Produção de Conteúdo, Posicionamento e o Valor da Competência com Henrique Fellini | Além do CNPJ
O Poder da Comunicação no Cenário Digital
No ecossistema de negócios atual, a presença digital deixou de ser uma alternativa opcional para se tornar o pré-requisito da relevância de qualquer profissional ou empresa. Produzir conteúdo estratégico não é apenas postar em redes sociais; é a ferramenta responsável por construir reputação, encurtar distâncias geográficas e atrair oportunidades globais.
No episódio do podcast Além do CNPJ, o host Felipe Cassola recebeu Henrique Fellini — advogado com formação em Direito Internacional, estrategista de comunicação, palestrante e influenciador digital.
Henrique compartilha como utilizou a oratória, o estudo contínuo e a autenticidade para escalar sua audiência de 20 mil para mais de 760 mil seguidores em poucos meses, e aborda temas cruciais sobre a responsabilidade da liderança, a busca pela competência e a importância de se posicionar.
1. A Trinômio: Disposição, Disponibilidade e Competência
Em sua análise sobre o mercado de trabalho e o ambiente corporativo, Fellini destaca a raridade de encontrar profissionais que alinhem três características essenciais para o crescimento:
[Disposto (Vontade)] + [Disponível (Tempo/Acesso)] ➔ [Comprometimento] ➔ [Estudo e Trabalho] ➔ [Competência]
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Disposto + Disponível: Uma combinação rara. Quem geralmente tem muita disposição costuma estar ocupado com demandas; quem tem tempo de sobra, muitas vezes carece de iniciativa.
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O Papel do Estudo e do Trabalho: A competência não é inata; ela é construída por meio do estudo que acumula conhecimento e do trabalho que gera resultado financeiro e autonomia.
2. A Produção de Conteúdo como Trabalho Inegociável
Para Henrique Fellini, negligenciar a criação de conteúdo no cenário contemporâneo é o equivalente a se omitir do próprio mercado de atuação. A internet funciona como um amplificador de visibilidade que permite a profissionais e marcas atingirem escala global sem depender de intermediários.
| Pilar da Produção de Conteúdo | Função Prática no Negócio | Resultado Esperado |
|---|---|---|
| Frequência e Constância | Mantém a marca ativa na percepção diária da audiência. | Lembrança de marca e aumento da autoridade. |
| Clareza na Mensagem | Filtra o público qualificado e afasta ruídos de comunicação. | Conexão com clientes e parceiros alinhados. |
| Serviço e Utilidade | Entrega valor real antes de realizar qualquer oferta comercial. | Confiança, engajamento e conversão em vendas. |
3. A Importância da Autenticidade e da Coerência
Fellini defende que a busca por agradar a todos no ambiente digital resulta na perda de identidade e de posicionamento. Para construir uma audiência sólida e engajada, o comunicador ou empresário precisa ser fiel às suas convicções, sustentando suas ideias com repertório e dados.
“É preferível desagradar o mundo inteiro e ser fiel à própria consciência do que trair a si mesmo para agradar aos outros. No fim do dia, a construção da sua jornada é o seu único ativo real.” — Henrique Fellini
4. A Imersão “Apóstolos” e o Posicionamento de Líderes
Como desdobramento do seu trabalho de comunicação, Henrique idealizou a imersão Apóstolos, realizada em Florianópolis (SC). O evento reúne palestrantes e especialistas do mercado nacional com o objetivo de ensinar empresários, profissionais liberais e líderes a extraírem suas experiências individuais, estruturarem sua mensagem e construírem ecossistemas próprios de audiência e negócios.
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Produzir conteúdo é milagroso. Basta a gente postar e assistir o milagre acontecer. Até onde a tua produção de conteúdo pode te levar? A minha me levou a trabalho na Guatemala, Las Vegas, Nova York, Zurique e Lisboa, todas essas viagens nos últimos 12 meses. É muito difícil a gente encontrar hoje, Felipe, pessoas que estão dispostas e disponíveis ao mesmo tempo. Geralmente a pessoa que tá disposta a alguma coisa, ela já não tá mais disponível porque ela já foi utilizada, tem muita coisa a ser feita aqui; e quem tá disponível nessa hora do dia, não tá disposta a nada. Como no Sul a gente fala, tá de varde, não tem nada para fazer. Agora, disposto e disponível é uma combinação muito rara. Aí tá disposto, disponível, tá comprometido, OK. Está comprometido? Tá na hora de se tornar competente. Precisa ir se tornar competente para se tornar o que quer se tornar. E a competência vem do estudo, vem do trabalho, porque o trabalho e o estudo ninguém tira de ti. E o trabalho devolve. Devolve como? Como grana. E com dinheiro tu faz o que tu quiser.
Buenas, buenas, buenas! Seja bem-vindo a mais um podcast do Além do CNPJ. Primeiro de tudo, muito obrigado por estar aqui pra gente trocar essa ideia de empreendedorismo vida real. Gente, o cara que tá aqui na minha frente é um cara que eu tenho acompanhado há uns dois, três meses no Instagram. Vi um vídeo dele que eu falei: “caraca, bicho, esse cara tem uma das melhores comunicações que eu já vi nos últimos tempos!”. Me chamou muita atenção a construção do raciocínio, a eloquência, a persuasão nas palavras e do raciocínio no todo, entonação, cara… Tava tudo no seu exato lugar. E assim, uma construção de raciocínio que realmente me surpreendeu. Comecei a seguir imediatamente, comecei por causa disso a acompanhar cada vez mais os conteúdos e falei: “meu irmão, vamos para um podcast quando você estiver em São Paulo”, e já nos organizamos. Inclusive, de lá para cá, esse cara explodiu, tá ganhando seguidor pra caramba, não à toa, justamente por conta dessas coisas que me chamaram atenção. É um cara extremamente eloquente, gente boa pra caramba. A gente tá batendo um papo aqui nos bastidores, nos conhecemos hoje, e um cara interessante, legal de se aprofundar numa conversa, e eu tenho certeza de que esse podcast vai ser o motivo que a gente tá criando aqui para bater esse papo e trazer aqui um pouquinho dessa conversa aqui para vocês. Tô aqui com o meu brother Henrique Fellini. Meu parceiro, obrigado por topar o convite, por estar aqui, meu irmão.
Eu que agradeço, cara. Muito legal, depois dessa introdução aí, me passa teu PIX que a gente organiza! [risadas] Caraca, é muito legal ouvir a nossa história sendo narrada por uma visão externa, porque muitas vezes pra gente o que a gente tá fazendo é ordinário, é o dia a dia, a gente acaba sendo engolido pelas demandas e vai atendendo o que tem, vai fazendo o que tem que fazer. E aí quando passa um mês fazendo o que tem que fazer, dois meses fazendo o que tem que fazer, um ano fazendo o que tem que fazer, a gente acaba se surpreendendo olhando em retrospecto tudo o que construiu, não é? E com o advento do digital, que é onde a gente vive hoje — não à toa nos conectamos através do digital e hoje estamos aqui produzindo conteúdo para o digital —, a construção acaba se tornando muito célere. O que era mês passado já não é mais agora, o que funciona hoje já não funciona mais amanhã. E se a gente não estiver em constante atualização do mercado, do digital, de nós mesmos, a gente acaba morrendo na praia. É isso, né? Vamos lá, tu me acompanha há uns dois, três meses… Cara, eu ganhei 330.000 seguidores no mês passado, cara! A intencionalidade dessa quantidade de gente é mais do que a minha cidade natal me assistindo ali, acompanhando constantemente, stories batendo 100.000 visualizações, 80.000, 100.000 visualizações. Pô, isso é muito expressivo. E são universos que deliberadamente optaram por te acompanhar e estão ali testemunhando o que tu está construindo, e isso se retroalimenta. A própria construção vai gerando, como juros compostos, é esquisito, não é? Pois é, e olha, isso tudo começou no começo do ano. Eu comecei 2024 com 20.000 seguidores, cara, e hoje já me alinham mais de 760.000. Ontem tive um post derrubado, mais um dos meus posts derrubados, não sei por quê, são posts tão tranquilos [risadas], e aí acaba castrando um pouquinho o meu alcance, meu engajamento. Mas não fico muito refém disso, que é o que eu ensino as pessoas a fazerem: não ficar refém do algoritmo e ficarem sim senhores de si mesmos. Então, com a quantidade de conteúdo certo, com a constância certa e com os tópicos certos, a gente sempre acaba voltando de volta ao pódio. Que bom estar aqui contigo! Vamos lá, um conteúdo de qualidade para essa galera.
Vamos para cima, meu irmão! Eu quero começar perguntando um pouco sobre um assunto que vai dar um pouco de contexto para as pessoas sobre o Henrique. O Henriquinho — não sei o nome como seus pais chamavam —, mas de onde ele veio, onde ele nasceu? Como foi o contexto da sua infância, por exemplo, quando você queria e estudava para ser alguém na vida ou olhava pra frente, o que que você vislumbrava? Como que foi tua infância? Inclusive assim, aos olhos do que você quiser contar sobre pai e mãe presente, dá um overview para que as pessoas entendam o presente do Henrique com o contexto da sua vida. Dá um geral pra gente aí.
Entendi, cara. Vamos lá. Eu, na verdade, tu acredita que eu morro de preguiça de falar de mim mesmo?
É mesmo, cara?
E é uma coisa um pouco esquisita, na verdade. Eu sou muito narcisista [risadas], muito! Eu sou superinteressado por mim, mas no agora, no agora. O que passou, passou já, né?
Passou, passou.
