Posicionamento de Alto Valor, o Fim da Produção de Conteúdo Desesperada e Margens no B2B com Misael | Além do CNPJ (EP #177)
A Ilusão da Audiência vs. O Poder da Influência com Conversão
No mercado digital atual, muitos empresários caíram na armadilha da “produção de conteúdo em massa”. Incentivados por fórmulas de growth genéricas, fundadores e executivos passam horas gravando dezenas de vídeos curtos por dia, gerando métricas de vaidade, mas sem converter essa atenção em vendas reais para o caixa da empresa.
No episódio do podcast Além do CNPJ, o host Felipe Cassola e o co-host Bruno Bertozzi receberam Misael, especialista em posicionamento de marcas de alto valor, estrategista de funil de conversão e fundador de agência baseada em Alphaville (SP).
Com uma trajetória marcada pela superação desde a infância humilde no garimpo de Serra Pelada e no Maranhão até a gestão de estratégias de posicionamento para mais de 400 empresários, Misael desmistifica a necessidade de “ficar famoso na internet” e apresenta a engenharia para atrair clientes dispostos a pagar $5\times$ ou $10\times$ mais caro.
1. Audiência vs. Influência: Onde Está o Dinheiro Real?
Muitos perfis com centenas de milhares de seguidores encontram sérias dificuldades de caixa porque confundem audiência com influência.
[Métrica de Vaidade (Milhares de Seguidores / Vídeos Virais)] ➔ [Público Curioso / Buscador de Descontos] ➔ [Baixa Conversão e Margem Esmagada]
[Posicionamento de Alto Valor (Oferta Direta para Dor N3)] ➔ [Cliente em Modo de Compra (Fundo de Funil)] ➔ [Venda Rápida de Ticket Alto]
Para Misael, o cliente de alto padrão não tem tempo para consumir conteúdos diários de lifestyle ou vlog. Esse consumidor busca soluções objetivas para dores de alto impacto (ganho de tempo, segurança jurídica, lucratividade ou status).
2. Comparativo: Conteúdo de Massa vs. Posicionamento de Alto Valor
| Critério de Análise | Estratégia de Conteúdo de Massa (Hype) | Posicionamento de Alto Valor (High Ticket) |
| Público-Alvo | Curiosos, buscas por preço baixo e topo de funil. | Clientes em Modo de Compra (Fundo de Funil N3). |
| Rotina do Empresário | Gravando 4 a 10 vídeos por dia; perda de foco na operação. | Perfil Institucional Elegante: Conteúdo fixo e focado em dores reais. |
| Percepção de Marca | Vendedor “chato” e desesperado por atenção. | Autoridade e Exclusividade: O cliente busca o serviço pela confiança. |
| Comportamento do Cliente | Questiona o preço, pede desconto e exige suporte excessivo. | Paga pelo Valor: Valoriza o tempo, dá menos trabalho e indica a marca. |
3. A Percepção de Valor e o Caso do “Açougue Premium”
A diferença entre vender um produto como commodity ou como um serviço de luxo não reside no custo da matéria-prima, mas no envelope da oferta.
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Açougue Tradicional: Vende a carne por quilo, disputando centavos com o supermercado vizinho.
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Açougue Premium (Redes Sociais e PDV): Vende a experiência, a procedência da peça, o atendimento impecável do açougueiro e a embalagem.
Ao elevar o padrão estético, a comunicação visual e o tom de voz do atendimento, a empresa aumenta a percepção de valor sem necessariamente multiplicar o custo de produção, expandindo a margem de lucro.
4. Como Escapar da Crise Focando no Público Certo
Em períodos de inflação e juros elevados, a classe média reduz o consumo discricionário, espremendo empresas de margem fina. Em contrapartida, o público de alta renda permanece consumindo.
Ao ajustar a oferta para resolver problemas de empresas e clientes estruturados, o empreendedor ganha margem para trabalhar com uma equipe mais enxuta, reduzindo custos fixos e aumentando a previsibilidade do negócio.
5. Seja Sincero num Mundo de Covardes
Encerrando o episódio com uma reflexão sobre seus 37 anos de idade, Misael deixa um conselho sobre integridade:
“Seja sincero num mundo de mentirosos e covardes. No final das contas, o que realmente importa é você andar na linha, olhar no olho dos seus clientes, honrar sua família e ter a consciência de que você construiu o seu patrimônio com verdade.”
Quer aprender a reposicionar a sua marca, atrair clientes de alto valor e parar de rasgar margem com guerras de preços? Assista ao episódio completo no canal Além do CNPJ!
Ler descrição completa
Então eu nasci num lar extremamente saudável, no sentido de eu vi muita gente com um lar com mais dinheiro, mas totalmente destruído, porque infelizmente numa separação de casal quem sofre são os filhos, é a família. Então eu nasci num lar assim, né, nasci aqui em São Paulo mesmo. E quando eu tinha 12 anos, a gente viajou. Minha mãe é maranhense, morava aqui a vida inteira, mas maranhense. Nós… Você olha para esse cara e fala: “Velho, esse cara fala de Deus, família, casamento. Por que que eu vou ficar contra esse cara?”. Você pode não gostar do do estilo com que ele fala, mas do que ele fala é princípios. Eu abraço, faço tipo um açougue, ele pode virar um açougue premium na rede social, onde ele vai vender basicamente a mesma coisa, ele vai vender a mesma carne. Inclusive, se ele não quiser subir muito o preço, ele só precisa subir a percepção de valor para que o cliente acredite que o lugar é diferente, para que o cliente veja na rede social que aquele local é diferente, prefira comprar lá, que ele prefira comprar lá. Porque, cara, audiência hoje, ter audiência não significa praticamente nada. Porque ter audiência e ter influência é diferente. Ter audiência você tem um monte de seguidores. Tem um monte de cara que tem um monte de seguidores que não converte isso. Agora, ter influência é fazer o cara tomar uma ação, influenciar a tomar uma ação. Então hoje o nosso trabalho, né, em ganho de seguidores, é como que você influencia o cliente a tomar uma ação, confiando que você é o melhor.
Buenas, buenas, buenas, seja bem-vindo a mais um episódio do podcast do Além do CNPJ. Primeiro de tudo, muito obrigado por estar aqui pra gente trocar essa ideia de empreendedorismo vida real. Aqui o cara que tá na minha frente é um cara que eu já conheço há alguns bons anos, é um cara que eu tenho acompanhado a trajetória, é um cara que eu sempre acompanho nas redes sociais, é um cara que produz um conteúdo muito bom, muito refinado, que eu gosto bastante, até porque o conteúdo que ele produz e as opiniões que ele tem são muito parecidas com as minhas. A gente tava até trocando uma ideia aqui nos bastidores. É um cara sem muita papas na língua também, uma pegada bem parecida. Eh mas, além de tudo, é um cara que sempre, nessa trajetória toda da internet, esteve antenado no que tava funcionando, no que não tava funcionando, nos desvios, no que tava virando tendência, e sempre surfando a crista da onda. Então é um cara que, nesse momento de tanta mudança, de tanta coisa mudando, de tanta de tantos acontecimentos novos… Eh esse negócio de vender na internet tá cada dia mais difícil, produzir conteúdo tá cada dia mais competitivo. Uns falam que você tem que fazer 1.000 posts por dia, outros falam que você não tem que postar. Eh uns falam que você tem que fazer ads, outros falam que você tem que ir pro orgânico. Uns falam que você tem que ir pro TikTok Shop, outros falam que marketplace não necessariamente é legal, porque você constrói algo no terreno dos outros, e a ideia é você bombar o seu próprio e-commerce, cara. E a gente, empreendedor, fica no meio do caminho sem saber para onde vai, cada hora um falando alguma coisa que você não sabe quem é certo. Um tá defendendo o A, outro defendendo o B, e você no meio do caminho sem saber qual seguir. Então, nada mais justo do que trazer um cara que tá acompanhando tudo isso e vai trazer pra gente algo refinado, algo já curado por ele, para dizer o que que a gente precisa, como empreendedor, fazer, principalmente em termos de posicionamento numa economia quebrada como a gente tá. Tô aqui com meu brother Misael. Meu brother, muitíssimo obrigado por topar o convite pra mandar.
Prazerzaço tá aqui com você, porque faz um tempão que eu te sigo já. Eu te conheci num evento do Scott, cara, e já te seguia antes. E eu sempre gostei desse modelo, desse seu estilo de falar com o empresário raiz, o empresário verdadeiro. Eu acho que tá… O mercado tá muito focado em falar com um tipo de empresário fake, empresário de de internet, né? É o cara que quer ensinar empresário e nunca teve uma empresa, quer ensinar como lidar com empresa e nunca teve uma. Eu sempre gostei do seu estilo porque, cara, o cara mostra ele ali na empresa trabalhando e os problemas. E prazerzaço, fiquei honrado quando recebi o convite, porque eu falei: “Cara, eu gosto de falar com empresários reais. Acho que o mercado tá cheio de empresário fake e eu [limpando a garganta] não aguento mais, cara”. Ninguém [risadas] aguenta mais, cara! Porque é uma galera que eh não é desmerecendo, porque a partir do momento em que o cara conseguiu construir um negócio e vendeu aquele negócio, aquele produto, aquele serviço, mérito dele, mas ele tá construindo algo em cima de algo que ele não tinha.
Exato.
Com base em ensinar algo que ele não sabe para alguém que também não sabe, e ele finge saber. Pô, aí vira um uma espiral de coisa maluca.
A gente tá cheio de de gente assim no mercado que é o quê: o cara ele ele deu sorte, ele vendeu um curso, uma mentoria, e aí ele, com aquela mentoria, ele virou empresário, e ele quer ensinar empresário como ser empresário. Falei: “Tá, mas você era empresário antes de vender a mentoria? Porque tá tudo certo você virar empresário, não… Tá tudo certo você expandir o negócio e virou empresa”. Mas eu acho que é meio irônico eu sempre tá sempre perguntando: “Tá, mas qual é o teu histórico? Se você for me ensinar sobre vender mentoria e vender produto, eu acho que você é o top do mercado, você pode ser você pode ser um baita cara de marketing, mas se colocar no patamar de empresário, ensinar empresário como ser empresário, você já começa a entrar num outro outro lugar”. É só você olhar como é que o mercado tá hoje. A gente viu assim… Eu vi o mercado… Eu sou… Eu tô no mercado há mais de 5 anos e eu vi o mercado… Eu passei pelo dropshipping, eu passei pelo high ticket, só high tickets, né, que era só mentoria de high tickets para vender mentorias de high tickets. Aí eu passei ali para… E aí eu fui passando pelas fases, você vai ver: cadê essa galera? Ela sumiu, porque quando você teve que transformar isso em empresa, aí o game muda. Porque uma coisa é você abrir um link, arrasta para cima, pega ali e compra, mas aí quando o tráfego começou a aumentar, quando a conversão começou a cair…
É isso aí.
…o cara não sabia o que fazer. Aí ele falou assim: “Vou contratar time”. Ele nunca havia contratado time, ele não sabe como lidar com gestão. Aí o que ele fez: lotou um escritório de gente, aumentou o custo fixo lá em cima, aumentou o custo lá em cima, tinha que vender infoproduto depois. Aí daqui a pouco ele começa a parecer que: “Não, agora isso aqui não é mais o meu propósito. Meu propósito agora é fechar tudo”. Fala: “Porra, mano, na verdade é que você não soube lidar”.
É isso.
E o mercado mudou. E o empresário de verdade sabe que o mercado muda. O empresário fake ele fala assim: “Ah, não, isso aqui eu vou viver para sempre com uma conversão de 50% num lucro de 70% do que eu tô fazendo”. Irmão, isso não existe! E teve gente com empresas enormes, gente que eu admiro, com empresas enormes, que tiveram várias eh chamadas para vender o produto, o a empresa, não venderam, e hoje, cara, perdeu valuation num nível surreal. Falou: “Meu Deus do céu, perdeu a chance de fazer o exit do negócio”.
Eu vou te falar aqui: quando quando eh grandes influenciadores começaram a falar sobre valuation, isso povoou a cabeça de uma galera que não tem noção de como que funciona, como é que calcula, e eles acreditavam mesmo que: “Pô, você é a imagem da empresa, sua cara que tá lá, você acha que isso tem valuation? Não, isso aqui vai ter valuation de um bi”. De onde é que você tirou um bi, irmão? Você calculou em cima do quê? Se você tira você, a empresa não existe, então você calculou esse um bi de onde? “Ah, não, porque eu vi o Flávio Augusto falando”. Tá, mas o Flávio Augusto tem tem empresa de fato que gerou valuation. Você tem você tem, querendo ou não, a empresa de inglês dele é a empresa que vale, não é o Flávio Augusto na frente. Aí eu falei: “Cara, infelizmente esse mercado ele tá ficando maduro em um país em crise”.
É isso aí.
A pancada dói muito, porque tá ficando maduro em um país em crise, cara. Então, ou você você tá amadurecendo tomando pancada, você tem que trocar o pneu enquanto o carro tá rodando. E o empreendedor normal sabe como fazer isso, viveu a vida inteira… [risadas] …e comprando curso dessa galera.
E o Brasil é um bom país para dizer assim: cara, quando foi que a gente não viveu em crise? É que agora tá pior do que antes, mas quando foi que assim: nossa, o Brasil vem uma bonança, isso aqui, o país tá maravilhoso, estamos voando, vamos voando… Nem quando nós estava no boom das commodities, que quem presidia o país podia fazer desse país um país melhor, e os caras fizeram sacanearam tudo. Então assim, você tinha esse você tinha esse potencial, mas infelizmente perdemos a chance, né? Agora o mundo tá em crise, esse é o problema. Se fosse só o Brasil, tava bom, cara, o mundo tá em crise. Os Estados Unidos tá com, pô, taxa de juros lá em cima que nunca tiveram. O Japão, que era negativo, nunca soube o que que… Tá todo mundo em crise, precisando lidar com isso, né? Quando você pega um país desse em crise e bate no Brasil, cara, aí a pancada em nós é sempre mais dolorida, né?
Porrada, ainda mais com dívida. Dívida do jeito que tá, gastando como tá, inflação descontrolada, não tem como, infelizmente.
Mas Misa, antes de a gente entrar na na esfera da do que tá funcionando, o que não tá funcionando, o o que que você como você trabalha, com o que você trabalha, entender um pouco da tua logística, do teu dia a dia, do teu trabalho, do que você oferece pro mercado, queria conhecer um pouco mais da tua história, dar um overview: de onde você veio, o que que você queria fazer quando você crescesse eh quando você era moleque assim, olhava pra frente, falava: “Pô, eu quero ser tal coisa”. Você teve pai e mãe presentes, como que foi essa influência? Pô, dar um overview assim, um briefing rápido aí da pra gente ter esse contexto do Misael adulto.
Cara, eu tenho 37 anos, eu sou casado com a Dayane, sou pai de dois, duas criancinhas: um bebê, uma menina de quatro que vai fazer cinco semana que vem, e um menininho que chegou agora, de quatro meses. E cara, eu nasci numa família cristã, casada até o dia de hoje, entendeu? Sou pobre, uma família pobre, mas eu digo que eu eu não gosto do mimimi, eu tive… Cara, eu sou um cara de muita sorte, muita sorte, até mais do que quem nasceu em berço de ouro, porque eu tive a sorte de nascer com pais cristãos e casados até hoje. Então eu nasci num lar extremamente saudável, no sentido de eu vi muita gente com um lar com mais dinheiro, mas totalmente destruído, porque infelizmente numa separação de casal quem sofre são os filhos, é a família. Então eu nasci num lar assim, né, nasci aqui em São Paulo mesmo. E quando eu tinha 12 anos, a gente viajou… Minha mãe é maranhense, morava aqui a vida inteira, mas maranhense, nós fomos… 8 anos no Maranhão.
Caramba!
Passei 8 anos no Maranhão. Quando eu fiz ali o… Quando passou os meus 8 anos, quando eu fiz 20 anos, eu voltei para São Paulo. Acho que a gente não se adapta.
Sozinho, sozinho, sozinho?
Não se adapta, ficaram lá. E depois vieram depois de uns dois ou três anos embora também, voltaram para São Paulo. Mas não se adapta, cara. O Nordeste é complicado para alguém que saiu de São Paulo pro movimento que eu tinha, que eu via.
Você nasceu em São Paulo mesmo?
Sou, sou paulista, só que, pô, faculdade lá muito cara, acesso a à tecnologia… Ter um computador era muito caro pras minhas condições financeiras, então quando eu voltei para cá, ficou era muito mais fácil aqui em São Paulo. É sério? Não, não, totalmente, totalmente, cara. O Nordeste ele é muito atrasado, o Nordeste é muito atrasado, infelizmente, em educação por conta de de falta da educação, de acesso à educação, e e até hoje, né, cara? Se você for olhar, o Maranhão ele é o estado mais miserável do país.
Em termos de cultura, é muito perceptível a diferença?
Muito, muito, muito, muito, muito. Porque quando você vai para Norte, Nordeste, você já sabe pelos números atuais de que assim, a maioria do pessoal é mais eh adepto ao Bolsa Família do que ao CLT.
O Maranhão, o Maranhão é o primeiro estado do Brasil que alcançou mais gente no Bolsa Família do que trabalhando…
Que loucura, cara!
Cara, eu vou ser bem sincero com você, cara, eu não tenho qualquer simpatia pelo Maranhão, eu morei lá e eu acho um dos piores… Uma das piores desgraças que aconteceu na minha vida.
É mesmo?
Foi ter morado naquele lugar, eu acho aquele lugar uma desgraça em acesso à informação, à educação. E infelizmente eu tenho pessoas que eu amo que moram lá, mas eu falo para eles todos os dias: “Meu, vai embora, vai embora, vai embora, vai embora, cara, não não faz sentido”. E aí você eh última vez que eu tive lá, nada mudou, cara, as coisas não mudam, sabe por quê? Porque as pessoas tendem a gostar de acesso a bolsas, as pessoas gostam disso. As pessoas, por ser um lugar praiano, mais quente, elas tendem a gostar de trabalhar menos.
Isso aí, isso aí inclusive é uma tendência de litoral.
Sim, é em qualquer… No litoral é assim. Então assim, você pega um estado, pega Rio de Janeiro, Santos, assim, eles tendem a ter a ser mais tranquilos. A ser mais tranquilos, o que tá tudo certo. Tá tudo certo.
Às vezes eles estão até trabalhando melhor que a gente.
Certo que nós, tá melhor que nós, porque tá louco, né, você não vê ninguém reclamando de burnout, que não trabalha.
[risadas]
Agora, só que você não se adapta, cara. Só que você não se adapta, e aí você vê o lugar não crescer, cara, entendeu? Aí como que seria? Pô, eu cheguei aqui, eu mal cheguei aqui, eu comprei computador, eu mal cheguei aqui, eu comecei a fazer minha faculdade de Direito, nas mesmas condições, simples, mas conseguiu muito mais rápido por causa de acesso e vontade de crescer que o Sul e o Sudeste têm. E e parece… Agora tudo tem nome, né, velho? “Ah, não, mas é xenofobia”. Eu vivi lá, cara, eu vi, e eu voltei lá, e são de lá, minha mãe, e eu vi e ela voltou, não ficou. E ela passou agora esses dias atrás, um mês, dois meses lá, cara, ela não contou nada de bom, não tem nada de bom para contar. Ela contou que ela visitou os parentes. Agora, o que que tem de bom, o que que cresceu, o que que desenvolveu, como que cresceu… Bom são os familiares, são as pessoas que você ama, e não vai crescer nunca, velho, se não mudar a mentalidade, se não olhar de fato para quem vai votar, se não olhar o que que quer pra própria vida, de falar assim: “Irmão, eu quero…”. Eu não sou contra bolsa, nada, acho que o cara que é miserável, que tá pobre, ele tem que receber alguma coisa. Você não vai deixar um ser humano passar fome, sendo que o Estado tá aqui pelo menos para fazer alguma coisa. Agora, isso tem que tá atrelado a sair disso, a algumas coisas, cara: “É, ó, você recebe aqui e eu treino você, e você pega o emprego ali, e aí você sai disso aqui, e aí você vai ganhar mais naquele emprego ali, tá? Você vai ganhar o dobro do que você ganha ali”. É isso. Eu sou totalmente a favor. O meu problema é você discutir com o cara, falar assim: “Não, eu prefiro não, porque eu tô recebendo o meu negócio aqui”, porque ele vai ficar naquela posição pro resto da vida. Assim, pro resto da vida também é uma ilusão. É, é uma ilusão, porque assim, com a caminhada de gasto aqui, essa galera vai descobrir que não existe almoço grátis. E eu até falei para um um amigo meu que que que ele é mais voltado à esquerda, eu falei: “Cara, você tem que entender o seguinte: você, o policial militar… Ninguém se importa com você, que é professor e policial militar. Quando a crise bater, quem não vai deixar de receber é o alto escalão”. É isso aí. Todo o resto… Tá aí o Correio para você ver. O Correio tá aí, o Banco do Brasil tá aí. Quando a coisa aperta, que gastou mais do que tem que gastar, não pense que o ministro vai parar de receber, irmão. Quem vai parar de receber é você, que é professor. Deputado. O deputado vai receber o dele. Então você tá achando que: “Ah, não, mas eu sou do Estado, então não…”. Meu amigo, olha qualquer país que entrou em crise nesse nível, quem começa a parar de receber é o policial, é o professor, é a básica, porque o cara lá de cima, irmão, ele não vai deixar de receber os R$ 40.000,00, R$ 100.000,00 dele. Não, que esse cara nem se preocupa. É isso, não precisa ir longe, é só olhar países aqui vizinhos. É só olhar país vizinho que você vai ver, entendeu? Então assim, eu vivi lá e vim embora. E aí, pô, fiz minha… Passei na… Olha como eu gosto de coisas que… Estudei, passei lá na no ENEM, passei na prova 50%, depois fiz de novo, passei 100% no Direito. Eu acho isso maravilhoso, eu acho que ter acesso a isso é legal. O que tem que ser é: como que eu desprendo disso? Se não tiver saída, cara, e é o Brasil que você tá vendo, é a geração do “nem-nem”: nem trabalha, nem estuda, nem estuda. E aí eu, que já atendi mais de 400 empresários, a dor maior do meu cliente, cara, não é, por incrível que pareça, não é venda, é gente.
