Gestão de Pessoas, Cultura de Resultados e o Fim do “Woke” no Varejo com Alexandre e Rafael | Além do CNPJ (EP #096)

O Verdadeiro Motor do Crescimento Corporativo

No cenário empresarial altamente competitivo, é comum ouvir gestores e diretores lamentando que o maior gargalo de suas operações está em pessoas e cultura. No entanto, a maioria das organizações falha ao tentar resolver essa dor com discursos superficiais ou estruturas maquiadas. Uma empresa não é apenas uma sala comercial, móveis caros ou um CNPJ registrado; ela é a união de indivíduos focados em um objetivo comum.

No mais recente episódio do Além do CNPJ, gravado nas instalações de ponta da Cross Host na Vila Mariana, recebemos Alexandre e Rafael, diretores da Clima, uma das maiores agências de comunicação corporativa, employer branding e cultura organizacional do país.

Atendendo gigantes como Itaú, Nike, Volvo e Burger King, eles trazem uma visão visceral, factual e sem romantismos de como alinhar o time à estratégia do negócio para gerar lucros consistentes.

1. Cultura de Resultados vs. O Mito da “Cultura Google”

Durante anos, o mercado de startups e tecnologia espalhou uma visão deturpada de que construir cultura empresarial consistia em instalar mesas de pingue-pongue, piscinas de bolinhas e liberar cerveja na sexta-feira.

Alexandre desmistifica essa tendência, apontando que o colaborador qualificado não busca distrações infantis, mas sim clareza, liderança assertiva e um plano de carreira sólido. A cultura forte se constrói na transparência das metas e na cobrança por desempenho, e não no assistencialismo ou em dinâmicas superficiais de bem-estar.

“A empresa é sua, você é o maior responsável pelo sucesso dessa companhia. A vida não é tudo o que a gente quer, você vai se frustrar. […] As empresas não estão aqui por um propósito romântico, elas estão aqui por resultado. A banca nunca perde.”

2. O Caso Centauro: Engenharia de Recursos Humanos na Black Friday

A eficiência da metodologia da Clima é comprovada por dados estatísticos de alta performance. Um dos grandes cases da agência foi estruturado para o Grupo SBF (detentor das marcas Centauro, Nike Brasil e FitDance) durante a Black Friday — a data mais crítica e de maior volume do varejo nacional.

Historicamente, a operação sofria com um turnover (rotatividade de funcionários) de cerca de 50% nas semanas que antecediam o evento, devido à pressão extrema e ao esgotamento das equipes de base.

Ao implementar um projeto focado no desenvolvimento de lideranças comunicadoras, alinhamento de expectativas e rituais operacionais específicos quatro meses antes do evento, a Clima derrubou a rotatividade de 50% para apenas 5%, gerando um incremento financeiro de 35% de faturamento em relação ao ano anterior para o cliente.

3. Estatísticas de Impacto: O ROI da Cultura Organizacional

Muitas diretorias ainda tratam o endomarketing e a comunicação interna como centros de custo descartáveis em momentos de crise. Para rebater esse viés, Rafael e Alexandre apontam dados concretos de estudos e consultorias americanas que cruzaram a performance de empresas na bolsa de valores nos últimos 70 anos:

Grupo de Empresas Analisadas (Média de 70 anos) Crescimento em Bolsa (%) Diferença de Impacto
Média Geral da Bolsa Americana ~500% Linha de Base
Empresas que investem em Cultura e Employee Experience ~1.600% 3,6 vezes maior

Os números provam que o investimento estratégico na jornada do colaborador tem impacto direto na última linha do balanço patrimonial, reduzindo o churn de talentos e maximizando a produtividade de forma escalável.

4. O Fim da Agenda Woke e o Retorno ao Factual

Outro tema polêmico debatido na mesa foi o declínio global da chamada “agenda woke” e das metas de diversidade forçadas (Ações Afirmativas) no ambiente corporativo, um movimento liderado por multinacionais como Toyota, Boeing e Harley-Davidson.

Os diretores da Clima explicam que a hipocrisia de criar nichos e polarizações ideológicas acabou prejudicando a própria inclusão. O mercado financeiro e as indústrias estão retornando ao princípio puro da meritocracia e do capitalismo: o foco no resultado, no respeito humano e na geração de valor, independentemente de raça, cor ou orientação sexual.

Da mesma forma, o mercado vive o fim definitivo do home office em massa. Estudos indicam que até o final de 2026, 90% das empresas retornarão ao modelo 100% presencial, corrigindo a perda de cultura de liderança e os gargalos de produtividade camuflados pela comodidade do trabalho remoto.

Quer entender como estruturar os processos de comunicação interna e alinhamento tático da sua empresa? Assista ao episódio completo agora mesmo!

Ler Transcrição Completa

Eu tenho que estar onde a empresa precisa, é isso. Independente se é operacional ou não, é isso. A empresa é sua, você é o maior responsável desse sucesso, dessa, dessa companhia. A vida não é tão… não é tudo o que a gente quer, você vai se frustrar, isso. E você precisa entender: chora, fica triste, fica, mas você vai se frustrar. Pouco me importa tua raça, cor, orientação sexual. As empresas estão falando: “eu não vou prestar atenção nisso, eu quero resultado, eu quero gente que me dê, que gere, que gere valor, que agregue valor para a empresa”. Me importa essa relação que a gente tem que respeitar as pessoas e aquele negócio, cara, é resultado. As empresas não estão aqui… é um propósito.

Buenas, buenas, buenas. Seja bem-vindo a mais um episódio do podcast do Além do CNPJ. Primeiro de tudo, muito obrigado por você estar aqui pra gente trocar uma ideia de empreendedorismo vida real. Cara, as duas pessoas que estão aqui na minha frente hoje pra gente trocar uma ideia… episódio com duas pessoas eu gosto porque é bem dinâmico. São pessoas que estão vindo, cara, com conhecimento. O que esses caras fazem na vida real, no dia a dia deles, vem para resolver um problema, uma dor muito grande da gente que é empreendedor, porque é um problema latente no mercado que a gente fala quando a gente pergunta pro empresário: “O que que tem de dor aí? O que que tá acontecendo aí? Quais são os problemas?”. Pessoas e cultura. E, cara, são o que esses caras gerenciam no dia a dia. Imagino que a vida deles deve ser um estresse danado porque é só B.O. Porque pensa: se o nosso problema é pessoas e cultura, e eles trabalham isso, deve ser um B.O. atrás de B.O. E eu quero entender esses, esses cases que vocês têm. Os caras atendem grandes corporações e a gente vai poder trocar um pouco de ideia aqui. Então, pô, tô muito feliz em apresentar meu brother Rafael e meu brother Alexandre, da Clima. Pessoal, muito obrigado por estarem aqui pra gente trocar essa ideia, viu?

Valeu, obrigado. O prazer é todo nosso, cara. Obrigado pela oportunidade, né? Com certeza vai ser um prazer a gente falar um pouquinho nisso. E você acho que resumiu muito bem em poucas palavras: pessoas, cultura hoje é o desafio que a gente percebe nas grandes corporações, né? E não só a questão ali de, de, de senso de pertencimento, mas como a gente consegue tornar pessoas conectadas com propósito, se sintam felizes trabalhando e gerando grandes resultados, né? Então esse é o nosso dia a dia, né, Rafa? Esse é o nosso dia.

Vocês vivem isso aí o dia inteiro? Caramba, cara. E é um B.O., pensa. Porque pra gente é um B.O., claro que é um B.O. gostoso de resolver porque, no final, são pilares extremamente importantes, são aqueles pilares que moldam o futuro da sua empresa. Total. Você fala com os empresários, cara, a reclamação é pessoas e cultura, tá cada dia mais difícil. E a gente vai discutir um pouco disso, nos meandros disso. Mas eu quero começar, antes de a gente falar da Clima e da estrutura toda que vocês têm e tudo mais, quero conhecer vocês um pouco mais a fundo. Começar pelo Rafa aqui. O Rafaelzinho, de onde você veio? Como foram as suas referências familiares, pai e mãe presentes? Como que foi a referência quando você era criança, você queria ser o que quando crescesse? Como a gente tá em dois, pra gente conseguir ser, ser, ser dinâmico, de forma bem resumida assim, dá uma trajetória aí, me conta um pouco da tua trajetória até o começo. Porque eu sei que você empreendeu, né, antes de entrar para a Clima. Como que foi esse processo? Dá um overview pra gente aí, Rafa.

Tá, boa. Bom, obrigado aí pelo convite de novo, tamo junto, cara. E eu sou de São Paulo, natural de São Paulo, mas moro em Curitiba há uns 18 anos. E sou filho de pais separados.

Por que você foi para Curitiba?

Então, meus pais se separaram, eu tinha uns 5 anos de idade, e a minha mãe teve um segundo casamento. E na cabeça do meu pai, o filho tem que estar com a mãe, não que ele não seja presente, na verdade meu relacionamento com meu pai é, é, é ótimo, maravilhoso, inclusive um beijo para ele aí. Mas eu, eu tive que vir para Curitiba porque ele também apoiou e falou: “ó, o filho tem que estar com a mãe e tudo mais”. E ela… o segundo casamento dela foi com um cara que morava em Curitiba, eu acabei indo, tinha uns 11 anos de idade. E morei um ano e meio com ele aí em Atibaia, interior aí de São Paulo. Que legal. E foi isso. Então esse foi, foi o motivo. Então eu comecei ali, né, aqui em São Paulo, depois me mudei para Atibaia porque eu nasci prematuro, teve todo um rolê ali. Fui morar com meu pai, foi incrível, minha experiência com ele foi lá. Foi lá que ele despertava muito a criatividade em mi, ele falava, me incentivava muito: “filho, tem que ser diferente, você tem que, eh, fazer algo a mais, fazer algo diferente do que as outras pessoas estão fazendo, você tem que estudar muito”. Mas eu não segui à risca, não foi no pé, no pé, né? Não segui nada, eu falava: “ah, nada a ver o que ele tá falando”. Eu era muito novo, criança, né, e tal. Mas, enfim, aí fui morar em Curitiba e eu fui depois, já para encurtar mesmo, fui para a faculdade e tudo mais. Mas eu fiz Publicidade e Propaganda. Mas tem um gap aí, porque o meu sonho mesmo era ser jogador de futebol. Apesar de não parecer pela minha cara, mas jogava bem. Ah, se eu jogasse acho que eu teria conseguido, mas ele disse que sim, né? Mas seguiu um pouco de carreira no amador. Aquela história que todo mundo fala de: “Ah, pô, foi o meu joelho, tal, na base do Grêmio Barueri”, tipo, não, não foi isso.

Mas você jogou federado, alguma coisa assim?

Não, não, não cheguei nesse nível. Eu tinha muita vontade de jogar assim, eu jogava de meia-esquerda. Como eu nasci canhoto, eu queria… eu sou destro para chutar, então é meio estranho. Aí eu falei: “pô, eu quero aprender a chutar com a esquerda”, e era um dos diferenciais assim, tipo, chutar… hoje eu treino, chuto com as duas pernas, tudo mais. Mas, assim, cara, não deu certo. O mundo do futebol, depois eu fui ver que na verdade eu não queria ser jogador, sabe? Porque eu fiz, fiz alguns testes, tentei entrar na base do Santos, joguei um pouquinho ali no Coritiba por um tempo, e o mundo do futebol na verdade não é esse que a gente vê, né? Então eu me desmotivei na hora, e é um, é um esporte permeado por corrupção, esquema, é uma coisa total. E assim, teve problemas ali no dia a dia, dava para ver que tinha alguma coisa rolando também no meio, o que mais tem é sujo. É um mercado sujo, é bem sujo. E essa realidade que a gente vê aí da Champions League, desses campeonatos aí das top cinco ligas do mundo, é, cara, é uma raridade absurda. A realidade do futebol é quando você tá vendo o jogo da Copa do Brasil, né, tipo os times lá da série… nem tem série, né, já tá na distrital ali, os caras têm que tipo, o goleiro é dentista e tem que jogar, tem que treinar. Essa é a realidade, isso é a realidade do Brasil, gente. O que a gente vê na TV o que que é? É 0,1%.

Exato, tanto é que um dos caras que veio aqui, ele joga, ele jogou profissionalmente. Alguns caras, cara, acredita que tem bastante empreendedor que era jogador de futebol e deprimido porque não foi para frente? E aí, cara, eles contando as trajetórias assim, cara, algumas coisas assim que algumas nem vieram pro podcast, só no bastidor mesmo trocando ideia, de sujeira mesmo, forte, cara.

É, eu vi algumas coisas, mas não dá para comentar muito, né? Mas eu já, já vi algumas coisas e, cara, eu fiz alguns testes ali e, enfim, depois eu vi o mundo e me frustrei e falei: “cara, vou estudar”. Eu não sabia o que fazer e aí fiz alguns testes vocacionais, tudo mais, para tentar descobrir, porque eu tinha ali 16 anos, falei: “Cara, o que que eu vou fazer na minha vida?”. E aí fui para Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda, porque eu era de falar, de conversar, e na época eu me achava super tímido, não que seja, mas eu ficava… era mais retraído, introvertido, cara, não é possível, né? Mas, enfim, entrei na faculdade de Publicidade, né? E ali no meio do caminho me deu uma oportunidade de eu, de eu estudar fora, né? Então foi assim, num dia aleatório também, um amigo meu me chamou para ir no gabinete de relações públicas, porque de relações internacionais, e aí ele é quem quis entender e acabei preenchendo o formulário. No que eu vi, eu tinha uma das melhores notas da sala, assim, da turma, e aí eu fui habilitado para estudar fora. “Ah, cara, quer saber? Eu vou”. E olha que eu nem gostava de estudar, né? A gente gostava… é que a faculdade também não entrega assim… eu tenho uma crítica à faculdade, que não te prepara pro mercado, ainda mais a faculdade de Publicidade e Propaganda, né? O Al também fez Publicidade. Então assim, depois que você entra no mercado de trabalho… cara, eu achava que se eu não soubesse fazer criação, né, mexer com Photoshop, mexer com Illustrator, eu não seria publicitário, cara. Tipo, olha como é uma fatia, cara, é um detalhezinho de publicidade, que isso eu queria que até as faculdades, elas até prestassem mais atenção para formar o profissional, para, para mostrar um pouco… para a minha faculdade de publicidade tinha que ser agência, sabe? Entender como é que seria a rotina do dia a dia, né? E depois você entender a relação com o teu cliente. Como é fácil fazer isso, a faculdade se ela se aproximasse mais da empresa para fazer algumas visitas guiadas e tudo mais, super possível ela conseguiria fácil se conectar com essas empresas. Mas falta, acho que um pouco de vontade. Tem algumas agências experimentando das faculdades, mas, assim, cara, não é nem perto da realidade. Então assim… e eu falo que a faculdade, ela me ajudou muito a ter essa nota ali, né, de eu ir para a frente para eu, para eu ter mais maturidade, né? Porque depois que eu fui morar fora, cara, eu comecei a valorizar as coisas que eu tinha dentro de casa. Eu fui para Portugal, eu morei numa região, cara, lindíssima lá, no Algarve.

