Estruturação Comercial, Transição de Operação e Guia Tributário para PMEs com Felipe Cassola | Além do CNPJ (EP #040)
Do Caos Operacional à Estratégia de Alto Lucro
No ecossistema das pequenas e médias empresas (PMEs), o fundador frequentemente se vê preso na “armadilha do operacional”: vendendo, cobrando, executando e apagando incêndios diários. Embora essa dedicação inicial seja vital para a sobrevivência do negócio, a permanência prolongada na ponta operacional limita o crescimento do faturamento e impede a construção de uma empresa escalável e perene.
No episódio em formato MVP do podcast Além do CNPJ, o host Felipe Cassola respondeu às principais dúvidas da comunidade sobre estruturação de times comerciais, planos de metas progressivos, saída da operação, e a escolha do regime tributário ideal.
1. Estruturação Comercial e Comissionamento Inteligente
Um dos maiores erros na gestão de vendas é remunerar com a mesma taxa de comissão o lead que veio “pronto” do marketing digital e o cliente conquistado via prospecção ativa (outbound).
[Inbound / Marketing Digital] ➔ Menor comissão (A casa já pagou pelo Lead)
[Outbound / Prospecção Ativa] ➔ Maior comissão (O vendedor desbravou o mercado)
Para criar um time comercial previsível, Felipe destaca a importância de implementar reuniões comerciais periódicas (com leitura de CRM e treinamento de objeções) e contratar vendedores em lote (2 ou 3 de uma vez) para validar perfis rapidamente.
2. A Matriz das 8 Metas e Comissionamento Progressivo
Para evitar que o time de vendas estagne ao atingir a meta no meio do mês, a empresa adota uma estrutura de comissionamento escalonado:
| Nível de Meta | Ponto de Corte / Objetivo | Impacto na Comissão do Vendedor |
|---|---|---|
| CheckPoint (Break-Even) | Meta mínima obrigatória de custo fixo. | Sem comissão (ou piso básico). Não atingir causa demissão. |
| Metas Intermediárias (1 a 7) | Alavancagem gradual de volume. | Aumento percentual progressivo conforme o volume sobe. |
| Meta 8 (Teto de Desempenho) | Faturamento máximo projetado. | Efeito Cascata: A alíquota maior incide sobre todo o volume vendido. |
3. Matriz de Escolha do Regime Tributário
A transição do Simples Nacional para o Lucro Presumido ou Lucro Real não deve ser motivo de pânico, mas sim fruto de um planejamento tributário estratégico:
| Regime Tributário | Perfil de Empresa Ideal | Margem de Lucro Típica |
|---|---|---|
| MEI | Profissionais autônomos e microempreendedores. | Faturamento anual limitado (até ~R$ 81 mil/ano). |
| Simples Nacional | PMEs com faturamento mensal até R$ 200 mil. | Alíquotas unificadas na guia DAS. |
| Lucro Presumido | Empresas de Serviços e alta margem de lucro. | Margem Alta: O imposto incide sobre a margem presumida. |
| Lucro Real | Indústrias, Comércios e negócios de alta rotação. | Margem Baixa / Alto Giro: Paga-se imposto estritamente sobre o lucro real líquido. |
4. Os Três Níveis de Atuação do Empresário
[Nível 1: Operação] ➔ Execução direta (Troca de tempo por dinheiro)
[Nível 2: Tático] ➔ Gestão de equipes, processos e resolução de gargalos
[Nível 3: Estratégico] ➔ Visão de longo prazo, parcerias, M&A e normas do setor
Ao transitar da operação para o nível estratégico, o empresário deixa de vender suas horas por um valor fixo e passa a fornecer consultoria de alto valor pro seu próprio negócio, antecipando tendências de mercado e otimizando a margem de lucro.
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Cuidado quando aparece o obstáculo para não achar que é o caminho que tá errado. Eu cheguei a ter uma dívida de R$ 4 milhões de reais negativo. O inteligente aprende errando, o sábio aprende com o erro dos outros. “Pô, eu vou vender na internet”, eles tá louco, mano! Todas as vezes que eu fracassei, eu não aceitei estar ali. Você sabe, né? A gente cresce no desconforto, apanhando. Só que a felicidade não vem na resolução daquela meta, vem no processo de conquista dela. Se faz tempo que alguém não te chama de louco, tem alguma coisa errada. Você não vai ter outra vida para se conectar com você, eu vivi tudo!
Que buenas, buenas, buenas! Seja bem-vindo a mais um episódio do podcast do Além do CNPJ. Tô muito feliz de você estar aqui, e hoje vai ser um episódio diferente. Já é um projeto que a gente tem desenhado, já é uma coisa que eu já tava querendo fazer faz um tempo, pensei em fazer lá em 2023, só que eu falei: “vamos virar o ano fazendo certinho, com todos os episódios com convidados e tudo mais, e a gente engata um piloto, um teste desse no ano de 2024, no comecinho de 2024”. E dando certo, a gente traz isso de forma mais periódica. A ideia, se der bom, é fazer isso a cada dois meses, tá, para não perder e tirar o espaço dos convidados, que essa é a ideia principal do Além do CNPJ e do podcast. Mas no final das contas, além de conhecer pessoas e trazer histórias reais de empreendedores vida real, a nossa intenção principal é trazer insights para você, é trazer conhecimento para você.
E o podcast de hoje é esse quadro que a gente começa como um MVP. De verdade, vai ser um teste: pode ser que aconteça só hoje e nunca mais a gente repita e siga com o processo que já foi validado pela gente de trazer convidados, mas se for bom e vocês curtirem e a gente ver que funcionou, a gente começa a trazer isso de forma mais frequente aqui pra internet, aqui pro quadro do Além do CNPJ. Esse é um episódio como todos, só que vai ser um episódio de perguntas e respostas. Eu tô aqui com o Lucão. Lucão é da equipe do Além do CNPJ. Depois eu vou pedir até para ele se apresentar no final, contar um pouco do que ele faz, porque ele trabalha pra equipe do Além do CNPJ, faz parte do nosso time, mas também presta serviço para uma galera no mercado. E com certeza o que o Lucão faz vai conseguir ajudar muitos empreendedores por aí. Ele tá aqui em São Paulo, atende aqui a Grande São Paulo, ABC e tudo mais, mas pode atender o Brasil inteiro, tanto é que esses dias tava em Recife, né, Lucão? Foi para Recife com o Daniel. Então tá voando! E é um trabalho que ele me assessora demais no Além do CNPJ, e é uma dor muito grande de muita gente aí no mercado do empreendedorismo que às vezes você não tem quem contratar que você conheça, que faça um bom trabalho, e o Lucão vai poder te ajudar bastante, tá bom?
Mas qual é a ideia desse quadro? É um quadro de perguntas e respostas em que eu trouxe o Lucão aqui, que é do nosso time, para me ajudar nessas perguntas, porque o que acontece é o seguinte, cara: no dia a dia da caixinha de perguntas dos Stories, primeiro eu tenho um Story para responder; segundo, a dinâmica do Story é uma dinâmica de tiro rápido, né? Por mais que tenha muito produtor de conteúdo fazendo testes e tudo mais, na dinâmica do empreendedor é muito complicado porque a gente não tem tempo. Eu mesmo, quando eu começo a ler Story, eu até tenho vontade de consumir aquele conteúdo, mas, cara, são textos e mais textos e mais textos, normalmente eu pulo e falo “depois eu volto aqui”, e não volto nunca mais, porque minha vida tá na correria. E quando eu vou ver aquele Story que dura 24 horas, já saiu do ar. Então entendo que é difícil, e são muitos conteúdos até bons e profundos muitas vezes que a gente aborda lá no Story, só que é um negócio muito passageiro, até pela dinâmica do conteúdo do Story, que dura só 24 horas. E muitas perguntas que chegam naquela caixinha são perguntas impossíveis de serem respondidas num Story único, ou por mais que eu use vários Stories, é impossível a gente responder em Story único. Então a ideia é a gente trazer essas perguntas que o Lucas junto comigo selecionou, quais são perguntas relevantes e que acontecem com bastante frequência, perguntas que acontecem em comentários de alguns vídeos aqui, e que a gente vai trazer agora essas respostas de forma mais dinâmica pra gente trocar essa ideia, tá bom?
Então, Joãozeira, põe a câmera global aí pra gente. Ô Joãozeira, por mais que a gente vai conversar bastante, coloca o vídeo para rodar dos patrocinadores. Por mais que vai ser um podcast, um episódio que vai estar mais fechado em mim porque eu que vou responder e tudo mais, mantém bastante a câmera aberta porque tem que valorizar os nossos patrocinadores: SMB, toda essa galera que tá apoiando, Semic Displays, que tá apoiando o nosso podcast. Graças a essa turma aqui, a RPL e tudo mais, a gente tem essa estrutura maravilhosa para vocês com esse som de qualidade, este estúdio de qualidade para trazer esse conteúdo para vocês de maneira gratuita aqui pra internet, tá bom, Joãozeira? Então vamos que vamos! Pode fechar a câmera, mas vai sempre alternando. Beleza, então vamos que vamos, Lucão! A gente fez algumas seleções de perguntas, né? Começa aí que a gente vai trocando ideia. E, cara, Lucão, se tiver… Como é o nosso MVP, a gente é muito vida real, né? Então, cara, eu troquei uma ideia, a gente estruturou como que ia ser isso aí, mas assim: se eu tiver respondendo uma coisa e surgir alguma dúvida sua mesmo, pode me interromper, trocar ideia, a ideia é a gente fazer um bate-papo ainda, independente de ser um episódio mais focado em pergunta e resposta. Vamos que vamos, fica à vontade, Lucão!
— Vamos começar com a primeira aqui então, Felipe: como você faz para estruturar o seu setor comercial?
— Cara, essa é uma pergunta muito recorrente, porque quando eu abordo os assuntos lá nos Stories, o pessoal pergunta: “como se estrutura?”. Primeira coisa que eu digo é o seguinte: quando você tem um setor comercial em que você, dono, é o vendedor, as coisas funcionam muito bem, porque você vende, ninguém vai vender melhor do que você. Normalmente o empreendedor é um bom vendedor. Só que conforme a empresa vai crescendo, o empreendedor precisa fazer outras coisas, e por mais que ele ainda atenda um cliente maior aqui, uma conta importante ali, Lucão, conforme as coisas vão crescendo ele vai perdendo a mão. Porque atender contas grandes de vez em quando é importante, elas trazem um faturamento legal pra empresa, mas o que faz muitas vezes um negócio girar são contas menores, são clientes menores. Isso eu já passei por esse perrengue lá na empresa: conforme a gente foi atendendo contas cada vez maiores, eu falei “pô, eu vou parar de atender os pequenos porque isso tá me dando maior trabalhão”. Só que aí eu não tive esse insight na época, e depois eu reparei e passei um perrengue gigantesco para reverter: o pequeno me trazia um baita giro de fluxo de caixa importante, porque o pequeno me pagava antecipado, o pequeno me girava uma operação importante para eu bancar custos fixos na empresa, por mais óbvio que pareça, né? Mas eu descobri isso na dor. E também o pequeno nos meses ruins trazia aquele fundo de venda importante pro meu resultado comercial.
Então é importante que você tenha vendedores que atendam contas maiores e vendedores que atendam contas menores. E aí é importante que você tenha pessoas que prospectem novas contas e pessoas que atendam os leads que vêm do seu marketing digital. Só que pensa: você tá investindo maior grana para trazer lead pro teu marketing digital, através do marketing digital pro teu vendedor, e ele tá recebendo um lead já qualificado, um lead já querendo comprar de você. Chegou lá um cara querendo comprar uma fachada de vidro pro meu vendedor, e o trabalho dele é dar uma atenção especial, passar as informações necessárias, dar uma espécie de uma consultoria, e a venda caiu no colo dele. Eu vou remunerar ele por uma comissão superalta, sendo que o outro vendedor às vezes achou uma construtora na internet, entrou em contato, falou com a recepcionista, tentou entender quem era o contato do comprador, mandou uma apresentação, fez follow-up, depois recebeu um orçamento, fez um orçamento sem compromisso e aí foi visitar… Todo aquele trabalho de abertura de uma conta que é tão complexo! Cara, no final seria até injusto eu remunerar os dois vendedores pelo mesmo valor.
Então a primeira coisa que a gente faz lá é dividir a parte de comissão entre contas prospecção e contas de marketing digital, porque naturalmente cai no colo e é um lead mais qualificado que eu já investi parte dessa comissão no Google, no Facebook, pagando para essas ferramentas me trazerem o lead. Então a gente faz essa divisão.
Outra dica que eu trago para quem quer estruturar um setor comercial: quando você tá precisando de um vendedor e você não pode errar na contratação, forma um caixa e faz uma estrutura financeira legal para você trazer dois ou três vendedores, por mais que você queira um só. Por quê: porque se você trouxer três vendedores e por acaso você for um abençoado — muito difícil, mas imagina que seja —, você acerta na veia nos três vendedores, você não vai ter um problema! Porque quando você tiver três vendedores vendendo muito bem porque você acertou na veia, seu problema para de ser vendas e você começa a cuidar dos outros setores e faz a tua empresa crescer. Só que a chance de você acertar logo de primeira no vendedor, cara, é muito difícil, porque você vai achar vendedor às vezes com um perfil bom, mas o cara não traz resultado. Você vai trazer às vezes um cara que tem até um resultado médio, só que o cara tem um perfil ruim. Para você acertar a mão num vendedor que tenha um perfil bom, que seja comprometido, que tenha ética, seja honesto, que siga processos e que traga resultado, é muito difícil! Você precisa formar dentro de casa.