É a mesma dor que eu tenho.
Eu não tenho… Eu tenho um amigo que tem 14… Ah, ele fazia parte do do master, inclusive, 14.000 colaboradores, porque a terceirização dele falou: “Cara, quando eu comecei a empresa, eu soltava uma nota: 2, 3, 5.000 currículos. Misael, eu solto agora nos grupos: dois, três currículos”. Nossa! Ele falou: “Você tem noção que eu trabalho com terceirização, cara?”. Sabe o que ele tá fazendo? Trazendo robô da China.
Caramba, que louco!
Chegou um robô essa semana na casa dele, a coisa mais louca do mundo. Ele falou: “Cara, eu vou começar, eu vou começar a passar terceirização através de robôs, infelizmente, porque senão meu negócio… Porque senão meu negócio vai morrer”. Ele falou assim: “Meu negócio vai morrer, porque se eu conseguia currículos, agora é três, irmão”. Caramba, não é por falta de vaga, é três. Você pega aí o que tá acontecendo nos Estados Unidos, na China, você vê os robôs aí já limpando casa e tudo mais, que também é uma dor lá, só que lá por desenvolvimento, aqui por safadeza. Por safadeza. É, é tendência, cara, vai ser robô em tudo.
Tendência, cara! Hoje, hoje trabalha 24 horas por dia, cara. Hoje, hoje na minha empresa eu tenho uma equipe com seis pessoas que eu poderia estar rodando com 16, é tudo AI, tudo AI. E vai ser pior. Quanto mais você conseguir enxugar, melhor. Mas quanto mais eu conseguir enxugar, melhor, eu assim… Eu falo isso e pros nossos clientes também, nós implementamos. E eu já vi cara falar assim: “Não, cara, mandei três, quatro aqui que não tava fazendo sentido”. “Ah, mas aí tá demitindo pessoas”. Não, as boas… “Aí não demite ninguém”. Bom, cara, é isso aí. Eu vou te falar: a minha SDR virou uma máquina com AI, uma máquina, daí ela atende… Sim, outro nível de atendimento. Se ela já voava sem, mano, ela vai ser um monstro agora. E os ruins vão embora. Hã? E os ruins vão embora, e eu não posso fazer nada, eu sinto muito, se preparem para o salário mundial, aí vai ter uma renda básica universal, se prepara para comer isso aí. E vai ter que ser. E vai ter que ser, se prepara para isso aí, querido.
E como que foi? E aí você voltou pro pro Brasil, pro pra São Paulo, pro Brasil mesmo, é outro… Parece outro é outro é outro lugar. Você voltou para São Paulo e sozinho, sozinho fui, fiquei na casa de uma de um familiar, uma familiar que me recebeu muito bem. Comecei a trabalhar, é é muito louco, eu entrei, cheguei num dia, três dias depois eu tava empregado numa loja vendendo, que é o que eu amo fazer, porque lá no Maranhão eu vendia desinfetante. Meu pai fabricava na rua, não, em casa, fabricava em casa. Nós pegávamos um carrinho que nós adaptamos com rodas, era um carrinho de supermercado que adaptamos com roda larga, empurrava o carrinho com desinfetante e vendia desinfetante na rua. Aí tinha um microfone, e eu vendia na rua. Vendia isso na rua.
Você tem vídeo disso aí, mano?
Cara, não tem, não tem nada, não tinha acesso a celular, não tinha nada, cara. Meu pai, ele fez uma adaptação de carrinho: ele pegou dois carrinhos de supermercado e cortou a parte mais fina, deixou a parte mais larga, e encaixou os dois, soldou, meteu seis pneus, e a gente pegava 120 desinfetantes eh na rua. E é muito [roncando] louco que, cara, era era motivo de piada, lógico, xingamento. Por quê: porque meio-dia eles têm a cultura de fechar as coisas para eles tirarem a siesta, né, aquela aquele cochilo, cara. E aí nós fazia barulho porque nós tava vendendo o negócio, fazia barulho: “Ah, desliga isso aí!”. Aí só minha mãe era chamada de coisas maravilhosas, e cara, [limpando a garganta] vendas salvou a minha vida porque, cara, meu pai é um vendedor nato, semianalfabeto, é um vendedor nato, eu aprendi a vender. E é o que eu falo até hoje, cara: não importa o que eu tô fazendo, se vai vender, tá maravilhoso, o que que eu tenho que vender? E quem sabe vender não morre de fome nunca na vida.
Eu trabalhei com loja, eu trabalhei em imobiliária, tudo isso.
E aí?
E aí você já tava casado?
Não, não, não, nem conhecia ainda.
Não, nada, nem conhecia. Eu passei… Depois eu fiz a faculdade, quando eu tava quando eu comecei a faculdade, eu conheci ela.
Faculdade do quê?
Direito.
Terminou?
Terminei, terminei. Passei na primeira fase da OAB, quando foi para voltar pra segunda, veio a pandemia. Aí a prova era cancelada, todo mundo em casa, e eu falei: “Cara…”. Aí eu gosto de… Eu, como eu tava estudando tráfego pago para poder usar no escritório, que eu falei: “Cara, não tem como encarar os escritórios grandes, mas se eu souber fazer esse negócio aqui…”. Eu comecei a fazer para mim na imobiliária, começou a dar meio que certo lá atrás, quando eu ainda tava na primeira o modelo do Facebook ainda. Falei: “Olha…”. E aí eu dentro de casa, casado, falei: “Preciso de renda”. A imobiliária fechada, minha esposa é dentista, falei: “Cara, o que que eu sei fazer que dá dinheiro e eu sei fazer?”. Falei: “Caraca, eu sei fazer tráfego pago”. Tava vendo uns anúncios dos caras, né, Pedro Sobral, falei: “Ele vende esse negócio, dá para vender pra empresa”. Cara, eu fiz um movimento no Facebook: três clientes.
Caramba!
Aí eu fiz três clientes: primeiro mês, R$ 1.000,00; segundo mês, R$ 4.000,00; terceiro mês, 7 conto; quarto mês, R$ 10.000,00. Aí eu: “Rapaz, eu não vou fazer esse negócio de Direito, não!”. Porque, cara, 4 meses fazer R$ 10.000,00 no mês, você não vai fazer isso no Direito nunca, pô! No digital assim, na velocidade, de casa, com a esposa grávida, que nós tinha decidido que nós íamos ser pais. Eu falei: “Cara…”. Cheguei na esposa e falei: “Olha, eu acho que eu não vou voltar a fazer a segunda fase da prova”. E aí foi que quando você vai vendo em que ponto que você casou, se você casou bem ou não, a única coisa que ela me disse foi: “O que você faz vai desagradar imoral, vai desagradar a Deus, porque nós somos cristãos?”. Falei: “Não”. “Vai trazer renda para dentro de casa?”. Falei: “Vai”. Falou: “Então te apoio”. Ah, eu falei: “Mano, não voltei para fazer faculdade nenhuma!”. Aí você começa a ouvir, né: “Jogou 5 anos da sua vida fora”. Aí eu quero que se dane. Primeira opinião de Deus, depois da esposa, e vocês tudo vai comer um caminhão lotado de merda, é isso. Porque você que vai eh sofrer as consequências boas, ruins, e foi o aí foi que eu entrei no digital. O digital eh a minha esposa grávida, eu entrei no digital, cara, e até hoje foi o digital que que deu a condição, que eu morava em Mairiporã, que deu a condição para mudar para Alphaville, que era impensável, impensável, impensável um cara da minha da vida que eu tive morar em Alphaville, né? Então assim…
E como que foi essa decisão, mano?
Cara, foi assim, foi por aproximação dos acessos, dos acessos, porque o meu mercado, o nosso mercado digital, ele tem um acesso muito amplo dentro de Alphaville. Os grandes players estão lá, os grandes escritórios de marketing estão lá. Eles dizem para estar em Alphaville: “Venham para Alphaville”. Eles vendem a bolha Alphaville. Então eu falei: “Cara, acho que é o momento”. A a agência já tinha mais de 3 anos, já tava indo bem, eu falei: “Cara, acho que é o momento de mudar para Alphaville ali numa parceria”. Mudamos para Alphaville. Eh eu não não me iludi com Alphaville porque, como eu ia para Alphaville muito nesses três anos em eventos, eu já tinha pegado os picaretas tudo, então os picaretas não me enrolam. Ainda assim, ainda assim me atrasou algumas coisas. Por quê: porque o cara ele vem cheio de: “Nossa, nós vamos fazer um negócio juntos”. Eu não parei o que eu tava fazendo, mas eu fico de olho nele, né, porque hoje eu conheço como é que funciona, infelizmente. Porque tem muita gente… Porque tem um muito muito dinheiro no mercado, muito rico, que é o mercado digital, vem gente boa e gente ruim. Então a existe ali… Em todo lugar tem, só que ali eles meio que, quando eles se juntaram, virou ali meio que uma bactéria, né? Em todo lugar tem picareta, mas ali no metro quadrado é 1 metro quadrado interessante.
É aí mesmo.
Ali é bizarro, é bizarro. Então assim, eh e você foi… Você foi com a ideia de que: “Pô, eu vou estar num lugar em que isso aqui me traz acesso, eu vou estar próximo de pessoas grandes”.
Exatamente.
Isso realmente te trouxe acesso?
Trouxe acesso, trouxe branding muito forte pro escritório, porque ter um escritório de marketing em Alphaville tem um branding diferente, tem um potencial diferente de mercado, entendeu? Então assim, isso me trouxe o que eu precisava nesse um ano e… Eu tô com um ano e 9 meses lá, eh tô pretendendo já ir embora eh por um lugar, por uma cidade um pouco menor, cara. É que eu não sou muito fã… Eu morava em Mairiporã, eu não sou fã de trânsito, de muita gente. É loucura, então assim, é trabalho, sim, porque, cara, tem 240 eventos por mês, cara. Nossa, tem evento todo dia. Eu tava num evento domingo, eu recebi acho que seis convites para essa semana, vai recebendo porque é muito evento, entendeu? E aí eu falei: “Cara, eu preciso de um lugar um pouco mais tranquilo, eu moro em apartamento, eu tô com dois filhos, a minha filha tá louca para voltar para uma casa, porque lá ela morava em casa, eu tô com um bebê de 4 meses, eu não me adaptei com o apartamento”. Falei: “Cara, acho que no interior de São Paulo talvez faça sentido”.
Mais perto.
Exato, o interior lá na na Castelo, é Sorocaba, Boituva…
Rodoanel rapidinho.
40 minutos eu tô em Alphaville, mas para a marca foi muito bom. Agora a gente sabe… Você quando você chega, você descobre, quando você tá dentro é que você descobre os números, as pessoas, o que que é fake, o que que não é, o que que é alugado, o que que não é. Você sabe de tudo, aí você descobre tudo, você descobre quem é de verdade, quem é de mentira.
Caraca! E deu payback?
Deu.
É mesmo?
Deu, deu, deu, deu, com certeza, com certeza, só o fato de estar naquele lugar. O fato de estar naquele lugar e o fato de tá do modelo como eu produzo, do modelo como eu me comunico, ajudou bastante, porque lá tem muita gente precisando de gente boa. Eu acho que essa é a grande questão: tem muito cara… São Paulo no geral. É isso, cara, quando você chega lá e você é sério, e o cara vê que você é sério, ele quer trabalhar com você, e são caras bons. Assim, fiz amigos, fechei projetos, fechei sociedades com caras que eu nunca imaginei na minha vida, exatamente porque o cara falou assim: “Cara, você é de verdade, porque é tanto safado…”.
É isso mesmo.
“…que o cara falou assim: ‘pô, você é de verdade, eu vou fechar com você'”. Então eu consegui muito dos meus negócios lá exatamente por ser de verdade. Porque também você ser de verdade, você repele o cara que é de mentira.
Total.
Então você descobre rapidinho quando o cara é paz e amor, Jesus Cristo e família ali, devocional de manhã e estelionato à tarde, você descobre rapidão.
[risadas]
Descobre, não é? Mão para cima na na Lagoinha e à tardezinha…
Nossa, mão para cima também, né?
…PF, né? Tem caras lá… Eu vi gente assim, meu amigo, eu estou cansado, tem gente mudando, tá tendo uma uma saída enorme de grandes empresários de lá, porque assim, não aguentam toda semana a Polícia Federal passar na porta de casa, na casa de alguém, cara, de tanto que tá tendo os condomínio, é muito safado.
Virou o quê? A Deolane tava onde?
[risadas]
Tava lá, tava lá, a [incógnito] tava onde? Doideira, né? Que loucura, [roncando] cara! E aí conquistaram o que os planos os planos [limpando a garganta] do os o Plano Director de Alphaville era conquistar esse estado: conquistou. Só que também aí aquele negócio, agora de tudo gente boa pra caramba, caras maravilhosos, caras gigantescos do mercado que eu tive o prazer de sentar, assim, que são caras sérios.
Sim, caras sérios que estão lá.
Tem muito cara. O cara grande do digital que tá lá é sério, não é não é só que muitos esses que muita gente na internet critica, e eu acho que sim, muitos caras que o pessoal critica que ah tá, cara, caras seríssimos que têm um trabalho seríssimo. Você pode criticar o trabalho dele porque você não gosta, não gosta do que ele faz, ele é coach, tá bom, mas você vai ver lá o trabalho do cara é sério, o cara paga todo mundo, o cara até muda a vida de pessoas, até porque existe um certo patamar entre o cara conseguir fazer o que ele faz enganando pessoas.
Verdade.
Tem caras que estão num tamanho, cara, é impossível fazer o que esse cara tá fazendo se ele tiver enganando todo mundo. É isso.
Tem uma frase que fala que você pode enganar um um algumas pessoas por um tempo, e muitas pessoas por muito tempo, mas não todo mundo o tempo todo, não dá para enganar todo mundo o tempo todo. Uma hora você… Para você ter ideia, o Paulo Vieira, Paulo Vieira acabou de passar por um cancelamento por causa do “yes, yes, yes”, e muita gente falando dele. Cara, tem gente que fala bem, tem gente que fala mal. Só que uma coisa que você precisa fazer — e eu sou um cara muito cético, e eu sou um cara que tem uma baixa aderência a essa pegada de muito coach assim, sabe? —, o próprio “yes”, o e esses conceitos todos, eu tenho muita dificuldade de me entregar, sendo bem sério. Isso é uma coisa extremamente particular minha. Então quando você vai lá no Método CIS e tudo mais, pô, legal pra caramba, só que no na hora de se entregar assim, por eu ser mais fechado, eu sou mais retraído, eu sou introspectivo, e eu sei que isso às vezes são bloqueios meus, mas muitas vezes eu, pelo meu ceticismo, [limpando a garganta] não me entrego tanto. A questão é: um o meu sócio é um grande amigo do do Paulo Vieira, a gente já fez eventos lá no no na Febracis, e no leilão, não desse ano, mas do ano passado, do Instituto Neymar, a gente ficou na mesma mesa: eu, o Paulinho, o Paulo Vieira. O Paulo Vieira ficou do meu lado, e, pô, no leilão do Instituto Neymar pensa que assim: só tem gente famosa, sim, e já existe quase que uma regra no ar de que não fique eh tietando as pessoas ao seu redor, porque, pô, senão todo mundo vai ficar tietando todo mundo famoso, é todo mundo famoso, e de fato não tinha esse negócio de tiete, de você chegar e tirar fotos, só em alguns determinados casos. Por isso eu considero que não que ele seja o mais famoso, mas que a pessoa que foi mais tietada no evento foi o Paulo Vieira, de pessoas que vinham não tietar, falar assim: “Cara, você mudou minha vida”, e eu tava do lado, eu presenciei isso várias e várias… Foi umas 15 pessoas num evento, cara: “Paulo, desculpa, mas tira uma foto comigo, cara, você mudou minha vida”, dava um abraço no Paulo. O Paulo é um Paulo é um dos caras mais sérios que tá no mercado.
E aí você vê que tipo… Você pode gostar, pode não gostar, para você pode servir, para você não pode servir, mas, meu irmão, isso não importa, a tua opinião não importa. O que importa é o resultado do cara. Eu vou em eventos de… Eu sou aluno, inclusive aluno destaque de faturamento do do Wendel. Cara, o Wendel é incrível. Quando eu vou no evento do Wendel, eu espero que vai ter alguma coisa desse tipo, porque eu fui no evento preparado para isso, e aí tem o grito, tem tudo no Wendel. E, cara, eu sou apaixonado. Fui no escritório dele umas quatro vezes, ele me convidou. O Wendel O Wendel entregou minha primeira placa de 1 milhão num evento ao vivo dele, e maravilhoso. Então eu tô preparado para isso, igual o Paulo. Já fui nos eventos do Paulo. O Paulo, eu eu não gosto de fazer o “yes”, mas o Paulo é sério muito. Quantos casamentos que o Paulo ajudou a salvar, entendeu? Outro cara que o pessoal vai criticar, como o Pablo. Cara, eu vou nos eventos do Pablo há muito tempo, eu…
Você já falou bem do Pablo na internet?
Cara, perdi um monte de seguidor: “você é um idiota, você é um idiota”. Você tem você goste ou não goste, avalie o resultado. Eu ele uma vez me chamou pro palco, cara, aquela chamada pro palco me fez vender mais de R$ 200.000,00.
Caraca!
Porque foi ao vivo já, muita gente. E o Pablo, cara, exatamente, o Pablo é um cara de verdade, ele é daquele jeito, ele quer salvar casamento, ele quer… Ele acredita naquilo. Agora você pode questionar os métodos, e tá tudo certo, eu questiono o método de um monte de gente. Agora, o resultado na vida das pessoas, quando você tá lá, e eu já estive em eventos com o Wendel, já tive em eventos com o Paulo, com o Pablo, e eu vejo as pessoas falando exatamente isso: “cara, tu ajudou a salvar minha vida, tu ajudou a salvar…”.
São poucos, né? Esses caras… Eu tenho eu tenho esses caras, esses caras ajudaram a salvar a minha vida, porque eu podia estar advogando. Foi o Pablo, foi o Wendel, foi o Paulo Vieira que eu comecei a ver na pandemia, foi esses caras que me fizeram entrar no digital, então eu nunca estaria onde eu estou se não fosse esses caras. E ainda assim, quando eu vou no evento deles, vai gritar, e lógico que vai, irmão, você sabe, você foi no evento do cara, é isso que ele faz. Você pode não gostar e não pode não querer fazer, agora você tem que olhar para esses caras como o que que eles fazem quando eles estão ajudando pessoas. Porque eu acho muito louco essa galera que critica esse aqui é fã de influencer que fica divulgando bet, velho.
É isso aí, divulgando bet.
É isso aí, que passa que sai que que deveria estar cuidando de alguma coisa, que sai se vestindo igual uma prostituta na rua. E “ah, não, mas aqui tá…”, mas divulgar bet pode.
É um é um eh é um desvio de de caráter até para você criticar coisas que não fazem mal a ninguém, em contrapartida…
Exato.
…fomentar coisas, músicas, músicas que que que que diminuem a mulher, músicas que diminuem o papel da mulher, que chamam ela de eleva o o crime no Brasil.
