Alavancagem Patrimonial, Consórcio Imobiliário e a Lei do Retorno com Juliete Melo | Além do CNPJ (EP #092)
Da Superação ao Topo do Mercado de Investimentos
Muitos empreendedores acreditam que a inteligência nos negócios nasce em berço de ouro ou em salas de aula de universidades caríssimas. Mas a verdade nua e crua é que a maior escola de negócios do mundo se chama vida real. No mais recente episódio do Além do CNPJ, recebemos Juliete Melo, sócia-fundadora e CEO da Classe Capital, uma consultoria especializada em estratégias financeiras e alavancagem de patrimônio. Nascida no mesmo dia e ano do host Felipe Cassola — 8 de março de 1989 —, Juliete compartilha uma história emocionante de resiliência: de uma infância humilde vendendo geladinho de porta em porta até se consolidar como referência no mercado de consórcios imobiliários de alto padrão, ensinando empresários e médicos a transformarem créditos em fontes brutas de renda passiva.
1. Forjada na Necessidade: O Valor Real do Trabalho
Juliete não teve uma trajetória fácil. Após a falência do comércio de seus pais quando tinha apenas seis anos, a família precisou morar em um único cômodo, sem banheiro, no fundo da casa da avó. Longe de usar o cenário como desculpa para o vitimismo, ela assumiu a responsabilidade aos nove anos e começou a vender geladinho no semáforo com o irmão. Essa imersão precoce no mundo das vendas e da autonomia financeira moldou uma mentalidade implacável e resolutiva, que a acompanhou ao longo de toda a sua jornada corporativa.
“A gente vivia, chegava em casa da escola, não tinha luz, tinha água… Estava sempre com alguma coisa cortada. Eu lembro que cheguei, não tinha luz de novo, e falei assim: ‘Eu não vivo mais isso’. […] Quando li essa frase: ‘Você é 100% responsável por tudo o que acontece na sua vida’, entendi que esse é o princípio básico de tudo.”
2. O Erro Comum no Início do Empreendedorismo: Confundir Caixa com Lucro
Após uma carreira de sete anos em grandes instituições bancárias (como HSBC e Santander), Juliete decidiu dar o salto de fé para o empreendedorismo. No entanto, o início foi marcado pelo deslumbre do alto volume de vendas. Ela revela que, por ser excelente na área comercial, o dinheiro entrava com facilidade, mas a falta de uma gestão e controladoria eficientes quase custaram o futuro da empresa. A maturidade chegou quando ela entendeu a diferença crucial entre faturamento e lucro real, trazendo consultores e organizando a engenharia tributária do negócio.
“Eu quebrei muito a cara porque era muito boa no comercial, mas era péssima em gestão. Então o dinheiro entrava e eu achava que era tudo meu… Fui me construir na vida achando: ‘Fui eu que vendi, então o dinheiro é meu’.”
3. Consórcio de Alta Performance: O Segredo do “Short Stay”
À frente da Classe Capital, Juliete e sua equipe transformaram o consórcio imobiliário — um produto tradicionalmente visto como lento ou focado apenas no sonho da casa própria — em um poderoso veículo de investimento. Eles auxiliam médicos e empresários a utilizarem o consórcio para adquirir estúdios e apartamentos focados em Short Stay (locações de curta temporada via Airbnb ou plataformas como a Charlie). Essa estratégia de diversificação patrimonial chega a render três vezes mais do que a locação residencial contínua tradicional, com taxas de juros anuais embutidas que batem na casa de apenas 1,2%.
4. O Mercado Secundário de Cartas Contempladas
Para os investidores que não desejam imobilizar o capital em tijolos, a Classe Capital oferece uma solução de altíssima liquidez e rentabilidade: a venda de cartas contempladas. A empresa monta uma estratégia de lances mensais automatizada por Inteligência Artificial. Assim que a cota é contemplada, a própria Classe Capital compra o crédito de volta do cliente, pagando um ágio expressivo sobre o valor total do crédito (e não apenas sobre as parcelas pagas). Em casos de contemplações rápidas (como no sexto mês), a rentabilidade do investidor pode ultrapassar 14% ao mês, mantendo uma média histórica saudável de 5% mensais.
Conclusão: A trajetória de Juliete Melo prova que o sucesso deixa rastros e que a autorresponsabilidade é o primeiro passo para mudar de vida. Se você quer escalar os resultados da sua empresa ou construir uma carteira de investimentos blindada, pare de terceirizar a culpa dos seus fracassos. Pratique a gratidão de forma ativa, estude o comportamento do seu mercado e cerque-se de mentores que estejam nas mesas onde você deseja sentar.
Quer entender como utilizar o consórcio imobiliário para gerar renda passiva ou vender suas cotas contempladas com lucro recorde? Assista ao episódio completo agora mesmo!
