Gestão do Passivo Tributário, Ação Cautelar e a Blindagem do Caixa com o Dr. De Cisto e Ricardo Ferrazini | Além do CNPJ (EP #072)

A Sobrevivência no Manicômio Tributário Brasileiro

No cenário corporativo brasileiro, a grande maioria dos empresários enfrenta uma batalha diária contra a burocracia do Fisco. A complexidade do sistema tributário nacional faz com que mesmo as empresas mais corretas incorram em erros de interpretação ou acumulem autuações desproporcionais. Quando a crise bate à porta e o caixa encolhe, a primeira dúvida do fundador é: como gerenciar as dívidas de impostos sem comprometer a operação e os bens da família?

No mais recente episódio do Além do CNPJ, o host Felipe Cassola recebeu o Dr. De Cisto (sócio-fundador do escritório De Cisto & Borgesi Advogados, com 29 anos de atuação no contencioso tributário) e Ricardo Ferrazini (fundador da Polux e especialista em gestão de crise).

Neste encontro técnico e sem “juridiquês”, os especialistas explicam a diferença entre erros operacionais e fraudes, desmistificam o fantasma do confisco de bens pessoais e revelam como a aplicação da Elisão Fiscal e da administração de passivos permite manter empresas vivas e gerando caixa mesmo diante de execuções fiscais milionárias.

1. Elisão Fiscal vs. Evasão Fiscal: Onde Está a Fronteira Legal?

Um dos maiores temores do pequeno e médio empreendedor ao ouvir a palavra “planejamento tributário” é ser acusado de sonegação. O Dr. De Cisto estabelece uma fronteira analítica clara para que o empresário saiba como agir dentro da lei:

[Inadimplência ou Erro Operacional (Declarado)] ➔ [Passivo Tributário / Cobrança Cível] ➔ [Defesa e Alongamento]
[Omissão de Receita / Nota Falsa (Fraude)]     ➔ [Evasão Fiscal (Crime Tributário)]    ➔ [Risco ao CPF do Sócio]
  • Evasão Fiscal (Crime): Prática intencional de fraudes, omissão de receitas, uso de “laranjas” ou compra de notas fiscais falsas. Trata-se de conduta criminosa que sujeita os sócios à responsabilização penal.

  • Elisão Fiscal (Planejamento Legal): Utilização das brechas, incentivos e regras do próprio ordenamento jurídico para reorganizar a estrutura societária e a cadeia de operações, reduzindo a carga tributária de forma legítima.

2. O Balde do CNPJ e o Risco de Penhora no CPF

O pesadelo de todo empresário que acumula impostos em atraso é ver a Justiça “atravessar” a empresa e penhorar sua casa, seus carros ou suas contas pessoais. O Dr. De Cisto utiliza a metáfora do balde da Pessoa Jurídica para tranquilizar os fundadores:

Estrutura do Patrimônio Regra Geral de Proteção O que Gera a Desconsideração (Aviso de Risco)
Bens da Pessoa Jurídica (PJ) Respondem diretamente pelas dívidas fiscais, cíveis e trabalhistas da empresa. Mau gerenciamento, crise do mercado ou simples incompetência não são crimes.
Bens do Sócio (CPF) Protegidos pela Lei: A responsabilidade do sócio é limitada ao capital social. Confusão Patrimonial: Pagar contas da casa com a conta da empresa ou praticar fraudes explícitas.

Desde que o empresário mantenha a contabilidade organizada, declare os impostos devidos (mesmo que não consiga pagá-los no prazo) e não misture as finanças pessoais com as da empresa, a dívida do tributo permanece isolada no CNPJ.

3. A Inércia do Fisco e a Cobrança de Juros Abusivos

Um dos grandes trunfos da advocacia tributária em processos de execução fiscal é a impugnação de juros e multas abusivas aplicadas pelo Fisco em autuações retroativas.

Muitas vezes, a Receita Federal ou as secretarias estaduais levam anos para autuar uma empresa por um erro cometido no passado e, ao emitirem o Auto de Infração, cobram juros de mora retroativos desde a data do fato gerador.

A jurisprudência atual estabelece que os juros só podem incidir a partir da constituição definitiva do crédito tributário (após o lançamento e a notificação do auto). Cobrar juros pelo período em que o próprio Estado permaneceu inerte é ilegal, permitindo a redução de cobranças inflacionadas.

4. A Estratégia da Certidão Positiva com Efeito de Negativa

Para empresas que dependem de licitações ou contratos com grandes multinacionais, a falta de uma Certidão Negativa de Débitos (CND) pode paralisar as vendas. Nesses casos, o gerenciamento de crise aplicado pela Polux e pelo contencioso da De Cisto & Borgesi utiliza ferramentas táticas:

  1. Ajuizamento de Ações Revisional/Anulatória: Questionamento de pontos inconstitucionais da cobrança em juízo.

  2. Ação Cautelar de Garantia Antecipada: Oferecimento de bens da empresa ou direitos de crédito para garantir a execução antes da citação formal.

  3. Emissão da Certidão Positiva com Efeito de Negativa: Concessão do documento oficial que comprova que a dívida está ajuizada e com exigibilidade suspensa, permitindo que a empresa continue vendendo no mercado.

