Cultura Forte, Gestão Sem Frescura e Saúde Mental no Varejo com Guilherme Viana | Além do CNPJ (EP #108)
O Desvio de Identidade nas PMEs: Por que sua Cultura está Quebrando?
Muitos empreendedores acreditam que construir a cultura de uma empresa consiste em sentar por trinta minutos e redigir uma lista genérica de “Missão, Visão e Valores” para colar na parede da recepção. No mercado real das pequenas e médias empresas, esse distanciamento entre o que está escrito e o que é praticado gera um fenômeno perigoso: o desvio de identidade cultural.
No mais recente episódio do podcast Além do CNPJ, gravado no estúdio de alta performance da Cross Host, recebemos Guilherme Viana, terapeuta técnico e cofundador da Hackeando — empresa que une consultoria de governança e tecnologia focada em saúde mental corporativa e alavancagem de cultura.
Em um papo reto, denso e sem filtros, Guilherme desconstrói os mitos do “capitalismo de palco” e explica como a saúde emocional e a autorresponsabilidade do dono ditam o lucro líquido e a perenidade do negócio.
1. A Extensão do CPF no CNPJ: A Liderança Como Espelho
A tese central de Guilherme Viana é avassaladora: a cultura de uma empresa é a extensão exata da personalidade, dos valores e das condutas do seu fundador. Quando o dono prega inovação, mas gerencia a operação de forma jurássica e teme a tecnologia, ele instaura um desvio de conduta que confunde o time e destrói o engajamento.
Para blindar as organizações contra o churn de talentos e a fofoca corrosiva, a Hackeando desenvolveu uma metodologia que mapeia trinta áreas de governança baseadas no perfil do dono. O objetivo é criar uma liderança forte, saudável e disposta a encarar conversas difíceis.
“A cultura forte começa pelo dono: o tom de voz dele, a postura dele, a mentalidade dele, só que declarada. Tudo aquilo que você tolera dentro do seu negócio enfraquece a sua cultura. Quem você promove compromete a cultura; quem você demite compromete a cultura. O líder precisa ser o espelho.”
2. O Caso Primo Rico: O Perigo do Castelo de Versalhes
O host do podcast compartilha um estalo de lucidez que transformou a sua própria jornada empreendedora durante uma imersão exclusiva com o Thiago Nigro (O Primo Rico) em Alphaville. Nigro revelou que, no auge do crescimento acelerado de seu grupo, a operação inflou tanto que ele perdeu a conexão com o “chão de fábrica”, gerando resultados ruins e um subsequente layoff drástico para retomar as rédeas.
Essa blindagem da realidade pela liderança intermediária (o tático) é o que afasta o empresário da raiz dos problemas. Quando o dono se encastela, ele passa a tolerar desvios de comportamento de profissionais corrosivos apenas porque eles entregam a meta de curto prazo no comercial, contaminando o ecossistema e gerando um turnover (rotatividade de funcionários) disfuncional.
3. A Nova NR1 e a Saúde Mental Como Ativo de Produtividade
O debate ganha contornos de urgência jurídica com a atualização da Norma Regulamentadora 1 (NR1) do Ministério do Trabalho e Emprego. A partir de maio, a legislação brasileira passa a exigir que todas as empresas sob o regime CLT mapeiem e gerenciem os riscos psicossociais do ambiente de trabalho (como assédio moral, jornadas exaustivas e estresse crônico) dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).
[Mapeamento de Riscos Psicossociais] ➔ [Análise de Severidade no GRO] ➔ [Plano de Ação Ativo] ➔ [Redução de Turnover / ROI]
Longe de enxergar a lei como mais uma burocracia estatal engessada, Guilherme orienta os empresários a utilizarem a saúde mental como uma alavanca de produtividade. Dados de mercado indicam que colaboradores com a autoestima bem trabalhada e em ambientes psicologicamente seguros são 75% mais produtivos, reduzindo drasticamente os passivos trabalhistas e os afastamentos médicos.
4. Hackeando o Sistema de Recompensa: O Vício da Dopamina Barata
Em uma reflexão neurocientífica profunda, Guilherme explica como a sociedade moderna e o ambiente corporativo estão aprisionados no ciclo da dopamina barata — a busca incessante por gratificação imediata e sem esforço através de redes sociais (como o algoritmo do TikTok) e apostas eletrônicas (bets). O cérebro humano, atuando como uma calculadora de economia de energia, vicia-se nessa recompensa rápida.
Para restaurar a alta performance, o empresário precisa treinar o seu sistema de recompensa através do esforço intencional, trocando os estímulos fúteis por hábitos de alto valor, como a leitura técnica e a atividade física (o jiu-jitsu). É a substituição da dopamina com arrependimento pela dopamina com orgulho e foco.
Quer descobrir o nível de maturidade da gestão de pessoas da sua empresa e receber um diagnóstico gratuito de cultura organizacional com o time da Hackeando? Entre em contato através do Instagram oficial [@hackeandoaansiedade] e envie a mensagem “IMAGEM” no direct para garantir o seu atendimento exclusivo.
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Então a gente sabe que uma cultura forte ela começa pelo dono, o tom de voz dele, a postura dele, a mentalidade dele, só que declarada. O problema é que a galera não sabe fazer isso. Aí a galera fala assim: “Ah, eu já tenho missão e visão”. E não é só isso não, tá? A galera começa por aí pensando como empresa, mas não como homem, como mulher, como dono. Então ele deixa a identidade dele de lado. Então ele tem um desvio de conduta, ele tem um desvio de identidade na cultura dele. Quer ver um exemplo? Você fala assim: “Vamos montar a missão e visão”. Primeiro que o cara ele monta em 30 minutos, ele nem sabe o que ele tá escrevendo ali. Aí você vê a visão no lugar da missão, tipo negócio… Meu Deus do céu! Aí ele fala assim: “Cara, eu quero uma empresa inovadora XPTO”. Aí quando você faz o perfil do cara, ele não… nem tocou em inovação, ele nem falou de tecnologia, irmão. Você tem um desvio de conduta aqui, é um desvio de caráter. E aí daqui a pouco você fica meio frustrado: “Nossa, a galera tá meio perdida”. É porque você tá perdido e não representa nada aquilo, entendeu? Você tá perdido.
Buenas, buenas, buenas. Seja bem-vindo a mais um episódio do podcast do Além do CNPJ. Primeiro de tudo, muito obrigado por estar aqui pra gente trocar essa ideia de empreendedorismo vida real. E, pô, o papo que a gente vai ter hoje aqui é um papo de que eu tenho falado cada vez mais, eu tenho vivido cada vez mais, eu tenho colocado a mão na consciência cada vez mais. Eu sou um cara meio brucutu que demorei na minha vida, até talvez por conta da formação e do ensinamento que eu tive dentro de casa, a dar moral para esses temas. E hoje eu vejo como fundamental, eu acho que isso pode ser também uma provocação para você, para avaliar se você também não tá nesse, nesse véu em que eu estava de, muitas vezes, colocar isso em segundo plano, achando que a gente não precisa disso. Eh eu estou falando de olhar para a nossa saúde mental, né? Eu sempre olhei: “Ah, não, eu sou forte, eu dou conta, pode mandar, eu seguro”, tal. E no final das contas, cara, quantas vezes… e quando a gente tem sabedoria psicológica, sabedoria mental, as coisas fluem melhor e você consegue não só liderar melhor a sua própria vida, quanto liderar seu casamento, liderar sua família, liderar sua empresa, liderar a tua vida num todo. Então, cara, nada melhor pra gente trocar ideia sobre esse tema e, inclusive, trazer temas da atualidade, como a atualização da NR1 e coisas que também podem afetar os nossos negócios. E como a gente pode trazer isso pro nosso ambiente de business para usar a inteligência emocional para dissipar em oportunidades que existem de montes por aí. Tô aqui com o Guilherme Viana, da Hackeando a Ansiedade. Cara, muito obrigado por estar aqui, cara, para trocar essa ideia comigo.
Estamos juntos. E antes de a gente começar, dá um overview. Quem é o Guilherme? O Guilherminho, de onde… o Guilherme, a sua família, seu pai, sua mãe, teve pai e mãe presentes? Como foi esse processo? Onde você nasceu? O que que você queria ser quando você crescesse? Como foi essa, essa tua trajetória até a vida adulta? Dá um overview pra gente aí.
Putz, cara, eu acho que vai ser inédito. Nossa, primeiro você começou com “Guilherminho”, né? Nunca fui chamado assim. Guilherme… Mas vamos lá, cara. Eh meu nome é Guilherme Viana, atualmente eu tenho 27 anos, né? Sou cristão, sou casado com a Carol, minha esposa, que tá grávida.
Que legal, cara! Primeiro?
Primeiro, Leonardo, 5 meses.
Que da hora, cara! Parabéns, cara. Vai mudar tua vida completamente, cara.
Eu acredito, eu tô esperando por isso. Vai ser sensacional. Eu acho que vai ser meu ponto de equilíbrio, né? Pra gente que é empreendedor, né? É isso aí. É, a galera fala assim: “Não, vai dar trabalho”. Falei: gente, dar trabalho é abrir empresa, é ser empresário, filho. Aí, sei lá, para quem tá tomado, acostumado a empreender no Brasil, acho que filho é bênção. Eu falo isso, cara. Falavam que a Estela dava muito trabalho, realmente desregula o sono, só as coisas normais da vida. É, mas cara, não tá aí nem perto com… É moleza, na boia, é uma delícia. Mas é isso. Bom, eh tive pai e mãe presentes, graças a Deus. Um beijo pra minha mãe, pro meu pai, a Mauren e o Rogério. Eh tenho um irmão que é o João, um abraço para ele também. E foi uma bênção, cara. Meus… não vim de uma família pobre, mas não vim de uma família rica. Nunca faltou nada dentro de casa, graças a Deus. Sempre fui um cara muito mediano na escola, mas muito mediano mesmo. Eh teve até uns momentos em que meu pai, cara, ficava pistola comigo: “Putz, não dá, esse menino não sei lá”, né? Porque chegava lá na, na reunião de pais, as crianças lá com nota 10, eu lá com seis, cinco. Tirava sete, era estouro, esquece, ganhava a Libertadores, né? E aí, cara, é muito interessante porque a minha carreira ela, ela é um milagre, tipo, é um negócio muito nada a ver, muito avulso, e hoje eu meio que atingi um lugar de autoridade em alguns assuntos. Foi muito… o que foi muito louco. Talvez nem sei se nós vamos entrar nisso hoje, mas enfim, eu comecei a gostar de estudar, a ter prazer em estudar com 20 anos de idade.
Caramba!
E aí eu virei nerd.
É mesmo, cara?
Hoje eu sou nerd, eu gosto de estudar.
Um tema específico ou geral?
Cara, empresa.
É mesmo?
Pessoas, comportamento, pensamento e Bíblia. Ponto.
Caramba, que legal, cara. Business, quando você fala empresa, business.
Exato, business, pessoas, comportamento, Bíblia. Ponto. Então, quando eu falo pessoas, cara, é casamento, eh e quando eu falo casamento é intermediação de conflitos, pensamentos, ansiedade, traumas. Então eu ganhei meio que uma notoriedade em relação a traumas, sejam eles profundos, agressivos ou leves, gerais ou de casamento específico, todos, todos, todos: criança, eh transtornos, o que você imaginar. Então, eu fui muito para essa parte aí e depois disso eu segui na carreira como terapeuta por 7 anos, e hoje estamos aí com a Hackeando a Ansiedade. Dei um resumo.
Legal. E aí você, quando seguiu a carreira, depois você se formou em Psicologia?
Nada, não. Eh ia falar que era a questão do milagre. Se você quiser saber, eu falo. Mas enfim… Que legal, ó, vou, vou resumir, né, para todo mundo saber. Eh resumir mesmo, tá? Tem muitos detalhes. Foram muitos detalhes. Eu saí da faculdade e eu queria fazer Engenharia, eu amava Matemática. Então, eu sou o cara de humanas que ama números. E aí eu entrei na FESP, fui fazer Engenharia, fiz seis meses, nas férias falei assim: “Não me vejo engenheiro”. E é uma porrada, engenheiro. Não me vejo engenheiro. Aí falei pra minha mãe. Aí, do nada, tava conversando com o meu amigo, ele falou de marketing. Falei assim: “Cara, marketing, tal, fechou”. E fui fazer Marketing. Fiz marketing na UniBF, troquei para o… para uma outra faculdade para fazer Propaganda e Marketing, fui até o TCC, passei e tranquei. Não finalizei.
