Gestão Financeira para PMEs, o Fim do Faturamento Ego e o Efeito Tesoura com Wallenstein Júnior (WJR Consulting) | Além do CNPJ (EP #020)

A Perigosa Ilusão do “Faturamento Ego”

No universo do empreendedorismo no Brasil, milhares de PMEs enfrentam um paradoxo frequente: as vendas aumentam, o volume de funcionários cresce, o faturamento bate recordes, mas a conta bancária da empresa permanece no vermelho. Essa discrepância entre faturar e lucrar acontece quando o fundador gerencia o negócio movido pelo ego, sem monitorar o fluxo de caixa gerencial e a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).

No episódio do podcast Além do CNPJ, o host Felipe Cassola recebeu Wallenstein Júnior, fundador da WJR Consulting — consultoria financeira que já atendeu mais de 800 projetos corporativos e treina consultores em todo o país.

Com uma trajetória que envolve desde a superação pessoal do alcoolismo até a atuação como controller em multinacionais e Big Four, Wallenstein ensina como diagnosticar a saúde financeira do CNPJ, evitar o “efeito tesoura” na fase de expansão e extrair margens de lucro reais de um negócio.

1. O Que É o Efeito Tesoura e Por Que Ele Quebra Empresas no Crescimento?

A maioria dos empresários acredita que o momento mais perigoso para um negócio é a queda nas vendas. Na prática, a aceleração desordenada das vendas sem capital de giro suficiente (efeito tesoura) quebra mais empresas do que a própria retração de mercado.

[Aumento Agressivo das Vendas] ➔ [Recebimento Longo (ex.: 60/90 dias)] ➔ [Pagamento Curto (Folha/Fornecedores)] ➔ [Descasamento de Caixa (Efeito Tesoura)]

Quando uma empresa vende mais, sua necessidade de investimento em estoque e folha de pagamento cresce imediatamente. Se o prazo de recebimento dos clientes for longo, o caixa da empresa seca no momento em que ela mais precisa de dinheiro, forçando o empresário a tomar empréstimos bancários com juros altos.

2. DRE vs. Fluxo de Caixa vs. Balanço Patrimonial

Para tomar decisões estratégicas sem depender do “achismo”, o líder de uma PME precisa entender a função de cada ferramenta contábil/financeira:

Ferramenta de Gestão Pergunta Que Ela Responde Foco da Análise
DRE (Regime de Competência) “A minha operação é lucrativa no papel?” Mede o faturamento, custos variáveis e despesas fixas daquele mês.
Fluxo de Caixa (Regime de Caixa) “Eu tenho dinheiro na conta hoje para pagar as contas?” Monitora as entradas e saídas efetivas de moeda no tempo.
Balanço Patrimonial “Qual é o valor real do patrimônio da minha empresa?” Registra bens, direitos, dívidas acumuladas e o valor de equity.

3. A Estrutura Básica da DRE Gerencial

Para sair da cegueira financeira, todo empreendedor deve organizar suas contas na seguinte sequência dedutiva:

  1. Receita Bruta: Total de vendas realizadas no mês.

  2. (-) Deduções de Vendas: Impostos (Simples/Lucro Presumido), taxas de maquininhas e devoluções.

  3. (=) Receita Líquida: O valor real que entra na empresa para cobrir os custos.

  4. (-) Custos Variáveis: Matéria-prima, mercadorias vendidas e comissões diretas.

  5. (=) Margem de Contribuição: O que sobra para pagar a estrutura e gerar lucro.

  6. (-) Despesas Fixas: Aluguel, folha de pagamento, pro-labore e utilidades.

  7. (=) Resultado Operacional (EBITDA / Lucro Líquido): A sobra real do negócio.

4. Pro-labore vs. Distribuição de Lucros (Dividendos)

Outro erro crônico nas PMEs é confundir a remuneração pelo trabalho (pro-labore) com a remuneração pelo risco do capital (dividendo).

  • Pro-labore: Salário fixo pago ao sócio que trabalha na operação, ajustado aos valores de mercado para aquela função (e sujeito ao recolhimento de INSS e IRPF).

  • Distribuição de Lucros: Retirada periódica dos lucros apurados pela DRE gerencial, isenta de Imposto de Renda.

O sócio não deve “sangrar” o caixa da empresa realizando retiradas aleatórias ao longo do mês para cobrir despesas pessoais. As contas da Pessoa Física e da Pessoa Jurídica devem permanecer totalmente segregadas.

5. Não Espere o Momento Perfeito: Execute

Ao encerrar o episódio com uma mensagem de superação pessoal e foco nos negócios, Wallenstein deixa um conselho prático sobre disciplina:

“Não espere o momento perfeito para organizar a sua empresa ou lançar um novo projeto. O momento perfeito não existe. O verdadeiro empresário aprende no processo, corrige a rota em movimento e foca no que pode ser executado hoje.”

Quer aprender a organizar a gestão financeira da sua empresa, montar sua DRE e parar de rasgar margem no seu negócio? Assista ao episódio completo no canal Além do CNPJ!

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Se eu tenho um sonho, e o meu sonho é um sonho grande, eu tenho que compartilhar esse sonho com a equipe. A equipe tem que sonhar junto, porque, cara, como é que você cria motivação, né? Motivar a ação: a pessoa tem que estar engajada com você para isso. E eu não tenho problema nenhum de relacionamento pessoal com ninguém. Eu sempre tive relacionamento pessoal com meus funcionários, mas eu falo: cara, se eu respeito alguém, a primeira coisa, eu tenho que fazer uma avaliação de desempenho e feedback com clareza, com transparência, porque eu dou a chance das pessoas corrigirem. Agora, o que não dá é para não dar feedback, e aí você demite a pessoa, ela não sabe por que saiu. Aí não faz sentido, é injustiça, aí você tá sendo injusto. No final de 2020 saiu uma patente para neutralização de amônia, amônia usada na refrigeração industrial. É o produto mais utilizado, são 90% dos equipamentos no mundo de refrigeração industrial utilizam a amônia, porque é um produto natural, é mais eficaz, é barato e tal. Ela vai a -30, -35º C sem congelamento, só que ela é corrosiva e tóxica. Então quando ela vaza, a indústria tem que sensorizar, alarmar, e aí muitas vezes evacuar uma planta.

Buenas, buenas, buenas. Seja bem-vindo a mais um podcast do Além do CNPJ. Tô muito feliz de você tá aqui para trocar essa ideia com a gente, e hoje o dia vai ser muito legal, por quê: primeiro porque eu sempre falo dele aqui no podcast, ele é um dos patrocinadores do podcast do Além do CNPJ, que é a WJR, o Wallenstein Júnior, e a gente vai trocar uma ideia hoje de um negócio sensacional. Claro, além da da história de vida dele, de como ele iniciou no empreendedorismo e tudo mais, mas principalmente a gente vai falar sobre finanças, que é um negócio que a grande maioria dos empreendedores erram, erram muito, e muitas vezes quebram ou não veem dinheiro, não ganham dinheiro por errarem nesses conceitos básicos. Tô falando isso porque eu sei, uma vez que eu tenho o Além do CNPJ e converso com tantos empreendedores, então vejo a realidade da galera. Mas também olhando para trás, eu me vejo nessa história, porque por muito tempo eu fui crescendo a empresa, estruturando, criando processos, fazendo tudo que muitas vezes eu falo aqui que é o processo normal de todo mundo fazer para crescer a empresa. Só que, conforme o faturamento foi aumentando, o meu lucro não aumentou na mesma proporção por erros de gestão, até que quando eu descobri esse universo das finanças, do jeito certo de gerenciar uma empresa de forma financeira, cara, as coisas se abriram. Eu sempre falo isso desde antes de existir podcast, desde o começo do Além do CNPJ, com 10.000 seguidores: que quando eu conheci o DRE, quando eu conheci de fato esses conceitos que me ajudaram a entender como de fato uma empresa precisa ser gerenciada, a minha vida mudou, e eu sou muito grato, e eu sou apaixonado por isso. Então o Valen tá aqui para trocar essa ideia com a gente. Putz, vai ser um papo sensacional, é obrigatório a tua permanência aqui nesses próximos 90 minutos, tá bom? Valen, muito obrigado por estar aqui, vamos trocar ideia, vai ser massa, obrigado por aceitar o convite, cara.

Eu que agradeço, né, aí um abraço a todo o pessoal que tá assistindo, e cara, marinheiro de primeira viagem, primeiro podcast, então agradeço aí a oportunidade, né? Às vezes por ter uma página mais corporativa, acho que o pessoal não chega muito até a gente, né, não faz os convites, mas já fica aí, né, a deixa de que se quiser me chamar para um podcast, tô à disposição. Gosto de falar, gosto de trazer a trajetória. É o que você falou, infelizmente no Brasil tem muita empresa boa, cara, muito negócio bom que tá ganhando, tá girando dinheiro, só que quando chega no final do mês, aquele empresário, aquela empresária fala: “Pô, cadê a grana, né? Vendi pra caramba, mas cadê? No meu bolso aqui não sobrou”. E aí quando a gente começa a analisar, vê que é por falta de gestão, porque isso vem da base, cara, a gente não tem educação financeira na base, né? E o CNPJ é reflexo do CPF, então a maioria das pessoas não sabem finanças pessoais, e aí abre empresa, vai ser o reflexo disso, né?

E é muito louco! Eu vou vou vou abordar bastante esse esse tema, até já puxando o que você falou sobre o reflexo do PF influenciar no CNPJ, porque eu precisei me desconstruir muito nesse processo, porque eu não vim de uma família com inteligência financeira. Então, cara, quando eu me vi girando muito dinheiro, primeiro que eu achei que eu tava rico e aquele dinheiro não era meu; segundo que eu não sabia… Eu comecei a ter um peso de uma responsabilidade muito grande de ver muito dinheiro na conta sem saber se aquilo lá tava me levando para um buraco ou para um pro céu, pro paraíso, e eu precisei ir quebrando algumas crenças no meio do caminho em relação a dinheiro também, que a gente vai trocar ideia. Legal, Valen, vou te pedir licença rapidinho para agradecer o patrocinador master, e a gente já volta para trocar essa ideia.

É, pessoal, e todo esse podcast com essa estrutura, inclusive com essa mesa aqui, ó, novinha do Tiagão e do Joãozeira… Galera, ó, essa mesa aqui, bicho, coisa fina, negócio… Sinto até lisonjeado, hein, de estrear mesa, ó! Portinha, copo, topzeira! Meu, os caras aqui tão tão metidos a mesa, viu, meu? Inclusive, ó, se você quiser, o Lucas… Lucas, que é o nosso editor, ó, já presta atenção aí, já me chama no Whats agora porque eu tenho… Eu tenho que falar assim, porque senão eu esqueço de mandar as coisas. Me chama no Whats para eu te passar o contato do pessoal do estúdio. Já vamos colocar nos comentários sempre o contato do pessoal do estúdio. Então, cara, podcast é um baita de um lugar legal para você gravar, não precisa ser semanal, pode ser mensal, mas que você faça a produção de conteúdo com alguns convidados, que você vai ter conteúdo para sempre na sua rede social, vai conseguir agregar valor, falar da tua empresa, e aqui é um baita de um estúdio bacana com toda essa estrutura disponível, você só chega e fala, você chega, senta e fala. Então se quiser, é só chamar o Tiaguera, é só chamar o Joãozeira que o negócio vai vai que vai. Então, cara, é muito legal aqui, eu inclusive vou vou providenciar, vai começar a fazer, porque a mesa é massa demais, a estrutura aqui é sensacional, câmera de cinema, negócio massa mesmo.

Legal.

E, gente, eh é isso. Então toda essa estrutura tá sendo financiada pelos patrocinadores que acreditam e apoiam o projeto do podcast do Além do CNPJ. Então queria agradecer o nosso patrocinador master, que oferece esse episódio aqui pra internet, que é a São Lucas Contábil, do Leandro Bueno. Há mais de 20 anos no mercado, a São Lucas hoje atende mais de 800 empreendedores, ajudam empreendedores digitais a resolverem seus problemas com impostos e contabilidade. Eles são uma contabilidade digital especializada não só no digital, mas em e-commerce, serviços, indústria e tudo mais. Aqui embaixo tá o site, aqui embaixo tá o @ da São Lucas Contábil. Mais embaixo também tá o @ do Leandro Bueno. Quem não conhece, Leandro Bueno é o influencer dos contadores, o cara massa demais, gigantesco! Leandro Bueno, ele, dentro do subnicho da contabilidade, é muitíssimo conhecido. Todos os contadores eh que tão na internet, que conhecem, que seguem conteúdos digitais, conhecem o Leandro Bueno. Quem não conhece é o Seu Antônio de 86 anos, contador desde a desde da época do Jurassic Park, mas que que não tem nem Instagram, mas a galera que é mais antenada sempre todos eles conhecem o Leandro Bueno. É um cara extremamente antenado, um cara que tá sempre na dianteira do mercado, puxando as tendências do mercado da contabilidade pro pro mercado num todo. Inclusive o Leandro ele não só empurra essas tendências pro mercado, quanto ele ensina os contadores a essas tendências todas. Inclusive eu conheci o Leandro formando uma holding lá na empresa, e isso é um assunto que é sempre muito bacana de comentar, né? Conforme sua empresa cresce, é importante você construir uma holding. E se você não sabe o que é isso, existem alguns podcasts que a gente comentou sobre isso, e me pede no inbox que eu te mando os cortes necessários. Eh no próprio episódio do Leandro Bueno a gente comenta bastante, que eu não lembro qual episódio que é, você procurando no YouTube, e a gente explica um pouco do momento, do que que é, para que que serve uma holding. E eu, no momento que tava fazendo a minha holding, tava procurando alguém para me ajudar, até que eu encontrei o Leandro Bueno fazendo um curso de formação de holding para contadores, ensinando os contadores a venderem esse trabalho, e aí eu falei: “Pô, eu quero eu quero fazer a minha holding com o especialista, o cara que ensina quem faz, eu preciso ter o melhor do meu lado”. E aí acabei ficando amigo do Leandro, hoje ele é o nosso… Ele é o nosso contador, formou a holding da nossa empresa, e não só a holding, mas toda a estrutura fiscal e toda a parte de contábil, tudo isso aí o Leandro dá uma baita assessoria. A São Lucas é uma empresa que não tem papel, eles têm uma impressora só na empresa, para você entender, uma contabilidade com uma impressora só no jurídico. Os caras estão na dianteira, eles têm por BI todas as informações e obrigações que você manda para ele, não é simplesmente uma obrigação que ele recebe, arquiva, executa as coisas — coisa que muitos contadores nem fazem, tá? —, as obrigações que não são entregues por eles, eles só sabem cobrar o boleto lá. Mas tudo isso que você manda para eles, não só eles fazem as e cumprem as obrigações necessárias, quanto usam todo esse banco de dados para te dar inteligência através de Power BI e tudo mais, que, cara, eles te entregam alguns logins e senhas lá que você tem uma porrada de informações que te dá muita visão sobre o negócio. Se tudo isso que eu tô te falando, tanto da parte tributária, sobre pagar menos impostos, melhorar o regime que você se encontra para ser mais competitivo no mercado — resumindo: cobrar melhor, ou se você já é competitivo, aumentar tua margem automaticamente economizando com imposto —, se tudo isso que eu tô falando sobre contábil, o o contador ser um braço direito da tua empresa, você ter toda essa inteligência através de Power BI e relatórios que te dão visão, se tudo isso não faz parte da tua rotina como contabilidade, cabe a você avaliar se realmente a contabilidade tá sendo um custo ou um investimento, porque contabilidade tem que ser olhada como investimento. E a São Lucas pode ser um ótimo parceiro para você considerar, tá bom? Leandro, obrigado pela confiança; São Lucas, obrigado pela confiança, e vamos que vamos, sucesso, tamo junto!

