Inteligência Artificial Prática para Vendas, Agentes Personalizados no WhatsApp e Vibe Coding com Frank Costa | Além do CNPJ (EP #132)
A Revolução da IA Prática: Saindo da Abstração para o Resultado no Caixa
No mercado corporativo atual, o termo “Inteligência Artificial” sofreu uma forte inflação de expectativas. Diariamente, empresários são bombardados com ferramentas milagrosas e promessas de automação total. No entanto, a grande maioria das PMEs falha ao tentar adaptar seus processos internos a softwares genéricos da internet, criando ruídos operacionais em vez de eficiência.
No episódio do podcast Além do CNPJ, o host Felipe Cassola e o co-host Bruno Bertozzi receberam Frank Costa — Chief Revenue Officer (CRO), especialista em IA aplicada e empreendedor que saiu do garimpo em Serra Pelada (PA) para liderar ecossistemas de vendas que faturaram mais de R$ 150 milhões no mercado digital.
Frank desconstrói o hype das Big Techs e apresenta um mapa de implementação focado em uma única premissa: IA só faz sentido se aumentar a receita ou reduzir o custo operacional do negócio.
1. O Erro da “Adaptação Inversa” no Varejo e nos Serviços
O erro mais comum dos gestores ao buscarem inovação tecnológica é tentar transformar a cultura da empresa para caber na interface de um software. A IA de alta performance atua na direção oposta: ela aprende a cultura, o playbook e o tom de voz da marca para plugar diretamente nas dores do negócio.
[Maneira Errada] ➔ [Empresa altera processos para caber na ferramenta de IA] ➔ [Perda de Identidade e Desperdício]
[Maneira Certa] ➔ [IA aprende o Playbook e o Tom de Voz do Negócio] ➔ [Conversão e Escala no WhatsApp/CRM]
2. A Engenharia de Agentes: Dobrando a Conversão no WhatsApp
Analisando o comportamento do consumidor moderno, pesquisas mostram que responder a um lead no primeiro minuto após a levantada de mão aumenta em até $360\%$ a chance de fechar a venda. Respostas enviadas após 5 horas reduzem essa probabilidade a quase zero.
Para resolver a demora e o atendimento robotizado das equipes de vendas humanas, Frank desenvolveu um modelo de Agente de Vendas em IA via WhatsApp com premissas comportamentais estratégicas:
| Atributo do Atendimento | Vendedor Humano Sobrecarregado | Agente de IA Personalizado |
| Tempo de Resposta | 3 a 5 horas (Perda de timing e esfriamento do lead). | Instantâneo (Menos de 60 segundos) em tempo integral. |
| Metodologia de Vendas | Copia e cola mensagens genéricas; pula a fase de qualificação. | Spin Selling Aplicado: Faz perguntas de situação, dor e implicação. |
| Linguagem & Tom de Voz | Respostas engessadas ou linguagem corporativa fria. | Humanização Avançada: Usa abreviações (vc, tb), pequenos erros calculados e gírias regionais. |
| Uso de Dados (Enrichment) | Entra na conversa sem conhecer o perfil do cliente. | Scraping Automático: Puxa dados do Instagram/LinkedIn do cliente antes de saudar. |
3. A Era do “Vibe Coding” e o Fim das Planilhas Estáticas
A evolução das ferramentas de linguagem (como o Lovable e o Claude 3.5 Sonnet) instaurou o movimento do Vibe Coding. Hoje, empresários não precisam mais de equipes de desenvolvimento para criar ferramentas internas ou dashboards de inteligência.
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Dashboards Conversacionais: Em vez de analisar relatórios estáticos em BI ou planilhas do Excel, o gestor consulta o seu agente de IA via áudio no WhatsApp (“Qual foi o CMV da loja Y essa semana e onde perdemos margem?“).
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Agentes de Tráfego Pago: Ferramentas configuradas para otimizar campanhas de anúncios na Meta/Google em intervalos de 3 horas, pausando criativos com custo por lead alto sem intervenção humana.
4. As 2 Ferramentas Obrigatórias para Qualquer Negócio
Para os empreendedores que desejam iniciar a jornada de automação sem grandes investimentos iniciais, Frank sintetiza o kit essencial:
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ChatGPT Plus / Claude 3.5 (Uso de Áudio e Prompts Personalizados): Utilize o recurso de voz para explicar o contexto do seu negócio. Quanto maior o input de contexto, melhor será a análise estratégica da máquina.
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Lovable (Vibe Coding): Plataforma para desenvolvimento de sistemas, web apps e integrações internas sem a necessidade de escrever linhas de código tradicionais.
5. Se Exponha ao Risco: O Legado de Serra Pelada ao Pódio da IA
Encerrando o episódio com uma reflexão sobre seus 32 anos de idade e sua trajetória de superação, Frank reforça a importância da coragem operacional:
“Não deixe o lugar de onde você veio definir para onde você vai. A vida é curta demais para perder tempo com medos imaginários ou com o que os outros vão pensar. Se exponha ao risco, teste o novo e construa histórias das quais você se orgulhe no futuro.”
Quer aprender a criar agentes de IA para o seu WhatsApp, automatizar processos de vendas e dominar o Vibe Coding no seu negócio? Assista ao episódio completo no canal Além do CNPJ!
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Então o empresário hoje que não tiver atento e mergulhar fundo em IA, ele vai ficar para trás. Pega duas empresas do mesmo segmento, mesmo tamanho, mesmo público-alvo: a empresa A, ela tá usando IA, só que por ela tá usando IA, cara, ela vai ter um um lead muito mais barato, ela vai fazer um atendimento muito melhor, muito mais rápido, muito mais personalizado. Então assim, não tem como: esse cara vai ficar para trás do cara que não usar, entendeu? Exato, a gente tem várias dores no negócio, tem várias. Você olha na internet e fala assim: “Nossa, tem uma IA aqui animal, vou tentar plugar ela”. Você tem que se adaptar, você tem que adaptar o seu negócio à IA para ela poder funcionar. Quando eu pego um um negócio desse, ele vai adaptar as IAs para plugar no meu negócio. Então a diferença é gigante, cara. O que eu perco de tempo para poder adaptar o meu negócio… E às vezes eu não, e às vezes eu mudo o meu core, às vezes eu mudo alguma estratégia dentro do meu negócio para poder adaptar numa IA para tentar performar, tentar performar. Eu não tô tentando solucionar mais o problema, eu tô tentando performar de alguma forma para fazer aquele negócio funcionar. Aí eu tô resolvendo, tô tentando criar um outro problema, exato.
Buenas, buenas, buenas, seja bem-vindo a mais um episódio do podcast do Além do CNPJ. Primeiro de tudo, muito obrigado por estar aqui pra gente trocar essa ideia de empreendedorismo vida real. E bicho, tô aqui do meu lado, Bertozzi. Eu falei, fale Bertozzi, você eu posso chamar de Bert, Bruno Bertozzi. Bruno Bertozzi, mas fala Bertozzi, Bertozzi. Esse cara que é um gênio, um baita de um gestor, um cara de que fiz um convite carinhoso para co-hostear aqui o podcast. E, pô, nós estamos agora no quarto episódio já juntos, e nesses primeiros três que nós fizemos juntos, o negócio tá em altíssimo nível, tá conseguindo contribuir bastante pro para e ir agregando pro papo. Porque, bicho, hostear não é fácil, bicho.
É uma dificuldade, é uma dificuldade. Porque se você não tiver pergunta, não tiver interação…
Exato, e é legal porque a gente consegue fazer esse bate-bola: enquanto eu tô recebendo a resposta da minha pergunta e e vivendo a resposta, já tem alguém pensando na próxima, então isso aí funciona muito bem nesse pingue-pongue. Então tô tô curtindo.
Tamo junto, mano, vamos para cima.
E agora estamos eh oficialmente entrando num papo de IA. Eh é uma pessoa que eu acompanho nas redes sociais, conheci ele no Instagram, eh tenho acompanhado o conteúdo desse cara aqui, e é um cara que tá falando eh de um jeito diferente do tradicional, sem muito ah o que tá hypado e tudo mais, uma coisa prática, uma coisa que de fato é aplicável: como você consegue extrair resultado de verdade lá na ponta nos nossos negócios da IA. E isso me chamou bastante atenção, porque hoje em dia, com essa quantidade de informação e quantidade de inovação que a IA tem trazido, você fica com FOMO, né, aquele “caramba, o que que eu tô perdendo, qual é a nova IA?”, e tal. E quando você vê alguém trazendo um conteúdo aplicável, um negócio que esmiúça aquilo e traz na realidade ali, pô, é uma coisa que eh eu pensei e falei: “Pô, esse cara tem que estar com a gente batendo esse papo”. E [ __ ], obrigado por aceitar o convite. Tô aqui com meu brother Frank. Meu brother, muitíssimo obrigado, cara.
Tamos juntos, vamos descer o bambu, hein? Vamos descer o bambu, ir para cima. Vamos entregar o ouro aí pra turma, vamos mostrar de fato o que é mito, o que que é fato, o que que é realidade, o que que não é, e o que que é histeria coletiva, né?
Histeria coletiva.
[risadas]
Mas mano, antes da gente entrar no papo de IA, dá um overview pra gente do contexto da tua vida. Onde você… Quantos anos você tá agora?
Do contexto da sua vida: onde você veio, o que que você fazia antes da era IA, eh antes do do GPT vir pra pra mesa aí, eh como que foram essas suas referências, como que você mergulhou de cabeça na IA? Dá um overview aí pra pra gente entender o contexto e já entrar nos dias de hoje.
Top, top. Cara, basicamente eu nasci num lugar chamado Serra Pelada. Vocês já ouviram falar da Serra Pelada?
Já, conheço, já ouvi falar.
Serra Pelada é o maior garimpo do mundo.
[ __ ]!
Então uma cratera gigantesca no estado do Pará.
Pará.
Uma cratera gigantesca, e na época lá, no auge, trabalhavam mais de 200.000 homens num raio de, cara, de metros assim, sabe?
[ __ ]!
Então a gente era… Eu nasci lá e cresci no Maranhão. Cara, eu costumo falar que minha família existia ali na pobreza, a gente tava uns uns 100 degrauzinhos abaixo ali, né?
É mesmo?
E aí comecei… Infância, não, pesada, puxada, nossa, muito puxada! E aí com 9 anos saí de casa por por conta de necessidade, queria ajudar em casa e tal. Meu irmão saiu primeiro, e aí eh eu morava numa cidade com 9 anos…
9 anos?
Meu irmão saiu primeiro, né? Aí a gente morava num vilarejozinho de, cara, 1.000 habitantes, sei lá. Ele foi para uma cidade maior do lado e aí entrou numa loja de informática, aprendeu a mexer com computador, ele comprou um computador lá por R$ 100,00, eu lembro até hoje, e me deu de presente. Falou: “Cara, toma aqui, mexe aí”. Eu nunca tinha visto computador, né, e lá em casa não tinha nada para fazer. Comecei a mexer, eu desmontava e montava aquele computador, cara, assim umas 10 vezes por dia, queimava fonte, mexia e fuçava. E eu comecei aprendendo, e com 9 anos saí, fui morar nessa cidade com meu irmão, e aí eu montei meu primeiro negócio com 9, 10 anos ali. Que doideira! Para você ver como a necessidade faz o cara amadurecer, né?
