Branding de Resposta, Disponibilidade Mental e o Erro da Ferrari com André Cano | Além do CNPJ (EP #162)

A Linha de Frente das Marcas Faixa Preta

No dinâmico ecossistema dos negócios, há um erro clássico cometido por pequenos e médios empresários: acreditar que a gestão de marca é um luxo exclusivo de gigantes como a Coca-Cola ou o McDonald’s. No entanto, o mercado real prova que a marca e o faturamento andam de mãos dadas, como um casal inseparável.

No mais recente episódio do podcast Além do CNPJ, gravado nos estúdios da Cross Host na Vila Mariana, recebemos André Cano, fundador e estrategista-chefe da consultoria Marcas Faixa Preta.

Com uma trajetória sólida de 15 anos no mercado e projetos assinados para marcas de peso como PagBank, Coca-Cola e Labellamafia, André — que também é faixa preta de jiu-jitsu há quase uma década — desconstrói os mitos do design corporativo e traz uma visão visceral sobre o impacto do branding direto na última linha do balanço patrimonial.

1. Branding Não é Logotipo: É Estratégia de Negócios

A primeira e mais urgente barreira que André quebra é a confusão comum entre marca e identidade visual. Um logotipo bonito e um site moderno são apenas a ponta do iceberg de um ecossistema muito mais profundo.

O branding real é a fundação estratégica do prédio: ele define como a sua empresa se comunica, qual percepção de valor ela transmite e, acima de tudo, como ela protege suas margens de lucro para não sangrar na guerra de preços do varejo ou do B2B.

“O empresário tem a mania de achar que branding é só para a Coca-Cola cuidar. [ __ ] nenhuma. Não é sobre o tamanho do seu cheque, é sobre o quanto você cuida da sua empresa e, principalmente, qual é a percepção que você quer passar. Marca é negócio. A marca existe para, acima de tudo, gerar lucro.”

2. O Caso Ferrari: O Erro Crítico de Design e a Próxima Geração

Provocado sobre as movimentações da indústria automotiva de luxo, André fez uma análise cirúrgica sobre os recentes caminhos da Ferrari e da Jaguar no mercado de eletrificação.

Embora o carro elétrico seja uma realidade mercadológica inevitável devido ao envelhecimento de sua base tradicional de consumidores, o grande erro das montadoras reside na ruptura cega de seu DNA estético e na perda de sua linha narrativa histórica.

$$Disponibilidade\ Mental = Visibilidade \times Consistência\ Histórica$$

Ao contratar designers do universo de tecnologia (como astros da Apple) e desenhar veículos que sacrificam o visual proprietário e agressivo que consagrou a escuderia, o produto se comoditiza. Perde-se a conexão emocional. Na visão de André, um carro elétrico puramente genérico com o logotipo do cavalo rampante é um risco gigantesco para a perenidade do valuation de uma marca secular.

3. A Teoria das Três Verdades de uma Empresa

Muitas vezes, o empresário fica imerso na operação do dia a dia (o “modo bombeiro”) e perde a percepção da realidade do próprio negócio, focando em diferenciais competitivos que só existem em sua própria cabeça. André explica que, para desenhar um posicionamento de mercado infalível, é preciso auditar as Três Verdades que regem qualquer CNPJ:

  • A verdade dos sócios: O que os fundadores acreditam que a empresa entrega (o olhar paternal).

  • A verdade dos colaboradores: O que o time vivencia no chão de fábrica e transmite no dia a dia.

  • A verdade dos clientes: A percepção real de valor que o mercado absorve na ponta final do funil.

O papel do branding estratégico é alinhar essas três esferas. Se o seu produto é excelente e fatura dois dígitos de milhões, mas o seu site, sua proposta comercial ou a embalagem do seu produto passam a impressão de um negócio de fundo de quintal, você está jogando margem de lucro no lixo.

4. Disponibilidade Mental e o Case do “HappEggs”

Como colocar o seu produto na dianteira em mercados de commodities brutas? André ilustra o conceito de Disponibilidade Mental através do famoso case de ovos comerciais do Brasil, como o HappEggs.

Em um setor onde o consumidor tradicionalmente escolhia apenas pelo tamanho ou pela cor do ovo (branco ou caipira), a marca revolucionou o varejo ao investir em embalagens disruptivas, storytelling focado no bem-estar animal (“galinhas livres e felizes”) e identidade de marca forte.

O branding eficiente não serve apenas para cobrar mais caro, mas para gerar velocidade comercial, blindar o share de mercado e garantir que, quando o cliente pensar na categoria do produto, a sua marca seja a primeira a surgir no subconsciente dele.

Quer aprender a estruturar o posicionamento do seu negócio e transformá-lo em uma marca Faixa Preta? Assista ao episódio completo agora mesmo!

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Pensa assim, qual que era o jeito de uma empresa no Brasil criar um banco, crescer no Brasil e um mercado totalmente e nichado, fechado e que exige um investimento muito grande, marca fazendo diferente e tipo com uma marca diferente desde o nome, pô, no bank, por transparência que, né, aquela promessa de que tudo é fácil, tudo é fluído, aqui não tem taxa, é tudo, você sabe tudo que tá acontecendo. Que merda que Jaguar e Ferrari fizeram. Nossa cara, cara, é muito louco. Eu fiz até um conteúdo sobre isso. Então vamos dividir, tá? Falando diferente de negócio, de fazer conta, de entender que o movimento está mudando, ou seja, elétrico, é uma realidade. Ponto número dois, cara, os consumidores de Ferrari estão ficando velhos, então logo eles têm que uma marca grande, uma marca que tem entendimento, ela tá fazendo o quê? Ela tá vendendo pros caras que ela sempre vendeu, só que ela tá olhando a próxima geração, ou seja, qual que é o comportamento dessa próxima geração, com quem que eu vou conversar daqui um tempo. Beleza? Tô falando de negócios, fazer um carro elétrico para mim, OK? Para mim o grande problema foi a forma, ou seja, foi o design que o carro foi feito, entendeu?

Buenas, buenas, buenas. Seja bem-vindo a mais um episódio do podcast do Além do CNPJ. Primeiro de tudo, muito obrigado por estar aqui pra gente trocar essa idea de empreendedorismo, vida real. Do meu lado, Bruno Bertozzi, aí sim. O episódio passado você me cobreu. Os dois últimos episódios você me cobriu. Obrigado, mano.

Estamos junto. É para isso mesmo que serve, né? Correria empreendedora, né? É isso. Empreendedores em vida real até no podcast.

Exatamente. Mandei uma mensagem pro Bruno: “Não me cobre, bicho, porque tá… tô enrolado aqui”. O legal é que ele mandou a lista dos patrocinadores lá, mandou uns textos, falei: “Toca 5 minutos antes”. Eu falei: “Ah, beleza, fechou, tá, tamos junto”. Não, a gente, a gente chama para para trabalhar com a gente quem a gente confia. Eu falei: “Esse cara vai dar conta”. Eu mandei lá, eu joguei a bucha, falei: “Cuida, cuida para mim”. Espero que vocês tenham gostado.

Foi, foi massa. A galera me deu feedbacks bons.

E pessoal, hoje aqui na nossa frente tem um cara, como a gente sempre fala, de trocar ideia de empreendedorismo em vida real. A gente busca trazer o universo 360 aqui que permeia a vida empreendedora, porque a gente que é empreendedor precisa saber de financeiro, vendas, eh tributário, gestão de pessoas e tudo mais. E é isso que faz a vida empreendedora ser tão complexa, a gente ter que ser um MacGyver, saber um pouco de tudo. E a pessoa que tá aqui na nossa frente é um especialista no que, no que tange o trabalho dele. Já já eu vou, vou divulgar. Mas que um tempo atrás, faz algumas semanas que ele foi lá na empresa para falar do trabalho dele e a gente tá fazendo e fechando uma parceria. Eu falei: “Cara, por mais que eu já ouvia falar desse… e aí já vou dar o spoiler, branding. Ah, nossa, branding é importante e tudo mais”. Aí para zoar ele, lógico, a gente fala assim: “Ah, você vai, você faz logo aí”, já para ele ficar puto. Nossa, sacanagem, logo, site, você faz meu logo ficar. Mas cara, justamente porque eu já conheço outras pessoas de branding e que já tive eh agências que participaram de processos de branding com algumas, alguns clientes nossos e, e cara, era uma construção super bonita. Já teve festa de lançamento da nova marca, aquela coisa toda. Mas o jeito que ele explicou sobre o branding para mim foi diferente, porque é empreendedorismo em vida real, é a simplicidade, é trazer o simples pro empreendedor que, cara, a gente sabe de tanta coisa, se não for simples, a gente não consegue conseguir pegar aquilo e começar a fazer.

É isso. E tem parece que é muita dificuldade, né? A gente falar alguma palavra, parece que é maior dificuldade, não sei o que. Já é difícil o dia a dia, [ __ ]. Você vai falar palavra complicada, ferrou mais ainda, né?

E cara, tem a profundeza da complexidade que é necessária, mas não é porque ela não é… isso para ser burocrática, para vender algo que não seja. Porque muitas vezes, a gente estava até conversando aqui, a gente estava trocando ideia sobre cabelo, porque o meu cabelo tá super caindo, né? E aí a gente estava falando sobre a importância de… eh a gente estava trocando ideia sobre a confiabilidade que um calvo passa ou não. Tipo, as pessoas, as pessoas não percebem, mas simplesmente sentem. E isso acontece, isso acontece com branding também, né? E agora apresentando para vocês, André Cano, do Marcas Faixa Preta. Obrigado pelo convite. Valeu, Brunão. Valeu. Esse cara é monstro, faixa preta de jiu-jitsu e o nome da empresa dele é Marcas Faixa Preta. Tanto é que trouxe a faixa aqui. Andrezão, obrigado por aceitar o convite, meu.

