Do Airbnb à Corretagem de Alto Padrão: Como o Atendimento Consultivo Multiplica Margens no Mercado Imobiliário | Além do CNPJ (EP #178)

A Revolução da Hospitalização na Locação de Curta Temporada

No mercado imobiliário e na gestão de locação por temporada (Airbnb, Booking), muitos investidores cometem o erro de tratar o imóvel como um ativo puramente passivo. No entanto, em grandes metrópoles como São Paulo, onde a oferta de estúdios de a explodiu ao longo das linhas de metrô, a rentabilidade não é determinada pelo metro quadrado, mas pelo nível de serviço e hospitalidade oferecidos.

No episódio do podcast Além do CNPJ, o host Felipe Cassola recebeu Rafael Varca, herdeiro da tradicional Camisaria Varca (pioneira no segmento plus size no Brasil), hoteleiro formado pela Anhembi Morumbi e fundador da Home Hotel e parceiro da Defark Imóveis.

Neste encontro, Rafael compartilha a transição de seus imóveis próprios para a gestão de carteiras de terceiros, os segredos para manter taxa de ocupação superior a e como o atendimento consultivo permite ao corretor transicionar para o mercado de altíssimo padrão (acima de R$ 10 milhões).

1. A Matemática do Estúdio: Por Que Menos É Mais?

Um dos grandes erros do investidor iniciante é imobilizar capital em apartamentos grandes de a buscando maiores diárias. Na prática do mercado de capitais e do Airbnb, pulverizar o capital em unidades menores gera um rendimento proporcionalmente muito superior.

  • Apartamento de : Aluguel tradicional de R$ 4.200,00/mês ou R$ 7.800,00 brutos via Airbnb.

  • Dois Estúdios de : Mesmo valor de compra, porém com giro duplo de diárias, menor custo de manutenção e absorção imediata pela demanda executiva.

[Capital de 1 Apê Grande] ➔ Dividido em 2 ou 3 Estúdios ➔ [Maior Liquidez + Menor Vacância + Ticket Otimizado]

2. Oportunidades e Gargalos do Mercado de Curta Temporada

A proliferação de empreendimentos voltados para Habitação de Interesse Social (HIS) e Habitação de Mercado Popular (HMP) alterou a dinâmica de São Paulo. A tabela abaixo compara os modelos de atuação no mercado imobiliário:

Critério de Análise Airbnb Tradicional (Geral) Gestão Especializada (Home Hotel) Locação Tradicional (30 Meses)
Público-Alvo Turistas e público de massa. Executivos, médicos e turismo de eventos (ex: F1, BTS). Famílias e moradores de longo prazo.
Preservação do Imóvel Média (sem vistorias constantes). Alta: Vistoria e limpeza a cada 3 dias. Baixa (desgaste contínuo durante 30 meses).
Taxa de Ocupação Média a a (porém com valor engessado).
Gestão de Precificação Preço fixo (perda de margem). Precificação Dinâmica: Aumento de diárias em grandes eventos. Reajuste anual por índices (IGP-M/IPCA).

3. Antecipação de Problemas: O Segredo do “Guardião dos Hóspedes”

A principal causa de proibição de Airbnb em condomínios residenciais é o atrito entre hóspedes e a portaria. Para blindar a operação, Rafael Varca criou a metodologia da antecipação informativa:

  1. Mensagem Pré-Check-in: Avisar o hóspede sobre a rotina da portaria, regras de barulho e horários de pico antes de sua chegada.

  2. Blindagem de Expectativa: Transformar potenciais pontos de atrito (ex: fila no elevador) em avisos amigáveis.

  3. Isenção de Taxas em Falhas Operacionais: Em caso de imprevisto na limpeza, isentar a taxa do cliente e oferecer um cortesia, garantindo a avaliação 5 estrelas.

4. A Ponte para o Mercado de Alto Padrão

Ao atender o investidor que compra estúdios para gerar renda passiva, o corretor descobre que esse mesmo cliente é proprietário de imóveis de R$ 10 milhões a R$ 30 milhões.

O atendimento consultivo no produto pequeno cria a relação de confiança necessária para mediar grandes transações imobiliárias em bairros nobres (Itaim Bibi, Pinheiros, Jardins) e condomínios de praia/campo (ex: Costa Verde Tabatinga, Fazenda da Grama).

5. Escute para Depois Resolver

Encerrando a entrevista com sua filosofia de vida aos 46 anos, Rafael sintetiza o poder do atendimento:

“O segredo de qualquer negócio é saber ouvir. As pessoas querem falar e se impor o tempo todo. Quando você para, escuta o seu cliente e entende a dor dele, ele mesmo te entrega a resposta de como você deve servi-lo e fechar o negócio.”

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Eu lembro que minha mãe, uma época, ela sempre costurou. E a gente estudava no Colégio Pentágono, só que tinha aquele uniformezinho básico, bem feinho assim. Minha mãe começou a fazer uns negócios mais legais pra gente. Aí o pessoal na escola começou a ver e começou a pedir. Minha mãe começou a vender mais do que a escola. Caraca! Começou a vender. Aí fazia, por exemplo, calça de lycra pras meninas, fazia um negócio mais bonitinho, polo, caramba, e tal. Aí começou até a ter problema.

Você pode ver como eu entrei meio que sem querer pro Airbnb: foi um imóvel meu que eu tava alugando quando fui morar em Jundiaí. Imóvel seu, próprio seu? Era um imóvel que eu morava aqui em São Paulo, ali em Pinheiros, e eu comecei fazendo Airbnb com ele porque meu inquilino saiu de última hora. Meu primo que me indicou — meu primo que nem era da hotelaria —, e falou: “Rafa, é a sua cara”. E eu não imaginava que era tanto a minha cara, né? Na hora que eu vi que o negócio é muito mais hospedagem do que locação de imóveis, muito mais atendimento do que isso, eu falei: “Cara, é o meu lugar!”.

Porque a gente já sabe, né: Fórmula 1 aumenta um pouco a diária, na Parada LGBT a gente aumenta um pouco, Carnaval e tal. Agora, esse do BTS eu não sabia. Daí foi por causa de uma menina, coitada, ela mandou mensagem, ela já começou assim: “Eu não tô achando apartamento em Cangaíba…”. Aí eu falei: “Mas por que você não tá conseguindo?”. “Ai, é porque vai ter o show do BTS”, não sei o quê e tal. Ah, poxa! Nossa, na hora eu já peguei todos os outros imóveis e aumentei o valor no calendário.

Buenas, buenas, buenas! Seja bem-vindo a mais um podcast do Além do CNPJ. Primeiro de tudo, muito obrigado por estar aqui pra gente trocar essa ideia de empreendedorismo vida real. Aqui na minha frente, um cara empreendedor vida real, um cara que, meu, já teve uma trajetória muito legal, já errou, já acertou, tá voando agora. E a gente tava conversando nos bastidores, eu falei: “Cara, esses erros aí eu quero trazer aqui pro podcast”. Ele falou: “Não, a gente vai falar disso”. Eu falei: “Então esse é o podcast que eu gosto de falar”. Gosto de falar de vida real, de coisas que realmente… Pô, ninguém teve uma trajetória limpa de erros. E, pô, se a gente tá conversando com empreendedores, é importante a gente falar dos erros para inspirá-los e talvez ensiná-los a passar por trajetórias parecidas sem errar onde a gente errou.

Eh cara, o cara que tá aqui na minha frente atua num mercado muito legal, principalmente para quem pensa em investir nas grandes capitais e metrópoles do Brasil, né, que é o mercado imobiliário. É um mercado desde compra e venda imobiliária de fato, até o mercado também de hospedagem, Airbnb e tudo mais. E, cara, é uma bomba que se transformou, uma bomba assim de mercado, de demanda que se transformou nos últimos anos. Quantas vezes eu, nos últimos anos, falava com alguns amigos: “Pô, a gente precisa comprar uns apartamentos, montar uns chalés e tudo mais”. Falta de tempo, a gente acabou não indo atrás disso. Mas para você ter ideia, muita gente tá ganhando muito dinheiro, ganhou muito dinheiro. E, pô, será que é o momento certo de investir ainda com isso? Ainda tem um mercado para você captar ou não? Pô, tantas coisas que a gente quer conversar sobre isso! Vamos conversar com um cara que realmente não transformou investimentos pontuais eh como de fato investimentos, transformou uma empresa e construiu uma estrutura em volta disso. Então, a melhor pessoa para nos falar se vale a pena ou não é o cara que tá aqui na minha frente. Tô aqui com o Rafael Varca. Meu caro, muitíssimo obrigado por aceitar o convite, meu parceiro! Tamo junto!

Imagina, eu que agradeço a oportunidade aí de falar um pouco desse mercado maravilhoso, mercado imobiliário e de hospedagem também, que foi meio que sem querer, mas eu voltei para as minhas origens da hotelaria, que eu fiz Hotelaria na Anhembi Morumbi.

Hotelaria, que da hora! E, meu parceiro, antes da gente entrar, que eu já tenho tanta pergunta para te fazer, cara… Esse podcast pode, pô, colocar aí 3 horas de podcast, porque hoje o negócio vai longe aqui! Mas, cara, falando um pouco das origens mesmo, o Rafaelzinho nasceu onde? Como que foi as tuas origens, assim? Você teve pai e mãe presentes? Como que foi essa trajetória e o que te inspirou a empreender? Isso já vem de berço ou não? Dá um overview pra gente entender um pouco do contexto da sua vida. Dá esse esse briefing aí para nós.

Então, minha família vem… O Varca, né, Rafael Varca, hoje em dia nem tanto, mas antigamente era bastante famoso, né? O nome vem, para quem conhece… Hoje em dia chamam de plus size, né, mas meu avô falava que era a “Boutique do Homem Gordo”, a Camisaria Varca.

Caraca, a Camisaria Varca era da sua família?

De 1939.

Caraca, bicho, que legal, meu! Meu avô que fundou?

Foi meu avô que fundou, na verdade foi meu avô junto com a minha bisavó.