Cara, até complementando, eu sou formado em Administração e tô fazendo agora, entrei na segunda graduação de Contabilidade. Cara, eu nem precisaria assim, modéstia à parte, fazer a faculdade em si, porque o conhecimento da vida real você… Só que tem o CRC, e eu tô fazendo a contabilidade por quê: finanças e contabilidade, cara, andam de mãos dadas. Então você falou essa questão da holding, a questão tributária, cara, se você tem uma inteligência contábil-tributária com a inteligência financeira no negócio, cara, o que você vai achar de dinheiro dentro do seu negócio… E o Leandro é referência, né, cara? Eu sou da área, sei os clientes que ele tem ali, influencers… Ele atende os os gigantes, cara. Uma coisa que eu falo muito, porque eu formo consultores financeiros também, é esse negócio de ser consultivo, cara. Então você vê, na formação a gente tem um módulo de Power BI, por quê: não é aquele negócio de chegar com um caderno, com uma folha, com um relatório de 300 páginas de Excel, você tem… Você tem que ser a vanguarda da inovação, cara, e o empreendedor é muito visual, e precisa de rapidez, cara. Quando ele tem um Power BI no celular e ele “pô, meu resultado é esse, meu fluxo de caixa tá assim”, cara, você falou tudo, é isso.

Cara, quando o Leandro me trouxe esse Power BI, eu falei: “Bicho, tá de brincadeira, cara? Sério que eu tive tudo isso de turnover?”. Eu não tinha eu não tinha relatórios de de RH.

Caramba!

Ele me trouxe, e construção civil: rotatividade, rotatividade gigantesca. Aí ele falando: “Ó, você tá vendo que você tá tendo uma rotatividade de pessoas com quando tão para completar seis meses, o que que tá acontecendo, tal, tal, tal?”. Cara, ele começou ele começou a trazer algumas visões, eu falei: “Bicho, eu…”. Abre, né? Faz assim, você tira a cabeça… Virou chave. …elas já existem, a questão é que você nunca pegou e trouxe como uma análise macro na na tua cabeça, e são coisas que a contabilidade já tem de formação já. Então o que que ele fez: ele trouxe isso, como você falou pros seus consultores, trouxe isso para um Power BI, cara, facilitado, relatório simples, sempre atualizado. Eu tenho lá o o o link do Power BI dele já salvo no meu Chrome, com login e senha salvos também, eu só às vezes clico lá, dou um logar, posso ver no celular em tempo real, fácil. Falei: “Cara…”. E cara, sem brincadeira, ó, eu invisto 10 minutos naquele relatório mensal, nada mais que isso, mas eu olho aquilo, eu saio com tanta ideia que aquele de que você falou: dinamismo. Dinamismo total. Nossa! Por isso, porque aquilo normalmente quando eu tô vendo esse relatório, já saem várias perguntas por e-mail, eu mando mensagem para um monte de gente por causa disso: “Ó, tô vendo tal relatório…”, aí o print, mando lá, “…por causa qual é a a causa que tá gerando essa consequência?”. Tudo através de informação que tá vindo prontinha na minha cabeça.

E você sabe que a contabilidade no Brasil, ela, cara, eu falo com muita dor no coração, porque a Ju, né, que é minha sócia, é contadora, eu tô agora… Vou me formar agora em Contabilidade, a ciência que eu mais amo, cara, porque a contabilidade você pega aqui no Brasil, basicamente é uma… Ela tá trabalhando pro governo dentro da empresa, se é interno ou terceirizado. Então é só obrigação acessória, eh infelizmente não tem a visão que tem, por exemplo, nos Estados Unidos. O contador nos Estados Unidos é isso aí, cara, o cara é CEO de empresa, CFO, ele ajuda na tomada de decisão, né? E dentro da contabilidade você tem a DRE, claro, aí depois tem a contabilidade gerencial, você tem o fluxo de caixa, você tem o o balanço, cara, ele é uma foto do seu negócio. E aí eu vejo que muitos empresários, eles não têm essa consciência, né, de “pô, deixa eu analisar”, e é 10 minutos às vezes que você perde por semana, é super-rápido, e é o que eu sempre falo pros meus clientes, pros meus alunos: os números falam, cara, quando você entende o que que você tá analisando… Você não precisa saber calcular isso, o sistema faz, o computador faz. Eu sou péssimo de matemática, eu sou péssimo, se você falar assim “ó, tanto mais tanto”, eu não sei fazer a conta de cabeça, eu sou péssimo de matemática, mas números falam, e você sabe interpretar.

Pela simples interação do conteúdo.

Você não precisa nem ser bom de matemática, porque é analisar um negócio que te dá a visão do empreendedorismo da tua empresa. Eu consigo ver, cara, para você ter ideia, através de DRE… É muito louco isso, mas assim, parece que a gente tá pintando aqui um um mundo perfeito, mas através de DRE eu já eu já identifiquei desvios na empresa.

Sim, você consegue analisar tudo.

Caramba, essa linha aqui saiu da da do padrão, por quê? Cara, deixa eu investigar, vamos analisar. Ué, mas não teve nada que aconteceu para ter extraordinário de extraordinário para esse desvio, cara, tal, tal, tal… Como foram ver, cara, descobri um desvio, entendeu? Tava tendo roubo dentro da empresa, então, cara, assim, se eu não tivesse o DRE, sabe quando ia ver?

Nunca, nunca, nunca. Infelizmente, quantos empresários e empresárias estão cuidando das finanças e da contabilidade, que andam de mãos dadas, como deveriam, né? Que acho que é muito do que a gente vai falar aqui.

É o muito do que a gente vai falar. Mas Wallenstein, antes da gente entrar nessa parte técnica, bicho, primeiro: Wallenstein que o pessoal… Valin, Wallenstein, então eu sempre falo errado, você tinha que ter corrigido antes.

[risadas]

Já já tô acostumado, fica tranquilo. Até que não, ó: já fui chamado de Wellington, de Washington, de Valentin, então Valen não.

O cara… Como que o rapaz tocou o interfone aqui, aí o cara atendeu, falou: “Eu acho que é Valentin”, ele falou assim: “Valentin tá aí?”. Eu falei: “Valentin? Então tá tranquilo!”.

Wallenstein que o pessoal… Mas o pessoal te chama de Valen? É de Valen? Deal, como que o pessoal te chama, como você prefere ser chamado?

Cara, Valentin mesmo. Eu amo o meu nome, por incrível que pareça.

Nome é um nome marqueteiro, é porque você fala: “Cara, Valen Wallenstein é só o cara, é só o cara”.

Exatamente, é Valen.

Então o seguinte: de onde você veio, como você caiu nessa área, por que que você foi pro empreendedorismo, começou já logo empreendendo, já trabalhou para outras pessoas ou já abriu seu CNPJ, como que você chegou a ter todo esse know-how que eu, por exemplo, eh demorei 7 anos empreendendo para para me chegar a a consciência de existir um DRE, porque eu já tinha ouvido falar de DRE, mas achava algo distante, mas eu achava… Eu falava: “Ah, é o negócio da contabilidade, eu nem sei o que é”. Aí quando veio para mim “ó, dá pra gente pegar isso que o contador faz, que a Ju aprendeu lá e e tá fazendo pro governo, pô, dá para aplicar isso de forma gerencial para a tua empresa, na gestão do negócio, na gestão da sua empresa”, um negócio supersimples que depois de implementado sai sozinho, é apertar três botões e sair o relatório, aí eu falei assim: “Bicho, por que ninguém me falou disso antes, cara?”.

É o que a gente tá fazendo todo dia, é conscientizar.

Eu falei: “por que ninguém…”. Cara, eu sabe quando você recebe uma notícia que dali em diante sua vida vai mudar, você já você já entende que aquilo, quando você olha, você não precisa nem esperar aquilo ser experimentado, quando você descobre você fala “o mundo se abriu”? Só que da mesma forma que você sente uma sensação maravilhosa de descobrir que dali em diante você vai ter uma outra vida, você sente um peso na consciência de ter descoberto só aquela hora.

Quanto que ficou para trás, né?

Sabe aquela que você fala: “Nossa, cara, que bom! Nossa, então isso vai ajudar minha vida demais daqui em diante!”. Mas, bicho, todo esse tempo, por que que eu demorei tanto para saber, porque ninguém me falou? Como isso chegou na tua… Como como que você entrou nisso aí, como que você aprendeu isso, como que você descobriu o quanto isso era fundamental, e como você chegou até onde você tá hoje? Me dá um overview da tua história.

Vamos lá, cara. Isso é algo que eu abro pouco, né, o pessoal lá até tava falando para você que o pessoal do marketing fala muito para eu abrir mais da história porque isso conecta, né? Então o que que acontece: eu sou aqui do ABC Paulista, nasci em São Caetano, sou né, igual o Rodrigo veio aqui, falou, não é isso, é todo mundo é de família simples, cara. Então, como a maioria, sou de família simples, pai trabalhava em fábrica, né, na lá na Arno ali na Mooca, minha mãe não trabalhava na época, e aí com a vida foi rolando e tal, minha mãe teve que ir pro mercado de trabalho, e aí ela começou como operadora de telemarketing, cara, então ela trabalhava na Atento na época, uma eh multinacional, né, isso ficava ali no no GH Plaza, aqui você é da região, sabe. E aí ela foi aprendendo essa área, e eu crescendo, né? Fui estudando, sempre fui bem nerd assim mesmo, e e cara, é engraçado porque a minha mãe ela foi crescendo, aí ela foi para uma outra empresa menor, e ela foi como supervisora, virou gerente e ela virou sócia, então ela virou sócia do negócio, trouxe clientes, ela tinha essa habilidade comercial. Meu pai trabalhando em fábrica, né? Eu tenho uma irmã mais nova e tenho mais quatro irmãs do primeiro casamento do meu pai, então vida humilde, cara, a gente morava em periferia e tal, e tudo OK. Só que quando a minha mãe ela vira sócia de negócio, a gente dá uma… Sabe aquela ascendida?

Isso.

E aí ela fica como sócia faturando bem e tal, então ela compra carro legal, casa legal, a gente vai morar num condomínio fechado. Tinha quantos anos mais ou menos?

Mais ou menos foi ali dos meus 14 até os meus 17 anos que a gente deu essa ascendida, só que eu sempre fui muito independente, cara, eu nunca quis depender dos meus pais. Então eu comecei a trabalhar muito cedo, com 14 anos eu lembro que meus pais estavam numa crise é conjugal, né, e aí eles separaram, meu pai foi pra Vila Maria, que é onde ele tem família, na Zona Norte, a gente ficou aqui no ABC, e eu falei: “Mãe, eu quero internet para estudar inglês”, na época, ver os meus animes. E aí ela falou assim, isso lá para 2008, né, nerd mesmo, tava querendo ver anime.

[risadas]

E aí ela falou: “Bom, você quer internet? Então agora seu pai não tá mais aqui, então você trabalha e paga”. Eu falei: “Ah é, então beleza”. Fui no mercadinho lá da região que eu morava, né, o Seu Sérgio, até se ele ver isso, um abraço para ele. Falei: “Ô, Seu Sérgio, não tem uma oportunidade aí? Quero trabalhar”, e tal. Ele falou: “Ah, tem, vem aí e a gente vê”. Então comecei a trabalhar com 14 anos, era estoquista, não tinha registro de carteira, nada, trabalhando. Queria trabalhar e ter meu dinheiro, cara. E assim fiquei dois anos trabalhando, aí fui aprendendo um monte de coisa, e aí dava ideia, eu sempre tive essa veia meio empreendedora, mas não sabia disso, né? Você não chamava isso de empreendedorismo. Não, e eu dei a ideia de colocar o frango assado aos domingos, né, porque eu vi e falei: “Pô, acho que isso vai virar”, né? E fiz controle de estoque, controle de validade das coisas num caderninho. E aí, enfim, e aí, cara, a minha mãe foi ascendendo profissionalmente, e aí ela virou sócia, ela falou: “Pô, vem ser jovem aprendiz aqui na empresa, aprender”, né? Então tinha várias áreas.

Legal.

E trabalhar com os pais, cara, não sei se você já trabalhou, é [ __ ], porque minha mãe me cobrava duas vezes mais do que os funcionários normais. Então, primeiro registro em carteira com 16 anos como auxiliar de escritório, então fazia de tudo um pouco, fiz um job rotation lá por tudo, aprendi vendas, cobrança, SAC, serviço administrativo…

Legal pra caramba! [ __ ] de uma visão muito legal, cara.