Então ou você vai trazer um executivo já muito caro do mercado, um cara que vende pra caramba, como corretor de imóveis — porque corretor de imóveis ganha dinheiro, são bons vendedores —, aí você fala: “ah, vou trazer um corretor de imóveis”. Se ele aceitar um salário ruim na tua empresa, ele é um corretor de imóveis falido, porque ele nunca sairia do que ele tá fazendo para ir pra tua empresa para ganhar pouco. Porque se ele ganhar bem lá, você tem que pagar o passe dele para ele vir. Então se o vendedor vem negociando fixo, é porque ele já tá precisando se bancar pelo fixo, porque no variável ele já sabe que não se garante. Ou você vai trazer alguém que tem potencial e vai formar dentro de casa um vendedor, alguém que talvez te atendeu bem numa loja, te atendeu bem num restaurante, como já aconteceu comigo. Eu já recrutei gente numa padaria, e era uma das minhas melhores vendedoras! Ela tava na padoca, foi pegar meu pedido, ela era garçonete, eu achei ela superdesenvolta trocando ideia, tava numa outra pegada comparada com as outras garçonetes. No final dei um cartão e falei: “cara, vem trabalhar para mim”. E ela veio! Ela era ainda bem iniciante, mas a gente foi treinando, ela tinha o perfil certo, cara, voou com a gente! Voou com a gente, ganhou muito dinheiro com a gente, e é assim que as coisas funcionam. Tem muito vendedor que começou do zero que a gente foi criando.
Então ou você vai trazer um vendedor já pronto muito caro, e aí você vai ter que pagar o passe do cara e ainda pode dar errado; ou você vai trazer um vendedor num mercado que aparentemente é um mercado bom, mas você vai pagar pouco para ele porque você tá trazendo os piores daquele mercado pro seu mercado, e aí naturalmente ele não vai render; ou você vai construir um setor comercial através de muita reunião e muito estudo. E aí traz três de uma vez, Lucão! Por quê: porque aí você começa a fazer uma reunião comercial. É uma das coisas que fez eu estruturar o setor comercial: toda semana, segunda-feira 3:00 da tarde, sexta-feira 1:00 da tarde, quarta-feira 8:00 da manhã… Você tem que padronizar uma data e horário, e toda semana, naquele dia e horário, você ter uma reunião comercial para você estruturar o teu CRM e fazer a leitura de CRM com a galera. Você olhar quais são os resultados que eles estão tendo, perguntar dos leads, ajudar, amparar, falar: “Lucas, que lead é esse que tem aqui que você falou que tá quente e já tá no funil de negociação, na etapa de negociação?”. Você fala: “ah, falei com ele, tá assim, assim, assado”. “Marca uma reunião, Lucão, vamos lá junto!”. Porque você já tem a qualificação do lead, você já tem o valor do lead, pô, você já vai amparando teus vendedores, inclusive pegando os leads na mão do seu vendedor que são importantes e indo lá fechar. Você fica muito mais assertivo, porque se você é um bom empreendedor que vendia bem, você faz os seus vendedores fazerem todo quase que um trabalho de SDR um pouco mais evoluído — SDR é o cara que filtra os leads para gerar negócios pro vendedor —, e você consegue ir lá e converter esses negócios.
Eu estruturei então o setor comercial através de alguns pontos: claro, um time forte, uma cultura forte, uma cultura de estudo, de ler livro, assistir podcast, discutir, aprender sobre todas as técnicas. Toda reunião comercial a gente faz um tempo de estudo, a gente discute alguns temas, e depois a gente lê CRM, que é uma implementação de CRM importante. Uma meta que seja agressiva e importante pros caras também, porque vendedor bom precisa ganhar dinheiro. “Ah, eu quero ter vendedor bom”, mas você não paga nada pro cara? Esquece! Assim que ele se ligar que ele é bom, ele vaza. E aí você teve o maior trabalho para construir um time legal, e na hora que tá dando bom, você perde o cara, sendo que às vezes ele pode ir pro concorrente pagando melhor e roubando teus clientes! Então, cara, você tem que tomar cuidado também para você fazer com que os vendedores bons prosperem a vida deles com você, e você também prospere com eles, é uma via de mão dupla. E muita conversa, muita reunião comercial, muito Amparo. Se você é empreendedor e não sabe vender direito, estuda junto com os caras, aprende lá sobre gatilho mental, sobre negociação e um monte de coisa, paga curso, contrata treinamento e vai treinando o time junto com vocês.
E, cara, a coisa boa dessa preparação, Lucas, é que quando você consegue construir isso depois de um tempo e meses de trabalho, o que você pode ter é um setor que para de dar aqueles perrengues, aqueles altos e baixos que muito empreendedor sofre — a montanha-russa! E aí, cara, sabe o que acontece? Você tem a estabilidade de um dos setores mais importantes pra empresa, que é vender. Por mais que não cure tudo — eu não concordo com essa afirmação —, mas vender supera muitos erros do empresário. Você pode errar numa compra de uma máquina, errar numa contratação, errar uma decisão financeira, porque se você tá vendendo, a tua torneira tá ligada e você sempre tá aumentando o caixa. E mesmo tendo um ralo grande com a torneira vazando lá com a vazão da torneira ligada, você sempre consegue se reestruturar. É um checkpoint, é uma segunda chance que você tem contra erros. Agora, se parar de vender, aí você tá ferrado! Então quando você estrutura o setor comercial, dá uma liberdade tão grande pro empreendedor, cara! Você fala: “cara, finalmente as coisas estão andando!”. E aí você consegue focar em outras coisas mais estratégicas pra empresa, porque a venda tá rolando. Então, cara, é sucesso!
— Boa! Próxima então. As próximas vou tentar falar um pouco menos, senão esse episódio vai ficar gigantesco.
— Como que você faz com as metas para os vendedores? Como que implementa, como que funciona todo esse setor das metas?
— Cara, meta para vendedor para mim precisa, como eu falei, vendedor precisa ganhar dinheiro. Se você tiver vendedor bom que não ganha dinheiro, ele vai embora. Você precisa fazer um plano de metas em que você garanta a possibilidade de prosperidade pro vendedor de acordo com o resultado que ele tem. Vendedor meu que traz resultado muda de vida, e por mais independente do mercado em que você esteja, cara, você tem que ter essa estrutura. Vendedor bom tem que mudar de vida pessoal, porque ele vai ver valor de estar ali, e se você pagar bem pro vendedor bom, também fica muito difícil de perder ele pro mercado. Então, no final das contas, é quase que obrigatório, porque senão o vendedor vai embora, e ponto.
Então como que eu estruturei meu setor comercial através de metas? Eu tenho duas formas de vender: eu tenho as vendas de Google, as vendas de Facebook e tudo mais, que vêm provenientes do marketing digital, em que eu já gasto uma grana para trazer aqueles leads para dentro de casa; e eu tenho as contas que o meu vendedor vai atrás e na raça prospecta, encontra o decision maker (que é a pessoa que decide), e aí constrói um relacionamento que é muito difícil através de cold call, ligação fria, envios de e-mail até conseguir uma reunião e tudo mais, e depois de alguns meses finalmente consegue a oportunidade de fechar um pedido e construir um relacionamento. Você concorda que, cara, você pegar um lead qualificado na mão e pegar um lead que você constrói do zero e vai atrás, é muito diferente a dificuldade?
Então o que que eu faço: primeira coisa, eu divido o valor da comissão de lead da casa — lead da casa é quando a casa traz um lead pra pessoa, quando o marketing digital que eu faço trouxe um lead para aquela pessoa, é considerado lead da casa —, e faço o pagamento também do lead de prospecção de uma forma diferente. Os percentuais são diferentes, ponto número um. Então o percentual de lead da casa (que são os leads tanto de cliente da casa já do passado quanto de clientes que vêm do marketing digital) são bem menores — bem menores mesmo, tá? — do que as comissões de cliente prospecção.
E aí, normalmente, a meta é uma faca de dois gumes, porque ou a meta tá muito fácil de bater, ou ela é uma meta que se bate em determinado momento lá no 12º dia útil, e você não tem algo a mais, as pessoas podem se tranquilizar. Então se você quer vender 200, coloca a meta do 200, e no dia 20 do mês você vai lá e bate os 200, cara, pode ser que seu time se desestimule a continuar buscando algo a mais, sendo que poderia ter vendido 300, 350, 400, mas seu time esfriou porque a meta tá batida. Ou você constrói uma meta muito grande que desestimula o time a buscar, porque sabe que é quase impossível.
Então o que que eu fiz lá? Eu dividi a meta em oito, e na verdade eu trabalho desde uma meta que eu considero tipo um checkpoint (que é o break-even do negócio, e se você não vender aquilo lá você não ganha nem comissão, que é obrigatório; se o vendedor não estiver lá, ele não ganha comissão no primeiro mês, mas no segundo ele é demitido, porque não bateu nem o checkpoint, não tá nem se pagando), aí começa a meta 1, 2, 3 e vai até a meta 8. Para quê: para que se o vendedor… E eu sempre cobro deles: “ó, vamos bater esse mês meta tal, tal”, e a gente vai de acordo com as necessidades da empresa. Mas assim, se o vendedor bateu a meta 3 e ainda é dia 20 do mês, ele vai para a 4, ele vai para a 5, ele vai para a 6. E o que estimula ele a querer bater a próxima meta? Porque quando ele bate a meta… Vai, ele tá na meta 2 lá, ele bateu, ele garantiu, vai, 2% de comissão. Se ele sobe a meta, ele vai para 2,5% de comissão, não só sobre a diferença, sobre todo o valor que ele vendeu até ali! Então aquela comissão que talvez ele tava tirando lá R$ 3.000,00, se ele aumenta o valor e bate a meta seguinte, se fosse manter o mesmo percentual sairia de 3.000 e iria para 3.500, mas não aumenta só o valor que ele vendeu a mais, aumenta o percentual, o fator! Então quando eu aumento o fator, aquele 3.000 que viraria 3.500 (que seria o justo) vai para 4.600! Então eu subo o percentual da cadeia toda, de todo o resultado que ele vendeu até ali! Então o vendedor fica desesperado quando ele bate uma meta para ir pra próxima.
E aí, como eu tenho o percentual do cliente da casa e o percentual de prospecção em cima de oito metas, no final eu tenho 16 percentuais diferentes! 16 percentuais diferentes que justamente… Se o vendedor bate a meta 8, a meta 8 é composta tanto pelo valor do cliente da casa quanto do cliente de prospecção, só que depois eu divido: “ó, você vendeu lá R$ 800.000,00 esse mês, bateu a meta 8, legal. Só que desses 800.000, 200.000 foram de clientes da casa, então você vai ganhar aqui 2% de comissão. E você vendeu o restante de 600.000 de prospecção, então você vai ganhar aqui 2,5% de comissão”. Aí eu divido, faço a conta e pago a pessoa.
Por que que eu fiz isso: porque senão o vendedor ia se desestimular a vender para clientes da casa, porque quase não dá dinheiro: “nossa, vender cliente da casa não dá dinheiro”. Mas no final das contas, o cliente da casa é um dinheirinho a mais, por mais que não seja muito, mas ele impulsiona a meta! Porque sem o cliente da casa, ele não pula de degrau de meta, fazendo com que o próprio valor da prospecção aumente consideravelmente. Então o cliente da casa é quase que obrigatório para ele conseguir angariar metas maiores, porque se for dependente somente de prospecção, ele vai ficar nas metas mais baixas. Então eu consigo pagar pouco, mas fazendo com que o vendedor tenha interesse em bater meta de cliente da casa também para angariar números de prospecção. Esse é um overview, cara, não tem como explicar tudo, mas a gente tem uma planilha em que tudo isso funciona de forma muito automática. Isso aí é um negócio legal!
— Sucesso, é isso aí! Bora pra próxima então. Essa daqui é uma que, olha, eu vejo muito empreendedor errando nisso aqui, e tem muita história aí que conta sobre isso aí, que é sair da operação, cara. Por que que é importante sair da operação?
— Boa, cara! Eu sempre falei que você tem que sair da operação, e sou um cara que defende demais isso aí. Sair da operação, muitas vezes a pessoa acha e ela tem uma falsa sensação de que, ao sair da operação, a vida dela tá tranquila, todo problema que ela já passou já era, ela vai ter uma vida de boa na praia tomando coco gelado com o pé na areia. E não é assim! Sair da operação é pular de nível, passar de nível, ir para um nível seguinte, que muitas vezes é ir para o tático ou às vezes ir para uma parte estratégica. Então sair da operação não é fazer a empresa funcionar sozinha, sair da operação é parar de ficar vendendo a sua hora e começar a vender consultoria pro seu próprio negócio!