[ __ ] que pariu, cara! Ele ele tava à frente do tempo, cara, fazendo camisa para gordinho.

Muitas. No entanto que meu avô sempre foi muito bem relacionado, principalmente em Pinheiros, e ele, na verdade… A gente, quando ele começou, era a roupa normal, né? Era roupa tamanho normal assim, ninguém falava sobre plus size, nem tinha esse termo, né?

Não, esse termo é de agora, né?

Agora, criou agora. Já era Varca o nome, só que era, né, também minha… Na verdade, minha bisavó costurava e meu avô vendia, abriu a primeira loja com 15 anos.

Que legal, bicho, que da hora!

Ali em Pinheiros ali, não sei exatamente qual que era a rua. Eu tenho essa foto até hoje, que acho que tá no site da Varca lá. Meu pai ainda toca, meu pai junto com o meu irmão.

Boa!

Uma época ficou meu tio também, daí meu tio vendeu as lojas pro meu pai, e tá até hoje.

Como que tá a Varca? Só por uma questão de curiosidade, hoje em dia a Varca tá, se eu não me engano, com quatro lojas, mas chegou a ter muitas lojas. Na época do meu avô chegou acho que a passar de 20 lojas, chegou até em Campinas, São Paulo, Rio de Janeiro.

A Varca foi conhecida pra caramba, legal!

É, ficou um bom tempo. Foi a primeira, né? Foi a pioneira, ficou um bom tempo sem concorrente inclusive, né? Hoje em dia tem bastante, agora acho que o maior concorrente hoje é a Ajour, né?

Verdade, verdade.

O mercado, na verdade, o mercado americano sempre foi um, né, assim… Vou dizer um problema, entre aspas, porque lá várias marcas faziam plus size também. Aqui no Brasil tinha a Varca especializada, e depois algumas marcas, por exemplo, a Brooksfield começou a fazer um tamanho quase um pouco maior ali, que era o nosso maior público ali, né, que era o maior público da Varca ali, que era de camisa ali o tamanho 8, por exemplo, e tal. E aí eles acabaram começando a concorrer forte com isso. Começou a pegar esses tamanhos 10, só que a Varca na verdade vai até o tamanho 12 a camisa.

Caraca, bicho!

Tinha uma foto bem assim, que acho que até hoje tá lá na loja ali, que foi… Não sei se chegou a ser capa, mas estava dentro de um jornal, que é o meu tio dentro de uma perna e meu pai dentro da perna de outra da calça assim, do tamanho da calça.

Caraca, um negócio absurdo assim!

E isso é muito louco, porque numa época que vocês estavam voando como marca, o cara não tinha opção.

Não tinha. O cara gordo não tinha. Tanto que o meu avô, até pelo relacionamento dele, conseguiu… Ele, na verdade, foi até… Eu não sei direito como é que é essa história, depois meu avô falou, né? Não cheguei a perguntar direto para ele, mas parece que teve um amigo dele que era da Rede Tupi na época, fez até divulgação de graça colocando, porque parece que eles estavam fazendo uma pesquisa sobre qual era a maior dor do gordo, né? E tava lá: vestimenta era o maior problema.

Caraca!

E aí ele colocou um desafio pro meu avô e falou assim: “Ó, se você quiser se especializar nisso daí, eu te ajudo com a divulgação”. Falou que fez fila de gordinho ali em volta.

É mesmo? Que legal, cara!

Aí ele especializou, né? Ele não parou mais. Chegou a ter fábrica por um bom tempo, meu pai que tocava a fábrica lá.

E isso fez parte da sua infância ou…?

Bastante, bastante! Até assim, eu até ficava meio… Ficava meio puto porque falava: “[ __ ], o Varca é muito parecido com vaca, né?”. Então o pessoal achava que o Varca era mais por causa do gordo, não por causa do sobrenome, aí também era bullying na escola, tudo. Apesar de que eu nunca muito liguei para bullying, mas era “E o Varca comprou?”. Então, eles falavam, né: “A vaca comeu o Rafael”. Coisa de criança. Só que eu sempre levava na zoeira, então o pessoal não tinha nem graça de fazer bullying comigo. Mas era… Eu ficava meio assim. Até também da nossa família tinha a Brooksfield também era da família.

Caraca, bicho!

E eu falava assim: “Pô, por que que o tio Zé não colocou o sobrenome? Por que que vocês têm que colocar o sobrenome na marca?”. Mas depois que meu tio saiu, né, o Carlos, que é o atual dono, que foi sócio do meu tio… Meu tio era sócio dele, aí bem depois que ele começou a pegar um pouco desse público.

Na verdade, meu tio é ex-marido da minha tia, na verdade. Ah, tá, tio agregado, é o pai dos meus primos. Pô, então o empreendedorismo fez parte da sua trajetória, cara, da sua infância. Todo mundo… Ver teu avô, ver teu pai.

Até minha mãe também! Eu lembro que minha mãe, uma época, ela sempre costurou. E a gente estudava no Colégio Pentágono, só que aí tinha aquele uniformezinho básico, bem feinho assim. Minha mãe começou a fazer uns negócios mais legais pra gente. Aí o pessoal na escola começou a ver e começou a pedir. Minha mãe começou a vender mais que a escola.

Caraca!

Começou a vender! Aí fazia, por exemplo, calça de lycra pras meninas, fazia um negócio mais bonitinho, polo, caramba, e tal. Aí começou até a ter problema porque não pode vender. Mas você vê, então minha mãe… A família inteira! Eu desde pequeno, eu nunca vou esquecer que eu quase tomei advertência ou suspensão na escola porque eu vendia pulseirinha. Minha mãe comprava os negócios na 25 de Março. Ela não… Minha mãe é a rainha da 25 de Março, porque ela ia lá comprar tecido. Aí ela comprou… Uma época era moda daquelas pulseirinhas de cordão, sabe? E eu comecei a aprender a fazer, comecei a vender e fazer uma grana na escola. E aí a professora falou: “Pô, ele tá causando tumulto”, para me proibir de vender na escola.

[ __ ], que merda!

Foi meu primeiro negócio que faliu.

Isso é isso é legal porque, cara, a criança ter a experiência com vendas forma o caráter dela, forma a confiança.

Exatamente, essa conversa que eu tive com o meu filho ontem, eu falei: “Pô, vamos começar a ir comigo nas visitas de cliente, né? Agora eu tô no mercado imobiliário também como corretor”. Eu falei: “Nem que seja para você já ir pegando o papo ali, né, o jeito de atendimento”. Que bom que ele tem. Eu falei, vai fazer 18 agora, dia 28 de setembro, já ir percebendo como as coisas funcionam.

É porque é isso, né? Você vai acostumando a ver que não tem muito… Por exemplo, eu perdi um dos… Quando eu tava na hotelaria, que eu queria ir pro lado de eventos, só que eu tinha aquela coisa: “ah não, eu quero ficar na produção de eventos”. Aí eu fui fazer um… Cheguei quase na última fase para entrar no Banco de Eventos. Na hora o cara perguntou, falou assim: “Ah, quem aqui se considera vendedor?”. E eu bati na mesa: “não, eu sou da produção!”. Todo mundo que falou que não era vendedor perdeu a vaga, porque ele falou: “Cara, você é vendedor desde que você nasce”.

Caraca! É, se a gente não chorar, não mama, né?

É. Não, aí depois que eu percebi, falei: “Cara, é verdade, a vida é uma venda, né?”.

É isso, é isso. E outra, quem cresce num lar empreendedor acaba adquirindo essa essa veia empreendedora e essa veia de vendedor, porque percebe que é isso que faz a pessoa sobreviver, cara.

Exatamente, não passa fome nunca mais.

É, você vai… Você arruma alguma coisa para vender, você consegue. E você crescendo, foi para hotelaria? Como que foi essa transição?

Então, eu em 98… Eu sempre quis fazer Engenharia.

Ser engenheiro.

Não, não. Na verdade eu trabalho com construção, eu sou de Administração, escuto bastante você falando que você tem construtora lá. Meu sócio é engenheiro, eu faço a parte administrativa.

Entendi.

Então, sempre quis fazer Engenharia Civil, sempre, até eu ir morar em 98… Eu fui morar no Mississippi, nos Estados Unidos, fiz intercâmbio lá. Aí quando eu voltei, não sei por que eu coloquei na cabeça, falei: “Pô, agora que eu aprendi inglês, eu preciso trabalhar em alguma coisa que eu vou usar o inglês para valer a pena e não perder o inglês, né?”. Aí acabou que daí eu tentei… Eu fiz, eu prestei na Anhembi Morumbi e na FAAP Hotelaria, né, e Comércio Exterior no Mackenzie.

[ __ ], eu fiz Comércio Exterior! Você fez Comércio Exterior?

É, então eu entrei nas três na verdade, mas daí meu primo já fazia… Que hoje tá também no meu primo que é o filho do do José, que era o da da Brooksfield. Hoje ele também trabalha com roupa. Saiu um tempo, voltou. Família do vestuário! E ele tá super bem, ele faz… Só que ele é ele é alfaiate de luxo, né? Ele faz a… Tem um que é um mercado gigantesco hoje em dia.

Hoje em dia gigantesco! E ele tá cada vez melhor ali. Tanto que eu falei para ele, falei: “Agora que eu tô no mercado imobiliário, eu tô muito voltado pro luxo, né?”. Eu falei: “Agora você precisa me vestir melhor aí para poder atender melhor”. E é uma coisa que assim, quem foca em investimento de alfaiataria, entende quem usa.

Sim, é loucura! Não é incrível?

E a diferença que faz, né? É o cartão de visita, né? Faz muita diferença. A primeira… O pessoal pode falar: “Ah, é frescura”. Não é, não é! A camisa cai bem, meu, é impressionante.

É loucura! Não, é impressionante! Faz muita diferença e não é tão caro, cara, principalmente eu que tenho um biotipo meio assim, pescoço mais largo… Você é do jiu-jítsu também, né?

É, você faz jiu-jítsu?

Ah, mas eu sou faixa… Eu sou o eterno faixa-branca, eu falo isso.

Eterno faixa-branca.