E e foi lá que eu tive o primeiro contato com o Excel, né, cara, que eu vi os caras de MIS, né, que faziam os relatórios das operações. Eu falei: “Meu, que negócio legal esses gráficos!”, e tal. E aí fui estudar, cara. Na época era qual qual tipo de negócio, qual nicho era?

Era um telemarketing.

Ah, ela ela ela mudou de carreira e foi e foi crescendo no telemarketing mesmo.

Isso, no telemarketing mesmo, virou dona do negócio mesmo, né? E tinha vários grandes… Cara, muitos clientes grandes, e começou a faturar bem, empresa com 60, 70 funcionários.

Caraca, que legal, bicho!

E aí, só que que que aconteceu: aí com 17 anos eu fui estudar Excel. Lembro que tinha uma escola, não sei se tem hoje em dia, que chama Impacta, que era referência em informática, né, gigante. E cara, eu ganhava R$ 600,00, o curso de Excel era tipo 3.000,00. Aí eu cheguei pros meus pais: “Meu, tem como ajudar?”, e tal. Meu pai falou: “Bom, eu pago a metade, a outra metade você paga”. Eu falei: “Eu pago”. E cara, eles tinham uma promoção de que de domingo, se você fizesse o curso das 8:00 às 18:00, você pagava 40% do valor que era de estudante, falei “meu, é isso que dá para pagar”. Paguei no cheque em 12 prestações na época, e me apaixonei pelo Excel. E aí calhou de na época eu começar a faculdade de Administração, né, com 17 anos, e aí minha mãe, nessa época eu lembro que ela chegava em casa preocupada, chegava com uns relatórios, falava: “Filho, me ajuda a analisar aqui, que eu não tô entendendo. A gente tá vendendo bem, a operação crescendo, mas eu não tô vendo a grana entrando de fato no negócio”. Só, cara, 17…

Caraca, legal, legal tua mãe te envolver nisso, né?

É, e aí…

Te colocou para pensar logo.

É, eu só… Cara, minha mãe assim, é uma das pessoas mais especiais na minha vida, porque eu só fiz faculdade assim… Eu não queria fazer faculdade, eu achava que era maior bobeira, sabe, coisa de moleque, pelo menos não com 17 anos, e ela falou: “Não, você vai fazer, porque eu e seu pai a gente não teve oportunidade de estudar, você vai ter”. E aí eu fiz o vestibular, passei lá, tudo, e aí ela falou, agora ela falou “faz um negócio que é mais amplo, Administração, e aí depois você vê vê o que você gosta”, e etc. Eu até teria ido talvez para uma área de tecnologia, já vou falar mais por isso, mas aí fui pra ADM, me apaixonei, cara, porque aí eu fui adentrando no mundo dos negócios, né? Só que assim, no no primeiro ano ali de faculdade, cara, eu pouquíssima experiência corporativa. Ela chegava com DRE, com balanço, com fluxo de caixa, falava “mãe, não sei, sinceramente eu nem aprendi isso daí”. Sabia o mínimo do mínimo, cara, assim, a internet não era essa essa avião que é hoje, não tinha, cara, a internet era lenta pra caramba, o vídeo do YouTube 1.000 anos para carregar, carregar… Não era, não era muito longe do que hoje em dia qualquer coisa você tá est- rapidinho, cara, rapidinho. E E aí que que aconteceu, cara, e foi bem rápido assim, questão de seis meses, ela quebrou, cara, quebrou. Quebrou por quê? Porque não tinha controle. Então a empresa… Porque assim, e esse é um dos maiores erros que os empresários eles cometem: querer vender mais e crescer. Só que tem até um conceito técnico que é chamado efeito tesoura, que conforme você cresce, mais necessidade de capital de giro você vai ter para bancar a operação.

Cara, eu passei por isso, você acompanhou eu acho o conteúdo. Eu cresci, eu tava com uma pira total de, ano passado, crescer, crescer, crescer, e eu sempre tive o sonho de ter uma empresa grande. Então, conforme a empresa foi crescer, só que esse grande nunca chega, você sempre vai quer você sempre quer mais. O que que era grande na minha cabeça lá do começo? Era 20 funcionários, aí 20, 30, aí chegou nos 20, “agora é 50, agora é 50, 40, 50, 60”. Aí a gente tava com, cara, eu acho que 100, 105, 110 funcionários. Em meados de agosto, eu lembro que eu tive uma reunião e falei assim: “Até o final de 2023, nós vamos dobrar”. Cara, ousado, hein! Joguei isso na reunião do bolo do aniversário, antes do mês, falei: “não, vamos dobrar essa empresa”. Olha que que sonho idiota que eu tinha, mas assim, olhando para trás, o cara hoje faz tanto sentido olhar aquele e falar: “Que ideia boba, cara!”. Porque a partir de quando, quando começou a ser uma métrica de sucesso faturamento? E quando começou a ser uma métrica de sucesso quantidade de funcionários? É vaidade, é vaidade pura. Era um sonho de um menino de visualizar lá na frente uma empresa grande. E cara, nós começamos a vender, vender, vender, vender, e bicho, eu quase quebrei pro capital de giro! Então é muito perigoso, cara, esse efeito tesoura que eu vou pedir para você explicar melhor, porque é exatamente o que acontece comigo. Eu olhava no no contas a receber, contas a pagar, cara, eu tinha todo o dinheiro que eu precisava pros próximos 5 anos, o problema é que não tava na minha mão. Tava… Você tava financiando o seu… Eu tava financiando a empresa, cara, os clientes e tudo mais. Cara, eu virei um Banco Real, e eu tive um problema seríssimo, seríssimo, seríssimo! Eu, foi dia 31 de dezembro de 2022, todo mundo viajando, tava eu e a Raísa na mesa da sala da minha casa, com os computadores abertos, agora Além do CNPJ com 125.000 pessoas, uhum, fazendo conta para saber se a gente já tinha quebrado ou se existia luz no fim do túnel. Falei: “Bicho, como pode, cara? Quebramos no crescimento!”. Deu tempo, percebemos a tempo, fizemos todo um processo, e agora, para não falar que foi agora, faz 2 meses que as coisas, aquela poeira abaixou, e eu falei: “Bicho, agora a minha métrica vai ser lucro”. É óbvio que que é lucro, mas é, cara, cara, eu não sei, sabe? É, eu me sinto um ingênuo de falar o qual era a minha o meu sonho há um ano atrás. Mas cara, eu não, eu não sei. Eu digo que no Além do CNPJ eu falo da vida real, então você acha que eu vou ficar mentindo de que eu errei? Eu quero expor mesmo meus erros, porque todo mundo erra. Você não é empreendedor de palco, né?

Não sou de palco, acabei de errar, e eu errei numa coisa que eu ensinei. Uhum. Que era vender, crescer, faturamento não é lucro. Eu já eu já fiz post antes de errar, antes de errar nisso, agora eu fiz post: “faturamento não é lucro”, e eu errei nisso.

É que é o ego, né, cara? Empreendedor, e assim, tem aquele negócio: você empregar gente, você ver que você tá movimentando, ajudando as pessoas, fomentando e tal, e quando quanto mais gente você emprega, mais as pessoas da sua confiança são promovidas, porque são as pessoas que te ajudaram a chegar até ali. Então eu preciso, quanto mais gente entra na base, mais liderança eu preciso formar. Então as pessoas que estão comigo há muitos anos aumentam suas suas capacidades, seus salários, eu promovo qualidade de vida. Isso isso acaba gerando, putz, um um um ecossistema que que você quer retroalimentar, e muitas vezes você coloca os pés pelas mãos. Sim. Viveu isso aí, bicho, que você acabou de falar.

Então vamos voltar: efeito tesoura é exatamente isso. É porque basicamente assim, ó: para você crescer, você tem algumas formas de crescimento. Geralmente você financia a empresa. Você pode financiar como: você pode ir no banco pegar um empréstimo, né, e no Brasil a nossa taxa de juros é bem baixinha, você sabe, né, bem barata, quase nada.

[risadas]

Então você tem capital de instituição financeira, você tem investidores, você tem capital próprio, que é o capital próprio, que é o dinheiro que o acionista, o sócio coloca, e o dinheiro da operação, que é como o lucro ele vira caixa e você vai reinvestindo no negócio, reinvestindo, só que o que que acontece: você tem, então, esses dois tipos de financiamento, o próprio e o de terceiros. Cara, só que igual eu falei, ela tinha vários clientes grandes, então o que que acontecia: esses clientes pagavam bons contratos, só que eles tinham poder de barganha, então eles pagavam com 60, 90 dias, e a operação dela crescendo, a folha de pagamento é mensal, o aluguel é mensal, fornecedor é mensal. Então o que que acontece: ela tava crescendo, só que vai virando uma bola de neve, porque ela vai rece- a valor presente ela crescia.

Exatamente.

Só que então é igual você falou, contas a receber pra frente dela tá lindo, só que e o que ela tinha que pagar? É o capital de giro. Então o efeito tesoura é porque tem, se você olha no gráfico, ele tem um símbolo de tesoura mesmo, que é o crescimento da empresa e o tanto de capital, dinheiro, que você vai precisando. E aí muitos empresários e empresárias não tão preparados para esse crescimento porque não têm capital de giro para dobrar de tamanho, e aí minha mãe quebrou, cara, quebrou. E assim, minha mãe quebrou crescendo, quebrou crescendo, e assim, cara, uma pena, cara, e era um negócio bom, era diferenciado, dava lucro, lucro, bons clientes assim. Ainda bem que dava lucro, porque o passivo que ela ficou desfez a empresa, pagou todo o passivo trabalhista, fiscal, só que zerou, cara, zerou, para não falar que zerou, ela ficou com migalha assim de imobilizado, né, equipamento que vendeu. Só que cara, minha mãe não estudou, ela não terminou nem o ensino médio, e aí e agora para ir pro mercado não conseguia. Cara, minha mãe virou diarista, bicho, e assim, não é demérito nenhum pro pessoal que eu tô falando aqui de virar diarista, acho que o trabalho enobrece, mas quando a gente fala de aspecto social, cara, essa decadência… Pô, você tem uma casa num condomínio com piscina, coisas que a minoria das pessoas tem.

E baixar o padrão de vida é muito difícil.

Muito difícil, muito difícil! Quando você sobe de padrão de vida, cara, baixar é dolorido.

Caraca!

E aí que que aconteceu, cara: a nossa vida virou um inferno, cara. Ah, eu lembro dos meus familiares levando cesta básica pra gente, porque a gente passava… Meu pai trabalhava em produção, era terceirizado, não ganhava muito, eu estagiando em banco na época, aí tinha entrado no Santander como estagiário. Cara, vida de estagiário você sabe como é, você não recebe quase nada, cara.

Tá formando teu tua tua vida profissional.

Foi uma [ __ ] de uma escola o banco assim, mas não tinha grana, né? E aí, cara, ela foi limpar casa mesmo, também perto do que ganhava, sei lá, na época minha mãe ganhava R$ 20.000,00, a gente tá falando de 12 anos atrás, então…

Caraca, a gente tá falando de 40 conto.

R$ 40,00, então era um padrão de vida muito bom que a gente tinha, e aí do nada isso acabou. E foi, e cara, é bem louco porque a empresa quebra assim, liquida, que eles decidem encerrar no dia 1º de abril. Então quando ela me falou, achei que ela tava zoando, que a gente… Eu sou muito amigo da minha mãe, então a gente zoa muito. 1º de abril, Dia da Mentira, eu fui dormir quando ela falou, só que quando no outro dia eu acordei, eu vi ela amuada deitada, eu falei: “Mãe, não era brincadeira, não?”. “Era sério, a empresa quebrou”. Falei: “[ __ ], merda, meu, como assim, né?”. E aí, cara, ela entrou assim numa depressão [ __ ], eu vi minha mãe deteriorar, cara. Minha mãe, que era uma mulher linda, é linda, né, mas assim, envelhecer em um ano coisa de 15 anos, sabe?

Caraca, bicho!

E aí, cara, eu falei assim para ela, eu falei: “Mãe, um dia eu vou ajudar as pessoas a não passarem pelo que você tá passando”, pelo que você tá passando. Até me emociono um pouco, cara, porque foi bem [ __ ], tive que vender pão de mel na faculdade, lanche natural, e eu era muito tímido, cara, né, sempre fui muito introvertido e tal, sofri bullying pra caramba, sempre gordinho, né, na escola, então isso acho que me retraiu, sim. E aí, cara, eh eu falei para ela que um dia eu ia ajudar as pessoas a não passarem pelo que ela passou. Só que isso morreu, fui para banco, trabalhei em Santander, depois antes de me formar ainda já estava como analista da mesa lá de crédito do Safra, né, trabalhava com os estatísticos, bem legal, cara. Então…

E legal foi sempre analisando dados, cara.

Dados, cara, e muito nessa parte financeira, né? E eu sempre gostei muito de estudar, cara. Quando eu me encontrei, quando eu vi o mundo dos negócios como era, cara, eu me apaixonei, falei: “é isso eu vou vou ser diferente aqui, cara, gosto de estudar, tenho foco”. Então é isso daqui que eu vou, né, vai ser meu pilar.

Pegou esse corredor e falou: “Cara, vou voar nisso aqui, isso aqui é isso daqui”.

E aí eu fui. Então, cara, assim, com 20 anos eu já era o melhor cara de Excel da minha área, então já programava. Quem de Administração, Contabilidade, Finanças programa, entendeu? Tinha essa facilidade, criava uns dashboards que hoje a gente vê muito, mas na época, cara, era revolucionário, então fui crescendo muito rápido.

Revolucionário. Quantos anos você tá hoje, cara?

30 anos hoje, 30 anos.

Então, 10 anos atrás.

10 anos atrás ninguém se falava, falava de Power BI, nada, nem existia ainda. Se existia, era bem o começo. Fazia no próprio Excel mesmo.

Mesmo?

E aí que que aconteceu, cara: eu tive uma ascensão tão rápida, cara, que com 21 anos, 22, formado, eu já era o arrimo de família, então eu sustentava meus pais, né, porque tocava, puxava tudo, puxava tudo. Só que isso tem um peso, né, cara? E aí, igual você falou, é vida real isso.