Legal.

E, assim, era uma parceria entre as faculdades, então eu não tinha custo com faculdade lá, só meu custo de vida. E, assim, era incrível, cara. Morei em Faro, na capital do Algarve, e ali eu tive muita maturidade de aprender mesmo a vida adulta e tudo mais. Então ali eu virei a chave, aí eu fui o filho que meu pai falou, que eu comentei ali no começo: “Cara, eu tenho que estudar, eu tenho que… eu tenho que…”. Eu tive alguns problemas, emprestei meu nome para quem não devia, estava devendo, e eu falei: “cara, eu preciso colocar rédea na minha vida”. E foi quando eu resolvi estudar muito para realmente ser alguém diferente, e eu vi que estudar mercado financeiro, entender como o mundo funciona… porque o empreendedorismo, na minha opinião, ele te ensina o modus operandi do mundo, sabe? Tipo, como que funcionam as coisas. E claro, tem muita gente que tem medo disso, né? Mas eu me motivei e falei: “cara, então existe esse controle da nossa própria vida”. Então eu comecei a me preparar muito. E eu estava ainda perdido quando eu voltei pro Brasil, falei: “cara, eu acho que eu vou trancar minha faculdade porque eu não faço criação gráfica, eu não tenho a menor ideia disso, eu não sei nem exportar direito um arquivo num Illustrator, num Photoshop, nem nada”. E aí eu estava certo de que ia mudar de curso, ia tentar fazer alguma outra coisa. Foi quando me surgiu uma oportunidade numa agência e eu entrei numa vaga comercial, né? Era uma vaga ali que ela não era de estágio, era uma vaga realmente para vendas. Mas na época eu fui bem na entrevista e aí o antigo dono dessa agência ele me deu oportunidade e falou: “cara, eu vou abrir um estágio porque você tá estudando”. E eu ganhava incríveis R$ 600 por mês.

Já estourou, forrou, forrou aí.

E assim, eu gastava R$ 400 de gasolina para ir, porque eu morava em São José dos Pinhais, tinha que ir para Curitiba de carro, pegando uma hora de trânsito ali na Avenida das Torres. Quem é de Curitiba aí vai saber, vai saber. E aí eu ia todo dia lá, só que tinha comissão de vendas e tudo mais. Eu comecei a vender, comecei a… eu fiz alguns cursos também complementares, né, para agregar valor. Eu comecei a ter uma visão muito boa de projeto, porque assim, vender agência, cara, é extremamente complexo, para mim agência e consultoria são extremamente complexos de vender. Então eu fui estudando para conseguir ser alguém que na verdade o trabalho de vendas de uma agência é ajudar a comprar e não vender, né? É assim que eu penso isso. E aí eu entrei nessa agência, era essa vaga aí que era diferente, falei: “cara, é a minha oportunidade que eu tenho”. E eu tenho esse e-mail guardado até hoje, porque quando eu li, eu falei: “cara, eu vou entrar e eu vou ser dono desse negócio”, tipo, já mentalizei isso. A minha mãe estava do lado, ela ficou super feliz que eu consegui o meu primeiro emprego e tal, e realmente foi algo que eu não imaginava que seria em tão pouco tempo, mas um ano e meio depois do meu estágio eu virei sócio.

Caraca, bicho!

Virei sócio do negócio. E a agência que eu entrei era uma agência de Comunicação Integrada, uma agência de Comunicação Integrada. E isso é um termo que nos anos 2000 estava funcionando muito bem. Ela foi fundada em 2000, eu entrei lá em 2016, 2017. E aí a gente estava naquele boom do marketing digital, já estava até surfando essa onda, né? Naquela época que se você colocava R$ 5 no Facebook, estourava e tudo mais, e eu falei: “cara…”.

Puta época que não volta mais, hein? Aquela época ela era maravilhosa. R$ 5 você não vê nem o cheiro, né? Não vê nada.

R$ 1.000, R$ 10.000 não é nada. R$ 10.000 não é nada. Então assim, eu entrei nessa agência ali e virei o sócio lá. E a gente estava nessa etapa de: “cara, a gente precisa transformar o negócio em uma agência digital”, claro, full service mesmo, né? Mas a gente abrir essa célula de abrir essa área de negócio aí de marketing digital. E estava no boom, né, tipo a galera falando de inbound marketing, inbound marketing estourando, era a única solução possível de todas as empresas, todo mundo fazia inbound e tudo mais. E ele veio pro Brasil com esse contexto e realmente estourou. Mas é uma coisa que, com o passar do tempo depois, a gente conseguiu aumentar faturamento, a gente cresceu, atendemos contas importantes, mas eu entendi ali que alguns pontos de sociedade… é um casamento, né? E aí eu entendi que a gente estava em momentos diferentes, eu e na época o meu sócio, a gente estava em momentos diferentes. Eu tinha 22 anos, 21 anos, aí eu abri uma outra empresa de audiovisual que eu também entendo que precisa de retrato corporativo, conteúdo corporativo, né, na época também. Então a gente estava meio que montando um grupo, eu era sócio dessas duas empresas e, enfim, mas pro momento estava diferente entre nós dois, né? Ele era bem mais velho, já tinha o patrimônio dele, as coisas dele, e eu resolvi sair porque eu precisava de alguém com mais gana mesmo de querer fazer acontecer. Ele já estava meio acomodado até pela fase da vida dele.

É, sim, tinha cara de 20 anos de diferença, né? Então já estava mais acomodado.

E eu resolvi sair. Na saída foi… eu saí um pouco no prejuízo, um pouco não, saí no prejuízo mesmo. Mas eu acho que assim o tempo estava a meu favor, então eu tenho tempo para corrigir e tudo mais. Então eu arrisquei. E aí eu fui trabalhar em outra agência com inbound marketing, e aí foi um ponto, cara, que me chamou muito a atenção, que hoje eu olho uma solução de agências de inbound marketing e parece que todas são iguais. Elas podem te contrariar, falar: “não, mas eu agrego um valor aqui, ali”, mas eles falam muito de MQL: “Ah, eu vou até lead qualificado”. O que que é lead qualificado?

O que que é inbound marketing? Explica para a audiência aí.

Inbound marketing ele vem de… é um conceito americano isso daí, né? Mas é basicamente você trabalhar a jornada do colaborador… do colaborador não, já estou até adiantando um pouco, trabalhar a jornada do consumidor entregando conteúdo para ele para que ele se interesse. É o funil do marketing, né? Então está no topo do funil, ele está no começo ali da jornada de compra, aí você vai entregando o relacionamento com ele, o marketing de relacionamento. Ele vai descendo no funil, tipo: “ah, agora ele abriu um material de meio de funil, beleza, ele está no meio do funil; agora ele vai abrir o material de fundo, por exemplo”. Normalmente materiais de topo de funil é sempre: “ah, o que é isso, por que você deve fazer isso” e tudo mais. Depois entra o material de meio, já é um pouco trabalhando as objeções, tal, e depois o material de fundo de funil ali são os cases e tudo mais. É um termo bem batido, todo mundo já conhece. Mas para mim tem um grande problema quando a gente trata um contexto de marketing B2B, né, de empresas B2B de vendas complexas, porque venda complexa não significa que é venda… não é venda B2B apenas, claro que na maioria dos casos, mas enfim. Eu quis fazer algo diferente e eu, olhando as agências que trabalham até essa geração de leads, pensava: “ah, o cara ele é do teu cargo que você busca, a empresa dele fatura o que você precisa, ele baixou o teu e-book, aí cara, ele vai comprar, né? Aí o marketing passa para vendas, vendas vai entrar em contato com esse cara”. O cara diz: “mano, eu só baixei um e-book, sabe?”. E olha que hoje ninguém baixa e-book. Tem até plataformas de… já perdeu assim… Tem plataforma que cria um e-mail na hora para você baixar o e-book só para ter acesso ao contato. Então acho assim, fricção não tem que ter mais, é isso, né? Então as agências elas até falam: “ah, eu trabalho até aqui, eu te entrego o lead qualificado, o restante é com vendas”. Eu questionava isso porque, para mim, eu tenho que gerar valor pro meu cliente, e eu via que tipo todos os clientes estavam recebendo a mesma coisa e o resultado que deveria ser de conteúdo, de jornada, automação, entendimento desses dados para que no momento certo a gente consiga fazer uma prospecção outbound — que funciona a prospecção outbound, mas de uma forma muito mais inteligente —, não tinha resultado nenhum porque não tinha estratégia nenhuma. Não que a estratégia não funcionasse, mas é que não existia estratégia, estava todo mundo empacotando um negócio meio que jogado e fazendo por fazer. E aí eu comecei a questionar esse modelo de trabalho porque no final era lead que estava vindo por mídia e eu falei: “cara, eu não quero isso para a minha carreira e eu não acho que a empresa que a gente tá aqui… eu tô aqui gerando valor pros clientes”. Então eu queria entender um outro modus operandi, né? E eu comecei a estudar venda complexa B2B mesmo, que é muito mais relacionamento, né? Então isso fez com que eu me tornasse um profissional melhor, que agora sim eu estou com a minha carreira mais consolidada nesse sentido de sair dessa… Eu fiz uma promessa para mim mesmo, falei: “cara, vou sair de operação de agência porque eu não quero mais entrar nesse meio de ficar girando lead onde as empresas trocam cinco, seis, sete vezes de agência, ou se fica com a agência porque também não veio valor, porque elas continuam apenas gerando lead”. Então para mim é isso, geração de lead não funciona para nenhum contexto de venda complexa, ainda mais B2B, não funciona.

E aí eu comecei a estudar para trabalhar com o que de fato funciona. A gente tem que entender a jornada e o momento de compra, né? Então é bem diferente de montar uma estratégia Go-To-Market, é bem diferente de você desenvolver uma estratégia com ICP definido, mapeamento de mercado. E aí você ter realmente uma… isso é estratégia, né? Você vai discutindo a tática de quais são os tipos de conteúdo que você vai trabalhar, como que você vai fazer, mas de uma forma muito mais inteligente, sem esse foco de geração de lead, que hoje marketing e vendas é uma coisa só, né? Então foi nesse contexto que eu estava procurando ali algo para empreender ou para enfim entrar num negócio relevante, e foi quando eu entrei na Clima, e com essa visão de não trabalhar na operação, mas é realmente vender toda a solução que a gente tem aí, um ecossistema incrível que a gente tá já lançando para o mercado de cultura organizacional, endomarketing etc., que a gente vai falar mais aqui. Mas hoje essa é a minha missão: pegar esse ecossistema, transformar isso em produtos para que a gente consiga resolver as dores do mercado e deixar muito claro qual é o nosso posicionamento, qual é a nossa solução, e realmente ajudar as pessoas a comprarem esse tipo de trabalho ao invés da gente sair vendendo qualquer coisa. Porque é um problema de agência também, né? A gente é julgado pelo KV no momento de uma concorrência, mas aí no mês seguinte as pessoas estão reclamando do atendimento. Cara, você não falou tipo… como é que fala do colaborador, né? Você contrata pelo técnico e você demite pelo comportamental, cara. E uma contratação de uma agência de comunicação, né, de uma empresa que tá abrindo um processo de bid de concorrência, avalia-se um KV em 5 minutos, né, tipo ali numa reuniãozinha rápida, e, cara, a estrutura, o atendimento, a operação, quem tá por trás, quem são as pessoas, a estrutura de liderança, como funciona o dia a dia… é pouco falado e é o que tem mais valor para manter o relacionamento, manter e não ter churn no cliente. Ele olha exatamente isso, essas são as principais dores, e não a questão óbvia. Um KV é importantíssimo, uma defesa técnica visual é importante, mas o que segura muito é o quê? Relacionamento e a vontade de resolver os problemas, é isso, é o fluxo do dia a dia. É o fluxo do dia a dia, é a liderança que tá próxima. Então assim, nós somos contratados por um KV bonito e demitidos por um atendimento ruim, sabe? As agências são assim. Então a gente tem essa missão de realmente colocar educação pro mercado de como contratar uma agência, independente do formato ali. Mas assim, é um modelo que a gente tem que entender que vender esse tipo de trabalho é complexo, por isso que eu falo que o trabalho de vendas de quem vende agência, de quem vende esse tipo de solução, é ajudar a comprar, levar clareza para essa pessoa e também mostrar o que é importante nesse julgamento, numa escolha de um fornecedor.

É uma espécie de uma venda consultiva de fato, porque senão, se você só falar assim: “ó, tá aí as opções” e tudo mais, nem ele sabe o que ele precisa.

E muitas vezes não sabe, não sabe. Muitas vezes a gente, junto com o cliente, tem que entender de fato a dor que ele acha que tem, e não é aquela isso é isso pré-consultoria, é um processo de ter o entendimento e buscar a causa raiz disso. É isso aí mesmo, exato, exato. Então é basicamente essa é a minha trajetória de uma forma rápida aqui. Se eu fosse falar muito de futebol, ia ser uns quatro episódios aí de podcast, que eu vi que o que eu curto é tática, não era jogar, não era isso.

É da hora. Só a gente continuar… Dá pra gente diminuir, aumentar um pouco a temperatura do ar? Vocês estão com frio ou não?

Tô tranquilo.

Não, tá tranquilo.

Aumenta um pouquinho se conseguir. A mão tá gelada, mas não tá frio, né? Então já era. E aí tá ótimo, sucesso. E agora a tua vez, cara. Você… como que foi essa tua trajetória também? Você já é de Curitiba desde sempre? Como que foi todo esse processo? Você quis estudar Publicidade e Propaganda mesmo ou como que foi esse processo de descoberta até onde chegou na Clima?

