Contabilidade Consultiva, Gestão de Balanço e a Métrica do Split Payment com Everton Castro | Além do CNPJ (EP #175)
A Ilusão do “Contador Baratinho”
No ecossistema de PMEs brasileiras, a grande maioria dos empresários enxerga a contabilidade como um mal necessário — um custo fixo de burocracia pago mensalmente apenas para emissão de guias de impostos e cumprimento de obrigações acessórias. No entanto, quando a empresa começa a escalar, essa “economia de curto prazo” na escolha do contador se transforma em um ralo invisível de caixa, com a perda de benefícios fiscais, retenções indevidas de impostos e desorganização do balanço patrimonial.
No episódio do podcast Além do CNPJ, o host Felipe Cassola recebeu Everton Castro, fundador da E Castro Consultoria e Negócios, profissional com 35 anos de vivência no setor contábil e consultor estratégico de grandes redes de varejo e construção civil (como o Grupo Lebriju e a RZ3).
Com uma abordagem prática e sem “contabilês”, Everton explica como a contabilidade consultiva pode atuar diretamente na margem de lucro e na geração de caixa a valor presente, além de dar diretrizes sobre como preparar o CNPJ para os impactos da Reforma Tributária.
1. Faturamento, Margem e Planejamento: O Amadurecimento do Empresário
Ao longo do crescimento de um negócio, a mentalidade do fundador em relação às finanças deve evoluir em três estágios bem definidos:
[Estágio 1: Faturamento (Ego/Pequeno)] ➔ [Estágio 2: Margem e DRE (Médio)] ➔ [Estágio 3: Planejamento & Balanço (Grande)]
-
O Pequeno Empresário: Foca apenas no faturamento bruto, sem monitorar os custos variáveis e a margem de contribuição.
-
O Médio Empresário: Abandona o ego do faturamento e passa a gerenciar o negócio por meio da DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício), focando no lucro líquido e no fluxo de caixa.
-
O Grande Empresário: Utiliza o Balanço Patrimonial e o Planejamento Tributário como ferramentas de inteligência para obter crédito bancário mais barato, atrair investidores e reduzir a carga tributária dentro da lei.
2. O Estudo de Caso da Retenção Indevida de INSS (11%)
Durante o episódio, Cassola e Everton trouxeram um caso real de otimização de caixa na construção civil. Uma construtora que subcontrata empreiteiras recebia seus pagamentos com a retenção automática de 11% de INSS na fonte pela contratante.
Como a empresa possuía pouca folha de pagamento direta, esse valor retido gerava um saldo credor que o governo demorava mais de 12 meses para restituir.
| Situação da Empresa | Fluxo de Caixa / Imposto | Impacto no Negócio |
| Com a Retenção Automática (11%) | O cliente retém R$ 11.000,00 de uma nota de R$ 100.000,00. | Perda de Liquidez: O dinheiro fica imobilizado no Fisco por até 1 ano. |
| Com a Isenção Pleiteada pelo Contador | O cliente paga os R$ 100.000,00 integrais na conta. | Ganho a Valor Presente: Injeção de 11% de caixa imediato para capital de giro. |
A atuação preventiva da contabilidade consultiva permitiu desonerar a retenção de forma legítima, melhorando a competitividade comercial da construtora sem violar a legislação fiscal.
3. A Recuperação de PIS/COFINS Monofásico em Bares e Restaurantes
Outro ponto cego frequente no Simples Nacional ocorre em estabelecimentos de alimentação. Bares, restaurantes e Lanchonetes vendem produtos sujeitos à tributação monofásica de PIS/COFINS (como cervejas, refrigerantes e água).
Quando o contador lança o faturamento total da empresa sem segregar as receitas de bebidas das receitas de refeições, o empresário paga o PIS e a COFINS em duplicidade dentro da alíquota do Simples Nacional. A segregação correta dos itens reduz a guia mensal do DAS e permite a restituição dos valores pagos a mais nos últimos 5 anos.
4. A Alerta da Reforma Tributária: O Split Payment
Antecipando os cenários para os próximos anos com a implementação da Reforma Tributária e do modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), Everton destaca a importância do sistema de Split Payment.
Nesse modelo, o imposto devido na transação será recolhido de forma automática e instantânea no momento em que o cliente passar o cartão ou fizer o Pix na maquininha, eliminando o diferimento do pagamento de guias no fim do mês. As empresas que operam sem planejamento de caixa correm risco imediato de insolvência.
5. O Capricho como Filosofia de Negócios
Ao encerrar o episódio com um conselho sobre seus 50 anos de vida e trajetória, Everton compartilha a definição de capricho do filósofo Mário Sergio Cortella:
“Capricho é você fazer o seu melhor na condição que você tem, enquanto você não tem condições de fazer melhor ainda. Em qualquer área da vida ou nos negócios, não faça apenas o que é possível; entregue sempre o seu melhor.”
Quer aprender a organizar o seu balanço patrimonial, reduzir impostos de forma legítima e preparar o seu caixa para a Reforma Tributária? Assista ao episódio completo no canal Além do CNPJ!
Ler Transcrição Completa
Mas no seu caso específico, não cabia a retenção. Quer dizer, você tem essa retenção, depois você tem que entrar com processo, demora de seis meses a um ano para recuperar, sendo que você olhando o tipo de serviço e onde você se enquadra, eu falei: “Não, você não precisa, não precisa”. Olha, e olha isso, gente! A minha vida inteira eu trabalho desse jeito, eu tenho… Então eu penso o seguinte, ó: quanto tempo você tem essa empresa, então? Pois é. E, e é culpa da antiga contabilidade, não é? Mas é porque os caras eram bons, só que eu era mais um dentre todos. É, teve uma bicicletaria que me perguntou assim: “Meu, preciso… É, eu não tenho… Eu fui gerar meu pró-labore, e aí meu pró-labore eu declaro salário mínimo, não tive renda, no meu banco não aceitou”. Eu falei assim: “Não, então você vai ligar pro seu banco, juntamente no seu… Em vez de ele ir, eu vou fazer uma declaração do contador, a declaração de faturamento, e dentro dessa declaração de faturamento eu vou explicar que você mensalmente tira o seu X de pró-labore mais essa retirada, que é uma provisão pro seu lucro de final de ano”. Falando de alíquota, o Simples, por exemplo, é a menor, mas às vezes, vamos supor, falando de um prestador de serviços, hoje — não tô falando depois da reforma, para o ano que vem —, hoje depende a quantidade de folha que ele tem ou quanto de matéria-, de material bruto, né, de produto ele utiliza para a realização de serviços.
Buenas, buenas, buenas. Seja bem-vindo a mais um episódio do podcast do Além do CNPJ. Primeiro de tudo, muito obrigado por estar aqui pra gente trocar essa ideia de empreendedorismo vida real. Já vou começar me desculpando, minha voz tá meio fanha, eu tô precisando engolir mais saliva, recentemente tava com uma dor de garganta, mas agora eu fiz uma cirurgia de desvio de septo, tô a 10 dias da cirurgia, tô já bem, mas ainda precisando fazer lavagens nasais, aquelas coisas tradicionais de pós-operatório. Então por isso, se minha voz embargar um pouquinho, faz parte, e tamo junto! A gente tem que apresentar o podcast, por isso que a gente tá aqui. E aqui na minha frente eu tô com um cara que conheci faz pouco tempo, faz uns seis meses, e de lá para cá, com ótimas eh indicações, né, a gente tem pessoas em comum aqui que nos indicaram, e que se conhecem há muito, muito tempo. E desse tempo para cá, esse cara tem sido um anjo na minha vida, e a gente vai contar aqui um pouquinho do que que ele tem feito, qual o trabalho dele, o que que eh como ele pode ajudar os empresários. Mas de fato, depois que eh o Everton apareceu, muitas coisas começaram a caminhar de um jeito muito mais profissional e organizado, e a gente vai contar aqui um pouco disso, porque eu demorei, pô, 15 anos empreendendo, agora que a gente tá olhando com atenção para esses pontos. Não que antes era ruim, mas que hoje a gente tá olhando cada vez mais com atenção, e às vezes talvez você, na sua trajetória empreendedora, talvez também precise estar olhando para isso, olhar para isso com um pouco mais de atenção, mas não chegou a hora, pode ser esse podcast aqui o insight que você precisa para olhar para esse tema. Tô aqui com o Everton Castro, meu brother.
Obrigado, obrigado pela chamada.
Faixa preta esse brother aqui, faixa dupla faixa preta, né?
É, eu tenho judô e aikidô.
Meu Deus, esse cara aqui é uma arma branca, bichão. Você é louco! Chegou perto dele, dá um golpe aqui…
Olha, mas isso acalma, acalma. Você pode ver que a maioria não, esses…
[risadas]
…não querem confusão.
É, mas na maioria são pessoas muito mais tranquilas, que já não já não quer, não quer, resolve tudo num tatame e tá tudo certo.
É isso aí.
Ô, Everton, cara, mais uma vez obrigado por por topar o convite de vir aqui bater esse papo. Mas antes da gente entrar no contexto do que que você faz e tudo mais, conta um pouco da trajetória do Everton: de onde ele veio, onde você nasceu, se você teve pai e mãe presentes, o que que você queria ser quando crescesse. Dá um overview pra gente pra gente entender o contexto da sua vida.
Bom, né? Eh eu comecei cedo, como várias histórias aí. Meus pais estão separados, mas são presentes. O bom… Acho que família para mim é a base mesmo.
Criança ainda?
Sim, eu tinha 10 anos.
Ah, boa.
É, mas assim, tenho um ótimo relacionamento com, principalmente com a minha mãe, que é minha, nossa, não tenho nem o que dizer, minha mãe é tudo para mim, é a rainha. E só que assim, como várias no Brasil, sou de São Paulo, mas assim, no Brasil são a pessoa uma trajetória mais humilde, começou cedo. Eu era feirante porque eu precisava, né, não queria, queria me virar. Eu fui feirante, né, dos 10 aos 14.
Que legal!
Aí uma vez meu pai trabalhava, tá?
Baita escola, hein?
É escola, e meu pai era trabalhava na, já na, no departamento fiscal, e uma vez eu fui no serviço dele e olhei aquela mesa, e pensa isso há 35 anos atrás: papelada atrás de papelada…
Nossa, era muito papel, não era tudo como é hoje.