Obrigado a vocês pelo convite. Tô muito feliz e vamos que vamos. Vamos que vamos. Já começando da faixa, é isso, né? Uma das coisas, o branding. E aí eu, eu vou cortar essa palavra, né? Vamos falar a marca, porque ele é… ela é o contexto inteiro e não adianta tu querer trazer uma, uma narrativa, falar da sua empresa de um jeito lindo e aquilo não é verdade na prática. Então eu falo da faixa preta, né? Eu sou faixa preta de jiu-jitsu, tenho 9 anos de faixa preta.

Caraca, bicho!

E, acima de tudo, eu acredito que tanto empresa quanto marca e tudo que a gente faz na vida não é do dia para a noite. A galera tem mania de achar que, pô, eu vou fazer uma coisa aqui na minha empresa, cara, em um mês tá pronto e aquilo já tá estourando. Não, cara, é um processo. Então, é da faixa branca até a faixa preta. E o mais louco é que o que você faz na faixa branca, você continua fazendo na faixa preta, só que com muito mais maestria, com muito mais qualidade, com muito mais consciência. E empresa, a mesma coisa. Quando a gente começa a empreender, a gente fica perdido, não sabe [ __ ] nenhuma, e depois, cara, aquilo vai passando, vai entrando, vai internalizando dentro da gente. A gente fala: “Cara, já tá acostumado com aquele ambiente”. Você passa a ficar muito mais afiado, vai criando maturidade, né? E você não deixa de contar a mesma história de forma diferente, mas vai tendo uma consciência diferente. Cada vez que você repassa sobre aquele tema, você vai ter uma consciência diferente sobre ela. É uma espiral, né?

Exatamente. E cara, é muito lúdico porque assim, branding é uma palavra, né, que tá muito hypada. Primeira coisa, todo mundo confunde branding com logo. Cara, branding não é logo. Logo, identidade visual, é um dos pilares que tem um trabalho de branding. Cara, o que que é o branding? Se a gente for falar de uma forma bem resumida, a gente… tu falou ali que a gente, pô, a gente começa a empreender, a gente vai ver o financeiro, governança, contábil, a gente vê várias outras coisas. Quem fez faculdade vê um pouco disso, quem não fez vai sentindo na pele: agora você tem que colocar um contador, agora isso, aquilo, e tu vai aprendendo. Mas aonde a gente entende sobre o poder de uma marca? Né? E nós, como consumidores, a gente compra de marca, total. Se eu falar, pensa em três grandes empresas, você vai pensar nas marcas que representam ela. E aí que tá: marca e negócio, elas andam juntas, elas são um casal. As pessoas desassociam.

É.

E o grande lance é que a gente tem que fazer com que se associe. É isso. Ela não é grande só porque ela tem uma marca, e o contrário também vale. Então essa união é que faz a diferença. Pô, ela é grande porque ela tem gestão, ela tem tudo o que uma boa empresa tem que ter, e ela também tem a marca, porque senão ela ia tá se esforçando para [ __ ] e não ia ter chegado naquele resultado.

Exatamente. E, e posso falar? Isso é uma sensação que eu tenho do pequeno e do médio, que não olha. Sabe da importância, todo mundo sabe da importância da marca, porque a gente como consumidor, a gente tem a visão de, [ __ ], quantas vezes eu não preferi comprar uma roupa mais cara, um sapato mais caro, um celular mais caro em prol da marca que tá por trás? Um carro mais caro em prol da marca que tá por trás. Então a gente entende do ponto de vista do consumidor. Aí a gente olha do ponto de vista de empreendedor, como pequeno e médio empresário, a gente fala: “Putz, já eu vejo… deixa eu dar uma só um tapa aqui num logo bonito, eh dá um tapa aqui num site bacana e olhe lá, né?”. Mas no geral, eu acredito que esse seja o verbo to be, né? O básico do básico, do básico. Eh, e tá bom. Mas, cara, tem tudo isso, né? Quando a gente estava conversando e ele levou lá para apresentar, eh e a gente estava falando principalmente do grupo, né, do do Mastermind e tudo mais, do qual inclusive o Andrezão faz parte. Eh a gente estava… ele estava falando sobre muitos pontos que, no próprio grupo de mastermind, a gente deixa de olhar com cautela, até pela correria que a gente fez: “vamos fazer, vamos, vamos fazer do jeito que dá”. É aquele efeito melhor que perfeito, o empreendedor tem muito disso. Só que chega uma hora que precisa ser visto. E aí quando ele começa a mostrar e criticar — que isso aí ele começou, cara, gostei muito da sinceridade —, “olha isso aqui, olha isso aqui, olha o que vocês fizeram”, e começou a apontar, eu falei: “Cara, é isso, chega a ser eh deveras amador no que a gente tá atuando nessas coisas”. Então, é muito legal. Inclusive, ele começou a entrar até na parte de branding pessoal.

Uhum.

O famoso founder-led marketing, né? Mas o cara carrega a marca da, da empresa e faz todo sentido. Tá bombando agora, né? Tipo, todo mundo falando disso. E ele tem até um, um dos braços da consultoria de pessoal, né? É branding pessoal.

Cara, isso são duas coisas que são muito importantes quando a gente fala de empreendedor e a gente não começa a olhar desde o D zero, que para mim são duas palavrinhas super importantes, que é marca, é o que você faz, e governança, que é a estrutura do negócio, acordo de sócios — não é só contrato social —, acordo de sócio, fazer tudo isso. E a galera deixa isso para quando dá B.O. Então, tipo assim, ó, ah não sei o que, a marca, pô legal, minha marca é boa. É, mas cara, minha… dane-se o nome, dane-se não sei o quê, faz aí qualquer coisa, a gente vai vendendo. Mas a hora que chega num momento de tipo, qual que é a expressividade que ela tem, qual que é a história que ela conta, como que ela se posiciona, é diferente. E aí a mesma coisa acontece com governança, estrutura, eh eh acordo de sócios, tal. Deu B.O., cara, vai cair em algum lugar, aí cai na marca, cai na estrutura, cai na governança. Então são duas palavras que o cara não olha do D zero e fala assim: “é só para empresa grande”. E cara, é no começo, velho. É você começar o negócio do jeito certo, cara.

E isso é uma das coisas que eu mais falo, assim, eu mais defendo, porque existe um inconsciente coletivo que, né, os empresários acham que branding ele é só para a Coca-Cola cuidar de marca. A Coca é o MEC. [ __ ] nenhuma, velho. Tem um monte de empresas de porte menor. Tem, tem microempreendedor que tem um bom branding, que pensa nisso desde o começo e que, cara, não é, não é sobre o o tamanho do seu cheque, é sobre o quanto você quer cuidar da sua empresa e, principalmente, qual que é a percepção que você quer passar. Porque, cara, eu tô há 15 anos no mercado. Tipo, hoje eu fui para Limeira, voltei, fui visitar um cliente. Eu sou o cara que eu não faço o projeto atrás do computador, eu vou no cliente, faço, tipo, faço questão, cara, de ir na operação, é quase que uma pesquisa de campo mesmo.

É, e acho que um… é que você não constrói imagem, você constrói a história.

É, e mais do que isso: para mim, marca é negócio. A marca, ela existe para, acima de tudo, gerar lucro, trazer mais grana, trazer mais clientes, trazer valuation pro negócio.

É isso que me chamou atenção. Toda, toda o discurso que ele teve foi focado em negócios, foi focado em financeiro, a linguagem que a gente ouve também. Porque senão, ah beleza, vamos fazer isso. Porque quando você pensa em branding, na minha cabeça era o seguinte: existia o marketing e o branding. Por mais que seja a mesma coisa, né, tá um dentro do outro, mas o marketing é o que eu vou fazer do ponto de vista de propaganda para que eu traga lead e esse lead converta; e o branding é: eu vou reforçar a imagem da minha marca que, automaticamente, vai me ajudar e amparar o marketing, mas que isso é difícil a gente associar e e e linkar o branding à conversão. Até, por exemplo, “vamos fazer um branding”, tipo aí, o que que seria uma estratégia de branding? Tá na minha cabeça antes de a gente conversar: pô, eu vou colocar a minha marca no jogo do Brasileirão, aquilo é branding. Como eu… como eu vejo se isso eh trouxe conversão? Então, pô, entendeu? Branding para mim era aquilo.

E marca, marca ela é o quê, cara? É base. É, é base. É igual fazer a fundação de um prédio. Se tu não tem aquilo, não adianta você sair fazendo marketing que nem louco, fazendo outras coisas, porque na maioria das vezes, pro, pro médio, pro pequeno e, cara, até umas outras empresas que faturam muito bem, que você só tá jogando dinheiro no lixo. E mais do que dinheiro, você tá jogando energia, tempo, etc. Hoje eu fui lá, né, Limeira, tal, no cliente, cara, ele tá pensando o quê, pô: “preciso fazer o LinkedIn, eu preciso postar vídeo”. Eu falei: “Cara, vamos lá. Você precisa entender quem a marca é primeiro, ou seja, como que a sua empresa se comunica. Então você tem que ter uma base estratégica de como ela se comunica, essas diretrizes. Depois a gente melhora esse visual, porque tu é uma empresa já de um porte médio que fatura ali dois dígitos de milhões, só que você parece um fundo de quintal. Se entrar no teu site, tipo, parece um fundo de quintal”. E esse negócio específico é muito louco para eu conhecer essa empresa do cara. É top, a marca dele é ruim, o nome dele… o nome da empresa dele é muito difícil de falar. É muito difícil. É tipo, é tipo um russo assim. É ou não é? Não é. É um, é um russo, é difícil falar, cara. O logo é muito feio e o site, cara, parece uma empresa de fundo de quintal, literalmente. Aí você vai ver outra empresa… O cara conseguiu crescer independente disso. Caraca. Agora deixa eu, deixa eu, vou, vou, vou ancorar aqui. Olora. Eh vamos começar com a marca André. De onde ela veio? Dá um over, dá um overview pra gente pra gente construir essa marca aí e depois chegar no o contexto, né, da vida atual.