Bom, eu sou de Curitiba, nasci e me criei em Curitiba. Sou o cara que fala “leite quente”, “chevete”, é isso aí, curitibano raiz mesmo. E a minha infância… eu não tenho, eu sempre comento com o pessoal, eu não tenho aquela história triste para contar, sabe, do empreendedorismo: “pô, começou…”. Cara, eu acho que eu fui… eu sou um cara privilegiado, né? Nasci numa família de classe média, nunca faltou nada, graças a Deus. As minhas escolas foram escolas boas, particulares. Então, como eu falo assim, não tenho a história triste. Mas uma coisa que eu coloco muito, que eu achei… é muito do meu perfil desde a época de escola: primeiro, eu sempre fui muito relacional, eu sempre tinha essa facilidade de me relacionar com todo mundo, conversava, era um cara bem-quisto ali, aqui, e isso desde essa época me abriu portas, sempre, até hoje.

Total.

E essa habilidade você vai desenvolvendo, você vai entendendo, você vai começando a ter mais maturidade, você vai vendo o poder que isso tem em tudo na sua vida, seja no negócio, seja na vida pessoal, seja o que for. E de lá para cá, eu percebi assim: ah, tinha um grupinho de amigos, tinha… eu sempre era o cara que assim, sabe, que estava à frente, estava falando, as pessoas seguiam, as pessoas gostavam. Então eu falo, pô, até minha mãe falava: “ah, ó o palhaço da turma, fala alguma coisa, todo mundo dá risada”. Eu fui muito esse cara, o cara do fundão, o cara que sempre agitava as coisas. Então isso foi a minha vida toda desde pequeno.

Bom, chegando lá, estudando, avançando, faculdade, né? Pô, escolhi publicidade… eu tentei fazer no início da minha carreira Geologia. Aí você pensa: pô, o que que tem a ver, cara? O que que tem a ver? Também não sei o porquê. Eu sei que um amigo meu foi, a gente foi na Federal, fez lá, e não passei. Não passei em Geologia, obrigado, que bom, deu certo, é isso aí, beleza, não deu certo. Imagina eu geólogo lá, né, vendo rochas e não sei o que, solo… Cara, eu acho que não daria certo, é isso. Beleza, passou esse ano, fui lá, ah, publicidade, né, pô, fazer alguma coisa. E eu comecei com Relações Públicas. Eu fiz Relações Públicas na época, eu não sabia muito bem o que era Relações Públicas, né? Tanto que eu entrei, acho que foi a segunda ou terceira turma da PUC em Relações Públicas. Então era uma modalidade nova assim, né?

Sim.

Então, o que que era tal? “Ah, vai trabalhar com empresa, vai ser o porta-voz da empresa, vai trabalhar…”. Pô, legal, mas não conseguia ainda ter uma visão clara: “legal, vou fazer”. Cara, fiz o curso, e aí acho o que o Rafa trouxe, de fato a faculdade não te prepara para ser empreendedor, né, nem pro mercado de trabalho.

Nem para o mercado de trabalho.

Eu acho que você entra, você tem uma visão muito romantizada de algumas coisas, muito literal de algumas coisas. Quando você vê na prática, cara, totalmente diferente. A realidade dá umas bordoada na cara que tem que se ligar, né? Acho que esse é o grande ponto. Mas enfim, fiz Relações Públicas, me formei, falei: “pô, legal, bacana, tá, mas tá, o que que eu vou fazer, né?”. E nesse momento eu falei: “cara, eu vou conectar, eu vou fazer… vou aproveitar que eu fiz 4 anos de Relações Públicas, eu vou fazer mais 2 anos de Publicidade”. Então eu fiz aquela equivalência e continuei em publicidade. Nisso já fazia estágios de comunicação, comunicação interna, e a coisa já fluiu normalmente, né? Até porque eu tinha que pagar parte do meu curso, como eu falei, então não tenho história triste, mas eu estava contribuindo ali no momento para poder ajudar no dia a dia, né? Me formei em Publicidade, tinha essas duas graduações. Na época eu já trabalhava numa empresa como estagiária, como… enfim, tava… mas era parte de marketing, comunicação interna, fazia peças, eu era da criação. Então eu desenvolvia a parte gráfica, tudo mais.

Boa, cara.

E assim, só que eu sempre fui muito inquieto, eu falei assim: “pô, mas cara, não tá legal”. Falei: “preciso mudar, eu preciso me provocar, eu preciso buscar coisas novas”. E eu fui, cara, de um emprego para o outro nessa… acho que essa fase é a fase certa.

Você tinha quantos anos, mais ou menos?

Ah, cara, ali já tinha uns, uns 18, 19, mais ou menos assim, cara. Trocava… fase… é a fase que precisa mesmo, faz. Trocava de emprego, trocava, analisava o que que tem que viver. E acho que isso, isso foi muito rico na minha vida assim, sabe? Como acho que não sei se me ajudou muito na questão de empreendedor, mas me ajudou muito na questão assim de entender os cenários e conhecer pessoas, né? Porque acho que aí começa uma grande habilidade de um grande líder, não é entender de negócios apenas, é entender de pessoas, né? Então acho que isso é um fator que eu fui adquirindo e fui melhorando ano após ano. Lógico, a gente chega hoje, questiona: como é que você tá, como é que você entende? Cara, você aprende todo dia, né? Você tem que ter essa humildade de reconhecer que a gente vai aprender todos os dias. Mas enfim, voltando para lá: então comecei, já estava trabalhando em vários lugares, tal, tal, tal, comecei… E aí fui chamado para servir no quartel, acho ali com 18 anos, foi nessa bem nessa época ali. E nisso eu tinha na época… mentira, não tinha nem concluído a faculdade, eu tinha passado em publicidade na UniSinos, isso voltando um pouquinho mais no tempo. Acabei não fazendo porque não consegui fazer, entrar no NPOR no quartel, tal. Acabei… entrei no quartel, fiquei ali 8 meses. Isso antes de graduar, né, antes de… Cara, isso para mim foi muito legal, foi uma experiência muito bacana, né? Eu era…

Deve, deve ser uma experiência… Eu não tive a experiência, mas deve ser muito…

É, eu confesso assim que no começo eu quis entrar, depois eu me arrependi, mas já estava dentro, entendeu? E eu falei assim: “bom, vamos embora, vamos… já tô aqui, vamos embora, né?”. E aí eu entrei lá num pelotão de Infantaria lá na, lá em Curitiba. Cara, foi super legal. Eu virei motorista, né? Então levava o tenente, o sargento para tudo que é lado e tal. E isso me trouxe uma realidade muito engraçada e muito diferente do meu dia a dia, porque você pega pessoas de todas as faixas, seja nas situações financeiras, classe social… cara, cruza todo mundo e todo mundo ali é igual. Isso para mim foi muito rico em olhar um pouco as pessoas, conhecer outras realidades que eram diferentes da minha naquele momento e começar a entender. E cara, mesmo nesse momento, mesmo no quartel, eu era um dos caras que me conectava com quase todo mundo, e aí que eu falo da habilidade lá de trás que isso vem comigo ao longo do tempo. Enfim, fiquei oito, 8 meses lá, saí até na primeira baixa que tinha, até por… cara, “um cara legal, quer, quer sair? Quero”. Quem tinha os melhores comportamentos e tudo tinha essa preferência de sair antes, eu falei: “cara, não é para mim, né?”. Disso eu saí, fui para uma loja de tênis, trabalhei vendendo tênis.

Da hora.

Numa loja cara. Beleza também. E como eu falei, sempre me enfiando em tudo, cara. Cheguei lá, nunca tinha trabalhado com vendas na minha vida, nunca, cara. Entrei no primeiro mês, entrei na metade do mês, tal, já fui o segundo melhor vendedor. Mas o que que eu sabia de tênis? O que que eu sabia de venda? Nada. Atendimento total! Eu sabia, cara, me comunicar com as pessoas, eu sabia me relacionar, sabia talvez gerar valor no que eu estava colocando.

É isso.

Segundo mês, bati o recorde de venda, melhor vendedor. Segundo, terceiro, quarto… fui convidado para vir para São Paulo para trabalhar na rede em São Paulo como… cara, não era o que eu queria, não é isso que eu quero, pô, saí. E enfim, resumindo um pouco a minha história, né, até eu chegar… eu comecei daí, trabalhei em vários empregos, fui passando de emprego a emprego, cheguei na Positivo Tecnologia, né, que é a maior fabricante brasileira de computadores. Na época era mais da parte de desktop, que hoje em dia nem se faz mais, então hoje eles já estão na questão de toda a parte de notebook, segurança, Smart Life e um monte de situações assim. Então na época a gente estava lá em… isso era 2008 quando eu entrei, e lá eu conheci o Maurício. O Maurício era, era o supervisor de comunicação, tal, que hoje é o meu sócio.

Legal, né? Na Clima.

Então já vou chegar um pouquinho na história lá. E lá a gente já… eu já trabalhava com comunicação interna já mais ou menos aí uns dois anos, dois anos e pouquinho. Entramos na Positivo com o objetivo… falei: “pô, eu nunca tinha trabalhado numa grande empresa assim, com o desafio de comunicação interna, trabalhar com pessoas”. Cara, lá a gente conheceu e a gente teve um feito muito assim, muito rápido assim, sabe? Foi, pô, um cara que lá atrás me inspirou, muito bom, até hoje a gente, cara, está super bem, né? Mas lá atrás me inspirou muito. Falei: “pô, que legal como é que é as coisas”. E fomos lá fazendo, fazendo e trabalhando com comunicação. E como eu falei, desenvolvi a parte gráfica, a parte visual fazendo e tal. E na época a gente contratou uma empresa especializada em comunicação interna, até então no momento tinha pouquíssimas, o tema era muito pouco relevante nas empresas, era mais o que assim: “ah, comunicação interna faz o quê? Ah, faz campanha, faz comunicadinho, faz o mural”, era mais ou menos isso que era percebido na época.

Sim.

E, beleza, começamos lá fazendo, contratamos uma agência, né? E cara, olhando, olhando e fazendo aquilo, falei: “pô, mas não tá legal, os caras não estão entregando, só entregam uma peça, só entregam nisso, mas eu quero estratégia, eu preciso que vocês sintam um pouco mais a essência da marca”, que você pontuou de novo, e não vinha. E aquilo me gerando uma frustração diária.

Sim.

Chegou num ponto, falei: “cara, chega, eu fazia as coisas melhores”. Eu pegava da agência e fazia melhor, e rodava ali dentro. Eu falei: “caramba, o mercado tá ruim, o mercado é muito imaturo. Cara, vamos abrir uma empresa?”. Ele disse: “não, que é isso, cara, maluquice, para quê?”. Falei: “cara, vamos abrir uma empresa, nós dois fazemos melhor que uma agência. A gente tá fazendo melhor, olha aqui, tá provado, não será com certeza, cara, vamos, vamos fazer o seguinte: tá bom, a ideia é essa, segura aí, cara, eu vou fazer um benchmark, vou olhar, vou olhar São Paulo, vou olhar aqui Curitiba, Paraná, ver quais empresas que têm, o que que elas prestam de serviço”. E cara, comecei a olhar, olhei, olhei, olhei, eu achei três, só três empresas e que entregavam a mesma coisa, ou seja, valor, valor, valor… não é monetário o valor, cara, entrega de peças, entregava cara. Falei: “cara, tá aí, tá aí a oportunidade”. E aí começou a ideia da Clima, né? Obviamente não tinha nem nome, não tinha nada, tinha apenas uma ideia e uma proposta de entrega de valor. E onde talvez a gente começou diferente, porque as três de fato eram as maiores que tinham na época e entregavam as mesmas coisas, os mesmos modos operantes, tudo igual: a forma de se relacionar, a forma de entregar, tudo. Falei: “cara, não é isso, eles precisam entender o que a gente precisa, eles precisam entender o que a organização para… como a gente conecta, como a gente gera valor, como que o C-Level da companhia vai olhar isso aqui como algo importante”. Porque quando dava qualquer tipo de crise, qual era o orçamento que mais cortavam? O nosso. Eu falei: “E por quê? Por que que não cortava de marketing? Por que corta o nosso?”. O marketing faz toda aquela… mostra números, até né? Aquele negócio, faz uma coisa pequenininha e vende um negócio gigante, né? E não que não, não faça sentido, mas sabe se vender, sabe se vender. E por que que a gente também não pode saber se vender ou como que a gente pode gerar valor, o que que o cara lá de cima, um C-Level ou um diretor ou algo… o que é valor para ele? E aí eu comecei a se questionar, e na época pô, ninguém falava muito isso, eu comecei a questionar esses pontos, cara. Legal. Em 2012, e olha que teve um gap grande, a gente tá falando em torno de 2008, 2009.

Sim.

Em 2012 a gente abriu o CNPJ, foram…

Então, nesse tempo continuando na Positivo, trocando ideia?

Continuando na Positivo, amadurecendo a ideia, fazendo coisas, trocando de fornecedor para ver como que era a experiência dos outros, sabe? Tateando o mercado.

Exatamente, tateando o mercado. Pô, em 2012 a gente abriu, mas a gente também não se desconectou do negócio porque, cara, não tem como: “tá bom, vou abrir um CNPJ, um sonho, uma alegria, vamos embora”. Aí não, você sabe como é que funciona, cara, é um desafio empreender no Brasil, é um desafio enorme, né? E até porque na época a gente não tinha bagagem, conhecimento, não sabia o que que o mercado nos… né? O que esperar do mercado, o que que o mercado vai nos entregar, né? E, cara, abrimos lá devagarzinho. E aí são pontos interessantes que aí vários jargões que eu uso até hoje com o time, por exemplo, adiantar a verdade, né? Eu sempre falei assim: eu sempre adiantei a verdade, eu sempre tive um sonho, eu sempre tive um propósito grande, mas eu não posso trazer ele aqui. O que que eu fazia: eu olhava lá na frente, trazia em momento real, falei: “é isso que a gente vai ser”. E o que era adiantar a verdade, cara? Era eu e meu sócio Maurício, a gente falava assim: “cara, vamos atrás…”. Eu tinha um bom relacionamento, até hoje eu tenho um bom relacionamento com várias empresas, e na época eu também tinha, até porque por causa da Positivo, na época eu tava lá já com uma posição de gerência e tudo mais.

Isso passando o tempo.

