Códigos de Imagem, Psicologia das Cores e Transição de Carreira com Lolly Briquet | Além do CNPJ (EP #098)
O Impacto Invisível da Comunicação Não Verbal
No ecossistema corporativo, muitos empreendedores acreditam que a competência técnica e um bom plano de negócios são os únicos fatores necessários para fechar grandes contratos. No entanto, o mercado real prova que a primeira impressão dita o ritmo das negociações.
No mais recente episódio do Além do CNPJ, gravado no estúdio de alta performance da Cross Host na Vila Mariana, recebemos Lolly Briquet, estrategista de imagem, palestrante corporativa e especialista em styling intencional.
Vinda de uma sólida carreira de 10 anos em auditoria e liquidação de instituições financeiras ao lado do Banco Central, Lolly revela como a psicologia das cores e a semiótica da vestimenta funcionam como uma verdadeira armadura para aumentar o faturamento, blindar a autoconfiança de executivos e maximizar a produtividade de times comerciais.
1. A Regra dos 93%: Por Que a Imagem Fala Mais Alto?
Um dos dados estatísticos mais impactantes discutidos no episódio demonstra que a mente humana toma decisões de confiança em frações de segundos, muito antes do conteúdo técnico ser exposto. Estudos de comunicação comprovam que 93% da nossa comunicação é não verbal. A divisão do impacto em uma primeira impressão é cirúrgica:
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55% baseiam-se no impacto visual (vestimenta, cabelo, acessórios e asseio).
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38% correspondem à linguagem corporal (postura, gestos e expressão facial).
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7% são determinados pelo conteúdo verbal puro (o que é dito).
Lolly esclarece que esses fatores não são excludentes, mas complementares. De nada adianta ter uma oratória impecável se a sua embalagem visual transmite desleixo ou falta de autoridade no ambiente de negócios.
2. A Psicologia das Cores Aplicada ao Fechamento de Vendas
As cores que vestimos em reuniões estratégicas ou palestras não devem ser escolhidas por acaso. Segundo a psicologia das cores, não existe tonalidade isenta de significado. Cada matiz aciona gatilhos psicológicos específicos no subconsciente do cliente:
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Azul: Transmite segurança, estabilidade e credibilidade. É a cor ideal para fechamento de contratos de alta cubagem (high ticket) ou entrevistas de emprego.
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Verde: Associado à inovação, crescimento e novos começos, ideal para o lançamento de projetos disruptivos.
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Preto Total: Embora denote poder e elegância, o excesso de preto pode criar um muro de distanciamento e frieza. O ideal é quebrá-lo com pontos de cor nos calçados ou acessórios.
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Preto e Vermelho: Uma combinação perigosa no ambiente corporativo. Psicologicamente, essa junção evoca agressividade e sensualidade, gerando ruídos na percepção de seriedade do profissional.
3. Ruídos de Imagem e a Construção do Estilo Próprio
Muitas consultorias de moda tradicionais erram ao tentar engessar os empresários dentro de regras rígidas, como impor o uso obrigatório de ternos e blazers. Lolly defende que o branding pessoal deve respeitar a rotina prática e os inegociáveis de cada indivíduo.
Por exemplo, um engenheiro ou arquiteto que transita entre escritórios e canteiros de obras necessita de peças funcionais — como a calça de sarja estilo chino, que equilibra a elegância da alfaiataria com o conforto necessário para o dia a dia. O real papel da estratégia de imagem é identificar e eliminar os ruídos de imagem (como um formato de boca ou sobrancelha que transmite uma falsa expressão de braveza ou prepotência) e lapidar os pontos fortes de forma harmônica.
4. Transição de Carreira aos 43 Anos e o Poder do Propósito
Lolly Briquet é a prova viva de que nunca é tarde para alinhar o trabalho ao seu verdadeiro propósito de vida. Após uma década gerenciando crises financeiras complexas, ela teve a coragem de realizar uma transição de carreira completa aos 43 anos de idade, impulsionada por um desafio de seu marido.
Ela testou sua metodologia atendendo 40 clientes de forma gratuita para validar seus processos antes de cobrar pelo serviço. Hoje, Lolly consolidou o seu nome no mercado, ministra treinamentos para times de vendas de grandes administradoras de consórcios e realiza palestras em empresas, aumentando a autoestima e gerando um incremento de até 75% na produtividade dos colaboradores.
Quer descobrir quais são as cores e os elementos que vão elevar a autoridade do seu branding pessoal e os lucros do seu negócio? Assista ao episódio completo agora mesmo!
Ler Transcrição Completa
Aquela frase, né, a primeira impressão é que fica, ela é extrema verdade. Verdade mesmo. Nós somos seres visuais, isso comprovado por estudos total, é, né? 93% da nossa comunicação é não verbal, então isso é surreal, né? Hoje até é muito importante falar pro pessoal que faz home office: “Ah, então vou fazer, vou fazer home, vou ficar de pijama mesmo”, cara, você vai sentir sono o dia inteiro. Se você tem funcionários felizes, com autoestima bem trabalhada, eles são mais produtivos.
Buenas, buenas, buenas. Seja bem-vindo a mais um episódio do podcast da Além do CNPJ. Primeiro de tudo, muito obrigado por estar aqui para trocar essa ideia de empreendedorismo, vida real. E meu, hoje o episódio vai ser massa, porque é uma coisa que eu acho que eu tô devendo. Isso é uma coisa que eu acho que eu tô devendo. Eu até falo pra minha esposa toda hora, eu falo: “Ó, em algum momento da minha vida, eu vou focar mais na minha estética, porque eu sou um cara relaxado, simples. Vocês viram esses dias eu fiz um story lá no Instagram falando: ‘Qual camiseta que eu levo pra palestra?’, só tinha camiseta cinza e preta. Eu sou um cara que eu sei que eu pego nisso aí. A minha esposa pega no meu pé, ela fala: ‘Meu, você tem que se vestir um pouco melhor’. Eu falo: ‘Nossa, mas eu gosto tanto, né, desse estilinho simples, tal'”. Mas eu sei também que isso — e eu vou contar aqui nesse podcast —, é uma coisa que eu já fui bem pior, né? E entendi que, pô, existem códigos que influenciam totalmente no jeito que as pessoas te enxergam. Então, hoje a gente tá aqui para trocar uma ideia sobre a parte não só de estilo, mas o como você é visto, marketing pessoal e tudo mais. Tô aqui com Lolly Briquet. Lolly, muitíssimo obrigado por ter aceitado o convite para trocar essa ideia. Gosto do jeito que você fala sobre esse tema, porque querendo ou não, e aí é uma crítica minha, né, opção… fala e você vem com uma pegada, como a gente tava até conversando aqui nos bastidores, você tem experiência no mercado corporativo, então você vai poder falar entendendo e enxergando de dentro essa situação. Então, obrigado por comparecer aqui, por estar aqui pra gente bater esse papo.
Eu que agradeço pelo convite. É um prazer estar aqui com vocês e eu tenho certeza que vai ser um bate-papo muito gostoso e com conteúdo muito rico aí pro pessoal.
Mesmo vai ser, vai. É porque assim, querendo ou não, a gente fala com o empresário e a gente tem que entender que o empresário precisa, e muitos dos empresários já entendem, tá? Muitos empresários já entendem. Falo mais por mim que eu, por mais que entenda também, deixo de lado, mais preguiça do que desleixo. É preguiça. É, é isso aí, é preguiça. Não é desleixo, é preguiça. Eu demoro para cortar meu cabelo. Meu cabelo já tá começando aqui, ó, ficar despontado. Demoro para cortar meu cabelo. Cara, eu tenho quatro calças. Eu tenho várias camisetas. O pessoal acha que é a mesma, mas não é essa. São várias coisas tudo igual. Eu vou lá e falo: “Pô, gostei dessa. Vou lá, compro cinco, seis, tudo o mesmo tamanho, cor e tudo mais”. Mas eu vejo o quanto isso é importante, da mesma forma que um carro, qual carro que você usa. Por mais que eu ache fútil na questão do carro, o quanto isso é importante. Por mais que eu ache muitas vezes que a roupa que você tá vestindo não deveria determinar quem você é — e não determina no final das contas —, mas como você é percebido, você tem que saber esse código, e isso influencia muito. Mas antes de a gente entrar nesse mérito, que isso aqui é só o spoiler para você ficar até o final, né? A gente vai entrar nessa nesse papo falando sobre isso, e eu tenho muita coisa para para te dar de opinião e tudo mais e você rebater, vai ser um papo legal. Mas antes de todo esse esse universo que hoje você tá vivendo, como foi tua trajetória? Eh, a Lolinha, né? Eh onde você nasceu, suas referências, pai e mãe, eh como que foi isso? O que que você queria ser quando você crescesse? Eh tua trajetória profissional. É legal a gente também falar de transição de carreira, que é uma coisa que, putz, tanta gente aí tá infeliz no que faz e fala: “Ah, não, pô, eu já tô com X idade, não vou fazer”. Acho que até a tua a tua história vai inspirar bastante. Dá um overview pra gente aí sobre tua trajetória.
Bom, vamos lá. Primeiro, muito legal você me chamar de Lolinha, que é como meus pais me chamam até hoje.
Que da hora. Que da hora. A Lolinha.
Bom, eu nasci em Mogi das Cruzes, né? Eh cresci em Mogi e minha família mora em Suzano. E, obviamente, estudei. E quando eu fui fazer faculdade, eu fui fazer faculdade no interior. Então, fiz faculdade em Marília, sou formada em engenharia de alimentos.
Que legal.
Eh foram 5 anos aí de faculdade, naquela bagunça de faculdade. Depois que eu entrei em Marília, no interior… Depois eu entrei aqui na Mauá, minha mãe voltou, mas eu já estava lá há 15 dias. Falei: “Não, não vou voltar. É bom demais, tô morando sozinha”. Eu tinha 17 anos, então eu saí de casa com…
Exato.
Eu saí de casa com 17 anos e posso dizer que eu nunca mais voltei, né? Então, quando eu me formei, eu fui trabalhar na área. Trabalhei na área durante dois anos.
Boa.
E, e aí me veio a oportunidade de morar fora do Brasil. Eu fui mandada embora desse meu primeiro emprego, e meu chefe falou assim: “A primeira vez que eu fui mandado embora do meu emprego, eu peguei minha rescisão, tal, e fui morar fora. E foi a melhor coisa que eu fiz”. Eu fiquei com aquilo na cabeça, fui para a Austrália.
Olha, que legal. Ficou quanto tempo lá?
O que eram para ser três meses se tornaram 6 anos.
Mentira! Sério? Que da hora, 6 anos. Que da…
Fiquei seis anos na Austrália, e assim, quando eu decidi vir embora, falavam: “não acredito, você vai embora”. Eu já estava já com um emprego bacana. Obviamente, quando você chega, a gente faz de tudo e mais um pouco, aquela loucura. Eu sabia que tinha que chegar trabalhando porque eu fui assim… a minha mãe chorando no aeroporto, falou assim: “Você é louca?”. Porque naquela ocasião, a minha família tinha… a gente tinha uma empresa muito grande, a empresa estava passando por um baita problema e tal, então ela falou: “não posso nem te ajudar e tal”. Eu falei: “não, tá tudo certo. Eu tenho passagem de ida e volta, eu tenho casa para ficar com alimentação, tudo pago por três meses. Se não der nada certo, eu volto”.
Eu volto, é isso. É isso, o risco era baixo.
Só que eu arrastei minha irmã junto comigo.
Foram vocês duas?
Não, nós somos em quatro, né? Sou eu e mais três irmãs, quatro mulheres. E essa minha irmã estava fazendo uns freelas, tal. E eu falei para ela, falei: “Cara, tem a oportunidade da gente morar fora, mas você é louca, tá?”. E falei: “Se eu vender meu carro, eu te pago a tua parte, a gente vai embora e vamos ver o que que dá”. E aí ela falou: “Tá, então vamos embora”. E aí deu tudo certo. A gente foi, fez passaporte, e a gente só contou para os meus pais quando estava tudo certo.
Meu Deus do céu! E eles?