E aquela mesa lotada, e eu falei: “Nossa, é isso aí que eu quero para colocar em ordem”. Assim, olha que cabeça de de louco já desde o começo! “Não, quero colocar isso em ordem”. E logo depois, mas assim, ainda tinha a necessidade, e aí você procurava emprego no jornal. Então você comprava o jornal, olhava os classificados, e ali tinha: analista contábil, digitador contábil, assistente contábil, conciliador contábil. Tinha, eu falei: “Nossa, aqui eu não fico pelo menos”. Olha, foi essa a visão: se eu for contábil, eu tenho um monte de… Exatamente, eu tenho, eu tenho um leque aqui. Bom, passar fome não vou, porque eu vou estar sempre empregado. E aí eu comecei o técnico em contabilidade ainda como pacoteiro, só que aí no primeiro primeiro mês já consegui no banco. Aí fui pro Banco Real, na Real Turismo, né, mas foi uma uma linha do Banco Real. Aí depois fui para a Real Seguros, já na parte de contabilidade, depois eu fui para uma empresa da eh filiada da TV Bandeirantes…
Caramba!
…mas eu só fazia as fitas de Carnaval, só fazia prêmio na chanchada. Aí eu comecei a fazer a contabilidade lá deles, assim, trabalhando. Aí depois eu fui pra Real Plastic, que era uma empresa de plástico, e aí foi foi tudo voltado à contabilidade. Aí fui para analista, daí depois eu fui até chegar a contador.
Quantos anos você tem hoje?
Hoje eu tenho 50 anos.
50 anos.
E aí nesse interim, há [limpando a garganta] 10 anos atrás, não minto, quando eu tenho uma filha e um filho, e mas quando meu filho nasceu, eu falei assim: “Eu acho que eu preciso de alguma coisa diferente”. Aí eu virei PJ, fui a primeira… Saí de CLT e já virei o PJ, mas era aquele PJ de uma linha só. Daqui a pouco entrou um cliente, depois entrou outro, aí conheci o pessoas que estão comigo até hoje — a Manu, por exemplo, que é meu braço direito, mas tem a Manu, tem a Karen, o Jorge, hoje agora entrou o Wellington —, então é uma turma que foi crescendo. E você começa a se envolver com pessoas que têm uma visão diferente, e eu falei: “Nossa, eu acho que tá pouco assim, eu não preciso mais trabalhar para uma, duas pessoas”, porque você começa a andar com gente grande, você fala “quero ser também, o que que eles fazem?”, e eles não têm medo de arriscar. Aí eu falei assim: “Não, também não, agora eu tenho um escritório” — nem tinha, né, no começo, pensando antes da minha equipe, falei “nem tinha”. Eu falei: “Não, eu tenho, posso assumir, já tem a contabilidade, já tenho a contabilidade”. Fui pegando, e quando eu vejo hoje aí, tá com um leque grande aí, acho que tô com legal, uns 82, 82 anos.
E quando, quando você começou, quantos… Faz quanto tempo isso, a parte assim empreendedora?
A parte empreendedora faz… Meu filho tem 16, então faz 14 anos.
Que legal, cara!
E aí fui trabalhando, e nisso aí tem a parte… Eu abri a E Castro. A E Castro era só contabilidade, e eu sempre tive o intuito também de ajudar algumas pessoas. Eu tenho uma uma veia do que eu faço que já é já é social, então também quero ajudar pessoas que cresceram no meu bairro. Então que legal, cara, né? Dei uma ajuda até um suporte, ou comecei com sociedade. Eu ajudei a abrir salão de beleza, lojas… E aí já casado, minha esposa fala assim: “É, não…”. Aí minha abri com a minha filha uma uma empresinha de festas personalizadas.
Tenho com ela.
Sim. Aí depois eu tinha com uma prima, que agora ela foi solo, mas eu tinha um salão de cabeleireiro afro.
Que da hora, cara!
Fora a contabilidade, a contabilidade vai andando. Negócio que a galera tinha, você foi lá e fomentava. Fomentava, ou às vezes financeiro, às vezes dando um auxílio contábil, às vezes abria… Tem alvará, tem uma série de particularidades que eles… Às vezes eu falo “toma cuidado aqui, toma cuidado ali”. Depois alguns não precisavam mais.
Sim.
E aí minha esposa falou, falou assim: “Você ajuda todo mundo”, e eu, ela era CLT. Eu falei: “Então, Câncer, ela tem aquela veia também”. Aí nós abrimos a CS Modas, que da hora, tá no Instagram, ela tá aí toda artista ela, ela, ela é o negócio foi bem. Modas é forte, tá? Ela já tá aí, é toda, toda estilosa também. Inclusive, quando ela me conheceu também, ela me melhorou porque eu já deu, já deu uma repaginada. Eu tinha só cinco camisas, caraca, assim de cor, eu tinha uma preta, uma cinza, uma azul e duas brancas. É isso que eu usava, usava. Aí ela falou: “Vamos pôr cor”. Eu falei: “Não, não, agora não”. Agora, agora eu ando com relógio na pulseirinha…
[risadas]
…mas tudo é graças a ela, assim, ela deu uma… Não, a imagem ela melhorou muito, ela me melhorou em vários aspectos, não vou nem falar. Nós nós estamos a casados há seis anos e mais juntos há oito.
Aí, qual o nome dela?
Cláudia.
Aí, Cláudia tá fazendo declaração de amor aqui, ó! Isso que é amor, [risadas] hein, cara?
Olha, não, ela é um show para mim.
Legal!
E aí minha filha me ajuda no marketing, ela cuida do meu Instagram.
Legal.
E então é bem sucinto. Então eu fui crescendo com algumas coisas. Aí agora a E Castro ela auxilia, tem uma parte realmente que trata da contabilidade no varejo, que é só as empresas menores, tá? E eu com a… Aí tem uma equipe assim de quatro pessoas que cuida das empresas com carinho. Não, o carinho é o mesmo, mas às vezes ela precisa, ela precisa de uma atenção diferente: às vezes pelo tamanho, às vezes pelo tipo de negócios, eh às vezes porque tá faltando aquele aquele cuidado que, infelizmente, a os escritórios de contabilidade é um é um “cola-cola, cara-crachá, cara-crachá”. Então você acaba passando direto. Então olhando pessoas como o Júnior Rosante, que me ajudou, o Jota que é da Lebriju, então teve outros… Agora você, então assim, você vai aprendendo e também vai dando a sua contribuição. Foi assim que…
E em que momento você conheceu o Júnior, como que foi essa essa interação?
Foi uma… Eh tinha uma menina do financeiro que já me conhecia e ela me apresentou. Ele tava precisando de um contador porque o a contabilidade dele tava falha, e ela ela me apresentou. Eu lembro de uma entrevista com ele, e ele me fez uma pergunta, eu todo assim, né, e ele pegou, ele fez uma pergunta só, ele falou assim: “Ó, às vezes eu não consigo hoje no momento… Não, não é o que acontece agora, mas naquele momento, pensa há 8, 9 anos atrás”, ele falou assim: “No momento eu não tô conseguindo dividir a minha parte pessoal da empresa com a profissional, com a da empresa”.
PJ/PF.
PJ e PF. Aí eu falei assim: “Você tem como solucionar?”. Eu falei assim: “De imediato… Então você não tá nada separado”. Então, até separar, nós vamos separar isso na contabilidade. E aí, na contabilidade você vai fazer eh nós vamos jogar tudo para uma conta, uma conta dentro de, para quem conhece, o termo “diferido”. Então, você vai juntando lá e de lá nós vamos fomentando retirada. O que não é retirado, isso aqui dá para ser uma despesa da empresa. E aí foi adequando. Aí ele pegou, olhou para mim, falou “então tá bom”. E aí já começou a trabalhar.
Caramba, isso quanto tempo atrás?
Foi há oito, nove… Não, 9 anos atrás já.
Caramba, cara!
E aí foi passando uma coisa pra outra, aí ele foi, me indicando, indicando outras, outros outras parcerias, indicando pessoas, aí eu fui contribuindo. E aí eu sou meio acelerado, porque às vezes isso é a minha falha, é não saber me vender às vezes, porque não sei… Vou contar o caso até nosso: você me apresentou, não lembro a pessoa, mas você falou assim “Ó, mas esse cara aqui ele tá com problema e ele tá com o meu balanço dele tinha adiantamento…”.
Ah, lembro!
“…astronômico”. Aí eu peguei, falei assim: “Não, você pega aqui, ó, você faz assim, assim, assim”. Aí você me baixou, me ligou na outra linha, falou: “Everton, assim não dá para vender o serviço, porque você resolveu”.
[risadas]
Quem que era essa pessoa? Não vou falar aqui no ar, mas esqueci quem que era. Alguém me pediu ajuda, aí eu, aí eu falei: “Não, tem a pessoa certa para você”. Aí eu coloquei o Everton na linha, o Everton deu, entregou tudo aqui, ó.
É. Aí ele falou assim: “Se você não vende, não v- não ganha nem eu, nem você”. Tá tudo… Não, você não, você entregou a a solução. É, o cara o cara falou mais ou menos: “Cara, eu tô com esse e esse problema”. Você falou: “Cara, se tá acontecendo, sem olhar, você falou, se tá acontecendo esse problema, só pode estar acontecendo isso, e isso, e isso, é só você fazer isso, e isso”.
F- no caixa você tá você tá jogando tudo porque você tá não tá comprovando pra sua contabilidade, tá inchando as contas de adiantamento. Agora já passou muito tempo, você tem que diluir. Se você jogar isso tudo de uma vez, é, se você jogar isso tudo de uma vez, vai chamar muita atenção do Fisco, porque não dá. E também você vai entrar num prejuízo enorme, né? Vai, vai jogar, exemplo hipotético, vai jogar 1 milhão lá direto, não é assim. Agora você pega, estanca essa conta e vai, você vai jogar no diferido, divide em 60 vezes, que assim aí você não fere o Fisco, porque tá bem diluído, e aí você vai diminuindo. Quando for o gerencial, você pega o gerencial, você só exclui os dados dessa conta e você tem a sua resultado limpo. Aí ele pegou, falou: “Porra, mas aí você falou… Não é para fazer, você entregou a a faca e o queijo, professor”.