E o Maurício já tinha saído da Positivo, foi fazer um outro negócio, empreender com o pai dele e tinha saído, e eu estava lá como gerente. Conhecia muita gente, até de benchmark, troca de figurinhas e tal. Eu falei: “cara, eu vou usar do relacionamento”. Como eu falei, cara, eu vou começar… chegava lá como Positivo ainda, falei: “cara, o negócio é o seguinte: a gente tá com uma agência, a gente tá começando com uma proposta de valor que é essa, não sei o quê, não sei o quê, cara, deixa eu fazer um trabalho pequeno com vocês, que que você acha?”. “Não, mas como é que é essa tua agência, é uma…”. Eu agência, só você? “Não, não, tem cinco pessoas, eu e mais cinco pessoas”. Cara, não tinha nada, era eu e o Maurício, e não tinha nada. “Ah, tem cinco pessoas, tem time de criação, conteúdo”. Pô, legal, bacana, cara, deixa eu fazer um trabalhinho, um trabalho pequeno. Pegava o trabalho, conseguia um trabalho. E eu já fui na época, eu fui bem arrojado, a gente foi na GVT.

Caramba!

Foi adquirida pela Telefônica. E pô, a melhor internet do, do mundo, cara, e era fantástico, a internet deles era impecável. A GVT assim era uma baita de uma empresa. E ali no, principalmente em Curitiba, que era de Curitiba, né cara, era um baita de um negócio, cara. Eu falei… fui lá bater na porta, uma pastinha embaixo do braço, aquele sabe, old school, pastinha embaixo do braço. Ah, cara, conseguimos um, um projeto, uma campanha pequena. Cara, eu desenvolvendo a arte, trabalhando, e assim… e não abria a mão da Positivo, tava lá fazendo Positivo. E à noite, cara, 3, 4 da manhã, todos os dias trabalhando assim, entregando ali, montando portfóliozinho, batendo em outros conhecidos: “olha aqui ó, GVT, olha que legal, que bacana, vamos lá tal”. Cara, dito tudo isso, né, adiantando algumas verdades, eu não sei se foi sorte ou não, as coisas foram acontecendo, né? E acontecendo, acontecendo, chegou num ponto, mais ou menos ali 2016, mais ou menos 2017, chegou num ponto, falei: “cara, tá complicado, não tô dando conta”.

Então você, você tocou as duas empresas por anos, cara?

Anos, anos, não foi assim…

Caraca, mano! Foi anos.

E aí quando chegou em 2016, e nisso aí o Maurício já estava meio que focado, a gente alugou uma salinha de coworking, um quadradinho onde cabiam três mesas e, nossa senhora, ia apertado. E ele estava lá meio que tocando, meio que no dia a dia, né? Eu ainda não abria a mão da Positivo, que cara, tava numa posição interessante, tava bem no mercado tal. Acabei, acabei saindo no momento, falei: “cara, não dá mais”. Falei com meu diretor, expliquei a situação. Ele falou: “cara, mas não quero que você saia, você não vai sair, não, mas é importante, eu preciso”. E esse meu diretor, que hoje é um amigo meu pessoal, cara, ele falou assim: “cara, tá certo, você tem uma visão empreendedora, você cara, você está muito para além dessa posição aqui, e aqui não tem como você crescer, cara”. Então, cara, falei: “me ajuda a sair. Vamos, me ajuda a sair bem”. Não sair bem assim no sentido de grana, não é isso. Falei: “me dá as contas, me dá a conta da Positivo”. Daí ele olhou assim: “faz um cálculo para mim e gera um saving que a conta é tua”. Falei: “beleza, deixa comigo”.

Caraca, cara!

Montei tudo, já como eu tinha… toda a sabedoria, eu sabia tudo, né cara? Montei tudo, entendi, falei: “tiro essa pessoa, tiro essa”, já formei minha equipe lá, né cara? Conectei tudo, cara, gerei um saving para ele, fui lá apresentar: “tá aqui ó, teu saving”. Ele olhou assim: “cara, legal, vou levar pro presidente”. Vai falar, cara, deu uma semana, conseguimos aprovado, pum! Aí fiz todo o desligamento. E nisso…

Que legal, mano. É isso também é o mérito de de um histórico que você criou lá, né? Lógico. Não, se você não fosse o cara para eles confiarem, senão… Para você ver como é importante você trabalhar bem independente do que você faz.

É, e isso não só abriu portas… como eu falei, eu tinha um bom relacionamento porque eu tinha a Positivo Tecnologia, mas ter o Grupo Positivo, que ele é mais focado hoje na parte da educação, educação de forma geral, né? E na época tinha a Universidade Positivo, que hoje já foi comprada, enfim, mas na época era a Universidade Positivo. E nisso eu conheci o diretor lá também. Eu falei: “olha, saí e eu sei que você precisa desenvolver uma área aqui, não sei o quê, o que que você acha? Eu faço para você”. Trouxe a conta deles também. E aí começou a coisa a fomentar. Então, de lá para cá, foi muito a parte de relacionamento que foi trazendo muitas contas, né?

Sim.

E nisso, pra gente foi muito importante porque, cara, a gente começou a ganhar musculatura, começou a entender o mercado. Comecei a entrar no mundo empreendedor. No começo era uma zona: contabilidade, fluxo de caixa… Cara, assim, se eu olhar para trás e olhar hoje, falo: “Gente do céu, que loucura, que loucura, que loucura!”. E hoje eu entendo por que que, sei lá, 90% dos empresários quebram no primeiro ano, é isso, né? Porque muitas vezes ele tem o técnico, mas gerir e gerenciar um negócio nos 360, que a, que o empreendedorismo exige, é maluco. Tem um livro… tem um livro chamado O Mito do Empreendedor, que é… eu recomendo para todo mundo se, se já leu, mas é muito legal porque ele conta um pouco de como que as pessoas viram empreendedoras, né? Até cortando aqui pro Brasil, as pessoas viram empreendedoras por necessidade, ninguém é preparado para ser, né? Então, e acaba virando porque não tem alternativa no mercado. Vai, vai se deparar com administração, contabilidade, finanças… começa mal sabe, é mal sabe. Então vai… então esse livro do O Mito do Empreendedor é bem legal porque ele conta essa história, né, de ter o… o técnico, quando o técnico ele precisa do administrador e ele precisa do empreendedor, que é o visionário. Então esses são os três, os três perfis que você tem que trabalhar eles. Uma pessoa, né, é empreendedor, né, que é o visionário, é o técnico e o, e o administrador. Então esses três perfis você tem que trabalhar eles dentro de você para que você tenha, na verdade… Quando você normalmente é sozinho, cara, você tem que ser os três, o que é muito… Aí só que você já ter essa clareza de que você precisa desses três, você já sabe o que procurar, o que fazer e para onde ir, né? Porque no começo é você mesmo, não tem essa, né? Para ir trazendo esse, esse know-how para dentro. Porque é isso, o cara às vezes é técnico — é o que mais acontece com o empreendedor que se ferra —, aí o cara é exímio… não, mas aí quando vai empreender, o designer vira o dono da agência e aí ele não sabe administrar, ferrou, ou vai tudo embora.

Exato, é. Mas daí assim, contando um pouco dessa história, graças a Deus a coisa foi funcionando. Acho que muito trabalho, muita competência assim. Cara, uma coisa que os negócios me ensinaram assim é realmente que a gente, assim, para ter sucesso… bom, primeiro não vou ficar aqui: “a dedicação, cara, isso é o básico, isso é o básico”, tá? Mas uma coisa assim que, cara, para mim foi muito clara: renúncia. Eu tive que abrir mão de muitas coisas da minha vida, sabe? Ficar longe da minha esposa… vai, como eu falei, esse trabalho até as 3 da manhã, que foi durante quase 4 anos sem tirar um centavo da Clima porque eu precisava fazer a empresa crescer, não tinha condição de pagar nada, né? Então, ficar longe da minha esposa, abrir mão do sono, abrir mão de um monte de outras coisas, teus desejos, anseios. E, cara, você abre mão de um monte de coisa para um bem maior, e que não vem a curto prazo.

Exato, e que você nem tem certeza que vai dar bom.

Não sabe se vai dar certo, né? E muitas vezes muita gente chega no teu ouvido e fala assim: “cara, para com isso, vai procurar uma carteira CLT, você tá tão bem, por que que você foi sair?”. A segurança no Brasil ainda tem essa segurança, muito, muito, muito. E cara, você vai passando por cima disso, vai acreditando num sonho, às vezes se questiona: “[ __ ] merda, será que eu tô certo? Será que eu tô no caminho certo? Será que realmente eu não tenho que ir para lá ser…”. Não, mas você tem que acreditar, cara. Então assim, foi indo, foi indo. Resumindo, assim, hoje como nós estamos hoje: hoje nós estamos… temos uma holding, né? Hoje um dos maiores grupos de comunicação corporativa, né? Então uma holding focada em cultura corporativa.

Vocês são hoje um dos maiores?

Não, hoje somos um dos… em termos de… eu acredito fielmente que hoje nós somos os maiores em termos de holding, né? Que a maioria tem uma agência, outra… Nós temos essa holding, e dentro dessa holding a gente tem algumas empresas que focam especificamente o quê: uma na comunicação interna, no endomarketing; a outra mais na parte de cultura, employer branding, employee experience, assim, EVP, jornada do colaborador; outra que é uma parte de tecnologia que a gente tá desenvolvendo para conectar tudo. Mas tudo isso tem uma convergência em prol de promover uma cultura saudável e de alta performance para as organizações e pessoas, né? Então hoje, né, a gente foi lá de trás… adiantava a verdade, né? Tinha cinco pessoas, [ __ ]. Hoje a gente olha, a gente tem um time… a nossa matriz é em Curitiba, a gente tem sede em São Paulo, né? Então com quase mais de 100 pessoas no time.

Caramba, que legal!

Nesta caminhada, os maiores players de mercado hoje são nossos clientes, né? A gente tem Itaú, Volvo, Nike, Burger King, enfim, diversos outros grandes clientes. Então, olhar para essa, para essa trajetória que, óbvio, a gente tá falando aqui de maneira muito rápida, traz muito orgulho, né? Mas traz muito, muito aprendizado. E eu acho que o grande ponto que nos fez chegar nisso são alguns fatores: primeiro deles, cara, eu acho assim, humildade, sabe? A gente não chegou a lugar nenhum, a gente tá construindo e sempre estaremos construindo.

Talvez construindo aqui, construindo aqui, mas a gente tá construindo, é eterno, né? O aprendizado é eterno.

Eterno, total. Segundo ponto, cara, se envolva com pessoas boas e, se puder, melhores do que você. Esse é um ponto que para mim eu aprendi muito, né? Eu vejo assim: hoje eu me sinto muito grato à equipe que eu tenho hoje do lado, que sustenta, né, que tá do lado. Cara, muitos deles são muito melhores do que eu, muito melhores do que eu. O Rafa é um caso claro, né? O que ele faz é muito melhor do que eu, eu aprendo com o Rafa muito todos os dias, né? E eu tenho essa humildade de reconhecer e saber: cara, vamos construir junto e a gente cresce junto, né? Eu acho que não tem o segredo. Eu acho muito assim: é, cara, você tem um propósito, você tem um negócio, você tem um objetivo, chega nesse objetivo com pessoas do teu lado. Então acho que isso para mim, assim, é um grande aprendizado do negócio, sabe?

Então isso, querendo ou não, tem o pano de fundo do que você mais promove nos negócios, que é pessoas.

Pessoas, exato. O meu discurso não pode ser diferente, né? Se eu falo de cultura saudável… lógico, eu sou um cara, eu sou um gestor extremamente direto, focado, cara. E o objetivo é claro: às vezes, ou boa parte do tempo, eu tenho falas duras, diretas com o time. Acho que assim, nenhuma delas vai faltar com respeito, total, mas são diretos pro negócio, a gente não pode romantizar. Esse é um erro, muitas pessoas romantizam o negócio. Ah, na época das startups, que eram: “ah, bota lá um escorregador, bota um pufe, mesas…”.

Cultura Google, cara. A cultura do Google, quando ela ficou famosa, tipo, atrapalhou demais, cara. Porque deu uma deu uma visão…

Deu uma visão, cara, que o cara infelizmente… por exemplo, sei lá, tá na festa junina, o cara tá no… Já trazendo pro modelo remoto, por exemplo: o cara põe uma fogueirinha lá no, no Zoom da vida e fala que isso é EB, que isso é cultura. Cara, não tem nada a ver com isso. EB é marca empregadora, que aí é um ponto que dá para a gente falar bem, né? Eu, eu falo muito assim: que tem alguns estudos de consultorias americanas, eles fizeram alguns estudos cruzando com a bolsa de valores, e aí é o seguinte: nos últimos 70 anos, as empresas no total, né — tô olhando o todo, toda a bolsa de valores americana —, ela cresceu em torno de um pouquinho mais de 500% nesses últimos 70 anos. Mas se eles fazem um recorte de empresas que investiam em experiência do colaborador, cultura organizacional e endomarketing, essas empresas, fazendo um recorte também desses 70 anos, elas cresceram mais de 1.200%.

Caraca!

E as outras não?

E as outras não. Aí você pensa: coincidência? Caraca, no final são pessoas, no final, cara, você para para analisar, uma empresa ela não existe, exato. Ela é uma ilusão. O que que é uma empresa: é uma sala comercial que você vai lá e abre um CNPJ, que também tudo acaba sendo ilusão, são documentos que dizem: “pronto, agora você tem uma empresa”, né? E que você junta, no final, pessoas, que é a única realidade que existe, e fala: “pronto, agora a gente tem um objetivo em comum”. No final, o cara é um ativo de pessoas, um monte de mobília, com isso daí não é nada, é uma sala comercial. Exato, total. Não ir por um caminho de uma visão romantizada de cultura, de comunicação: “ah, a gente tá lá, o trabalhador feliz produz mais”, cara, não é bem isso. A gente tá olhando para resultado da empresa mesmo, resultado de crescimento. Elas cresceram… na verdade, eu falei 1.200%, mas foi mais até, porque o fator de diferença de uma para outra é de 3,6 vezes.

Caraca, bicho! Então assim, fazendo uma conta de padeiro aí, dá uns 1.600%, 1.700% nos últimos 70 anos quem investia… quem investe em cultura, em cultura organizacional. Então esse é um contexto em que a gente tá inserido, que a gente tá vivendo uma época né, aí fazendo uma análise de que comunicação era jogada para a esquina ali, né? Era jogada para o escanteio nas empresas, e aí agora virou, virou um foco. Só que aí pega exemplos de cultura como o Google: “ah, a pessoa tá, tá triste, vamos pôr uma piscina de bolinhas, vamos dar cerveja para a galera de sexta-feira”. Não é só isso, cultura é muito, muito mais do que isso. Eu sempre achei uma bobeira, de verdade.