Ficaram meio malucos, porque eu literalmente fui com $400 no bolso.
Caraca, assim, tipo, focar para que… Que viagem da hora, né?
E deu tudo certo. Cheguei, na hora que eu cheguei na escola, já encontrei um brasileiro, perguntei como que fazia para trabalhar. Eu falava um pouquinho, né? Eh o que que faz para trabalhar aqui e tal. Tirei o visto de trabalho já no mesmo dia, tal. Isso era numa sexta-feira. Na segunda-feira eu já estava trabalhando de cleaner, limpando escritório e tal. Falei: “Mas tudo bem, a grana tá entrando e vamos que vamos”. E o que era para ser três meses se tornaram 6 anos. Os últimos 4 anos eu trabalhava… já trabalhei um tempo na minha área de formação, sou formada em engenharia, então trabalhava na área de engenharia. Mas confesso que eu chorava todos os dias dentro daquele escritório, porque eles tinham um software XPTO, então eram palavras muito técnicas em inglês, então aquilo para mim era difícil, complexo, né?
Complexo, mas eu fui, enfrentei o desafio, né? Fiquei lá o tempo que eu achei que eu precisava. E aí depois consegui num outro escritório que aí era mil maravilhas, e foi onde eu fiquei até ir embora. Só que para ficar na Austrália a gente tem que ter um visto, né? E eu fui aplicar esse visto, fiz até as provas que precisariam para ficar lá, mas é um custo sem você ter a certeza do sim e do não. E chegou um momento… a Austrália é tudo muito fácil, né? Eu falava que eu estava morando em Neverland assim, sabe? Terra do Peter Pan assim. É tudo muito fácil, sabe? Festa, você tinha um trabalho legal, ganhava bem, podia viajar. E aí eu falei: “Cara, eu não sei se é só isso que eu quero para a minha vida”. Eu me vi num momento correndo atrás do rabo.
Sim.
Eu falei: acho que é hora de voltar. E falei: “Se não der certo lá, volta”.
Caçar uns problemas, né?
Caçar problema, sabe? Caçar boleto para pagar mesmo. Falei: vamos ver o que que vai acontecer. Essa vida tá muito tranquila, né? Deixa eu ir atrás de uns boletos. E aí, antes de ir embora, eu fiquei viajando a Ásia dois meses sozinha ali, fazendo… tipo, viajei bastante.
E tua irmã ficou todo esse tempo com você?
A minha irmã, ela teve um problema no visto. Ela veio pro Brasil para visitar a família e ela estava aplicando pro visto de residência. A advogada perdeu o prazo, enfim, ela não conseguiu nunca mais voltar para a Austrália. As coisas todas dela ficaram lá comigo. Ela já estava lá há uns 3 anos para mais já.
Caramba.
E sempre foi a que quis ficar, né? Eu falei aquelas coisas, né? Quando a gente quer muito uma coisa, a gente tem que… E ela aqui, precisa ficar aqui no Brasil. E aí ela acabou ficando aqui e agora minhas outras duas irmãs num certo momento foram para lá também. Então moramos nós quatro lá num certo momento e duas moram lá até hoje. Uma já tá há mais de 20 anos, tem o próprio negócio hoje; a outra foi para lá agora, tá fazendo, completando dois anos e pouco, mas não volta mais. Foi realmente para ficar, e a que voltou tá aqui. Então, falou, tá metade, metade, 50/50. É, é tipo uma ponte aérea de vocês, né? Brasil, Austrália. Vamos, logo é logo ali, logo ali, ali do lado.
Que da hora, meu. Que baita experiência, meu.
Exatamente. Aí quando eu voltei, obviamente, engenharia, falei: “O que que eu vou fazer? Preciso, né, retomar a minha vida aqui”. E fui trabalhar em banco. Então, comecei trabalhando em banco. Trabalhava, né? Não sei se a gente pode citar nomes de bancos, mas o banco, o banco BVA na época — não é o BBVA, é o Banco BVA —, ele entrou em intervenção pelo Banco Central enquanto eu já estava indo para um ano e pouquinho que eu estava lá. Ele entrou em intervenção pelo Banco Central. Eu trabalhava eh na mesa ali de contas especiais e eles tiveram que manter alguns funcionários para, obviamente, dar continuidade, entender… Da mesma forma que você abre alguma coisa, tem que fechar. É. E eu vi um movimento muito diferente ali. Eu estava pescando que alguma coisa ia acontecer, e não… mas não tinha sido divulgado ainda, não. Eu subi junto com a Polícia Federal no elevador. Aí na hora que eu saí, saiu todo mundo junto. Eu falei: tem coisa errada aqui, deu algum B.O. E naquela semana, o meu chefe ele não foi, tinha uma operação que surgiu não sei de onde. A minha estagiária ficou o tempo todo picando papel dentro de um lugar. Eu falei: “Tem coisa errada aí”. E aí, enfim, o Banco Central veio, interveio, e aí eles mandam, obviamente, acho que 90% das pessoas embora. Mas acho que pelo fato de como eu lidei com a, com a situação, né? De todo mundo desesperado, chorando, querendo ser mandado embora, eu falei: “Gente, é isso, não tem muito o que fazer, o problema já existe, pronto, né?”. Então eu fui muito, acho que eu soube lidar com a pressão, e mediante isso, eles me mantiveram lá.
Legal. E aí eu fiquei trabalhando com eles nessa intervenção e eu fui, passei a fazer parte dessa equipe do Banco Central, né? Não, não sou do Banco Central porque é só através de concurso, mas dessa equipe de intervenção e liquidação de instituições financeiras. Então eu trabalhei em diversas instituições financeiras fazendo intervenção e liquidação junto da equipe do Banco Central. Fiquei 10 anos trabalhando com isso.
Isso, bicho. Essa é a oportunidade que passa natural. E aí você ficou, porque querendo ou não, foi um problema de onde você estava trabalhando que você foi lá e desenvolveu, de fato, uma profissão nisso, cara.
Exato.
E aí você saiu desse banco, foi para outros?
Aí eu saí. Aí eu, obviamente, estava cansada de trabalhar do lado obscuro do negócio, do lado triste, né? É fechar a instituição. Mas aprendi muito, principalmente a trabalhar com o pessoal do Banco Central. Normalmente, quem faz esse tipo de intervenção são aposentados do Banco Central, então é a galera velha guarda, digo assim, do Banco Central. Então me ensinaram muito. Legal. E, e aí chegou um momento que eu falei: “Poxa, né, tava ali, tava fluindo, mas veio a oportunidade de eu trabalhar na Associação Brasileira de Câmbio, na Abracam. Eles tinham uma vaga na Superintendência. Eu falei: “Bom, é uma forma de eu sair de um lado e ir para um lado, né? Começar a construir algo. Chega de fechar, vamos construir alguma coisa”. E deu certo. E aí eu fui trabalhar nessa associação, que aí foram os meus últimos anos, que eu digo, de mercado financeiro até eu fazer a transição de carreira.
Legal, legal. E, e cara, uma posição de superintendência, depois de anos de experiência de lidar com problemas, exato, você estava no, no fogo cruzado entre a instituição que você estava e o Banco Central lá, fazendo esse processo de fechamento. Como que foi? E no mercado financeiro, como que foi todo esse processo para você? E eu sei que o mercado financeiro, ele engole o ser humano e acha que pode engolir mais ainda as mulheres, porque tem essa, essa cultura. Exato. Como que foi para você sendo mulher estando nesses lugares de alta tensão?
Foi aí, por isso que eu falo que eu me uso muito de exemplo quando eu vou fazer os meus atendimentos ou quando eu tô ali ensinando os meus clientes a se posicionarem. Sim. Tá certo? A grande maioria das consultoras, elas vêm do mercado da moda ou são consultoras desde sempre. Eu vim do corporativo, então eu sabia exatamente como eu tinha que me posicionar para cada momento, tá? Então, por exemplo, eu tô numa reunião com o Banco Central, na maioria das vezes eu, além de ser a mais nova, eu era a única mulher.
Mulher.
Então, como que eu me posicionaria ali, cara, né? Através da minha imagem. Então, o que eu faço hoje, teoricamente eu já fazia para mim e para algumas amigas que sempre me consultavam, né? Então eu sabia, falava: “Poxa, aqui eu tenho que passar essa mensagem, eu preciso ter voz nesse lugar”. Eu posso falar que nem sempre eu era a que sabia mais sobre aquele assunto, mas só o fato de eu mostrar e me posicionar que eu sabia, as pessoas me davam voz.
É isso.
Então, eu fechei muito negócio, eu consegui muitos… almejei muitos cargos e consegui através desse posicionamento. E foi assim, esse posicionamento não só de imagem, mas também às vezes se posicionando na mesa mesmo. Eu não falo que imagem importa, tá? Importa até porque a gente… nós somos seres visuais, isso é comprovado por estudos, né? 93% da nossa comunicação é não verbal, então isso é surreal, né? Agora, eu não posso dizer que o conteúdo é menos importante. Eu não posso dizer que o posicionamento é menos importante, né? No entanto que até… até tem estudos que dizem que 55%, sim, é a questão da vestimenta, do cabelo, de um acessório; 38% gesto, postura; e 7% conteúdo.
Caraca, bicho.
Obviamente eu não tô dizendo que o conteúdo aqui… que são excludentes, né? Pelo contrário, são complementares. Mas pra gente ter ideia dessa dimensão, né? Então não… de nada adianta a pessoa… eu sempre uso o exemplo: tá vestida de GTI da cabeça aos pés ali, mas na hora de se posicionar, na hora de falar, na hora de uma oratória, na hora de ter firmeza no que falar, vai embora. Não, não adianta. Então o trabalho é o todo.
Caramba. Agora, o que a imagem realmente influencia, a nossa postura, a nossa autoconfiança influencia, tá? E assim, até um dia eu tava discutindo com a minha terapeuta, falei: “Poxa, o pessoal sempre fala que o trabalho de consultoria é um trabalho de dentro para fora e tal. Concordo, tá? Porém, discordo ali. É muito assim mais fácil a gente mexer um pouquinho na embalagem e depois você mudar um sentimento”.
Verdade.
Quando você faz um corte de cabelo ou você coloca… eu falo quando você coloca uma roupa de ginástica, você se sente até mais forte já, né? Você fala: “Nossa, hoje eu vou lá…”. Você já muda. Essa… você nem malhou, né? Você até suou ali, né? Tá pago, né? A gente faz um corte de cabelo, você já muda. Então, por que isso? Porque o nosso cérebro ele associa sucesso, credibilidade à imagem que ele vê. Então, se ele olha você de ginástica, ele associou que você vai ali fazer exercício.
Caramba.
Se ele te vê vestida com um vestido, né? Tô falando aqui mulheres, ou os homens no terno, você já muda a sua postura. Então, é exatamente isso que a roupa faz com você. Ela muda o teu sentimento.
É uma armadura, de fato.
É uma armadura. Inclusive tem uma consultora — não tem problema nenhum em citar ela porque eu acho ela fantástica —, a Leila Ama, ela fala: “Lustre a sua armadura”. Então, é exatamente isso que a gente tem que fazer todo dia que a gente acorda.
Total.
E aí uma sugestão que eu dou, uma dica, enfim, eh tem dias… não é todo dia que a gente acorda super animado, que a gente acorda alegre e tal: “ai, hoje eu vou me vestir”. E nesses dias em que a gente acorda mais cansado ou meio triste, enfim, ou o dia não tá muito bom, a nossa tendência é pegar aquela primeira roupa do guarda-roupa, colocar aquilo, normalmente uma cor mais escura, meio larga, e você vai passar o dia inteiro naquela vibração, naquela vibração baixa, tipo de, né? Às vezes, hoje até é muito importante falar pro pessoal que faz home office: “ah, tô… vou fazer, vou fazer home, vou ficar de pijama mesmo”, cara, você vai sentir sono o dia inteiro.
É isso, cara. Já tive, já tive essa experiência.
Entendeu? De não me vestir para fazer home office, cara. Você, você não produz.
Acordar, tomar um banho, pentear o cabelo, se vestir para trabalhar em home office faz super diferença.