Vou dar contexto para você, pô. Vamos entender de onde que vem essa marca toda aí, cara. O, o André é um, um cara que assim, sempre gostou de de desenho. Então, pô, eu tinha ali meus quatro, cinco anos de idade, eu pedia pro meu pai comprar revistas, eu queria revista de tatuagem, sempre fui fascinado por tatuagem. Eu pegava aquilo, eu ficava tentando desenhar. Pô, a gente não tinha computador em casa. Eu lembro que era na casa de uma tia minha, minhas primas tinham. Eu abria o Paint, ficava colorindo assim as paradas, eu ficava, cara, alucinado com aquilo. Então, assim, eu sempre tive contato com a parte da criatividade. E aí fui aquele cara que, pô, eu, eu estudei até certo tempo e eu ficava mais desenhando do que outra coisa, né? E, pô, depois de um tempo eu comecei a trabalhar, comecei a trabalhar com 13 anos de idade. Um tio meu, ele tinha uma indústria de brinquedos, né? Tem, aliás, uma indústria de brinquedos, e eu pegava meus irmãos na escola e falava: “cara…”, levava eles até em casa, né? A gente comia tudo e ficava ali, tinha um Chaves, fazia alguma coisa. Eu olhei e falei: “Porra, tô cansado disso aqui, cara. Eu queria tipo comprar um videocassete na época”, porque eu, eu ganhei uma fita e eu não tinha um videocassete em casa. Olha isso. Eu falei: “Cara, já sei que daqui de casa, infelizmente, não vou, não vou ganhar, eu vou trabalhar”. Aí liguei para esse meu tio: “pô, tio, quero trabalhar, pô”. “Mas você tem 13 anos, tal”. Falei: “Ah, tio, dá-se um jeito aí, vê aí, beleza, vamos lá”. Comecei a trabalhar de peãozão na indústria de brinquedos. Então, pô, deixava meus irmãos em casa, já saía correndo, pegava a mochila, pegava o buzão, ia trampar. E lá eu comecei a ter contato com a galera que fazia os projetos, as artes para os brinquedos, para as caixas, tal. Pô, eu chegava, fazia o que eu tinha que fazer e todo o tempo que dava, todo o tempo que dava, eu parava ali, ficava olhando os caras fazendo projetos e, e mexendo nas coisas. Então ali começou o meu contato com o design. Aí fui fazer curso daqui, curso dali, fiz um monte de coisas e depois ali dos meus 18 em diante, eu entendi… um pouco antes desse processo, eu entendi que… eu falei: “Cara, fazer só um design bonito é muito, é, é raso perto do que um negócio precisa”. Porque às vezes eu chegava, eu tinha aquela pegada de olhar e falar: “Cara, isso aqui tá lindo”. E aí eles questionavam, né? Falavam: “pô, mas precisa disso, precisa…”. Passavam uma visão comercial. E naquela época eu não tinha maturidade para entender, porque para mim, cara, tinha que estar bonito e pronto. E isso começou a me estimular a entender sobre negócios, né? E aí eu comecei a buscar a parte de entender, cara, o que que é o negócio comercial, o como o design bem aplicado, pensando no negócio, também converte. Aí começou essa coisa estratégica. E aí fui pro, pro branding. Eu lembro até hoje, cara, o primeiro curso que eu fiz foi com o Guilherme Sebastiani, que é um crânio aqui no Brasil também de branding. Cara, eu saí de lá assim, eu falei: “entendi [ __ ] nenhuma”.

É mesmo, cara?

É porque é muito complexo. O Sebastiani, por exemplo, é um cara sensacional, mas ele tem uma, uma linha bem densa de mostrar e etc. Então assim, quando você vê a primeira vez, é muito complexo. E aí isso foi dos 18 em diante e, cara, até hoje aí, o tempo todo estudando, entendendo e vendo como é que o branding eh muda e transforma os negócios.

Animal, é animal. E só, só um detalhe, a tua empresa, quais são as marcas em que você já atuou? Dá um overview aí, cara.

A gente trabalha predominantemente ali com pequenas e médias empresas, e a gente já fez projetos para a Coca-Cola, PagBank… Então a gente tá em época de Copa do Mundo, né, pra Coca. A gente fez em 2018 um baralho ilustrado com as quatro seleções que mais ganharam Copa. Então a gente pegou ali o rei, virava um jogador… Então a gente fez toda essa ilustração, que virou um baralho que foi promocional da Coca-Cola na época, da Coca, e ele ganhou até um prêmio. Ganhou o prêmio Popai de propaganda, ali de, de ativação de marca, tudo. Fiz PagBank. Então, pô, PagBank, por exemplo, a gente fez a parte de motion, quando o PagBank ainda era Pag… não era não, PagSeguro, [ __ ], PagSeguro. Lembra aquela época que fez, porque o PagSeguro ele era a plataforma ali, basicamente quando ele fez essa transição de PagSeguro, né, de plataforma ali só de pagamento para um banco que foi o PagBank, a gente ficou responsável por fazer todos os vídeos que demonstravam o que era o PagBank. Então, até hoje, se você colocar ali no YouTube, pegar os vídeos mais antigos, foi a gente que fez ali o motion, toda a animação. E a Labellamafia também, né? Labellamafia a gente também fez, que é a maior marca fashion fitness da América Latina. Animal, é animal. Teve a Uniqfarma, que foi uma, uma empresa aí de manipulação, farmácia de manipulação, também, que é gigante. Luan Turbinas, cara, que é cliente também nosso há muito tempo, vários outros clientes.

Que legal.

E aí o que eu acho legal, é bacana você fazer trabalhos para uma Coca-Cola, uma Medley, etc. e tal, é legal, mas, cara, o mais legal para mim é conseguir transformar os negócios que não têm essa base total. Porque os caras já têm todo um pacote, eles têm, eles cagam um monte de regras, né, para poder fazer o negócio. É, cara, não é, não é nem por isso, assim, fica meio, às vezes você fica meio engessado, né? Porque o cara é tão grande e ele tem um monte de regras, um monte de, de negócios, você não consegue trabalhar assim. É normal, né? Tipo, eu já fiz na época de brinquedos, a gente já fez muito projeto para licenciamento. Então, cara, licenciamento é isso, você tem que seguir um padrão, tal. Então, uma marca que se preze, ela é quase que um licenciamento. O que que é? Ela tem regras, ela tem conduta. Cara, tu não vai chegar e mudar o vermelho, o tom do vermelho da Coca-Cola. Vocês já fizeram o teste? Vai no mercado e olha assim, ó, aquela imensidão de Coca-Cola, uma do lado da outra. Tenta ver se tem um vermelho diferente, um tom diferente. Não existe, cara. É homogêneo assim, ó, é perfeito. “Ah, mas isso é chatice”. Não, é mensagem. É, é, é marcar presença, entendeu? É passar uma mensagem. E não é nem por essa questão, Brunão, é porque, cara, eles já estão muito grandes, eles já são uma empresa… uma empresa que é movida pela marca, marca e negócio. Eles entendem ali, eles entendem que o negócio não existe sem a marca e e a marca não existe sem o negócio. Agora, quando tu pega um cara, uma empresa pequena ou uma média, né, um empreendedor comum, vida real, Brasilzão mesmo, que não sabe nada, entende? Que ele tem um negócio legal, um negócio próspero, que ele emprega gente daqui e tudo, e, e ele não sabe nada e eu consigo mudar a realidade daquele cara, sabe? Aí, tipo, isso para mim é um tesão, sabe? Porque esse é um dos meus negócios e, acima disso, eu sou um empreendedor de fato, sabe? Tipo, minha família sempre foi de vendedores, tudo. Então, assim, eu, eu gosto de empreendedorismo.

Uhum.

Entendeu? E quando você lida com um pequeno e médio, você consegue trazer um… um impacto muito grande, você muda a vida dos caras, sabe? Então é tipo… isso é muito mais, para mim, é muito mais prazeroso. É legal para caralho você fazer marca grande, ah, porque todo mundo olha, fala: “Pô, que foda”, né? Até porque é a consequência, né, de uma marca grande. Mas, cara, você transformar um negócio é muito foda.

Só, só um ponto para você ter ideia: na época que eu fiz a propaganda do Itaú, o uniforme da minha empresa, da indústria, era vermelho. Aí chegou lá, eles foram, cara, os caras travaram. Tipo, não é brincadeira, foi uma coisa surreal. O comercial do Itaú, os caras transformaram a minha empresa num set, eles levaram por baixo umas 80 pessoas. Fizeram até um restaurante no, no galpão, por causa de… teve gente cozinhando para cozinhar para a equipe. Putz, essa foi a produção do comercial que eles fizeram, porque foi para a TV o comercial lá na minha empresa. E aí, mano, camarim… fizeram camarim, os [ __ ] aí pega minha roupa, ajusta… Não, eu levei um monte de roupas, não aprovaram nenhuma, me deram uma roupa, colocaram uma roupa na Raíssa. Não, eles queriam uma roupa deles, e a roupa deles eu nem gostei tanto, mas era o que na cabeça deles ia fazer mais sentido, tal. É uma roupa grande para caralho, cheia de alfinetes na parte de trás, porque não aparecia a parte de trás. Beleza, vamos começar.

É tipo, é tipo o lanche que você monta, que é cheio de plástico, cheio de coisas assim, ó, negócio tudo preso aqui.

Beleza. Só que aí, por causa do bastidor, né, uniforme, cara. Os caras pediram para uma mulher… uma mulher da equipe saiu correndo lá para algum lugar, comprou um monte de, de camiseta azul e fez todo meu funcionário trocar de camiseta, mano. Compraram tipo 35 camisetas azuis. Mas eu perguntei: “por quê?”. “Porque o vermelho era do Bradesco”. Falei: “Não dá para mudar, vermelho é Bradesco, Santander”.

Santander, cara. Não dá para mudar no after essa porra, não. Não dá, tem que ser na hora.

Quer [ __ ] os caras depois, né? Esse negócio aí, velho.

