O Loop de Growth para PMEs, Member Get Member e a Psicologia do Cliente com Robson Harada | Além do CNPJ (EP #076)

A Ilusão do Funil de Vendas Tradicional

A maioria das pequenas e médias empresas brasileiras opera sob uma premissa perigosa: a obsessão por comprar tráfego e atrair novos clientes a qualquer custo, ignorando o pós-venda. O funil de vendas tradicional trata o cliente como um evento pontual — uma vez convertida a venda, o ciclo se encerra. Contudo, em mercados competitivos, a aquisição contínua sem retenção destrói a margem e sufoca o caixa do negócio.

No episódio do podcast Além do CNPJ, o host Felipe Cassola recebeu Robson Rada, especialista em Growth, Produto e Inovação com passagens por gigantes como Globo, Facebook, Uber, Google, Itaú e Mercado Bitcoin, além de colunista do MIT Technology Review.

Com uma visão pragmática e aplicável do “chão de fábrica” às Big Techs, Rada desconstrói o mito de que growth é uma exclusividade das startups do Vale do Silício e ensina como qualquer empreendedor pode criar alavancas de crescimento exponencial.

1. O Conceito de Growth Loop: Da Aquisição à Recomendação

Diferente do funil linear, o Growth Loop é um sistema retroalimentado. Cada cliente que entra na base é ativado, mantido engajado e estimulado a trazer novos clientes, reduzindo o custo de aquisição (CAC) e aumentando o tempo de vida do cliente no negócio (LTV).

[Aquisição] ➔ [Ativação] ➔ [Engajamento] ➔ [Monetização] ➔ [Retenção] ➔ [Recomendação (Loop)]

Para exemplificar a aplicação prática, Rada utiliza a analogia da Padaria do Rada:

Etapa do Loop Ação Prática no Negócio (Exemplo da Padaria) Indicador Chave (KPI)
Aquisição Atração pelo diferencial: Pão quentinho de hora em hora. Custo de Aquisição (CAC)
Ativação Primeira experiência do cliente degustando o pão com manteiga no balcão. Taxa de Ativação
Engajamento Frequência diária do cliente ao saber o horário exato da nova fornada. Frequência / Recorrência
Monetização Oferta complementar no balcão (Cross-sell de manteiga, queijo e iogurte). Ticket Médio / Margem
Retenção Cartão de fidelidade: a cada 10 compras, ganha-se um benefício exclusivo. Taxa de Churn / LTV
Recomendação Member Get Member: Levar um folheto para o vizinho que dá benefício a ambos. Coeficiente K (Viralidade)

2. A Alavanca do Member Get Member (Membro Traz Membro)

A estratégia de recomendação (Member Get Member) é uma das ferramentas mais baratas e subaproveitadas no mercado B2B e B2C. O cliente satisfeito é o melhor canal de distribuição de uma marca.

“Ligue para os seus 10 melhores clientes e pergunte: ‘O que eu preciso te dar como empresa para você me recomendar a um parceiro de negócios?’. Descubra o que ele valoriza, crie um incentivo de ganho duplo (para quem indica e para quem é indicado) e veja a sua base crescer de forma orgânica.”

3. A Era das Comunidades vs. A Dependência dos Algoritmos

Com a migração das pesquisas jovens do Google para plataformas como TikTok e o avanço da Inteligência Artificial gerativa, o tráfego pago tradicional está ficando mais caro. A grande tendência para os próximos anos é a criação de comunidades proprietárias ao redor das marcas.

Em vez de focar apenas em grandes influenciadores com milhões de seguidores e baixo engajamento, as empresas devem mapear os seus “clientes embaixadores” — pessoas comuns, mas com alto poder de influência dentro do seu nicho, família ou setor corporativo.

4. Ele Fez Acontecer: O Pragmatismo da Execução

Ao ser provocado no encerramento do episódio para deixar o seu legado e conselho de vida aos 39 anos, Robson Rada resume sua filosofia em uma frase objetiva:

“Ele fez acontecer. Pare de papo, pare de desculpas e foque em gerar resultados reais. A vida é sobre execução, pragmatismo e não ter um Plano B.”

Quer aprender a estruturar um loop de crescimento no seu negócio, aplicar o BPO financeiro e dominar o marketing de retenção? Assista ao episódio completo no canal Além do CNPJ!

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E aí ele falou: “Pô, estamos procurando investidor, conselheiro, pô, você não quer entrar com a gente? Porque você manja pra caramba do corporativo, a gente manja de conteúdo de game, etc., vamos unir forças?”. Eu falei: “nossa, para ontem!”. Para mim é sobre a tecnologia, cara, e cripto é inevitável porque a tecnologia é inevitável. Todo empreendedor, seja lá o que ele venda: parafuso, banana, abacate, serviços e afins, você tem que pensar no ciclo de vida do cliente e dar atenção pro cliente nos diferentes ciclos de vida que ele tem. Todo mundo falando em inglês, aí vinham os gringos falar comigo: “Hi, my name is…”. Caras, eu falava: “[ __ ]!”.

Buenas, buenas, buenas, seja bem-vindo a mais um podcast do Além do CNPJ. Primeiro de tudo, muito obrigado por estar aqui para trocar essa ideia com a gente. Pega uma cadeira, sente-se à mesa pra gente trocar ideia de empreendedorismo vida real. E, cara, hoje o convidado na minha frente… Tô muito feliz, tô muito contente aí de, de tá trocando essa ideia com ele. Veio de, veio de longe, não tão longe assim, mas acaba sendo longe porque em São Paulo tudo é longe. E, eh cara, o papo vai ser surreal, eu tenho certeza absoluta. Por conhecer o conteúdo desse cara, por conhecê-lo, sei de que vai explodir tua mente de verdade. A gente, ainda que tá eh muitas vezes empreendendo, e a gente sabe como é a vida empreendedora, muitas vezes a gente tá preso na operação e não consegue olhar pra parte estratégica. Esse cara vive estratégia, estratégia de que ele vai e, com todo o conhecimento de que ele tem, põe estratégia, pequenas, pequenos ajustes aqui na estratégia, resultado enorme. Então isso vai trazer muito insight pra gente aqui, vai ser surreal esse episódio. É um episódio para você assistir na velocidade 1, não coloca 1.5 porque vai ser um baita do episódio. Tô aqui com Robson Rada. Fala, meu amigo!

Meu caro, muito obrigado, viu?

Imagino, obrigado você. Prazer tá aqui, e tô bastante empolgado, especialmente quando a gente fala de poder colaborar, dividir conhecimento com o empreendedor, que é uma das nossas forças motrizes do país, né? Então poder dividir um pouco de conhecimento empírico, né, que eu gosto de falar, né, fazendo dentro da jornada, e poder compartilhar, encurtar a jornada ou poder ajudar de alguma forma, para mim isso é muito bacana, e eu me coloquei isso como missão: eu quero muito poder colaborar com o empreendedorismo no Brasil.

E, cara, você eh na, na tua humildade não, talvez não, não queira falar isso, mas você tá entre os tops do mercado, hein? Imagina que de verdade, falando de growth, assim… Tira o, tira o meu… Modéstia à parte, mas você tá, você tá entre os, os tops.

Ah, não sei se top, mas antigo. Mas antigo não necessariamente é top, porque, cara, os projetos que você toca, cara, são, são bem… É muito avançado, cara, que para você, cara, você… Para você é normal porque é a tua vida, sim, mas cara, fora da, da bolha de que você tá vivendo aí, cara, é surreal o nível de que você chega com as análises de marketing de que você faz de growth. É surreal o que o que você vive assim, é, é basicamente algo que eu sempre tentei fazer na minha vida, assim, todo lugar de que eu trabalhei ou todo toda a disciplina de que eu tava atuando, eu sempre tentei ir muito fundo. Não só na vida profissional, eu sou uma pessoa um pouco intensa, né, então tudo que eu faço eu falo: pô, se eu vou fazer algo, eu vou fazer direito, eu vou ser bom dentro das minhas capacidades, das minhas limitações, e tem coisas que se as limitações a elasticidade é maior, então você acaba se saindo melhor, e tem coisas que a limitação, a elasticidade é menor. Exemplo disso, por exemplo: eu sou aspirante a ciclista, pô, por falta de tempo, por ter tido várias lesões na vida, etc., eu queria ser um baita de um ciclista, mas eu sou o ciclista que eu consigo ser, ainda tô treinando, é um negócio que exige muita dedicação, muito tempo, etc. Então tem uma elasticidade que eu acredito que é menor, sem querer me colocar para baixo. Mas outro exemplo é o poker. Eu comecei… Eu tenho jogo poker até há um tempo, comecei a levar a sério tem sei lá, um ano mais ou menos.

Caraca!

É um ano mais ou menos. Pô, eu estudo para caramba porque eu gostei da dinâmica, eu gostei do, do…

E teu jogo tá muito bom, tá?

Né, a gente joga bastante. Pra quem não sabe, o Felipe, a gente se encontra bastante nas mesas aí.

Você tá cravando uns, hein? Pegou um troféu lindo essa última vez, cara. Aquele troféu lá tava, tava bonito.

Tava bonito. Então eu vou para ir fundo. Então no trabalho, que é algo que é a minha vida, é o que dá o meu sustento, é o que eu, eu, eu, pô, eu tenho a boa venturança de felizmente fazer algo que eu amo. Eu gosto muito do que eu faço: trabalhar com marketing, com growth, com produto, com tecnologia, então eu acabo estudando de forma natural porque tá inerente à minha pessoa, assim. Aí eu acabei estudando mais, e de uns tempos para cá a gente tava comentando antes de começar o podcast, eu sempre quis produzir mais conteúdo, compartilhar mais conteúdo, mas falta de tempo, falta até de talento para isso…

[risadas]

…eu adiei, e aí recentemente, sei lá, tem três, quatro meses, eu falei: pô, vou começar a produzir conteúdo de forma séria. E tem sido muito legal porque os feedbacks estão muito bacanas, e, e vai muito nesse, vai muito ao encontro disso, assim: eu quero ajudar o empreendedor, o profissional de comunicação, especialmente as pessoas que estejam abertas a ouvir experiências de pessoas, de uma pessoa de que, [ __ ], aprendeu fazendo, sabe? Aprendi fazendo.

Vivência total.

E eventualmente, por mais que sejam em lugares mais complexos, sofisticados e tudo mais, o conceito por trás do growth ele é aplicável para tudo, até pra vida pessoal. Então poder dividir, poder compartilhar e poder impactar as pessoas positivamente, para mim tem sido uma missão muito bacana.

Top. E, cara, a tua produção de conteúdo… Você colocou o b.g. dele, né, Tiagão? Mas põe de novo aí o… A produção de conteúdo de que o Robson tá fazendo tá, tá muito boa, cara. Então eh sugiro que, que sigam @robsonrada.eth. É do quê, de Ethereum?

Ethereum Domain, que é o Ethereum que eu tenho aqui também.

A gente vai entrar na, vai entrar nessa, nessa, nessa pegada também. E, e, cara, antes de a gente entrar na no seu dia a dia, no hoje e tal, quais foram as tuas referências, onde você nasceu, presença paterna, materna? Como que foi tudo isso aí, teve, não teve, sim… Eh como que foi as suas referências para chegar na vida adulta, assim?

Boa. Eu sou o filho mais novo de quatro filhos. Eh meu pai é japonês, descendente, nasceu aqui, mas meus avós vieram emigrados do Japão. A minha mãe ela é sergipana, veio, eh ela veio migrada de Sergipe para São Paulo, conheceu meu pai na, naquela época lá quando eles vieram para São Paulo. Meu pai não era… Meu pai do interior também, de Terra Preta, perto de Atibaia, e eu costumo brincar com uma mistura inusitada porque do lado do meu pai, obviamente, naturalmente são dois japoneses, e do lado da minha mãe, eh o meu avô ele tinha descendência portuguesa e minha avó, índia.

Caramba!

E aí recentemente fiz aqueles testes genéticos, né? Gente agora fica pirando com tecnologia, né? E do lado do meu pai eu tenho uma porcentagem razoável coreana, eh que eu não sabia, porque tem muita mistura, né, de coreano no Japão, então é japonês, coreano, e, e do lado da minha mãe tem índio mesmo, amazônico, e, e Europa, países bascos.

Mas por mais que você seja mais mestiço, mais japonês, cara, você tem leves traços indígenas.

É, e o olho é um pouco mais claro também.

Exato, a mistura da hora.

Caramba. Do colégio a galera me chamava de “pastel de coco”.