O crime no Brasil, “ah, não, mas quem dá errado é esse cara porque ele grita ‘yes'”, eu falo: “cara, mas as pessoas montanha olham para esse cara e falam: ‘Velho, esse cara fala de Deus, família, casamento, por que que eu vou ficar contra esse cara?'”. Você pode não gostar do do estilo com que ele fala, mas do que ele fala é princípios.
É, eu abraço fácil. E se você parar para analisar também, [roncando] e e essa é a grande estratégia dele, por exemplo, Pablo Marçal faz um monte de coisa para atrair atenção mesmo, mas quando você começa a assistir as coisas que ele fala, tem muito conceito que você fala: “Cara, não tem como discutir o que ele tá falando”.
É real. Nível de caras que eu conheço de conhecimento num palco assim, não tem, não tem nada, mas não tem nem… Mas o segundo lugar não passa perto.
Não passa perto.
No Brasil não passa perto para fazer o que ele faz. Talvez da comunicação.
Ele é genial, ele é genial, ele é genial, cara, ele é genial. Sabe disso.
Ele sabe, ele sabe, ele sabe, ele é muito bom. Ele é muito, e por isso que ele vai dobrando essa aposta e dá conta de dobrar a aposta.
Dá conta de dobrar a aposta e manter a aposta dobrada.
Manter a aposta dobrada, o cara é o cara é forte.
Não pede desculpa, eu gosto da frase: “não não sangra em tanque de tubarão, não”, que é o meu estilo também. Que o vídeo que eu fiz uma vez de Alphaville, que gerou um burburinho que foi parar em todos os grupos de tudo quanto foi player, eu fui parar em Alphaville porque eu meti o pau no que eu falei que eu dava errado. E aí muita gente falou assim: “Cara, mas você fechou muito a porta”. Falei: “Só de picareta. De picareta fechei mesmo, não quero, eu não quero negócio com picareta”. Porque assim, eu não ofendi ninguém, eu não falei que todo mundo… Você falou no vídeo, cara, no vídeo simplesmente eu falava que era a maior concentração de safado e picareta que ficava de manhã na igreja e à tarde enganava as pessoas, que colocava a gente para trabalhar, trazia do Nordeste, principalmente do Maranhão, que é um lugar que trazem muito, e fala pro cara: “Não, mano, você vai ser meu videomaker aqui, eu vou te apresentar para um monte de pessoas e vai ser incrível”, e o cara trabalha de graça dois meses sem ter dinheiro para comer. E eu vi isso ainda, e aí eu falei isso aí, um monte de galera: “Ah, mas você falou…”. Não, não, não, eu falei de picareta, fechar a porta de picareta é maravilhoso. [roncando] Mas isso abriu a porta de um monte de cara desses que são de verdade. O cara falou: “Irmão, você não mentiu. Agora eu também não vou ser um cara que: ‘Ah, não, a moda é falar mal de Alphaville'”. Não, exato, não tem essa questão.
Você não generalizou, e nunca vou.
É, gente boa, gente ruim tem em todo lugar, só que por ali ser literalmente um bairro, aí fica muita bolha, uma bolha. Automatically, estar em Alphaville passou a ser também o lugar que é o destino de muito falastrão.
Balneário tá transformando a mesma coisa.
Balneário tá ganhando a mesma fama, Balneário é ruim?
Lógico que não, cara, lógico que não! O problema não é o lugar, é que aí o cara vê as pessoas boas mudando vida de pessoas e fazendo dinheiro, aí as mas olham aquilo e falam: “Opa, eu vou para lá também, isso aí, eu vou para lá também”.
E Misa, vamos lá pro agora falando um pouco do que você faz. Dá um overview pra galera: você já falou que fazia que faz tráfego pago, começou com isso, foi na verdade esse despertar de tirar do Direito e ir pro digital, mas hoje o que que sua agência… Eh se for uma ou um grupo, independente, mas quais são os problemas que você atua, e como que você tem ajudado empresários, empreendedores, empresas? Dá um overview pra galera, pra galera entender.
Hoje a nossa hoje nós trabalhamos com uma empresa em que ela tem vários braços, todas voltadas pro marketing, e o que a gente faz é implementações de soluções para empresários e empresas, aí o cara vai escolher para onde que ele vai fazer. Por quê: porque hoje curso, mentoria para nós não faz sentido, porque o cliente ele não tem tempo para isso, o empresário já tem várias coisas para fazer, e ele não vai parar para fazer aquilo, ele não vai comprar um curso, ele não vai assistir. O que a gente faz é implementar soluções. Hoje o nosso maior foco tem sido implementar pro cliente ou posicionamento ou rebranding da marca dele para vender altos tickets. A nossa ideia é pegar o que o cliente tem hoje, o serviço ou o produto com o ticket que ele tem, e aumentar o valor percebido para ele poder vender aquilo mais caro.
Caramba, legal!
Sem que ele tenha que aumentar a produção, sem que tenha que contratar mais pessoas, por quê: porque, cara, quando você vende um ticket mais alto, você consegue mais margem, mais lucro, trabalhando menos, é isso, entendeu? Porque o grande problema é esse, e hoje os nossos clientes, geralmente eles são prestadores de serviços, alguns são donos de marcas, e aí o que acontece: como tá em voga a questão de produção de conteúdo na internet, né, o founder-led growth, o que a gente faz é implementar inteiros para ele num curto espaço de tempo. Eu entendo o que ele faz, entendo qual que é a brecha, monto a oferta, copy, estrutura, perfil inteiro, páginas, e gero a demanda para que ele possa vender.
E dá… Esse negócio de o fundador liderar sua marca, que é o founder-led growth, que é basicamente o dono da empresa produzir conteúdo de forma independente como pessoa, gerando demanda pro seu negócio, dá certo mesmo, cara?
Dá muito certo, eu acredito muito no modelo. Só que o meu problema é o que tá se transformando isso para os próximos anos, porque o que acontece é: o dono do negócio produzir conteúdo é maravilhoso, só que geralmente quem fala sobre isso tá vendendo curso pro cara vender isso aí, ou tá vendendo uma implementação, e aí ele vende uma implementação onde ele te dá um monte de script do ChatGPT para você gravar…
Ah, e você é… E aí você conta um pouquinho…
…enormes, enormes! E eu tô recebendo reclamação deles direto. Graças a Deus, eles estão fazendo eu vender bastante.
[risadas]
Que assim: “Ah, o cara mandou um script para gravar”. Só que o empresário não tem tempo para isso, principalmente num país em que nós estamos vendo um monte de empresa fechar. É, cara tá sendo… “Se me vender, aí eu paro esse cara e falo: ‘Não, você tem que gravar quatro Reels por dia, cinco Reels‘. Agora, ó, bater a cabeça: 100 Reels por dia!”.
100 Reels por dia, cara? Dá um Reels a cada 7 minutos. Como que trabalha?
Aí você fala: “Não, todo mundo tá fazendo, falando founder-led growth, por quê: porque o dono da Cimed tá fazendo, com uma estrutura de R$ 600.000,00 em câmera”.
Exato.
Com quatro videomakers atrás dele, tendo ideia, tendo ideia, com com criando agenda para ele: “vamos para tal lugar fazer tal coisa”, porque a própria agenda dele passa a ser o conteúdo.
Exato.
E o outro o outro é assim: “não, você tem que falar sobre o seu negócio, aí você vai falar sobre a sua casa, a sua família”. Cara, esse cara às vezes ele não quer abrir sobre a família dele. “Ah, não, mas a pessoa compra se ela acreditar em você”. Desculpa, founder-led growth funciona sim. No modelo que eles estão fazendo, meu, você acha que funciona? Funciona para aumentar a audiência. A minha pergunta pro meu cliente é sempre: é isso que você quer? Você quer ficar famoso? Você quer virar um influencer? Porque você não tem essa vida às vezes que o cara atende, pô, hoje ele come aqui, amanhã ele tá em Espanha, semana que vem ele tá andando de helicóptero. É isso, o empresário normal, que é o meu cliente, ele entra na empresa dele para resolver pepino às 7:00 da manhã e sai 11:00 da noite, sentado numa cadeira.
É só bomba.
Ele grava que horas? Que horas que ele tem um lifestyle de vida para poder gravar? “Ah, não, mas você não grava conteúdo, você só tem que mapear o que você já tá fazendo”. Esse cara só resolve pepino sentado, o que que ele vai mapear?
Matou. O que que ele vai mapear, cara? Vou falar, vou falar pelo Além do CNPJ: tem muita gente que olha o Além do CNPJ e coloca me coloca num pedestal no qual eu nunca estive, que é: nossa, o cara tá bombado. Irmão, primeiro: não sou nem influencer, acabei me tornando por causa que o perfil cresceu, só que eu sou empresário. Quando alguém quer filmar minha vida, e algumas vezes em que eu vou produzir conteúdo e quero conversar com alguém que vai me ajudar com isso, os caras falam: “Cara, deixa eu ficar um dia com você?”. Falei: “Meu irmão, meu dia é chato pra [risadas]… O meu dia não tem não tem graça para filmar”.
[risadas]
“Eu quero falar de um assunto? Beleza, eu vou lá, ligo a câmera, penso numa coisa, adapto a história para não ficar não expor tanto os problemas da minha empresa, porque querendo ou não, eu vou falar de um funcionário que acabou de ser demitido. Beleza, eu posso não expor o nome, mas eu tô criando uma exposição interna, porque se a pessoa foi acabou de ser demitida, e por mais que na internet eu não exponha o nome, eu tenho funcionários que, se eu tô falando a real, os funcionários vão saber de quem eu tô falando, pessoas às vezes que são amigas dessa pessoa, que pode até mandar o vídeo. Essa pessoa me segue, e aí nós estamos num país que adora o o dono da empresa, né, e nem protege o trabalhador, ou seja, para você tomar um processo amanhã por causa de um vídeo desse, é dois palitos”.
É dois palitos. E assim, claro, dentro da minha trajetória do meu dia a dia, tem muita coisa que eu poderia fazer um conteúdo do contando problemas e tudo mais, só que são justamente os casos que mais vão engajar, que são coisas que eu não posso expor, porque a empresa é de verdade, os funcionários são de verdade, os assuntos são verdadeiros. “Agora, ah deixa eu acompanhar um dia seu”. Então não precisa expor assuntos sensíveis, tá? Um dia produtivo meu é eu chegar, sentar a bunda na cadeira 8:30, levantar meio-dia, voltar, sentar 1:00 e sair 5:30, 6:00 da tarde, isso quando eu não vou até tarde. E aí você vai falar: “Que dia é esse? Valeu a pena, é um dos melhores dias da minha vida”. Quando eu consigo sentar e fazer reuniões e trabalhar desse jeito, quando saio para uma reunião eu faço uma reunião também que não pode ser filmada, não tem conteúdo para filmar, bicho.
O meu cliente, ele tá nessa mesma situação, e assim, ele falou assim: “Cara, eu quero vender mais, eu sei que eu tenho de produzir conteúdo, só que eu não eu não sei fazer o que esses caras estão fazendo e me mandando fazer”. É porque não precisa. Então a gente trabalha muito com um cliente que a gente chama de um público N3, que que é esse público: ele é um público que ele já tá no mais alto nível de compra, nós chamamos de de modo compra já, ele já sabe que tem um problema, ele já entendeu que tem um problema, que quando a gente fala do funil de vendas, né, do Eugene Schwartz, quando você fala sobre o funil de vendas, a última fase do funil é o cliente quente, que já quer comprar. Hoje nós trabalhamos somente com essa comunicação. Então eu apaguei 1.600 conteúdos que eu tinha no meu perfil — que eu era um cara que produzia quatro Reels por dia —, para um perfil hoje que deve ter 30 conteúdos para quem duplicar o faturamento. Aí nós começamos a fazer…
Mas você continua fazendo conteúdo ou não, segurou?
O hoje o conteúdo ele é baseado justamente no público fundo de funil, aquele que vai comprar agora. Então, para todos os meus clientes, eu vejo qual que é a comunicação, qual que é a brecha de mercado, com quem que você quer falar, qual que é a maior dor que você resolve…
Caramba, legal!
…e aí em cima disso nós construímos toda uma estrutura de comunicação que ela pode ficar literalmente fixa. Nós temos casos assim: eu tenho casos de empresas que saíram de 100 para R$ 200.000,00 sem produzir um R$ 1,00 que você quer, ou de caso de um cara que tinha que é violinista, que cobrava R$ 500,00 para tocar num evento, e a o primeiro contrato dele que ele fechou com a gente em 20 dias foi um contrato de R$ 5.000,00, é o mesmo violinista. Peguei um perfil dele que tinha quatro fotos e transformei num perfil que gerava valor suficiente pro cliente final, e comuniquei com esse cliente final. Existe um modo de você comunicar uma copy que fala: “esse cara…”. E aí que é tá legal: o cliente alto padrão. O cliente alto padrão não tem tempo de ficar comentando teus Reels, curtindo teus conteúdos. Ele trabalha pra caramba, esse cara ele só se importa com uma coisa: o problema dele. Aí eu vejo o founder-led growth falando: “Não, porque você tem que contar das vidas da vida dos problemas”, mas eu falo assim: o cara que tem dinheiro para te pagar, ele não tem tempo para saber sobre a tua vida, porque não interessa para ele, ele não quer saber qual que é o seu lado ideológico, ele não quer saber se você tá bem, se você não tá, ele não quer saber se você é casado, ele quer saber se você resolve o problema dele. “Você resolve meu problema?”. E aí eu falo assim: “Cara, nós temos hoje 100 milhões de postagens quase nas redes sociais diariamente”. Uma pesquisa mostrou que aumentou o tanto de postagem por causa de IA, só que a atenção é a mesma, ou seja, tá aumentando a oferta e diminuindo a demanda. A demanda tá diminuindo por quê: porque é tanto conteúdo que tá enlouquecendo, as pessoas não estão tendo tempo de acompanhar mais. Então você que tá produzindo 100 Reels por dia, 200 Reels por dia, founder-led growth, você não tá falando com ninguém, porque o teu cliente, ele tá tomando pancada de anúncio o tempo todo, e todo mundo falando sobre conteúdo, conteúdo. E o que eu falo para você, tá: se tá todo mundo produzindo conteúdo, quem que tá vendendo? É por isso que a gente literalmente… Eu tirei toda essa produção de conteúdo para falar com uma produção de conteúdo pro que meu cliente quer vender, então eu falo com uma linha tênue. A gente saiu de um ticket médio de 3.000 para um ticket médio de 55.000.
Caramba, cara!
Ah, por quê: porque o meu cliente ele só queria resolver o problema dele, não interessa o que que eu penso sobre o mundo. Eu acredito que tem que produzir conteúdo? Sim, eu gosto de produzir Reels, eu eu gosto, eu entrego isso de script pro meu cliente, se ele quiser gravar eu entrego, mas geralmente eu comunico o perfil dele tudo com carrosséis comunicando com o perfil 3.
Nem produzir conteúdo não precisa?
Não precisa.
Caraca!
E o cara aumenta muito o faturamento porque ele também não quer, ele só quer vender. Ele fala assim: “Eu ouvi dizer que dá para vender pela internet, eu criei esse canal também”. Aí fala assim: “Você quer produzir esse tanto de conteúdo?”. Não, ele não quer.
Exato, ele só tá indo por necessidade.
Ele tá indo por necessidade, não porque ele gosta, que as pessoas estão falando. Ele não é influenciador.
E é louco, porque você vender também pro perfil de alto alto padrão, você não pode gerar demanda pro cara, não, porque o cara não quer demanda. Quantas vezes eu vou contratar alguma coisa que aí a pessoa fala assim: “Ah, preenche esse formulário”. Já era, depois eu vejo. Então não é que, na verdade, eu não quero mais contratar, mas se para eu contratar isso vai me dar mais uma demanda, então eu não vou fazer agora, porque eu já tô com demanda demais. O público que é alto padrão, a cabeça dele é: “Eu já vi você falar um monte de coisa, eu já vi um monte de vídeo de dica do que fazer, eu quero comprar”.
É a dica disso, irmão, eu não quero, eu só quero comprar. Você você resolve o teu meu problema? Me dá o link. E é muito louco que as vendas da minha e dos meus clientes acontecem em 24, 48 horas, não demora mais que isso, porque quando eu resolvo comprar de alguém, cara, quantas vezes eu precisei falar pra pessoa que tava lá seguindo aquele script, falei: “Meu irmão, me dá o link. ‘Não, mas é porque pr- para gente, para eu te passar o link, a gente precisa fazer um call‘. Se você fizer, se você fizer eu entrar num call, eu não vou comprar. Agora, se você me mandar o link, eu vou passar o cartão”. É isso, muito, sabe? Tipo: meu, pelo amor de Deus, cara, eu só quero comprar. Eu eu esses dias recebi uma mensagem: “Ah, porque não sei o quê”, eu falei: “Ó, cara, eu sei que você é closer, tá? Eu sei que você tá fechando, vamos pro preço. Eu também tô no mesmo lado que você dentro dessa conversa aqui, eu também sou um cara direto, entendeu? Então você não vai precisar ficar me enrolando, fazendo todo o bem… Eu sou o cliente, eu sou o cliente que tá aqui comprado, eu só preciso saber o preço”. E aí eu pergunto muito pro meu cliente às vezes quando ele chega, ele preenche o formulário: “Você quer conversar? Quer fazer uma call para você entender como é que eu faço? Porque se eu não quiser também, irmão, tem cara que paga R$ 55,00, R$ 50,00, R$ 30.000,00 no no WhatsApp”.
Exato.
Porque assim, eu mostrei os cases, eu mostrei a prova, eu dei a garantia de que o resultado acontece, porque eu dou garantia para ele que o resultado vai acontecer, senão eu devolvo o dinheiro dele e acabou, não preciso ir muito mais longe. E ele tá cansado de gente que promete muito, ele tá sofrido por causa de agência de tráfego que ele vem, porque se você não mudar toda a comunicação, e eu vou, você cai numa vala comum, e eu tô muito em cima disso. Para quem que eu quero vender? Eu quero vender para quem tem dinheiro, e para quem tem dinheiro, quando eu falo, não tô falando do cara multimilionário que tá comprando Rolex, tô falando que existe no teu mercado um cara que pagaria o dobro para ter menos trabalho, porque o cara fala assim: “Não, eu te cobro… Você me paga 60.000 para eu fazer a minha implementação de criação de conteúdo, e tome script e tome texto”. Aí você fala: “Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, eu comprei, então eu vou ter que fazer todo esse trabalho, pô? Então devia nem ter comprado, pô, porque você me deu trabalho”, entendeu? Você me deu trabalho, e o cliente hoje ele não quer trabalho, e nem dá para ele colocar mais, encaixar trabalho na vida dele.
Sim, não dá, não dá.
Então a gente tem tem feito muito isso em: “Pô, vamos mudar a brand da marca para vender alto padrão”, e alto padrão que eu digo é: pô, é dois vira quatro, vira cinco, vira 10, não é necessariamente…
Não é padrão, é agregar valor na tua venda.
Exato, ah é corretor de imóveis que vende imóvel de Minha Casa, Minha Vida, e vai vender agora alto padrão. Cara, dá para mudar percepção. É a realidade, tá? O cliente acredita naquilo que ele vê.
É isso.
E é real, isso serve para todos os os ramos.
Todos os ramos.
A gente… Todo mundo que a gente pegou hoje… Um açougue, um açougue ele pode virar um açougue premium na rede social, onde ele vai vender basicamente a mesma coisa, ele vai vender a mesma carne, inclusive se ele não quiser subir o a muito preço, ele só precisa subir a percepção de valor para que o cliente acredite que o lugar é diferente, para que o cliente veja na rede social que aquele local é diferente, prefira comprar lá.
Prefira comprar lá.
Porque, cara, audiência hoje… Ter audiência não significa praticamente nada, porque ter audiência e ter influência é diferente. Ter audiência você tem um monte de seguidores, tem um monte de cara que tem um monte de seguidores que não converte isso, agora ter influência é fazer o cara tomar uma ação, influenciar a tomar uma ação. Então hoje o nosso trabalho, né, em ganho de seguidores é como que você influencia o cliente a tomar uma ação, confiando que você é o melhor. Então eu pego um açougue e eu escolho os açougues que eu vou, o que tem um brand melhor eu vou, tá? É o que eu frequento, não preciso que seja… Se o cara se preocupa com branding, ele se preocupa com tudo.
Com tudo, o cuidado, né, que passa a percepção de cuidado.