Ler Transcrição Completa
A gente vivia, chegava em casa da escola, não tinha luz, tinha água, estava sempre com alguma coisa cortada. Eu lembro que cheguei, não tinha luz de novo, e falei assim: “Eu não vivo mais isso”. Quando eu li essa frase assim, a primeira frase do livro: “Você é 100% responsável por tudo que acontece na sua vida”, e esse é o princípio básico desse livro, mudou tudo. O cara pensa: “Eu vou ganhar onze mil reais porque eu bati uma meta lá por conta do consórcio aqui e tal”, ele fica feliz. Mas se estivesse vendendo para você, ele fez uma conta lá e me mostrou um número. Eu falei assim… sabe quando aquele número te bate no lugar ruim assim? Pô, caramba, tô feliz aqui, mas talvez o mundo tenha um pouco mais aí. Mas eu quebrei muito a cara porque eu era muito boa no comercial, mas eu era péssima em gestão. Então o dinheiro entrava, eu achava que era tudo meu porque era assim que eu vivia, era assim que eu fui me construir na minha vida: “Fui eu que vendi, então o dinheiro é meu”.
Buenas, buenas, buenas. Seja bem-vindo a mais um episódio do podcast do Além do CNPJ. Primeiro de tudo, muito obrigado por estar aqui para trocar essa ideia de empreendedorismo vida real. E meu, hoje a gente vai trocar uma ideia muito legal com uma pessoa. O papo já começou aqui nos bastidores, só que agora vou trazer esses assuntos que a gente conversou aqui para a mesa porque são coisas que não dá para perder, não dá para ficar fora do episódio. Desde coisas que aconteceram na trajetória dela, que eu vou puxar esse assunto pra gente trocar ideia, e também as coisas que hoje ela executa como empreendedora, tanto na empresa em que ela hoje tá à frente, mas também os projetos que de fato ela toca. Pra gente que é empreendedor e muitas vezes precisa alocar o nosso dinheiro em lugares que tragam boa rentabilidade com segurança, que é um baita de um investimento seguro, a gente vai trazer aqui uma opção que para mim é novidade completa. Eu já sabia que existia investimento nesse teor aí, eu não vou dar spoiler agora, mas cara, do jeito que que ela tem feito, o jeito da operação que ela tem estruturada, vai ser um negócio bem legal pra gente trocar a ideia e trazer esse conhecimento aí para vocês. Tô aqui com a Juliete Melo, ela é a CEO da Classe Capital. E a Classe Capital, eu quero até que você já dê um overview do que a Classe Capital faz. Mas muito obrigado por estar aqui, muito obrigado por estar com a gente. Foi difícil a gente conseguir encaixar as agendas, muito por minha culpa, porque cara, o estúdio desmarcou em um dia, no outro caiu a luz, meu, tá um caos. Mas obrigado por, depois de tantas tentativas, você estar aqui para trocar essa ideia, viu?
Que bom! Obrigada eu pelo convite, tô muito feliz de estar aqui e tenho certeza que vai ser um papo interessantíssimo. Tem muita troca pra gente fazer aqui hoje, vai ser massa.
Juliete, porque eu já tenho acompanhado a tua trajetória e é um pouco de tudo o que você faz. Tua vida é super dinâmica, você é uma pessoa extremamente esportista. Esses dias eu estava vendo que você estava fazendo wakeboard, eu faço wakesurf, jogo golfe… Eu vejo que você não para, cara. Tem uma rotina extremamente ativa, muito legal isso. Isso também é uma coisa que eu quero puxar esse assunto, porque para o empreendedor que tem trocentas coisas para fazer, o esporte e ser uma pessoa ativa fazem a cabeça funcionar muito melhor. Eu muitas vezes não dei muita moral para isso e, depois que eu comecei a me exercitar, eu falo: “Cara, o meu rendimento melhora demais”. Isso faz sentido demais. Na verdade, depois que eu ouvi uma frase que diz “o modo como você faz uma coisa é o modo como você faz todas as outras”, essa frase foi uma mudança de mindset na minha vida. Porque é realmente isso, o modo como você leva a sério uma coisa é o modo como você vai levar todas as outras. Então hoje eu levo o esporte tão a sério quanto eu levo o empreendedorismo.
Você faz o que de esporte?
Wakeboard, golfe… É bem diferente assim.
Eu vi esses dias você petecando a bola lá. Caraca, Juliete, você joga futebol mesmo?
Futebol e futvôlei.
Futvôlei? Meu, você se desenrola muito no futvôlei, cara.
O meu professor fala que eu sou ruim, então anota isso.
Eu vi que você ficou mais de um minuto com o cara jogando ali, fazendo altinha. Que legal, cara!
Na verdade, a altinha eu levei para os meus treinos de musculação, no final do treino. Todo final de treino eu faço altinha porque eu gosto, e eu tinha muita dificuldade, às vezes era um pouco desengonçada. Aí eu fui me desenrolando na altinha.
Se pegar a bola, você se desenrola fácil. Eu vi que estava você e um cara fazendo, era o seu professor?
É, o meu professor.
Falei: “Caraca, bicho, que da hora, da hora”.
É, eu faço bastante esporte diferente assim. Eu gosto de jogar golfe, comecei a fazer wakesurf através de amigos. Eu já fazia o wakeboard, mas o wakesurf eu conheci recentemente. Eu não queria fazer porque falava assim: “Ah, eu já faço tão bem o outro”, mas agora já gosto mais.
É a primeira vez que você faz?
Faz uns seis meses que a gente tem ido.