Não finalizei?
Não finalizei.
Caraca, bicho! E aí?
E aí o que acontece: só que nesse meio tempo, com 19 anos, eu entrei numa agência. Hoje é uma agência muito abençoada, apaixonado pela família, pelos donos, tudo mais, são uns parceiros. Com 19 para 20 anos eu entrei numa agência, eh me vendi na, na lábia, mas na execução não sabia fazer nada. Aprendi em uma semana e meia e, resumindo, em um ano e meio… eu entrei como estagiário, fui, fui efetivado para social media e depois virei coordenador em um ano e meio. E aí eu tive um burnout.
Caramba, bicho!
Porque eu atendia 120 contas. Só que faz o seguinte: vai, eu te atendo e eu presto cerca de cinco a sete serviços para vocês, então, para você. Então, tipo assim: eu crio suas campanhas, eu faço cliente oculto, eu treinei a sua secretária para vender, eu… Cara, uma cacetada de coisas vezes 120.
Nossa!
E só que você tem que monitorar tudo, tem que fazer reunião e assim por diante, tem que criar direito… Não, não, eu tinha um estagiário.
Sim, mas mesmo assim, cara, isso, isso…
E aí eu colapsei, só que eu colapsei dentro da empresa. Eu pedi aviso prévio porque eu não sabia mais. E eu tenho uma doença no intestino que chama Doença de Crohn, que é uma doença autoimune. E aí o Crohn começou a atacar, crise de ansiedade, crise de riso, e a boca sangrava, tremedeira no escritório. Foi assim, gente: “não, não sei se eu vou morrer”.
Crise de riso, cara?
Eu tive crise de riso. Eu, tipo assim, eu batia a boca assim, os dentes, e ficava rindo do nada, do nada. Parecia um maníaco, era assustador.
Pera, do nada você tá lá e, e faz a risada?
Exato, porque é, é excesso de, de cortisol, né? Um cortisol muito alto, um pico adrenal muito forte. Então o corpo, né… Se você for pegar o livro de psiquiatria, que é o DSM-5, que vai falar sobre os todos os transtornos e tudo mais, ele vai falar: “Olha, tem o sintoma XPTO, só que na prática a gente sabe, francamente, cada um tem um sintoma. Então tem gente que tem sudorese, tem gente que tem diarreia, tem gente que vomita, tem gente que tem enxaqueca”. Então, cada corpo reage de uma maneira diferente, a prática, para ser bem sincero, é assim. E no meu caso foi crise de riso.
Riso, caramba. E minha boca sangrava até o momento, cara. Hoje, hoje eu tenho mais de 4.000 horas de atendimento clínico, eu não conheci ninguém que teve esse combo de… Só para você ver como é específico, sabe? Muito, é muito, muito por… E aí foram sete dias de crise. Acabei com as crises repaginando a minha rotina. E aí que, depois que eu repaginei a minha rotina, eu comecei a divulgar isso no Instagram. Do nada, em um mês, eu dei 30 mentorias de graça no almoço, assim, ainda na empresa. E eu pedi aviso prévio, não queria sair da empresa, só que aquela questão, né? Deus transformou a desgraça em graça, basicamente isso foi um propósito. E aí eu comecei, falei assim: “cara, eu vou mexer com desenvolvimento humano”. Eu comecei a estudar, comecei a estudar, comecei a estudar. Só que aquela questão, eu falei assim: “cara, eu quero… vou fazer Psicologia, só que isso com 20 anos… vou fazer Psicologia, só que eu não quero esperar 5 anos para ajudar as pessoas. Tem gente batendo na minha porta me pedindo ajuda, só que eu também não vou… eu não sou, eu não sou terapeuta formado, eu não sou psicoterapeuta, eu sou terapeuta, tá?”. Então, tipo assim, por exemplo: o cara que faz massagem, ele pode ser entendido como massoterapeuta, é um tipo de terapia. Aromaterapia, o cheiro, então, terapia é um nome que você pode usar. Agora, psicoterapia é psicólogo, hum entendi. Então, psicanalista é o cara que é formado em psicanálise e assim sucessivamente. Então, sempre dentro da jurisdição correta, nunca dando uma de charlatão nem nada, e também nunca fiz curso de coach. Mas resumindo muito, eu fui para isso. Hoje eu tenho cerca de nove formações eh na questão da, da psicologia, até neurofeedback, que é modulação cerebral com ondas eh eletromagnéticas e tudo mais. Então eu fui para esse lado, levantava, analisava a pesquisa comportamental. Então eu fui para um lado científico, porém sozinho, porque também eu não tinha boas referências da faculdade de psicologia, porque é tipo assim: você entra na psicologia, você parece que coloca um cabresto dentro de você. Ou a parte comportamental, ou é Jung, Freud, ou a parte comportamental, e aí parece que é um religioso assim, sabe? É só aquilo, aquilo, aquilo, aquilo, aquilo, aquilo, aquilo, aquilo. E aí eu falei assim: “cara, tem outras vertentes, tem outras vertentes”. E aí eu comecei a pegar bases científicas, só que eu comecei a desenhar métodos de tratamento. Eu comecei a analisar o que eu senti, o que eu passei, o que as pessoas falavam, como que elas pensavam, e eu comecei a direcionar. E aí eu direcionava as pessoas tipo, vamos pôr, tipo uma mentoria, entende? E aí eu comecei a ter casos estrondosos. Não assim… é porque essa palavra tá muito zoada no Brasil, mas é uma espécie de coach também dos Estados Unidos, é um cara que te direciona. É um técnico. Técnico: “ó, vem aqui, você tá fazendo assim, assim, assim”. É que aqui deturparam.
Exato, essa palavra deturparam, cara. Infelizmente, eu sou um terapeuta técnico. É só que quando eu falo coach é porque eu, eu não tô me acelerando a formação de coach. Quando você fala coach aqui, a galera já vai achar que você vai começar a gritar.
Isso, dar cambalhota, é isso aí.
E aí eu não tenho nenhuma formação de coach e nada contra, nada contra. E eu falei assim: “cara, tem muita coisa para fazer aqui”. E eu comecei a ter resultados estrondosos que nem eu acreditava. Pô, tem um caso de que me lembro até hoje, eh eu posso falar o nome, Maria, ela mora no Nordeste do país, faz anos que eu não falo com ela. Ela teve 26 anos de depressão, sete remédios por dia. Ela entrou no meu projeto e ela largou todos os remédios, saiu da depressão em dois meses.
Caraca, bicho! E, e por… ó, ela é um, nessa pegada, não, nessa intensidade dela, eu tenho centenas.
Caramba!
Não são dezenas, são centenas.
Você criou um programa?
Na verdade, não é um programa, é uma metodologia própria minha. Eu cheguei até a ajudar uma, uma moça, que ela fez a minha formação específica. Então, cara, tem muita ferramenta dentro. Só que, e aí resumidamente com isso, né, eu acabei entrando, por questão de entregar resultado, na Clínica Pedro Andrade, que é uma… Hoje, atualmente, é uma das clínicas mais disparadas aí em questão de avanço genético no país. E aí entrei lá, comecei a atender…
Me dá… Deixa eu só dar um pause aí para eu, para eu me contextualizar. Essa Clínica Pedro Andrade, isso, avanço genético, o que que seria?
Por exemplo, quando eu falo avanço genético, hoje ela é uma… Hoje não é só uma clínica, ela é um instituto de pesquisa também. Hoje eu saí de lá faz cerca de seis meses, sete meses, para tocar a Hackeando, né? Eh a clínica hoje ela tem vários testes, exames, né, basicamente. Então tem exame de microbiota intestinal, tem exame, por exemplo, de genética, só que não é genética de antepassados, é genética para ver se você tem uma predisposição genética a algum tipo de… Eles oferecem serviços para caramba.
Eu preciso urgente do microbiota, para caramba. Urgente. Eu estava lá hoje.
É mesmo?
Eu estava lá hoje. Urgente, eh super indico. Eu, eu tenho meus… O meu… Eu não fiz microbiota, mas eu tenho o teste genético. Então ele vai falar o seguinte: “ó, Felipe, você tem uma predisposição a Alzheimer, [ __ ]. E essa predisposição é de 50%. Então você tem um gene aqui que ele tá te dando essa predisposição, mas através da epigenética, que é o estilo de vida que você tem, e através da nutrologia nossa, que é a suplementação da defasagem hormonal do seu organismo, falando de uma maneira muito simples, tá? Eu consigo, vamos dizer assim, te programar para diminuir, enfraquecer a exposição desse gene aqui”.
[ __ ], mano, isso aí é ciência ou isso é…
Ciência, lá é um instituto de pesquisa. Zero papo coach, não esquece. Esquece. Não, não, não, não existe. Não, não, não, não, não existe. É exame. O genético é colhido pela saliva, sim, sim, sim, colhido pela saliva, que é a mesma com que você pega antepassados. Isso, isso, pela saliva, exato. Então, tem todo o seu perfil genético. Então vai falar assim: “cara, você tem…”. Tem gente que pega o perfil genético ali da pessoa e ela emagrece dormindo… Ela, ela emagrece mais dormindo do que treinando, entendeu? Tem gene, tem gene ali que vai apontar, que é esse daí que eu falei, eh um dos genes envolvidos nesse, nesse, nesse diagnóstico é o Clock, que é o, é o relógio, né? É o gene do relógio do seu metabolismo, né? Aí, por exemplo, você tem ali o gene do… da obesidade.
[ __ ], vou fazer essa [ __ ]. Mas tudo isso é um teste só? Maravilhoso.
É um teste só, você faz uma vez na vida.
[ __ ], mano, vou fazer isso aí urgente. Depois me indica.
Cara, indico forte, forte, forte. Todo mundo deveria fazer. Qual o seu nome? É, tá genético. Não, mas o instituto lá, Clínica Pedro Andrade. Clínica Pedro Andrade.
Brasil inteiro ou só São Paulo?
Então, é hoje ela tá em São Paulo, mas atende o mundo inteiro online.
Caramba, que legal, cara. Clínica Pedro Andrade aí, ó. Ó, aí ó, Clínica Pedro Andrade, merchã aqui, ó. O cara… Depois você paga os caras, hein?
Eu estava lá hoje, inclusive fazia meses que eu não ia lá. Dei um abraço na galera. Eh também encontrei o Pedro lá. Então, o Pedro é um crânio, o próprio Pedro Andrade.
Pedro Andrade, caramba. E fala para ele vir aqui fazer um podcast, pô.
Falo, vou falar para eles com certeza.
Legal, pô, vai ser um papo massa. É loucura, tá? E deve ser só o que você falou, já tô com a cabeça fervendo aqui, bicho. Mas aí ele te chamou, como que você chamou a atenção deles?