Exatamente, então eh a o mercado tá muito focado em produza muito conteúdo, e aí a prova é que o próprio Instagram tá avisando: “Galera, produz um monte de conteúdo, não tá adiantando, porque a demanda ela tá caindo, a sua oferta que tá aumentando. Agora vocês produzem o dobro do que produziam no passado, mas não aumentou o número de pessoas assistindo, e o tempo que elas estão na rede tá caindo”. Tá caindo porque tá dando burnout em todo mundo, cara. As redes sociais, a rede tá enlouquecendo a galera, cara, eu trabalho com isso e eu mesmo tô pirando.
É bizarro, é bizarro.
E o empreendedor que tá nessa guerra de preço, muitas vezes não conseguindo se posicionar, vendendo para pobre… Quando eu falo pobre, é o cara que tá brigando por dinheiro, às vezes até o cara que tem dinheiro, mas que fica, sabe? Quando o coach fala que pobre é mentalidade, não estou brincando: já peguei clientes com que faturam 3 milhões por mês, e o cara a mentalidade dele é pobre, ele chora em cima de assim… Ele, por causa de uma besteirinha, ele podia estar faturando três vezes mais, mas ele chora tanto que a mentalidade dele ainda é pobre.
Eu tenho pessoas que choram em cima de comprar de o cara que vai instalar o piso, eu falo: “Meu irmão, pelo amor de Deus, cara, você vai você vai tirar 500 pau do cara, isso não vai mudar nada na sua vida”.
Mudar, na vida do cara muda muito.
Muda muito, cara, só para ele sentir que ele ganhou, ganhou a negociação. Pelo amor de Deus, vai tirar R$ 500,00, cara? Esse é o problema, a mentalidade do cara, porque pobreza, cara, é um estado de espírito mesmo. Então eu peguei caras com muito dinheiro que eu falei assim: “Tá, por que que tá tudo bagunçado aqui?”. “Ah, porque tem um programa que eu tenho que pagar”. Pô, mano, não é caro R$ 1.000,00 por mês. Aí eu falo: “Mano, você fatura 3 milhões, e por causa desse programa, se pegar fogo no teu escritório, tu perdeu todas as notas”.
É, você não tem um ERP por causa de R$ 1.000,00 por mês.
Aí o cara parou, pô. Mas é verdade! Falei: “Não, você tem que…”.
Não faz sentido a matemática que você tá fazendo. R$ 1.000,00 por mês é é difícil para um cara que ganha três, porque você ganha R$ 3 milhões, R$ 1.000,00 não é nada, só que salva teu negócio. E é o que mais tem, e é o que mais tem. E esse cara que tá ainda nesse limbo, vendendo para gente que não sabe eh o valor que aquela pessoa tem, pedindo desconto pra caramba, fechando com seu concorrente por pouca diferença, eh isso é falta de posicionamento, mas também é talvez focar no público errado. O cara que tá perdido, e ainda mais numa crise como a que a gente tá vivendo, que tá cada vez mais difícil vender… A classe média, como a gente tava conversando nos bastidores, tá quebrada, pobre muito… Pobre nem tem dinheiro, tá endividado na inadimplência inclusive, parte da classe média. Qual a dica que você dá? Uma luz. Eu sei que é muito relativo, é caso a caso, mas quais quais são as dicas que você pode trazer pro cara começar a olhar para esse reposicionamento que ele pode fazer na empresa dele?
Primeira coisa que ele tem que entender é qual dor maior ele resolve do público dele, porque você pode resolver várias dores no teu negócio, mas qual que é a dor mais forte que o teu cliente tem e que gera mais receita para ele: dinheiro ou mais tempo? Porque eh o valor percebido pro cliente é diferente: às vezes o cara você vai fazer vende uma coisa que dá mais dinheiro, mas tem uma coisa que vende mais tempo, ou você vende uma coisa que vende mais sexo, porque estética, por exemplo, né, beleza, a beleza vende mais sexo, então qual é a maior delas? Pô, legal isso. Você falou: toma cuidado, o que que você vende? “Ah, eu vendo instalação de piso”. Vamos dar o mesmo exemplo: cara, você não tá vendendo instalação de piso, não é essa a resposta, não é essa resposta. Você pode você tá vendendo um trabalho que cada dia tá mais difícil encontrar gente séria, competente, tal, tal, tal. Então quando você é sério e competente, você vende tranquilidade pro cara, e você vende e você vende… Você assenta 100 pisos, e você tá vendendo o quê: comodidade, beleza para uma casa. Você tá vendendo um lar mais bonito pro teu cliente, o teu cliente chega em casa, ele vê uma casa com pisos, ele tá ele tá comprando um lar mais bonito, um lar melhor, paz no lar. E quando você entende que você tá resolvendo essa dor, a percepção de valor muda completamente, porque não é sobre o piso, porque o piso você pode vender, agora um atendimento de qualidade, rápido, que você entregue o que você promete — que no Brasil já é um milagre —, uma obra tranquila, que é um milagre o cara que faz… E como você chega no teu cliente e fala assim: onde que você consegue mais que você consegue mais margem, mas que é importante para ele, porque às vezes você tem um monte de produtos, tá, onde é que eu ganho mais aqui: eu ganho mais nesse trabalho, então aqui eu vou ter uma comunicação diferente para ele, porque novamente, ah o dentista ele tá vendo o dentista tá vendendo beleza, tá vendendo segurança, porque um sorriso bonito traz segurança, tá vendendo mais marketing pessoal pra pessoa, porque quem tem um sorriso melhor consegue… Entender onde é que a dor é maior, porque o reposicionamento vem de quê: existe uma brecha em todos os mercados que encaixa justamente numa dor que o cara quer resolver agora. E é por isso que você tem um cara vendendo a 2.000 e outro cara vendendo a 100, o cara tá vendendo a 10.000 um produto e outro cara vende a 10. “Ah, como é que ele consegue vender o relógio Cássio a R$ 200,00 e o Rolex também a…?”. Ver a hora é $60\%$.
Percepção de valor.
Quando você tá com o relógio no braço, você é diferente; quando você vai na minha clínica, você fica diferente; quando você compra o meu produto, pelo meu histórico, ele é diferente, então ele é mais caro.
Total, e se você perguntar pro cliente: “Cara, eu tenho um negócio de R$ 500,00 aqui, e um negócio de R$ 5.000,00, qual que você quer?”. Se eu fosse te dar R$ 5.000,00, porque a percepção é de que isso aqui é melhor, nem eu disse que não é, eu não falei que é, só que quando você fala pro cara “é cinco”, quem tá ouvindo fala duas coisas: quem ouve, ou “esse cara é doido, que, pô, ele cobra 10 vezes mais caro que o outro cara”, ou “ele é bom”.
Ele é bom, exato.
Porque se o cara para cobrar o que ele cobrou, ele é bom.
Não, mas eu vou vou vou vou usar exemplos reais assim: fui comprar um remédio para a minha filha, tinha lá duas marcas aleatórias que eu não sabia quais quais eram, um tava lá dois e pouquinho… É, 22 e pouquinho, o outro 60 conto. Falei: “eu vou no de 60”. A percepção de valor, a percepção já é diferente, por quê: presume-se que esse de 60 seja melhor, fabricado num lugar melhor.
Exato, o próprio valor que você vai usar determina muito da percepção de valor.
Totalmente. Eu eu vendia…
O preço que você coloca no produto.
Teve coisas que nós vendemos na agência com a implementação de Inteligência Artificial, tecnologia pro cliente, que eu não vendia a três e eu vendi a 30 pro mesmo cara. O cara não me comprou a três, viu o reposicionamento de marca, e comprou a 30, e eu falei: “Cara, tu não comprou a três aquele dia?“. Ele falou: “Mas você tá meio diferente, parece que você tá…”. Olha que loucura na cabeça dele! Eu falei, então é muito melhor vender mais caro do que vender mais barato, é isso. E o cliente que paga caro enche menos o saco. O motivo pelo qual eu mudei de posicionamento foi que o cliente que paga caro, ele enche menos o saco, ele é mais chato em buscar qualidade, ele fica de olho em você, agora que ele dá menos trabalho, dá menos trabalho.
É, ele dá muito menos trabalho. Só que é lógico, ele escolhe mais, ele tá pagando mais, ele tá certinho, só que o trabalho que ele dá é muito menor, porque o cara que tem pouco dinheiro, aquilo que ele te paga é o tudo dele.
Caramba!
E o cara que tem dinheiro, aquilo aquilo que ele tá te dando é uma fração, é uma fração do que ele tem, entendeu? Ele quer que seja feito porque ele pagou, porque pelo dinheiro dele ele dá valor, senão ele não teria o dinheiro que ele tem. Agora, o cara que ele não tem pouco, cara, aquilo que ele te der é tudo o que ele tem, então o cara vai e ele tá colocando todas as fichas no seu resultado, e aí ele vai te… “Dá resultado, senão eu tô ferrado, senão eu tô ferrado”, totalmente. Então foi uma mudança que para nós, depois nós fizemos isso para mais de 300 clientes.
Caramba, que legal!
E muito rápido, que da hora! E aí, pô, com muita tecnologia, a gente consegue achar as brechas de mercado e mudar da água pro vinho. O cara fala assim: “Meu, eu nunca pensei que, cara, em uma semana eu vendi o que eu vendi, é impossível eu vender uma mentoria de 8.000 por mês, agora vender três por semana, e eu não fiz nada, eu tô entregando a mesma coisa”. Não importa o que você tá entregando, importa como o cliente que tá te enxergando vê o que você tá entregando.
E essa mudança também, ela não é… Tem que tomar cuidado para você não querer fazer essa mudança da água pro vinho, até porque um reposicionamento exige que você se adapte, e também muitas vezes investimento. Vamos dar o exemplo do do açougue que nós falamos: cara, se você quer fazer um reposicionamento, começa a organizar as carnes de um jeito mais diferente, ah o o jeito que você coloca as etiquetas, os o as propagandas e tudo mais, e o jeito que os seus açougueiros vão atender melhor, o jeito do cliente. Só isso já é um pequeno posicionamento. “Ah, mas eu vou começar a vender para rico?”. Possivelmente até o ponto em que você tá é ruim, é ruim, às vezes até o jeito… Vai, aqueles azulejos todos brancos, você precisa colocar fazer uma reforma com uma arquitetura, mas para chegar lá, já muda o que tá com a fruta baixa: o jeito que sua IA atende as pessoas, o jeito que ele se veste, o jeito que ele se veste, o jeito que ele corta a carne, né, colocar isso, então é dá para você mudar aos poucos com o que você não gasta dinheiro para fazer.
Você viu aquele menino que ele ficou ele ficou famoso na internet porque ele vendia água no sinal com aquela lata com gelo dentro, a água dentro? Aí ele vestiu a gravatinha, colocou a gravatinha, e ele vendeu… Aí ele vendeu, aí fala assim: “Pô, mas o cara não vende água daquele jeito”. A percepção é diferente, é a mesma água, não é sobre o produto, mas o modo como você olha o cara se se portando, você fala: “Eu vou pagar para esse cara aqui”. Por quê: porque eu senti mais segurança nele, eu sinto que essa água dele não foi colocada na bica, e o cara tampou com aquele negocinho do brasão que os caras fazem, que eu já vi os caras enchendo assim. É isso. Esse cara tá diferente, então é isso. Quando a gente fala sobre essa questão é: cara, a educação do teu do do teu colaborador mostra percepção de valor.
Uhum.
O modo como ele se comporta, o modo como ele fala, o modo como ele atende é percepção de valor. Aí sim as suas redes sociais, o modo como tá direcionado a sua bio, o modo como tá todo o texto que você faz, isso tudo é percepção de valor pro cliente, porque assim, em um país com uma taxa de juros de 14% e que não vai melhorar, não importa o que… “Ah, ganhou o cliente…”. O que eu gostaria, irmão, nós tá muito na merda, nós tá muito. Se se ele sai mesmo assim… Não, eu sinceramente eu não pegaria a dívida que nós temos, tá, eu não pegaria essa bomba, deixava estourar, eu não pegaria essa bomba. Deus me livre! A bomba que tá aqui para qualquer pessoa vai ser ruim. Então hoje o empresário tem que pensar: irmão, como é que eu consigo aumentar a minha margem, como é que eu consigo… Por quê: tá todo mundo do varejo se arrebentando, é, é, margem baixa significa teu negócio tá por um fio de quebrar. Como é que eu aumento minha margem? “Ah, eu vou dobrar o valor, mas ninguém vai comprar”. De novo: no Brasil tem fila para comprar jato, tem fila para comprar Ferrari, tem fila para comprar Rolex.
É isso.
Tem gente que paga o teu ticket, fica em paz, e são imunes à crise, hã? E são imunes à crise totalmente. É só você ver aqui em São Paulo: “Dá… Ah, não tem dinheiro para nada”, daí você vai no Cidade Jardim, tá lotado; tá lotado, aí tem apartamento, vai vai nos restaurantes em que o ticket por cabeça é 780.
700 por cabeça, lotado, você não consegue entrar.
E o cara ele acha que tipo assim, irmão, eh quanto 5% da população que tá nesse nível? Talvez 10, amigo! 210 milhões de pessoas, 5% é gente pra caramba, velho, tu não precisa de todo mundo que tu acha que tu precisa, tu precisa de 1.000 fãs fiéis pagando R$ 1.000,00 para ter 1 milhão, mas tu precisa só de 100 pagando 10.000, é só de 100, só de 10 pagando 100.000. É, ou seja, olha olha que loucura: “Ah, você tá pensando no meu amigo, 10% de 210 milhões é 22 milhões de pessoas. Tu tu quem que tem 22 milhões de clientes? Só o Estado, que rouba de todos, dos 210, dos 22 milhões. Agora, quem que tem? Ninguém tem, irmão, exato, é isso aí. Então o cara tem margem, tem gente, você não precisa de todo mundo, o que você acha é que você quer vender para todo mundo, o que você acha: “Não, se vender para todo mundo, eu vou vender mais”. E se eu te falar que você pode vender para menos pessoas e vender mais? Vende com menos custo e mais margem. Vende vende melhor.
Eu tinha essa percepção, só pra gente encerrar, mas cara, quando eu era moleque, eu sempre tive vontade de empreender, e eu via a minha o meu sucesso empreendedor sendo dono de uma empresa cheia de gente. E eu cheguei a ter, numa das empresas de construção civil, 130 funcionários, e que caos que foi, cara!
[risadas]
Que foi, descobri ali eu com 16… Eu com amor, não, eu descobri ali que não era aquilo que eu queria, e na verdade essa falta de mão de obra do mercado é muito complexa. Talvez nos anos 80, 90, se a gente tem, era tranquilo, mas nossa, hoje em dia não tem como, cara, você fica refém de funcionário, você fica refém de gente.
Os meus clientes são reféns de funcionários, é loucura.
E aí eu falei: “Cara, não quero isso pra minha vida”, e comecei a reduzir o tamanho da empresa. Reduzindo o tamanho da empresa, cara, maravilhosamente as margens melhoraram, porque eu comecei a ser muito mais seletivo no que eu queria trazer para dentro. Cliente com projeto ruim, com margem baixa, querendo pagar pouco, “muito obrigado”. Minha melhor margem é aqui, mas quando eu tava com o custo lá em cima, eu tinha que vender, e se o cara desse um blefe que eu achasse que ele tava falando a verdade, eu abaixava o meu o meu valor de venda, porque eu tinha que vender para pagar meu [limpando a garganta] custo fixo, coisa que hoje em dia eu falo: “Quer saber, pode ir tranquilo”. E muitas vezes eles vão e não me fazem falta, mas a grande maioria das vezes eles fingem que vão e no final fecham com a margem lá em cima.
Fecha com a margem em cima, então assim, hoje… Então você ganha a liberdade de tomar decisão.
Totalmente, e é o que você falou: por 130 pessoas, é o que você quer pra tua vida? “Ah, mas aí eu pensei também, eu falei: sabe, cara, ter uma empresa gigantesca…”. Graças a Deus, com o uso da IA, eu não vou precisar desse monte de gente. O pessoal da construção civil logo mais também não vai precisar desse tanto de gente que vai ter, porque a China tá trazendo umas coisas absurdas aí. E amigo, eu preciso buscar hoje paz de espírito com mais margem, por quê: todos os colaboradores também estão ganhando melhor, todo mundo tá ganhando melhor, tá trabalhando com mais paz, tá sendo menos cobrado, e tá ganhando melhor. E quando você consegue trabalhar dessa forma, você tá com a cabeça livre, com paz, como você falou, para pensar em coisas novas, diferente do daquela loucura de você ter que ficar sendo babá de adulto, cuidando de um monte de coisa.
Cara, papo… Já estouramos o tempo aqui, mas valeu a pena. Vou agradecer o patrocinador, mas nós não acabamos, tem uma pergunta final para te fazer ainda.
Bom, tamo junto, galera. Olha esse papo aqui! Com certeza esse podcast já trouxe para você insights de como você deveria reposicionar seu produto, acho que vale a lição de casa e o que a gente conversou aqui. “Pô, tô precisando de ajuda, entendi o que vocês estão falando, mas tô precisando de ajuda: como que eu faço para me posicionar?”. Pô, aqui embaixo tá os contatos do Misa, vai para cima, chama o cara, troca ideia com ele, né, porque ele tá em Alphaville, que atende o Brasil inteiro.
Brasil inteiro, né? Então quero começar agradecendo nossos parceiros, né, nosso patrocinador master SMB Store, que desde 2018 tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, vendas e financeiro, tudo isso com sistema acessível e fácil de usar. Quero agradecer também a RZ3, transformando conhecimento em impacto real, porque negócios fortes movem o futuro, eles são uma consultoria integrada que une estratégia, finanças, tributos e tecnologia para transformar complexidade em crescimento, todo negócio precisa ou vai precisar algum dia da RZ3, porque complexidade não espera você tá pronto para ter que lidar com ela. Agência RPL, porque o mundo digital não para, e o seu negócio não pode ficar para trás, se você sente que a inovação tá acontecendo rápido demais para acompanhar sozinho, a RPL é exatamente para isso, para te ajudar com essa estruturação. Semic Displays: quem vende forte pro varejo já sabe que o ponto de venda decide a compra, se a sua marca ainda não aparece do jeito certo no PDV, a Semic Displays resolve isso, eles são líderes no Brasil em soluções criativas para PDVs, com balcões, bandejas, displays e muito mais, então se você tiver precisando vender mais, conte com a com a Semic. E Castro Consultoria e Negócios: empreender no Brasil já é difícil demais para ter uma contabilidade que só calcula imposto, a E Castro une contabilidade e consultoria de negócios para olhar a empresa e o empresário como um todo, do planejamento tributário ao patrimônio dos sócios, passando por balanços bem estruturados, acesso a crédito e decisões estratégicas, tudo isso é pensado de forma integrada e personalizada, porque uma boa contabilidade não serve apenas para cumprir obrigação, gente, ela precisa ajudar o empresário a pagar o que é justo, organizar melhor o negócio e tomar decisões melhores, e tudo isso com atendimento próximo e investimento superjusto, inclusive a E Castro é contadores aqui da nossa empresa. E por fim, Cross Host: quer dar voz ao seu negócio e alcançar mais pessoas? A Cross é referência em produção audiovisual para podcasts e eventos, com estúdios em São Paulo, inclusive estamos aqui nos estúdios da Cross Host, estrutura completa para quem quer construir autoridade de verdade, se você tem algo a dizer, eles fazem isso chegar do jeito certo. Você, meu amigo empreendedor que tá nos escutando aqui, com certeza você tem alguma dor, alguma coisa que tá pegando, que você precisa estruturar, e algum desses patrocinadores com certeza resolve essas dores. São empresas e empresários, empreendedores à frente dos negócios, curados por mim, com pessoas que você pode olhar de olho fechado, e, pô, depois volta aqui para me agradecer.
Tamo junto, Misa. Pergunta final, meu irmão: 37 anos. Que dia que você nasceu?
9 de maio de 87.
Boa. Sou sou um ano e um mês um dia um mês e um dia mais mais velho que você, que nasci dia 8 de março de 86. [roncando] Meu irmão, a gente ainda na idade a gente acha que eh vamos viver para sempre, né, pelo menos vai demorar para morrer. E tomara que seja assim, a gente com com sem paz, precisamos estar firme e forte na na criação dos nossos filhos. Mas, pô, imagina que voltando para casa aqui, num piscar de olhos você acorda na frente de Deus. Deus olha e fala: “Misael, missão cumprida”. Aí você fala: “Não, mas tô com o bebezinho de 4 meses”. Ele fala: “Relaxa, vai ficar tudo bem”, sabe, te dando aquela paz. Mas a gente acha que é para sempre, né, ou pelo menos vai durar, vai demorar muito, pô. Mas quase 40 anos de de história, bate na madeira, nunca ninguém morreu, nunca ninguém eh se acidentou, espero que não comece hoje, [risadas] mais de mais de 200 episódios praticamente. Mas cara, para trazer peso pra pergunta: 37 anos de idade, cara, com vários projetos, muitas coisas acontecendo, uma baita experiência de vida, muitos ensinamentos, se desse para condensar isso num conselho, que conselho você deixaria?