E aí trocaram as camisetas, cara. Cara, me deixa até mais bonito no negócio, velho. É facinho, é só apertar um botão. Não, e eles falaram assim: “Não, você não liga de mudar a cor?”. Falei: “Não, não ligo, foda-se”. Aí trocaram a cor lá do uniforme da galera. Tanto que… tanto que, quanto ao azul, até hoje deixa… Então você não liga porque você ainda não tinha consciência de marca. Talvez se você tivesse um trabalho de marca, você falaria: “Eu ligo”. Mas é porque aí vamos ter que mudar. É lógico, é outro contexto tal, né? É, e dependendo da situação, o cara fala: “Não, não vou ceder isso aqui, sabe? Porque, tipo, isso aqui é, é proprietário, é a minha marca”, que é o que esses caras fazem. E mas isso… essa é a parte complexa, né?

Quando a gente vai pro… vamos pro jogo fácil, que nem o Brunão falou, pô, acho que o lance é a gente pensar em vida real, assim, é o que acontece no Brasil. Porque quando a gente compara, né, tem um monte de gente aí que puxa-saco de gringo… olha, cara, eu acho também um monte de empresas de fora, enfim, muito legal, mas eu acho que a gente tem que olhar para dentro, sabe, o que que a gente tá fazendo aqui, as empresas foderosas que a gente tem aqui. E jogando para a realidade, é, é simples, a gente não precisa complicar, cara. É tu ter um, um… uma boa… um bom entendimento do que a sua empresa é. Isso tem que estar documentado, porque fundador, né, sócio-fundador, o que mais reclama do quê? “Eu não tenho tempo”. Uhum. É. E não vai ter, é normal, padrão. Então, se sua marca falar por você, você já economizou um tempo, você já tá fazendo com que aquela empresa tenha um padrão um pouco melhor. Se tu cuida da fachada da sua empresa, se a sua apresentação comercial é uma apresentação que ela é bonita, estratégica e ela passa uma percepção alta, cara, tudo isso vai ajudar a converter na venda. Vai ajudar, porque a gente é 95% inconsciente, muito, né? Tipo, só 5% a gente domina de fato. O resto eh são mensagens que estão passando na nossa cabeça e que o cliente vai olhar e fala: “Cara, gostei ou não gostei? Compro ou não compro? Confio ou não confio?”. Entende? E aí o que eu mais vejo são os caras que, pô, tem cliente nosso que fatura 40 milhões, aí você olhava antes para a marca do cara, falava: “Cara, eu não dava, não dava cinco, achava que faturava cinco”.

É isso. Nossa, marca, né? Marca, embalagem, papel timbrado, forma de comunicação do, do site, eh a experiência, a forma de você se vestir, da galera se vestir, não sei o quê, cara, é muita coisa, né? E aí a gente falando, pô, é coisa para caramba pro cara pensar, pro empreendedor pensar por onde ele começa, cara. Onde que eu começo pensando? Que pô, beleza, não tem a melhor marca, não, não. Criei lá no, sei lá, botei, escrevi o nome da minha marca lá numa letra bonita, numa letra bonita. O Claude me deu um, uma foto bacana lá, botei lá. Por onde que eu começo, velho? Qual que é o, a jornada de entrada do, do cara que não sabe de nada e que ele precisa de uma referência?

Cara, eu acho que é legal também eu falar que eu não sou nada contra a galera fazer isso, sabe? Porque, que nem a minha área era design e branding, então isso sempre estava filé, mas no financeiro era uma merda na gestão. Então, todo o… o empresário é o seguinte: ou ele faz, ou ele faz, ou começa, ou a parada não anda. Então, cara, eu acho que o, o… a base é você pensar assim: cara, qual, quais são os meus princípios e valores? Porque uma empresa ela é reflexo do, do seu fundador. Então, cara, o que que é inegociável para mim? Consequentemente, eu vou começar a trazer aquilo para a marca, tá? E aí falando da parte de valores, etc. Mas se a gente olhar pro… vamos pro de novo, vou puxar pro tangível ali, que senão a gente começa a filosofar demais. Cara, eu tenho que pensar o seguinte: vai, eu sou… dá um exemplo, fala uma empresa aí. É, sei lá, bota… Não, vamos criar uma empresa. A gente tá criando uma empresa de tijolos. E o nome é Tijolar. Tá. Ela é uma indústria ou ela é uma loja? Não, é uma loja, tá? Uma loja. Beleza. Então vamos lá, loja, base, material de construção. Pronto, Tijolar. Pronto. Show, fechou, beleza. Primeira coisa, cara, eu tenho que, independente ali do design em si, eu tenho que pensar na estética da minha loja. Cara, ela tá bem apresentável? Tem iluminação? A disposição em que eu coloquei os materiais, eles comunicam o quê? Comunicam que é uma loja desorganizada ou que é uma loja organizada, que é grande? A disposição de PDV, por exemplo, faz toda a diferença na sensação se aquilo… se aquele ambiente é pequeno, se aquele ambiente é grande, se aquele ambiente é organizado, se não é, eh se é desorganizado, entendeu? Por exemplo, um erro que muita gente comete, cara — tudo bem, tem, tem termos de grana, tudo —, mas tu abre uma lojinha, aí você coloca lá as prateleiras e deixa a prateleira vazia. Nossa, fodeu! Entendeu? Lanchonete que deixa a estufa semimeia, sem lanche, entendeu? Sem coxinha, desligada.

Nossa, [ __ ] mano! Aí você compra por conta da coxinha, ele pegou os caras na experiência, [ __ ]. Tipo, e olha que louco. E é isso, assim, quando você desce pro básico, então resumir numa palavra é: cuidado, tá? É isso, é cuidado, é mais fácil você ter uma estufa pequenininha, por exemplo, com… ou você colocar a grandona vazia? É, mas compra uma pequena, é isso. Ou faz uma vitrine menor, coloca mais prateleiras. Basicamente é tu tratar o teu negócio com, com carinho mesmo, de fato, com atenção, sabe? De fato, já é tudo isso, pô. É, é… eu estava até conversando com, com uma, uma grande empreendedora que ajuda lojistas de marcas de vestuário, né, de multimarcas.

Multimarcas, cara.

E ela falando que muda totalmente. Por mais que você entre na loja, você fala assim: “Ah, eu vou na parte de ternos, sei lá, vou para a parte do masculino de ternos”. Cara, se o terno não tiver do lado da camisa, que não tiver do lado da calça, que não tiver do lado do sapato, que não tiver do lado… se você não compor ali, você vai olhar e falar assim: “cara, compus, não adiantou nada”. O cara vai ter que buscar o terno aqui, ele vai rodar a loja lá, vai buscar o negócio lá, buscou. Ele rodou a loja inteira e outra, ele, ele causou fluxo cruzado da galera. Você vai deslocar todo mundo, cara. E assim, é muito legal isso, porque você começa a olhar no detalhe o fluxo. Antigamente a gente só olhava a fábrica, né? Que é aquela… a entrada e a saída da rotina da fábrica, o fordismo, né? Que eu bato aqui, aí já passa a sequência ali, passa a sequência, empurra… Cara, para tudo, para tudo nesse negócio. É pensar, por exemplo, em, em mercado, em grandes redes. Tipo, a, a disposição de tudo não tá ali, foi jogada, só colocar… É uma… o mercado ele é especialista, né? Você já… meu cara, no evento… você foi no evento do Caio Cavalari?

Fui, pô. No último, no… não, no ano… no primeiro não, eu entrei no grupo duas semanas depois. Vacilão. O Caião, membro nosso também, né? Eh, vice-presidente, VP de… de Gillette. [ __ ] cara, a palestra dele no evento que ele fez lá na P&G foi do caralho, porque você… ele começou a mostrar o quanto muda a… o valor de de percepção da marca quando ela tá mais posição da prateleira. Aham. É a Gillette… a Gillette aqui, a Gillette aqui vende mais ou menos. O cara… altura da prateleira, infantil… e se tá tudo bonitinho, se não tem uma caixa jogada pro cara. Então você, você começa a entrar nesse pormenor, você fala: “puta que pariu, o que é a merda”. Mas é por isso que no PDV tem uma briga gigantesca da galera, dos, dos caras que montam PDV, fazer isso. É, mas aí eu queria entrar em outra coisa aqui. Eu vou entrar em polêmicas pra gente poderar negócios. Que merda que a Jaguar e a Ferrari fizeram? Nossa, cara, me explica onde, aonde os caras erraram. A Jaguar ainda os caras não erraram, a Jaguar ainda não tinha alguma coisa, mas a, a Ferrari veio atrás. A Ferrari veio atrás, cara.

Não. E cara, é muito louco, eu fiz até um conteúdo sobre isso. Então vamos dividir, tá? Aham. Eh falando diferente de negócio, de fazer conta, de entender que o movimento está mudando, ou seja, elétrico é uma realidade. Cara, eu, eu não gosto de carro elétrico, eu sou o Zé gasolina, gosto de barulho, tudo, beleza. Só que eu sou um profissional, eu tenho que entender, cara, carro elétrico é uma realidade. Então, ponto número um. Ponto número dois, cara, os consumidores de Ferrari estão ficando velhos, então logo eles têm que… uma marca grande, uma marca que tem entendimento, ela tá fazendo o quê? Ela tá vendendo pros caras que ela sempre vendeu, só que ela tá olhando a próxima geração, ou seja, qual que é o comportamento dessa próxima geração, com quem que eu vou conversar daqui um tempo. Beleza? E não adianta os caras esperarem para fazer isso quando essa geração tiver 30 anos, que aí eles já… a outra marca já comprou o espaço dentro da mente deles, já fisgou eles. E aí a gente tá falando de preferência. Uhum. Beleza. Beleza. Estamos falando de negócios. Fazer um carro elétrico para mim, OK? Para mim o grande problema foi a forma, ou seja, foi o design que o carro foi feito, entendeu?