E vamos lá, eu preciso ter uma certa noção da relevância. Por mais que eu esteja, como tu disse antes, né, hypando, e eu sei que os meus números são expressivos, e há de existir uma razão que eu tenho que validar pelo fato de mais de 700.000 pessoas me acompanharem, pô, quase 1 milhão de pessoas! Hoje o Brasil ambiciona muito seguidores, porque a mobilidade social é uma coisa muito difícil, e através de seguidores você consegue sim ter aí uma evolução financeira se souber manusear bem esses seguidores. Então eu preciso validar que há algo em mim de interessante. Mas no agora, inclusive quando algumas pessoas começam a me contextualizar as suas histórias, cara, eu já fico pensando: “ai, meu Deus, mas onde foi que eu… Que ônibus que eu peguei para chegar até aqui para estar preso nessa conversa?”. Então eu vou trazer um briefing razoável pra gente ter contexto, mas mais do que a história em si, eu acho que é mais interessante pra galera a moral da história, não é?
Então, cara, eu venho de uma realidade… Eu sou do interior do Rio Grande do Sul, das terras tão tão distantes do Rio Grande do Sul, onde nada acontece a não ser a nossa vida. O Brasil acontece em São Paulo, não é no Rio de Janeiro, não é em Brasília, não é em Curitiba, é em São Paulo. Aqui realmente é a cidade que nunca dorme, e a gente acaba tendo uma espécie de FOMO, né? Aquele medo de ficar de fora, então acaba participando de um monte de coisa. Então eu sou do interior do Rio Grande do Sul, uma vida construída de uma forma bem mais pacata do que qualquer pessoa que nasce em São Paulo. Inclusive, ao estar aqui agora este ano, onde eu tô muito mais presente em São Paulo do que jamais estive, eu vou percebendo que todo mundo tem um lastro, e o meu grande diferencial em relação ao lastro das pessoas que são de São Paulo é justamente não ser de São Paulo. Porque aí eu trago comigo algumas questões culturais: eu sou gaúcho, eu falo “bah”, “chê”, “tri”, “capaz, gente!”, e isso tá em mim.
Eu venho de uma tríade, da Santíssima Trindade: a minha família paterna é uma família muito humilde, muito humilde mesmo, assim, da pobreza da vila, né? No Sul nós não temos favela, nós temos as vilas. Então com essa família, cara, eu aprendi muito sobre diversão, boemia, sobre parceria, sobre prazer, curtir a vida. Eles realmente logravam êxito em encontrar prazer e diversão mesmo numa realidade muito pífia, então de romantizar a própria vida. A realidade da família materna já é uma realidade mais rural, os colonos do Rio Grande do Sul, onde a pujança era justamente salame pendurado no teto, queijo e sacos de soja, cabeças de gado, e onde o valor da pessoa está no trabalho. É uma família do interior e a partir então do trabalho é que nós construímos a própria vida. E no núcleo familiar, com a minha mãe, com o meu padrasto, foi onde eu tive acesso à educação, onde eu tive acessos… A vida já se tornou de um conforto para um luxo, uma vida realmente muito prazerosa e intelectualizada, onde a minha mãe trabalhou para que eu pudesse então me aculturar. Essa é a construção, né?
Então a minha mãe foi a grande provedora da casa por muito tempo. O meu pai faleceu quando eu tinha 4 anos, então muitos dos meus movimentos hoje vêm dessa fidelidade que eu tenho com a história. Meu pai morreu com a idade que eu tenho hoje.
Caraca!
Então, quando eu paro para pensar na morte, eu penso o seguinte: “hum, eu ficaria resignado se eu morresse, eu voltaria por pura birra, tipo ‘não, eu tenho coisas a fazer, eu tenho lugares a ir, eu tenho coisas a falar, pessoas a conhecer, não posso morrer, tenho sede de viver'”. E eu acredito muito que é em decorrência de de, pô, de honrar então a vida do meu pai. Meu pai me quis e teve a vida então ceifada muito cedo, né, por um acidente de carro. Tenho uma irmã, uma irmã por parte de mãe. Teve a vida ceifada muito cedo, e hoje eu tenho essa vontade de fazer muitas coisas, muitas coisas, de ser tentacular. Eu tenho uma facilidade de dizer sim: “ah, vamos no podcast?”. “Vamos!”. “Ah, vamos no palco?”. “Vamos!”. “Ah, esse cliente?”. “Vamos, bora!”. E isso acaba me trazendo muitas conexões, muitas experiências, me coloca em mesas, muitas vivências. Isso é superlegal.
De um lado, a mãe investiu muito no estudo, no estudo, no estudo. Ela traumatizou a minha cabeça com o estudo e me deu acesso a experiências que acabaram com a minha vida, eu não tenho mais volta atrás! Depois que a gente acaba experienciando o que é bom… Minha mãe me enviou pro mundo todo, conheço 38 países.
Caraca!
Então depois que a gente acaba experienciando algumas coisas, o paladar não retrocede. A gente não tem… Eu sei, eu falo para ela: “você me amaldiçoou, eu não tenho outra opção a não ser prosperar”. Então, cara, eu nasci numa realidade já bem pavimentada, um aparato familiar que existiu anteriormente para que eu pudesse nascer naquela medida. E uma mãe sábia também, uma mãe inteligente.
Uma mãe inteligente, que investiu muito em mim.
E que soube olhar a tua educação como um projeto de longo prazo, porque foi tudo estratégico.
Foi tudo estratégico, foi tudo estratégico! A escola sempre foi algo muito bem elocubrado ali pela minha mãe, um zelo muito constante, porque o estudo a levou onde ela chegou. Então, debruçado sobre isso, eu começo a pensar o seguinte: “cara, eu nasci aqui… Muito se fala, né, nessas histórias das pessoas que vieram do nada, que vieram da pobreza e que galgaram seu caminho como se fosse o único caminho legal”. Por mais que isso seja superlegal, tem os seus louros, né? Mas essa não é a minha história, Felipe, eu não tenho esse sonho de comprar uma casinha pra minha mãe, eu não vim do Nordeste para tentar prosperar… Não, a minha história é: “cara, olha, eu nasci muito bem, obrigado, e justamente por isso que o meu desafio é quebrar o status quo“. Porque o modus operandi já me trouxe até aqui, eu não tenho a menor razão e nem a permissão do aparato familiar para retroceder, tampouco, se tenho o mínimo de caráter, quero retroceder ou permanecer igual, que é tão ruim quanto. Então eu construo a partir daqui, construo a partir daqui! Esse é o desafio, pô! Depois que já tem um império construído, vai lá, cara, vamos ver do que que tu é capaz! Então é valer-se dos privilégios que me foram concedidos para prosperar e levar então esse standard da minha família para outro lugar. Esse é o contexto, cara, é isso que me trouxe até aqui: uma família tradicional do interior do Rio Grande do Sul, minha mãe é funcionária pública, meu padrasto… Aí temos o advento do homem mais importante da minha vida: a ausência paterna foi suprida de uma forma categórica pelo meu padrasto, que é a pessoa que eu mais admiro no mundo. Ele me forjou como o profissional que eu sou hoje. Então a minha mãe, muito sábia, fez ótimas escolhas na vida, e sempre pensando muito nos seus filhos, e o meu padrasto foi uma contribuição ímpar, ímpar! Eu não consigo vislumbrar onde a minha vida teria se encaminhado se não tivesse essa interferência dele.
Eu me considero, cara, um avião. Eu sempre tive muita potencialidade. Se a gente muda um avião um grau da sua rota, ele é capaz de sair 100 km de distância pela velocidade, pela altura, e eu alço bons voos. Mas foi justamente essa guiança nessa sabedoria em que eu me abasteço: ora no zelo da minha mãe, nesse olhar carinhoso que ela tem de querer que eu sempre esteja preservado, ora nos incentivos, nesse combustível que o meu padrasto me injeta de dizer: “cara, vai, o mundo é teu, abre as asas e faz acontecer, tu tem raízes…”. E me jogava: “tu tem raízes, tu tem pernas fortes, tu tem asas, tu tem para onde voltar, mas principalmente tu tem para onde ir, então vai!”. E é isso. Me trouxe, por exemplo, aqui, que é muito legal saber que tem um cara como tu, que tem um lastro de empreendedorismo… Já sentaram aqui na tua mesa personalidades com construções interessantíssimas que se interessam em saber de onde eu venho, onde é que eu estou, para onde eu vou. Isso é superlegal.
[ __ ] do [ __ ]! E como que foi quando você tava lá com os seus 18, 19 anos e olhava para o futuro? Você já pensava em ser esse comunicador, um influenciador, um empresário, ou você tinha uma coisa mais alinhada com o que você tinha dentro de casa, com a sua mãe sendo funcionária pública?
Nada, nada! Essa era a ideia, mas de longe a idealização, jamais! Eu sou formado em Direito, então eu segui a cartilha. Eu segui a cartilha porque a nossa realidade é do tamanho da visão que a gente tem. Então, na mesma medida em que eu estava seguindo a cartilha do beabá — escola, universidade, vamos lá, um concurso público —, eu tava vivenciando o mundo. Morei em Londres, morei em Sydney, morei em Lublin na Polônia, morei em León na Espanha… Então acabou que eu passei… Depois que o paraquedas se expande, a gente não consegue mais fechar, né? Depois que a gente vê, não tem como desver, e essa venda foi tirada de mim. Então eu precisei buscar novas formas de ser e estar na vida. A ideia era sair da faculdade e prestar a escola do Barão do Rio Branco, que era para ser diplomata, embaixador, esse era o sonho. E eu tinha o que precisava: cinco idiomas, faculdade de Direito, o investimento da família… Mas, cara, a vida foi se desdobrando de outras formas.