5. A Mensagem de Coragem

Ao encerrar o episódio sob o pedido de um conselho para a vida, o Dr. De Cisto resume sua filosofia com uma máxima inesquecível para os momentos de tempestade no caixa:

“Quem perde dinheiro perde muito; quem perde uma amizade perde muito mais; mas quem perde a coragem perde tudo. Vivam com coragem e enfrentem os problemas não olhando para o tamanho deles, mas buscando soluções práticas.”

Quer aprender a proteger o caixa da sua empresa, negociar seus passivos fiscais e fazer um planejamento tributário eficiente? Assista ao episódio completo no Além do CNPJ!

Ler Transcrição Completa

De uma forma geral, o CNPJ é esse baldeazinho. É… Tinha que falar do balde, né? Ele falava: tá na televisão lá, tá aqui minhas obrigações tributárias, eu estou aqui, a empresa tá faturando, não tem como pagar essa dívida. “Ah, eu vou fazer a desconsideração da personalidade jurídica sua e vou pegar sua casa, vou pegar aquela casa na praia que você tem”. Não vai, não. Você praticou ato contrário à lei? Você só foi incompetente. Eu preciso de um advogado para validar. Então a partir do momento em que eu faço um plano, de que esse plano vai trazer economia, eu já preciso ter um cara desse do meu lado. Esse honorário ele se paga no mês a mês, 10, 20, 30 vezes. Podcast tá profundo, hein! Presta atenção, não assiste no 1.5, senão você não vai entender nenhuma, é 1.0 esse podcast, cara.

Buenas, buenas, buenas, seja bem-vindo a mais um podcast do Além do CNPJ. Primeiro de tudo, muito obrigado por estar aqui para trocar essa ideia de empreendedorismo vida real, cara. Como sempre, vamos trocar essa ideia, então pega uma cadeira, sente-se à mesa conosco pra gente falar de empreendedorismo. E mais: hoje o assunto, cara, vai dar o que falar, eu tenho certeza de que sua cabeça vai sair daqui explodindo muita coisa. Vou aproveitar esse podcast aqui para… Esse podcast aqui para tirar uma consultoria grátis aqui, porque eu tenho muitas dúvidas, eu tenho muitas coisas que uns falam que sim, outros falam que não, que eu quero tirar dúvidas aqui, que é sobre universo tributário e também a gestão de crise dos negócios. Muitos negócios, principalmente por conta de uma economia tão pujante, forte e, e veloz que é o Brasil, essa economia que tá brigando com os Estados Unidos aí pau a pau… Só que não, né? Faz com que a gente tenha altos e baixos, um fiscal complexo, uma burocracia tributária gigantesca, um manicômio tributário, como a gente fala, então muitas vezes a gente fica na mão do Estado, sendo que ele é o nosso maior sócio, mais sócio do que a gente, né? Porque muitas vezes ganha mais do que a gente. Então é legal a gente trocar a ideia, porque uma das coisas que eu sempre comento é que muitos empresários estão pagando mais impostos do que deveriam, e isso dentro da lei. Então a gente vai trocar uma ideia hoje sobre crise, sobre gestão tributária, e vai ser um papo que vai com certeza servir imediatamente para você colocar no teu negócio em prática, ou te dar repertório para que, se em algum momento você passar por isso, você ter subsídio de ir nos caminhos melhores, cara. Esse podcast é um curso, é uma aula, então tô muito aqui, muito feliz de apresentar para você De Cisto, Doutor De Cisto. Ele não gosta de ser chamado de Doutor, mas é um Doutor porque é um advogado ferrado, a gente vai conhecer a história dele aqui. E Ricardo Ferrazini. Ricardo Ferrazini já é da casa, já participou de dois podcasts aqui do Além do CNPJ, e eu chamei ele para participar junto desse, desse podcast, por quê? Porque o, o Ricardo, ele é patrocinador aqui, eu sempre falo dele da Polux, e ele faz gestão de crise, além de ter um braço tributário também muito forte. Então pra gente falar de gestão tributária com advogado tributário, que também vocês vão conhecer a história dele, além da parte tributária tem todo o know-how incluso, a gente vai falar também de crise e como isso pode se complementar num momento delicado da vida do empreendedor, que com certeza absoluta você já passou, tá passando ou vai passar. Empreender é feito de altos e baixos.

Então vamos lá. Antes de começar, muito obrigado por vocês estarem aqui, tô maior feliz de, de trocar esse papo com vocês. O De Cisto é low profile total, é um cara que não tinha Instagram, eu falava para ele: “cara, a gente, a gente se conhece já há alguns meses, eu contrato o serviço do De Cisto, tô fazendo serviço com eles lá, lá nas nossas empresas, e cada reunião é uma aula que eu falo: bicho, eu te… Agora, agora que eu sou influencer, tudo o que acontece na minha vida eu falo assim: cara, isso tinha que tá na internet, cara. Falo: cara, vamos fazer, vamos trazer isso pra internet”. Aí eu tô chamando ele com mais um, né? Oito, fazendo isso com mais um, né? Exato. E aí eu falava assim: “cara, vamos trazer isso pra internet, cara, quero eh trazer esse conteúdo aqui pra gente ajudar a galera”. E ele fala: “não, não quero”. [ __ ] Que que ele fez: ele criou agora o Instagram, tanto é que, ô Tiagão, coloca a câmera deles de novo e coloca o b.g. aí, ó: De Cisto e Borgesi, acabou de ser criado, tá com cinco posts, mas ele criou.