[ __ ] se tu pega uma linha do tempo lá da F40, de, de todas as Ferraris, cara, eh segue um estilo, segue um DNA, tem uma característica, entende? Preservação da característica. O, o elétrico, na minha opinião, é um BYD com o logo da Ferrari, entende? Tipo, aí para mim é quando eu olho e falo: cara, é um risco gigantesco. Então, movimentação de mercado, falando de business, de perenidade, né, de continuar, OK, para mim a forma totalmente errada. É, entendeu? E aí, beleza, então, falando de Ferrari, o cara escolhe um designer do iPhone, né, do, do da Apple ali, começa a desenvolver todo esse negócio. Mas eu acho que, cara, primeiro, e é o que você falou para mim, que é o começo, qual é o cuidado com a marca? E eu acho que eles não tiveram cuidado com a história que a marca representa, a continuidade, tudo que eles construíram. A continuidade é uma continuidade de história. Então, ela tem que transitar para um mercado mais jovem. Eu acho que beleza, a gente vai passar por isso, vamos pensar em elétrico, acho que beleza. Até quando anunciaram a Ferrari, que iam produzir a Ferrari elétrica, a galera: “nossa, não sei o que, tal”. Mas, pô, não foi tipo isso, cara, e matando, não caí em cima matando, porque todo mundo sabe mesmo. O cara mais apaixonado, movimentação já foi carro elétrico, a Ferrari, pô, beleza, vai fazer um elétrico, mas que o cara coloca em esporte e entra combustão, que poderia ser uma… híbrido, tal. Mas o problema acho que não foi o carro elétrico, não foi, para mim ali foi contexto de não entender a representatividade que a marca traz. É isso. É o design mesmo do produto. História… história da marca. Pegaram a marca assim, jogaram, pegaram a história, fazer assim, assim: “ah, a cavalinho, ah, o cavalinho vai ser, vai ser plugado na tomada e tá tudo certo”. [ __ ], cara. Cara, assim, é louco porque quando a gente faz esse projeto… então assim, é, eu tô falando a minha opinião que eu tenho que falar e eu gosto, é a minha opinião. É, não, a gente é… mas quando eu separo o profissional, aí tem que entender contexto, tá? Minhas suposições, minhas loucuras mentais. Das duas uma: ou os caras talvez estavam com essa ideia de manter a linha aí, porque eles contrataram o Jony Ive, que é o cara [ __ ] disso, daquilo, talvez esse cara comeu a mente deles e convenceu eles de algo. É isso. Ou de fato eles estão anos-luz de, de conhecimento, de entendimento e de profundidade que a gente ainda não é capaz nem de absorver, entendeu? Ou eles deram uma [ __ ] de um tiro no pé. Mas aí, mesmo assim, é movimentação errada. Você… não sei se você concorda comigo, porque se você tá anos-luz à frente e você não tá se comunicando com a, a geração de agora, você tá no movimento errado, no momento errado. Então, pode ser que esse movimento fosse surgir daqui a 15 anos, beleza. Mas, pô, faz uma transição de movimentação. E aí é isso que eu queria trazer agora para a gente na realidade aqui, botar foguinho e a gente traz para a realidade. Cara, como eu olho para a minha marca e falo assim: “Putz, tá ruim, mas eu tenho medo de mexer porque ela tem uma história ali por trás”. E aí para esse empreendedor, cara, como que, como que você conta essa história? Como que você ajusta esse, esse… você tá, você tá falando da, da história da, da história do quê? O apego emocional dele. É apego. É apego, no final da… cara, eu provo por números. É, é, são números, entende? Tipo, cara, o legal é que o negócio abstrato se transforma em número, né?

É.

Entendeu? É, é isso. Porque, no final das contas, o nosso projeto ele vai virar, né? A, a parte visual ela é sempre a que chama mais atenção, porque é a mais óbvia, que as pessoas conseguem pegar de primeira, né? Mas todo o resto são dados, são, cara, ó: você tá aqui, você tem que vir para cá. E outra, não é achismo, não é porque eu acho alguma coisa, porque eu sou especial, nada. É estudo. Tipo, cara, uma empresa, ela sempre tem três verdades: a dos sócios, tá; a dos clientes; e a dos colaboradores. Você tem filhos? Olha que legal. Tenho, tenho dois.

Dois. Algum deles é feio?

Nem pro… cara, o negócio dele é o melhor, é o mais [ __ ], é isso, é aquilo, é não sei o quê. E sabe, tudo, tudo beleza, cara. Eu também, às vezes até é, é, eu também tenho essa parte, velho. Tem que tomar cuidado ainda, pô. Porque o pai… mas o pai nunca vai achar, mano. É tipo, às vezes até sabe, mas fala: “Não, nem [ __ ], não é”. O criador, o criador, entendeu? O mercado acha, mas eu não acho. Aí beleza. Quando você vai ouvir a visão dos colaboradores, você ouve uma outra versão da história. Alguns pontos colaboram para o que os sócios falaram, outros não. Aí quando você ouve a visão do cliente, você ouve outra versão.

E é legal essa, essa analogia que você falou, porque o sócio pode querer algo e até fazer pelo marketing, e que isso se comunique através de site, rede social e tudo mais, mas a verdade do colaborador vai dizer muito mais sobre a sua empresa no mercado do que qualquer outra coisa, porque no final são eles que tratam com o mercado, cara.

E o mais doido é isso que a gente traz para a cultura: porque uma coisa é o que o cara fala, outra coisa… outra coisa é o que o cara faz. É porque o colaborador não segue o que você fala, segue o exemplo que você dá. É igual filho, sabe? É tipo tudo exemplo, entende?

É, isso é muito legal porque é percepção e é o que você tá falando e marca. E aí, e aí o que que a gente faz? Então, não é inventado, não é achismo. Quando a gente fala de marca é praticamente traduzir o que já existe, só que ninguém consegue colocar isso no papel. Eh olhar de fato o diferencial, uma coisa que acontece para caralho. Tipo, o cara acha que o diferencial dele é X, Y, Z, só que pro cliente ele tá percebendo outro. Aí ele fica comunicando aquele X, Y, Z, que ele acha que… vozes da cabeça dele, ou porque algum momento ele, enfim, aquilo brotou ali, e o cliente dele percebe outro. Ou seja, tá comunicando a coisa errada.

Você quer ver um negócio que me deu um impacto muito grande um tempo atrás? Isso quando a gente tinha a indústria de material hospitalar e a gente fala: “não, porque a marca não sei o quê, a nossa marca era isso especial, a gente produzia um produto diferente, não sei o quê”, embalava num saquinho transparente, velho. Aí chegava lá no… eu uma vez eu fui fazer a entrega e aí o cara fala assim: “Ah, o que que é daquele saquinho porcaria? Ah, pode colocar aqui”. Aí eu olhei e falei: “Nossa, velho, tipo, maior cuidado com o produto, tudo”. É a comunicação que a gente traz, aí de repente onde usa a principal comunicação, onde eu tenho que ter o punch ali, eu tô jogando tudo fora. É. Aí, aí tipo, vamos descer isso para vendas, né? Porque no final o negócio existe para vender. Empreendedor repara muito nisso. É lógico, a operação lá. Aí no final vamos descer para vendas, beleza? Vamos fazer uma escadinha de como isso acontece. Provavelmente vocês chegam no, no comprador. Uhum. Esse comprador vocês têm um acesso, vocês conseguem conversar. Vocês então explicam, cara, todo o diferencial do produto, enfim, faz aquele pitch, mostra tudo o que o produto é, beleza? Depois ele vai descer para a operação. Os enfermeiros, as pessoas vão usar no dia a dia, só que elas vão passar o feedback de que aquele produto não é legal. É, às vezes até é, só que o branding, entendeu? É a mesma coisa que botar naquela Ferrari nova, naquela Ferrari design lá, um motor da Ferrari original. O cara fala assim: “Man, mas tá aí a coisa errada, velho. Mano, mas o motor…”. Mas cara, e aí? E aí de novo, a gente tá errado, a gente tá lidando com o ser humano. Vamos, vamos dizer que a funcionalidade do produto tal é muito legal, mas vamos fazer uma suposição, tá? Um outro produto que talvez em qualidade, em funcionalidade, é um pouquinho inferior, um pouco inferior, só que ele chega melhor embalado, mais bonito, mais legal.

É isso.

Qual na cabeça das pessoas elas vão falar que é o melhor?

Claro, cara. A nossa… a nossa cabeça não é uma tabela de Excel que a gente consegue metrificar.

É. E é foda porque, assim, mesmo a gente entendendo que a embalagem não determina o produto, mesmo a gente tendo a visão empreendedora e estratégica sobre como as coisas funcionam, ainda assim, quando eu, como consumidor, recebo algo bem embalado, eu já… É louco porque, mesmo você conhecendo a regra do jogo, ainda assim você cai nessa regra.

Mas é tipo pegar, pô, o cara, cabelo falho, barbinha falha, não sei o quê. E aí o cara vai falar com o cara, o executivo alto, o cara já quer te [ __ ] nessa. Mas pelo menos eu posso pôr luz em cima de mim, entendeu? É… Mas aí que tá. Não é, não é nem… não é nem o… o pacote tá mais ou menos, mas o conteúdo é bom. Pô, o conteúdo… o lance assim não é nem questão de cair numa pegadinha, entende? É porque de fato aquela empresa teve mais cuidado.

Verdade. Não é verdade?

Então não é pegadinha, saca? É porque eu tô falando porque às vezes o produto do cara é pior do que o meu.

Ah, sim.

Só que ainda assim ele teve um cuidado melhor.

A percepção de valor de entrega daquilo é maior.

É, mas no, no final é isso, é a percepção, entende? E aí, tipo, a gente pode descer para todos os níveis de negócio, cara, que, que vai bater do mesmo jeito. O que mais tem é empresa animal com produto bom, serviço bom, né, experiência, tal, fazendo tudo legal, só que você olha ali a comunicação, etc., parece fundo de quintal. Você quer ver um negócio? Um exemplo legal acho que a gente pode pegar, que é o do ovo, que é o do eggs lá, Raphal Eggs. Eggs, cara, o cara botou numa caixa HappEggs, botou uma comunicação bacana, mas é ovo. É ovo. Isso, exato. E se parar para analisar, o preço é muito diferente.