É, faz. 9 anos o cara precisou eh amadurecer por necessidade, cara. Doideira isso!
E baita escola, tá? A gente montou uma LAN house.
É mesmo?
Com 10 anos de idade.
10 anos, e seu irmão tinha quantos?
Meu irmão, cara, meu irmão tinha uns 18 anos.
Legal, já começou surfando a onda da LAN house.
Então, né? Na época não tinha internet na casa de ninguém, cara. O único modo de acessar a internet era na LAN house, e bombava, né? Então tinha o corujão, tinha os negócios, e a gente montou a LAN house com cinco computadores. Pô, bombou pra caramba. Só que na época, computador era muito caro e etc. Eu sempre fui muito autodidata e muito fuçador, cara, muito curioso. Então eu juro que hoje, se fosse perguntar: “Frank, qual que é uma skill que de uma pessoa que você acha que é a mais importante?”. Cara, ser curioso, bicho, curioso e proativo.
Concordo.
Assim, o resto, o resto vem, velho. Eu era muito curioso, e eu falei: “Caraca, velho, eu tenho aqui um computador, precisa ampliar a LAN house, é caro pra caramba, a gente não tem recurso…”. Na época fazia financiamento de computadores, não sei se vocês são dessa época e tal. E aí eu acabei desenvolvendo naquela época, com 10 anos de idade, um software que eu transformava um computador em cinco. Então assim, eu pegava lá o monitor, né, monitor, bicho…
Você era um nerd, né?
Monitor, teclado e mouse, aí eu desenvolvia um software que eu replicava a sessão do Windows, eu criava usuários independentes. Então com cinco a gente foi para 25, porque era CPU, né?
Ah!
E aí, cara, [risadas] com 10 anos de idade, velho!
Mas por necessidade, né? Falei: “Caraca, tem um jeito aqui”, etc. E aí, bicho, aí outro dia, né, depois eu vou chegar lá, hoje eu eu tava muito ali dentro do do mercado do marketing digital, e eu tava olhando meus e-mails outro dia, eu falei: “Caraca, velho, minha primeira venda na internet foi no ano de 2004, Mercado Livre, vendendo a licença desse software”.
Caramba, que legal!
E aí, cara, beleza, bombou pra caramba, a gente começou a vender no Mercado Livre, putz, ganhei uma graninha boa. Só que, pô, 10 anos de idade, eu não queria saber de grana, eu gostava de fazer, saca, de somar e tal.
Sim.
E aí entre meus 10 e meus 14 anos, bicho, aí eu fiz coisa demais, cara. Então, acabei se virando o cara, né, da informática da cidade. Então eu era… Eu fazia implantação de PDV em supermercados, ficava o final de semana inteiro cadastrando produto, configurando cupom, cupom fiscal, né, configurando toda a parte de produtos.
Mas um e um ERP próprio ou de terceiros?
Foi o cara que montou o ERP também?
[risadas]
É, era um ERP de mercado assim bem famoso e tal, e eu montava, cara. E aí, eu sempre muito curioso, eu acabei descobrindo na época uma falha no sistema de geração de licença do software. Então na cidade tinha, cara, umas 50 licenças, né, uns 50 mercados que eu de quem eu era… Mercados, óticas, supermercados. Eu descobri uma falha na licença e comecei a gerar licença para mim mesmo, né, na época assim, 11 anos de idade. E aí depois veio a consciência bateu, né, falei: “Putz, cara, isso não tá certo, isso tá errado”. Fiquei uns dois meses gerando licença e implementando nos clientes, e aí eu peguei, informei para a empresa, para a dona da empresa, uma empresa bem famosa, acho que nem sei se hoje existe mais, eu informei a falha, onde que era, o que tava acontecendo.
Caramba!
E aí, por gratidão, o pessoal me deixou como como representante oficial da marca lá na cidade. E aí, pô, tinha cinco clientes que eu gerava licença para eles, né, e de repente eu fiquei representante dos 50, então bem legal assim.
Caramba, que bicho, que legal, que história, mano!
E aí, cara, nesse intervalo eu, putz, trabalhei em quartel de polícia, né, eu gerenciava toda a parte do quartel de polícia. Eu era quase um policial mesmo: tinha roupa de polícia, uniforme, andava de viatura… Eu tinha uma Bizinha com 11 anos de idade, eu andava com um capacete desse tamanho. Eh trabalhei em escritório de contabilidade, dei aula de informática, trabalhei em prefeituras, implantação de sistema de RH, era o cara da informática, o nerd. Dava aula, é, fazia de tudo um pouco ali, né? E aí com 14 anos veio uma multinacional pra minha cidade, minha na… Para pegar uma fazenda da parte florestal, e aí me contrataram. Aí com 14 entrei menor aprendiz, né, 14, 15 anos, e com 17 veio a oportunidade de me promover para Belo Horizonte, que era a matriz da empresa, né? Então imagina o seguinte, cara: eu nunca tinha saído de um raio de 200 km da minha cidade, e do nada: “Frank, eh a gente gosta muito de ti, aqui tá pequeno para ti e tal, eh tem uma oportunidade para você ir para BH”. Eu falei: “Caraca, velho!”. A gente vai… “Comprei a passagem de avião, vamos te dar uma hospedagem lá para você ficar nos primeiros dias”, etc. Bicho, eu fiquei, né, em êxtase assim. Aí cheguei em casa para falar com a minha família, né, obviamente, né, todo aquele senso de de proteção, etc.: “Mãe, me convidaram. Para onde que a senhora acha?”. “Ah, meu filho, acho que você não deveria ir, não, viu?”. Aquele balde de água fria assim. Mas, cara, eu sempre morei, né, nunca tive muito apego ali com a minha família, né, então nesses últimos anos aí a gente acabou morando junto. E aí eu fui, e foi a primeira vez que eu andei de avião na minha vida, cara. Assim, minha cabeça, imagina, curioso pra caramba, minha cabeça explodiu, falei: “Cara, como que uma máquina dessa desse tamanho aqui tá no ar e voa e segura?”. Fiquei louco, eu simplesmente fiquei louco. E a condição para eu para eu para eu ser promovido lá para BH, pra empresa, era eu chegar lá, tá matriculado numa faculdade de Ciência da Computação, e aí sim eles oficializavam minha minha promoção, né? Beleza, fui lá, ah fiz matrícula, enfim, passei, só que eu falei: “Putz, cara, desde…”, isso eu tava com 17, 18, falei: “Ah, desde os 9 anos que eu mexo com informática, não quero mais fazer uma faculdade 4 anos disso, não”. Aí acabei, eh sem falar pra galera da empresa, acabei tirando minhas licenças de de aviação de piloto, né?
Mentira!
Virei piloto com 17 anos.
[risadas]
Nada a ver, né?
Que da hora, velho!
Aí com 17 anos…
Aí que botou a carreira do dia pra noite: “Eu não quero ficar mais aqui, não quero mexer nesse troço aqui, tchau, tô indo, tô saindo para onde?”. “Para lá”.
[risadas]
É porque a empresa na época eles tinham dois aviões executivos pros diretores…
Você não começou a montar e desmontar avião também não, né?
Não, cara.
[risadas]
Era chato pra caramba, gostava do, né, da da aerodinâmica, etc. E na empresa, nessa empresa que me promoveu, existiam dois aviões lá para transporte dos executivos, e eu fiz a toda todo o curso, eu finalizei com 17 e obviamente as horas práticas, né, o cheque você faz com 18 anos, mas só fiz o cheque, o resto tudo fiz com 17 e pouquinho. E aí eles não sabiam que eu tinha me tornado piloto de avião, etc. E tinha trancado a faculdade, eu tava fazendo faculdade para…
Não, tranquei, só fiz a matrícula, apresentei no RH, e depois eu não fui mais, né? E aí de repente cheguei no aeroporto, mostrei aqui: “Ó, agora sou piloto de avião, quero voar com vocês”. Os caras já me conheciam, né, aí falaram assim: “Porra, Frank, você é muito louco, velho! Bicho, não sei o que que eu faço contigo, não tem jeito, né? Vem para cá”. E aí eu fiquei, cara, fiquei até 2018, até 2018 nessa empresa. E aí eu…
Noutra empresa?
Ah não, nessa mesma empresa, mesma empresa, eu alternava, né?
Ah, tá, você foi pro aeroporto da empresa, você foi pro setor de aviação da empresa já de quem tinha, só que acumulava as duas funções.
Eu era da parte de TI, então nessa época eu implementava SAP. Vocês já ouviram falar do SAP, né? SAP é um um ERP que as maiores empresas do mundo utilizam, empresas que estão listadas na Bolsa.
Isso deixa a empresa muito sexy, né?
A gente começou a implementar SAP, cara, implementava todos os módulos, a parte de negócios, etc. E quando tinha voo pra pras filiais, eu ia de de piloto.
Um parênteses: a empresa fica sexy, mas fica quadrada, né, fica muito ruim, né?
Horrível.
[risadas]
Complexo.
A meu Deus do céu!
Internamente…
A cabeça deles para investidor bem negócio maluco, né, mas é loucura. Implementação de de SAP também é doidinha, qualquer ERP é doido. O problema é que o SAP ele quer mais a cara, ele quer conglomerar tudo dentro de um negócio só, se você junta SAP e Salesforce, bicho, [ __ ], dor de cabeça demais!
E a gente tinha um, teve que implementar em seis meses, cara. Geralmente SAP na época era, cara, era 24 meses para dar fazer um rollout legal e tal. A gente implementou em seis meses para dar go live, então foi tudo standard, tudo uma loucura assim. Eu voava para as filiais, chegava lá, trabalhava na TI. E aí fui até meus 18 anos, até até 2018, né? E aí, cara, quando foi 2018 veio bater na crise, né, eu falei: “Putz, cara, tô muito na área de na zona de conforto…”. Ah não, antes só um ponto bem interessante também, né, que eu tenho algumas histórias malucas aí. E aí eu, até então, eu estudei até a sétima série, tá, cara? Eu não gostava de estudar, para mim eu não conseguia me encaixar naquele modelo de escola de ir pra escola e assistir a professora dando uma aula. Chato pra caramba, repeti de ano duas vezes, não ia, só chegava atrasado.
É, tô tentando tirar o som aqui, mas eu fiz merda. Aí, não, pode tirar, tranquilo.
[risadas]
Eu ia pra escola só para ficar no laboratório de informática e fazendo as coisas com a galera, então não gostava, né? Então abandonei, sétima série: “não vou estudar”. E aí quando foi, eu tava para ir pra Azul na época, né, pô, já tava com hora de voo pra caramba, voava executivo, e meu sonho era tá na Azul, companhia aérea, tava bombando o aéreo naquele tempo. Aí um belo dia o eu tava fazendo um voo do Maranhão para Belo Horizonte, o o dono da empresa tava tomando um vinho lá atrás, né, pô, na volta sempre tomava um vinhozinho, etc. Aí de repente ele bateu no meu ombro e falou assim: “Cara, tem um negócio que tá entalado aqui na minha garganta e o que eu precisava te falar eu quero te falar agora, vem aqui para trás”. Eu deixei o avião lá com o comandante, a gente foi lá conversar, ele falou assim para mim, falou: “Frank…”. O cara bilionário, tá, bilionário.
A decisão.
E ele tinha acesso a você, você já conhecia ele assim, não?