Mas é isso, é uma coisa que que aí eu vou contar um pouco da da minha trajetória, eh fazendo um paralelo aqui de contabilidade: pô, empreendo há 15 anos. Lá no comecinho era uma empresa Simples Nacional, e eu confiava 100% no contador, porque era um contadorzinho de de esquina, ele atendia várias continhas, tudo Simples Nacional. Preciso ter ideia, e tem muito contador assim, quando eu eu não tava ainda no momento de desenquadrar, mas eu já buscava o desenquadramento porque eu queria crescer, e toda vez que eu chegava, e e a internet não era tão boa quanto hoje, né, eh IA ajudando e tudo mais. Quando eu buscava informações de de Simples Na-, de Lucro Real, Lucro Presumido, eu achava que eu ia quebrar. A visão do empreendedor falava: “Cara, eu não dou isso de lucro. Se eu parar de pagar 11% e for pagar agora 25 mais patronal, mais Sistema S, mais um monte de coisa, eu vou quebrar”. E aí isso me dava calafrios. E aí eu conversava com o contador na época, e ele eh me colocava o desenquadramento como algo sombrio: “Não, não pensa nisso, isso é loucura, não”. Aí eu até falei assim: “Tá, mas qual é a diferença do Lucro Real e Presumido?”. Cara, eu lembro essa reunião como se fosse ontem, o cara tava com dificuldades, o dono da contabilidade, ele tava com dificuldades para explicar a diferença de R$ 1,00 do Presumido, e é muito louco, né? Olhando para trás, isso deve fazer uns 14 anos, é louco você ver como há 14 anos atrás eu também não sabia nada. É louco você ver como a gente cresce, né? E aí, eh eu falei assim: “Não tem problema não saber, mas vamos fazer o seguinte: vamos marcar uma reunião para daqui um mês, e daqui um mês você me traz tudo, como funciona, qual é a diferença, e tal, tal, tal, porque eu quero me planejar para isso”. Depois de um mês, ele não me entregou nada. Eu, nesse meio-tempo também, estudei e tava sabendo mais do que ele. Foi quando eu decidi trocar de contador, e fui para um que ele era meio consultor financeiro. Esse cara foi muito, muito, muito eh importante na minha trajetória, até me roubar, [roncando] mas ele foi muito importante. A gente ficou amigo, eu ia jogar bola com ele, eu conhecia a família dele, a gente ficou brother, e esse cara começou a me ajudar em muitas coisas, a ponto de que eu tinha tanta confiança que ele emitia o boleto do DAS, uhum, entrava no banco, emitia um boleto do mesmo valor e alterava no Photoshop…
Nossa, o código de barras!
…o código de barras. Quando ele mandava pro financeiro, aparecia bloqueto, mesmo assim, não aparecia no banco como se fosse imposto, mas minha meu financeiro não desconfiou, e, cara, nós pagamos… Na época nós tínhamos umas seis empresas lá, foi bem naquela época que eu tinha agência, tinha um monte de coisa, ele desviou da gente uns R$ 200.000,00, cara.
Nossa, foi caso de polícia até?
É, esses casos assim é melhor… Eu, é assim, é lógico, às vezes você precisa de uma entrada, às vezes você… Mas via de regra, manda o boleto e você paga, e fica tudo tranquilo.
Exato, mas só para você ver como a contabilidade é extremamente importante. Aí dali eu saí e fui para um contador que começou a me atender bem e tudo mais, mas também quando eu queria falar de estratégia com ele, barrava. Só que ele fez um bom trabalho, fez um bom trabalho. Troquei por uma contabilidade um pouco maior, um pouco mais estruturada, achando que eu poderia com uma contabilidade maior ter um melhor atendimento. Descobri que contabilidade maior, tome cuidado com contabilidade maior, [risadas] porque você… Porque você vira mais um, porque você é varejo, mesmo de que você tenha eh seja maior do que a média dos clientes do cara, você vira varejo. Aí saí dessa contabilidade, voltei para uma, fui para uma contabilidade em que eles fizeram um dos melhores trabalhos que eles que eu tive, que foi eh, e aí eu já tava como Lucro Real, com uma estrutura de empresas, e aí eles começaram a me ajudar, Everton, assim: ó, eh você tá indo por tal caminho, putz, você tá comprando pouco, não tem como você antecipar algumas compras para fazer estoque e reduzir um pouco o imposto desse mês, uma parte mais estratégica. Aí eu comecei a gostar, até de que, e aí nesse meio do caminho aprendi o que era DRE, comecei a amar, foi uma das grandes mudanças da da gestão da nossa empresa. Quem me ensinou foi um dos contadores que passou pela nossa nossa vida. Eh até que, há alguns meses atrás, seis meses atrás, eu comecei a sentir dificuldade numa parte um pouco mais estratégica, boutique, um cara… Porque assim, a contabilidade que me atendia, que era boa, era uma coisa assim, a gente tinha uma hora por mês para trocar ideia, e que não dava para eles darem esse volume que eu precisava por causa da quantidade de clientes que eles atendiam. E aí foi quando eu falei com o Júnior, falei: “Rosante, mano, eu preciso de um cara que me ajude”, até que eu tive um B.O. gigantesco, o qual a… Vai ficar aqui entre nós. Eh tive um B.O. gigantesco, liguei pro Júnior e falei: “Júnior, fodeu! Preciso de ajuda, deu uma merda, tal, tal, tal”. Já tinha recorrido à minha contabilidade e não tinha conseguido sucesso, e aí eu solicitei uma ajuda pro Júnior. O Júnior falou: “Tem um cara”. Foi quando eu comecei a conversar com você. E aí você resolveu em 24 horas esse B.O. Eh e resolveu, não é, ah, da, né, gambiarra, resolveu, resolveu, foi lá e resolveu. E aí eu falei: “Opa, esse cara aqui é um cara especial, diferente”. E aí foi quando a gente começou a conversar mais, e aí foi quando eu fui conversar com o Rosante, falei: “Rosante, me explica quem é o Everton”. Falou: “Cara, ele é o meu braço direito da contábil, o cara cuida de tudo, confio cegamente nele”. Ele e o Rosante, que eu sei que é chato, crica, minucioso, sistemático, eu sei que os… É um cara eh exigente, foi nossa, o Rosante para tá falando isso de um cara, esse cara deve ser bom. Aí foi quando a gente se conheceu pessoalmente, e a gente começou a fazer a transição da contabilidade. Vou te fazer, vou te vender agora, para depois você contar como funciona isso na tua parte operacional. O que que me chamou atenção no Everton: ele atende com atenção, sabe? Ele ele tem uma empresa média, mas ele se envolve em todos os atendimentos de uma maneira que eu não vi em nenhum lugar. E quando, aí para eu tentar traduzir um pouco do que você faz, seria talvez o atendimento mais boutique, mas dá a ilusão de que é caro, né? Não, e não é preço comum de mercado, mas que você consegue. E é uma estratégia muito boa. Eu sempre analiso as coisas do ponto de vista do modelo de negócio, né, eu falo assim: “Caramba, fico pensando, o Everton ele desse jeito que ele atende as pessoas, esses clientes VIP, vamos falar os clientes, eh que accounts, vai, ele perde velocidade pra caramba. Perde velocidade, pô, isso é… Será de que é vantajoso?”. Só que aí eu começo a ver que é, sabe por quê? Porque o fato de a gente de você ser tão envolvido dentro dos negócios e entender da estratégia e tudo mais, você acaba fazendo muito cross-selling, vendas paralelas. Quantas vendas você não faz de trabalhos de que você identifica como dor?
É dor.
E às vezes não é nada. Nós vamos falar desse caso aí dessa semana sua. Você veio, nós estamos juntos há um mês, exato, exato. Aí, antes mesmo, você tem um, não é segredo para quem tem, para quem vende mão de obra de mão de obra, construção civil, ele já tem a retenção dos 11%. No caso específico, porque cada caso é um caso, né, mas no seu caso específico não cabia a retenção. Quer dizer, você tem essa retenção, depois você tem que entrar com processo, demora de seis meses a um ano para recuperar, sendo que você olhando o tipo de serviço e onde você se enquadra, eu falei: “Não, você não precisa, não precisa”.
Olha, e olha isso, gente! A minha vida inteira eu trabalho desse jeito, eu tenho… Então eu penso o seguinte, ó: quanto tempo você tem essa empresa, então? Pois é. E, e é culpa da antiga contabilidade, não é? Mas é porque os caras eram bons, só que eu era mais um dentre todos.
É.
Teve uma bicicletaria que me perguntou assim: “Meu, preciso… É, eu não tenho… Eu fui gerar meu pró-labore, e aí meu pró-labore eu declaro salário mínimo, não tive renda, no meu banco não aceitou”. Eu falei assim: “Não, então você vai ligar pro seu banco, juntamente no seu… Em vez de ele ir, eu vou fazer uma declaração do contador, a declaração de faturamento, e dentro dessa declaração de faturamento eu vou explicar que você mensalmente tira o seu X de pró-labore mais essa retirada, que é uma provisão pro seu lucro de final de ano”. Falando de alíquota, o Simples, por exemplo, é a menor, mas às vezes, vamos supor, falando de um prestador de serviços, hoje — não tô falando depois da reforma, para o ano que vem —, hoje depende a quantidade de folha que ele tem ou quanto de matéria-, de material bruto, né, de produto ele utiliza para a realização de serviços.
E esse exemplo se prova. Pô, eu tenho lá uma construtora, dentro dessa construtora eu contrato muitos serviços de empreiteiras para fazer esse trabalho para mim na construção, na construção. E tenho pouquíssimos funcionários, só que pela regra, eu na hora que o meu cliente vai me pagar, ele me desconta 11% de INSS. Então ele tem que pagar 100.000, ele vai me pagar 89. Esses 11.000 que ele reteve de INSS, o que que eu faço? Eu uso para pagar o meu INSS. Então na hora que eu vou pagar o INSS da minha folha, eu pago menos, certo? Só que uma vez que eu tô subcontratando empreiteira, eu tenho pouca folha, então eu não gasto 11.000, eu vou gastar 1.000, 2.000, 3.000, e o restante? O restante eu pag-, eu tinha a retenção do cliente de 11, pagava três, e aquela diferença de oito eu entrava com a solicitação pro governo me devolver, e ele me devolvia daqui um ano. Então o que que eu fazia? Eu, na minha na minha fase comercial, já adicionava isso no preço. Então o que que o Everton… Meu preço fica o meu preço fica, não fica não fica tão competitivo. Então o que que o Everton me trouxe? Ele me trouxe um, ele entrou com a solicitação, sei lá como lá numa burocracia de contador. Não quero entrar também nesse mérito porque eu quero saber o “o que”, não “como”. Eu te me me te contrato para isso. Ele foi lá, fez uma burocracia, ele entendeu de que existe essa regra, mas tem como você fazer uma solicitação de falar: “Não, ele não tem tanta mão de obra, então não precisa do do da retenção”. Quando ele ligou lá pra Raísa, a minha sócia e esposa, contando isso, ela falou: “Ó, a gente nunca fez isso”. Ele falou: “Me dá o contato do pessoal da contabilidade do seu cliente”. Aí você pegou o contato, passou para ele. O Everton ligou pra contabilidade do meu cliente, conversou, alinhou, acertou, a contabilidade do cliente aceitou: “Só coloca esse negócio aqui na nota lá”, tal.