Eu sempre achei uma bobeira porque, no final das contas, não é, não é isso que, que um colaborador precisa, cara. No final das contas, claro, eu acho que um ambiente saudável e tudo mais… e a gente já teve uma época lá que a gente colocou mesa de ping-pong no antigo escritório, que na hora do almoço o pessoal brincava, isso é uma coisa. E foi diminuindo, né? Depois eles vão… não jogam mais, jogam mais depois. No final, ninguém usa e virou só uma mesa, o pessoal começou a trabalhar e, no final das contas, cara, não, não, não traz, na minha opinião, nada de bom para o funcionário de fato. O funcionário quer chance de crescimento, o funcionário quer chance de, de fato, aquela, aquela empresa ser uma ponte de realização de sonhos na vida dele. É isso que o cara quer, cara. E agora, uma piscina de bolinhas… no final das contas, a sensação que eu tinha do Google fazendo isso, inclusive salas de cochilo e tudo mais, é: “bichão, não sai daqui, trabalha que nem louco aqui, já era”.

É sim, e são três fatores que fazem uma pessoa hoje escolher trabalhar ou não numa empresa, né? O primeiro deles é a cultura organizacional, é isso. Também estudos de, de consultorias, né, são dados, dados recentes. É que a gente tem lá na Clima, a gente olha muito para pesquisas de consultorias americanas, consultorias em geral, porque a gente precisa ter um contexto da nossa solução, né? E a gente tá olhando pro mercado pra gente acompanhar essas tendências aí de comportamento, tendência para onde as empresas estão olhando, o que que elas estão fazendo, né? Então a gente olha muito para isso para ter essa certeza de dados, né? Então hoje, o principal fator de decisão são três, na verdade: o primeiro é a cultura organizacional, né? O segundo é a liderança direta daquela pessoa. Ela vai estar avaliando: “quem é o meu líder? Com quem eu vou trabalhar? Qual que é o perfil dele?”. Porque existe a cultura, mas tem as culturas das áreas também, né? O Simon Sinek fala muito disso, de ter a cultura da empresa como se fosse uma árvore: existe a cultura que é o tronco, mas existem as pequenas culturas que são os ninhos que estão na, na, na árvore, né? E, obviamente, você vai estar nesses ninhos aí. São o quê: os setores e tudo mais?

São os setores, as lideranças e tudo mais, às vezes até filiais e tudo mais. Não tem como você… Exato, uma cultura… a cultura espinha dorsal de fato, né?

Exato. E aí esse é um fator extremamente determinante também, a liderança direta dessa pessoa, né? E, por fim, é o plano de carreira, cara. Os colaboradores, eles querem ter clareza para onde eles vão, não é a piscina de bolinhas que vai fazer a diferença. Eles têm que ter clareza, eles têm que entender o que a empresa espera deles e entender para onde a empresa vai. É isso, cara, não é a, não é a campanha do mês colorido que vai fazer diferença na vida dele. Ele precisa entender para onde ele vai, o que a empresa espera dele e para onde a empresa vai, simples. É isso que ele tem que fazer. E o papel da comunicação é levar essa clareza para ele. A comunicação ela conecta a cultura.

Pensando a cultura, vocês pegam nisso também? Sobre a conexão da comunicação com a empresa, plano de carreira, etc.?

Sim, sim, total. Porque a gente precisa falar até para quem compra nosso, nosso serviço, a gente precisa mostrar para esse profissional qual que é o papel dele lá dentro, qual que é o papel da área lá dentro. E, muitas vezes, esses profissionais não estão nem preparados para saber direito o papel deles, ou eles até sabem, mas a companhia não vê esse papel estratégico, né? Se for olhar, tipo, colocar um iceberg no mar ali, cara, o que que as pessoas vão ver? Ah, a comunicação interna faz o comunicado, manda o e-mail. Cara, tem muita coisa embaixo que ninguém vê, e o profissional se sente desvalorizado porque a área acaba sendo desvalorizada. Então eu entendo que o nosso papel aqui é mostrar para eles qual que é o caminho que têm que percorrer para que ele seja relevante lá dentro. Porque se a comunicação ela não sai de uma forma bem planejada e organizada, e tem um papel relevante dentro da organização, você vai fazer parte daquelas outras empresas que crescem três vezes menos, né? Então é basicamente nesse sentido que a gente busca dar clareza do contexto que a área de comunicação, de endomarketing, cultura tá dentro da organização.

E cara, hoje qual é a dor que vocês mais resolvem? Eu sei que é mais amplo, mas assim, as pessoas procuram vocês com qual dor, qual problema? Elas falam: “cara, eu preciso de uma empresa”, e aí vão atrás da Clima. Qual normalmente é a principal? É bem amplo, né, como você falou, né, Fê? É bem amplo, mas assim, o que que a gente olha muitas vezes: cara, muitas vezes a gente quer o quê… as empresas quando vêm, geralmente são grandes empresas, elas estão muito preocupadas no seu momento atual e que esse momento atual não projete elas em um crescimento sustentável. Então, lógico, isso é uma vertente, né, mas bem característico. E ele pensa: “como é que eu consigo chegar no meu objetivo específico?”. Porque hoje em dia é isso que o Rafa comentou muito, né: quem gera os resultados são pessoas. Sim. E as pessoas têm que saber por que gerar esse resultado, para que gerar esse resultado, como que eu me beneficio desse resultado. Então o processo começa a ficar tão intrínseco no ‘eu’ que começam a surgir várias dores. E a gente fala de empresas com 14.000 pessoas, 15.000 pessoas. A gente atendeu o Poupatempo, que era de São Paulo, um cliente nosso. 4.000 no telemarketing, né? Telemarketing, cliente nosso. Então a gente pega… 84.000! Como que vai estar… esses 84.000 vão estar alinhados com os seus objetivos?

Vocês, quando são contratados, se plugam com o RH também?

Também, isso também. Depende muito, é que cada empresa é uma organização complexa, cara. É um projeto gigantesco, cara, não é um negócio assim: “ah, vamos lá”. Mas muitas vezes, sabe, não é nem o projeto, muitas vezes eles nos contratam… por exemplo, tem clientes que estão conosco já há 10 anos. E assim, não é projeto, é uma continuidade, é um desenvolvimento e vai cada vez mais acompanhando o crescimento da empresa. Quanto maior, mais desafios tem. Exatamente. E a Clima tá preparada para atender empresas. Lógico, a gente tem o nosso ICP, a gente tem um direcionamento de clientes dos quais a gente atende, né? Não o nível de maturidade específico, mas tem a relevância que a gente quer colocar. E a maioria dos nossos clientes, a gente entra muito o quê? Nesse entendimento. Mas se conecta numa estratégia muito forte de negócio e resultado, que é… talvez esse seja um grande diferencial, porque a gente faz de uma forma tão primorosa, sabe, que a gente conhece o negócio do cliente às vezes melhor do que eles em vários aspectos. Então isso é muito bacana, a gente percebe que os nossos concorrentes hoje, eles fazem isso mas de maneira um pouco mais superficial ou às vezes estão naquela velha pegada de: “campanha, não sei o que”. Não, a gente não… para nós, a campanha é a ponta do iceberg que o Rafa comentou, é o que que é visto. Mas a estratégia que suporta tudo isso, a gente tem metodologias próprias para várias iniciativas que nós desenvolvemos e que é provado na prática que têm um grande resultado. Então isso nos dá uma musculatura e uma segurança de chegar aqui e falar para você ou para qualquer pessoa: cara, hoje acho que em termos de entrega de valor, sim, cara, a gente hoje é melhor.

Conta alguns cases aí pra gente, cases que vocês possam comentar o nome do cliente, mas também caso não possa, escondendo o nome do cliente, mas que seja legal.

Sim, dá para dar uma ideia legal. A gente tem vários clientes aqui que a gente pode comentar, mas tem um case específico de um grande cliente de varejo, a Centauro, tá? Que é um cliente nosso, a gente atende o grupo, né? Mas, especificamente para a Centauro, uma das principais datas que eles têm é a Black Friday, né, que se tornou… vende mais do que o Natal.

Caraca!

É a principal data de varejo, principal data de varejo, né? E dentro disso, o que que é? É uma semana, né? Um período muito curto, uma semana de guerra. E aí você imagina: processo de e-commerce bombando, plataforma voando, venda acontecendo por tudo que é lado, processo logístico extremamente complexo, estresse, meta, objetivo… Cara, eles tinham grandes problemas do quê: era uma tensão muito grande e sempre será, né? É um prazo curto para vendas altas, vai ter uma alta demanda. Dentro disso, eles tinham muitos problemas, o primeiro deles era o turnover. Você imagina, para uma empresa que precisa vender, bater meta nessa uma semana, perde 50% do head count específico para a Black Friday. Como é que performa? Como é que atinge o resultado se na semana o pessoal bugar e sair? Burnout, saem, é complicado. É, o tempo vai se aproximando da Black Friday, né? Não é uma aproximando e a galera vai espirrando, é porque eles vão saindo porque a pressão por venda fica lá, né? Então os vendedores, eles acabam… alguns acabam espanando, não é isso que eles querem porque eles precisam fazer turno a mais, precisam trabalhar de uma outra forma também. E é uma força de vendas muito forte nessa, nessa época do ano. Então vai se aproximando, eles vão começando, cara, vão embora, vão embora e deixam a Centauro na mão, né? Na verdade, o Grupo SBF, porque a última campanha que a gente fez foi pro grupo, né? Antes a gente fazia pela, para a Nike, para a Centauro de forma separada, agora a gente fez pro grupo todo também, a campanha do Grupo SBF, que isso é um problema que esses grupos precisam resolver também. Mas as pessoas não conhecem o nome dos grupos, né, tipo a Zamp, não conhecem que é o Burger King, que tem Popeyes, Starbucks, Subway, etc., né? Então a mesma coisa acontece com, com o Grupo SBF. Então é, é bem isso.

Quem que tá no Grupo SBF? Eu não conheço mesmo.

É a Nike, a Centauro, a FitDance também, aquela plataforma.

Caramba, que loucura! A Nike, a Nike Brasil tá nesse grupo?

É, aí dentro, dentro da Nike ali, na verdade, a empresa se chama Fisia, que é a distribuidora oficial da Nike no Brasil, mas são assim… a gente acaba falando Nike para ficar mais fácil pro entendimento, mas é o distribuidor da Nike no Brasil, não tem outro. Então a Fisia é a Nike no Brasil. Existe a Centauro, o maior varejista esportivo do, do Brasil também, aí tem o FitDance e tem mais uma outra empresa de que eu não, não vou me lembrar o nome. Tem a NWB, que é uma produtora, eh, que é a produtora do canal Desimpedidos, por exemplo.

Caramba!

É, então é um grupo que eles têm um ecossistema de esporte e eles têm essa missão de ser o maior ecossistema de esporte aí do Brasil, do mundo, etc. Aí é o que… E é uma fase extremamente relevante para eles de vendas. E aí a gente fala: cara, olha só, é comunicação interna, do marketing com vendas. O que que tem a ver uma coisa com a outra? No final, tem tudo a ver, tem tudo a ver porque a gente tá falando de um time.

E como que vocês fizeram essa campanha, cara?

Mas olha que legal, eu já já te passo esse ponto, mas olha que legal dentro dessa dor: então, olhando tudo isso, realmente como o Rafa falou, acontece em uma semana, mas existe um processo preparatório total, que são assim, quatro meses antes, né? Então o que que a gente… quais eram as principais dores: primeiro, turnover altíssimo, eles perdiam cerca de 50% do efetivo do time para poder… ou seja, não tem como atingir meta. Segundo ponto: vendedor de shopping que, naturalmente, essas funções iniciais assim, de base, têm um turnover ali altíssimo hoje em dia no Brasil. Essa galera de base assim é um turnover altíssimo, total. E aí assim, obviamente perdendo isso já gera um problema grande para tracionar venda, para poder gerar as metas e objetivos que muitas vezes são metas audaciosas, são metas que realmente fazem muito sentido para a empresa. Além disso, tem o quê para a gente chegar nisso? Para evitar, o que a gente tem que fazer: trabalhar com liderança. Então, dentro dessa campanha, o que a gente fez: primeiro, desses quatro meses, trabalha fortemente com liderança, conectando o propósito, o que eles vão falar, por que que eles vão falar, como que eles vão engajar as pessoas, como eles vão entender que aquilo é importante, como vai desenvolver o senso de pertencimento. Tudo bem, parece ser muito subjetivo, mas a gente traduz isso na prática, efetivamente, né? Como que vai acontecer isso, como que a gente promove esse engajamento, como a gente torna esse ambiente mais leve, mais produtivo, mais… né, mais fértil em termos de ideias e tudo mais. Então tudo a gente faz, desenvolve ritos, ações, desenvolvimento com a liderança, equipe, toda a parte de, aí de fato, de jornada daquela pessoa.

E vocês implementam isso junto? É de ponta a ponta?

Ponta a ponta, então vocês criam, apresentam…

A gente cria o estratégico e executa o tático, e muitas vezes até no, no presencial, no, né, na, no na na na loja, na na na empresa. Porque ali era, era um grande CD grande, né? Não era especialmente na loja, mas naquela estrutura a gente tem diversas ativações, né? Dentre elas, a gente fez, por exemplo: ah, cara, tinha cadeiras de massagem espalhadas, tinha um monte de coisas bacanas ali para poder tornar o ambiente um pouco mais leve, porque não tem como, ele é um ambiente pesado. E tinha um… aí pode parecer: “pô, o Felipe tá falando Google, né? Ah, cadeira de massagem e tal”. Cara, não é ter a piscina de bolinhas, ter… mas você tendo uma lógica para usar, conectar a tática na estratégia. Então, por que que a gente colocou cadeira de massagem? Cara, eles estão realmente estressados, estão trabalhando num contraturno, estão fazendo turnos maiores, etc. A gente precisa deixar eles… primeiro, levar clareza da, da comunicação: qual que é o papel deles? Por que que a empresa precisa deles, né? Eles também têm benefícios em cima disso, não é que os caras vão trabalhar e não vão ganhar nada em troca, né? São vendedores, são comissionados, etc., né? Tem uma série de coisas. Então assim, eles têm… a gente tem que preparar esse ambiente para eles performarem melhor porque tem uma meta para ser batida, né? Então a nossa meta não é vender, a nossa meta é não ter turnover.

Exato, é isso.

Porque se eu garanto um vendedor a mais, eu garanto mais venda, e foi isso que a gente fez, e o vendedor preparado. Então, por exemplo, a gente não pode trazer os números aqui, mas por exemplo, eh dentro da ação, o que que a gente fez: o turnover era em torno de 50%, terminou toda a nossa ação em cinco.

Caraca!