Eterno faixa-branca. Eu tô me tornando um eterno faixa-marrom.

Tá bom, tá ótimo! Tá ótimo!

Acabei de tomar um pau no Mundial.

É mesmo? Foi lá?

Aí decidi que eu, [ __ ], acho que eu vou ficar mais um ano na marrom, vamos ver. Cara, mas é [ __ ], jiu-jítsu é uma delícia, cara.

É demais, né? Eu comecei em 96, na verdade.

Caraca, que legal!

Com o Fábio Gurgel, no projeto, há muito tempo, dono da Alliance. Só que daí agora eu tô na Alliance de novo, mas aí fiquei um tempão parado. Fui morar nos Estados Unidos, lá eu fiz wrestling.

[ __ ], então deve ser foda rolar contigo!

Fiz wrestling lá. Foi lá a primeira vez que a orelha começou a…

É mesmo?

A desgastar. E então fiquei lá, foi quando eu aprendi a falar inglês, voltei, fiz Hotelaria na na Anhembi Morumbi, continuei no jiu-jítsu também na hora que eu voltei, mas eu falei… Daí quando eu voltei, teve uma divisão lá na Alliance, e o o Tererê, o Léo Vieira, eles saíram da Alliance do Fábio Gurgel na verdade, e eu fui com eles. Aí eu fui com o Tererê, fiquei muito próximo do Tererê. Aí aconteceu uns problemas com ele lá, aí eu brochei, saí, fiquei acho que quase 15 anos parado.

Caraca, bicho! Na marrom?

Não, na azul, saí na azul.

Na azul, caramba! Tava ganhando tudo, pô, você tava indo bem pra caramba. Praticamente morava com eles lá, mano.

Cara, uma coisa que eu me arrependo pra [ __ ]… Assim, lógico, eu não tinha como saber, mas de não ter começado moleque no jiu-jítsu, porque, meu, eu comecei com 37 anos, 35. [ __ ], já dói tudo! Aí você treina com os moleques de 18 anos, cata uma energia do [ __ ]. [ __ ] que pariu! E hoje em dia eles já têm um acesso às posições que antigamente tinha uma diferença de um azul para um branco, e de um roxo… O roxa já era semideus já, né?

Semideus, exato.

Hoje em dia não tem essa, não. Você pega uns azul que bate em roxa.

É, depende do do…

Pega uns azul competidor… Esses moleques que têm 18 pulmões no corpo…

Exatamente!

…não tem o que fazer, não tem o que fazer. Não, nem a gente que é treinado aqui… Faixa-marrom, por exemplo, já era para antigamente eu conseguiria segurar um faixa-azul. É, hoje em dia não tem como. Você pega um faixa-azul, moleque que compete, fica dorme no tatame, você não consegue fazer nada. Treina de manhã, de tarde, de noite, doideira. Mas é incrível, né? Nossa, uma delícia, cara, [ __ ] viciante aquilo! Um dia que não vai, já fica com a cabeça toda… Você vai o quê, vai todo dia?

Não, eu tento ir todo dia, mas hoje, por exemplo, ainda mais com esse tempo que tá hoje de chuva, tudo, trânsito, não deu para ir. Fui tive que levar meus filhos na escola e tal, e acabou não conseguindo ir, mas eu procuro ir todo dia. E tem dia que, quando dá um pouco mais de tempo, faz três treinos, dois treinos seguidos.

[ __ ] que delícia, [ __ ] tô precisando entrar nesse ritmo! Que isso que é o bom lá da Alliance, tem muitas aulas, né? Então se você quiser, lá tem 6:00, 7:00, 8:00, depois meio-dia, à noite, pode fazer. Se quiser fazer todas… É que daí não dá, né? Infelizmente a gente não… O corpo não aguenta, e as contas também não.

Apesar que, bicho, eu faço uma… Eu faço uma aula, eu já fico quebradaço.

Você faz onde?

Eu faço na B9 em São Caetano, mas é da Gracie.

É da Gracie? Da hora pra caramba também!

Legal. Meu irmão é da Gracie Barra, só que tá em Florianópolis agora.

Florianópolis. Não, jiu-jítsu é demais! E aí, então aí eu falei: “bom, quero ir pra hotelaria”. Fui pra hotelaria, trabalhei… [ __ ], aí eu já fiz de tudo, já fui garçom no Ritz, caramba! Foi meu primeiro trabalho, tirando a Varca, que aquela com 15 anos era meio office-boy lá com meu avô, com meu pai, fazer de tudo, mas ficava não fazendo nada do que…

Mas é a vida, é a vida.

Ficava lá no pessoal de corte lá, só fazendo nada com eles, porque antes tinha fábrica, né? Então tinha a parte de corte, a fábrica no ali na Teodoro Sampaio, um prédio que até outro dia era nosso, né? O prédio que meu avô… Meu avô era muito visionário assim, não só com a Varca, mas também com a parte imobiliária assim. Você vê, há muitos anos atrás comprava coisas, comprava imóveis assim. É o que segura a família até hoje assim.

Caramba, que legal!

É, ficou um bom tempo. Teve prédio em Curitiba, tem até hoje a gente tem aqui na Teodoro Sampaio, assim, ele sempre teve essa visão. Tanto que eu até demorei, não sei por que eu demorei tanto para entrar no mercado imobiliário, porque tinha essa essa esses frutos já de família. Meu pai… Eu falo que meu pai devia ser engenheiro porque manja muito.

É mesmo?

Ele tem uma casa lá na praia, lá no Costa Verde Tabatinga, vai lá, fica… A diversão dele é ficar arrumando os pepinos, coisa que eu já falei: “Meu, prefiro alugar uma casa do que… Ou então contratar alguém”. Ele gosta e manja, sabe? Sabe de tudo assim, tem desde parte da piscina, elétrica, tudo assim. Sempre que eu tenho algum pepino num dos apartamentos que eu cuido de Airbnb, eu falo: “Pai, como é que…”. E ele que dá, ele que me ajuda.

Que da hora, que da hora!

Que até outro dia eu fiz um vídeo… Eu criei um pouco de conteúdo sobre atendimento, né, para principalmente chamar… Guardião dos Hóspedes lá, que eu falo, caramba, que legal, no Instagram! É, no Instagram é Guardião dos Hóspedes. A gente faz… Eu falo muito mais sobre atendimento, mas também dou dicas para quem quer trabalhar como anfitrião, né?

Da hora, [ __ ] legal, hein!

E eu falei, cara, uma das coisas que você tem que saber é um pouco de tudo ali para você conseguir ali de repente montar uma mesa, arrumar uma lâmpada, sei lá, qualquer coisa ali, entendeu? Porque pepino vai acontecer. Quanto mais você vai crescendo ali no negócio, quanto mais você vai tendo imóveis ali para administrar, mais pepino vai ter, né?

[ __ ]!

Hoje foi um dia bem legal, bem de cheio de problemas. Nossa, chuva também, né, meu? Rouba aí ó, chuva e cliente que, né, hóspede dando problema com barulho… Mas acontece bem pouco assim. O pessoal… Eu via muita reclamação antes de eu entrar pro Airbnb, o pessoal falando: “Ah, que hóspede só dá problema, que barulho, não sei o quê”. Eu falo: “Cara, então…”. Até por isso que eu comecei a criar conteúdo sobre atendimento, que eu falo: quando você atende bem, o pessoal retribui, entendeu? Eu tenho muito mais hóspedes que viram até amigos do que…

Bem bem anotado isso aí, cara, porque querendo ou não, às vezes você vai no Airbnb — falo isso porque já já fui em vários —, você nem conversa com a pessoa e tudo mais, você não cria uma relação. Agora tem alguns que são maravilhosos, cara, o cara te dá a maior atenção. E imagina que eu fosse uma pessoa que não tivesse tantos modos assim, o fato de você conhecer a pessoa, você falar: “Pô, não vou fazer isso com o cara, o cara é maior gente boa, cara”, sabe?

Um dos primeiros hóspedes que eu tive… Tem várias aí, putz, tem várias histórias, e essa parte é legal também, assim, sempre é legal que você vai adquirindo várias histórias e, pô, isso você leva como bagagem, né? Uma das histórias legais foi um que tá meu amigo até hoje, ele mora em São Francisco, americano. Ele veio para uma época que eu não lembro o que tava acontecendo alguma coisa na na American Airlines e na United Airlines, que eles estavam meio que em greve, não sei o que tava acontecendo lá nos Estados Unidos, que só ele conseguiu chegar no Brasil. Ele tá vindo… Ele tava vindo ele, o cunhado e mais um amigo, sei lá, eles estavam vindo… Não sei o que ia ter aqui no Brasil, tal, e acabou vindo só ele, só ele conseguiu chegar no Brasil. Pô, daí eu fiquei meio… Falei: “cara…”, na época eu só tinha um, então eu conseguia dar esse atendimento mais personalizado, né? Aí eu falei, falei: “Pô, você quer dar uma volta aí? Você vai ficar sozinho aqui, você não quer ir conhecer?”. Pô, levei o cara no Mercadão, fui… Fiquei amigo! Toda vez que ele vem pro Brasil, ele me liga.

Que da hora!

Fui pro Mundial, ele foi assistir.

Que da hora, mano!

Ele foi lá assistir, me viu apanhando.

[risadas]

Que da hora, mano!

Então você cria… E eu gosto bastante disso daí, desde a época do de garçom, pô, de servir as pessoas, de servir. Eu acho que o atendimento, cara, para tudo, que hoje eu trago até pro mercado imobiliário, que foi o que eu senti, a dor… Eh que até comentando de erros, né, alguns erros que eu cometi nos primeiros imóveis que eu comprei, dois em específico aqui. O meu primeiro imóvel quando eu entrei, né, agora começando… Eu como eu entrei meio que sem querer pro Airbnb, foi um imóvel meu que eu tava alugando quando eu fui morar em Jundiaí.

Imóvel seu, próprio seu?