Seja sincero num mundo de mentirosos, num mundo de covardes, num mundo de gente que tem jeitinho, que vai te prejudicar, que prejudica pessoas, que que deixa gente pobre morrer, que pelo amor de Deus, seja sincero, porque acho que eu acho que a única coisa que Deus vai te cobrar é exatamente isso, é você ter sido sincero. Porque se você for sincero, você vai ser um bom pai; se você for sincero, você vai ser um bom marido, que eu acho que Deus vai te cobrar por isso também, de você ter sido essas pessoas. Eh eu acho que num mundo de gente covarde, mentirosa, acho que essa é o maior… É a coisa que eu falo: meu medo não é chegar na frente dele e ele falar para mim assim: “Cara, tu mentiu, cara? Tu mentiu muito, tu enganou uma galera”. E eu falo assim: “Não, isso faz você andar na linha”.
Andar na linha, exatamente.
Por isso que eu tenho certeza de que isso vai ter um peso no dia do Juízo Final, de você falar assim: “Nossa, mas eu fiz tanta coisa, ajudei o povo…”. Você mentiu, você mentiu, você prejudicou pessoas para se dar bem. Então esse é um preço que eu não quero pagar, total, entendeu?
Meu irmão, prazer!
Obrigado.
Obrigado demais, cara, você é massa. Use e abuse desse conteúdo, esse conteúdo é nosso, vamos para cima, e se você que precisa contratar o Misa aqui e acha que precisa desse reposicionamento, e acha que tá precisando também sair dessa guerra de preços e ir pro para para uma coisa mais focada em margem, Misael é a pessoa que pode ajudar vocês. Misa, obrigado!
Obrigado, viu, valeu de verdade, obrigado.
Para cima, obrigado! Gente, finalizamos, obrigado por assistir até o final. Aqui embaixo tem vários botões, clica em todos para engajar, encaminha esse episódio pro seu sócio, para um amigo empresário, para alguém que você acha que precisa escutar o que a gente conversou aqui. Tamo junto e até a próxima, valeu, valeu, meu amigo!
Então eu nasci num lar extremamente saudável, no sentido de eu vi muita gente com um lar com mais dinheiro, mas totalmente destruído, porque infelizmente numa separação de casal quem sofre são os filhos, é a família. Então eu nasci num lar assim, né, nasci aqui em São Paulo mesmo. E quando eu tinha 12 anos, a gente viajou. Minha mãe é maranhense, morava aqui a vida inteira, mas maranhense. Nós… Você olha para esse cara e fala: “Velho, esse cara fala de Deus, família, casamento. Por que que eu vou ficar contra esse cara?”. Você pode não gostar do do estilo com que ele fala, mas do que ele fala é princípios. Eu abraço, faço tipo um açougue, ele pode virar um açougue premium na rede social, onde ele vai vender basicamente a mesma coisa, ele vai vender a mesma carne. Inclusive, se ele não quiser subir muito o preço, ele só precisa subir a percepção de valor para que o cliente acredite que o lugar é diferente, para que o cliente veja na rede social que aquele local é diferente, prefira comprar lá, que ele prefira comprar lá. Porque, cara, audiência hoje, ter audiência não significa praticamente nada. Porque ter audiência e ter influência é diferente. Ter audiência você tem um monte de seguidores. Tem um monte de cara que tem um monte de seguidores que não converte isso. Agora, ter influência é fazer o cara tomar uma ação, influenciar a tomar uma ação. Então hoje o nosso trabalho, né, em ganho de seguidores, é como que você influencia o cliente a tomar uma ação, confiando que você é o melhor.
Buenas, buenas, buenas, seja bem-vindo a mais um episódio do podcast do Além do CNPJ. Primeiro de tudo, muito obrigado por estar aqui pra gente trocar essa ideia de empreendedorismo vida real. Aqui o cara que tá na minha frente é um cara que eu já conheço há alguns bons anos, é um cara que eu tenho acompanhado a trajetória, é um cara que eu sempre acompanho nas redes sociais, é um cara que produz um conteúdo muito bom, muito refinado, que eu gosto bastante, até porque o conteúdo que ele produz e as opiniões que ele tem são muito parecidas com as minhas. A gente tava até trocando uma ideia aqui nos bastidores. É um cara sem muita papas na língua também, uma pegada bem parecida. Eh mas, além de tudo, é um cara que sempre, nessa trajetória toda da internet, esteve antenado no que tava funcionando, no que não tava funcionando, nos desvios, no que tava virando tendência, e sempre surfando a crista da onda. Então é um cara que, nesse momento de tanta mudança, de tanta coisa mudando, de tanta de tantos acontecimentos novos… Eh esse negócio de vender na internet tá cada dia mais difícil, produzir conteúdo tá cada dia mais competitivo. Uns falam que você tem que fazer 1.000 posts por dia, outros falam que você não tem que postar. Eh uns falam que você tem que fazer ads, outros falam que você tem que ir pro orgânico. Uns falam que você tem que ir pro TikTok Shop, outros falam que marketplace não necessariamente é legal, porque você constrói algo no terreno dos outros, e a ideia é você bombar o seu próprio e-commerce, cara. E a gente, empreendedor, fica no meio do caminho sem saber para onde vai, cada hora um falando alguma coisa que você não sabe quem é certo. Um tá defendendo o A, outro defendendo o B, e você no meio do caminho sem saber qual seguir. Então, nada mais justo do que trazer um cara que tá acompanhando tudo isso e vai trazer pra gente algo refinado, algo já curado por ele, para dizer o que que a gente precisa, como empreendedor, fazer, principalmente em termos de posicionamento numa economia quebrada como a gente tá. Tô aqui com meu brother Misael. Meu brother, muitíssimo obrigado por topar o convite pra mandar.
Prazerzaço tá aqui com você, porque faz um tempão que eu te sigo já. Eu te conheci num evento do Scott, cara, e já te seguia antes. E eu sempre gostei desse modelo, desse seu estilo de falar com o empresário raiz, o empresário verdadeiro. Eu acho que tá… O mercado tá muito focado em falar com um tipo de empresário fake, empresário de de internet, né? É o cara que quer ensinar empresário e nunca teve uma empresa, quer ensinar como lidar com empresa e nunca teve uma. Eu sempre gostei do seu estilo porque, cara, o cara mostra ele ali na empresa trabalhando e os problemas. E prazerzaço, fiquei honrado quando recebi o convite, porque eu falei: “Cara, eu gosto de falar com empresários reais. Acho que o mercado tá cheio de empresário fake e eu [limpando a garganta] não aguento mais, cara”. Ninguém [risadas] aguenta mais, cara! Porque é uma galera que eh não é desmerecendo, porque a partir do momento em que o cara conseguiu construir um negócio e vendeu aquele negócio, aquele produto, aquele serviço, mérito dele, mas ele tá construindo algo em cima de algo que ele não tinha.
Exato.
Com base em ensinar algo que ele não sabe para alguém que também não sabe, e ele finge saber. Pô, aí vira um uma espiral de coisa maluca.
A gente tá cheio de de gente assim no mercado que é o quê: o cara ele ele deu sorte, ele vendeu um curso, uma mentoria, e aí ele, com aquela mentoria, ele virou empresário, e ele quer ensinar empresário como ser empresário. Falei: “Tá, mas você era empresário antes de vender a mentoria? Porque tá tudo certo você virar empresário, não… Tá tudo certo você expandir o negócio e virou empresa”. Mas eu acho que é meio irônico eu sempre tá sempre perguntando: “Tá, mas qual é o teu histórico? Se você for me ensinar sobre vender mentoria e vender produto, eu acho que você é o top do mercado, você pode ser você pode ser um baita cara de marketing, mas se colocar no patamar de empresário, ensinar empresário como ser empresário, você já começa a entrar num outro outro lugar”. É só você olhar como é que o mercado tá hoje. A gente viu assim… Eu vi o mercado… Eu sou… Eu tô no mercado há mais de 5 anos e eu vi o mercado… Eu passei pelo dropshipping, eu passei pelo high ticket, só high tickets, né, que era só mentoria de high tickets para vender mentorias de high tickets. Aí eu passei ali para… E aí eu fui passando pelas fases, você vai ver: cadê essa galera? Ela sumiu, porque quando você teve que transformar isso em empresa, aí o game muda. Porque uma coisa é você abrir um link, arrasta para cima, pega ali e compra, mas aí quando o tráfego começou a aumentar, quando a conversão começou a cair…
É isso aí.
…o cara não sabia o que fazer. Aí ele falou assim: “Vou contratar time”. Ele nunca havia contratado time, ele não sabe como lidar com gestão. Aí o que ele fez: lotou um escritório de gente, aumentou o custo fixo lá em cima, aumentou o custo lá em cima, tinha que vender infoproduto depois. Aí daqui a pouco ele começa a parecer que: “Não, agora isso aqui não é mais o meu propósito. Meu propósito agora é fechar tudo”. Fala: “Porra, mano, na verdade é que você não soube lidar”.
É isso.
E o mercado mudou. E o empresário de verdade sabe que o mercado muda. O empresário fake ele fala assim: “Ah, não, isso aqui eu vou viver para sempre com uma conversão de 50% num lucro de 70% do que eu tô fazendo”. Irmão, isso não existe! E teve gente com empresas enormes, gente que eu admiro, com empresas enormes, que tiveram várias eh chamadas para vender o produto, o a empresa, não venderam, e hoje, cara, perdeu valuation num nível surreal. Falou: “Meu Deus do céu, perdeu a chance de fazer o exit do negócio”.
Eu vou te falar aqui: quando quando eh grandes influenciadores começaram a falar sobre valuation, isso povoou a cabeça de uma galera que não tem noção de como que funciona, como é que calcula, e eles acreditavam mesmo que: “Pô, você é a imagem da empresa, sua cara que tá lá, você acha que isso tem valuation? Não, isso aqui vai ter valuation de um bi”. De onde é que você tirou um bi, irmão? Você calculou em cima do quê? Se você tira você, a empresa não existe, então você calculou esse um bi de onde? “Ah, não, porque eu vi o Flávio Augusto falando”. Tá, mas o Flávio Augusto tem tem empresa de fato que gerou valuation. Você tem você tem, querendo ou não, a empresa de inglês dele é a empresa que vale, não é o Flávio Augusto na frente. Aí eu falei: “Cara, infelizmente esse mercado ele tá ficando maduro em um país em crise”.
É isso aí.
A pancada dói muito, porque tá ficando maduro em um país em crise, cara. Então, ou você você tá amadurecendo tomando pancada, você tem que trocar o pneu enquanto o carro tá rodando. E o empreendedor normal sabe como fazer isso, viveu a vida inteira… [risadas] …e comprando curso dessa galera.
E o Brasil é um bom país para dizer assim: cara, quando foi que a gente não viveu em crise? É que agora tá pior do que antes, mas quando foi que assim: nossa, o Brasil vem uma bonança, isso aqui, o país tá maravilhoso, estamos voando, vamos voando… Nem quando nós estava no boom das commodities, que quem presidia o país podia fazer desse país um país melhor, e os caras fizeram sacanearam tudo. Então assim, você tinha esse você tinha esse potencial, mas infelizmente perdemos a chance, né? Agora o mundo tá em crise, esse é o problema. Se fosse só o Brasil, tava bom, cara, o mundo tá em crise. Os Estados Unidos tá com, pô, taxa de juros lá em cima que nunca tiveram. O Japão, que era negativo, nunca soube o que que… Tá todo mundo em crise, precisando lidar com isso, né? Quando você pega um país desse em crise e bate no Brasil, cara, aí a pancada em nós é sempre mais dolorida, né?
Porrada, ainda mais com dívida. Dívida do jeito que tá, gastando como tá, inflação descontrolada, não tem como, infelizmente.
Mas Misa, antes de a gente entrar na na esfera da do que tá funcionando, o que não tá funcionando, o o que que você como você trabalha, com o que você trabalha, entender um pouco da tua logística, do teu dia a dia, do teu trabalho, do que você oferece pro mercado, queria conhecer um pouco mais da tua história, dar um overview: de onde você veio, o que que você queria fazer quando você crescesse eh quando você era moleque assim, olhava pra frente, falava: “Pô, eu quero ser tal coisa”. Você teve pai e mãe presentes, como que foi essa influência? Pô, dar um overview assim, um briefing rápido aí da pra gente ter esse contexto do Misael adulto.
Cara, eu tenho 37 anos, eu sou casado com a Dayane, sou pai de dois, duas criancinhas: um bebê, uma menina de quatro que vai fazer cinco semana que vem, e um menininho que chegou agora, de quatro meses. E cara, eu nasci numa família cristã, casada até o dia de hoje, entendeu? Sou pobre, uma família pobre, mas eu digo que eu eu não gosto do mimimi, eu tive… Cara, eu sou um cara de muita sorte, muita sorte, até mais do que quem nasceu em berço de ouro, porque eu tive a sorte de nascer com pais cristãos e casados até hoje. Então eu nasci num lar extremamente saudável, no sentido de eu vi muita gente com um lar com mais dinheiro, mas totalmente destruído, porque infelizmente numa separação de casal quem sofre são os filhos, é a família. Então eu nasci num lar assim, né, nasci aqui em São Paulo mesmo. E quando eu tinha 12 anos, a gente viajou… Minha mãe é maranhense, morava aqui a vida inteira, mas maranhense, nós fomos… 8 anos no Maranhão.
Caramba!
Passei 8 anos no Maranhão. Quando eu fiz ali o… Quando passou os meus 8 anos, quando eu fiz 20 anos, eu voltei para São Paulo. Acho que a gente não se adapta.
Sozinho, sozinho, sozinho?
Não se adapta, ficaram lá. E depois vieram depois de uns dois ou três anos embora também, voltaram para São Paulo. Mas não se adapta, cara. O Nordeste é complicado para alguém que saiu de São Paulo pro movimento que eu tinha, que eu via.
Você nasceu em São Paulo mesmo?
Sou, sou paulista, só que, pô, faculdade lá muito cara, acesso a à tecnologia… Ter um computador era muito caro pras minhas condições financeiras, então quando eu voltei para cá, ficou era muito mais fácil aqui em São Paulo. É sério? Não, não, totalmente, totalmente, cara. O Nordeste ele é muito atrasado, o Nordeste é muito atrasado, infelizmente, em educação por conta de de falta da educação, de acesso à educação, e e até hoje, né, cara? Se você for olhar, o Maranhão ele é o estado mais miserável do país.
Em termos de cultura, é muito perceptível a diferença?
Muito, muito, muito, muito, muito. Porque quando você vai para Norte, Nordeste, você já sabe pelos números atuais de que assim, a maioria do pessoal é mais eh adepto ao Bolsa Família do que ao CLT.
O Maranhão, o Maranhão é o primeiro estado do Brasil que alcançou mais gente no Bolsa Família do que trabalhando…
Que loucura, cara!
Cara, eu vou ser bem sincero com você, cara, eu não tenho qualquer simpatia pelo Maranhão, eu morei lá e eu acho um dos piores… Uma das piores desgraças que aconteceu na minha vida.
É mesmo?
Foi ter morado naquele lugar, eu acho aquele lugar uma desgraça em acesso à informação, à educação. E infelizmente eu tenho pessoas que eu amo que moram lá, mas eu falo para eles todos os dias: “Meu, vai embora, vai embora, vai embora, vai embora, cara, não não faz sentido”. E aí você eh última vez que eu tive lá, nada mudou, cara, as coisas não mudam, sabe por quê? Porque as pessoas tendem a gostar de acesso a bolsas, as pessoas gostam disso. As pessoas, por ser um lugar praiano, mais quente, elas tendem a gostar de trabalhar menos.
Isso aí, isso aí inclusive é uma tendência de litoral.
Sim, é em qualquer… No litoral é assim. Então assim, você pega um estado, pega Rio de Janeiro, Santos, assim, eles tendem a ter a ser mais tranquilos. A ser mais tranquilos, o que tá tudo certo. Tá tudo certo.
Às vezes eles estão até trabalhando melhor que a gente.
Certo que nós, tá melhor que nós, porque tá louco, né, você não vê ninguém reclamando de burnout, que não trabalha.
[risadas]
Agora, só que você não se adapta, cara. Só que você não se adapta, e aí você vê o lugar não crescer, cara, entendeu? Aí como que seria? Pô, eu cheguei aqui, eu mal cheguei aqui, eu comprei computador, eu mal cheguei aqui, eu comecei a fazer minha faculdade de Direito, nas mesmas condições, simples, mas conseguiu muito mais rápido por causa de acesso e vontade de crescer que o Sul e o Sudeste têm. E e parece… Agora tudo tem nome, né, velho? “Ah, não, mas é xenofobia”. Eu vivi lá, cara, eu vi, e eu voltei lá, e são de lá, minha mãe, e eu vi e ela voltou, não ficou. E ela passou agora esses dias atrás, um mês, dois meses lá, cara, ela não contou nada de bom, não tem nada de bom para contar. Ela contou que ela visitou os parentes. Agora, o que que tem de bom, o que que cresceu, o que que desenvolveu, como que cresceu… Bom são os familiares, são as pessoas que você ama, e não vai crescer nunca, velho, se não mudar a mentalidade, se não olhar de fato para quem vai votar, se não olhar o que que quer pra própria vida, de falar assim: “Irmão, eu quero…”. Eu não sou contra bolsa, nada, acho que o cara que é miserável, que tá pobre, ele tem que receber alguma coisa. Você não vai deixar um ser humano passar fome, sendo que o Estado tá aqui pelo menos para fazer alguma coisa. Agora, isso tem que tá atrelado a sair disso, a algumas coisas, cara: “É, ó, você recebe aqui e eu treino você, e você pega o emprego ali, e aí você sai disso aqui, e aí você vai ganhar mais naquele emprego ali, tá? Você vai ganhar o dobro do que você ganha ali”. É isso. Eu sou totalmente a favor. O meu problema é você discutir com o cara, falar assim: “Não, eu prefiro não, porque eu tô recebendo o meu negócio aqui”, porque ele vai ficar naquela posição pro resto da vida. Assim, pro resto da vida também é uma ilusão. É, é uma ilusão, porque assim, com a caminhada de gasto aqui, essa galera vai descobrir que não existe almoço grátis. E eu até falei para um um amigo meu que que que ele é mais voltado à esquerda, eu falei: “Cara, você tem que entender o seguinte: você, o policial militar… Ninguém se importa com você, que é professor e policial militar. Quando a crise bater, quem não vai deixar de receber é o alto escalão”. É isso aí. Todo o resto… Tá aí o Correio para você ver. O Correio tá aí, o Banco do Brasil tá aí. Quando a coisa aperta, que gastou mais do que tem que gastar, não pense que o ministro vai parar de receber, irmão. Quem vai parar de receber é você, que é professor. Deputado. O deputado vai receber o dele. Então você tá achando que: “Ah, não, mas eu sou do Estado, então não…”. Meu amigo, olha qualquer país que entrou em crise nesse nível, quem começa a parar de receber é o policial, é o professor, é a básica, porque o cara lá de cima, irmão, ele não vai deixar de receber os R$ 40.000,00, R$ 100.000,00 dele. Não, que esse cara nem se preocupa. É isso, não precisa ir longe, é só olhar países aqui vizinhos. É só olhar país vizinho que você vai ver, entendeu? Então assim, eu vivi lá e vim embora. E aí, pô, fiz minha… Passei na… Olha como eu gosto de coisas que… Estudei, passei lá na no ENEM, passei na prova 50%, depois fiz de novo, passei 100% no Direito. Eu acho isso maravilhoso, eu acho que ter acesso a isso é legal. O que tem que ser é: como que eu desprendo disso? Se não tiver saída, cara, e é o Brasil que você tá vendo, é a geração do “nem-nem”: nem trabalha, nem estuda, nem estuda. E aí eu, que já atendi mais de 400 empresários, a dor maior do meu cliente, cara, não é, por incrível que pareça, não é venda, é gente.
É a mesma dor que eu tenho.
Eu não tenho… Eu tenho um amigo que tem 14… Ah, ele fazia parte do do master, inclusive, 14.000 colaboradores, porque a terceirização dele falou: “Cara, quando eu comecei a empresa, eu soltava uma nota: 2, 3, 5.000 currículos. Misael, eu solto agora nos grupos: dois, três currículos”. Nossa! Ele falou: “Você tem noção que eu trabalho com terceirização, cara?”. Sabe o que ele tá fazendo? Trazendo robô da China.
Caramba, que louco!