Dono da empresa, a gente era bem parceiro, bem amigo, bem próximo assim, sabe? A gente era bem próximo, ele que apoiou muito minha minha vinda do Maranhão para Belo Horizonte. Então a gente era bem próximo assim. Como eu voava muito com eles, a gente era…
Vocês tinham criado esse relacionamento?
Sim, sim, exato. Aí ele chegou e falou: “Cara, ó, você sabe o meu tamanho, né? Pô, a gente tem estrutura, história, né, muito conhecimento aqui, etc. Hoje eu trocaria tudo o que eu tenho pela vida do meu filho…”. O filho dele tinha acabado de nascer, que era o Ricardinho Júnior, “…em termos de experiência, né? Pô, eu tô aqui com o que eu sei hoje, com o que eu vivi, eu eu ter a vida do meu filho ali, cara, putz, ia fazer muita coisa legal, né? Se me desse pouco e mais, eu queria trocar pelo pela oportunidade que você tá tendo agora aqui com a gente. Você é um cara novo…”, sei lá, eu tinha 19, 20 anos nessa época, “…você é um cara muito novo, a gente gosta muito de ti, e a minha obrigação aqui, cara, é não te limitar, ou seja, aviação é legal? Putz, legal, é glamoroso…”. Ele falou isso aqui para mim, velho, não não se ofendam, tá, pilotos de avião, mas foi uma uma uma verdade nu e crua que ele jogou na minha cara. Falou assim: “Ó, aviação é legal, glamoroso, mas o piloto de avião ele só é um chofer de luxo, tipo assim, cara, pô, beleza, você aprendeu aqui, você vai travar, você não vai aprender mais nada na vida, você vai carregar mala, enfim, você vai, você travou sua sua zona de conhecimento, vai chegar um momento que você aprendeu os aviões, aprendeu a voar, e igual dirigir um caminhão, um bom um bom piloto”.
É igual dirigir um caminhão, você não vai nada mais além disso.
“Eu acho que isso é muito pouco para ti, pô, um cara com seu potencial, você tem que fazer engenharia, cara. Larga tudo, faz engenharia, voa com a gente no final de semana, investe, e lá no futuro você vai me agradecer”. E eu: “[ __ ] que pariu, o cara que…”.
Plot twist do caramba, né?
[risadas]
Do nada! E um cara sabe, hein, cara!
É, eu empolgado pra caramba com a aviação, já tava indo pra linha aérea, já imaginava caindo com aquele com aquele uniforme, pá, lá em casa todo mundo empolgado com isso também, porque imagina, eu vim da Serra Pelada do Maranhão, piloto de avião… Lá na minha cidade ninguém entendia nada. E a aviação nessa época é só para essa época não, né, cara, porque aviação é muito caro.
É muito caro, né?
É para poucos mesmo, muito. Só que o que que eu levei comigo, falei: “Putz, esse cara, velho, tem história, é um cara muito vivido, experiente pra caramba, se ele tá me dando esse conselho não é à toa, vou ouvir”. Mas foi bem difícil, sabe? Eu larguei tudo, fui pra Engenharia, e imagina um cara que estudou até a sétima série cair de paraquedas numa faculdade de Engenharia. Precisou fazer supletivo para entrar, inclusive.
É, não é, fiz um escambau lá, consegui eh um supletivo antes, fui lá fazer uma provinha do aquela provinha…
É a provinha. Os meninos da minha fábrica precisaram fazer esses dias.
É, faz uma prova lá, passa e acabou. Imagina, é, exatamente. Imagina, cara, Engenharia, primeiras aulas: álgebra linear, eh cálculo um, dois, etc. A professora chegava na sala para fazer revisão do que a gente tinha visto no ensino médio, né? Então, cara, eh $x^2$, equação do segundo grau, eu, cara, não tinha visto nada disso na minha vida, sem zoeira.
Sim.
E aí uma uma hora ela perguntou lá pra gente, né, sobre fórmula de Bhaskara. E aí eu virei para um colega meu, lembro até hoje isso aí, muito gravado essa memória, né? Falei: “Bicho, que que [ __ ] que é esse de máscara aí?”. Velho, os caras deram risada: “Bicho, você não sabe o que que é máscara, velho? Onde que tá?”. Não sei o quê. E eu lembro que eu que eu saía da sala quando ela passava próximo de mim para ir pro banheiro chorar, cara.
[ __ ]!
Porque tipo, era muito pesado, sabe? Cara, eu não entendia nada do que tava naquele quadro, nada, zero. Falei: “Bicho, o que que eu tô fazendo aqui? Que que eu fiz da minha vida, cara?”. Aí, primeiro semestre de faculdade passei só na na matéria de introdução, né, de introdução técnica, que era uma matéria teórica e tal. Só que eu gosto de desafio, né, desafio pra caramba, etc. Eu falei: “Putz, bicho”. Eh eu fui mais de fato, eu confesso que por conta da galera ter me zoado, me zombado, né, falei: “Putz, vou dar um gás aqui”. E basicamente eu fiz o ensino médio em um mês e meio no YouTube, um mês e meio, ah trabalhava. Então, putz, morava longe, que minha irmã tinha vindo morar comigo, pegava metrô, etc. E e de madrugada inteira, a noite inteira do trabalho, BH ainda, no… BH.
[ __ ]!
E fiz o ensino médio em um mês e meio, num canal que chamava “Canal do Nerki”, nem sei se existe mais, cara, era muito top. Eu fui, pum, fiz prova. Aí primeira primeiro período ali, né, tomei tomei pau, obviamente, no segundo, cara, fui mais ou menos, na terceira fechei a prova, fui para especial, aí passei. Aí depois, no segundo semestre para frente, fui dar monitoria pra galera, etc., e formei em Engenharia Elétrica.
Legal.
E foi, né, essa trajetória assim. Esse foi um cara de de todas as minhas histórias, acho que esse é um um case que eu falo assim: [ __ ] que pariu, velho, de fato é uma superação, porque é difícil para [ __ ] Engenharia, pô.
E você também entender que eh que você já sempre foi um cara inteligente, fuçador, mas entender que, porra, sou capaz, bicho, pegar um negócio de que eu não tinha nem consciência do que tava sendo falado em revisão e virar monitor, e se formar com isso aí, isso é incrível. Agora, como que você chegou na IA?
E aí, 2018, tava nessa empresa, zona de conforto pra caramba, e fazia uma viagem internacional, né, por ano, morava do lado da empresa. Falei: “Puta que…”, eu lembrei, né, pô, eu sempre fui empreendedor pra caramba, comecei com 9 anos e tal, e aí eu pedi para sair da empresa e entrei no mundo de startup. Cara, 2018 montei uma série de startups, eu fui o um dos primeiros caras a conceber QR code para bar, umas loucuras, né, sabe aquelas ideias malucas? Eu li todos os livros de startup na época, Steve Blank, e acompanhei uma galera e fiquei louco com isso. Montei, peguei o o acerto da empresa e torrei esse esse dinheiro em quatro meses.
[ __ ]!
Quatro meses, cara, testando, validando uma ideia que, nossa, era boa na minha cabeça. Eu falei: “Puta que pariu, e agora, né?”. E foi quando eu conheci e comecei a assistir, ouvir alguns podcasts, e comecei a cair de vez no mundo digital. Falei: “Cara, tem um mundo aqui que era um mundo lá atrás, só que eu parei de de seguir essa tendência, e deixa eu entender o que tá acontecendo”. Isso foi 2019, né? E eu comecei a entrar em tudo que tinha no digital, cara, na época para testar, né, cara? Entrei em dropshipping, entrei em pirâmide financeira, aposta esportiva, cara, para entender… Fiz, entrei em tudo, afiliado, deixa eu entender o que que é isso aqui que a galera fala, se faz sentido, que eu ouvia podcast, a galera falando que ganhava R$ 1 milhão de reais por dia, não sei o quê.
Encapsulado.
É, encapsulado, tudo, cara.
[risadas]
Pronto, exato, é, exatamente. E aí comecei a entrar de cabeça para entender isso, e enfim, só tomei fé, obviamente, né? E aí fui para um evento de marketing digital em 2019, não tinha nenhuma grana no cartão mais, tinha acabado tudo, conheci umas pessoas lá, cara, e enfim. Aí comecei a gerar valor muito para essa galera, e em 2020 a gente… Eu fiz sociedade com o com uma turma bem legal do marketing digital da época, né? E aí, pô, aí foi onde eu caí de cabeça nesse mundo de marketing e vendas muito pautado no digital. Em 2020 a gente fez um dos maiores lançamentos do Brasil. A gente fez um… Você pode falar quem foi a pessoa?
Possa, pós, Kaiser, não sei se vocês conhecem.
Ah, conheço.
Então assim, a gente fez encapsulado. Então ele é assim, cara, em 2020 foi um negócio bizarro. A gente fez campanha com Carlinhos Maia, com grandes nomes, tá? Faturou na época R$ 150 milhões de reais. A gente fez um ecossistema, né? Tinha o braço educacional, que a gente ensinava as pessoas a a venderem na internet. Só que para elas venderem na internet, elas têm que ter um produto físico. A gente criou uma fábrica que, né, oferecia os produtos físicos para elas, que era encapsulado.
Que era encapsulado.
É, é que fala encapsulado, mas, cara, tinha cosméticos, tinha uma série de produtos, né? E aí, pô, beleza, o cara… A gente ensinou eles a venderem, deu o produto para eles. O que que eles precisam mais? Ah, precisa de um gateway de pagamento para transacionar. Aí a gente criou o gateway de pagamento que chama Braip hoje, e a gente fez esse ecossistema, a gente ficou junto ali, cara, até até uns dois anos atrás. Foi onde, putz, onde eu conheci de fato toda essa galera do mercado, né? Então eu costumo falar que eu fui da cozinha de todo mundo aí, cara: Flávio Augusto, Pablo, Primo… A gente convivia muito, né? A gente como tinha a gente tinha um evento muito grande, que é o Arcadya Experience, essa galera toda palestrava nos nossos eventos, então a gente era muito próximo. E aí foi onde eu vi exatamente como tudo funcionava. E aí o muito da operação, né, que hoje eu me considero um cara de receita, então que é aquele cara que olha marketing, vendas, CS e produto, que era uma intriga muito grande que eu tinha que a gente tinha nas empresas, né? Falei: “Putz, tem um cara que é marketing, o gerente de marketing ele vai olhar só pro umbigo dele, vai focar só em gerar…”.
Gerar lead, gerar lead, e não tá se importando com a qualidade do lead que tá chegando pro comercial. É a treta, é a treta padrão. Isso aí é o CRO, né, que é exatamente, exatamente.
Perfeito, e aí vendas a mesma coisa, o cara tá preocupado só em bater a meta dele, ele vai fazer e promessas agressivas ali para poder bater meta e fechar, mas na hora que esse cara chega lá no CS para poder receber a entrega, gera um descasamento de expectativa e realidade, e acontece o quê: frustração.
É isso.
E aí produto a mesma coisa, então assim: “Putz, cara, vamos amarrar esses…”. Eu estudei muito, cara, receita, CRO e tal: “Vamos amarrar muito…”.
O que que é CRO?
Chief Revenue Officer aí, olha só pra receita, aquele cara que na verdade ele tá preocupado com a cadeia, é os quatro pilares: marketing, growth, estratégia de vendas, e na verdade ele vai olhar pro financeiro ali.