Tem cinco posts, viu? Nem ele criou, foi a equipe dele, né? Mas assim, tipo, cara, é um cara que anda muito bem, navega muito bem de forma muito ágil, o cara é um cara muito especialista, um cara que tem muita rodagem, muita experiência nesse universo de que a gente vai falar. Então, cara, é o que eu procuro falar. E teve um corte do podcast de que bombou, de que as melhores pessoas, as pessoas mais interessantes estão no offline muitas vezes, porque no online, infelizmente, a gente acabou se acostumando com uma vida meio de ostentação, pessoas que nem têm tanto assim, mas sabem fazer um bom marketing, tão aí nos pedestais do, do Instagram, e a galera mesmo que faz o negócio acontecer da economia real nem Instagram tem. Esse é o caso do De Cisto, mesmíssima coisa aconteceu com o Ricardo lá atrás. Ricardo, meu, me ajudou para caramba lá nos negócios e tudo mais e não tinha Instagram, e hoje o Instagram é um baita de um canal de aquisição para ele. Então, cara, é isso, vamos trocar a ideia de verdade, de economia real, e vai, e vai ser um papo massa.

Gente, a história do Ricardo eu vou pular porque a gente já tem dois podcasts, e o primeiro podcast dele ele conta toda a trajetória dele, desde o grupo Brasil, como que foi e tudo mais, então caso você queira se aprofundar na história do, do Ricardo… Inclusive não só isso: os dois podcasts que nós fizemos, cara, foram dois dos podcasts mais assistidos do, do, da história do podcast. Tanto que a gente teve corte viral do, do Ricardo, cara, falando sobre a parte tributária. Os dois podcasts, os dois episódios do Ricardo foram muito bons, então depois que acabar esse aqui, já vai lá, procura o nome dele lá no, no canal do Além do CNPJ no Spotify e, e assiste os dois, que você vai com certeza não se arrepender, você não vai se arrepender do que você vai ver.

E hoje, então pulando a história do Ricardo que a gente já tem nesse podcast, eu quero trazer um pouco a história do De Cisto. De Cisto, cara, como que foram tuas referências, qual… Onde você nasceu? O De Cistinho de onde veio? E como foram… Como foi a tua criação, você teve pai, pai e mãe presentes? Como que foi esse processo educacional até você chegar à vida adulta? Dá um overview rápido aí pra gente, cara, tudinho do comecinho, comecinho, comecinho.

Bom, eu sou de origem humilde, né, sou da Zona Leste de São Paulo. Meu pai era metalúrgico, minha mãe balconista, eu, eh eu vou até me emocionar aqui…

[risadas]

…né, quando eu falo do meu pai me emociona.

Legal.

Eh ele disse o seguinte, né, o meu pai tinha o primário e falou assim: “eu quero deixar meus filhos preparados”. Então, e eu sei que eles lutaram muito, né, para eu, minha irmã estudarmos, enfim, eram outros tempos. Aí eu fiz faculdade… Desculpa.

Você falou que era natural, eu quero tirar o o que tá… Você falou: “para começar do comecinho”.

Eu falei isso: “para começar do comecinho”, né? Isso, lindo, lindo.

E aí com 14 anos eu fiz SENAI, era para eu ser metalúrgico…

Metalúrgico.

…seguir a carreira do papai.

Seguir a carreira do papai.

Aí eu fiz desenho mecânico na Voith, que hoje é Voith Siemens. Eh trabalhei como desenhista na Voith, fiz colegial técnico de desenho mecânico…

Legal.

…mas o meu sonho de criança era ser advogado.

Caraca!

Eu queria ser advogado.

Qual a referência? Você lembra do que que te…?

A referência… Tinha uma prima da minha mãe que eu achava o máximo, o máximo! Ela resolvia as coisas, eu achava lindo os filmes de advogado, né? Eu falei: “eu quero ser advogado”. Criança, eu queria ser advogado. E o meu caminho era para eu ser engenheiro, porque eu fiz SENAI, fui trabalhar em fábrica e depois fiz colegial técnico, desenho mecânico, fui trabalhar numa empresa boa, e quando chegou para, para eu prestar vestibular, eu fiquei naquela, né? Todo mundo falando: “pô, você tá na Voith, uma empresa alemã, por que que você não, não faz Engenharia, né?”. E eu queria fazer Direito.

Caramba!

Eu queria fazer Direito.

Você tava com quantos anos?

Ah, eu tinha 18 anos, né, 18, 19. É, 18, né, que eu entrei na faculdade. É [ __ ], porque você tá naquele momento em que assim, o moleque, porque 18 anos, se a gente acabou de virar adulto, ter que decidir o que vai fazer pra vida.

Eu era um garoto que ganhava bem, porque eu comecei a trabalhar com 14 anos e fiz SENAI pela Voith, e eh o que acontece, né? Eu, eu ganhava bem e tal para um garoto, e o pessoal tinha um futuro, né, aquela coisa. Aí você… A Voith fez um, um teste lá, eu passei. Eu fiz eh técnico em desenho mecânico na Voith, naquela época de nanquim. Sou velhinho, né, eu sou… Eu tenho 54.

Caraca, bicho, não parece, não, hein? Não parece.

Parece não, bicho.

Eu tenho 54, então eu fiz desenho mecânico, eu fui para a área de projetos da Voith, aí fui fazer colegial e o pessoal, o chefe, falando assim: “ó, você vai fazer Engenharia, todo mundo faz Engenharia”, porque tinha um futuro ali, né? A Voith era uma multinacional alemã, hoje é Voith, enfim, eu ganhava bem. Eu tinha 18 anos, eu consegui comprar um carro…

Caraca!