Cinco por cento de turnover! Incremento financeiro comparado ao ano anterior: 35%.

Puta que pariu! Então assim, é provado que, cara, funciona, né? Obviamente conectando as estratégias certas, entendendo isso. Não é uma receita de bolo, porque muitas empresas: “Ah, vou pegar isso aqui, vou rodar na minha”. Não, não funciona, a cultura é diferente, é individual. Tem diversos, tem diversos cases que dá para a gente comentar aqui. Inclusive, se for olhar, a gente… o Gui comentou, né? A gente tem 12 anos de, de existência, mas a gente resolveu se inscrever em premiações há dois anos aí só, né? A gente sempre foi muito low profile, né, muito de fazer, fazer, fazer e falar pouco. Não fala que a gente… você não sabe se vender, né? E aí, aprendendo agora, é… E aí a gente começou a se inscrever em premiações, cara, em dois anos nós somos a agência mais premiada do Brasil! Nós ganhamos o prêmio da agência mais criativa do Brasil, um prêmio internacional, o prêmio Lusófonos, né, reconhecido internacionalmente. Diversos cases foram premiados, nosso diretor de criação foi receber os prêmios em Portugal. Nós somos eleitos a Agência do Ano de 2024 no prêmio Empresas que Melhor se Comunicam com os Colaboradores, ou seja, um prêmio que olha para a agência, a qualidade do trabalho da agência. E aí a gente brinca também que, na verdade, a gente foi bicampeão nesse prêmio aí, porque a Volvo foi eleita a marca destaque.

A Volvo do Brasil?

Do Brasil, foi a marca destaque do prêmio Empresas que Melhores se Comunicam com os Colaboradores, e é um nosso cliente há 7 anos. Então todas as ações que foram feitas para a Volvo também foram levadas em consideração. Então a gente fala, brinca disso, né? Então assim, cara, diversos cases foram premiados. Se for falar de cases, tinha que gravar um outro, um outro episódio, mas assim, tem muitas formas, a comunicação ela entra em várias áreas, ela resolve vários problemas: fazer a comunicação chegar até o público operacional da ponta, o público de loja, fábrica, telemarketing… essa galera, vendedores externos, eles precisam entender em que companhia eles trabalham, e esse é um dos principais desafios para as áreas de comunicação, né? Liderança comunicadora é outro problema.

Falando de empresas gigantescas… eu falo olhando do ponto de vista do empreendedorismo, de empreendedores com empresas de 30, 40, 50 funcionários já têm uma dificuldade gigantesca, imagina uma empresa que parte de mil. Porque o cara começa sozinho, ele não aprendeu a ser empreendedor…

É, ele vai na raça.

Quando você tá com 12, 15 funcionários ainda, você consegue, de certa forma, todos estão conectados com você, a sua cultura ainda é a que garante a galera lá, porque, querendo ou não, tá todo mundo conectado com o dono. Começou para 20, 25, já era, já começa a perder o controle, imagina a gente tá falando de 25 para mil, né?

Não, e eu tive um período da empresa lá em que a gente teve 135 funcionários. O nome das pessoas… eu não lembrava o nome das pessoas, você não sabe quem trabalha para você, porque as decisões já não faz… as decisões de contratação não são mais suas. Exato, tem um time que faz tudo isso. Exato, por mais que você possa até aprovar orçamentos e tudo mais, as decisões de quem vai ser contratado você nem sabe. Do nada, você tá vendo uma pessoa do seu lado que é uma funcionária sua. Então, cara, você perde total. Isso assim, eu tive a percepção de perder o controle real. Claro que se você cresce bem devagarzinho, talvez você até consegue ir tendo essa, essa visão, mas quando a gente cresceu, de certa forma rápido — porque esse foi um tiro no pé, inclusive, que a gente perdeu cultura completamente —, mas não tem… isso acontece com grandes empresas, crescimento muito rápido, pujante. Cara, a gente… como você coloca esse pessoal dentro da cultura já pré-estabelecida? Cara, foda. A gente acabou pegando… por trabalhar com construção civil, a gente pegou obras grandes. Ah, precisa contratar, vamos contratar, tinha dinheiro, né? Porque as obras iam… eram boas, com boas lucratividades. Cara, crescemos o time de 60, a gente estava com 70 funcionários, fomos para 135. Dobrou assim, coisa de… em qual período?

Quatro meses.

Imagine, loucura total, cara! Perdeu a mão, perdeu a mão.

O RH deve ter ficado feliz, né?

Perder a mão literalmente. Inclusive, aí, aí começa assim: perdemos a mão de cultura, perdemos a mão de disciplina da equipe em várias coisas, perdemos a mão de qualidade de operação, processos de entrega, perder a mão de tudo, cara. E aí veio pro financeiro a clareza, né, de informação, e aí começou a, cara, aí começou a afetar isso: entrega de obra, qualidade, fluxo de caixa… Cara, foi um problema que foi difícil segurar. Isso foi em 2021, 2022. Nós estamos em 2026 agora e a gente tem cicatrizes até hoje dessa época. Para você ver, né, como a dor, ela se constrói rápido, e para arrumar é… destruir isso de volta ou reconstruir é muito difícil, cara. A gente tá falando de quase 4 anos, quase 4 anos. Não tem como explicar o preço que foi isso. Se desse para voltar atrás… Nossa! Mas também isso foi um aprendizado surreal, o quanto que isso amadureceu, né? Nossa, me amadureceu como empreendedor, nos amadureceu como empresa. Eu tenho hoje, eh, pontos cegos que antes eram… hoje são muito claros na minha na minha vida assim, sobre pessoas, sobre crescimento. Antes eu sempre tive um sonho de ser uma empresa grande, hoje nem, nem perto disso eu quero. Não quer dizer que eu não queira ser grande, mas eu não quero sonhar com isso. O sonho tem que ser a eficiência da empresa, o resultado da empresa. Se necessário for grande, OK, a gente vai crescendo. Mas sabe o sonho, o ego do empreendedor de: “cara, eu quero ter bastante gente”? Sempre tive essa vontade. E sucesso pelo número de colaboradores. Quando tive, cara, posso falar que é tenso, não é fácil, né?

E isso é legal, né? Porque acho que você falou no ego, cara. Para mim isso é muito determinante pro sucesso ou pro fracasso, né? Se você quer… acho que assim, tem que ter ambição, ter um ego, cara… Acho que é importante isso, acho que é a gasolina que nos motiva todos os dias, né? Mas ter um ego inflado do qual você quer mostrar algo que você ainda não é ou que você… “ah, eu sou isso, eu faço”, eu acho que é o primeiro passo pro fracasso.

Eu também acho.

Sabe, eu acho que assim, você tem que ter orgulho do que você construiu, você tem que, né, buscar mais, porque senão você não é um empreendedor, você vai querer mais, acho que essa ambição de crescer, mas também não é crescer a qualquer preço. E não é o cara… o ego muitas vezes derruba o empreendedor, te deixa cego para poder olhar novos negócios. A maioria dos empreendedores estão fadados ao fracasso por ego. Porque alguns empreendedores chegam em mim, cara, a solução é tão simples, ele tá com um problema grande e aí eu… ele me apresenta o problema, eu olho e falo: “faz isso, isso, isso”. “Ah, não, mas isso não…”. Então, no final das contas, ele quer, ele quer resolver um problema sem afetar coisas que ele já conquistou, sem afetar coisas que, se ele fizer, não vai ficar tão bom para a imagem dele, o que no final, cara, quer dizer nada, sabe? Muitos empreendedores quando começam… aconteceu isso comigo, eu gosto de falar porque a, o mote aqui do Além do CNPJ é empreendedorismo vida real. Pensa que a gente tem duas empresas lá, uma delas, cara, funciona, é um case de processo, cultura e eficiência, cara, a empresa funciona super bem. E a outra empresa foi essa que a gente cresceu muito rápido e perdemos a cultura. Cara, um dia fazendo, conversando com um amigo meu, ele falou assim: “cara, como que você construiu todos os seus negócios e tudo que você fez e teve sucesso, como que você construiu?”. Aí eu: “pô, eu fazendo” e tudo mais. Ele falou: “então volta para a operação e vai lá fazer, cara”. E eu falava: “pô, mas eu estou com 100 e poucos funcionários, quando eu tinha um problema que eu achava que era muito delicado, eu chamava o gerente de RH; quando eu estava com outro problema mais operacional, eu chamava o gerente operacional”. Então os problemas eu tinha a quem colocar para resolver. E, cara, isso aí estava só aumentando a bola de neve. Quando eu falei assim: “cara, eu construí…”. Quando eu entendi e tirei o ego de: “cara, eu vou ter que voltar para a fábrica, eu vou voltar lá para gerenciar, eu vou começar a conversar com o engenheiro da obra quando der problema”, porque os problemas eram nunca meus, eram nunca eram meus, eram sempre dos outros porque eu tinha gente para isso, e comecei a assumir, assumir mesmo, com o cara do meu lado lá, tudo mais, cara, a empresa começou a… sabe? É voltar para a operação, meu amigo, o ego. Exatamente isso é muito legal. E eu escuto hoje na empresa muito assim: “pô, olha, você não precisa estar aqui nesse, nesse aspecto, você não precisa estar nesse, nesse nível de profundidade, é ou não é?”. Escuto, mas eu falo assim, não é… eu falo assim: não é que eu tenha que estar ou não tenha, eu tenho que estar onde a empresa precisa, é isso. Independente se é operacional ou não, né? Lógico, a gente tem uma equipe muito boa, muito capaz, eu falei, pessoas melhores do que você muitas estão ali nessa frente. Mas você como dono, você como empreendedor, você sabe onde, qual parafuso apertar.

Total.

E cara, castelo de Versalhes para empreendedor é fracasso na certa, sabe? De construir um lugar lá, sua sala ficou lá em cima, você perdeu a moral, a conexão com a operação. Por mais que você não esteja nela, mas você não pode perder a conexão com a operação, e se envolver em problemas que você escolhe se envolver só para sentir como que tá o clima, isso aí. E isso é bacana, tipo assim, eu vou lá de um problema, cara, problema com cliente ou alguma coisa assim, eu vou lá, entendo, discuto: “espera aí, por que aconteceu?”. E eu começo o quê? A cavoucar até chegar numa causa raiz, que muitas vezes a causa raiz é nossa, é falta de um processo ou falta de comunicação nossa mesmo. Isso é muito comum, né? Então eu vou até o final. Lógico, não dá para entrar em todos os problemas, não tá… É como você falou, às vezes tá um ou dois ali, mas vai a fundo, vai discutindo, vai desdobrando: “pô, mas eu vou ter que levantar, vou ter que sair da minha…”. Cara, é isso, a empresa é sua, você é o maior responsável desse sucesso, dessa, dessa companhia. Eu, nas minhas indicações de livros, né, um que é também acho que é obrigação para todo empreendedor ler, é O Ego é Seu Inimigo. Esse livro é, é, é muito bom a forma como, enfim, que toda a história é construída, porque realmente eu também acredito que o ego, ele derruba tudo, cara, um cara em geral. E assim, não é um ego, nem… por exemplo, o meu mesmo, o ego que me fez tropeçar, não foi um ego de: “ah, eu não preciso mais disso” e coisa do tipo, é um ego de: “eu sempre sonhei em ter uma empresa estruturada”, então quando eu tenho uma empresa estruturada, como eu vim do mundo corporativo, então era assim: pô, quem resolve são as áreas. E eu achava que empreender era isso, sabe? Pô, a partir do momento que você tem as pessoas, resolvem as áreas. Só que outra coisa que eu percebi também é que, dependendo de como você trabalha essa, essa estratégia, o tático e o operacional, o próprio tático — que é o que está falhando e gerando problemas de cultura —, ele te esconde dos problemas.

Uhum.

Porque ele não vai te trazer os problemas de maneira muito em aberto, ele vai expor a ineficiência dele próprio. Sim, o seu líder que vai lá, se ele for muito aberto com você falando: “cara, a gente tá com problema disso, disso e disso”, no final ele vai expor para mim que ele não tá conseguindo resolver aquilo. Então, muitas vezes, quando você se afasta um pouco da operação, você acaba sendo blindado da realidade pelo seu próprio tático. E eu falei: cara, isso aí foi muito, foi uma baita escola para mim. E aí hoje em dia, cara, a gente tá começando aí… tivemos uma, uma redução de equipe gigante e estamos reconstruindo agora do jeito certo, mas de forma orgânica, ordenada.

Orgânica, sólida.

Então esse é outro, outra coisa que a gente, que a gente aprendeu com tudo isso aí. E cara, falando hoje dos problemas de hoje, eu acho que é uma coisa de que todo mundo reclama: a dificuldade de contratar e a dificuldade de as pessoas entenderem ou identificarem propósito nos negócios. E, principalmente, o pessoal tem reclamado muito da Geração Z, e eu sou um dos caras que reclamo muito da Geração Z falando de cultura e tudo mais. Então vamos dividir isso nessa, nessa última fase do podcast, que a gente já tá no finalzinho já, praticamente terminou o tempo, ó como passa rápido.

Rápido.

A conversa vai, mas assim, como que tá a dificuldade de contratar? É realmente uma dificuldade ou simplesmente o cenário mudou e todo mundo tá apegado ao cenário anterior? Dá um overview assim sobre recrutamento.

Cara, é um problema real, sim, é um problema real. Eu acho que, eu acho que as empresas elas tentaram se adaptar a uma coisa que elas não são, e elas próprias geraram um problema para si mesmas. A Geração Z, eu concordo contigo, é um desafio muito grande, né? A gente até leu uma matéria na Forbes falando muito assim: “miraram no sucesso, acertaram no burnout”, né? E isso é muito claro. E o que que é o burnout, né? Por que que eles… acerta essas pessoas, a Geração Z principalmente, que hoje, se for ver, é boa parte do mercado de trabalho, a força de trabalho é a Geração Z, e que vai aumentar mais daqui a pouquinho. O trem tá a caminho de aumentar.