Eu sempre fui um comunicador nato, porque ser compreendido para mim sempre foi algo muito importante. Foi na incapacidade muitas vezes de fazer com que o outro me entendesse, inclusive através da minha sexualidade, que eu precisei desenvolver o vocabulário, o repertório, calibrar bem a ênfase, a entonação para ocupar o meu espaço por direito. Então essa comunicação foi o que acabou abrindo as portas para poder sair da minha cidade natal. E hoje mesmo eu fiz um story dizendo: “cara, a melhor coisa que eu fiz na vida foi sair da minha cidade natal”. E não de um ponto de desprezo pela cidade, muito pelo contrário! A minha cidade me deu tudo o que tinha, não tudo o que eu queria. E o mundo nos dá o que ele tem para dar; se a gente quer mais, se a gente sente que merece mais, a gente que tem que ir em busca disso, não é? E então a melhor coisa que eu fiz foi ter saído da minha cidade natal. Tem aquela frase, né, que profetas não fazem milagres na própria terra, cara. E mais ou menos, porque hoje, quando eu olho em retrospecto, eu vejo que na medida em que eles poderiam me validar, na medida em que eles poderiam me pagar, na medida em que eles poderiam ter uma percepção de valor sobre mim, eles tinham. Só que hoje é muito mais, justamente porque eu furei essa bolha e tenho uma expressividade nacional.
Vem uma valorização de você ter saído, inclusive.
Exatamente, porque a coragem de sair… Muitas pessoas de uma cidade como a sua — e eu falo isso usando como base as cidades pequenas —, sonham nisso. Custa muito sair, pouca gente tem essa coragem.
Isso! A vida que a gente quer vai custar a vida que a gente tem. E aí, cara, é descabaçante, Felipe, porque você tá acostumado com aquele conhecido. Tem uma frase que diz, né: “a nossa mente prefere um inferno conhecido do que um paraíso desconhecido”, porque o cérebro foi feito para te preservar e economizar energia. Só que, pô, uma vida em que a gente não passa de fase, não evolui, não experimenta coisas novas, comidas novas, bebidas novas, sei lá, qualquer coisa nova, não sei se é uma vida que vale a pena ser vivida. E na medida em que eu fiz os meus intercâmbios, eu acabava me deparando com culinárias diferentes, idiomas diferentes, religiões diferentes, culturas diferentes e, doravante, com versões diferentes de mim mesmo, que se eu tivesse ficado somente no meu microcosmo, essas facetas jamais teriam emergido e eu não teria tanta pluralidade de ferramentas para utilizar. Hoje já nem lembro mais qual é a pergunta, mas eu acho que é isso!
Quando você fala… Você tá com quantos anos agora?
29 anos.
Você já fez uma faculdade de Direito, que se não me engano são 5 anos de estudo, especialização em Direito Internacional na Polônia… Então imagina a complexidade do teu currículo com uma idade tão jovem assim, sendo que você morou em outros países. Em que momento deu o seu voo fora do Brasil em termos profissionais assim, na parte “ah, eu fiz a faculdade aqui, com 20 e poucos anos eu saí”? Porque tua mãe desenhou uma estratégia muito forte, porque ela entregou muita produtividade para um cara tão jovem quanto você.
É, cara, mas foi bem difícil para ela aceitar que com as ferramentas que ela me deu… “O comando é comigo, você me deu, são minhas, eu faço o que eu quiser, inclusive nada!”. Você precisou cortar o cordão que, se dependesse dela, isso jamais teria acontecido.
Então vamos lá: a primeira vez… Esses milagres do digital, né, cara? Produzir conteúdo é milagroso, basta a gente postar e assistir o milagre acontecer! Até onde a tua produção de conteúdo pode te levar? A minha me levou a trabalho na Guatemala, Las Vegas, Nova York, Zurique e Lisboa, todas essas viagens nos últimos 12 meses. Então imagina o sabor que se tem de, mesmo diante do aparato familiar, poder fazer isso com as próprias pernas? Porque vamos lá: “pobre menino rico”, mas pouco se fala do quão castrativo é você não conseguir chegar no nível que a tua família te bancou, pô! E hoje, com a economia espartana em que a gente vive, é desafiador, porque vamos lá: R$ 10.000,00 há 15 anos eram R$ 10.000,00. Na nossa vez de viver, a [ __ ] de um Kwid custa R$ 81.000,00! É completamente desproporcional o negócio, né? Casa própria, as pessoas têm vislumbrado que vai ser uma coisa cada vez menos acessível, e já está sendo isso.
E foi quando eu entendi que eu não teria a vida que a minha família me proporcionava com tranquilidade, com facilidade, foi que eu entendi: “cara, vamos lá! Entendi o recado. Eu fui criado como um príncipe aqui nesse pequeno sistema, mas esse sistema está me expelindo”. A minha mãe sempre, a família sempre me diz: “cara, ó, a gente tá te dando até aqui. A partir daquele ponto ali, vire-se, porque aí tu tem tudo, cara!”. E eu entendi o seguinte: vou ter que baixar a cabeça e trabalhar, porque se eu não promover para mim esse tipo de vida, o sofrimento psíquico vai ser tão grande, tão desconfortável, que eu acho que eu vou psicotizar, eu vou ruir e viver das migalhas que a minha família vai me dar. Então eu vou ter que prosperar por conta própria! Baixei a cabeça e trabalhei. E o que é trabalhar? Agora nessa era digital, trabalhar e produzir conteúdo, não tem como desbiotizar isso.
Então quando alguém me diz que não gosta de trabalhar, não gosta de produzir conteúdo, não sabe produzir conteúdo, tem preguiça de produzir conteúdo, tem medo de produzir conteúdo, cara, eu fico irado! Porque eu fico pensando assim: “cara, vamos lá, eu sei que a gente vive numa sociedade de valores invertidos, mas pobre com medo de trabalhar, porque produzir conteúdo é trabalho, é demais para minha cabeça! Empresário que não sabe produzir conteúdo, porque produzir conteúdo é trabalhar, é demais para minha cabeça! Tu não serve para nada então, porque o empresário tem como premissa básica ir em busca das soluções dos problemas que se apresentam, senão não existe razão de ter um CNPJ”, que a gente tá falando além do CNPJ, tá falando da produção de conteúdo, não é? E aí o mercado tá te dizendo: “produza conteúdo para a sua empresa continuar no pódio”. Não tá dizendo “produza que você vai rampar”, não: ó, tu quer meramente continuar? Porque fora do digital hoje é fora do mercado amanhã, pô! Daqui a 20 minutinhos, com o advento da tecnologia, não é?
Então o meu conteúdo me levou a esses lugares pela influência de forma expansiva, expressiva. Acabei chegando tentacularmente em pessoas que entenderam quem eu sou, o que eu faço, como eu faço, por que eu faço, de que forma eu faço. Se conectaram com isso através da minha comunicação, foram influenciadas por isso, criamos um relacionamento que em poucos meses se consolidou, porque esse é o poder do digital: a gente consegue romper o véu do tempo e do espaço. Quanto mais tu posta, mais tu existe na percepção do outro.
Exato!
Quanto mais tempo de tela o outro tem sobre você, mais ele se sente influenciado por você e próximo a você. And I… E aí eu recebi as passagens, as hospedagens, os cachês para estar nesses lugares. Cara, e aí o sabor disso também é uma coisa que não é um ponto de não retorno! Agora… E aí foram três viagens internacionais no ano passado, três viagens internacionais neste ano… Pronto, não sai mais, agora não posso mais, é daqui pra frente! Daqui pra frente! E aí tu veja que essa cenoura, essa cenoura gentilmente inserida, ela é um privilégio, ela é de um privilégio gigantesco! Por quê: eu tenho 29 anos, tu imagina o que serão os 39? O tempo vai passar de qualquer maneira! O que eu gosto de convidar as pessoas jovens como eu a entender é: cara, faça escolhas inteligentes, porque o tempo vai passar de qualquer maneira, e o que tu fizer hoje vai reverberar para sempre. Então olhe, lute com as cartas que você tem na manga, use artilharia pesada a teu favor! Qual era a carta que eu tinha? Cara, eu tinha um celular! Eu tinha um celular! É claro, antes disso eu fui paramentado com ferramentas, com informação, com consciência, com direcionamento. Mas se tu não tem isso, vire-se, vá em busca! O mundo é um bufê cheio de ferramentas esperando a gente acessá-las para se tornar uma nova versão de nós mesmos e não cair numa versão sucateada, arejar as ideias, reciclar isso, não é?
“Ah, Henrique, mas é porque você vem de uma ambiência qualificada…”. Todo mundo conhece um advogado, todo mundo conhece um professor, todo mundo conhece alguma coisa que você pode falar, chegar e falar: “E aí, meu, qual é? Me passa uma visão, eu vou hackear a tua cabeça, eu vou ver o que que eu faço com isso”. Porque as pessoas estão dispostas, estão dispostas! E aí que tá: tu tem que estar disposto. É muito difícil a gente encontrar hoje, Felipe, pessoas que estão dispostas e disponíveis ao mesmo tempo. Geralmente a pessoa que tá disposta a alguma coisa, ela já não tá mais disponível porque ela já foi utilizada, tem muita coisa a ser feita. Quem tá disponível nessa hora do dia, não tá disposta a nada. Como no Sul a gente fala: tá de varde, não tem nada para fazer. Perfeito, cara! Agora, disposto e disponível é uma combinação muito rara. Aí tá disposto e disponível, tá comprometido, OK. Está comprometido, tá na hora de se tornar competente. Precisa ir se tornar competente para se tornar o que quer se tornar. E a competência vem do estudo, vem do trabalho. Porque o trabalho e o estudo ninguém tira de ti, e o trabalho devolve. Devolve como? Como grana! E com dinheiro tu faz o que tu quiser! O dinheiro te dá tudo, absolutamente tudo. Que que tu quer? Tu quer felicidade? Tente ser feliz sem dinheiro! Tu quer amor? Tente ser feliz sem dinheiro! Tente ser feliz sem ter teto, sem ter comida na mesa, sem ter saúde mínima, sem ter qualquer forma de conquista! Tente ser feliz e ter amor sem ter liberdade, tente ser livre sem ter dinheiro! Alguém vai pagar a conta, e quem paga a conta é quem manda. Então o meu convite é sempre o mesmo: trabalhe, trabalhe, trabalhe! Quando cansar, trabalha mais um pouco. O trabalho depois do trabalho via de regra é o que vai te fazer mudar de vida, é um ponto de inflexão!