Do nada eu vi você na prancha lá, falei: “Meu, tá bem demais”. É muito legal. O esporte tem uma coisa que o empreendedorismo também tem, que é: cada vez você erra, erra, erra, e aí quando você acerta, você fala assim: “Caraca, eu sou muito bom”. Igual o pessoal tentando dar aquele 360 desesperado para conseguir, e quando consegue, é demais. Teve um dia que fizemos dois, três 360 seguidos, foi demais assim. E é legal que tem essa vibração das pessoas ali. Isso no esporte é incrível. Assim, eu levo isso pro time dentro do escritório, essa vibração de “vamos, vamos, vamos que vai dar certo”, sabe? Porque senão você fica torcendo só por você, vira uma coisa muito individual, e o negócio é coletivo, né? O esporte e a empresa. Muito louco, eu me energizo com isso.
É isso aí. E, Juliete, antes da gente entrar na tua trajetória atual, no teu dia a dia, até talvez entrando um pouco na parte do esporte também e nos investimentos de que estávamos falando aqui — que isso aí para mim faz super sentido pra gente trazer hoje aqui —, mas eu queria conhecer um pouco a Julietinha. Onde você nasceu? Quais são as suas referências familiares? Você teve pai e mãe presentes? Como foi o teu crescimento até você chegar na vida adulta? Quando você era criança, você queria o que para a tua vida? Queria ser astronauta? Como é essa trajetória? Dá um overview rápido dessa trajetória aí da Juliete.
Perfeito. Eu sou mineira.
É mineira?
Eu sou mineira.
Não tem muito sotaque, hein?
Não tenho nada, eu vim muito cedo para São Paulo. Meus pais tinham comércio lá. Meu pai é de Minas e minha mãe é de São Paulo. E meus pais quebraram, acabaram como muitos empreendedores no Brasil, mas eles quebraram assim de não sobrar nada, sabe?
Você tinha quantos anos quando eles quebraram?
Eu tinha de cinco para seis anos. A gente veio para Pindamonhangaba, que é a cidade da minha mãe, e a gente veio para morar no fundo da casa da minha avó. Minha avó deu um cômodo para nós, mas esse cômodo, Felipe, ele não tinha nem banheiro. Caramba. Então assim, durante algum tempo da vida ali, vamos dizer mais de um ano, a gente não teve banheiro dentro de casa. Não tinha as condições básicas de saúde, precário total. Isso na verdade, estatisticamente, acontece muito no Brasil, de famílias não terem as condições básicas de sobrevivência. E eu vim de uma família que viveu isso na prática. Então, quando eu tinha nove anos de idade, era muito comum na minha casa faltar as coisas. A educação financeira não era presente, hoje a gente tem mais acesso, mas imagina isso lá atrás. Então assim, cortava-se muito a luz na minha casa. Além de faltar condições de alimentos, do básico, a gente vivia e chegava em casa da escola, não tinha luz, tinha água cortada. Estava sempre com alguma coisa cortada. Eu lembro que cheguei, não tinha luz de novo, e falei assim: “Eu não vivo mais isso”. E foi muito forte isso para mim, sabe? Eu acho que Deus me fez com uma força diferente assim, de enfrentar o problema e criar força a partir dele. Eu sou muito resolutiva, e isso é uma característica que eu desenvolvi muito. Então eu comecei a fazer geladinho. Com nove anos de idade, eu e meu irmão fomos vender geladinho de porta em porta.
Que legal, bicho!
A gente começou a vender de porta em porta, daí a gente vendia no semáforo.
Nasceu empreendedora, bicho.
No semáforo. E aí a gente ia vender geladinho, e era centavos, né, o que na época era maior grana. Só que as pessoas davam dinheiro, davam R$ 1, R$ 5, não existia nota de R$ 2 na época. Então assim, eu vi aquilo e realmente virou um business. Então eu tomei uma responsabilidade desde muito cedo, mas eu acho que eu também aprendi muita coisa desde muito cedo: o valor do trabalho. Então assim, a gente vendeu geladinho por muitos anos. E não era só geladinho, eu limpava a casa das vizinhas por R$ 25. Eu falava: “Eu limpo sua casa”. Era desenrolada. Mas assim, minha mãe se esforçava muito pra gente ter as coisas dentro de casa, mas entenda que a minha mãe vendia salgadinho em obra de construção, não dava muito retorno. Ela vendia coisas no ferro-velho, sabe? Era uma vida bem difícil mesmo. Então, a hora que a gente começou a compor renda, a gente começou realmente a ter uma melhora. Eu lembro de dias, Felipe, em que a gente andou mais de uma hora para chegar na casa de alguma amiga da minha mãe no domingo para poder almoçar, porque não tinha comida em casa, entendeu? Então, quando a gente começou a vender e ter um dinheirinho… mas eu não lembro com dor, sabe? Eu lembro com gratidão a Deus, porque isso me preparou demais. Para mim não é uma história triste, para mim é uma história de superação. Porque graças a Deus hoje minha família vive bem, e a minha estrutura de vida atual foi moldada ali. Talvez eu não teria resistência para viver muitas coisas que eu precisei se eu não tivesse passado por tudo isso. Mas assim, a gente começou a ver o retorno. A primeira vez que eu fui na praia já foi com o dinheiro do geladinho, entende? O primeiro aluguel dos meus pais a gente é que estava ali ajudando a pagar. Então tudo isso foi construindo.
Teu irmão tem quantos anos?