Exato, eles estão… que primeiro, assim, aquela musculatura, aquele processo de resiliência que, que a gente tinha antigamente, não tem mais. Ou seja, o propósito de estar numa empresa… você vê que esses caras ficam no máximo um ano. Por quê? Porque não veem propósito na empresa, porque eles não querem se conectar naquela empresa. Tem a ansiedade também de querer resultados muito rápidos, caro, rápido, né? Tem pessoas na… lá na Clima, em três meses chamou o gestor, falou: “pô, mas eu tô há três meses aqui, eu não ganhei um aumento”. E assim: “pô, eu fiz uma entrega boa, eu não vou ganhar um aumento?”. Nossa, é um pouco assim, eu acho essa ansiedade, eu acho que tudo isso gera grandes problemas. Tanto é que, se você for ver, muitas empresas estão se posicionando em relação ao quê: “não contratamos Geração Z” ou estão substituindo o processo por IA para substituir a Geração Z. Isso é realidade, isso tá acontecendo agora, né? Então esse é um processo que nos assusta um pouco porque assim, quem tem que se adaptar? Será que as empresas de fato, elas estão preparadas para receber isso, ou será que a Geração Z precisa mudar um pouco, né, virar a chavinha para algumas coisas? Porque a água vai bater na bunda deles, vai bater, vai bater na bunda. Muitos estão morando com papai e mamãe, o que eu entendo, e aí é um grande problema, mas que daqui a pouco, daqui a pouco esses pais estão… cara, pega uma idade, o pai da Geração Z tá com o quê, 50, 60 anos, então daqui a uns 20 anos, tchau, assim na média. Sim, sim. E aí, o que que vai acontecer com essa galera? Mas a dificuldade muito vem de casa também, eu acho, sabe? Essa superproteção. Eu falo porque eu sou pai, tenho uma filha linda, maravilhosa, a Beatriz, de oito anos. Meu amor, cara, eu sou muito firme com ela nas coisas, eu deixo claro para ela que, cara, a vida não é tão… não é tudo o que a gente quer, você vai se frustrar, isso. E você precisa entender: chora, fica triste, fica, mas você vai se frustrar, é o aprendizado. Então eu acho que muito nessa geração, os pais protegeram muito ou protegem muito, passam a mão na cabeça. Tanto que quando ouvem um não do gestor, ou uma fala mais firme, cara, é burnout, ou saem da empresa, ou é gestão tóxica. Eu não tô aqui generalizando, acho que existe sim esse processo, a gente tem que cuidar muito, a gente trabalha com esse processo, né, com as empresas, mas eu acho onde é uma linha tênue: onde que é de fato tóxico ou onde de fato você tá cobrando resultado? É isso, né?

Cobrar resultado passou a ser tóxico.

Exatamente. Eu faço uma analogia muito simples, né, tipo a geração dos baby boomers, né, foram os caras da pós-Segunda Guerra Mundial e tudo mais, cara, eles tiveram uma vida muito sofrida, né? Meu pai foi despejado mais de 10 vezes.

Caraca!

Por não ter dinheiro para pagar, foi despejado pela própria família também, estava alugando uma casa lá para ele, para minha avó e tal, eles despejaram porque não conseguiam pagar. Então assim, eles começaram a trabalhar muito cedo, a realidade era outra.

Sim.

E aí a minha geração já é uma geração também mais privilegiada, porque… quantos anos eu tenho? 29.

29, é a mesma idade que eu, mais ou menos. 35, vai, é a mesma…

É aí os pais também falaram: “cara, eu não vou dar pro meu filho a vida que eu tive, eu quero melhorar”. Então a gente já teve umas regalias, já teve uma vida mais confortável.

Estudo, foco em estudo.

Foco em estudo, tal. Então assim, a gente já começa a ter uma vida um pouco mais confortável, né? Claro, também estou falando de uma bolha. Mas existe também… agora a minha geração já são pais também. Sim, e cada vez vai piorando isso no sentido de proteção, que é o que o Al estava falando, esse excesso de proteção. Mas eu acho que as empresas têm que olhar alguns caminhos aqui, né? A gente tem que olhar as virtudes também, não é simplesmente falar: “essa geração não funciona, a gente não vai contratar e ponto final”. Eu acho que é ter um meio do caminho e acho que a geração também precisa entender. Porque ela é uma geração privilegiada, cara. Eles já têm tudo com 17 anos, 18 anos, não passam necessidade, então eles não estão olhando para a empresa com base no salário, que é o que você falou. A geração que foi a millennial, que mirou no sucesso, acertou no burnout, que tipo: “cara, vou entregar resultado, vou trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar e vou ser recompensado por isso”, né? A Geração Z, ela não olha para o dinheiro agora porque, cara, ele não passa fome, ele não precisa disso. Então ele tá na empresa…

Não precisa de carreira.

É, ele tá olhando para outra coisa. Mas eu acho que vai chegar um momento em que, cara, essa geração, ela vai levar umas pancadas, ela vai sofrer. O aprendizado, essa curva de aprendizado vai ser mais longa, sabe? Porque eles vão ter que sair de várias empresas, vai rodar. Cara, você vê profissional de tipo a minha idade, de 29 anos, e o cara tipo quer um reconhecimento rápido, que os adultos hoje ainda, eles estão pré-adolescentes, eu comparo a maturidade para a vida de crianças de 15 anos. Sabe aquela criança de 15 anos que tá aprendendo a lidar com a frustração, sonhando com a vida adulta, só que eu estou vendo um cara de 25 fazendo isso.

Sim, cara, tem um caso… minha namorada é nutricionista, aí ela contou um caso, cara, que teve uma mulher que foi fazer um exame lá, foi tomar uma injeção, cara, e aí tinha um cara mais velho do lado dela, tal. Ela foi tomar uma injeção e aí a pessoa falou: “o seu pai vai junto?” e tal. Ela falou: “não, ele é meu marido… vai junto?”, falou: “não, ele é meu pai”. Tipo, cara, ela tinha 30 anos e ela levou o pai para tomar injeção, foi lá, tipo, levou injeção mesmo na frente do pai, cara. E uma coisa que tá acontecendo também é muito o que você tá falando dessa imaturidade aí, né, longeva, né? Sim, e as pessoas estão levando os pais, cara, para entrevista de trabalho. Acontece muito lá na empresa, tipo: “cara, mas levar pai para entrevista?”. Não era nem tão grave porque até então, às vezes eles estão… eles saíram juntos, na minha concepção, tá? Ele falou: “não, vamos lá”, só que, cara, tem gente pedindo para o pai entrar na entrevista! É, então é isso, é isso que eu quis dizer. Tipo, cara, eu… “pode ir junto, vai… não, espera aí, não”. Mas você concorda comigo, daí assim, a empresa ela tem que também ter um limite, mas essa pessoa já… essa pessoa nem passa na entrevista. Cara, é exatamente! Como assim entrar na entrevista? A gente já teve pessoas pedindo para que o pai vá. E assim, é o que eu questiono, é o que eu questiono é isso: o pai, ele não, ele não tipo: “filho, você tem que ir”, ele não… O problema é o pai. Lembro, eu lembro, eu lembro que essa entrevista aí eu fui fazer e aí eu falei: “vamos lá, tudo bem? Oi, tudo bem? Tudo bem?”. Aí não sabia, não tinha entendido direito. “Ah, minha mãe tava comigo, tudo bem”. Falei: “vamos lá”, e chamei a menina para ir para a sala. A mãe foi junto, aí ela perguntou assim: “minha mãe pode ir junto?”. Eu falei: “para a entrevista?”. Aí ela: “é”. Eu falei: “não, prefiro fazer só com você”. Ela: “não, mas deixa eu ir, eu não vou atrapalhar”. A mãe falou que não ia atrapalhar e quis insistir.

Filho mimado.

É, “eu preciso fazer a entrevista só com ela, tal, tal, tal, pra gente ter essa comunicação tranquila”. E aí, cara, a mãe não gostou e lógico que a gente não contratou. Mas, mas eu acredito assim, finalmente, que tudo é um ciclo, né? Eu acho que, se eu for olhar pro histórico, a vida, ela vai dar um jeito de, de modelar a realidade, as coisas vão se encaixando. Porque você imagina se a gente tivesse essa filosofia da Geração Z, que daqui a, sei lá, 15 anos, 20 anos, esses caras, a princípio, deveriam estar o quê? Nas posições de liderança das empresas, ou assumindo empresas, ou enfim. E se tiver essa mentalidade de que: “eu não estou construindo nada até chegar lá”, como que as empresas vão ficar daqui a 15, 20, 30 anos? Talvez quem que vai empreender, quem que vai liderar as empresas? É isso, é, é um pouco assustador. Por isso que eu acredito muito que o meio, ele vai organizando as coisas e a gente vai aprendendo, talvez da forma mais difícil, né? Mas a gente vai organizando e a coisa vai… Igual, por exemplo, eu, eu sou pai, olho para a minha filha, eu já olho o que tá acontecendo aqui, eu falo: “não, espera aí, tá errado”. Eu tento já moldar um pouquinho diferente alguma coisa, e eu não sou o único, eu vejo vários amigos meus, todos com a mesma visão, né? “Pô, vamos lá, vamos moldar porque, espera aí, a gente tá se perdendo um pouco aqui”, e a gente vai meio calibrando. Então se torna cíclico, né? Eu acho que muita coisa a gente aprendeu, muita coisa tá certa, a gente não pode ter um retrocesso, mas eu acho que a gente também não pode romantizar as coisas, né?

E cara, é difícil. Eu tô com a minha bebezinha para fazer um ano de idade e eu sempre falei assim: “cara, quando eu tiver meu filho, eu vou ser duro com ele”, só que é difícil ser duro também, cara! Então dá para entender também essa geração que… dos pais que estragaram, porque a gente apanhava muito, você vê, por essa galera, né? Os pais tiveram uma, uma criação sem amor, sem afeto — amor sim, mas sem afeto, né? Que é uma coisa importante. E aí sentiu falta, falou: “não, não vou errar assim com meu filho”, acabou errando a mais. É o, é o efeito, é o efeito pêndulo, estava muito para cá, eles corrigiram, mas pela própria gravidade ele acabou indo pro outro lado. Então eu acho que o, o caminho é o, o equilíbrio, mas é muito difícil você ser duro com criança mesmo, principalmente… putz, a minha pequenininha, eu brigo com ela, cara, ela olha para mim, dá uma risadinha, dá vontade de… você amolece na hora.

Mas o coração amolece, mas você tem que manter lá a posição porque, cara, senão você constrói uma bomba-relógio.

Mas eu confesso que quando às vezes sou firme, tudo, por exemplo, nunca, nunca bati no meu filho e acho que a agressão não faz sentido, mas falar firme, né? Quando eu falo firme, ela olha para mim com uma carinha assim às vezes, fica… aí eu canto, olho para minha esposa, minha esposa já tá com o coração, cara, estourando, eu ali assim, me segurando, não… O coração derrete. Olha como é dolorido, cara, e eu falei: “eu tenho que ser firme, tenho que ser firme, tenho que ser firme”. Vou lá, mostro, isso é amor, e eu tô assim por dentro, cara, eu tô me destruindo, mas eu sei que é bom para ela, talvez hoje ela não entenda…

Você fazer o que você tem que… o que tem que ser feito, cara, isso é, isso é a verdadeira… Porque assim, quando o pai não consegue fazer o que tem que ser feito pelo filho, é mais um problema do pai do que do filho, cara. É o pai que tá deixando de amar de verdade, porque, no final das contas, ele tá querendo… bosta, foda-se, cara. Quantas pessoas que não, que não… uma pessoa mole e, no final das contas, cara, é aquele negócio, vai apanhar da vida porque a vida não amolece, cara, a vida não amolece, tá? Geração Z, cara, infelizmente, eh eu eu sinto isso também. Por outro lado, só para a gente já concluir o raciocínio e já entrar na parte final aí, por outro lado, a gente tem alguns, algumas pessoas da Geração Z que já são mais espertas, sabe? São as, as… os pontos fora da curva, que quando chegam lá, cara, voam. Voam, né? Sim. Você fala: “cara, é a virtude”. Quando, quando, quando teve uma boa criação e você percebe, cara, que no final das contas a criação entrou… Uma estagiária lá tá com a gente há um mês, a menina é, meu, ligeiríssima, ligeiríssima. Você dá atividades e de tecnologia para ela, a gente começou a pedir para ela… ela é do ADM, pedir para ela começar a trazer um pouco de inteligência artificial, cara, não precisou nem instruir muito, ela já começou a… sabe? Ela começou a cruzar as coisas, coisa que se fosse um funcionário mais antigo teria muita dificuldade para fazer. E assim, a menina produtiva demais, usa tudo, ela usa inteligência artificial e tal, você fala: “cara, é surreal”. E aí, quando você vai ver, quando eu conversei, estava conversando com uma mãe muito chata, sabe? Quando eu falo mãe chata, rigorosa, tal, tal, tal, pai presente. Então você vê assim, ó: a família molda. Molda total. Molda completamente, sabe? E assim, e as virtudes de ser uma pessoa que cresceu com a inteligência, com a inteligência artificial, com a tecnologia… Cara, essa galera tem uma, uma velocidade de raciocínio… eu me sinto até um tiozão falando isso, mas cara, é verdade, cara.

Mas você imagina com esse potencial todo, com o ferramental todo que ela tem na mão, souber conectar as coisas certo e ter vontade… Cara, essa menina, essa menina se ela continuar assim, sem brincadeira — ainda mais com a competição que ela tem, que é baixíssima por causa dos problemas da Geração Z —, essa menina tá com 18, 17, 18 anos, sei lá, acho que 18, com a minha idade já era. Quando ela tiver… quando ela tiver 30 anos, a menina vai estar voando, cara, voando mesmo. Então, cara, gente, obrigado pelo papo. Não terminou ainda, que eu quero agradecer aos patrocinadores, mas, cara, já até estouramos o tempo, mas foi bom, foi bom, foi bom, valeu, obrigado, foi bom, foi, foi bom. Deixa só agradecer aos patrocinadores, já volto com vocês aqui.