Diminui ainda mais para um jovem de 21 anos que tá numa fase de arriscar. A partir do momento que o cara assume, meu cara, a dianteira da família, de fato você não pode mais arriscar nada.

Mais nada, você perde a você tem que sustentar lá, meu.

Cara, eu não tinha vida, era… Aí do banco eu fui pra firma de consultoria, que foi uma escola, né, cara, porque firma de consultoria… A Ju, minha sócia, é ex-Big Four, eu trabalhei em Big Four, e aí você, cara, trainee de Coca-Cola, Schneider Electric… Cara, mais de 300 empresas.

Em qual área em específico?

Nesse sempre na controladoria e planejamento orçamentário.

Modelagem financeira.

Nossa, que legal!

Então, ah, uma empresa ela quer… Vocês se conheceram… Então vou vou explicar, eu quero saber como vocês se conheceram.

E então, por exemplo, ó, uma empresa, ela quer trazer uma máquina da Alemanha: como que ela sabe se compensa trazer para aumentar a produtividade e aumentar o lucro? Vamos fazer um estudo de viabilidade econômica. Então, cara, eu atendi serviço, indústria, fui para Belém do Pará como gerente de projetos da Extrafarma numa auditoria lá, então rodei o Brasil, aprendi muito. Só que eu só trabalhava…

Só gigantes, só nas gigantes, cara, [ __ ]! Você teve uma escola real.

E muito novo, cara, eu lembro assim que com 21, 22 anos eu sentava com o diretor do Safra, eu sentava com o diretor das maiores empresas, era o nerdão real mesmo…

[risadas]

Esse moleque aqui tá… E apresentava, cara, apresentava porque dominava muito, cara. Modéstia à parte, sempre debrucei mesmo, pô, pegava um livro, dessecava ele inteiro. Tem uma pessoa muito especial, que é o Robson, foi um controller meu, eu lembro que quando ele me contratou pra firma de consultoria, ele falou: “Cara, você é bom de lógica e bom de Excel, então eu acho que você vai aprender essa esse negócio de controladoria fácil, só que eu não vou te ensinar”, ele jogou um livro assim de controladoria e falou “se vira, você tem três meses para montar o budget da companhia inteira”.

Caraca, cara!

Eu queria chorar, velho, não sabia o que era, né? Por mais que você estuda, a faculdade e a realidade são mundos totalmente diferentes, tipo Mike do Suits assim, “se vira aí”. E aí, cara, uma coisa assim, mérito que eu tenho, é de focar, então, pô, vou focar nisso daqui 14, 15 horas. E e é até um dos lemas que eu falo pros meus alunos: eu não acredito em equilíbrio, cara. Eu, por exemplo, tô tentando emagrecer agora, por quê: porque por um tempo empreendendo tive que trabalhar pra caramba, não conseguia comer direito, treinar, e gordo, e falo isso pra [ __ ], entendeu? Não tem esse negócio de equilíbrio, você vai ser medíocre em tudo.

Exato, eu falo assim: é necessário desequilibrar para equilibrar.

É necessário, bicho, porque senão você não consegue, imagina… Imagina uma vida chata, vou já já falando disso, uma vida chata de uma pessoa que todo dia às 5:40 acorda, aí toma um café da manhã com pera e tal, beleza, 5:40… Faz o cardiozinho…

É, e e não tô falando que é que não é ruim, que tá que tá errado, mas assim… Aí 6:00 tá na academia, aí faz academia, tal, tal, tal, aí sobe… Cara, sinceramente, o meu irmão, por exemplo, meu irmão é meu sócio inclusive numa das empresas, extremamente disciplinado. O bicho, cara, ele até tem até TOC, ele sabe como que ele deixa a pasta de dente na na pia, um negócio maluco assim, mas, cara, a vida dele funciona muito. Só que de forma tão equilibrada que o destaque do que de que tá realmente voando não acontece, tipo por causa de justamente tá faltando o quê? Um desequilíbrio lá que eu falo… Eu falo até para ele, falo: “Gabriel, vamos fazer tal coisa?”. Ele fala: “[ __ ], mas aí para eu fazer isso eu vou ter que começar a dormir tarde”. Muito metódico, né? Muito metódico. “Vou ter que dormir tarde?”. “Vai, bicho, o que que tem? O que que tem, mano? Você é você é novo, cara”. Quantos anos ele tem? 24. “Putz, meu, dá para virar várias noites”. Exato, bicho, como dormir tarde? E assim, 11:00 da noite para ele é tarde, [risadas] fala “bicho, mas é cada um, né, cara?”. Mas a vida dele tá funcionando superbem, o moleque tá voando em várias áreas, só que só que eu falo para ele: “um desequilíbrio aí, um desequilíbrio consciente, sim, aí vai fazer você ganhar muita velocidade em alguma hora, tipo ah [ __ ], eu preciso fazer isso, o cara se mata nisso aí, larga tudo, faz o negócio acontecer, você vai perder um pouco de performance nas outras áreas, mas você vai ganhar tanto nessa que depois que uma vez que é um desequilíbrio consciente, você reequilibrar as coisas, cara, você vai tá muito avançado”. Aconteceu exatamente isso comigo, eu larguei minha vida de saúde e tô retomando agora, porque até tá cobrando, porque o tempo vai vai passando, você vai começando a ganhar mais peso e ficando mais difícil perder. Mas, cara, se eu estivesse sempre com a intenção de “pô, vou ter um corpo legal”, eu ouso dizer de que eu jamais teria chegado onde eu tô.

É, cara, eu acredito muito na intensidade. Então foi o que eu fiz, cara, me debrucei naqueles livros e falei: “Vou fazer acontecer, vou aprender controladoria”, e graças a isso hoje você tem condições de conseguir talvez pagar um baita de um profissional para te ajudar, um personal que te acompanha na academia, fala “bicho, pega isso aqui e me transforma num [ __ ] de um cara com corpo, um físico legal e tudo mais”, porque agora você tem condições graças àquele desequilíbrio lá de trás para hoje contratar e fazer uma jornada top.

Exatamente. E e aí, cara, o que aconteceu: por ser arrimo de família, e exatamente perder a juventude, porque eu perdi a juventude, que que aconteceu: como eu só trabalhava, trabalhava, descobri o álcool, cara.

Mentira, cara!

Fui começar a beber com 21, 22 anos, só que assim, foi um negócio de, cara, se afundar mesmo. Nesse meio-tempo, o que que aconteceu: fui convidado para dar aula na faculdade, na USCS aqui perto, de Excel, e a Ju era uma das alunas, cara.

Que legal, cara!

E assim, foi amor à primeira vista. Eu e você são casados?

A gente vai casar ano que vem. A gente já mora junto há um ano e meio. Vou te falar o porquê a gente ainda não casou, muito parecido com a história que você contou do seu momento de empresa, não sei se vai dar tempo, né, mas vamos lá, vamos lá. E aí que que aconteceu, cara: eu tinha para mim “não vou dar aula”, eu sou novo, né, pô, solteiro, mas eu não posso olhar para nenhuma menina com outros olhos, só que com ela não teve jeito, cara, é aquele negócio que era para ser. Então a Ju foi minha aluna de Excel, a gente conheceu, ela pegou eu bem no comecinho ali do do alcoolismo, vamos se dizer, mas ainda era controlado, só que, cara, minha família já tem histórico de de alcoolismo. Meu vô, cara, meu vô ele era ferramenteiro nos anos 50, 60, ganhou muita grana, trabalhou na Mercedes, porque ferramenteiro naquela época era a profissão, era tipo um analista de dados hoje, total, e perdeu tudo pra bebida, morreu como indigente. Os irmãos da minha mãe também tiveram problema com álcool, né, um já faleceu por cirrose e tudo mais. E aí, cara, cara, então, e depois eu descobri que é genético mesmo esse negócio, tá tá na no DNA, né? E e aí, cara, o que que aconteceu: em questão de 5 anos, então dos 22 até uns 27 ali, eu, cara, eu destruí minha carreira, destruí, porque ia trabalhar bêbado, acredita? Cara, ia trabalhar bêbado, sujei meu nome, sujei o nome da Ju para pagar boteco, bar. Cara, eu me destruí.

Por que que eu agora que ele se releva aí ele é obrigado a casar mesmo que aguentou tudo isso aí.

Não, essa daí, cara… Aí comeu o pão que o diabo amassou. Então, cara, tava comigo ali na merda, desculpa até o palavreado, mas é vida real, cara. E cara, assim, destruí tudo, cara, a confiança dos meus pais… Caraca! Alcoolismo real, então, [ __ ], cara, de acordar e já tomar vodca, de tremer, de trabalhar e o meu diretor sentir o cheiro. E aí o que que que aconteceu, cara: nesse tempo eu destruí minha vida, e aí um dia já não aguentava mais, já não aguentava mais. E cara, eu lembro assim, todo dia eu ia beber, o álcool é eu ia dormir alcoolizado, eu abria o Google e falava: “como parar de beber”, todos os dias durante um ano e meio, cara. Eu queria… Comecei a frequentar o AA e tal, passei em terapia, aí a terapia começou…

Já é um avanço gigantesco você reconhecer que você… O vício você tem que reconhecer.

Foi um ano e meio, cara, de eu reconheci assim: pô, não tenho mais controle disso daqui, não, preciso de ajuda. Até eu parar, aí comecei terapia, psiquiatra, aí descobri várias outras coisas, que fica para um outro papo. O que que acontece, cara: eu eu tenho religião, né, sou cristão, eu fui doutrinado na Igreja Católica, mas conheci o espiritismo kardecista com a Ju, ela foi dessa, comecei a frequentar, e comecei a entender algumas coisas que faziam sentido para mim, sim, começou a conectar, conectar. O que eles ensinavam era muito filosófico, né, porque eles têm uma tríade lá, mas não cabe aqui também, mas conectava comigo, e aí eu lembro que um dia eu dobrei o joelho mesmo, cara, rezei como nunca na vida, falei: “Deus, por favor, tira isso de mim, por favor, por favor, não não aguento mais”. E cara, veio na minha cabeça aquele negócio que eu tinha falado pra minha mãe lá atrás, que um dia eu ia ajudar pequenas empresas na gestão financeira, e tinha trilhado toda uma carreira na área financeira, e minha mãe tinha quebrado, eu tinha prometido aquilo para ela. Falei: “Meu, acho que eu achei meu propósito”. Falei: “Deus, a partir de amanhã eu não vou colocar mais nenhum mL na minha boca de algo que só me dá força para eu tocar esse projeto, porque eu não faço ideia de como eu vou fazer”. Você não entendia nada, você tava trabalhando numa empresa…

Trabalhando, cara, tanto que eu trabalhei no Grupo Bluefit das Academias. O CFO de lá depois virou meu sócio, e sabe como ele virou meu sócio? Eu cheguei nele e falei: “Guilherme…”, um abraço até se ele assistir, falei: “Guilherme, preciso abrir o jogo com você, cara, aconteceu isso, isso, isso”. Abri o jogo, que eu era alcoólatra, mas escondia. Ele falou: “Cara, eu já sabia de tudo isso, sentia o cheiro, vi o jeito”, e tal, “mas parabéns por você ter vindo e falado”. E aí depois ele viu o projeto, ele se f-, gostou, investiu, o sistema Exim só foi possível de existir graças a ele, né, que a gente tem o sistema hoje, ele se retirou porque questões de virou administrador estatutário, mas ajudou muito na aceleração do negócio. E aí voltando, e aí, cara, eu não tinha ideia de como começar, eu tinha o conhecimento, mas assim, marketing digital era uma outra época, bicho, sete cabeças. E aí, cara, é uma algo que eu não sei se conecta a gente por acaso, se tem conexão, mas tinha uma página chamada Além da Facul, eu criei o Além do CNPJ por causa do Além da Facul, do Álvaro, do Álvaro Schoc. Então o que que acontece: ele falava assim, que se você tem um conhecimento, posta todo dia, mostre seu conhecimento pro mundo. Quando você tiver 500 postagens, alguma coisa assim, se você não tiver ganhando dinheiro com aquilo, é impossível. E aí, cara, eu falei: “então eu vou fazer isso”. E até um abraço pro Álvaro, sou grato demais, já mandei mensagem no Direct dele, tudo, e é um cara gente boaça. Espero um dia poder conhecer.

Gente boaça, gente boa, um mano assim… Eu já tive a oportunidade de falar isso para para um aluno dele de um podcast que eu gravei. É um cara gente boa demais, cara. Eu falo isso sem o conhecer também pessoalmente, já conheci pessoalmente assim num curso e tal, mas não sou próximo a ele, mas assim, sim eh conheço algumas pessoas que são próximas a ele e, cara, rasgam elogios. E eu sempre ol- da primeira vez que eu vi o Álvaro, eu falei assim: “Cara, sabe quando você olha para alguém e você fala: [ __ ], esse cara é massa! Esse cara é massa, esse cara é gente boa, quero tá próximo ali do desse cara”? Né, não tem nada que ele assim… Eu nunca Não tem algo que ele fez que fez eu achar isso, mas é que era a vida real, cara. Eu olhei, falei assim: “Esse cara aí, mano, gostei”, né? Cara, esse cara conectei com esse cara, gente boa.

Parece uma porque assim, eu gosto de pessoas que são vida real, são inteligentes, que por natureza, por esforço, por natureza, não por esforço, sim, e que continuam sendo humanos, sabe, que não têm um ego acima de tudo, que quer se mostrar melhor do que todo mundo. Na humildade tratar todo mundo bem é aquele negócio que a gente fala: como que a pessoa trata o garçom é o que vai determinar muita coisa.

Exato.

Então, sabe, tudo isso influencia demais assim pras pessoas que eu quero estar por perto, e inconscientemente eu acho que o Álvaro é uma [ __ ] de um cara íntegro, assim, sabe, ele passa essa impressão. Pode ser que não seja porque eu não o conheço, mas assim, eu tenho tudo a crer que seja, e as pessoas que eu conheço que que são próximas a ele falam, chancelam que é o cara mais humilde do mundo.