Eu tenho 37, meu irmão tem 34. É quase a minha idade. Era uma escadinha. Eu tenho um irmão mais novo, mas ele era bem mais novo na época, então era mais a gente mesmo. E foi assim, acho que esse foi meu primeiro negócio.
Massa. E era assim: a dificuldade que você via na tua casa fez você puxar a responsabilidade e criar um business lá, que você nem sabia que era empreendedorismo. Você estava tentando resolver o problema de casa, ajudar em casa, só que você já estava aprendendo uma baita lição do valor do trabalho. Porque cara, tem muita gente que fala: “Ah, criança não tem que trabalhar”. Claro, depende da exploração infantil, tudo bem. Mas cara, eu acho que a criança ter essa experiência para conseguir ver o valor do trabalho ajuda muito. Crianças que trabalharam, não em coisas subalternas e forçadas, mas você fez isso por uma livre e espontânea vontade e, no final das contas, isso para você era uma diversão. O jeito que você fala disso dá para saber.
Não tem dor assim, eu não enxergo isso com dor. Era uma diversão, eu estava brincando de fazer geladinho e de vender isso, e isso trazendo valores muito sólidos de conquista. Pô, eu vi a praia, consegui ver o mar! Tem noção que eu já tinha mais de 12 anos e nunca tinha ido na praia? Então hoje em dia, às vezes eu vivencio coisas e tenho muito essa questão da gratidão. Inclusive lá no escritório, todo dia de manhã, a gente tem na nossa cultura: a gente faz uma oração e depois todo mundo escreve três coisas pelas quais é grato na vida, independente do que seja. A gente tem uma caixinha lá que ninguém lê. Todos os dias a gente exercita, eu exercito muito a mentalidade de gratidão. Às vezes eu tô na praia assim, num baita de um resort, e eu falo assim: “Caraca, Deus é muito bom na minha vida, muito”.
Sabe, é uma coisa que você tá falando que faz muito sentido. Às vezes a gente… o ser humano é insaciável, né? Infelizmente ou felizmente. Porque a gente sempre tá em busca de alguma coisa. Às vezes eu fico pensando no que quero para a minha vida e falo: “Caramba, tá muito longe”. Mas aí eu olho para trás e falo: “Cara, eu tô vivendo o que eu pedi alguns anos atrás”. É que sempre que a gente chega num degrau, a gente já quer o outro degrau. E, assim, de verdade, eu quero o outro degrau, mas eu aprendi a curtir esse tesão de viver o degrau atual, porque a gente esquece disso. Quando a gente chega no degrau que a gente sempre almejou, você já tá olhando pro próximo e deixa de curtir o processo. Por isso que você falou, quando você tá no resort você fala: “Caraca, tô aqui e eu vendia geladinho”. Isso dá um gás ferrado, porque a gratidão também é uma baita de uma sensação estimulante. Quando você pratica a gratidão — e quando eu faço esse exercício de praticar a gratidão, inclusive alguns pensamentos religiosos e filosóficos falam que a gratidão é o sentimento mais poderoso que existe —, eu concordo. Eu concordo, porque quando você tá vibrando gratidão, cara, começa tudo a dar certo, você se energiza. É surreal, eu acredito muito nisso aí. E como você fala, é um exercício, porque sair desse padrão vibratório é muito fácil, porque a vida vai te empurrando para problemas.
Por isso eu coloco isso como um exercício no escritório todo dia: você vai ser grato por três coisas. Porque eu já estive no lugar, muitas vezes, do pessoal que tá ali cumprindo horário das 8h às 18h. E a gente sonha e pensa dentro do ambiente em que a gente vive. Eu não sei qual é o ambiente em que eles vivem em casa, muitas vezes quem são os amigos, com quem falam. Eu acho que sei, mas eu não sei de fato o convívio deles. Então, quando você coloca para trabalhar essa gratidão, você meio que faz a pessoa também olhar para a vida dela. Porque não é para você escrever três coisas de gratidão do seu trabalho, é para você escrever do que você quiser, e ninguém vai ler. Então isso faz parte da nossa cultura. Quando vamos fazer uma entrevista, eu falo: “Olha, a gente tem uma cultura aqui, a gente faz a oração do Pai Nosso todo dia quando entra, a gente faz um grito de guerra, a gente escreve três coisas pelas quais é grato. Isso é um problema para você?”. Então a gente já pergunta na entrevista, e tá tudo bem se for um problema para a pessoa, só que aqui nesse ambiente a gente já filtra as pessoas, porque esse ambiente é algo que pra gente é inegociável.
Total. E aí, depois dessa trajetória de vender geladinho, você falou que ficou na casa da sua avó por um ano e aí vocês conseguiram ir para uma casa melhor?
Aí meu pai foi conseguindo, meu pai começou a construir ali mesmo, fazer um banheirinho. Mas a gente morou ali por anos.
Quando você, nessa idade, olhava pro seu futuro, você queria o que na vida? Pensava em estudar, fazer faculdade? Como que era?