[risadas]

Porque bem, é bem arretado. Meu pai bem japonês, a gente tinha uma lojinha de eletrônica perto da do meu colégio, a gente morava ali na Saúde, na Mutinga de Jabaquara, e por isso que eu conheço ali a avenida que você comentou mais cedo. E eu sou o mais novo, tenho mais três irmãos, são Cristiano, Roberto, Eliana, aí venho eu. Família relativamente humilde, não é uma família classe média, vai, baixa, comerciante vivendo a vida, sim, total.

Vivendo a vida do balcão.

E microempreendedor.

Você viveu o balcão também?

[ __ ], cara, eu falo assim: é uma escola sensacional. Na época eu questionava muito, era um pouco revoltado assim porque era literalmente, pô, a gente tinha que trampar. Meu pai e minha mãe falavam: “tem que trabalhar, seu irmão foi, seu outro irmão foi, você vai também”. E eu falava: “[ __ ], mas caramba, queria fazer meu rolê aqui, fazer minhas coisas e tal”. E eu tinha que ir mesmo, e eu consertava aparelho eletrônico na loja do meu pai. Meu pai tem uma lojinha de eletrônica, né? E sem preconceitos à parte, né, mas japonês geralmente é lavanderia, tinturaria, pastelaria, eletrônica, etc. Hoje não tem, cara, tem até hoje, mudou um pouquinho a dinâmica, mas assim, a loja ficou lá na Mutinga de Jabaquara por quase… Pô, se tá errado, tá… Se não é 40, é 50 anos, um negócio bizarro.

Caraca, bizarro!

Aí, obviamente, cara, o mercado de conserto, de reparo de aparelhos não se renovou, a venda foi muito mais importante. Eles migraram assim a, a operação pra casa deles, porque meus pais também já estão mais idosos e tal, então meu pai tocando de levinho. Cara, eles fizeram isso a vida inteira, empreenderam a vida inteira, então não é para chegar agora… Ah, então você não vai fazer mais nada. Eles não conseguem, a cabeça não aguenta, e tal. Então cresci nesse ambiente, né, de todo mundo trabalhando na loja, na eletrônica Sakura, inclusive se você tiver um aparelho para consertar, TV, som, vídeo, manda lá que eles são brutos. E, então, cresci nesse ambiente, né, de sempre tá ali, sempre puxado a [ __ ], fazer minhas coisas, trabalhar. E o que foi muito legal para mim é que de um tempo eu fiquei muito tempo no balcão também, então atendia muito balcão e fazia muita visita a cliente, visita técnica, sei lá, com 14 anos, 15 anos já pegava minha maletinha no cliente consertar computador…

Caramba!

…fazer instalação, etc. E me deu muito repertório para ser uma pessoa mais desenrolada, sabe? Atender o público. Para quem sabe, né, [ __ ], você cria aí um, um jogo de cintura, né, de atender, conversar, engajar. Isso para mim foi uma baita escola, e hoje eu reconheço de que é uma escola. Na época eu ficava puto, eu falava: “meu, caramba, tem que trampar, não acredito, caramba, eu sou novo, meu Deus”, tal. Hoje eu agradeço por isso porque foi o que trouxe a minha veia tecnológica pra minha veia marqueteira, publicitária, profissional de comunicação. E aí eu cresci sempre querendo… Não me pergunte por que, eu sempre quis ser publicitário. Eu me recordo de que o Washington Olivetto foi sequestrado mil anos atrás, eu olhava na TV, passava no Jornal Nacional, falava: pô, publicitário, o Washington Olivetto sequestrado. Falei: pô, eu não sei o que é publicitário, mas deve ser uma parada bem massa mesmo, hoje eu vou querer ser publicitário. Aí comecei a entender que tinha a ver com propaganda, etc. E a gente foi crescendo nesse, nesse contexto, e aí na época da faculdade eu comentei para meus pais de que eu queria fazer Marketing e Propaganda. Meus pais: “pô, isso aí não dá dinheiro, mais conservador assim, abre uma lojinha…”.

“Você vai trabalhar aqui na loja do pai”, e tal. Aí eu falei: “não, mas pera aí, eu queria fazer alguma coisa, quero estudar, quero fazer…”. Meus pais não têm faculdade, minha mãe mal completou o ensino médio, meu pai também, e aí eu falei: “não, então beleza, japonês, tecnologia, já tô com aqui na eletrônica, vou fazer Sistemas de Informação, vou fazer TI”. Só que, cara, eu não gostava. Fiz ali alguns bons semestres, tava, sei lá, pouco próximo de me formar, eu falei: “meu, não aguento mais”. Aí eu dei uma pirada, eu fui para uma, fui fazer um curso de permacultura.

Que que é isso aí, cara?

É uma parada muito aleatória assim, mas da hora pra [ __ ]. Num determinado momento na minha vida, aos 17 eu virei vegetariano, e aí queria salvar o mundo.

Eu fui… É, então, mas eu fui 13 anos, [ __ ], dos 17 aos 30 eu fiquei… Tipo, 11 meses não, fui 13 anos, é muito [ __ ]. Eu tô com 39 hoje, fui dos 17 aos 30.

Mas você foi numa fase difícil, hein? Porque hoje é mais fácil.

Sim, sim, internet rudimentar. Então ainda pesquisava, mas eu fui, virei vegetariano quando tinha um… Documentários aliás, se você não quiser virar vegetariano, não assista a esse documentário: A Carne É Fraca, da Nina Rosa. Cara, isso aí, se você assistir, você vai lavagem cerebral, você fala: amanhã você para de comer. Eu parei de comer carne na sequência, parei de comer, e aí eu já tava nessa vibe meio good vibes, tal, “pô, vou salvar o mundo”, tal. Aí eu conheci a permacultura. Permacultura é a arte de você… É, é, é a filosofia de você viver em harmonia com a terra, e tudo que você faz vai gerar um impacto positivo pro meio ambiente e não negativo. Então, exemplo: você vai construir uma casa, você vai construir uma casa… Pode parecer bizarro o que eu vou falar, mas tem um, um, uma técnica, chama Adobe, Superadobe, que você usa a terra do local, você cava fundo para ter um, um, um tipo específico de terra, e você monta os tijolos de casa com sacos ou com tijolos de, de barro, fazendo casas térmicas que não agridem o ambiente. E são casas que assim, tem várias, em incas, maias e tribos, etc., que tem casas de Superadobe de pé até hoje, que no calor ela, ela refrigera, e no inverno ela esquenta, e com materiais do próprio ambiente.

Materiais do próprio ambiente.

Aí se você é uma construção…

Construção autossustentável.

É, e aí tem banheiro seco… Cara, mas é uma ciência [ __ ], não é uma ciência. Nasceu na Austrália isso, e veio, veio pro Brasil, se difundiu pelo mundo. E eu comecei a estudar isso, comecei a pirar, eu achei um curso de permacultura em Pirenópolis. Aí eu fui fazer o curso, falei: “pô, pirei, quero fazer esse curso, negócio irado”, tal, “vou tirar umas férias para ir fazer esse curso”. Era férias de virada de faculdade, de final de ano, de que você tem dois meses, né? Aí eu fui fazer o curso, era um mês vivendo na comunidade. Pirei, falei: “meu, aprendi…”.

Retiro total.

Aprendi várias técnicas, já era vegetariano. Lá eu conheci o crudivorismo. Crudivorismo é um vegano… Crudivorismo é um vegano, né, manja? Vegano que não come ovo, nem, nem leite, nem nada, só que não come nada frito, assado, cozido. É uma culinária de que você faz tudo cru, esquentado com, em forno solar, que ele vai até um determinado grau que você não, não oxida o alimento. E tinha um chefe de cozinha crudívoro que fazia as refeições crudívoras. Eu pirei nisso, eu falei: “caramba, quero…”.

Você virou tipo um bicho-grilo em um determinado…

Eu sou bicho-grilo, eu só não pareço bicho-grilo.

Eu também, é uma coisa de que eu nunca contei aqui, cara, eu, eu sou um bicho… Gosto também dessa pegada meio bicho-grilo, eu já tomei ayahuasca.

Ah, eu também, [ __ ], mano, já tomei, mas já tomei tipo 15 vezes.

Eu já fui algumas vezes.

É Santo Daime?

Então, eu nunca fui no Santo Daime, só que eu fui no xamanismo.

Sim, sim, eu fazia xamanismo também.

E é surreal, é surreal.

É surreal. Só que é [ __ ], é um tema que muita gente confunde e tal, é [ __ ], mas, cara, é isso, [ __ ]. E a primeira vez que eu tomei, minha vontade era largar tudo e viver da terra.

Pois é, mas foi o meu, foi o meu parâmetro, assim, quando eu comecei a ver que, putz, não pode ir nem tanto para cá, nem tanto para lá, e ainda tem uma vida criar um futuro. Quando eu tava nessa comunidade, aprendi várias técnicas: banheiro seco, que você não tem privada, você, você vai lá, faz as suas necessidades e cobre com serragem, ela cai num poço, fosso, tem uma caixa preta, ele é alto o banheiro, cai as necessidades lá, ele tem uma caixa preta que você vai… Ele vai fermentando aquela, aquela, aquela matéria orgânica, e aí você usa aquela matéria orgânica para adubar, não comida, adubar… A adubar terras que não tenham alimentação, porque ainda assim pode surgir alguma coisa. Só que depois de que ele fica fermentando nessa caixa preta, não sobe cheiro, não acontece nada, essa, esse, esse adubo vira um esterco, e esse esterco ajuda a, a, a reflorestar e a melhorar a qualidade do solo da, da região.

Total, porque tudo é química, cara.

É tudo química, total. Essa é uma coisa. Outra de que a gente aprende lá é fazer agrofloresta. Agrofloresta é você não fazer monocultura, é você entender o terreno e falar: [ __ ], se eu plantar uma árvore de copa, ela faz sombra para uma planta rasteira que precisa de sombra, o ecossistema dessa planta rasteira quando polinizada pelas abelhas e pelos pássaros, você pode plantar uma outra coisa aqui que ela vai fazer um ecossistema, e por isso que chama agrofloresta, e você tem várias policulturas, e você faz com que… Porque a monocultura ela degrada a terra, ela só extrai. A policultura, agrofloresta ela vai criando um ecossistema fértil.

Aos meus olhos, isso é quase que uma tendência que precisa em algum momento…

Deveria ter, é, deveria, cara, é que o que dá lucro é você… A monocultura, grandes latifúndios, [ __ ]. Eu tenho um sonho ainda, tá no meu plano, quando eu tiver um pouco mais sênior, mais velho, vamos dizer assim, eu quero ter um sítio onde eu vou ter os meus animais. Eu sou… Tenho uma pira de que eu quero ter uma lhama, não me pergunte por que.

[risadas]

O que que esse maluco tá falando? Quarto podcast, nada a ver a vida aqui. Da hora, que da hora! E eu quero montar uma minha agrofloresta e construir as casas de permacultura, inclusive se você buscar no Google “permacultura construção autossustentável”, você vai encontrar um monte de coisas muito interessantes.

Cara, que top, cara! Adoro essas… Eu piro, dava pra gente fazer um podcast só disso. Mas aí tem que, tem que evoluir aqui. Aí eu dei uma pirada, voltei e falei: meu, eu quero fazer coisas na minha vida que eu ame, que eu tenha paixão e tal. Eu tranquei o curso de Sistemas de Informação. Ah, detalhe: fiquei um mês em, em Pirenópolis, conheci um, um cara muito bacana que é o Marcos Pitombo, pai daquele ator, o Marcos Pitombo, que da Globo, e ele tinha umas terras em São Jorge, em Alto Paraíso, e ele tava… São Jorge ainda era só mato, e São Jorge…

Onde é isso aí?

É em cima de Alto Paraíso, em Goiás, Goiás. Pirenópolis é Goiás também. E aí São Jorge, Alto Paraíso é seguindo, seguindo…

Chapada dos Veadeiros.

Chapada dos Veadeiros, boa. Aí ele começou a montar a terra dele lá, eu fui lá trabalhar com ele, e por pouco eu não fiquei. Mas aí, pô, meus pais: “pô, meu, que que você tá fazendo da sua vida? Vai ficar aí?”. Porque eu falei: não, realmente não dá. É muita decepção, né? Aí eu falei: vou voltar, mas eu vou correr atrás dos meus sonhos. Aí eu voltei para, para ir fazer propaganda, caramba.

Quantos anos você voltou?

Ah, eu era novo, sei lá, eu devia ter 19, 20.

Novo para caramba, já tinha vivido para caramba.

Tinha uma baita experiência de balcão de que deu uma puta experiência, sim, sim. Eu desde… Eu tô na loja desde os 12, nossa, 13, 12, da hora.

Você viveu já intensamente desde, desde moleque.

Sim, sim, desde moleque. Isso, uma rotina muito doida. E aí foi pra publicidade.