É muito diferente.

E a galera compra? Lógico. Então é isso, mas até um produto comoditizado totalmente. Olha como você transforma, commodity total.

Mas e aí eu imagino o que que aconteceu. Foram lá nessa empresa, começaram a conversar, começaram a fazer o trabalho do jeito que tem que ser feito, profissional. E aí eles começaram a fazer perguntas e: “cara, como é que você cuida das galinhas aí?”. “Nossa, essas galinhas ficam soltas”. Oh, da galera também fica não. Da galera fica não. Aquela outra tá presa aqui e tal. Hum. Cara, daí tu começa a puxar uma coisa que é uma linha narrativa, até uma ideia. O cara chega lá e fala: “Nossa, eu esperava que as galinhas ficassem presas”. “Não, cria solta mesmo, todo mundo… todo mundo tá liberado, a sua é… a gente vai comunicar, é feliz, a sua é feliz”. A sua, a gente vai comunicar, entendeu? E aí, tipo, aí você pega essa, essa… esse insight, usa ele de forma estratégica e cria mecanismos, formatos e coisas que vão comunicar aquilo.

É tipo galinha caipira, né? Tipo, entendeu? Mas aí é, é coerência em tudo. Você vai entrar no site, é a mesma linguagem, a mesma apresentação, a embalagem, o Instagram, tipo, cara, todo ponto de contato. Ou seja, o que que é ponto de contato, galera, para quem não sabe: é todo o lugar onde as pessoas interagem, veem a sua marca, se comunicam com ela de alguma forma. Então, todo ponto de contato é a mesma coisa. E, cara, vou falar até mais sobre esse caso do ovo. Eh provavelmente, numa pesquisa de mercado, os caras chegaram na seguinte conclusão: “As pessoas escolhem ovo pela marca?”. Não, porque não tinha uma marca também, por mais que tenha aquela caixa de ovo com aqueles ovos em cima e um papelzinho em cima, e um papelzinho em cima. Então tem uma marca lá, por mais que era o padrão, mas nunca a pessoa escolheu pela marca. Se eu chego lá e tem ovo A, B, C ou D, tanto faz. O máximo que a pessoa pega é esses ovos pequenos, os jumbos ou o branco e o caipira.

Caipira.

Essa não é caipira, né? Porque nem necessariamente o vermelho é o caipira, porque o caipira é outro… é outro, outro rolê. Só que as pessoas escolhem por isso. Então as pessoas não levam em consideração a marca. O cara viu ali uma oportunidade, falou: “Vamos ser a única empresa que dá atenção para a marca”. Automaticamente já se cria um mecanismo. Imagina que ele não quisesse nem se posicionar com um preço maior, só ser uma marca reconhecida de ovos. Automaticamente os mercados iam abrir mais, mais as pernas para ele, para colocar isso nos seus… porque as pessoas iam pedir, né? A falta do ovo deles ia gerar reclamação. Então só o branding por si só, sem pensar em aumento de, de ticket, já faria com que às vezes o teu produto seja mais, eh pedido.

Pô, e você tocou num ponto que é muito foda, gente. O branding não existe só para você cobrar mais caro. Não é isso. “Eu faço o branding, eu saio cobrando mais caro”. Não, cara. Ele existe para as pessoas ganhar… você ganhar mais fidelidade, você ganhar mais velocidade comercial, você aumentar a percepção da sua empresa por vários outros motivos, né? Aquele inconsciente coletivo é: “Cara, essa faixa não tem branding, ela custa R$ 120, agora ela tem branding, ela custa R$ 150”. Não, não necessariamente, entende? Porque associam o branding a só marcas gigantes, que é marca de luxo. “Ah, minha marca não é de luxo, minha marca não é não sei o que”. Não. Sabe qual que é o produto mais vendido da Louis Vuitton? Tem ideia? Não. Cinto. [ __ ] é o produto mais vendido da marca de luxo Louis Vuitton. Vou, vou, vou dar um, um exemplo de um cara que é meu amigo, tomou uma atitude que eu não tomaria, e esse é o grande motivo do sucesso dele, além de ele já, já ter antigamente sucesso, mas depois desse acontecimento, é o Yuri, da Soldiers. Ele já tinha um branding legal, tinha uma marca bacana, vendia creatina. Ele era… ele vendia muita creatina porque ele era uma das criatinas mais baratas do mercado, ponto. E estourava de vender. Eis que, numa… num fatídico dia, sai uma pesquisa de uma revista de nutricionistas que falava sobre suplementação e tudo mais, sobre o teste cego que eles tinham feito sobre as creatinas do Brasil. E ele nem sabia, foi pego de surpresa. E, basicamente, a primeira creatina das mais puras do Brasil era uma que custava 400. E a segunda creatina da mais pura saía a dele, que custava… que era a mais barata do mercado. Nessa hora ele começou a… ele já vendia muito, porrou de vender. O que que eu faria? Eu aumentaria o preço, aumentaria o ticket. O que que ele fez com a escala? Ele baixou o preço, então. E o que que ele fez? Dominou, gera volume, lógico. Domina o mercado, dominou o mercado. Então o branding, o o que que essa matéria trouxe para ele? Branding trouxe exposição. Exposição. Exposição e confiabilidade. Awareness de marca, né? Visibilidade de marca e confiabilidade. Pô, ele é barato e a mais… e uma das mais puras. E aí, como ele porrou de vender, ele conseguiu estruturar, comprar a máquina e tudo mais. O que que ele fez? Ele trouxe esse ganho de produtividade pro produto, reduzindo o preço. Então, meu irmão, ele vende a… agora ele dominou, cara. É loucura achar que só quem vende mais caro, necessariamente, tem mais dinheiro. Porque se você for ver por população, a gente tem uma população que quanto mais barato for, consequentemente, mais vai vender. E aí entra de novo: marca e modelo de negócio. Cara, não dá para desassociar. Então são decisões de negócio, e a marca tem que saber acompanhar isso.

Mas é que é estratégia de negócio. E aí, ó, tem dois insights que eu queria colocar que você deu aqui que eu acho que é muito foda. É primeiro que você falou e é que, cara, a gente… às vezes o empreendedor não presta atenção nos detalhes, e ele tá só fazendo ali. Mas, pô, você já prestou atenção se o seu negócio é A, B ou C? Qual que é o tipo de, de cliente? Qual que é o tipo de embalagem? Como que você tá se posicionando, não sei o quê, porque é super importante isso, né? E não é só embalagem, não tô falando só de embalagem, não tô falando de produto. Num B2B, como que é a sua apresentação institucional? Ah, sim, cara, os detalhes, porque às vezes o detalhe muda o jogo do tipo: às vezes você não tá prestando atenção que a sua galinha é solta, que é padrão, muda o jogo na hora de montar um negócio.

Verdade. Não é verdade?

Então assim, às vezes a gente não presta atenção e às vezes a gente vai ter que contratar gente de fora para trazer essa percepção.

Isso, porque você dá uma volta na tua empresa, não vai prestar atenção. Ação, é isso.

Então um insight importante é, cara, às vezes contratar alguém de fora para olhar o seu negócio traz detalhes que mudam o seu jogo. E aí você sabe o que que é um amigo? É um amigo, cara. Esses dias foi um amigo meu dar uma volta na minha empresa, cara, ele me trouxe, ele me provocou tanto que eu falei: “Sai daqui que eu já tô cansado”. Mas assim, porque o cara foi… tempo de provocar e assim, ele via, ele me questionou coisas que eu não sabia responder. “Mas por que que vem por aqui, sai por aqui?”. “Não sei, não sei, só sei que foi assim, é assim”, sabe? Tipo, porque é só uma visão de fora.

É isso. E é louco porque, cara, a gente como empreendedor, a gente tá fazendo uma e uma outras coisas. E cara, de novo, igual da… sair da faixa branca e se tornar faixa preta, é um processo de você treinar o olhar, treinar a mente para pensar em marca, pensar nos detalhes, conseguir compreender aquilo. É, cara, o empreendedor não… Então, a gente sempre fala… eu, pelo menos, eu depois de um tempo empreendendo, eu entendi. Falei: cara, contratar um profissional é caro, mas contratar um amador é muito mais caro, entende? Então, o tempo do empreendedor, do… independente do negócio dele, é executar, fazer o que ele tem que fazer. Se ele quiser fazer tudo, ele tá [ __ ]. Entendeu? E, e quando você chega com um olhar novo, tu observa coisas que, que às vezes estavam debaixo do nariz. Mas eu, eu faço uma analogia muito legal, porque às vezes a gente tá dentro da casa, a gente olha a janela, a gente olha o forro, animal. Só que, cara, tem a calha que ela não dá um sintoma imediato. A hora que ela travar, botar aquela chuva e derrubar o seu telhado, aí você vai falar assim: “Destruiu, destruiu a minha casa”. Mas o cara que tá trabalhando com calha, o cara que olha de fora, começa a prestar atenção no negócio, ele vai olhar e falar assim: “Pô, é melhor você olhar sua calha para poder movimentar”. Então as pessoas… o empreendedor, ele tem aquele movimento de ficar imerso na operação, no negócio, e não olha.

E o outro insight que eu queria dar é que imagina que esse cara ele tá… quando ele diminui o preço, ele entra na casa da galera, de mais gente. Quando ele entra na casa de mais gente, o pessoal olha a marca dele, fala assim: “Pô, animal. O que que acontece? Ele não vende só creatina, ele vende a creatina, ele vende a proteína, ele vende o outro, porque ele tá dentro da casa, a galera olhando para aquela marca o tempo inteiro”. Dá para a gente dar um exemplo…

Você cresce o ticket.

Dá para a gente dar um exemplo fácil que todo mundo vai compreender.

A capilaridade, entendeu?