Eu acho que entra muito nessa frase que eu falei agora, de que a gente sonha dentro do ambiente em que a gente vive. Eu vivia num ambiente de sobrevivência, mas eu sempre quis ter conforto. Mas falar que eu sonhava e que minha mente voava muito alto, não seria verdade. Foi um processo de se abrir. Eu sempre gostei de estudar, sempre gostei de livros. Se você me deixar dois dias em casa com um livro, eu termino aquele livro porque eu entro ali e vou até o fim. Eu vendi geladinho por muito tempo, depois fui trabalhar numa escola de cursos profissionalizantes. Eu via as pessoas empreendendo ali e achava aquilo o máximo. Aí eu fui trabalhar numa outra empresa, que era uma loja de materiais de construção. Nessa loja eu era do comercial e eu tinha vendedores na loja que eram mais velhos. Eu nasci em 89.
Eu também nasci em 89! De que mês?
Março.
Eu também! Que dia você nasceu?
8 de março.
Mentira! Mentira! Você também nasceu no mesmo dia e no mesmo ano? Sério? Qual a chance? Não acredito, cara! 8 de março de 89. Nossa, que coincidência, nós nascemos no mesmo dia.
Coincidência mesmo! E era muito legal assim, porque parte dos vendedores tinha dentro deles um sentimento de competir ali comigo, porque achavam que não era certo eu estar vendendo igual a eles sendo mais nova. Tinha um desafio ali, o que era muito gostoso. Mas eu atendi uma pessoa lá, a Dani, que é minha amiga até hoje e é cliente do meu escritório. Ela ia lá para fazer uma obra na casa dela e todo sábado eu a atendia. Aí um dia ela me falou assim: “Juliete, você já pensou em trabalhar em banco?”. Cara, nunca tinha pensado, mas ali o sonho nasceu. A Dani foi um canal de bênção na minha vida, porque ela me ajudou a entrar no banco e me ajudou a entrar na faculdade. Ali eu já estava com 17 para 18 anos.
A vida é isso, a Dani foi esse canal. E hoje ela é cliente do escritório, olha para você ver. Eu estava com 17 para 18 anos, na época não tinha ainda a exigência da certificação CPA como obrigatória. No banco você entrava pela tesouraria, tinha todo um processo. Eu entrei no HSBC. Entrei como assistente de PJ e sempre trabalhei no PJ. Trabalhei no HSBC, depois fui pro Santander e vivenciei essa experiência. Cada ambiente que você vai mudando, vai convivendo com outro tipo de pessoas, vai vendo outros tipos de realidades e fala assim: “Cara, acho que dá para ir mais além”. Você sente que o degrau já não é mais tão distante.
Você sempre foi autoconfiante?
Se eu falar para você que sim, estaria mentindo. Eu sou hoje, mas depois de trabalhar isso muito em terapia, porque tem uma grande questão na vida da gente: eu fui forte por necessidade, não por opção. Quando você é forte por necessidade, desenvolve características mais de rispidez, de seriedade, de achar que as coisas têm que acontecer de qualquer jeito e ser 8 ou 80. Chega uma fase da vida em que, graças a Deus, você atinge os objetivos e fala: “Não precisa mais ser tão pesado”. E aí você vai trabalhando outras coisas. Fui trabalhar isso na terapia, fui focar em aceitar a ajuda do outro, em entender essas questões. Tudo isso eu fui trabalhando depois, através de dores e de muitas coisas que vivenciei.
Você falou uma coisa que bateu em mim: também não precisa ser tão pesado. Mas a nossa juventude às vezes pede isso, porque quando você está ambicioso, quer fazer o negócio acontecer. E a maturidade vai trazendo essa clareza de que dá para fazer tão bem quanto, sem ser tão pesado. Já não precisa mais se provar o tempo todo ou esperar a validação de todo mundo. Eu vivi tudo isso, acho que é um pouco de maturidade que a idade vai trazendo. Mas acho que também são as feridas da vida. Você busca validação porque se sente diferente das pessoas. Eu me senti por muito tempo assim, inferior. Quando eu entrei no Mastermind, que foi um grupo de negócios de que participei, lembro que nas primeiras aulas eu sentei na mesa e a galera falando: “Não, porque eu troco de carro duas vezes por ano, o relógio da Rolex…”. Aquilo não era uma realidade para mim naquele momento. Falei para a Adriana, do comercial: “Adriana, eu estou no lugar errado”. Ela falou: “Não, você vai ficar”. E foi um divisor de águas ali também no meu negócio, no meu business, no meu processo. Mas é isso, a gente vai se desenvolvendo. Hoje, graças a Deus, eu me sinto autoconfiante de verdade.
E a autoconfiança também é uma questão de você modular. Muitas vezes, quando eu me sentia inseguro numa situação, eu fingia estar seguro, e automaticamente as coisas davam certo. Aí você fala: “Cara, deu certo”, e passa a se sentir seguro de verdade. Você vai meio que modulando, aquele negócio de “finja até se tornar”. Tem um livro que chama Você Pode Curar Sua Vida, da Louise Hay, que vendeu mais de 50 milhões de exemplares. Ela fala exatamente que a gente é responsável por tudo o que a gente atrai na nossa vida. Não é que você finge, é que vai treinando o seu pensamento para focar naquilo, e aí você atrai. Isso é muito forte porque é bíblico, está em qualquer filosofia independente da religião. Quando li a primeira frase do livro: “Você é 100% responsável por tudo que acontece na sua vida”, que é o princípio básico desse livro, eu falei: “Nossa, é verdade”. Aí você começa a ver os padrões que atrai e passa a trabalhar nisso.