Era um imóvel que eu morava aqui em São Paulo, ali em Pinheiros, e eu comecei fazendo Airbnb com ele porque meu inquilino saiu de última hora. Eu falei: “bom, é meu primo que me indicou, meu primo que nem era da hotelaria”, e falou: “Rafa, é a sua cara”. E eu não imaginava que era tanto a minha cara, né? Porque eu falei: na hora que eu vi que o negócio é muito mais hospedagem do que locação de imóveis, muito mais atendimento do que isso, eu falei: “cara, é meu lugar!”. Então logo daí eu já falei: “[ __ ], então eu vou começar a fazer isso daqui virar um negócio”. Daí eu já coloquei meu apartamento para vender, porque outra coisa que eu percebi: é melhor você ter dois ou três apartamentos pequenos, de 20, $25\text{ m}^2$, do que você ter um de 70, que era o caso do meu, porque você consegue gerar muito mais…

Gira mais, e assim, dá menos despesa, um monte de coisa, né? E pra São Paulo muita gente prefere ainda os apartamentos menores porque o que importa é a localização.

É, importa a localização. O cara sozinho aí vai pagar mais caro um de $70\text{ m}^2$, para ele não faz sentido.

É, às vezes sai mais barato você pegar dois pequenos. Depende da localização. Claro, claro que se for perto ali, por exemplo, do do Allianz Parque, agora Noalg Park ali, ali é mais caro porque aquela região, por causa dos eventos que tem ali, acabou inflacionando ali, né?

Sim.

Mas no geral, como tem muito Airbnb hoje, você tem Airbnb hoje que você pega por R$ 100,00 a diária ali no centro, entendeu?

Caraca, bicho! Que esse é um problema que tá… Foi por isso que eu comecei a entrar pro mercado imobiliário também, para conseguir dar uma outra opção pros meus clientes que eu faço a gestão dos imóveis dele, entendeu?

Caramba!

Porque tem lugares em São Paulo hoje… No começo, o Airbnb estourava, né? Você conseguia… Muita gente falou que era sensacional, era sensacional! Você fazia o dobro do que conseguia na locação tradicional ou mais, depende do lugar. Por exemplo, Pinheiros, que é muito bom, você conseguia às vezes até mais do que do que o comparativo… Vou colocar: eu alugava para essa minha amiga, que era minha primeira inquilina lá de Pinheiros, desse desse imóvel que eu vendi, eu alugava para ela por R$ 4.200,00. No Airbnb tinha mês de R$ 9.000,00.

Nossa!

Tudo bem que eu tinha que pagar o condomínio, tá, mas mesmo assim, você tirando essas coisas, sobrava sobrava ali uns R$ 7.800,00 mais ou menos, entendeu?

Caraca, meu!

Então praticamente o dobro ali. E o que que aconteceu pro Airbnb começar a não valer mais a pena? Imposto?

É porque ele valia muito a pena no começo, muita gente começou… Começou ali o estúdio ali, né, foi isso, né? Você pega do lado dos metrôs… Eu vejo ali muito ali na, região mais onde eu fico ali, Butantã, onde tem a estação do Butantã ali na da Linha Amarela, sim, a estação Pinheiros, Oscar Freire… Todo esse daí você olha em volta, lotado! Tem uma porrada de torre ali, e tem um monte construindo ainda.

Tem. E que que você acha, acha que isso é uma bolha?

Eu acho que bolha ela iria até se tornar se… Porque alguma coisa que aconteceu: muito desses que subiram esses HIS, HMP, né, que muita gente comprou achando que ia poder fazer Airbnb porque vendiam, que esse é outro motivo também que eu tirei meu Creci, porque muitos eh corretores te vendem uma ilusão, não falavam mesmo, não falavam, ou pelo contrário, já vi gente que falou assim: “não, isso aqui jamais vai acontecer, pode comprar tranquilo”. Ali na Barra Funda tinha um que eu cuidava, e lá foi bloqueado pelo Airbnb.

[ __ ], mano!

E o pessoal comprou porque o o vendedor lá bateu o pé, falou: “não, aqui jamais vai acontecer porque aqui a gente vai ter um um acordo entre a gente aqui”. Mas o problema é que não é um acordo entre o condomínio, né, é uma lei que não não é questão de convenção de condomínio, acabou.

Virou uma máfia isso aí, né?

Virou. É, explica pra galera o que que é HIS, pra galera ter uma ideia.

HIS, HMP são… É um incentivo aqui municipal, é muito parecido com Minha Casa, Minha Vida, né? Muito parecido com Minha Casa, Minha Vida, que é só de São Paulo. Que que foi: foi um benefício que o governo criou para poder trazer as pessoas que moravam na periferia para trazer mais perto do trabalho.

É, para ajudar não só pra pessoa tá mais perto do trabalho, porque evita pegar trânsito, então ajuda inclusive no trânsito de São Paulo, né? Pô, é um [ __ ] de um negócio legal! Então assim, aí tinha vários benefícios: por exemplo, você conseguia, além de pagar mais barato, o financiamento, a taxa de juros é mais baixa também, toda hora tinha incentivos, muitos incentivos. A construtora tava fazendo lá o prédio que, por isso que eles começaram a a fazer. A construtora tinha lá o prédio, se ela destinasse uma parte desses prédios, dessa dessa dessas unidades pro HIS e H… Como é que é, HMP? HMP, ela tava, ela ganhava incentivos do governo, e aí esses incentivos ela vendia, ela revertia isso para a pessoa, então vendia mais barato. E aí começou a ter um movimento gigantesco aqui em São Paulo de imobiliárias venderem esses prédios, essas essas unidades baratas com um financiamento mamata, porque também era o jeito de fazer o pobre comprar…

Uhum.

…pro cara fazer Airbnb. E, mano, virou uma máfia! E deu merda forte aqui, né?

Deu merda forte, teve CPI, né? Tem várias várias incorporadoras grandes…

E deu alguma coisa? Tá dando?

Você acha que vai dar? Não, já tá dando. Eu não sei as incorporadoras, mas eu digo os gestores de Airbnb. Eu tenho conhecidos que perderam em um dia 40 imóveis assim: não pode mais colocar, bloqueou.

É, mas esses caras que venderam e tudo mais, eu acho que para eles não vai acontecer. É, então acho que não vai dar nada. É assim, você vê até a própria o próprio pessoal chamando lá os os incorporadores, tudo mais, os caras não aparecem, inventam desculpas.

[ __ ]!

É, até inclusive a até que o pessoal do Airbnb foi, eles compareceram. Da Booking nem foram.

É mesmo? Booking, eu por exemplo só uso Airbnb, eu nunca consegui utilizar muito a Booking, porque a Booking acho que é muito boa para hotéis e pousadas, que foi para isso que ela foi feita.

É, e então sempre dá… Aí é a parte onde eu que eu gosto de de ser mais eh onde é o nosso diferencial, que é no atendimento. E o atendimento com a Booking é mais complicado e e pior. E como a o Airbnb, ele é muito bom, aí virou igual o chiclete, né: todo mundo generaliza a curta temporada “Airbnb”. Então acho que meio que ficou… A Booking passou meio que ilesa nisso daí, mas também tiveram que tirar várias, e tiraram mesmo.

Nossa, que prejuízo que o cara que investiu, hein!

Nossa, parece que foram, sei lá, mais de 5.000 unidades que foram.

E essas unidades, elas conseguiram escoar isso em aluguel tradicional? Porque [ __ ]…

Então, a sorte é que são bem localizados, né? Ah, nem pode alugar, se eu não me engano, né?

Pode, pode, mas tem um teto, o HIS… É que tem HIS, HIS 1, HIS 2 e o HMP. Agora, o HIS 2 eu sei que a renda familiar é até R$ 9.000,00 e poucos reais, e aí o aluguel não pode passar de 30% desse… Nossa! …então dá mais ou menos R$ 2.900,00 ali, tá? Eh que não é ruim porque você pagou muito barato no no imóvel.

É, e você pode… Como investidor, você pode comprar desde que você alugue nesse teto de preço para essa pessoa específica, entendeu?

Legal, porque nem todo mundo, por mais que tenha as facilidades, nem todo mundo tem o valor da entrada para dar.

Sim.

Então tudo bem você ser um investidor que você pelo… E você tem um período de 10 anos, daí também você não pode vender a não ser que seja aquele teto de valor, entendeu? Aí depois aí depois é liberado. Tavam tentando derrubar isso também, então não deixa de ser um bom investimento em 10 anos, porque você paga barato pra caramba e depois de 10 anos cai.

É, você vai conseguir mais que 100% de lucro ali.

Caramba, legal!

É que você vê hoje eu tenho até um agora na na construtora que eu na na imobiliária que eu trabalho também, que hoje também aí vendo todos esses negócios que já vinham vindo acontecendo… Que essa é uma das coisas até que eu ensino no Guardião dos Hóspedes pros anfitriões, eu falo: “Gente, vocês têm que se movimentar, ter uma cabeça empreendedora, não adianta vocês só ficarem pensando ali ‘ah, tô ganhando’ e ficar só reclamando”.

É isso.

Tanto que eu tenho um curso lá que a gente chama eh que eu chamo Anfitrião Empreendedor, que é você começar a antecipar as coisas que vão acontecer. Então, pô, vai lá, tira um Creci e começa a dar outras opções, entendeu? Porque agora, por exemplo, esse ano, como a taxa de juros tá alta, o aluguel tá bombando, entendeu, tá bombando. Então se você tem um Creci, você consegue fazer o aluguel, você consegue fazer o negócio gerar, entendeu?

E legal isso, né? Quando a taxa de juros tá alta, a galera não consegue financiar.

É o aluguel, é o aluguel.

É naquele meio-termo aqui, porque assim: tem o altíssimo padrão, que nunca tem muito problema; tem os muito baratos ali também, né, que eu vou dizer ali, né, que são os estúdios assim, também sempre dão um giro mais ou menos legal, boa. Agora aquele meio ali, aquele que normalmente é o padrão que vende mais, né, nas épocas boas, que é o de dois quartos, três quartos ali, esse tá parado, é só locação.

Caraca, bicho!

