não tem opção. Fala, ó, você só tem uma opção: é continuar trabalhando. Que é o que muita gente fala hoje em dia: “Não tenha Plano B, que o plano B te conforta.” E é verdade. Cara, verdade, verdade. É verdade. Você não pode ter a área de conforto. Exato. “Ah, não, qualquer coisa eu faço isso.” Fodeu. Se já vai começar o plano, er, se você tiver começar um plano A com Plano B, o plano A não vai dar não vai dar bom, porque o plano B fodeu ele. Não, e outra, parte da tua atenção vai pro B. Enquanto enquanto você não dormir, acordar, você tem que comer pensando naquilo. Daí sim você vai prosperar. Agora, enquanto você não, enquanto aquilo não for a tua razão de viver, esquece que não. Esquece. [] que pariu. Tiagão, baita episódio aí. Tiaga, cara, é monstro, hein.

Will, []. Sucesso. Já te admirava pra []. Você tá ligado. Mas [] esse papo aqui, depois de 10 anos, relembrando passado assim. [] foi massa. Obrigado por, cara, sem brincadeira, eh, a Cianfer foi parte crucial na minha trajetória. Se é muito louco, a gente não sabe o efeito borboleta das coisas, né? Mas [] a Cianfer, se não existisse naquele momento lá, cara, eu não teria chegado no sucesso que eu tive, ganhado o dinheiro que eu ganhei e dado talvez o passo do empreendedorismo naquele época. Talvez é real. Se eu tirasse a Cianfer da conta, uhum, talvez eu não estaria aqui real. Assim, sabe? As coisas influenciam demais as a a o andar da carruagem. Então, pô, obrigado por acreditar naquele moleque. É verdade. Você também era outro, né? Mas eu era um moleque, cara. Eu sofria, eu sofri um preconceito do [], porque a gente gerenciava muito dinheiro, né? Carga e os [] era grana para caramba girando. E era um moleque cheio de espinha vendendo aquilo lá. Eu tive muito preconceito por causa da idade. E [] vocês sempre me acreditaram em mim, me deram uma moral. [] muito legal. Então, pô, mais uma vez, obrigado aí. Muito legal tá trocando essa ideia contigo, mano. Vamos que vamos. Tem alguma mensagem? Tá tranquilo, meu. Acho que quer agradecer alguém? A última aqui. Dep, depois dessa que você soltou, meu, não tem mais como dar mensagem final, né? Da hora, mano. [] além da obsessão, da ideia da obsessão: “Seja obcecado pelo que você ama ou pelo que você quer.” Não necessariamente pelo que você ama. É isso. Seja obcecado pelo que você quer, porque muitas vezes o que você quer não é só, você não ama necessariamente. Exato. É o é é o preço que se paga. Ou melhor, se você conseguir trabalhar com algo que você não se importa em fazer, você não precisa amar o que você faz. Se você não se importar, se aquilo, cara, eu faço numa boa, meio caminho andado. É isso, meio caminho andado. Perfeito. Top, cara. O episódio foi foi sensacional. Eu adorei de verdade, mano. Tô até ansioso para para lançar. Eu tenho que até ver quando lança, porque depois eu te conto, tá? Porque eu quero eu quero reassistir, cara, para para ver como que foi esse papo aqui, porque foi massa, foi uma aula para mim também, mano. Mais uma vez, obrigado. E galera, você que acompanhou aqui até agora, obrigado por ter ficado até aqui. Curte, curte aqui, compartilha, clica no sininho, no coraçãozinho. Tem tem vários botões aqui embaixo. Clica em todos, porque ajuda a engajar o episódio. Até a próxima. Tamo junto e sucesso. Valeu, boa noite, boa noite.

Confira os principais insights do Episódio #047 do Além do CNPJ com William Lopes. Uma aula sobre sucessão familiar, inovação em commodities e a mentalidade de quem não aceita o “não” como resposta.

Introdução: O Menino que Cresceu na Sucata

Para o episódio 047, recebemos William Lopes, sócio-diretor da Cianfer, uma das maiores empresas de processamento de sucata de aço inoxidável do Brasil. Mas a história do William não começa no escritório.

Ela começa cobrindo férias de funcionários aos 14 anos, operando empilhadeira e separando sucata no pátio. Neste papo nostálgico e cheio de lições, ele e Felipe (que já foi fornecedor da Cianfer!) relembram como a empresa saiu de um galpão pequeno para se tornar uma exportadora global, e como a gestão familiar pode ser tanto um desafio quanto uma força.

1. Sucessão Familiar sem “Mimos”

Muitos herdeiros ganham cargos de chefia sem preparo. William foi forçado a “suar no treino para não sangrar na guerra”. Ele compartilhou como seu pai o cobrava mais do que qualquer outro funcionário, criando uma “carapaça” de resiliência.

“Se alguém acerta 7 de 10, eu tinha que acertar 9. O erro do funcionário é um erro; o erro do filho do dono é o estereótipo do vagabundo. Eu tinha que quebrar isso.”

Essa criação dura formou um líder que entende a operação de ponta a ponta e que não tem medo de colocar a mão na massa.

2. Inovação no Mercado de Commodities

Como se diferenciar vendendo algo que todo mundo vende (sucata)? William não aceitou a guerra de preços. Ele inovou.

  • O “Blend”: Ele criou um produto onde mistura diferentes tipos de sucata para chegar na composição química exata que a usina precisa. Em vez de vender “ovo e farinha”, ele vende a “massa do bolo pronta”. Isso aumentou a margem e fidelizou clientes.

  • Logística Reversa de Rejeitos: Ele começou a processar rejeitos de mineração e fundição que iriam para o lixo, transformando passivo ambiental em matéria-prima valiosa.

3. A Gestão de Conflitos em Família

Gerir uma empresa com pai, tios e primos não é fácil. William abriu o jogo sobre as brigas homéricas na sala de reunião e a regra de ouro: o que acontece no campo, fica no campo.

Ele também revelou como a contratação de uma consultoria externa e de um RH profissional foi crucial para “destravar” decisões que a família, por teimosia ou emoção, não conseguia tomar sozinha.

“Muitas verdades não ditas na mesa viram monstros com o tempo. Alguém tem que ter a coragem de apontar o erro, mas com embasamento técnico, não emocional.”

4. Obsessão pela Excelência

Ao final, William deixou uma mensagem poderosa sobre a diferença entre dedicação e obsessão. Para ele, só quem é obcecado pelo que faz (ou pelo que quer conquistar) chega ao topo.

“O mundo está cheio de nota 7. Eu miro no 11 para acertar o 10. Não aceite a mediocridade. Se você não dormir e acordar pensando no seu objetivo, você vai ser só mais um.”

Assista ao Episódio Completo

Este resumo é apenas a ponta do iceberg de uma conversa que passou por exportação, logística, crises familiares e superação.

Quer entender como transformar um negócio tradicional em uma máquina de inovação?

Clique abaixo para assistir ao EP #047 na íntegra:

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