E aí você começou a trabalhar no banco, começou a ver que podia muito mais, e foi crescendo. Foi rápido esse processo ou teve toda uma trajetória? Me conta esse meio do caminho até você começar a pensar em empreender de fato.
Eu fiquei no banco quase sete anos, foi bastante tempo. Eu não pensava em sair jamais, era mais do que eu tinha sonhado até aquele momento. Eu me dedicava bastante, perdi muito sangue, gastei muito salto parando o carro na esquina para abrir conta PJ de comércio em comércio. Tinha que dar certo. E no interior o banco tinha um prestígio, trabalhar em banco era visto de forma muito especial. Eu trabalhei em Aparecida, trabalhei em Taubaté, trabalhei em Pinda. Fui mudando de agências.
Como funcionou a transição para virar empreendedora?
Eu já estava há um tempo no banco e vendia muito bem um produto que o mercado tinha dificuldade de vender, que é o consórcio. Era aquele sacrifício com gerentes pedindo “ajudinha” para bater meta, mas eu vendia o consórcio com muito mais facilidade porque, desde o meu primeiro apartamento, eu entendi a lógica e passei a usar o consórcio. Eu era cliente de fato de consórcio. Comecei a entregar muitos resultados em relação a isso. Lembro que um dia fui almoçar com um cliente, o Ivandro, que tinha uma corretora de seguros. Eu comentei com ele: “Poxa, esse mês eu vou ganhar uma bolada de uns onze mil reais de comissão porque bati as metas de consórcio no banco”. Ele fez uma conta ali na mesa e me mostrou um número de quanto eu ganharia se estivesse vendendo aquele mesmo volume para mim, na minha própria empresa. Sabe quando o número te bate num lugar ruim? Pensei: “Pô, caramba, tô feliz aqui, mas talvez o mundo tenha um pouco mais para me oferecer”. Eu já participava do BNI representando o banco, fazia eventos para juntar clientes, o que era uma iniciativa minha porque sempre gostei de conectar pessoas. Na minha empresa hoje eu faço eventos com muito prazer, a gente tem um rooftop lindo lá no escritório. Fui amadurecendo a ideia até tomar a decisão de sair para montar o meu negócio. Aí o game começou para mim.
Largar o certo pelo duvidoso e sair de uma carreira ascendente exige coragem. A juventude também dá um pouco dessa audácia de se atirar. Como foi esse processo? Você foi empreendendo como plano B e virou a chave depois, ou montou um caixa? Muito empreendedor que nos assiste ainda é CLT e tem esse medo de largar o emprego. A minha dica padrão é ir montando o negócio em paralelo como plano B até que ele traga a renda necessária para virar a chave com segurança. Mas você não fez isso, né?
Eu não fiz isso (risos). Essa seria a minha dica padrão também para os outros, porque a gente não conhece a vida de quem está ouvindo e tem que ter responsabilidade com o conselho, mas não foi o que eu fiz. Eu fui amadurecendo a decisão, pesquisei a administradora com a qual trabalho até hoje, conversei com o rapaz, fui mapeando todo o cenário. Propus ao Ivandro usar o CNPJ da corretora dele nos primeiros seis meses e eu seria a comercial fazendo 50/50, porque eu não sabia como era empreender e queria testar o modelo. A única certeza que eu tinha era que eu não tinha medo de trabalhar. Se desse tudo errado, o máximo que aconteceria era eu voltar pro mercado, e quem trabalha direito sempre tem portas abertas. Essa era a minha única certeza. Mas eu tive medo no dia em que saí oficialmente da Regional. Desliguei meu celular e pensei: “Vai bater o arrependimento”. Subi para Ubatuba, passei um dia em solitude, e no outro dia liguei o celular e falei: “Agora a decisão tá tomada”. Desliguei o celular antes porque as pessoas próximas começam a questionar por que você está largando uma carreira boa, tentando te proteger do risco. Minha mãe sempre foi ousada e me apoiou, mas eu só avisei depois que tinha saído. Como sempre fui muito responsável desde os nove anos, ninguém achou que eu estava ficando doida ou sendo irresponsável. Quase todos os amigos acharam uma loucura, exceto uma amiga, a Lu, que falou que eu tinha nascido para empreender e me deu força. O resto foi um choque.
Comigo foi exatamente a mesma coisa. Amigos diziam que eu estava sendo louco e que falavam aquilo pelo meu bem. Cheguei a me perguntar se eu era o único gênio enxergando o caminho ou se era louco de verdade. Mas uma vez que dei o passo, o plano A passou a ser a única opção e fiz dar certo custasse o que custasse.
Foi isso que fiz, mas não foi tudo flores. Eu quebrei muito a cara no início. Hoje tudo faz sentido, mas em nenhum momento me arrependi. Quebrei a cara porque eu era muito boa no comercial, mas era péssima em gestão. O dinheiro entrava na empresa e eu achava que era tudo meu, porque era assim que eu pensava como vendedora: “Fui eu que vendi, então a comissão é minha, o dinheiro é meu”. Não existia a separação entre faturamento da empresa e retirada pessoal.
Como foi o processo de descoberta e organização? Passou por perrengues?