Capilaridade, trabalhando a marca muito bem. Tipo, cara, a CMED foi a primeira empresa brasileira, até onde eu sei, né, que colocou como cargo de C-Level, de diretoria, um cara de branding.

Sim.

Entendeu? Então isso muda o jogo. Aí não é à toa que ela cresceu o quanto ela cresceu, né, entre aspas, em tão pouco tempo, né? E não é que porque é só por causa do branding também. De novo, ela, ela já tinha os atributos, é uma empresa muito boa, gestão e o caramba a quatro, só que ela teve um olhar de uma coisa que poucos empresários enxergam, que é a marca. É, a CMED é todo mundo sente, é um caso, mas poucos enxergam de fato. Todo mundo sente. De novo, o cara vai, compra, escolhe um carro por um determinado motivo, uma roupa, tudo. Só que ele não tem esse olhar de fato para: cara, como é que isso aqui mudaria o meu negócio? Ele reinventou a o o marketing e o branding de remédio, porque o remédio era uma coisa muito engessadinha: “Ai, confiabilidade”. O cara trouxe jovialidade. E eles sabem muito bem quem é o público deles, cara. Eles sabem muito bem, entendeu? Tem um caso legal quando você fala de visibilidade de marca, tal, que é num… aqueles carrinhos de golfe. Tem um cara que lançou uma marca de carrinho de golfe e cara, onde você usa? Em condomínios. Que que ele fez? Ele colocou para a galera de do condomínio inteiro ali e tal, ele colocou vários carrinhos na casa da galera. Então ele distribuiu carros para a galera ficar usando. Cada novo cara que chegava lá e comprava o terreno, a primeira coisa que fazia era comprar o carrinho, porque se tá todo mundo usando, eu vou comprar também.

Usando.

No final ele tomou conta só mostrando a marca, falando que ele era, era o principal ali. Ele nem era o melhor, mas ele era o principal. Então, às vezes, a forma como você expõe, a forma como que você entra, que você domina, que você faz, cara, isso é estratégia. E estratégia de branding não é muito mais só sobre produto, sobre visibilidade, sobre a a marca ali, né? Sobre como a gente fala, isso daí a gente chama dentro da nossa metodologia de disponibilidade mental. É isso, né? Que aí quando a gente vai traduzindo pros negócios, cara, eh logística influencia nisso. Ah, se for um PDV, quantidade de PDV, ou se for um um B2B, se você tá nas principais eh feiras, etc., canais, né? Então, cada negócio ele tem um tipo de canal. Vamos resumir para a vida: quem não é visto não é lembrado. É isso, é disponibilidade mental. Então, quanto mais eu vejo uma marca, mais eu associo ela. É isso, exatamente. Eu posso até não comprar, mas eu vou entender que aquilo é uma empresa grande, etc., sabe? É associação.

É.

E empresa grande, cara, é muito doido, porque empresa grande não simplesmente faz pelo faturamento. Olha que doideira. Outra coisa que eu estava falando esses dias, tipo, vocês acham que a Coca-Cola ela precisava, precisava patrocinar a Copa? Precisar, tá? Não necessariamente. Precisar, não.

Não necessariamente, OK? Ela, ela já é… ela é a marca, uma das marcas acho que é a marca mais reconhecida do mundo, 94% da população mundial curto… A curtíssimo, curto até médio prazo, influenciar zero, na minha opinião.

Sim, só que médio prazo aqui, 5, 10 anos, é, é zero.

Não sei, acho que tá, não sei. Aí, aí é conta para louco, não vamos nem… Não sei, eu não sei te falar. Mas é essa Copa não é não patrocinar mais, é de fato. É, mas que cada Copa dá, dá uma referência de 4 anos. Então ela… só que aí é o seguinte: se ela abrir espaço pro concorrente, já era, entendeu? Então assim, a Coca-Cola… a história é a Coca-Cola porque ela continua fazendo, passando a mesma mensagem há mais de 100 anos, continua investindo há mais de 100 anos, continua tendo presença há mais de 100 anos e tem uma das logísticas mais eficientes também há mais de 100 anos. É igual o Big Brother. Existem alguns amigos meus, um amigo meu especificamente patrocina o Big Brother. Já não faz tanto mais sentido para ele, por mais que é um… para atingimento de massa, é um… é o melhor, é o melhor produto, melhor produto. Então, só que a questão é o seguinte, ele falou: “Cara, ó, os últimos dois o share já não tá mais mudando, mas a questão é que se eu saio, o outro entra.

Concorrente entra.

É lógico, velho. E aí você perdeu disponibilidade mental. Ele não… ele não tá… o share dele já não tá mais aumentando. O Big Brother foi responsável, um responsável fundamental no aumento de share dele. Só que a questão é: a manutenção do share exige ele permanecer. Ah, por isso aí é que nem a Coca no final do ano, fazer o o Natal, Coca-Cola. É, cara, não tem como. Você sobrevive, você sobrevive sem o Natal da Coca-Cola, mas, [ __ ] não é tão… quanto investido de vermelho? É isso, né? Então é muito doido. O Papai Noel só é vermelho por causa da Coca-Cola. É, mas essa história é real, real mesmo. É, é real, era verde, né, pelo menos do que, né, todas as fontes falam, é real. Eu não estava vivo para comprovar, mas eu não estava lá. Mas o que todo mundo fala é real. E é isso, cara, tipo descendo, né, falando do nível mais básico, quem não é visto não é lembrado. E aí pro… o recado pro empreendedor, cara, tu tem que fazer com as armas que você tem.

Exatamente.

É o famoso dá um jeito, entendeu? Só que para isso você tem que entender quais são os canais. Então, cara, onde é que as pessoas que compram de mim estão? Porque aí eu vou dar um jeito de tá lá, é isso. Agora, quando o cara reconhece que ele precisa de você… quando ele reconhece, cara, acho que a forma mais fácil é ele entender que ele… o negócio dele já tem um tamanho, já tem uma uma robustez, já tem um tamanho, ele já… ele já é muito melhor do que o que ele realmente demonstra. Essa é a forma mais fácil, né? Isso de, de bate-pronto. Ou quando a gente tá em mesas e trocando ideia, começa a conversar, o cara fala: “Puta que pariu, nunca tinha ouvido falar sobre essa ótica”. Que eu gosto de pegar muito no na parte do negócio mesmo, de fato.

Ótimo.

Que é mostrar o como que aquela decisão influenciaria no negócio. Mas percepção é a forma mais fácil, tá? A mais… Então, se eu fosse falar assim, cara, eu tô com essa… qual a dor que o cara levanta na maior parte das vezes? Ele fala assim: “Vou ter que contratar o André aqui”. Eh tão me comparando com concorrentes menores do que eu, o meu… a minha empresa, o meu produto é muito melhor e o concorrente vende um pior, mas vende mais, mais barato, guerra de preço, mais barato. Tipo, tudo isso tem a ver com várias outras coisas, mas na maioria das vezes a percepção é o cabo que puxa tudo, total. Guerra, guerra de preço acho que é o principal, cara, preço. Algumas pessoas chegam em mim e falam: “Cara, o mercado tá prostituído, uma guerra de preço e tudo mais”. Cara, a pessoa que tá reclamando disso — claro que isso influencia, tá, economia, por exemplo, na construção civil, eu tô sentindo muito uma guerra de preço muito maior do que o normal por causa de índices econômicos, tudo bem, a gente sabe que é uma variável —, mas a guerra de preço pela guerra de preço, ela não é uma um sintoma pétreo, é isso, não. Só que para você explicar para uma pessoa numa caixinha de, de story, o conceito por trás que a guerra de… cara, não tem como, é uma consciência, você tem que abrir a cabeça da pessoa e colocar uma consciência nova ali. E é isso, é muitas vezes o site, a proposta comercial, o jeito que ele se comunica, a velocidade dos vendedores, a formalidade, o jeito que eles… que eles falam no WhatsApp, eh a apresentação que você faz, o, o… a roupa que seu vendedor usa, o jeito que a sua… o jeito que ele, que a sua loja tá. Eh cara, tem gente, tem empreendedor economizando com energia elétrica, cara, porque o cara é uma loja legal, mas ele deixa meia-luz para economizar, cara. A vontade de entrar elimina, pelo amor de Deus. Terrível.

É terrível.

E aí não dá para reclamar do universo sendo que você tá passando percepção. O cara que tá reclamando de preço: “Ai, tá todo mundo comprando no Mercado Livre, loja física acabou”. Amigão, ó, a gente falou do… a gente falou do ovo, que é um produto commodity, demos o exemplo. Vamos pegar um setor, aço, commodity total. Total. Quando fala em aço, que que nome vem na cabeça de vocês? Eu não sei, cara. Caraca, eu nem tenho certeza se é de aço, mas o que vem na cabeça é a Gerdau, Gerdau.

Gerdau, é verdade, Gerdau é a principal, né?