Chegou um robô essa semana na casa dele, a coisa mais louca do mundo. Ele falou: “Cara, eu vou começar, eu vou começar a passar terceirização através de robôs, infelizmente, porque senão meu negócio… Porque senão meu negócio vai morrer”. Ele falou assim: “Meu negócio vai morrer, porque se eu conseguia currículos, agora é três, irmão”. Caramba, não é por falta de vaga, é três. Você pega aí o que tá acontecendo nos Estados Unidos, na China, você vê os robôs aí já limpando casa e tudo mais, que também é uma dor lá, só que lá por desenvolvimento, aqui por safadeza. Por safadeza. É, é tendência, cara, vai ser robô em tudo.
Tendência, cara! Hoje, hoje trabalha 24 horas por dia, cara. Hoje, hoje na minha empresa eu tenho uma equipe com seis pessoas que eu poderia estar rodando com 16, é tudo AI, tudo AI. E vai ser pior. Quanto mais você conseguir enxugar, melhor. Mas quanto mais eu conseguir enxugar, melhor, eu assim… Eu falo isso e pros nossos clientes também, nós implementamos. E eu já vi cara falar assim: “Não, cara, mandei três, quatro aqui que não tava fazendo sentido”. “Ah, mas aí tá demitindo pessoas”. Não, as boas… “Aí não demite ninguém”. Bom, cara, é isso aí. Eu vou te falar: a minha SDR virou uma máquina com AI, uma máquina, daí ela atende… Sim, outro nível de atendimento. Se ela já voava sem, mano, ela vai ser um monstro agora. E os ruins vão embora. Hã? E os ruins vão embora, e eu não posso fazer nada, eu sinto muito, se preparem para o salário mundial, aí vai ter uma renda básica universal, se prepara para comer isso aí. E vai ter que ser. E vai ter que ser, se prepara para isso aí, querido.
E como que foi? E aí você voltou pro pro Brasil, pro pra São Paulo, pro Brasil mesmo, é outro… Parece outro é outro é outro lugar. Você voltou para São Paulo e sozinho, sozinho fui, fiquei na casa de uma de um familiar, uma familiar que me recebeu muito bem. Comecei a trabalhar, é é muito louco, eu entrei, cheguei num dia, três dias depois eu tava empregado numa loja vendendo, que é o que eu amo fazer, porque lá no Maranhão eu vendia desinfetante. Meu pai fabricava na rua, não, em casa, fabricava em casa. Nós pegávamos um carrinho que nós adaptamos com rodas, era um carrinho de supermercado que adaptamos com roda larga, empurrava o carrinho com desinfetante e vendia desinfetante na rua. Aí tinha um microfone, e eu vendia na rua. Vendia isso na rua.
Você tem vídeo disso aí, mano?
Cara, não tem, não tem nada, não tinha acesso a celular, não tinha nada, cara. Meu pai, ele fez uma adaptação de carrinho: ele pegou dois carrinhos de supermercado e cortou a parte mais fina, deixou a parte mais larga, e encaixou os dois, soldou, meteu seis pneus, e a gente pegava 120 desinfetantes eh na rua. E é muito [roncando] louco que, cara, era era motivo de piada, lógico, xingamento. Por quê: porque meio-dia eles têm a cultura de fechar as coisas para eles tirarem a siesta, né, aquela aquele cochilo, cara. E aí nós fazia barulho porque nós tava vendendo o negócio, fazia barulho: “Ah, desliga isso aí!”. Aí só minha mãe era chamada de coisas maravilhosas, e cara, [limpando a garganta] vendas salvou a minha vida porque, cara, meu pai é um vendedor nato, semianalfabeto, é um vendedor nato, eu aprendi a vender. E é o que eu falo até hoje, cara: não importa o que eu tô fazendo, se vai vender, tá maravilhoso, o que que eu tenho que vender? E quem sabe vender não morre de fome nunca na vida.
Eu trabalhei com loja, eu trabalhei em imobiliária, tudo isso.
E aí?
E aí você já tava casado?
Não, não, não, nem conhecia ainda.
Não, nada, nem conhecia. Eu passei… Depois eu fiz a faculdade, quando eu tava quando eu comecei a faculdade, eu conheci ela.
Faculdade do quê?
Direito.
Terminou?
Terminei, terminei. Passei na primeira fase da OAB, quando foi para voltar pra segunda, veio a pandemia. Aí a prova era cancelada, todo mundo em casa, e eu falei: “Cara…”. Aí eu gosto de… Eu, como eu tava estudando tráfego pago para poder usar no escritório, que eu falei: “Cara, não tem como encarar os escritórios grandes, mas se eu souber fazer esse negócio aqui…”. Eu comecei a fazer para mim na imobiliária, começou a dar meio que certo lá atrás, quando eu ainda tava na primeira o modelo do Facebook ainda. Falei: “Olha…”. E aí eu dentro de casa, casado, falei: “Preciso de renda”. A imobiliária fechada, minha esposa é dentista, falei: “Cara, o que que eu sei fazer que dá dinheiro e eu sei fazer?”. Falei: “Caraca, eu sei fazer tráfego pago”. Tava vendo uns anúncios dos caras, né, Pedro Sobral, falei: “Ele vende esse negócio, dá para vender pra empresa”. Cara, eu fiz um movimento no Facebook: três clientes.
Caramba!
Aí eu fiz três clientes: primeiro mês, R$ 1.000,00; segundo mês, R$ 4.000,00; terceiro mês, 7 conto; quarto mês, R$ 10.000,00. Aí eu: “Rapaz, eu não vou fazer esse negócio de Direito, não!”. Porque, cara, 4 meses fazer R$ 10.000,00 no mês, você não vai fazer isso no Direito nunca, pô! No digital assim, na velocidade, de casa, com a esposa grávida, que nós tinha decidido que nós íamos ser pais. Eu falei: “Cara…”. Cheguei na esposa e falei: “Olha, eu acho que eu não vou voltar a fazer a segunda fase da prova”. E aí foi que quando você vai vendo em que ponto que você casou, se você casou bem ou não, a única coisa que ela me disse foi: “O que você faz vai desagradar imoral, vai desagradar a Deus, porque nós somos cristãos?”. Falei: “Não”. “Vai trazer renda para dentro de casa?”. Falei: “Vai”. Falou: “Então te apoio”. Ah, eu falei: “Mano, não voltei para fazer faculdade nenhuma!”. Aí você começa a ouvir, né: “Jogou 5 anos da sua vida fora”. Aí eu quero que se dane. Primeira opinião de Deus, depois da esposa, e vocês tudo vai comer um caminhão lotado de merda, é isso. Porque você que vai eh sofrer as consequências boas, ruins, e foi o aí foi que eu entrei no digital. O digital eh a minha esposa grávida, eu entrei no digital, cara, e até hoje foi o digital que que deu a condição, que eu morava em Mairiporã, que deu a condição para mudar para Alphaville, que era impensável, impensável, impensável um cara da minha da vida que eu tive morar em Alphaville, né? Então assim…
E como que foi essa decisão, mano?
Cara, foi assim, foi por aproximação dos acessos, dos acessos, porque o meu mercado, o nosso mercado digital, ele tem um acesso muito amplo dentro de Alphaville. Os grandes players estão lá, os grandes escritórios de marketing estão lá. Eles dizem para estar em Alphaville: “Venham para Alphaville”. Eles vendem a bolha Alphaville. Então eu falei: “Cara, acho que é o momento”. A a agência já tinha mais de 3 anos, já tava indo bem, eu falei: “Cara, acho que é o momento de mudar para Alphaville ali numa parceria”. Mudamos para Alphaville. Eh eu não não me iludi com Alphaville porque, como eu ia para Alphaville muito nesses três anos em eventos, eu já tinha pegado os picaretas tudo, então os picaretas não me enrolam. Ainda assim, ainda assim me atrasou algumas coisas. Por quê: porque o cara ele vem cheio de: “Nossa, nós vamos fazer um negócio juntos”. Eu não parei o que eu tava fazendo, mas eu fico de olho nele, né, porque hoje eu conheço como é que funciona, infelizmente. Porque tem muita gente… Porque tem um muito muito dinheiro no mercado, muito rico, que é o mercado digital, vem gente boa e gente ruim. Então a existe ali… Em todo lugar tem, só que ali eles meio que, quando eles se juntaram, virou ali meio que uma bactéria, né? Em todo lugar tem picareta, mas ali no metro quadrado é 1 metro quadrado interessante.
É aí mesmo.
Ali é bizarro, é bizarro. Então assim, eh e você foi… Você foi com a ideia de que: “Pô, eu vou estar num lugar em que isso aqui me traz acesso, eu vou estar próximo de pessoas grandes”.
Exatamente.
Isso realmente te trouxe acesso?
Trouxe acesso, trouxe branding muito forte pro escritório, porque ter um escritório de marketing em Alphaville tem um branding diferente, tem um potencial diferente de mercado, entendeu? Então assim, isso me trouxe o que eu precisava nesse um ano e… Eu tô com um ano e 9 meses lá, eh tô pretendendo já ir embora eh por um lugar, por uma cidade um pouco menor, cara. É que eu não sou muito fã… Eu morava em Mairiporã, eu não sou fã de trânsito, de muita gente. É loucura, então assim, é trabalho, sim, porque, cara, tem 240 eventos por mês, cara. Nossa, tem evento todo dia. Eu tava num evento domingo, eu recebi acho que seis convites para essa semana, vai recebendo porque é muito evento, entendeu? E aí eu falei: “Cara, eu preciso de um lugar um pouco mais tranquilo, eu moro em apartamento, eu tô com dois filhos, a minha filha tá louca para voltar para uma casa, porque lá ela morava em casa, eu tô com um bebê de 4 meses, eu não me adaptei com o apartamento”. Falei: “Cara, acho que no interior de São Paulo talvez faça sentido”.
Mais perto.
Exato, o interior lá na na Castelo, é Sorocaba, Boituva…
Rodoanel rapidinho.
40 minutos eu tô em Alphaville, mas para a marca foi muito bom. Agora a gente sabe… Você quando você chega, você descobre, quando você tá dentro é que você descobre os números, as pessoas, o que que é fake, o que que não é, o que que é alugado, o que que não é. Você sabe de tudo, aí você descobre tudo, você descobre quem é de verdade, quem é de mentira.
Caraca! E deu payback?
Deu.
É mesmo?
Deu, deu, deu, deu, com certeza, com certeza, só o fato de estar naquele lugar. O fato de estar naquele lugar e o fato de tá do modelo como eu produzo, do modelo como eu me comunico, ajudou bastante, porque lá tem muita gente precisando de gente boa. Eu acho que essa é a grande questão: tem muito cara… São Paulo no geral. É isso, cara, quando você chega lá e você é sério, e o cara vê que você é sério, ele quer trabalhar com você, e são caras bons. Assim, fiz amigos, fechei projetos, fechei sociedades com caras que eu nunca imaginei na minha vida, exatamente porque o cara falou assim: “Cara, você é de verdade, porque é tanto safado…”.
É isso mesmo.
“…que o cara falou assim: ‘pô, você é de verdade, eu vou fechar com você'”. Então eu consegui muito dos meus negócios lá exatamente por ser de verdade. Porque também você ser de verdade, você repele o cara que é de mentira.
Total.
Então você descobre rapidinho quando o cara é paz e amor, Jesus Cristo e família ali, devocional de manhã e estelionato à tarde, você descobre rapidão.
[risadas]
Descobre, não é? Mão para cima na na Lagoinha e à tardezinha…
Nossa, mão para cima também, né?
…PF, né? Tem caras lá… Eu vi gente assim, meu amigo, eu estou cansado, tem gente mudando, tá tendo uma uma saída enorme de grandes empresários de lá, porque assim, não aguentam toda semana a Polícia Federal passar na porta de casa, na casa de alguém, cara, de tanto que tá tendo os condomínio, é muito safado.
Virou o quê? A Deolane tava onde?
[risadas]
Tava lá, tava lá, a [incógnito] tava onde? Doideira, né? Que loucura, [roncando] cara! E aí conquistaram o que os planos os planos [limpando a garganta] do os o Plano Director de Alphaville era conquistar esse estado: conquistou. Só que também aí aquele negócio, agora de tudo gente boa pra caramba, caras maravilhosos, caras gigantescos do mercado que eu tive o prazer de sentar, assim, que são caras sérios.
Sim, caras sérios que estão lá.
Tem muito cara. O cara grande do digital que tá lá é sério, não é não é só que muitos esses que muita gente na internet critica, e eu acho que sim, muitos caras que o pessoal critica que ah tá, cara, caras seríssimos que têm um trabalho seríssimo. Você pode criticar o trabalho dele porque você não gosta, não gosta do que ele faz, ele é coach, tá bom, mas você vai ver lá o trabalho do cara é sério, o cara paga todo mundo, o cara até muda a vida de pessoas, até porque existe um certo patamar entre o cara conseguir fazer o que ele faz enganando pessoas.
Verdade.
Tem caras que estão num tamanho, cara, é impossível fazer o que esse cara tá fazendo se ele tiver enganando todo mundo. É isso.
Tem uma frase que fala que você pode enganar um um algumas pessoas por um tempo, e muitas pessoas por muito tempo, mas não todo mundo o tempo todo, não dá para enganar todo mundo o tempo todo. Uma hora você… Para você ter ideia, o Paulo Vieira, Paulo Vieira acabou de passar por um cancelamento por causa do “yes, yes, yes”, e muita gente falando dele. Cara, tem gente que fala bem, tem gente que fala mal. Só que uma coisa que você precisa fazer — e eu sou um cara muito cético, e eu sou um cara que tem uma baixa aderência a essa pegada de muito coach assim, sabe? —, o próprio “yes”, o e esses conceitos todos, eu tenho muita dificuldade de me entregar, sendo bem sério. Isso é uma coisa extremamente particular minha. Então quando você vai lá no Método CIS e tudo mais, pô, legal pra caramba, só que no na hora de se entregar assim, por eu ser mais fechado, eu sou mais retraído, eu sou introspectivo, e eu sei que isso às vezes são bloqueios meus, mas muitas vezes eu, pelo meu ceticismo, [limpando a garganta] não me entrego tanto. A questão é: um o meu sócio é um grande amigo do do Paulo Vieira, a gente já fez eventos lá no no na Febracis, e no leilão, não desse ano, mas do ano passado, do Instituto Neymar, a gente ficou na mesma mesa: eu, o Paulinho, o Paulo Vieira. O Paulo Vieira ficou do meu lado, e, pô, no leilão do Instituto Neymar pensa que assim: só tem gente famosa, sim, e já existe quase que uma regra no ar de que não fique eh tietando as pessoas ao seu redor, porque, pô, senão todo mundo vai ficar tietando todo mundo famoso, é todo mundo famoso, e de fato não tinha esse negócio de tiete, de você chegar e tirar fotos, só em alguns determinados casos. Por isso eu considero que não que ele seja o mais famoso, mas que a pessoa que foi mais tietada no evento foi o Paulo Vieira, de pessoas que vinham não tietar, falar assim: “Cara, você mudou minha vida”, e eu tava do lado, eu presenciei isso várias e várias… Foi umas 15 pessoas num evento, cara: “Paulo, desculpa, mas tira uma foto comigo, cara, você mudou minha vida”, dava um abraço no Paulo. O Paulo é um Paulo é um dos caras mais sérios que tá no mercado.
E aí você vê que tipo… Você pode gostar, pode não gostar, para você pode servir, para você não pode servir, mas, meu irmão, isso não importa, a tua opinião não importa. O que importa é o resultado do cara. Eu vou em eventos de… Eu sou aluno, inclusive aluno destaque de faturamento do do Wendel. Cara, o Wendel é incrível. Quando eu vou no evento do Wendel, eu espero que vai ter alguma coisa desse tipo, porque eu fui no evento preparado para isso, e aí tem o grito, tem tudo no Wendel. E, cara, eu sou apaixonado. Fui no escritório dele umas quatro vezes, ele me convidou. O Wendel O Wendel entregou minha primeira placa de 1 milhão num evento ao vivo dele, e maravilhoso. Então eu tô preparado para isso, igual o Paulo. Já fui nos eventos do Paulo. O Paulo, eu eu não gosto de fazer o “yes”, mas o Paulo é sério muito. Quantos casamentos que o Paulo ajudou a salvar, entendeu? Outro cara que o pessoal vai criticar, como o Pablo. Cara, eu vou nos eventos do Pablo há muito tempo, eu…
Você já falou bem do Pablo na internet?
Cara, perdi um monte de seguidor: “você é um idiota, você é um idiota”. Você tem você goste ou não goste, avalie o resultado. Eu ele uma vez me chamou pro palco, cara, aquela chamada pro palco me fez vender mais de R$ 200.000,00.
Caraca!
Porque foi ao vivo já, muita gente. E o Pablo, cara, exatamente, o Pablo é um cara de verdade, ele é daquele jeito, ele quer salvar casamento, ele quer… Ele acredita naquilo. Agora você pode questionar os métodos, e tá tudo certo, eu questiono o método de um monte de gente. Agora, o resultado na vida das pessoas, quando você tá lá, e eu já estive em eventos com o Wendel, já tive em eventos com o Paulo, com o Pablo, e eu vejo as pessoas falando exatamente isso: “cara, tu ajudou a salvar minha vida, tu ajudou a salvar…”.
São poucos, né? Esses caras… Eu tenho eu tenho esses caras, esses caras ajudaram a salvar a minha vida, porque eu podia estar advogando. Foi o Pablo, foi o Wendel, foi o Paulo Vieira que eu comecei a ver na pandemia, foi esses caras que me fizeram entrar no digital, então eu nunca estaria onde eu estou se não fosse esses caras. E ainda assim, quando eu vou no evento deles, vai gritar, e lógico que vai, irmão, você sabe, você foi no evento do cara, é isso que ele faz. Você pode não gostar e não pode não querer fazer, agora você tem que olhar para esses caras como o que que eles fazem quando eles estão ajudando pessoas. Porque eu acho muito louco essa galera que critica esse aqui é fã de influencer que fica divulgando bet, velho.
É isso aí, divulgando bet.
É isso aí, que passa que sai que que deveria estar cuidando de alguma coisa, que sai se vestindo igual uma prostituta na rua. E “ah, não, mas aqui tá…”, mas divulgar bet pode.
É um é um eh é um desvio de de caráter até para você criticar coisas que não fazem mal a ninguém, em contrapartida…
Exato.
…fomentar coisas, músicas, músicas que que que que diminuem a mulher, músicas que diminuem o papel da mulher, que chamam ela de eleva o o crime no Brasil.
O crime no Brasil, “ah, não, mas quem dá errado é esse cara porque ele grita ‘yes'”, eu falo: “cara, mas as pessoas montanha olham para esse cara e falam: ‘Velho, esse cara fala de Deus, família, casamento, por que que eu vou ficar contra esse cara?'”. Você pode não gostar do do estilo com que ele fala, mas do que ele fala é princípios.
É, eu abraço fácil. E se você parar para analisar também, [roncando] e e essa é a grande estratégia dele, por exemplo, Pablo Marçal faz um monte de coisa para atrair atenção mesmo, mas quando você começa a assistir as coisas que ele fala, tem muito conceito que você fala: “Cara, não tem como discutir o que ele tá falando”.
É real. Nível de caras que eu conheço de conhecimento num palco assim, não tem, não tem nada, mas não tem nem… Mas o segundo lugar não passa perto.
Não passa perto.
No Brasil não passa perto para fazer o que ele faz. Talvez da comunicação.
Ele é genial, ele é genial, ele é genial, cara, ele é genial. Sabe disso.
Ele sabe, ele sabe, ele sabe, ele é muito bom. Ele é muito, e por isso que ele vai dobrando essa aposta e dá conta de dobrar a aposta.
Dá conta de dobrar a aposta e manter a aposta dobrada.
Manter a aposta dobrada, o cara é o cara é forte.
Não pede desculpa, eu gosto da frase: “não não sangra em tanque de tubarão, não”, que é o meu estilo também. Que o vídeo que eu fiz uma vez de Alphaville, que gerou um burburinho que foi parar em todos os grupos de tudo quanto foi player, eu fui parar em Alphaville porque eu meti o pau no que eu falei que eu dava errado. E aí muita gente falou assim: “Cara, mas você fechou muito a porta”. Falei: “Só de picareta. De picareta fechei mesmo, não quero, eu não quero negócio com picareta”. Porque assim, eu não ofendi ninguém, eu não falei que todo mundo… Você falou no vídeo, cara, no vídeo simplesmente eu falava que era a maior concentração de safado e picareta que ficava de manhã na igreja e à tarde enganava as pessoas, que colocava a gente para trabalhar, trazia do Nordeste, principalmente do Maranhão, que é um lugar que trazem muito, e fala pro cara: “Não, mano, você vai ser meu videomaker aqui, eu vou te apresentar para um monte de pessoas e vai ser incrível”, e o cara trabalha de graça dois meses sem ter dinheiro para comer. E eu vi isso ainda, e aí eu falei isso aí, um monte de galera: “Ah, mas você falou…”. Não, não, não, eu falei de picareta, fechar a porta de picareta é maravilhoso. [roncando] Mas isso abriu a porta de um monte de cara desses que são de verdade. O cara falou: “Irmão, você não mentiu. Agora eu também não vou ser um cara que: ‘Ah, não, a moda é falar mal de Alphaville'”. Não, exato, não tem essa questão.