Porque quando você tá na operação, você tá vendendo hora, você tá vendendo vida, porque hora é vida, é tempo, então você tá vendendo tempo. Agora, quando você começa a sair da operação e entra num tático ou até mesmo num estratégico, você começa a vender consultoria. E consultoria, mesmo por mais que se cobre por hora, é um valor alavancado, porque uma decisão impacta muito e pode trazer muito mais resultado. Você consegue vender consultoria pro seu próprio negócio. Da mesma forma que quando você tá preso na operação você tá vendendo horas, conforme você cresce, você consegue tomar decisões que mudam completamente o rumo do seu negócio. Você consegue se defender de problemas que estão vindo e você não enxerga se estiver preso na operação, e você consegue fazer uma gestão mais afinada para que a sua empresa dê mais lucro, seja mais eficiente. Você consegue trabalhar melhor as pessoas, que são a parte mais importante da empresa.
Conforme você cresce, você vê que o maior B.O. dentro de um negócio são as pessoas. E enquanto você tá preso na operação, enquanto você vendeu uma instalação de um ar-condicionado — digamos que você seja uma empresa de ar-condicionado —, é você que vende, você que cobra, você que recebe, você que manda o boleto e você que instala, ferrou! Sua vida tá limitada o resto da vida! Sabe por quê: porque quando você faz tudo sozinho, você só tem 24 horas no dia, sendo que algumas dessas horas você vai ter que dormir, você vai ter que ter vida pessoal, e por mais que você se esforce muito, muito, muito, você não vai sair do lugar, porque você vai estar vendendo suas horas.
Agora, conforme você vai crescendo um pouquinho mais, estruturando tua empresa, trazendo pessoas para te ajudar, mesmo assim é importante que você esteja na operação para fazer, ensinar e trazer a cultura para as pessoas do jeito que você quer que elas façam. Só que chega uma hora em que mesmo com funcionário, mesmo com gente sozinho tocando tudo e preso na operação, a tua empresa não anda. Porque você vai ver que sozinho você consegue vender 50.000, contratando gente mas ainda preso na operação você vai conseguir até vender 150.000. Só que a questão é que, se você vender 150.000, Lucão, e fizer uma baita de uma gestão bacana e colocar 20% no bolso, que seja 30 pau por mês, cara, 30 pau por mês é muito dinheiro, não tem como falar isso, ainda mais no Brasil. Mas 30 pau por mês não vai enriquecer ninguém, 30 pau por mês hoje em dia com os preços das coisas, rapidinho seu padrão de vida sobe e você já tá gastando esses 30 conto e mal e mal tá dando. Aí daqui a pouco você teve um filho, dois filhos, e aí você fala: “pô, 30 pau por mês vou pôr numa boa escola”, aí você fala: “ah, com 30 pau por mês dá para fazer uma viagem internacional por ano, aí eu quero tirar umas férias legalzinhas, vamos comer gostoso, vamos ter uma viagem aqui dentro do Brasil uma vez por ano também”. Rapidinho esses 30 pau por mês tá tomado num estilo de vida que a classe média vai consumir. Passa a ser pouco, né? Passa a ser pouco!
Parece louco: se você ganha 2 conto, 3 conto… Vai, até R$ 3.000,00 eu não vou falar porque eu acho que é instinto de sobrevivência, mas acima de R$ 3.000,00 você ganha 5 conto, você ganha 7 conto, você ganha 10 conto e você não se dá bem com o dinheiro, possivelmente quando você ganhar 30 você também não vai se dar bem com o dinheiro, porque é mais uma questão de mentalidade. De quanto mais dinheiro você tiver, mais você vai gastar, e seu padrão de vida vai elevando e você sempre vai estar ferrado! O que tem de médico ganhando 30, 40 pau por mês que fica usando direto todo mês o LIS, o cheque especial do banco, não tá escrito, sabe? Então isso mostra que é muito mais mentalidade do que outra coisa.
E aí, por mais que você ganhe 30 conto trabalhando sozinho com mais alguns funcionários, faturando seus 150 pau e preso na operação, você não tem vida, cara! Você não tem vida, porque a tua família vai consumir você e tua família vai consumir esse padrão de vida desses 30.000. Só que você fica extremamente preso, porque o empreendedor que já tá fazendo 30 pau por mês tá garantindo um padrão de vida ferrado pra família dele, um estilo de vida bom, só que a empresa só funciona com ele! Então ele até tem dinheiro para fazer uma viagem internacional, Lucas, só que ele não pode sair da empresa! Ele até tem dinheiro para fazer umas coisas legais, só que, cara, ele tá preso! No sábado ele precisa entregar aquele trampo no sábado e o cliente liga enchendo o saco dele.
Então, cara, eu acho que sair da operação, além de tudo, é uma libertação pro empreendedor que trabalha tanto e merece conseguir ter vida. Porque ele passa por um processo de se prender mesmo na operação para fazer as coisas funcionarem, só que chega um momento, cara, que não dá mais. E se ele ficar naquilo lá, a saúde dele vai pro saco e aí ele vai se ver refém do próprio negócio. É a hora de você começar a entender que você precisa ensinar o teu time, delegar pro time. Por isso que eu falo: estar preso na operação não é ruim, desde que você tenha consciência de que é temporário, que é necessário naquele momento, mas enquanto preso na operação, vai treinando os seus sucessores, quem são as pessoas que vão tocar isso. Vai treinando a mente deles, a cultura deles, a consciência deles para que eles entendam como você pensa, façam igual você faz e cresçam junto com você, para você conseguir ir saindo cada vez mais disso. Para você não sair da operação e ficar na praia tomando água de coco, mas sair da operação, parar de instalar o ar-condicionado (que é o exemplo que a gente tá dando) e começar a gerenciar tudo de dentro do escritório, enquanto teu time vai gerenciar essa parte de instalação. E aí você fica mais no tático, talvez influenciando em algumas vendas, talvez até vendendo, talvez até fazendo a logística, mas ainda não mais preso naquela operação de ponta.
E conforme você vai crescendo, você vai trazendo uma pessoa de logística, você vai estruturando o setor comercial, e aí você vai fazendo esse mesmo processo que você fez para sair da instalação, você vai fazendo para sair do tático até que você chega na estratégia. E aí você, como CEO do negócio, como estrategista… Porque tem gente que fala que é CEO de MEI, não existe CEO de MEI, né? O cara tá preso na operação, ele só fala CEO para ficar bonito. Mas ele é CEO quando de fato ele tá na estratégia do negócio, e a o tático e a operação dele funcionam. E um erro muito grande é que muita gente que tá já no estratégico acha que não precisa se envolver no tático, e muito se engana! Por mais que você tenha gente para tocar o tático, a estratégia sempre troca ideia e alinha com o tático, muitas vezes se envolvendo em algumas decisões importantes para dar a direção pro tático trazer isso pra operação.
Então sair da operação nada mais é do que liberdade merecida para o empreendedor que batalhou e chegou nesse ponto. Porque do contrário, a empresa é uma corda que, se ele não largar bem conforme essa corda que a vida vai dando, ele não vai conseguir construir uma escada para crescer, e sim ele vai construir uma forca para se enforcar, e acontece muito com muito empreendedor. Então a gente entende aí que sair da operação não significa você largar sua área lá, você vai estar ali monitorando ela ainda, mas enquanto isso você pode dar uma atenção melhor para áreas específicas que são mais cruciais. Então você passa a mexer mais no comercial e vai melhorando certas áreas e melhorando a empresa como um todo, exatamente! Trabalhar o branding da empresa, abrir novas estruturas, trazer novos produtos, serviços, recrutar novas pessoas…
Cara, por exemplo, muitas vezes quando eu tô de boa lá, eu falo: “pô, eu tô precisando de tal pessoa”. E eu falo: “cara, deixa eu achar alguém que consegue me ajudar com isso”. Aí eu começo a flertar com essa pessoa, começo a trocar ideia, começo a ter ideias, chamo para uma reunião, tento recrutar… Naquele momento não dá certo, aí eu falo: “pô, a gente vai estudando”. E muitas pessoas que lá atrás, por eu estar com esse tempo de certa forma quase ocioso para ir buscando melhorias, olhando com visão de águia a empresa, falar: “putz, aquilo lá preciso de alguém, aqui eu preciso de alguém”, você consegue até buscar isso com mais tranquilidade. Então ajuda em tudo, cara! Você estar fora da operação e liberto da operação te ajuda em tudo, e a sua empresa começa cada vez fluir melhor, porque você fica como se fosse fora da máquina, você tá vendo a máquina funcionar. Só que quando você tá no tático, muitas vezes você tá lá com ferramentas para consertar assim que a máquina dá problema. Mas quando você tá na estratégia, você tá com óleo. Então como você tá enxergando a máquina de longe, você já tá vendo onde pode dar problema, e antes de dar problema você vai lá e lubrifica, passa um óleo e tudo mais. Então você começa a trabalhar como estratégico, quase que num setor preventivo de problemas futuros.
Então imagina que iniciou um produto que pode colocar o meu produto em risco porque é uma nova tecnologia, você já começa a mudar a rota: talvez você começa a vender aquilo também, talvez você começa a fazer parcerias, talvez você começa a importar esse produto. “Opa, eu trabalho num mercado que a inteligência artificial pode ferrar minha empresa, pode acabar com o meu mercado, eu tenho duas alternativas: ou eu brigo contra ela ou eu me alio a ela”. Agora, se eu tô preso na operação, como que eu faço isso? Se eu tô no estratégico, quais são as tendências de inteligência artificial, quais são as frentes que eu vou trazer pra minha empresa, como eu vou trazer inteligência artificial para meu negócio, quais são os produtos que eu vou criar através disso? Quando você tá no estratégico, você consegue ir olhando para as visões futuras de mercado e trazendo a tua empresa para problemas que vão acontecer, mas você premedita isso. Você tem aí o respiro para poder pensar isso aí.
— Já que a gente tá falando aí de estar na operação, e você tá falando de operação tática e operação estratégica, o que que é a operação tática e a operação estratégica assim, pra gente ter uma noção melhor?
— Legal, cara! Tem muita gente que acha que sair da operação é de novo ir pra praia ficar com o pé na areia, né? Tem três níveis, tá: existe a operação, existe o tático e existe o estratégico. O tático é o time de liderança que você tem que gerencia todas as coisas, basicamente numa hierarquia já funcionando. A estratégia pensa no que a gente vai fazer; o tático traz a instrução para a operação operar. Então é como se você fosse o presidente, você tivesse seus gerentes e você tivesse a tua operação. Então, vamos falar de forma simplificada: o tático é a gerência, de forma simplificada. Então você precisa de uma gerência boa para ter melhor resolução de conflitos, para pensar em soluções, para trazer visões importantes da operação, de gargalos e tudo mais, e para inclusive te munir de informações importantes lá da ponta que você não enxerga para guiar muitas vezes a estratégia. Porque sem essa visão operacional, não serve de nada. Muito estratégico, muito CEO se distancia da operação a certo ponto que começa a perder a mão do negócio, porque para de entender da realidade do negócio, fica lá no seu castelo de Versalhes achando que pronto, a galera vai tocar. Mas mal sabe que é lá que você tem os melhores insights, porque você tá no dia a dia sentindo as dificuldades do mercado.
Então o tático ele serve como um elo, uma ligação entre a estratégia com a operação e a operação com a estratégia. Dando um exemplo de maneira muito simples aí de uma empresa de novo de ar-condicionado: o ar-condicionado é transportado e instalado pela equipe operacional, mas é feita a logística, a gestão se vai instalar primeiro na região sul, na região norte, como que vai ser a programação, e tudo isso aí é recrutamento desses times e logística de caminhões — se vai comprar caminhão, se não vai —, muitas vezes quem traz essas dores todas é o tático, e quem toma muito dessas decisões é o tático também. E algumas dessas decisões, talvez investimentos maiores, decisões mais complexas, ele traz a estratégia para amparar essas decisões.
E o estratégico tá ali olhando os movimentos de mercado, olhando os movimentos de concorrentes, olhando os movimentos de como as coisas estão funcionando, analisando macroeconomia, analisando microeconomia, analisando política, coisas que influenciam… Tem muita gente de operação de empresas muito grandes, de operações muito grandes que já estão no planejamento, que já estão na parte estratégica, que começa a se aproximar de política para colocar projetos de lei para melhorar o mercado, regulamentar o mercado, participar de organizações, participar de associações, fazer networking, coisa que se você tá preso na operação, você não consegue fazer nada disso, entendeu? Imagina que o nosso mercado é extremamente prejudicado por um produto chinês, aí você consegue ir lá tentar regulamentar o mercado, tentar padronizar, trabalhar com normas técnicas. “Então, pô, eu vendo um negócio super de boa qualidade, só que tá vindo um produto importado aqui que, além de ser de péssima qualidade, coloca em risco o consumidor. Então, pô, qual é o certo, qual é o jeito certo para garantir segurança pro usuário? Vamos normatizar isso, vamos criar norma técnica para isso!”. Quem cria isso é o próprio mercado, mercado esse que se você tá preso na operação, você simplesmente surfa a onda que criam para você, e se você tá no estratégico, você consegue fazer parte da criação dessas ondas. Então isso favorece demais, você toma de certa forma, quando você tá no estratégico, o controle da sua vida. Porque quando você tá na operação, por mais que a tua empresa é a tua empresa, você acaba surfando a onda que o mercado te impõe, e isso é uma das coisas que acontecem com os pequenos. Mas você tem que ter essa consciência de que você precisa ir saindo disso, tanto da operação indo pro tático, e indo pro estratégico em seguida.