Então, basicamente o seguinte: eu conheci um… Eu conheci o, o meu líder da agência em que eu trabalhava, ele era primo de um médico que é o Daniel Padilha, eh também é o, o nutrólogo dos influencers aí também estourado também. Um abraço pro Dani. E aí o Dani, ele… o primo dele falou assim: “pô, Gui, faz um trabalho para ele de social media, por favor”. Eu falei: “não, fechou, fiz”. Aí acabei pegando amizade dele. Aí eu, ele mandou uma mensagem para me convidar pro negócio, falei assim: “não, pô, Dani, valeu, mas ó, acabei de voltar de Salvador, hipnotizei uma mulher e ela ficou dois dias sem fumar, ela voltou porque ela quis, porque eu também não faço mágica, não sou Deus”. Aí ele falou assim: “Mentira! Eu tenho várias pacientes que fumam. Se você gerar esse resultado aqui, você entra para a clínica”. Caramba. Aí eu peguei e falei assim: “cara, vamos fazer o seguinte: eu vou ir, atendo”. E aí foi engraçado que a primeira paciente foi uma psicóloga e eu já tinha tratado gente… Já tratei muitos psicólogos também. Então, falo isso para a galera entender que o que eu faço é sério, entendeu? Acabei sendo mentor de psicólogos e assim por diante, porque eu não ofendo ninguém. A galera que se ofende, tipo, putz, galera que se ofende tem a autoestima baixa. Isso primeiro me conhece, troca uma ideia, que vai se tratar, olha no espelho, porque a galera tá sofrendo por outro. É, exatamente. Tô aqui para roubar o lugar de ninguém. E aí, qual que é a questão: aí eu fui lá e fiz. Ela teve um reflexo muito forte. Ela não queria mais fumar naquele dia, só que ela teve um problema familiar, ela não deu continuidade num tratamento da clínica inteira, na verdade. E aí a segunda paciente foi a mãe do Pedro, que eu também encontrei, encontrei ela hoje. E aí ela… eu tive que parar a hipnose no meio porque ela ia vomitar na mesa. Ela falou assim: “cara, pelo amor de Deus, eu não quero mais isso, para, para, para, para”. E ela ficou o dia inteiro sem fumar, só que ela voltou a fumar porque é uma questão de, tipo assim, é um tratamento e tem toda uma disciplina e, tipo assim, eu tenho pacientes também que largaram o cigarro não só com hipnose, com uma cacetada de coisas, tem todo um tratamento respaldado cientificamente e assim por diante. E aí eu cheguei para ele e falei assim: “Pedro, cara, é isso, se você quiser, eu tô aqui”. Aí, aí eu mostrei minhas planilhas de estudo, de pesquisa comportamental, ele olhou, ele falou assim: “ah, não tem nenhum terapeuta aqui dentro hoje, tal, não sei o quê”. Eu acho que isso em 2021. Aí ele pegou e falou assim: “cara, vou te dar uma chance, vou te dar uma chance”. Aí eu falei: “tá bom”. Aí na primeira semana… aí defini o valor do pacote lá, na primeira semana eu vendi vários. Aí não tinha mais como voltar. Aí todo mundo dando depoimento no corredor: “Nossa, que da hora esse negócio, meu Deus, saio mole da sessão, o que que… não tô entendendo”. E aí ficou, e aí ficou, ficou, ficou até o momento em que até cheguei a me tornar coordenador terapêutico da clínica e tudo mais. Aí montamos um time de terapeutas, a galera tá lá até hoje, graças a Deus, mas eu fui tocar a Hackeando.
E aí, como foi esse processo da Hackeando, cara? Que momento que ela, que ela começou e como foi esse incômodo? Porque todo, todo empreendimento começa de um incômodo, né, cara?
É resenha também. Vamos embora. A galera tem que pegar a pipoca para assistir o negócio aí, viu? Porque qual que é a questão: eu atendia o Thiago Miranda, você conhece o Thiago?
O Thiago lá pela clínica?
Isso, o Thiago era meu paciente.
É mesmo, cara?
Isso, é aí que começa a resenha. E aí o Thiago era meu paciente, tal, não sei o quê. Então, pô, eu tratava já o Thiago, CEO, tal, e eu tratava várias, vários CEOs, gerentes, cara, bancários, o que você imaginar. Até o Walcyr Carrasco já foi meu paciente, o escritor, o autor de novelas. Então, pô, uma galera de, de adolescentes, crianças até 80 anos de idade. E aí o Thiago tava lá e aí eu já direcionava alguns diretores. Então, por também estudar business, pô, ajudei diretor a sair de uma cadeira e ir para uma outra cadeira, numa outra empresa e assim por diante. E eu direcionava as pessoas e fazia palestras também esporadicamente. Pô, bacana, legal, fazia live e tudo mais. E aí eu fui, mandei um áudio pro Thiago para tirar uma dúvida com ele. Caramba. Eu falei assim: “pô, Ti, o que que você acha desse negócio aqui?”. Foi uma pergunta de coração. Aí ele: “pô, doutor, você é muito louco, pelo amor de Deus! Nossa, que negócio maravilhoso! Não, todo mundo vai querer esse negócio, pelo amor de Deus”. Aí eu… aí ele começou a falar muito empolgado. Eu falei assim: “tá, e aí?”. A gente começou a falar, sei lá, umas 24 horas depois ou dois dias. Eu falei assim: “cara, do jeito que você tá falando, quer ser sócio?”. Aí ele pegou assim: “Putz, que honra, hein?”. Aí ele ficou meio assim porque tava para investir numa outra empresa.
Aham.
Já falou… aí ele pegou e falou assim: “Não, putz, Bruno…”. Falou pro Bruno, irmão dele: “caramba, a ideia é muito boa e tal, não sei o quê, vamos para a Hackeando”. Aí foi isso, aí começou. Então, o cara era meu paciente, então cara, vocês fundaram juntos. Na verdade, ele foi cofundador, você teve a ideia e ele cofundou com você. E o que que é a Hackeando, cara?
Exatamente. Vamos lá. Hoje a Hackeando, ela é uma empresa que ela tem dois braços: o braço de consultoria e o braço de tecnologia que a gente tá inaugurando neste mês. Então, desde setembro do ano passado, nós estávamos em produção com o nosso software, o nosso aplicativo voltado para a saúde mental, entre outras questões de que ainda não posso falar, que que é bem um pouco pioneiro assim, eh de alguns, alguns dados do colaborador de que nós teremos acesso. Eh então nós temos o nosso aplicativo onde ele vai direcionar toda a parte emocional, o termômetro de emoções do colaborador com dashboard para a liderança. Ver, por exemplo, vai: ó, a sua equipe tá com a emoção… eles, 50% está triste, 30% está ansioso, 20% está feliz.
E como você vai ter esses dados, então? Porque quando a pessoa entra no aplicativo, tem logo uma pesquisa ali, ela pergunta: “como é que você tá se sentindo hoje?”. Ela vota. Só que é tudo anônimo.
Caramba, é tudo anônimo. Então dá liberdade para a pessoa.
E também tem uma LGPD muito forte que, por exemplo, vai… se o cara…
Uma pesquisa de clima de humor.
Exato, só que todo dia.
Caramba, só que todo dia.
E a gente vinha viabilizando para o aplicativo se tornar não só um bônus ou um benefício, mas algo institucional. Então ele entra, ele tem que mexer porque tem coisas da empresa ali dentro, e aí quando ele entra, ele não sai dali se ele não votar no termostato.
Caramba. Você entendeu? E como que ele hoje em dia, qual é o desafio para ele votar? Existe alguma… tá falando eh objeção? Porque, por exemplo, se eu implemento lá na empresa, como que… se é anônimo, como eu vou saber que as pessoas votaram ou se não votaram, quais não votaram para eu falar: “vai lá e vota”?
Então, na verdade, pela quantidade só. Mas se eu, se eu tenho 60 funcionários e 56 votaram, eu não consigo cobrar essas quatro?
Não poderia, porque não dá para saber. Eh não, não dá, não. Você… ah, você cobrar pode falar assim: “ó, pessoal, as pessoas não…”. Mas eu não vou saber quem foram as quatro que não votaram, não, não. Então, porque se eu te der essa liberdade, a galera não começa mais a votar ou começa a mentir, você entendeu? Então, a gente já vai ter um desvio da veracidade dos dados, exato, porque querendo ou não, se falta um, por exemplo, por mais que seja eh automaticamente eh, eh sigiloso, quando essa pessoa votar, vai mexer nos dados, eu vou saber o que que ela votou. Pode ser também. É, entende? Mas enfim, e esse, esse, esses, esse MVP, na verdade, que já tá pronto, ele começa a rodar nesta semana. E, cara, é um indicador bom, hein? O desafio é fazer as pessoas votarem, mas é um indicador bom. Ó, eu vou te, eu vou dar… Eu adoraria ter isso na minha empresa.
Eu só vou soltar só uma coisa, tá? Só uma coisa: vai ter uma anamnese onde você vai saber quais são as doenças que a sua equipe tem. Se tem doença oncológica, se tem doença cardiovascular, se tem doença X, Y, Z. É só uma, tá, de 10 outras informações de que o gestor vai ter na mão. Então ele vai ver a empresa dele do jeito que ele nunca viu na vida. Ele vai pensar 300 vezes antes de fazer alguma coisa de…
Caramba, isso é muito bom, cara.
Você entendeu? E aí esse é o aplicativo, que ele tem outras questões: tem aulas lá dentro, tem hipnoterapia lá dentro, então a gente vai trazer médicos lá para dentro e tem uma cacetada de coisas lá dentro. Então é um universo ali da Hackeando e a consultoria, que é a questão mais ativa hoje. Hoje nós atendemos aí dezenas de empresas e, nessa consultoria, a gente ajuda a empresa a construir uma… A gente tem um manifesto que a gente fala: cultura forte, eh cultura sólida, liderança forte com saúde emocional e sem frescura.
Então, a questão é o seguinte, cara. Esse é o sonho de qualquer empresário. Nossa, pô, você ter uma cultura muito forte, você ter uma liderança, cara, que é um tanque, todo mundo saudável e sem mimimi. Nossa! Então, cara, esse é o sonho, esse é o sonho. Quanto custa? Cadê o cheque? É basicamente isso. Então, eh como a gente trabalha muito com cultura organizacional, alavancagem de cultura, e o grande ponto é o seguinte: qual que é o diferencial do nosso trabalho? Toda a… Eu junto o conhecimento de todo o know-how que eu tenho de manejo de pessoas, comportamental, saúde emocional, pessoas, tomadas de decisão, motivações, implicações, objeções, com o meu braço direito, que é o Marcelo. O Marcelo tem 37 anos de RH.
Caramba.
E ele também é formado em Direito. Ele é teu sócio ou ele é…
Ele, ele tem uma parte da empresa, legal. Inclusive, ele era gerente da Mirandinha, eu tirei ele de lá.
É mesmo, cara? Roubou os caras.
Roubei os caras, não, não roubei ninguém, não. Os caras que vieram aí. Ô, Tiagão, pô, Tiagão! Ô, Brunão, deixou o cara, pelo amor de Deus. Não, mas o Thiago sabe disso, com certeza, como acordo, né? Então a gente traz um know-how muito forte eh de tomada de decisões, de conflitos, então, toda a questão de direcionar comportamentos, tom. Então, por exemplo, a gente começa fazendo uma entrevista com você para entender a sua personalidade, para entender a sua personalidade, o seu tom de voz, o que você acredita, o que você não acredita, pra gente potencializar isso na sua empresa para viver em oito camadas, usar isso para contratar, para promover, para desligar, criar produto, serviço, fazer parceria, atendimento ao cliente, marketing e comunicação. Então isso vai virar o volante da empresa. Então a gente sabe que uma cultura forte ela começa pelo dono: o tom de voz dele, a postura dele, a mentalidade dele, só que declarada. O problema é que a galera não sabe fazer isso. Aí a galera fala assim: “Ah, eu já tenho missão e visão”. Só que qual que é a questão? E não é só isso não, tá? A galera começa por aí pensando como empresa, mas não como homem, como mulher, como dono. Então ele deixa a identidade dele de lado, então ele tem um desvio de conduta, ele tem um desvio de identidade na cultura dele. Quer ver um exemplo? Você fala assim: “vamos montar a missão e visão”. Primeiro que o cara ele monta em 30 minutos, né? Primeiro que ele, ele nem sabe o que ele tá escrevendo ali. Aí você vê a visão no lugar da missão, tipo negócio… Meu Deus do céu! E aí? Aí ele fala assim: “Cara, eu quero uma empresa inovadora XPTO”. Aí quando você faz o perfil do cara, ele não… nem tocou em inovação, ele nem falou de tecnologia, irmão. Você tem um desvio de conduta aqui, é um desvio de caráter. E aí daqui a pouco você fica meio frustrado porque: “Nossa, a galera tá meio perdida”. É porque você tá perdido e não representa nada aquilo, entendeu? Você tá perdido. Então a gente faz todo esse alinhamento estratégico de cultura, a gente desenha um Canvas de cultura que tem cerca de 30 áreas. É. Então qual que é o líder que eu quero ter? Qual que é o lema? Qual que é o nosso tom de voz? Que nem, por exemplo, você pega na Hackeando, o nosso tom de voz ele é incisivo, ele é firme, porém ele é respeitoso. Então é tipo assim, e a gente tem um lema, né? É uma frase do… Eu vou dar um exemplo, tá? Jordan Peterson: “Não tenha medo do conflito que pode estabelecer a paz”. Então, o que que isso quer dizer: se for para eu ter um conflito com você, mas que isso vai garantir a paz entre eu e você, o passo pra empresa, a gente vai comprar ele agora. Então, a gente vai ter conversas difíceis, e eu treino a minha equipe para isso, para, para isso, para eles terem conversas difíceis. Eu tive um feedback semana passada que meu colaborador falou o seguinte… Eu começo o feedback assim: “O que que você tem a dizer sobre o meu trabalho, sobre a minha liderança? E eu quero crítica. Se você não me criticar, a gente não conversa”. E aí ele… eu já pego, falo antes: “já anota, viu? Tem que levar”. “Ah, cara, sexta-feira você falou um negócio para mim de que eu não gostei”. Aí eu peguei e falei, falei assim: “Você tá certo?”. Eu aprendi… e ele falou assim: “Fiquei triste”. Eu falei assim, ó: “Você tá certo?”. E eu aprendi a não invalidar a emoção dos outros. Se você falou que você se sentiu triste, você se sentiu triste. Eu te peço desculpas e é isso. Agora eu vou te jogar uma bola, né? Aí eu joguei uma outra bola para ele, falei assim… a gente resolveu, decidiu e, tipo assim, super tranquilo, e eu não viro a cara para você e ai de quem tiver com o nariz torto na minha frente! Eu falei assim: “Espera aí, por que que você virou o nariz para mim? Não tô entendendo”. A gente vai voltar para ter uma outra conversa difícil.