Na verdade, eu mandei a lei para eles porque eles também não, eles não… Também para eles não, é tanto faz, tanto faz, porque para eles vai sair o valor total da nota do mesmo jeito. Então, e o que que o Everton fez nessa obra, e uma obra de um valor considerável, valor considerável… É que essa é a primeira nota de três ainda, né? De três, valor alto. O Everton me fez trazer a valor presente 11%. Não, eu não ganhei algo que eu não ganharia, eu ganharia daqui um ano, mas eu trouxe a valor presente 11%, sendo que, considerando que isso funciona, para as próximas eu consigo ser mais agressivo comercialmente ou aumentar minha margem.
Exato.
Então, resumindo, é aquela descoberta que dá uma dupla sensação em empreendedor: ele fica feliz que ele descobriu isso, e triste porque ele demorou para descobrir, sabe? Fala: “Nossa, não acredito que eu tô todo esse tempo fazendo desse jeito! Mas pelo menos agora eu descobri”. E isso foi uma coisa que foi proativa da contabilidade, não foi a gente que falou: “Everton, será que tem?”. Por quê? Porque o empreendedor muitas vezes tá tão focado no negócio dele que não sabe que existe uma linha, um código, uma lei, não tem como perguntar coisas de que você não desconhece, e cabe ao contador a identificar isso e de forma proativa.
Teve vários outros casos. Teve um caso: eu tenho um grupo de chineses que eu atendo e eles não, né, fora do Brasil ainda, eles têm a visão deles bem bem eh enxuta, e eles, na ilusão deles, eles achavam que eles tinham que ter um dinheiro disponível para a retirada deles, então eles declaravam no Imposto de Renda tinha cliente meu desse desse grupo que tinha 4 milhões em dinheiro na declaração.
Meu Deus!
Aí ele ficou: “Não, porque se eu precisar…”, eu falei assim: “Não, se você precisar, você gera esse direito na contabilidade desde já e vai tirando de pingado, não precisa declarar que você já tem isso em mãos. Vamos pensar que você é um traficante”.
[risadas]
Tem tudo isso, total. E aí eu fui explicando para ele. Então, eh é esse cuidado, né, que você… Mas assim, não pensa que eu faço isso para um grande. Como eu falei de novo, se me procuram o menor, ele vai a mesma coisa, acontece que às vezes não tem da onde tirar, né, que também ele tá falando. Nós estamos… Mas dentro de uma estrutura, você fala como, entendeu? Às vezes as pessoas também falam assim: “Ah, meu, isso aqui eu preciso agora”. Às vezes, vamos falar de coisa besta. Então nós falamos de coisa grande, falar de coisa besta. Eh teve uma bicicletaria que me perguntou assim: “Meu, preciso… Eh eu não tenho… Eu fui gerar meu pró-labore, e aí meu pró-labore eu declaro salário mínimo, não tive renda, no meu banco não aceitou”. Eu falei assim: “Não, então você vai ligar pro seu banco, juntamente no seu… Em vez de ele ir, eu vou fazer uma declaração do contador, a declaração de faturamento, e dentro dessa declaração de faturamento eu vou explicar que você mensalmente tira o seu X de pró-labore mais essa retirada, que é uma provisão pro seu lucro de final de ano”. A maioria dos bancos aceitam, então eu não tô contando, não tô inventando a roda, mas aí atendeu, você atende um menor, um pequenininho. E então assim, que ele tava todo desesperado: “Não tenho isso, como eu vou fazer?”. “Ah, ele não aceita a declaração?”. Então a gente parte pro plano B, vamos fazer um DECORE. Só que o DECORE eu preciso de uma contabilidade feita, porque eu preciso colocar o o a movimentação de onde que eu tirei esse lucro. Então você me manda esse esse, esse documento, eu gero um livro contábil, esse livro contábil eu subo pro CRC, ele me dá o DECORE. Aí ela falou: “É só isso?”. Eu falei: “Só”. Então é isso. Às vezes é. E aí você vai perguntar isso, e assim, eu não, como eu falei de novo, eu não tô inventando a roda, só tô falando como explica ali.
Você tá, é isso. E, e uma coisa de que eu vejo é o seguinte: o, a gente que é empreendedor, claro, a gente tem que eh aprender a parte tributária, a parte fiscal, é, é obrigatório, mas não tem como a gente se tornar especialista para isso. A gente precisa de especialistas ao nosso redor. É, as grandes coisas que mudam a nossa trajetória empreendedora, às vezes uma margem, um lucro, tá a uma resposta de distância. Eu falo isso porque no mastermind a gente tem pessoas que eh não davam lucro e falavam: “Meu, que desespero”, tal, e só de trocar ideia, eu falava: “Cara, você tá pagando imposto errado, cara, você tá fazendo isso”, por quê? Só pelo fato de eu já ter passado por ali, eu já tive esse ponto cego. Quando quando eu eu dou seta, eu já coloco minha cabeça para a frente para ver o ponto cego do retrovisor, você já tá acostumado a fazer isso. Um novato de volante não tá. Então é um é um detalhezinho que tá tá ali, e por isso que quando você faz essa… Isso eu que sou empreendedor generalista, não sou um cara tão especialista eh no no teu no teu universo, coisa que você é totalmente. Por isso que essa atenção que vocês dão nesse atendimento, tão pouco tempo de que a gente tá com vocês, já tá vendo uma grande mudança. Até a parte de balanço. Vou falar, por exemplo, balanço. Pensa, ó, e aí é importante você e você avaliar esse checklist: se você tem um fluxo de caixa bem organizado, com plano de contas, com categoria, tudo que entra e sai tem uma categoria, se não tem, coloque urgente para colocar em em prática. “Ah, não, mas é difícil”, tal, tal, tal, meu irmão, hoje em dia não é difícil, hoje em dia é só se você tiver falta de vergonha na cara. Se você pegar o extrato do seu banco, exportar os últimos 90 dias, você não faz nada, você não tem registro de nada, pega o extrato do seu banco, exporta os últimos 90 dias, 6 meses de todos os bancos, pega todos os PDFs, coloca na IA e fala: “Monte um fluxo de caixa já categorizando isso para mim”, ele já cria para você um Excel desse desse fluxo de caixa, acabou, aí você já tem esse Excel de plano de contas. Imediatamente você faz isso em meia hora, tá? Então você tem um fluxo de caixa com categorização, logo em seguida vai pro DRE, tem DRE? Não. Então com esse plano de esse fluxo de caixa com categorização, você vai pro teu, monta a estruturinha e começa a olhar: “Ah, não sei”, IA. Terceira coisa: começa a olhar a parte tributária do seu negócio, porque o pequenininho ele sempre olha faturamento. “Nossa, eu faturava 50, agora tô faturando 100”.
Dinheiro, mas ele olha faturamento.
Então o pequeno ele olha faturamento. O médio, o pequeno/médio já começa a ter uma visão de que faturamento é só ego, então ele começa a dar atenção cada vez mais pra margem a hora que ele começa a olhar DRE para ver quanto que sobra e tudo mais. O grande, ele começa a olhar planejamento tributário, porque o dinheiro tá aí, tá ali. O Brasil é um manicômio tributário, se você não organizar e não entender que se você seguir só a diretriz do que tá no livro, no no padrão lá, você vai se estourar.
É, você quer ver um exemplo disso? Quantas quantas bares, né? Então, então nós estamos falando de grande, mas vamos falar de bares, que pode ser pode ser um um bar, pode ser um boteco e pode ser aí ele tá no Simples, fala “Tô no Simples, já pago o mínimo”. Tem, não estou falando, não estou falando mal também dos contadores, estou falando de casos. Então tem casos que pega o faturam-, pega o faturamento, joga lá 4% que começa com comércio, meu, se é um bar, mexe com bebidas…
Exemplo, bebida…
[limpando a garganta]
…é monofásico, já não tem dentro do Simples. Para quem não sabe como funciona o Simples, o Simples é um é um é um imposto conjunto onde se imagina uma pizza, e lá tem ICMS, PIS, COFINS, e aí você paga tudo dentro da pizza. E aí você com as bebidas são, na maioria delas, são produtos monofásicos, então não tem a parte de PIS/COFINS porque já foi retido, já foi pago na fonte, então você tem que tirar isso do de um bar, tô dando um exemplo.
Total.
Então você tem que tirar essa parte do bar, então a, vamos supor, a parte da alimentação você joga ele por inteiro, mas a parte da bebidas você tira. Só aí já cai uma redução tremenda. Então tem bares que estão pagando o Simples, que já é um imposto reduzido, que poderia ser mais reduzidos ainda. Então imagina que você tá pagando lá 6% dos seus Simples, dependendo do faturamento do seu bar, aí tudo que você fatura, você fatura com 6%, só que o seu contador tá deixando de pegar o a fatia do que vendeu de bebida. Imagina que foi 30%.
Exatamente.
E tirar o PIS… 30%, então você pega desses 6% do dos 4% que era devia tá pagando 3, 2,5, aí você fala: “Ah, em cima de 1.000 não é nada, em cima de 2.000, em cima de 100.000”.
Então, margem é qualquer… Você não pode pensar no valor, você tem que pensar na margem de que você tá ganhando, porque R$ 1,00 de economia é R$ 1,00 de lucro, é R$ 1,00 que você vende não é R$ 1,00 de lucro, porque o que você vende tem que ainda pagar tudo, por isso que o faturamento é ego. Mas quando você vai lá e fala “ah, eu iria pagar 6 pau de DAS, paguei cinco”, você ganhou R$ 1.000,00 de dinheiro, lucro puro, direto no teu bolso, porque ia sair, ia sair por uma coisa que nem volta, que é o imposto no Brasil. Então, cara, esse nível de atenção é extremamente importante. E isso quando eu falo que o pequeno olha o faturamento, o médio olha a margem, e o grande olha o o planejamento tributário, não é que você enquanto pequeno tem que ficar olhando para faturamento, isso não deveria ser regra, isso é como acontece. Você enquanto pequeno já tem que olhar pra margem e planejamento tributário, e tem uns que falam assim: “Ah, como é que eu vou fazer isso?”. Gente, no parâmetro do… Porque todo mundo tem um sisteminha, por por menor que você seja, tem um sisteminha lá de… Então no parâmetro, vamos supor, voltando pro bar lá, num parâmetro você coloca lá, você coloca: meu, o que eu vendo de comida, você… Sei lá, vou amarrar pelo CFOP, coloco como venda, e o outro como venda com monofásico, já sai automático, ele já vai pro contador as duas linhas. Vendi 10, mas quatro foi de bebida e seis foi de comida, pronto, dá 10. Então só ali o contador já tem informação para fazer numa dessas qualquer sistema.