É que assim, quem tem dinheiro até vai comprar, só que ele vai te jogar lá embaixo o valor. Então ele vai aproveitar do momento ruim para te pressionar, é como tudo, né? Igual o mercado financeiro, né? Quando… Que loucura, cara! …quando o negócio não tá bom ali, as a Bolsa cai, é a hora de comprar, aí depois é a hora de vender. Então aí você o mercado imobiliário é muito… Até que eu acho que não… Eu não consigo entender por que tem tanto essa briga, né, porque o pessoal do do mercado financeiro fala que mercado imobiliário não é bom porque não tem liquidez, e cara… Na verdade, se você usar as duas estratégias, nossa, exatamente, você… Boa, entendeu, cara? Na verdade é sempre essa guerrinha de A e B, é o que você falou: usa as duas, cara! Tenha um imóvel para você ter um pouco de de segurança, trabalha com dinheiro um pouco mais líquido em outras frentes. Cara, é a composição da sua carteira.

E eu descobri isso na dor, até falando dos erros. Eu, quando eu vendi o meu esse aquele meu apartamento que eu vendi…

Você vendia ele para comprar mais estúdios.

Para comprar mais estúdios.

Em que região você trabalhava bem no começo?

Esse era em Pinheiros. Eu vendi ele para… Aí eu comprei daí no prédio lá onde eu fazia, quando eu comecei a fazer, eu peguei mais uns dois ou três no próprio prédio, boa. Mas aí não era estúdios, né, eram apartamentos um pouco maiores ali, de $35\text{ m}^2$, $40\text{ m}^2$. Tá, aí eu vendi esse meu apartamento, continuei fazendo a gestão em alguns nesse prédio, que eu até tô até hoje lá. Aí só que daí eu eu vendi, aí peguei aquele valor, aí tinha aquela cabeça “não, não quero ter não quero ter dívida”, né? Aí fui lá, comprei dois estúdios à vista, certo. Que daí depois com o tempo que eu vi a cagada que eu fiz, que eu falei: “Porra, por que que aquele corretor não me falou essa merda?”. Sabe, que aí eu é outro motivo que eu tirei, falei: “Pô, o cara tinha que ter me auxiliado, porque, [ __ ], eu ia trazer esse corretor pro resto da vida, porque ele me me fez eu fazer um [ __ ] bom negócio”.

Você ia comprar dois à vista, podia ter pegado a entrada deles, comprava cinco distribuídos e ficado no financiamento com o dinheiro, pelo menos quatro eu comprava o próprio apartamento pagando. [ __ ] que…

O cara não falou nada!

Da alavancagem, né? E o cara é burro, porque o cara poderia ter te vendido quatro apartamentos, cinco apartamentos.

Pois é, nem ele tá preparado.

Não, cinco não, né, porque daí eu ia levar esse cara pra vida, né, para sempre? Exatamente. Ia vender cinco só aquela hora. Exato, mas com certeza eu nunca mais ia procurar outro corretor, e talvez nem ia pensar em tirar o Creci.

É isso. Falei: “[ __ ], não preciso ter esse trabalho, eu tenho um cara que me resolve”, que é hoje o serviço que eu que eu presto para os meus clientes. Falo assim, cara, eh não quero simplesmente vender um… Que é outra coisa também, assim: eu já aluguei alguns apartamentos, moro de aluguel hoje, que é outra coisa, né, que é aquela briga, né, que o pessoal fala assim: “Ah não, tem que morar de aluguel, mas assim… Mas também tem que ter seu imóvel”. A única diferença é que eu tenho imóveis para renda, que pagam o meu aluguel, entendeu? Você tem que ter seu imóvel também, você não precisa exatamente morar nele, porque realmente aquele lá que você vai ele vai mais te dar despesa do que ele vai ser mais um passivo do que um ativo. Às vezes o… Quantas vezes assim, eh o cara tá morando no imóvel, aí ele fala: “Pô, tô querendo um maior ou um melhor, ou outro lugar”. Aí ele vende esse para comprar outro, aí ele tem que reformar o outro, aí ele tem que [ __ ], tá maior trampo, cara! Sai desse, aluga esse e aluga outro, é o que eu faço por enquanto. Os que eu os meus de moradia, enquanto não é meu, até eu tenho um post que eu fiz, né, os imóveis sonho, né, que é o que a gente quer morar ali, que a gente imagina aquela casa dos sonhos, e os imóveis de transição, e os imóveis de de investimento. Os de investimento é o que eu tanto que eu foquei hoje mais nos de investimento, que são os menores, que te dá uma liquidez, você consegue ter várias… Que nem hoje eu uso muito o Airbnb como uma estratégia para não deixar vago o apartamento.

Caramba!

Então só os estúdios eu consigo fazer a estratégia, porque agora também outro problema também que o Airbnb passou… Tá passando que muitos condomínios, esses mais familiares, condomínios de apartamento de 2, 3, 4, estão proibindo Airbnb, né?

Hum.

Porque até entendo, é justo, é justo, é justo, porque justo, colocando gente para ficar o dia todo, e muito culpa dos anfitriões que não dão atendimento.

É verdade.

Aí não passa as regras do condomínio pro pro hóspede, o cara vai e causa, às vezes por e reclama que vão proibir depois, entendeu? [ __ ] que… Que esse é o outro motivo do Guardião dos Hóspedes também, que eu falei assim: “cara, vocês só sabem reclamar, mas também ninguém quer saber de dar um atendimento”, entendeu? Que até falo assim, é uma tem uma frase que eu até coloco lá no… Que eu falo assim: você dar o bom atendimento é você prever as soluções de um problema que talvez nem aconteça. Então você já exatamente, você já dá todas as informações da pessoa, fala: “Ó, por exemplo, lá nesse de Pinheiros lá, a portaria é um caos porque são 353 apartamentos…”.

Nossa!

“…então tem motoboy ali, né, com entrega, tem funcionário…”. Entrega também dá um caos pra portaria hoje em dia. Maior caos! Então você aí eu já aviso meus hóspedes e falo assim: “Ó, meu, ali é meio complicado, o pessoal tá sempre um pouco estressado ali, então chega na boa, fala numa boa”. Então você já passa, o cara já vem com a expectativa, e às vezes nem acontece, entendeu? Só que o cara já vai com uma expectativa assim, só de falar isso, você já coloca o cara no lugar certo, o cara já chega de boa, se o cara é grosso, ele não vai achar isso ruim porque já foi avisado, entendeu? E se não foi, o cara falou: “Não, pô, o cara foi maior gente boa”, falei, ou às vezes até foi um pouquinho, mas só como eu já deixei o cara no terror antes, o cara já tava blindado, já sabia, entendeu?

[ __ ]! E não é difícil fazer isso, cara, é que às vezes a gente fala, [ __ ], parece óbvio, né, mas infelizmente o óbvio não é feito em várias coisas, na verdade em tudo, cara. Mas no mercado empreendedor em geral assim, nos no setor de vendas, nos atendimentos, é só, é o que você falou: antecipar o problema e passar a a situação pra pessoa. E você evita milhões de problemas que as pessoas estariam estão reclamando hoje da sua empresa, mas se você antecipasse esse problema, talvez não tá te evita um problema e vão te dar, por exemplo, as boas avaliações.

Exato.

Que é o que vai te gerar mais vendas depois, que nada mais é o atendimento que é venda no final das contas, entendeu?

E quando você e quando você começou com um, aí depois foi para dois, você comprou dois. Como que foi esse processo, e até também o o fomento do dinheiro para isso? A o próprio negócio, conforme você foi trabalhando como corretor e tudo mais, você foi se se fomentando para crescer cada vez mais nisso? Hoje quantos imóveis você tem sobre sobre gestão? Como que funciona essa gestão a ponto de assim, pô, o cara sai no Airbnb, tem que limpar o apartamento, trocar roupa de cama… Não sei como que você faz essa gestão toda. Eh isso, essa gestão é do próprio apartamento, e você tem algumas pessoas que prestam serviço para você? Dá um overview um pouco dessa operação disso.

É, então hoje no começo eu fazia muito. Eu, a minha mãe me ajudou muito até a ir lá me ajudar a limpar o apartamento. Eh às vezes eu ia lá, arrumava, tinha que passar pano de chão. Começo é aquela igual empreendedor, né?

Exato, exato, exato!

E superamarradão assim, legal pra caramba, porque o negócio dava um retorno, e era bom quando eu ia fazer a limpeza, a taxa da… Porque a taxa de limpeza quem paga também é o hóspede, né?

Ficava para você ainda.

Falar: “pô, mais R$ 150,00 aqui”. Exatamente. E às vezes o apartamento nem tá lá sujo, cara, muitas vezes. E principalmente em regiões onde vêm mais pessoas a trabalho, executivos… O cara nem a única coisa é o único lixo que eles deixam é o saquinho do do iFood ali.

Exato, e a cama desarrumada.

E a cama desarrumada, e olha lá. É. Então a grande maioria é isso daí. É mesmo até no centro mesmo, que o pessoal vê muitas aquelas sacoleiras, né, que vêm comprar no na 25 e tal, também. O a sujeira às vezes que fica ali é um monte de etiqueta assim, você já sabe que elas vieram porque elas arrancam a etiqueta para levar depois. Sim. É lógico que tem os os causos assim, mas eu nem considero, cara, até para não dar valor pros problemas, né? Eu prefiro valorizar os que são gente boa, entendeu?

Exato.

E que eu vejo que é o contrário: a pessoa sempre for… Tem até pessoas no Instagram que acho que para dar para dar engajamento fica falando do pessoal que fez que deu problema, entendeu? Mas não é a não é a maioria, pelo menos não pra gente lá. Aí falando atendimento, como hoje a gente tem uma uma equipe de três, né: a Rute, a Nina e a Duda, que elas são ótimas, estão lá agora, elas segurando o fogo ali. É porque é isso, o nosso maior trabalho é atendimento. A parte da limpeza que você falou, a gente faz toda a parte de não só da limpeza dos apartamentos, mas a lavanderia, que é a Juscélia que é a que cuida, que ela… Eu falei, ela foi a até tem um vídeo com ela lá no no Instagram, que quando eu tinha acho que três apartamentos fazendo gestão, ela virou para mim… Eu falei: “Pô, o negócio não tá indo tão bem aqui” e tal, e ela tinha vindo de uma outra empresa que eh meio que teve que fechar, tal, que eles tinham 40 apartamentos, e ela me falou: “Mas eu tô com você, eu sei que você vai crescer”, não sei o quê. E ela é um foguete na limpeza! Um foguete! Foguete assim! Tem dia que eu falo: “ela não vai dar conta”, e dá. E o que que ela fica: ela fica rodando mesmo e na limpeza, rodando, e assim, não é que são pertos, né? Eu tenho… Eu tenho na Vila Madalena, Pinheiros, Perdizes… Ela vai para tudo.