— Tem uma coisa que eu vejo você falando muito, Felipe, que é que você primeiro posicionou a sua empresa no mercado e só depois você criou a empresa de fato, né, botou ela para girar de fato. Me explica, me dá mais ou menos um overview do que seria posicionar ela primeiro e como que funcionou isso?
— É, eu lembro quem fez essa pergunta também, porque teve uma época em que eu fiz uma sequência de Stories falando de marketing, e aí eu comentei sobre isso e muita gente perguntou. Só que, cara, a sequência já tinha ficado enorme para eu responder essa dúvida aí, ia fazer mais uma sequência, num Reels só não dava. Então o que que basicamente é: eu tenho hoje algumas empresas, duas as duas principais, uma já muito consolidada, muito sólida, já tá há bastante tempo no mercado. Só que essa segunda última empresa que a gente criou há quase 5 anos, quando a gente tava com a ideia de como criar a empresa, e aí eu fui estruturando isso, o que que eu precisaria, trouxe os sócios (que é o próprio Daniel e tudo mais, na época o Cirilo também veio para a sociedade, logo em seguida o Cirilo saiu, mas eu trouxe os sócios que tecnicamente a gente precisava para conseguir criar esse ecossistema para funcionar de forma boa), e aí quando a gente começou a criar o negócio, eu falei assim: “o que que a gente quer ser? A gente quer ser uma empresa que vende barato, a gente quer ser uma empresa que gira volume, a gente quer ser uma empresa bem vista no mercado, a gente quer ser a maior empresa, a gente quer ser a melhor empresa? O que que a gente quer ser?”. E a gente começou a desenhar como que a gente queria se posicionar no mercado, como se eu tivesse um salto no futuro e desse para escolher o que que eu queria ser.
Isso é se posicionar: você tem que decidir o que você quer. Você acha que fazer uma pizza… Ô Lucão, opinião: você acha que fazer uma pizza boa é difícil?
— É!
— Você acha que é? Na verdade, fazer uma pizza boa é uma escolha! Porque se parar para pensar o seguinte: se eu pegar a melhor massa de pizza do mercado ou a melhor receita — que eu não tô pensando em preço, tô pensando em qualidade —, vou pegar a melhor massa, vou pegar o melhor molho, vou trabalhar com Catupiry de verdade, frango sem pele e vou pegar frango de boa qualidade, não vou pôr gordura, bacon fritinho gostosinho, vou pegar tudo do bom e do melhor, os melhores ingredientes, quando você mistura tudo do bom, não tem como dar ruim! Se misturar só coisa gostosa, fica gostoso. E claro, se você misturar tudo isso de bom e não tiver um bom posicionamento, um bom cardápio, um bom nome, um bom atendimento, não basta. Mas você decide ser bom! Decidir ser bom, decidir ter qualidade ou decidir não ter qualidade, no final é uma decisão.
Então a gente decidiu ser bom. É igual as Casas Bahia: você acha que nas Casas Bahia, em algum momento de uma reunião estratégica das Casas Bahia, eles disseram assim: “a gente precisa entender como entregar melhores guarda-roupas, os nossos guarda-roupas depois que monta a primeira vez, se a pessoa vai se mudar de casa, ele não consegue desmontar e montar”? Eles nunca tiveram essa preocupação, porque no final foi o posicionamento deles: eles fazem móveis baratos pra classe C, D e E. Então esse é o posicionamento deles. Você acha que as Casas Bahia, com todo o know-how que têm, eles não sabem fazer guarda-roupa bom? Acho que sabem! Se eles colocarem uma madeira mais grossa, se colocarem parafusos de melhor qualidade, se colocarem puxadores mais premium com materiais melhores, no final vai ficar um guarda-roupa bom. A questão é: por que que eles usam aquela madeirinha que parece um papel na parte de trás? Porque no final das contas eles decidiram fazer produto barato para ser popular.
Então, como é uma decisão, a gente decidiu no nosso posicionamento antes de criar a empresa o que que a gente queria ser, e decidindo como queria ser ou onde queríamos nos posicionar no mercado, aí eu falei: “entendi, a gente quer isso, isso e isso. Como que a gente vai então construir isso?”. Numa pizzaria: vou colocar melhores ingredientes numa pizzaria, vou fazer um cardápio bacana numa pizzaria, eu vou ter um bom atendimento numa pizzaria; se eu tiver um bom salão, ou seja só delivery, eu vou fazer um salão bacana, bem legal com uma experiência bacana, ou se eu não vou ter salão, eu vou pôr uma boa entrega, uma rapidez de entrega, um motoboy educado, eu vou fazer um CRM, eu vou fazer um cartão fidelidade, eu vou fazer um monte de coisas para garantir isso pro meu cliente.
Agora, lá na nossa empresa quando a gente criou, eu falei: “para isso eu vou angariar clientes pela internet, eu preciso ter o melhor site da internet, eu preciso fazer isso, isso e isso”. E automaticamente, a partir do momento em que eu criei o posicionamento dela, eu comecei então a entregar tudo o que eu precisava fazer: fiz um bom site, fiz um bom atendimento, X, Y, Z. Lucas, foi impressionante, cara! Eu falei isso pro pro Daniel na época, e foi bem engraçado porque, cara, bateu como se como se eu tivesse previsto isso! Na primeira semana, quando a gente ativou as campanhas do Google, os clientes ligavam e falavam assim… A gente passava o orçamento, e a gente tinha decidido também não ser o mais barato. A gente tinha acabado de criar a empresa, a gente não tinha nem nome, ninguém conhecia a gente, só que a gente estava no Google, tinha acabado de estar no Google, tava investindo. Chegava o lead e a gente passava o orçamento, era um pouco mais caro que o mercado. O cliente ligava e falava assim: “cara, eu quero fechar com vocês, que eu vi que vocês são mais renomados, eu vi que vocês são mais sérios, são mais profissionais”. Cara, tava nas primeiras semanas de empresa, eles nem sabiam isso! Claro que eu não falava que a gente tinha acabado de criar a empresa, mas o posicionamento foi tão bom que quando você se posicionou do jeito certo, o próprio cliente tira suas próprias conclusões. Vocês se posicionaram como a empresa profissional, e as pessoas passam a te respeitar como tal. Exato, então primeiro você… Eu, quando a gente criou essa empresa, primeiro decidi o que eu queria para ela, como eu ia me posicionar, aí depois eu criei todo o resto. Eu não fui simplesmente fazendo e o posicionamento foi acontecendo, não! Eu decidi “eu quero isso”, e a gente querendo isso, se posicionou para que essas coisas acontecessem, e a gente criou a realidade através desse posicionamento. É isso que é se posicionar primeiro para depois criar a empresa. Isso é importante, viu?
— Boa! Vamos pra próxima aqui: quais as dificuldades de lidar com o chão de fábrica, cara?
— Nossa, essa aí… Esses dias eu tava conversando com a minha esposa. Eu trabalhei em comércio exterior muito tempo na minha vida, e aí quando eu verifiquei o que eu tinha, quando eu comecei a ver que eu queria empreender, falei: “cara, o que que eu vou empreender?”. Eu tinha vontade de empreender, não saberia com o que, né? Até que surgiu a oportunidade de empreender no mercado da construção civil. Eu lembro que eu conversei com meu primo, entrei na sociedade com ele na época, e eu trabalhava de terno e gravata, Lucas. E, cara, era um impacto muito grande, porque eu vim de classe média — classe média alta no começo, depois meu pai começou a ganhar bem quando eu era mais velho —, mas assim, nunca tinha tido uma… E assim, estudei em escola pública, eu tive uma infância sem muitos luxos, só que ainda assim eu tinha família presente, só que ainda assim eu nunca passei fome. E a realidade do Brasil, cara, é muito dura, uma realidade assim a realidade nua e crua mesmo é uma realidade que eu não conhecia.
Então quando eu comecei a lidar com chão de fábrica, que é um cara que tem três, quatro filhos, uma esposa que às vezes a mãe de um deles, né, sogra, sogro de um deles mora ainda com eles, e eles sobrevivem com um pouco mais de um salário mínimo por mês, eu falo: “cara, como que isso dá?”. Por muitas vezes imerso na minha bolha, eu falava: “gente, a gente tem que ter a gente tem que ter inteligência financeira!”. E aí teve uma época em que eu dei um curso de inteligência financeira lá pro time lá no comecinho, e aí um dos caras falou: “meu, eu não consigo fazer isso, isso e isso”. Eu falei: “vamos, traz todas suas contas aqui que eu vou te ajudar a organizar tua vida”. E aí eu sentei com ele, montei uma planilha, e, cara, não dava, não tinha o que fazer! Não tinha estratégia que dava para fazer, não tinha estratégia. Ele tinha que morar, ele tinha que comer, ele tinha que ter produto de limpeza, e acabava o dinheiro, e não dava pro básico! Tipo, mesmo se cortasse o Wi-Fi, que eu hoje já considero que é uma coisa essencial, não dava. Aí eu falava: “tem que economizar no mercado”. “Como economizar, mano?”. Ele já como que ele tá com tantas cabeças dessas gastando 600 pau? Não tinha o que fazer, e aí eu entendi que, [ __ ], a gente vive numa bolha!
Então o que que eu tento fazer com com o meu time desde que eu conheci essa realidade: eu tento conscientizar essa galera a entender, primeiro de tudo, que eles podem buscar outras coisas. Porque você acredita que lá no comecinho, Lucas, quando eu comecei a enfrentar essa realidade, eu comecei a ver pessoas que não sonhavam, cara? Colocava a gente na reunião individual que a gente fazia lá no comecinho — hoje a gente já perdeu o controle disso, a gente até faz com a liderança direta, né, com quem a gente lidera diretamente, mas a gente não consegue fazer mais com todo mundo —, mas, cara, a gente colocava as pessoas lá na frente e ficava uma hora conversando uma vez por ano, sempre no aniversário de empresa deles. A gente ficava uma hora conversando, eu e a Raíssa na época, a gente perguntava assim: “cara, qual é o teu sonho?”. O cara não tinha sonho, o cara não tinha sonho! E assim, por mais que o sonho médio do brasileiro é ter carro ou ter casa própria, nem isso ele ousava sonhar, o maluco! Falava: “como assim, mano, você não tem sonho?”. Aí ele fala: “não”. “Você não tem vontade de ter um carro?”. “Não, não é para mim não, pô”. Aí eu falava assim: “tá, então que tênis que você tem vontade de ter?”. Não sabe o que é, tá tão instaurado na cabeça do cara, mano, que é sobrevivência! O dinheiro é para sobreviver, ele acha que vive só para aquilo, só para aquilo. Ele foi ensinado desse jeito, o pai dele fez isso, a mãe dele fez isso, as pessoas… Isso se ele teve pai e mãe.
Então é uma é uma desigualdade social. E sabe o que é louco: a gente tenta conscientizar de que é possível, bicho, de que é possível, e falar o seguinte: “bicho, eu entendo, eu também não posso pegar essas pessoas e aumentar o salário de forma desproporcional no mercado, senão eu fico fora e aí eu quebro, e todo mundo quebra junto, porque o meu concorrente tá pagando isso ou menor”. A gente paga bem pros nossos funcionários ainda comparado com a média de mercado. Então eu preciso balizar a minha folha salarial de uma forma que eu também me mantenha competitivo no mercado, mas eu trago consciência para essa galera de que, bicho, é possível! E uma das coisas mais felizes que aconteceu na minha vida, cara, nesse meio-tempo: muita gente comigo, pessoas essas que não sonhavam lá no começo, estão comigo há 10 anos, e hoje construíram uma de uma de uma vida legal, sabe, com carro, com casa, que, pariu, mano! E são pessoas que lá atrás lembram muito bem dessa conversa, dessas conversas que nós tivemos.
Até que teve uma época em que a gente cresceu, eu perdi um pouco a mão da operação porque eu saí da operação, eu já tava com o time rodando. E um dia um menino subiu lá pra minha sala, era um rapaz que trabalhava comigo desde o começo, então tenho um carinho enorme por ele. Ele bateu na minha porta assim, eu falei: “Ô meu caro, também entra aí, mano, o que que você tá o que que você veio? Qual o prazer que deu você vir me visitar?”. E começou a trocar ideia, sempre estou próximo deles, mas dificilmente eles sobem pro escritório, né, porque eles estão lá na fábrica e tal. Eu recebi ele, e ele falou: “cara, queria trocar uma ideia com você”. Eu falei: “fala aí”, já achando que ele ia pedir um vale, alguma coisa e tal. Aí ele falou: “cara, você não sabe, acabei de tirar meu AP!”. Foi mentira, mano? Já fiquei feliz de ele ter ido me contar, tá ligado? Aí eu falei: “que da hora, mano! Parabéns!”. Ele falou: “sabe por que eu vim te contar? Porque eu só tirei esse AP porque você lá atrás falou que dava para tirar”. E tipo, eu nem lembrava das conversas, Lucas, fazia tipo 4 anos que eu tinha conversado com ele sobre isso, e para mim foi muito pequeno o que eu fiz, mas para ele foi gigante, tá ligado, de dar essa referência, de falar “mano, dá!”. Você plantou uma sementinha, plantou uma semente, e aí como esse cara conseguiu? Com aquele salário da época, jamais ele conseguiria, mas que que ele fez: eu falava assim “mano, sabe qual é a forma de você prosperar? Vamos trabalhar junto, mano, a gente vai crescer essa empresa, você vai junto, você vai junto, mano! Vai aumentar seu salário, você vai tatatá“. E aí eu dava essa esse bizu para eles, eu falava: “cara, vem por aqui, faz isso, faz isso, faz aquilo”, chamava para conversar, ensinava, e esses caras foram se desenvolvendo, foram aumentando o salário, foram se tornando cada vez mais importantes pra empresa, foram ajudando a empresa a crescer, e todo mundo cresceu junto. E aí esse cara, graças a esse corredor de crescimento, mérito dele de ter conseguido, cresceu junto.