Exatamente. Você não produz, é isso. Então, o que a dica que eu dou é nesse dia, sabe? Tira um pouquinho mais de força ali, pega aquela roupa no guarda-roupa que você sabe que funciona para você, que você sabe que você fica bem, e põe aquela roupa. Você vai passar no espelho uma hora ou outra ou a pessoa vai te elogiar, você vai intuir coisas diferentes ao longo do dia, você vai mudar aquela vibração. Eu digo que é ação e reação. Então se a gente vibra positivo, é positivo, tá? A própria roupa ela vai mudar esse sentimento. E é verdade, entendeu? Então, foi muito isso, voltando um pouco do que a gente tava falando, que eu fiz durante os meus anos de corporativo até realmente resolver fazer a transição de carreira.
É isso. E, e qual foi, pra gente já entrar na parte da transição, mas qual foi o momento, talvez, em que você sentiu no mercado financeiro o maior desafio pelo fato de você ser mulher, mais nova e tudo mais? Teve algum acontecimento assim que, que é legal contar?
Eu vou ser muito sincera, tá? E eu já até falei, já até num dos primeiros podcasts de que eu participei: eu nunca senti isso.
É mesmo? Só o fato de você se posicionar?
Eu sempre me posicionei. Eu nunca fui de, ah, ah gracinha, alguma coisa. Eu sempre fui… eu falei, não é na questão de ser, eh mal-educada, nem de ser chata, antipática. Não, posição mesmo, posição, atitude mesmo, o jeito que você se posicionava na mesa. Posição, eu sempre me posicionei e sempre deu muito certo. Então assim, eu não posso reclamar. Eu tive excelentes parceiros de trabalho, não teve nenhuma situação assim constrangedora, justamente porque você soube se posicionar e as pessoas não… nem criavam liberdade ou coragem de fazer alguma coisa, não. E eu sempre consegui ter voz quando eu precisei.
Que legal, né? Então, hoje em dia existem, obviamente, uma série de, de formas da gente se posicionar, como você fala com as mãos, o tal. Então, e talvez uma forma até não mais intuitiva, posso dizer, acho que eu não tinha todo esse conhecimento que eu tenho hoje, muito mais intuitivo, eu soube me posicionar e soube ter voz.
Perfeito.
Então, tem inclusive um exemplo muito legal. Uma vez eu fui dentro do Banco Central, no auditório, e eu queria ter 5 minutos de fala, porque era um projeto que tava todo mundo achando a coisa mais louca do mundo, de como que eu tava fechando algumas contas internacionais, que eu lidava com as contas aqui. E eu falei: “Gente, as pessoas têm que escutar essa ideia, porque pode, pode ser que dê certo”.
É.
E eu consegui ter os meus 10 minutos ali de voz e explanar qual era a ideia. No final, todo mundo comprou a ideia, deu certo, a gente conseguiu pagar alguns credores lá fora. E se tivesse dado continuidade na gestão que estava, porque as gestões estão mudando, a gente conseguiria ter recuperado muito mais dinheiro até para esses credores. Mas, infelizmente, houve uma troca de gestão. Mas naquele momento eu me senti, além de feliz ali, eu me senti vista, e no meio, praticamente majoritariamente, homens.
Homens. Putz, que legal. E aí, com quantos anos, na verdade, antes disso, como que foi esse, esse descontentamento? Foi um descontentamento, foi um descontentamento. Como que foi esse processo de descontentamento? Foi um processo assim que chegou mediante a uma mudança da tua vida: “Minha vida aconteceu isso, automaticamente me descontentei com a, com o cenário”, ou foi um processo meio que construído, tijolinho por tijolinho, por um tempo, até você ganhar coragem para, em um determinado momento, você falar assim: “Pum!”, com, com… Foi com quantos anos?
Com, aos 43.
Com aos 43 anos falar: “Vou mudar de carreira, vou fazer uma transição aqui”. Para chegar nesse ato de coragem que muitas vezes pessoas aqui estão escutando e precisam dessa, dessa inspiração. Mas como que foi esse processo de chegar no ato de fato da, da ação?
Bom, eh trabalhava muito, né, quando eu estava na superintendência da Associação Brasileira de Câmbio, da Abracam. E trabalhar em associação é muito complicado: tem o conselho, aí a presidente era eu, e eu sentia ali que faltava ética, tá, em alguns pontos. E eu fui levando, fui mudando algumas coisas, consegui trabalhar algumas coisas, eh mas tinha muita coisa errada, tinha muita coisa para para funcionar.
Sim.
E aí, durante os dois anos que eu estive lá, eu vi que eu coloquei muita, muita coisa em ordem, muita coisa no seu lugar. Trouxe ganhos pra associação, trouxe associados para… mais associados para a associação. A associação fechava no vermelho, quando eu saí ela fechava… já tinha, inclusive, uma grana investida que dava para fazer o investimento no projeto que foi apresentado. Então, existia um projeto que eu estava trabalhando porque eu tinha uma equipe de 30 pessoas abaixo de mim, e que eu via que estavam completamente ali infelizes com o trabalho, sabe? “Eu tô aqui porque eu tenho que estar. Sim, necessário. Eu tô aqui porque eu preciso pagar minhas contas, eu tô aqui porque eu tenho que fazer”. Mas ninguém tava ali feliz por estar ali, entendeu? Com vontade de trabalhar, com vontade de fazer um negócio acontecer. Por mais que eu continuasse ali na fala, que era o o que eu tinha de tentar engajar, eles precisavam de mais. Eles precisavam ganhar, é isso. As pessoas precisam ser vistas, precisam ser reconhecidas. A gente precisa ganhar dinheiro, a gente quer, né? A gente quer isso. Então, havia muitos anos que não tinha uma… não existia cultura, não existia nada, tá? Então foi tudo isso. Não tinha RH, caramba, eu consegui com muito custo colocar um RH. E aí, quando eu coloquei essa pessoa de RH lá dentro, aí: “não, mas ela isso, ela aquilo”. Falei: “gente, calma, né?”. E aí foi feito todo um trabalho, e quando foi apresentado esse trabalho pro conselho, que era… tinha que ser uma aprovação imediata ali, eles falaram: “Não, a gente vai fazer isso ao longo dos próximos 3 anos”, o que foi um baita de um balde de água fria.
E era uma necessidade, né?
Era uma necessidade. Então assim, já vinham acontecendo coisas que eu já feriam ali a minha questão ética. Sim. E mas você tá numa, teoricamente numa zona de conforto, trabalhando, ganhando teu salário, aquela coisa toda. Eu estava há uns dois anos e pouco, não foi tão anos, tantos anos que eu fiquei lá, um pouquinho mais até. E quando foi apresentado isso, eu falei: “Bom, e eles negaram”. Eu falei: “Agora o que que eu faço? Eu não tenho cara para continuar”. E aquilo estava me consumindo, sabe? Eu não via a minha filha direito. Eu tinha trabalhado lá até um dia antes da Paula nascer, sabe? Muita coisa errada.
E aí que estava consumindo sua vida pessoal também?
Também, eu não era mais eu.
É, você estava trabalhando muito, muito. E aí o que que aconteceu?
Obviamente numa conversa, né, com o André — você conhece o André, meu marido. E ele… eu cheguei na sexta-feira, ele fez assim: “Não aprovaram, né?”. Caramba, só pela tua cara. Aí eu falei: “Não”. Ele falou: “E aí, o que que você vai fazer?”. Eu falei: “Então, não sei, não sei o que eu vou fazer”. Eu não tinha coragem naquele momento de pedir demissão, né? E durante a pandemia eu tinha montado uma loja de revenda de roupas online, que eu falei: “Poxa, se eu colocar mais energia nisso, isso pode ser que vire melhor”. Tava virando, mas eu não tinha a minha energia ali. Exato, é. Aí o André fez assim: “Eu vou te fazer uma proposta”. Falei: “Lá vem, né?”. Falei… “Se você pedir demissão até meio-dia de segunda-feira, eu te dou todo o suporte de que você precisa até você fazer o teu negócio tracionar”. Tipo, caramba! Aí eu falei: “cara, da hora, hein?”. Eu falei: “é isso”. Até me emociono assim, falei: “é… foi parceiraço, parceiraço, parceiraço, né? Que da hora”. E aí ele falou: “Mas é até…”. Porque ele sabia que eu não ia ter coragem. Sim, sim. Então ele falou assim: “Mas é até meio-dia, senão eu vou tirar a minha proposta da mesa”.
Te provocou mesmo?
Ele me provocou, né? E aí eu fui e fiz, pedi demissão, né? Ali o coração a milhão. Eu pedi demissão e aí tá a, né, a presidente parou e falou assim: “Como?”. Né? Eu falei: “Cara, mediante o que vocês estão me apresentando, eu não tenho como me sentir feliz aqui dentro”.
Exato.
“E manter a galera engajada trabalhando, as minhas ideias…”. Falei: “não tenho como, né?”. E ela falou: “ah, tudo bem, mas se a gente fizer assim, tal, não sei quê, né?”. Aí eu lembro que ela usou assim: “Ah, mas o conselho acha que tem que deixar a cenoura para correr”. Eu falei: “Caramba, eu já corri atrás dessa cenoura. Eu gosto de comida e vinho bom, como vocês todos”. É. Falei: “todo mundo tem o seu merecimento aqui dentro. Já não quero mais correr atrás disso, eu já entreguei isso para vocês, tá aqui ó”. E eu fui com todos os meus resultados, tá? Então, enfim, saí e aí como são as coisas, né? É, é real. Sabe, saiu nem imaginando o que faria. Saí na ideia de tocar a loja. Me pediram para ficar mais um mês, né, para passar todas as funções e tal, fiquei, cumpri tudo bonitinho. Eh e aí, quando eu saí naquele final de semana, o André falou: “Olha, eu ganhei um ingresso, um convite para participar de um curso da, da Bianca Ladeia de Imersão em Imagem. Só que eu não vou fazer esse negócio. Por que que eu vou fazer isso? Dois dias lá, das 8h às 20h, falando de como eu tenho que me vestir?”. Falou: “Tá doido que eu vou fazer isso? Você vai?”. Eu falei: “Lógico que eu vou, né?”. E fui no final de semana seguinte em que eu havia pedido demissão. E eu comecei a escutar todo aquele conteúdo, falei: “Caramba, gente, olha, tudo o que eu faço já para mim, para alguns amigos, é profissão”.
É. E você fazia de forma espontânea?
Natural, eu fazia de uma forma muito natural. Falei: “É profissão”. E aí eu falo, quando a gente se abre, né? Pode parecer meio clichê aquela coisa, quando a gente se abre pro universo, as coisas começam a acontecer. E aí eu contei o que eu tinha… Acabado de pedir demissão e parar por lá. E me conectei com muita gente e eu falei: “Cara, existe um mundo fora de onde eu tô, que lugar é esse? Que bolha em que eu tava vivendo”. Então aquilo me deu vida, sabe? Me deu vontade de realmente ir atrás das coisas de novo.
Sim.
E aí saí dali e falei: “Bom, não basta só gostar, eu tenho que me formar, eu tenho que entender que curso que eu tenho que fazer, o que que eu tenho que fazer para realmente colocar isso em prática”. Sim. E aí continuei tocando a loja ali e estudando, né? Fui estudar, fui fazer todas as formações que precisavam e tal. Na hora que eu terminei — fiz, tentei fazer isso num tempo recorde, obviamente, para acelerar o máximo possível —, falei: “Agora eu tenho que atender”. Falei: “Nossa, mas como que eu vou atender sem ter realmente experiência?”. Aí joguei lá no grupo das amigas, eu falei: “Olha, eu tenho 40 vagas, me ajudem aí, preencham”. Em, em uma semana tinha as 40 pessoas lá. Aí eu atendi essas 40 pessoas, caramba, num tempo recorde também, porque aí eu falei: “A número 41 pode ser a minha melhor amiga, eu vou cobrar”. E foi exatamente isso que eu fiz. Era uma baita de uma amiga minha, mas eu falei: “Olha, eu tinha um, um prazo para mim”. Falou: “Não, tá certo”.
Nessas 40, nessas 40 você não cobrou, não?