Vamos, ó, vamos dar um exemplo de que 50% é bebida de um bar, porque é ou até mais, dependendo, mas vamos falar um botecão assim com umas porções gostosas, tal, com 50% de bebida. Vamos falar que ele fature 300 pau por mês, que não é difícil, então 150.000 de de bebida. Vamos falar que ele reduziria o imposto para metade…
É, é, cara, eh 2% que ele baixe, 30% desse imposto.
Olha isso, cara! No ano, no ano isso, cara, é impressionante, cara, não tem como, não tem como falar. Só que o contador muitas vezes não dá essa instrução pro empreendedor. Só que é uma relação tóxica de ambos, tá? O empreendedor é despreparado e manda tudo bagunçado pro contador…
Exato.
…então, para ele te dar essa instrução, ele vai ter que organizar a sua bagunça, e às vezes ele também não quis conversar com o contador, porque isso também tem: “Ah, já contratei e já era”, e precisa assim, do mesmo jeito que eu dou uma atenção a ela, mas nós estamos conversando mais.
Total.
Certo? Sua sócia não me deixa em paz. É isso, tá tudo certo. E é o papel dela. Não tô falando que você tem que ir lá cobrar, duvidar, porque você já me contratou para isso, mas é essa conversa: “Eu tô com um trabalho assim, minha… O que que você acha?”. Contador, médico, advogado, né, o que acontece que vão deixando o contador de lado, depois acontece, aí ele vai deixando de lado, ele também te deixa de lado. E contador é aquela aquela aquela máxima que fala: “Ó, você não pode economizar no contador, no médico e no e no advogado”.
É verdade, é verdade. A diferença é que, infelizmente, com um universo cada vez maior de contadores e tudo mais fazendo varejão, as pessoas falam: “Pô, como que eu vou pro contador que dê essa atenção?”. É isso, procura um contador que te dê essa atenção, não precisa necessariamente ser a E Castro, mas a E Castro tá aqui à disposição, né, por favor. Eh e faça esse trabalho, porque esse trabalho que o Everton tem feito e tá fazendo com a gente é impressionante. E aí, por exemplo, depois que você sai do DRE, tributário, tem a parte de balanço, né? Então o que que é essa parte de balanço: é uma coisa que eu nunca olhei com atenção, sempre deixei. Por isso que eu falo que é o que tá acontecendo com você nessa parte de como você manda as informações para a contabilidade também é um pouco do errado. E parte da contabilidade também de exigir. A gente sempre foi uma empresa que sempre quis trabalhar certinho, ainda mais pelo perfil da minha sócia, que você conhece, a Raísa é extremamente organizada. Se não tá sendo organizado algo que ela tá enviando, é porque nunca pediram, os antigos contadores, era só ter pedido, mas tudo bem. Imagina que a gente tava eh mandando do jeito que a gente achava que era certo, e o contador aceitava, e a gente achava que era isso. Ele não tinha as informações necessárias, então ele encaixava as coisas nos lugares que ele achava que deveria ser dentro do balanço. E isso faz com que a gente perca muita informação e muito histórico e score. Quando eu falo score, pelo menos do meu ponto de vista empreendedor, quando o teu balanço é bom, meu irmão, você se prepara que as portas vão se abrir, e a pessoa [limpando a garganta] olha, já fala: “Hum, é isso, isso aqui tá certo”. Falou: “Você fala: ‘Tá'”. Aí eu falei assim: “Então você tá bem aqui, sua liquidez é ótima”. Ótimo! Então o balanço, ele vai te dar uma visão de DRE tão boa quanto o DRE, então gerencialmente é boa e vai abrir portas. O meu balanço tava uma merda, de que tá errado, deveria tá bom, mas não tava bom, e aí foi quando eu comecei a olhar com o Everton. Você nem projeta os empreendimentos que já tá, já estão fechados para começar, já tinha que projetar no balanço. Aí você fala: “Ah, mas receita eu vou pagar imposto sobre isso”. Não, no balanço, uma projeção, provisão, você pode ter um balanço e a DRE tirando essa conta, você pode fazer falar para fazer dois ou, se você tirar essas duas contas, são as você tem que ter a provisão das contingências, que é o risco que você tem, mas tem que ter uma provisão do que já está aí prestes a acontecer.
Então você tem, aí você fala: “Ah, mas aí você pode desenhar pra sua DRE aparecer em dois formatos: com essa linha e sem essa linha”.
Estão falando de duas, três linhas.
Sim, sim, sim. Então você pode programar para isso e falar assim: “Não, então tá OK”. Então às vezes você fala assim: ó, meu, saudável, ela tá ela tá esperançosa, ela tá lucrativa, ela tem uma boa perspectiva, tudo isso dá para tirar.
Total.
Se o balanço tiver correto, lógico.
Parte de algumas empresas de que eu não tava com índice bom, deveria tá, é, então, sabe, é uma coisa que de novo, presta atenção, ouve o que eu tô falando: planejamento tributário, olhar a margem, DRE e tudo mais, como eu já falei, trazer o balanço para a análise de DRE mensal, porque isso eh te ajuda demais, balanço também gerencial como o DRE, e ter um contador olhando com atenção o seu balanço. O balanço abre portas de crédito no mercado, abre portas para fornecedor, abre portas para cliente, ainda mais quando você entende de um balanço, você consegue identificar um balanço feito nas coxas e um balanço bem-feito. Você consegue identificar só olhando, você consegue identificar um balanço que o contador jogou onde achou que deveria jogar, e um balanço organizadinho. Então o que o que o Everton tem feito com a nossa empresa é algo surpreendente, que foi o que eu sempre quis, e sempre quis ter o meu contador como uma extensão da minha estratégia, como a gente falou. A gente fala pouco porque a gente fala mais da parte estratégica, mas a Raísa fala com você no dia a dia, ainda mais nessa transição, e ainda mais que ela viu que você é sistemático, organiza tudo mais, meu, ela tá, eu falei “Deus no céu e E Castro na Terra”, [risadas] porque ela fala: “Meu, esse cara é bom, hein, caramba!”. E a Raísa para elogiar é, é muito difícil. A Raísa é braba, e toda hora ela ela elogia o teu trabalho, por quê? Porque ela tem, você tem trazido pra gente um jeito sistemático de ver as coisas de que de fato precisa ter coisas assim. Por exemplo, o nível do casamento entre o que se aparece nas PJs e se aparece nas PFs, o Imposto de Renda. O, o Everton, ele não faz o Imposto de Renda no final, por exemplo, todo contador da sua empresa faz só Imposto de Renda, mas chega no final do ano, vai lá e faz de qualquer jeito naquela loucura de um monte de Imposto de Renda, o Everton faz de de Renda mensal, já tem de que, porque você tem, ainda mais agora com a reforma. Então assim, já na na EFD-Reinf já é declarada essa essa essa retirada periódica, se você não declarar… Então se é uma conversa que nós estamos tendo, então você, meu, qual é a sua estimativa de movimentação para esse ano? Aí você fala: “Ah, então se você, se você como dono fala ‘não sei’, meu, sua vida privada já tá ruim, né, porque nós estamos falando aqui de uma empresa, mas se você não sabe mais ou menos uma projeção de quantos você tem para gastar, você não vai dar certo, porque você não tá cuidando da sua vida particular. Fala assim: ‘Ó, preciso, sei lá, de R$ 30.000,00 por mês para viver'”.
Sim.
Certo? Então já vou programando isso, porque se eu jogar tudo… E se você jogar isso tudo no final, hoje é tributado, se você diluiu durante um ano, não será.
Importantíssimo falar isso. Ah, você pega lá, tira lá 100 pau, 10 pau de pró-labore de dividendos, né? Você tira um pró-labore pequenininho e um e um dividendo de 10 pau por mês. Aí chega no final do ano, você vai lá e tem que colocar tudo isso declarado. Já era. 10 pau por mês, 12 meses, 120 pau. Dá 12.000 já, 10% de RIR, 10% de RIR. Se você tivesse diluído… É só diluir no balanço. Você consegue tirar R$ 10.000,00 por mês do mesmo jeito, e aí não é isso declarado na RIR, não tô falando nada por fora, nada comidinho, tô falando só saber trabalhar.
Exatamente.
Quando a gente fala isso, elisão fiscal, né, que é como evasão fiscal é o nome de que a gente escuta no Jornal Nacional e acha que é um problema, e de fato é, isso é crime, elisão fiscal, por parecer, por mais que pareça, não é a mesma coisa. É como você planejar dentro da lei a melhor forma de você andar nos trilhos, pagando o mínimo possível de imposto. Isso é planejamento tributário, e é isso que as grandes empresas fazem. Às vezes você tá reclamando que o teu concorrente tá pagando mais, tá cobrando barato, que ele tá acabando com o mercado, mas às vezes é você que não tá fazendo o planejamento tributário certo, e ele sim, e aí ele tem mais margem e consegue acabar com você no mercado.
E você pensando, vamos supor, até o ano passado, às vezes se você teve um lucro, para quem teve visão para esse ano, ele podia muito bem, obrigado, ele podia muito bem ter tirado todo o lucro que podia, né, dentro de uma margem, deixar isso de estoque, porque esse aí já é um rendimento não tributado. “Ah, não usei tudo”, mas aquilo lá já está disponível para você, já tá no seu estoque de retirada. E aí esse ano ele podia ir tirando, não era nem retirar de lucro, ele tá tirando o lucro de 2025 ainda. Então se ele tivesse feito um planejamento, declarado ao Imposto de Renda: ó, tinha direito a tirar, sei lá, 100.000, tirei 50, eu ainda tenho 50 isento aí para estar aproveitando porque já foi, mas a pessoa não fez, não fez. E aí agora se tivesse feito o Imposto de Renda… Então assim, por exemplo, meus clientes já fui preparando, esse ano eu não sabia como ia ser, então já fui preparando: ó, já preparou tudo, vamos preparar aqui.
Isso que eu que eu falo, cara. Então, gente, presta atenção porque olhe pro contador como um braço estratégico, uma extensão estratégica da sua empresa, é muito importante. Porque todas as dúvidas, ainda mais nesse momento que a gente tá vivendo, final de 2026, o qual eh a gente não sabe o que vai ser do Brasil em termos eh presidenciáveis, né, os presidenciáveis e um monte de Senado eh trocando uma parte, deputado federal trocando tudo, vai ser uma uma doideira, vai mudar tudo. Então a gente fica bastante receoso numa mudança ao qual ainda a gente tem um Lula que vai gastar toda a direita, se ele continuar, e fala, e ainda um cenário em que a gente não sabe se a Reforma Tributária vai avançar ou não, porque do jeito que tá, vai ser uma uma loucura. Todas as vezes que essas aflições apareciam, quando eu falo com você, você fala: “Não, eu tenho essa, essa, essa, essa, essa saída”. Então já tá tudo mapeado, já tá tudo organizado, já tá tudo estruturado e você já tá pensando nisso: “Ah, não, você eh vocês têm isso, isso, isso. Eu já pensei em fazer assim, assim, assado”. Então essa segurança que que traz de você ter alguém de fato olhando pra sua empresa do ponto de vista estratégico/contábil, eh num país em que você tem que se se estruturar, e a pessoa tem que ter consciência, por exemplo, que assim: é lógico, nós falando de alíquota, o Simples, por exemplo, é a menor, mas às vezes, vamos supor, falando de um prestador de serviço, hoje — não tô falando depois da reforma, para o ano que vem —, hoje depende a quantidade de folha que ele tem ou quanto de matéria-, de material bruto, né, de produto ele utiliza para a realização do serviço. Se ele é uma pessoa que depende 80%, 70% do capital humano, que é ele intelectual, aí ele tem que ser mesmo um Simples, um Presumido. Mas se ele depende dele, mas também utiliza muito muita folha ou muito produto para a realização daquele daquele serviço, talvez o o Lucro Real seja o o mais vantajoso, tem que fazer conta, porque ele reduz o lucro dele.
Exatamente, porque ele reduz mesmo uma alíquota estando maior. Então não pode ter medo também: “Ah, eu tenho… Ah, não, dá muito… Dá muito…”. Geralmente a desculpa é: “Dá muito trabalho”. Não, se você quer crescer, o trabalho é inerente. Se você não quer muito trabalho, para de empreender, para de empreender.
Para de empreender, se você não quer muito trabalho, bicho. Tá louco! Você tá pretendendo, você tá preferindo seguir num sistema burro, num lugar que não é o ideal para você, porque você não quer muito trabalho, mas só se organizar e pagar menos imposto. Ainda mais um imposto num país que não volta.
Agora eu tô sentindo assim, o pessoal tá com medo, mas não tá planejando, eles estão mais com medo da consequência da reforma do que se planejar. E se não… Então você segue dois caminhos: se isso aqui se já começar em janeiro, vamos tratar desse jeito; se for prorrogado, aí nós vamos continuar ou já vamos já vamos mudar. É isso aí, se no pior cenário, se continuar do jeito que tá, mas com a reforma vindo, quer dizer, a administração é uma merda como tá o governo, mas mesmo assim já vem a mudar, então a pessoa já tem que ter… Isso é uma conversa para começar agora, para começar em setembro, setembro, outubro no máximo. Não é para você chegar, esperar. Então a pessoa tá com medo, os empresários eles estão com medo, mas não estão, mas não estão fazendo, estão evitando o assunto, não estão planejando isso. Ó, eu tenho você tem que ter pelo menos três três opções no mínimo, ó, se continuar, exatamente. Então essa é uma conversa que você tem que ter agora com o seu advogado e com o seu contador, é isso.
É isso aí, cara. Quando você fala… Vamos falar agora de Reforma Tributária: qual a tua opinião sobre ela, eh quem vai mais se afetar com isso, eh você acha que vai, que não vai, que passa, não passa? Qual, dá dá um overview.
É, para mim, trabalhando de que já está acontecendo, eu acho que ela vai acontecer, uhum, talvez não na velocidade que eles estão pleiteando aí, já começa o ano que vem, mas se ela ela vai acontecer, ela precisa até.
É, mas do jeito que tá hoje, o prestador de serviço para mim ele é o maior prejudicado, ele é o maior prejudicado. É porque na maioria das vezes ele não tem como tomar esse crédito, né, na sua grande maioria, não estamos falando de um prestador, principalmente nós assim, que vendemos um material intelectual, total, então nós temos muito… Temos um problema enorme para essa para tomar esse crédito, para resolver. Então eu acredito… Eu não quero… Então eu espero, não vou dizer o que eu acredito, mas eu espero que isso seja melhor discutido, principalmente as nossas alíquotas, tá? É, eu acredito que o dinheiro vivo vai voltar pro mercado, vai começar a ter essa tratativa porque vai ser a única forma de driblar essa tributação. Então esse dinheiro vivo que hoje o Pix tá dominando, ele vai ele vai voltar a ser a papel-moeda. Então acredito nisso, então acho que tá… Eu já tô eu já tô recolhendo papel-moeda. É, já tô o máximo que tem assim: “Ah, eu tô com papel-moeda”, manda aí, já tô colocando papel-moeda para dentro, porque ele ele vai ser necessário hoje, e o governo vai sugar papel-moeda, vai ficar cada vez mais difícil, porque ele vai ver que é a é onde as pessoas estão indo. Então vai começar a ter mais dificuldade de saques grandes no banco. Mas não tem também, mas precisa disso ao mesmo tempo. Precisa, porque não tem como manter essa essa taxa de juros tão alta, tão alta. Não tem como.
Você tá sufocando o país, cara.
Mas eu acredito que não… Assim, eu para mim a tendência é que ela vai ser prorrogada ainda mais um pouco, mas vai sair. Eu trabalho… Vai sair, e eu trabalho sempre com o pior cenário, e o pior cenário é que ela já começa em janeiro.
Boa, e o split payment?
Para mim, é o que eu falei para você, é uma CPMF disfarçada.
Caraca, bicho!
Você para mim, porque você hoje… Porque quando você pega alguns países, tem também a tributação direta no mercado, que… Mas o mercado recolhe, ele define ali na na sua nota fiscal, e depois ele vai lá e paga pro governo aquela aquela guia. Agora aqui não, aqui vai ser direto na fonte, direto na maquininha. É uma CPMF, e aí vai todo mundo vai parar de usar, o que voltou a ideia de voltar o papel-moeda. Papel-moeda, cara. Pensa o seguinte, ó: a Curva de Laffer, que é o que o pessoal fala, que dependendo do quanto você taxa a população, eh você vai aumentando juros, vai aumentando… Vai aumentando imposto, vai aumentando imposto, vai aumentando imposto, vai aumentando a arrecadação. Em determinado momento, por mais que você aumente, já atingiu o teto, começa a reduzir a arrecadação. Coisa que aconteceu com o imposto de dividendos. Uhum. Você vê que a projeção do governo era uma, veio muito menos, Curva de Laffer dada no Brasil. No final, as pessoas sempre dão um jeito, porque são pessoas, essa é a natureza humana. Então a partir do momento em que você começa a dificultar a vida para quem tem dinheiro, elas começam a tirar a residência fiscal do país, e o dinheiro vai embora com empregos, mais tudo. Vai voltar também outra coisa de que do jeito que tá e do jeito que tem esse planejamento tributário do governo aí, para mim vai voltar o escambo total. Falar assim: “Ó, meu, faz isso aqui, ó, igual eu tenho esse esse estúdio aqui, meu, eu vou você filma para mim, eu faço a sua contabilidade”, não tem circulação de dinheiro aí. Exato, exato, permuta total. Exatamente. Então, que é o escambo, né, que é o que é o que é real. E porque muitas coisas que você tá oferecendo alguém tá alguém tem, alguém tá querendo, e tem algo de diferente. Então a arrecadação tende também a cair. Se se bobear, pode ter, porque você vai você vai falar assim: “Meu, eu tenho que evitar, vou…”, as pessoas começam a achar formas de fugir, de fugir legalmente. Uhum. Por exemplo, imagina que eu vou eh fazer dedetização na sua casa. Antes eu cobrava lá o valor de X, vai R$ 2.000,00 a diária da dedetização. O que me impede de, a partir do ano que vem, eu colocar veneno R$ 1.800,00, eh serviço de dedetização 200? As pessoas começam a montar combo, a montar kit, você entende? Que no final das contas, sempre existe uma saída, por mais que pode o governo pode vir e falar “que veneno é esse?”. O veneno é meu, vendo no preço que eu quero. Aí aí começam as discussões. Aí começam as discussões, né, igual eh livros que na eh brinquedos que você atrela algumas quatro páginas do brinquedo e você vende como livro, e não tem imposto. No final das contas, é tudo adaptado pra regra, é o sorvete do McDonald’s que não é sorvete. Tipo, no final das contas, no Brasil a gente sempre… No Brasil, não, a humanidade sempre vai dar um jeito para fugir dessas leis absurdas. Então a gente tá indo para um caminho que é importante você já começar a conversar imediatamente com o teu contador para entender o teu mercado.
Tem que ter uma reunião, não é assim “ah, manda um WhatsApp”, vamos marcar uma reunião para falar sobre os efeitos, o que você quer da contabilidade, porque tem gente que fala “meu, só me manda a guia”, e tem gente que fala assim “não, eu quero, eu quero que ela espelhe… Ah, eu quero a contabilidade certa”. Exatamente, então tem tudo, precisa da conversa.
Mas cara, na verdade, a minha recomendação a você, empresário, é: não queira, não queira uma contabilidade fazendo o básico, porque você tá jogando na lata do lixo todo o potencial que você pode usar, que você pode usar. Lembra? O pequeno pensa em faturamento, o médio pensa em margem, o grande pensa no planejamento tributário. Traga a visão de margem, DRE, balanço gerencial, olhar todo mês tudo certinho com o planejamento tributário. E a pessoa também tem a visão de uma contabilidade só com a geração de boleto, e enfim, dentro da contabilidade tem o melhor contrato. Eu con-, eu tive um cliente que eu peguei esse mês que, te juro, ele tinha… Então falando da parte legal, porque a contabilidade é um tem um leque, né? Tem a parte legal, a parte contábil, a parte fiscal, a parte DP, e aí eu quando ele me veio com o contrato, o contrato dele era aquele requerimento de empresário.
Nossa Senhora!
Aí ele falou assim: “Eu fui no banco, não quiseram nem…”. Lógico! E não é por, não era por causa de, não era devido ao faturamento dele, é porque ele não tinha um documento presente, exatamente. Aí eu falei assim: “Meu, vamos mudar isso aqui já”, né? Eu já peguei contador que manda a do contrato social com o logo dele.
Aí não pode também.
O logo dele lá: “X Y Z Contabilidade”. Falei: “Ô, pera aí, se é o seu contrato social, meu, tira a porra do seu logo do contrato social! O contrato é padrão aqui”. Outra coisa: contrato social mal redigido, porque tem um monte de coisas que você pode colocar dentro do seu contrato social que traz robustez, profissionalismo pra sua empresa. Aí o contador vai lá, pega um contrato social do Google ou até um dele que ele já usa para todo mundo: para quitanda, para oficina… Eu não tô dizendo que você vai abrir “ah, já quero colocar tudo”, conversa: “Meu, isso aqui é bom colocar, isso aqui não é bom colocar”. Isso porque às vezes você coloca tão específico também que amarra o CNAE. Amarra. É, então às vezes eu falo assim: “Aqui o ideal é você colocar um outro, você colocar um outro aqui porque você pode abranger isso. Ah, outra coisa, eu vou começar o contrato agora, meu, imagina tudo que você quer fazer, conversa com o seu contador, aí ele vai falar se pode ou se não pode também”, porque às vezes depois você fica “segunda alteração, terceira alteração, quarta alteração”, por quê? Porque você, meu, sendo que você podia ter resolvido isso na primeira, é uma despesa sua, pequena ou grande, não vamos entrar nessa, porque cada um cobra aquilo que é que no final nem é bom também ficar alterando tanto. Exatamente. Então você tem aí várias várias nuances aí.
E um ponto, um ponto legal do que você falou é: não adianta você agora talvez tá assistindo esse podcast, falar: “Caramba, eu não olho pra minha contabilidade do jeito certo, deixa eu pedir uma uma reunião com o contador e, cara, faz isso, isso, isso, isso”. Cara, é um processo, é uma construção, por isso que precisa de uma reunião estratégica para ir fazendo seus… Porque às vezes você nem sabe o que você quer, o que que eu quero realmente.
Um planejamento estratégico aqui é de seis meses, um ano para colocar tudo no seu lugar, porque a gente tá conversando ainda, tem ainda para eu colocar as marcas, os sistemas que você colocou que você é que você não mensurou ainda o o valor. Então você precisa primeiro correr atrás também para: como que eu vou quantificar para depois eu jogar pra contabilidade, se eu te dei a ideia do que você precisa. Agora você precisa, e aí você fala: “Realmente, isso aqui dá, preciso melhorar meu contrato se não tá previsto isso. Ah, minha retirada, meu, preciso dar, preciso ter uma reserva de lucro”. Preciso, aconselho todo mundo a ter, sim, né? Não sair assim: “ah, deu 100 de lucro, vou tirar 100, vou tirar tudo”. É, é, aí deixar no caixa, colocar um fundo de contingência. Exatamente. Aí fala assim: “Ah, o contador quer se meter no meu trabalho”. Aí é um trabalho, é uma parceria, né? Eu preciso de você saudável para você ter condições de me pagar. Não. E outra, se o cara também achar que você tá se metendo, ele tá ele já tá indo pelo errado, porque, cara, eu achei eu contratei um cara que entende da burocracia do Brasil, que entende a loucura do Brasil, e quando a gente é empresário e joga o jogo certo, eu tô contratando alguém para me encher o saco. Aí o cara vai lá e me cobra coisas que deveria ser diferente, eu acho ruim, eu tô indo contra meu próprio interesse. Exatamente. Tô indo contra meu próprio interesse.
Mano, finalizamos o podcast, passa rápido, né? Mas, cara, que podcast bom! Acho que a lição que fica para todo mundo é: olhe pra contabilidade com atenção, olhe pra contabilidade com visão estratégica. A E Castro, ela não é só contabilidade, ela é também planejamento de empresas.
E também pergunte pro contador, porque não é uma coisa de você falar duvidar do serviço que tá sendo executado, outra coisa é: mesmo, como funciona essa apuração, né? Como por que que você chega sempre nesse valor? Exemplo bobo de novo, só para ficar bem simplista, né? Mas você pega, fala assim: “Mas eu comecei o meu Simples, eu pagava 4%, por que que tá tá agora oito?”. Aí eu tenho que explicar que tem uma faixa até tanto, até X nos últimos 12 meses você paga uma alíquota, aí você paga a outra, porque aí você vai falar assim: “Meu, acho que eu já vou passar a alíquota”. Se você entende isso, você já fala assim: “Eu acho que eu vou segurar mais esse mês e faturar pro mês que vem para eu não pegar a última média”. Exato, exatamente. Então assim, é, eu não tô falando pro meu cliente ficar me auditando toda hora, mas eu tô falando o seguinte: meu, você tem pergunta, pergunta o que que você quer, como você quer, me explica isso aqui, como é que funciona. Mas também não com aquela arrogância: “ah, tô duvidando de você”, mas: “eu quero que você me ensine”, porque o dono, ele tem que conhecer alguma coisa de tudo, porque senão o contador vai te enganar, assim como seu financeiro vai te enganar, seu advogado vai te enganar, então você tem que ter um mínimo de noção.
Se você não tem o o básico, você abre precedente para a má-fé alheia. E mais do que isso também, não adianta: se você é empresário e você acha que qualquer área importante da sua empresa é 100% terceirizável, aprenda uma lição: você vai se ferrar, não existe nada 100% terceirizável, mesmo que seja a contabilidade, que é uma função extremamente eh específica, você tem que participar do trabalho, você tem que participar da das decisões, da estratégia, da conversa, é um trabalho a quatro mãos. Se você acha que você vai contratar um contador bom e você nunca mais vai falar com esse cara e ele tem que fazer tudo, nem contrata, vai no baratinho que sai mais barato, exatamente, porque agora vai num contador bom, entenda que ele é um braço estratégico, vocês têm que conversar e decidir juntos, e toda hora falar conversar com ele de novo, não não adianta, tá louco, eu adoro fazer reunião com a contabilidade, eu saio cheio de ideias, esse é o problema, [risadas] Raísa mais ainda, a Raísa, meu, sai bombando, meu, a Raísa vem com ideias todo toda semana, fala: “Cara, eu tive tal ideia”, claro que nós estamos no processo de transição, mas assim, muita ideia por conta dessas provocações que você vem fazendo, então isso é muito bom. E e é isso, então a a lição que fica: contabilidade não é custo, é investimento. Não adianta também você pagar lá um valor exorbitante para um contador e o cara também não entregar, então você tem que fazer com que o valor que você pague se pague. Se pague, por exemplo: você vai pagar para um bom contador um valor razoavelmente maior do que esses contadores que cobram meio salário mínimo, óbvio, né? Mas quando você coloca na ponta do lápis sempre — e posso afirmar —, sempre sai mais barato o que esse cara traz de retorno, o que esse cara traz de economia, o que esse cara traz de resultado financeiro. Não é “nossa, a minha empresa ficou melhor, então se pagou”, não, pega o caso dessa semana, já me pagou uns meses aí, falei, eu falei isso, falei isso pra Raísa. Quando a Raísa me contou a dica que você deu, eu falei: “Meu Deus, faz a conta, é tanto”. O Everton, vou vou abrir números aqui sem falar um número específico, o Everton pagou o ano, paguei o ano dele com essa dica do INSS, eu olhei e falei: “Pagou, tá pago, tudo o que vier a partir de agora é lucro, já tá, seja breakeven, tá entendendo o que eu tô falando?”. Eu não tô falando, eu tô com umas ideias para amanhã com a conversa com ela, então é mesmo? Já vou avisar ela, vou, porque assim: “ah, ele melhorou meu balanço, meu balanço agora tá tudo organizadinho, se pagou”, não, eu tô falando de pagar financeiramente, o contador bom se paga financeiramente, além de todo o histórico e e que ele deixa esse rastro positivo de organizar a casa. Então, cara, tenha um contador bom, entenda que a contabilidade é feita a quatro mãos e se envolva junto na decisão estratégica com o contador para fazer esse trabalho junto. Se você fizer isso, cara, esse podcast aqui se pagou, sendo que você nem pagou, só que aí vale o [risadas] like, aí vale o like, né? E e de novo, faz uma tomada de de preço no mercado, define lá três contadores que você acha legal, chama os três para conversar, bate um papo, mostra o seu cenário, entende quem quem talvez seja o melhor para você, e envolve a E Castro na no negócio, na na segue aí de manda uma mensagem, né, já pega meu número, e e cara, não só contabilidade, faz também planejamento de negócios, né?
Exatamente, o planejamento de negócios é o principal foco, eu já não vendo não vendo como contabilidade em si, não é a mesma coisa? Como uma consultoria, né, dos empreendedores com contabilidade.
É, com a contabilidade, a contabilidade vem junto.
Vem junto, e aí para justamente para ter essas conversas: meu, como tá saindo, o que você quer, o que você quer… Na verdade é que nem quando você como quando você me procurou foi assim: meu, eu quero um balanço assim, então vai além da contabilidade, porque a contabilidade você já tem, então eu quero atingir isso, meu público é esse, eu tenho tantas empresas, eu quero ser dessa dessa linha.
É isso.
Isso já ti é tudo mapeado.
Você faz isso com o Rosante, cara, que é um gigante no mercado.
Exatamente, então ele tá lá, você cuida da vida do Rosante, cara.
Isso aí já é um negócio, o Rosante é um dos principais caras desse universo todo de construção.
E aí quando você conversa, conversa com o Grupo Lebriju, que que eu também atendo, ele tem 25 lojas, tá nos shoppings, então já é para conversar e falar assim: como que é, como você quer o seu balanço para atender? Exatamente.
Sensacional! Everton, cara, eu vou pedir licença rapidinho, vou agradecer aos patrocinadores, já volto aqui, hein? Já volto aqui, galera. Pô, todo esse audiovisual de qualidade, são graças aos nossos patrocinadores que acreditam no projeto do podcast e investem pra gente trazer esse conteúdo aqui de forma gratuita pra internet.
Então quero começar agradecendo a SMB Store, nosso patrocinador master, que desde 2018 tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, vendas e financeiro, tudo isso com sistema acessível e fácil de usar. Inclusive, lembra que eu falei de você pegar o extrato do seu banco, colocar na IA e pegar o Excel e tudo mais, colocar o fluxo de caixa rodando, você pode pegar o modelo do da planilha de importação da SMB, mandar fazer tudo ali, já subir essa planilha na SMB e já começar a usar a SMB, porque de novo, como o Everton falou, dependendo de como você cadastra lá, essas informações já vão de forma automática pro contador, fazendo você economizar com o imposto, então são ajustes pequenos que é só você parar, sentar a bunda na cadeira, coisa de alguns minutinhos, e colocar isso para funcionar.
RZ3, que a gente falou muito aqui do Júnior Rosante, né, transformando conhecimento em impacto real, porque negócios fortes movem o futuro. Eles são uma consultoria integrada que une estratégia, finanças, tributos e tecnologia para transformar complexidade em crescimento. Todo negócio precisa ou vai precisar algum dia da RZ3, porque complexidade não espera você tá pronto para lidar com ela.
Agência RPL, porque o mundo digital não para, e o seu negócio não pode ficar para trás. Eles são uma agência de inovação digital que acompanha tudo que tá mudando na internet, desde TikTok Shop até agentes de IA, por exemplo, e traduz essas tendências de forma de resultado prático pro seu negócio.
SMC Displays, quem vende forte no varejo já sabe que o ponto de venda decide a compra. Se sua marca ainda não aparece do jeito certo, a SMC Displays te ajuda a resolver isso aí, eles são líderes no Brasil, inclusive Mercado Livre, essas compras online todas são, eles lideram em soluções criativas para PDVs, com balcões, bandejas, displays e muito mais, tá precisando vender mais, conte com a SMC.
E Castro Consultoria e Negócios: empreender no Brasil já é difícil demais para ter uma contabilidade que só calcula imposto. A E Castro une contabilidade e consultoria de negócios para olhar a empresa e o empresário como um todo, que a gente tava falando justamente de balanço, DRE, eh imposto de renda do empresário, coisas que, cara, a Raísa sempre foi muito metódica, e ela sempre sonhou em ter uma uma Imposto de Renda 100% organizadinho, ela já até cogitou a hipótese de fazer ela mesma para fazer do jeito dela. Você tá realizando o sonho da Raísa.
[risadas]
Realizando o da Raísa, né? Justamente porque eles eles olham a empresa e o empresário como um todo, do planejamento tributário ao patrimônio dos sócios, passando por balanços bem estruturados, acesso a crédito, naturalmente por conta de todo esse trabalho que eles fazem com balanço, e decisões estratégicas. Tudo é pensado de forma integrada e personalizada, porque uma boa contabilidade não serve apenas para cumprir obrigações. Ela precisa ajudar o empresário a pagar o que é justo, organizar melhor o negócio e tomar decisões melhores, e tudo isso com atendimento próximo, investimento justo do Everton.
E Cross Host: quer dar voz ao seu negócio e alcançar mais pessoas? A Cross é referência em produção audiovisual para podcasts e eventos, com estúdios em São Paulo, e estrutura completa para quem quer construir autoridade de verdade. Se você tem algo a dizer, eles fazem isso chegar do jeito certo.
Galera, todos os patrocinadores que eu falei são empresas e empresários que eu conheço, na grande maioria contrato, e posso garantir para vocês de vocês irem e contratarem de olhos fechados, então pode ir, pode ir tranquilo. Pode ter certeza que muita das dores que vocês têm hoje, estão vivendo nessa correria e tudo mais, parte dessas empresas ajuda você resolver essas dores, então pode ir tranquilo, depois você volta aqui para me agradecer, tamo junto, sucesso.
Everton, [ __ ], baita papo, cara! Gostei pra caramba, cara! Eu gosto de gente de gestão assim, que troca ideia de business, tal, né? A gente tava até falando, pô, de algumas perguntas, “ah, o poder da creatina”, eu falei, nem vou entrar nisso. Depois de, cara, o eu tô interessado no modelo de negócio mesmo, isso aí é o que me enche os olhos e da minha da minha audiência também. Eu tenho uma pergunta final que eu vou te fazer daqui a pouquinho, mas cara, no alto dos seus 50 anos de vida, imagina você tá saindo daqui, voltando pra tua casa, e você bate o carro e morre. Bate na madeira, nunca ninguém bateu o carro, nunca ninguém morreu, mas para trazer peso pra pergunta, bicho, imagina que, pô, 50 anos de vida, muitos planos, muitas coisas acontecendo, a gente conversando nos bastidores de vários projetos que você tá iniciando, a gente sempre vive esperando que a gente vai viver mais, uhum, mas Deus aparece na tua frente, fala: “Missão cumprida, meu irmão”. Você fala: “Agora, calma…”. “Missão cumprida”, Ele te traz paz, mas imagina que isso acontecesse, acontecesse de novo, bate na madeira. Caso essas fossem suas últimas palavras, que conselho, depois de 50 anos de vida, você deixaria pras pessoas?
Eu adoro essa frase, vou parafrasear, acho que não é dele, mas o Cortella, ele sempre fala um, ele dá o exemplo da mãe dele do macarrãozinho, mas ele fala do capricho: que capricho é fazer o seu melhor na condição que você tem, enquanto você não tem condições de fazer melhor ainda. Então assim, para mim é essa é a frase, tanto que o americano também, né, parafraseando ele, ele fala assim: “Ah, I do my best, eu vou fazer o meu melhor, não vou fazer o que eu posso, eu vou fazer o meu melhor”. Então quando eu tava conversando com você agora, eu tenho que pensar “ah, você vai fazer como entregar o meu melhor, como eu te dar lucro”, porque se você tá comprando, é valor. Eu já não vendo, mas contabilidade tem vários, é custo por custo. Então exatamente, você vai ter um advogado, um contador, até no seu vínculo pessoal você vai ter uma esposa, mas ela tem que ser essa parceira. As pessoas ao seu redor têm que ser quem te gera valor, e aí então você tem que fazer o seu melhor, isso inclusive em relacionamento. Exatamente, é isso que eu tô falando. Então assim, você parou de gerar valor, pô, minha esposa ela acrescenta para mim assim de uma maneira, né? Então você fala assim: eu sou um homem, eu sou um homem apaixonado, eu sou mesmo, mas assim, ela acrescenta para mim, assim como as pessoas que estão trabalhando comigo, eu não posso esquecer, então eu tenho lá a Manu, eu tenho a Karen, eu tenho o Jorge, eu tenho a Luciana, agora eu tenho o Wellington, então assim, eu tenho a Gabi, então eles eles me acrescentam, eu falo assim: meu, eles me questionam toda hora, falam assim: “Não faz isso”, eu falo “dessa vez…”. Então eles estão tirando o meu melhor, é isso. Então dentro disso, é fazer o seu melhor. Assim como eu falo pro meu filho, ele fala assim: “Ah, mas eu não gosto de… Vou lá na…”, meu filho não é muito fã de esportes, mas ele fala assim: “Ah, eu vou na aula de Educação Física”, eu falo “não”. Falei: “E fico lá sentado porque já vou tirar a nota”, falei: “Não, se você foi lá, dá o seu melhor, se você for… Ah, eu sou ruim de bola, é outra questão, é outra questão, dá o seu melhor”. Então é fazer o seu melhor na condição que você tem, enquanto você não tem condições de fazer melhor ainda.
Essa frase é muito boa, porque assim, fazer malfeito dá trabalho igual.
Dá trabalho igual. Por exemplo, teu filho ficar uma hora na Educação Física, um exemplo, ele tá lá, eh já faz o melhor. Quantas vezes eu falo: “Quer saber, eu vou fazer, vou lavar a louça rapidinho aqui”. Aí eu falo: “Pô, já tô aqui, meu, deixa eu lavar direito, pô, vou comer nesse prato”, é, [risadas] sabe? Deixa eu lavar direito, que você quer às vezes só passar uma aguinha e tal, tal, tal, não, deixa eu lavar direito aqui. Gente, eu sou tão chato que você falou de louça, eu deixo a pia seca.
Eu também.
Eu deixo, quando eu termino assim, a Cláudia fala: “Não, não, não, agora eu tenho que terminar”. Eu, se eu papel, você tem ideia, eu tenho uma uma visão, cara, que eu aprendi isso assistindo uma entrevista de um japonês que eles falam da filosofia japonesa: eu sempre deixo os lugares melhores do que eu encontrei, cara, é ridículo o que eu vou falar e as pessoas podem achar que é mentira: às vezes eu tô num banheiro público e eu limpo a urina das pessoas que passaram ali…
Eu com todo o cuidado de não pôr a mão, e porque depois eu lamento.
Exatamente, eu vou lá, eu pego o papel, eu limpo a privada, eu limpo assim. Quando eu vou lavar a mão também que tá tudo molhado, você já tá com papel seco, sempre deixo o melhor, se você quer ir num lugar bom, vai depois que eu passei, porque eu sempre vou deixar bem bem melhor pras pessoas. Eu sempre faço isso, sempre, sempre avalio: putz, que situação que eu tô encontrando aqui, cara, não vou deixar isso pro próximo. Isso é uma filosofia de vida.
Porque vão sair, vão pensar que fui eu que fiz.
Exatamente, assim, a pessoa não sabe quem quem tava aqui que eu já peguei sujo.
Exatamente, e é exatamente isso, cara, e faz sem sem sem que as pessoas tenham o que perceber. Eu faço isso por filosofia de vida, e no final das contas é o que você falou: é capricho, meu brother. Prazer, obrigado, prazer te entrevistar, pô. Foi foi massa demais, obrigado pela ajuda que você tá dando pra gente, eh eu sou um cara honroso, eh já te falei isso, mas você vai ver, com a gente se conhece há pouco tempo, você vai ver o quanto mais a gente se conhece, quanto mais você me ajuda, mais isso volta, porque quanto eu eu me sinto na dívida de retribuir, e agora tem aquele evento aí de [risadas] defesa pessoal, agora defesa pessoal, né, agora tô com você.
[risadas]
Imagina de você longe de mim.
Eu tô com o Jota se não for pro solo.
Mas tem uns, meu, tem uns golpes que é muito, depois eu te falo, tem uns golpes que é muito louco, que não precisa nem de…
Mas cara, cara, quanto mais valor você gera, mais assim, eu falo pra Raísa, cara, a gente tem que retribuir porque eh por mais que assim pode algumas pessoas pensam assim: “não, mas tá pagando”, não é assim, cara, o mundo não funciona assim, funciona em gerar valor para as pessoas que são importantes para você. Quanto mais hoje, principalmente porque tem tanto, vamos, tem tanto contador, tanto advogado, tanto auxiliar, tanto, tanta diarista mesmo, quanto mais valor você gerar para mim, quanto mais você ver que eu reconheço esse valor gerado e eu quero retribuir, mais empolgado, além de tudo, você vai ficar em continuar gerando valor para mim, e vira o quê? Uma espiral positiva. Se toda vez você fizer algo bom para mim e eu querer te retribuir, e você por conta disso me retribuir, cara, olha isso aqui: espiral positiva! E se você age assim com as pessoas que são importantes para você, no final todos saem ganhando. Então é isso, cara, conta comigo, tamo junto, vamos para cima mais uma vez.
Obrigado.
Tamo junto. E você que ficou aqui até o final, pô, muito obrigado por assistir até até esse momento. Aqui embaixo tem vários botões, clica em todos para engajar, tem um aviãozinho, encaminha esse episódio pro seu sócio, pro seu contador que tá fazendo um serviço de merda, já é um sinal aí pro seu contador, você recebeu esse vídeo, já é para você começar a olhar direito, ou eh para algum amigo empresário e tudo mais. Porque se você conseguir entender o que a gente falou aqui e já começar a agir para que nos próximos meses isso não se torne mais um uma deficiência da sua empresa, eu garanto que daqui a um ano você vai agradecer ter assistido esse podcast. Tamo junto, até a próxima, valeu, obrigado!