…né, porque… Então você já tava tipo, aos olhos da sociedade você tava mandando bem. Eu era um, eu era um menino bem-sucedido, e é [ __ ], porque mudar de carreira é dar um passo atrás, e, e vindo de uma família que não tinha…

O que aconteceu: na hora de prestar o vestibular, eu não fui prestar só de Engenharia, né? Eu me inscrevi em Engenharia e me inscrevi em Direito, e eu fiz faculdade de Direito.

Caraca!

Quando eu passei em Direito, o primeiro corte que teve na Voith, me mandaram embora, né?

Você já falou: “ele não vai seguir carreira, tchau”.

Aí eu comecei a procurar estágio, comecei a fazer… Eu queria ser advogado de qualquer jeito.

Que legal, né?

Então eu tenho aí um padrinho no Direito, que é o Dr. Fábio Trombini. Ele foi conselheiro da OAB, foi presidente da subseção de Guarulhos. Foi o meu primeiro estágio, né, que eu fiz em Direito. Aí depois eu fui trabalhar num banco, Banco Ficsa, e depois… E aí começa essa minha trajetória na área de, de Direito Tributário, que foi sem querer. Eu fui fazer estágio num jornal que não existe mais hoje — tem o Valor Econômico, os mais antigos vão lembrar da Gazeta Mercantil.

Sim, pô, famoso para caramba.

Famoso, e eu fui trabalhar como estagiário de um advogado tributarista da Gazeta Mercantil.

Da Gazeta Mercantil?

Então eu cuidava da área tributária junto com… Claro, cuidava, eu ficava lá, ajudava o cara, eu era o advogado… O estagiário dele, era só dele. E aí eu comecei a gostar dessa área, gostar dessa área. Terminei a faculdade, né, comecei a trabalhar na Gazeta, aí fiz Damásio porque a minha faculdade não foi lá uma faculdade que eu entendi muito boa, né? Aí eu, mas era o que dava na… Eu não me sentia preparado para ser advogado. Fiquei um ano no Damásio, e depois eu fiz pós-graduação, aí sim eu fiz uma pós-graduação muito boa, que foi no Centro de Extensão Universitária, do professor Ives Gandra. É uma referência na área de Direito Constitucional, Direito Tributário.

Ah, é? Que legal, cara!

Um grande, um grande jurista, né, eu admiro até hoje. Eu tinha uma estagiária nessa época, quando eu fiz eh eh pós-graduação, que ela falava que era o meu pai, o Ives, que eu era fã dele, né, era. E aí eu comecei nessa área de, de Direito Tributário, eh voltei a trabalhar com o Dr. Fábio Trombini, que hoje, até hoje é meu amigo, na, no escritório dele, fazendo Direito Tributário para algumas empresas, e depois eu saio do escritório, fiquei sozinho, e há 10 anos atrás eu montei a nossa sociedade de advogados com um amigo que eu tenho até hoje, meu sócio, Marcos Borgesi, a De Cisto & Borgesi. E hoje nós temos essa banca de advocacia. Mas a minha vida no Direito, eh como advogado, eu tenho 29 anos de advocacia, né, e eu praticamente faço o estágio desde a, do segundo ano da, da faculdade, então a minha vida foi toda dedicada no Direito, no Direito, né?

Que legal, cara! E papai viu, papai viu?

Papai viu, papai… Não, papai faleceu.

Faleceu.

E, mas ele viu isso ser construído, viu, viu. Então foi, foi pago, cara, desculpa, não… Mas aí foi pago, porque ele falava: “meu, vou fazer a vida de vocês dar certo”, aí ó, ele viu, ele falou: “pô, tá, tá pago”, foi, foi em paz.

[ __ ] da hora isso aí.

Valores, né, cara?