Caramba, ganhou experiência.
Mas eu fiz para ganhar experiência, porque um dos serviços de entrada é a coloração pessoal que a gente faz, que… o que que é… isso é surreal, entendeu? Que as pessoas são céticas até elas fazerem. Cara, isso é surreal. É surreal, parece que estão aplicando um filtro no Instagram em você.
Exatamente. E a gente faz isso. E hoje o que eu vou um pouco além da coloração, tá? Eu falo que você não tem que ser refém de paleta, nem da sua cor, nem nada. Tem várias formas. É você entender a teoria por trás da coloração, é você entender que não existe bonito ou feio, existe o que é harmonioso. E aí o que é harmônico, ele comunica diferente. Então, se você tá harmônica com as suas cores, com os seus elementos de Instagram, com seu arquétipo, com tudo, você leva uma comunicação muito mais estratégica, intencional, certeira, inclusive, né? Certeira. Então eu vejo muito isso no trabalho que eu venho fazendo. Eu atendo muitas médicas, e agora tem uma que ela grava junto com a sócia, e eu falo assim: “Cara, eu preciso trazer sua sócia para mim, porque se…” Pensar… até joguei num grupo de pessoas que não conheciam, na lata: “quem comunica o quê?”. Só para saber se eu tô fazendo um bom trabalho.
Legal isso, hein?
Né? Peguei a foto das duas, dei um print ali e mandei, né? Aí: “ah, esse aqui eu achei aqui, esse aqui eu achei isso”. Eu falei: “Tá, mas quem comunica segurança?”. Não quero dizer se acham que a roupa tá mais bonita. Sim, sim, sim. Porque não… não é sobre vestir total. É, não é mesmo. Então assim é: “quem… a roupa… qual a roupa de quem comunica mais segurança? A pessoa toda?”. “Ah, essa”. “Essa”. Falei: “Então tô acertando o meu trabalho, entendeu? Então, rodei até essa pesquisa hoje”. Beleza.
Que legal. Da hora.
Falei: “Então eu tô acertando o meu trabalho”. Então, e aí eu comecei, comecei nisso. Só que o meu intuito, quando eu comecei na questão da consultoria, não é só ser uma consultora ou ser autônoma; é empreender na área, é ser uma empreendedora da área.
Empreendedora.
Então eu já desenvolvi serviços, produtos, então tem os atendimentos individuais, tem as palestras, né? Tem a parte de empresas que trabalham com uniforme, de como a gente trazer uma nova roupagem. Porque às vezes o cara tá ali vestido, o cara é infeliz no trabalho porque o uniforme dele é terrível: é quente, é justo, não é para ele. Exato, acontece muito isso. Então as pessoas: “ah, nossa, mas eu nem pensei nisso”. Eu falei: cara, a pessoa tem que… ela é obrigada a vestir isso todos os dias. Então, como você torna isso uma coisa boa para você como empresa e pro funcionário também? Existem formas.
E hoje, qual é, qual é o nome da tua empresa? Eh dá um overview pra gente. O que que você faz como empresa? Quais são as áreas em que você atua? Como que você atende esse universo? Qual é o seu cliente ideal? “Meu cliente ideal são empresários”. Como que é? Dá um overview pra gente aí.
Bom, a minha empresa é Lolly Briquet. Hoje eu tornei a minha empresa como a minha marca, o meu nome mesmo. É isso, eu, eu gosto dessa ideia. E até porque tem outras coisas aí que a gente vai desenvolvendo quando a gente começa a empreender, a gente começa a ver luzinhas em vários lugares. Eu falei: “Então, ecossistema… Eu quero que tudo rode em torno do meu nome”. Então hoje é tornar o meu nome muito forte, a minha marca, Lolly Briquet, muito forte, porque aí eu consigo levar isso para essas outras… essa autoridade para outras áreas.
Exato. Eh então, Lolly Briquet, é isso.
E aí, desculpa, você falou… e como… quais são os mercados em que você atua hoje? Para qual é o, o para onde você tá indo assim como, como negócio?
Eu faço os atendimentos individuais, então hoje empreendedores, né, homens e mulheres — colocar homens e mulheres, não tem isso. Hoje posso dizer que, sei lá, 70% do que eu atendo são médicas. Então é um nicho muito bacana de trabalhar. Elas entenderam a necessidade da imagem, porque hoje não basta ser, a gente tem que parecer ser, né? A gente tá na rede social, nossa vitrine e tal. E por questão de tempo também, eu falo que jaleco é ferramenta de trabalho e não roupa. Então tem que trazer essa coisa, né? Você não… o jaleco ele não vai te trazer mais autoridade.
Legal.
É, pelo contrário, acho que é uma forma de você às vezes esconder um certo desleixo. É isso. E tem as palestras também, que eu levo as palestras para as empresas para conversar com os colaboradores e mostrar para eles o quanto que se você trabalhar… Na real, elevar a consciência deles do quanto a nossa imagem ela importa e ela influencia tanto na tua vida pessoal quanto na tua vida profissional.
Você faz essa palestra pros funcionários?
Para os funcionários.
Que legal, meu.
Para os funcionários. E aí, o que que eu levo pra empresa? Se você tem funcionários felizes, com a autoestima bem trabalhada, eles são mais produtivos. Total. Isso faz o ambiente conversar diferente, e não vai adiantar o teu RH falar isso para ele primeiro, porque pode causar um desconforto, é aquele mimimi todo. Então, você trazer uma profissional que leve essa mensagem de uma forma mais humanizada e mostrando o quanto isso importa através de estudos, que não é só uma questão de futilidade, sim, né? O entendimento deles é outro.
Sim.
Então é falar: cara, é uma… essa ferramenta é sua, a imagem é sua, só depende de você saber trabalhar ela da melhor maneira.
E outra, dá para você usar isso não só em todo o time de colaboradores e tudo mais, mas também uma coisa que eu acho estrategíssima, meu, uma, uma base estratégica, depois a gente pode até conversar, pros vendedores. Sim, sim. Hoje o meu… os executivos… Que cara, é, é a imagem da tua empresa que tá pagando, a imagem da tua empresa. No entanto que algumas empresas que já vêm me contratando é porque têm um time de vendedores muito grande. Então eh eu fui fazer uma… já fui duas vezes, tá, fazer palestra numa empresa que vende consórcio. Boa. Então, consórcios, mas consórcios de alto nível, tipo iate, carrão, avião… Então, a imagem é completamente diferente com o teu cliente, e se é isso que você tem como objetivo. É, e fica… e se ficar desconexo, por exemplo, um vendedor tentando vender algo de muito alto padrão para uma pessoa de alto padrão, se ficar muito longe, ou o cara vai comprar porque ele quer comprar e pronto, aí a decisão já tá tomada antes mesmo de ele chegar em você e aí, aí você vai servir como um mero atendente que tá pegando o pedido, tudo bem? Ou você não conecta, você não con… e você não fecha a conta. E o que eu falo é que, antes da gente vender o nosso serviço ou o nosso produto, a gente tem que se vender.
É isso.
Porque a gente, né, em 3 segundos a pessoa te lê. Em 3 segundos você não consegue se apresentar falando que você é bom, o que que você faz, ela já toma uma, uma verdade, ela já toma uma verdade para ela. Então, nesses 3 segundos, a pessoa ela vai saber se ela vai acreditar em você, se você leva seriedade ou não, então ela vai confiar ali, cara.
Então aquela frase, né, a primeira impressão é que fica, ela é extrema verdade. Verdade mesmo.
E é uma coisa que assim, por incrível que pareça, por mais que eu até saiba disso, é uma coisa que eu nunca parei para analisar: como que… quais talvez sejam as primeiras impressões que eu passo, sabe? Por mais que é extremamente para você ver que, assim, cara, eu tô… eu empreendo há, há 12, 13 anos, nunca parei para pensar nisso. Eh então deve ser uma… deve ter um mercado enorme para você de pessoas que nunca pararam para pensar nisso.
Eu, eu costumo dizer que tem mercado para todo mundo. Sim, tem. A partir do momento que eu comecei a trabalhar com isso, falei: “Caraca, quantas consultoras de imagem… Eu sou mais uma, o que que eu vou fazer, né?”. Falei: “Não, eu tenho o meu jeito de trabalhar, eu tenho o meu jeito de conectar com o meu cliente, eu acho que o fato de eu ter vindo do corporativo é um diferencial”.
Diferencial mesmo. Isso é…
E então eu comecei a achar os meus meios e falei: “Não vou ficar pensando, olhando muito pro lado, vendo o que os outros estão fazendo. Eu vou tocar o meu. Se é isso que eu quero para mim, eu vou tocar o meu”. E, e aí tem essa questão de você ser intencional. Então, a forma como eu vou me vestir ou a forma como eu falo, a gente é intencional. E eu percebo que muitas clientes chegam a mim porque elas se conectam comigo, porque eu tenho uma forma descomplicada de, de dar a imagem. Falou: “Você não precisa estar montada todo dia para você comunicar alguma coisa. Você tem que ser você, primeiro de tudo, né? Você tem que manter a sua essência e sua personalidade, porque se eu te colocar dentro de uma roupa em que você não se sente confortável, você vai transmitir isso. Confiança tem cheiro”.
É.
“Então, se você não se sente confiante com aquilo, é aquilo que você vai passar pro outro”. Então é o que eu costumo falar do blazer, né? Que blazer não transmite seriedade. Eu sou uma pessoa que gosto, me visto bem, me conecto com o blazer, acho que é uma peça que eu gosto de ter no meu armário, mas não é todo mundo. E chegou num momento em que as pessoas acharam que é só colocar um blazer e que pronto, e que tá tudo resolvido. Pronto. Isso, pelo contrário. Não, porque você pode estar desengonçado dentro daquilo. É isso, sabe? Então, a gente pensar quem é a gente e o que a gente quer comunicar e como a gente quer se sentir, são as três primeiras perguntas que eu faço para qualquer cliente minha.
E você faz ele pensar nisso, né? Porque se você, se você me faz essas perguntas, eu vou ter que pensar para responder, porque eu não tenho essa resposta pronta.
Eu, grande parte do meu atendimento individual é através de questionário.
Caramba.
Então existe ali um diagnóstico quando a gente vai fazer o, né… Eu tenho vários combos ali, né? Mas quando a gente vai fazer a estratégia de, de imagem completa, ela se inicia através de um questionário, que é para entender realmente quem é você, qual é o seu tom de voz pro seu cliente, o que que você quer levar, quem é você hoje, como você se vê daqui a pouco. Porque tudo isso vai me mostrar uma jornada que eu vou ter com esse cliente, de ensinando ele a ser intencional com a imagem, porque ele não vai… ele não vai me ter ali do lado todos os dias. Sim. Então ele tem que saber trabalhar por si, por mais que eu queira eles do meu lado, eu tenho que ter…
Sim, sim, sim. Mas você dá autonomia pro cliente.
Mas eu dou autonomia, é isso. É isso. “Ó, isso vai comunicar isso assim, assim, assim”. Então é tudo através de um questionário. E entra tudo na questão de imagem ou engloba posicionamento?
Não tem como a gente desassociar uma coisa da outra.
Boa. E você entra nessa parte de posicionamento.
A gente entra de uma maneira muito, vamos dizer assim, indireta, uma coisa que flui. Sim. Porque a partir do momento que a pessoa se vê… deságua ali, deságua ali, a pessoa, a partir do momento que a pessoa se vê vestida na imagem que ela quer transmitir, no que ela quer sentir, no que ela tem como objetivo de comunicar, sim, ela muda o posicionamento dela: ela vai falar com muito mais segurança, ela vai andar diferente. Se ela não tem uma oratória perfeita, ela vai procurar um curso de oratória. Se a pessoa tá mais gordinha, ela vai emagrecer. Emagrecer muda.
E você entra nesses pontos também?
A gente… tudo isso a gente, né, faz um, um pré-diagnóstico. Até quem estiver assistindo aqui e comentar lá depois quando a gente voltar, o… estiver no podcast, comenta lá no meu direct ‘imagem’ e a gente… eu dou… te dou um pré-diagnóstico de graça.