Mas turma, todo esse audiovisual de qualidade é graças aos patrocinadores, as empresas que acreditam no projeto do podcast, investem para que tudo isso seja disponibilizado aí de maneira gratuita na internet. Então quero começar agradecendo o nosso patrocinador master, SMB Store, do meu parceiro Alonso. Desde 2018 a SMB Store tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, vendas e financeiro, tudo isso com um sistema acessível e fácil de usar. Agência RPL, do meu parceiro Rodrigo Álvares. A RPL oferece a solução completa de marketing digital para negócios, cuidando das empresas com olhos de dono, desde a criação de sites, gestão de anúncios, planejamento estratégico, social media e SEO. Polux: sabia que existe oportunidade de desembolsar menos com impostos através de um planejamento tributário? Eles são especialistas em gestão de tributos e de crise. Semic Displays: tá precisando vender mais? Então seu negócio precisa de soluções criativas para PDVs, balcões, bandejas, displays e muito mais. WJR Consulting: aumente seus lucros, seja aumentando receita ou reduzindo despesas, gestão financeira descomplicada para empresários. Inspira Capital: operação e gestão financeira por assinatura, o braço direito do empreendedor. BPO financeiro não é mais futuro, é presente. Cross Host, nosso primeiro podcast nessa estrutura dos caras aqui. Quer dar voz ao seu negócio e alcançar mais empresas? A Cross Host é especialista em produção audiovisual e soluções em internet, criando podcasts, eventos e transmissão ao vivo com qualidade excepcional. Max Service Contabilidade, que tem como missão a parte consultiva ao empreendedor, estando sempre próximo da gestão da empresa. Com ecossistema completo, oferece atendimento desde o Simples Nacional até o Lucro Real, inclusive eles têm o Lucro Real como especialidade. E, por fim, o patrocinador presente aqui com a gente, Deisses Burguese Advogados: você tá com dificuldade de pagar os seus impostos ou você tomou alguma autuação tributária que tá colocando em risco a sobrevivência do seu negócio? Chama a turma da Deisses Burguese Advogados, eles são um escritório jurídico especializado em direito empresarial, mas principalmente o tributário, que os caras são muito bons. Inclusive são os nossos advogados lá da empresa. Estamos juntos a todos vocês. Se você que tá assistindo esse podcast tá com alguma dor, possivelmente alguma dessas dores que você tem aí são resolvidas por uma dessas empresas. São empresas que eu conheço, a empresa, os donos, né? Todo mundo que quer investir no nosso podcast, querendo ou não, eu tenho uma corresponsabilidade na indicação, então me aprofundo para saber se é um negócio bacana. E eles resolvem dores reais, então não são só empresas que têm um bom serviço, mas que oferecem soluções para dores reais do empreendedorismo aí. Então, com certeza absoluta, algum dos problemas que você tá enfrentando, os caras podem resolver. Tamo junto, obrigado a todos vocês aí que acreditam no podcast, vamos para cima.

Turminha, para a gente finalizar, essa pegada “woke”, a gente percebeu que tá caindo, né? Desde ter absorvente em banheiro masculino, né, até linguagem neutra no RH, e a gente viu que isso foi um movimento muito grande, CEOs caindo na panela do woke, não podendo nem se posicionar contra isso. E, no final das contas, da mesma forma que o ESG lá na Europa acabou colocando eles numa panela de pressão porque abandonaram um monte de emissão de energia, criação de energia do jeito certo, né, do jeito sustentável, mas que no final das contas não era produtivo, e hoje em dia estão comprando gás e energia suja da Rússia. Tem acontecido isso também. E aí as empresas hoje começaram, acho que um pouco puxado pelo Trump, a começar a desligar essas, essas agendas, e no Brasil também isso aconteceu igual. O que que vocês dizem da agenda woke nos ambientes corporativos assim, uma vez que vocês estão com essa com essa cara, com essa visão total em grandes companhias e tudo mais? Dá um overview pra gente.

É, eu vejo que tem algumas empresas que estão se posicionando de uma forma muito clara, e a gente acompanha, né? Não tem nada a ver com a Clima isso daí, mas mais o movimento de mercado mesmo que a gente acompanha. Tem empresas que estão desligando a área de diversidade, estão, por exemplo… a Toyota divulgou que não vai abrir vaga mais afirmativa, entre outras empresas aí, eh, se não me engano, que a Rolls-Royce falou, enfim, a Boeing, essas grandes. A gente entende que é um movimento muito partindo de empresas de fora, né? Até porque é natural isso daí, então elas vêm se posicionando assim porque não é que elas não queiram mais: “ah, se você faz parte de uma causa ou, enfim, tá tá dentro desse contexto, a gente não quer olhar mais para você”, não é isso. É que eu entendo, aí a minha opinião, que criar vários polos e vários grupos fica como se fosse assim: “cara, se você não é desse grupo, você está errado”, né? E aí começa a ter um mundo tão polarizado e de tanta briga que às vezes acaba até perdendo o sentido, né? Então eu vejo que é uma tentativa dessas empresas de falar: “cara, eu não vou olhar para os seus aspectos pessoais”, né? E até porque falam, né, não… e eu acredito nisso, não é escolha de ninguém isso daí, né, e simplesmente é, é um fator que ninguém escolhe. Mas, cara, é um ponto em que as empresas estão falando: “eu não vou prestar atenção nisso, eu quero resultado, eu quero gente que me dê, que gere, que gere valor, que agregue valor para a empresa. E se você for preto, trans ou qualquer coisa, pouco importa, eu não vou dar esse, esse peso”. É esse o tom que a gente tá vendo aqui no Brasil. Cara, eu confesso que eu não tenho uma resposta clara porque eu quero… eu quero ver isso acontecer, vendo como é que vai ser, porque o Brasil ainda tem essa cultura muito forte disso, né? Essa agenda ela é muito forte aqui, né? E aí pode cair num erro de interpretação das próprias… das próprias pessoas de se revoltarem com uma empresa que vai levantar uma bandeira assim, porque vai tá… vai sair a manchete, vai ter tudo tendencioso, vai parecer que: “pronto, a partir de agora a gente não apoia mais movimentos de minoria”. Muito… se não, não quero colocar isso como uma evidência, cara, porque realmente para mim, eu falo assim: o preconceito ele existe, quando você coloca muita atenção nisso é porque é o ponto, cara. Pouco me importa tua raça, cor, orientação sexual, e no final, mesmo… pouco importa mesmo. Você entra… claro, existe racismo, existe preconceito para caralho no Brasil, cara, e no mundo todo. Mas, eh, quando você age por essa forma, né, meio que a fórceps, no final eu sinto que isso não trata o preconceito. Sim. Eu falo que a grande evolução do… isso eu acho, ele pode ressaltar muitas vezes, né, como o Rafa trouxe, nichos exatamente.

O que que eu acredito assim, de forma bem bem simples, né, e o que eu aplico para a minha vida, né? E eu concordo contigo, acho que existe, sim, preconceito, tem um monte de desigualdades contra as quais a gente tem que lutar e tem que… mas eu acho que a gente foi para um lado muito extremo, e independente do lado que for, o extremo sempre é prejudicial, é isso, sempre será. Eu acho que a gente tem que olhar hoje, de fato, para todos os aspectos o ser humano, né? Então assim, o ser humano, cara, não interessa a opção dele, a gente tem que respeitar. É a minha vida, quem determina o caminho sou eu, né? Você a sua e tudo mais. E, cara, e a gente tem nossas diferenças, e muito dessas diferenças nos completam, né? Então eu acho que as empresas… e o que a gente faz muito na Clima, especificamente, né, a gente olha pessoas, pessoas. A gente respeita todas as pessoas, a gente respeita o ser humano, né? A gente… vários… a gente já recebeu várias perguntas assim: “Ah, vocês…” A gente até recebeu de um colega meu: “vocês contratam todes?”. Eu falei: “o que que é todes?”. É isso aí, o que que é todes? Eu contrato todas, todas as pessoas ou todo o ser humano, eu contrato pessoas. Eu senti o sarcasmo, cara. Pouco me importa, nessa relação que o Rafa colocou, a gente tem que respeitar as pessoas e aquele negócio, cara, é resultado. As empresas não estão aqui… é um propósito? É resultado, performance. Brincadeiras à parte, eu falo que a evolução é a evolução das pessoas mesmo, né? É a união e a composição das diferenças, é isso. Você precisa unir, mas você também precisa compor.

Total.

Exatamente, e respeitar. E é isso, cara, não colocar em evidência como se fosse uma briga polarizada, sabe? Mas hoje no Brasil eu vejo claramente em muitas empresas, tem um receio muito grande de tocar nesse assunto, falar por… até até realmente represar, sim, a rede social pega um corte aí fora de contexto, então: “ah, o cara falou uma coisa”, faz um corte mal colocado lá, pum, todo mundo contra aquela empresa. Não, espera aí, né? Teve… igual a gente vê movimentos claros acontecendo, muitas empresas saindo do, do formato híbrido e entrando no presencial. Olha os comentários, a Amazon foi uma agora que sinalizou, né, outras, enfim. A sensação que eu tenho é assim: eh, uma hora o povo vai se revoltando e a… e meio que a opinião coletiva vai se moldando, da mesma forma que aconteceu forte essa opinião coletiva de todas as empresas sobre home office a 100%, ou esse híbrido quase 100% mais, mais home office do que do que presencial, já não tá funcionando mais. Todos ficaram meio que com essa opinião represada até que um falou, todos foram atrás. Eu sinto que vai acontecer um movimento muito parecido com a W, com a agenda woke, quando o primeiro sinalizar, que é o que tá acontecendo nos Estados Unidos. Isso bastou um levantar a mão, porque aí fala: “[ __ ], vamos aproveitar o bom, confiança”. Mas isso aqui no Brasil a gente vê, das empresas que a gente atende, esse movimento da questão do híbrido já tá acontecendo, já tá acontecendo. E tanto é que tem estudos que dizem que, até 2026, para 90% das empresas, estarão 100% presencial, né? Lógico, cada negócio tem suas particularidades, tem negócios que permitem isso, tem negócios… Eu sempre provoco, eu sempre provoco desde o começo da pandemia, eu falei: não existe novo normal, cara. Porque senão o júnior não se desenvolve, o pleno não se desenvolve, e no final, nada como a ação. “Ah, mas o rendimento é maior”. Amigão, pode até ser, mas no final das contas, no longo prazo a empresa perde e, principalmente, cara, muitas pessoas que eu vejo defendendo o home office, falando de pessoas próximas, tá, que são CLTs e tudo mais, defendem o home office por comodismo. Vai fazer a unha no dia, no meio da semana, fazendo compras no, no supermercado numa terça à tarde… “ah, não, mas qualquer coisa eu tô disponível”. Isso aqui, mano, isso aí é um 171 gigantesco, cara, sempre fui contra isso aí. É, mas enfim, é o… no final a realidade impera, que é o que tá acontecendo.

Mas, galera, muitíssimo obrigado. Valeu, Alexandre. Valeu, Rafa.

Valeu, obrigado.

Opa, valeu, cara.

Agora, nos próximos, daqui a uns dois meses, eu quero começar um movimento aqui no Além do CNPJ de podcast com temas diferentes de só entrevista também. Entrevistas também, mas com temas, mas pra gente falar… trazer temas: pô, vamos falar de inteligência artificial, vamos falar de pessoas. Quando a gente for, eh, colocar o tema de pessoas, faço questão de vocês serem uma das pessoas que, que vão estar por aqui. Aí vão ter quatro pessoas, a gente coloca mais uma aqui, a gente bate um papo.

Um prazer.

Que aí a gente… aí eu vou puxar as perguntas da galera do Instagram e vou trazer esse papo para cá, até aproveitando para fazer um gancho aí para a galera que tá assistindo a gente e fazer o nosso jabá aí de seguir a Clima nas redes sociais. Aqui embaixo, inclusive, vai ter todo… a gente vai colocar os links. Já segue aqui, ó: Clima, Clima Comunicação, LinkedIn. Segue o Alexandre também, Alexandre também coloca ali no… aí embaixo também que a gente… ele vai estar compartilhando alguns conteúdos aí também. Rafael Cavenato, coloca aí também no… vai estar embaixo. Mas também queria mencionar o nosso podcast, o Cultura Criativa, né, no qual o Al é o host também. Vai ter outros convidados onde a gente debate também assuntos sobre cultura organizacional, marca empregadora, endomarketing, todos esses problemas aí, todo o mercado. Então, convido aí todo mundo.

Tá no ar? Tá rolando?

Está rolando, já tem dois episódios ali, tá bem no começo. A gente já tem alguns gravados aí que vai estar soltando, mas tá tanto aí no, no Spotify, nos principais canais aí de streamings de podcasts, videocasts, etc., YouTube, todas as redes sociais. Acompanha aí, no LinkedIn tem muito conteúdo legal lá que a gente… a gente pega ali grandes executivos de empresas, né? Então a gente já colocou agora, sei lá, diretores de comunicação, superintendente de marca para falar sobre isso, sobre… e são muitos desses são nossos clientes ou muitos são pessoas do mercado. A gente gravou com, né, com… a gente gravou com o Alex, o gerente do Grupo Boticário, o Boticário gravou agora com o gerente da Petrobras, a parte de comunicação. Legal. Assuntos muito legais e realidades muito distintas que a gente consegue debater, gerar, e isso traz muitos inputs, muitos insights legais.

Cara, super legal, cara. É um podcast que eu vou colocar na minha lista, com certeza. Tá no Spotify, tá no YouTube, Spotify, todos, todos os canais aí. Dá até para ouvir no LinkedIn, a gente solta alguns cortes também. Tá começando, e eu vejo muito potencial aí de a gente trabalhar bem esse conteúdo, porque a gente precisa colocar a cultura organizacional na cadeira do C-Level, né? Precisa, precisa ser conversado sobre isso. Comunicação interna tem que sim, ter cadeira também, tem que ter lugar nessa pauta da diretoria, do C-Level também, é porque são profissionais que são renegados, né? Né, por essa, pela diretoria, e a gente precisa realmente colocar isso em evidência para mostrar que, cara, endomarketing, comunicação interna, cultura, marca empregadora têm, sim, impacto e resultado aí financeiro para a empresa.

Parabéns. É um tema acho que relevante, é o que eu falei: vocês estão resolvendo hoje… vocês têm solução para uma dor que é latente no mercado, cara. Por isso que eu falo, cara: gente e cultura, pessoas e cultura são dores assim, padronizadas no universo corporativo e no universo empreendedor. Pô, legal para caramba o papo, gostei para caramba do episódio, mais uma vez obrigado.

Valeu, tamo junto, cara. Obrigado pelo convite, foi um prazer aqui participar.

Vamos, cara, portas sempre abertas. Inclusive, depois a gente até pode chamar você um pouquinho lá no nosso também, a gente conecta alguns assuntos bem legais. E, cara, obrigado pelo convite, é um prazer, né? E, cara, sucesso aqui no Além do CNPJ, cara, um podcast fantástico, provocativo, muito legal, cara. Sucesso sempre aí.

Tamos juntos, sucesso. E, galera, você que ficou aqui até o final, obrigado. Aqui embaixo tem vários botõezinhos, clica em todos para engajar se isso faz sentido, se o que a gente conversou aqui faz sentido para você. Mas mais do que isso, para alguém que você conhece, pro seu sócio e tudo mais, compartilha também mostrando esse podcast e trazendo esse, esse episódio aí para a tua turma. E sucesso, obrigado, até a próxima, valeu!

Valeu!

Posts Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *