Lições do Tatame para os Negócios: Jiu-Jitsu, Holding Patrimonial e Empreendedorismo com Gustavo Fratti | Além do CNPJ (EP #038)

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Cuidado quando aparece o obstáculo para não achar que é o caminho que está errado. Eu cheguei a ter uma dívida de R$ 4 milhões de reais negativo. O inteligente aprende errando, o sábio aprende com o erro dos outros. A empresa não fale, as pessoas que falem a empresa, né? Eles acham que é só simplesmente abrir um negócio ali e só. É 3 da manhã, eu tenho que pagar amanhã R$ 10.000 em salários, eu não tenho R$ 2.000 na minha conta. Pô, ‘eu vou vender na internet’. Ele está louco, mano! Todas as vezes que eu fracassei, eu não aceitei estar ali. Você sabe, né? A gente cresce no desconforto, apanhando. Só que a felicidade não vem na resolução daquela meta, ela vem no processo de conquista dela. Se faz tempo que alguém não te chama de louco, tem alguma coisa errada. Você não vai ter outra vida para se conectar com você. Eu joguei tudo para o alto. Falei, eu vou empreender!

Buenas, buenas, buenas, seja bem-vindo a mais um podcast do Além do CNPJ. Estou muito feliz de você estar aqui trocando essa ideia com a gente, e eu já quero te convidar para você pegar uma cadeira e sentar-se à mesa com a gente para trocar essa ideia, porque é tipo isso mesmo que a gente quer promover aqui no Instagram, aqui no no no YouTube, aqui no no Spotify, em qualquer rede que você esteja assistindo ou escutando esse podcast, porque a ideia é você se sentir sentado com a gente, numa conversa de bar, trocando ideia, como se você estivesse aqui com a gente mesmo. Tá bom? Então, obrigado por estar aqui, obrigado por, pela presença. E hoje o convidado, cara, é muito legal, estou muito feliz de trazê-lo aqui, porque foi uma pessoa que foi bastante importante na minha trajetória em 2023. Nós já estamos em 2024, mas 2023 foi um ano sensacional para mim, porque eu sou um cara que já há bastante tempo tenho falado que preciso fazer mais exercício físico, sou um cara que estava meio parado, aí eu falava: “Meu, preciso inventar alguma coisa que eu goste de fazer”, porque eu sou um cara que gosto muito de futebol, só que futebol você precisa de um monte de gente comprometido com o esporte para você conseguir bater uma bola. Eu falei: “Putz”. Aí a minha esposa, Raissa, falou assim: “Pô, você precisa de um esporte individual que é só chegar lá e fazer”. Eu falei: “O que que eu posso fazer?” Aí comecei a pensar em tênis, só que tênis precisa de uma segunda pessoa. Eu falei: “Meu, eu vou experimentar o Jiu-Jítsu“. E cara, fui lá, tomei um amasso na primeira vez, mas, cara, pirei nesse esporte e estou viciado. Por mim eu ia todo dia, mas a vida corrida faz a gente não conseguir todo dia. E estou aqui com o meu mestre, Gustavo Frat, que além de empreendedor, além de jiujiteiro, professor de academia e tudo mais, é

também advogado, empreendedor. E eu quero trazer toda essa bagagem, todo esse, esse olhar 360 do professor, do mestre aqui, para para vocês hoje aqui. Então, Professor, obrigado por estar aqui hoje. Baita prazer! Oss! E, cara, é obrigado mesmo. E quero até depois passar um pouco dos, dos meus desafios e o quanto você me ajudou lá na preparação do campeonato e tudo mais. Mas é isso, 2023 foi um ano, o Jiu-Jítsu me ensinou muito, muito, muito, inclusive como empreendedor. 

Ah, e vai ensinar para a vida toda. 

Para a vida toda. E, cara, é bem legal a gente estar trocando essa ideia, porque eu quero fazer inclusive paralelos de Jiu-Jítsu e empreendedorismo, porque muitas vezes, no meio do fogo cruzado lá na empresa, as coisas acontecendo, eu lembro de várias vezes que eu estou sendo amassado lá no tatame e, por não bater, eu consegui sair daquela situação. E, cara, parece que são as mesmas chaves que o cérebro ativa, tanto num problema psicológico quanto naquele problema de porrada lá que você está. É importantíssimo! 

Bom, primeiro queria agradecer o convite. Uma honra estar aqui, além do CNPJ. Te acompanho direto, já conhecia, e depois tive a surpresa de você chegar lá e treinar com a gente lá na academia. Poxa, obrigado pelo convite. Uma honra estar aqui. 

Da hora, professor! E, pô, vamos, vamos conversar, tá? E sobre todo esse… Eu quero te conhecer além do, do tatame, a parte agora… agora você vai me colocar na parede. É isso. Agora chegou a tua vez. Agora é hora de você criar um Instagram Além do Tatame aí. E, mas é isso, porque eu vejo assim, eu te conheço, te conheci pela, pela academia como meu mestre lá, ensinando Jiu-Jítsu e tudo mais, e depois eu descobri que, que você era o dono da academia. E aí, acompanhando no teu Instagram, advogado também. Eu falei: “Caramba, professor é advogado, nem sabia disso!” Aí comecei a acompanhar. Então, cara, como que foi essas suas referências do Gustavinho? Gustavo Frat. O Tiagão, a boa, coloca de novo aí, aí, ó, G.Fratt, isso aí, com dois T. Boa, isso aí. E aí, como que foi as suas referências? Como que o Gustavinho pequenininho lá, criança, como que foi a tua criação? E você começou criança no Jiu-Jítsu, ou como que foi essa trajetória? E aí você cresceu, resolveu fazer Direito, como que foi todas essas suas influências? Conta um pouco da, da tua infância aí. 

Então, Felipão, na verdade, eu comecei tarde a fazer Jiu-Jítsu. Essa essa é a a a situação que todo mundo fica inconformado depois que começa a fazer Jiu-Jítsu: “Por que que eu não comecei antes?” Essa é a questão que não sai da nossa cabeça, né? Eu comecei aos 20 anos. Hoje vou, tenho 45, vou fazer 46, então tenho 25 anos aí, um pouquinho tarde. Comecei com 24, então tem 25 anos aí de, de estrada no Jiu-Jítsu. Mas, cara, é para a vida inteira, né? Desde pequeno, assim, sempre fui meio marrentinho, queria sempre brincar de lutinha, essas coisas, brincava com meus irmãos, tal, eh, mas nunca tinha conhecido o, o Jiu-Jítsu, esse esporte. Só dentro da escola que tinha lá o Judô, essas coisas. Tinha o Daniel San, Senhor Miyagi, a infância acho que todo mundo da minha época de moleque a gente teve, né? Mas tive sempre uma criação assim bem bem bacana. Minha mãe sempre deu muita liberdade, meu pai era mais, né, chegava mais junto, mas foi foi uma situação bem bem bacana, assim, que que fluiu. A gente sempre foi muito família, nós somos em quatro irmãos, então a coisa coisa era bacana em casa. Três homens e uma menina. A menina que sofreu mais, né? Dizem que o caçula sofre mais. Eu sou o caçula, mas a minha

irmã sofria, porque no meio de de três homens e e eu era o mais ciumento, né? Então, ela ela sofria bastante e a galera gostava de ficar provocando, né? Falar da irmã sempre era ela. Era legal, né? Provocar e a gente ficava… 

Poxa, ciumento, hein? Você ficava poxa. 

Poxa, mas é difícil. Mas ela é bonita mesmo. E assim, a trajetória seguiu bem bacana. Eh, sempre acompanhei meu pai. Ele tinha aí empresas de de móveis, né? Fábrica de móveis, lojas. Minha mãe tinha uma livraria. E aí… 

Legal. Família empreendedora. 

Família empreendedora. Eh, sempre me tive essa veia comercial, né? Então, sempre gostei. Desde pequenininho ia com meu pai nas feiras de de de de móveis, onde ele tinha os stands. E eu pequenininho lá, o pessoal achava bonitinho, porque era um pequenininho com planilha na mão, calculadora. E eu queria vender e vendia. E meu pai falava para o meu pai: “A comissão é minha!” E os vendedores ficavam bravos lá, porque o pessoal queria ser atendido pelo pequenininho que estava ali. Acho que achava bonitinho, ficava com dó, sei lá o quê. É muito louco. E é uma referência ferrada para a criança. 

Mas eu estudava o produto inteiro, como é que era o processo de industrialização, tal, explicava para todo mundo. E era bacana. Mas sempre tive essa essa veia comercial bem bacana. E segui nessa nessa trajetória. E, eh, aí com o tempo meu pai teve… Veio o Plano Collor e acabou complicando a fábrica dele. Era uma fábrica grande. Ele acabou tendo uns problemas na fábrica por causa do Plano Collor. 

Por causa do Plano Collor. 

Por causa do Plano Collor. Cada um naquela época tinha ficado com R$ 50 na poupança. R$ 50. Tinha dinheiro guardado. Eu nem lembro qual que era. E quem que ia comprar um um móvel, uma sala de jantar de altíssimo padrão, né? Então, pegou todo mundo de surpresa, né? Então, a gente sabe como funcionou essa situação aí da do Plano Collor, acabou complicando todo mundo. E nessa época eu tinha eh acho que 13 anos, 14 anos, um bom de datas, assim. Mas minha mãe tinha tinha algumas lojas, livrarias e eu eu comecei a trabalhar com ela. E eu administrava as lojas dela desde pequenininho. Faz lá 14 anos, fazia reunião com gerentes do banco, fazia a parte administrativa, financeira, e sempre fui buscando crescendo. A gente tinha quatro lojas, né? De de livros, tal, e pedras, essas situações aí, uma loja esotérica. E a coisa foi foi fluindo. Sempre tive nesse meio aí comercial, sempre gostei muito. 

A influência foi eh dos teus pais de te te colocarem nesse meio empreendedor de negócio? Os teus irmãos foram juntos? Seus pais estimulavam ou era uma iniciativa mais sua? 

Cara, eu foi minha. Eu acho que é uma acho que é de cada um, né? Cada… A gente tem um tino para algumas coisas. O meu era um tino comercial. Legal. Eu gostava, queria ter minha independência, queria ter meu dinheiro. Metia as caras. E desde pequenininho, pô, 

situação engraçada. Eh, eu tinha um um amigo que ele realmente morava num num barraco, assim, dentro do do nosso bairro. Tinha um barraco que ele… o pai dele cuidava

desse terreno, acho que para ninguém invadir, uso capiã, tal. E era o meu melhor amigo. E e a gente ia no bairro para tocava a campainha, ver quem queria que agasse o jardim. 

Olha. 

E aí a gente aguava o jardim, aí ganhava o dinheiro ali na semana, tal. E eu dividia com ele. Minha mãe falava: “Poxa, você não precisa tanto quanto ele”. “Não, mas eu tô trabalhando. Eu quero meu dinheiro. Tô fazendo isso.” A gente já tá buscando outras casas, ia tocando as campainhas e ia fazendo isso daí. E aí minha mãe falou: “Não, você deixa esse dinheiro com ele, que a gente vai te pagar também”. Eu falei: “Não é a mesma coisa. Tô trabalhando, eu quero o meu dinheiro”. 

Mas tua mãe comprou o conceito para caramba que você era moleque, você queria queria… 

Fala: “Tô trabalhando igual ele!” Porque e a gente revezava, ó: “Tal dia sua vez, tal dia minha vez”. Então, desde pequenininho mesmo, assim. E essa memória me veio agora, acho que tinha 8, 9 anos, cara. Qual a influência dos pais? Eu via meu pai trabalhando e tal, mas sempre fui ligado nessa nessa pegada. Você era MEI, você tava empreendendo já, você… 

Já! Da hora! 

Então, foi engraçado. Mas aí nunca… Eu sempre gostei muito de correr atrás das minhas coisas, de trabalhar, queria ter minha independência financeira. E com as com o o insucesso lá, depois que teve… Meu pai teve grandes coisas, tal, mas aí depois teve essa esse problema da da com com o Plano Collor. Aí pedi para ele dar uma força lá pra minha mãe e eu já e meu meu ten a família que são advogados, promotores. Eu falei: “Não, já tava cursando Direito”. Eu falei: “Pode segue você aqui”. E fui estagiar num escritório em São Paulo. Eh, entrei lá, tinha também 20 anos, né? Comecei junto com o Jiu-Jítsu lá. Mas a gente tava numa situação financeira complicada, né? Levava marmita no escritório, esquentava, tal. Mas corri muito atrás e e aí vi a coisa começar a acontecer, mas eu trabalhava dia e noite e corria atrás que eu queria dar a volta por cima, ter as minhas coisas. E consegui fazer o negócio acontecer. Comprei meu apartamento. Saí da casa dos meus pais, eu tinha 20 e poucos anos. Fui morar sozinho. 

Que legal! 

E estranhei para caramba, porque, né? Sempre família, somos em quatro irmãos, então todo mundo junto. Eu dormia no quarto com meus meus dois irmãos. Minha irmã que tinha o quarto dela. Então, os meninos todos no mesmo quarto. Era aquela bagunça, aquele negócio legal, sempre uma amizade bem bacana. Mas foi um baque, assim, saí da casa do dos pais, mas eu queria minha independência, queria… 

Você sempre ter essa pegada de, poxa, quero ir ir por conta própria, né? 

Eu sempre quis ter essa essa independência. E consegui rápido. Com 20 e poucos anos comprou o ap. 

Comprei o ap 20 e poucos anos, financiado. Mas meti a cara. Acho que quando a gente não faz também um boletinho, a gente não consegue, né? Não acontece, guardar, né? Então, a

gente tem que fazer algumas dívidas conscientes aí para para conseguir crescer. E e deu tudo certo. Consegui crescer. Fui fui fui nessa linha e foi e e deu certo. 

E até que depois saí e abri meu escritório. 

E como que foi, assim? Você comprou o apartamento lá com 20 e poucos anos, você tava estagiando? Você já tava eh trabalhando no no no no escritório? Em qual área de do Direito você tava? 

Então, esse escritório que eu entrei era num escritório tributário, é Marcon Advogados lá em São Paulo, na Avenida Paulista. Continuava morando em São Caetano, saía cedo, ia para lá. Mas o o o dono do escritório era um cara extremamente empreendedor, um vendedor. E dava… A gente chegava cedo, dava curso, treinamentos todos os dias de manhã lá pra gente. E a gente atuava também na parte da da consultoria de, eh, embora seja proibido na advocacia, mas a a captação de clientes… Ele teve uma visão muito importante, porque com a Constituição de 88 aí vieram algumas inconstitucionalidades de tributárias, né? Eh, das leis, tal. Não sei, não entrar nesse… 

Crédito para caramba, é, não entrar nessa parte técnica, assim. 

Mas, eh, as empresas adquiriram bastante crédito. Então, ninguém fazia isso. E ele… eu entrei no escritório, tinham 18 funcionários. Meu irmão iniciou lá um mês antes, depois ele… meu irmão fez Direito. Ele me puxou e eu fiquei… Trabalhei lá por 7 anos. Chegou a ter 1.000 e poucos funcionários do escritório lá. Quando eu entrei, tinha 18. Ele pegou essa veia tributária, um timing ali no momento certo. Ele estourou. E a gente atendeu as maiores empresas, multinacionais, empresas do Brasil. E é um é um ramo que dá muito dinheiro, porque você ganha no saving. Então, o cara ganha, [é] inteligente, assim, né? Você ganha no saving do do crédito. E pro empreendedor, poxa, você você tá você tá pagando uma comissão do que o cara te economizou. Para ele é muito… dói pouco no bolso. E naquela época, assim, foi uma época eh que as empresas não… que hoje seja diferente a carga tributária. Mas tiveram vários julgamentos ali que foi pró-contribuinte, né? Não tava um julgamento só com essa questão pró-fisco. E as empresas conseguiram recuperar muito tributo, que faziam de forma de… de qualquer forma, o empresário tinha que pagar e não tinha jeito. E a gente entrava com ação, conseguia eliminar. É, sim, foi foi muito grande. E a gente tinha participação, assim, como o escritório ganhava o success fee, né, no no estoque, a gente quando fazia esse tipo de trabalho também junto com as empresas, a gente também ganhava uma comissão. Então, aí que eu consegui realmente adquirir bastante coisa, trabalhava bastante. Eu trabalhava diretamente com o dono do escritório na época e foi bem bacana. Mas era aquele negócio de pressão, pressão, pressão, pressão, pressão, resultado, resultado. Até que chegou uma hora eu precisava respirar um pouco. E depois de 7, 8 anos aí eu saí. 

Ficou 7, 8 anos lá. 

Fiquei, fiquei. Quando eu saí, tinha 1.000 funcionários, né? 

Que legal. 

Aí depois eu saí, aí abri meu escritório.

Abriu seu escritório. 

Sozinho não. Abri com com uma pessoa que era um diretor de lá também. A gente só que ali eu não passei só a atender só a parte tributária. A gente fez advocacia empresarial, né? Então, foi seguindo. Cheguei a ter 80 pessoas no escritório. Também foi bem bacana. Aí nesse meio tempo casei, nasceu meu filho, tal. E acabei distanciando um pouquinho da família, porque viajava muito para atender grandes empresas, escritório tomando muito tempo. Aí eu eu vendi minha participação pro outro sócio, para outro, pro sócio que estava, pro sócio que estava. Isso. E aí falei: “Putz, eu quero fazer aquele sonho que todo mundo tem, sabe? De acordar e não fazer nada”. Não tem. Eu não consegui ficar três, dois meses. 

Caraca! Você se sentiu inútil? 

Não dava. Eu falo: “Não, não”. Na primeira semana é uma delícia. É uma delícia. Mas, cara, chegou uma uma época que eu colocava o terno, camisa, entrava no carro, ficava andando. Era Faria Lima, não sei o quê, para… Tinha vergonha de ficar em casa, de a moça que a babá cuidava do meu filho vê que eu não fazia nada. E também minha cabeça falou: “Não, preciso produzir”. E várias ideias borbulhando e as coisas acontecendo. Aí eu ficava andando até que, eh, conversei com uma pessoa que hoje é o meu sócio até hoje, né? Ele foi também trabalhou comigo no no meu escritório. E aí ele falou: “Vamos montar o escritório”. Eu falei: “Putz, mas eu não queria aquela pegada que eu tava”. E você sabe que, pô, a gente era uma loucura. Para mim, vamos montar uma boutique jurídica. Então, então a gente vai atender menos clientes, mais clientes legais e vamos deixar a coisa mais… 

Mais atenção. 

Mais atenção. É um nicho gigante a a questão da boutique, né? Até a agência de marketing tem feito isso. 

Isso é, é porque assim, eu trabalhei em escritório que ele era, embora fosse pequeno, depois ele passou a ter 1.000 funcionários. Quando você tá em escritório grande, acho que hoje esses escritórios também se adaptaram a trabalhar em célula. Mas não havia célula. Então, você entra lá, é uma indústria. Você é só mais um. Você é só mais um. Só que aquele advogado que você contou a tua história que fez a tua petição inicial, não é o mesmo que vai preparar o teu recurso, não é o mesmo que vai fazer a outra parte da coisa. Então, a história acaba se perdendo. Embora esteja nos documentos, mas quando o primeiro advogado faz, ele cria uma estratégia. Imagino que se der certo um lado, ele tem o outro lado para ir. E isso acaba se perdendo muito. Era uma indústria, e o cliente às vezes acaba perdendo o contato com aquele advogado, queria falar, mas já mudou. Então, um escritório grande, ele ganha na produtividade, mas perde um pouquinho na qualidade. 

Eu eu sei disso com um exemplo clássico que aconteceu comigo. Meu primeiro processo trabalhista. Eh, tomei um processo trabalhista na época. Eu tinha uma agência de marketing. Aí uma menina, e comecinho da agência, a gente tudo PJ, né? Ah, não vou, não vou contratar ninguém CLT. Só que sabia do risco. E aí, conforme a gente foi crescendo, aí chegou o momento que eu falei: “Ó, vamos, vamos celetizar todo mundo. Vamos trazer todo mundo pra pra CLT”. E fomos conversando com as pessoas, e fizemos um quase que um aumento de salário para que o líquido desce o mesmo do PJ, porque senão ele não quer se

registrar. Então, “ah, você ganha aqui 3.000. Então, vou te registrar com 4.100. Vai continuar caindo 3.000”. E a gente foi conversando com algumas pessoas. Aí eu lembro que a gente conversou com uma menina. Nossa, que raiva que eu tenho nessa menina. Conheceu uma menina. Falou assim: “Ah, não, Felipe. Eu já fui empreendedora, já tive empresa, sei como funciona. Faz o seguinte, já que você tá com esse, vamos fazer o seguinte, ó, ao invés de você eh me registrar, me paga esse valor, porque eu tô precisando de um aumento também”. E a menina era boa tecnicamente. Aí eu falei: “Putz. Mas é ruim, porque a gente tá fazendo…” “Não, não, mas eu sou empreendedor. Eu sei como funciona”. Tá bom, aceitamos. Aí deu um ano e pouco. Ela teve uma discussão com um dos sócios, e ela tava sendo bem desrespeitosa. O meu sócio tava não tava conseguindo segurar as rédeas. A poxa, a poxa era brava, arretada. Arretada. E aí eu me intrometi na, na, numa discussão e me posicionei lá. Sim. E aí ela ficou super sentida. Na verdade, nem nem foi desrespeitoso, mas ela, ela se sentiu desrespeitada. E aí ela me processou, eh, CPF por dano morais, perdeu. E processou a empresa por porque era trabalhista. Trabalhista. E aí que aconteceu? Fiquei com tanta raiva que eu falei: “Vou, eu vou contratar um consultório, um um escritório gigante, escritório que vai pegar o caso e vai debulhar”. Eu fui para um escritório bem grande. Cara, o cara que foi no julgamento lá, ele nem sabia do caso. E eu tinha explicado exatamente o que você acabou de falar, sabe? Eu, eu contei toda a minha história, abri meu coração para o advogado contando: “Meu, a gente tem que ganhar isso. Eu não posso perder esse dinheiro para essa menina. Não é por perder, porque aconteceu assim, assim, assado. A gente tinha inúmeras testemunhas”. Ela não conseguiu levar nenhuma testemunha. Eu queria levar o escritório inteiro. O escritório, o próprio, a própria, os próprios colegas ficaram bravos com a atitude dela. E no final, quando chega no julgamento, o cara, o advogado que o escritório mandou, nem sabia praticamente do caso. Ele tava com os documentos, eu vi que ele tava estudando o caso um pouco antes de entrar. E perdemos. Perdi uma grana dessa menina. E eu fiquei chateado. Mas, infelizmente, funciona bem assim. É isso. É a indústria que você falou. É. Não tem jeito. Tem. Eh, principalmente escritório grande que recebem, atende a a Vivo, uma advocacia de massa muito grande. A demanda que eles têm trabalhista é muito grande. Então, tem advogados que só fazem audiência. E ele recebe a pastinha na uma hora antes, ó: “O caso é esse”. Não sabe nem o que tá acontecendo. E você, como empresário, você não quer ser mais um, às vezes, né? Você tá iniciando, ou uma empresa pequena, média. Você você tá ali pessoalmente, não tá nenhum preposto. Ah, é você que está ali. E você quer que a pessoa esteja consciente do que, da história que você contou, revoltado igual te defendendo, até os que é o papel da advogada. Advogada tem que abraçar a história. E com uma boutique funciona isso, né? 

É. Então, a boutique, sim. Porque o atendimento não é nem personalizado. O atendimento é pessoal, né? Então, não tem jeito. Eu vou falar contigo, você mesmo. Você vai ter meu celular, a gente vai estar junto e a gente vai acompanhar, eu ou meu sócio. Lógico, tem outros advogados e tal. Mas o contato é sempre com a gente. Eu vi essa necessidade também no, nos empresários, né? É. Mas eu não não consigo pegar uma um contencioso de massa, né? Mas eu uma boutique jurídica. Causas, eu só não faço parte criminal. Já fiz, mas não não gosto. É. E a melhor matéria da faculdade é o Direito Penal. Mas na realidade a coisa é pesada, sabe? A energia que vem é uma coisa complicada. Você é louco! 

Mas, e é real. Mas a energia ruim você fala: “Putz”.

Porque é muito, dependendo do caso que você pega, meu, deve ser um caos. 

É complicado. Pô, tive um amigo que acabou sendo preso. Fui lá, mas não tinha nenhum traquejo na parte criminal. Pô, para você entrar lá, passar na porta para poder fazer a visita… Eu nem sabia. Os advogados vão com calça de moletom, porque o feichinho da calça ele apita e você não pode entrar. Então, baita de um constrangimento. Uma coisa, sabe? Já começa ali. E você não tem o traquejo, não tem a situação. Então, você acaba até… é os pulos do gato do Criminal. É, você acaba passando passando um constrangimento assim, que aí que você entra no filme. Você vê lá, você tá numa salinha aqui conversando com teu cliente. Na realidade não é isso. Ele encosta na numa grade lá e todo mundo, os outros, começam: “Ô, da gravata”, chama de gravata, “vem, vê, vê meu caso”, e não sei o quê, e aquela gritaria e não sei o quê. É complicado, cara. É uma situação que eu eu não não não atuo, preferi não atuar nesse nesse ramo. Mas tem a boutique jurídica. Tanto o forte é o Empresarial, né? Que eu faço, mas também atende o pessoal de Direito de Família, que acaba, né, os diretores acabam procurando. Sempre sempre é preciso trabalhista. Mas o que eu gosto bastante é do societário

É mesmo? 

Não, Direito societário, criar as holdings patrimoniais, sucessão. Eh, a gente, né, os empresários imaginam que não, quando eu for gigante, for milionário, eu crio a minha holding. Aí que ele tá se enganando, né? Então, você tem que já crescer com uma estrutura já separada a parte do teu patrimônio que você suou bastante para conquistar, para formar, né? E a parte da gestão. Então, quando você mistura essas duas coisas, tiver um insucesso na parte da gestão, a parte onde você ganha o dinheiro, mas você tem o risco, pode contaminar todo o teu patrimônio. Quando você já faz essa separação, você cria holding de participações, a holding patrimonial já vai e colocando o… não tô falando nada fora do Brasil, nada legal, não. Dentro do Brasil, criando as holdings, né? Holding patrimonial, que é o teu patrimônio pessoal. Então, dá para você fazer uma uma proteção. Lógico, se não houver fraude, não houver alguma de coisa, você protege o seu patrimônio, porque se der algo errado, você tá tendo um problema na sua empresa e não na parte pessoal. É um trabalho gostoso. 

Vou entrar vou entrar rapidinho nesse assunto que eu acho que é de interesse de muita gente. E quando alguém traz o assunto holding aqui é um assunto que a galera se interessa. E é isso, é um mito. As pessoas acham que holding é só para quem tá trilionário, só milionário e tal. E e não é mesmo. Porque dependendo do ramo que você atua, ainda se tiver um risco muito grande… Eu trabalho com construção civil. Então, meus funcionários descem de rapel nos prédios, colocando vidro, e podem derrubar vidro numa avenida, assim. Coisas que nunca aconteceu, graças a Deus, vou até bater na madeira para nunca acontecer. Mas existe um risco. Esses dias, uma uma empresa amiga nossa, olha que sorte, eles estavam colocando um vidro na Faria Lima, num prédio da Faria Lima, e o vidro caiu do prédio na hora do almoço. Você acredita que caiu na faixa de pedestre e não atingiu nenhum carro e nenhuma pessoa? A gente até trocou ideia com… Falou: “Cara, nunca mais você dá essa sorte”, porque dentro do azar, e naquela região, pessoas que pass… região, meu Deus do céu, na hora do almoço, num dia de semana, caiu o farol tava fechado, caiu na faixa de pedestre e ninguém tava atravessando. Cara, nunca mais. Mas acontece essa sorte. Mas olha o risco que se tem. E aí, dependendo do BO que você tem no seu CNPJ,

você pode perder tudo que você tem no seu CPF, com certeza. E aí você precisa do quê? De uma proteção. É aí que entra holding, gente. Então, e professor, e Gusta… Aqui, quando a gente fala de Jiu-Jítsu, fala de professor. E qual é a o que que é, para que que serve a holding? É por uma proteção de patrimônio. Dá uma um overview pra pra turma aí, como que funciona. 

Então, a holding, ela eh tem todos seus benefícios, né? Então, aquilo que você bem colocou, né? Se engana aquele que acha que é só para trilhonário, bilionário. Não. A gente vai separar a empresa de gestão. Porque se ela tiver um problema ali na gestão, quem vai eh sofrer o problema é a empresa, aquilo que você quis arriscar, né? Uma pessoa jurídica. 

Putz, legal o jeito que você falou isso, do jeito que eu coloquei isso no na aposta, no jogo. 

Sim, exatamente. E ali, quem que… Lógico que não há uma receita pronta. A gente tem que estudar o caso de cada empresário, a família, os sócios, como é que funcionam. Mas em em linhas gerais, é essa empresa que é a empresa de de de gestão, e a gente nunca deixa a pessoa física sócia diretamente dela. Porque se eu tiver um um problema e tiver a desconsideração da personalidade jurídica, o que é isso? É o sócio passar a responder em conjunto. E se for a pessoa física hoje, vamos supor, a… tenho alguns patrimônios na minha pessoa física, você já vai ter o seu patrimônio ali comprometido, que 99% dos casos é isso. Quem não faz uma holding, a hora que você faz a sua holding, quem será o sócio da sua da sua empresa de gestão é uma outra empresa sua. Então, você passa a ser uma ponta acima. Porque se quebrar a personalidade jurídica, quebrou de uma. Para quebrar da cadeia inteira, existe essa possibilidade. Existe, quando eh detecta alguma fraude, alguma co… dependendo do tamanho do BO, né? As coisas vão subindo. Mas assim, sempre há muita defesa, porque você ganha tempo. Você ganha tempo. Mas você também consegue boas defesas, porque você precisa demonstrar que o que aconteceu, aquele problema, não foi rabilidade do sócio. E se subir, vai para uma uma cadeia de cima, né? Então, a gente sempre coloca uma escada até o empresário na pessoa física ser dono através de de uma empresa dele ali de responsabilidade limitada, mas só ele ou ele e esposa, alguma coisa nesse sentido. Então, você ali deixou somente na parte empresarial o seu dia a dia, o risco calculado do seu negócio. Do outro lado ali, os bens que ele tinham na pessoa física, a gente abre uma holding patrimonial, né? Que é uma gestão de patrimônio. Basicamente, o teu patrimônio que você suou para conquistar, você não quer jogar no risco dessa empresa. Esse já é o que você conquistou, né? A outra parte você continua ciente do risco, ter pior de faturamento, todas as situações que você tá arriscando seu dia a dia do negócio. Isso aí. Do outro lado, a gente abre uma holding patrimonial, onde os sócios ali são, né, os donos, a pode ter a a a empresa dele, né, que ele que ele é o dono daquela daquela empresa. E normalmente, a gente faz a doação dessas cotas pros filhos, né? Então, você tem todo seu patrimônio que tá dentro da empresa, você e abre uma holding patrimonial, onde ele também é dono dessas cotas dessa empresa e faz a doação das cotas aos filhos, que a gente entra no planejamento sucessório

Caraca, essa eu nem sabia. Porque agora eu vou ter filha. Você já… 

O fato de eu ter uma… Eu tenho uma holding patrimonial, tudo certinho, fiz todo esse esse desenho. Mas o fato de eu ter uma holding patrimonial até aqueles impostos de sucessão você consegue fugir?

Não. Então, depende. Se você, eh, os impostos de sucessão, sim, né? Que você tá falando da, da sucessão de… 

Sucessão que eu falo por morte, sucessão. Ah, sucessão por morte, não. Ali o que que a gente vai fazer, ali não se de herança. O imposto de herança. Isso não é aí já já sim. Mas é no passo final, né? Antes disso, você ter um patrimônio na sua pessoa física. Como você vai eh como que você vai jogar ele dentro da da sua em… Então, você consegue transferir o seu patrimônio pra empresa sem ter que pagar o ITBI? Que é o imposto de transmissão de bens? 

Desde que não seja uma receita de locação, né? Então, a atividade preponderante da empresa não pode ter ser de receita, senão a gente vai e tem que estudar o caso. Aí você vai avaliar o custo disso. Então, o empreendedor tem um apartamento no nome dele. Quando ele abre a holding patrimonial, ele consegue transferir sem pagar os impostos? 

Sim, consegue. E outros patrimônios também, que que ele tiver aí. A ideia, e lógico, tem que ser muito bem bem porque falei, tem que conhecer a família, né? Entender qual que é o objetivo de cada um. Mas se você quiser já se antecipar, fazer o planejamento sucessório para evitar quando vier a morrer, aí os filhos brigam brigam por herança, dinheiro, uma série de coisa. Você já consegue fazer a doação em vida pro pro seu filho. Você coloca todas as cláusulas que você continua sendo administrador da empresa, que se você vier eh a faltar, ele tem o direito herança, mas a tua esposa vai ter o a… É. Faltou um para o pessoal conseguir entender, mas a coisa ela é muito técnica, né? Então, a gente consegue proteger. É aí você olha do outro lado que você tem a sua holding participações. Você teve um problema, aí vai chegar na tua empresa, vai ter que responder. Vamos supor que desconsideração jurídica suba na tua pessoa física. Ali teu patrimônio estaria prejudicado. Aí falou: “Que que o Felipe tem?” “Ah, o Felipe não tem mais nada, foi doado em vida, quando você não tinha nenhum problema, para que não gerasse fraude, nem fraude execução, nem fraude contra credor”. Já foi doado em vida pros filhos. Então, os filhos passam a ser cotistas das empresas. Você é um administrador, que você passa ainda a continuar controlando os seus bens. Você pode vender bens, que você vai ser um procurador e administrador da empresa. Eles não vão colocar a mão enquanto você não quiser. Tudo dentro da lei, tudo dentro do Brasil. Na verdade, tudo faz, todo mundo faz isso. A galera que tá um pouquinho mais preparada todo mundo tem essa estrutura. E quando você eh vier a faltar, você, tua esposa, eles já tá feito o planejamento sucessório. 

Já tá no nome deles. 

Não, o patrimônio é da empresa. Eles já são cotistas. Você já fez a doação. Entendi, né? Então, ali você pagou sim o tributo da doação lá atrás, mas eles já são cotistas. Mas daquela briga de patrimônio, aquele pavor que todo pai e mãe tem, né? Depois quando vier faltar, vai ter um um problema grande. Então, você consegue fazer uma forma de proteções e continuar a vida. Porque o empresário fala: “Não, eu vou passar o nome do meu filho”. Vocês estão querendo me matar antes. 

Faz acessório ele que não tá conseguindo parar para pensar que vê que isso é benéfico. 

Além disso, se você tiver receitas de locação, aí tem uma redução de carga tributária. Porque você alugar na pessoa física, quanto que é imposto de renda, bem maior. Quando

você aluga pelo uma empresa, você tem a base, barato, menor. Então, tem várias situações benéficas aí. Mas a gente monta todo o projeto até chegar no… 

Pois eu vou até trocar ideia contigo. Tô tô entrando, vai vir nos próximos, acho que na na próxima semana vai vir o Bruno Brand, aqui. Ele é advogado também, só que ele é focado em leilão de imóveis. E eu tô fazendo alguns investimentos de leilão, só que ele fala que é melhor investir na pessoa física. E eu falei: “Putz, mas na pessoa física, eu queria colocar na patrimonial”. Ele falou: “Meu, eu que eu saiba…” Aí, depois eu até vou conversar contigo para pegar umas dicas. Mas dica, não vou te contratar para você me… E aí, e porque eu eu eu a minha minha ideia era fazer na patrimonial, comprar e vender, por mais que seja transitório, é na na na patrimonial. Mas ele falou que na física… Depois a gente troca uma ideia disso aí. 

Vamos avaliar. 

E é isso. Todo empreendedor, gente, todo empreendedor um pouquinho maior já tem essa estrutura toda montada. Não é um negócio de poxa um Bicho de Sete Cabeças. Te protege demais, diminui teu risco. E assim, eh, se precisar de qualquer ajuda e tudo mais, o Tiagão, 

o Tiagão coloca de novo o BG aí, ó. Chama o professor. Você vai entrar lá, só vai ter conteúdo de Jiu-Jítsu nesse arroba. O Instagram novo, eles removeram meu Instagram. Mas, meu, entra em contato com o professor. Ele e aí te dá toda essa assessoria, inclusive empresarial, caso você precise aí de um advogado pra tua, pra tua empresa, na parte trabalhista e tudo mais. Como chama o escritório? 

É Frat & Ulian, Sociedade de Advogados. A gente tá aqui em São Caetano. São Caetano, escritório em São Paulo. 

A gente mudou para São Caetano. Atende Brasil, não? 

Atende Brasil. Atende Brasil. Então, mano, qualquer lugar do Brasil você consegue montar essa estrutura de holding através do Frat & Ulian. Sim. 

E até mesmo ações judiciais, né? Que hoje os processos são de digitais. Então, facilitou muito. O custo das empresas ficou um pouco mais célere, um pouco mais rápido. Eh, dá para atender hoje com mais facilidade. 

Cara, e principalmente essa holding, professor, sério, a holding é o canal. Eu falo que ficou tudo, meu, com a L… com a criação do Além do CNPJ, comecei, tem muita pesquisa do meu nome no na internet. E é para as pessoas. As pessoas vão lá fuçar as empresas e tal. E aí eu, tipo, criei esse esse movimento um pouco lá atrás, já pensando nisso. Porque, antigamente, puxava meu nome, puxava tudo, né? Então, hoje em dia, carro… 

Apesar… 

Apesar que continua aparecendo, só que você não consegue saber a estrutura de qualquer jeito. E se der algum problema, como eu falei, pelo amor de Deus, acontece algum acidente fatal, por mais que a galera usa IPI e tudo mais, ou algum acidente, cara, a gente tá todo protegido patrimonialmente. Senão, meu…

Sim. 

E aí você vai ter uma holding de gestão, por exemplo. Aí você foi convidado a ser sócio de uma academia, por exemplo. Você vai participar com a tua empresa. 

Ah, não, Felipe, pessoa física. 

Exato. Fica fica até mais profissional. 

Exatamente. Quando você olha uma empresa, quem quem é o dono da empresa? Você olha lá, você vê que é uma holding dona da empresa, passa mais credibilidade pro mercado. 

Sim. 

Agora, também, o empresário, ele, né, vai ter uma cartilha de como ele tem que seguir. Porque não adianta montar toda a estrutura e ele continua fazendo as… fazendo, pagando tudo na pessoa física, fazendo uma série de coisa. Não tem defesa. 

Que é para saque de dividendos. 

Quando a gente faz, é um paga, é a empresa inicial paga, distribui lucro, que vai distribuir. Você vai ter que fazer essa estrutura de distribuição de lucro certinha. É é fácil. É fácil. É que… Mas é bacana. E assim, para para o escritório, assim, é legal. Eu gosto, particularmente, bastante desse trabalho que tem começo, meio e fim. Então, é um trabalho que você arruma a vida financeira, né, da da pessoa, patrimonial, a parte de gestão. Trabalho legal de fazer, bonito de fazer. E tem começo, meio e fim. Você entrega e você organizou a vida da pessoa, né? 

Entrega. E, e é, e assim, é uma dica para todo empresário: tem que fazer isso aí. Assim, para… se você é um MEI, pequenininho, trabalha sozinho, talvez não. Mas, assim, você tá faturando lá seus 500, 600, 1 milhão, avalia. Avalia. Eh, porque, querendo ou não, quando você começa a crescer, tua empresa começa a ter risco

Com certeza. 

E aí, e empreender no Brasil é risco puro, né? Então, aumentou o risco, você consegue diminuir, diluir esse risco através de holding. Então, legal a gente ter falado desse assunto. Bom, e aí, no meio disso tudo, meu, eh, tinha acabado de vender uma empresa, ficou lá dois meses parado, começou a dar rolê na Faria Lima, e aí abriu um escritório. Quando que que veio a Jeb? Quando que você resolveu… Você já vinha, você já tinha… Você pegou a preta quando? 

Peguei a preta em 2014. 2014, né? Mas eu comecei a a praticar o Jiu-Jítsu em 98. Então, tenho 25 anos, 26 anos de Jiu-Jítsu. Sou preta da família Grace, Daniel Grace, que é o meu mestre. Treinei com o Ryan Grace. Hoje a Jeb Lutas, né? Que é a nossa academia, ela é uma filial, né? A gente paga… Não é uma, não é franquia. Eles chamam de… mas é um licenciamento de marca, né? Mas só para quem é faixa preta, isso homologada. Entra lá na página, tem meu nome. Então, hoje é RGA. Então, represento o Daniel Grace, né? Mas é Ryan Grace, Ralph Grace, Renzo Grace e outros. São as faixas pretas e que que eles

selecionam que a gente tem oportunidade de de abrir essas filiais. Então, legal. É bem bacana. Então, tem todo um processo seletivo. Não é só: “Ah, quero abrir uma Grace”. É qualquer uma dentro da arte marcial, né? Normalmente, você segue o seu time, a sua equipe. Então, você faz sua história. É você segue a linhagem. Você faz a história. Então, as pessoas te conhecem. Mesmo assim, a gente tem um corpo diretivo que analisam tudo, né? Então, bacana. Mas eu sou bem antigo lá com eles. Então, iniciei em 98, mas tive meus minhas idas e vindas. Não foram idas e vindas. Eu nunca parei de treinar. Mas com o escritório em São Paulo e academia, eu iniciei. Eu morava em São Caetano. Então, treinava em Santo André. Eu saía de São Paulo, vinha, atravessava a cidade para vir vim treinar aqui em Santo André, né? Em São Caetano. Depois a academia mudou para para Santo André. Aí nasceu criança, casei. Então, a gente passa a ter algumas outras prioridades também. E a preguiça às vezes acaba tomando conta. Mas a minha meta chegou uma época que era fazer 10 treinos no ano. Então, e não conseguia bater a meta, para você ter uma ideia. Então, tive as minhas… 

Seus momentos de baixas. 

Momentos de baixa de treino. Me fazia uma falta grande, uma falta danada. Mas me mantive firme, que eu falei: “Eu não vou parar”. Porque o dia que eu parar, eu não volto mais. 

Exato. 

Então, continuei, não desisti. Aí, até que conseguia retomar. Aí, um belo dia, conversei com a minha esposa. Falei: “Pô, peguei a faixa marrom em 2006“. Fui pegar a faixa preta em 2014, por causa realmente não tinha como conquistar a faixa preta, né? Eh, treinando muito pouco. E aí, eu falei para ela: “Toda segunda e quarta eu não estaria em casa. Eu vou pro treino. Vou treinar. Eu preciso disso. É minha terapia. Eu quero buscar a faixa preta, mas não só pela faixa. Eu precisava treinar. Pô, eu trabalhava muito. Falou: “Preciso de uma terapia pra minha cabeça”. 

Isso. Terapia. 

E comecei a participar de novo de competições. Aí, comecei a a a estar muito mais frequente. Aí, o mínimo duas vezes na semana. Mas o que acabou acontecendo é que eu vinha todo dia. 

Então, duas vezes no mínimo. No mínimo. 

Então, essa é a ideia. Você coloca na agenda que aquilo você tem que cumprir como se fosse reunião, né? E até pro lazer a gente tem que ter compromisso. Gente não faz nada. 

E aí que eu que eu comecei a voltar a treinar mesmo, foi um pouquinho antes lá, 2010, mais ou menos. Que aí eu peguei firme de novo com com marrom. Em 2014, recebi a faixa preta. E aí, quando pegou a preta, já começou a dar aula ou eh em outras academias? Ou não começou a dar aula com a Jeb? Como que foi?

Cara, essa é uma história interessante. Meu, eu vou vou resumir bem resumido para você. E daquilo que você quiser mais, a gente a gente avança. Mas não, eu nunca me imaginei tendo uma academia de lutas. 

É mesmo? 

É mesmo, de verdade. Nunca fui professor. Eu gostava de treinar e sair exausto e deixar meus problemas lá fora e e sair legal, tal. Aí, e a gente morava num prédio, né? Moro até hoje nesse prédio. E o síndico falou: “Pô, eu sei que você é faixa preta. Tem algumas crianças no prédio. Por que que você não começa a dar aula aqui? O prédio vai comprar um tatame, você nos orienta, tal. Você dá aula”. Eu falei: “Olha, eu não sou professor de…” “Mas você não é faixa preta?” “Faixa preta não é professor”. Eu falei: “Não. Eu gosto de dar aula”. Eu falei: “Eu não gosto de dar aula. Não me vejo dando aula, tal”. Nem tinha essa pretensão, não. E meu filho tinha 4 anos, né? Aí eu falei: “Puts, eh, bom, vou vou aceitar o desafio. Vamos, vamos começar”. E aí comecei dar aula, mas muito poucas crianças para de novo. E aí descia o meu filho. A Mari me ajudava, né? Minha esposa me ajudava ali, montar o tatame na garagem. Porque São Caetano, assim como São Paulo, frio, e parece que o ano inteiro, né? Então, tinha que montar na garagem no meio dos carros ali. E aí comecei a a dar aula de de Jiu-Jítsu para o pessoalzinho do prédio. As crianças, né? Inicialmente foram as crianças. Aí começavam a vir as mães. Ficavam ali na beira do tatame. Meu filho tinha 4 anos. Aí os outros crianças também. Aí um chorava, a mãe pegava a criança e me atrapalhava. Eu falei: “Putz. Como que eu vou resolver essas coisas?” E o meu filho na escolinha, os amiguinhos começaram a se interessar: “Ah, o Gustavo tá a aula de Jiu-Jítsu. Como é que é?” E tal. Aí começaram a vir no prédio. 

Caramba! A escola, você criou, você nem percebeu. 

Então, cara, poxa, a hora que eu vi eu tinha mais ou menos umas 25, 30 crianças no prédio fazendo Jiu-Jítsu comigo, ali no tatame, no meio da garagem, no meio dos carros. Criança de 4, 5 anos. Nenhuma mãe, nenhum pai deixa sozinho. A mãe ficava ali com ele, na beira do tatame. Então, você já imagina 30 crianças estranhas no prédio com 30 mães já são 60 pessoas estranhando no meio da garagem, sim, ou no meio da quadra, galerinha querendo jogar bola, e a gente lá fazendo o tal do Jiu-Jítsu. Só que, a medida que vai crescendo, né, a as mães também começavam a sentir parte. E o projeto começou a tomar uma uma uma proporção grande. Eh, o mais difícil não era cuidar das crianças. Para mim, para eu era cuidar das mães. Porque uma mãe que que criança chorava, pegava a criança, não tem nenhuma ideia como que é a disciplina no tatame. Aí todas as crianças queriam pegar. As mães iam atrás. As mães a… começava aquela choradeira e as crianças e tal. E as mães aí entrava de tênis no tatame. Eu falei: “Meu, o que que eu vou fazer com essa com essa questão?” E a Mari, minha esposa, como a gente… ela começou a fazer um um um Muay Thai Fitness lá na praia, né, que a gente tem uma casa na praia. Ela começou a fazer um Muay Thai Fitness. Aí a gente teve um insight. Eu falei: “Pô, tá aí a solução para eu tirar as mães do meu tatame. Vamos colocar uma pessoa para dar um Muay Thai Fitness para essas mães que estão aqui sem fazer nada, olhando as crianças tendo aula de Jiu-Jítsu”. Que eu falei para as crianças: “Ó, aqui eu não sou um monitor. Se quiser um monitor, leva no shopping, brincar, tal. Eu vou passar, como vai ser uma aula lúdica, com brincadeiras, tal, mas vou passar algo de de de defesa pessoal, disciplina. Estamos no tatame e tal”. E aí, aí que surgiu toda o início da história. Aí uma pessoa começou a dar aula pras mães de

Muay Thai na garagem. Foi pouco tempo que a gente foi convidado a se retirar, né? Aí começamos a ali e dividi o tatame. Elas ficavam ali com com esse professor e eu ficava com as crianças dando aula. E fomos um pouco tempo, fui convidado a se retirar, porque tinha bastante gente. Aí consegui um um local aí no em São Caetano mesmo, negócio dos médicos lá, a associação deles lá, né? Aí a gente montava junto. Para você ter uma ideia, a parte do, do Muay Thai, chamava Mamães Fitness

Olha que legal, cara. MVP real. 

Sei que criou assim, bem bem embrionário. E tinha já 30 crianças, 30 mães. Já tinham 60 alunos. Eu não cobrava nada. Para mim, era projeto social. Mas social da minha cabeça, que eu falei: “Olha, não quero ter um um receber valor por algo que para mim só é prazeroso. Meu filho no tatame e tal”. E a que pagavam lá do Muay Thai, ele o professor recebia, pegava uma parte só para pagar essa locação que a gente tava fazendo. A coisa começou a tomar uma proporção legal, que a gente eu peguei uma um público que tava ansioso, né? Que eram as mães que pega a criança na escola, fica aguardando. Então, e é uma dor de São Caetano também. 

É porque não tinha não tinha não tinha eu acho que academia de Jiu-Jítsu tinha na época. Não não tinha. Eu comecei Jiu-Jítsu em São Caetano, né? Tal. Mas especializado em criança, não não, né? Eh, aí o que que aconteceu? Esse professor começou a dar aula para essas mães. Começou a tomar uma proporção. As mães eram um público que ficava esperando a criança na escola pro pai chegar 7, 8 horas. Aí a caba saía da empresa, o pai ia para a academia ou happy hour e tal. A hora que ele viu que o filho dele tava treinando, a mãe tava treinando, eles chegaram lá, deixaram o happy hour sair mais da empresa e queriam treinar também. E a gente criou uma modalidade chamava Cross Thai na época. Porque aí misturou pai e mãe e mãe e as crianças ficavam comigo. Ah, mas não durou uma semana. As mães se revoltaram, se rebelaram, falou: “Não. Eles não estavam aqui. Esse é o momento nosso. A gente quer falar de cabelo, quer falar mal dos outros, quer falar de X, Y, Z. A gente não quer os nossos maridos aqui. O momento nosso”. Tiramos eles. Elas continuaram. 

Sim. 

Foi. Aí mudou a diretoria. Nos convidaram também a se retirar daquele local, que era uma quadra dentro de um salão com de espelho, vidro. Aí fomos no Santo André, no prédio do ali perto da CTBC. Só que era um local escuro, um local e a galera continua indo para lá. Continua indo para lá. A galera tava tava engajada e crescendo, crescendo, né? Aí a gente falou, falou: “Putz, tá tá perigoso aqui e tal”. Eu falei: “Olha, gente, agradeço muito tudo que aconteceu, mas cheguei ao meu fim aqui”. Então, pô, fiquei triste para caramba. Falei: “Vou vou parar com isso daqui”. Ah, as crianças não deixaram. Começaram a mandar um monte de cartinha, escrever: “Não pro Gustavo, pro Gustavo, a gente quer o Jiu-Jítsu. Não para”, e não sei o quê, tal, tal, tal. Aí conversando com a Mari, ela falou: “Vamos abrir uma academia”. Eu falei: “Mariana, eu não tenho a menor pretensão de abrir uma academia. Que eu faço por por amor, por prazer. Se eu trazer, trouxer isso virar negócio, vai perder o sentido para mim. Então, minha paixão tá aí. Meu coração tá aí. Onde eu ganho dinheiro é no escritório de advocacia. Então, aqui para mim tá sendo terapêutico”. E ela falou: “Mas você vai abandonar todos seus alunos?” Eu falei: “A palavra não é abandonar, mas eu não

tenho mais o que eu fazer, né? A gente pode alugar uma outra coisa, ter que começar a cobrar minha parte também e tal. Aí a gente pode pensar”. Eu falei: “Olha, vamos fazer o seguinte, se for para montar uma academia, academia que eu tô habituado a treinar, todo mundo treina. Academia de luta é academia, sabe, esburacado, uma coisa…” Falou: “Tem que ser um negócio bonito”. Então, vai ter que ser um negócio cheiroso, negócio bonito. Ela falou: “Deixa comigo”. Contratamos uma arquiteta. A Mari também domina essa parte. Fizemos uma academia que nasceu a Jeb Lutas. Academia linda, academia linda. Academia pequena, mas academia bem bonita, com neon, flor, não sei o quê. Os meus amigos chegavam lá para treinar, falavam: “Gustavo, que que tá acontecendo com você?” Falei: “A coisa da Mari. Conversa com ela”. Falei: “Ela só me contratou para dar aula”. Mas aí, sim, aí virou um negócio, né? Inicialmente era uma coisa eh menor. Então, continuei com as crianças. A gente sempre teve esse timing dividido com as mães, mas tinha aulas ali mistas. Aí, sim, começaram que a gente falou: “Depois que virar uma academia, eh, não serão mais esse grupo”. Então, vai ser esse grupo, mas todo mundo que vier a gente vai estar de porta aberta. E aí estruturamos, colocamos um Muay Thai, colocamos o Box, tem aula de Yoga, aí Jiu-Jítsu Kids, aí iniciei o Jiu-Jítsu adulto. E a coisa foi tomando uma proporção, foi crescendo legal, mas nunca perdendo o espírito de família. 

Com espírito de família. E e eu sinto isso. Esse é o nosso diferencial. Depois eu vou passar até um fazer até um depoimento como aluno. Mas e qual é a… quando que foi o ano que você abriu a academia oficial, assim? 

A foi em 2018

Caramba! Então, ela é muito nova. 

É muito nova, né? E já tá já tá com problemas de crescimento agora, é. Então, as aulas tão tão cheias, né? E agora essa semana acabei de fechar a grade. A gente tá abrindo mais 100 aulas. 

100 aulas. Eu vi que você falou: “Olha, gente, tem bastante horário ainda que é ocioso”. Mas outros dá para dividir o tatame. 

A gente vai. E o tatame é grande. O tatame não é pequeno. E, cara, é… Mas falta espaço, né? 

Falado. Mas eu tava até te falando: “É um problema bom”. Problema bom de resolver. 

Cara, problema de crescimento é problema gostoso de resolver. E e aí uma coisa que eu vejo na Jeb, na verdade, foi uma coisa que quando eu fui fazer, na verdade, quando quando eu decidi fazer a a minha inscrição eh na academia, eu fiz uma aula lá experimental com quimono que vocês emprestam lá, aquele colorido que tem, né? Que é a faixa colorida. Aí fiz a aula experimental. Nossa, um amasso gigantesco. Mas foi legal, assim. 

O quimono é feio e a faixa é feia. 

Para falar: “Tô passando vergonha para comprar um logo”. E aí eu fiz essa aula experimental. Eu falei: “Meu, cara, gostei muito”. Eu falei: “E eu sou competitivo”. Então, sabe, e é legal que o Jiu-Jítsu você você é colocado para rolar no primeiro dia. Eu isso eu

achei muito legal. Porque, assim, que é espírito de sobrevivência. Senão, você vai fazer nada só força desesperada, que até hoje a gente todos brancas é assim. Mas, eh, é desespero total. Mas, e o que o que eu eu senti muito muito prazer nesse rola que eu falei: “Caramba, cara. É uma sensação de de de luta mesmo. Não é aquela coisa de de Judô”. Não criticando o Judô, mas o Judô você fica só fazendo uns golpinhos lá e só treinando técnica. E a parte do rola é é a parte mais esperada, né? Todo mundo quer, o quer ir pro rola. Eh, e aí eu me inscrevi. Mas quando eu fui lá para me inscrever, tava tendo uma aula de crianças. E, cara, eu falei: “Caramba! Criançada super à vontade no tatame”. E aí essa pegada que eu senti um uma pegada mesmo de família. E aí eu vejo que é uma academia, e aí eu achei que era normal. E até dividi com vocês, quando com contigo, quando eu fui em outras academias, viajando e tudo mais, porque na minha referência, o que que é o Jiu-Jítsu? A minha referência Jiu-Jítsu é a Jeb. Então, tudo que eu vejo lá eu acho que é normal. Ah, não, é normal criança para caramba. É normal os os brancas serem serem porreta. E aí, quando você vai em outras academias, você vê que algumas coisas não acontecem. Eu falei: “Putz, tô percebendo que isso não é normal. Isso é Jeb”. A a pegada foi, então, que a Jeb foi criada pelas crianças, com certeza. 

Por isso que ela é uma academia tão com bastante grade infantil, com bastante criança treinando, né? 

E eu não abro mão daquela aula dividida entre pais e mães com as crianças ficam comigo e o Muay Thai acontece eh do outro lado do tatame. 

Lógico que a gente tem… Isso acontece até hoje. 

Isso acontece até hoje. Não sabia. 

São duas aulas por semana da das crianças nessa nessa modalidade que é dividido do tatame. Que para a mãe também é um baita do acelero, porque ela leva a criança… 

Hoje nessas aulas os pais também podem treinar, né? 

Que legal! As mães não conseguiram expulsar os pais agora, é. 

Não, não conseguiu. E assim, à medida que você vai crescendo, não dá para você também ficar segurando muito, segregar muito. Então, mesmo quem não é pai e mãe das crianças dentro do… A gente tem um aplicativo da academia, um check-in. Tem são menos vagas. Então, fez a sua reserva de vaga de aula, ele vai poder participar. Lógica, verdade. São as crianças, então, mais vagas são pras crianças do que pro os adultos, que ele tem, eles têm menos aulas aí durante a semana, né? E eu separo grupos de crianças de 4 a 7 anos, de 8 a 14. Depois entram os adultos. É. Mas essa esse perfil família, isso a gente não abre nunca. Esse é o nosso diferencial. E porque a minha família está lá dentro. Então, meu filho hoje tem 13 anos, competidor, amo o que faz. Ele acorda já quer ir pra academia. 

Ri com ele ontem. O bicho é bravo. 

É. Ele é bom. Ele é bom. A Mari tá no Muay Thai já faz também seu seis anos, 7 anos de Muay Thai. Também ama. Tá fazendo ali o que tá. E para mim ter a família no a minha família no tatame, para mim ali é é primordial. Então, todos os benefícios que a arte marcial

proporciona, isso a gente pode até bater um papo legal sobre isso, é um tema bem interessante. Mas a criança inicia e o pai fica olhando, fala: “Pô, preciso de Jiu-Jítsu”. Esse negócio de agarração, as mães não entende nada. Lógico, alguns preferem fazer o o Muay Thai. Mas vários acabam vindo também por conta da criança, que ele quer entender o que a criança tá fazendo. Faz e acabam ficando esse perfil família, né? A gente, embora você fala o tatame é grande. São 100 e poucos metros de tatame. Mas não é grande. Quando você coloca duplas ali deitadas para fazer os rolas, que a gente chama, né? As lutas. E realmente ocupa bastante espaço. 

É, porque a luta vai embora, né? O pessoal vai rolando, vai embora. E assim, o tatame vai ficando curto. 

Então, a gente tem que ter uma dinâmica de aula legal para que que todo mundo consiga treinar. Então, você é um aluno e você chega, você você sabe o teu horário da aula, você vai entrar a treinar. Acabou a tua aula. Às vezes eu tenho que expulsar o pessoal do Jiu-Jítsu, quer ficar na resenha. Mas é um show por hora. Pra gente, os bastidores dá muito trabalho, né? Vocês não têm essa noção do quanto a gente tem que ter uma organização. Suja, suja pra caramba. Sim. E o pessoal acabou a aula, estão ali, querem tirar dúvida, querem querem falar isso, aquilo. Às vezes tem professor que não vem, a gente tem que assumir. Então, dor de barriga não dá em uma pessoa só. A Isa, esse amparo, né? Uma recepção, uma academia legal, uma academia cheirosa, uma academia que você chega, você fala: “Pô, trabalhei o dia inteiro, tô com certos problemas”. Você a academia, ela não vai tirar o seu problema, mas ela vai diminuir. Porque você vai largar o teu problema ali fora, que você entrou, que você tá lutando. E você tem que estar numa concentração tão grande ali na luta que não tem como você pensar no problema. É diferente você fazer… 

Desculpa, só te cortar. Mas vou… 

Todo respeito aos corredores de de rua, que eu sei que é um vício. Também tem crescido cada vez mais. Acho bacana. E também gosto. Mas você tá correndo, você tá com a ideia na cabeça. Na luta, ou você foca naquilo ali? O cara tá pegando teu pescoço, tá puxando 

teu braço. Então, você acaba desestressando muito ali. Você a carga de estresse, ela acaba… 

Sendo zero, é terapêutico. Ela é de desestresse. 

Ele elimina. E você, a hora que você sai, o problema existe, mas ele é muito menor. Muito menor. 

Que é o que acaba sobrevivendo para você conseguir trabalhando, né? 

Completamente isso aí. Completamente. Quando quando eu fui a primeira vez e ainda no no, eu acho que foi na na segunda ou terceira aula, eu tava num BO gigantesco, problema mesmo de cliente reclamando, BO. E aí eu fui para lá e aí eu já eu tava eu tava na, quando eu comecei a o Jiu-Jítsu, eu tava correndo. Só que correr tem gente que fala que correr você para de você você você não pensa em nada. Eu penso. 

Minha cabeça não para. A minha também. A minha não para.

E a minha cabeça eu sou um cara acelerado. Então, eu não consigo em nenhum momento parar. Para dormir é difícil, porque minha cabeça também tá sempre trabalhando. E no Jiu-Jítsu, cara, não tem como pensar em nada

Real. Eu falo isso pra Raíssa. Eu falo: “Raíssa”, que ela fala: “Meu, como que você gosta tanto?” Eu falei: “Meu, é sério. Porque quando alguém tá te estrangulando, você não consegue pensar em nada”. 

Tipo, você não consegue pensar em nada. De verdade. 

Mesmo no, mesmo na parte técnica, até sim, né? Você já não consegue pensar nada. No rola, esses dias eu fui fazer um treino com o Tatá, na no particular. Eu tava com uma dor de cabeça gigantesca, mas assim, de não conseguir abrir o olho na luz. E aí eu falei: “Meu, eu vou hoje. Eu vou hoje. Eu vou”. Fui. Cheguei com uma dor de cabeça, meu. Ele ele falou para eu dar fazer uns rolamentos. Cara, cada rolamento parecia que eu tava sendo massacrado, porque com dor de cabeça, fazer o rolamento. Beleza. E aí fui rolar com ele. Cara, o último instante que eu lembro da dor de cabeça é o segundo anterior ao rola. Porque quando eu comecei a rolar, eu não lembro mais de ter dor de cabeça. E quando acabou o treino, a dor de cabeça tinha passado. 

Até a dor de cabeça não tem espaço no tatame. 

Porque na hora que o cara tá tá vindo para cima de você, cara, você não tem o que fazer. Você ou sobrevive lá, e e e é isso. Então, para mim, como empreendedor, e é isso que eu sugiro: todo mundo que que é empreendedor tem que ter um esporte. Mas, cara, testa o 

Jiu-Jítsu como uma possibilidade, porque a terapêutica realmente deixa seus problemas para fora. Cara, parece o jeito que você fala, parece que assim: “Ah, não, não é real”. É literal. O negócio fica lá fora mesmo. E assim, o que eu acho, né, falado sobre o Jiu-Jítsu, para mim, a gente vai ter que gravar 1 milhão de podcast. Mas faz parte da minha puxa-saco de Jiu-Jítsu, né? Faz parte da minha vida, não tem jeito. Para mim, ali eu não consigo, eh, porque a carga que a gente recebe no escritório de advocacia, né, de problemas, tal, é grande. Se eu não tiver essa válvula de escape, e cada um precisa buscar a sua, seja no Jiu-Jítsu, seja jogando bola, seja qualquer coisa. Mas hoje o Jiu-Jítsu, em si, eu acho que ele ensina muito. Muito aquela pessoa que pensa: “Fala, pô, mas eh eu vou lá, quando que eu vou pegar minha faixa?” Isso daí todo mundo quer. Mas não é a coisa primordial. Você precisa entender o benefício que ele tá te trazendo. 

Não é o mais importante de fato, não é. 

E assim, começa no primeiro passo. Inicial. Com todo o respeito, você é um famoso, tá sendo reconhecido na rua. Tudo. A hora que você entra na catraca, ali, desculpa a sinceridade, a coisa nivela. Você você é alguém, mas você tá buscando o seu autoconhecimento. Mas aquela pessoa que é o o assistente da limpeza, ou o bilionário, ou o famoso, ali a coisa nivelou. Você tá tomando pau de moleque de 17 anos te amassando. Então, assim, ele ensina muita coisa, né? A tua vaidade, o teu ego, as tuas coisas, ele te joga no chão, fala: “Ó, peraí. Não é nada disso, tá? Vamos colocar o pezinho no chão”. A hora que você aprende, você toma a primeira pancada que você acorda, você fala: “Poxa, é verdade!” E e você se vê de novo no aprendiz, sabe? Na na pos… Isso é importante, que a te resgata, sabe? Muitas vezes a nossa correria do dia a dia, e a gente vai em formas de

sucesso ou insucesso. E a coisa vai indo atropelada, empolgando. A hora que você entra no tatame, que você entra, você fala: “Poxa, me resgatei. Precisava disso mesmo”. É legal. 

O respeito ele tem que existir de todos. Todos são iguais. Ninguém é mais do que ninguém. Ninguém é menos do que ninguém. Aquilo que eu sempre falo, sabe? O olho no olho, ele resolve muitas coisas. O diálogo olho no olho. A gente não tem que baixar a cabeça para ninguém, muito menos levantar o nariz. Então, assim, o olho no olho. E é o que o Jiu-Jítsu ele te traz. Então, você passou ali a catraca, entrou no tatame. A gente tem até um adesivo ali: “E aqui acaba”. Acaba aqui. Que realmente é isso daí. Falou: “Ó, gente, agora agora vaidade de lado, ego de lado. Vamos aprender”. Mas a gente tem que sair pessoas melhores. E o que é legal é que o Jiu-Jítsu ele força isso. Porque, se você quiser entrar com ego, cara, você vai ter que se bancar com ego. Não consegue. O te… 

Força. Ele não tem nem como. 

Mesmo que o cara entre lá e fala: “Não, eu sou um advogado e tal, tal, tal”. Meu, chegou lá, ele vai ser jogado nesse, nessa, nessa dispensa do ego. Porque é aquele negócio, é ele por ele. Ele vai ter ele vai e ele vai entender isso porque forma rápida. Mas assim, os outros benefícios, né, são incontáveis, né? Mas, eh, você tá falando do estresse, aquilo que você falou, não tem. Então, você acaba lidando sobre pressão. A pessoa tá estrangulando teu pescoço. Se você começar a empurrar, você a pessoa vai pegar teu braço. Então, você tem que manter a calma em situação adversa. A gente aprende isso. Então, o Jiu-Jítsu, ele ensina muito isso. Se eu me desesperar, eu perdi a luta. Eu vou eu vou ter que, igual uma brincadeira de criança, bater e pedir para parar. É assim que funciona. Então, eu não posso me desesperar. Tenho que manter a calma. Tudo tem uma saída. O Jiu-Jítsu é um xadrez. Então, você eu luto com um plano C na cabeça, que eu vou lá atacar teu braço. Já imagino que você vai defender. Vou no plano B. Vou pro outro braço. Já imagino você vai defender. Eu vou te derrubar pro outro lado. Então, eh, você acaba criando estratégias, situações boas. E você também não tô lutando com o boneco. Você também tem a tua estratégia. Você fala: “Ele fez isso”. Então, ele a coisa vai modificando, né? Qual que é sua estratégia de luta? Eu não sei. Ela vai vai acontecer durante a luta. Mas a gente vai conhecendo as coisas. Mas o que eu tô querendo trazer para você é isso: saber a gente aprender a lidar com situações adversas, situações que fogem a nosso controle. A gente tá lutando com outra pessoa. Não sabe se é melhor, se é pior. Às vezes, eu não tô no bom dia. Às vezes, ele tá no bom dia. Não quer dizer que… 

Acontece também, né, cara? Tem dia tem dia dá tudo certo, tem dia que dá tudo errado. 

E você, mas o que importa é: você acabou ali, você tá saindo muito melhor do que você chegou. Senão, não valeu. Senão, você tá no lugar errado. Se a academia não te trouxer isso, a luta não te trouxer isso, eh, com certeza você tá no lugar errado. 

Lugar errado. Aconteceu. Foi bem no começo lá na na Jeb mesmo. Tava com tava rolando com… Eu não lembro com quem eu tava rolando, não lembro quem falou isso. Foi um aluno que me falou isso, que o cara ele eh me colocou nos 100 kg e colocou a barriga na minha cara, tipo, aquele quarto escuro lá que o pessoal fala. E aí, cara, eu me desesperei e bati. E aí o o aluno que tava que tava esperando para o próximo rola falou assim: “Por que que você bateu?” Eu falei: “Não, tá me pegou aqui”. Falou: “Não, cara. Não não pegou. Você não foi desespero”. E aí eu parei para pensar. Eu falei: “Cara, realmente, não”. Falou:

“Cara, tá, dava para você virar o rosto para cá. Dava para respirar”. E aí eu falei assim: “Tá”. Aí eu fico refletindo. Eu falei: “Não. A próxima vez eu não, na hora que vier o desespero de bater só porque eu tô preso, eu vou segurar e vou esperar mais um pouco para buscar uma saída”. E aí começou a acontecer isso. Começou de aqueles momentos, porque que quando você tá começando aqui, você começou faz 25 anos, mas, cara, quando você tá começando é desesperador. E o cara subindo em cima de você. E por mais que você tenha espaço de respirar, a impressão é que não tem. E aí, quando isso aconteceu de novo, porque acontece direto, veio o ímpeto de bater. Aí eu falei: “Pera. Só mais um pouco. Deixa eu colocar o rosto aqui para respirar”. Aí respiro meio desesperado. E aí tento. Aí, de repente, você consegue sair daquilo lá sem bater. Isso. E, cara, teve situações na empresa. Eu sou um cara bem eu sou enérgico assim e tal, mas eu sou um cara também bem emocionado. Essa essa é a minha dor assim como empresário. Porque, às vezes, eu me envolvo junto com um problema em algumas situações na empresa. Depois que eu comecei a nessa situação do Jiu-Jítsu, antes de bater, eh, pensar um pouco e buscar uma saída, parece que criou uma nova rota de fuga no meu cérebro, de que problemas aleatórios que eu comentei no começo, quando eu tô com quase vontade daquela surtada, aquela que ficar é nervoso e tudo mais, eu dou uma calmada. Falo: “Calma aí. Tem saída”, tal. Lições do tatame. 

Mas é isso. Você aprende a ser tolerante, mais paciente, a pensar mais numa, sabe? Num responder de imediato, falando: “Calma”. Então, calma. 

Exato. Trouxe isso pro empreendedorismo, cara. E aí, no final, achei uma saída e falei: “Caramba! É a mesma lição. É o mesmo gatilho no cérebro que tá que o tatame tá me trazendo pra vida empreendedora”. 

É isso. E você sabe também. E recebo. Chegaram alguns alunos ali, né, relataram: “Falou, olha, eu nunca imaginei ter entrado no tatame, porque eu tinha fobia, tinha pânico“. E, cara, cura. Porque não tem jeito. Falou: “Mas não, imagino uma pessoa em cima de mim”. Realmente, é desesperador no começo. Hoje você já treina, tá habituado. Mas é uma pessoa que nunca treinou uma pessoa te enforcando, em cima de você, pesando, jogando peso. Então, lógico que, né, essas pessoas que me relataram esse problema, fui trabalhando, né, de uma forma específica com com essas pessoas. E hoje, assim, a terapia, a vida dele, beleza. Até o Jiu-Jítsu, assim como a minha, até o fim. Mas é ela te traz um um benefício fantástico, né? Além de tudo, é a autoconfiança. Então, isso é isso. Isso aí é é ali que a coisa muda. Sabe? Você aprende a conversar olhando no olho. E você fala: “Pô, vou fazer luta, não vou sair todo machucado. Não quero bater em ninguém na rua”. Não é isso. Quem pensa isso é porque nunca entrou num tatame, né? Então, que chega de pessoas cabeças baixas, ali, sabe? Eh, a luta, ela vai fazer você criar aquela autoconfiança que você tá aprendendo uma defesa pessoal. 

Efetiva demais. É muito boa. 

Só que o fato de você se portar, de você conhecer a arte marcial, de você tá treinando, vai te gerando uma autoconfiança muito grande. Isso desde as crianças, as mulheres, os adultos. Então, você consegue agora a encarar muita gente. Sabe? Eu agora comecei na idade a usar óculos. Mas percebo que, sabe, é fácil, quando a gente usar óculos, assim, se

esconder atrás do óculos, olhar para baixo, tal. É só um exemplo do óculos, bobo, que eu tô te dando, né? 

São camadas. 

Mas acaba sendo uma proteção. 

É uma, é… 

Mas a partir do momento que você realmente fala: “Não, virei o Superman”, né? Você tira o o, ou bater em ninguém, mas conversar olhando no olho, fala: “Pô, peraí”. Você sabe que isso inibe muito. Te dá uma autoconfiança. A pessoa que seria um agressor ou alguma coisa, vai preferir mexer com aquele que tá cabeça baixa, cabeça para baixo, não aquele que tá conversando com você, olhando no teu olho. Fala: “Peraí, amigão. A coisa não funciona assim”. Então, ele vai ter ele sabe que ele vai ter que enfrentar uma guerra. E, e isso você… E normalmente, o agressor ele vai em frágeis

Sim. Ele vai é vítima, né? 

Então, você fazendo uma defesa pessoal, arte marcial, ela te encoraja demais. Então, você fala: “Pô, eu não preciso brigar com essa pessoa, porque eu sei que eu posso machucá-la”, né? Mas eu tenho uma defesa pessoal. Só o fato de você se importar, mas não vai chegar em você. Porque só a tua postura, tua conversa, o modo de você parar, só de olhar, já fala: “Esse aqui, melhor eu, eu…” É igual cachorro que morde quem tem medo, né? Sabe? Você a pessoa já sabe quem ele pode ir. 

E é um gancho assim pras crianças, né? O bullying tá aí, né? 

É isso que eu quero. Eu quero entrar justamente nesse tema. Eu vejo que a a Jeb é muito focada em em em crianças. Eu vejo que a criançada te adora. Você recebe cartinha. 

Ixe, eu sento a porrada neles. 

Gosto de… Não sei por. 

“Professor, pro cá. Professor, pro lá”. E, e a Estelinha, minha minha minha esposa tá grávida, vai nascer agora dia 10 de março. Vamos ver como que que vai ser o prazo certinho. 

Você ia lutar com a gente. Fugi do campeonato. 

Não, porque vai ser agora vai ser final de fevereiro. Final de 3 e 4 de fevereiro em Florianópolis. É. Então, já pensou, antecipa. Eu falei pra Raíssa, ela falou: “Vai”. Eu falei: “Meu, se antecipa, eu perco o parto. Não vou me perdoar”. Eu falei: “Não, deixa deixa quieto. Deixa pro próximo”. Mas, e inclusive, qual a idade… Primeira dúvida agora como pai. E qual é a idade correta ou a mais indicada para colocar a criança no Jiu-Jítsu? 

É, lá na na Jeb a gente aceita matrículas a partir dos 4 anos, né? Que é o que é recomendado aí pela Federação Internacional, pela Confederação Brasileira, pela Federação Paulista de Jiu-Jítsu. Então, a partir de 4 anos. Tem academias que começam

com idades menores, mas é uma aula mais lúdica, mais uma interação. Às vezes a mãe até participa junto para ter aquele aquele desenvolvimento com o filho e tal. Mas ele não tem nem ainda coordenação motora. Não é coordenação fina. Não tá, eh, coordenação motora de falar: “Põe a mão aqui, ali”, e tal. Então, eu entendo que a partir da… As federações estão corretas. A partir dos 4 anos começa a desenvolver um pouco mais essas habilidades aí na na criança. E lógico, dessa idade é uma aula bem mais lúdica, mais voltada pra arte marcial. Tem bastante brincadeira, mas trazendo pra luta para ser uma coisa que eles gostam. Uma coisa… 

Eu vejo os circuitos que vocês criam lá. É todo um circuito, mas que no no meio dele tem um monte de… 

Oito anos. 

Não, que ele ataca você na hora com o macarrão e tudo mais. 

É. Eles assim, eles aprendem a brincar. Falam: “Você vai ter que me derrubar. Mas você tem que colocar a mão no rosto”, porque senão ele vai tomar um um macarrãozinho na na cabeça. Então, vou desenvolvendo artes marciais nele. Tem essa parte da defesa pessoal, mas tem os bonecos, tem os meus assistentes em aula que eles vão fazer os golpes. Então, vão aprender, vão lutar entre eles também. Eu gosto de colocar a luta. Tem que fazer parte. Eles sentirem que eles estão lutando também. Mas efetividade, né? É. E a medida que eles vão aprendendo, vão ficando bravo. Porque, assim, o golpe tá encaixado, eu já peço para soltar para não machucar, né? Para preservar. Você não vai deixar tua filha lá, teu filho lá, pô, saiu porque quebrou o braço. Pode acontecer? Pode. Pode contato. Mas nessa idade não pode acontecer. Essa é a realidade. Pode, não. Não pode acontecer. Sim. Então, assim, tá sujeito, está sujeito. Mas por isso que eu tenho alguns assistentes em aula, inclusive meu filho me ajuda também em aula. Eh, mas golpe encaixado, para ele soltar. E a criança que já tá, né, mesmo 5 aninhos, falam: “Mas eu não bati, professor”. Falei: “Não, mas eu pedi para soltar”. “Mas eu não bati. Não bati. Ele não ganhou a luta. Ele não ganhou”. Fala: “Calma, você vai ganhar”. E aí, coloco com ele para ganhar e perder. Sei qual é o aluno que vai melhor do que ele, e tal. Então, eles têm que aprender a lidar com essa frustração, mas também com a superação. Porque ele viu que ele já não bateu. Na próxima luta já superou. Chega na outra luta, ele ganha de outro amigo. Então, ele sai com essa sensação. Tem sensação que ele ele vai ter que aprender a lidar com a derrota, porque a vida tá aí, né? E a vida não ensina da mesma forma que os pais. A vida dá paulada. E é legal, porque muita criança não sabe perder. 

Não. A maioria delas é… 

A grande maioria das crianças não sabe perder. É você… 

Você sabe que meu filho não me chama lá de pai no tatame, né? 

É mesmo? Nunca reparei. 

É. Não sou professor. Porque, cara, a gente como pai, a gente faz tudo. Quer dar tudo, mima, faz isso, aquilo. Eh, hoje a gente não pode nem colocar mais as crianças para brincar na rua, né? É difícil. É perigoso. Tá cada vez pior. Eu não sei se pelo acesso que tem essa

internet, as coisas tomam conhecimento de tudo que pode acontecer e acabam eh criança vai, acha interessante, acha legal alguns desafios e vão vão fazer. Então, isso é preocupante. A gente fica em casa mimando, mimando, mimando. E a criança se enterrando em videogames, em em computadores e etc. e tal. Então, a academia é é um local que eu pelo menos consigo passar o sim, o não pro Vítor. Falar: “Ó, isso pode, isso não pode”. Então, todos os preceitos da arte marcial, sabe? Os valores, a gratidão, a lealdade, o respeito, a disciplina, a autoconfiança, a compaixão, companheirismo, espírito de união, equipe. Isso tudo são valores muito importantes, enraizados, que eu aprendi dessa forma. 

Caramba! Isso numa criança, cara… Meu, hoje em dia criar uma criança não é fácil. Sim. Com internet e tudo mais. 

E também é uma geração mais fraca criando crianças, se a gente parar para analisar, né? Que estão dando de tudo pras crianças e tudo mais. O que você vê de criança mimada hoje em dia não tá… E parece que é uma tendência, eh, e problemas psicológicos também, né? Crianças que não… Porque antigamente, na nossa época, né? Você tinha você era obrigado a ter interação social, porque você não tinha tanta internet favorecendo tudo isso. Meu, eu eu tô com a Raíssa há muito tempo, mas e todas as meninas que um dia eu namorei, nenhuma delas foi pro Tinder. Uma coisa super fácil de hoje em dia se conectar e tudo mais. Então, hoje em dia, a internet avançando, a gente tinha que batalhar pra caramba. Tinha que batalhar. Hoje tá mais fácil. Então, a gente era obrigado a interagir. Sim. Então, com com a internet avançando, a gente cada vez menos interage. Então, essa molecada que tá vindo hoje hoje aí, não sabe chegar numa menina para trocar uma ideia, sabe se desenvolver. E tudo isso influencia o quê? Às vezes, na hora que arruma o emprego, fazer uma venda, coisa que a vida meio que ia ensinando. Então, cara, pô, você tá com com uma arte marcial, um Jiu-Jítsu, que eu vejo as crianças interagindo entre elas, brincando e um baita do respeito. Eu vejo, meu, às vezes eu olho a os Stories lá, criançada de 4 anos de idade, tudo na parede. Eu falo: “Cara, como o professor consegue isso?” Porque não, porque a meu e criança, você não consegue segurar. E todo mundo na parede, esperando a vez, e tal. Aí fala: “Olha a disciplina dessa molecada”. E é isso. Eu acho que é o Jiu-Jítsu que traz, né? 

Tem que ser. E eu não abro mão, assim, porque além, meu filho está lá, mas eu tenho uma responsabilidade. Eu tenho 60 crianças que eu dou aula. Então, que eu falo pro pros meus alunos adultos, do qual você se inclui, fala: “As crianças, elas olham para nós. A gente, na cabeça deles, nós somos o futuro”. É. 

Mas na nossa cabeça eles são o nosso futuro. 

Total. Então, ou a gente… Minha cabeça é o seguinte: eu vou ensinar da forma correta a disciplina, o respeito, respeitar os mais velhos, os mais experientes, eh, o cole colega que tá ali. O fato de você ter ganhado aquela luta, não é para sair comemorando. Tem que abraçar, começa, comenta. A hora que acabou, você tem também ensinar uma um respeito pronto com as meninas em aulas, crianças. Então, isso vai trazendo uma coisa. E mesmo que a gente não sabe o reflexo que isso tem na cabeça das crianças. 

Forma caráter real. Exatamente.

Forma. Então, assim, isso tem auxiliado muito. Então, eu não abro mão. Falo: “Olha, se eu deixar virar baderna, o que eles estão aprendendo para eles que é o certo”. Eles não sabem. Para eles é isso daí é a baderna. Então, assim, eh, tem hora da brincadeira, sim, mas tem hora do respeito. Eu falo: “A hora que eu tô ensinando uma posição, eles estão aprendendo a estrangular, eles estão aprendendo a dar chave de braço, eles estão aprendendo algumas coisas”. Então, o… Eles prestam atenção. Ele vai machucar o amigo dele, ou ele vai se machucar ensinando saída, ensinando golpe. Então, eu falo para eles: “Ó, agora é a hora que o professor tá falando”. Então, na tua escola, como é que você faz? Quando o professor lá na escola tá falando, você fica conversando também? Então, ó, cuidado, tal. Não é assim. Outro dia eu dei um, sentei com eles todos ali e e abordei toda essa temática do bullying, sabe? Que e no tatame também acontece. Então, ah, tinha uma menina lá que ela era e mais cheinha, mais gordinha. E ficava um, começou a xingar. Eu falei: “Olha, não dá”. E tinha visto um exemplo. Não lembro de quem foi. Aí sentei todo mundo lá. Peguei uma folha de papel, amassei inteira. Eu falei: “Primeiro, falei para ele: ‘Ó, essa folha tá lisinha aqui, certo?’ ‘Certo’. Então, fala uma palavra bonita”. Cada um falou. Aí peguei a amassei inteira. Xingue essa folha. Xinga. Xinga. Xinga. Aí tirei, tentei desamassar. Eu falei: “Olha como ficou. Desamassado. Tá vendo que ela ainda continua amassada? Pode não ter mais volta. Então, isso é com a pessoa. Você tá xingando, a gente não sabe o quanto isso vai repercutir. Mas aquela pessoa que tá recebendo aquela ofensa, às vezes não tem mais volta”, sabe? Fere. Chega chega pesado. Então, não é legal você fazer isso com o seu amigo. Ele pode nunca mais voltar a ser aquilo que ele tava, aquela folha lisinha, aquela coisa legal. Você amassou, xingou. E aí, como é que fica? Então, assim, pego bastante pesado nessas coisas. Ajudo. Eu tenho certeza que tenho ajudado bastante gente nessa parte. A gente nunca sabe quanto a gente ajudou, mas eles eles reconhecem, eles sabem. É. E assim, quero que eles repliquem isso. Que a coisa continue. Aí, depois lá, quando eles, se eles vierem ter a academia deles, como eles vão se portar, eu já não sei. Mas eles vão poder falar: “Poxa, o professor era era exigente, era rígido. Brincava. Tinha que brincar. Mas aprendi dessa forma”. Eu tenho certeza que esse é o caminho. 

E o e o mais legal disso é o seguinte, quando você ensina, porque é o seguinte, ó: querendo ou não, a criança tá lá aprendendo Jiu-Jítsu. Então, ela tá aprendendo a se defender de bullying. Sim. Ela tá, ela tá lá, inclusive, aprendendo uma arte marcial que pode fazê-la agressor, se ela não tiver cabeça boa, porque ela tem poder para isso. Ela ganha poder, né? Então, eh, a a a, o que você faz lá é não só ensinar a criança a respeitar o outro com os poderes que… 

Esses dias, eu ouvi uma frase que, que diz… Eu não lembro exatamente da frase, mas é mais ou menos assim: A paz, para quem é frágil, é obrigatória. Então, tipo, um cara que não tem poder de de violentar, matar ou agredir alguém, porque ele é frágil, vulnerável, e etc., a paz, para ele, é a única saída. Porque ele é vulnerável. Então, ele ele quer a paz por por obrigação, porque para ele é o ambiente perfeito, porque senão ele tá ferrado. Agora, quem tem o poder de bater, de ameaçar, de atacar e não usa, esse cara realmente é a favor da paz. Sim. Então, é a mesma coisa que você faixa preta. O cara não sabe que você é faixa preta. Começa a te provocar, te provocar, e você não vai para cima do cara e não briga. Você é o cara que realmente protege a paz, porque você teve todas as os poderes para não ter a paz naquele momento. E mesmo assim, mesmo com as armas em mãos, não fez isso. Eh, e aí você ensina isso, ó: mesmo que vocês estão sabendo, aprendendo

coisas para se defender, não use isso para atacar. Você tava sabe? Trata os dois lados. Poxa! 

E eu falo para eles. Eu falo: “Olha, se eu eh ficar sabendo que vocês brigaram fora, que aconteceu isso, aquilo, a gente vai ter uma conversa aqui”. Eu quero saber e tal. Teve eh situações já de professor falou: “Olha, eles estão brincando de lutinha na sala. Conversa 

com eles”, tal. Que eu chego, recebo o recado das professoras das escolas. Uma ideia, né? Então, assim, mas eh isso é uma uma peça fundamental. Eh, você lidar com essa autoconfiança neles, mas autoconfiança. A pessoa fala: “Mas eu não vou colocar meu filho ali, que ele vai sair um agressor, ele vai bater em todo mundo”. Se engana. Não. Ele vai passar a ser tolerante. Ele vai… 

Quando você tem confiança, você automaticamente é mais autotolerante. Total. 

Não tem como. Você vai agredir quando você se sente pressionado, acuado. Aí que você agride. Agora, quando você quando você não tem saída, quando você tem a confiança, a pessoa te provocou, fala: “Ah, deixa pra lá. Sai daqui”, não sei o quê e tal. A pessoa vai procurar outro para encher o saco. É isso. Então, você sabe que se você precisar, a arte marcial tá ali. E você vai saber machucar. É, né? É, é, é uma real. O Jiu-Jítsu é uma ferramenta muito importante, defesa pessoal. Agora, eh, pessoa te provocou ou que tá brincando… As pessoas acham: “Ah, meu filho vai no buffet infantil. Tem assim, vai ficar batendo em todo mundo. Vai arrumar confusão com todo mundo. Que vai virar, vai vai estimular a luta na cabeça dele”. Não é isso. Ele vai passar a ser muito mais confiante, autotolerante. Pelo contrário, ele não vai ser vítima daquele bullying, daquele, daquele moleque. Sempre tem um, né? Que vai te infernizar. Sempre tem o o o carinha lá. Esqueci o nome da, das p… tal do Joãozinho lá. Sempre aquele que vai te infernizar. Agora, você tendo uma postura diferente, ele traz totalmente a autoconfiança. Ela vem. Ela traz todos os os requisitos ali pro antibullying, o respeito e o antibullying. 

Você deixa, você coloca, você prepara teu filho para para não sofrer bullying e respeitar o próximo. Poxa! Isso aí é melhorar a humanidade. 

Isso. Com certeza. Top. 

E professor, já praticamente tempo, hein? Mas já estamos conversando há 5 minutos. Passa rápido, não passa? Mas eu quero te fazer uma última pergunta antes de eu agradecer os patrocinadores, que é uma pergunta que que eu acho que é que é pertinente também sobre defesa pessoal para mulheres

Sim. 

E claro que, assim, quando você fala: “Ah, Jiu-Jítsu, eu sei Jiu-Jítsu”. Mas se o cara tiver com uma faca é diferente, se o cara tiver com uma arma é diferente. Mulher também, por mais que tem toda uma pegada do feminismo, dizendo de igualdade, igualdade e tudo mais, mas a gente tem que eh não pode ignorar a ciência, cara. E o homem, ele tem mais músculo, ele tem mais força, ele tem mais testosterona, que faz com que é o homem seja um um animal, vamos colocar todo mundo na esfera do animal, que um animal mais forte. Sim. Eh, mas a mulher aprendendo Jiu-Jítsu, aprendendo uma arte marcial, eh, aonde que ela consegue usar e e se isso, e se de fato na rua tá… Não tô nem falando agora de seguir

uma arte marcial por por esporte, mas aprender uma arte marcial como defesa pessoal de fato, essas artes marciais, um Jiu-Jítsu da vida, consegue fazer com que a mulher tenha um repertório maior de proteção na rua? Uma coisa mais, sabe? Tipo, mendigo grandão chegando na mulher. Ela vai conseguir isso? Vai trazer repertório para ela? Como que funciona na vida real mesmo? 

Sem dúvida nenhuma. A gente tá falando do arte marcial, né? Então, assim, e para a mulher, defesa pessoal para a mulher, eu tenho algumas alunas lá, né? Bastante mulheres na academia também. Também, inclusive, dei um um fiz um workshop lá para para mulher que foi só de mulher. Foi lotado. Foi bem legal. Estão me cobrando. Eu vou fazer, eu vou fazer um workshop. Mas alguns sábados aí fazer abrir um curso aí para para elas, que eu vi a necessidade que elas têm e de aprender uma defesa mínima que seja, sabe? Mas o o o arte marcial, respondendo tua pergunta, ele é fundamental. Então, não preciso nem chegar a tá na rua. A gente pode conversar dentro de casa o que tem de violência doméstica é um absurdo. E a violência doméstica, ela não acontece, tá lá brigando com com o marido, não sei o que, o namorado, o cara vai lá e e dá um soco na cara da mulher, ou vai lá e estrangula até matar. Isso acontece, acontece. Mas são doses homeopáticas. A coisa começa antes. Para a pessoa chegar a te agredir, você já aceitou, suportou muita coisa. A partir do momento que você faz uma defesa pessoal, aí você tá pensando na parte de se defender, de brigar. A gente tem uma etapa anterior a essa, né? Então, aquilo que a gente tava resgatando com o ascendente agora há pouco das crianças da autoconfiança. A mulher fazendo arte marcial, ela a postura dela já é diferente. O cara começa a falar mais alto. Falou: “Peraí, não quero que essa poxa me desrespeitando”. Não é bem assim. Não tô falando que ela vai brigar, falando: “Não é bem assim”. Só de ela se portar, ela já vai ter uma segurança muito grande que se ele vir para cima, ela sabe pelo menos se, mas saber o que é bom, o que não é bom. Nem que ela tenha coragem de sair de casa, de botar o cara para fora, sabe? Mas de saber conversar olhando no olho, né? Porque o cara vai, vai, vai. O agressor, ele vai dominando tanto a cabeça. A pessoa vai ficando cabeça baixa e vai acontecendo. E a luta te faz exatamente isso: passar a tirar o olho do chão e olhar olhando no olho. Então, isso já elimina muita coisa. Agora, passando para as vias de fato, né? Uma uma agressão física, uma tentativa de estupro, eh, um enforcamento, ou na balada, a pessoa agarra por trás, um beijo roubado. Essas coisas… Isso eu ensino bastante. Ensinei muito lá nesse curso, que nessa nessas configurações de beijo roubado, agarra mesmo, segurar no pulso de a pessoa enforcar. Se você tentar tirar a mão da pessoa, vai te enforcar mais. Não tem técnica para você sair. Segurar no pulso, você tem que sempre puxar pro lado do dedão, porque você tentar puxar para trás, não solta a mão. Então, assim, são defesas iniciais que a pessoa consegue consegue fazer. E a pessoa em cima para estuprar, obviamente, a força de um homem é muito grande, né? Aquilo que você bem colocou. Não vamos colocar falar pra mulher: “Fala, olha, você vai fazer, você vai machucar o cara, você vai fazer, fazer aquilo”. O cara tem mais força. Então, é pra ela se desvencilhar de uma situação dessa e às vezes conseguir uma oportunidade de fugir, coisa do tipo. 

É isso. Ela vai se desvencilhar. Ela vai conseguir sair para escapar. Ninguém tá falando que ela vai sair para pegar o cara, encostar na parede. “Vou bater, porque agora eu faço Jiu-Jítsu, faço o Muay Thai. Agora vou socar esse cara”. Não é para você, eh, ter ter toda aquela autoconfiança, mas foi vítima de uma situação dessa. Pega um louco na rua, né? Você citou um mendigo, mas, né, pode ser qualquer outro louco, um cara na balada, um bêbado, alguma coisa, estuprador, um o aliciador. Vai lá, chegou junto. Ela já se portou. Não

funcionou naquela autoconfiança dela. A pessoa tá indo para as vias de fato. O que ela tem? Ela tem arte marcial. E se ela não tiver, tem um passo a menos. Então, pelo menos ela tem uma chance bem maior de sair com técnicas efetivas, de conseguir se desvencilhar, tirar a pessoa de cima e sair, tirar a pessoa que tá agarrada no teu pescoço e sair. Agora, vai sair. Qual outra chance ela tinha se ela não fizesse defesa pessoal? Então, assim, e vai aprender, vai, né? Pode ser que não aconteça disso aí. Pode acontecer, né? A gente não sabe o que que de fato tá acontecendo na realidade, no dia a dia, lá. Como a pessoa pegou a outra desprevenida. Mas a luta, ela vai tirar isso: uma possibilidade de uma autodefesa eficiente. Não é para falar, vender pra pessoa, falando: “Você vai fazer comigo, a pessoa vier, você vai bater naquele cara, você vai desmaiar aquele cara, vai fazer isso, aquilo, aquilo, aquilo”. Você pega lutadoras conseguem consegue, tal, não sei o quê. Mas a gente tava conversando numa situação normal, numa situação geral, que chega aquela aquela aquela mulher, aquela menina, aquela mãe. Falou: “Meu, uma situação dessa, a pessoa pegou meu braço. Como é que eu solto? O cara me forçou. Como é que eu solto? O cara me abraçou aqui. Como é que eu saio? O pessoal tá em cima de mim para me estuprar. Tem alguma saída?” Tem. Tem saídas muito boas, muito efetivas. E se você não tem arte marcial, nem essa você tem. Pelo men… 

Você vai, professor, ter que fazer mais dessa, hein? De de seminário para mulher, cara. Porque eu lembro que quando vocês fizeram, foi lotado. Até acabou as acabaram as vagas rapidamente. 

E tem que fazer mais, porque, meu, é um é uma dor gigantesca pras mulheres. Até para a gente não imagina o que elas passam. É. 

Imagina. 

É sofrido a vida dela, sabe? Entra num num ônibus, o cara passa a mão, encocha, metrô, trem, não sei o quê. Agar no, aquela mulher que tá andando na rua e bota a cabeça baixa. Aí você o cara tá ali, ela já já fica com receio. Ela já baixa a cabeça. Já se torna vítima. 

Exato. 

Se ela tem a postura já de andar, olhando pra frente, a pessoa olha, ela olha no olho, assim, continua andando, sabe? Sem desafiar, mas mostrando confiança, pode ter certeza que ele vai mirar outra. 

É isso. Verdade. 

Entendeu? Então, assim, se vier, ela sabe: “Ah, segurou meu braço. Vem aqui que puxar”. A pessoa, ela só ela virar o pulso pro lado do dedão, aqui, sai na hora. Se puxar pro outro lado, não vai sair. Entendeu? Então, são técnicas que a gente ensina. 

Eu nunca tinha olhado por essa, por essa percepção, assim, de a vulnerabilidade da vítima… 

É porque a vítima, ela se ela se coloca na posição de vítima muitas vezes por falta de autoconfiança.

Sim. É o que você falou. O o ladrão ou o estuprador, independente de qual é a, o, o que ele tá planejando fazer, ele vai atrás de quem é mais fraco. Porque ele quer o menos problema possível. Ele quer só fazer o que ele tá pretendendo fazer e e embora sem sem dar errado. E quando a mulher tem essa autoconfiança, ela já consegue colocar muitas Muita muitos 

limites, muita muita coisa. 

Nunca tinha passado parado para ver esse pré pré pré-problema, até em casa mesmo, como como você falou. Poxa! Stop. Mas não acabou ainda. Eu tenho uma pergunta final para te fazer. Mas eu quero agradecer os patrocinadores agora rapidinho. Tiagão, tá no esquema aí? Então, bora! 

Eu quero começar agradecendo a CMC Displays do meu parceiro Adalto de Carvalho. Tá precisando vender mais? Então, o seu negócio precisa de soluções criativas para PDVs: balcões, bandejas, displays e muito mais. O site, o @ dos caras aqui na tela. E quando você trabalha com PDV, quando você trabalha com ponto de venda, quando você trabalha direto com o cliente final, seja recebendo na sua loja ou visitando eles nas nos lugares que você atende, ou recepcionando em quiosques, independente do do PDV, do tipo de PDV que você atua, mas uma coisa é fato: quando você melhora e amplia o tipo de experiência que o cliente tem, você consegue uma conversão muito maior. É simples. Simplesmente pelo fato de que você tá fazendo com que o cliente experimente outros sentidos na experimentação do produto, e não só uma uma prateleira, olhar o produto, visualizar ele na em funcionamento, mas muitas vezes degustá-lo. Quando a gente fala de degustar, não só no ramo alimentício, né, mas também às vezes um cheiro, um perfume, um toque. E essas coisas são sensacionais quando você agrega esse esse essa experiência no teu ponto de venda, fazendo com que as suas conversões aumentem e muitas vezes até o seu ticket, aumentando a tua lucratividade. Então, quando você pensa em trazer experiências para PDV, um uma das empresas que você pode ir atrás que os caras têm diversas soluções é a CMC Displays. Entra no site dos caras, https://www.google.com/search?q=cmcdisplay.com, ou @mcdisplays. E tudo que você pensar para amparar sua estratégia em PDV, a a CMC consegue te ajudar, não só com os produtos já que ele tem de prateleira, mas também personalizando para você e te entregando a solução completa para você colocar na sua loja, nos seus pontos de venda, nos seus distribuidores. E com certeza depois você vai e ver diferença nos resultados, tá bom? Obrigado a SM MC pela parceria. Obrigado, Adalto de Carvalho. Vamos que vamos. 

E agora, quero falar da SMB Store, do meu parceiro Alonso. Desde 2018, a SMB Store tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, suas vendas, seu financeiro. Tudo isso com sistema acessível e fácil de usar. Tá aqui o site dsmb na tela e também o @dsmb. Quando você é empresário, começa a trabalhar lá pequenininho. Todo empresário que que começa é o eu presa, o famoso eu presa, né? Então, você começa a trabalhar pequenininho e muitas vezes o seu controle fica muitas vezes defasado, porque você faz tudo sozinho. E aí você a nota tudo num caderno, num caderninho, num papel de pão, às vezes numa planilha do Excel. Só que não importa. Tá, não importa o seu tamanho. Você pode ser um eu empreendedor, um eu presa ainda. Mas quando você começa, já tem que começar de forma estruturada. E aí, e a melhor coisa que você pode fazer pra tua empresa crescer de forma sólida é você ter um ERP, um sistema que gerencia todas as coisas da sua empresa, desde emissão de nota, financeiro, estoque, vendas. E isso faz com que todos os setores fiquem interligados. Por mais que você você é pequeno e sozinho,

mas aí, conforme você começa a crescer, você fica muito mais sólido e estruturado. O trabalho de preencher uma planilha do Excel, o trabalho de fazer isso num papel de pão, muitas vezes você nem faz. Mas o trabalho de fazer nesses desses métodos ultrapassados, eh, dá é o mesmo que você fazer num ERP fácil e simples de usar, que é o caso da SMB. SMB é um sistema super fácil. Eu gerencio, além do CNPJ, por ele. É muito facinho, cara. É tão fácil quanto usar uma rede social e já faz com que a sua empresa se estruture e cresça do jeito certo, fazendo com que, conforme você vai avançando, contratando gente na no momento futuro, as coisas automaticamente se encaixam. Porque você consegue criar novos usuários e simplesmente as pessoas começam a entrar nos setores certos, ajudando você nesse gerenciamento todo. Então, para gerenciar uma empresa certinho, cara, não adianta, ah, mesmo que você é pequenininho, mesmo você tem poucos funcionários, mesmo que você seja uma eu-empresa, como eu falei, a SMB tem soluções super acessíveis em preço e com certeza vai te ajudar demais. Você vai voltar para me agradecer, com certeza, porque eu falo isso com propriedade. Eu sou um usuário da SM SMB e é muito fácil gerenciar lá as coisas do Além do CNPJ. A gestão desse podcast, recebimentos de patrocinadores, pagamento dos parceiros, tudo isso através da SMB. Tá bom? Então, qualquer coisa, entra no site dos caras, https://www.google.com/search?q=smbstore.com.br. Tamo junto. Obrigado, Alonso. Obrigado, SMB, pela parceria. 

E agora, quero trocar uma ideia com você para falar da agência RPLA, do Rodrigo Álvares. RPLA oferece a solução completa de marketing tal para negócios, cuidando de empresas com olhos de dono, desde a criação de sites, gestão de anúncio, planejamento estratégico, social media e SEO. Aqui o site da RPLA e o @ do Rodrigo Álvares. E por que que quando você fala de RPLA, você coloca o @ do dono da empresa? Porque simplesmente é uma coisa que acontece e é a veia da Riplan. E quando você muitas vezes, empresário, precisa e de um marketing digital, muitas vezes você faz sozinho a gestão do seu tráfego, muitas vezes você faz sozinho a gestão das suas redes sociais e tudo mais, atualização de site. Conforme você vai crescendo, você vai perdendo braço para isso. Porque, automaticamente, por mais que dê certo quando você tá começando e tudo mais, o o teu negócio é o que você faz, é o que você vende. Então, se você quiser cuidar do marketing, você fica com uma defasagem muito grande. E aí muitos empreendedores ficam nessa dor de: “Putz, eu vou tirar o marketing da minha mão”, só que para quem eu… quem eu… Eles entendem o poder e a importância do marketing. Eles ficam no medo: “Para quem confiar isso?”, sendo que muitas vezes já tiveram experiências negativas com agência e tudo mais. E, cara, quando você fala de agência, cara, você entra lá, você é mais um. E a Riplan, ela tem um foco diferente. Ela é uma boutique de atendimento real. O Rodrigo, tanto é que o não tem nem @r da RPLA, é o Rodrigo Álvares mesmo, que é uma das pessoas que é o dono da empresa e e participa ativamente de todos os atendimentos. Ele tem um preço super bacana e um retorno surreal. Porque o cara, de fato, junto com a tua equipe, né, junto com a equipe que ele tem lá, faz tudo acontecer de maneira era muito transparente, muito coesa, sempre trocando ideia com o empreendedor. Digo isso porque eu sou cliente dos caras. Todas as minhas empresas eh são eh gerenciadas pela RPLA. E, cara, já indiquei 300 clientes pro Rodrigo. Todos eles que tão hoje trabalhando com a RPLA e são super felizes. Porque, cara, realmente é uma agência que eh ajuda o empreendedor a prosperar o teu negócio com olhos de dono, como eles falam. E você, ao testar, você já vai numa reunião com o Rodrigo, você já vai entender o que eu tô falando. Porque, realmente, o cara tem uma percepção diferente e um jeito de atender diferente, o que acaba sendo um baita diferencial no mercado. Tá bom? Então, se você tá com dores do marketing digital em geral,

desde SEO e tudo mais, que são as coisas que o Rodrigo me gerencia lá. O Rodrigo faz os meus sites, SEO, gestão de tráfego, redes sociais, né, social media e tudo mais. Qualquer dor que você tenha, pode falar com o Rodrigão. Clica em qualquer lugar dessa tela, marca uma reunião com ele e depois volta para me agradecer. Beleza? Obrigado, Rodrigão. Obrigado, agência, pela parceria. Vamos que vamos. 

Agora, eu quero falar da WJR Consulting, do meu querido Wallenstein Júnior. Gestão financeira descomplicada para empresários. O @ da WJR aqui na tela e o site da WJR aqui na tela. Quando a gente fala de gestão financeira, falo isso com propriedade, porque eu já passei muito perrengue na vida empreendedora. Eu lá atrás, são 11, 12 anos empreendendo, mas até os meus 6, 7 anos eu só empreendi, empreendi, empreendi, a corria, corria, corria e não saia do lugar. Crescia em número de faturamento, crescia em número de funcionários, mas os custos cresciam na mesma proporção. E, cara, não sobrava. Por incrível que pareça, eu não sei se você já teve essa percepção, mas parece que você ganhava mais dinheiro enquanto você era menorzinho, sabe? Quando você é pequenininho, você ganha dinheiro. E aí, conforme você vai crescendo e as pessoas vão achando que você enriqueceu, você olha para trás e fala: “Cara, eu ganhava mais dinheiro lá atrás. Hoje em dia eu não ganho”. Isso acontece muito com as empresas que crescem. E isso é de acordo com uma falha na gestão financeira. Eu tinha essa dificuldade. Eu não sabia entender o que acontecia até que um consultor chegou na nossa empresa, nos ajudou demais e mudou minha vida do dia para a noite, assim. Claro, foi todo um trabalho de construção. Mas quando ele me apresentou algumas ferramentas de gestão financeira, principalmente um DRE bem desenhado, gerencial e tudo mais, cara, as coisas começaram a se desenhar e se e se esclarecer de uma forma na minha frente que eu falei: “Cara, por que eu não conheci isso antes?” Perdi muito tempo para conhecer. E assim, a WJR consegue te dar uma assessoria completa, com várias planilhas, arquivos prontos que você consegue comprar e já implementar na tua empresa, e principalmente consultoria. Algumas, eh, com o própria a própria WJR, com o próprio time do Wallenstein, e algumas de coligados, né? Que são todo um time que o que o Wallenstein tá construindo de consultores independentes para todos os bolsos de empreendedor. Então, você se você é pequenininho, tem dificuldade de gerir sua empresa e tudo mais, você vai ter um consultor no no pool da WJR que consegue te atender. Se você for uma multinacional, faturando milhões e milhões e milhões por mês, você também vai ter um consultor para te atender na WJR. Tá bom? Então, entra em contato com os caras, troca uma ideia, e tenho certeza que que você não vai se arrepender. No primeiro mês, todo esse investimento da WJR se paga. É um investimento que de fato se paga, retorna quase que imediatamente. Isso aconteceu comigo, com certeza vai acontecer com você. Tá bom? Tamo junto. Obrigado, WJR, pela parceria aí. 

Agora, eu quero falar da Agora Marcas, do meu parceiro Rodrigo Lopes e da Luana, startup que revolucionou o registro de marcas no Brasil. Em poucas horas, eles registram sua marca de modo 100% online e sem burocracias. Tá aqui o @ da Agora Marcas e tá aqui o site da Agora Marcas. E aí eu quero falar para vocês de vários casos que aconteceram, né? Direto a gente vê esse negócio de registro de marca. Não sei se vocês viram que aconteceu, agora deu um acidente de um jet ski no mar que teve um acidente que que foi complicado, machucou a pessoa e tudo mais. E o Jornal Nacional eh chegou lá e falou: “Ó, aconteceu um acidente”, noticiou simplesmente o que tinha acontecido, dizendo: “Aconteceu um acidente no litoral, etc., etc., etc. E um jet ski eh foi lá e e bateu

num num banhista e acabou machucando e tudo mais”. Eu não sei nem se o banhista chegou ao óbito, infelizmente. Mas, enfim, e aí dias depois, o o Jornal Nacional foi notificado pela Kawasaki. A Kawasaki é a dona da marca jet ski. E aí ela disse: “Opa, não é assim, não. Você tá manchando a minha marca. Jet ski é marca, não é produto”. Mais ou menos o que acontece com cotonete, hastes flexíveis, sabe? E aí o Jornal Nacional precisou se retratar ao vivo sobre o que foi falado. Deu um boom no mercado, né? Querendo ou não, todo mundo levou esse esse assunto para pras redes sociais. Isso é um case importante pra gente falar sobre registro de marca. Registro de marca é uma coisa extremamente importante que muitas vezes super barato. Eu já me ferrei muitas vezes com isso, duas vezes, inclusive, na minha trajetória. Inventei o nome de uma empresa e, e em seguida depois de uma marca, eh, foram em épocas diferentes. Errei duas vezes a mesma coisa. Isso que doeu mais ainda. Porque eu já tinha errado, perdi dinheiro. E depois de um tempo, errei a mesma coisa. E hoje eu não erro mais nisso. Mas que eu comecei negócios que marcas de com nomes de marcas que já existiam e depois passei um perrengue gigantesco. Precisei trocar, perdi embalagem, perdi papelaria, perdi site, perdi um monte de coisa, tudo por conta de um investimento ínfimo que dá para fazer de forma muito rápida e com assessoria de alguma empresa. Então, cara, quando a gente fala de rede de marca, não deixa para fazer eh depois. Se você tá construindo um negócio a longo prazo, cara, faz agora. A Agora Marcas é uma baita de uma empresa, fácil de gerenciar. Você vai lá rapidinho, você troca ideia com os caras. Os caras fazem uma pesquisa para ver se já tem antecedente ou não, te dão uma uma super assessoria e o negócio funciona super bem. Tá bom? Então, obrigado aí, Agora Marcas. Obrigado, Luana. Obrigado, Rodrigão, aí pela parceria. 