Então, e aí eu criei o Além do CNPJ num dia que eu fui num curso do Além da Facul, eu fiz o online deles, eu não consegui fazer o presencial, ele fez um curso do Dia do Empreendedorismo, eu lembro disso daí, e aí ele falou “criem aí o Além de Alguma Coisa”, aí no dia do meu curso saiu Além do Cinema, Além do Cine, Além da Medicina…

Além da Medicina.

…Além das Skills, Além de sei lá o quê, e aí eu tentei criar o Além do Empreendedorismo, já tinha…

Aham.

…aí eu falei: “[ __ ], empreendedorismo já tem Além da, do CNPJ”, aí saiu, começou aí.

Cara, então então você vê que vai se conectando as paradas, né? E aí ele falava isso, eu falei: “Cara, eu vou jogar meu conteúdo aqui, mas eu vou começar meu trabalho”. Aí comecei com uma consultoria financeira para pequenos negócios da região em que eu morava…

Que legal!

…batia, conhecia a galera, batia na pizzaria, na farmácia que eu ia: “Pô, deixa eu te ajudar”, e tal, fui desenvolvendo ferramentas no Excel na época, o que é muito rápido ajudar uma empresa pequena, nossa, você pega assim, você faz uma uma mudança completa no negócio, e o despertar para isso, cara, veio onde: voltando no tempo que eu era alcoólatra, a pub que eu frequentava, né, ficava lá bebendo, fumando uns narguilés e tal, o cara não via a cor do dinheiro, era aquele clássico empreendedor que pegou a grana do… Pegou um empréstimo, ele tinha pego um… O carro dele foi roubado, o seguro pagou: “vou abrir um negócio que eu sempre sonhei”, só isso é clássico do brasileiro. É, só que aí não sabia o lucro, o caixa, e eu bêbado ajudava ele, e e ele me dava umas bebidas lá de cortesia, cara. Quando eu cheguei no fundo do poço, ele, dono da pub, não queria me vender bebida para…

Olha, que legal!

…porque ele falava “cara, você tá se acabando, meu, para com isso”. E aí que me despertou, aí eu comecei a atender as empresas de bairro e tal, aí já não bebendo mais, prometi para Deus “me dá uma direção e eu vou cumprir, e assim será até o meu último segundo de vida”, e aí nunca mais pus uma gota de…

Nunca mais, nem no nosso casamento, que a gente vai casar, eu já falei pra ela: “meu brinde é com água com gás”, é isso aí, tá certo, quem tem quem tem uma doença tem com alcoolismo, cara, não tem que ter: primeiro gole é zero gole, só por hoje, né, o tema do AA. E aí e aí, cara, comecei a atender, só que qual que é o detalhe: começo de 2020, atendendo os negócios da região, tirava bem menos, meu último salário CLT era R$ 8.000,00, tava ganhando dois, três, mas era um recompensador pra [ __ ]

É legal, entendeu?

Pandemia: todos os clientes fecham a porta, o Doria fala aquele negócio “baixa as portas”, Wallenstein: “ó, não dá para continuar”, tal, não sei o quê, falei “e agora, cara?”. “Vou focar aqui no digital, né, cara?”. Mas sem saber nada, nada, cara, só fui fazendo. Comecei, comecei igual eu falei: quando eu foco, cara, aí falei “meu, preciso estudar tráfego”, né? Comprei um curso lá, comecei a estudar, gosto de número e tal, né, comecei “pô, ferramenta não vai ser difícil, né?”. O pessoal fala “ah, rodar tráfego é difícil”, cara, o Mark lá, os caras do Google vão criar um negócio difícil para você rodar? É só você ler e estudar, né? Comecei a rodar minhas primeiras campanhas de tráfego, fui fazendo, fazer… Muita gente vinha pedindo planilha, planilha, falei “meu, vou botar as planilhas que eu desenvolvi nas consultorias para vender”. Cara, começou a vender, vender, vender, vender, vender, consultoria comecei a atender, atender, atender, aí o negócio começou a tomar uma proporção, cara, que eu não imaginava, então começou a crescer.

Na pandemia, no final, o que era uma má notícia para você foi…

É, porque como eu eu sempre gostei de ser muito prático assim no conteúdo que eu passo, né, é uma coisa que a gente prega muito, é praticidade de, pô, o livro livro de Finanças tem 500 páginas, mas cara, o essencial pro empresário em 15 pagininhas você mata ali, né, total, em um capítulo dois você tá com tudo que é o que você precisa, é o essencial. E aí, cara, a gente começou a crescer, crescer, crescer, aí [ __ ] planilha pirateada, aí suporte. A Ju trabalhava na KPMG, que é uma das Big Four, na época tinha tomado dupla promoção, e ela tirou férias coletivas no final de 2020, eu tocando tudo, cara, eu fazia o design da página, o tráfego, atendia os clientes, “eu-presa”, “eu-presa” real, real, cara, na sala de casa, morava com os meus pais ainda, cara, era uma loucura, mas muito gostoso o processo de ver crescendo, né? E aí a Ju tira férias coletivas no final de 2020, a gente a minha irmã pega COVID, a gente fica isolado…

Caraca!

…eu, a Ju e minha irmã, a gente passa o Natal os três, minha mãe levando de máscara, colocava na porta do apartamento o alimento, a gente comia, e ela via que o atendimento, cara, bombando: “deixa eu te ajudar aí”. É contadora, pós-graduada em Finanças, manja pra caramba…

E era tua aluna, né?

…foi minha aluna, né, cara? Começou começou a ver os números, não, e é minha aluna, né, modéstia à parte, manjava pra caramba, aprendeu, né, cara? Ela começou a tocar o suporte das planilhas, se apaixonou, falou: “não volto para a KPMG”. Eu falei: “você tá louca!”, e na época eu tava brigado com o pai dela porque sujei o nome dela, ele sabia, pô, e eu entendo, ele tava ele tava fazendo o pai o papel dele de pai, pô, que um B.O. do cara causou na tua vida, bicho, vai pra cima mesmo… Você que é um bêbado, né? Com todo o respeito a quem tem problema com alcoolismo, mas mas, pô, ninguém a gente sabe que é uma doença, mas eu sou muito prático, cara, eu não tenho frufru, sabe? Ninguém quer um alcoólatra como seu genro, filho, enfim, total, total. E aí, cara, eu falei pra ela: “você tá…”, e o pai dela é bem carreirista, né, tem uma carreira brilhante e tal na área de tecnologia, nossa, o tio dela foi CEO da Tivit, então, cara, imagina ela largar uma dupla promoção numa KPMG com podendo chegar a sociedade, falei “meu, você tá louca, cara, não faz isso, eu me viro aqui”, mas cara, baixinha é brava, né? E aí chegou dois dias depois, pediu demissão, falei: “[ __ ], mentira!”. E o teu pai, bicho, quase matou ela, ficou sabendo um ano depois, cara, nossa, quando eu já… Reconciliou, aí a gente foi corrigindo as coisas, né, aí limpei o meu nome, limpei o dela, primeiro foi a prioridade, depois o meu, a gente foi, né, conquistando as coisas, aí as coisas hoje é segundo pai para mim, né, organizou…

[ __ ] que legal!

…entendo, e inclusive as críticas e a a firmeza que ele teve na época foi uma das coisas que me motivou mais ainda assim: vou calar a boca desse cara, sabe?

Exato, é isso aí, ele ele trouxe aquela aquela pitada de raiva para você…

Exatamente.

…que faz movimentar, né, faz acontecer.

E aí, cara, a gente foi crescendo, aí veio a ideia do sistema, mas para você tirar de planilha todo o algoritmo do sistema, fui eu que desenvolvi, cara.

Me conta: a WJR hoje, a WJR tem esse sistema, que sistema é esse?

É um sistema de gestão financeira e precificação, é o sistema Exim, né, para ajudar o empreendedor. A gente sai de planilha, porque a planilha quebra, cara, é para quem real a planilha é pro “eu-presa”, mas depois que ele tá ele tem que ir para um software que ele vê no celular, tem dashboard, total. Então, por ser muito ligado à tecnologia, eu desenvolvi todo o algoritmo aí, achei um sócio pro sistema que botou isso no ar e colocou para rodar, botou para rodar, semana passada batemos 1.000 usuários ativos, cara, então tá bem legal. Só que aí eu cresci muito na consultoria, em determinado momento eu falei assim: “Poxa, eu tô vendendo minha hora, eu e a…”. E isso todo empreendedor em determinado momento vai pensar: “Pô, eu quero um negócio escalável, eu não quero escalonável”, que é diferente, né, total. E aí o que acontece: você começa até a ganhar bem, porque você valoriza a tua hora conforme você cresce, só que você fica refém, né?

Exatamente.

Então, pô, você não daria para estar num podcast hoje, há um ano atrás que eu atendia cliente todos os dias, de segunda a sábado…

Você tinha que tá lá preenchendo a planilha, conversando…

Exatamente, conversando com o cara, entendeu? E aí, cara, fazendo um parênteses, no final do ano passado nossa base de clientes recorrentes era bem bolsonarista, quando o Lula, né… E aqui independente de político, quando o Lula ganha as eleições, a gente perde muito cliente, a gente quase quebrou, cara, que é o que você falou…

A abala a confiança do empresariado.

Abala a confiança do empresariado, eu abro isso pros meus clientes, eles gostam, né, das palestras que eu faço e tal, fala “cara, você é vida real, você abre”, porque todo mundo tenta pintar que é perfeito, “ah não, nossa, a minha empresa tá maravilhosa”, eu falo “não, não é porque eu domino Finanças que eu não posso passar por uma crise, a diferença é que eu sei exatamente a taxa de juros que eu tô pagando, o tanto de dívida que eu tenho, mas aspectos externos como economia, mercado eu não controlo…”.

Controla.

…você acaba é você é um barco com bastante controle sobre o o o ambiente, mas a maré, cara…

Exatamente. O que eu controlo internamente, depende muito do do ambiente, os custos, tudo isso daí eu tenho controle, que é inclusive uma dica, né, que eu dou pros empresários: vejo muito empresário: “Pô, quero aumentar vendas”, cara, para você aumentar vendas, legal, tem que querer crescer, mas é uma variável externa ao seu negócio, é mercado, é concorrência. Você acha dinheiro com as finanças dentro do seu negócio, cara, controlando o custo, negociando melhores contratos com o fornecedor, e principalmente nos custos e despesas fixas, cara, é ali onde você acha uma grana que você consegue uma operação enxuta e aumenta a lucratividade.

O que cara qual é o local… Eh, eu tenho uma resposta que é a minha resposta, mas você que é o especialista nisso, qual é o local que melhor… Qual é o método que melhor se analisa todos esses aspectos?

É o DRE, cara.

É DRE?

Eu analiso, cara, o DRE que me dá toda essa visão.

É de fato o melhor.

É o melhor, porque assim, ó, eu vou te explicar as diferenças, né? A gente tem três elementos contábeis/gerenciais/financeiros, que é o balanço patrimonial, o DRE e o fluxo de caixa, todos são importantíssimos, e aí infelizmente, né, com o advento da internet, a gente vê muita gente mudando estrutura, então, pô, você vê fluxo de caixa com estrutura de DRE. Cara, não, não, e aí não é sendo acadêmico, é porque assim: o fluxo de caixa ele mostra uma coisa, a DRE mostra outra, o balanço mostra outra, é igual você pegar o painel do seu carro, você vai ter o medidor de gasolina, o medidor de óleo, e achar que tudo mostra a mesma coisa, não, cada um mostra uma coisa, se complementam. O DRE é o melhor porque assim, a primeira coisa que a sua empresa precisa dar é lucro, e quem mede isso é o DRE, pela competência, independente se você tá parcelando pro seu cliente com seu presente a valor presente o fato gerador. Então, pô, eu vendi hoje 100 copos desse aqui a R$ 100,00, então vou registrar esse 100 copos a R$ 100,00 hoje, independente se eu tô parcelando em 10 meses pro meu cliente, independente se eu tô comprando à vista ou comprando parcelado, digamos que eu seja um comércio.

Exato, isso.

Então o DRE ele vai deixar tudo na mesma base, vamos se dizer: para eu vender esses copos aqui, eu vendi tanto, comprei tanto, tem uma margem de tanto, o custo da minha operação — folha de pagamento, aluguel, né, ocupação —, é tanto, o meu lucro é esse. Então você parte daí, se o negócio ele não dá lucro… Cara, tem muito negócio que eu já atendi que não dá lucro, só que sobrevive do giro, como é um negócio que não dá lucro, só que ele recebe antes dos clientes do que v-, mas não vale a pena ter um negócio desse, porque com um tempo você quebra, um tempo você quebra, e você trabalha de graça, bicho, você trabalha em troca de… Prova, fica vivendo no giro, no giro. E aí o dividendo, que é o grosso, que é o que eu tento conscientizar minha galera, que eu vejo assim muito empresário, cara, tirando, por exemplo, 30 pau de pro-labore com uma empresa que fatura 100.000, eu falo: “cara, não pode, o o seu pro-labore ele tá sendo o câncer do negócio, o seu pro-labore é manutenção das despesas pessoais, o que vai te deixar rico não é o pro-labore, é o dividendo, cara”.

Isso até porque o dividendo vem livre de imposto, né, cara?

Quando você fica inflando enquanto… Mas ainda vem. É, quando você fica inflando, e eu já vi pro-labore registrado, cara, e aí a contabilidade… Aí é o que eu falo do contador que só assina, e eu fico triste, cara, pô, o cara só assina pagando 11% em cima de 30 pau, entendeu?

Jesus, cara!

Tem um caso interessante, né, eu falo muito, tá, Felipe? Não, mas pode falar, você tá contando da dos cases aqui.

Em São Bernardo, eu cheguei lá, né, eles me chamaram, metalúrgica: “Pô, a gente não tira dinheiro da empresa, a gente não tem lucro”, tal. “Não, beleza, vamos investigar”. Comecei a reunir os dados para montar DRE, eu parto então ali da… Eu tenho um método hoje, que é o método OCAP, né, mas lá atrás eu não tinha ainda esse método, e aí montei a DRE, aí vi uma linha lá, cara: 40% em despesa com pessoal. Deixa eu investigar. 40% na análise vertical ali…

Representatividade sobre o faturamento.