Você não generalizou, e nunca vou.
É, gente boa, gente ruim tem em todo lugar, só que por ali ser literalmente um bairro, aí fica muita bolha, uma bolha. Automatically, estar em Alphaville passou a ser também o lugar que é o destino de muito falastrão.
Balneário tá transformando a mesma coisa.
Balneário tá ganhando a mesma fama, Balneário é ruim?
Lógico que não, cara, lógico que não! O problema não é o lugar, é que aí o cara vê as pessoas boas mudando vida de pessoas e fazendo dinheiro, aí as mas olham aquilo e falam: “Opa, eu vou para lá também, isso aí, eu vou para lá também”.
E Misa, vamos lá pro agora falando um pouco do que você faz. Dá um overview pra galera: você já falou que fazia que faz tráfego pago, começou com isso, foi na verdade esse despertar de tirar do Direito e ir pro digital, mas hoje o que que sua agência… Eh se for uma ou um grupo, independente, mas quais são os problemas que você atua, e como que você tem ajudado empresários, empreendedores, empresas? Dá um overview pra galera, pra galera entender.
Hoje a nossa hoje nós trabalhamos com uma empresa em que ela tem vários braços, todas voltadas pro marketing, e o que a gente faz é implementações de soluções para empresários e empresas, aí o cara vai escolher para onde que ele vai fazer. Por quê: porque hoje curso, mentoria para nós não faz sentido, porque o cliente ele não tem tempo para isso, o empresário já tem várias coisas para fazer, e ele não vai parar para fazer aquilo, ele não vai comprar um curso, ele não vai assistir. O que a gente faz é implementar soluções. Hoje o nosso maior foco tem sido implementar pro cliente ou posicionamento ou rebranding da marca dele para vender altos tickets. A nossa ideia é pegar o que o cliente tem hoje, o serviço ou o produto com o ticket que ele tem, e aumentar o valor percebido para ele poder vender aquilo mais caro.
Caramba, legal!
Sem que ele tenha que aumentar a produção, sem que tenha que contratar mais pessoas, por quê: porque, cara, quando você vende um ticket mais alto, você consegue mais margem, mais lucro, trabalhando menos, é isso, entendeu? Porque o grande problema é esse, e hoje os nossos clientes, geralmente eles são prestadores de serviços, alguns são donos de marcas, e aí o que acontece: como tá em voga a questão de produção de conteúdo na internet, né, o founder-led growth, o que a gente faz é implementar inteiros para ele num curto espaço de tempo. Eu entendo o que ele faz, entendo qual que é a brecha, monto a oferta, copy, estrutura, perfil inteiro, páginas, e gero a demanda para que ele possa vender.
E dá… Esse negócio de o fundador liderar sua marca, que é o founder-led growth, que é basicamente o dono da empresa produzir conteúdo de forma independente como pessoa, gerando demanda pro seu negócio, dá certo mesmo, cara?
Dá muito certo, eu acredito muito no modelo. Só que o meu problema é o que tá se transformando isso para os próximos anos, porque o que acontece é: o dono do negócio produzir conteúdo é maravilhoso, só que geralmente quem fala sobre isso tá vendendo curso pro cara vender isso aí, ou tá vendendo uma implementação, e aí ele vende uma implementação onde ele te dá um monte de script do ChatGPT para você gravar…
Ah, e você é… E aí você conta um pouquinho…
…enormes, enormes! E eu tô recebendo reclamação deles direto. Graças a Deus, eles estão fazendo eu vender bastante.
[risadas]
Que assim: “Ah, o cara mandou um script para gravar”. Só que o empresário não tem tempo para isso, principalmente num país em que nós estamos vendo um monte de empresa fechar. É, cara tá sendo… “Se me vender, aí eu paro esse cara e falo: ‘Não, você tem que gravar quatro Reels por dia, cinco Reels‘. Agora, ó, bater a cabeça: 100 Reels por dia!”.
100 Reels por dia, cara? Dá um Reels a cada 7 minutos. Como que trabalha?
Aí você fala: “Não, todo mundo tá fazendo, falando founder-led growth, por quê: porque o dono da Cimed tá fazendo, com uma estrutura de R$ 600.000,00 em câmera”.
Exato.
Com quatro videomakers atrás dele, tendo ideia, tendo ideia, com com criando agenda para ele: “vamos para tal lugar fazer tal coisa”, porque a própria agenda dele passa a ser o conteúdo.
Exato.
E o outro o outro é assim: “não, você tem que falar sobre o seu negócio, aí você vai falar sobre a sua casa, a sua família”. Cara, esse cara às vezes ele não quer abrir sobre a família dele. “Ah, não, mas a pessoa compra se ela acreditar em você”. Desculpa, founder-led growth funciona sim. No modelo que eles estão fazendo, meu, você acha que funciona? Funciona para aumentar a audiência. A minha pergunta pro meu cliente é sempre: é isso que você quer? Você quer ficar famoso? Você quer virar um influencer? Porque você não tem essa vida às vezes que o cara atende, pô, hoje ele come aqui, amanhã ele tá em Espanha, semana que vem ele tá andando de helicóptero. É isso, o empresário normal, que é o meu cliente, ele entra na empresa dele para resolver pepino às 7:00 da manhã e sai 11:00 da noite, sentado numa cadeira.
É só bomba.
Ele grava que horas? Que horas que ele tem um lifestyle de vida para poder gravar? “Ah, não, mas você não grava conteúdo, você só tem que mapear o que você já tá fazendo”. Esse cara só resolve pepino sentado, o que que ele vai mapear?
Matou. O que que ele vai mapear, cara? Vou falar, vou falar pelo Além do CNPJ: tem muita gente que olha o Além do CNPJ e coloca me coloca num pedestal no qual eu nunca estive, que é: nossa, o cara tá bombado. Irmão, primeiro: não sou nem influencer, acabei me tornando por causa que o perfil cresceu, só que eu sou empresário. Quando alguém quer filmar minha vida, e algumas vezes em que eu vou produzir conteúdo e quero conversar com alguém que vai me ajudar com isso, os caras falam: “Cara, deixa eu ficar um dia com você?”. Falei: “Meu irmão, meu dia é chato pra [risadas]… O meu dia não tem não tem graça para filmar”.
[risadas]
“Eu quero falar de um assunto? Beleza, eu vou lá, ligo a câmera, penso numa coisa, adapto a história para não ficar não expor tanto os problemas da minha empresa, porque querendo ou não, eu vou falar de um funcionário que acabou de ser demitido. Beleza, eu posso não expor o nome, mas eu tô criando uma exposição interna, porque se a pessoa foi acabou de ser demitida, e por mais que na internet eu não exponha o nome, eu tenho funcionários que, se eu tô falando a real, os funcionários vão saber de quem eu tô falando, pessoas às vezes que são amigas dessa pessoa, que pode até mandar o vídeo. Essa pessoa me segue, e aí nós estamos num país que adora o o dono da empresa, né, e nem protege o trabalhador, ou seja, para você tomar um processo amanhã por causa de um vídeo desse, é dois palitos”.
É dois palitos. E assim, claro, dentro da minha trajetória do meu dia a dia, tem muita coisa que eu poderia fazer um conteúdo do contando problemas e tudo mais, só que são justamente os casos que mais vão engajar, que são coisas que eu não posso expor, porque a empresa é de verdade, os funcionários são de verdade, os assuntos são verdadeiros. “Agora, ah deixa eu acompanhar um dia seu”. Então não precisa expor assuntos sensíveis, tá? Um dia produtivo meu é eu chegar, sentar a bunda na cadeira 8:30, levantar meio-dia, voltar, sentar 1:00 e sair 5:30, 6:00 da tarde, isso quando eu não vou até tarde. E aí você vai falar: “Que dia é esse? Valeu a pena, é um dos melhores dias da minha vida”. Quando eu consigo sentar e fazer reuniões e trabalhar desse jeito, quando saio para uma reunião eu faço uma reunião também que não pode ser filmada, não tem conteúdo para filmar, bicho.
O meu cliente, ele tá nessa mesma situação, e assim, ele falou assim: “Cara, eu quero vender mais, eu sei que eu tenho de produzir conteúdo, só que eu não eu não sei fazer o que esses caras estão fazendo e me mandando fazer”. É porque não precisa. Então a gente trabalha muito com um cliente que a gente chama de um público N3, que que é esse público: ele é um público que ele já tá no mais alto nível de compra, nós chamamos de de modo compra já, ele já sabe que tem um problema, ele já entendeu que tem um problema, que quando a gente fala do funil de vendas, né, do Eugene Schwartz, quando você fala sobre o funil de vendas, a última fase do funil é o cliente quente, que já quer comprar. Hoje nós trabalhamos somente com essa comunicação. Então eu apaguei 1.600 conteúdos que eu tinha no meu perfil — que eu era um cara que produzia quatro Reels por dia —, para um perfil hoje que deve ter 30 conteúdos para quem duplicar o faturamento. Aí nós começamos a fazer…
Mas você continua fazendo conteúdo ou não, segurou?
O hoje o conteúdo ele é baseado justamente no público fundo de funil, aquele que vai comprar agora. Então, para todos os meus clientes, eu vejo qual que é a comunicação, qual que é a brecha de mercado, com quem que você quer falar, qual que é a maior dor que você resolve…
Caramba, legal!
…e aí em cima disso nós construímos toda uma estrutura de comunicação que ela pode ficar literalmente fixa. Nós temos casos assim: eu tenho casos de empresas que saíram de 100 para R$ 200.000,00 sem produzir um R$ 1,00 que você quer, ou de caso de um cara que tinha que é violinista, que cobrava R$ 500,00 para tocar num evento, e a o primeiro contrato dele que ele fechou com a gente em 20 dias foi um contrato de R$ 5.000,00, é o mesmo violinista. Peguei um perfil dele que tinha quatro fotos e transformei num perfil que gerava valor suficiente pro cliente final, e comuniquei com esse cliente final. Existe um modo de você comunicar uma copy que fala: “esse cara…”. E aí que é tá legal: o cliente alto padrão. O cliente alto padrão não tem tempo de ficar comentando teus Reels, curtindo teus conteúdos. Ele trabalha pra caramba, esse cara ele só se importa com uma coisa: o problema dele. Aí eu vejo o founder-led growth falando: “Não, porque você tem que contar das vidas da vida dos problemas”, mas eu falo assim: o cara que tem dinheiro para te pagar, ele não tem tempo para saber sobre a tua vida, porque não interessa para ele, ele não quer saber qual que é o seu lado ideológico, ele não quer saber se você tá bem, se você não tá, ele não quer saber se você é casado, ele quer saber se você resolve o problema dele. “Você resolve meu problema?”. E aí eu falo assim: “Cara, nós temos hoje 100 milhões de postagens quase nas redes sociais diariamente”. Uma pesquisa mostrou que aumentou o tanto de postagem por causa de IA, só que a atenção é a mesma, ou seja, tá aumentando a oferta e diminuindo a demanda. A demanda tá diminuindo por quê: porque é tanto conteúdo que tá enlouquecendo, as pessoas não estão tendo tempo de acompanhar mais. Então você que tá produzindo 100 Reels por dia, 200 Reels por dia, founder-led growth, você não tá falando com ninguém, porque o teu cliente, ele tá tomando pancada de anúncio o tempo todo, e todo mundo falando sobre conteúdo, conteúdo. E o que eu falo para você, tá: se tá todo mundo produzindo conteúdo, quem que tá vendendo? É por isso que a gente literalmente… Eu tirei toda essa produção de conteúdo para falar com uma produção de conteúdo pro que meu cliente quer vender, então eu falo com uma linha tênue. A gente saiu de um ticket médio de 3.000 para um ticket médio de 55.000.
Caramba, cara!
Ah, por quê: porque o meu cliente ele só queria resolver o problema dele, não interessa o que que eu penso sobre o mundo. Eu acredito que tem que produzir conteúdo? Sim, eu gosto de produzir Reels, eu eu gosto, eu entrego isso de script pro meu cliente, se ele quiser gravar eu entrego, mas geralmente eu comunico o perfil dele tudo com carrosséis comunicando com o perfil 3.
Nem produzir conteúdo não precisa?
Não precisa.
Caraca!
E o cara aumenta muito o faturamento porque ele também não quer, ele só quer vender. Ele fala assim: “Eu ouvi dizer que dá para vender pela internet, eu criei esse canal também”. Aí fala assim: “Você quer produzir esse tanto de conteúdo?”. Não, ele não quer.
Exato, ele só tá indo por necessidade.
Ele tá indo por necessidade, não porque ele gosta, que as pessoas estão falando. Ele não é influenciador.
E é louco, porque você vender também pro perfil de alto alto padrão, você não pode gerar demanda pro cara, não, porque o cara não quer demanda. Quantas vezes eu vou contratar alguma coisa que aí a pessoa fala assim: “Ah, preenche esse formulário”. Já era, depois eu vejo. Então não é que, na verdade, eu não quero mais contratar, mas se para eu contratar isso vai me dar mais uma demanda, então eu não vou fazer agora, porque eu já tô com demanda demais. O público que é alto padrão, a cabeça dele é: “Eu já vi você falar um monte de coisa, eu já vi um monte de vídeo de dica do que fazer, eu quero comprar”.
É a dica disso, irmão, eu não quero, eu só quero comprar. Você você resolve o teu meu problema? Me dá o link. E é muito louco que as vendas da minha e dos meus clientes acontecem em 24, 48 horas, não demora mais que isso, porque quando eu resolvo comprar de alguém, cara, quantas vezes eu precisei falar pra pessoa que tava lá seguindo aquele script, falei: “Meu irmão, me dá o link. ‘Não, mas é porque pr- para gente, para eu te passar o link, a gente precisa fazer um call‘. Se você fizer, se você fizer eu entrar num call, eu não vou comprar. Agora, se você me mandar o link, eu vou passar o cartão”. É isso, muito, sabe? Tipo: meu, pelo amor de Deus, cara, eu só quero comprar. Eu eu esses dias recebi uma mensagem: “Ah, porque não sei o quê”, eu falei: “Ó, cara, eu sei que você é closer, tá? Eu sei que você tá fechando, vamos pro preço. Eu também tô no mesmo lado que você dentro dessa conversa aqui, eu também sou um cara direto, entendeu? Então você não vai precisar ficar me enrolando, fazendo todo o bem… Eu sou o cliente, eu sou o cliente que tá aqui comprado, eu só preciso saber o preço”. E aí eu pergunto muito pro meu cliente às vezes quando ele chega, ele preenche o formulário: “Você quer conversar? Quer fazer uma call para você entender como é que eu faço? Porque se eu não quiser também, irmão, tem cara que paga R$ 55,00, R$ 50,00, R$ 30.000,00 no no WhatsApp”.
Exato.
Porque assim, eu mostrei os cases, eu mostrei a prova, eu dei a garantia de que o resultado acontece, porque eu dou garantia para ele que o resultado vai acontecer, senão eu devolvo o dinheiro dele e acabou, não preciso ir muito mais longe. E ele tá cansado de gente que promete muito, ele tá sofrido por causa de agência de tráfego que ele vem, porque se você não mudar toda a comunicação, e eu vou, você cai numa vala comum, e eu tô muito em cima disso. Para quem que eu quero vender? Eu quero vender para quem tem dinheiro, e para quem tem dinheiro, quando eu falo, não tô falando do cara multimilionário que tá comprando Rolex, tô falando que existe no teu mercado um cara que pagaria o dobro para ter menos trabalho, porque o cara fala assim: “Não, eu te cobro… Você me paga 60.000 para eu fazer a minha implementação de criação de conteúdo, e tome script e tome texto”. Aí você fala: “Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, eu comprei, então eu vou ter que fazer todo esse trabalho, pô? Então devia nem ter comprado, pô, porque você me deu trabalho”, entendeu? Você me deu trabalho, e o cliente hoje ele não quer trabalho, e nem dá para ele colocar mais, encaixar trabalho na vida dele.
Sim, não dá, não dá.
Então a gente tem tem feito muito isso em: “Pô, vamos mudar a brand da marca para vender alto padrão”, e alto padrão que eu digo é: pô, é dois vira quatro, vira cinco, vira 10, não é necessariamente…
Não é padrão, é agregar valor na tua venda.
Exato, ah é corretor de imóveis que vende imóvel de Minha Casa, Minha Vida, e vai vender agora alto padrão. Cara, dá para mudar percepção. É a realidade, tá? O cliente acredita naquilo que ele vê.
É isso.
E é real, isso serve para todos os os ramos.
Todos os ramos.
A gente… Todo mundo que a gente pegou hoje… Um açougue, um açougue ele pode virar um açougue premium na rede social, onde ele vai vender basicamente a mesma coisa, ele vai vender a mesma carne, inclusive se ele não quiser subir o a muito preço, ele só precisa subir a percepção de valor para que o cliente acredite que o lugar é diferente, para que o cliente veja na rede social que aquele local é diferente, prefira comprar lá.
Prefira comprar lá.
Porque, cara, audiência hoje… Ter audiência não significa praticamente nada, porque ter audiência e ter influência é diferente. Ter audiência você tem um monte de seguidores, tem um monte de cara que tem um monte de seguidores que não converte isso, agora ter influência é fazer o cara tomar uma ação, influenciar a tomar uma ação. Então hoje o nosso trabalho, né, em ganho de seguidores é como que você influencia o cliente a tomar uma ação, confiando que você é o melhor. Então eu pego um açougue e eu escolho os açougues que eu vou, o que tem um brand melhor eu vou, tá? É o que eu frequento, não preciso que seja… Se o cara se preocupa com branding, ele se preocupa com tudo.
Com tudo, o cuidado, né, que passa a percepção de cuidado.
Exatamente, então eh a o mercado tá muito focado em produza muito conteúdo, e aí a prova é que o próprio Instagram tá avisando: “Galera, produz um monte de conteúdo, não tá adiantando, porque a demanda ela tá caindo, a sua oferta que tá aumentando. Agora vocês produzem o dobro do que produziam no passado, mas não aumentou o número de pessoas assistindo, e o tempo que elas estão na rede tá caindo”. Tá caindo porque tá dando burnout em todo mundo, cara. As redes sociais, a rede tá enlouquecendo a galera, cara, eu trabalho com isso e eu mesmo tô pirando.
É bizarro, é bizarro.
E o empreendedor que tá nessa guerra de preço, muitas vezes não conseguindo se posicionar, vendendo para pobre… Quando eu falo pobre, é o cara que tá brigando por dinheiro, às vezes até o cara que tem dinheiro, mas que fica, sabe? Quando o coach fala que pobre é mentalidade, não estou brincando: já peguei clientes com que faturam 3 milhões por mês, e o cara a mentalidade dele é pobre, ele chora em cima de assim… Ele, por causa de uma besteirinha, ele podia estar faturando três vezes mais, mas ele chora tanto que a mentalidade dele ainda é pobre.
Eu tenho pessoas que choram em cima de comprar de o cara que vai instalar o piso, eu falo: “Meu irmão, pelo amor de Deus, cara, você vai você vai tirar 500 pau do cara, isso não vai mudar nada na sua vida”.
Mudar, na vida do cara muda muito.
Muda muito, cara, só para ele sentir que ele ganhou, ganhou a negociação. Pelo amor de Deus, vai tirar R$ 500,00, cara? Esse é o problema, a mentalidade do cara, porque pobreza, cara, é um estado de espírito mesmo. Então eu peguei caras com muito dinheiro que eu falei assim: “Tá, por que que tá tudo bagunçado aqui?”. “Ah, porque tem um programa que eu tenho que pagar”. Pô, mano, não é caro R$ 1.000,00 por mês. Aí eu falo: “Mano, você fatura 3 milhões, e por causa desse programa, se pegar fogo no teu escritório, tu perdeu todas as notas”.
É, você não tem um ERP por causa de R$ 1.000,00 por mês.
Aí o cara parou, pô. Mas é verdade! Falei: “Não, você tem que…”.