Fui pra propaganda, publicidade e propaganda. Queria… Comecei com criação, redação, então, [ __ ], falei: vou ser redator, porque eu queria… Todo mundo com, com propaganda quer ser criativo, né? Comecei como redator, e depois eu arrumei um estágio na TV Globo. Naquela época, eu não acreditava muito em mim, eu achava que eu era meio burro, sei lá. Falei: ah, sou meio burro, sou meio incapaz e tal, aquela coisa de autossabotagem, né? Arrumei o estágio na Globo, voei no estágio, e sempre eu fui nerd também, porque nesse interim eu era nerd de LAN house, jogava Counter-Strike, Starcraft, ficava jogando campeonato. Só que na minha época, hoje eu estaria milionário, na época eu ganhava, ganhava os campeonatos, eu ganhava um mouse, um teclado, né? [ __ ] E, então, sempre tive muito conectado com a internet. Lembro até hoje que meu pai comprou um Itautech, um computador preto antigo para caramba, entregando a idade aqui, e aí eu sempre gostei de internet mesmo, internet discada, sempre fui nerd. E aí eu, quando eu entendi que tava começando a nascer a mídia digital na Globosat, o site, eu comecei a brincar ali de fazer os, os sites dos análises da Globosat pro mercado publicitário, era marketing publicitário. Comecei como estagiário, pô, fui promovido para analista muito rápido, foi uma promoção relâmpago assim, ainda enquanto eu estava estudando, porque o desempenho tava muito legal, sempre fui muito intenso, né, pô, fazer e [ __ ]. E agrega a galera, tal. E aí eu conheci o ecossistema de agências de propaganda, e bizarro, né, gente, é bizarro. Eu, eu achava encantador a galera se estrepar de trabalhar, pô, a galera vira a noite, eu tinha essa pira também, é, nem me pergunte por que, cara. Eu achava romântico o workaholic, nossa!

[risadas]

Eu achava, eu achava, pô, trabalha para caramba, que legal, bacana. E eu falei: pô, quero trabalhar na agência de propaganda, quero ser mídia. Porque eu vi uma palestra do, do Paulinho Camosso no MaxMídia, um evento grande do mercado, e eu me encantei com o ofício de mídia, né, o trabalho do mídia, que é planejar canais para poder colocar a comunicação na frente da pessoa certa, na hora certa, no momento certo. Falei: pô, vou trabalhar na agência com esse cara, que ele tava na AlmapBBDO nesse dia, que era o antro da propaganda, o templo da propaganda: Marcelo Serpa, etc. E eu pedi pros executivos comerciais que Globosat tem executivo que atua com a agência, eu falei: cara, toma meu currículo, manda pras agências, eu quero trabalhar com mídia digital. Pô, negócio de mídia online, esse negócio nem existe ainda, vamos vender TV, vamos vender offline. Então falei: não, quero trabalhar com… Fiquei muito obcecado. “Eu vou trabalhar com mídia digital”. Você, você fez isso porque você já entendia que era um caminho, sem…

Sabia que era o futuro, eu falei: meu, é só aqui. Aí os caras: “não, imagina, isso aí não é de nada, isso aí, isso é golpe, é scam, não sei o que lá, blá, blá, blá”. Fui, “não, de mídia digital”. Aí eu lembro até hoje, alguns executivos pegaram, começaram a passar nos VPs de mídia: “ó, tem um cara na Globosat ligeiro e tal, quer trabalhar com mídia”, e tal. E aí, na época, o Fabrício Proti, que é um grande amigo até hoje, ele colocou na mão do Gadi e do Leandro Fujita, dois japoneses também, na Giovanni+DraftFCB, na época, e eles estavam precisando de um coordenador de mídia, mas eu não tinha experiência como coordenador, devia entrar como assistente. Aí fui fazer a entrevista, e falei assim para eles, principalmente pro Fujita, que é um grande amigo, aliás, tô devendo para ele até hoje presença, vamos dizer assim, falou: “pô, se você me contratar, você não vai se arrepender, cara. Eu vou aprender tudo o que tiver desse negócio, eu vou entregar. Se eu vou tirar o gap de não ser coordenador em meses, semanas”, tal. Aí eles falaram: “pô, japonês ou é maluco, ou é inteligente. Você parece um maluco inteligente, então vamos embora, bora embarcar, vamos embora, vamos embora, vamos embora”. E aí entrei. Na época em que eu entrei, a minha manager, a minha supervisora, ela teve um problema pessoal, um problema de saúde, ela precisou se ausentar e eu fiquei sozinho na conta da HP, que era uma conta de varejo supernervosa, e para vender online antes de Google, antes de Facebook, fazer o banner… É de AdFA, de ad server, um negócio bizarro para subir campanha, supermanual, e ainda para fazer venda online, para fazer venda via banner no site, banner no site da HP para vender laptop, computador em 2010, 2008, 2010. Coisa assim, [ __ ], cara, era muito rudimentar. E aí todo mundo falava: “meu, negócio de internet, você é muito inteligente, negócio de internet não vai dar em nada, o negócio é fazer televisão, tá desperdiçando talento”. Falei: “não, internet é um negócio, cara, internet é um negócio”. Aí de lá fui para a AlmapBBDO, eu sempre tive muita, muita, muita bênção assim de todos os meus desejos, assim, aquela coisa do O Segredo, a mentalidade, mentalização. Quando eu cortei a cena, eu tava lá, o Paulinho Camosso era meu chefe, chefe do meu chefe, no caso. Ele era o VP, tinha o diretor, eu era supervisor, e eu fui para a Almap trabalhar na AlmapBBDO, que era nossa… Quando eu li o primeiro livro sobre propaganda, tinha dois objetivos: ou a Almap ou a DPZ do Dualibi, Petit, Zaragoza, ou a Almap do Aconci Machado, Marcelo Serpa e o Alex Periscinoto. E, e, e cara, eu entrei na, na Almap, isso foi muito louco porque eu comecei… Eu entrei, já tava começando a rolar o projeto da GOL, a gente fez as primeiras vendas de passagem online da GOL, do e-commerce da GOL.

Caraca, você fez parte da internet, da história da internet, bicho! Da hora!

Eu cheguei, o projeto já tava andando, e eu peguei o projeto andando, e o Fujita, ele era o Mestre dos Magos do digital na época, ele veio da Agência Click, que era a agência mais, mais massa de digital que tinha, aprendi demais com ele, se tornou um dos meus melhores amigos. Mas de novo, agora falando, tô devendo para ele presença mesmo, na correria do dia a dia é muito complicado. E aí na Almap eu atendia a GOL e a VISA. Quando a VISA saiu da ID\TBWA e foi pra Almap digital, e a conta offline… Foi muito legal, momento muito bacana também. Aí da Almap fui pra Ogilvy. Na Ogilvy atendi a conta da Claro Digital, era só mídia online.

Só nas tops, hein?

Passei nas maiores, ficaram algumas ainda de que não passei, mas aí da Ogilvy eu fui pra Isobar, Fjord, Isobar, Publicis, e fiquei lá por 7 meses, e aí, agora abrindo o coração, tive um episódio de burnout.

Sério? Com quantos anos?

Seríssimo, seríssimo, porque eu só trampava, por isso que eu não recomendo o negócio de trabalhar… Você tem que ter work-life balance. Hoje eu sou o maior embaixador do, do balanço entre vida pessoal e profissional, porque não é sustentável o mundo, tá complicado, e na época não tinha tantos estímulos online, né? Hoje com esse monte de estímulo, dopamina de rede social, etc., pior ainda a comparação, autocomparação, a vida artificial que você olha de que você não tem, etc. E aí quando eu voltei do burnout, de novo, eu já tava meio obcecado para um próximo ciclo, redes sociais para mim era ser o próprio next big thing. Facebook já tava com operação no Brasil e tal, eu fui convidado para trabalhar no Facebook no Brasil. História engraçada, porque praticamente meu inglês era nulo.

É mesmo?

E eu tive que fazer o setup do inglês e aprender inglês em, sei lá, seis meses, e entrei, consegui me virar na entrevista ali e tal. Fui fazer minha viagem para Menlo Park, meu onboarding. Na época, o Mark Zuckerberg ainda fazia a primeira palestra, hoje ele não faz mais, há muitos anos ele não faz mais. Acho que eu fui funcionário 48, 42, foi antes do 50 dentro do escritório do Brasil. E foi terrível, porque foi minha primeira viagem para os Estados Unidos e, sem saber direito inglês, foi tipo uma semana vendo a boca mexer.

Caraca!

Sabe a professora do Charlie Brown? Eu falava: “mano, o que que eu tô fazendo aqui? Como que eu vou aprender inglês?”. Todo mundo falando inglês, aí vinham os gringos falar comigo: “Hi, my name is John from Australia, leading marketing services for Financial Services”. Eu falava: “[ __ ]! Como é que é isso?”.

Isso era um risco, o pessoal que te contratou sabia que você não sabia?

Sabia, e eles falaram: “ó, vamos tentar e você tem aí um pouco de tempo para fazer o catch-up, corre”. Eu, eu… Pra entrevista eu consegui o básico assim, mas modéstia à parte, eu tinha tanto talento, eu operava tão bem as ferramentas do Facebook, do Google, porque na agência eu operava essas ferramentas, eles falavam: “cara, pela técnica você vem, agora você vai ter que, você vai ter que se virar”. Resumo da ópera: eu voltei, fui pedir demissão, falei: “meu, não vai dar”. Fiquei uma semana lá dentro do quarto do hotel, eu não saía para interagir com as pessoas, ainda bem que eu fui com vários brasileiros que são dos meus melhores amigos até hoje, mas eu tinha morria de vergonha, e eu não deixava claro para as pessoas de que não falava em inglês, sim, porque eu falava: “meu, esse povo vai me massacrar”, tá ligado? E aí voltei, aí lembro até hoje, meu chefe falou, meu chefe na época que me contratou falou: “meu, para de ser bundão, vai correr atrás desse negócio”, e tal. Eu falei: “é verdade”. Eu contratei um professor de inglês de segunda a domingo.

Caraca!

Segunda a domingo, das 20h às 22h, de segunda a domingo, das 20h às 22h, cara. Passou três meses, eu tava desenrolando. Como lá na época, hoje já não é mais assim nas Big Techs aqui no Brasil, mas na época tudo que você fazia dentro do escritório era em inglês, inclusive a reunião semanal do all-together, do all-hands que a gente fazia, era tudo em inglês, então, meu, você vai entrando por osmose, é estudando, entrando por osmose do dia a dia, estudando, lendo, me esforçando, neurótico com o negócio. Aprendi, hoje, putz, o inglês, graças a Deus, é muito bom, e, e passou um ano, um ano e pouquinho, eu já tava respondendo… Mudei de área, tava respondendo para um, para um manager em Nova York, viajando o mundo, vindo para os Estados Unidos, sei lá, uma vez por mês, passar uma semana para levar cliente, etc., e deslanchou, deslanchou. E aí quando eu entrei em rede social, o povo falava: “ih, esse negócio não vai dar certo, rede social não”. Falei: “não, rede social, próxima, próximo, próximo rolê aqui”. Aí depois eu…

Você sempre teve… Você sempre teve muito ligado no edge.

Eu sempre fui uma pessoa muito, muito atenta a ciclo, a tendência. Aí a próxima era martech, aí eu cavei uma oportunidade ali no Facebook para tocar a área de martech de Facebook Marketing Partner. Eu era Marketing Development, desenvolvedor de desenvolvimento de mercado, aí tocava isso, e, e foi muito legal porque também falavam: “martech? Não, ninguém quer mais ferramenta, ninguém quer mais ter que pagar, não faz sentido martech, tal, imagina, vamos, vamos tocar como a gente toca a vida”. Não. E aí eu já botei na cabeça que eu queria ser marqueteiro, falei: “pô, mas eu quero trabalhar num… Cadeira de anunciante”, né? Porque eu já tava… Agência fui, vendas em num publisher, né, num veículo, e aí o meu… Esse mesmo chefe que me contratou no Facebook foi para a Uber, ele foi ser head de vendas para Uber for Business, Uber para empresas, por isso que hoje eu sou uma pessoa, modéstia à parte, bastante entendida do mercado de marketing ou comunicação ou B2B, como a gente fala. E aí ele me chamou para ser head de marketing pra América Latina para montar o time do zero. Foi muito divertido, desafiador, montei o time do zero lá, foi o primeiro hiring, e tocava alguns países, México principalmente, que é uma operação… Viajava muito, ficava, sei lá, uma semana no Brasil e o resto viajando.

Caraca, é bem puxado!