[ __ ], mano!

Ela tem o marido dela que vai dirigindo.

[ __ ]!

E foi graças a ela. Daí, como que vocês… Eu fico pensando assim, como vocês gerenciam, [ __ ]? O cara tem até tal horário para sair, só que, pô, tem hora que ele sai mais cedo, tem hora que o cara atrasa. Aí ela, [ __ ], foi para lá e tem que esperar o cara sair, [ __ ] maior B.O.

É isso. A gente vai aprendendo. No começo era meio que na sorte mesmo. Agora a o próprio na própria plataforma do Airbnb você consegue colocar algumas mensagens automáticas. Então assim, um dia antes do check-out, eu já ele já recebe uma mensagem automática perguntando, falar: “Ah, gente, vocês… Pô, numa boa”. Assim, te pergunta: “Só me fala mais ou menos a hora que você vai sair amanhã pra gente conseguir organizar a limpeza”. Aí quem vai sair cedo já avisa, tem uns que não avisam, mas a maioria avisa: “Não, tal…”. É, ou fala: “Não, vou realmente sair meio-dia mesmo”. Mas isso é porque ajuda muito a nossa agenda ali, porque é aquele horário, né, do meio-dia às 3:00, é aquele caos absurdo. Então se alguém sair antes, putz, dá um break ali.

Tô pensando porque é uma logística parecida com a de restaurante, né? Porque do meio-dia às três você tem que se matar de de limpar tudo, porque é bem isso.

E eu vim de restaurante, fui fui garçom lá no Ritz. Cara, é uma loucura, loucura, loucura, loucura! É aquilo, mas também se acaba em 3 horas ali, depois já não tem. Agora o atendimento não, atendimento é o tempo todo. Sexta-feira é uma loucura.

É mesmo?

Tanto que eu com as meninas a gente fazia… A gente tentou mudar a nossa reunião, que é toda quinta-feira, eu tentei mudar pra sexta, não dá, porque não para todo mundo no celular tendo que atender.

Hoje quantos vocês têm de gestão assim?

A gente tava batendo 40, caraca, mas daí a gente diminuiu um pouco agora. O pessoal eh três deles eu fui pra pra locação tradicional, eles preferiram. Eh outra eh quis tocar sozinha, que inclusive eu dei a assessoria, eu fiz a a transição, eu fiz a… Não a transição, mas eu eu ensinei ela, fiquei uns dois meses ensinando, ela quis fazer sozinha.

Legal.

Que é até essa mentoria mais ou menos, eu também também é um dos serviços que eu presto hoje em dia. É um baita de um… E ela tá tá legal, ela como ela tem dois apartamentos, ela consegue tocar, entendeu?

[ __ ]!

Então lá ela que faz a limpeza, ela que faz tudo. Eu até falei: “Ó, mas já vai chegar uma hora que, se Deus quiser, você vai crescer e você vai ver que não vai dar para ficar tocando sozinho, você vai ficar na organização e tal, e o pessoal cuidando do atendimento”. E eu e para eles, o pessoal sabe, eu sou chato nisso, toda hora eu falo: “Não, atendimento”. Falo assim: “Se o atendimento for bom, você pode até errar um pouco na numa limpeza…”.

Exatamente!

…isso que às vezes eu com até as meninas eu brinco com elas assim: às vezes eu eu ainda faço a parte da organização da logística de limpeza, e tem dia que eu esqueço algum apartamento, não passa. E aí fala: “Rafa, o apartamento tá sujo”, não sei o quê. Aí elas resolvem lá tudo, mas só que daí como o atendimento é bom, o aí a gente até não cobra a taxa de limpeza, fala assim: “Pô, daí aí paga um café da manhã…”. O pessoal fala assim: “Espere um minutinho, 40 minutos já resolve”, entendeu? Então a gente consegue contornar e não recebe avaliação ruim, entendeu? E ela corre para lá, já vai lá, resolve, já vai lá, resolve, e é o que ajuda, entendeu? Eu falou assim, eu falei: às vezes eu preciso sair eu da operação para vocês conseguirem tocar melhor isso daqui.

Cara, esse esse negócio de vacância assim, como por exemplo os apartamentos eh bem localizados ficam parados, não?

Cara, a gente nunca tinha tido na muito muito abaixo de 80%.

Caraca, bem, meu!

Mas agora esses últimos meses andou… Desde maio deu uma… Apesar que junho foi muito bom.

É mesmo?

Junho foi bom pra caramba! Parece que foi um dos meses que mais tiveram eventos em São Paulo também, caramba, né? Exatamente os eventos influenciam bem muito. É que nem, por exemplo, em novembro vai ter um show do… Que eu nem conhecia a banda, fui até conheci o tal de BTS, de uma banda coreana, é bizarro, é mesmo? Pessoal pagando… Eu até aumentei um pouco o preço porque a gente já sabe, né: Fórmula 1 aumenta um pouco, na Parada LGBT a gente aumenta um pouco, Carnaval, tal… Agora esse BTS eu não sabia. Daí foi por causa de uma menina, coitada, ela mandou mensagem já, ela já começou assim: “Eu não tô achando apartamento em Cangaíba aí…”. Daí eu falei: “Mas por que que não tá, você não tá conseguindo?”. “Ai, é porque vai ter o show do BTS”, não sei o que, tal. Ah, poxa! Nossa, na hora eu já peguei todos os outros, aumentei o calendário, e já reservou todos.

Caraca, bicho!

Vai ser… Acho que é de 31 de outubro até não sei o que, dia primeiro de novembro. Por exemplo, quando tem um BTS da vida assim, isso influencia mais a região do evento ou é São Paulo inteiro?

Tá geral, é geral. Esse show tá incrível, nunca vi.

É mesmo?

Acho que desse ano é o que mais tá tá tá… Vai ser quando isso aí?

Novembro, acho que é de 28 de outubro até 2 de novembro, alguma coisa assim.

Ah, que loucura, né?

Final de outubro, começo de novembro ali, é perto da Fórmula 1 também, né? Então esses meses já vão ser um mês bom. Melhor que esse é também é uma questão do do do Airbnb, tem esses altos e baixos, né? Então você tem que saber ali controlar para ter uma média, mas sempre fica acima de 75% assim na média geral.

Cara, com 75% hoje vai de 25% de vacância, né? Uhum, 25% de vacância, 75% de de hospedagem. Isso bate o aluguel tradicional hoje no valor atual?

Não todo lugar, não todo lugar. Depende muito. Não, porque caiu o ticket, né, o a diária. Pô, antigamente a gente conseguia cobrar lá no centro uma diária de R$ 250,00, hoje tem lugar que R$ 120,00 já fica difícil de fechar, entendeu?

E como que você vê então o futuro disso? Porque assim, se cada vez tá mais difícil, eh porque pensa que a gestão do Airbnb é é muito mais trabalhosa, maior trampo do que você alugar pro cara que paga lá a mensalzinha e acabou. Eh vai chegar uma hora que talvez as pessoas elas vão… A própria mão invisível, né, do mercado vai falar: “Não, eu quero começar a alugar”, e aí começa a alugar o o por causa que não vale a pena, automaticamente diminuiria a demanda, a oferta de produto, e aí talvez de novo o valor se regule.

É, ele vai se ajustando, né? Mas por agora é uma coisa que tá valendo tanto a pena, eu acho que… Não, não, né? Não, pelo menos São Paulo assim… Apesar que assim, tem uma visão que o pessoal tem de falar assim: “Ah, o Airbnb, ele destrói o apartamento”. Isso é uma visão, pelo contrário! A locação tradicional, como a pessoa fica lá 30 meses, até mais às vezes, mesmo que fique só um ano, a pessoa tá usando todo dia aquilo ali, entendeu? Então tende a destruir, a gastar mais também, principalmente tem alguns inquilinos que às vezes não cuidam tão bem, que é boa parte. Eh então destrói mais. Agora, o Airbnb você mantém toda vez… A gente tá olhando todas as lâmpadas, então você não pode deixar uma lâmpada queimada, você não pode deixar nada, então você consegue manter todo dia, a cada três dias… Nossa média de de de hospedagem são três dias, né? Então a cada três dias tem alguém limpando e tem alguém vendo se não tem nada de queimado ou tudo. É claro que não é nem sempre que a gente consegue fazer tudo, mas muito mais do que uma locação tradicional, entendeu?

E hoje, comparando com o QuintoAndar da vida, o quanto o QuintoAndar é aliado do mercado imobiliário ou o quanto ele é vilão na opinião assim de quem tá dentro?

Eu tenho minhas ressalvas com o QuintoAndar assim, eu nunca consegui usar o QuintoAndar.

Desaba-, desabafo.

É, eu nunca consegui usar muito o QuintoAndar. Eu acho que assim, a parte que eu mais prezo, que é o atendimento, eu acho que é falha no no… Todas as vezes que eu tentei usar o QuintoAndar… Não, mas eu como inquilino, né, para ver lá, eu tava indo conhecer o imóvel junto com com o corretor. Como é que você vai vender ou alugar um negócio que você não conhece, entendeu? É, tudo bem, eles têm muita demanda, mas eu acho que não justifica, entendeu? Sei lá, mas você acha que isso atrapalha… O fato deles terem commoditizado e facilitado tanto eh a a busca por apartamento e tudo mais, o isso você acha que ajuda o mercado ou atrapalha no geral o mercado em si?