Que legal, nossa! Então já era, comenta no… Comenta ‘imagem’. Comenta ‘imagem’ no meu nome. Você ganha um pré-di… Você ganha um pré-diagnóstico. Que legal, cara! Ó, já já você consegue ter um overview de pontos da tua vida em termos da sua imagem, da sua oratória, do seu posicionamento que você precisa trabalhar. Você entra então em tudo, desde oratória, posicionamento, jeito de andar.
Não sou eu que vou ensinar oratória, mas eu vou indicar alguém. Exato. Você vai, você vai dar caminhos. Eu vou te dar o caminho. “Olha, acho que você tem que pensar nisso, ó, você tem que procurar mudar a sua postura”. Então, sei lá, vamos a um quiroprata, tá? “Você tem que, de repente, fazer um botoxzinho aqui”. Porque a gente fala de ruído de imagem: às vezes as pessoas… parece aquela pessoa brava, a pessoa às vezes nem é brava, não é, exato, entendeu? É só você fazer um botox.
A minha esposa, a minha esposa tem… minha esposa, ela tem… quando ela tá parada assim com a boca fechada, a boca dela dá um leve caidinho aqui pro lado, cara, o que as pessoas acham que… E a, e eu, e eu, eu conversando com ela, eu… as pessoas acham que ela é brava, então é isso, todo mundo acha que ela é brava. E ela não é brava, ela é um pouco, né, a gente tem que ser. É. E só que, cara, as pessoas têm uma imagem dela muito grande. Aí eu falo: “mas por que que as pessoas acham que você é brava?”. E aí a gente colocou assim… a gente colocou a responsabilidade no formato da boca dela. Aí ele falou: “você tem que ficar assim, ó”.
A gente chama isso de ruído de imagem. Sim. Que normalmente são um ou dois elementos que a gente tem e a gente nem sabe. Exato. Então, normalmente, até quando eu vou dar palestra, a gente faz… eu faço uma dinâmica de chamar uma pessoa na frente, falo: “ó, pensa o que… como você gostaria de ser percebida? O que você acha que você transmite? Pensa para você”. E aí eu pego alguém que não conhece muito aquela pessoa, pergunto: “O que que essa pessoa te transmite?”. Normalmente não é a mesma coisa. Sempre tem alguma coisinha, a não ser que a pessoa conheça muito, seja muito amiga e realmente, mas se é uma pessoa aleatória ali, é uma pessoa que não tem tanto convívio, aleatória, às vezes tem ali um ruído de imagem. Aí, como você pode… você consegue consertar isso na tua imagem?
Caramba. E meu, você acredita que, se falando disso, teve um curso de que participei já há alguns anos de inteligência emocional, que o primeiro, a primeira dinâmica chamava ‘feedback negativo’ e era um… era esses cursos de inteligência emocional porrada, sabe? Uhum. E cara, basicamente eram pessoas que nunca tinham te visto, era uma turma que recém-formada, então ninguém se conhecia ainda. Você tinha que olhar para uma pessoa aleatória e dar um feedback negativo: metido, sei lá o quê. Só que não podia entrar na parte estética, sim, né? Mas só adjetivos assim, comportamentais. E eu lembro que… e era um do lado do outro, você não… e você não podia pensar muito, não, era pá, pá, pá. E aí a roda ia girando assim, você ia dando feedback pras pessoas. E aí veio lá: ‘prepotente’ para mim. Beleza, nada a ver, prepotente, nada a ver. Aí passou três ‘prepotente’, aí eu falei: “Cara, eu tô fazendo alguma cara aqui que eu tô com uma imagem prepotente”. Aí eu falei: “Deixa eu dar um sorrisinho”. Veio prepotente, o que que tá acontecendo? E é muito louco, porque o ser humano ele tem um, um radar para percepção que, mesmo quem não sabe e nem, nem entende tudo isso por trás, esse radar tá ligado. Sim. Então, a pessoa não entende nada de PNL, não entende nada talvez de eh, eh inteligência emocional, não entende nada sobre imagem, só que ela vai olhar para aquela pessoa e ela vai ter uma sensação sobre aquela pessoa parecida, e, e há um senso comum sobre isso. E esse curso ele depois fala disso, né? Que, que imagem que você tá passando. Só que aí não era uma, uma questão de imagem, era uma questão de posicionamento, né? Aham. E eu falei: “Cara, que maluquice! O que que será que as… que eu fiz para as pessoas repetirem de forma aleatória?”. Não era uma pessoa escutando ‘prepotente’ para mim, até comecei… Aí quando eu comecei a escutar muito essa palavra, eu comecei a falar: “Meu, essa pessoa tá falando prepotente para todo mundo”. Aí eu acabava, aí eu acabava escutando e falava: “Não, ela tá mudando o jeito”. Então, cara, eles estão falando ‘prepotente’ para mim mesmo, porque eu tentei achar, eu tentei achar artifícios… Achar uma desculpa, né? …artifícios para… Não, não, não tá acontecendo alguma coisa. Mas cara, isso e depois o curso trouxe isso, né? Eh é maluco o qu… o quanto existe esse radar, esse feeling padrão das pessoas. As pessoas, as pessoas julgam, não adianta a gente falar: “Ah, não, eu não julgo”. As pessoas julgam, sim, a gente julga, todo mundo julga. Então, e aí não é só sobre, nessa situação, sobre a questão do vestir. “Ah, não pode falar nada sobre a estética”. E quando eu falo de imagem, a gente não tá falando de estética aqui, não; a gente tá falando exatamente da percepção que as pessoas têm de você. É, se você tá comunicando segurança, se você tá comunicando fragilidade… Porque às vezes você quer comunicar ser um pouco mais frágil. Eu sabia no corporativo quando eu, eu tinha que comunicar com o alto escalão, digamos assim, e quando eu tinha que comunicar com a minha equipe. Total. O meu posicionamento era completamente diferente, o meu tom de voz era diferente, a minha roupa era diferente.
Caramba.
Então assim, você usar tons mais claros, deixar o cabelo solto — eu sou uma pessoa que tenho 1,80 m, então eu ia sem salto —, então eu sabia que nesses momentos eu precisava de uma conexão com a minha equipe, que eu precisava de uma proximidade.
Você baixava a guarda?
Eu baixava a guarda.
Caramba, isso na imagem.
Na imagem. E quando eu precisava estar na mesa de reunião, seja, né, aí eu me posicionava diferente: trazer uma roupa um pouco mais escura, prender o cabelo, trazer elementos que comunicam mais força. Então tudo isso a gente comunica através de elementos. Não é impensado, é intencional.
É intencional. Eu vejo que a mulher ela tem mais repertório, tem para conseguir fazer esses artifícios. No entanto, que é mais fácil trabalhar com maquiagem, eh acessórios mesmo, que ela consegue brincar bastante com isso. Falando um pouco do homem, eh e aí entrando um pouco na em dicas, né? Vamos lá. Eh até eu vou, na verdade, antes de entrar nisso, eu quero só contar um caso que aconteceu comigo sobre eh construção de imagem, que aí a gente vai atrelar nisso. A minha esposa fez uma consultoria de… contratou uma consultora de imagem uns anos atrás e, cara, foi uma revolução na vida da minha esposa. Isso aí para ela foi ótimo. E aí eu sou um pouco desligado, né? Então ela falava: “Não, vai lá, faz”. É sempre assim. É. E aí eu fui e fiz um negócio lá que é o… eu esqueci o nome, que vai mudando os panos na frente…
A coloração.
Coloração, cara, isso aí, isso aí me derrubou porque eu falei: bicho, não acredito, cara, é muito diferente.
É muito diferente. Não sei se vocês já fizeram coloração.
Uhum.
Cara, ô editor, solta até um corte disso aí, porque essa coloração… e tenta achar aqui embaixo uma pessoa fazendo a coloração, que vai colocando uns panos aqui, cara. O pano vai saindo assim, ó. Vai colocando uns… Cara, a cor, a cor da pessoa vai mudando, aí do nada entra uma outra cor, aparece uma olheira que não tinha. Daí eu falo, cara, eu achava… a primeira vez que eu vi um vídeo, eu achei que tava… era edição.
É, tem alguns vídeos que eu posso dizer que talvez tenha alguma edição, mas eu como profissional, e eu faço isso, às vezes você tira foto na mesma luz, na mesma posição, com tecidos diferentes e faz uma diferença enorme.
É surreal, você vê isso no espelho, o pano cai e fica o de trás, seu rosto faz… ele vai mudando assim, ó.
Exato. E qual que é a ideia da coloração, né? Até para desmistificar um pouco, o pessoal fala: “Ai, coloração não preciso disso, tal”. Para… Não tem… você faz se você quiser, mas se você quiser ter uma comunicação eh coerente no todo, é interessante você saber, é conhecimento.
Exato, essa cor não favorece.
É conhecimento.
Ah, por que que isso? É, é conhecimento.
Eu costumo dizer que é um… é uma experiência, e as pessoas são céticas até fazerem. Depois que elas fazem, falam assim: “Poxa, agora eu entendi agora”, até porque é, é inegável, não tem como negar o negócio. O seu rosto completamente se transforma numa cor, e a partir dali ela vai tender a fazer compras mais assertivas, a ter um guarda-roupa em que tudo converse com tudo. E você pode pegar as cores da sua paleta e colocar nos seus elementos, até ver as cores do seu arquétipo, fazer um, né, um mix disso e comunicar isso hoje nas suas fotos de perfil, das suas fotos de rede social, que é um dos trabalhos que eu faço com os meus clientes também.
É isso. E aí, e você fala de arquétipo, eu quero entrar nisso também, mas só terminando essa, essa, essa história: quando ela fez essa coloração, me convenci, falei: “Eu preciso disso aí”. E aí foi quando eu dei o próximo passo com ela, porque até então a minha esposa tinha me dado, me comprado lá só a coloração. Eu falei: “Vamos fazer uma consultoria”. Só que o que que eu senti: ela quis mudar todo o meu… ela, ela… era perceptível que ela não concordava com o jeito que eu me vestia, fala de eu ser empresário e tal, tal, tal, ela não concordava. Lá na empresa tem vários funcionários que se vestem melhor que eu, eu tenho essa consciência, né? Eh mas era… ela não concordava e, e não é que talvez, por mais que ela não concordasse, eh a gente tivesse tentado achar um meio do caminho. Cara, as, as coisas que no final ela sugeriu são coisas que assim: “ah, meu, você tem que no mínimo usar polo, mas polo não é recomendado também, o ideal seria uma camisa”. Eu não tenho saco de usar camisa, eu tenho tipo camisas boas, eu tenho camisas de grife, inclusive, porque eu, eu entendo que também, dependendo do lugar que eu vá, uma camisa de grife aí é só ferramenta de trabalho, porque eu sei que, infelizmente, as pessoas olham inclusive a marca que se usa, e isso passa… aquelas marcas pouco conhecidas, sabe? Que tipo… então, tipo, mas que quem conhece, conhece. Aham. Eu sei como que funciona esse negócio, então tenho lá aquela camisa de grife, já deve ser umas oito coleções atrás, porque eu compro, mas uso, então meu, aquilo lá fica intacto, entendeu? Camisas há anos lá. E eu tenho as minhas polos, só que eu adoro usar a minha camiseta, sabe? Uma calça jeans, um tênis. Aí eu usava tênis de esporte, de corrida, aí eu falei: “Bom, eu vou… preciso colocar um pouco de estilo”. Aí comecei a comprar uns, uns tênis coloridos, porque aí eu comecei a mostrar estilo pelo, pelo pé.
Sim.