Deixou valores bem enraizados aí, por isso que aconteceu tudo isso que aconteceu. Eu comento na… Eu tô no universo da construção civil e eu comento para algumas pessoas a loucura de que é a construção civil, porque a gente tava até conversando com o meu irmão, meu irmão tá aqui também nos bastidores, tava conversando com ele esses dias sobre isso, porque a gente… Pelo menos eu vivia numa bolha, eu sempre achei de que “ah, as pessoas têm educação, o básico”, tá? E quando você vai pra construção civil, você descobre que o Brasil é muito eh ignorante, no sentido literal da palavra. Não é porque o cara é ignorante, não tem conhecimento, não teve base, e aí eu comecei a reparar das pessoas que a gente contrata lá: a gente faz campanha de RH de violência doméstica para conscientizar os funcionários a não baterem nas esposas, entender a gravidade. Assim, é uma coisa padrão da construção civil, né? Você, dependendo da piadinha, você toma facada, assim, é uma coisa louca, né? Mas é isso, né? A peãozada tem essa lei entre eles e tudo mais. E por que que eu tô trazendo esse contexto para cá? Porque quando a gente contrata uma pessoa e a gente vê a conduta que ela tem, o fato de ela tá começando a construção civil aceitando os níveis salariais e tudo mais, ela tá começando a vida dela lá de baixo, ela não teve condições na, na trajetória, chegou na vida profissional, precisa construir sua carreira, só que uns são superdedicados, pensam em plano de carreira, pensam em aprender, querem crescer na empresa, etc., outros estão nem aí. E quando a gente vai conversar com essas pessoas que são bem pobres, não têm nada, os pais também não tiveram condição e deram “ah, cresce na vida”, sabe qual é a diferença desses dois perfis de pessoas? Pai e mãe presentes, é surreal o quanto eu tô vendo na prática isso, o quanto família, independente se você tem dinheiro ou não, não importa… Tem cara lá que conta histórias de assim, de muita vulnerabilidade social na sua infância, de tipo ir catar comida no lixo com a mãe para comer, mas a mãe tava lá presente com valores: “e moleque, você vai estudar”, e tal, tal, tal, moleque tá voando. Não importa de onde veio, mas o fato do pai e a mãe estarem presentes, imputando valores na criança, a vida dessa criança não vai ser a mesma, ele vai mudar de vida. Aí você vê os desviados, que é o cara de dar dó, porque você vê que o cara não teve pai presente, aí a mãe abandonou, o cara já veio de uma, de um caos, e aí ele passou a só replicar o caos. Bicho, viaja isso aí! Por isso que eu falo de valores, assim, cara, seus pais deram valores para você sensacionais, e você falou: “começa do comecinho”, eu falei: isso não vai dar certo, porque é assim, você vai ver no final, é isso aí mesmo. Eu falei: isso não vai dar certo, porque assim, eu acho assim, meus pais, né, eu sou… Todo mundo é fã do pai, né, e da mãe, mas assim, o que eles fizeram por mim, impagável, né, impagável. Eu sou o que eu sou hoje graças a eles, graças a eles, é isso. Né, eu, eu me lembro que uma vez eu até falei, né: “eu não tenho o direito de dar errado”.

Isso.

Então, vamos parar porque senão daqui a pouco eu vou chorar, e é isso que eu falei, tá pago, bicho, seu pai viu, tá pago. E se ele não tivesse visto, ele teria visto lá de cima, mas tá pago, é isso aí, você chegou lá, você chegou, cara, você tá, você é um [ __ ] de um cara bem-sucedido, tributarista [ __ ] cara, é isso, tá pago, mano. É, você pega para ele, que tem, teve o primário, né, exato, formar um filho advogado, hoje, hoje na verdade, mas assim, todo mundo consegue, né, fazer faculdade. Para o pessoal mais antigo, vai entender, lá no passado era mais difícil fazer faculdade, exato. Então eu me lembro que o meu pai tinha um puta orgulho da gente.

Era da minoria da minoria.

Não, meu filho é advogado. Eu me lembro que o um primeiro casinho que eu peguei, eu tirei um primo, que já faleceu, da cadeia, eu peguei um casinho…

Resolveu o B.O. da família.

…eu fiquei um sábado, nem era a minha área, não entendia direito, eu tinha que entrar o habeas corpus lá, tal, eu fiquei um sábado fazendo, aí eu consegui, nossa, aí meu pai na família ficou… Já era, né? Ele ficou assim, ele chegou para mim e falou: “bô, parabéns, viu, caramba, você conseguiu fazer isso, tô muito orgulhoso de você”, olha que legal, cara, né? Então isso é impagável, é impagável isso, a… Mas eles se esforçaram muito, né, para, para eu e minha irmã estudarmos, e, e assim, a vida deles era uma vida diferente do que a gente tem hoje, o mundo enriqueceu, né? Total. Eh eu tenho 54 anos, a vida hoje é mais fácil, né? O capitalismo sistêmico, ele produziu mais riqueza.

Ele multiplica riqueza.

Ele multiplica a riqueza. Alguns dizem que ele divide a riqueza, mas eles são socialistas, mas ele multiplica. Data maxima venia, né, ouso divergir, ouso divergir, mas é isso, é isso daí. Nessa, é a minha história, resumindo, né? E é isso daí, isso dá para resumir a minha história profissional.

E deixa eu te fazer uma pergunta: você em 10 anos atrás, há 10 anos atrás, então decidiu que, além de advogado, você queria ser empresário?

Sim.

E aí se juntou com o Borgesi.

Borgesi, certo? Isso, isso, tá.

Como que foi essa decisão, porque assim, é um caminho óbvio o advogado barra, vulgo, profissional liberal começar a tua carreira prestando serviço pros outros, até para ganhar experiência, bagagem, e depois seguir pro empreendedorismo, ou não dá para seguir carreira em, em outros CNPJs? E por que que você decidiu entrar no empreendedorismo?