Uma função que foi criada justamente por essa guerra que aconteceu, a pessoa que une essas pontas.
Exatamente.
Só uma dúvida técnica dessa dessa função: ela é uma função acima dos heads de cada uma dessas áreas?
Isso, uhum.
Então ele é um cara que conversa com essas quatro áreas, ele faz as quatro áreas se conversarem.
Fica responsável pelo todo.
Então colocaram um pai pro… Verdade, ele fica ele fica responsável pelo que é receita, tudo que é receita, que gera receita de alguma forma, ele fica responsável.
Mas continua tendo um head de marketing lá?
Sim, sim, sim, sim. Não, ele não ele não ele não substitui.
Sim, sim, sim, ele é complementar.
Complementar, exatamente. Por exemplo, cara, eu imagino o funil tradicional de growth, etc. O cliente entrou, você fez a venda para ele, você monetizou o cara, mas não para só aí, o cara entrou, consumiu meu produto, eu eu tenho que fazer ele expandir, tenho que fazer ele comprar pela segunda, pela terceira vez. Por isso que, né, a gente fala “receita”, porque em todos esses pontos de contato, se eu ofereço um bom atendimento, ofereço uma boa experiência, fazer um cross-selling, tô impactando ele positivamente, lá na frente ele vai comprar outro produto de mim, de mim, vai fazer um cross-selling, etc. Então são todos os pontos onde tem essa possibilidade de gerar receita ali pra empresa.
Perfeito, legal, cara!
E foi isso, né, então meu background foi isso, eu atuei até um ano atrás, dois anos atrás nisso, né, de receita para para grandes empresas aí, e aí montando startup, vendi algumas, quebrei, né, muito mais algumas outras, etc. E aí, três anos atrás, veio Inteligência Artificial, e como que isso caiu no meu colo, né? Não sei se já posso começar a falar aqui.
Pode, claro.
Então assim, cara, sempre… Eu sou de operação, cara, eu sou do tocar o bumbo no dia a dia, de otimizar as coisas, etc.
Foi isso que me chamou atenção no teu conteúdo, o conteúdo dele é bem prático assim, um negócio bem…
É até… Até eu tava brigando com o meu time, falei: “Caraca, velho, é é [ __ ], né, porque você faz um conteúdo, um conteúdo mais denso, etc., não dá tantas visualizações, não dá tanto engajamento, mas é um tipo de conteúdo, cara, bizarro, bicho!”. Eu tenho conteúdo, cara, que ele já bateu… Tem conteúdo de 19 milhões de views…
[ __ ]!
…e eu tenho conteúdo de 300.000 views. Só que esses 300.000 views, bicho, me trouxeram tanta oportunidade, cara, tanta oportunidade. A gente pode depois falar um pouco sobre isso, mas ele só trouxe 300.000 views porque você tem um de 19 milhões que tá potencializando o seu negócio.
Você criar de conteúdo, você faz conteúdo de topão ali, isso, né, que, putz, raso pra caramba, depois… O que funciona forte no Instagram é raso, é coisa rasa pra alcance, pra alcance coisa rasa.
Mas alcance depende, cara. É assim, é isso que eu que eu falo com a galera: não, não se apegar tanto a isso, entendeu? Porque alcance alcance para alcance, e aí… É por causa da galera que vai comprar de ti, ainda mais que é empresário, pô, esse cara ele não dá nenhuma curtida. Ó, olha que olha que doideira: não curte nada, cara.
Exato, olha que doideira: eu já vi, já fechei contratos grandes, tá, de pessoas que viram meu conteúdo nos stories, só que eles não comentaram, não comentaram nos stories, não curtiram, não compartilharam. Sabe como que eu descobri? O cara gravou um vídeo dos meus stories da tela, mandou para um amigo meu, falou: “Velho, conhece esse cara aqui?”, etc. Intermédio, e o amigo meu mandou o vídeo do do da tela do stories gravada: “Frank, ó, fulano assistiu seus stories e gostou pra caramba”, etc., “quer fechar o negócio”. Ou seja, ele não deu nenhum tipo de reação, velho, nenhum.
Ouso dizer até que a galera que mais interage com você, ou a galera que normalmente mais interage no Instagram não é comprador.
É a que menos compra.
É a que menos compra, né, isso é fato. A gente… Uma das coisas que a gente tem olhado bastante agora é visualização, não é curtida, é é a visualização do post, cara, porque no final é aquilo que tá atingindo de de fato as pessoas. Então é não se deixar enganar, né, por métricas de vaidade, por visualização, de compartilhamento. Pô, é legal? É, mas é que isso daí… Então, mas tudo isso é contexto, então assim, você pega todos esses contextos, se não tiver isso daí, você não consegue potencializar, você não consegue chegar nessas pessoas que não curtem, que não que não…
E teu conteúdo… Mas teu conteúdo é bom, cara, eu gosto, gosto bastante do seu conteúdo.
Eu dei uma pausada, mas agora eu tô voltando, criei vergonha na cara, assim, ritmo, né? E aí, cara, eu na última startup que eu tinha, era uma startup na área de saúde, e aí, putz, cara, a gente vi um negócio bem legal, e eu comecei a ter muita dificuldade em contratação. Como era uma startup de saúde, era complexo, né? Então eu tinha que basicamente contratar eh pessoas pro time de vendas que tinham entendimento técnico daquelas coisas lá. Cara, por exemplo, eh a gente tinha um programa de emagrecimento, ela tinha que entender de menopausa, de tireoide, uma série de coisas que, putz, ela tinha que ter um contato com a saúde ali, né? E aí você sabe que, putz, para contratar uma pessoa existe um ciclo, né? Eu tenho que publicar vaga, eu tenho que… E para publicar, bicho, putz, hoje quando a galera fala que a taxa de desemprego do Brasil tá alta, velho, isso é a maior mentira que existe, cara, não tá, é difícil contratar hoje, velho. E eu, tipo, eu cheguei na época a rodar anúncios, tá, em concorrentes meus ali com formulário para a galera vir. Só que de 100 pessoas que preenchiam o formulário, adivinha quantos que chegavam lá na entrevista? Cinco pessoas. Não, a galera a galera não vai, a galera não vai. 100 pessoas, cinco pessoas chegavam lá, e beleza.
Tá complexo de contratar, tá virando quase que um setor de daqui a pouco contratar tem que passar por vendas, que sabe, tem que é o CAC da contratação, sabe?
É, você tem que você tem que começar a vender a vaga. Bicho, é um negócio maluco.
É, exatamente, e a gente trata isso como pipeline mesmo, cara, hoje a gente faz isso, hoje eu vendo vaga.
É isso.
Porque se você quer contratar os melhores, os melhores já estão alocados, então você tem que vender esse cara…
Você tem que vender o sonho para esse cara.
…você tem que vender o sonho para esse cara, enquanto você não vende o sonho para esse cara, esse cara não vem.
E você monetiza o cara que indicou: “Pô, se esse cara ficar comigo, comigo aqui três meses, eu te dou um salário dele”. Mas vale, porque imagina, né, você passa três meses para contratar um cara, você publica a vaga, o cara vem, aí tem que passar no fit técnico, fit cultural, entender sobre seu produto, e quando ele vai para campo, a média de rampagem ali, né, que é o tempo médio que ele pega a quantidade de vendas de outros vendedores, é três meses, cara, três, 4 meses. Então se você fez uma contratação ruim, você perdeu o ano, pô, desses três, 4 meses que você trouxe esse cara, mais 3 meses, 4 meses de de de vaga para repor.
Repor.
E isso começou a me martelar. Eu era um cara muito cético com inteligência artificial, tá, muito cético. Falei: “Ó, isso não funciona, isso é mais uma histeria coletiva, assim como foi NFT, assim como foi cripto, assim como foi…”, muito eh metaverso, que a Meta mudou o nome para Meta, né, que para mim foi um das, putz, um dos grandes cases aí do do capitalismo, assim, uma das grandes brecadas da história. E eu achei que era mais uma histeria coletiva assim, falei que era chatbot, cara: “E disso não funciona, beleza”. E aí, vindo muito da dor, eu comecei a estudar, falei: “Cara, vou me permitir dar uma estudada nisso”. Comecei a virar noites, né? Na época era GPT-3, 3.5, alguma coisa assim, e comecei a usar. Eu falei: “Caraca!”, aí virou uma chave na minha cabeça assim, ó, puf, [ __ ] que pariu, velho! Fiquei louco. Aí eu fiquei louco, aí eu fiquei louco da da IA na empresa. Aí a primeira primeira solução que a gente experimentou… Lembra que, cara, eu aprendi para resolver uma dor que eu tinha, várias dores, primeira dor que eu resolvi foi do time de vendas. Então a gente tinha dois tipos de de transação, né, que era venda no WhatsApp transacional e a gente tinha uma venda complexa, né, que a vendedora ia para uma call e falava com o cliente, etc. Só que, cara, começava a olhar a taxa de conversão, começava a olhar os números de vendas, era muito doido, porque eu via lá que a vendedora, ela tava atuando como robô, pior que robô. Então, como começava a chegar bastante leads, e beleza, cara, uma faca de dois gumes, pô, chegando muito lead, ela vai dar conta de atender? Então ela começava a copiar e colar mensagem, copiar e colar mensagem, pior que robô. Comecei a olhar aquilo ali, comecei a ver o tempo de resposta, né, demorava 3, 4 horas para responder um lead novo que chegava. E a gente sabe que, né, pesquisas falam, isso é muito contundente, que se você responde o lead no primeiro minuto que ele faz uma levantada de mão e procura você lá no no canal, você aumenta em $360\%$ a chance de vender para ele se você atende no primeiro minuto. Se passam meia hora, isso cai para $62\%$; se passam 5 horas, cara, praticamente você perdeu o o lead ali, dependendo da venda, é timing total.
Você pega o cara quente.
Porque imagina: o cara foi impactado com anúncio agora, tá louco querendo saber mais, te mandou mensagem, te chamou no Instagram, te chamou no WhatsApp, você não respondeu, bicho, ele vai procurar outro porque a dor dele tá latente naquele momento, entendeu? Então isso é um dos grandes… Comecei a estudar, isso foi um dos grandes motivos da gente tá tá com a taxa de conversão baixa, e comecei a olhar a conversa de vendedor. Eu falei: “Puta que pariu, velho, mesmo que eu boto uma IA que aí seja robotizada, vai ser muito melhor que elas, porque a IA vai responder r- mais rápido, e por mais que seja robotizado, beleza, tô no lucro, né? Ela também tá sendo pior ainda”.
É, e ela tá sendo pior porque ela responde robotizado e responde com 3 horas, né? Aí a gente começou a implementar IA pra pras vendas no WhatsApp. A taxa de conversão do time na época, se eu não me engano, era tipo $2,35\%$.
Que que é quando tá quando você começa a implementar IA? Que que é implementar IA, porque muita é porque muita gente fala assim: “Putz, ah vou, cara, a IA tá superavançada, que onda que eu entro? Putz, agora já tô tarde, eu tô tentando entrar no tentando conversar com o GPT”. Mas quando você entra num negócio…
Aham.
…e vamos olhar pro simples, né, você olhou a dor, que que você foi implementar, você foi criar um negócio miraculoso ou você foi trazer a…?