Mas eh qual é o ponto ideal de uma consultora de imagem, de uma consultoria de imagem, para se encontrar o, o que melhor funciona? Porque às vezes, o que melhor funciona pra imagem que eu… talvez eu sentia, e aí algo que ela pecou, ela não falou para mim o que eu queria comunicar. É isso, faltou a parte de posicionamento, porque eu sou uma pessoa confortável, eu gosto de ser tranquilo, eu sou uma pessoa simples, a minha comunicação é simples, eu lido com construção civil, a minha comunicação precisa ser simples, porque senão eu não, eu não, eu não consigo me comunicar com as pessoas no meu, do meu escritório. A depender do jeito que eu me vista, talvez eu até consiga me comunicar com o mercado, mas será que eu tô me comunicando com a minha própria equipe? Eu não perco o contato com eles? Será que se eu for muito bem vestido numa obra, será que eu vou me conectar com o meu cliente, que é o engenheiro dono daquela, daquela obra? Não é funcional, eu tenho que usar às vezes EPI. Então às vezes eu chego numa obra, eu tenho que trocar o meu tênis por uma bota de segurança, meter um capacete e um colete fluorescente. Exato. Então como que funciona tudo isso? E aí, não criticando a profissional, porque ela foi, ela foi uma baita profissional, ela é a consultora da Raíssa até hoje, que ela não esteja assistindo esse podcast, mas assim, eh não, eu só acho que ela, ela, ela foi por um caminho muito da opinião dela. Consultoria de imagem muda o estilo ou a gente tenta fazer uma salada que funciona? Dá um overview aí pra turma.
A gente faz uma salada que funciona, tá? A gente… assim, por que que eu acho que é muito importante o questionamento: o que você quer transmitir, quem é você, qual é o seu momento de vida? Como você falou, trabalha com construção civil. Eu já atendi algumas arquitetas que elas estão ao mesmo tempo atendendo uma cliente e daqui a dois minutos elas têm que ir pra obra.
Pra obra.
Como que eu coloco um salto nessa pessoa? Não dá.
É, entendeu?
Eu tenho que colocar uma coisa que seja funcional pro dia dela. Então, é muito importante saber qual que é o momento de vida da pessoa, o que que ela quer transmitir, qual que é a mensagem que ela quer passar. Existem, sim, os sete estilos universais, mas para que que isso existe?
O que que é sete estilos universais?
Ah, que fossem: elegante, casual, eh moderno, ou mais sexy, ou mais romântico.
Que legal, nem sabia disso aí, né?
Então, existe isso. Mas para que que existe isso? Para nos dar um norte para nós, profissionais, tá? Para onde a gente vai caminhar.
Que legal.
Normalmente as pessoas não têm só um único estilo, elas… você pode ter todos os estilos que você quiser, depende da sua intenção daquele dia.
Exato.
Então o que eu faço, normalmente a gente aplica esse teste de, de estilo para criar o estilo próprio daquela pessoa. Porque eu não posso colocar as pessoas dentro de caixinhas: “Ah, o teu rosto é nesse formato, então você tem que usar o brinco ou o óculos nesse formato”. Será que a pessoa gosta daquilo? Porque tem coisas que a gente quer enfatizar e tem coisas que a gente quer camuflar, então eu preciso saber isso também.
Total.
Então, não: “ah, eu tenho… meu corpo é tal”. Tudo bem, hoje eu não posso nem falar “existe o corpo ideal”, né? Não, se eu falar isso, eu sou cancelada, não posso falar isso. Então assim, não posso colocar as pessoas dentro de uma caixinha, eu tenho que entender muito da essência dela, do que ela quer comunicar, para montar o estilo próprio dela. Então eu costumo dizer que eu já atendi muitas clientes e ninguém é igual a ninguém.
É isso.
Então, nesse sentido, até o que você colocou, é querer te colocar dentro de uma caixinha. Eu não tô dizendo que talvez a recomendação dela não, não tenha, não seja boa nela, mas acho que falta entender um pouco do seu dia a dia e o que você realmente quer transmitir.
Eu, eu me senti um pouquinho desvalorizado de aí também, mas assim, desvalorizado… eu senti que a minha opinião foi desvalorizada, que eu falava assim: “Putz, mas não tem como, tenta, faz, faz o seguinte: mantendo uma camiseta, que que você acha? Poderia colocar um acessório, mudando as cores, posso fazer uma combinação, deixar uma camiseta e talvez usar uma camisa por cima”. Eu ainda tentei achar o meio do caminho, sabe?
Existem muitos meios do caminho. Eh obviamente atendo muito mais mulheres, mas atendo homens também. Eh o André, em casa assim, tipo ele é engraçado que ele falou: “Pô, você não faz para mim?”. Eu falei: “Lógico, eu faço para os meus clientes, tá pagando, a gente faz”. Mas exatamente isso: ele tem o jeito dele, não adianta eu querer falar para ele: “olha, se veste assim”, sabe, sempre. E ele tá sempre… Eu consegui ainda mudar a calça jeans pelas calças de chino, que eu expliquei para ele que era mais confortável até. E aí ele entendeu.
Qual calça é essa aí? Me dá essa dica aí.
Que são essas calças assim, até como eu estou assim, ó. Chama calça chino, as de sarja. É, é muito mais confortável do que uma calça jeans e fica mais bonito: uma camiseta, calça de chino, e aí tem, eh azul-marinho, tem preta, tem verde, tem cáqui, tem creme. Então aí você consegue ter um leque maior e aí, só aí com a camisetinha já dá um estilo.
E aí com a camiseta você já tá estiloso, coloca um tênis legal, pronto, acabou. É o estilo dele.
Boa, né? Então tem lá a camiseta dele, é a camiseta branca, camiseta preta. Eu já tentei trazer alguma cor, mas ele não sentiu. E, e é isso, entendeu? Então, então o que que eu consegui: ah, é a calça e o tênis e pronto. Obviamente você vai, né? Eu costumo dizer que existem os códigos de vestimenta, né? Que é o dress code que a gente fala. Então você vai, você tem que saber onde você tá inserido. Estilo pessoal é aquela coisa que vem desde a sua infância, sabe? Aquele o seu estilo de vida, aquela coisa que foi sendo construída: tua mãe te vestia desse jeito e tal, tal, tal. Então você foi construindo esse estilo ao longo da vida. Já o dress code, código de vestimenta, é você tem que saber aonde você tá inserido. Então, por exemplo, você não vai vestido da mesma forma que você vai num churrasco dos seus amigos, como você vai num churrasco de final de ano de uma empresa, da sua empresa.
Exato.
Entendeu? Existe… é isso que eu falo até pros colaboradores, eu falo isso pros colaboradores: você tem que pensar, ó, você tá lá com seus amigos, é uma coisa. Agora, se você vai vestido eh do mesmo jeito no churrasco de final de ano da tua empresa, talvez já não seja tão interessante.
É isso aí.
Então eu falo, parte muito do bom senso, então você saber aonde você tá. “Então, ah, eu vou para um evento, quem sou eu dentro do evento? Eu sou só um participante? Eu sou o palestrante?”. Ah, se eu sou o palestrante, esse é um trabalho que eu faço também, né? Que é o styling estratégico, porque como a gente… como a nossa imagem comunica antes mesmo de a gente falar uma palavra. Então, o que que aquele palestrante quer comunicar? Então, quem que é o público? Que horas está sua palestra? Eh o que você quer comunicar? O que você vai vender? Então, mediante isso, a gente trabalha todos os elementos, então a pessoa comunica sem mesmo antes ela falar qualquer coisa.
Caramba, que legal.
Tá? Então, eh eu falo, né? Elementos retos comunicam mais força: cortes de peças mais retos ou tecidos mais nobres vão comunicar mais força. Aquilo que é mais fluído, que tem mais babados ou tons mais claros, traz acessibilidade, né? Eh coisas arredondadas trazem mais acessibilidade. Então, às vezes você consegue até fazer um equilíbrio.
Que legal, né?
O que eu falo muito pras mulheres, assim: eu não tô de cabelo preso à toa, porque eu quis prender meu cabelo, foi intencional.
Foi intencional, né?
Foi intencional, né? Eu não tô com uma pulseira porque é à toa, eu não tô com esse anel porque é à toa. Tudo isso tem um elemento a comunicar. Eu sabia que aqui eu ia ser vista da daqui para cima.
Sim.
Então a minha fala precisa ter, né, o sentido do que eu tô falando, eu preciso mostrar clareza, eu preciso mostrar verdade no que eu tô falando. Então, além dos gestos, obviamente, se… nós, mulheres, principalmente, a gente passa muito a mão no cabelo. Qualquer coisa que eu passe a mão no cabelo, eu já tiro a atenção da pessoa do que eu tô falando.
Caramba.
Então você vai dar uma palestra, prende o cabelo, você precisa ser ouvida, é isso, né?
Caramba. Então, e é detalhezinho, hein?
É detalhe. O anel nesse dedo, dizem que traz… dizem não, traz, né, obviamente, mais força, mais poder, né? Os reis na Idade Média usavam anel nessa, nesse dedo para comunicar autoridade.
Que massa.
Então tem essas coisas que você consegue com muito pouco e que as pessoas, de novo, às vezes não percebem porque elas não entendem, mas elas sentem.
Exato, e você consegue comunicar.
Caramba, que putz, que legal, mano. E, e quando você falou de arquétipo, e agora você falou também de sete estilos padrão, né? Sete estilos universais. Universais. Todo esse estudo na tua consultoria você faz?
Faço.
E como que funciona? A pessoa quer contratar, ela te contrata, quanto tempo dura isso? Como… ou é eterno? Ou é um processo longo? Como que é?
Eu tenho, eu entendi quais eram os principais, né, serviços. Até o que… como que acontece: eu gosto que as pessoas… “ah, eu gostei do seu serviço, eu quero te contratar”. Vamos marcar um call, porque eu tô, de certa maneira, eu vou tirar aquela pessoa da zona de conforto. Então, eu preciso entender qual foi o gatilho de ela procurar uma consultoria de imagem. Sim. Qual que é o momento dela, para eu personalizar o meu serviço para aquela pessoa. Até porque se eu mando só a proposta, a proposta é o by the book de uma consultoria: ah, coloração, estilo, biotipo, né? O que ela tem que entender é que ela vai passar por todo esse processo, tá? Mas todo o processo de autoconhecimento que a gente vai tendo durante os encontros é onde realmente vai formar, vai ser construída aquela imagem.
Construída, boa.
E aí o que é legal, eu faço esse diagnóstico, né? Então eu tenho lá os meus combos, né? Tem gente: “ah, eu só quero coloração”, “ah, eu só quero isso e tal”. E tem a estratégia de imagem mais completona. Então, quando a pessoa ela faz o diagnóstico, que é esse que fala de arquétipo, de cores e tal, ela faz uma autorreflexão de tanta coisa, porque ela fala: “Nossa, é verdade, não tinha parado para pensar o que eu quero como, como eh como profissional, que tipo de cliente que eu quero atrair”. Ah o… então ela começa até ter esse tipo de insight e a se perguntar essas coisas, e é com, né, com base nisso que aí a gente vai pros outros steps. E eu falo que o mais gostoso é na hora que a gente realmente faz a magia ali acontecer, que é vestir a pessoa com todos aqueles elementos e com tudo aquilo que a gente conversou no decorrer dessa jornada. Então aí a pessoa olha e fala assim: “Era isso que eu queria ver, caramba, né?”. Então assim, já tiveram processos em que eu cheguei a falar para a cliente que eu ia parar o processo no meio, que ela não estava preparada para passar por aquilo. E ela: “Ah, mas por que e tal?”. Eu falei: “Não, porque tem algumas coisas que a gente tem que abrir um pouco mais, a gente tem que aceitar um pouco, pelo menos testar. Pode ser que eu não goste, mas pelo menos testar”. Se testar e não der certo, e a pessoa também fica: “não quero mudar, não quero mudar, não quer”, exato, a gente recalcula a rota, não tem problema. Então eu vou, eu vou até o limite, ó: “Isso aqui você acha que funciona? Ah, vai esse aqui”. “Ah, não, esse é demais, esse aí não dá”. Então, tudo bem, então vamos voltar, vamos. Eu sei até onde eu posso ir. E aí foi engraçado que com essa cliente, na hora que ela falou: “Não, tudo bem, tudo bem, vamos”. E aí na hora que eu mostrei para ela qual era a minha ideia, ela só virou e me abraçou e falou assim: “Era isso que eu queria ver. Olha que legal”. Aí, esses dias, até um tempo atrás, ela mandou uma foto dela sozinha, falou: “Há muitos anos eu não tiro uma foto minha sozinha porque eu não me sentia bonita”.