Felipe, é o seguinte: eu passei boa parte da minha vida sendo aquele advogado muito estudioso, né, técnico, técnico, livro, eh cursos… Eu era, eu trabalhava de maneira artesanal, eu fazia tudo, era eu, um estagiário, e eu que fazia as petições, os recursos, etc., etc., etc. Eu era tributarista, eu prestava serviços para empresas, mas eh eh eu percebi o seguinte: que eu tinha que ter uma empresa, eu tinha que ter uma estrutura maior, né? Então a nossa banca de advocacia começou comigo e com o Borgesi, a gente montou lá o CNPJ, alugamos uma sala num prédio comercial. Depois de muito tempo de carreira, o pessoal… A advocacia eh hoje numa sociedade, num num mundo mais imediatista, né, principalmente os jovens, né, eles têm mais aquela pressa, né, de, de… Eu falo: calma, paciência, né? Uma vez eu vi num podcast aí, o rapaz falou que quem tem paciência vence tudo, paciência, você vai plantando, vai, né, meu… Percebi que eu tinha que dar um passo, né, e depois fui percebendo que eu tinha que dar outros passos, né? E o Ricardo, até que, que é gestor, eu conheço ele, me abre os olhos de que você tem que cada vez mais… Eu sei que a, o pessoal fala que a advocacia não é mercantil, enfim, mas você tem que ter hoje um, um escritório de advocacia de Direito Empresarial. Qual o meu objetivo? É Direito Empresarial. Então eu tenho que ter lá profissional… Hoje a nossa banca tem profissionais de todas as áreas para atender o Direito Empresarial, que é amplo para caramba, que é amplo. Eu e o meu sócio, nós somos tributaristas, né? Nós estudamos Direito Tributário, os dois são tributaristas. Começamos… O escritório começou com Direito Tributário, esse é o seu core business. Aí nós, as empresas… E nós perdemos mercado para escritórios maiores que tinham tudo, aí a gente falou: “olha, vamos ter que ampliar, ampliar”, né? E aí fomos colocando os mais, mais associados, enfim. Hoje nós somos um escritório de Direito Empresarial amplo, atendemos tudo o que uma empresa precisa, inclusive trabalhista.

Inclusive trabalhista, legal, né? Não, não me pergunta nada sobre trabalhista.

Você tem o… Você tem o teu time.

Mas eu tenho o time. Nós temos Direito do Trabalho, Direito Societário, Direito do Consumidor, né, que legal, isso. Tudo, tudo o que uma empresa precisa, nós atendemos.

Que massa!

Para poder estar no mercado, né? A advocacia é um negócio também, é um, é um empreendedorismo, né? E nós temos que trabalhar como uma empresa, nós temos métodos e procedimentos.

É isso que ia te perguntar, quais foram… Quando o advogado saiu, saiu em, eh assim, temporariamente para dar lugar para a cadeira do empreendedor: “deixa eu sentar aqui e gerenciar isso aqui”, quais foram os seus desafios?

O primeiro foi parar de peticionar.

Sair da operação, né?

Sair do operacional. Eu quase morri quando fizeram isso comigo. O Marcos que, o Marcos é assim, o Marcos… Eu brinco que eu vou fazer uma brincadeira, você falou que podia, eu falo que eu e o Marcos somos igual Elma Chips: é impossível comer um só, tá?

[risadas]

Porque você falou para ser [ __ ].

Bem com a água na boca, quase gospi.

É porque o que acontece, né? Ele tem uma visão de negócio melhor do que a minha, eu era o advogado, né, de… Ele tinha uma, ele tem uma cabeça… Ele fez Contabilidade também.

Ah, legal!

E a Contabilidade, embora ele não exerça a Contabilidade, dá essa visão, né?

Total, dá essa visão de empresa, de de como tem que funcionar.

Ele tem uma visão de negócio melhor do que a minha, e ele também tem uma educação, né, até por conta da história dele, diferenciada nesse sentido, né? Diferenciada nesse sentido. O pai dele foi contador também, né? Então ele tinha uma visão diferente, né? E aí ele chegou para mim e falou assim… Ele me chama de Zé, né, falou: “Zé, você não pode ficar fazendo petição, você tem que atender os clientes, os clientes querem falar com você, os clientes confiam em você, né? Você tem que dar para mim fazer a petição, para pra estagiária fazer a petição, enfim”. E aí eu falei: “Marcos, eu, eu gosto…”. Ia pro pro escritório de sábado, ficava fazendo, gostava de fazer a petição, tal, e queria nas teses, enfim, né, estudava…

É o nerd. Você era o nerd.

Eu era o nerd, né, e ele tirou isso de mim e falou assim: “Olha…”, aí nós começamos, e ele realmente me abriu a cabeça, a cabeça para entender o seguinte, entender que… A última vez que eu, que eu fiz um, um, um treinamento, né, eh uma mentoria, o mentor falou para mim… O mentor falou para mim, disse: “Isto, você não tem eh nem que atender os seus clientes, você tem que trazer negócios para o seu escritório”, total, “você é a cara do escritório, você é o advogado sênior do escritório, você é…”.

O canal de aquisição.

“Você pode até dar soluções e orientar a sua equipe a fazer as soluções, mas você e a sua equipe têm que entender o cliente, você tem que atender o cliente quando é um caso assim maior, mais grave, maior, necessário, que necessita de uma atenção mais…”.

Exato, é isso mesmo.

…mais importante ali do que o caso. E foi aí que eu, que foi construído o escritório. Foi, foi, foi crescendo, foi construindo a vida empreendedora, né? Hoje nós somos em…

Vocês estão com quantas pessoas?

Hoje nós somos eh em 14 pessoas no escritório.

Escritório grande, hein, cara?

Pequeno perto dos que têm por aí, né, com esses gigantes que têm por aí, né? Mas nós somos de 14 pessoas.