E aí de lá eu fui, fui pro Google, a recomendado pelo próprio Itaú. O Itaú recomendou, que tinha aberto uma posição para atender Itaú e XP, eu fui pro Google, fiquei no Google um tempinho também. E aí meu manager no Google que me contratou foi pro Itaú, e aí ele me puxou para ir pro Itaú para montar o time de growth marketing lá. E eu sempre fui muito conectado a growth.

Quando que começou o o tema growth? Quando que o pessoal começou a usar esse termo, porque até então a galera usava mídia de performance, e growth se resumia a mídia de performance e aquisição.

A Reforge e basicamente com o advento das startups do Vale do Silício, foi mais ou menos quando as startups nasceram, precisava criar uma mentalidade de crescimento exponencial diferente do que o mercado operava no marketing tradicional, e falaram: “pô, como que a gente cria uma mentalidade de crescimento que é sustentável, exponencial, olhando um ciclo de vida?”. Então é aquisição e ativação, engajamento, monetização, retenção, fidelização, recomendação, isso vira um looping, e aí criar metodologias de teste, experimentação e situações que você consiga adquirir o cliente. Ativar ele, porque não adianta só você trazer o cliente para dentro, ele tem que ativar o seu produto, manter ele engajado e tirar, né, e gerar mais receita com ele, e gerar fidelização e recomendação desse cliente, né? Isso que é o growth, cara.

E entra no… Cara, é uma jornada complexa o growth.

Growth loop, chama growth loop, é um looping, é complexo demais porque…

Diferente do funil de marketing.

Exato, porque o funil de marketing converteu, tchau.

Exato, exato.

Você tem que ficar retroalimentando, então eu digo assim de que o termo começou a escalar, vamos dizer que 2014, 15, 13, mais ou menos ali na, nesses dez altos de, dos anos 2000 começou a ganhar mais relevância. E aí fui pro Google trabalhar com Itaú e XP, aí meu manager foi pro pro Itaú, me levou pro Itaú para montar a área de growth marketing, que eu era responsável por mídia, martech, analytics e growth como um todo. E aí, nesse interim, eu já, já sou investidor em cripto tem um tempo, do blockchain, Web3, criptoativos, e tal. Na época teve um engajamento com o SoftBank, que era um dos maiores investidores do Mercado Bitcoin, e aí o Mercado Bitcoin fez um engajamento comigo para uma posição de CMO, que fazia parte no meu plano de carreira. Já tava muito focado em growth, [ __ ], quero expandir os horizontes, quero conectar mais art and science, branding, content, social, etc. Daí fui pro Mercado Bitcoin, peguei um momento muito duro de bear market, né, o mercado cripto deu uma arrefecida forte. E resumo da ópera, no final do ano passado voltei, um novo engajamento com o Itaú, e voltei pro banco agora pela primeira vez não numa cadeira de marketing, numa cadeira de produto, né, product growth, onde eu toco growth na visão de produto pro produto de Itaú Empresas, que é o B2B do…

Que legal, cara!

É, então tá bem focado em produto agora, é produto, é growth, mas é numa visão muito mais dentro da área de negócio do que dentro da área de marketing. E tem sido muito legal porque, de novo, algo que eu fiz muito na minha carreira foi eh aglutinar experiências diferentes para me tornar um profissional mais completo, assim. Então, pô, trabalhei em veículo, trabalhei nas techs, trabalhei com mídia, trabalhei com planejamento de mídia on, off.

O, o que eu vejo é isso, [ __ ], você tem uma visão [ __ ] da operação num todo, sim. É tipo cara, uma visão holística que você tem, cara, muita referência, muita referência, não só referência, também o fato de você ser esse cara doidão, entre aspas, e curioso, e até referências de comércio, tal, isso faz com que… Porque se você pega uma, um par de marketing, é um cara meio travadão ali, até conversa bem, mas não tem uma visão de negócios e tudo mais, uma visão meio empreendedora, tomar risco. Então você consegue ter uma visão meio que completa assim, além do marketing, cara.

E sabe o que mudou muito a minha vida: eu lembro, tinha algum chefe meu, e até isso é uma máxima de vida assim, só existe uma profissão no mundo: vendedor, é isso. E quando eu passei nas techs, eu fui vendedor, cara, isso me deu uma visão de senso de urgência, negócio, resultado. E como vendedor nas techs, eles têm uma venda muito consultiva, então meu trabalho era fazer as empresas investirem mais na, na minha carteira, mas não porque eu sou legal, porque eu levo para almoçar, mas porque eu crio estratégias que dão resultado pro negócio do cliente, e como, como contrapartida ele fala: “pô, tá dando resultado, vou botar mais dinheiro”. Bota mais dinheiro, bato minhas metas, bato minhas metas, ganho dinheiro. Então isso me deu um, um cacoete de olhar para qualquer lugar em que eu trabalho como um realmente um negócio de vendas, e eu preciso vender. E eu vendo de N formas: usando marketing, usando growth, usando mídia, usando seja lá o que for. Então isso foi muito bacana assim, foi uma de umas… E a pressão, né, você aguentar a pressão da meta, meta diária, meta mensal, meta semanal, meta de reunião, meta de ligação, meta de tudo, metrificar tudo, putz, isso foi muito massa assim, me deu bastante repertório assim que agregou com a passagem de marketing, agregou com a vivência de cultura de Big Techs, metodologia de OKRs, de que, pô, aprendi no Google mil anos atrás, ajudou na visão de você entender como é que é trabalhar com talento de sensibilidade muito alto, uma densidade de talento muito alta, né, de você entender como que você mexe as alavancas de uma operação para extrair o resultado, métricas ledger, métricas pocs, foi muito massa a vivência de vendas. Mas eu sou um cara apaixonado por comunicação, né, e eu sempre fui, desde menino, que eu falava que queria ser publicitário. E aí acho que, assim, se eu fosse trazer para valor presente, com toda modéstia, acho que eu sou, se eu fosse vai me qualificar, eu sou acho que a pessoa que mais, uma das que mais sabem fazer a interseção de tecnologia e comunicação, tecnologia e marketing.

Trazer isso pro, pra vida real.

Exatamente, exatamente, acho que isso é um grande diferencial hoje do profissional. Saber de tecnologia, você não tem que ser fluente, mas você tem que saber de tecnologia, e essa interseção ela é muito bem-vinda porque a tecnologia também te traz a visão analítica, a visão de dados, a visão de negócio, a visão de resultado. Qual a visão de marketing quer comunicar, e mensurar, e melhoria contínua faz com que você sempre esteja buscando coisa nova, experimentação: pô, vamos experimentar um modelo novo, aprender fazendo. Tipo, na Uber aprendi de várias coisas legais de modelo de venda B2B. Putz, hoje eu uso para N coisas, né? Então essas experiências são muito boas pra gente poder… O repertório dá repertório.

Exato, e, cara, uma coisa que a gente tava conversando nos bastidores: pô, eu acompanhando tua vida, eu te conheci eh mais, mais próximo do do teu conteúdo e tudo mais no Clubhouse, quando deu aquela bombada lá, e a gente, eu tava na, naquele dia de que a gente, que viramos a noite. Você também tava.

Eu tava, no fatídico dia em que passamos mais de 24 horas conectados.

Conversando, conversando, todos os maiores influenciadores. Eu não era ninguém na época, também não acho que seja, mas, mas eu também não tinha, eu não tinha nada de seguidor, cara, e uma sala superconcorrida, [ __ ], virou um buzz, o FOMO da galera lá fora de querer participar, mas eu viralizei no Clubhouse, minha melhor base de seguidores…

Viralizou, você foi fortíssimo no Clubhouse, e quando você levantava a mão lá, todo mundo parava. Você, você conseguiu ganhar uma moral boa no, no Clubhouse graças ao teu conteúdo, de que você chegava e você falava coisa muito de que agregava, né? E você tava vivendo várias experiências, você tava falando de coisa que aconteceu semana passada, então você vinha, você vinha trazendo assuntos muito relevantes de vivência. Enfim, e aí, cara, quando eu olho, eu falo assim: cara, agora de que eu tô acompanhando, eu tô te seguindo, tô vendo a gente tá jogando poker, e aí uma hora você tá jogando poker, aí depois você tá pedalando, e aí você tem… Você tá num, [ __ ], numa cadeira extremamente importante na, na empresa em que você trabalha e de que não é fácil sustentar, tá? E N coisas, empreende, tal, tal, tal, [ __ ], de que esse cara, qual é o hack? Como ele tá, como ele tá fazendo? Então, cara, é você é um cara multitarefa total. Você pedala, como eu te falei, você joga poker, joga bem poker, eh manja pra caramba de growth. Qual o segredo disso aí, cara?

A gente tava falando mais cedo, tem um segredo que aí é roubar no jogo, que basicamente é: eu hoje não sou casado, não tenho filhos, eu tenho 39 anos e até hoje eu não, não cheguei a casar, não tive filhos na minha jornada ainda. Eu ainda pretendo ter, eu quero, eh mas as coisas não, não se conectaram…

Se conectaram.

…para isso. Durante muito tempo eu privilegiei trabalho erroneamente, tá? Eu digo que erroneamente, pode ter sido dado certo agora e tal, mas, pô, podia ter privilegiado outras coisas, mas foi muito tempo assim. E o fato de eu viver basicamente para mim, vamos dizer assim, sem, sem nenhuma carga egóica aqui, eh faz com que eu, e eu tenho acho que nível de energia alto, faz com que eu queira fazer um monte de coisa. Então eu consigo me dedicar muito bem ao meu, ao meu trabalho core, porque é onde eu devo toda a minha grande responsabilidade profissional e todo o respaldo pela empresa que eu visto a camisa literalmente. Mas sobra tempo depois, né? Depois da noite, eu falo: pô, vou pra casa ficar assistindo Netflix, né? Às vezes eu faço também, às vezes eu chego em casa, falo: nossa, quero assistir Netflix, quero ficar com a minha cachorra. Tenho uma filha que é minha cachorrinha, a Yoga, que ela é maravilhosa, amor da minha vida. E, e eu falei: pô, mas eu quero dividir, eu quero, pô, aí me chamaram para ser professor numa escola de negócios, da Blank, eu sou professor da escola da Blank. Aí eles já fizeram um D com comigo de que eles me ajudariam com a minha produção de conteúdo, que eu não tenho tempo de fazer, não tinha nem saco para fazer. Eu falei: pô, legal, vamos fazer. Eh sou conselheiro de, de algumas organizações também, invisto em algumas empresas, mas nada operativo, porque eu não posso, meu, meu core operativo é onde eu trabalho hoje. E, e mas eu não faço, não é nem pela grana, não é nem pela ganância, não é nem ambição, eu faço porque eu falo: mano, eu quero compartilhar, quero fazer coisa legal, quero…

Do teu jeito dá pra perceber isso.

E eu quero ver coisa diferente. Eu sou uma pessoa muito entediada, então se eu não tô vendo muita coisa diferente, sei lá, eu entro quase em depressão, assim, eu falo: nossa. E eu tenho meus altos e baixos, não tô sempre, nossa, no meu máximo produzindo, não, não tô, impossível, ninguém tá, eh sempre tem os altos e baixos. Só que uma coisa que eu aprendi na minha vida, eu tenho aprendido a duras penas, muita terapia, muito autoconhecimento, é: todo mundo tem alto e baixo, o segredo é você não deixar o alto ser muito alto e o baixo ser muito baixo. Pode ser meio clichê o que eu tô falando, tá, mas você ficar numa meiuca e você se perceber: “opa, tô numa baixinha aqui, vamos…”, né? E o fato de eu fazer um monte de coisa não me deixa entrar no buraco, exato, não tem tempo, não dá, não dá. Eu falo: meu, gente, e pessoas dependem de mim. E tem uma coisa que eu não fiz direito na minha vida que já tá aqui no meu radar, eu já tô vendo as entidades que eu quero participar, é trabalho voluntário, ainda não, não tive, não me dediquei, [ __ ], eu faço doação, ajudo casa de animal, dou ração, não sei o que, mas é atenção mesmo, né?

Atenção, atenção, isso é uma coisa que também me, me chama porque eu falo: cara, tá, agora não dá, mas isso tem me cobrado, tem me cobrado, tem me cobrado, não porque eu quero ser o herói, não porque eu quero ser o bom moço, é porque é uma coisa que tá dentro de mim assim, eu falo: pô, eu quero devolver, e é da hora, tem que devolver mesmo, eu acho que é legal. E aí, resumo da ópera, é isso assim, acho que eu acabo conseguindo fazer um monte de coisa porque eu tenho muita vontade, muita energia, sou muito inquieto, sou muito curioso e entediado. E esse monte de coisa me mantém bem, me faz feliz, não é fazer forçado, sabe?

Você é hiperativo ou não?

Olha, eu nunca fui diagnosticado, mas eu duvido que não seja.