Então, sempre você sempre começa do problema. Então o cara que fala assim: “Frank, me ajuda, cara, eu quero implementar no meu negócio, qual que eu implemento?”, essa pergunta tá totalmente errada, tá fora de contexto, cara, esquece.
E é meio, é ferramenta.
Então primeiro, cara, qual que é o problema que você tem? No meu caso, tá, eu tinha um problema que eu tinha vendas no WhatsApp, as vendedoras estavam demorando a responder, por por elas estarem demorando a responder, eu tava perdendo vendas, porque o timing é muito importante. E depois, mesmo que ela respondia esse lead, a tratativa dela com o lead ali, cara, era horrível, porque, putz, ela não perguntava o nome da pessoa, não fazia pergunta de situação, né, não aplicava ali o SPIN Selling, né? Porque a pessoa chega lá, ainda mais na área de saúde: “Como que você tá? Me conta mais o que que te motivou a procurar a gente, qual que é seu problema?”, dá uma implicada com o problema dela, né, faz o futuro desejado: “Fulana, com a nossa solução, imagina daqui 12 meses você com 15 kg a menos na praia usando aquele biquíni que você me falou de que gostava, de que curtia, e aí, o que que isso muda na sua vida?”. Então essa abordagem legal, né, você bate no emocional da pessoa, e o vendedor não fazia porque, pô, não queria, e e a gente dependia 100% do emocional da pessoa. Então beleza, tinha esse problema, “putz, cara, eu tenho que resolver isso aqui”. E aí, aí a gente usava o CRM, né, o CRM tradicional de mercado, e o que que eu fiz: a gente criou uma solução em que eu plugava o o manuseio do próprio GPT, mas conectado no WhatsApp, e criou um prompt para isso, muito humanizado: “Então cara, você agora é a fulana, vendedora do produto tal, você vai incorporar a mentalidade do Lobo de Wall Street, você é agressiva e ao mesmo tempo você se importa com a dor do cliente, você vai fazer uma abordagem dessa forma concisa, você vai usar a metodologia SPIN Selling. Lembra que a venda é a consequência de um relacionamento bem executado, então enquanto a pessoa não perceber valor no produto, ela não tiver comprada emocionalmente, racionalmente não fala de preço”. Então a gente conectou o GPT usando uma solução na época, se não me engano era o Make, tá, na época, o Make com o CRM e o GPT, a interface, então mandava mensagem, acionava o prompt, e o prompt começava a conversar com a pessoa. E aí eu entendi, cara, que a IA não é que a IA te dá uma resposta ruim, é porque o seu input, o seu prompt é ruim, né, não deu contexto para ela. A gente subiu toda a documentação da empresa, né, o playbook, os problemas, ah as objeções, etc., e pedimos para ela seguir esse roteiro. E o que que acontecia: ela a partir desse momento, ela conseguia responder a pessoa em menos de um minuto, timing assim bizarro, e para todo mundo ela fazia o SPIN Selling bonitinho, cara, com contexto. Então a pessoa chegava lá, falava assim: “Ah, fulana que me indicou vocês”. Falei: “Nossa, a fulana é linda, manda um abraço para ela”, e tal, aí falando, né?
[risadas]
Isso isso dois anos atrás, dois, três anos atrás.
Que da hora, cara!
Assim, e eu olhava para aquilo ali, eu falei: “Caraca, velho, que foda!”.
[risadas]
Três anos atrás, né?
É, três anos atrás era mais legal porque ninguém sabia desse negócio de… Você não sabia se você tava com um robô, você tava… Pô, não dava, tá, não dava. Tipo assim, era imperceptível, impossível bater o olho. Era impossível, cara. Eu fiz vários testes, porque a gente deixava ela muito humanizada, né, o tom de voz, a linguagem. Eu colocava no prompt: “Converse como se você estivesse conversando com uma amiga no WhatsApp, cometa pequenos erros de português intencionalmente…”.
[ __ ], mano! Tá bom essa esse prompt, hein, baita insight, hein! Anota aí, vai, esse é um insight [ __ ].
Porque é o que eu falo, cara: não é que ela te dá uma resposta ruim, é porque o input ali não foi tão legal, mano. Se o cara se se do nada a pessoa que tá conversando comigo fala “mais” no lugar do “porém”, né, “mais” no “mais com i”, eu falo: “Não, não é essa [ __ ]”, sabe? [risadas] Eu vou pensar na hora: “Não é”. Exato. E o que que eu fazia? Tipo assim, ó: eu colocava [risadas] lá, ó, e tem um filho da [ __ ] contando isso aí, fazendo comendo seu cérebro e falando assim: “É, tá vendo, seu trouxa? Caiu”. A galera que entra lá no no nosso, fica na nossa automação, fica doido por isso, por quê, cara? Imagina de que eu listo para ela, falo assim: “Ô, ô amiga…”, que eu chamo ela de amiga, né, o GPT, “…lista para mim todas as conversas que se parecem com IA”. Como que a IA conversa? Ela manda lá, né: muito emoji, aquele travessãozinho que é clássico, né, o o tracinho, começar com a primeira letra maiúscula, então ela me dá todas essas características. Eu falo: “Agora eu quero que você seja o oposto disso, você não pareça com isso”. Aí eu falo assim: “Ó, eh algumas palavras do português, eh faça o, como que eu falo? É ‘vc’, ‘tb’ para ‘também’, ‘vc’ para ‘você’… Ah enfim, algumas eh eh abreviações, abreviações, isso, algumas abreviações do português.
Brasileirizar.
Exatamente, então três pontinhos, não começar com a primeira letra maiúscula, e eu dava esse input, né, então haja como se fosse… Por que não começar com a primeira letra maiúscula? Porque quando você vai digitar no WhatsApp… Mas quando você vai começar no WhatsApp você a primeira a primeira sim, mas das demais não. A primeira da frase sim.
Ah, entendi. Porque ele pega todas as as primeiras.
É, ele tipo assim, se ele mandasse uma frase com duas linhas, todas as palavras ele mandava com letra maiúscula, então eu cortava isso.
Entendi.
[ __ ] [ __ ] outra dica!
E aí, cara, manda “rsrs”, e assim você tá conversando com a amiga no WhatsApp, cara. Então cometa pequenos erros de português intencionalmente, e eu fazia uma coisa muito doida, cara, que isso aqui é é hard assim. O que que eu falava, Felipe, né? Eu eu criava um prompt adicional: eu pegava o nome do cara no WhatsApp e falava uma expressão, um apelido, né, um apelido carinhoso, e dava alguns exemplos. Então quando for Felipe, você vai chamar ele de Felipão; quando for Frank, Francão; quando for o João, Joãozão; quando for fulano, ciclano, aí ele entendia o contexto. Na hora que ele mandava mensagem pro pra pessoa, falava assim: “Porra, Felipão, e aí, cara, como é que você tá?”.
[ __ ] [ __ ]!
Então assim…
[ __ ] dica também, mano!
Isso é game changer, velho, isso é game changer, porque de fato, e é por isso que ninguém entende que é IA, sacou? Porque de fato você não pega o comportamento humano ali, acabou, [ __ ]. E aí, pô, ficou muito humanizado, e assim, eu vou vou chegar lá, umas coisas bizarras que a gente faz, mas nessa época foi isso, tá? Então foi o primeiro problema. Qual o problema? Eh as vendedoras não atendiam bem, atendiam, né, não atendiam rápido, não atendiam bem. Criei uma IA plugada no com Make com o CRM na nossa época, passou a atender. Taxa de conversão $2,35\%$, cara, em dois meses a gente dobrou, foi para… Dobrou, não, né, foi para cinco e pouco, cara.
É mais que com a mesma quantidade de leads, com a mesma estrutura.
Bizarro, né? Então essa foi a primeira coisa.
E as vendedoras só começaram a receber os leads já mais quentes ou, cara…?
Não, ela fazia a venda. A gente fazia venda de dois, quase R$ 3.000,00 no WhatsApp.
Boa. Aí obviamente, né, mas o o a IA fazia a venda.
Fazia a venda. A ideia inicial era só qualificar, fazer o primeiro atendimento e passar pra vendedora. Iniciamos assim, só que a gente viu o quê: que aí ela fazia tudo, e a vendedora só mandava o link de pagamento. Pô, não tem por que ela continuar fazendo isso. Ela passou a fazer toda a venda de ponta a ponta: suporte, né, então a gente tinha uma área de membros lá, que era um era um produto híbrido assim, né, e aí fazia a venda, já mandava os dados de acesso: “Ah, tô sem acesso”, aí ela já ia lá no banco de dados, consultava para ver se tinha sido cadastrado, se não, e voltava, então ela fazia tudo de ponta a ponta, tudo Make.
Tudo no Make, isso de que era o o CRM mais o Make, ia lá, fazia a automação que consultava status e devolvia. E aí não precisou mais, né, aí por isso que a gente criou a área de vendas complexas, né, que é uma área de venda com videoconferência. Então para esse tipo de lead aqui que chegou desse canal, estamos vendendo no WhatsApp, beleza, deixa ela tocar, que ela toca muito melhor, muito melhor. E aí a gente criou essa área de venda complexa, que daí veio o segundo problema, que é treinar essas pessoas para fazer venda em videoconferência de um produto de saúde que é supercomplexo de vender. Eu falei: “Puta que pariu!”. E a partir daí, cara, eu comecei a criar um algoritmo comigo. Então qual que é esse algoritmo: se eu tenho um problema, a IA resolve meu problema, cara, independente de qual problema que for, até dentro de casa, né? Às vezes tem discussão lá com a minha esposa, e um dia ela deixou o celular para eu pedir um iFood no celular dela, e eu vi, cara, que toda discussão nossa ela mandava pra [ __ ] do GPT, velho.
[risadas]
Mapeou, mapeou lá toda a terapia da sua mulher.
Ela dava contexto: “Ah, hoje a gente discutiu, o Frank falou isso, eu falei isso, quem tá certo?”.
[risadas]
Então assim, é bizarro, então ela queria validar se ela tava certa mesmo, porque no final elas sempre estão certas. O GPT sempre, cara, sempre ele vai ter um viés com a pessoa que tá perguntando, por isso que nesses casos, né, até uma dica aí para vocês que não querem que o GPT de vocês tenha um viés, que que é viés: tudo que você perguntar para ele, ele vai concordar contigo, essa é a grande tendência. Então só coloca simplesmente: “Cara, ou você bota lá na na parte personalizada global ou na própria conversa: seja brutalmente honesto, sem viés”, então assim, só deixa isso claro para ele: “Não fale nada para me agradar”. Aí beleza.
Legal.
E aí o segundo case nosso foi para vendas complexas, né, então a gente contratou um gestor de vendas, mas até a gente não ter esse gestor de vendas, eu meio que fazia esse papel para eu entender, né, a rotina, etc. E o bom gestor de vendas que se preza, cara, imagina qual que é a rotina dele, o gestor, tá? Imagina que ele tem sete vendedores embaixo dele, tá, isso é um bom gestor, tem sete vendedores embaixo dele, que é o quantidade de pessoas suficiente para comer uma pizza lá, o Jeff Bezos, né?
Uhum.