Legal.
Então, eu falo para a minha equipe que aqui você vai aprender a ser homem, vai aprender a ser mulher, você vai aprender a ter caráter e eu vou te proteger, eu vou fazer você crescer e eu quero o melhor para você, confia em mim, ponto. Então, o nosso jeito de tocar a cultura é dessa forma. Só que eu chego na sua empresa, eu vou te entrevistar, eu vou te entender para trazer o seu comportamento, para que os seus líderes precisem ser os seus clones. Então, tipo assim, se você é uma pessoa que gosta de samba, por que que na sua equipe tem pessoas que odeiam samba? Não faz sentido isso. Pode ter pessoas que escutam samba de vez em quando, gostam de samba, mas que odeiam samba, parabéns, você contratou a divisão para dentro da sua equipe, entendeu? Então tem muitas coisas que o empresário começa a tolerar, e a gente costuma falar: cara, tem gente que eu falo isso, eles falam assim: “cara, eu fiquei sem dormir quando você falou isso”. Tudo aquilo que você tolera enfraquece sua cultura. Você vai tolerando, aí você vai guardando, aí você vai falando: “Ah, depois eu falo, depois eu arrumo, depois eu isso”, aí daqui a pouco, cara, você explode. Por que que você explode? Porque você não sabe ter conversas difíceis, você não sabe botar o seu na mesa, entendeu? Você não sabe falar assim, ó: “Cara, aqui quem manda sou eu e eu te respeito, eu tô com você, mas me respeita antes”.
E essa frase é tudo, cara. Você não pode tolerar, porque quando você tolera qualquer coisa, o mínimo que seja, você passa um recado pro resto do time do que que é tolerável.
Total.
E aí, cara, a cultura se instaura. Quer ver um exemplo? Quem você promove compromete a cultura. Quem você demite compromete a cultura. Quer ver um exemplo? Não vou nem falar o setor que acontece muito isso para não comprometer ninguém aqui, para não perder cliente. Mas tem empresa que tem pessoas que são promovidas porque elas entregam resultados, porém o comportamento delas é corrosivo, corrosivo, corrosivo.
Vendas, acontece muito.
Então, tipo assim, o cara ele bate meta, ele gera a receita, ele gera caixa, ele gera lucro. Só que você olha para a equipe dele, tem cinco querendo ir embora, que não aguentam o cara. Se você tem uma cultura forte, esse cara é das duas uma: ou você vai ter uma… um feedback extremamente pontual, incisivo com ele para ele ser transformado, ou é desligamento. “Ah, mas esse cara entrega resultados”. Tá bom, então você deixa ele aí, daqui a pouco você vai perder cinco.
É, e ele corrói mesmo, cara. É uma laranja podre, acaba com tudo.
E aí é o cara… Sabe aquela história de “tudo aquilo que você tolera enfraquece sua cultura”? Eu sempre costumo pensar, Fê, como se fosse a sua casa. Você… você não pode ter pessoas dentro da sua casa que têm uma conduta diferente da sua, é muito divergente da sua. Na sua casa você não grita, aí chega um cara na sua casa e começa a gritar… “espera aí, só que ele tá gritando com os seus filhos, que são os seus colaboradores. E aí, irmão? Que é isso? Não tô te entendendo”. Entende?
Então é só uma vez só que a gente vai trocar ideia, tal. Boa.
Entendeu? Então, e quando a gente vai dar feedback, parece… Pessoal, do jeito que eu tô falando aqui, parece que, meu Deus, sou o Capitão Nascimento. Não é, mas é… Não é porque não é agressivo, mas é porque eu… É ao mesmo tempo porque eu sou respeitoso. Então, é basicamente o seguinte: se você gritar alto, falar assim: “Felipe, ó, o negócio é o seguinte: você gritou naquele momento, o que que você acha do seu comportamento? Eu vou te dar a chance de você mesmo se… de você mesmo explicar”. E aí, se você quiser, vamos falar o português claro aqui, né? Que meter o louco, aí não vai dar. E outra também: quando você, quando você eh reage, a depender da atitude que a pessoa teve, até com um ar de desaprovação assim bem latente, você passa um recado também de que, amigão, aqui, aqui isso não vai se criar, não vai, né? Não vai.
Eu passei por um processo, né, até aproveitando o ensejo aí para, para exemplificar, que foi um processo de crescimento da empresa muito rápido, muito rápido, muito rápido, bem maior do que a gente podia crescer. Porque a minha empresa não é escalável, então eu sou expansível, só que aí eu cresci muito rápido, perdi cultura. Eh perdeu não, enfraqueceu.
Enfraqueceu, cara.
Mas, cara, eu acho que eu quase perdi.
É, é enfraqueceu, é verdade. Porque a cultura sempre existe, até uma… uma cultura ruim, né?
Perdi a cultura boa, uma cultura boa enfraqueceu de um nível, porque eu me distanciei real da operação, muito. Eu criei uma sensação de que alguns problemas não eram meus. Olha isso, é ego, vaidade batendo: “Ah, não, aquele problema logístico… Espera aí, eu tenho gente para isso, vai lá resolver”. E, e sempre trazia a minha liderança para a minha sala, falava: “Cara, isso aqui tá acontecendo tal, tal, tal, vai lá resolver, vai lá resolver”. E eu do alto do meu castelo de Versalhes, sempre falo isso, e principalmente eu comecei a tolerar coisinhas que, no alto do volume de trabalho, eu não podia perder pessoas porque senão estava ferrado, a mão de obra faltando. Então, uma crise aqui, um desentendimento ali, uma falta de respeito aqui, uma coisinha ali, e aí eu não podia perder essas pessoas. Então o que eu fazia? Tolerava. Bicho, que caos, é loucura. Sabe, Carol, sabe qual foi o estopim, a virada de chave? Eu fiz a casa do Primo Rico, a do Thiago Nigro.
Aham.
E aí eu fui para… num evento que teve no escritório dele lá, no Primo, em Alphaville. E a gente teve um bate-papo com ele uma tarde inteira, eu e todos os fornecedores da casa dele, que na verdade a gente até pagou, eles, eles até pagaram, só que eu dei um belo desconto, então teve uma contrapartida lá de público. Então, e nesse dia a gente começou a trocar ideias empresariais com o Primo Rico lá, com o Thiago, e começou a trocar ideias… estava eu e mais uns 20 caras e o Thiago, e ficamos horas e horas trocando ideias. Gente boa para caramba, foi super solícito. E aí ele estava contando o crescimento da Primo Rico, da… do Primo, do Grupo Primo, e que em algum momento ele chegou no grupo que cresceu rápido demais, começou a ter resultados ruins e ele, principalmente, já sentia que aquilo ia acontecer porque ele chegava na empresa e não se via lá dentro.
Uhum.
Palavras dele. E foi quando ele falou assim: “Tá, mas a empresa cresceu, a empresa agora é um organismo vivo e tal, tal, tal, eu não tenho mais vontade de…”. Teve todas as histórias para se convencer de que… é, para se convencer de que, pô, é normal não estar mais com a minha cara porque, querendo ou não, nós somos muito maiores, tal. Até que toda aquela, aquele, aquele eh como posso falar, aquela aquela suposição que ele tinha, aquele caramba, eh aquele feeling, aquele, cara, esqueci o nome da palavra, eh aquela intuição de que ele tinha, se comprovou em números: pum, um mês ruim. Aí ele falou: “Putz, eu preciso tomar o controle dessa empresa”. E foi quando ele começou uma fase de demissão e tal, e pá, retomou o controle da empresa. Nesse dia, eu olhei pro meu sócio e balançamos a cabeça, a gente nem trocou ideia, a gente só se entendendo. Foi assim, o recado de que precisava, pum. E aí, bicho, fizemos esse trabalho lá: “vamos retomar isso aqui”. E retomamos, cara.
Mas demora, então.
Demora muito, hein, cara?
O próprio Thiago, ele teve que ter uma medida drástica de layoff, porque aí tolerou. Exato, é, a gente também. Se você não tolera, você não precisa, você não chega nisso nunca. Nunca, exato.
Nunca. Já teve um cliente nosso que, que eu… ele sentou na minha frente, aí ele começou a falar, aí eu olhei no olho dele e falei o seguinte: “Cara, nos primeiros minutos de conversa, na primeira conversa antes de apresentar a Hackeando, eu falei assim: ‘Deixa eu te falar um negócio. Você ainda não se tocou de que a empresa é sua e quem manda é você'”. Aí ele falou assim: “Dá para ver na minha cara?”. Falei: “tá na sua testa assim, ó, gigante. Eh basicamente o seguinte, cara: você tá frouxo”.
Isso, cara. Você entendeu? Porque entenda uma coisa… aí você fala assim: “Putz, você tá falando tudo isso? Você trabalha com saúde mental?”. Sim, mas tem que ser direto, sabe por quê? Eu não trabalho com crianças, eu trabalho com adultos. É. Agora, se você quiser escutar o que te agrada, se você quiser ser tratado como criança, fica em paz comigo que não vai ser. Sim. Eu vou… pergunta pros meus colaboradores, cara. A gente ora todos os dias juntos, o colaborador chega e fala o seguinte: “Cara, eu tô com… eu tô com um problema com a minha avó”. Falei: “Então, a gente vai orar para ela ser curada agora”. É nesse nível, eu muitas vezes eu sou terapeuta da minha equipe.
Sim, tá certo, tem que ser.
Então eu chego e falo assim: “Aqui você vai crescer”. Mas você tem que querer crescer. “Ó, aqui você tá errando nisso daqui, isso daqui você está acertando”. Muito bom, show. Top, top. Pô, esses dias eu tava… eu luto jiu-jitsu. Esses dias, tem um colaborador meu que luta jiu-jitsu, tô na roxa, ó. Tô… não foi… já era para estar na preta. Tenho, eu tenho, sei lá, 13 anos de jiu-jitsu, caraca, de cirurgia no joelho, aí parei, enfim. É, eu me machucando no jiu-jitsu, faço… só que sou branca ainda. Esses dias eu tava saindo, eu tava rolando com o meu colaborador, caramba, no escritório.
Que da hora!