É, você, você é hiperativo. Não sei se você tem transtorno de déficit de atenção, acredito de que não, mas…

Nunca fui diagnosticado, mas não duvido que tenha.

Hiperativo para caramba! E assim, eu, eu fui diagnosticado TDAH na, antes de virar moda, certo? Eu fiquei superchateado que virou moda, porque aí eu perdi minha originalidade.

[risadas]

Mas eu, tipo, cara, eu tava na faculdade, e uma professora de, quando uma professora de uma aula que eu adorava, eh percebeu alg-, alguns traços durante a aula, e ela falou: “cara, vai ver”. E na época eu nem sabia o que que era. O fato de ela pedir para eu ir passar com um psiquiatra, eu já tinha levado até isso meio que na, na maldade, mas enfim. E, cara, isso me ajudou demais. Eu tomei remédio por um, por uns, por um, um ano, um ano e pouco. Depois eu fui a um outro médico, de que ele não era a favor de remédio, ele falou: “cara, o remédio já te ensinou isso”. E aí ele, e de fato o remédio ensina.

Com certeza.

Ele serve para regular o equilíbrio do… Regular ele. E ele te, e o cara tava, o segundo médico que eu fui, ele falou o seguinte: “cara, eh imagina que o seu cérebro ele, ele é uma pista de neve, então as sinapses, que são os seus pensamentos, como eles, eles funcionam, eh ele, quando acontece a primeira vez, a, a neve fica marcada. Então quando você, os próximos esquis começam a descer, tende a seguir o mesmo caminho. O remédio, ele não serve para te ensinar coisas diferentes ou para regular você, ele só faz nevar de novo.

Boa!

Então ele esconde os caminhos, então ele você conseguiu e escrever outros caminhos.

Legal!

Não precisa mais dele, e começa a tirar. Só num dia muito ruim e tal, você toma. E nunca mais tomei, cara. Isso desde os meus 20 anos, tô com 35, 15 anos atrás, 15 anos que eu nunca tomei. E aí os remédios que eu tomava, que era Ritalina e Venvanse, ficaram na moda, então tipo virou M&M’s o negócio, vende na banca de jornal lá na… Você vai lá, troca. Não tem moeda de R$ 1 real, mas tem Ritalina. Então pegou, pegou a moda disso aí. Mas, cara, e eu vejo de que da mesma forma que isso é um, de um uma, um ponto fraco, isso para mim é um [ __ ] ponto forte.

Eu acho também.

Porque se você sabe canalizar essa energia aqui condensada, cara, eu durmo sem brincadeira, se eu começo… Eu posso estar morrendo de sono, se eu dormir, e por acaso no meio da noite eu acordar 3 horas e meia depois, eu não durmo mais.

Eu sei como é que é, já era.

E não é, isso não é insônia, se eu simplesmente já descansei 3 horas e meia, 4 horas de sono, já é o suficiente pro meu corpo e pro empreendedor, isso é até muitas horas. Mas assim, não é: “ah, nossa, você foi dormir às 22h, você acordou 2h30 da manhã, você tá com insônia”, não, o meu corpo se recusa a voltar a dormir desde moleque.

Porque já tá descansado, bicho, levanta!

Eu não gosto de dormir, eu quero trabalhar, eu quero fazer as coisas acontecerem.

E você tem essa pegada também. Então, cara, é isso, sabendo canalizar, é um poder, cara.

Sim, não, com certeza, assim, quando, quando eu comecei a entender isso, eu falo: por que que eu sou tão entediado? Por que que eu quero fazer tanta mudança e tal? Por que que eu tenho tanto fogo, fogo no, fogo no cu, na bacurinha? Aí eu comecei a entender como que eu uso isso a meu favor. Aí eu comecei a usar a meu favor mesmo, de fazer essas multicoisas, mas de novo, sempre com a premissa de que o que eu vou fazer, eu vou fazer direito, total, não vou fazer meia-boca também. É movimento desproporcional. Eu sou muito competitivo comigo mesmo, e me cobro demais, né, atal terapia, assim, pô, me cobro demais, eu sou muito duro comigo mesmo. Eu: “se quer fazer, faz direito”. Só que, cara, ninguém é perfeito, tem um milhão de imperfeições, de defeitos, de, de situações que… Mas o, o que é muito, muito legal nessa, nessa jornada toda é pô, ver o feedback do que acontece, não só o que você tá fazendo no seu trabalho, mas o que acontece com as pessoas também ao seu redor. Então isso eu acho muito legal, assim, eu sempre fui uma pessoa muito agregadora, muito, muito dinâmica, mas ao mesmo tempo na vida pessoal, às vezes eu sou meio jacu, assim, porque, pô, às vezes não quero ver gente, às vezes, fala: [ __ ].

É mesmo, cara?

Cara, quando eu era moleque, eu fui dono de festa rave. Então, cara, já fiz um…

Caraca, que da hora!

Muito louco, de tudo um pouco na minha vida. Então eu ia muito para rolê, para balada e tal. Hoje eu fujo de balada, não saio mais, hoje o meu rolê é ir jogar poker, é assistir Netflix na minha casa. Eu montei uma baita estrutura de cinema em casa, então eu tenho um [ __ ] rolê legal em casa para assistir, assistir anime, que eu adoro, e viajar, cara. Minha paixão é viajar, [ __ ], e esse ano eu não fiz nenhuma viagem ainda, cara. Ano passado, ano passado, cara, até tem um vídeo no meu Instagram, eu viajei, eu posso dar uma olhada aqui para você, cara, eu viajei, foi bizarro assim. Depois eu, depois eu ponho o link do, do post aqui. Foi uma coisa bizarra que aconteceu, mas resumo da ópera, cara, acho que eu viajei alguns, umas dezenas de milhares de quilômetros pelo mundo, porque foram situações que me permitiram fazer isso, porque aconteceu de eu ter férias no ano passado, e quando eu fiz a mudança, a transição da última empresa para onde eu tô agora, eh eu negociei uma entrada mais pra frente, e aí eu tive mais umas férias, então eu consegui fazer duas grandes viagens aí ano passado. Eu fui pra Europa, fiz um rolê muito legal, minha irmã mora em Paris, né, mora na França, e então sempre acabo indo para lá, mas eu fui pra Paris, aí eu fui pra, pra Espanha, fui pra Islândia, pra Suíça…

Caraca!

…e pra Itália, [ __ ] que delícia! Baita rolê legal. E aí depois, eu, quando eu tive a oportunidade de tirar mais unmas férias antes de começar na empresa nova, eu fui pro Japão, e eu nunca tinha ido.

Origem total!

[ __ ], origem total, fui visitar a casa onde meu avô nasceu, nos confins do cafundó do Juda, foi um rolê surreal.

Sozinho você foi?

Eu fui sozinho. Depois, na, na segunda metade da viagem, na ocasião, hoje eu não tô mais, mas era a minha, minha ex-namorada foi, foi comigo, depois a gente foi pras Filipinas. Aí, resumo da ópera, cara, eu fechei o ano viajando, rodando, né, um total de… Vamos ver aqui. Como você tem essa métrica, cara? Tem um app que fazia um vídeo de todos os lugares de que você viajou, e ele fica…

Que louco!

É louco isso aqui, cara. Eu vou postar aqui depois para você, ele mostra todo o rolê que eu fiz no mundo inteiro.

[ __ ] que pariu!

12.000 km, 12, 12.000 km, cara, 12.000 km de viagem. E aí ele vai mostrando tudo que você fez no mundo.

Que da hora!

Eu vou te mandar aqui, isso aqui, pera aí. Além de ser patrocinador, depois você, você posta para o seu, para a sua audiência ver.

Vou postar, vou postar no link da bio para vocês.

Boa, cara. E o app, ele, ele é muito louco, ele fica mostrando nos… Muito louco. E eu fui para os Estados Unidos também no ano passado, e até viagem nacional, nacional, fui, fui pra Jericoacoara, voltei, aí fui pro Fasano, não sei o que lá, onde você precisa registrar as viagens, você vai registrando. Você vai registrando, ou ele pega o seu histórico do Google Maps, mas eu não deixo meu histórico do Google Maps ativado, eu fui registrando, fiquei uma cota fazendo, sabe aqueles vídeos de final de ano? É no vídeo de final de ano para comemorar o ano.

Mano, que louco!

Muito top, louco! Isso aqui é louco. Era muito legal. Então assim, viajar também para mim é uma [ __ ] uma missão de vida, esse ano eu não fiz uma viagem ainda, eu tô quase morrendo, ainda assim tô louco.

E a minha esposa também, a gente ama viajar, e a nossa bebezinha nasceu, [ __ ], e quando nasce, imagino, quando nasceu…?

Nasceu em março… Em fevereiro.

Fevereiro, caramba, é…

Pai de primeira viagem.

Delícia demais!

E aí o tempo, e o seu tempo, essa canalização de energia fica nisso. Eu também quero ter a minha oportunidade, sabe? Então assim, mas hoje você pensa assim, tava comentando mais cedo para você: imagina todo o seu tempo sem seus compromissos matrimoniais e, e hoje agora a sua filha, você tem um, acaba sobrando tempo, você sabe que sobrou tanto tempo de que você empreendeu para caramba, teve sucesso e tal, cara. E ter filho, você para de viver para você, com certeza, é tipo… Antes, as pessoas falavam isso, só de que eu não, não acessava, e você vai acessar quando você tiver. Um exemplo, cara: eu tava comentando até com, com o entrevistado anterior, tipo, idiotice, tá, mas nunca gostei do de cinto de segurança. Uhum, uhum. Sabe, nunca gostei, sei lá que [ __ ], eu, eu, eu plugava ele em cima só para não ficar apitando o carro, caramba, idiotice. Não gosto nem de, de compartilhar porque eu não acho bonito, não é mesmo. É besteira, cara, por besteira, cara, que idiotice é essa, amassar a camiseta, sabe, [ __ ]. A questão é: cara, agora eu uso cinto, sabe? É uma bes… Uma besteira, mas assim, é tipo, em tudo eu tô muito mais conservador e tal, porque eu falo: cara, agora eu tenho uma cria.

Que legal, que legal!

Nossa, que legal, cara! E agora indo agora pro seu lado empreendedor, cara, junto com tudo isso você tem vários outros negócios, e negócios de que você investe e tudo mais. Um negócio de que inclusive o universo de games de que eu quero me aprofundar nisso, então até o seu… É porque assim, você, você por tá muito antenado em tecnologia, inovação e tudo mais, até o jeito, o, os lugares em que você empreende, os, os nichos em que você empreende, por mais que é um nicho muito conhecido por você, é o nicho fora da bolha total. Você tá empreendendo num jogo.

Não só o jogo, eu tô, eu sou investidor também, conselheiro de uma empresa de uma startup de que é uma rede social Web3, de que é a SouPrime, de que é uma rede social baseada em blockchain de que você é remunerado pelo consumo de conteúdos. Os anúncios de que você assiste, você é remunerado direto pelo anúncio.

Caraca!

Você assiste uma propaganda do, da empresa X, você recebe um pedaço do valor via blockchain com os tokens dentro da rede social, enfim, [ __ ] projeto irado do Fabiano, e eu sou investidor deles e conselheiro, e não… É irado porque assim, você descentraliza…

É descentralização pura.

Você descentraliza a rede social.

Descentralização da rede social, e é um projeto, cara, de que eu tenho muita confiança. O dia que o Fabiano veio me apresentar o projeto, ele tava procurando conselheiros e tal, eu falei: “mas qual que é a ambição?”. Ele falou: “cara, eu vou ser maior que o TikTok e o Instagram”. Eu falei: “pô, gostei, ou você é um maluco, ou você sabe o que você tá fazendo, eu prefiro apostar aqui nos dois, que você é um maluco que sabe o que tá fazendo, vamos embora”, e tal. Então são negócios muito fora da bolha. Ali tem o El Hero, de que é esse game de que eu tô desenvolvendo, de que olha só como é legal o networking de que você vai fazendo com as coisas, com as atividades da sua vida fora da vida profissional: conheci ele no poker, num torneio de convidados do PokerStars, no WTC. Conheci o El Gato, que é um influenciador de games superfamoso, que é um cara gente boa de tudo. E aí conheci ele num jogo, num torneio, viramos amigos, tal, fiz um torneio na minha casa, convidei ele. Eu faço um home game na minha casa, que aliás você está me devendo, né? Você está sempre convidado, fala: “vou, baby, vou, baby”. É, mas tudo bem, você tem uma boa desculpa, porque é sexta-feira à noite, não é tão trivial, mas agora o home game tá bombando. Mas eu vou, cara, sexta-feira vai ter um gigante, já tá sold out, é tá sold out, você colocou…

Colocou duas mesas?