Agora, eu quero falar da Nova Depósito Materiais para Construção, meu parceiro Márcio Novaes. Há 26 anos, olha isso, 26 anos de empresa não é para qualquer um, hein? 26 anos atendendo desde pequenas reformas até grandes construções, do básico ao acabamento. Tá aqui o site da da Nova Depósito e o @ da Nova Depósito. E aí, quando a gente fala de material de construção, quando a gente fala do universo da construção civil, a única certeza que eu posso te dar é que é um perrengue atrás do outro. São muitos itens, muitos SKUs, muita coisa para gerenciar, muita compatibilização entre fornecedores, cara, é um caos. A construção civil, de fato, traumatiza quem se aventura nela de forma aventureira, como eu falei, né? Que é o cara que quer gerenciar sua própria obra e tudo mais. Mas é estresse puro isso, porque, realmente, é um ramo complexo de muitos itens. Muitos itens fazem parte de uma obra, e a compatibilização entre os fornecedores é muito complicado. E sendo que a gente ainda tem um problema e eh crônico de mão de obra no Brasil. E aí, quando você vai fazer qualquer obra, seja na sua casa, seja na sua empresa, seja uma pequena reforma até uma grande construção, uma coisa que faz total diferença é você ter bons parceiros para te amparar e te ajudarem nessa parte. Isso é o que tem dificuldade também, porque a gente tem dificuldade de encontrar parceiros que são lá, atendem, que estão lá contigo, atendem que atendem prazo, que se por acaso vai dar algum problema e tudo mais, te avisam. E não você descobre de última hora e tudo mais. Isso parece que é óbvio, mas é muito difícil de acontecer. Então, quando você for fazer alguma pequena reforma ou uma grande obra, conta com a Nova Depósito. Entra em contato com os caras. Dependendo do tamanho da obra, eles entregam a nível Brasil. Os caras têm preço competitivo e um atendimento surreal. Surreal mesmo. Então, Nova Depósito, @ da Nova Depósito, em algum lugar aqui dessa tela, o site da da Nova Depósito em algum lugar nessa tela. Só clicar e trocar uma ideia com os caras no WhatsApp, que

com certeza você vai falar que os caras são bons mesmo e depois vai me me agradecer. Tá bom? Tamo junto aí. Obrigado, Nova Depósito e Márcio Novaes, pela parceria. 

E, por fim, quero falar da DT Live. Transmissões ao vivo de maneira profissional. Estúdios de podcast, podcast in company, transmissões ao vivo, transmissões de congresso, palestra, eventos e muito mais. E o @ da DT Live aqui na tela. Quando você tá trabalhando num num cenário de podcast, você quer fazer podcast, você muitas vezes precisa de um estúdio para gravar alguma coisa da sua empresa, ou muitas vezes você quer trazer também toda essa estrutura de estúdio para a tua empresa, numa sala de reunião e tudo mais, funciona também. Ou você quer levar toda essa estrutura de estúdio para um cliente, funciona também. Quer fazer gravação de depoimentos para para alguns clientes, funciona também. Tem toda uma estrutura aqui. Você vai fazer um treinamento de vendas e tem muita gente fora fora do país, fora do estado, gente de home office de outros lugares que a locomoção é é seria cara. Você consegue fazer uma transmissão ao vivo né, e online 100% e sem delay, funcionando maravilhoso, gravado, para que as pessoas futuras que entrem na empresa tenham todo esse histórico de processo e treinamento, não simplesmente se perca com as pessoas que estavam lá simplesmente no no momento que estava sendo feito. Então, tem muita coisa que você consegue fazer, né? Transmissão de congresso, palestra, evento. Podcast é um baita de um negócio legal. Se você fizer podcast uma vez por mês e com alguns clientes, cara, você troca uma ideia com o cliente, fideliza ele, cole depoimentos, porque o cliente vai estar falando da tua empresa. Isso vai para site, para rede social e tudo mais. Isso ajuda demais. Então, caso caso você e se interesse por qualquer uma dessas frentes de transmissão ao vivo, troca uma ideia com a DT Live. Tá bom? Troca é só clicar em qualquer a qualquer lugar dessa tela aqui, entender como que eles trabalham, chama eles no WhatsApp, chama eles pelo site. Os caras têm atendimento sensacional e os caras são um dos melhores de transmissão ao vivo aqui do país. Tá bom? Tamos junto, DT Live. Tamos junto, Tiagão. E vamos que vamos. 

Obrigado aí pela parceria. Obrigado por por, eh, e favorecer, né, todos esses patrocinadores que nos ajudam a bancar esse projeto. Esse projeto que tudo essa iluminação, essa estrutura profissional, esse som de qualidade, essa imagem de qualidade, tudo isso são pagos pelos patrocinadores que acreditam nesse projeto e faz com que todo esse conteúdo seja trazido de maneira gratuita aqui na internet. Então, tamo junto. Obrigado aí, vocês, todos patrocinadores e vocês todos, ouvintes, telespectadores, internautas, não sei qual o nome que se fala, mas que estão aqui prestigiando essa turma toda. 

Professor, sucesso! E obrigado pela, pela presença. Mas eu quero te fazer uma pergunta final. Uma pergunta que normalmente eu faço. E eu vou bater na madeira para fazer essa pergunta, que é o seguinte: imagina que essa é a sua última aparição. Você tá, você sai daqui, pega teu carro, bate o carro, morre. Por isso que eu tô batendo na madeira. Opa! E e aí, cara, essa foi a sua última mensagem pro mundo. Que mensagem você gostaria de deixar pro mundo, pro mundo, assim? Pode ser profissional, pode ser espiritual, ou uma dica, um uma lição de vida, uma filosofia. Mas que mensagem você deixaria pra humanidade? 

Profunda essa pergunta. Poxa, bem profunda, né? Tem tanta coisa pra gente pra gente falar. Mas o que mais me pega, assim, eu sou muito família. Então, eu procuro seguir da forma mais correta possível. Sabe? Tem grandes valores ainda, eh, que eu não abro mão.

Então, sabe? A gratidão, a lealdade, o respeito e aquele espírito família. Acho que se você tem isso dentro de você, você tem uma família forte. Sabe? Procure ficar bem perto da sua esposa, perto do seu filho, abrace seus pais. Eu perdi minha mãe faz pouquíssimo tempo. Então, a gente não imagina a dor que é, a falta que faz. Mas, pô, ame demais. Sabe? Não não tenha medo, assim, de de amar. Faça a melhor coisa que você puder fazer e ande no caminho do bem. Porque, às vezes, pode parecer que o caminho errado vai te trazer muito mais benefício. Dinheiro não é tudo. A gente não consegue deitar a cabeça no travesseiro e dormir em paz. Eu preciso dormir em paz. E eu passo isso pro meu filho. Falo: “Olha, você faça a coisa certa que você pode ter certeza que quem for mal e você fazendo sempre o certo vai se afastar”. A vida vai eliminar. “Você tá achando que ah, porque você tá seguindo esse caminho, você perdeu alguns amigos”. Não. Você se livrou de situações que não eram seus amigos. Então, siga no caminho do bem. Dinheiro não é tudo, sabe? Valorize as pessoas que estão ao seu lado. São pessoas boas. Tenha um bom coração. Ajude o máximo que você puder. Leve uma mensagem boa, positiva. E é o que eu tento passar isso o tempo inteiro pro meu filho. Sou um paizão muito próximo, sabe? Adoro demais ele. Acho que me vê como como um herói. Mas para mim, o que eu aprendo com esse moleque… Ele tem um coração bom demais. Ele é incapaz de falar “não”. E às vezes eu falo para ele, você tem que falar alguns “n” aí, ensinar ele a ter essa casca dura, né? Sim. Mas assim, cara, e eu acho que eu que tô errado. Ele que é o cara bom. Mas ele não é o cara, sabe? Que é o político bom, que todo mundo… Ele é um coração bom. Então, sabe? Que fique desse lado. E que… 

Pureza, né? A pureza ainda não endureceu. 

A vida não endureceu. Mas que a gente, assim, sabe? A vida é dura. A gente se decepciona demais. Mas vamos buscar o lado positivo, o lado bom, que a gente sabe a nossa vida fluir melhor. Então, assim, a vida é única. É uma só. Aproveita a sua viagem. Porque, eh, tudo que eu penso na vida, depois minha mãe partiu, é cada vez mais tá próximo da minha família, próximo do meu filho. Base mesmo. E assim, ensinando as coisas da forma correta. Sabe? Por mais que sejam duras, às vezes, mas a gente tem que seguir da forma positiva, da forma boa. E resgatar o melhor das pessoas. E essa é uma lição, caraca, diária. E confesso que tenho aprendido e tentado aprender. Muito ainda tô longe de chegar nesse nível. 

É um processo, né? 

Mas, cara, eu me esforço dia após dia nessa nessa situação, nessa missão. Poxa! Professor, obrigado. Obrigado. Não passa. Queria ficar mais aqui. Já vai me expulsar. 

Não, pega… 

Falei: “Meu, o pessoal fala: ‘Meu, 1 hora e meia conversando'”. Eu falei: “Meu, é um instante, cara. É um instante”. Mas, putz, obrigado mesmo. Obrigado pela pelos aprendizados, pelos ensinamentos. Eu sou um um cara que tô apaixonado pelo Jiu-Jítsu, e quero eu vou eu vou até a faixa preta. 

Sem brincadeira. Além da faixa preta.

Além da faixa preta. É um esporte que eu vou levar pra minha vida, de verdade. Me ensina muito. 

O Jiu-Jítsu começa na faixa preta. Então, tô ferrado, porque tá… 

Que aí você passa a ter uma missão maior: ajudar também, ensinar os outros. 

Pode crer. E, e é verdade. Você tem que passar essa mensagem adiante. Eu tô eu tô tentando convencer todo mundo que eu conheço a fazer Jiu-Jítsu, porque é um negócio é maluco de bom. Obrigado pelos ensinamentos, pela ajuda que você me deu, inclusive no processo pré-campo, que minha cabeça foi uma aula aquilo lá. Porque, depois que eu me inscrevi, eu comecei a entrar numa paranoia de que “não vai ser o suficiente”, “eu tô ruim” e tal. “Vou parar”. E você, meu, “faz o negócio acontecer”. Você manteve lá. E fui, cara. Deu o que deu, né? Consegui uma medalha. Mas não foi nem pela medalha. Foi pelo processo. Sabe? O o campeonato foi o mínimo. É a superação. Sabe? O campeonato você fala, você se dedicou. Você fez sua parte. O campeonato começou naquele dia que eu te chamei e falei: “Você acha que vale a pena eu me inscrever?” O campeonato começou ali, sabe? Então, todo aquele processo, como eu falo, o Jiu-Jítsu ensina muito a vida do da pessoa. E se as pessoas… Eu tenho vontade de de compartilhar o dessa água que eu tô bebendo. Porque, porque eu tô adorando. E isso traz uma uma coisa muito bacana para pra vida das pessoas. E você é um facilitador que tá trazendo isso para a galera lá no na Jeb. Eu vejo o quanto muita gente tá se evoluindo, eh, tanto em qualidade de vida, porque eu tenho visto também, eh, alunos que entram lá acima do peso, tudo mais. Meu, o cara seca. Porque, também, além de tudo, é um esporte que queima pra caraca. Muita muita isometria, né? É. Então, eu mesmo perdi quase 10 kg nessa nessa brincadeira, nesse um ano. E eu não tô fazendo nada. Só tô fazendo Jiu-Jítsu. E então, é isso. É uma coisa que ajuda em tudo. Não tem. Só os dedos que ficam um pouco doloridos, que é normal. Mas, assim, é uma é uma coisa que que a tua missão, mesmo que aquela ideia de “Ah, eu quero ensinar Jiu-Jítsu sem cobrar”, que foi lá no comecinho, a sua missão continua acontecendo, por mais que agora é uma academia, porque tem que tem todos os custos e tudo mais. Virou um negócio, mas a missão continua acontecendo. E eu sou sou parte desses frutos aí. 

Obrigado. Foi uma honra estar aqui. Pô, agradeço todo mundo aí também, quem tá nos assistindo. Mas, poxa, foi demais, demais, demais. Não imaginei que fosse tão rápido. Tava nervoso. Não tô. Sinto meio meio assim, tímido com essas coisas. Peço desculpa aí se falei alguma bobagem. Mas, pô, eu sempre me entrego em tudo que eu vou fazer. E agradeço muito aí a participação. E você é um cara sensacional. Muito feliz de ter você no time. E quem quiser também, lá na academia, maior prazer. São Caetano, ali na Jeb Lutas, a Grace Jiu-Jítsu. Só chegar lá que vai ser muito bem recebido. Sucesso. 

Vai lá treinar com a gente. Sucesso, professor. Mais uma vez, obrigado. Oss. Galera, obrigado pela participação. Obrigado por ficar aqui até esse momento. Curte, compartilha, clica todos os botões, nos botões aqui embaixo, que ajuda no engajamento. E tamo junto. Até a próxima. 

 Valeu.

A Luta Diária: Empreender é como Lutar Jiu-Jitsu

A vida de um empreendedor e a rotina de um lutador de Jiu-Jitsu têm muito mais em comum do que você imagina. Em ambas, você precisa lidar com a pressão extrema, manter a calma quando o mundo parece desabar sobre você e buscar saídas estratégicas ao invés de se desesperar. No episódio #038 do Além do CNPJ, recebemos Gustavo Fratti, advogado especialista em direito empresarial, fundador da JAB Lutas e faixa preta de Jiu-Jitsu. Em uma conversa profunda e cheia de insights, ele nos mostra como a arte marcial pode salvar a saúde mental de quem empreende, além de dar uma verdadeira aula sobre como proteger os bens que você tanto suou para conquistar.

1. O Jiu-Jitsu como Válvula de Escape e Escola de Gestão

Muitos empreendedores vivem à beira do colapso nervoso devido à pressão diária. O tatame é o lugar onde o estresse corporativo não tem espaço para entrar. Quando você está sendo amassado em um treino, seu cérebro é forçado a focar apenas na sobrevivência e na estratégia, desligando-se completamente dos boletos e problemas da empresa. Mais do que isso: o esporte ensina a não “bater” (desistir) no primeiro sinal de desespero, criando novos caminhos neurais para resolver crises nos negócios com frieza.

“Se eu me desesperar, eu vou perder a luta… eu não posso me desesperar, tenho que manter a calma, tudo tem uma saída. O Jiu-Jitsu ensina a gente a aprender a lidar com situações adversas que fogem do nosso controle.”

2. Blindagem Patrimonial: A Importância da Holding

Um dos pontos altos do episódio foi a explicação clara e direta sobre como proteger o patrimônio pessoal dos riscos da empresa. Muitos acham que “Holding” é assunto apenas para bilionários. Qualquer empresário que comece a acumular bens e faturar mais alto está exposto a riscos trabalhistas, tributários e acidentes operacionais. Separar a empresa de gestão (onde mora o risco) de uma Holding Patrimonial (onde ficam os bens e ocorre o planejamento sucessório) é o escudo definitivo para garantir a paz da sua família.

“Se engana aquele que acha que Holding é só para bilionário. A gente vai separar a empresa de gestão, porque se ela tiver um problema, quem vai sofrer é a empresa. Do outro lado, a gente abre uma holding patrimonial para proteger o que você suou para conquistar.”

3. Empreendendo por Demanda: Da Garagem à JAB Lutas

A história da JAB Lutas é o clássico exemplo de um negócio que nasceu da demanda orgânica. O intuito inicial não era abrir uma academia, mas sim dar aulas para algumas crianças na garagem do prédio. A demanda foi crescendo, as mães começaram a se interessar, o espaço ficou pequeno e, de repente, o que era um projeto social virou um negócio estruturado. O diferencial? A academia nasceu com um DNA puramente familiar, e isso se tornou a sua maior força de mercado.

“Eu não tinha a menor pretensão de abrir uma academia. Eu fazia por amor, por prazer… Mas aí a coisa foi tomando uma proporção legal, a gente pegou um público ansioso, e hoje a academia tá com a grade cheia.”

4. Autoconfiança e Defesa Pessoal: O Fim da Posição de Vítima

Seja para crianças sofrendo bullying na escola ou mulheres vulneráveis à violência cotidiana, a arte marcial entrega algo muito antes da capacidade física de lutar: a postura. O agressor sempre busca alvos frágeis. O Jiu-Jitsu traz uma autoconfiança silenciosa que muda a forma como a pessoa anda, fala e olha nos olhos, inibindo ataques e ensinando o respeito mútuo.

“A arte marcial te encoraja demais. Você tira o olho do chão e passa a olhar no olho. A mulher fazendo uma defesa pessoal, a postura dela já é diferente. Só de ela se portar, já vai ter uma segurança muito grande.”

Conclusão: A maior lição deste episódio não é apenas sobre golpes perfeitos ou contratos jurídicos impecáveis, mas sobre a importância de ter raízes fortes. A verdadeira vitória do empreendedorismo é conseguir passar pelas pancadas da vida e dos negócios sem perder a essência, mantendo a família por perto e agindo com gratidão, lealdade e bom coração.

Quer aprender a blindar sua mente e sua empresa? Assista ao episódio completo e descubra todos os bastidores dessa história!

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