Não faz sentido a matemática que você tá fazendo. R$ 1.000,00 por mês é é difícil para um cara que ganha três, porque você ganha R$ 3 milhões, R$ 1.000,00 não é nada, só que salva teu negócio. E é o que mais tem, e é o que mais tem. E esse cara que tá ainda nesse limbo, vendendo para gente que não sabe eh o valor que aquela pessoa tem, pedindo desconto pra caramba, fechando com seu concorrente por pouca diferença, eh isso é falta de posicionamento, mas também é talvez focar no público errado. O cara que tá perdido, e ainda mais numa crise como a que a gente tá vivendo, que tá cada vez mais difícil vender… A classe média, como a gente tava conversando nos bastidores, tá quebrada, pobre muito… Pobre nem tem dinheiro, tá endividado na inadimplência inclusive, parte da classe média. Qual a dica que você dá? Uma luz. Eu sei que é muito relativo, é caso a caso, mas quais quais são as dicas que você pode trazer pro cara começar a olhar para esse reposicionamento que ele pode fazer na empresa dele?
Primeira coisa que ele tem que entender é qual dor maior ele resolve do público dele, porque você pode resolver várias dores no teu negócio, mas qual que é a dor mais forte que o teu cliente tem e que gera mais receita para ele: dinheiro ou mais tempo? Porque eh o valor percebido pro cliente é diferente: às vezes o cara você vai fazer vende uma coisa que dá mais dinheiro, mas tem uma coisa que vende mais tempo, ou você vende uma coisa que vende mais sexo, porque estética, por exemplo, né, beleza, a beleza vende mais sexo, então qual é a maior delas? Pô, legal isso. Você falou: toma cuidado, o que que você vende? “Ah, eu vendo instalação de piso”. Vamos dar o mesmo exemplo: cara, você não tá vendendo instalação de piso, não é essa a resposta, não é essa resposta. Você pode você tá vendendo um trabalho que cada dia tá mais difícil encontrar gente séria, competente, tal, tal, tal. Então quando você é sério e competente, você vende tranquilidade pro cara, e você vende e você vende… Você assenta 100 pisos, e você tá vendendo o quê: comodidade, beleza para uma casa. Você tá vendendo um lar mais bonito pro teu cliente, o teu cliente chega em casa, ele vê uma casa com pisos, ele tá ele tá comprando um lar mais bonito, um lar melhor, paz no lar. E quando você entende que você tá resolvendo essa dor, a percepção de valor muda completamente, porque não é sobre o piso, porque o piso você pode vender, agora um atendimento de qualidade, rápido, que você entregue o que você promete — que no Brasil já é um milagre —, uma obra tranquila, que é um milagre o cara que faz… E como você chega no teu cliente e fala assim: onde que você consegue mais que você consegue mais margem, mas que é importante para ele, porque às vezes você tem um monte de produtos, tá, onde é que eu ganho mais aqui: eu ganho mais nesse trabalho, então aqui eu vou ter uma comunicação diferente para ele, porque novamente, ah o dentista ele tá vendo o dentista tá vendendo beleza, tá vendendo segurança, porque um sorriso bonito traz segurança, tá vendendo mais marketing pessoal pra pessoa, porque quem tem um sorriso melhor consegue… Entender onde é que a dor é maior, porque o reposicionamento vem de quê: existe uma brecha em todos os mercados que encaixa justamente numa dor que o cara quer resolver agora. E é por isso que você tem um cara vendendo a 2.000 e outro cara vendendo a 100, o cara tá vendendo a 10.000 um produto e outro cara vende a 10. “Ah, como é que ele consegue vender o relógio Cássio a R$ 200,00 e o Rolex também a…?”. Ver a hora é $60\%$.
Percepção de valor.
Quando você tá com o relógio no braço, você é diferente; quando você vai na minha clínica, você fica diferente; quando você compra o meu produto, pelo meu histórico, ele é diferente, então ele é mais caro.
Total, e se você perguntar pro cliente: “Cara, eu tenho um negócio de R$ 500,00 aqui, e um negócio de R$ 5.000,00, qual que você quer?”. Se eu fosse te dar R$ 5.000,00, porque a percepção é de que isso aqui é melhor, nem eu disse que não é, eu não falei que é, só que quando você fala pro cara “é cinco”, quem tá ouvindo fala duas coisas: quem ouve, ou “esse cara é doido, que, pô, ele cobra 10 vezes mais caro que o outro cara”, ou “ele é bom”.
Ele é bom, exato.
Porque se o cara para cobrar o que ele cobrou, ele é bom.
Não, mas eu vou vou vou vou usar exemplos reais assim: fui comprar um remédio para a minha filha, tinha lá duas marcas aleatórias que eu não sabia quais quais eram, um tava lá dois e pouquinho… É, 22 e pouquinho, o outro 60 conto. Falei: “eu vou no de 60”. A percepção de valor, a percepção já é diferente, por quê: presume-se que esse de 60 seja melhor, fabricado num lugar melhor.
Exato, o próprio valor que você vai usar determina muito da percepção de valor.
Totalmente. Eu eu vendia…
O preço que você coloca no produto.
Teve coisas que nós vendemos na agência com a implementação de Inteligência Artificial, tecnologia pro cliente, que eu não vendia a três e eu vendi a 30 pro mesmo cara. O cara não me comprou a três, viu o reposicionamento de marca, e comprou a 30, e eu falei: “Cara, tu não comprou a três aquele dia?“. Ele falou: “Mas você tá meio diferente, parece que você tá…”. Olha que loucura na cabeça dele! Eu falei, então é muito melhor vender mais caro do que vender mais barato, é isso. E o cliente que paga caro enche menos o saco. O motivo pelo qual eu mudei de posicionamento foi que o cliente que paga caro, ele enche menos o saco, ele é mais chato em buscar qualidade, ele fica de olho em você, agora que ele dá menos trabalho, dá menos trabalho.
É, ele dá muito menos trabalho. Só que é lógico, ele escolhe mais, ele tá pagando mais, ele tá certinho, só que o trabalho que ele dá é muito menor, porque o cara que tem pouco dinheiro, aquilo que ele te paga é o tudo dele.
Caramba!
E o cara que tem dinheiro, aquilo aquilo que ele tá te dando é uma fração, é uma fração do que ele tem, entendeu? Ele quer que seja feito porque ele pagou, porque pelo dinheiro dele ele dá valor, senão ele não teria o dinheiro que ele tem. Agora, o cara que ele não tem pouco, cara, aquilo que ele te der é tudo o que ele tem, então o cara vai e ele tá colocando todas as fichas no seu resultado, e aí ele vai te… “Dá resultado, senão eu tô ferrado, senão eu tô ferrado”, totalmente. Então foi uma mudança que para nós, depois nós fizemos isso para mais de 300 clientes.
Caramba, que legal!
E muito rápido, que da hora! E aí, pô, com muita tecnologia, a gente consegue achar as brechas de mercado e mudar da água pro vinho. O cara fala assim: “Meu, eu nunca pensei que, cara, em uma semana eu vendi o que eu vendi, é impossível eu vender uma mentoria de 8.000 por mês, agora vender três por semana, e eu não fiz nada, eu tô entregando a mesma coisa”. Não importa o que você tá entregando, importa como o cliente que tá te enxergando vê o que você tá entregando.
E essa mudança também, ela não é… Tem que tomar cuidado para você não querer fazer essa mudança da água pro vinho, até porque um reposicionamento exige que você se adapte, e também muitas vezes investimento. Vamos dar o exemplo do do açougue que nós falamos: cara, se você quer fazer um reposicionamento, começa a organizar as carnes de um jeito mais diferente, ah o o jeito que você coloca as etiquetas, os o as propagandas e tudo mais, e o jeito que os seus açougueiros vão atender melhor, o jeito do cliente. Só isso já é um pequeno posicionamento. “Ah, mas eu vou começar a vender para rico?”. Possivelmente até o ponto em que você tá é ruim, é ruim, às vezes até o jeito… Vai, aqueles azulejos todos brancos, você precisa colocar fazer uma reforma com uma arquitetura, mas para chegar lá, já muda o que tá com a fruta baixa: o jeito que sua IA atende as pessoas, o jeito que ele se veste, o jeito que ele se veste, o jeito que ele corta a carne, né, colocar isso, então é dá para você mudar aos poucos com o que você não gasta dinheiro para fazer.
Você viu aquele menino que ele ficou ele ficou famoso na internet porque ele vendia água no sinal com aquela lata com gelo dentro, a água dentro? Aí ele vestiu a gravatinha, colocou a gravatinha, e ele vendeu… Aí ele vendeu, aí fala assim: “Pô, mas o cara não vende água daquele jeito”. A percepção é diferente, é a mesma água, não é sobre o produto, mas o modo como você olha o cara se se portando, você fala: “Eu vou pagar para esse cara aqui”. Por quê: porque eu senti mais segurança nele, eu sinto que essa água dele não foi colocada na bica, e o cara tampou com aquele negocinho do brasão que os caras fazem, que eu já vi os caras enchendo assim. É isso. Esse cara tá diferente, então é isso. Quando a gente fala sobre essa questão é: cara, a educação do teu do do teu colaborador mostra percepção de valor.
Uhum.
O modo como ele se comporta, o modo como ele fala, o modo como ele atende é percepção de valor. Aí sim as suas redes sociais, o modo como tá direcionado a sua bio, o modo como tá todo o texto que você faz, isso tudo é percepção de valor pro cliente, porque assim, em um país com uma taxa de juros de 14% e que não vai melhorar, não importa o que… “Ah, ganhou o cliente…”. O que eu gostaria, irmão, nós tá muito na merda, nós tá muito. Se se ele sai mesmo assim… Não, eu sinceramente eu não pegaria a dívida que nós temos, tá, eu não pegaria essa bomba, deixava estourar, eu não pegaria essa bomba. Deus me livre! A bomba que tá aqui para qualquer pessoa vai ser ruim. Então hoje o empresário tem que pensar: irmão, como é que eu consigo aumentar a minha margem, como é que eu consigo… Por quê: tá todo mundo do varejo se arrebentando, é, é, margem baixa significa teu negócio tá por um fio de quebrar. Como é que eu aumento minha margem? “Ah, eu vou dobrar o valor, mas ninguém vai comprar”. De novo: no Brasil tem fila para comprar jato, tem fila para comprar Ferrari, tem fila para comprar Rolex.
É isso.
Tem gente que paga o teu ticket, fica em paz, e são imunes à crise, hã? E são imunes à crise totalmente. É só você ver aqui em São Paulo: “Dá… Ah, não tem dinheiro para nada”, daí você vai no Cidade Jardim, tá lotado; tá lotado, aí tem apartamento, vai vai nos restaurantes em que o ticket por cabeça é 780.
700 por cabeça, lotado, você não consegue entrar.
E o cara ele acha que tipo assim, irmão, eh quanto 5% da população que tá nesse nível? Talvez 10, amigo! 210 milhões de pessoas, 5% é gente pra caramba, velho, tu não precisa de todo mundo que tu acha que tu precisa, tu precisa de 1.000 fãs fiéis pagando R$ 1.000,00 para ter 1 milhão, mas tu precisa só de 100 pagando 10.000, é só de 100, só de 10 pagando 100.000. É, ou seja, olha olha que loucura: “Ah, você tá pensando no meu amigo, 10% de 210 milhões é 22 milhões de pessoas. Tu tu quem que tem 22 milhões de clientes? Só o Estado, que rouba de todos, dos 210, dos 22 milhões. Agora, quem que tem? Ninguém tem, irmão, exato, é isso aí. Então o cara tem margem, tem gente, você não precisa de todo mundo, o que você acha é que você quer vender para todo mundo, o que você acha: “Não, se vender para todo mundo, eu vou vender mais”. E se eu te falar que você pode vender para menos pessoas e vender mais? Vende com menos custo e mais margem. Vende vende melhor.
Eu tinha essa percepção, só pra gente encerrar, mas cara, quando eu era moleque, eu sempre tive vontade de empreender, e eu via a minha o meu sucesso empreendedor sendo dono de uma empresa cheia de gente. E eu cheguei a ter, numa das empresas de construção civil, 130 funcionários, e que caos que foi, cara!
[risadas]
Que foi, descobri ali eu com 16… Eu com amor, não, eu descobri ali que não era aquilo que eu queria, e na verdade essa falta de mão de obra do mercado é muito complexa. Talvez nos anos 80, 90, se a gente tem, era tranquilo, mas nossa, hoje em dia não tem como, cara, você fica refém de funcionário, você fica refém de gente.
Os meus clientes são reféns de funcionários, é loucura.
E aí eu falei: “Cara, não quero isso pra minha vida”, e comecei a reduzir o tamanho da empresa. Reduzindo o tamanho da empresa, cara, maravilhosamente as margens melhoraram, porque eu comecei a ser muito mais seletivo no que eu queria trazer para dentro. Cliente com projeto ruim, com margem baixa, querendo pagar pouco, “muito obrigado”. Minha melhor margem é aqui, mas quando eu tava com o custo lá em cima, eu tinha que vender, e se o cara desse um blefe que eu achasse que ele tava falando a verdade, eu abaixava o meu o meu valor de venda, porque eu tinha que vender para pagar meu [limpando a garganta] custo fixo, coisa que hoje em dia eu falo: “Quer saber, pode ir tranquilo”. E muitas vezes eles vão e não me fazem falta, mas a grande maioria das vezes eles fingem que vão e no final fecham com a margem lá em cima.
Fecha com a margem em cima, então assim, hoje… Então você ganha a liberdade de tomar decisão.
Totalmente, e é o que você falou: por 130 pessoas, é o que você quer pra tua vida? “Ah, mas aí eu pensei também, eu falei: sabe, cara, ter uma empresa gigantesca…”. Graças a Deus, com o uso da IA, eu não vou precisar desse monte de gente. O pessoal da construção civil logo mais também não vai precisar desse tanto de gente que vai ter, porque a China tá trazendo umas coisas absurdas aí. E amigo, eu preciso buscar hoje paz de espírito com mais margem, por quê: todos os colaboradores também estão ganhando melhor, todo mundo tá ganhando melhor, tá trabalhando com mais paz, tá sendo menos cobrado, e tá ganhando melhor. E quando você consegue trabalhar dessa forma, você tá com a cabeça livre, com paz, como você falou, para pensar em coisas novas, diferente do daquela loucura de você ter que ficar sendo babá de adulto, cuidando de um monte de coisa.
Cara, papo… Já estouramos o tempo aqui, mas valeu a pena. Vou agradecer o patrocinador, mas nós não acabamos, tem uma pergunta final para te fazer ainda.
Bom, tamo junto, galera. Olha esse papo aqui! Com certeza esse podcast já trouxe para você insights de como você deveria reposicionar seu produto, acho que vale a lição de casa e o que a gente conversou aqui. “Pô, tô precisando de ajuda, entendi o que vocês estão falando, mas tô precisando de ajuda: como que eu faço para me posicionar?”. Pô, aqui embaixo tá os contatos do Misa, vai para cima, chama o cara, troca ideia com ele, né, porque ele tá em Alphaville, que atende o Brasil inteiro.
Brasil inteiro, né? Então quero começar agradecendo nossos parceiros, né, nosso patrocinador master SMB Store, que desde 2018 tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, vendas e financeiro, tudo isso com sistema acessível e fácil de usar. Quero agradecer também a RZ3, transformando conhecimento em impacto real, porque negócios fortes movem o futuro, eles são uma consultoria integrada que une estratégia, finanças, tributos e tecnologia para transformar complexidade em crescimento, todo negócio precisa ou vai precisar algum dia da RZ3, porque complexidade não espera você tá pronto para ter que lidar com ela. Agência RPL, porque o mundo digital não para, e o seu negócio não pode ficar para trás, se você sente que a inovação tá acontecendo rápido demais para acompanhar sozinho, a RPL é exatamente para isso, para te ajudar com essa estruturação. Semic Displays: quem vende forte pro varejo já sabe que o ponto de venda decide a compra, se a sua marca ainda não aparece do jeito certo no PDV, a Semic Displays resolve isso, eles são líderes no Brasil em soluções criativas para PDVs, com balcões, bandejas, displays e muito mais, então se você tiver precisando vender mais, conte com a com a Semic. E Castro Consultoria e Negócios: empreender no Brasil já é difícil demais para ter uma contabilidade que só calcula imposto, a E Castro une contabilidade e consultoria de negócios para olhar a empresa e o empresário como um todo, do planejamento tributário ao patrimônio dos sócios, passando por balanços bem estruturados, acesso a crédito e decisões estratégicas, tudo isso é pensado de forma integrada e personalizada, porque uma boa contabilidade não serve apenas para cumprir obrigação, gente, ela precisa ajudar o empresário a pagar o que é justo, organizar melhor o negócio e tomar decisões melhores, e tudo isso com atendimento próximo e investimento superjusto, inclusive a E Castro é contadores aqui da nossa empresa. E por fim, Cross Host: quer dar voz ao seu negócio e alcançar mais pessoas? A Cross é referência em produção audiovisual para podcasts e eventos, com estúdios em São Paulo, inclusive estamos aqui nos estúdios da Cross Host, estrutura completa para quem quer construir autoridade de verdade, se você tem algo a dizer, eles fazem isso chegar do jeito certo. Você, meu amigo empreendedor que tá nos escutando aqui, com certeza você tem alguma dor, alguma coisa que tá pegando, que você precisa estruturar, e algum desses patrocinadores com certeza resolve essas dores. São empresas e empresários, empreendedores à frente dos negócios, curados por mim, com pessoas que você pode olhar de olho fechado, e, pô, depois volta aqui para me agradecer.
Tamo junto, Misa. Pergunta final, meu irmão: 37 anos. Que dia que você nasceu?
9 de maio de 87.
Boa. Sou sou um ano e um mês um dia um mês e um dia mais mais velho que você, que nasci dia 8 de março de 86. [roncando] Meu irmão, a gente ainda na idade a gente acha que eh vamos viver para sempre, né, pelo menos vai demorar para morrer. E tomara que seja assim, a gente com com sem paz, precisamos estar firme e forte na na criação dos nossos filhos. Mas, pô, imagina que voltando para casa aqui, num piscar de olhos você acorda na frente de Deus. Deus olha e fala: “Misael, missão cumprida”. Aí você fala: “Não, mas tô com o bebezinho de 4 meses”. Ele fala: “Relaxa, vai ficar tudo bem”, sabe, te dando aquela paz. Mas a gente acha que é para sempre, né, ou pelo menos vai durar, vai demorar muito, pô. Mas quase 40 anos de de história, bate na madeira, nunca ninguém morreu, nunca ninguém eh se acidentou, espero que não comece hoje, [risadas] mais de mais de 200 episódios praticamente. Mas cara, para trazer peso pra pergunta: 37 anos de idade, cara, com vários projetos, muitas coisas acontecendo, uma baita experiência de vida, muitos ensinamentos, se desse para condensar isso num conselho, que conselho você deixaria?
Seja sincero num mundo de mentirosos, num mundo de covardes, num mundo de gente que tem jeitinho, que vai te prejudicar, que prejudica pessoas, que que deixa gente pobre morrer, que pelo amor de Deus, seja sincero, porque acho que eu acho que a única coisa que Deus vai te cobrar é exatamente isso, é você ter sido sincero. Porque se você for sincero, você vai ser um bom pai; se você for sincero, você vai ser um bom marido, que eu acho que Deus vai te cobrar por isso também, de você ter sido essas pessoas. Eh eu acho que num mundo de gente covarde, mentirosa, acho que essa é o maior… É a coisa que eu falo: meu medo não é chegar na frente dele e ele falar para mim assim: “Cara, tu mentiu, cara? Tu mentiu muito, tu enganou uma galera”. E eu falo assim: “Não, isso faz você andar na linha”.
Andar na linha, exatamente.
Por isso que eu tenho certeza de que isso vai ter um peso no dia do Juízo Final, de você falar assim: “Nossa, mas eu fiz tanta coisa, ajudei o povo…”. Você mentiu, você mentiu, você prejudicou pessoas para se dar bem. Então esse é um preço que eu não quero pagar, total, entendeu?
Meu irmão, prazer!
Obrigado.
Obrigado demais, cara, você é massa. Use e abuse desse conteúdo, esse conteúdo é nosso, vamos para cima, e se você que precisa contratar o Misa aqui e acha que precisa desse reposicionamento, e acha que tá precisando também sair dessa guerra de preços e ir pro para para uma coisa mais focada em margem, Misael é a pessoa que pode ajudar vocês. Misa, obrigado!
Obrigado, viu, valeu de verdade, obrigado.
Para cima, obrigado! Gente, finalizamos, obrigado por assistir até o final. Aqui embaixo tem vários botões, clica em todos para engajar, encaminha esse episódio pro seu sócio, para um amigo empresário, para alguém que você acha que precisa escutar o que a gente conversou aqui. Tamo junto e até a próxima, valeu, valeu, meu amigo!