Eu faço isso com o meu irmão, entendeu? A equipe passa… a gente tá lá no chão. É isso, entendeu? E aí, só que ao mesmo tempo: “ah, isso daí é uma palhaçada”, não é, não é mesmo. Entrega, ele vai entregar resultados, ele vai fazer, eu vou cobrar dele, eu vou cuidar dele. Então, tipo assim, eu creio que a liderança ela precisa ser o papel, literalmente, de um pai e de uma mãe. O que que é isso, um pai e uma mãe, cara? Você tem que… você vai dar o melhor, você vai chamar a atenção, você vai corrigir, você vai ter que ser chato quando é necessário, cara. É aquela questão, né? Pô, seu filho tá com dois anos ali, você fica, você fica livrando ele da morte toda hora, porque enfia o dedo na tomada, bate a cabeça ali, e aí, qual que é a questão: você tem que corrigir toda hora, é. E aí você tem que ser chato toda hora. E aí, quando chegar o momento de reconhecer, você vai dar um presente para ele, é isso, ponto. Só que quando eu falo ser pai e ser mãe, não é passar a mão na cabeça, é ser, literalmente, você assumir o papel de pai e de mãe: a mãe gera segurança, o pai gera aventura, exato, ponto, entendeu? Então não é um pai… “ai, pai”, ah não é isso, não.
E o… E, cara, é isso que você falou. No final, você só precisa tomar medidas drásticas quando você tolera. E foi o que aconteceu com o Thiago, aconteceu com a gente. A gente também demorou para tomar atitudes por várias conversas, quantos erros operacionais… Só, só que eu tinha uma justificativa, não foi nem frouxidão, não é me defendendo, não.
Não, fica em paz, pelo menos.
Assim, na nossa justificativa, claro que eu deveria ter, ter agido, mas a gente vendeu muito mais do que a gente podia entregar. Uhum. Muito mais. Sabe qual que é o problema, filho? E aí, eu… eu estava na mão das pessoas, sabe? Eu estava na mão das pessoas, pessoas com cultura ruim, pessoas que deterioravam a cultura real, pessoas que faziam… cagavam na nossa cabeça. E eu tinha que agradecer e falar amém, porque eu estava obrigado a manter aquela pessoa ali. Ó, pode falar.
Sabe por que acontece isso? Acontece com muitos empresários e tudo mais, porque primeiro, o cara que conhece, que sabe que existe a palavra cultura, né, ele, ele deixa para depois. E o cara que não sabe, não entende, ele simplesmente vive o que o mercado fala: “ó, primeiro pessoas, depois produto, é processo, produto, tudo mais e ponto”. Só que o antes de pessoas é cultura, porque a cultura é você, é a extensão do seu CNPJ, exato. É isso. Do seu CPF, perdão. É você, é a sua personalidade, é o que você acredita, é o que você não acredita, seus inimigos.
São seus valores lá impressos na empresa.
Exato, exato. E aquilo dali, né, a pontinha do iceberg e tudo mais. Eh e aí, qual que é a questão: as pessoas vão terceirizando. “Ah, isso não é um problema”. Ué, mas não é você, o cara que quer crescer? Então, aí para que que serve cultura? Para se você tiver cinco colaboradores já serve, dois colaboradores já serve, você sozinho já serve, porque isso já dita o cheiro de como vão as coisas crescer, exato. Exatamente. E aí, esse é… ó, tava ontem… eu não vou nem falar o nome da empresa, que a empresa é uma das maiores empresas do Brasil. Tava um colaborador deles na minha casa ontem. E aí ele falou assim: “Cara, lá… eu nunca escutei isso na minha vida, lá o turnover tá em 1.000%”. Eu falei: “Trocou de equipe 10 vezes?”. Ele falou: “Sim, eu tô lá há 4 anos, só tem eu e mais cinco, de cerca de 250 pessoas na equipe”. Nossa, eu nunca vi na minha vida. Ele falou… aí ele falou assim: “Em 7 anos trocaram de CEO três vezes”. Cara, cada um vem com um ritmo diferente, o que já tá errado. E ah não vou nem entrar nesse detalhe, mas é isso. Você entendeu? E essa é a bomba que a gente resolve. A gente, quando a gente fala “a gente resolve problema”, é problema mesmo, porque a gente entra com questão de saúde mental, que nem agora mesmo o cliente nosso falou assim: “Putz, cara, você consegue dar… passar a mão no telefone e falar com um colaborador nosso, cara, que tá colapsando aqui e tal, não sei o quê? Vai, resolve essa bucha”. Aqui no backstage tava falando para você: a gente tem CEO, cliente nosso, que tem problema no casamento, a gente vai lá e resgata o casamento do cara. Caramba. Tinha um… teve um cliente nosso que ele, ele fez um contrato com uma empresa, uma empresa… uma das maiores empresas listadas na bolsa hoje no Brasil, não vou expor o nome, e ele fez um contrato com ele, com os caras, de 5 anos, um contrato de 20 milhões, 20, 22 milhões, alguma coisa assim. Ele começou a ficar maluco porque ele teve que, em 15 dias, contratar 90 pessoas, em 15 dias. Nossa. Ele começou a ficar maluco e ele achou que ele não ia dar conta. Sim. E aí ele entrou, tipo assim, em quase que numa depressão, não dormia. A gente foi lá, fez o resgate do cara emocional, fiquei no pé do cara, ele não só continuou o contrato, ganhou o prêmio de honra por ser o melhor fornecedor. Caramba. Dos caras, e fechou mais dois contratos com eles.
Que legal, bicho!
Se não tivesse o resgate emocional, esse cara ia perder um contrato de 5 anos de 22 milhões.
Caramba, bicho.
Então, quando o que eu tava te falando, quando a gente fala que a gente faz algumas coisas que são diferentes, né? Sim. É diferente real mesmo, porque… e de fato precisa, cara, porque esse mundo de business ele é puxado, cara, é cruel. E outra, ninguém mostra.
Ninguém fala, ninguém fala. Na verdade, tá todo mundo se lascando e ninguém abre a boca.
Exato, e, e sabe por quê? Eu, uma das palestras que eu faço, fiz até recentemente lá em BH, chama Crescer Dói. E é verdade, crescer dói demais, cara, por causa do que exigem de você. Normalmente é algo… é algo que tá um pouco acima da sua capacidade atual, que você precisa se desenvolver para entregar, porque se for do teu tamanho já é pequeno, né? Eu acho que é isso. É o desafio sempre de você chutar a bola para a frente e correr. Eh só que ninguém fala do caos que vem acompanhado. Ninguém vê, ninguém fala que a complexidade do crescimento não é uma complexidade linear. Quando você tem três pessoas, você tem três fontes de contato: A fala com B, B fala com C, C fala com A. Quando você tem cinco pessoas, já sobe isso exponencialmente. Quando vem para 10, sobe isso exponencialmente. Quando vai para 25, sobe isso exponencialmente. Se eu não me engano, com 25, se eu não me engano, a gente tem 300 interações. Então, pode ser três, tem 3… 25 tem 300. Como assim essa curva? Justamente porque a complexidade cresce demais, e ninguém fala dessa, da fatura que se paga ao crescer. E um dos… das coisas que eu coloco lá é o mito do superempreendedor, porque assim, a gente, quando começa a empreender, muita gente inicialmente não acredita. Mas quando você passa da primeira barreira de arrebentação, você tem um pequeno sucesso visível, as pessoas começam a validar o que não validavam, dizendo: “Sempre acreditei, pô, Guilherme, sempre acreditei na Hackeando, pô. Sempre acreditei quando você falou que tava começando a empreender, mano”. Mas às vezes lá por dentro a pessoa falava: “Mano, deixa eu ver como ele vai quebrar a cara”. Uhum. E aí você começa a ter a validação das pessoas que não gostam de você e só estão lá tipo de paparico, mas começa a ter a validação das pessoas que sempre acreditaram em você, torciam, às vezes até jogaram contra com medo de você se frustrar e tentando te, te proteger como pai e mãe e tudo mais, mas que sempre, de fato, torciam, torceram, e essas pessoas começam a te validar com orgulho: “Pô, Gui, sempre acreditei, o pai sempre acreditou em você, filho. Pô, que legal, fico muito feliz. A mãe sempre acreditou em você, filho, vejo muito, fico muito feliz de ver você conquistando suas coisas”. E isso vai te colocando num pedestal de um sucesso que você conquistou, que quando a merda bater — e a vida empreendedora é de altos e baixos —, você vai ficar com… vai ficar difícil até de dividir em casa. Um, porque na tua casa às vezes tua esposa, teu cônjuge, seu marido, é o único lugar de paz, porque você dividir em casa vai trazer preocupação para dentro de um lar que é o único lugar em que você consegue espairecer. E segundo, a expectativa. E o mito do superempreendedor é: “Eu sou o super-herói, eu preciso estar bem de cabeça, eu preciso ser um líder forte, porque as pessoas precisam se inspirar em mim”. Então, às vezes, mostrar fragilidade é um sinal de fraqueza pro empreendedorismo.
100%.
Isso vai colocando você, mano, num limbo total, que é você com você mesmo, é você com o seu chuveiro, é você com o seu travesseiro. Aham. Você não sabe dividir, você é solitário, por isso que empreender é tão solitário. Então é o que você falou, é silencioso isso, porque todas as vezes que eu coloco essa palestra para rodar, os feedbacks que eu recebo são surreais depois. Sim. E as pessoas vêm trocar ideias comigo e às vezes falam algumas coisas para mim que falam assim: “Isso que eu tô te contando, ninguém sabe”. Aham. Eu falo: “Cara, que surreal”. E eu me baseei abrindo meu coração sobre as minhas dores de empreender sendo solitário. Então é muito louco, é uma dor altíssima, latente e de que ninguém troca ideia, cara. Sim. Qual é, qual é a, a incidência disso? Qual é a… o, o… a tua inspiração, a tua, a tua experiência com isso, com o empreendedor? E o que que você diz sobre isso? O que que você pode eh falar para ajudar, dar uma direção, sei lá, um caminho? Porque, cara, empreender é dolorido demais, cara. E tem muita gente aí depressiva que às vezes nem tem chance de cair. Sim, porque não tem opção, cara. Sim, sim, ou vai ou racha. Ou vai ou racha. Porque se ele, se ele ajoelhar, fodeu. Sim, sim, tipo, não tem retaguarda.
Sim. Eh primeiro de tudo, nós vivemos de aparência, né? Então, a gente vive para agradar os outros, né? Então, eu falo, ninguém posta stories da louça cheia de… a pia cheia de louça, né? Ninguém vai postar isso. A galera hoje passa perfume para tirar selfie, né? Então, tipo, é uma loucura. Então, tá sempre querendo a, a validação dos outros, de terceiros, né, e tudo mais. Teve até um, um momento, preciso até voltar com isso, eu acordava e postava uma selfie e falava… postava assim: ó, cara amassada, porque acordamos amassados, ponto.
Cara, legal, hein?
Aí eu pegava assim, vai, terminava de comer, vai, vai, sei lá, ia no restaurante, terminava de comer, tirava foto do prato todo sujo, né? Sabe, postar o inverso.
Legal, muito legal.
A galera começou a se identificar muito. Eu já, eu já atendi uma blogueira que ela falou: “O meu cérebro é calibrado para mostrar a perfeição. Eu não sei, eu não consigo mostrar aquilo que não é perfeito”. Então é o take perfeito, a iluminação perfeita, com a foto perfeita, com a maquiagem perfeita. Então tudo é perfeito, calça… Entende? É loucura, é uma pressão assim, porque é aquela questão: eu não posso falhar.
Exato.
Não tenho fraquezas. Só que as pessoas, quando começam a estudar um pouquinho de marketing, entendem que a vulnerabilidade é o que conecta, né? E isso na sua equipe também. Quando você começa a ser empresário e começa a falar dos seus perrengues, o que deu certo, o que deu errado para a sua equipe, a sua equipe também começa a falar assim: “Nossa, ele também é normal, caramba! Ele fede também, né? Ele toma banho, né? Como é que é? Como é que funciona? Se ele não… fica sem escovar os dentes? Meu Deus do céu!”. E aí todo mundo começa a ver isso. Então nós vivemos de aparência, isso é um grande problema. E putz, eu não posso desestruturar, né, enfraquecer e quebrar o que eu tô construindo, esse castelo de areia, né? Então isso gera, isso gera um grande problema emocional para as pessoas, que é o aumento da autocobrança cada vez mais.