Eu acho que no fato, no final, acaba ajudando, ajuda principalmente para quem tá, né, para quem precisa logo alugar. Porém, por outro lado, até eu vi um caso outro… Não sei o que que acontece, não sei se é a calculadora deles lá, sei lá o quê, tem um… Nossa, eu falei disso acho que um pouco antes de vir aqui, que o ele tinha colocado esse meu um amigo meu, ele colocou para vender pro X valor lá o preço. Aí quando foi ver, o preço tava mais baixo lá, e apareceu gente querendo visitar o apartamento. Na hora que ele foi ver, o preço tava errado, entendeu? Isso quando eu coloquei um apartamento meu, aconteceu a mesma coisa.

Mas eles forçam para baixo mesmo.

Então eles forçam para baixo, e você nem fica sabendo.

Quando você cadastra um apartamento, tanto para alugar quanto para vender, aparece lá: “este valor está acima da média”, e quando você vai ver nas imobiliárias tradicionais, não tá, não tá. É que ele força, eu acho que ele força o valor barato porque ele quer girar rápido, precarizar… Ele precisa girar. É, só que daí a pessoa que tem um apartamento, dois, [ __ ] isso, o cara que confia 100% no valor originado pelo QuintoAndar tá perdendo dinheiro.

Não, e no caso dele foi assim: eu nem autorizei baixar o valor, cara!

Ah, foi automático?

Ah, foi automático, isso que eu tô querendo dizer. Não sei se talvez ele sem querer apertou alguma coisa que tava lá…

Pode ser, mas meu, mesmo assim, automático é [ __ ], hein?

Entendeu? [ __ ]! E e eu já vi mais de uma pessoa reclamando disso, entendeu? Não sei se é aquela coisa, às vezes vem, e aí você sem querer aperta alguma coisinha que você veio meio maquiada ali, não sei, pode ser. Não vou… E aí ele coloca a culpa: você clicou, por mais que ele influenciou você a clicar, entendeu?

Mas Rafa, uma coisa que eu vejo, eh cara, os corretores no geral, se foi assim, mas parece tá pior, eu acho que essa… Eu acho que você tá atendendo muito bem eh um mercado no seu Instagram ao falar de atendimento, porque o atendimento tá cada dia pior. Eu acho que isso não é só no mercado imobiliário, mas em geral, em geral. Eh a ponto que as pessoas daqui a pouco eu acho que só não gostam de falar com IA por causa que a a IA ainda tá meio que alucinando, mas a hora que a IA começar a atender de fato com qualidade, não vai querer falar mais com humano de jeito nenhum, porque, [ __ ] que pariu, o cara… É o que a gente tava conversando nos bastidores: você fala com o cara, ele não entende seus os seus as suas demandas, às vezes você manda lá uma mensagem de texto, o cara já quer te ligar, ou às vezes você manda lá um negócio, o cara te manda um áudio gigantesco, 300.000 links que quando você fala “tá, deixa eu abrir aqui”, aí você vai ver que não tem nada a ver com nada, o cara só pegou um monte de link e jogou, nada… E você vai ver, cara, vai… Caraca, bicho, que dificuldade, que dificuldade! É impressionante, cara, é um negócio meio arcaico ainda, e eu acho que é onde o QuintoAndar ele tá nadando de braçada, porque ele entra acabando com esse corretor com atendimento de merda. Eh por outro lado, é o que você falou, falta eh, e não só no mercado imobiliário de novo, mas falta no mercado em geral uma venda consultiva, uma venda consultiva: o que que você tá querendo, o que que você tá buscando? Você já pensou em outro outro bairro? “Ó, pô, tal bairro é tão legal, é melhor, eh pode atender as mesmas demandas”. Pô, você tá querendo ir para tal bairro para tá perto do metrô, mas, pô, aqui o metro… Você tá falando que o metro quadrado tá caro? Pô, tem tal bairro que é tão bom quanto, também perto do metrô, muda dois quarteirões, já muda, dois quarteirões muda tudo. E cara, quando você, pelo menos eu, eh penso em alugar, comprar, fazer qualquer coisa, eu já falo: “Nossa, para quem eu vou pedir isso?”, sabe, porque você já tá meio cansado do nível do atendimento das pessoas. Eh caramba, você acha que existe uma tendência de o mercado imobiliário, desse intermediador imobiliário, do corretor imobiliário eh morrer, mas não no sentido… Porque assim, pensa que os quando eu falo o mercado morre, os bons sempre ficam, os bons sempre ficam porque o cara se reinventa, ele vai pra parte de consultoria mesmo. Mas aquele corretor que tá acostumado só a ficar atendendo e mandando link, pegando chave, ainda mais com o advento de QuintoAndar, Airbnb, essas coisas, você acha que isso tende a desaparecer, esses caras do mercado?

Eu acho assim: se eles não se preocuparem com o atendimento, eles vão perder para a IA, para a IA. Até tava conversando com a Débora, que é uma das sócias da imobiliária que eu que eu trabalho lá, que a gente faz parceria, porque eu tenho a empresa Home Hotel, né, que faz a gestão dos dos Airbnbs, e agora eu trabalho com a Defark, que é a gente faz a… Eu sou sou corretor lá, tem a Fernanda e a Débora, que a gente a gente é amigo desde muito tempo, e aí começamos a fazer essa parceria. Era para ser uma parceria só com os estúdios, mas acabou que a gente resolveu porque a gente sentiu muito esse link assim, do alto padrão com os imóveis para investimento, que uma coisa linca com a outra. Na verdade é o mesmo, é o mesmo o mesmo cliente.

Boa.

O cara que compra uma casa de 20 milhões, 30 milhões, ele investe em imóvel pequeno porque ele quer fazer o dinheiro dele gerar, ele também vai usar em renda fixa, ele quer todas as estratégias, né, ele quer diversificar.

Legal.

Então por isso que a gente tem esse link ali, não que a gente não atenda o de dois, três dormitórios, classe média, mas eh assim, tem que focar em alguma coisa para não também não ficar querendo falar com todo mundo.

É alto padrão.

Alto padrão. Quanto a gente tá fazendo valor assim?

É que hoje em dia a gente fala… É com o jeito que tá o dinheiro hoje, né? Hoje em dia a gente fala alto padrão é acima de 10 milhões, porque qualquer coisa hoje custa dois, três, quatro.

Quando você fala de 10 milhões em O que que você tá falando? É apartamento de quantos metros quadrados em quais bairros? Só para até o pessoal que talvez não conhece tão bem São Paulo entender, porque é muito louco, porque é descolado, São Paulo é descolado a realidade, né?

Não, hoje em dia você tem apartamentos de, vamos colocar nem 10 milhões, mas 5 milhões, que você pensa: “Muito dinheiro”, sim, é um apartamento de às vezes 3 quartos no Itaim, entendeu? De três dormitórios no Itaim, é isso. Entendeu? Lógico que é por causa da aí tem a questão da localização, né, que tem até o o Leopoldo ele fala, né, que é o PPP, né, que é o é o preço… É, o produto e o ponto, né? Então isso depende muito. Daí assim, às vezes o mesmo tipo de apartamento no Itaim custa 4 milhões a mais do que custa, sei lá, em outro bairro, entendeu?

Exatamente.

Então é muito mais o ponto mesmo.

O padrão, o mesmo acabamento… Você vê na mesma cidade, é muito louco, né?

É que na verdade São Paulo tem várias cidades dentro de uma, né?

Muito perto, perto, muito perto.

Às vezes andando dá para ir para uma de um pro outro, total. E aí muda completamente.

Aí você vai, aí tem os condomínios de alto padrão fora de São Paulo aqui perto, né? Hoje em dia tá na moda do no interior com piscina de onda, tudo… Eu não conheço bem ali, mas eu sei que tem casas ali, né, mas da off-market, né, que daí não estão anunciadas, e até 300 milhões, entendeu? Aí eu sei o limite ali onde eu foco bastante, ali mais no litoral, no condomínio Costa Verde Tabatinga ali, aí tem casa…

Costa Verde Tabatinga, Caraguá?

Em Caraguá. Eu tava lá, eu tava lá há duas semanas atrás.

É mesmo? Lá? É, então, putz, lá eu frequento desde pequeno, meus pais têm casa lá, começaram com uma casa na Rua do Golfe ali, foram… Cara, aquele aquele condomínio é também os valores dos imóveis lá é coisa de louco, hein, cara!

Tem coisa de louco lá! Lá é uma coisa impressionante. Eu lembro que o meu pai na época lá, em acho que eu tinha uns 15 anos, então em 95 foi quando a gente foi para lá, 94, 95, cara, quando tava bombando lá… O cara me contou a história de que a Hebe foi para lá.

A Hebe era nossa vizinha.

É mesmo?

É, ele contou a Hebe foi para lá e tal. Falei: “Caramba, que…”. Na verdade não era nem, até o sobrinho dela, o Cláudio, que era empresário dela na época, ele até ficava meio bravo porque a casa não era dela, era dele a casa.

Ah, é?

Ela tinha a casa lá também, mas era na Rua do Golfe lá, que ficava mais o Marcelo… Fiz o rolêzinho de barco lá. [ __ ], puta louco! Ela tinha um barco, o barco era dela. As as praias desertas lá, uma delícia, cara, é legal. Não, e o litoral é maravilhoso! Nossa, delícia, é que hoje em dia todo mundo fala do interior, né, da da Fazenda da Grama, tal. É ótimo, ótimo, ótimo. E o condomínio é bom lá, hein?

Animal demais! Não, a segurança que eu acho que é o que valoriza, né? É condomínio dentro de condomínio, dentro de condomínio. Lá são três ou quatro condomínios dentro dele, né, que tem o Gaivotas, que é o prédio lá em cima, daí tem o Marsala, que é um prédio um pouco mais que a gente fala econômico ali, aí tem o Praça 1, Praça 2 e o condomínio de casa ali. Aquele condomínio de casa que é o que dá para a Marina lá no final lá.

Ah, que tem a porta que sai para… Isso, é que não chega a ser bem a Marina, mas é a saída da praia ali.