Passei bastante perrengue. Parecia que a empresa não ia acontecer, não parava colaborador, as coisas não se estruturavam. Teve uma pessoa que me sugeriu voltar para o banco, e aquilo me pegou num lugar ruim, me deu forças para fazer o negócio dar certo de vez. Eu sempre tive educação financeira pessoal, mas estava deslumbrada com o volume de dinheiro entrando: queria andar no melhor carro, comprar bolsas caras. Percebi que muita gente dependia de mim e resolvi contratar um consultor financeiro para o escritório — ele está com a gente até hoje. Ele me ajudou a entender a estrutura do negócio e a parte de tributos, que para serviços no Brasil é altíssima e vai piorar. Chegavam guias de impostos de R$ 20.000 e eu achava aquilo injusto. Fomos nos organizando internamente e vi que, quanto melhor a gestão interna, mais a empresa melhorava por fora: aumentavam as indicações e vinham mais negócios. Entendi que não dava mais para ser uma “eu-presa”. Uma decisão errada minha poderia influenciar a vida de muitas famílias de colaboradores. O sentimento de ver uma colaboradora mandar mensagem dizendo que comprou o primeiro carro com o fruto do trabalho na empresa é o maior combustível que existe. Dizem que o empresário é o malvado da história, mas ver o time conquistando sonhos me deixa mais feliz do que minhas próprias conquistas. É o real sentido de propósito. Se fosse só pelo dinheiro, o negócio perderia o sentido. O dinheiro é fundamental, mas é o conjunto que faz o caldo dar bom. A empresa passa por fases (infância, adolescência) até chegar à plenitude, como ensina o método Adizes. Dependendo da fase do negócio, as exigências e os sentimentos mudam.
E no presente, como funciona a Classe Capital?
O dinheiro e o mercado financeiro sempre fizeram parte da minha vida, então fundar a Classe Capital foi um caminho natural. Eu queria que a empresa fosse um canal de prosperidade na vida das pessoas, e é o que nos tornamos. Nós pegamos um produto de prateleira do mercado, que é o consórcio imobiliário, e o moldamos de forma inteligente: como pegar um produto sem liquidez imediata e transformá-lo num excelente veículo de investimento e alavancagem? Hoje trabalhamos voltados a investidores, empresários e ao público médico. Nossos clientes buscam diversificar a carteira de investimentos. Atendemos em duas linhas de frente: a primeira é a construção de patrimônio e renda passiva. Existe aquela discussão clássica entre investir em fundos imobiliários ou comprar o imóvel físico, mas você pode ter os dois de forma inteligente através da diversificação. O investidor precisa de paciência e diversificação.
Se o cliente quer comprar um estúdio em São Paulo para investimento, nós apresentamos um estudo mercadológico de taxas de ocupação média e retorno. Nós não vendemos imóveis e não indicamos imobiliárias para não gerar conflito de interesses; nosso papel é puramente analítico, mostrando se haverá retorno real ou não. Atendemos clientes que investem em short stay (locação de curta temporada via Airbnb ou plataformas como a Charlie) em São Paulo e até em farm houses nos Estados Unidos em moedas fortes. O consórcio é o meio da operação, a forma como o cliente faz as aquisições de forma estruturada para ter alta rentabilidade. O consórcio imobiliário não tem juros abusivos, ele tem taxa de administração que, convertida na matemática anual, sai por volta de 1,2% ao ano, o que é infinitamente mais barato que qualquer financiamento bancário.
Qual é o interesse de vocês em dar essa assessoria imobiliária gratuita se vocês vendem o consórcio?
O foco é a experiência e o sucesso do cliente. Se vendemos o consórcio para ele gerar renda passiva e ele tem um retorno financeiro excelente seguindo o nosso estudo, ele continuará investindo conosco. Nós o protegemos de fazer escolhas erradas em bairros ruins que não teriam liquidez, o que evita o conflito de interesses. Se ele ganha, a gente ganha. Temos clientes com dezenas de imóveis construídos conosco dessa forma. O mercado de short stay (curta temporada) em São Paulo rende até três vezes mais do que uma locação mensal contínua tradicional, mesmo considerando a vacância. É um mercado que vai movimentar mais de 15 bilhões de reais este ano no Brasil. Até os hotéis estão entrando nos aplicativos de curta temporada.
E a segunda linha de frente da Classe Capital?
A segunda linha atende famílias ou empresários que já possuem muitos imóveis e não têm interesse em construir mais renda passiva imobiliária. Eles fazem o consórcio e, na contemplação da carta, a própria Classe Capital compra o crédito de volta deles. Nós pagamos um ágio, um percentual de lucro sobre o valor do crédito total da carta, e não sobre o valor das parcelas que ele pagou. O consórcio imobiliário tem parcelas flexíveis de longo prazo (de 15 a 20 anos, metade do tempo de um financiamento tradicional de 420 meses). O cliente paga, por exemplo, 20 parcelas de R$ 2.700 e a carta de R$ 1 milhão é contemplada. Se ele não quer o imóvel, nós compramos a carta dele de imediato, pagando o valor investido corrigido por um percentual sobre o crédito de 1 milhão. Como o mercado é carente de crédito barato, o tomador final prefere comprar uma carta contemplada nossa com taxa de 1,2% ao ano do que financiar no banco com juros altos. É um excelente negócio para o investidor que vende a carta e para o tomador que a compra. Tivemos o caso recente do Mário, presidente do Arujá Golfe Clube, que contemplou na sexta parcela deste mês, vendeu o crédito para a gente e teve um retorno surreal de mais de 14% sobre o valor que ele havia desembolsado. É uma operação conservadora e segura de alta rentabilidade. Obviamente, não somos o investimento principal do cliente porque consórcio não tem liquidez de resgate imediato na hora que ele quer, mas funciona como um braço de altíssima rentabilidade na diversificação da carteira. Em média, a rentabilidade da venda da carta contemplada fica em torno de 5% ao mês sobre o capital aportado, dependendo do momento da contemplação. No pior cenário (demorando para contemplar), rende cerca de 2% ao mês, o que ainda é excelente. Os dividendos recebidos podem ser reinvestidos em novas cotas, gerando um efeito bola de neve juros sobre juros.