Vai ter duas mesas, vai ter duas mesas. E nesse home game ele começou a contar o, o rolê do jogo dele: “pô, tô desenvolvendo um jogo”. Falei: “como é que é?”. “Pô, é basicamente um jogo de battle royale”. Battle royale é tipo PUBG, Fortnite, Free Fire, de que você tem uns bonequinhos que caem no mapa, e aí vocês vão lá fazendo, né, se matar, vamos falar assim, se matar. Vocês entram num competitivo saudável para ver quem fica de pé até o final, até o final.

O El Gato é o que joga poker no Gabi também?

Isso, ele… Eu levo ele pro, pro, pro, pro Gabi, sabe? Ele é influenciador de, ele é gigantesco, tem 5 milhões de seguidores, ele fundou a LOUD, uma das grandes, que é uma das maiores orgs de games do Brasil e tal. E nesse…

Joga, cara?

Joga bem pra caramba, ele é um maluco, joga bem pra caramba, e vive me dando umas bad beat, vive me dando umas bad beat nele, viramos melhores amigos, sim, cara do bem pra caramba, [ __ ] cara legal, cara dos nossos assim, sabe? E aí ele começando a contar, ele falou: “pô, mas conta mais”, tal, não sei o que, “mas aí que que eu vou criar um mecanismo dentro do jogo que é como se fosse um poker”. Falou: “como assim?”. “Ele vai ter um que a gente chama aqui de cash game, que as rodadas você vai cair lá 10 pessoas, cinco contra cinco, ou, ou 10 cada um contra si, né, cada um por si, e antes de começar a rodada você vai fazer um, um aporte, é, vai colocar um aporte, colocar R$ 1,00, aí tem 10 pessoas, R$ 10,00, no final da rodada quem ficar de pé leva o, leva o prêmio, leva o pote”. Aí eu olhei para ele, falei assim: “tá, mas não existe isso ainda?”. Aí ele falou: “não”. Falei: “não é possível, cara, [ __ ] ideia [ __ ], não é possível, não é possível, não é possível!”. E ele só unificou duas coisas, assim, tipo, só, né, mas assim, eu sei que já tentaram fazer, mas eu não vou entrar no mérito das N razões de que não deu certo, mas assim, algumas publishers já tentaram, tal, mas cara, quando ele contou, eu falei: “cara, isso é brilhante, não é aposta, não é aposta, não é aposta, é torneio, você tá recompensando pelo, pelo sucesso da pessoa, pela performance”. Hoje no game quem que ganha dinheiro: os jogadores. Você tem que entrar numa, ó, ou você tem que virar influenciador, ou seja, é menos do que o, do que 1% do, do 1% do 1% da, da pirâmide do, dos games. Muita gente quer se profissionalizar, e se você faz um negócio legal, cara, você pela performance você vai ganhar. E posso falar, isso se, se vinga, de que vai vingar, você vai criar uma disrupção no game, todo mundo vai ter que se adaptar.

[ __ ] disrupção! É uma [ __ ] disrupção! Eu falei: “cara, isso é coisa de maluco”, tal. E aí ele falou: “pô, estamos procurando investidor, conselheiro, pô, você não quer entrar com a gente? Porque você manja pra caramba do corporativo, a gente manja de conteúdo de game, etc., vamos unir forças?”. Eu falei: “nossa, para ontem!”. E hoje eu sou investidor deles, né, e sou um sócio não-operativo, obviamente, e dou muito meus pitacos. E parte dos pitacos que eu dei: o jogo ia ter um nome, eu falei: “cara, mas ele chama El Gato”, falei, “vamos chamar o jogo de El Hero”, [ __ ] El Hero, legal pra caramba, tal, legal, legal. E eu criei o slogan, porque marqueteiro, né, falei: “ó, e tem um slogan aqui, é o El Hero porque todo herói merece ganhar”.

[ __ ]! “Todo herói merece ganhar”. Que da hora!

Tal, não sei o que lá, blá, blá, blá, e começamos o engajamento, começamos a desenvolver. Já lançamos o alpha, vocês já lançaram, vocês fizeram engajamento já, vocês, vocês fizeram um buzz [ __ ] já, irmão. A página teve 1,5 milhão de seguidores em menos de uma semana.

Cara, vocês criaram um buzz [ __ ]!

A gente botou, quando a gente abriu a comunidade no Discord, a gente colocou 100.000 pessoas, 50.000 pessoas em 24 horas no Discord. Isso é muita coisa, é muita coisa.

Como que vocês fizeram assim? Como que, cara…

O poder da comunidade game é [ __ ], e o El Gato tem uma força gravitacional bizarra, gigante, o cara é [ __ ], tem uma comunidade ao redor dele muito engajada, porque ele foi um dos primatas do game aqui também, entre ele, entre outros. E quando a galera… E assim, sabe como viralizou o jogo: ele fazendo uma live para 200… A gente até: “pô, sua live tem 200 pessoas”, não sei o que, uma live para 200 pessoas, ele comentou: “tô desenvolvendo um jogo, família, ah, vai ter um cash game dentro do jogo, e você vai, vai poder colocar um aporte e tal, no final o vencedor ganha, vai levar o dinheiro”. Uma pessoa viu, fez um corte, viralizou o corte…

[ __ ]!

…aí meu filho, aí já era, já era, explodiu. Aí demos o nome de El Hero, aí demos o slogan, aí começou, foi no Groselha Podcast, foi no Flow, não sei o que, lá, lá, lá, lá, aliás, é um cara legal você trazer aqui um dia.

[ __ ] legal, tá convidadíssimo, pode deixar.

Pode deixar, eu faço a ponte. E, cara, o negócio pegou uma proporção gigantesca assim, num, num nicho de que eu sou apaixonado, que é games e tal, tecnologia com a Moonite, que é a produtora, né? Então a gente tem outros sócios lá, então o outro sócio é a Moonite, que é a produtora, tem o Kio, tem o… Tem uma galera de que, meu, na minha cabeça fazer um jogo é um [ __ ] de um trabalho, mas cara, a produtora é a galera de Recife, e a galera de Recife é cabeçuda pra caramba em tech, você sabe, né, que é o Vale do Silício do Brasil, do Brasil, e os caras são muito bons. O Artur, que é o CTO lá, o desenvolvedor, o cara é bom pra caramba. O jogo tá lindo, tá na fase alpha, tá fechado só para alpha tester, tá avançando demais pra caramba. O jogo tá lindo, os gráficos, tá na fase alpha, vai lançar o beta daqui a algumas semanas e vai ter a season 1, vai ter vários anúncios bombásticos que a gente vai fazer, de que a gente comentou no off aqui, mas não posso falar, e pô, tô muito animado porque é aquela coisa que eu faço no meu tempo extra, né? A gente faz uma reunião toda semana das 20h às 22h…

Caramba, que da hora!

…que é o horário bem fora do horário de trabalho, assim. A minha premissa básica é nunca trabalhar, nunca atrapalhar o meu trabalho core com com com os meus…

Você fala, senão você acaba se debatendo e você não faz nada direito.

Não existe compromisso de segunda a sexta, das 9h às 19h, das 9h às 20h, que não seja o meu trabalho core, tanto que o podcast aqui eu pedi para gravar 20h.

E como que o jogo tá em termos de investimento?

Olha, ele é bootstrap, tá? Ele é total fundeado pela gente, e não estamos buscando nesse momento investidores, mas estamos conversando com algumas empresas e já chamou muita atenção o jogo, já incomodou e já agradou muita gente. E a gente acredita de que, putz, tem tudo para ser um negócio muito legal.

Só o fato de incomodar e agradar já mostra que tá no caminho.

E tem sido uma experiência de empreendedor muito legal, assim, sabe? De olhar, e eu tô aplicando estratégias de growth, de trazer técnica, trazer OKRs, a gente montou OKRs para uma operação. Falei da estratégia: pô, vamos fazer member get member, vamos fazer um member get member legal de pra gente poder fazer um growth loop aqui dentro do WhatsApp, etc. Então, [ __ ], isso é muito legal, cara. Tem sido muito divertido.

Top, cara, sensacional! E é El Hero, né? Tem o… Como é o, a, o… El Hero?

@elherogg, deixa eu pegar aqui, porque você tem uma ideia, se você procurar, tem centenas, senão milhares de perfis falsos copiando. É @_elherogg, é o que tem 460.000 seguidores.

[ __ ] quanto perfil falso que filhos da [ __ ]!

Tem, tem gente de má-fé, mas tem muita gente que é fã. A galera tá obcecada pelo game, você não tá entendendo.

Caraca, [ __ ] mano, 459.000!

É muito engajado assim, engajado pra caramba, os vídeos têm milhões de visualizações, se você olhar alguns vídeos lá para trás, cara, é um negócio bizarro, cara, [ __ ] que pariu, mano! É bizarro, é bizarro, e é divertido, cara, ver um negócio acontecer assim, cara, é muito legal.

Ver o filho nascer, literalmente.

É ver o filho nascer, cara, é muito legal. Me sinto muito lisonjeado assim de ter sido convidado assim para participar e poder agregar com esse repertório todo corporativo, né, de, [ __ ], de… E agrega demais. …frameworks e experiência de, de, de corp com gente muito talentosa, muito criativa.

Networking também que vocês…

Networking, sim, não vou dar detalhes, mas pô, pelo meu networking ajudei a desenrolar várias coisas interessantes assim pro, pro pra operação. Então, pô, tem sido muito divertido, cara, mas entra no, no extra time ali do, do tempo, então final de semana a gente faz reunião, faz reunião à noite, tudo para não atrapalhar o core job, que é onde, que é onde tem o fundo…

Você tem energia sobrando, vai, é isso aí, é isso.

E, cara, vamos entrar rapidinho, eh a gente tem tempo ainda, eu tenho dois, dois temas para entrar: o primeiro que é cripto, cara, hum, um tema controverso porque divide opiniões na internet, e você é um entusiasta, tanto é que teve um, um movimento que pegaram algumas pessoas que representam cripto e fez uma foto pixelizada…

Alma lá, tal.

Alma, Alma. Eh mas, cara, eh você tem o, o teu perfil no Instagram, coloca de novo, Tiagão, por favor, tem o ponto Ethereum, que é o ETH, você tem uma tatuagem, tatuagem do Ethereum. E qual é que é, cara, qual é a tua visão sobre cripto? Por mais que muita gente fala… Teve um, um grande investidor que veio aqui, um cara que trabalha com family office e tal, ele fala que cripto eh ele é, ele, ele não defende que cripto é uma moeda, ele defende que cripto é uma, é tipo um, um objeto de valor, como se fosse uma obra de arte. Então para que ela, ela tenha eh liquidez no mercado, precisa ter alguém querendo comprar, e etc., porque ela não é uma reserva de valor como uma moeda é. Não sei se eu concordo ou discordo, mas qual é a tua visão sobre a cripto, o futuro da cripto, do blockchain? A gente já sabe que é algo que não tem mais volta, né, mas em cripto falando?

Então, partindo da raiz, cara, assim, para mim é um movimento de descentralização, tá? Só que esquece o, o cripto. Para mim é sobre a tecnologia, cara, e cripto é inevitável porque a tecnologia é inevitável, é isso. A blockchain, ela é inevitável, inevitável, e a blockchain é muito [ __ ], é um negócio de que assim, não dá para… Assim, daria para fazer 10 horas sobre blockchain. Então qual que é a minha visão: a parte do investimento ela existe e ela vai sempre existir, e eu acredito muito nela, e eu acredito que vai crescer, e eu acho que sim, BTC vai bater máximas e máximas históricas porque a gente precisa… Sempre na, na humanidade existem ciclos, e esse é um ciclo que tem que acontecer, é a descentralização. Você ter novas formas monetárias. Meu, o mundo não vai viver de ouro, petróleo, prata e papel-moeda para sempre. Então minha, minha visão… Eu não estou aqui falando para você comprar, não estou falando que é a última bolacha do pacote, pode dar em nada, pode explodir, acontecer nada com o mercado, mas eu não acredito nisso. Eu acredito de que o fato desses diferentes tokens, vão ter projetos bons e projetos ruins, eu tenho Ethereum na mão não é porque eu sou o maior, não é porque eu acho que o Ethereum vai valer R$ 1 milhão de reais, é porque eu acredito de que ele foi o que eu mais gosto dentro da cripto, que é a criação de uma infraestrutura para casos de uso que vão além do dinheiro.

Funciona, exato, é isso.

Por isso que eu tenho o Ethereum, para mim o Bitcoin não é tão como ele… É uma reserva de valor, né? Eu, eu defendo como uma reserva de valor.