E o grande ponto é o seguinte: a gente sempre fala, né, quem, quem tá em roda de business, networking e tudo mais, sempre fala: “Cara, tenha mentores”. Só que hoje eu queria deixar uma mensagem aqui: cara, não tenha só mentores, mas também tenha pessoas com quem você possa chorar, saca? Não é chorar de sair lágrima, é falar assim: “Cara, eu tô na merda”.
Sim.
Tipo assim: “Irmão, eu não tô bem, cara, eu tô preocupado, tá, tá puxado”. Porque é aquela questão: às vezes o cara não fala nem para a mulher, ou a mulher não fala nem pro marido, né? Porque a gente tem muitas empreendedoras hoje. Então, e tá tudo invertido as coisas, sabe? E a gente tem que esconder aquilo que é frágil. Então, às vezes a gente precisa ter um ponto de desabafo que nem… por exemplo, tem a questão, a própria questão da terapia. “Ah, terapia é frescura”. Irmão, pelo amor de Deus.
Muito tempo eu pensei nisso.
É, não, mas é normal, é normal e é comum, e eu não julgo. Só que quando, quando a gente fala de terapia, nós simplesmente estamos falando de uma oportunidade de você falar para uma pessoa aquilo que você não tem coragem de falar para ninguém.
Para ninguém. E, e outra, ajuda demais a organizar o pensamento, cara. Nossa, é uma desfragmentação de disco, sabe o que acontecia no computador lá? Cara, organiza o pensamento de uma forma, cara, é surreal, porque você não para para organizar o pensamento, você só recebe input, input, input, você vai colocando em qualquer lugar. A sua agenda cheia de buracos, e na terapia você tira as peças, organiza, libera espaço, cara, é surreal, cara.
Exatamente. Eh como terapeuta também, como terapeuta, eu classifico os pacientes em três níveis: eh vaidade, doença e performance. Vaidade por quê? Vai, por exemplo, lá na clínica atende muitos pacientes que, por exemplo, querem emagrecer, ou “eu quero…”, e não que isso seja um problema, tá? Pelo amor de Deus, isso é saúde e a vaidade muitas vezes também é, tipo, “eu quero meter o shape”, sabe? O cara que tá fazendo um ciclo hormonal e tudo mais. E a doença é a pessoa que tá depressiva, com transtorno e assim por diante. E nós temos o cara de performance, que às vezes é o empresário, ele fala: “Cara, eu quero pensar melhor, eu quero dormir melhor, porque eu quero trabalhar melhor”.
Sim.
E aí a gente começa a quebrar esse quebra-cabeça e reconstruir, reposicionar ele no lugar certo, e é surreal, cara. Entende? Então é basicamente isso, né? Então, falando em cima do que você tinha, a bola de que você tinha levantado, a gente vive hoje de aparência, só que ninguém tá bem, e todo mundo… ninguém tá bem. Por quê? Todo mundo tem problemas, cara. Entende? Aí você vê o cara que ele tá rico para caramba, aí daqui a pouco ele aparece e fala: “Eu tava depressivo, mas ninguém sabia”. Acontece demais, cara. E a gente olha para a vida do outro e se compara com a vida do outro. Então é uma loucura, né?
Tem uma cena, cara… Eu tinha uma agência de publicidade lá atrás e a gente estava fazendo uma, uma peça de publicidade para uma empresa que eu nem vou citar o nome aqui, mas uma empresa bem grande aqui de franquias. E ela contratou um cara para encabeçar a campanha de marketing deles, que era um publicitário francês que veio da França mesmo, de Paris. O cara fazia um monte de coisas da galeria, era um cara bem, bem renomado, e o cara tinha um status gigantesco assim, vai, o currículo dele era surreal. E a gente começou a interagir com ele e a gente começou a trabalhar em conjunto, ele era o cabeça e a gente era a operação das campanhas. E logo… e a gente estava fazendo internacionalização da marca, rebrand, um monte de coisas. E, cara, logo depois eu fico sabendo que esse cara se enforcou. Não acreditei, cara. Porque eu fiquei amigo dele. Ah, vou falar o nome… Ah, não vou falar o nome dele, não, vou falar não, não vou falar. É, vou falar não. Mas ele, cara, se enforcou. Ele é bem, bem conhecido, dependendo do meio. Mas eh esse cara se enforcou, duas filhas pequenas. Eu falei: “Cara, o que que aconteceu?”. Aí quando vai entender um pouco mais, estava depressivo, cara, com uma carga sobrenatural em cima dele, não… provavelmente não dividiu com ninguém e não suportou. Aí estava… teve um momento de baixa, pelo jeito tinha perdido um contrato grande. E aí quando você se constrói em cima de aparência, e aí talvez aquela aparência não vai sustentar por causa de um momento de baixa, é mentira. É a hora que você começa a perceber que talvez tudo o que você construiu é em cima de nada, em cima do que os outros pensam. E aí começa a dar quase um faniquito na pessoa de falar: “Eu vou ser exposto”. E a pessoa prefere a morte do que outra coisa, cara. Então é muito louco o quanto o empreendedor… Por isso que eu falo da expectativa. As pessoas sendo… ouso dizer que ele não pediu essa expectativa toda, as expectativas foram vindo e foram trazendo para ele essa dopamina, e aí também não calculou a consequência, né?
É.
E aí ele foi se viciando nessa, nessa, nessa, nessa expectativa dos outros, nessa valorização dos outros. Só que em algum momento, depois de anos e anos e anos, uma crescente dessa, o cara olha e fala: “Putz, tudo o que eu tenho é com base nisso”.
É foda, mano. Vai ressaltar algo: todas as pessoas que elas retiram a própria vida, eh elas… ninguém quer morrer, as pessoas elas querem se livrar da dor. Então, esse cara, por exemplo, é um exemplo: ele não aguentava mais a dor, então ele não sabia para onde, para onde ir, o que fazer, para onde correr. Então: “cara, não aguento mais a dor, então deixa eu tirar ela”. E às vezes o único caminho que ele pensa é esse. Obviamente não é esse, né? Obviamente. Então, busque ajuda, cara, busque ajuda, porque é muito difícil. Todo mundo tem que fazer terapia, né, cara?
Cara, é importante. É importante, é importante. Com um bom terapeuta você vai muito mais longe. Uma coisa que, falando sobre isso, cara, foi muito difícil achar um terapeuta, porque, cara, quando você é empreendedor também, você vai falar com alguns terapeutas que não têm vivência de business. Puta, chato, hein, cara? Não é desmerecendo, mas puta que pariu, a pessoa te dá só, a pessoa ela faz comentários que são só furada porque a pessoa não tem vivência. É tipo, sabe? É tipo eu fazer terapia com um chinês que não conhece o Ocidente.
Exatamente, exatamente.
A pessoa fala umas coisas, fala: “Cara, essa pessoa tá em outro mundo, você não se conecta”. E essa, essa é a dor que eu sinto de todos os meus amigos empreendedores, que quando a gente troca ideias de terapia fala: “Bicho, eu não acho um cara”. Difícil achar alguém que se conecte, cara. Por onde vai passar essas pessoas?
Olha, é muito difícil, é muito difícil. Engraçado que hoje eu tava lá na clínica, eu tava conversando com um médico lá, eh estava falando sobre esquematização, ele desenha a equipe, projeto e tudo mais. E eu falei assim: “cara, do projeto que você tá falando aí, você precisa de um terapeuta, de uma equipe de terapeutas que entre no mundo do paciente. Então, o padrão que você tá falando aí, que é extremamente alto de público que você vai atingir, esses… esse terapeuta precisa saber falar sobre business, porque a melhor forma de você manejar uma terapia é saber falar a língua da pessoa”. Eu atendo… de eu atendo, por exemplo, quando eu atendo, né, eh adolescentes, porque eu sei falar do jogo que o cara joga, eu sei o que ele joga, eu sei o que ele assiste, então eu sei falar o nome do personagem. Não que eu viva isso, não que assista, é porque eu tô antenado. Então se o cara falar de economia, eu não vou falar… eu não sou expert em economia, mas eu sei bater uma bola com ele, porque é só sobre o raciocínio lógico. Mas não, o terapeuta muitas vezes tá engessado nisso e é por isso que nossa, aí não se conecta, cara.
É, não dá, não dá certo. E, e existe realmente terapeutas, gente, tem muitos, muitos a rodo, e tem terapeutas que são maravilhosos, maravilhosos, só que é difícil de achar.
É difícil. Eu quero entrar em dois temas finais. Um é sobre a NR1, tá sendo falado aí que é uma mudança de uma norma que já existe sobre segurança do trabalho e tudo mais, e que agora traz a saúde mental como necessidade de atenção da empresa e mais responsabilidade. Uhum. Só que também a gente tem muitas controvérsias, muitas coisas sendo faladas. Eu já consumi uns 80 conteúdos que todos eles se discordam em algum ponto. Qual é… Dá um overview pra gente sobre a NR1, o que que tá acontecendo, qual vai ser a mudança, como as empresas se preparam, o que que o empreendedor pode esperar, qual é a situação que tá hoje. Dá um overview pra gente.
Então, foi muito em cima daquilo que você falou. Primeiro eu vou, vou falar da base, mas tá nebuloso, tá nebuloso ainda. Tá nebuloso até pro governo, sejamos sinceros. Tá, mas tem um caminho aí, tem uma luz. Eh nós temos a NR1, né, antiga, e teve uma atualização da NR1. Então, antes o trabalho… Na verdade, o empregador, né, o empresário junto com a NR1 e a NR17, tinha que avaliar ali os riscos, a exposição química, o uso de EPIs, a segurança, a ergonomia, fazer uma, uma avaliação ergonômica do trabalho e assim por diante. E aí nós tivemos a atualização da NR1, que na verdade já meio que levemente existia, não como norma regulamentadora em vigor, tá? Né. E aí nós temos essa, essa, essa atualização que diz que, a partir do dia 26 de maio, as empresas, todas as empresas, né, de regime CLT, né, terão que averiguar os riscos psicossociais. E aí, quais são esses riscos psicossociais? São diversos. Então nós temos eh carga excessiva de trabalho, assédio moral, assédio sexual, mudanças organizacionais, nós temos o clima de comunicação entre não somente líder e liderado, mas a galera de baixo: perseguição, sabe, bullying, assim por diante. Então são diversos fatores de riscos que, na verdade, são extremamente importantes pro empresário saber sobre a empresa dele. Esses dias eu postei um vídeo sobre a síndrome do lateral, que é basicamente o seguinte: às vezes eu tenho uma boa, uma boa comunicação comigo, você é meu líder, só que, na verdade, o meu problema tá com o meu colega do lado: ele me persegue, ele faz fofoca e assim por diante. E aí o que acontece dentro desses pontos?
Muito, muito, muito. Esse é um dos grandes motivos de intriga dentro de uma empresa: fofoca, tudo mais, é briga entre a equipe, total.