Então, até nos, nos setores que parecem ser mais commodities, tem uma empresa que ela constrói mais marca, de fato, entendeu? Que é maior. Ser commodity é uma escolha. É, ser commodity é uma escolha, né? O que que é ser commodity: ser igual a todo mundo. Então seria a mesma coisa que, cara, todos nós tivéssemos a mesma cor de cabelo, o mesmo corte, usando a mesma roupa, tudo igual. Não, não ia ter diferenciativo. Então, qual que é o, qual que é o diferencial? É isso, entende? E aí não tem jeito. E é louco porque o branding entra até no atendimento. Acabei de mandar uma, uma solicitação de orçamento para essa empresa, o branding já começou? Sim, já começou antes e já começou durante, já começou durante. Por exemplo, você pegar ali o tom de voz, né, que é o como a marca se comunica, cara, e pegar aquilo para fazer um treinamento de, de vendas, para você poder fazer um treinamento de atendimento, você já tá montando um padrão. É, então não é o jeito que o funcionário, o colaborador que eu contratei se comunica, é o jeito que a marca se comunica. Não tem empresas que, quando começam a falar com vocês, não dá a impressão de que tem algo diferente? Tu sente, tem palavras específicas que são do universo daquela empresa, tem o jeito de falar. É, cara, ela é, ela é muito mais despojada. Tipo o Nubank, por exemplo, é uma empresa que dá para a gente falar que desde o D zero tudo foi pensado em marca. Pensa assim: “Qual que era o jeito de uma empresa no Brasil criar um banco contra os quatro bancões que, que sempre existiram? Dominaram o mundo. O mundo é o Brasil, eu já viajando, pique de cérebro aqui. Dominar o, eh crescer no Brasil em um mercado totalmente eh nichado, fechado e que exige um investimento muito grande. É isso. Marca fazendo diferente e tipo com uma marca diferente desde o nome, pô, Nubank, por transparência que, né, aquela promessa de que tudo é fácil, tudo é fluído, aqui não tem taxa, é tudo, você sabe tudo que tá acontecendo, entendeu?”. E aí aos pouquinhos os caras chegaram lá. Olha isso, chegaram. Não, hoje se você for ver em valor de marca, tá? Uma coisa é quanto… passar o Itaú. Uma coisa é quanto maior, né? Uma coisa é quanto a empresa fatura, outra coisa é o valor de marca. O Nubank em valor de marca vale mais que o Itaú. Caraca, animal, loucura, hein? Entendeu, meu irmão. Acabamos o tempo, hein? Foi bom, hein? Se deixar nós fala, passa rápido para caramba.

Não, não acabou ainda. Vou, vou pedir licença rapidinho para agradecer os patrocinadores, mas tem uma pergunta final para te fazer. Galera, olha esse meu… isso aqui foi uma, uma aula, cara. Vários insights, vários insights, principalmente para você que muitas vezes fala que você tá numa guerra de preço, que você não sabe por onde começar. Inclusive o Andrezão aqui, cara, o cara é um cara super acessível, chama ele. Aqui embaixo tem os… se você tá escutando isso no Spotify ou no YouTube, aqui embaixo tem os contatos dele, entra em contato com, com o cara, porque também é um cara que ele entende a vida empreendedora, entende o, o a disponibilidade do PME. Então, inclusive os investimentos são investimentos assim — sem falar de valor, porque valor é muito relativo —, mas são investimentos super palpáveis a pequenos e médios empreendedores, com vários planos, várias rotas, vários serviços. Falo isso porque sou cliente. Então, é um, é um cara que ajuda demais e tem hoje eh me provocado muito. Eu acho que é isso que a gente que é empreendedor precisa, de gente para nos provocar.

Mas gente, todo esse, esse audiovisual de qualidade aqui são graças aos nossos patrocinadores que acreditam no projeto do podcast e investem pra gente trazer esse conteúdo de alto nível aqui, de forma gratuita para vocês. Então, quero começar agradecendo à SMB Store que desde 2018 tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, vendas e financeiro. Tudo isso com sistema acessível e fácil de usar. Quero também agradecer à RZ3, transformando conhecimento em impacto real, porque negócios fortes acontecem eh movendo o futuro. Eles são uma consultoria integrada que une estratégia, finanças, tributos e tecnologia para transformar a complexidade em crescimento. Todo negócio precisa ou vai precisar ainda da RZ3, porque a complexidade não espera você tá pronto para você ter que lidar com ela. Os negócios crescem e você precisa correr atrás. Agência RPL, porque o mundo digital não para e o seu negócio não pode ficar para trás. Eles são uma agência de inovação digital que acompanha tudo que tá mudando, desde o TikTok Shopping a agentes de IA, e traduz essa tendência em resultado prático pro seu negócio. Polux, sabia que existe, sabia que a maioria das empresas paga mais impostos do que deveria? A Polux é uma consultoria especializada em gestão tributária que encontra de forma legal onde o seu negócio tá deixando dinheiro na mesa com impostos. CMC Displays, quem vende forte no varejo sabe, o ponto de venda decide a compra, coisa que a gente tava falando aqui, né? O PDV, o ponto de venda. Se a sua marca ainda não aparece do jeito certo no PDV, a CMC Displays pode te ajudar com isso. Você contrata o André e aí depois vai precisar da CMC Displays para ajudar vocês aí no teu, na tua loja, no teu PDV. Eles são líderes do Brasil em soluções criativas para PDVs com balcões, bandejas, displays e tudo que você precisa, tá? Então tá precisando vender mais, conte com a CMC. Cross Host quer dar voz ao seu negócio e alcançar mais pessoas. A Cross é referência em produção audiovisual para podcasts e eventos com estúdios em São Paulo e estrutura completa para quem quer construir autoridade de verdade. Inclusive estamos aqui nos estúdios da Cross. E a Max Service, que são uma contabilidade consultiva que fica do lado da gestão, não só do balanço e da burocracia. Enquanto a maioria dos contadores aparecem uma vez por ano, eles estão na mesa de decisão junto com o empresário, especialmente para quem opera no lucro real, que é onde o jogo fica muito mais complexo e mais caro quando mal gerido. Galera, vocês que são empreendedores, posso afirmar categoricamente aqui, muitas das dores que você tá vivendo, muitos problemas que você tá vivendo, alguma dessas empresas e empreendedores que eu comentei aqui em cima resolvem essas dores. Então, pode ir de olho fechado porque são empresas e são empreendedores à frente, curados por nós. Então pode ir de olho fechado, como falei, pode me cobrar resultado aqui, porque eu tenho certeza que você vai voltar aqui para me agradecer. Beleza? Tamo junto. Bora.

Andrezão, seguinte, mem, pergunta final para te fazer. Manda. Você mora aqui no ABC, né? Moro no ABC. No ABC. Imagina que você tá, pegou teu carro, tá indo para o ABC depois de uma viagem longa para Limeira, deve estar moído aí. Eh tá indo embora para casa e beiju… quantos anos você tá agora? 35. 35. Ao longo dos seus 35 anos, baita de uma, de uma vida de construção, várias, várias coisas legais acontecendo, uma filhinha pequena e tudo mais, acontece algo imprevisto, você pisca os olhos, aparece na frente de Deus. Ao abrir, fala: “Porra, já meu tempo acabou”. E ele disse: “Filho, missão cumprida”. “Mas calma, era a minha filha, né, né?”. Missão cumprida. A gente vive, muitas vezes, a gente que é novo vive eh com uma sensação de infinitude, né? Infinidade, né, da vida. Nossa, vai demorar para eu pensar nisso. Mas a gente esquece que às vezes os planos podem ser diferentes. Só para trazer peso para a pergunta, nunca ninguém saiu daqui, nunca bateu o carro, nunca morreu, graças a Deus. São 160 episódios, até bato na madeira aqui. Mas só para a gente trazer peso para a pergunta nesse contexto que eu queria fazer, que cara, se esse fossem os planos de Deus, quais seriam suas últimas palavras para traduzir talvez 35 anos de vida em um conselho? Que conselho você deixaria?

[ __ ] façam jiu-jitsu. Essa, essa… essa profunda aí tu não tinha falado, cara. Eh como que eu posso me expressar aqui, qual que é o meu, o meu sentimento? Isso tá falando mais no sentido das pessoas mesmo ou negócio? Seu coração. Normalmente a galera vai mais para conselho de vida, que às vezes permeia negócios, mas o que você acha legal?

Cara, eu vou falar o que, o que tá vindo, porque tu falou da minha filha, né? E, e eu ando pensando muito no como eu tô levando a vida, né? E se faz sentido. Eu acho que, cara, o principal ponto assim hoje que eu fico me pegando e pensando é ressignificar e entender o que é sucesso, sabe? Porque sucesso, a gente estava até falando sobre métricas de vaidade, número e [ __ ]. Todo mundo tá muito no lance: ah cara, é ter X mil seguidores, é ter, é faturar X, Y, Z, é isso, é crescer, blá, blá, é ter tal carro, é ter tal carro. Cara, mas na real, sucesso é o que você determina, entende? Para você… você tem que entender qual que é a sua métrica de sucesso e não só nos negócios, né? Porque no final do dia, quando a gente vai falar de negócios, hoje eu vejo que é a parte mais fácil e tipo, que é a parte que tá, tá OK para, para rolar e para acontecer e para chegar lá. Mas que graça tem você chegar lá e ter, por exemplo, perdido a tua família, ter, sabe, perdido alguns amigos importantes? Então, no final, o ser humano é o mais importante e você só vai conseguir chegar, né, com esse entorno geral, se você determinar o que é sucesso para você. Sucesso para mim, cara, uma das partes de sucesso, além da minha família, claro, minha filha, minha esposa maravilhosa, é poder treinar, é poder fazer o meu jiu-jitsu, entende? Isso para mim é sucesso. E se um dia algo por que você estiver correndo atrás colocar em cheque isso, não… é inegociável para mim, cara, é inegociável. É, é um aviso de Deus, assim, sempre é inegociável. Se eu tiver que ceder isso, é ceder a mim mesmo, porque é o que me construiu.

E às vezes… e é legal essa consciência, porque muitas pessoas vivem no automático sem saber quais são os seus inegociáveis.

É isso. [ __ ] hein, meu irmão. Pena que acabou. Parabéns, um puta papo. Obrigado pelo convite, Brunão. Cara, arregaça meu episódio. Pega esse episódio, meu, usa, usa e abusa porque tem muita coisa boa aqui e vai para cima.

Boa. Ô, eu quero conhecer lá a Switch, os caras falaram que o ambiente é animal. Falei: pô, quero ver esse lugar, velho.

É o cara, mano, te leva lá.

Quero ver. Vamos lá. Quando tiver alguma coisa, me avisa. Vamos marcar.

Vou deixar. Tamos juntos. Sucesso. Você que ficou aqui até o final, muito obrigado, muito obrigado por acompanhar. Vamos para cima! E que esse episódio que, que a gente teve aqui, se faz sentido para você ou para algum amigo, algum empreendedor, algum… o seu sócio que seja, encaminha para eles e tamo junto. Sucesso e até a próxima. Valeu, valeu. Oh.

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