Então, cara, para condensar toda essa explicação na resposta: liderar chão de fábrica, mano, é um trabalho além de tudo social, cara, porque você precisa ter muita humildade, muita simplicidade para conseguir passar o recado que você precisa passar sem necessariamente querer ser o centro das atenções, ter ego inflado, falar bonito. Você precisa passar o recado, cara! Você tá ali mais por eles do que por você, você tem que se fazer entender. São pessoas que não tiveram… Tiveram muita dificuldade na vida, são pessoas que muitas vezes são analfabetas real de não saber escrever e ler, são pessoas que sofreram abuso social no crescimento, não tiveram pai, não tiveram mãe presente. Faltaram tantas bases pro cara, e que, cara, aquilo lá é só um retrato social de toda uma vida capenga em que a vida acabou colocando a pessoa. Então ao invés de você chegar lá e só tratar eles como números e tudo mais, como muitos fazem infelizmente por aí, cara, olhar pro ser humano mesmo e tentar ajudar essa galera a se desenvolver, porque tem potencial pra caramba ali perdido, desperdiçado. E se infelizmente o governo não faz isso por nós e por eles, que seja a gente, sabe? Como empreendedor, de fazer o negócio acontecer, porque no final das contas isso é o trabalho social que o empreendedor puxa nas costas todo dia, de fazer pelos outros, da mesma forma em que ambos se beneficiam dessa troca, mas de todo mundo prosperar junto.
Então essa essa é a dificuldade, cara: é a comunicação, é lidar com pessoas vulneráveis socialmente por B.O.s que não são seus, B.O.s assim de vulnerabilidade social, de desigualdade social e coisas do tipo, que em algumas profissões são as pessoas que se sujeitam a esses cargos de menores salários porque precisam. E se ninguém fizer nada por isso, cara, só vai ter… E as pessoas acham que… Bom, tem muita tem muita gente que acha que o rico quer manter o pobre pobre, é muito pelo contrário! O capitalismo na verdade ele é geração de riqueza, não é divisão de riqueza, as riquezas se multiplicam. Então eu quero que todo mundo evolua, porque todo mundo evoluindo e tendo mais poder de compra, maior o negócio, o bolo cresce para todo mundo, e essa é a ideia que muitas vezes algumas políticas, principalmente as de esquerda, plantam nessa turma, de achar que os ricos estão contra eles. Mas na verdade, o rico que estiver contra eles porque quer manter eles naquele lugar é o rico burro, porque no final das contas não ent entende nem o básico de economia: que quanto mais o povo prospera, mais todos prosperam juntos. Então é importante para todo mundo. Então é isso aí, mano, fechou!
— Vamos pra próxima aqui agora. Vamos falar agora de Simples Nacional, foi discutido aqui. Isso daqui gera divisões, né: estar no Simples Nacional sempre é vantajoso?
— Cara, não é vantajoso assim estar no Simples Nacional. Muita gente acha que é a salvação, mas é um B.O.! Primeiro, desculpa te cortar lá: o que que é o Simples Nacional? O Simples Nacional, vamos lá, o Simples Nacional é um sistema tributário, um modelo tributário que foi criado para, como o próprio nome diz, simplificar a arrecadação de impostos. O Brasil é um manicômio tributário: tem imposto para tudo quanto é lado, em dias diferentes, em cálculos diferentes, é crédito, é débito, tem um monte de coisa, é cascata, é uma loucura! Nem eu, que entendo muito bem sobre isso comparado à média empresarial, entendo muito pouco, porque pra você ter ideia, existem juristas e tudo mais que estudam isso a todo momento porque muda todo dia, então nenhum empresário é tão antenado a ponto de dar aula, porque senão ele deixa de fazer o restante. Mas é um manicômio, cara, é uma loucura!
Então pro pequeno empreendedor, cara, como que faz? Como que faz para ele gerenciar isso aí? Muitas vezes ele é pequenininho, então eles inventaram o Simples Nacional, que basicamente é um tributo único, que é o DAS que ele paga lá. Só que as pessoas acham que o DAS é um imposto, mas na verdade o DAS é uma guia de arrecadação de todos esses impostos desse manicômio todo tributário, que o empresário vai pagar uma guia desse boleto do DAS no dia 20. E aí quando ele paga, o próprio governo se faz o favor de pegar aquele valor que foi pago e dividir entre os estados, municípios e Governo Federal, que basicamente numa empresa grande são os mesmos impostos, só que se paga inúmeras guias, e faz-se cálculos e tudo mais, e é muito mais complexo. Então o Simples Nacional é para simplificar o jeito de trabalhar e tudo mais, senão você vai precisar de um setor fiscal no teu negócio, e ainda muitas vezes você tem três, quatro funcionários, nem cabe um fiscal lá. O cara que é pequeno, não… Morreria, ele não teria nem chance de crescer.
Então criaram o Simples Nacional, um baita de um negócio, baita de uma ideia, um negócio que funciona, ajudou demais o empreendedor. Só que existe uma falsa ilusão do pequeno, do médio, né — porque o pequenininho é MEI ainda, né, mas o médio empreendedor lá no Simples Nacional —, de que conforme ele cresce, quando ele desenquadrar do Simples porque ele já atingiu os níveis de faturamento, ele vai pro Lucro Presumido, Lucro Real, ele vai quebrar. Porque quando ele olha, os impostos são muito maiores do que o Simples, ele fala: “pô, eu tô aqui pagando 10% de imposto no Simples Nacional, e eu tô vendo que só de patronal, de excesso patronal no Lucro Presumido, eu vou pagar 20% sobre a folha, mais uma cacetada de imposto, meu imposto de 10% vai para 25%, 30%, quebrei!”. Por quê: porque se hoje eu pago 10% e não me sobra nem 10% de lucro, a hora que eu precisar pagar 30, quebrei! Só que muitas vezes a pessoa se engana porque ela olha em termos gerais esses impostos do do Simples, do Lucro Presumido e Lucro Real. Porque quando você faz realmente um estudo tributário do jeito certo, e não simplesmente desenquadra e começa a pagar o que tá lá, você consegue reduzir muitas vezes os impostos que se paga no Simples Nacional.
Aí você fala: “tá beleza, mas quando então vale a pena o Simples, quando não vale mais?”. Em linhas gerais, se você tá faturando uma média de 1 milhão, 1 milhão ao ano, já é hora de você começar a colocar no radar o estudo sobre desenquadrar opcionalmente do Simples. “Putz, Felipe, mas eu vou desenquadrar opcionalmente?”. Sim, é pedir o desenquadro e ir pro Lucro Presumido através de um detalhado estudo, com calma, com tranquilidade, sem pressa, para ver se vale a pena. Porque se você estivesse faturando 1 milhão, 1 milhão no Simples Nacional por ano, e resolvesse fazer esse estudo tributário para ver se vale a pena desenquadrar e descobrisse que ainda não vale, pelo menos você já vai ter uma ideia de quando vale: “fala, agora ainda não vale, mas quando eu tiver com 1,600, já vai valer a pena eu desenquadrar”. E se vai, vamos quando eu tiver com 2 milhões ao ano já vai valer a pena desenquadrar, e você consegue ter uma visão melhor. Por quê: porque muitas vezes eu vejo o cara lá faturando 150, R$ 300.000,00 no Simples por mês, e às vezes ele com medo de desenquadrar, ele cria um outro CNPJ no CPF da mãe e coloca duas Simples Nacional lá para dividir imposto… Meu, que zona! E no final das contas ele tá fazendo uma baita de uma teia, um quebra-cabeça para fazer errado e pagar ainda mais do que ele fazendo certo em outro regime poderia!
Então Simples Nacional não é sempre vantajoso, esquece isso aí. Até R$ 200.000,00 no mês, beleza, tá dentro. Acima de R$ 200.000,00 no mês, já é hora de começar a avaliar de desenquadrar lá pro próximo, né?
— E já que a gente tá falando aí de MEI, Simples Nacional, fala para mim qual que é a diferença aí entre MEI, Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real?
— Boa! O MEI é o Microempreendedor Individual, então ele é um autônomo que vende horas e que ele precisa ter um CNPJ para conseguir não ser o invisível no mercado. Antigamente, quando não tinha o MEI, esses autônomos eram invisíveis: quem? O pedreiro, o barbeiro, a manicure, essa galera era invisível no mercado, porque eles não tinham nenhuma formalidade, eles não conseguiam emitir nota, eles não conseguiam pegar trabalho grande. Porque assim que ele começasse, ele tinha que abrir um CNPJ, e aí como não tinha o MEI, para já começar a pagar imposto, ele não conseguia sair da informalidade. E ele ia passar ele passava a ser um invisível: às vezes girava muito dinheiro na conta da pessoa física, mas não tinha crédito no banco por causa que era uma zona, o imposto de renda dele era uma bagunça, às vezes quando ele conseguia juntar um dinheirinho para comprar uma casa, ele não tinha nem como comprovar de onde vinha esse dinheiro. Então o MEI veio para profissionalizar esses invisíveis, que de certa forma ficavam desamparados no mercado.
Então agora você é barbeiro, você consegue ser cabeleireiro, você consegue ter um MEI, abre um CNPJ, começa a prestar serviço, você é autônomo, é um microempreendedor individual. Qual o problema do MEI? O MEI, por um lado, você… E essas pessoas muitas vezes quando se afastavam, se acidentavam, ficavam desamparadas do mercado porque nem pagavam, contribuíam com o INSS. Agora com o MEI você consegue — foi uma ação bem assertiva do governo —, você consegue pagar uma taxinha superbaixinha por mês: R$ 50,00, R$ 60,00, R$ 70,00 por mês. Com essa taxinha você consegue estar amparado de alguns impostos, inclusive INSS. Então se amanhã ou depois tem algum problema de se afastar e tudo mais, você consegue recorrer ao INSS, por mais que é esse sistema falido do Brasil, mas aqui é a nossa previdência, mas ainda assim é uma coisa que garante uma eventual proteção em algumas situações. Você consegue emitir nota fiscal, então você consegue se formalizar perante alguns clientes, comprovar a entrada de dinheiro e tudo mais, então você consegue se formalizar perante até o fisco do Brasil. E também, conforme você vai crescendo, você não aumenta o teu imposto, porque você só paga uma taxa fixa de R$ 60,00, R$ 70,00, R$ 80,00 e tá feito, independente se você vendeu muito ou pouco, emitiu muita nota ou pouca, você tá dentro daquele valor, o valor é fixo. Qual o problema do MEI: se você começa a crescer demais, você precisa de fato desenquadrar, mas você já ganha um corredor importante para você começar a dar os primeiros passos sem necessariamente gastar muito dinheiro com imposto, porque senão aconteceria o que acontecia antes de existir o MEI, que é ter essa informalidade absurda.
O MEI consegue ter até um funcionário, então é legal também, porque o pedreiro precisa de ajudante, a manicure precisa de ajudante, o cabeleireiro às vezes precisa de ajudante, dependendo um recepcionista, coisa do tipo, ajudante geral. Então pode ter até um funcionário e até R$ 80.000, R$ 90.000, R$ 100.000 por ano — eu falo isso sempre aberto porque não sei quando você tá assistindo esse vídeo, pode ser que já tenham mudado os limites —, mas até esse valor ao ano você consegue rodar no MEI tranquilo. Após esse valor de R$ 80.000, R$ 90.000, R$ 100.000, R$ 120.000 no ano — tem que ver qual é o momento vigente em que você tá vendo —, aí você precisa desenquadrar do MEI e ir para um Simples Nacional.
O que que é o Simples Nacional: como o nome próprio diz, é um jeito simples de arrecadar impostos. Você paga lá o DAS todo ano, todo mês, dia 20, como eu já expliquei aqui, e automaticamente você consolida todos os seus impostos dentro daquela guia. O Simples Nacional tem uma faixa de faturamento dos últimos 12 meses. Lucão, quanto faturou nos últimos 12 meses? 1 milhão? Então tua faixa salarial, sua faixa de imposto tá aqui entre 900.000 e 1.200.000, você vai pagar 8%, de forma muito simplória, tá? Tem algumas contas que o contador tem que te ajudar. Como MEI você não precisa de contabilidade, como Simples Nacional você já precisa de uma contabilidade. Então você sempre pega o faturamento dos últimos 12 meses, vê na tabela lá, faz algumas contas que o contador te ajuda, e te fala qual o percentual que você paga perante aquelas notas que você emite. E conforme você vai faturando mais nos últimos 12 meses, essa faixa do valor do percentual dos impostos também vai aumentando. O Simples Nacional veio para simplificar o pequeno e médio empresário — não mais aquele microempreendedor individual, mas o pequeno e médio empresário —, para simplificar os tributos do país. Então ele vai lá, só fatora, emite nota, pega tudo aquilo, paga o imposto único e já era, fica muito fácil para ele.