Sim, e o que eu comentei contigo é sobre as pessoas que você muito bem falou sobre dispostas e disponíveis. As pessoas importantes, as pessoas que já chegaram lá, as pessoas que têm poder, que muitas vezes têm dinheiro, muitas vezes não têm braço. E só precisam de pessoas, e só precisam de pessoas! Então, difícil hoje, cara… Quantas vezes pessoas que chegaram em mim, moleques às vezes de 19 anos, eu vi um brilho no olhar daquela pessoa que não sabe para onde vai, mas tem aquele brilho, aquele fogo ardendo de “preciso de alguma coisa, [ __ ], posso colar em você?”. Se eu vejo que a pessoa tá disponível e às vezes não tem o conteúdo ainda necessário, a inteligência necessária, mas tá disponível e disposta, aquela pessoa eu dou uma oportunidade para ela colar. “Vem junto, esteja por perto”. Tem pessoas que eu contratei com o âmbito empreendedor, com a visão empreendedora, que eu falei: “só fica sentado aqui perto de mim, e aí eu vou te demandando conforme as oportunidades vão aparecendo”. E aí muitas achavam, pelo menos acredito que acham até hoje, que estavam, mas nunca estiveram porque não estão dispostas realmente. Mas as que estiveram, mudaram de vida quase que instantaneamente. Pessoas que tios dela, que ficaram seis meses sem a ver, acharam que aquela pessoa tá traficando drogas, claro, porque mudou de vida quase que instantaneamente. Por quê: porque estava lá disponível, angariando a oportunidade dos tubarões. Porque quando você pesca como tubarão uma presa, sobra muita comida abundante para quem tá em volta, como tem tubarões que estão ao redor. Agora, eu acho que hoje é a época mais fácil de prosperar, por mais que seja extremamente complexo por conta da economia, como você falou, espartana. Porque a pessoa que tá com… Antigamente: “eu quero prosperar pra caramba, arrumo um trampo na Volkswagen e fico lá 60 anos”, era o que tinha. Agora hoje, se você quer prosperar, você só precisa estar disposto e disponível, mas realmente, não no sentido em que as pessoas falam: “não, eu tô”, mas que não está de verdade. Porque hoje o que que falta para você agora? Você voando do jeito que tá agora: braço. O que que falta para mim: braço. E como é difícil achar pessoas dispostas e disponíveis. E quando eu falo disposta e disponível, também é disposta e disponível a se automelhorar, a procurar conhecimento, estudar e coisas do tipo. Então, cara, quem tá realmente nessa pegada vai voar, e é só chegar nas pessoas que estão disponíveis para ajudar, porque as pessoas grandes estão precisando de ajuda.
É, cara, mas te falar que para mim também falta envergadura de vida, para todos os efeitos. Eu tenho 29 anos, sou um [ __ ] em tantas coisas que eu não conseguiria contabilizá-las, sou muito inteligente para tantas outras. Mas se a gente for julgar um peixe pela sua habilidade de escalar uma montanha, ele é um imbecil; agora, para nadar no oceano, o cara é um gênio, não é uma maravilha? Quais são as dores do empresário? Acho que são cinco por aí, que independente do nicho, do tempo de mercado, são as mesmas, invariavelmente: processos, pessoas, finanças, vendas e marketing. Na minha percepção, se a gente solucionar a mais simples, que é o marketing… E que marketing é esse: benchmarking, market share, o endomarketing? Não, o post no Instagram, este marketing! Exatamente. Se soluciona isso, vende mais. Vende mais: mais caixa. Mais caixa: contrata mais pessoas qualificadas para fazer processos delegáveis. A minha dificuldade tá na liderança, porque vamos lá: tudo muito célere, então a gente acaba assumindo um papel, um posto de destaque, e aí precisa realmente de braços. Esses braços precisam ser liderados, porque existe razão de você ser você e a outra pessoa ser a outra pessoa. E eu não poderia ser um pior gestor de pessoas, não poderia ser um pior gestor de pessoas! Tenho severas dificuldades de entender as dificuldades do outro porque tenho dificuldade de entender as minhas dificuldades, não permito muito o meu erro, então a minha régua acaba sendo espelhada no outro. Por isso que me concentro no meu círculo de competências e tento, ao invés de, como recomendado por muitas pessoas, ao invés de expandir as suas competências e acabar amealhando novas ferramentas, eu trabalho bem as minhas, eu qualifico cada vez mais, mais e mais e mais as minhas para me destacar de uma forma singular naquilo, e o resto acaba ficando deficitário. E aí a grande sacada é encontrar alguém que saiba lutar batalhas contigo, as batalhas que tu não sabe lutar. E mais luxo da vida adulta ainda: encontrar pessoas para trabalhar contigo que lutem batalhas que tu sequer sabia que tinha que trabalhar, que tinha que lutar! No meu caso é a minha sócia, Marília Marcon, que é o grande cérebro, é o grande cérebro por trás da minha operação. Muitas vezes eu falo: “olha, eu só quero sorrir e acenar. Beleza, isso aqui, jurídico, contábil… Cara, nossa, meu Deus! Gestão de pessoas, planilhas… Meu Deus, morte lenta! Não me coloca, para me relacionar, me coloca para me comunicar, me coloca para criar conteúdo, me coloca para vender, me coloca…”.
Canal de aquisição puro com base no marketing.
Exatamente, exatamente! Esse vetor de comunicação, de conexão e conversão. Mas é preciso encontrar essas pessoas que simbiotizam com isso. Falou de encontrar pessoas, então a ambiência: a ambiência é soberana, o ambiente vai vencer o indivíduo, a gente tem que pagar o passaporte para estar nestes lugares. E qual é o passaporte: é servir! Se a gente não vive para servir, não serve para viver, e as pessoas estão precisando de gente que queira servir, e também assim vão ser servidas. A dicotomia mora aí: quanto mais a gente serve, mais a gente é servido. E aqui o passaporte que eu tenho pago em São Paulo é de estar aqui. Eu não gosto de São Paulo, eu passei 29 anos lutando contra a força motora que essa megalópole exerce nas pessoas. São Paulo é a maior cidade do Hemisfério Sul do mundo, ela sozinha tem um PIB maior do que o restante do Brasil. Então eu não gosto daqui porque, na medida em que ela te dá tudo — em que pese ela te dê tudo —, ela te tira tudo: ela te dá acessos, te dá conexões, te dá dinheiro, mas também acaba tirando muito, castrando muito da tua liberdade, da tua segurança, de andar de forma despretensiosa. Imagina: eu moro em Curitiba, uma cidade modelo, elaborada, pensada de forma estratégica para ser bela, para ser ampla, segura, limpa… Então, vamos lá, um exemplo: andar de Uber com vidro aberto. É um prazer, é um luxo do dia a dia que aqui me tiram. Mas OK, tudo bem, temos que pagar o passaporte.
A Carol Paiffer, do Shark Tank, né, uma desses tubarões-brancos do Shark Tank, ela diz que a gente não precisa morar nos grandes centros, mas a gente precisa sim trafegar nos grandes centros. E lá na Dinastia, quando eu estou com ela no prédio dela, que é esse hub de investimentos das empresas que ela tem…
É do lado da Link, isso, exatamente.
Inclusive, tá, a gente tava conversando, ela ensina que ali todo mundo tá ali para ser servido, desde que sirva também. Cara, isso foi maravilhoso, porque eu entendi, eu peguei, comecei a fazer analogias com a natureza ali, que é o seguinte: sabe que peixe fresco, né, peixe fresco é uma coisa que tem valor, porque ele tem outro sabor quando ele chega fresco. Agora, como é que ele chega fresco do mar pra feira? Porque ele tem que tá vivo. Só que se você coloca vários peixes, pesca no barco pesqueiro e coloca eles no tanque, eles vão morrer por inércia, por inanição. O que os japoneses entenderam: que se colocar um tubarão ali dentro, um pequeno tubarão — não um tubarão gigante, né? —, um pequeno tubarão, este predador vai fazer com que os peixes continuem se movimentando. Então eles vão continuar a nadar, continuar em movimento, e o movimento vai dar para eles, pô, mais tempo de vida, né? Inevitavelmente eles irão morrer, mas aqui no mercado a gente continua nessa analogia da natureza, onde temos tubarões que têm uma horda de peixes que nadam ao seu redor, e esses peixes estão ali, não são comidos pelo tubarão, muito pelo contrário: eles se alimentam do resto da caçada do tubarão, porque eles têm uma razão de existir, que é limpar os dentes do tubarão, é tirar os organismos, as células mortas, os micróbios que têm ali. Eles servem ao tubarão, dessa forma o tubarão serve a eles. O que é migalha pro tubarão acaba sendo um banquete para eles, isso se retroalimenta. É isso que eu aprendo estando junto dessas pessoas, cara, nessa ideia de “aves da mesma plumagem vão juntas”, né? Se eu aprender a servi-las, e elas têm as suas demandas… E quanto gigantes, quanto mais problemas eu solucionar, mais bem pago eu sou, quanto mais rápido eu solucionar, mais bem pago eu sou, quanto maior o problema que eu solucionar, mais bem pago eu sou. Quanto mais eu fico perto dessas pessoas, eu entendo aquela velha frase de “é junto dos bons que a gente fica melhor ainda”. Então pagar o preço para estar com essas pessoas custa… Custa a vida que nós tínhamos antes. É isso.