…sobre faturamento, quando eu comecei a abrir, cara… Empresa de serviço, não?

Não, era metalúrgica.

Metalúrgica, nossa, cara!

Eh convênio dos pais sendo pago pela empresa, faculdade dos filhos, isso era era pessoal, e os caras falavam que não tinham pro-labore. Quando eu tirei, né, a empresa dava uma lucratividade, tava dando prejuízo, logicamente, quando eu fiz a separação, ó, tira essas despesas pessoais da empresa e ó, o seu negócio 15% de margem líquida.

Caraca, tsc!

Então você tem lucro, o problema é que você tá misturando tudo, que é o principal erro, eu acho. Então você que quer começar as finanças do seu negócio, primeira coisa: separa a vida financeira pessoal da da empresa.

Ô, tem gente que fala assim: “Não, e o meu carro é da empresa”. Eu falo: “Bicho, pera aí, por exemplo, eu tenho uma empresa de construção civil, eu preciso de um carro?”. “Não, claro, os carros da empresa, OK”, mas tô falando o meu carro, eu preciso de um carro? “Não. Ah, mas, Felipe, você faz visitas, você faz reuniões estratégicas”, mas eu poderia fazer de Uber, é muito mais é muito mais barato. Ah, não tô falando nem de pegar condução, tô falando de Uber, tá? Ah, se eu fizer todas as visitas de Uber Black, vai sair ínfimo ao custo do carro. Ah, mas tá bom, então na pior das hipóteses, digamos que você precisa de um carro, então tenha um carro popular. Não, a a pessoa quer falar o seguinte: “Não, eu preciso de um carro pela empresa”, o status, “é, mas é um Compass, o mínimo, um Compass”, um carro de 140 pau, 150 pau. Cara, eu não vou passar credibilidade… Vou passar credibilidade, você tá mentindo para você mesmo, e aquilo lá aquilo lá não é resultado da sua empresa, você mancha a tua empresa e não deixa de manchar de fato, para amanhã depois, na hora que aparece um possível comprador, ou você quer mostrar os números e tudo mais, você tá manchando o próprio Ebitda da tua empresa, porque o próprio valuation… Você tá ferrando o valuation da sua empresa em troca de um carro. Se você quer um carro, que seja, analisa teu Ebitda, vê se tá dando lucro, se tiver, aumenta o pro-labore, ou começa a sacar dividendo mensal.

Exatamente, faz antecipação de dividendo.

Faz antecipação de dividendo mensal e começa a colocar, e aí paga o carro, mas tira isso do da linha final do pós-Ebitda lá, porque, não, cara, você tá manchando tua empresa, teu valuation tá indo por água abaixo.

Exatamente, então, cara, coloca depois vive com o dividendo pessoal, que é o que a gente tá falando, cara.

Cara, eu empreendo há 11 anos e eu tô falando hoje como se eu soubesse isso desde sempre. Eu não eu não sei isso desde sempre, eu sei isso agora, eu aprendi faz 4 anos. E a galera fala assim: “Ah, mas eu não vou vender minha empresa”. Você tem certeza? Com esse dinamismo do mundo hoje, na hora que aparecer um cara com um cheque na tua frente, bicho, e o cheque faz sentido, vende logo, exatamente. Você entendeu? E aí com todo esse know-how você vai para outro negócio, a não ser que tenha uma non-compete, mas você empreende em outro. Quem fez uma vez, faz outra vez, coisa…

Então, cara, faz do jeito certo, vai ar- gera arrependimento demais, caramba, meu! Faz do jeito certo, até porque quando você faz do jeito certo, você ganha profissionalismo, tua empresa começa a dar mais certo porque, automaticamente, as coisas estão nas suas devidas caixinhas, sim.

Então, DRE, cara, é fundamental para tudo, fundamental, cara, porque você muda, cara, você precisa saber se o negócio dá lucro, porque assim: ah, o negócio não dá lucro, pera aí, vamos pensar então aqui no custo de oportunidade. Pô, será que compensa ficar com esse negócio que não tá dando lucro? Pô, tem startup, beleza, às vezes tu não vai dar lucro por um tempão, mas tem um potencial gigantesco lá na frente, tem caixa para lá na frente dar dinheiro.

E Valen, cara, o Wallenstein… O pessoal que tá escutando isso aqui fala: “Meu, eu eu sou um cara que muito na minha vida…”, a gente tava conversando antes de começar, e graças a Deus, quando eu era quando eu tava no comecinho, pobre, ferrado, [ __ ], não tinha grana. Então quando eu descobri algo que eu tinha que implementar, eu ia ter que obrigatoriamente aprender e eu implementar do meu jeito, que era o que dava, porque eu não tinha grana para crescer. Então se você é pequenininho, estuda DRE, compra um curso, entra no no conteúdo lá do da WJR… Inclusive eu sempre falo isso nos podcasts: o conteúdo da WJR é bom, ele o Valentin tá falando aqui, e é verdade, ele produz conteúdo no digital, inclusive eu até indiquei esses dias teu story, cara, ele dá cursos que deveriam ser pagos em story, e os cursos são baratinhos, cara, R$ 400,00 o cara tem uma parcelado, compra lá, bicho, sério, vai lá, cara, R$ 40,00, R$ 50,00 por mês, não dá para falar que você se você não fizer é porque você não não quer fazer, tá? Fora o gratuito, que tem muita coisa também.

Tem muito conteúdo gratuito, eu tô falando gratuito e o pago é 400 conto. Então, cara, vai lá na W WJR, começa… Ô Tiagão, coloca o o BG do do Wallenstein de novo aqui, cara. Vai lá e já já começa a acompanhar o conteúdo dos caras, os caras são muito bons mesmo. Falo isso porque eu consumo o conteúdo de vocês. Além de tudo, aí ó, WJR Consulting aqui, consultoria aqui, já segue agora. E e, cara, se você tá bem no comecinho, é isso, vai e e faz por conta própria. Agora, conforme a sua empresa vai crescendo, quando eu vejo alguma coisa que a minha empresa precisa, eu vou atrás de alguém. É igual aconteceu com o Leandro Bueno, tava formando holding, fui atrás, vi o cara ensinando eles, eu falei: “eu quero ele, eu não quero fazer aprender, eu não quero fazer”. “Leandrão, [ __ ], você você só ensina contador ou você tem uma empresa?”. “Tenho uma empresa”. “Então, bicho, quanto custa? Bora, bora, bora”. O Leandro hoje é um parceiro estratégico, estrategicamente, isso, um braço direito, um monte de coisa, inclusive no know-how que ele tem, muita coisa eu peço conselho porque eu não sou dono da verdade de nada, eu não sei [ __ ] nenhuma, tudo que eu falo é vivência.

Exatamente, vivência.

Então falei: “Cara, tô pensando em fazer isso, que que você acha?”. Sempre peço ajuda dele, sempre tô querendo escutar opiniões. E aí eh o Leandro foi assim: eu fui atrás e comprei o conhecimento dele, eu acoplei o o know-how dele no meu negócio, e é o melhor jeito de aprender, cara.

E é o melhor jeito de aprender, por quê: uma consultoria, porque ele vem, me traz as soluções, eu faço a reunião, ele me apresenta as soluções, e ele defende as soluções, porque ele precisa me convencer a ir pro por caminho A ou B. E aí eu falo: “Mas por que A? Por que B não?”. Me explica isso direito. Aí ele me dá uma aula, coisa que eu jamais aprenderia mesmo num curso online dele, até porque ele tá ele tá fazendo uma consultoria particular, sim.

Os clientes que eu vejo que têm mais resultado… Eh claro, o curso ajuda muito, às vezes é um negócio pequeno, o curso vai dar um direcionamento, mas o empresário que ele quer rápido é a consultoria, por quê: é o que você falou, tá do lado, cara. E aí o cara “pô, mas o que que é DRE? O que que é o Ebitda?”, e o consultor tá… Você tem um cara ali para te ensinar no dia a dia. Cara, foi é isso, tipo Wallenstein, cara, não tenho DRE, tô girando muito dinheiro, tô faturando e tô sem visão, eu só sei que não sobra, eu só sei que entra muito dinheiro, sai muito dinheiro, não não tá ficando, que que acontece? “Quanto você cobra?”. “Tanto”. “Bora, faz aí, me apresenta o relatório”. É muito mais rápido o empresário que tá querendo começar e não tem grana: WJR, compra as planilhas, estuda por conta própria, vai embora; o cara que já tem grana e tá precisando acoplar esse know-how para entender e ter um um Wallenstein do lado, dá para te contratar, como que funciona a WJR? Me dá um overview aí, se o seu se você vende consultoria, como que é, ou você vende consultoria para ticket maior, como que é?

Hoje a WJR hoje a gente tá virando um ecossistema, por isso que eu tô fazendo contabilidade pro pequeno negócio. Então até o meio desse ano eu ainda dava consultoria, consultoria era em média de R$ 4,00 a R$ 5.000,00, só que o que que eu percebi: eu sou mais eu sou primeiro empreendedor e depois financista, eu costumo dizer.

Total, [ __ ]! Isso é uma visão ferrada.

E aí o que que acontece: eu fiz o custo de oportunidade: “pô, a minha hora versus os produtos escaláveis que eu tenho não tá compensando”. E aí eu pensei: “Bom, então eu vou formar uma galera, vou vou formar os meus consultores associados à minha marca, com o meu método”. Então hoje eu pego projetos pontuais, então tô pegando, por exemplo, a agora um dos maiores players do Mercado Livre, vou dar uma consultoria pontual, por… Fatura pra caraca. É, e cobrei 26.000. “Beleza, vamos embora”. O às vezes o cara menor ele não tem condição, mas ele tem acesso aos meus alunos, que muitas vezes estão começando e não vai ser um trabalho ruim…

Que tem que tem um know-how semelhante ao teu, que se tiver qualquer dúvida pode perguntar pra você porque tem acesso a você…

É o seu aluno, né? E consegue ajudar os…

Exatamente. E aí um ticket de entre R$ 1.000,00 e R$ 2.000,00 é barato demais, cara, é barato demais! Então se o pessoal tem interesse, entra lá em contato com a WJR Consulting, a gente tá montando um mercado de trabalho, cara, para conectar uma ponta na outra. Então é o que eu te falei, eu sou muito mais empreendedor hoje do que financista, e cara, R$ 2.000,00, meu, sério, e com tudo, ferramenta, você vai ter… Tem todo um método que a gente validou em mais de 800 projetos, dos mais variados ramos, cara.

Cara, Valen, não é merchan, cara. Se eu juro por Deus, cara, pode morrer a minha empresa, pode acabar, pode morrer os meus… Se eu tiver fazendo merchan aqui, cara, não é merchan, essa [ __ ] mudou minha vida, mano, mudou minha vida!

Muda, cara.

Eu se desse para eu abrir a cabeça do empreendedor assim, sabe, e enfiar na cabeça, no cérebro do cara, a importância de ter esse know-how, cara, R$ 2.000,00 ele tá perdendo numa linha do DRE que você não tá vendo, pô! Se você tá faturando 30 conto, 40 conto e não tá sobrando grana, já se paga, uhum, já se paga essa essa consultoria, bicho! E não tô falando para você fazer WJR, tá, alguma consultoria, mas se você se convenceu e não tem quem, WJR que o Wallenstein coloca você na cara do gol com alguém, faça uma alguma consultoria financeira. Isso mudou a minha vida, bicho, se eu tivesse talvez conhecido isso antes, meu, eu estaria em outro lugar. Se eu ao invés de no sétimo ano empreendendo descobrir o que é DRE, eu tivesse descoberto no segundo, terceiro, sério, eu estaria seis vezes mais rico, eu acho.

Muda o jogo, cara. E ah, por que é tão barato, né? Porque exatamente eu tô… Tem muito propósito, cara, no que a gente faz, às vezes parece…

O cara tá começando também, cara, o cara tá precisando de carteira.

Exatamente, tem muito propósito no que a gente faz. Igual, pô, por que que eu vendo um treinamento por R$ 400,00 e não por R$ 2.000,00? Não é que não vale, mas é porque, lembra do que eu prometi com a minha mãe, do que eu combinei com Deus, do propósito?

Cara, isso aí te tirou do alcoolismo, isso aí…

Então, cara, é realmente todo dia quando eu acordo, lógico, eu quero ganhar dinheiro, todo mundo quer, mas cara, eu vou tentar fazer um negócio assim é mais pro volume, massa, sabe? Tipo assim, talvez o cara não tenha tanto acesso a mim hoje, mas cara, de eu dar oportunidade dele ter aula comigo — a gente faz aula ao vivo direto, live —, ou com os meus alunos, esses sim estão bem próximos de mim, cara, a gente tá democratizando. Então claro, uma consultoria, se você pegar com um cara experiente, ele não vai cobrar de 1.000 a 2.000, mas pô, dá oportunidade para quem tem sede de conhecimento e tá buscando carteira.

Exato, e ele, e outro, ele vai entregar muito, muito, mas muito mais do escopo, porque ele vai ele vai falar assim “overdelivery“, que a gente bate muito, cara, encante o cliente. Um consultor que já tá lá renomado, ele fala “faz essa planilha aí e me entrega daqui a 15 dias”. O cara que tá começando, ele vai fazer a planilha para você. Não, não que isso tá no escopo, mas o cara aí tá precisando desenrolar.

Sim. Hoje os meus alunos, eles atendem melhor os clientes do que eu, por conta disso. Como eu cheguei num nível — e não é arrogância, todo mundo passa por isso, relaxa, isso aí isso aí é o o processo normal do… —, hoje eu não vou ficar, ah, cara, igual lá há 4 anos quando eu comecei, eu cobrava R$ 500,00, hoje eu tô cobrando R$ 26.000,00. É um processo de construção, e a galera hoje… E os caras e os seus alunos vão chegar lá, os melhores vão chegar, vão chegar. É o que eu falo para eles: confia, eh só segue o método, tem todo um método, cara. Eu ensino… Ó que legal: eu ensino a teoria para eles, né, que precisa ter a teoria, ensino a prática, então, pô, como que eu você sabe o que é uma DRE, vamos ver agora aqui num estudo de caso, então a prática. Ensino eles a prospectar, eles a venderem… Olha isso, cara! …tem a parte tecnológica, Power BI, dou todas as ferramentas e ainda dou lead pro cara, por quê: eu não consigo atender todo mundo, ele chega aqui… Aí você não ganha, exato, você você realmente transborda o que você construiu para um ecossistema. E aí que que eu faço: pego do do que ele fechar, 10% é da WJR pela indicação, e eu reinvisto na na plataforma. Então, por exemplo, a gente tinha uma planilha de diagnóstico empresarial, tá virando um aplicativo dos 10% que tava vindo de royalties, olhe isso, e vai melhorar o ecossistema para eles, cara, total. E o e o cliente tem a segurança de estar contratando alguém chancelado pela WJR, e que se der alguma mancada, pode até reclamar para você e você indica outra.