Depois do Simples Nacional, muita gente acha que pagar simples é mais barato, é melhor e tudo mais, mas não sempre é assim! Até R$ 200.000, R$ 250.000 ao mês vale a pena o simples, depois tem que começar a avaliar se vale a pena sair do simples pro Presumido ou Lucro Real.
O Presumido, como o próprio nome diz, é presumido: você presume quanto lucro você vai ter. Então se você faturar, de forma muito simples, se você faturar R$ 1 milhão de reais ao mês, vamos presumir que você vai lucrar tanto. E presumindo que você vai lucrar tanto, então já vamos aqui taxar o teu imposto. Então no Presumido, conforme você vende, você já vai pagando imposto presumindo que o teu lucro vai ser de X, tá?
O Lucro Real também, como o próprio nome diz, você vai pagar o imposto sobre o lucro de verdade que você tiver. Então você vende, paga todos os seus custos e todas as suas despesas, e no final quando der lucro, aí sim, do lucro verdadeiro você vai pagar imposto sobre ele.
Por que então tem dois regimes que você pode escolher para qual vai? Porque no final das contas, para determinados modelos de negócio, ou é Real ou é Presumido. Se você tá no Presumido e você já fez um bom estudo sobre isso, possivelmente o Real não vale a pena para você, mas em alguns mercados o Real faz muito sentido. E quando decidir por um ou pelo outro: o Lucro Presumido normalmente é para empresa de serviços, para empresa que tem margens altas de lucro. Empresas de serviço que têm margem alta de lucro é melhor presumir logo o lucro num valor fixo e pagar sobre aquilo, melhor. Já o Lucro Real é melhor quando você tem um produto ou um serviço ou um mercado em que você atua em que o lucro é pequeno. Então, cara, por exemplo: se você trabalha num mercado em que o lucro é baixo e você gira no volume, vai pro Lucro Real sem dúvidas, porque como teu lucro é baixo, vai pagar imposto sobre o lucro real que você tá tendo.
Então imagina o seguinte: pô, eu vendo copo. Vender copo e vender celular: celular dá maior dinheiro, vender copo não dá grana. Para vender copo e dar dinheiro, o que eu preciso fazer? Girar volume! Preciso produzir muito. Para celular não, é tecnologia envolvida, tem muita coisa envolvida aqui. Então no celular, a cada R$ 1 milhão de reais que eu que eu vendo, eu lucro R$ 350.000, 35% de EBITDA, de um EBITDA. 35%! Então, cara, vamos presumir o lucro, vamos trabalhar no Presumido! Por quê: porque o meu presumido vai ser menor do que os 35% de fato. Então se o presumido é menor do que os 35, se eu fosse pagar sobre o Lucro Real eu vou pagar sobre 35, se eu vou pagar pelo Presumido eu vou pagar menos, então vale a pena ficar no Presumido! Então a empresa de celular, que tem uma margem alta, eu deixo no Presumido: eu presumo menor do que de fato é, e pago menos impostos. Só que vender copo me dá 3% de margem. Cara, 3% de margem é muito pouco! Para eu ganhar 3% de muito, preciso vender muito para ganhar dinheiro. Então se eu presumir… Digamos que o presumido fosse 15%: se no celular eu ganho 35, é melhor presumir com 15, eu pago sobre 15 e os 35 eu tô de lucro. Só que se eu trouxer o copo pro Presumido, eu ganho três aqui e tô pagando 15, eu tô no prejuízo em 12! Então ao invés de deixar o copo no Presumido, eu trago ele pro Real: eu não presumo 15% como já é a regra (e esse presumido 15% eu tô dando como exemplo), e aí eu vou pagar sobre o imposto real quanto de fato no final de vender copo é 3%, aí eu vou pagar imposto só sobre 3%!
Então a decisão entre Presumido e Real é: Real é para negócio de baixa margem e alto giro, e Presumido é para negócio de alta margem. Porque se você inverter os… Se você não souber direito e inverter, essa empresa quebra, e essa empresa quebra, ambos bons negócios! Esse aqui você lucra pouco no giro, e esse aqui você lucra muito num produto mais especializado. Se você vem para cá, como você lucra muito, você vai pagar sobre Lucro Real, você vai pagar um imposto do caramba que vai quebrar essa empresa. E essa aqui, como você lucra pouco, você vai pagar o imposto do caramba porque você tá presumindo isso, e vai quebrar também! Então o regime tributário é extremamente importante, um estudo detalhado. Você tá no Simples Nacional, vai desenquadrar? Precisa de uma análise de um advogado tributarista ou de um contador muito bom para te dar acesso para onde ir, beleza?
— Fechou! Agora vamos fazer uma pergunta aqui, cara, é um assunto que é complicado e é perigoso, cara…
— Vixe, bora!
— …que é sobre processo trabalhista. A gente sabe, a gente já viu, inclusive acho que você já até foi vítima disso aí: tem funcionários, cara, que são especialistas em dar processo na empresa, e não só funcionários, como eu já vi também advogados trabalhistas que são especialistas em fazer isso, cara! E aí, coitado o empreendedor ali que tá desavisado, ele acaba sendo pego ali de surpresa. Como que o cara faz para poder se proteger disso, evitar tomar um processão desses aí?
— Cara, processo trabalhista é complicado no Brasil, tá? Por mais que você se proteja, você sempre tá desamparado. Por mais que você se proteja, pode se proteger quando você quiser, você tá desamparado. Então o que que eu recomendo, cara: que você avalie quais são as leis trabalhistas, entenda as leis trabalhistas, e crie um sistema para se proteger o máximo possível delas. E outra coisa muito importante que muita gente esquece é a convenção coletiva, que é a convenção do sindicato de que você faz parte sobre as coisas que aquele sindicato decidiu que é necessário e que muitas vezes — e que muitas vezes não, que sobrepõe inclusive a própria lei trabalhista —, que você precisa fazer parte, beleza.
Mas aqui é negócio, Lucas: cara, eu por muito tempo na minha vida tive muito medo de tomar processo, muito medo, muito medo! E fiquei muito tempo sem tomar processo, fiquei 10 anos quase sem tomar processo. Tomamos processos recentemente, e da experiência que eu tive dos processos, eu tomei processo de malandro, não de coisa que eu fiz errada, de malandro que quis tirar vantagem mesmo, que ficou puto porque foi demitido e quis tirar vantagem da empresa em cima de brechas, de erros, de uma coisinha que não tava alinhada e quis ser ligeiro, quis ser espertão. E cara, das experiências que eu tive, eu fui eu fiquei muito feliz com a Justiça brasileira trabalhista, dos juízes que pelo menos eu peguei, de pessoas extremamente justas e assim, olhando, Lucas, analisando a conduta do juiz no processo, não porque eu tava querendo ganhar — eu tô falando se eu tivesse feito coisa errada, mano, passei! E sem querer, ao ser processado, a primeira coisa que eu ia fazer é tentar um acordo e falar: “meu, não, foi mal, erramos, calculamos errado, tal, tal, tal, e vamos acertar”. Cara, a gente é muito ético nisso aí. Só que, cara, quando eu vi que o cara tava sendo espertão, um ajudante que mal sabia trabalhar pedindo equiparação salarial de um cara que tinha 15 anos de mercado, umas merdas aí, umas coisas que você fala “pelo amor de Deus!”, você fica até com raiva que você tá querendo… A pessoa tá claramente tentando te passar para trás, e você fica com aquele medo que você sempre ouviu, que a Justiça do Trabalho vai te ferrar… Chegando lá, cara, o juiz fez perguntas muito muito corretas, tanto pra gente quanto pra outra parte, e foi trabalhando isso a ponto de ir entendendo como que aquilo funcionava, quais eram as intenções ocultas daquele processo, né, porque sempre tem as intenções ocultas. E tudo que o juiz perguntava, a gente se posicionava, mostrava e tudo mais. Por mais que a gente tivesse erros, ele viu muita boa vontade porque a gente sempre quis pagar certinho e tudo mais, e via que a outra parte tava agindo claramente na intenção de se aproveitar. E o juiz, cara, foi muito honesto, muito correto, muito sério, e assim, até inclusive ajudou a pessoa a tomar uma decisão: “Cara, eu acho que você não tinha que ir por esse caminho, você tá querendo claramente ganhar dinheiro em cima de um negócio que você já recebeu, tá aqui, tá pago, tudo bem, eles não mencionaram em tal lugar, mas, cara, tá aqui os comprovantes”, sabe? Erros que sempre acontecem, por mais que você faça tudo certinho. Cara, sempre na Justiça do Trabalho o ônus da prova é do trabalhador, então sempre vai ter um B.O.zinho lá que, por mais que você se proteja muito, muito, muito, pode ser que aconteça.
E o papel para as pequenas… Hoje eu tenho um advogado trabalhista focado em trabalhista, que fica o dia inteiro olhando coisas na nossa empresa: como a gente pode melhorar, quais são os riscos que a gente tá deixando, os rabos soltos e tudo mais. Toda ponta solta ele tá olhando, e é relatório para cá, relatório para cá… Cara, a gente tem uma empresa muito séria já com isso. Mas, cara, custa caro para você fazer essa defesa, quando você é pequenininho, não dá. Então você que é pequenininho, como você se protege de processo trabalhista: paga tudo certinho, deixa tudo às claras. Pô, você não tem dinheiro para pagar hora extra? Tudo bem, acerta com eles que vai ser banco de horas e conversa com o time, não deixa isso errado, uma conversa errada, uma conversa meio solta, uma informação mal passada. “Cara, vai ser banco de horas, e aí vai fazer banco de horas? Paga banco de horas! Quando extrapolar, vai ser banco de horas, quando der o prazo, dá folga!”. Se vai ser hora extra, paga certinho. Vai fazer hora extra? Paga dentro de folha! Vai fazer hora extra? Paga adicional noturno! Ah, vai fazer? Cara, tem que fazer certinho, porque no Brasil é uma maluquice! Tudo registrado aí, tudo registrado e tudo mais.
E assim, existem riscos que você pode assumir, como pejotização. Tem funcionário que não quer CLT, tem funcionário que quer liberdade, quer ganhar mais: “ah, eu vou te pagar R$ 2.500,00 CLT ou R$ 4.000,00 PJ, o que que você quer?”. “Quero R$ 4.000,00 PJ”. Aí depois a pessoa sai da empresa e te processa, então tem que tomar cuidado com isso! Muita gente não se protege direito com os PJ, como você vai fazer, porque isso aí, cara, querendo economizar, você pode dar um tiro no pé! Então se você não tiver gente de confiança, gente que seja de fato honesta — porque é um acordo que foi feito lá atrás —, pô, você atende: você quer R$ 2.500,00 CLT ou R$ 4.000,00 PJ? O cara quer o que é o bom, o bom dos dois cenários: ele quer os R$ 4.000,00 PJ, sendo que no mercado todo mundo paga R$ 2.500,00, e na hora que ele sai, ele quer receber como se os R$ 4.000,00 fossem CLT e todos os direitos, aí é mancada!
Então eu acho que é um caminho em que a Justiça brasileira tem que ir se flexibilizando, é um caminho que é caminho sem volta, vai ter que acontecer. Infelizmente tem todo um público no Brasil que acha que a CLT tem que ser essa dos anos 60 mesmo. Eu sei que existe muito empresário filha da… Eu sei que existe ainda uma escravidão velada muitas vezes, mas a gente tem que entender que não é mais igual antigamente e que a proteção pode vir de forma mais branda. Tem que proteger sim o trabalhador, principalmente esse trabalhador que não sabe se defender por ter instruções baixas e tudo mais, falta de instrução, mas também você tem que dar liberdade para as pessoas terem possibilidade de fazer o que bem quiserem: se quiser ter dois empregos, dividir hora, uma coisa meio pautada pelos Estados Unidos, de liberdade. Por mais que nos Estados Unidos não tem CLT, você não vê ninguém saindo dos Estados Unidos e vindo procurar emprego no Brasil, cara, muito pelo contrário: a pessoa daqui tá querendo ir procurar emprego lá! Então isso é liberdade econômica para as empresas e para os funcionários ganharem mais e terem mais tranquilidade.
Para cara, quando você pensa em contratar como empresário, você pensa 10 vezes antes de contratar, porque contratar gera custos excessivos, gera problema, você pode ter problema trabalhista e tudo mais, isso gera tanto problema, tanta decisão. Se fosse mais simples a contratação com menos risco, ia ser mais fluido esse processo, ia gerar até mais emprego. Mas infelizmente as pessoas entendem que a proteção aqui… O ser humano ele é uma pessoa que não consegue cuidar de si próprio e precisa do Estado para governar, e não é bem assim. É muito pelo contrário: quanto mais liberdade… Eu não sou libertário, eu acho que tem que ter Estado, mas o mínimo possível. O mínimo de Estado possível, não 100% sem Estado, acho que o mínimo de Estado possível. Tem que dar liberdade individual para as pessoas.