A saída da praia, que é perto da onde tá a casa do meu pai lá.

Legal lá, hein?

Meu pai também. Então lá você tem casa desde 3, 4 milhões, que é o acho que é o mínimo que tem ali, talvez algumas menos que que precisam de reforma, talvez um pouco menos. Naquele naquele condomínio de casas.

No condomínio de casas, boa.

Que talvez sejam as que estão $60\text{ m}^2$, $80\text{ m}^2$.

É, são as que talvez sejam não na frente, o pé na areia.

Isso, isso, pé na areia. É, eu tenho duas casas que eu tô vendo lá, que tá numa faixa ali de 5 a 8, 9 milhões, que é na rua lá atrás, na rua lá de trás.

Caraca, que loucura!

Então, eu lembro que quando meu pai comprou, eu posso estar com o número meio errado, mas eu lembro que e foi… Eu não sei se foi meu pai, se foi o amigo dele, que na hora que ele foi comprar, que ele falou: “não, acho que um amigo dele foi vender”, que aí quando começou a inflacionar, que ele falou “ah, é 40.000”. Aí o cara falou: “Dólares?”. Daí ele falou: “É”, e não era, era real. Não sei se era 40 ou 90, mas não sei o que engoliu, foi beleza, tudo bem que não era essa diferença de dólar hoje, era acho que era dois para um na época, mas, [ __ ], dobrou, dobrou só num que ele não completou a frase, ele deixou o cara completar.

[ __ ] que pariu!

Mas hoje em dia você não acha nada por, imagina lá ali, terreno, sei lá. Uma coisa que eu gostei de lá é que eh as o o e, cara, vou ser bem preconceituoso aqui, mas o rico emergente… Não o rico emergente, porque eu sou um rico emergente, assim, eu eu também fiz dinheiro depois de, na minha geração. Eh mas o funqueiro, sabe aquela doideira de que você vai para alguns lugares, [ __ ] que… Que é o que a Fazenda da Grama toma cuidado, que é o que Boa Vista toma cuidado, porque depende, é o jogador de futebol que faz festa e vai tudo. [ __ ] que eu achei lá super tranquilo, maravilhoso, de boa.

Mas chegou a ter problema lá, agora eles colocaram uma regra nova lá de que qualquer locação no mínimo de 15 dias para fugir desse Airbnb da da para tentar…

É, que eu acho certo, sim.

Atrapalhou também o pessoal da da… Que assim, meu pai sempre no final do ano ali procurava alugar lá, então a gente não ia para… Porque lá é um caos no final do ano, né?

É mesmo? É um caos, acho que é a única época que enche, né, porque as praias não… E a única época que enche ali, na verdade, o resto do ano é uma paz ali.

Nossa, fui dia de semana, [ __ ] que delícia, cara, vazio, vazio, vazio, vazio, vazio.

Acho que é o até no anúncio lá da casa do meu pai lá que eu coloquei, eu coloquei o pôr do sol lá, que acho que é um dos mais… Que a gente já vê a vista ali é incrível, o lugar… Principalmente no inverno, em julho é a melhor época para ir.

Que legal, cara!

Que quase não chove.

Eu acho que eu fui… É, não, eu fui… É, agosto eu fui.

É, então, a melhor época. O final do ano chove pra caramba, calor e abarrotado, você não consegue… Falta gelo, falta carvão, falta carne, falta… Não tem nada ali, né? Até tem um mercadinho dentro ali, tem uma pizzaria, tem algumas coisas, mas se você tem que sair para pegar a estrada, você tá ferrado.

É, que foi o que aconteceu. Muitas vezes eu precisava buscar alguma coisa, comer em algum lugar, a gente saía.

É, então, e na temporada não tem como, não tem, você fica um mês parado ali, meu. Lá é um baita de um lugar, cara. Rafa, cara, estouramos o tempo, mas falei que ia ser um um papo massa, mas que valeu a pena.

Pô, legal.

Obrigado pela pela visão que você trouxe, acho que é uma visão que serve para tudo quanto é tipo de empreendedor: primeiro pro empreendedor que que tá querendo olhar o Airbnb e o mercado imobiliário como um mercado de investimento, acho que vale a pena, e esse papo foi bastante eh claro sobre eh toma cuidado onde entrar, como entrar e tudo mais, mas também, principalmente, eu acho que a é a é a grande regra e a lição desse podcast, que é atendimento, cara, atendimento. Atendimento é tudo! É óbvio, é simples, mas é extremamente impactante você dar um atendimento, antecipar os problemas, falar pro cliente, você evita problema, você aumenta a satisfação, aumenta a recorrência dele no negócio, que é o que você falou: se aquele corretor tivesse feito isso com você, você tava com ele até hoje, cresce, você teria aberto… Então, pô, cara, atendimento! Você que é empreendedor, olha para atendimento, cara, presta atenção. Numa época de IA, numa época de pessoas cada vez mais eh praticamente agindo na forma automática, se você afinar o atendimento, olhar o ser humano como ser humano, prestar atenção nele, olhar no olho, trocar uma ideia, se preocupar com o cara, [ __ ], isso aí vai ser uma coisa que vai ser o seu o seu diferencial, que vai te dar mais valor para conseguir cobrar cada vez mais, então você só vai… Vai todo mundo ganhar, na verdade, todo mundo ganha do ganha. Ô Rafa, vou te pedir licença rapidinho para agradecer esses patrocinadores, mas eu volto aqui com a pergunta final.

Primeiro começando agradecendo a SMB Store, nosso parceiro aqui, nosso patrocinador master, que desde 2018 tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, vendas e financeiro, tudo isso com sistema acessível e fácil de usar.

Quero agradecer também a RZ3, que transforma conhecimento em impacto real, porque negócios fortes movem o futuro. Eles são uma consultoria integrada que une estratégia, finanças, tributos e tecnologia para transformar complexidade em crescimento. Todo negócio precisa ou vai precisar algum dia ainda da RZ3, porque complexidade não espera você tá pronto para ter que lidar com ela.

Agência RPL, porque o mundo digital não para, e o seu negócio não pode ficar para trás. Eles são uma agência de inovação digital que acompanha tudo que tá mudando, desde TikTok Shop até agente de IA, e traduz essas tendências em resultados práticos pro seu negócio. Se você sente que a inovação tá acontecendo rápido demais e você não tá conseguindo acompanhar sozinho, a RPL é exatamente para isso.

Semic Displays, do meu parceiro Adalto de Carvalho: quem vende forte na internet e no varejo já sabe que o ponto de venda decide a compra. Então se a sua marca ainda não aparece do jeito certo no PDV, né, no ponto de venda, a Semic Displays te ajuda com isso. Eles são líderes no Brasil em soluções criativas para PDVs, com balcões, bandejas, displays e muito mais, então se você tiver precisando vender mais, conte com a…

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Cross Host: quer dar voz ao seu negócio e alcançar mais pessoas? A Cross é referência em produção audiovisual para podcasts e eventos, com estúdios em São Paulo, inclusive estamos aqui no estúdio da Cross Host, e estrutura completa para quem quer construir autoridade de verdade. Se você tem algo a dizer, eles fazem isso chegar do jeito certo.

Galera, vocês empreendedores que estão assistindo esse podcast, pô, com certeza vocês têm dores, vários problemas para resolver, coisas que são comuns da nossa vida empreendedora, e muito desses problemas são resolvíveis através desses eh empreendedores, essas empresas que patrocinam o nosso podcast. Então são pessoas, empresas, empreendedores muito bem curados pela gente aqui, então pode ir de olho fechado que eles são super de confiança. Depois volta aqui para me agradecer. É isso aí, galera! Todos vocês que estão com problemas empreendedores, um desses patrocinadores consegue ajudar os seus B.O.s. Obrigado a todos os patrocinadores aí, meu caro.

Pergunta final para te fazer: imagina que você… Quantos anos você tá agora, desculpa?

  1. Você, no alto dos seus 46 anos, tá voltando pra tua casa, bate o carro e, num piscar de olhos, acorda na frente de Deus, e Deus fala: “Rafa, missão cumprida, meu irmão”. Você fala: “Não, pera aí, eu nem peguei a preta, nem peguei a… Eu nem peguei a preta!”. “Não, não, missão cumprida”. Eh batendo na mesa aqui, nunca aconteceu nenhum problema, mas para trazer peso pra pergunta, pô, 46 anos de vida, se você tivesse que condensar isso num conselho, qual conselho seria esse, cara?

A gente acabou… Como você terminou ali, atendimento, que não serve nem só para negócios assim… Acho que que nada mais do que atendimento é você escutar para depois você resolver, servir, né? Porque as pessoas querem muito falar e só pensam nela, não sei o quê, acho que se você começar a ouvir mais as pessoas, ela você ouvindo, você consegue entender, e você consegue… Até a a pessoa te dá o caminho para você conseguir resolver seus problemas, os problemas dela e o seu também, né? Por exemplo, no meu caso, que o como o Airbnb começou a não ser mais uma uma única fonte de renda, mas eu comecei a perceber com a demanda dos meus clientes donos dos imóveis, comecei a ver que a o a importância de eu, por exemplo, tirar o Creci para dar outro atendimento para eles, que me tá me trazendo uma nova fonte de renda, entendeu? Quer dizer assim, com o atendimento eu saber ouvir, eu consegui resolver o problema deles, e agora o meu também consegui me reinventar, meu parceiro.

Prazer te conhecer, tamo junto, prazerão.

Obrigado, viu?

Vamos fazer um rola?

Vamos!

E obrigado, cara, obrigado por aceitar o convite, baita papo, mano, tamo junto.

Não, foi um prazer, tamo junto.

E pô, você que ficou aqui até o final, clica em todos esses botões aqui embaixo para engajar o episódio. Se você acha que o que a gente conversou aqui faz sentido para você, para um sócio, para um amigo, pô, encaminha esse episódio pro cara, fala para ele assistir, fala: “Pô, você tá querendo investir em Airbnb aí? Dá uma olhada nesse podcast antes!”. Tamo junto, até a próxima e valeu!

Tamo junto.

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