Pode, exatamente, pode. Tem todo… Eu dou essa permissão para quem tá dentro, se é um consultor associado WJR. E assim, eu também tô elevando o meu branding, então…

Exato.

…se a WJR tá subindo na na na percepção de marca para as pessoas, e aí olha que interessante: eu falei de branding, marketing, eu sou um cara de Finanças, mas nem por isso eu deixo o marketing de lado. E é o que o empresário faz, pô: “ah, Wallenstein, é o que eu mais ouço, não sou bom em vender, em negociar com o fornecedor, em produzir, esse negócio de Finanças não é comigo”, cara, então assim, esteja preparado para se manter ali onde você tá, ganhando pouco dinheiro muitas vezes, tendo o potencial de ganhar muito mais dinheiro, de crescer o seu negócio, porque falta uma gestão financeira profissional ali, total.

Bicho, é isso, cara, mano, perfeito! Podcast tá completo, bicho, tá tá o episódio já com certeza explodiu a mente do empreendedor. Mas antes de a gente começar a fase final, quero te fazer uma pergunta assim assim, basicamente: imagina que tem um empreendedor lá que tá perdido na vida, que é a grande maioria, perdido, tá trabalhando que nem um louco, sem vida, desesperado, não tem horário para começar, não tem horário para terminar, não tem final de semana, não tem férias, não tem dinheiro, tá vendendo o almoço para pagar o jantar, é refém, é escravo do negócio, que é a realidade dos MEIs e PMEs por aí, então o cara não tem grana mesmo, o cara tá ferrado, Valen, nem 400 conto para a planilha ele tem — e acredite que existe empreendedor assim.

Sim, sim, a gente lida com isso todo dia, cara.

Esse cara que tá ferrado, quais são as três dicas, para não não se estender muito, assim, não precisa nem ser três, assim, qual é o direcionamento que você daria para esse cara? Ele que ele nem tem tempo.

Três rápidas, três rápidas e matadoras: primeiro, separa a grana da empresa da pessoal, definindo um pro-labore. Então, pô, eu vou ter um pro-labore, tá ferrado, ferrado de 3.000 conto, adapta a sua vida para isso por um tempo, cara, e se não consegue tirar 3.000 de uma vez só, vai fazendo faseado, tira sem- semanal, semanal, mas tem assim uma data fixa, ah, vai ser semanal, toda sexta eu tiro, tá? E não sangra o caixa da empresa. Primeiro ponto. Segundo ponto: controle financeiro, cara, num software, numa planilha, então anota tudo, até nos centavos, tudo o que tá entrando e saindo, por quê: através de um controle financeiro, uma estrutura de plano de contas, ele vai começar a entender de onde tá vindo o dinheiro e para onde ele tá indo, por mais que ele não tenha um método, só anota, entrou e saiu, pega uma caneta BIC azul, uma caneta BIC vermelha e um caderno, no pior cenário, tá, no pior do pior do pior cenário.

Mas se você não faz nada, faz essa [ __ ], e não tem R$ 100,00 uma planilha, [ __ ].

Exato, mas começa assim, “ah, eu tô na rua, eu não consigo toda hora abrir o computador”, pega um caderno, dobra ele, coloca no teu bolso para caber aqueles pequenininhos, ou no celular, no na nas notas do celular.

É, no celular, exato, e anota: azul que chegou, vermelho saiu, tudo.

Uhum.

Tudo, tudo, tudo, só faz isso que você já tá avançando. E aí a partir do momento que você começar a anotar, você vai ver: “pô, algumas coisas tão estranhas aqui”, aí por isso que é importante o plano de contas. Então, eh não não dá para se estender tanto, né, mas dá, no nosso Instagram a gente tem conteúdo gratuito disso, curso, pô, 400 você aprende a estruturar, tem uma planilha lá que faz isso, mas é agrupar, então, pô, por exemplo, eh salário de funcionário, encargo e benefício vira despesa com pessoal, custo com pessoal, categoria gente, gente, tudo, condomínio, ocupação. Beleza, você agrupou, aí você vai começar a ver: “cara, por que 30% do meu faturamento tá indo pra despesa com pessoal, custo?”. É igual você falando, 40% da metalúrgica tava vindo para pessoas, isso não é ser desonesto…

Exatamente, e eu só descobri como: porque eu fiz a DRE com o plano de contas.

Total. E aí onde tiver destoando, tiver muito alto, “ah, como que eu sei que tá alto, Wallenstein?”, você vai ver, cara, pô, 40% do faturamento indo pra folha de pagamento, se você é uma empresa de serviço, tá muito estranho isso, né? Ou então, pô, fornecedor, 80% do seu faturamento, cara, você não tá sabendo negociar, ou tem alguma coisa estranha, cara, é louco.

Porque tá vendo, tudo isso que o Wallenstein tá falando, no final existem algumas regras médias de mercado. Uma empresa de serviço tem que dar tanto de folha, em média, em média o lucro de uma indústria tá de tanto a tanto, em média, então você consegue, tendo isso organizado, até se comparar.

A gente até tem uma tabelinha de média, tá, porque é o que eu falo, eu não gosto de receita de bolo…

Exato.

…mas a gente tem, a gente pegou dos 800 projetos de consultoria e fez ali o que é… Se quem quiser, eu deixo como um bônus: vai lá no nosso Instagram, pede “ah, eu quero a tabela de referência de lucratividade por segmento”, a gente tem, a gente tem, nem que eu fale para o meu gestor fazer.

Cria um, é só entrar lá no no Instagram do… A gente combinou, manda assim “referência”, a palavra “referência” no Direct. Ô Tiagão, coloca o BG dele de novo, por favor, mano. Ó, tá vendo esse, cadê aqui, pera aí… WJR Consult, @ aqui, você vai entrar lá, mandar mensagem, colocar “referência”.

Isso, referência, vai receber um…

Você vai receber uma tabela para você se guiar das referências de lucratividade de negócios.

Boa, então essa seria a segunda dica: para saber como que você tá perante os seus concorrentes, a média de mercado.

Exatamente.

E por último, precificação, que é algo que a gente nem falou tanto, mas que a gente também é especialista, cara. Assim, para finalizar, o empresário o empresário ele costuma ter alguns métodos de precificação que é copiando o preço do concorrente, multiplicando um custo que ele acha que é o custo por dois, mas quando você planilha, você vê que não é nada daquele custo.

Exato, markup, né? E mesmo custo vezes X, e de onde esse custo ele tirou? Ele tá chutando.

Exato, tá chutando. Então se você não tem uma precificação que garante lucro e competitividade, cara, você tá fadado a vender… Acaba sendo o maior problema pra sua empresa.

Exatamente, porque se você tá vendendo errado, quanto mais você vende, mais você se afunda. Eu acho que assim, ó, e é uma coisa que tem que ser trabalhada na na educação financeira de base: antes de pensar em escalar, a venda tem que tá bem organizada financeiramente, senão acontece o que aconteceu com a minha mãe, o que quase aconteceu com você, entendeu? Porque não adianta vender mais, tem que vender melhor, cara.

Total. Eu prefiro ter uma empresa que fatura 500.000 e deixa uma margem de 20, do que uma empresa de 1 milhão que deixa uma margem de dois, de dois, exatamente. Você vai ter… E outra, faturar é muito trabalhoso, porque você tá trabalhando… Exatamente, uma empresa lá faturando 200 pilhas com 10% de lucro, vai sobrar R$ 20.000,00 por mês, não é nada maravilhoso, mas vamos falar que seja, pô, você tá entregando 200, faturar 200 você gira rápido.

Exatamente.

Agora você vai para 2 milhas, putz, para você entregar 2 milhas é muito dinheiro, e às vezes teu lucro tá lá com 2%, você tá ganhando quase a mesma coisa…

Exatamente.

…com um esforço muito maior.

Um esforço muito maior, não é inteligente. O inteligente é você… Né, o ele pega uma coisa e dificulta, o inteligente; o sábio, ele pega uma coisa e simplifica, e no empreendedorismo o que que é simplificar: é trabalhar menos com maior retorno e ganhar mais eficiência, né? Eficiência é faturar o suficiente com o lucro alto. Em algum momento da da tua curva de de faturamento, você vai ver de que se você começar a faturar muito além disso, você começa a perder margem. Em alguns momentos você descobre que aquele teto é o pico do seu negócio.

O pico do seu negócio.

Porque se você faturar mais que isso, você vai aumentar muito o teu esforço e vai diminuir margem, o que não é produtivo, morre ali, fala “entendi, o meu negócio, ele funciona bem faturando 1 milhão, e pronto”. Aconteceu isso com a gente, sabia? Eu poderia aumentar a equipe de consultoria, né, a gente tá até digitalizando a consultoria agora com a Evolutto, é uma plataforma bem legal, só que eu falei lá pro pra Ju, que é minha sócia, pra equipe, eu falei: “Não, agora a gente é isso aqui a nossa meta mensal com essa margem de lucro que a gente tem, porque mais do que isso é mais esforço”. Foi isso que eu entendi com a crise que eu passei no final do ano: eu, junto com os nossos sócios, a gente conversou e falou: “É isso aqui, eu não quero dobrar, triplicar, eu quero faturar X, e quando a gente faturar X, a gente vai entregar isso com essa com essa com essa qualidade, com esse controle, com esse lucro, com essa despesa, com esse custo fixo”, e aí, cara, tudo se tudo funciona. Se eu for para cima, eu perco o controle, tal, tal, tal. Então, cara, é isso, a gente chegou no breakeven eh comercial do negócio, fala: “[ __ ], entendi, aqui é o flow“. Aí os caras vão falar: “Pô, mas vocês estão loucos, não querem crescer?”. Cara, aí é onde você pode investir em outros negócios, diversificar os seus negócios, ou focar onde nas outras áreas, buscar mais equilíbrio: “Pô, vou fazer… Agora eu tenho tempo de ir para uma academia, ficar com meus filhos, ir desfrutar do empreendedorismo, cara”. E se você chega nesse flow, você tá ganhando grana, cara, tá, cara, com certeza, porque, pô, né, os mercados são grandes, cara. Então até você chegar nesse flow, não é do dia pra noite, e vai tá ganhando grana. E aí é o que eu sempre falo: quando a pessoa ela montou o negócio, até quem montou por necessidade, ela pensava em um dia desfrutar do empreendedorismo. Você só vai desfrutar do empreendedorismo com gestão financeira; sem gestão financeira, esquece, esquece.

E cara, tem um cara que eu conheço, amigo meu, que tá tirando 200 contos por mês, e e, cara, parece que não tá feliz. Falo: “Bicho, você você já sonhou um dia ter tirado 200 contos por mês? Exatamente, [ __ ]! Não, mas [ __ ], dá para tirar mais”. Bicho, cara, você tá gordo, bicho, você tá você vai morrer, você você não dá atenção pros seus filhos, é você não tá tendo, mano. Cadê teu filho crescendo aí? Cara, 200 pau por mês, porque assim, se o cara tá e correndo ainda, [ __ ] não tá ganhando dinheiro, tá [ __ ] Aí dá para compre- é o desequilíbrio, é o desequilíbrio, mas o cara chegou lá, ele tá querendo o quê: ele tá querendo 250. O que que vai mudar a vida dele ganhar 200.000 por mês e 250? Nada, contra, cara. O que que vai mudar? Ele vai ele vai perder saúde, ele vai perder o crescimento do filho por um dinheiro que não vai mudar [ __ ] nenhuma na vida dele, cara, nada, nada! Pelo amor de Deus, cara, que [ __ ] é essa! Se o cara tá [ __ ] de grana, tá construindo a vida dele, compreensível, bicho, afunda o pé no acelerador e vai para cima, aí beleza, chegou lá, bicho, saiba a hora de parar, porque também você é louco, cara. Aí beleza, aí você morre com 40 anos, adiantou o quê? O que que adiantou morrer com um avião, só que com 40 anos? Exatamente, andando de helicóptero, não adiantou [ __ ] nenhuma, entendeu? E assim, esses caras chegaram nesse nível de ter helicóptero, avião, cara, vocês podem ter certeza de que ele olha a gestão financeira do negócio dele.

Exato, com certeza absoluta, certeza absoluta. Acho que a grande lição desse podcast é: não não negligencie a gestão financeira do seu negócio, porque é ela que vai te dar liberdade. É o que eu falo: a gestão financeira dá liberdade, cara. Você saber, é o que você falou, pô, peguei a DRE, analisei lá, meu, a gente quebrou já, né, o fluxo de caixa ou não. Aí quando você analisa, você começa a demandar outras áreas do seu negócio: “pô, comercial, vamos fazer isso, isso, aquilo; operação, vamos ser mais produtivo”. Exato, você começa a ir atrás de eficiência, eficácia, e outra outra lição desse podcast: desequilíbrio é importante pra vida.

Sim, eu não acredito…

Saber reequilibrar, exatamente, quando você atingir um objetivo, aí você foca, aí você foca em outras áreas que você… Então é aquele negócio, de novo: o desequilíbrio consciente. Você tem que ter uma meta, chegou lá, acabou, porque se você ficar com essa ambição/ganância no sentido de “sempre quero mais, quero mais, quero mais”, até quando? E esse até quando, uma hora pode ser tarde demais de você perceber que você perdeu o bonde, perdeu… Teu teu filho já não gosta de você, você não você perdeu um casamento. Eu falo que a a experiência é um pente que a vida te dá quando você já tá careca.