E se proteger da lei trabalhista é: faça direitinho, deixe tudo às claras, organize certinho, leia as leis trabalhistas, leia a convenção coletiva, faça do jeito certo, pague dentro de folha, organiza direitinho. Ah, precisa de alguns acordos que você faz com a pessoa? Não deixa só no boca a boca, faz assinar, faz um relatório, faz uma guia, faz uma notificação… Tudo isso são coisas importantes para você e uma organização de RH, de departamento pessoal, para você deixar esse histórico lá, porque são coisas que no futuro, mesmo que alguém em quem você confie amanhã te passar a perna, você tem como comprovar essas coisas e evitar que você tenha problemas de trabalhista. Toma cuidado, porque não adianta você querer ajudar para você se queimar logo em seguida. Todo mundo que tentou ajudar muito alguém, no final se ferrou.
— É, exatamente! Agora a gente vai falar aqui de como que o empreendedor ele ganha ali o dinheirinho dele, né, de onde que ele tira o dinheiro dele, que é o pró-labore e os dividendos. O que que é o pró-labore e os dividendos, e qual a diferença dele?
— Diferença: cara, pró-labore nada mais é que salário, salário de empreendedor. Então, pô, você trabalha na empresa… Não, a empresa eu e minha mãe fundamos a empresa. Minha mãe queria abrir uma cafeteria. A cafeteria da minha mãe, ela que vai fazer os bolos, ela que vai fazer o café, ela que vai atender no balcão, beleza, minha mãe vai cuidar de tudo. Só que minha mãe não tem dinheiro para abrir a cafeteria, minha mãe precisa de grana: “Felipe, filho, me empresta um dinheiro para eu abrir a cafeteria, meio a meio a cafeteria, metade você, metade eu?”. “Tá bom. Quem vai trabalhar, mãe?”. “Eu trabalho”. Então minha mãe que vai trabalhar, eu só pus o dinheiro para abrir a cafeteria. Se só minha mãe trabalha, só ela é executiva, ou seja, ela executa funções trabalhando dentro da empresa, se ela é a única executiva, ela é a única que tem que receber um salário. Então minha mãe, que é minha sócia 50%/50%, ela é a única que trabalha na cafeteria, então ela tem pró-labore, que é o salário do sócio.
“Pô, Felipe, mas é justo? Você pôs o dinheiro, sua mãe tá pondo o trabalho, e você não ganha nada?”. Ganho! Como assim? A empresa tem que dar lucro! A empresa não é feita para pagar salário, a empresa é feita para pagar o salário de quem trabalha e dar lucro. Porque se a empresa cresce, minha mãe precisa pôr uma atendente no lugar dela, a empresa não vai se pagar? Tem que pagar a atendente, tem que continuar dando lucro! Então o lucro do negócio no final dos períodos que se estabelece: “ah, vamos distribuir lucro uma vez por mês, uma vez a cada três meses, uma vez a cada seis meses…”. Quando a empresa vai distribuir lucro, aí sim o lucro é dividido proporcionalmente nas cotas. Então eu tenho 50%, 50% minha mãe: deu R$ 100.000,00 de lucro em um mês, R$ 50.000,00 para minha mãe, R$ 50.000,00 para mim. Mas o salário mensal é só para quem trabalha. Se amanhã minha mãe tava trabalhando, fazendo bolo, atendendo, fazendo café, amanhã a empresa cresce e aí ela sai da operação e deixa a operação sendo tocada sozinha por funcionários, o salário que era dela vai pros funcionários, ela deixa de receber um salário, e eu e ela então passamos a viver só com dividendos. Então pró-labore é salário do empreendedor, dividendos é lucro da empresa, que quando dá, se divide entre os sócios nos percentuais que cada um tem.
— Isso aí, fechou! Então essas foram as nossas perguntas.
— Então boa, passou rápido hoje, hein! Rápido, hein? Você viu? Da hora, Lucão!
Cara, e se você gostou dessa desse episódio, dá o feedback, manda mensagem no inbox aqui do Instagram, responde aí nos comentários do YouTube, porque a ideia é trocar essa ideia, bater esse papo de forma aberta. Sim, eu acho que eu falei muito como MVP, eu vou tentar reduzir as respostas de uma maneira porque eu eu não gosto muito de de pensar no que eu vou falar, eu gosto de deixar bem solto assim. Mas na próxima vez que a gente for fazer isso no segundo episódio, eu vou pensar melhor nas respostas para ser cada vez mais conciso e conseguir responder mais perguntas. Mas espero que vocês tenham gostado. Dá feedback aí para ver se a gente repete esse quadro e continua com essa com essa programação aqui periodicamente no Além do CNPJ.
Mas antes de encerrar, tá tudo no esquema aí, Joãozeira? Quero fazer o agradecimento dos patrocinadores do Além do CNPJ, que graças a eles eu tô aqui gravando com toda essa qualidade esse conteúdo para vocês. Quero falar do meu parceiro Semic Displays, do meu parceiro Adalto de Carvalho: tá precisando vender mais? Então seu negócio precisa de soluções criativas para PDVs: balcões, bandejas, displays e muito mais. Tá aqui o site e o @ deles na tela. Quando você fala de PDV, você fala de ponto de venda. Se você trabalha numa loja física, num ponto de venda, num quiosque e tudo mais e interage com seres humanos, não basta só você argumentar no gogó sobre as coisas que você precisa fazer ou convencer o seu cliente a comprar de você o seu produto ou serviço: você precisa mostrar o teu produto de maneira melhor.
Então quando você amplia a qualidade da experiência que você vai trazer pro seu cliente através de outras formas de visualização, seja ocular, olfativa, seja degustativa, você melhora muito mais a experiência em outros sentidos. Você traz novos sentidos pro cliente, e quando ele entende isso, ele agrega valor, agrega automaticamente valor no teu produto, no teu serviço, e você consegue agregar valor no valor no ticket médio. Só quando você fala “tá, como que eu agrego valor no meu PDV para trazer essas outras experiências pro meu cliente?”, cara, você precisa achar uma empresa que consiga te ajudar com soluções para PDVs. Se você não conhece nenhuma, tem a Semic! Você vai clicar em qualquer lugar dessa tela, você vai lá pro site dos caras. Cara, os caras têm tudo o que você precisa, tudo! Todos os produtos de prateleira que inclusive personalizam com teu logo, tua identidade visual, e vai prontinho para você com tudo o que você precisa fazer, tanto para você colocar na sua loja, na tua distribuição, nos teus distribuidores, no teu cliente final para fazer essas demonstrações que são tão importantes para você agregar valor no teu produto, tá bom? Tamo junto, Semic! É só clicar em qualquer lugar dessa tela e entrar em contato com os caras.
Agora quero falar da SMB Store, do meu parceiro Alonso: desde 2018 a SMB Store tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, vendas e financeiro, tudo isso com sistema acessível e fácil de usar. Tá aqui o @ da SMB na tela e o site da SMB na tela. Quando a gente fala de gestão para pequenos empreendedores, uma coisa em que muitos erram é que começam a gerenciar tudo em papel de pão, no caderninho, no Excel, e por mais que Excel é bom — eu uso Excel pra caramba —, cara, não é a mesma coisa! Porque quando você começa a estruturar sua empresa, os setores precisam se conversar, então para você ter uma planilha de vendas, uma planilha de financeiro, uma planilha de estoque, ainda assim essas planilhas não se conversam, então é importante que você tenha um sistema. E esse sistema é essencial para as coisas começarem a rodar de forma mais automatizada na tua empresa, se conversando com pessoas diferentes e tudo mais. Mesmo que você seja um empresário pequenininho, que tá sozinho ainda, já precisa inclusive a gerenciar a tua empresa através de um ERP, para você já começar a ter banco de dados até para que, conforme cresça, você consiga fazer com que as pessoas usem esse sistema, tá bom?
Então se por acaso você acha que colocar um sistema é caro ou muito difícil, conheça a SMB! A SMB é um sistema que eu uso no Além do CNPJ, é muito fácil implementar. O preço não precisa nem falar, é só entrar no site dos caras que você vai ver, cara, é sensacional! É um valor extremamente acessível, muito, muito, muito acessível mesmo, e, cara, é tão fácil usar a SMB que parece uma rede social, sabe? Super simples, intuitivo, é fácil implementar na sua empresa, rapidinho você começa a usar, e aí conforme a sua empresa cresça, os seus funcionários vão saber usar fácil também, porque eles vão aprender a usar somente mexendo, porque já é bem intuitivo. A SMB tem todo um leque de cursos e treinamentos também na internet caso surja alguma dúvida, então a implementação é muito simples, muito fácil de usar, e com certeza você vai voltar para me agradecer. Então clique em qualquer lugar dessa tela, converse com os caras lá e depois troca uma ideia aqui comigo para falar o que você achou, tá bom? Tamo junto, SMB, pela parceria!
Agora quero falar com vocês sobre a Agência RPL, do meu parceiro Rodrigão, Rodrigo Álvares: a RPL oferece uma solução completa de marketing digital para negócios, cuidam das empresas com olhos de dono, desde a criação de sites, gestão de anúncios, planejamento estratégico, social media, SEO… Tá aqui o site da RPL na tela e o @ do Rodrigão. Quando você, empreendedor, quer colocar o marketing digital na mão de alguém, de uma agência, já dá até frio na barriga, porque quando você faz sozinho, por mais que você não tenha muito tempo, você cuida do seu dinheiro como você deveria, porque o dinheiro é seu. Só quando você coloca na mão de outra pessoa, eles não vão cuidar tão bem, e a gente sabe disso! E a quantidade hoje de empresas de marketing digital que não fazem do jeito que deveriam ou que não prestam atenção do jeito que deveriam, ou não cuidam do jeito que a gente cuidaria, tá difícil, né?
E a RPL ela vem com uma ideia — e eu falo isso com muita propriedade porque o Rodrigo é meu amigo pessoal —, cara, eles cuidam com olhar de dono! É uma boutique de agência de de de marketing digital que cuida do seu negócio como se fosse você, muito próximo inclusive do empreendedor, operacionalizando toda essa parte do marketing digital. Os caras são muito bons! Tudo que eu faço em todas as minhas empresas, inclusive no Além do CNPJ e tudo mais, é tudo com os caras! Quando eu penso em marketing digital, eu chamo o Rodrigo para trocar uma ideia. Então se você não tá tendo resultados tão satisfatórios no seu marketing, se você não tá conseguindo gerar leads, se seu site é uma porcaria que não traz cliente, um monte de coisa que você precisa fazer, que muitas vezes já dá até dor de barriga porque você já tentou fazer com outro e não funcionou e tudo mais, provavelmente você só errou com quem você estava fazendo. Considera a RPL para trocar uma ideia, considera trocar uma ideia com o Rodrigão! O Rodrigão atende clientes bem próximo, ele atende você como sendo o atendimento da empresa, ele é o dono da empresa, tem equipe, mas ele tá à frente do atendimento, ele cuida das contas, é um atendimento de fato diferenciado, é uma boutique de atendimento, e não por isso é mais caro, é um preço superjusto e que se paga! Porque pagar R$ 300,00 pro sobrinho fazer e pagar um pouco mais para uma agência que vai fazer e vai se pagar, vai retornar, cara, não tem nem como explicar o quanto você tá errando querendo economizar na mão de quem você… Economizar com quem você coloca o marketing digital, que é um setor crucial da tua empresa, na mão de qualquer um! Você tem que colocar na mão de alguém em quem você confie, e a RPL é um caminho bom, tá bom? Só conversar aqui com o Rodrigão, clique em qualquer lugar dessa tela e troca uma ideia com ele. Tamo junto, obrigado aí, Rodrigão, pela parceria!
Agora quero falar com a WJR Consulting, do meu parceiro Wallenstein Júnior: gestão financeira descomplicada para empresários! Tá aqui o @ da WJR e o site da WJR Consulting. Eu por 10, 15 anos… É, 10, 12 anos empreendendo, cara, 7 anos vendendo, vendendo, vendendo, faturando, faturando, faturando, crescendo minha empresa, vendendo super bem, e eu passando um perrengue do caramba! Não segurava dinheiro, tava muito ruim, por mais que as pessoas olhavam e falavam: “Felipe cresceu na vida, tá dando certo”, B.O. gigantesco! Não conseguia crescer de forma estruturada, sólida, ganhando dinheiro, não sabia por quê. Até que eu descobri que, cara, tava falhando na gestão financeira, não tinha uma gestão financeira profissional, gerenciava a minha empresa por fluxo de caixa, era uma bagunça! Por mais que era melhor que muitos empresários por aí, mas era uma bagunça.
E aí eu comecei a entender: “pô, por que ninguém me ensinou isso antes?”. Quando eu comecei a trazer consultoria financeira: “por que ninguém me ensinou DRE antes, por que ninguém me ensinou uma precificação correta?”. Cara, porque isso não se ensina na faculdade, porque isso não tem fácil na internet, cara! Por que ninguém me ensinou, por que eu demorei tanto tempo? Fiquei feliz porque dali em diante eu já saberia, eu já tinha noção só de ver aquilo que seria uma nova era, mas fiquei tão triste de ter demorado tanto para descobrir! Então o que eu quero te trazer aqui é: não demora tanto como eu fiz! E, cara, principalmente, é um valor tão cabível no bolso, sabe? Cabe de forma tão perfeita! Cara, tem consultoria para todos os bolsos, e a WJR é um pool de consultores que tem consultores do MEI ao Simples, ao Lucro Presumido, ao Lucro Real, cara, tem consultor para todos os bolsos! Fora que a WJR tem todo um aparato de planilhas, dashboards e tudo mais que, cara, vão facilitar demais o teu negócio. Então, cara, entra em contato com a WJR, clica em qualquer lugar dessa tela, marca uma call com os caras e volta aqui para me agradecer, porque em um mês você vai ver que se pagou o investimento, cara, é impressionante! Saiba que muito do dinheiro tá na eficiência do negócio que você não tem, R$ 1,00 de economia é R$ 1,00 de lucro. A WJR pode te ajudar a coletar dinheiro no teu negócio, não só vendendo mais, mas na gestão, você vai ver como é eficiente isso aí, eu falo com propriedade, tá bom? Tamo junto, é só clicar em qualquer lugar dessa tela e falar com o pessoal da WJR!