Perfeito! E meu irmão, agora entrando um pouco mais no assunto que tá em alta, que é esse universo político que a gente tá vivendo nessa loucura toda, e você é um cara que se comunica muito bem nesse quesito. Quero só perguntar fazendo uma transição entre sua vida pessoal e a política: você é um gay declarado de direita, e que isso automaticamente já te coloca sob ataque, né? Principalmente por uma esquerda que, como eu já conversei aqui com o JH, inclusive a gente tava conversando sobre ele aqui nos bastidores, ele diz e fala muito bem que o jeito que muitas vezes a direita se comunica faz com que a esquerda se aproprie dessa minoria — vamos colocar entre aspas assim —, apresentando-lhe uma cartilha: você é gay, portanto de esquerda, que gosta de Anitta e Pabllo Vittar, por exemplo. E a direita muitas vezes pelo seu lado conservador, às vezes religioso, evangélico, acaba por alguns discursos, na minha opinião, desnecessários, afastando pessoas que vislumbram a direita como motivo de entender que é o melhor jeito para que o mundo funcione, mas são repelidos por essas situações. Como que foi para você primeiro, tão lúcido mediante a todos os estudos e as oportunidades que a vida e tua mãe e tua educação foram te trazendo… Porque a lucidez é um problema, né? Porque quanto mais as vendas vão caindo, mais você vai entendendo que nada é simples, nada é binário, tudo é complexo, toda resposta exige um contexto gigantesco. E é o que a internet muitas vezes promove, né? “Ah, é só fazer isso”. Meu irmão, nada é só, tudo é complexo, porque existem muitas conjunturas e personagens. Foi simples para você enxergar a direita como um caminho viável, ainda mais por conta da sua homossexualidade? E como foi para você nesse processo perceber que muitas vezes alguns discursos repeliam? Isso foi um tema para você ou na verdade você, pela tua lucidez, também identificou que o fato de a direita atrair mais valores conservadores e naturalmente religiosos fazer com que isso acabava sendo uma construção quase que parelha? Dá um overview pra gente desse universo todo, cara. E eu quero brutalmente sinceridade.
Lastro, lastro! Foi bem simples, foi simples, foi bem simples. Vamos lá: eu sou gay, o quão conservador eu posso ser? A minha própria existência é a antítese do conservadorismo. Então, beleza, eu optei…
Deixa eu só fazer uma provocação: será o quê? Do ponto de vista que é antítese, porque pensa o seguinte: será que ser gay é a antítese do conservadorismo nesse cenário do ponto de vista religioso, que tá atrelado ao conservadorismo e da família tradicional? Mas será que um gay muitas vezes, como a própria… E aí aqui eu posso correr o risco de ser cancelado, mas [ __ ], eu tenho que falar aqui o que me vem à cabeça, que é o jeito escrachado que a gente precisa trazer os temas para tentar chegar na filosofia por trás deles. Pô, o universo homossexual acaba atraindo libertinagem muitas vezes, né? Até pelo fato do próprio homem… Se as mulheres fossem iguais aos homens, seria uma [ __ ] completa. Então, homem com homem é a [ __ ] completa, porque tá todo mundo um querendo… Se todos querendo se comer, e automaticamente acontece o que a própria homossexualidade atrai isso entre os homens…
Que fique claro: eu não quero comer ninguém, tá? Meu papel é outro!
É outro. Bom, e aí com base nisso, já automaticamente tem um viés de libertinagem por conta disso. Não seria legal, e aí o que que é os são valores conservadores para pros gays: pô, construir uma família, ter filhos, ser fiéis uns aos outros. E de certa forma isso são valores conservadores que, na minha opinião — e aí eu sou zero, sou zero, sou zero preconceituoso —, não desmerece o fato de você ser um casal de homem, um casal de mulher, homem e mulher. Para mim, [ __ ]! E dá para você acoplar os valores conservadores numa sociedade como essa. Então, dá o teu overview, acabei talvez dando minha resposta, roubando tua resposta, mas vamos lá.
Vamos lá: em retrospecto, o conservadorismo é a antítese do que eu sou, e eu sou a antítese do conservadorismo em retrospecto, OK? Que retrospecto é esse, cara? Vamos colocar 2018, que foi ontem, que nos últimos 6, 7, 8 anos nós tivemos mais modificações sociais do que nos últimos 200. Então, quando a esquerda se apropria, através da agenda progressista, da cultura woke, do politicamente correto, da cultura do cancelamento, se apropria das pautas sociais, das possibilidades de pegar as massas e traduzi-las em manobra, diante da minha cultura, diante da minha educação, eu comecei a ver que eles estavam empurrando a civilização pro abismo. Os princípios, os valores, as bandeiras, as ideias, os ideais, as virtudes, os valores inegociáveis que nos trouxeram até aqui enquanto indivíduo, enquanto espécie, enquanto civilização, estavam sendo completamente invertidos. E entre ser fator de soma pro caos ou para a ordem, eu entendi que eu precisava me posicionar para poder ter o mínimo de espaço para me relacionar, para trafegar em sociedade, para trabalhar.
Então, quando eu me posiciono como um gay que não necessariamente obedece a cartilha, porque eu sou um indivíduo pensante e a minha sexualidade define com quem eu transo em quatro paredes e não em quem eu voto, por exemplo — que não tem nada a ver —, foi a única saída do armário negativa que eu tive na vida, porque foi bem mais difícil. Todas as idealizações monstruosas que eu tinha sobre a primeira saída do armário — que as pessoas não vão gostar de mim, minha família vai me expulsar —, não, isso não foi a minha realidade. Foi bem pior a segunda saída: sou um gay de direita. Porque “aí é a barata a favor do inseticida”. Só que daí, cara, isso vem de uma imbecilidade tão grande, porque eu morei no Leste Europeu por um ano inteiro, eu conheci a Lituânia, Estônia, Letônia, Finlândia, Rússia, Ucrânia, Eslováquia, Eslovênia, Croácia, Sérvia, Montenegro, Polônia, Áustria, República Tcheca… Todos esses lugares órfãos da União Soviética, onde a liberdade sexual foi completamente castrada. Liberdade sexual vem de liberdade individual; liberdade individual só existe no capitalismo. Então, todos estes regimes de esquerda que eles defendem, promovem, são justamente… Esse é o verdadeiro inseticida! Só que para saber isso tem que ter o mínimo de interesse histórico.
É isso! Tem que entender o que o Che Guevara fez perseguindo os gays, é gay usando camiseta do Che Guevara.
Loucura! É um absurdo, mas eu entendo eles, porque eles se interessam por promiscuidade, drogadição e a última música da Pabllo Vittar, da Anitta. Não dá tempo de estudar, trabalhar, ganhar dinheiro e viajar para entender como é que o mundo de verdade funciona na mesa dos adultos, e que para sentar na mesa dos adultos e comer do pão, tu tem que pagar o passaporte para isso. E o passaporte é estudo, o passaporte é trabalho, é adultecer, é se apropriar de si mesmo, pegar-se pelo colarinho e não delegar a responsabilidade do êxito, do sucesso da própria vida pro Estado! Papai… Cara, se o teu pai saiu para comprar cigarro e nunca mais voltou, vire-se! Meu pai também morreu com 4 anos, isso fica uma perda muito severa, a criança não tem referência, receptores para compreender a morte, isso fica introjetado como um abandono. OK, 4 anos. Aos 29 anos já deu tempo de sentar num divã terapêutico e trabalhar, trabalhar, trabalhar até que pronto: eu saio do outro lado agora com o meu pai introjetado em mim, me me me torno o adulto que a criança precisava! Eu não preciso que o presidente diga que ele gosta de gay ou não, ou gay ou não.
Em 2018, quando eu tinha 21… Então é interessante: quando a gente é jovem, a gente tem algumas visões romantizadas da vida.
Isso.
E é muito interessante, significa que tem um coração pulsante ali. Mas depois se você passa de uma certa uma certa idade e continua nessa medida, principalmente depois dos 25, quando o cérebro, o córtex pré-frontal tá bem desenvolvido, você enxerga a vida tal qual ela é. Se continua de esquerda, não, alguma coisa deu errado. Você não tem cérebro, não tem bolso, não tem não tem impostos a pagar, não tem nada, em alguma coisa você está desassociado da realidade. É uma dissonância cognitiva severa, principalmente num país terceiro-mundista como o Brasil.
E aí quando eu tava quando eu morava na Polônia, aos 21, e aí o Bolsonaro foi foi concorrer à presidência, e ele disse: “prefiro ter um filho não sei o quê do que ter um filho gay”, alguma coisa assim. E eu falei: “pô, mãe, e aí, como é que vamos fazer, né?”. Olha só o cara. A minha mãe me disse assim: “se tu precisa que o presidente te ame para se sentir bem, eu falhei como mãe”. Ponto!
Que mãe [ __ ] você tem, mano!