Opa, tá funcionando aqui.

[risadas]

Experiência é um pente que a vida te dá quando você já tá careca, então o que acontece: quando eu ganho o pente da vida, eu vou pentear meus cabelos, mas já não tem mais fios, então você não pode aprender por experiência, porque se você for aprender por experiência somente, você só vai aprender a ser um bom filho quando seus pais morrerem, você só vai aprender a ser um bom pai quando seus filhos te odiarem, você só vai ser bom aprender a ser um bom marido, uma boa esposa no terceiro casamento. Não dá para aprender por experiência, você tem que aprender por antecipação, você tem que aprender por observação. O inteligente aprende errando, o sábio aprende observando, bicho, então senão, cara, esquece essa [ __ ]. Então vamos antecipar isso, e vamos aproveitar que, enquanto a gente tem cabelo, a gente tá a tempo de organizar as coisas para que o equilíbrio o desequilíbrio andem de forma constante assim, senão…

Verdade, e dá atenção no que é importante, né, cara? “Pô, ah, não gosto de fazer gestão financeira”. Cara, eu não gosto de marketing, você acha que eu gosto de aparecer? A equipe até briga comigo, pô: “Wallenstein, faz mais stories“, eu falo: “[ __ ], que mais stories? Eu tô aqui no dia a dia empreendendo, atendendo cliente, falando com aluno”. “Não, mas tem que aparecer”. Tá, vamos lá, vamos fazer. Cara, eu odeio, mas faz parte do jogo, e quem decide empreender tem que saber minimamente de finanças empresariais, porque senão, cara, você é um funcionário, um impresidiário da sua empresa.

É isso aí.

Entendeu?

Perfeito, cara! Valen, [ __ ] que papo, cara! Vou te pedir licença, não acabou ainda, vou te fazer uma pergunta final, mas queria agradecer os patrocinadores do Além. Tá tá no esquema aí, Joãozeira? Joãozeira e Tiagão, hoje nós estamos com dupla equipe aqui, o negócio tá chique aqui, hein, meu? Ó, e quero agradecer a Semic Displays, do meu querido Adalto de Carvalho: tá precisando vender mais, então seu negócio precisa de soluções criativas para PDVs, conte com a Semic: balcões, bandejas, displays e muito mais. Site e Instagram aqui na tela. Se você tem um ponto de venda, se você trabalha com negócio físico, se você trabalha com e- contato direto com o cliente, cara, é essencial, gente, que você saiba posicionar o teu produto. Primeiro por posicionamento de produto vai fazer diretamente o teu ticket aumentar, você vender mais, vender com preço mais elevado, trabalhar com uma margem melhor, sair dessa prostituição de mercado de guerra de preços. Tudo isso acaba se se se influenciando influenciando o teu negócio a conseguir um melhor posicionamento, e o Adalto é especialista nisso aí, toda essa parte de display, toda essa parte de solução de PDV, o Adalto é especialista junto com a Semic. Então se você tá precisando vender mais e sentiu que isso é uma das coisas que você precisa melhorar no teu negócio, pode ir de olho fechado na Semic, chama o Adalto, chama lá eles no Instagram aqui no site deles, que com certeza os caras vão te dar uma baita de uma atenção, beleza? Obrigado, Adalto! Obrigado, Semic, aí pela parceria.

Segundo deles, Agência RPL, do meu parceiro Rodrigo Álvares: a única agência de marketing que seu negócio precisa, especialistas do web design aos anúncios, satisfação garantida ou seu dinheiro de volta. O @ deles aqui, o site aqui na tela. O site aqui na descrição do vídeo tem o /alemdocnpj, e de fato não é letra miúda, não tem promessa escondida, nada. Você vai lá, coloca o teu site, eles fazem uma análise da tua da tua empresa, né, na internet, e te entregam essa análise gratuita, sem custo nenhum. E, claro, se você entender que faz sentido contratar a RPL para te ajudar nessa gestão do do marketing digital, vai de olho fechado que os caras são bons. E quando eles falam que eles são a única eles são a única agência que seu marketing e que seu negócio precisa de fato, é porque os caras têm desde do web design, desde do design, desde do social media, desde a gestão de tráfego, eles têm tudo, desde o SEO, tudo que você precisa dentro de um único ecossistema. “Ah, o Nícolas junto com a RPL criou de fato um ecossistema que auxilia o empreendedor com tudo que ele precisa, não precisa ficar contratando, terceirizando, e tem tudo dentro de casa, tá bom?”. Então obrigado, RPL, obrigado, Rodrigo Álvares! Aqui é um caso real que a gente falou aqui da WJR, que tava lá no mercado tradicional, né, e quando foi pro digital, bum, o negócio dele eh criou eh cresceu exponencialmente. Então isso aí é é importante, e quem não tá no digital tá perdendo tempo, é onde tá a atenção das pessoas.

É, é exato, é o é o é o novo outdoor, é a nova Avenida Paulista, é onde todo mundo tá olhando, é o novo comercial da novela, é onde todo mundo tá olhando. Você precisa estar lá, e se você não sabe nem como começar, a RPL, o Rodrigo Álvares é o pessoal que vai te ajudar a direcionar você para esse caminho.

O terceiro deles, SMB Store, do meu parceiro Alonso: desde 2018 a SMB Store tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, vendas e financeiro, tudo isso com sistema acessível e fácil de usar. É muito legal, viu, eu já baita de uma baita de um sistema, baita… Vou até falar com ele depois, dá para fazer umas parcerias. Eu vou te indicar o Alonso, vou te passar o contato, porque eu tenho o financeiro, né, ele tem um ERP mesmo, né, cara? Ele cara, e você você chegou a mexer no sistema?

Não, mas eu já vi já, cara, eu sigo ele lá, é bem legal.

Muito é muito fácil mexer. Quando ele quando ele me trouxe a a ideia de patrocinar o episódio, eu pedi para ele me me mandar lá os os acessos, tal. Eu fiz um um login e senha, tem um um período lá de teste. Cara, é muito fácil.

Legal, cara.

Para quem inicia uma nova rede social, que aí você não sabe mexer, mas você entra lá e você já sabe como criar o login, porque ao ao a user experience, né, a experiência é fácil, você já é intuitivo, cara. A SMB é muito fácil, então isso promove uma implementação supersimples pra equipe, pro pro empreendedor, e é justamente o que a a promessa da SMB, né, permite que o empreendedor se concentre no que realmente importa, que é o negócio dele. É um ERP, um sistema de gerenciamento de integração entre os setores. Lembra que a gente conversou muito aqui: “ah, faz um caderninho e tudo mais”, isso é se realmente é necessário você ir pro caderno, mas sai dessa desse período aí jurássico da da coisa, e vai para um sistema, cara, vai para um sistema. E existem inúmeros ERPs no mercado, onlines, fáceis de contratar e tudo mais, mas a SMB é um sistema muito especializado na PME, na pequena e média empresa, vai te ajudar demais, é fácil implementar, o suporte dos caras é bom, o Instagram dos caras é bom, os caras dão uma baita atenção. Considera a SMB Store como uma parceria para vocês, e pode ter certeza que a implementação vai ser suave, suave, vai funcionar de forma automática, e automaticamente também, depois disso, quando você tiver com todo o seu as suas informações na na SMB, os relatórios, as informações, a visão que isso vai te trazer é impagável.

É automático, né, cara? É automático, é o sistema vai te entregar relatório de tudo que você tá hoje vivendo, só que sem esse controle. Então SMB Store é um parceiro do Além do CNPJ, eu conheço a plataforma dos caras e posso assegurar: vai de olho fechado que os caras são bons.

E o último deles, WJR Consulting, do meu querido Valentin. Tem até que atualizar o site ali depois.

É mesmo, cara, o que que é agora, então?

Ô Tiagão, depois você já atualiza aí nosso BG pros próximos, mas tem o Instagram: @wjrconsulting. Vai no Instagram dos caras, o Wallenstein que hoje se tornou Wallenstein, nunca mais vou chamar de Wallenstein. O Wallenstein, cara: gestão financeira descomplicada para empresários. Cara, o episódio hoje foi, cara, um um deleite pro empreendedor que precisava conhecer o que que é de fato uma gestão financeira. Eu eu eu não quero ser repetitivo, porque muito do que eu falo na nossa no na na parte aqui de de anunciar da WJR, eu já falei no episódio, mas a minha vida, relembro, reforço: a minha vida mudou quando eu conheci o DRE, cara. Quem é próximo a mim, quem sabe da minha história, quem acompanhou minha trajetória empreendedora, quem sabe hoje a distância que eu dou para esse DRE comprova o quanto eu, com aquela ânsia do empreendedorismo de crescer, de ganhar dinheiro, de fazer as coisas acontecerem, o quanto eu de fato consegui crescer a empresa, só que de forma meio desordenada, sabe, aquele empreendedor na raça fazendo o negócio acontecer?

Como a maioria, né, cara?

Como a maioria, mano! Chegamos a faturar, Wallenstein, cara, sei lá, 400, 500 pau por mês, cara. Chegamos nesse nível de faturamento e não dava lucro.

Caramba, cara!

Aí você pergunta: por quê, né? Cadê esse dinheiro? A gestão financeira, cara, eu vou só resumir em uma frase: é você achar o dinheiro dentro do seu próprio negócio. Foi o que aconteceu quando a gente começou a fazer DRE, falaram assim: “[ __ ], você vai ter lucro porque já tá aqui”, eu falei: “Mano, bicho!”. E aí você começa a ver sobrando lá na conta bancária a margem de lucro, o dinheiro já tá dentro do seu negócio, é a é o você só precisa tampar o ralo. Que ralo esse que você não sabe qual é, você vai descobrir com a gestão, você vai descobrir com a gestão. Façam gestão financeira, obrigatório sair desse… Se você tá assistindo esse episódio, tá escutando isso que eu tô te falando e não sair daqui com uma obrigação no seu checklist prioritário de implementar DRE, você não tá dando o respeito necessário para a sua vida empreendedora. Não tô falando de WJR, não tô falando de ninguém, pode ser com qualquer… Vai no ChatGPT, vai no Google, no YouTube, aprende sozinho o que é DRE, implementa. Dúvidas, chama a gente lá também no Direct, eu dou um suporte, cara. Se você não colocar no seu checklist, você tá assumindo todos os seus riscos. Eu tô falando isso com todas as letras: isso mudou a minha vida, e se por acaso você precisar de alguém, a WJR é o parceiro ideal. Estamos à disposição aí pro sucesso, cara.

Valen, pra gente finalizar, pergunta final, bicho: bate… Ó, isso aqui agora é uma madeira de verdade, bichão, ó, ó o som que faz, meu, ó. Batendo três vezes na madeira: digamos que você sai daqui, bate o carro, [ __ ], última aparição do Wallenstein na na internet, cara, última vez, o episódio vai bombar, cara, o cara que morreu lá no acidente… Brincadeira, por isso que eu tô batendo na madeira, de jeito nenhum isso vai acontecer, bicho. Mas imagina que essas sejam suas últimas palavras pra humanidade — não tô nem falando de gestão financeira, tô falando de nada, se quiser falar de qualquer coisa —, mas quais seriam, de forma resumida porque a gente já tá com o tempo estourado, mas quais seriam suas últimas palavras pro mundo, bicho?

Cara, eu acho que execute. Eu vejo hoje… Eu trabalhei com muita gente, cara, muito boa, tive professores excelentes, mas que eles aceitaram a mediocridade de sempre querer achar o momento perfeito das coisas. Conheço várias gente, várias pessoas… É o que eu bato muito nos meus alunos, falar “cara, executa”. Independente se você não sabe tudo, você vai aprendendo no processo, mas não engaveta aquele sonho, aquilo que você tem vontade, porque o que deu certo para mim foi simplesmente quando eu falei “vou fazer isso”. Não sabia como fazer, não sabia o caminho, foi pra ação, cara, foi foi pra ação. E aí lá você aprende, cara, você aprende. Então assim, não deixa pra amanhã o que você pode fazer hoje. Vai começar errado, você vai errar, você vai aprender, mas executa, não deixa aquele sonho para trás, faça, cara, você vai errar, você vai aprender e faz parte, a jornada, né, é gostosa. E aí quando você atingir o que você queria, você vai executar de novo e vai atingindo novos patamares.

Perfeito, cara!

É isso, se alguém te oferecer uma oportunidade um pouco maior do que o seu… Aceita, mesmo que você não saiba como executar, aprende a executar no meio do caminho e entrega, isso vai te fazer crescer.

Exatamente, não fica esperando o momento certo, porque nunca vai ter, nunca vai existir o momento certo. É uma caveira morta depois de uma vida inteira esperando o momento certo que que chegou, que é a hora da morte.

É a única certeza.

A única certeza. Então, cara, não espera o momento certo.

Perfeito, cara! Eu eu eu ouso dizer que responderia o mesmo: faz o negócio acontecer, vai, faz, cara. Planejar é legal, é bom, planejamento financeiro é muito importante, mas, cara, faz e vê. O negócio… Eu sou muito executor, então você ver algo sendo criado é [ __ ] sensacional, cara, total. O próprio DRE, o DRE não dá não dá para criar um DRE de uma empresa que ainda não tá faturando. Exatamente. Então você vai vai pro front, vai vender, vai faturar, depois você coloca, se estrutura. É isso aí, é o que aconteceu comigo e com muita gente, é isso. Sucesso, Vallen!

Obrigado!

Tamo junto, baita papo, [ __ ]! [ __ ] episódio legal, adorei! Tamo junto! E você que curtiu esse episódio, segue o Valentin nas redes sociais, curte, compartilha, clica em todos os botões aqui embaixo, comenta, faz tudo o que precisa porque eu preciso ajudar no engajamento do Além do CNPJ para esse episódio chegar para mais gente. Cara, esse episódio aqui é obrigatório pro seu sócio, já manda para ele também, assiste junto, manda pra tua equipe, manda pra pra geral, manda pra menina do seu financeiro, e vamos que vamos! Obrigado, Valen, mais uma vez. Obrigado você por ficar aqui até agora, e tamo junto, sucesso, tamo junto! Valeu, valeu!

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