E aí o que que ele tinha que fazer: videoconferência. Cada vendedora, ela tinha que fazer em média sete videoconferências por dia. Então o vendedor, o gestor tinha que todo dia assistir as videoconferências para entender: “Cara, aqui saiu venda, deixa eu ver o que que esse vendedor fez de bom, que eu vou vou ver a videoconferência, vou anotar e vou passar isso pro time”. Beleza? “Esse lead aqui tava fechadaço, já tava contando isso aqui como venda, foi para a call de vendas, não saiu venda, por quê? Deixa eu ver a videoconferência, entender como que foi a abordagem, né, se ele seguiu o script bonitinho, se não, se surgiu alguma objeção que ele não conseguiu quebrar, vou anotar, eu vou chamar esse cara e vou falar com ele: ‘Fulano, ó, esse lead tava quase fechado, você foi pra videoconferência, eu assisti tudo aqui, eh nessa parte você era para ter falado isso, você falou isso, tá, na próxima não comenta mais isso’. Anota”. Isso é um bom gestor, correto? É o by the book do gestor, né, quer olhar isso aqui. Imagina, só que ninguém faz isso, cara, ninguém faz isso, ninguém, simplesmente ninguém. E eu ficava bolado, falei: “Pô, como que a gente vai querer melhorar alguma coisa que a gente não tá nem medindo, cara, a gente não sabe o que que é que tá acontecendo?”. E aí matei tudo isso, não fazia… Contratei, cara, uns dois gestores de vendas, ninguém fazia porque, humanamente, é impossível também, né, de dar conta ali certinho no detalhe.
E outro: os problemas operacionais acabam engolindo, né?
É, exato. E a gente a segunda solução que a gente arrumou foi essa de vendas complexas, então o que que eu fiz, cara? Imagina isso há uns dois anos atrás, um ano, dois anos atrás mais ou menos, a gente criou um sales coach que, em real-time, na call do Meeting, ele conduzia a vendedora em tempo real. Então real-time, cara, mandou uma objeção, uf, o o sales coach apareceu bem grande: “fala assim, assim, assado”.
[ __ ], mas ele tava assistindo a… É real-time.
[ __ ] que merda, mano!
Então tipo assim: você tá na fase de abertura porque ele mapeia todo o playbook, né? Agora tô na fase de abertura, então fase de abertura qual que é o o checklist: [ __ ] chame o nome da pessoa pelo nome duas vezes, eh confirme os dados que ela preencheu no formulário, comece a entrar devagarinho na dor dela e gere rapport, tá, esse é o o checklist da fase de abertura, eh beleza? Aí, no caso, gerar rapport, então antes disso foi uma coisa que mudou muito também, antes da pessoa entrar na call, que que a gente fez: a gente pegava alguns dados a mais, né, então no formulário lá eu pegava nome, telefone e o Instagram. “Frank, para que para que você pegava Instagram? É um campo a mais, vai perder conversão”. Não tem problema, mas eu ganho lá na frente. E o que que eu fazia: antes do vendedor entrar na call, a gente pegava o Instagram da pessoa, fiz um robozinho que ele ia lá no Instagram dela, pegava toda a bio, fazia um scraping de bio, stories, e guardava, e aí na hora que antes dele ir para a call, ele montava todo o dossiê do cliente, tudo, cara: “Pois, cara é de Belo Horizonte, Belo Horizonte 31, terra do pão de queijo… Ah, ela postou isso”, um fato real, que a pessoa tinha postado que tinha ganhado o bebê uma semana atrás, e o nome do menino é tal. Aí a IA montava todo o dossiê pro vendedor entrar na call: “Você tá falando que é tal, você vai gerar rapport com ela assim…”. Sensa, um contexto para [ __ ] muito, muito! “O rapport vai ser esse aqui: Belo Horizonte, ela no Instagram dela ela mostrou que o filho dela nasceu na semana passada, é o Joaquim, fala assim, assim, assado”. Então montava a ficha da pessoa pro vendedor olhar e já se preparar para a call, que em tese, né, isso é um trabalho que ele deveria fazer independente de IA, que é estudar o cliente, né, fazer um enriquecimento ali de dados, etc. Mas também não fazia, então só entrava lá, sabia o nome da pessoa e aí como é que você vai desenvolver o mal e mal. Exatamente.
Mal e mal, como que você vai desenvolver uma conversa legal com ele? Não vai. A gente criou isso que fazia esse enriquecimento de dados antes da call. Beleza, pô, funcionou pra caramba, mas eu falei: “Quero ir mais além porque eu quero diminuir o tempo de rampagem, que era de três, 4 meses pra pessoa entrar, treinar e e ficar boa de vendas aqui, e vou criar uma solução para isso”. A gente criou o sales coach, que é exatamente isso, então montava a ficha ali antes da pessoa entrar na call, e o sales coach em real-time ele ele mapeava isso aqui. Então se tava na fase de abertura e a vendedora falava de forma de pagamento do tipo: “Ah, fulano, me fala aí qual que é a forma de pagamento que você quer, no crédito ou no débito?”, então aparece no sales coach real-time do tipo: cara, vermelho, estamos na fase de abertura, não é hora de falar de forma de pagamento, volte e gere rapport com ela, ela é de Belo Horizonte, fala isso assim, assado. Então a vendedora passou a simplesmente seguir instrução, e ela foi treinada, na verdade, a interagir com o sales coach. Então, por mais que o treinamento dela, por isso que a gente conseguiu sair de uma rampagem de três meses para um mês e pouquinho, porque, cara, eu ensinava ela a interagir com o sales coach: “Cara, fica boa em observar isso aqui”.
E curiosidade: que sistema que vocês usavam isso? Como que você você construiu isso daí, cara?
Aí foi uma engenhoca de coisas, tá? Então, por exemplo, eu tenho APIs que pegam transcrição em tempo real, cara, existem várias, existe, por exemplo, o Assembly… Isso aqui é o é a é a caixa de engrenagens da IA que ninguém conta, né? Então, cara, existe o Assembly, existe o o Google, né, o Google Voice, por exemplo, que ele é uma ferramentinha que você pluga na sua solução, que ele vai ele vai observar isso em tempo real e te dá insights. Tem o Assembly, tem o Deepgram, são várias, cara, várias. Chega no GPT e pergunta: “Eu quero criar uma solução de transcrição de…”. O GPT, o próprio GPT tem o Realtime Voice também deles, que faz isso.
É, sim, muito bom.
Hoje tem várias. O próprio GPT é muito bom também, mas existem umas outras que têm uma latência menor, têm uma acuracidade melhor. Mas aí eu pluguei tudo isso no playbook, então ela lia lá em tempo real e conduzia: “Ah, fez o checklist da fase de abertura, chamou pelo nome duas vezes, gerou rapport…”, ele mostra o rapport que ele que era para ter falado, né, “…concluiu, agora vou pra fase de aprofundamento”, e conduzia até a venda. E com isso a gente saiu de três meses de rampagem para um mês e pouquinho ali. E, cara, aí fui, bicho, aí fui para conteúdo. Então a gente automatizou a parte da parte de de Instagram, né, geração de conteúdo. Na época a gente eh criou o algoritmo, né? Então, primeiro de tudo é a lógica, então todo mundo pergunta: “Cara, como que eu começo a implementar IA no meu negócio?”, e aquilo que eu falei, né, muita gente vem e a primeira: “Qual que é a IA que eu implemento?”. Falei: “Não, cara, primeiro vem com o problema, vem com o problema, valida esse problema, vê se tem alguma lógica, né, que eu chamo de modelo mental, e depois você vai ver as ferramentas que dá para fazer isso, você vai para MVP, e depois dá go-live, vai e vai usar”. E a gente queria criar uma máquina de conteúdo, inclusive fiz isso até para mim, por isso que deu muito bom, né, deu muito bom isso aí. Que que eu fiz, cara: beleza, para mim faz sentido, imagina que eu quero criar uma máquina de conteúdo com… E se eu tenho um problema, a IA resolve meu problema, cara, independente do que seja, velho, independente, posso trazer outros cases assim que não têm nada a ver com isso. E aí eu pensei: “Putz, imagina se eu se eu jogasse na IA, pegasse meus últimos 100 Reels…”, eu que já crio conteúdo, “…vou pegar meus últimos 100 Reels, ela vai tirar a transcrição, vai listar os 10 mais virais, vai fazer uma análise nesses 10 mais virais, vai entender o contexto, como que eu como que eu comecei o vídeo, o tempo de vídeo, qual que é o assunto, etc., ela faz um raio-X daquilo ali”. Beleza, ela guarda, mas aí eu pensei comigo, né: “E se eu for mais além, vou listar aqui os 10 concorrentes, não concorrentes, né, mas imagina 10 pessoas, 10 produtores de conteúdo que estão viralizando muito?”. Sim, fiz a mesma coisa, peguei os 100 últimos Reels desses produtores, dos 10. Tinha lá, cara, o Fernando Miranda, peguei a Thaís Dantas, peguei o Expert Lucrativo, peguei uma galera que tava viralizando muito, sim, e aí listei os 100 últimos, peguei os 10 virais, extraiu e tirou um raio-X de cada um. Eu peguei tudo isso aqui, joguei numa LLM e que vai uma primeira dica para vocês, tá? Quando a gente entra quando a gente fala de IA, né, o tem um nome técnico para isso, né, que é a LLM, então o que que é uma LLM: o GPT é uma LLM, o Claude é uma LLM. E para tarefas criativas, o Claude é muito melhor. O que que é tarefas criativas: para escrever texto, para se você tiver desenvolvendo alguma solução de SaaS, por exemplo, para ele fazer tela bonita, é o Claude. O GPT, ele é mais ele é mais rústico, né, ele não é tão criativo.
Eu sou tipo fã total de GPT, preciso ir pra Claude.
Então, também agora eu valido todos. Eu falei do Gemini, Claude, eu vou jogando de um pro outro, falando: “Me bota a crítica aqui, vê o que você coloca ali”. A gente, meu, construção, ele gira umas três, quatro, e exato.
Fazer isso é melhor, cara, assim, é bizarro, tá? Se você quiser criar uma máquina de conteúdo, ele te ajudar com roteiros ou tiver desenvolvendo alguma solução nova, Puta que pariu, pluga o Claude, que vai ser muito melhor: interface e toda essa parte criativa, né? E eu joguei lá, daí ele entendeu, extraiu um raio-X, né, do do padrão de viralização daqueles conteúdos, e a partir daí ele gera o roteiro para mim de forma bem assertiva, [ __ ], porque eu tenho dados agora, né? Então ele faz um cruzamento desses dados, e então isso aí foi uma das coisas legais que a gente fez. Responder comentário: então, putz, a gente captou muito lead, fechou muita venda que a gente colocou uma automação no no meu Instagram lá, por exemplo, que a pessoa comentava… Só que como que a galera do mercado faz: comenta uma palavra-chave e manda uma resposta fixa, né, “vou te mandar na DM, vou te mandar no Direct”, e a galera brincava: “Ah, me fala como que eu faço para pegar sua mãe”. Os caras faziam no Renato, no Instagram do Renato Cariani: “Como que eu faço para pegar sua mãe?”. “Ah, beleza, vou te mandar no Direct”. Eu falei: “Putz, isso é muito ruim, né? Na época de IA, a galera tá usando isso aí, pelo amor de Deus!”. Aí que que eu fiz, cara: o conteúdo, o cara comentava, eu ia lá no Instagram dele, fazia uma análise da bio, pegava o contexto, retornava e respondia com o contexto: “Pô, Felipão, velho, pô, legal demais, tá lá no com o podcast Além do CNPJ…”. [ __ ], pegava o contexto do do post com a legenda, foto, e respondia com contexto, e mandava uma mensagem no Direct no Direct com contexto também. Então isso aí, putz, tem post lá com 10.000 comentários assim.