E aí fui pra aula de Direito lá na Polônia, e os meus… Eu era o único aluno do Mercosul, todos os outros eram da União Europeia. E aí a gente estava conversando na aula sobre direitos humanos, sobre a Corte Internacional de Direitos Humanos, e eu fui dar a minha opinião, e o meu professor polonês — eles são muito pragmáticos, quase que maníacos em algumas coisas —, meu professor polonês me disse o seguinte: “Viu, tu veio do Brasil, né, cara? Tu não tem muito espaço para conversar sobre isso aqui. Tu tem que falar de saneamento básico, tu tem que falar de saúde, tu tem que falar de segurança”. Me colocou no meu lugar! Me colocou no meu lugar de país terceiro-mundista, foi categórico e realista de entender que não dá para se dar ao luxo de conversar sobre essas coisas se a pirâmide de Maslow básica não tá atendida. Qual é o recheio do bolo se você não tem arroz e feijão para comer?
Tem arroz e feijão, cara! Enfim, e aí numa bolha socioeconômica onde a homofobia se dilui diante do peso da educação, do peso da consciência, do peso das pessoas estarem ocupadas fazendo outras coisas, construindo a própria vida, sofri muito mais ataque e retaliação da esquerda, da galerinha do amor, do que daqueles que se insurgem contra a minha existência, essa família opressora do patriarcado.
Perfeito!
A direita… Vamos lá, política é cíclica, o mundo é cíclico. Então a direita achava que trabalhar, pagar as contas, prosperar, fazia já já dava a eles um lugar cativo. Acontece que não. Antonio Gramsci já disse: pra gente dominar o poder, a gente não precisa de paus e pedras, a gente precisa dominar a escola, a cultura, o entretenimento, as telas, a universidade. E foi isso que eles fizeram nos últimos 30 anos com essa globotomização e essas loucuras de Paulo Freire, onde começa a inserir cartilhas de identitarismo nas escolas, onde os professores começam deliberadamente a deixar de educar e começam a doutrinar as pessoas. Então quando a esquerda vem dessa forma tão agressiva contra os princípios e valores da direita, a direita tem zero opção a não ser reagir, a não ser reagir disso. Porque vamos lá: eles promoveram, através do politicamente correto, as cisões sociais que hoje juram de pé junto defender: é o preto contra o branco, o pobre contra o rico, o gordo contra o magro, mulher contra o homem, sulista contra o nordestino, o [ __ ], o trabalhador contra o empresário, o [ __ ] contra o hétero! Na vida real, fora da tela — que é um isso aqui é um papinho de condescendentezinho ou intelectualzinho de esquerda —, na vida real essa merda não existe! Na vida real falta mão de obra qualificada, na vida real [ __ ] morre, na vida um monte de coisa errada, um monte de coisa errada. Eu não sei, eu não vivo nessa vida real, eu pago o passaporte para uma bolha. Não me tire da minha bolha de privilégios, Felipe, construa a sua! É isso que eu digo para esses [ __ ], cara: constrói a tua bolha, sai desse pseudotrabalho que você que você tem, para de gastar dinheiro com loló e começa a fazer coisas pra tua vida, e aí tu vai ter moedas de troca maravilhosas.
Eu fui a Barbados dois anos atrás, e lá é condenado com pena de morte atos libidinosos entre homens publicamente… Para pobre, só se for! Porque eu fui de cabelo platinado, tá na minha testa, né, [ __ ]! É inegociável entender isso. Só que no resort onde eu tava, tava tudo certo, gastando em dólar eu podia fazer o que eu quisesse. Então ainda voltei com uma camiseta escrito “I Love Barbados” [risadas] para dizer o quê: cara, militância não paga conta, vai trabalhar, prospere! Ou é isso, ou é isso. Tu pode construir a tua vida. Não precisa ser tanto ao céu, nem tanto ao inferno: tu não precisa ir pra parada gay, tampouco tu precisa botar uma camisa polo e um e um mocassim e, sei lá, entrar numa heteronormatividade chata.
[alarme toca]
Perdão.
Relaxa.
Foi um alarme, ele vai disparar daqui 8 minutos, preciso desligar esse alarme. Cadê? Relógio, desligado. Não precisa entrar na sopa de letrinhas do LGBTQIAKY+, tampouco entrar numa heteronormatividade para caber numa caixinha que não foi tu que construiu para ti mesmo. Não. Esses dias eu vi um vídeo do Calvin Klein e o namorado dele. O Calvin Klein tem uns 700 anos de idade, tá esfarelando, uma [ __ ] mumificada, e o namorado dele tem a minha idade, [ __ ]! E aí, cara, o Calvin Klein, ele tropeçou para entrar num restaurante em Paris, e foi tentar se segurar no cara mais jovem, e o cara meio que com asco dele assim, ele cai, uma cena deprimente, uma cena deprimente! E eu pensei: “puta merda, ou eu sou um ou eu sou outro”. Não, eu não preciso, eu posso construir a minha vida!
Isso!
Eu posso construir a minha vida, que implica em fazer as minhas escolhas conscientes, ter uma família… “Ai, mas o Nicolas falou do casamento gay…”. Mas o que que eu tenho a ver com o Nicolas? Eu nem voto no estado do Nicolas, cara! Eu adoro o Nicolas, desde que ele faça bem o trabalho dele, tá tudo certo, e vocês não precisam concordar em 100%.
Não precisamos concordar! Agora, se nós concordamos em 85% e discordamos em 15%, então ele é 85% meu amigo, não 15% meu inimigo. Perfeitamente!
Essa é a ideia. “Aí, ah, mas os discursos…”. Sei lá, o Lula também rouba, rouba de aposentado, o Lula também rouba de ponte do interior do estado da Bahia, o Lula… Então como é que é? O discurso da ideologia te incomoda, mas agora o roubo direto na tua carteira não te incomoda? Qual é a métrica que tu tá utilizando para entender o mundo? Porque não pode que a gente tá falando de um mesmo grau de cognição aqui! Recentemente eu participei de um programa, me foi me pego numa arapuca. Eu achei que era um programa qualificado, e na verdade não era, era uma uma artimanha para ver essas coisas combativas de cortes polêmicos da internet. Cara, e eu sou uma pessoa polêmica porque aparentemente falar a verdade se tornou algo polêmico, mas eu não tô… Eu não promovo a polêmica pela polêmica, o meu conteúdo é denso, é robusto.
Você joga, você tira o véu e fala algo que a internet não tá preparada para… E aí automaticamente vira isso.
Isso, isso. Por se tornar uma polêmica falar a verdade, por exemplo, agora poderíamos falar: o comitê de direitos da mulher é presidido por um homem biológico, ponto. Isso é uma verdade. Polêmico, meu Deus, como isso é polêmico? Como é que isso é polêmico? Não faz sentido nenhum ser polêmico! Mas então, esse evento era para ser um corte, era para ser uma coisa combativa, eu não sou uma pessoa combativa, o meu conteúdo é um conteúdo denso, nevrálgico, que é… Eu busco criar, Felipe, um ambiente tóxico pro burro, para que ele não consiga prestar atenção o suficiente. Eu falo muito rápido, uso palavras difíceis como “em retrospecto”, “interregno”, então ele não aguenta! E me colocaram diante de uma bancada de gente burra, onde eles estavam promovendo argumentações ad hominem, atacando a mim, a minha credibilidade e não a mensagem. E eu estava dizendo de forma com muita tranquilidade, com parcimônia: “gente, olha, tá vendo este roubo aqui? Ele acarretou nestas mortes aqui. Eu acho que todo esse dinheiro lavado e todas essas pessoas que morreram é pior do que aquele outro presidente que disse ‘ah, é porque prefiro ter um filho não sei o quê do que um filho viado'”. “É, mas como é que você defende aquilo?”. Eu não defendo, porque aquilo não é defensável, aquilo é de uma infelicidade tremenda! Mas vamos lá: as réguas aqui estão bem distorcidas. Então o meu posicionamento é esse: construir a própria vida, dinheiro através do trabalho, não através do roubo como o petista entende. O dinheiro consegue colocar você na prateleira onde você quiser, e aí não precisa ter aceitação do outro, o outro não tem escolha alguma a não ser te engolir!
É isso aí, perfeito, irmão! A gente já tá no final e eu quero fazer uma pergunta anterior à etapa final, que é o seguinte: quando você comenta — e é uma coisa que eu concordo muito —, se alguém tem opiniões parecidas com a mim em 85% dos casos e 15% não, ela é 85% minha amiga e não 15% minha inimiga. Aí eu quero trazer talvez um discurso prévio ao segundo turno de uma coisa que a esquerda tá tentando fazer, desvinculando direita com o bolsonarismo: “Nós, esquerda e direita, pensamos a mesma coisa, bolsonarismo é coisa diferente”, tentando angariar votos de uma maneira extrema. Até o discurso é burro, claro, puxado pelo Janones, que é um que é uma anta. Mas o que eu vejo conversando com algumas pessoas de esquerda, e algumas pessoas por conta do meu discurso no Além do CNPJ acham que eu sou um cara extremamente intransigente, e não sou! Tenho vários amigos de esquerda. Esses dias compartilhei um cientista político também forte na internet, que é o Fábio Chaves, amigo meu de internet. O cara é cientista político de esquerda, tem muitas opiniões que eu não concordo, ele é um cara extremamente inteligente que muitas vezes eu não consigo nem entender como que ele tem essas opiniões, mas é um cara super gente boa, troca ideia pra caramba, [ __ ]! É uma pessoa com quem eu passaria a noite numa fogueira trocando ideia, e seria uma baita de uma conversa. Mas opiniões políticas são completamente divergentes. Quando a gente para para conversar com algumas pessoas da esquerda, se a gente tirar as nossas ideologias, no final eu acredito que a gente concorda em 50% dos casos. O que que você acha que é o problema da esquerda: é puramente burrice? Eu não acho. É ingenuidade, romantismo… Mas é um romantismo ingênuo sobre a realidade como ela impera, porque no final das contas a internet provocou tudo isso e a gente sabe o que que sim, um pouco, mas me dá o teu overview sobre o problema dessa guerra que a gente tá vivendo, cara.