Caramba, meu, que da hora, hein? Então você resgatou a autoestima da pessoa.
A gente resgata a autoestima.
Que legal, foda. Então é muito sobre… quando eu falei, né, que eu não concordo com a questão de que o trabalho seja de dentro para fora, e obviamente… Mas é mais fácil a gente mudando e a gente muda o sentimento, e a gente muda a confiança, a gente muda tudo, e tudo flui melhor, caminha, né? Caminha porque você vai abrindo.
Caminha, é isso. E entrando numa parte de dicas, a gente já tá chegando na parte final, que passa rápido, hein?
Passa rápido.
Falta 12 minutos, mas a gente vai dar uma estouradinha, não dá nada. Eh chegando nessa parte final, por exemplo, dicas assim que você acha que é legal, que a gente pode trazer de forma mais aberta para, para a galera, pros empresários, para as empresárias que estão assistindo. Por exemplo, você falou cores escuras, cores, cores claras. Como que funciona? Cores escuras comunicam mais o quê? Cores claras comunicam mais o quê? Dá um overview aí.
Bom, primeiro é entender a sua intenção, tá? Eu acho que é isso, entender qual que é o seu propósito ali, seu objetivo naquela imagem. “Ah, eu quero ser mais acessível”. Tons neutros, tons claros e linhas arredondadas.
Ah, uma coisinha arredondada, às vezes uma gola…
Uma gola, um brinco, né? É isso, tá? “Ah, eu quero comunicar mais seriedade”. Tons mais escuros. Um pouco de cuidado com o preto inteiro, tá?
Tá.
O preto inteiro você pode causar uma certa, um certo distanciamento. Boa, tá? Então, de repente: “ah, eu sou… ah, mas eu gosto do preto”. Então, traz um acessório, traz uma calça de uma cor diferente, traz um tênis divertido, que aí você já consegue quebrar aquilo. Uma combinação que eu não recomendo para ninguém, que até, né, existe um livro, A Psicologia das Cores, e ali não existe cor isenta de significado, todas as cores têm um significado legal. Eh uma comunicação que não é muito bem vista até psicologicamente é o preto e o vermelho. São pessoas que não comunicam seriedade, então é uma coisa que não é legal.
Verdade.
Caramba, vai para uma coisa meio eh sexy, sensual e que, às vezes…
E que deturpa, às vezes…
…você é uma coisa meio que não traz uma comunicação saudável, costumo dizer? Isso total. É verdade, concordo. E deixa eu ver o que mais que dá para a gente trazer de, de dicas assim. Tem algumas cores que comunicam algumas coisas, né? Então assim, o azul é uma cor muito boa para quando você for fazer uma entrevista de trabalho ou para quando você tá numa reunião, você usar um azul, azul, um azul-claro, um azul-escuro. Aí depende, porque eu falo que existe azul para todo mundo. Sei, sei, verdade, né? Tem o azul que tem mais adição de pigmento branco, aquele que tem mais preto. Então, dependendo aí da tua, da até do teu gosto, né? Sim, sim, do que você prefere. Eh o verde é uma coisa que traz aquela questão de inovação. Então, quando você for trazer um projeto novo, alguma coisa, o verde é uma cor boa. E se você é aquela pessoa que não tá acostumada a usar cor, né? “Ah, eu sou mais do preto, do branco, do cinza”, tenta trazer aos pouquinhos um tom, sabe? Um tom de cor para você, até por uma questão de, de… eu falo de energia. Então pode ser no tênis, que hoje aí o tênis tá super em alta para você usar, não é uma coisa que, ah, nossa, aquela formalidade de, né, de você ter que trabalhar de terno, aquela coisa, acho que caiu muito. Até o tênis com terno, né, tá tá…
Tênis com terno, com uma alfaiataria bem cortada e tal, acho que fica super legal.
Eh falo que é com raras exceções. Acho que quando… só advogado que acho que ainda usa a veste inteira quando vai fazer despachar lá com, com o juiz e tal. De resto, já vejo que não se usa muito. Eh então trazer, de repente, um, um ponto… se você é mais extrovertido, trazer essa extroversão, um ponto mais colorido, sabe? Uma coisa que comunique essa leveza. E se isso não faz muito parte de você também, tá tudo bem, não tem problema, vai conseguir adaptar, você vai conseguir adaptar com outras coisas.
Eu, por muito tempo na no começo da minha vida empreendedora, eu me rebelei contra o sistema, entre aspas. Falava assim: “Cara, as pessoas têm que gostar de mim pelo que eu sou e acabou”. E aí eu, cara, eu por… moleque também, devia ter 24 anos lá, as minhas camisetas eram não só camisetas, mas assim, camisetas velhas que passavam a imagem de camiseta velha, com gola larga, calça que já tava batida, já com rasgo, e eu deixava, e tênis surrado. Era assim o meu estilo. E eu me rebelei mesmo, eu estava indo contra tudo. E aí depois eu conversei com alguma… eu não lembro quem que foi, mas eu lembro que eu conversei com alguém, se não me engano um cliente e tal, que ele começou a… que ele me criticou, ele falou assim: “Cara, você entrou aqui e eu não imaginava que você era o dono da empresa”. E aí ele foi e me deu uma crítica. E a gente fez… eu cheguei na reunião, a gente fez uma baita de uma reunião legal, fechamos o contrato, e o cara falou: “Cara, posso te dar uma dica?”. E ele me esculachou lá, e eu gosto de pessoa que me confronta assim. Eu falei: “Legal”. Ele falou: “Cara, você tem que se vestir no mínimo apresentável porque, cara, não é porque eu ligo para essas coisas, mas todo mundo liga”. E aí eu falei: “Beleza”. Aí eu comecei a colocar minha camisa, aí comecei a comprar camisetas novas, entendeu? Trocava de calça. Eh então, eu tô num processo de melhora.
Eu acho que você ter uma camiseta que ela não tá velha, que ela não tá ali com a gola de qualquer jeito, que ela não tá aquele preto surrado, que é uma camiseta com um corte bacana, cara, é uma camiseta. E hoje em dia existe a tal da quiet luxury, né, que a gente fala do luxo silencioso. Existem camisetas que você paga uma verdadeira, uma bela grana por uma camiseta. Então assim, e, e eu acho que assim, é muito diferente você comprar coisas caras e comprar coisas de qualidade. Acho que isso é um ponto muito legal de trazer, porque as pessoas acham que elas têm que se vestir com coisas caras. Não, a gente não precisa se vestir de coisas caras, basta você ter conhecimento da qualidade daquilo que você tá comprando. Você pode comprar uma excelente calça de alfaiataria, uma camisa, numa Renner, numa Riachuelo. Você não precisa gastar tubos de dinheiro, é só você saber o que é um bom tecido, o que que é um bom corte e o que cai melhor em você. Você tendo essas premissas, você consegue comprar uma peça de qualidade. E como você cuidar dessa peça? Eu falo que aquela etiqueta de lavagem não é à toa, é para realmente seguir, porque senão a peça realmente ela não vai durar. Então aquilo que você tem um pouco mais de apreço, leva numa lavanderia ou lava você mesmo. Você vai ver que aquela peça vai durar 20 anos e você pode usar, você não tem problema nenhum de você repetir roupa, pelo contrário. Hoje acho que a questão do upcycling, até a gente tem que ser mais consciente com essa questão do fast fashion e comprar coisas que funcionem para a gente, que sejam assertivas para a gente. Então tem clientes minhas que falam: “cara, eu parei de gastar dinheiro depois que eu te contratei. Eu prefiro te contratar, que seja duas vezes… a cada, né, a cada dois meses para você vir aqui e fazer as montagens de looks, me explicar o que eu tenho, o que eu não tenho, e eu saio daqui com uma lista do que eu realmente tenho que comprar do que sair aí fazendo compras aleatórias”.
E você compra junto com a pessoa?
Compro.
É mesmo? Que legal! De ir pro shopping junto e tal.
De ir pro shopping junto.
Que legal, meu. Que da hora. Depois de um processo de, de consultoria, pô, ter esse… ter essa assessoria junto com você na compra é surreal.
Sim. Isso faz parte de um dos combos, tá, que é a parte shopping, que tem gente que eu falo: realmente você precisa fazer compras. A grande maioria, eu falo que a gente faz compras dentro do próprio guarda-roupa, principalmente as mulheres. A gente usa 20% do nosso guarda-roupa, o resto é poluição visual. Então é muito legal você entender, quando você entende quem é você, tirar aquela poluição. Aquilo, aquilo não me pertence mais, isso não me veste mais. Aquela calça, falei: não, não faz sentido, espera, compra outra.
É, é perda de foco mesmo, não? Então, não… não tem necessidade. Então sim, eu faço compras. E em alguns dos processos eu ainda dou uma assessoria aí de mais três meses de acompanhamento com, com a cliente para realmente entender se a coisa tá, tá fluindo, né?
E se o empresário, uma empresária que tá assistindo a gente e, e quer te contratar, o fato de você ser de São Paulo, dá para fazer isso de outro de online? Como que funciona?
Tem alguns serviços que sim, eu faço. Eu só não faço coloração pessoal online, só esse, porque ainda não existe uma tecnologia que seja tão precisa para isso. É eh mas aí existem outros parceiros. Agora todo o restante dá para ser feito online. Obviamente exige um pouco mais de esforço do outro lado, porque vou precisar de uma foto tal, do que o presencial onde eu vou, eu mesma faço. Mas eu ainda atendo até o interior de São Paulo, dependendo até tenho deslocamento, eu me desloco, eu vou.
Boa. E aí uma parte final pra gente chegar na no nos instantes finais aí do podcast, mas que eu quero… eu quero levantar essa bola, porque quando você falou que você faz palestra pras empresas, pros funcionários, cara, é… eu acho surreal porque é importantíssimo, principalmente para alguns tipos de negócios que, de fato, a galera precisa ter um pouco mais de noção e contar com o bom senso nunca funciona. É um assunto delicado para um RH trazer, porque isso pode ser visto como uma, sei lá, um desrespeito, uma imposição, né? Uma imposição. Mas quando você traz uma profissional de fora, pô, Lolly, chega aí, vem falar sobre eh eh posicionamento. Exato. E o tema da palestra ser esse e você abraçar todos esses assuntos com os funcionários, trocando ideia e tudo mais, cara, eu acho que é muito produtivo.
Eu digo que é muito produtivo porque os colaboradores passam a ser mais produtivos.
Caramba.
O colaborador que tem a autoestima bem trabalhada, que entende da importância da imagem dele, ele produz 75% mais.
Caraca, bicho.
Então não é só “ah, porque é legal”. Então eu vejo que muitas empresas procuram uma palestra motivacional. Então eu posso dizer que sim, ela também é motivacional, porque ela traz aquele olhar para dentro, né? Porque vai elevar a consciência do colaborador de falar: “Caramba, só depende de mim. É autorresponsabilidade minha olhar para mim”. Porque a forma como ele… como ele se veste ou como ele se mostra é o carinho que ele tem com ele, é o carinho que ele tem com a família, é o carinho que ele tem com o trabalho. É isso.
Verdade.
Eu, durante o corporativo, eu deixei de contratar bons profissionais, e isso existem até matérias, tá? Eu até apresento isso nas palestras, que as pessoas não contratam se você não tá apresentável. Porque, poxa vida, é um dia importante para você conseguir um trabalho e se você vai desleixado, de qualquer jeito. Na época era ainda currículo, a pessoa levou o currículo dobrado, com o cabelo sujo. Eu falei: “Cara, tem um currículo bom, mas qual o cuidado que ela vai ter se ela não tem com ela mesma?”.
Total. E aí, para… vou te fazer a última pergunta pra gente eh finalizar. Qual foi… aí eu vou vou… Qual foi a imagem que você quis passar com essa, com essa vestimento de hoje?
Hoje eu queria trazer muito eu, boa, né? Quem sou eu? Então, regata branca é uma coisa que me funciona. Tava um calor do cão. Então assim, agora que a gente tá no ar condicionado, eu pensei: “Ah, vou pôr uma camisa, um negócio”. Mas, assim, o calor estava insuportável. Eu falei: “Então vamos no básico que funciona”. Boa. Eh eu me vesti muito do que é a minha essência, do que é a minha personalidade.