Nós fazemos todo o estudo de grupo, número de cotas e saldos do cliente de forma estratégica. E o uso da Inteligência Artificial mudou o jogo na nossa operação, trazendo um crescimento de mais de 20% na receita. Nós automatizamos todo o processo de envio de controle de investimentos mensais e as estratégias de lances de contemplação para os clientes, eliminando falhas humanas do processo manual antigo.
A diferença entre fazer o consórcio com a Classe Capital e fazer com o gerente de um “bancão” tradicional é brutal. Os bancos tradicionais possuem grupos com saúde financeira debilitada porque os gerentes vendem na emoção, por “venda casada” ou implorando por “ajudinha” para baterem as metas do mês do banco. O cliente acaba cancelando depois, o que prejudica o caixa e o número de contemplações do grupo. Na Classe Capital trabalhamos com a HS Consórcios, a maior do Brasil no segmento independente, que criou em 2006 o modelo de “meia parcela” focado no investidor. Não fazemos venda por emoção. Nossos grupos têm excelente saúde financeira e muito mais dinheiro em caixa, o que gera um volume de contemplações por sorteio e lance infinitamente superior aos bancos tradicionais. O gerente do banco foca na reciprocidade para liberar um crédito que o empresário precisa de forma emergencial, empurrando produtos ruins que sufocam o cliente. Nós fazemos um estudo de investimentos real.
Quero agradecer aos nossos patrocinadores: CMC Displays, SMB Store (sistema ERP intuitivo e excelente para pequenas empresas), Agência RPL (marketing digital e tráfego pago de alta performance), WJR Consulting, Inspira Capital, Polux (planejamento tributário que gerou milhões de visualizações nos nossos cortes) e Max Service Contabilidade.
Juliete, trouxe um presente para você: uma lembrancinha do escritório (bolachas e café). Muito obrigado pela paciência com os nossos reagendamentos por conta dos problemas técnicos do estúdio. Hoje é o nosso último dia de gravação neste espaço e estamos mudando de estúdio no próximo mês.
Para encerrarmos, a pergunta clássica: você está com 37 anos, com uma trajetória de superação incrível e liderando o mercado com a Classe Capital. Se você saísse daqui hoje, sofresse um acidente e falecesse, qual mensagem ou ensinamento você deixaria como o seu legado para o mundo?
Legado é algo que eu trabalho e penso muito na minha vida. A mensagem que eu deixaria é: nunca desista. Quando você vê uma pessoa que está no topo, em um lugar que parece inacessível para você, entenda que ela passou por muitos processos e a única diferença é que ela não desistiu; ela continuou em frente. Olhe menos pelo retrovisor da vida. Use o retrovisor apenas para agradecer pelo caminho percorrido, mas siga sempre em frente. Se Deus colocou um sonho no seu coração, é porque você tem a capacidade total de alcançá-lo.
Eu concordo 100%. Eu só estou aqui hoje porque fui incapaz de desistir, mesmo quando tudo indicava o contrário. Mas no olho do furacão, quando os problemas acumulam e a vontade de desistir aparece, às vezes o que o empreendedor precisa não é abandonar o barco, mas de uma pausa offline para resetar a mente cansada, porque mente exausta nos joga no poço. Como você lidava com esses momentos de angústia e onde buscava forças?
Eu sempre trabalhei muito a minha espiritualidade. Quando você tem fé, passa pelos momentos desafiadores sabendo que aquilo é apenas um período, um processo de aprendizado na sua vida. Claro que quando você está vivenciando o problema na pele é mais difícil falar do que quando já passou. Minha força vem da espiritualidade prática e do “quarto secreto” (baseado em Mateus 6:6), que é entrar no quarto, fazer a oração reservada e chorar se precisar para aliviar o desespero. E também vem do colo da minha família e de amigos importantes. A vida do empresário é muito solitária e fica mais pesada porque não compartilhamos as angústias. Compartilhar com as pessoas certas, que te amam e não vão usar isso contra você, alivia o peso. E é fundamental frequentar mesas com pessoas que estão em níveis acima de você, ter mentores e conselheiros que consigam enxergar o seu problema de um ângulo de fora que você não tem consciência no meio do furacão, trazendo a solução óbvia.
Juliete, muitíssimo obrigado pelo episódio sensacional. Está feito o convite para uma segunda edição no futuro. Sigam a Juliete Melo e a @classecapital no Instagram. Deixem o seu curtir, comentem e compartilhem este vídeo com quem precisa investir com inteligência. Sucesso e até a próxima! Valeu!