Cara, muitas vezes quando eu estou viajando, por exemplo, agora eu fui a Zurique e tinha um concerto de música clássica, e a cantora de ópera era brasileira. E a gente se encontrou depois e conversou, e eu saí com ela e os músicos, e foi divertidíssimo! E eu sabia que ela era de esquerda. Então, enfim, pequenas coisas que a gente acaba pelo simples fato de ser uma cantora de ópera, né, a gente já pode entender isso, eles têm um olhar mais voltado para a arte. E foi divertidíssima a noite, e nós nos adoramos! No dia seguinte ela entrou em contato com o meu posicionamento político, enfim, não foi tão feliz assim, e já te repeliu! E faz todo sentido, porque nós estamos em tamanho fio desencapado que é muito sensível, é muito sensível. A polarização sequestrou qualquer possibilidade de um bom convívio, o que é muito triste. E a polarização ela é fácil de implementar porque 8% da população brasileira é capaz de interpretar texto. Então é muito fácil manusear o inconsciente coletivo quando você tem uma galera imbecilizada. E aí eu fico pensando: será que os políticos são um reflexo da população, ou a população é um reflexo do que os políticos quiseram fazer conosco numa velha métrica de “dividir para conquistar”? Porque daí é nós contra eles, fica muito mais fácil.
Eu acho que o cérebro esquerdista, aí não se aplica o teorema de Bayes, que diz o seguinte: se você tem uma crença e for apresentado a você novas evidências, você precisa submeter essa crença a essas novas evidências e ressignificar o negócio. Ciência, ciência! Por quê: porque a intenção da vida não é estar certo o tempo todo, é sim cada vez menos errado. Então eu acho que a dificuldade dessa patologia é ou abrir mão de quem se é… O pertencimento é uma característica intrínseca do ser humano, nós precisamos pertencer, somos bichos gregários, então se você não pertence, morre, você padece, murcha e morre. E não pertencer ao grupo é muito difícil, daí é o que explica, por exemplo, acredito, os atores da Globo não querem deixar de pertencer àquela elite cultural autopromovida, ainda que os que tiveram coragem foram repelidos e massacrados. “Aí eu não quero ser repelido, não quero ser massacrado, não quero sair do grupo do WhatsApp do Projac, então eu vou continuar reforçando, mesmo que todo o acesso que eu já tive de ver o mundo, de me educar, tenha me dado o escopo suficiente para mudar aquela ideia”. Essa é uma opção.
A segunda opção é o desonesto malcaratismo, por não abrir mão dos próprios benefícios que se tem em detrimento de tudo o que os outros estão perdendo, que é o que eu acho dos políticos. Socialismo para você como capitalismo para mim, não é? Então, tem um psiquiatra americano que escreveu o livro A Mente Esquerdista: As Causas Psicológicas da Loucura Política, Lyle Rossiter é o nome desse psiquiatra, e ele fala muito da dificuldade de adultecer que se tem e, portanto, é regredir a um estado adolescentizado, onde você sente-se castrado das próprias faculdades e capacidades, e se vitimiza diante das circunstâncias externas. Então não está no seu controle, e uma pessoa que não tem controle sobre as coisas da própria vida é uma pessoa, por definição, sem controle da própria vida. E aí se você tira de um adulto, terceirizando, responsabilizando o outro, se você tira do adulto a possibilidade de se autogerenciar, ele vai adoecer, ele vai esperar pelo outro. E aí quem entra em ação dentro dessa ideologia adoece lá dentro, porque também fica muito mais confortável, cara. Eu acho que é por aí.
Para finalizar: qual o que que você vê de futuro? Você acha que é de lascar, porque querendo ou não já raptaram cultura, já raptaram educação, já raptaram a consciência coletiva, ou você acha que tem saída?
Não, sempre tem saída, sempre tem saída! O novo é sempre melhor. Vamos lá: tempos difíceis criam homens fortes, homens fortes criam tempos fáceis, tempos fáceis criam homens fracos, homens fracos criam tempos difíceis. Estamos nos tempos difíceis, a vida é cíclica, a política é cíclica. Agora eu acho que as coisas estão tão nevrálgicas porque está sobre a lupa da consciência. Nós estamos despertando, estamos botando de volta as coisas no lugar, dormimos por muito tempo. Tanto a esquerda de entender “opa, tem alguma coisa errada por aqui, a direita está me matando, então eu vou me insurgir agora”, quanto a direita de dizer “calma, eita, a gente já entendeu o recado, tá tudo certo, parem com isso, e então agora nós vamos nos posicionar”. A luz da consciência acaba colocando em foco, por isso que quando a gente vê, sei lá, um [ __ ] que morreu ali, aí um grupo de esquerdistas que vandalizou o negócio ali, acaba sendo tão expressivo porque a gente não tolera mais. Então eu acho que o mundo vem se arejando, se curando de si mesmo. Eu sou superotimista, uma visão otimista de verdade, e é uma visão realista além de tudo.
Os jovens… Claro, os jovens estão entendendo coisas que não é como o Twitter conta. A geração Z já ocupa mais de 25% do mercado de trabalho e começou a ser demitida em massa por não entender a hierarquia de como a vida funciona, e quando demitidos não têm mais poder de compra. E eles querem poder de compra! Então eles começam a entender: “opa, o mundo funciona assim, esse é o sistema, alguém tem que trabalhar para pagar a conta, queijo não nasce na geladeira!”. Então eu honestamente acho que o mundo está dando cada vez mais guinadas positivas, sou superotimista, e nunca estivemos num momento histórico tão bom para viver. Não precisamos mais lutar contra tigres-dentes-de-sabre, não precisamos mais morrer de peste bubônica, a gente vai de Uber, pede iFood, tem tudo na palma da mão. Cara, basta que cada um cumpra o papel consigo mesmo de levar a sua vida ao próximo nível: primeiro no indivíduo, depois na família, nos seus, depois no trabalho, para a comunidade. E isso vai refletir na civilização. É isso, essa é a ideia.
[ __ ] perfeito, meu irmão! Cara, baita de um podcast, parabéns, cara! A tua a tua consciência, a tua maturidade é impressionante mesmo, a leitura que você faz sobre o jogo, sobre a realidade. Isso é mérito realmente seu, e é isso que faz você estar em evidência assim. Eu tenho certeza de que é só o começo, cara. Parabéns mesmo!
Eu tô medicado! [risadas]
Meu irmão, vou te pedir licença rapidinho, vou agradecer o patrocinador, e já volto aqui para te fazer uma pergunta final. Galera, pô, esse podcast aqui merece o teu apoio! São podcasts como esse que a gente traz de forma gratuita pra internet, que que são pagos pelos patrocinadores que acreditam no projeto do podcast do Além do CNPJ e colocam grana pra gente trazer esse conteúdo aqui para vocês.
Então quero começar agradecendo a SMB Store, que desde 2018 tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, vendas e financeiro, tudo isso com sistema acessível e fácil de usar. Agora o Alonso acabou de mudar o sistema, né? Mudou o layout, tá uma coisa sensacional! Já era bom, ficou ainda melhor. É extremamente intuitivo, fácil de mexer, fácil de implementar, tão fácil quanto usar uma rede social, que ninguém precisa passar por treinamento para usar. Pode ir de olho fechado na SMB Store, e depois você volta aqui para me agradecer!
RZ3: transformando conhecimento em impacto real, porque negócios fortes movem o futuro. Eles são uma consultoria integrada que une estratégia, finanças, tributos e tecnologia para transformar complexidade em crescimento. Todo negócio precisa ou vai precisar um dia da RZ3, porque complexidade não espera você estar pronto para lidar com ela. Todo sucesso que você faz empreendendo, que é o que você sempre busca, quando acontecer vai gerar complexidade, você vai ficar perdido, e se você não se organizar nesse caos, tudo o que você construiu pode vir a ruir. Então é onde a RZ3 entra.
Agência RPL: porque o mundo digital não para e o seu negócio não pode ficar para trás! Eles são uma agência de inovação digital que acompanha tudo que tá mudando, desde TikTok Shop até agentes de IA, e traduz essas tendências em resultados práticos pro seu negócio.
Semic Displays: quem vende forte no varejo já sabe, o ponto de venda decide a compra. Se a sua marca ainda não aparece do jeito certo no PDV, a Semic Displays resolve isso! Eles são líderes no Brasil em soluções criativas para PDVs, com balcões, bandejas, displays e muito mais. Se você estiver precisando vender mais, conte com a Semic.
E Castro Consultoria em Negócios: empreender no Brasil já é difícil demais para ter uma contabilidade que só calcula imposto. A E Castro une contabilidade e consultoria em negócios para olhar a empresa e o empresário como um todo — coisa que muita contabilidade falha aí —, desde o planejamento tributário ao patrimônio dos sócios, passando por balanços bem estruturados também (contabilidade PME falha muito aí), acesso a crédito e decisões estratégicas. Tudo é pensado de forma integrada e personalizada, e tudo isso com atendimento muito próximo e investimento justo.