E aí o que acontece: nós temos esses riscos psicossociais e nós temos as consequências, então, pode acarretar em transtorno mental e assim por diante. Quando nós fomos na NR1, o que que aconteceu? De acordo… a gente recebeu um áudio, uma mensagem de uma galera que se reuniu lá com o Ministro do Trabalho, lá no Ministério do Trabalho e Emprego, falando que o Ministério do Trabalho até o final deste mês de abril — nós, hoje é dia 22, né? 22/04/2026. E até o final deste mês, o Ministério do Trabalho ia liberar um guia e, em até 90 dias, eles iam… eles iam trazer como se fosse, entre aspas, um mapa prático de como fazer isso, tá? Na verdade, já saiu matéria, já saiu documento de como fazer, porque, no final das contas, a empresa ela vai ter que fazer a… o GRO, né? Que é o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Então nós olhamos pro GRO e tem a matriz de risco, de severidade e assim por diante, que nós da Hackeando ajudamos as empresas a fazerem. Então a gente simplifica, sim, a gente simplifica sua vida. É basicamente isso, porque isso é chato para caramba, tá? É burocrático e assim por diante. Então, eu sei falar do assunto, mas uma pessoa que domina muito é o Marcelo, que também… Se um dia você quiser, o cara é bizarro com RH, pessoas, enfim, o cara é top. E aí, e aí o que acontece: nós temos a NR1 e tá circulando aí que talvez, talvez, talvez, tá — não coloque palavras na minha boca —, mas a gente recebeu um áudio lá de dentro que talvez vai ser prorrogado por um ano para os empresários se adaptarem. Mas, basicamente, o que a gente lê, o que a gente vê só de documentos, sites e tudo mais, é que é basicamente o seguinte: vamos supor que aconteceu um assédio moral na sua empresa, o colaborador ele vai lá e faz uma denúncia no Ministério do Trabalho. O Ministério do Trabalho, ele visita a sua empresa e ele vai ver o que tá acontecendo, só que ele vai averiguar. Ele pode fazer uma mini auditoria ali dentro para entender o clima organizacional e ele vai perguntar para você: “E aí, Felipe, qual que é o seu plano de ação para isso?”. Então ele não vai chegar, ele não chega penalizando.
Foi o que… É o que estão falando, até porque esse é o grande medo dos empresários, porque hoje, com a lei trabalhista, a gente tem o poder da dúvida sempre jogando contra a gente, porque a gente é que tem que comprovar que não aconteceu o que estão sendo… o que estão nos acusando.
Exatamente. E aí, quando a pessoa fala de assédio moral, pressão excessiva e tudo mais, é uma faca de dois gumes, é muito tênue essa linha. Como que a gente define se teve ou não teve, se ainda existe ou não existe, ou o quanto essa pessoa aguenta, ainda mais quando a gente puxa um pouco isso para uma Geração Z que não sabe receber o mínimo de cobrança? Tá ferrado esses caras, você tá dando, você tá dando… você tá jogando pólvora no fogo.
Então, esse é um dos nossos trabalhos também na Hackeando, que é o quê: a gente precisa entender que cada colaborador, ele recebe, entende de um jeito, né? Então, cara, às vezes você pode xingar a minha tia que eu vou continuar trabalhando e vou escutar, falar assim: “você tá certo, é isso, vamos embora”. Só que tem gente que, se você falar dessa forma, ela vai ficar depressiva, vai ir embora, é, e acabou. E talvez ela vai ficar de cama. E a gente precisa entender isso, cada um entende de um jeito. Só que a gente também tem pessoas da antiga geração que não sabem lidar com críticas porque têm um ego muito aflorado, e tem pessoas também da nova geração que são um canhão. Tem moleque aí de 20 anos, 19 anos, você fala assim: “Meu Deus do céu, é mais maduro do que o diretor”.
Exato, é isso.
Entende? Então eu não gosto de generalizar e banalizar, é, os dois lados têm coisas erradas, entende?
Exato, fato é, todo mundo tá, tá nesse balaio aí.
Mas a NR1 é basicamente isso. Eu acredito que o que… o que que o empresário tem que pensar sobre a NR1, cara: não enxergue isso como um negócio obrigatório que você tem que fazer para entrar no padrão do cara, não faça isso. Entenda que é uma bola de que o governo tá levantando com uma oportunidade de você olhar pra sua equipe e falar assim, ó: “cara, deixa eu melhorar isso daqui”. Por quê? Se você implementar o gerenciamento de riscos, ver tudo certinho o que que tá acontecendo, e você falar assim: “Caramba, esse dado aqui é grave, o que tá acontecendo aqui”, e você executar um plano de ação, você vai reduzir turnover, você vai ter uma galera mais feliz, você vai ter uma galera mais engajada… Vai ser, pelo amor de Deus. Ah, o grande medo de todo mundo é se, de fato, isso não vai ser servido, não vai ser usado para te atrapalhar, para ser mais uma burocracia. Porque se for um apontamento, aí é show de bola.
Sim, aí é show de bola.
Que é o que o governo disse que não vai ser, né? Sim. E então, então, pessoal… pode ter gente que vai falar o contrário, mas só que, tipo assim, tá nebuloso para todo mundo. A gente já tem uma, um mapa estratégico do que fazer, o que não fazer, que basicamente, provavelmente, não vai mudar. Eh acho difícil, é como se o governo fosse voltar atrás em grande parte das coisas de que eles falaram, mas sobre o vigor da lei, a, a profundidade da penalização, como que vai… isso aí vai suavizar, possivelmente. Porque o que aconteceu, essa, essa bomba da NR1 explodiu, eu fiz até um post no LinkedIn, do nada ele viralizou para caramba sobre a NR1, só que começaram a vir dúvidas, aí o Ministério do Trabalho começou a ser bombardeado, aí falaram: “Pelo amor…”. Na prática é isso, tá? Basicamente isso.
Então, espera aí, cara. A gente tem que rever algumas coisas aqui. Quando eles receberem essas dúvidas, eles mesmos sabem responder.
Total, porque também tem aquela questão, né? Vão ter grandes empresas que vão pressionar. Exato. Brasil, gente, jogo de interesses, né? A gente aqui na Globo, a gente pode falar o que quiser. Então tem um grande jogo de interesses por trás disso. Alguém vai ganhar muito dinheiro por trás disso e assim por diante. Então é basicamente isso: a gente tem que olhar para a NR1 como uma oportunidade de qualificar, profissionalizar as nossas, as nossas empresas, basicamente isso, em termos de RH.
E, mestre, agora a parte final, que eu queria te falar sobre a dopamina, que é uma molécula que tá, tá… que serviu para desenvolver a gente como sociedade, como, como seres humanos, mas que hoje, por conta até dessa dopamina barata que a gente chama, que é… que ficou fácil de você conquistar, sim, eh a gente estava até conversando nos bastidores disso, eh tá enjaulando as pessoas em, em situações extremamente deploráveis. Essa é a real. Eu sou um cara bem atento, sempre procuro fazer uma autoanálise, e eu tenho… tenho conversado até com a minha esposa que eu tô me… eu me autodeclarei viciado em dopamina. Uhum. Me autodeclarei viciado em dopamina em, em vários aspectos, tá? Vários aspectos. Eh satisfação por comida, n coisas. Eh “ah, não, não vou malhar”, “ah, sei lá o que”, cara. Assim, a dopamina começou a chegar num nível, e aí eu tô fazendo um detox de dopamina que eu, eh trocando uma ideia com o meu GPT, aham, cheguei à conclusão de que eu vou fazer. Então, toda a dopamina barata que eu considero barata, eu não vou eh absorver de jeito nenhum.
Estimulantes.
É todo estimulante assim: “ah, tô precisando… eu tô me sentindo entediado, vou pegar aqui o, a rede social”. Não, vou pegar um livro. “Ah, eh tô precisando, tô me sentindo entediada, vou… tô pensando em comer”. Nem tô com fome, mas, mas vou comer.
Não, chocolate.
Ah, é chocolate, cara, que eu descontava muito na comida, mas principalmente na, na no doce. Então, cara, entre n situações, cara, faria, faria uma lista aí de 30 coisas que, que a, a dopamina barata tá vindo, e tô assim… comecei a… hoje é dia 22, seis dias. Uhum. E, cara, o primeiro dia é surreal de difícil.
Difícil, né?
Nossa, o primeiro dia é surreal, difícil, porque é assim… só que é um, é um vício que até passa rápido, até, pelo menos para mim, não tem sido tão dolorido. Agora tá ficando mais fácil falar não para essas coisas e as vontades não estão vindo tão, tão afloradas. Mas, cara, eu fico olhando que a gente tá se perdendo para isso. O que que você poderia falar assim sobre essa, essa sociedade que, que nos… que a gente se construiu?
Resumo: bom, eh dopamina não é o problema, o problema são… o problema somos nós, né? Vou pegar um exemplo assim de fonte de dopamina barata, né: TikTok, tá? Redes sociais e tudo mais. O problema não é nem o celular, é a rede social, né? Eu falo, eu brinco, ninguém é viciado em celular, vou ligar para você e ficar 7 horas falando com você? Claro que não. Eh a questão são as redes sociais. Então, é basicamente o seguinte: eu entro ali numa rede social e tem outras coisas, né? Por exemplo, obviamente, drogas, eh pornografia e assim sucessivamente. Então, eu pego ali uma rede social, eu entro no algoritmo de busca, ele já sabe o que eu gosto, ele traz um feed infindável de novidades, não acaba, só acaba se você… se cair o seu Wi-Fi, porque de resto não vai parar nunca. Ele vai se moldando aos seus gostos a todo momento, então não existe nada mais atualizado do que aquilo. Por que que é uma dopamina barata? Porque quando a gente fala de dopamina, traduzindo pro português, é motivação, tá? Então é uma motivação muito fácil. Por que que é muito fácil? Porque é um esforço muito baixo. Então eu fico com o meu celular e eu bato o dedo. Que que esforço que é esse? Nenhum. O cérebro tá felizço. Nenhum, nenhum, você pode fazer isso deitado, irmão. Se o celular for à prova d’água, você vai debaixo d’água, entendeu? E aí, qual é a questão: o cérebro, ele começa a ser alagado por essa motivação, porque é novidade atrás de novidade e o esforço é muito baixo. E o seu cérebro, ele é uma calculadora de gasto de energia. Então, a todo momento ele tá querendo economizar energia, não tá querendo gastar energia, quer fazer gestão de energia. Então tudo aquilo de que você recebe muito dinheiro para pouco trabalho, é isso que ele quer. E é por isso também que entram ali as bets, né, as apostas.
As apostas, por quê?
Por quê, irmão? É só bater um botão e eu posso ficar rico ou eu posso ficar pobre, né? Rico. Então, qual que é o grande ponto: o problema não é a dopamina, o problema são as redes sociais e como nós as usamos, né? E aí, traduzindo o que que o Felipe tentou fazer, né, o que que o… o Felipe ele está fazendo: ele está tentando ajustar o sistema de recompensa dele. Então, quando ele fala: “quero mexer no celular”, aí ele fala: “não, cara, eu vou ler um livro”. O livro tem um esforço, tem uma recompensa também, é motivacional também. No final eu sinto a dopamina.
Sim.
“Caramba, que legal, não mexer no celular e, e progredir aqui”. E qual que é a diferença do celular pro livro? A qualidade, a qualidade da dopamina, a qualidade da motivação que você recebeu, a qualidade da recompensa que você recebeu e o esforço também, né?
O esforço.
O esforço, então você se sente orgulhoso. E sabe qual que é um negócio que eu tenho batido muito em palestras? Não tem arrependimento.
Caramba, é verdade. Não tem arrependimento. Porque às vezes se você ficar duas horas no celular, você fala assim: “Cara, que merda, eu gastei meu tempo”. [ __ ] que pariu. Se você lê um livro, você fala assim: “Qual que foi o arrependimento?”.
Na verdade, eu tô trocando a dopamina com arrependimento pela dopamina sem arrependimento.
Pela dopamina com orgulho, com orgulho. Fala: “caramba, acabei de ler quase um terço do livro aqui numa, numa sentada”. Você entendeu? Você entendeu? Então, qual que é a questão: quando a gente olha para tudo isso, o que que o Felipe está fazendo? Ele está fortalecendo o sistema de recompensa dele. Então, ele tá fazendo: “eu vou fazer um esforço e depois eu recebo uma recompensa”. Quebrou… “eu preciso me esforçar para a recompensa”. Isso tem que valer a pena, porque é aquela questão: ninguém recebe o salário e depois trabalha, valeu a pena; ninguém conquista o shape e depois treina; ninguém emagrece e depois faz dieta. Não tem uma… “ah, mas eu fiz lipo”, mas você vai ter o pós, o pós-lipo aí, que ficar na cama, vai ter dor para caramba, querendo ou não é o esforço. De outra, se você também não se cuidar… se você não se cuidar também, você volta.
Exato, é o efeito sanfona.