[ __ ]!
Totalmente personalizado, né, isso de quem, isso no meu Instagram.
Ah, no seu Instagram, [ __ ] que da hora!
É, tô tô mostrando cases que eu que eu faço lá pra gente no dia a dia, que é todo mundo que entra faz, pega a bio e manda mensagem com contexto.
E hoje, o que que é o seu core, o que que você faz o dia inteiro?
Cara, isso é uma briga, tá? [risadas] Eu tô vendo, porque ele é inquieto pra caramba, faz não sei o que, faz… Eu sou um cara… Eu gosto, eu assim, eu sei que eu tenho que ficar mais no no estratégico, mas eu fico procurando problema para resolver, cara, fico procurando problema para resolver. Então, por exemplo, ontem a gente falou, fechou um contrato de 1.200 de implementação de IA, assim, um negócio bizarro para resolver um grande problema. Aí, putz, velho, qual que é a melhor forma de resolver isso aqui? Empresas grandes que olhei para ele, falei: “Ah, não acredito que em pleno 2025 essa empresa tá com esse problema, eu vou procurando essas soluções, né?”.
Você gosta de se intrometer na na solução dele?
É porque tipo assim, cara, a gente começou a fazer, quando a gente fala “a gente”, é porque eu não consigo falar “eu”, tá, mas eu comecei a gente fazer coisas tão diferentes, tão diferentes…
Essa empresa é quem, é você e mais uma galera, ou você toca sozinho mesmo, estilo…?
Cara, hoje eu tenho de ser humano, eu tenho o Rodrigão, que é meu sócio. De ser humano, somos nós dois, só que eu tenho mais 100.000 pessoas trabalhando comigo, né, em formato de agentes. Então, cara, são… É, vocês são sócios que tocam a parte da IA. Que da hora! Aí tem, né, aí tem o tem um freela faz suporte, etc., mas cinco pessoas total, né? E aí que aí um gancho legal: então assim, comecei a estudar muito, aplicar muito, comecei a mostrar isso no Instagram, e enfim, resolvi pra minha empresa, e a galera querendo saber como é que funciona: “Frank, me ajuda, cara”. Aí no Brasil não tinha ninguém fazendo porque o que eu tava fazendo… Porque eu fui muito no hard mesmo, não é que eu estudei uma IAzinha e fui procurar aplicação, eu senti a dor, senti o problema, fui lá, construí a solução e apliquei no meu negócio. Começava a mostrar uma coisinha aqui, uma coisa ali, a galera começava a pedir. Aí eu entrei numa tese, né, que é a tese lá do Vale do Silício, que eles falaram que daqui pouquíssimo tempo vai existir uma empresa 100% com IA, que vai ter um valuation de 1 bilhão de dólares, tocada por no máximo cinco pessoas.
Caraca, possível!
[risadas]
Hoje a empresa para ter bilhão de valuation, ela tem que ter um caminhão de gente, velho, sei lá, 1.000, 2.000 pessoas. Mas a tese deles tá válida até até hoje, né? Eu falei: “Beleza, então vou reduzir, vou vou um pouquinho mais mais abaixo ali, vou fazer um lançamento meu 100% com IA, só eu, só eu na operação, não quero mais ninguém”. Então só eu de início ao fim, e meu meu desafio era: não posso ter ser humano, vai ser vai ter que ser 100% com agentes. Isso foi em abril de desse ano — estamos em 2026, né? —, isso, abril de 2025. Aí beleza, comecei primeiro o planejamento, né, fiz todo o planejamento. Foi na época que o Manus saiu, aí a do Manus que é, putz, muito boa, muito boa. Então coloquei lá: “Manus, agora você é meu assistente de lançamento, você é meu gestor de lançamento, na verdade, meu gestor de projetos. Vou fazer um lançamento assim, assado, a intenção é essa, tarã, faz o planejamento para mim”. A Manus foi lá e criou tudo, cara, todas as etapas: público-alvo, a copy do site, checklist do lançamento, né, porque antes lá a gente tinha um know-how gigantesco, mas que a gente tinha que ir lá e preencher. Eu tinha que pegar o copy, tinha que pegar a pessoa de conteúdo e reunir todo mundo preencher esse documento. O Manus fez exatamente tudo para mim, me deu tanto o checklist, né, individual um a um, e abriu cada um daqueles checks com todo o plano de ação: “Ah, Frank, por exemplo, a persona é essa, vai ter… Você vai ter que criar uma uma landing page, e a copy da da landing page é essa, baseada na persona que a gente traçou lá atrás”. Me deu tudo, cara, simplesmente. Beleza, então já resolvi, não precisava mais de um gestor de projetos, né, de um estrategista. O Manus, a um agente que eu criei no Manus estrategista. E aí agora tenho que criar a estrutura. Então criar a página lá no Lovable da vida, pô, legal. Só que eu tenho uma coisa comigo, bicho, que é uma coisa que acho que até me prejudica um pouco, que eu não gosto de fazer o que todo mundo tá fazendo, sabe? Eu gosto de… Se todo mundo ir pra esquerda, eu quero ir pra direita assim. E eu sempre fui desse mercado, né, de lançamento digital, e eu via que todo mundo usava exatamente a mesma estrutura de página: é uma landing page que eu peço ali nome, telefone, e-mail, o cara roda anúncio, o cara cai lá, preenche, vai para um grupo do WhatsApp, etc., etc. Falei: “Pô, deixa eu fazer um pouco diferente”. Aí no no meu funil, né, a gente criou um novo, ele entrava, eu pedia nome, obviamente, né? Quando ele entrava, eu já pegava a a cidade dele sem ele preencher nada, né, porque isso fica na informação do cookie do navegador. Então, cara, putz, sei que você tá em São Paulo acessando agora do seu iPhone — que eu consigo saber também, né, se é um iPhone ou se é um Android —, e fazer algumas brincadeiras nesse sentido: “Ah, São Paulo é a Terra da Garoa, BH a Terra do Pão de Queijo”, tal, não sei quê. Eu pedia lá o nome, telefone e o Instagram dele. Aí no no telefone ele digitava o DDD, aí a partir do momento que ele começava a digitar, fazia uma brincadeirinha novamente: “Pô, você é de Governador Valadares, cara! Pô, Valadares já manda gente pro mundo todo, que tal mandar sua empresa agora eh pro Além-Fronteiras e fazer essa brincadeirinha assim, né?”. Aí na hora que ele entrava na página com Instagram, mesma coisa: ia lá, fazia um scraping do Instagram dele e criava uma página personalizada para cada pessoa.
[ __ ], mano!
Isso foi, pô, bem legal, e aumentou muito a taxa de conversão. E aí criou o filhozinho, Lovable, boas ferramentas, você tá fazendo lançamento de IA, e automaticamente você fazendo isso, o cara falava: “Puta que pariu, me convenceu!”. É isso, bizarro o nível de personalização, o nível de detalhe. Eh o e o mais legal, tá, porque todo mundo fala de IA, mas não tem como você falar de IA sem no mínimo ter um pouquinho de técnico, porque você fala: “Ah, eu tenho lá, eu tenho que pegar o cookie, eu tenho que pegar…”, então não tem como, no final das contas, se você não estudar um pouquinho mais…
É, não tem que saber algumas coisas, você perde repertório para saber utilizar. Por isso que, por isso que todo mundo, por isso que muita gente fala que a IA vai substituir muita gente, pode substituir de fato, mas ela não substitui aquele que tem repertório, aquele que consegue tracionar a IA como um assistente para tudo. É o que você fala: ela resolve tudo, só que ela resolve, mas eu preciso dar o comando, eu preciso mostrar o que eu o que eu quer entender o potencial de onde ela vai.
É, é porque na no final das contas, depois ela entendendo isso, ela traciona, ela potencializa, aí é um potencializador de resultados. É o que a gente fala, né: “Ah, a IA tá trazendo respostas ruins”. Cara, não é respostas ruins, é falta de contexto, né? Pega a IA que faz imagens, por exemplo: se você pega uma IA que faz imagem, que faz vídeos, e dá para um profissional de fotos, [ __ ], velho, porque ele sabe o ângulo da câmera, ele sabe a angulação, ele sabe o as cores, muito diferente. E aí ele vai lá e contextualiza isso no prompt: “Ah, bota nessa angular, nesse nessa nessa lente, não sei o quê, faz uma lente Sony, sei lá o que o quê, com tal filtro, tal coisa, tal ângulo, tal luz”, e que a gente não sai.
É porque não sai, porque a gente não tem… Que aí ela ela atua como se você fosse um diretor mesmo, tá: “Aja como um diretor aqui, cara, a iluminação é essa, dessa tonalidade, tarã“. “Ah, Frank, dá para ir lá e pedir para ela gerar isso?”. Dá, mas se o cara tiver repertório, ele sabe conduzir, né?
É isso.
E aí, beleza, botei o funilzinho, a IA me assessorando aí: “Frank, beleza, a estrutura tá toda pronta, legal, agora você tem que eh criar conteúdo”. Então, poxa, fiz uma imersão chamada Imersão na Prática, né, lançamento pago, era R$ 97,00, pá, três dias de imersão e tal. E aí eu… Isso tudo online? Tudo online, aham. E aí eu comecei a gravar conteúdo, né, criei um agente igual isso que eu mostrei para vocês com os conteúdos do meu que tinha dado certo: público-alvo, comecei a gerar ali os roteiros, né, eu ia lá, gravava Reels, usava HeyGen com avatar, testei várias coisas, né, criei um gerador automático de carrossel, eu simplesmente pego a notícia, jogo lá, ele já gera o carrossel para mim automático e tal, beleza.
Tanto de conteúdo quanto de imagem?
Isso, tanto de… Para vídeo, né, roteiro para avatar, cara, eu usei, mas eu não gostei muito. Na época não tava tão bom o HeyGen, né, esse software de avatar, etc. Foi mais para roteiros e imagens mesmo ali que eu fiz na maior parte das vezes. Comecei a gerar muito lead, eu criei uma essa mesma gerente, deixei ela proativa. Então como ela tinha acesso às vendas, né, ela tinha acesso às visitas do site, vendas, quanto que eu tinha gastado de tráfego, etc., ela me conduzia. Então eu tinha a meta, ela tinha meu planejamento estratégico, eu tinha uma meta de quanto que eu queria eh captar de leads ali, e ela me falava: “Frank, hoje a gente captou tanto assim, assado. Se continuar nesse ritmo, cara, a gente tá só no orgânico, a gente não vai conseguir bater nossa meta, então você tem que fazer tráfego pago, porque a escala de verdade tá no tráfego pago”. Eu digo mais: tráfego pago mandando para lead frio. Falei: “Puta que pariu, agora vou ter que contratar um gestor de tráfego”. Eu falei: “Putz”, fiquei pensativo, “mas eu vou ter, né, na minha tese…”. Falei: “Cara, não posso contratar humano”. Eu criei um agente, pesquisei: “Pô, como que eu faço?”. Criei um agente que ele virou meu gestor de tráfego, fazia o tráfego 100% para mim.
Mas ele ele que configurava o tráfego, subia campanha?