Pô, legal. [ __ ] top tua história, bicho! E funciona, né, porque utilizo muito, né? Funciona, não, e outra, é de tá atendendo a gente lá também. Pô, top, tudo que você precisa tá, tá na mão. Os caras são super ágeis, gosto muito do atendimento, e a parte tributária de vocês, modéstia à parte aí você fala, mas, cara, é, é muito boa, cara. Comparado à visão tributária que eu já vi, a sensação que eu tenho, e aí sem, fazendo sem, sem merchã aqui, falando real como depoimento de cliente, você vê vivência. Tudo que o De Cisto vai falar de alguma… Quando você vai trazer um, um B.O. para ele, aconteceu isso semana passada, semana retrasada, mês passado, de um cliente de que ele atende, é um cara que já viveu muito assim desse, dessa trajetória tributária, que é o manicômio do [ __ ] meu, [ __ ] que pariu o trampo, cara, porque é muito complexo, cara, é muito, muito, muito complexo. E eu falo que assim, eh a minha trajetória empreendedora foi complexa porque até os meus 7 anos empreendendo eu não ganhava dinheiro, Ricardo lembra disso aí. Eu trocava o almoço para vender, para comprar o jantar, e eu fazia dinheiro, só que eu não ganhava dinheiro. Quantas empresas fazem dinheiro no DRE por competência, mas não gera caixa? E eu lembro quando eu conheci o Ricardo, o Ricardo me apresentou tudo isso, que eu falo de DRE, essas coisas quem me ensinou foi o Ricardo lá atrás, e aí quando ele me mostrou que, pô, a empresa dá dinheiro, só que tem que melhorar aqui, apertar tais botões, eu falei: “[ __ ] por que ninguém me apresentou isso antes?”. Então, conforme você vai crescendo, você é obrigado… E aí eu tô olhando para você para você prestar atenção nisso aí. Conforme você vai crescendo, você é obrigado, cara, a se profissionalizar. Eu brigava com isso, eu achava que eu tinha um financeiro bom porque o meu fluxo de caixa era bem organizado, nem imaginava que era DRE. E conforme você vai crescendo também, não adianta você achar de que, cara, você vai ficar nesse Simples Nacional e vai ficar, sabe o que? “Ah, não, não, não vou estourar, pega a mãe, abre o CNPJ na mãe, pega o pai, CNPJ no pai”, e começa a virar essa salada que você cria aí, que no final você acha que você tá ganhando dinheiro, tá perdendo dinheiro. A gente vai falar disso aqui, porque quando você começa, se você precisa abrir um segundo Simples Nacional para dividir faturamento, possivelmente você já chegou num nível que, mesmo fazendo isso, que tá errado, se pegarem você, você se ferra, mas mesmo fazendo isso, que é o jeito errado, você paga mais do que deveria, porque se você faz um planejamento tributário, você economiza bastante. E o De Cisto é especialista em outras áreas também. Eh o Ricardo trabalha muito bem com crise e muitas vezes surfando essa, essas teses todas apoiados pelo De Cisto. Então é isso que a gente vai, vai começar falando aqui.

Então, gente, o que que é… Quero começar perguntando pra vocês dois assim, a gente vai bater… É uma mesa redonda agora, tá? Quando eu comento, quando eu faço caixinha de pergunta no Além do CNPJ, eu falo assim: “cara, você tem que fazer um planejamento tributário porque você tem que fazer, é um processo de, através de elisão fiscal, conseguir economizar impostos e tudo mais”. E essa palavra sempre gera um problema lá pra internet, porque muita gente não sabe como funciona a as… O mundo tributário e nem o teor das palavras. E como eles ouvem algumas vezes evasão fiscal na, na TV Globo, eles acham que eu tô falando alguma coisa lá errada. Qual é a diferença de elisão fiscal e evasão fiscal? Existe diferença? Qual é a diferença? O que que é cada uma das coisas? Dá um overview aí pra gente. Ricardo, vai lá.

Ricardão, que você fala… Para você falar um pouquinho, cara.

Elisão fiscal pode, evasão fiscal não pode, ou seja, evasão fiscal é crime, elisão fiscal é planejamento tributário. Então, de uma forma bem simples, elisão fiscal é você utilizar todas as artimanhas e os subsídios de que a própria lei te beneficia para você pagar menos tributo, gerar menos tributo, ser mais competitivo e às vezes ganhar o dinheiro de que você não consegue ganhar. Eu, por exemplo, utilizo as técnicas de elisão fiscal, as técnicas de planejamento tributário, porque quando eu sou acionado, eu sou acionado para uma empresa que está passando por crise e já tem um acúmulo de passivo tributário grande, sim. Então qual que é a minha missão? A minha missão é fazer um planejamento tributário, é realizar um estudo tributário, tá? Às vezes com um, dois, três CNPJs dentro de um ou de um grupo econômico ou não, isso é caso a caso, muitas vezes não tem uma receita de bolo, né, não tem uma receita de bolo, é um trabalho totalmente customizado, muitas vezes com uma empresa no Lucro Real e de repente uma outra no Lucro Presumido e tal, isso é customizado caso a caso utilizando as leis. A partir do momento em que a gente faz um planejamento tributário internamente, a gente utiliza um jurídico para validar, muitas vezes é o De Cisto, porque o De Cisto é, é tributário de diversos clientes meus, para validar ou não. E daí para frente a gente faz um trabalho, consegue otimizar esses desembolsos com tributos e deixar a empresa OK, né, não eh com dinheiro suficiente para pagar de uma vez o passado, mas consegue deixar com o resultado no final OK, que é o que nós já falamos outras vezes. Qual que é a minha missão: transformar a empresa no mês a mês geradora de caixa, independente do valor. “Ah, mas eu tenho 10 milhões de dívida tributária”, esse é um outro papo. Aí eu aciono um advogado especialista: Doutor, estuda como que nós podemos alongar essa dívida aqui abaixo da sobra, que é o meu, a minha capacidade de geração de caixa, tá? Só que tudo isso é elisão fiscal, e elisão fiscal… Aí tecnicamente eu vou pedir a ajuda dos… A elisão fiscal é dentro da lei.