Então ele, ele é comercializado como moeda, mas o Bitcoin é mais, vai, um exemplo muito chulo, mas o Bitcoin é mais o ouro e o, e o Ethereum é mais a moeda.

É, mas é, vou dar um exemplo bem esdrúxulo, vai: o Bitcoin é mais o ouro, que basicamente você faz colares e anéis, e isso vale dinheiro, e o Ethereum, ele é como se fosse o petróleo, porque a manufatura dele você, você faz diferentes produtos, move indústrias, você gera combustível, você gera combustão. Então os dois valem, só que o Ethereum ele tem utilidade, então ele cria uma infraestrutura de utilidade. Vai ser a mais utilizada no futuro? Não faço ideia, pode ser que daqui 10 anos eu tenha uma tatuagem de um negócio que nem existe mais, só que ele, ele fez o kickoff, ele inaugurou a Web3 e a blockchain com casos de uso de tecnologia descentralizados que não… Eventualmente vai ser o Ethereum que vai prevalecer, mas vai ser N em outras esferas, mas ele é o precursor de, cara, não se o estudo de caso da descentralização. Quando eu falei da rede social descentralizada, pô, por causa da blockchain eu consigo validar que você tá vendo o anúncio, eu consigo descentralizar a, a propaganda, eu consigo te pagar pelo seu tempo de que você tá investindo na rede social, é um tipo de caso de uso que hoje ainda tem. Cara, mas quando a gente fala de Real Digital, DREX, BREX, eh moedas digitais ao redor do mundo, não tem como, vai acontecer. Trump falando de, de Bitcoin, de fazer reserva de valor de Bitcoin, então assim, gente, assim, eu não tô, de novo, eu não tô pedindo para você comprar, cada um faz o que quer com seu dinheiro, não é sobre o dinheiro, eu quero sempre afastar a discussão do, da especulação, do fanatismo, do xiitismo, da especulação. Não é especulação financeira, a tecnologia é uma coisa bizarra, a blockchain é bizarra. Eu escrevo sobre isso para a MIT, eu sou colunista na MIT Technology Review, ainda tem esse, esse idiota…

[risadas]

…só, só mais isso, e eu escrevo bastante sobre inovação e blockchain, inclusive tem um artigo para sair agora sobre como a blockchain vai melhorar a rastreabilidade do setor de agronegócio, escrevi um artigo agora sobre isso, a tecnologia é fantástica, é inevitável.

Inevitável, cara, e resume para quem nunca ouviu essa palavra: blockchain, o que que é?

O cartório digital onde você tem um livro-registro de transações digitais que ficam registradas dentro dessa grande rede chamada blockchain, que são transações que são imutáveis. Então o registro de um bloco de transação, você escreve nela lá o que aconteceu, o bloco da frente ele tem o registro do bloco de trás, é uma corrente, e o bloco de trás tem o registro do bloco da frente, então esses blocos são sempre interligados, então os registros não se perdem. Por isso que é um livro de registro, um livro cartório digital onde você tem diferentes redes que fazem diferentes casos de uso, então um exemplo desse é usar a blockchain para descentralizar a visualização de anúncios, outro exemplo desse é usar a blockchain para você rastrear a cadeia produtiva de um, de uma fazenda para dizer que aquela planta foi chegar no comércio justo porque passou por um fornecedor validado que chegou dentro de uma manufatura justa que chegou até o consumidor com eh comércio justo, porque toda a cadeia está registrada nesse livro interligada e você consegue provar, é imutável, isso não muda.

Falando só rapidinho de meio ambiente, essa tecnologia avassaladora tanto de blockchain, cripto e inteligência artificial ainda, que tá agora em alta, cara, é dados pra [ __ ], como, como que vai… Você tem uma ideia de como você vai ser gerenciado?

Eu tenho uma visão muito simplista, sim. A tecnologia evolui de acordo com a necessidade do ser humano, e às vezes agora com esse mundo de inteligência artificial, talvez até além da necessidade do ser humano. É, tem algo que é pouco falado que eu acredito que vai ser uma grande tendência, que é a computação quântica, e a computação quântica vai aumentar exponencialmente o poder de processamento, isso vai ser escalável, hoje não é tão escalável, e vai ser escalável, então ela vai poder suprir. Dizem que até computação quântica quebra criptografia.

Caramba!

Eh então isso vai ser uma coisa natural. E quando a gente fala de matriz energética, eu acredito que o ser humano e as próprias máquinas são inteligentes o suficiente para criar eficiência, então não vai ser um negócio predatório, exato, a própria criação vai criar o recurso, exatamente. Então, basicamente a minha forma simplista de enxergar é: pô, quando você vivia na Idade da Pedra, você nunca imaginou que você ia ter fogo, roda, carro, etc., avião voando. A tecnologia, a Microsoft tá, se eu não me engano, eh fazendo uma usina nuclear…

Exato.

…para poder, para gerar energia, então assim, a tecnologia ela, e e a capacidade de processamento, etc., ela vai evoluir conforme a demanda, é isso. É tão simples quanto isso, vai funcionar, e de verdade, sem, sem querer instaurar o caos, eu sou um cara que é preocupado com a história da máquina tomar o poder, isso eu acho que eu não, eu não duvido de que isso possa acontecer, e é louco porque quando você começa a refletir de forma séria sobre isso, não tá tão longe, não. E talvez não seja na nossa geração, talvez seja, talvez não seja, mas sem querer instaurar o caos, eu acredito muito mais nos benefícios do que nos malefícios.

Mas, cara, se você é um heavy user de ChatGPT, por exemplo, eu sou um maluco de AI, assim, eu sou, eu só… Mano, eu faço tudo no ChatGPT, cara, eu uso pra tudo assim, até falando de podcast, eu tô usando uma, chama Opus, Opus.

Opus.

A que faz os cortes, faz os cortes, é impressionante, cara, você fala: “não é possível, não é possível!”. Só que a AI já existe no mundo há muito tempo, é que agora tá client-facing, fica mais fácil, mas quando você começa a dialogar ali com o negócio, você fala: “caraca, não…”.

Eu criei os agentes e coloquei eles para interagir entre si, [ __ ], é surreal!

É surreal, surreal, é surreal. Então você olha isso, você fala: “é, para isso aqui ficar mais espertinho e conectar nas redes globais, é…”. Eu não duvido de nada, mas assim, cara, eu vou curtir o rolê, entende? Em alguns momentos eu fico olhando, falo: essa [ __ ] tem consciência, tem, é, então, eu… É surreal, cara, é, é, é, é que é complicado falar, são teorias da conspiração, mas eu, [ __ ], tenho teorias muito sérias sobre isso assim, e não acho que é ruim, não, tá? É, eu só acho que algo tem que ser feito para evitar de não acontecer.

E é muito louco, entrando em viagem bicho-grilo, isso até meio que une um assunto: tecnologia versus espiritualidade.

Total, dá para viajar muito, dá para viajar.

Quem garante de que aquilo ali não tem uma alma? Sabe, tipo, negócio bizarro assim, cara, quem garante de que nós não somos inteligência artificial de alguém, com programação de termos, acharmos de que temos livre-arbítrio?

Exatamente, cara, é uma viagem, porque se você parar para analisar o nível que tá, vivemos uma simulação.

Eu consigo, é possível em breve criar uma simulação…

Sim.

…de agentes que acham que simplesmente têm livre-arbítrio.

Tá a rebitar.

Cara, é uma viagem!

Viagem.

Aí de repente a gente abre aqui e tem um cara olhando a gente, é uma viagem. Mas, cara, é isso, e, e m… Vamos só entrar agora na parte final, sobre todo esse… Eu quero condensar um pouco desse seu conhecimento tão aplicado a, tipo… Tem muita coisa de que a gente conversou nos bastidores, mas que não dá para trazer aqui, mas cara, coisa muito surreal, algumas alavancas de que o Robson mexeu em movimentos pequenos gerar um grande impacto. Como que eu consigo, e aí eu queria dar, dar… Traz um pouco dessa, dessa tua mente aqui pro, pra vida um pouco mais real da, do empreendedor, do chão de fábrica, do cara que tem uma lojinha, do cara que tem um e-commerce. Primeiro: dicas de growth para, quando eu falo vida real, não é jamais desmerecer que você lá em cima, cara, não tem como, você tá numa bolha de alta performance que tá testando o que o mercado vai usar daqui a alguns anos, você tá lá na frente, cara. Como que a gente consegue trazer growth pra vida real aqui do empreendedor, cara?

Eu vou aterrissar de duas formas muito simples: primeiro, todo empreendedor, seja lá o que ele venda: parafuso, banana, abacate, serviços e afins, você tem que pensar na, no ciclo de vida do cliente e dar atenção pro cliente nos diferentes ciclos de vida de que ele tem, que basicamente é: toda empresa precisa adquirir cliente, senão não existe empresa, certo?

Sim.

Quando você adquire um cliente, você precisa fazer com que esse cliente ative/use o seu produto ou seu serviço, não adianta nada trazer o cliente. Depois que o seu cliente ative e use o seu produto… E aqui que o empreendedor peca, ele fala: “ah, troux o cliente, vendi, tchau”, trata mal, não dá, não faz pós-venda, enfim, existem várias coisas acontecendo. Não liga para isso, quer só trazer cliente, trazer cliente, só que o grande segredo do growth é: você tem que aprender a trazer o cliente, ativar o cliente, manter o seu cliente engajado com você, seja a padaria do Seu Manoel, que vai ligar pro cliente, ou que vai botar um folheto lá para voltar o cliente, etc., manter o cliente engajado. E muitas vezes, quando você tem uma base de clientes de que você consegue aumentar o lifetime value dela, a rentabilidade dela, você precisa adquirir menos clientes, porque uma base de clientes mais fértil, mais sustentável gira mais essa roda de adquirir, ativar, engajar, rentabilizar. Depois que eu rentabilizo o cliente, você tem que pensar: como que eu mantenho esse cliente retido aqui, como eu faço a retenção dele, como que eu deixo ele feliz para ele ficar contente comigo? Então eu adquiri o cliente, eu ativei o cliente… Isso para qualquer coisa, eu vou dar um exemplo, sempre dou o exemplo da padaria. Cara, qualquer coisa, eu sou a Padaria do Rada, esse é o exemplo clássico meu, eu gosto muito de usar. E eu pensei: “pô, preciso vender mais, fazer minha padaria rodar melhor, então eu vou pensar em estratégias de growth para isso”. Então o que que eu posso criar de diferencial da minha padaria versus os meus concorrentes, né? Todo empreendedor tem que pensar isso: por que que o meu produto vai ser vendido em detrimento do outro, seja lá o que você venda? Beleza, eu sou a padaria, eu tenho aqui uma ideia, eu tive uma ideia. Então vamos supor, eu não sou especialista em padaria, mas eu tô trazendo aqui um, um uma alusão, vamos supor de que a gente faz fornada de pão de quatro em quatro horas, porque o pão acaba, eu faço uma fornada, ele fica quente por uma hora, sempre vai ter pão quentinho. Se você antecipar, reduzir, você faz de quatro em quatro… Qual que é o diferencial que eu vou criar? Eu vou criar, eu vou fazer menos pães, em vez de fazer 40 pães, eu vou fazer 10 pães por hora, e eu vou ter pão quentinho a toda hora, porque o pão quentinho ele tem cheirinho, o pão quentinho todo mundo quando vê o pão quentinho: “acabou de sair, [ __ ], eu vou comprar! Acabou de sair? Ah, eu vou comprar! Ah, se acabou de sair, tá fresquinho”. Então vai ser o meu, o meu mandate, meu slogan: “Padaria do Rada, pão quentinho de hora em hora, sempre que você vir aqui você vai ter pão quentinho”. Então eu vou trazer mais clientes porque eu tenho pão quentinho, então eu tô adquirindo o cliente. Como que eu ativo o cliente lá dentro: o pão quente, ele comprou o produto. A partir disso, eu quero manter o cliente engajado ali comigo, então o que que eu vou fazer para manter ele engajado: pão quentinho, então vem aqui toda hora que você vai ter pão quente. Beleza, como que eu rentabilizo isso: então, pô, você sabia que ali na, na gôndola do pão quentinho eu vou botar manteiga Aviação? Pô, faz uma degustaçãozinha de manteiga Aviação com pão quentinho, derrete, compra a manteiguinha aí, faz aqui o cross com o iogurte, faz o cross-sell, cria o cross-sell que você precisa. Beleza, engajei, rentabilizei o cliente. Aí eu quero fidelizar o cliente, eu falo: “ó, tá aqui, cartelinha de selo, cada vez que você vir aqui, quando você completar 10 selinhos…”, o básico, “…quando você completar 10 selinhos, você vai trocar por mais uma três pão quentinho”. Isso aí você tá lá com o cliente fidelizado. “E se você pegar e pegar esse meu folhetinho aqui e assina aqui o seu nome, eu faz, faz qualquer coisa, dá pros seus amigos eles virem aqui, cada folhetinho de que você trazer, e a cada 10 folhetins eu te dou mais uma fornada de pão quentinho”. Isso é o quê: é a recomendação, é o final do loop. Adquiri, ativei, engajei, rentabilizei, fidelizei, retive, recomendei. E quanto mais gente você recomendar, que é o member get member, eu vou chegar: “pô, você sabia que na parada, na Padaria do Rada tem pão quentinho toda hora? Mas usa meu folhetinho aqui, ó, esse meu folhetinho aqui, leva lá que a cada 10 que eu levar…”. Cara, qualquer empreendedor, e aí para trazer a dica, a segunda dica prática: então sempre olha o loop do seu cliente: como que eu adquiro, ativo, engajo, rentabilizo, retenho, recomendo para gerar satisfação. E ainda no, no, na recomendação, você pode dar um, um prêmio para ambos: quem recomendou e quem tá indo com o folheto.