E aí, qual é a questão? A questão de que o problema não é a dopamina, o problema é a fonte de dopamina, como que a gente tá usando. E aí vou dar só mais um ponto que é muito importante: tem algum problema jogar videogame, celular? Não. Tem algum problema mexer na rede social por uma hora? Não. Desde que seja uma das últimas coisas do seu dia e que também não interfira no seu sono. Por quê? Durante o seu dia você acordou, aí você foi lá, você treinou, você resolveu bucha para caramba no seu trabalho, você trabalhou para caramba, pegou trânsito, chegou em casa, não tem problema nenhum você mexer no celular. O problema é você querer começar o dia mexendo no celular: você começou com a recompensa para depois ir com o esforço, você tá desregulando seu sistema de recompensa, entendeu? Então tudo isso é a jogada. Eu tenho… em 30 segundos vou falar: tinha um paciente que ele emagreceu 8 kg porque ele chegava da faculdade 23h30, aí ele ia treinar, e de tarde até às 23h era TikTok, pornografia, jogos e séries. Aí no final ele queria ler. A gente inverteu a ordem, a gente inverteu a ordem: ele chegava, lia, treinava e fazia tudo isso ainda. Ele perdeu 7 kg.
Caraca!
Porque eu fortaleci o esforço dele na parte da manhã: você só vai fazer isso se pagar esse preço, é uma recompensa. E aí ele ficou feliz porque ele começou a ler um livro. Você hackeia, de fato, o sistema de… o sistema. É, esse é um dos momentos em que entra o nome da Hackeando, né? Hackeando a Ansiedade. Porque, no final, voltando um pouquinho, no final das contas, o que a gente ajuda o empreendedor a conquistar? Paz. Então eu tô hackeando a sua empresa. Não, e de fato você consegue hackear um negocinho assim, caramba, ó. Exato. Às vezes a gente… o cara entra como nosso cliente e ele fala assim: “Cara, eu tô mal”. Falei: “Então, espera aí, a gente vai fazer uma call agora, a gente vai se reunir”, e aí eu coloco o cara no eixo: “você vai parar de fazer isso”. Só que eu mostro para ele como que ele vai fazer isso e da maneira que vai motivar ele para fazer aquilo. Colocação, exato, exato. Acabei de fazer isso com um cliente nosso que ele é lá do, do Ceará, e ele falou assim: “Cara, meu casamento melhorou, minha família melhorou”, com uma conversa. Então, por que… às vezes falta isso pro empreendedor, alguém que chegue e fale: “chega, trocar ideia, vou direcionar”.
E cara, pra gente chegar na parte final antes dos patrocinadores, como que contrata a Hackeando?
Bom, para você contratar a Hackeando, você pode… acho que a forma mais fácil de você entrar em contato é pelo nosso Instagram, @hackeandoaansiedade.
Ansiedade, sem arroba, sem underline, nada, hackeandoaansiedade. Hackeando a ansiedade, né? Vai ter aqui embaixo também na descrição do vídeo. Perfeito.
E aí é só entrar em contato e, antes de tudo, né, eu não vou chegar e vou te vender a Hackeando. Primeiro eu preciso ver se você é o perfil de cliente que… Primeiro, você precisa querer receber ajuda, né, e falar assim: “não, vamos juntos porque vai ter uma parte que eu vou fazer com você, vai ter uma parte que você vai fazer sozinho e vai ter uma parte que eu vou fazer sozinho”. Só que eu preciso também que você faça a sua parte aqui, senão também… independente da quantidade de colaboradores que você possui. Então, o que que vai acontecer? O que que a gente pode fazer, né, aqui pra galera do, do Além do CNPJ: a gente entrega uma, uma um diagnóstico de cultura organizacional.
Caramba, que legal!
Cortes… perdão, cortesia para, para quem entrar em contato, quem quiser. Eu, eu mesmo faço isso, eu me comprometo a fazer isso. Bato um papo com você, com o empresário. Quem quiser também ir lá no nosso escritório, a gente bate esse papo, essa mentoria gratuita, a gente fala de vida pessoal também, fala de tudo, vai ser bem bacana.
Isso só pra galera do… que é uma espécie de uma, de uma primeira sessão para trocar ideia e entender.
É, fala… eu falo sobre a empresa, falo sobre a sua vida pessoal e aí, aí eu te direciono e faço tudo isso.
Caramba, [ __ ] show de bola. E o Instagram é o melhor caminho?
O Instagram é o melhor caminho, é o caminho mais fácil, né? Geralmente é o WhatsApp, mas é o Instagram. E no, no, no meu pessoal é @guilhermeviana. Boa.
Guilherme Viana, Viana com um ‘N’ só, boa. Aqui embaixo também tá o arroba do Guilherme Viana da Hackeando a Ansiedade. E cara, também a gente vai estar com os posts em collab, todo post que a gente for fazer, a gente vai colocar colabando. Fora os cortes que você pode fazer por conta, como a gente estava falando, que meu, usa à vontade esse, esse conteúdo. Mestre, vou te pedir licença rapidinho para agradecer aos patrocinadores, por favor.
Por favor.
Então, let’s go, galera. Todo esse audiovisual de qualidade aqui são graças aos patrocinadores que investem no projeto do podcast pra gente trazer conteúdos desse calibre aqui para vocês de forma gratuita para a internet. Então, quero começar agradecendo o nosso patrocinador master, a SMB Store. Desde 2018 tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, vendas e financeiro, tudo isso com sistema acessível e fácil de usar. Agência RPL, que oferece a solução completa de marketing digital para negócios, cuidando das empresas com olhos de dono, desde a criação de sites, gestão de anúncios, planejamento estratégico, social media, SEO. Polux: você sabia que existe oportunidade de desembolsar menos com impostos através de planejamento tributário? Especialista em gestão de tributos e de crise. Semic Displays: tá precisando vender mais? Então seu negócio precisa de soluções criativas para PDVs, balcões, bandejas, displays e muito mais. WJR Consulting: aumente seus lucros, seja aumentando receita ou reduzindo despesas, gestão financeira descomplicada para empresários. Inspira Capital, do meu parceiro Fabiano Brito. Operação e gestão financeira por assinatura, o braço direito do empreendedor. BPO financeiro não é mais futuro, é presente. Cross Host quer dar mais voz ao seu negócio e alcançar mais pessoas. A Cross Host é especialista em produção audiovisual e soluções em internet, criando podcasts, eventos e transmissão ao vivo com qualidade excepcional. Max Service, contabilidade que tem como missão a parte consultiva ao empreendedor, estando sempre próximo da gestão da empresa. Com ecossistema completo, oferece atendimento desde o Simples Nacional até o Lucro Real. E Deisses e Borges Advogados: você tá com a dificuldade de pagar os seus impostos em dia ou você até tomou alguma autuação tributária que tá colocando em risco a sobrevivência do seu negócio? Chama a turma da Deisses Borges, eles são um escritório jurídico especializado em direito tributário e empresarial. E galera, todos esses empresários e essas empresas aqui em cima são empresas que passaram o meu crivo, tanto de produto e serviço que atendem dores comuns do empreendedor, quanto de empresa séria, com empreendedores sérios à frente, para trazer seriedade para o que a gente vai oferecer aqui. Então, cara, possivelmente alguma das dores que você tem, seja de produto ou serviço, alguma dessas empresas resolve, e pode ir de olho fechado porque são empresas em que eu confio e empreendedores que estão à frente. Qualquer coisa pode me cobrar, porque eu puxo a orelha dos caras, mas isso não acontece porque, cara, o atendimento dos caras é excepcional. Tamos juntos com todos vocês, obrigado aí pela parceria.
E vamos para cima, meu caro. Pergunta final para te fazer, cara: imagina que você sai daqui, pega teu carro, tá voltando lá para tua, tua residência, bate na madeira, bate o carro e morre, cara. Hum. Nunca ninguém morreu e nem bateu o carro saindo daqui, mas é importante falar pra gente trazer peso. Pô, com quantos anos você tá agora?
No alto dos seus 27 anos, você pisca o olho, Jesus tá na tua frente e fala: “Deu”. Fala: “Já? Se eu soubesse que era tão rápido, eu tinha feito diferente”. Falou: “Não, mas sua missão tá, tá concluída, show de bola. Foi ótimo”. Putz, mas cara, “se eu soubesse, não consegui passar a mensagem que eu queria, não consegui deixar a minha filosofia de vida, não consegui deixar algumas informações”. Que mensagem você deixaria pro mundo aí se essas fossem suas últimas palavras?
Cara, não, eu, eu tenho essa resposta e ela não, não existe outra resposta na minha vida: Jesus é o caminho, a verdade e a vida, e ninguém vem ao Pai a não ser pelo Filho. Amém. Ponto, é isso, ponto. E, e aí, cara, a gente… eu, eu respeito todo mundo, só que as pessoas falam o seguinte: “Cara, não existe uma verdade absoluta”. Para mim, existe. E eu não… e eu, quando eu falo que existe, eu falo com convicção e eu boto a vida do meu filho que tá no ventre da minha esposa na mesa, caramba, e a minha. Quem quiser sustentar isso vai ter que ter peito para sustentar. Eu boto tudo. Eu tenho a minha vida a perder, a minha empresa a perder. Jesus é o, é o, é o alfa da minha vida, irmão. Ele que moldou o meu casamento, a minha vida, a minha mentalidade. Então, o meu objetivo é fazer com que Ele cresça e que eu diminua. Então, para mim não tem orgulho, não tem essa. Então, as pessoas falam assim: “Nossa, como você fez isso?”. Cara, é Cristo. Então, cara, o Espírito Santo eh me guia e eu, eu sou apaixonado por Deus e, tipo assim, essa é minha cabeça, essa é minha mentalidade. Tipo assim, Ele me ensinou a ser homem. Então, se for para estar junto com você, eu vou te honrar porque Ele me ensinou. Se ele… Ele me ensinou a não mentir mais, eu não minto mais. Eu ainda, ainda peço até perdão para todos que estão aqui, porque eu falei muito a palavra… perdão, vou repetir de uma palavra merda, mas eu não gosto de falar… Eu não falo palavrão, eu não faço nada, cara. Eu, eu busco ser o mais íntegro possível porque Ele me ensinou a ser assim. Então eu topei essa jornada com Ele. Eu larguei tudo, então tudo o que eu tenho é Dele: o meu dinheiro, a minha casa, a minha família, o meu filho, a minha esposa. Então, cara, Ele é tudo e Ele vai voltar.
É isso, meu brother. Baita papo, estamos juntos. Baita episódio. Obrigado mesmo, cara. Sabia que ia ser bom e foi ótimo mesmo. E tamos juntos, cara. Obrigado mesmo por ter vindo, obrigado por, por bater esse papo comigo, mano.
Eu que te agradeço e agradeço a todos que estão assistindo e peço que cada um valorize também os patrocinadores, porque não é fácil ter toda essa estrutura aqui, ter esse tempo, todo mundo se desloca, todo mundo tem casa, família, então, pô, é conteúdo gratuito. Então aproveite, absorva o máximo. A gente fez isso daqui de coração mesmo. E eu agradeço você, Fê, por acreditar, por me trazer aqui, espero ter te honrado de alguma forma aqui. Me esforcei para entregar o meu melhor e se, e se não ficou bom, a gente faz outra.
Não, mas foi ótimo, foi ótimo. E, cara, eu, esse ano ainda, segundo semestre, quero começar a fazer alguns talks aqui, que ao invés de trazer só convidado, mas também trazer eh temas na mesa. Perfeito. Então, vamos falar sobre liderança, vamos falar sobre inteligência emocional, e aí eu quero trazer quatro pessoas, eu e mais três, pra gente discutir assuntos pertinentes com opiniões diferentes. Então, cara, quando eu for trazer esses temas, te convido a voltar.
Me chama, se for polêmico vai gerar umas polêmicas. Bota capacete, viu?
Tamos juntos, obrigado, mano, mais uma vez. Sucesso. E você que ficou aqui até agora, muito obrigado por ter acompanhado até o final. Aqui embaixo tem vários botõezinhos, clique em todos para engajar e sucesso. Nos vemos até a próxima. Valeu!