Legal.
Para passar você, para passar o que realmente sou. E aí eu trabalhei nos acessórios.
Legal.
Entendeu? Então, um brinco quadrado, que faz parte do meu, do meu rosto. Meu rosto é quadrado, então isso duplica. Quando a gente quer se mostrar mais, a gente duplicar o que a gente já tem enaltece, né? O dourado é uma cor que conversa mais com o meu subtom, mas traz aquela questão do poder. No entanto que o Oscar não é dourado à toa, né? Então o branco traz acessibilidade, e o blazer eu coloquei aqui, falei: “Ah, acho que dá um tchan, dá aquele complemento no na roupa e me deixa mais confortável comigo, me traz a confiança que eu preciso”.
Boa, que legal.
Entendeu? Então, foram esses elementos que eu pensei, foi super intencional. O cabelo preso para não ficar passando a mão toda hora e trazer clareza também no que eu tô falando, né? O anel, que esse anel ele tem a questão aí que eu até comentei, né, de, de trazer a autoridade e tal, mas tem um valor sentimental também. Acho que muito do que eu faço hoje vem no DNA da minha família. Acho que eu falei isso, falei: “Trabalhei no mercado financeiro, mas minha família vem do mundo da moda”. Então eu posso dizer que eu respiro moda há 45 anos.
Conheço.
A minha avó era estilista, sem formação nem nada, mas a gente… em estamparia de tecidos. Então o anel é dela. Eu acho que ela tinha esse senso estético, né, que eu tenho hoje. Eu vejo que veio muito dela. Eu falo que é até um, um dom. Eu falo que veio muito, né? Você tem que ter um senso estético apurado para isso.
Sim.
Então é isso, foi dessa maneira que eu, que eu me… que eu construí hoje e funcionou de uma maneira, mas também que eu me sentisse muito eu.
Parabéns, parabéns. Parabéns pela pela tua história, parabéns pela pelo teu conhecimento. Eh ainda eu que sou uma pessoa que entendo as as necessidades de a gente eh dar importância pra imagem, mas fico, fico devendo. Eh legal a gente falar sobre esse tema de maneira tão leve como a gente falou hoje.
Então, pô, tem que ser leve. É isso, não é sobre vestir, é sobre sentir.
Ah, que legal. É isso aí mesmo. Vou te pedir licença rapidinho porque eu vou agradecer aos patrocinadores, mas eu tenho uma pergunta final para te fazer no final. Então, espera aí rapidinho que já já a gente volta.
Galera, todo esse podcast, todo esse audiovisual de qualidade, tudo isso aqui é graças aos patrocinadores que acreditam no projeto do podcast e investem para que a gente tenha todo esse, esse… essa qualidade aqui disponível gratuitamente para a internet. Então, quero começar agradecendo o nosso patrocinador master, a SMB Store, do meu parceiro Alonso. Desde 2018, a SMB Store tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, vendas e financeiro. Tudo isso com, com sistema acessível e fácil de usar. Agência RPL, que oferece a solução completa de marketing digital para negócios, cuidando das empresas com olhos de dono, desde a criação de sites, gestão de anúncio, planejamento estratégico, social mídia e SEO. Polux: sabia que existe oportunidade de desembolsar menos com impostos através de um planejamento tributário? Eles são especialistas em gestão de tributos e de crise. Semic Displays, meu parceiro Adalto de Carvalho. Tá precisando vender mais? Então, seu negócio precisa de soluções criativas para PDVs, balcões, bandejas, displays e muito mais. WJR Consulting: aumente seus lucros, seja aumentando a receita ou reduzindo despesa. Gestão financeira descomplicada para empresários. Inspira Capital, do meu parceiro Fabiano. Operação e gestão financeira por assinatura, o braço direito do empreendedor. BPO financeiro não é mais futuro, é presente. Cross… quer dar mais voz, mais voz ao seu negócio e alcançar mais pessoas? A Cross é especialista em produção audiovisual e soluções na internet, criando podcasts, eventos e transmissões ao vivo com qualidade excepcional. Inclusive esse podcast aqui e esse estúdio é na Cross Host. Max Service Contabilidade, que tem como missão a parte consultiva ao empreendedor, estando sempre próximo da gestão da empresa. Com o ecossistema completo, eles oferecem atendimento desde o simples nacional até o lucro real. Inclusive eles têm o lucro real como especialidade. E por fim, meus parceiros da Disist Borges Advogados. Você tá com dificuldade para pagar seus impostos ou você tomou alguma autuação tributária que tá colocando em risco a sobrevivência do seu negócio? Chama a turma da Disist Borges. Eles são o escritório jurídico especializado em direito tributário e empresarial, inclusive são os meus advogados tributários e empresarial. Faz super diferença, vocês vão curtir.
E galera, todos esses patrocinadores são patrocinadores que eu conheço, não só o empresário à frente, mas também a empresa. E muitas das dores que você tem aí como empresário, pode ter certeza que parte delas são resolvidas por essa turma aí. Então, dá uma moral porque não são só patrocinadores, são solucionadores de dores que é padrão do empresariado.
Tamo junto, Lolly. Pergunta final que eu quero te fazer. Imagina que você sai daqui, pega o teu carro para voltar para a tua casa — vou bater na madeira —, bate o carro e morre. Então essa é a tua última aparição no mundo. A Lolly, pô, depois de tanto, tanta experiência, falar sobre eh a parte de consultor de, de imagem, a importância de imagem e tudo mais, pô, foi a última aparição pro mundo. Nunca ninguém bateu o carro saindo daqui e nem morreu, então, fica tranquilo, tá? Mas só para a gente trazer peso para a pergunta, pô. Essa é a sua última vez que você fala pro mundo, que você passa a tua mensagem adiante. Se isso fosse, qual seria a mensagem que você deixaria aí pro mundo?
Agora você me pegou, hein? Mas vamos lá. Eu acho que a mensagem que eu tenho que, que eu vou passar é, é muito daquela questão: cara, segue… em algum momento você vai sentir que aquela intuição vem, segue teu coração. Eu sei que, tipo, todo mundo fala assim: “Ah, coisa de propósito é, coisa de coaching, coisa de clichê”. Cara, propósito existe. Hoje eu tenho certeza que eu sigo o meu propósito. Então, não é tarde para a gente fazer a transição de carreira. Eu fiz a transição aos 43 anos de idade, todo mundo achou que eu era louca, com uma filha de 3 anos, né? Hoje eu vejo minha filha me vendo trabalhar, ela tem orgulho do que eu faço.
Que legal.
Outro dia ela me viu dando uma palestra, porque eu falei: gente, meus vizinhos têm que saber o que eu faço. Eu fiz uma palestra no meu prédio.
Que legal.
Eh falei, né? Porque senão, os… se os próximos não sabem o que eu faço, quem vai saber? Pode ter cliente do seu lado. E aí ela me viu fazendo a palestra. Ela outro dia me viu, né, que a gente saiu na, na mídia, saiu no Valor, eu mostrei para ela e ela fica com aquele olhinho assim. Então é isso que eu quero deixar, sabe? É o meu propósito. Hoje eu sei que eu transformo pessoas, eu transformo vidas, né? Pessoas e empresas, né? As empresas através da minha palestra, as pessoas através do meu, do meu atendimento. Mas a principal mensagem é que, se você tem um propósito e você sente isso no seu coração, não é tarde, nunca é tarde. Tá com medo, vai com medo mesmo, porque o universo ele vai se abrir e as coisas vão começar a acontecer. Pode parecer que em algum momento isso não vai acontecer. Eu não vou dizer aqui que por vezes nesses dois anos e pouco aí empreendendo, não teve um momento em que eu me questionei e ainda me questiono.
Desconfiou do processo, né?
É desconfiar do processo: “será que eu tô no caminho certo?”. Mas sempre que eu desconfio do processo, me vem uma resposta, fala: “Não, não para, segue”. Então é a gente não desistir também, porque tem gente que, ah, não deu certo, vou desistir. Eu poderia ter desistido de certo. Um tempo atrás, logo que eu comecei, eu falei: “Não, eu vou continuar, eu vou insistir”, né? Eu, por muitos percalços, por vezes chorei, por vezes, né, me descabelei e eu falei: “Não, mas eu não vou desistir”. E aí você começa a ver que aquele tijolinho, aquela coisa ali, vai tomando forma, vai criando uma… e a coisa vai tracionando e a coisa vai acontecendo. Então tá aqui hoje, é um acontecimento para mim.
Total.
É isso, entendeu? É, é uma posição de: “ah, hoje eu tenho autoridade no que eu tô falando”. Então isso para mim, e eu só tenho a agradecer. Falei: é isso, é gratidão por tudo o que eu venho recebendo dessas… Então, não desista.
E, e uma, e um feedback que eu posso te dar é o seguinte: por mais que eu conheça o teu marido, não foi indicação dele.
Isso é ótimo, isso é ótimo.
O teu nome veio para… “pô, você tinha que entrevistar a Lolly” por outras pessoas.
Legal.
Então, e tá entendendo o que eu tô falando? E tipo, não tô… teu marido poderia ter falado e tudo mais, mas não foi por ele que, que o teu nome chegou a mim. Então isso mostra que o seu trabalho está sendo bem feito mesmo.
Aí eu fico, assim, muito feliz e grata de saber que eu tô fazendo um bom trabalho e eu acho que eu venho me posicionando. Então hoje eu já percebo que em alguns locais a Lolly, ah consultora de… é a Lolly. É isso, porque o meu, o meu viés mesmo é empreender, não é ser autônoma como consultora, é empreender no que eu faço. Eu sou uma “eu-presa” ainda, sou eu que faço tudo. Isso aí é o processo, mas é momentâneo e eu sei que as coisas estão caminhando e eu tenho esse feeling, sabe? Quando você tem aquele feeling: “nossa, eu vou… a luz tá ali, ó”, você confia no processo: “eu vou virar ali e vai estar ali”. É isso.
Você tá confiando no processo, é isso.
Então eu falo: “Dá a mão aí, cara, e vamos embora”.
Tá trabalhando para isso, Lolly. Prazer. Passa rápido demais, não?
Passa, passa. Bom demais, o episódio foi ótimo.
Obrigada.
Aproveite esse… aproveite esse material, espero que esse, esse podcast tenha sido para você uma possibilidade de te impulsionar mais ainda. Teu trabalho é legal para caramba.
Super te agradeço pela oportunidade.
Imagina, vou, vou te chamar pra gente fazer um trabalho juntos.
Vamos fazer.
Vou te contratar de verdade, você vai me ajudar.
Vamos, vou te ajudar, e, e vamos fazer esse negócio acontecer, que eu acho que vai dar bom.
Não, vai dar bom, vai, vai ser legal para mim também. Eu tenho, eu tenho esse… eu trabalho muito diferente do que algumas consultoras. Não tô dizendo que eu sou melhor nem pior, acho que cada uma tem seu viés, mas a gente não pode desrespeitar quem a gente é.
Total, a gente não consegue manter personagem. Vai ser massa. É isso aí, eu vou… A Raísa vai ficar feliz, a Raísa vai ficar feliz. Lolly, obrigado mais uma vez, tamo junto. E você que ficou aqui até agora também, muito obrigado por ter ficado até o final. Aqui embaixo tem vários botõezinhos, cliquem em todos, cliquem em todos para engajar. E se você acha que esse conteúdo faz sentido para algum amigo, pro sócio e tudo mais, encaminhe esse episódio para ele e fala: “Cara, escuta esse episódio que para você vai ser bom”. Tamo junto, até a próxima.
Posso falar só mais um negocinho? Não esquece de comentar ‘imagem’, tá? Que você ganha um pré-diagnóstico meu ali, ó, de graça.
De graça! Comenta ‘imagem’ e depois pega o corte em que você fala disso e joga no Instagram.
Exato, comenta ali a ‘imagem’, me segue, que aí a gente conversa ali. Você vai ter um pré-diagnóstico super legal.
Topzeira. Galera, tamo junto, até a próxima, valeu!