Perfeito, porque aí o cliente vai querer levar o folheto porque ele vai ganhar 15% de desconto.

Perfeito, perfeito, perfeito, exato. Você trouxe o segredo do, do último ponto que eu vou falar aqui pra gente fechar, que é o member get member, membro traz membro, a estratégia de você usar o seu produto e a satisfação do cliente de que você gera. Por isso que é bom atender o cliente bem, por isso que é bom você encantar o cliente, por isso que é bom você manter um cliente feliz, porque um cliente feliz vai fazer o quê: trazer mais. Vai trazer mais cliente. E o, e cara, o empreendedor usa pouquíssimo isso, cara, e isso não é NASA, isso não é: “nossa, eu preciso da consultoria, preciso da agência”. Não, cara, você sabe se quem são seus melhores clientes? Todo empreendedor tem os melhores clientes. Quem são os melhores clientes? Fulano, dica prática: chega pros seus 10 melhores clientes e fala assim: “ó, fulano, o que que você gostaria de mim como empresa para você recomendar o meu produto para alguém, o que que você quer de mim?”. Pesquisa, [ __ ]. “Eu sou a, a padaria, eu não quero pão, eu quero manteiga, porque eu sempre compro pão, mas eu tô precisando comprar manteiga, então se você me der manteiga a cada 10 clientes de que eu levo…”, [ __ ] para mim tá perfeito porque eu quero manteiga. Beleza, então eu vou… A cada 10 clientes de que você me trazer, eu te dou uma manteiga, e eu vou dar uma manteiga também pro cara que vai vir aqui.

É surreal o que você tá falando, porque assim, você tá falando, eu tô maquinando aqui. Se eu ligar pros meus maiores clientes…

É real, é real, é literalmente isso, uhum.

Se eu falar assim, primeiro, eu não faço, tá? Não preciso ficar fingindo aqui, não, não faço. Se eu ligar para cinco clientes meus aqui, cinco grandes, de que eu penso de que, cara, seguram lá meu faturamento em, em 60%, e falar assim: “cara…”, e os caras me amam, né, me contratam, me favorecem e tal, eu falo: “cara, o que que eu preciso fazer para você me recomendar? Me recomende”, o cara vai recomendar.

Exato, e você nunca pediu.

Nunca pedi.

E, cara, você não, você pode fazer isso numa planilha, no papel de pão, no Excel, e no B2B funciona demais, sabe por quê? Principalmente no B2B, porque o comprador às vezes já passou por outra empresa, conhece o comprador de outra empresa, tudo, são tudo amigos, os mercados são muito pequenos. Quem nunca viu um appzinho que fala que se você mandar o, o link do fulano dentro do app da Uber, não sei o que lá, do Rappi?

Isso, afiliado, cara, exato.

E qualquer empreendedor pode fazer isso: do vendedor de parafuso até, cara, qualquer um, qualquer um, qualquer um. Isso é uma superdica, e não tem segredo para estruturar algo assim, chama member get member. Entende o que seu cliente quer, faz, faz uma, faz economia do que você tá fazendo, porque às vezes: “ah, vou quebrar minha empresa porque eu tô dando brinde para todo mundo”, faz a economia do que você quer e gera aí um benefício para quem tá te recomendando, porque é um cliente feliz que recomenda outro, vai trazer outro, vai trazer outro, vai trazer outro, vai… É o growth loop, caraca, mano! É isso, loop, [ __ ] de um… E uma dica assim, ó, bobinha, cara, dica, dica boa, dica simples de que você pega e aplica, sim.

E assim, hoje quais, quais tendências que você enxerga pro marketing, de que isso vai desaguar no, no mercado real assim? Você, você vê alguma tendência, eh por exemplo, ainda mais com AI, coisas de que me preocupam, vou falar, vou dividir preocupações minhas da do meu negócio. Então, por exemplo, o Google acaba sendo um, eu acabo, eu vendo, eu vendo construção civil, eu faço muito fachada de prédio, fachada… Esses prédios em Vias, essa Asa Faria Lima mesmo, só que eu não atendo esse nível de prédio, eu atendo mais, mais pra parte industrial. E, cara, eu tenho visto que o TikTok tem substituído o Google no tempo de pesquisa dessa geração.

Sim.

[ __ ], como assim, cara? Como que eu vou, como que eu vou concorrer com essa [ __ ]? Será que o Google… E aí eu t-, eu tenho visto também de que, pelo menos eu tô no beta lá do Google, que quando você pergunta qualquer coisa, não é mais o resultado de pesquisa, é a inteligência artificial que vai lá e responde. Falou: “[ __ ], como que vai ser isso?”, porque isso é o meu canal de aquisição dos principais. O que que ainda a gente não tá enxergando, mas que pode dar ruim, na tua opinião, assim, cara? Ou que não… Ruim assim, desculpa, é que, é que vai mudar, e quem não acompanhar vai ficar para trás.

Cara, comunidade, comunidade, comunidade. Você de alguma forma criar, e não tô falando comunidade sustentável, não, não tô indo pro lado do bicho-grilo.

Sim, sim.

Mas é você pegar toda essa rede de clientes que você tem, como que você mantém eles engajados com você para você usar eles no melhor dos sentidos como laboratório, para você privilegiar esses clientes para ele estar sempre espalhando a palavra da sua marca, do seu produto, do seu serviço? Hoje as empresas já fazem isso de formas diretas ou indiretas, mas qualquer empresa, qualquer empreendedor pode ter a sua comunidade ao redor da sua marca, do seu produto, seu serviço, e a comunidade na visão de comunidade mesmo, com unidade, para você conseguir trazer todo mundo dentro de um mesmo tema na do que você faz, e você usar isso como seu, sua alavanca de comunicação, e eles serem seus embaixadores. Porque passou uma era agora dos influenciadores, ela sempre vai ser uma era forte, só que nem todo mundo consegue contratar influenciador, você pode usar os seus clientes para falarem por você. Então por isso que você elevar o nível de satisfação e qualidade do que você faz, você consegue criar algo vibrante ao seu redor, o que às vezes até uma pessoa física, por exemplo: eu tenho o meu perfil pessoal, Felipe Cassola, deve ter 87 seguidores, é porque eu aceito só família mesmo, amigos, mas um post de que eu faço lá dá 87 curtidas, sabe? Tipo, todo mundo me, me curte porque é um negócio muito… Então o engajamento é altíssimo, por mais que eu tenha pouco seguidor, mas uma recomendação minha lá, total, é muito forte, é muito forte. Então esses, essas pessoas que não são influencers, mas que têm influência, porque isso todo mundo tem, aquele cara que é o influente da família, o influente entre os amigos. Poxa, o fulano tá fazendo… Pegar a visão desse cara, você, você voa, e comunidade faz isso, e faz isso.

Robson, zeramos o tempo, mas, cara, eu tenho… Eu vou agradecer rapidinho, vou pedir licença para agradecer os patrocinadores, eu tenho uma pergunta final para te fazer ainda, tá? Tiagão, tá tudo no esquema? Galera, todo esse audiovisual, essa qualidade de que a gente tá gravando aqui e esse conteúdo aqui [ __ ], ó, de que nós conversamos hoje, a quantidade de insights que você tá saindo aí do, do episódio, tudo isso é graças aos patrocinadores que acreditam no podcast do Além do CNPJ e investem para que tudo isso seja gratuito na internet.

Então quero começar agradecendo a Semic Displays, do meu parceiro Adalto de Carvalho: tá precisando vender mais? Então o seu negócio precisa de soluções criativas para PDVs, balcões, bandejas, displays e muito mais, site e arroba aqui na tela.

SMB Store, do meu parceiro Alonso: desde 2018 a SMB Store tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, vendas e financeiro, tudo isso com um sistema acessível e fácil de usar, site e arroba da SMB aqui na tela.

Agência RPL, do meu parceiro Rodrigo Álvares: a RPL oferece a solução completa de marketing digital para negócios, cuidando das empresas com olhos de dono, desde a criação de site, gestão de anúncios, planejamento estratégico, social media e SEO, site e arroba da RPL aqui na tela.

WJR Consulting, do meu parceiro Valenstein Júnior: aumente seus lucros, seja aumentando receita ou reduzindo despesa, gestão financeira descomplicada para empresários: DRE, análise de capital de giro, fluxo de caixa e uma gestão profissional como todo negócio merece e precisa, site e arroba da WJR aqui na tela.

Inspira Capital, do meu parceiro Fabiano Brito: operação e gestão financeira por assinatura, o braço direito do empreendedor. BPO financeiro não é mais futuro, é presente, arroba e site da Inspira Capital aqui na tela.

Polux, do meu parceiro Ricardo Ferrazini: sabia que existe a oportunidade de desembolsar menos com impostos através de um planejamento tributário, especialista em gestão de, de tributos e de crise, o site e o arroba da Polux aqui na tela.

E Max Service Contabilidade, que tem como missão a parte consultiva ao empreendedor, estando sempre próximo da gestão da empresa. Com ecossistema completo, eles oferecem soluções desde o Simples Nacional até o Lucro Real, inclusive Lucro Real eles têm como especialidade, site e arroba aqui na tela.

Pessoal, muito obrigado aí por, por colaborar. Todos esses, essas empresas que colaboram e investem são negócios que passaram por uma curadoria minha de seriedade e, principalmente, são negócios que, cara, fazem todo sentido para nós, empreendedores. Provavelmente alguma das dores, uma das dores que você tá sentindo aí é uma dessas que eles atendem, tá bom? Tamo junto.

Mano, vou te fazer essa pergunta aqui batendo na madeira porque eu trago esse, esse contexto para colocar peso na pergunta. Imagina que você tá saindo daqui agora, são 22h, e você tá indo pra tua casa, você bate o carro e morre. Cara, tô batendo na madeira, mas é só para trazer peso mesmo, nunca ninguém bateu o carro e nem morreu, graças a Deus. Mas assim, cara, [ __ ], tua família, teus amigos, todo mundo que você conhece, cara, esse podcast é, é o último que vão ver, os últimos minutos de vida do, do cara que tava voando, e acabou a vida cedo demais. Que mensagem você deixaria pro mundo, bicho?

Uau!

Qual o legado?

O legado é: ele fez acontecer. Eu sou muito dado a isso, cara, realizar coisas, parar de papo, parar de papo, velho. Resultado: ele fez acontecer, seja o que for, e é isso. E pode tá na tua lápide isso aí: ele fez acontecer. É, para mim é muito forte assim, sabe? Tipo, eu sempre busco muito pela, pelo pragmatismo, objetividade, ser direto ao ponto, então assim, meu, ele fez acontecer. E, cara, isso é surpreendentemente, eh, simples e efetivo, né? Estamos aqui para isso, não estamos a passeio, é, é assim, é fazer o negócio acontecer mesmo e não dar opção B.

Exatamente, exatamente, né? Sabe, tipo, vai ter que ser isso aí, a opção A é a opção A, exato, é a única.

Tamo junto, meu brother! Obrigado, foi ótimo! Galera, coloca, Tiagão, coloca o b.g. de novo do Robson, Robson Rada .eth, já segue o cara aí, o cara tá produzindo conteúdo, o cara tem que tá colado na mente desse cara, porque o cara soltando o conteúdo, você vai acompanhar a tendência, então não deixa de, de acompanhar. E você que ficou aqui até agora, muito obrigado, muito obrigado por acompanhar, muito obrigado por ficar até o final. Aqui embaixo tem vários botões, clica em todos, encaminha pro teu sócio, pro teu amigo que faz sentido esse papo que a gente acabou de ter aqui, para você compartilhar esse conhecimento com outras pessoas, tamo junto, valeu, sucesso, tchau, tchau!

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