Agora quero falar da Agora Marcas, do meu parceiro Rodrigo Lopes e da Luana: a startup que revolucionou o registro de marcas no Brasil! Em poucas horas eles registram sua marca de modo 100% online e sem burocracias, tá aqui o @ da Agora Marcas e o site dos caras. Não errem como eu já errei: eu criei uma empresa, coloquei um logo, fiz um logo bonitão, fiz papelaria, cartão de visita, folder, criei, comprei o domínio, criei o site. Em três meses fui processado porque eu tava usando o nome de outra empresa, porque já tinha sido registrada, porque não pesquisei! Passei um perrengue do caramba! Registrar a marca é extremamente importante, mas principalmente quando você vai abrir o negócio, consultar se existe já o registro da marca que você tá criando, porque às vezes sem querer você acaba usando um nome que já existe num mercado que já tem, e no final você gasta todo esse dinheiro, tem que jogar tudo na lata do lixo! Meu site até que o site consegui reformular, mas e cartão de visita e folder? Gastei uma grana com folder, cara, gastei uma grana! Desesperador, cara, isso não tem o que fazer!
E outra: primeiro vai criar uma empresa? Pesquisa teu nome, já se defende, já garante que o teu nome ninguém usa e que você pode registrar, entra e já registra! Porque da mesma forma que existe o fato de você usar um nome de alguém que você não pesquisou, existe o fato de você criar um nome que ainda não existe, e se você não registrar, alguém pode roubar, pegar ele na tua frente, por mais que você tá usando antes, mas não registrou, alguém foi lá e registrou no lugar, o Rzinho guardado é deles! E aí você tem que parar de usar. Então antes de abrir uma empresa, pesquisa se tem nome já registrado; se não tiver, registra e já coloca no teu nome, porque assim você se protege para não entrar um concorrente mal-intencionado e começar a roubar os teus clientes, tá bom? Porque ele faz um site parecido, as pessoas pesquisam seu nome, aparece ele, ele começa a pegar seus clientes, e mal sabem que nem tão fechando com você porque o nome é igual. Então isso é extremamente importante, e muito empreendedor erra! Precisou de ajuda com isso aí, precisa de uma consultoria, precisa fazer uma pesquisa para saber se seu nome tá registrado ou não e tudo mais, clica em qualquer lugar dessa tela e troca uma ideia com a Agora Marcas, tá bom? Tamo junto, obrigado aí Agora Marcas pela parceria!
E agora quero falar sobre a Nova Depósito Materiais para Construção, do meu parceiro Márcio Novais: há mais de 26 anos — e olha que isso não é para qualquer um, hein, 26 anos de empresa, cara, não é para qualquer um de verdade! —, e eles estão há 26 anos atendendo desde pequena reforma até grande construção, do básico ao acabamento. Eles são um depósito de material de construção. Aqui tá o site dos caras na tela, o @ do site dos caras na tela. Eles são uma empresa de material de construção, você precisa tomar muito cuidado com quem você contrata. Construção civil é um B.O., é uma dor de cabeça do caramba, e se você não tiver parceiros que te amparem, te ajudem e te assessorem, você vai passar perrengue. Porque a gente sabe que é um B.O., e da mesma forma que você vai querer entrar na obra, você vai querer sair de cabelo em pé, careca, de cabelo branco, porque vai ser uma loucura! A gente sabe que construção civil é complexo por natureza. Só que se você não tiver parceiros que te ajudem e, ao contrário do que acontece muito por aí, só criam problema, não, ele te ajuda, te ampara, te dá bom atendimento, ele te entrega no prazo; se for atrasar por acaso, te avisa para você não deixar um monte de gente lá parada… Tudo isso é essencial e se paga demais! A Nova Depósito consegue te atender no Brasil inteiro, a depender do tamanho da obra. Eles são aqui do ABC de São Paulo, e atendem localmente, mas também São Paulo inteiro, e conseguem te atender com preço justo e um atendimento diferenciado. Esse mercado é muito ruim de atendimento, você tem que praticamente pedir favor para te atenderem, e a Nova Depósito vem para inovar um mercado comodotizado com um negócio que é essencial nos dias de hoje, que é um atendimento personalizado. Troca uma ideia com os caras, você vai ver o que eu tô te falando e vai te ajudar demais na gestão da tua obra, que como eu já te falei, é um negócio já por natureza complexo, então não dificulta mais, tenha parceiros que te ajudem, tá bom? Só clicar em qualquer lugar dessa tela, fazer um orçamento com os caras e depois voltar para me agradecer, porque os caras vão te dar o maior help na tua obra, sucesso! Obrigado aí, Márcio Novais, pela parceria!
E agora quero falar da Doit Live: transmissões ao vivo de maneira profissional, estúdios de podcast, podcast in-company, transmissão de congresso, palestra, evento e muito mais! Tá aqui o site e o @ da Doit Live na tela. Uma coisa que eu sempre falo pro empreendedor é o seguinte: pô, às vezes você tá precisando produzir conteúdo, sua rede social é uma porcaria, é só “Feliz Dia do Dentista”, “Feliz Dia do Planeta Terra”, e essas coisas não geram nada na internet. E aí muitas vezes você quer mostrar a qualidade da sua empresa, você precisaria de um depoimento legal de um cliente, e pô, você não faz depoimento para mostrar isso pro seu pro seu consumidor final, pro seu cliente, pros seus novos clientes para verem isso, cara! Tanta coisa você poderia fazer de diferente, mas você não faz por causa que você não sabe o formato ideal, porque tudo é muito trabalhoso. E uma dica que eu te dou é: cara, cria um podcast! “Ah, mas não precisa ser um podcast igual ao meu, que é semanal”. Cria um… Ou alguns que são diários! Cria um podcast mensal, lança um podcast por mês, que você chama algum cliente seu para entrevistar, contar um pouquinho da história, um podcast curtinho, de meia hora, 40 minutos, em que a pessoa conta um pouco da história, conta um case, e inclusive vai dar um depoimento maravilhoso da sua empresa. Você consegue cortar esse podcast em vários cortes e já vai gerar conteúdo para suas redes sociais muito melhor que o “Dia do Planeta Terra”! Você vai conseguir pegar esse podcast e pegar os trechos em que ele fala bem da sua empresa e colocar no site como depoimento, tudo isso em alta qualidade, com investimento superbarato, um negócio que funciona superbem! Você vai fazer um congresso, treinamento de vendas, um congresso na sua empresa e tudo mais, tem pessoas que moram longe ou outros estados, ou até todo mundo local, mas quando você faz esse treinamento, quem tá lá tá lá, quem não tiver já era, logo depois de alguns meses algumas pessoas de lá são demitidas, outras pessoas contratadas, e as que foram contratadas simplesmente não têm aquele conteúdo… Por que você não grava isso, faz uma transmissão ao vivo e garante esse material para fazer com que essas informações fiquem na empresa e novos funcionários possam assistir? Tanta coisa, tanta ideia legal quando você tem uma estrutura por trás que pode te ajudar! E quando você pensa nisso, dá dor de barriga que você fala: “Putz, tá bom, quem vai me ajudar até achar uma empresa que me ajuda?”. Cara, é a Doit Live! Só clicar em qualquer lugar dessa tela, falar com os caras, que com certeza eles vão te ajudar em todas essas soluções: desde transmissão ao vivo, estúdio podcast, podcast in-company e tudo mais, vão te ajudar demais, vão te dar o maior help! Os caras são superacessíveis, flexíveis, fáceis de trabalhar e, cara, é isso! Troca uma ideia com os caras, você vai ver que vai funcionar superbem e vai matar uma dor importante aí do seu negócio, que é trazer conteúdo de qualidade e reinventar uma coisa que tá tão monótona na internet, que é “Dia do Dentista”, essas coisinhas aí que são esses posts que não servem para nada e todo mundo coloca na rede social só para encher linguiça, tá bom? Então só clicar, clicar em qualquer lugar dessa tela e falar com a Doit Live lá, tamo junto! Obrigado aí a todos os patrocinadores, obrigado por prestigiarem o podcast do Além do CNPJ, esse projeto que eu gosto tanto de fazer, e vamos que vamos!
E antes de encerrar, Lucão, cara, quero que você faça seu merchan, cara! O Lucão ele cuida praticamente de toda a parte da estrutura do podcast, então a gente grava aqui nessa estrutura da Doit Live, a Doit Live faz toda essa essa essa transmissão pra gente com essas câmeras e tudo mais. Mas depois, e, cara, e os cortes? Quem vai fazer Reels, quem vai fazer TikTok, quem vai subir no YouTube, quem vai fazer capa? Cara, é tanta coisa para se preocupar, os bastidores é tão amplo, cara! Então conta um pouco do que você faz, um pouco desse trabalho de mobile que você tem feito, dá um overview aí pro pessoal, pro empresário que quer te contratar aí, que pode que você pode ajudar no trabalho para eles.
— São duas áreas, né? Vamos começar aqui falando para você que é pequeno, que é médio empreendedor: você tem ali a sua lojinha, você tem ali o seu negócio… Cara, não adianta nada você ser excelente no que você faz, você ter o produto mais incrível do mundo e ninguém ver, entendeu? Você não tem o Instagram ainda. Se você ainda não investe na internet, cara, você tá comendo bola, você tá perdendo tempo! Hoje em dia, para você vender bem, você tem que investir também na internet, faz parte. E pras pessoas verem seu produto e tal, você precisa ter um vídeo legal, um vídeo bem-feito, um Instagram bem investido, entendeu? E esse é um dos trabalhos que eu faço também. Então a gente vai lá na sua loja, a gente vê tudo o que é referente à sua loja, faz uma gravação bacana, faz uns cortes legais, entendeu? Se você quer ver um pouco aí do meu trabalho, entra lá no @lucas_azar, que a gente vai deixar o BG aí na tela para você dar uma olhada. Entra lá, lá tem algumas amostrinhas de bares, restaurantes, eventos, tudo quanto é lugar que a gente foi. E se você também aí tem o seu e tá montando o seu podcast ou o seu canal de comunicação, precisa ter uns cortes, precisa dar aquela lapidada, né, desde capas, desde o copywriting, pode entrar lá também, me chamar, que a gente vai… Vou te mostrar um pouquinho do meu trabalho, eu tenho certeza de que você vai gostar, cara!
— E é um cara supercomprometido! Ele é nosso parceiro lá na equipe do Além do CNPJ, cuida de muitas das frentes, mas, cara, é um cara muito comprometido, é um cara que faz um trabalho bacana, é um cara que tem se desenvolvido, é um cara muito esforçado. Então, cara, pode ir de olho fechado no Lucão, que o Lucão vai dar um baita de um up aí para vocês! Lucão, obrigado aí pela parceria, obrigado por…
— Só lembrando aqui, passar um recadinho, aproveita: esse aqui é o primeiro modo que a gente faz assim dessa desse quadro, entendeu? Então é muito importante você ir lá, você deixar já o seu overview lá, seu seu seu comentário, sua avaliação. Porque às vezes vocês trazem perguntas que são muito específicas e não dá pra gente responder elas só no storyzinho de de Instagram, entendeu? Então a gente pega ali as mais importantes, as melhores, e a gente vai começar a trazer aí para essa modalidade, se vocês acharem bacana isso. Às vezes você tem uma dúvida aí muito específica que por algum motivo às vezes a gente não acaba não falando aqui no podcast, esse é o seu momento aí de poder esclarecer sua dúvida!
— Exatamente, cara! Porque a gente tá testando esse modelo. Se vocês curtirem, dá o feedback pra gente se estimular a continuar com essa com essa abordagem. Porque, pô, vocês podem mandar pergunta, eu posso até fazer um negócio legal que, pô, se esse quadro pega, mando uma caixinha de perguntas no Instagram e falo “agora eu vou fazer um episódio de perguntas e respostas, aproveita para perguntar”, e a gente coleta as informações lá mesmo. Então, cara, é legal você ter falado isso, porque se vingar a gente vai fazer mais vezes. Então se você curtiu, comenta aí, dá o teu feedback que é importante. Tamo junto, Lucão! É isso aí, meu caro, sucesso! Obrigado a você que ficou aqui até agora, obrigado aí, Joãozeira, por acompanhar esse podcast, vamos que vamos! Curte, comenta, compartilha, faz todos, aperta todos os botões aí que é importante pro engajamento! Vamos que vamos, compartilha esses trechos, esses códigos com o seu sócio, porque é importante: com o teu sócio, com a tua sócia, com teus funcionários, com o teu advogado, com o teu parceiro, com seus amigos empresários… Tudo isso é bem importante que você compartilhe essas informações para cada vez mais essas informações chegarem no máximo possível de pessoas. Tamo junto e até a próxima, valeu!