Subia campanha, criativo, otimizava, né? Então de três em três horas… A única coisa que eu tinha que fazer, cara, que na época não tinha, mas que hoje já tem, eu só pegava o criativo, subia numa pasta na biblioteca de mídia do elemento. A última vez que eu subi campanha foi em 2019, lá quando eu rodei uma campanha de dropshipping, foi umas duas vezes. Eu nunca nem tinha aberto um gerenciador, porque aquilo ali para mim é muito confuso, é muito confuso, muito confuso. Falei: “Cara, não dá”. Eu criei um agente que ele pegava lá, como a gente já tinha todo o planejamento, sabia quem quem era meu público-alvo, sabia os conteúdos do orgânico que tava dando muito bom, sabia o que que eu tinha que fazer para poder impactar aquela persona, ele já sugeria o tipo de campanha. Então criou o agente, aí a primeira coisa que ele foi lá: “Vamos analisar sua sua conta”. Aí na minha conta ele viu que tinha um Instagram vinculado, viu que tinha vários conteúdos virais que alcançavam uma certa quantidade de pessoas legais, e falou assim: “Ó, a primeira coisa que você tem que fazer é criar um público personalizado dos últimos 365 dias”. Caraca, velho, faz sentido! “Depois de 180, depois desse Reels aqui que viralizou, que foi um vídeo que você fez para empresários que deu, viralizou, vamos criar um público dele”. Então ele foi fazendo, né, eu dava o comando e ele ia lá na conta da Meta e subia, fazia tudo isso automático.
[ __ ]!
E de 3 em 3 horas eu criei uma rotina que ele otimizava também, obviamente, né, depois de definir parâmetros. Então o que que é otimização: eu topo pagar tantos reais por esse lead, então é custo por lead, por exemplo. Beleza? E ia lá. E aí nesse lançamento, cara, eu fiz tudo 100% com IA, gastei tipo R$ 15.000,00 de tráfego, e a gente fez mais de meio milhão assim, [ __ ], sozinho, né?
[ __ ] que pariu!
E assim, óbvio, atendimento no WhatsApp humanizado, a parte de suporte, a parte de de onboarding, a parte de de pós-venda, né? Então o cara entrava no Zoom, já sabia em tempo real que ele tinha entrado no Zoom, quantas quantas quantos minutos ele tinha ficado. Então essa parte de gestão de dados, bicho, é uma infinidade de coisas que dá para fazer com…
Cara, tudo isso que você tá fazendo, [ __ ], é um spin-off [ __ ] de você pegar isso e vender para o mercado, exato, tá fazendo S.A.S. aí.
Exato, essas ferramentas, essas esses agentes, essa… Cara, você criou uma coprodução via IA, você pode vender isso para produtor, cara.
E a gente hoje tá tá implementando algumas coisas dessas em grandes empresas, né? Então o desafio…
O negócio dele é muito melhor, porque assim, ó: se a gente pega um produto, um produto ele é replicável, uma hora o cara vai lá e replica ele, esse cara ele não cria, ele não cria produto de IA, esse cara é solucionador.
É.
E aí ele vai entrar no seu negócio, vai falar assim: “Cara, IA resolve tudo, eu tenho um meio, eu tenho o meio da IA”, exato, é ele, o diferencial é você. Ele não precisa criar um S.A.S. de IA, ele não precisa criar um produto X, Y, tô pensando aqui como que eu faço para ter você umas duas semanas na minha empresa.
Mas é isso, é isso, ele vende, ele vende essa propriedade, ou seja, essa construção de resolução de problemas ele soluciona com a competência que ele tem para trazer os melhores IAs, as melhores ferramentas para poder compor e solucionar aquele problema.
Exato. Hoje eu tenho, cara, uns 10 S.A.S. comigo, sabe? Tipo, sites muito legais, o próprio de tráfego, eu tenho sites que geram conteúdo, mas uso para mim porque falei: “Cara, velho, vou botar isso no mercado, eu tô sem tempo, né?”.
E hoje em dia, no final das contas, o S.A.S. mesmo, que é o que é o código, hoje em dia virou commodity.
É isso. É polêmico, tá? Isso é uma polêmica.
Mas é commodity, bicho, virou.
É uma polêmica, não vai dar tempo agora.
Já estamos, já estourou, já deu uma hora já.
Uma hora, velho, nossa Senhora! Mas foi bom, vai ter que ter parte dois, então, né?
Contei só 10% aqui.
A gente vai ter um debate aqui que a gente quer promover de IA e tudo mais. Cara, te convido a participar do…
IA é o que eu defendo, né, cara? [ __ ], tem muita gente falando de IA, muita gente que entra em abstração, mas bicho, IA é negócio que vai mexer ponteiro no negócio do cara. Se não mexer ponteiro, bicho, não ajudar a aumentar a receita, diminuir custo, não faz sentido nenhum, aí é abstração, né, querem entrar no hype, não faz sentido.
É isso, [ __ ], puto episódio, hein, mano!
Seus patrocinadores.
[risadas]
Galera, [ __ ], olha esse conteúdo, bicho! Sério, na boa, 1 hora e 20 de conteúdo, 1 hora e 20 de conteúdo puríssimo, cara, falando assim de coisa que dificilmente a gente vê pela internet por aí, cara. E cara, tudo isso graças aos patrocinadores que acreditam no projeto e investem nesse nesse podcast.
Então quero agradecer a SMB Store, que desde 2018 tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, vendas e financeiro, tudo isso com sistema acessível e fácil de usar.
RPL, que oferece a solução completa de marketing digital para negócios, cuidando das empresas com olhos de dono, desde a criação de sites, gestão de anúncios, planejamento estratégico, social media e SEO.
Polux: sabia que existe oportunidade de desembolsar menos com impostos através de planejamento tributário? Especialista em gestão de tributos e de crise.
Semic Displays: tá precisando vender mais? Então o seu negócio precisa de soluções criativas para PDVs, balcões, bandejas, displays e muito mais.
Inspira Capital, operação e gestão financeira por assinatura, o braço direito do empreendedor, BPO financeiro não é mais futuro, é presente.
Cross, quer dar voz ao seu negócio e alcançar mais pessoas? A Cross é especialista em produção audiovisual e soluções de internet, criando podcasts, eventos e transmissões ao vivo com qualidade excepcional.
Max Service, contabilidade que tem como missão a parte consultiva do empreendedor, estando sempre próximo da gestão da empresa. Com ecossistema completo, oferece atendimento desde o Simples Nacional até o Lucro Real, inclusive eles têm o Lucro Real como especialidade.
E por fim, De Cisto & Borgesi Advogados: você tá com dificuldade de pagar os seus impostos ou por acaso você tomou alguma autuação tributária que tá colocando em risco a sobrevivência do seu negócio? Chama a turma da De Cisto & Borgesi, eles são um escritório jurídico especializado em Direito Tributário e Empresarial.
Você que é empreendedor, possivelmente tem várias dores aí, parte delas são resolvidas por IA, e o que não, contrata essas empresas que estão aí em cima, que são empresas que resolvem dores de empreendedores e de empresas, são empresas e empreendedores também à frente, super-sérios. Pode ir de olho fechado, depois volta para me agradecer.
Boa, senhor Frank. Vem, quantos anos você tá?
32, 32 anos. Depois dos 30 a gente não conta mais, né, cara?
Isso aí. Já é, já, já… Aí começa a fazer 30 mais um, mais um, mais um.
É, sim, faz mais sentido. No alto dos seus 32 anos, bicho, imagina que eh IA bombando agora no hype, tá tá rampando lá para para mudar o mundo, mas, putz, infelizmente eh ou felizmente eh não vai ser para você, deu teu deu deu teu tempo aqui no mundo, você pisca os olhos, tá no céu. E bicho, se desse para condensar, bate na madeira aí, nunca ninguém morreu, mas só para trazer contexto forte, tudo é questão de contexto, eu tô dando o prompt certo, né, para você na resposta. Eh se eu precisar se eu precisasse no alto dos seus 32 anos condensar toda a sua experiência e seus e suas e sua e sua vivência de vida e tudo mais, vendo vindo de um de um lugar tão precário quanto você veio, vivendo miséria, começando a trabalhar com 9 anos, [ __ ] história linda, e hoje tá sendo um dos caras que tá tocando IA aí e atendendo grandes empresas, resolvendo dores, mano, eh o que que você condensaria num conselho, caso esses fossem os seus suas últimas palavras, cara?
Caraca, profundo, hein?
Forte, forte, profundo, cara. Eu acho que pensar assim, cara, eu acho que… Quer buscar no GPT?
[risadas]
Dá um prompt lá, né? Acho que eu, mais do que sou muito prova disso, né, de não deixar, cara, o lugar que você veio definir para onde para onde você vai e o que que você vai ser, sabe? Então a vida é muito curta, velho, para você ficar perdendo muito tempo com picuinha, então assim, bicho, vai para cima, cara, vai para cima, desce o bambu. No final do dia, né, vai todo mundo morrer, vai ninguém preocupar contigo, então assim, não deixe de viver nenhuma experiência e e e coisa que você tem para viver, cara. Assuma riscos, é isso, assuma riscos, velho, você vai morrer daqui 100 anos não tem mais ninguém aqui na na Terra. Assuma riscos. “Ah, não vou não vou fazer isso porque eu tenho medo do que o fulano vai pensar de mim”. Vai, cara! Então assim, é muito melhor a gente lá na frente, né, estarmos velhinhos vivendo aqui, porque vai chegar um dia que a gente vai viver só de lembranças, só de lembranças, velho, então se você não viveu, não não teve experiência, não assumiu risco, você vai… Forte isso aí. …você vai eh lembranças não vai ter mais nada, você vai tá lá velhinho, vai: “Putz, mas vivi muito, cara, vivi muito isso, fui lá no podcast, me expus ao risco, fechei isso, tomei isso, tomei na cara, tomei para dentro”, mas você vai ter história para contar, então se exponha ao risco, cara, acho que é isso.
Forte, Frankzão, prazer te conhecer, papo muito top. Ainda não encerrou, [risadas] né, mas tem o próximo aí.
É possível, cara. É, vai ter que ter o dois, cara.
É, não tem, tem muitos insights legais, a gente…
Verdade, cara, prazer conhecer você como profissional, como cara de IA, mas a tua pessoa também, a de onde você veio, [ __ ] história, cara, parabéns, 32 anos você é um menino ainda. Eu também sou novo, tenho 36, mas, pô, tô falando do ponto de vista assim maior da coisa, pô. Você tá voando, parabéns, vai para cima, continua com esse seu jeito inquieto, curioso de fazer as coisas acontecerem, porque [ __ ], com a IA atrelada a você aí, eu acho que tem muito muita coisa boa para acontecer. Então, pô, você é um presente pelo pelo podcast de hoje, mano, conta comigo, cara, o que vocês precisarem aí, conta com nós, tamo sempre on e disponível aí.
Fechou demais!
Caraca, [risadas] episódio forte, hein, mano? Caraca, você trouxe sorte para esse para esse podcast aqui, tá vindo coisa boa, [ __ ], mano! E galera, [ __ ], olha isso, cara, passou voando, né? Curte, curte e comenta e aperta todos os botões aqui embaixo, envia isso aqui para todo mundo que você conhece, não seja egoísta, cara, compartilha esse conteúdo, bicho. E cara, é isso, muito obrigado por ter ficado até o final, até a próxima, valeu!
Bora, bora, tamo junto!