E Cross Host: quer dar voz ao seu negócio e alcançar mais pessoas? A Cross é referência em produção audiovisual para podcasts e eventos, com estúdios em São Paulo, aqui na Vila Mariana, e estrutura completa para quem quer construir autoridade de verdade. Se você tem algo a dizer, eles fazem isso chegar do jeito certo.
Vocês que são empresários e estão nos escutando aí, grande parte das dores que você tá vivendo, pode ter certeza de que parte dessas dores são resolvidas com essas empresas e esses empresários que eu citei aqui em cima. Então pode ir de olho fechado, volta aqui para me agradecer depois. Tamo junto, meu irmão!
Pergunta final para te fazer, a pergunta que eu faço desde o episódio 30, e vai de encontro com uma coisa que você falou no meio e eu logo no comecinho eu dei risada, porque vai ser engraçado a tua resposta, cara.
É que a gente que é [ __ ], a gente é engraçado, é isso! Me trouxe aqui para rir de mim!
É porque você falou um negócio, cara, que é o seguinte: você falou “cara, eu não tô preparado para morrer”. E aquele negócio, né: você fala que alguns traumas da nossa vida, alguns problemas da nossa vida a gente pode trazer para dentro e colocá-los para te catapultar. Eu acho que a perda do seu pai com 4 anos fez isso com você, né? A tua vontade de viver é para honrá-lo, como você mesmo disse. Imagina que você tá saindo daqui com 29 anos, e a gente não tá preparado para morrer nunca, ainda mais na nossa idade, jovem, né? Então a gente sempre tá pensando no futuro, futuro, futuro, futuro, projetando coisas para 5, 10 anos, e sempre trabalhando o presente com lucidez para que isso se construa. E aí num piscar de olhos você acorda na frente de Deus, Ele olha para você com olhar sereno, fala: “Henrique, missão cumprida, meu irmão”. Aí você fala: “como assim?”. Ele fala: “missão cumprida a sua missão, você foi pro mundo para isso, não precisava de mais nada”. E você fica “não, pera aí, calma aí, agora que eu tô com 700.000 seguidores, tá tudo dando certo, vários planos acontecendo”, mas simplesmente foram interrompidos por um plano divino. Se isso acontecesse, meu irmão — e são 200 episódios, nunca ninguém saiu daqui e morreu —, mas, [ __ ], 29 anos de vida… Se essa fosse, se essa fosse a idade do teu fim, cara, e tivesse que talvez resumir essa trajetória toda em um conselho, que conselho você deixaria?
Boa, cara, vamos lá! Agora eu falei que naquela hora eu ficaria resignado, discutiria com Deus: “homofóbico! Me devolve agora que eu tenho mais coisa para fazer!”. [risadas] Não, todos os dias eu entrego a minha vida a Deus, e eu digo que me torno instrumento da Tua vontade. Que da minha boca saiam palavras edificantes, que eu seja a pessoa certa falando a coisa certa, na hora certa, da forma certa, para as pessoas certas. Que da mente criativa de Deus flua a criatividade pra minha mente, que do coração amoroso de Deus flua a amorosidade pro meu coração. Que enfim eu seja capaz de elevar a tudo e a todos com quem eu tenho contato, e consagro a minha vida e o meu trabalho a Deus. Então se esse fosse o plano de Deus, eu ia falar: “ai, graças a Deus! [risadas] Tava exausto! A agenda tava previsionada para março de 2027, e eu só pensava: ‘quando isso vai parar?’. Eu queria ver uma luz no fim do túnel, e era um carro que veio na minha direção! OK, posso descansar agora, posso? Quero ir lá pra piscina, posso? OK!”. [risadas]
E eu diria então, diante disso, cara, tendo em vista o fato de o pai ter morrido, de ser [ __ ] — e aí se é [ __ ], não pode ser [ __ ], toma! Se é [ __ ], não pode ser de direita, toma! Se é de direita, não pode pintar o cabelo de colorido, então toma! —, é preferível desagradar o mundo inteiro e ser fiel à própria consciência do que trair a si mesmo para agradar ao mundo! Porque no fim do dia o mundo, o outro, o cliente, o fornecedor, o cônjuge é transeunte, vem e vai. No fim do dia é tudo contigo mesmo, e é justo que muito custe o que muito vale. Ocorre que talvez tu valha muito, então, pelo amor de Deus, invista em si mesmo! Construa uma vida que quando tu morrer, vai pensar: “Tudo bem, de boa, morri, mas a vida foi [ __ ]!”.
[ __ ]! Meu irmão, parabéns!
Tamo junto, obrigado!
Pra gente encerrar, você tá com um curso que vai acontecer sobre produção de conteúdo em Floripa?
É um curso, Deus me livre! É uma imersão. Esta imersão vai acontecer em Florianópolis, no dia 7 e 8 de novembro. O nome dessa imersão é Apóstolos. Então a gente juntou um grupo específico de palestrantes, 12, grupo fortíssimo, hein! Muito legal! Fortíssimo, fortíssimo, fortíssimo! E eu tô muito orgulhoso com esse line-up, porque honestamente, não apenas enquanto produtor deste evento, mas enquanto espectador, caraca, quando é que vamos conseguir unir de novo Caio Coppola, Léo Siqueira, Paulo Muzy, Marcos Strider, Bella Falconi, Natália Beauty, Morgana Klein, Camila Leite, Breno Breno Faria, Fabiano Gomes, cara, toda essa galera… Já falei, tá aqui na minha cabeça, falei o Strider… Toda essa galera todos juntos no mesmo espaço, e é um valor simbólico! A gente não tem a menor pretensão de lucrar nada com isso, nosso trabalho tá em outro lugar. É R$ 497,00 o primeiro lote, e R$ 947,00 o VIP. Então é dado, justamente a gente quer democratizar o acesso a essas pessoas. Dois dias, 10 horas por dia, a gente quer democratizar o acesso a essas pessoas, a gente quer urbanizar a conversa das soluções que eles criaram para que as pessoas aprendam a pulverizar a mensagem delas, porque eleição e tal, beleza, o dia depois da eleição vai chegar para todo mundo! Teu boleto não pede em quem tu votou, então vamos ter que aprender a trabalhar mais inteligente. Trabalhar mais inteligente é produzir conteúdo, é se posicionar, é se comunicar e liderar o próprio ecossistema. E foi isso que essas pessoas fizeram: criaram um ecossistema ao redor delas e vivem ali dentro em prosperidade, em fartura, em abundância. Então o acesso que eu tenho a essas pessoas através da minha criação de conteúdo é o que eu vou levar para os meus. É um evento extremamente intimista de 100 pessoas, 100 vagas! Tem que preencher um formulário, a gente tá lendo formulário por formulário para entender se aquela pessoa realmente vai conseguir se nutrir daquilo e também agregar valor ali. Então, cara, eu tô muito entusiasmado, me empenhando ativamente para vender junto com o time de vendas, porque eu sinto que se nós não fizermos isso, quem vai perder são as pessoas.
É isso aí! Quando você tem um produto bom, vender é obrigação.
Isso é obrigação, e vai ser um evento também descabaçante! As pessoas 7 e 8 de novembro, um sábado e um domingo, pós-eleições, verão começando, Ilha da Magia, o Vale do Silício brasileiro… Vai ser incrível, tô muito feliz de promover esse evento, cara!
Eu vou nesse evento!
Te espero lá!
Falando sério, acabei de ver aqui na agenda, se puder eu vou, [ __ ]! Vai ser do [ __ ]!
E o foco é descabaçar a galera para produzir conteúdo. A produção de conteúdo é o veículo, não é que a gente vai sentar e “vamos lá, vamos pegar o celular agora”. Não, é entender que a pessoa é conteúdo, ela tem conteúdo, então a gente tem que sacar das vísceras dessa pessoa e empratar numa bandeja de prata e servir pro público, servir pro público dela. É a comunicação dela, é a liderança dela, porque vamos lá: o mundo vai te colocar onde ele quiser te colocar se você não aprender a se posicionar! Todas essas pessoas solucionaram a própria vida através de si mesmas, e não tem nenhuma diferença, agora que eu tenho acesso a essas pessoas é que eu percebi: não tem diferença nenhuma entre eu e elas, zero! A diferença é a ação. As informações nós temos, as ferramentas nós temos, o direcionamento nós temos, a companhia nós estamos ofertando, a decisão é das pessoas de quererem participar ou não.
Eu acho que vai de encontro com o seu conselho final, de que muitas pessoas, todas elas têm sua opinião, algo a opinar, a contribuir, só que ficam preocupadas com o que os outros vão achar.
Mas tem que ficar preocupado com o que o outro vai achar? A nossa vida é da conta do nosso seguidor, que se tu tem alguma algum produto, algum serviço, alguma informação, alguma ferramenta que soluciona o problema do outro, que atende a demanda do outro, tu tem por obrigação ética, cívica, moral, profissional compartilhar isso, senão tu não serve para nada! Perfeito. Tu pode ser interessante, mas se não for útil… E de outro lado, se tu for útil mas não for interessante, a relevância não se consolida. Essas pessoas são relevantes, é por elas que as pessoas estão indo. Então a gente vai dar esse acesso intimista para que elas possam beber da fonte, tirar tudo dessas pessoas que vão estar lá com generosidade para entregar.
Do [ __ ], meu irmão! Prazer te conhecer!
O prazer foi todo meu, do [ __ ]! Parabéns!
E galera, você que ficou aqui até o final, clica em todos os botões aqui para engajar esse episódio, compartilha isso com um amigo, com o sócio, com alguém que precisa ouvir esse papo. Tamo junto e até a próxima, valeu!