Exatamente, né? Você cria um planejamento tributário, um planejamento societário, eh tudo com fundamento legal, né? Ao particular, pode haver questionamentos? Pode haver questionamentos, claro que pode, mas nós temos eh você se fundamenta… Fundamentos para apresentar uma defesa e, e, e validar aquilo eh que nós fizemos, né, que nós… Não que o Ricardo faz, que ele faz muito bem, por sinal. Eu brinco que é, é interessante o meu trabalho com o do Ricardo. Nós nos conhecemos por acaso, né, Ricardo, e um cliente… E um cliente. E ele me… Graças a um passivo tributário enorme. Era um B.O. que vocês dois estavam lá resolvendo. Eu estava… Eu fui contratado para resolver o presente, mas tinha um advogado resolvendo o passado. Sim, e eu tava lá resolvendo o passado, aí nós nos conhecemos aí. E aí casou muito interessante o nosso trabalho, por quê? Porque o nosso trabalho é administração de passivo tributário. Nosso escritório trabalha muito com passivo tributário, e a gente faz essa administração judicialmente e até administrativamente.

Só, só cortando: o que que é passivo tributário quando você fala passivo tributário?

Dívida tributária, empresa endividada.

Empresa endividada.

O nosso escritório tem… Tem uma empresa lá, claro, não tô citando o nome, posso falar por exemplo: o nosso maior devedor tributário tem 130 milhões de tributos.

130 milhões?

É um grupo que deve 130 milhões de impostos. Tem 320 execuções fiscais em que nós advogamos.

[ __ ] que pariu, bicho!

E nós estamos advogando nessa nessa empresa desde 2012. E não é uma dívida recente, né? Porque eu conheço a empresa, então é uma dívida de muitos e muitos anos. A empresa está viva hoje com o trabalho que no mês a mês ela é capaz de pagar os seus desembolsos, e há uma administração do passado com tudo isso aí.

Posso fazer uma pergunta assim, se, se não puder por sigilo… Apesar que a gente não tá falando o nome da empresa, quanto ela fatura em média?

Ah, uns 8 milhões.

Então ela nunca vai pagar essa dívida.

[ __ ] Não, é impagável, é impagável, impagável. O cara chegou…

Depende, pessoal. Quando a gente alonga e se você fala assim: “ah, nasceu meu filho, nasceu minha filha”, quando ela fizer 15 anos você ainda tá pagando, né? Mas quando você alonga e você faz um trabalho, ela… Já vou entrar num mérito aqui, não quero te cortar, mas é impagável, e aí esse cara não quebrou por quê? Como não quebrou?

Porque ele administrou o passivo, então é possível você dever tributos para [ __ ] a um nível impagável e não quebrar.

E não quebrar, sim. Até porque a Fazenda Pública ela não pode pedir a falência, ela pode te executar.

Perfeito.

O que que é executar? Ela pode te cobrar a dívida, ela te processe.

Processar, processar. Ela pode te processar. Ela pode te… Ela vai fazer a CDA, vai protestar a CDA, vai entrar com execução, vai tentar penhora online, vai tentar penhora de faturamento, vai tentar todos os meios possíveis. Então ela vai tentar bloquear tua conta…

Vai, vai tentar bloquear sua conta, vai tentar… E você vai fazer o quê? Você vai apresentar a defesa, você vai pegar um, um ponto que tá errado, uma situação… Há diversos pontos errados.

Mas, De Cisto, pô, o governo tá te cobrando como ele vai cobrar errado? O cara não erra.

Ele erra, e mais do que isso: não é verdade, ouso divergir novamente, ouso divergir. Mas é isso daí. Nessa, a minha… O governo erra, e erra muito, muito e de maneira propositada, até.

Erra proposital?

Sim. Não há lealdade.

Pera aí, você tá falando de que o governo cobra errado imposto do empresário de maneira proposital?

Sim. Ele sabe de leis inconstitucionais. Leis inconstitucionais sempre foram criadas.

É a letra miúda do marketing, é: “vai ter alguém questionando, mas se paga, vai”.

Senão essas teses todas tributárias não chegariam até o STF e o contribuinte… Teve uma recente, o ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS, quantos anos o Estado ficou cobrando isso? O Estado que eu quero dizer é o seguinte, né, a União Federal ficou cobrando isso e discutindo-se nos juízos, e no final era inconstitucional. E aí quem vai atrás? Pouquíssimos para restituir, entendeu?

É isso, caramba.

Passaram-se décadas discutindo isso até porque também não é nem por… É um exemplo de vários, e até porque não é nem de maneira proposital, não é nem de maneira desonesta, eu diria. Não, é porque é uma, é uma loucura que parametriza num sistema e, e vira uma, e vira o quê? Uma interpretação, é o que precisa de muita conversa, e briga, e discussão para chegar num consenso. Por que, por que existem as teses tributárias? Por que autos de infração são anulados, caramba, né? Porque o Fisco erra, o Fisco cobra de maneira injusta, cobra de maneira, eh fora… Ilegal, porque sim, ilegal, ou fere a, a lei complementar ou fere a Constituição. O tributo ele é criado por lei, lei ordinária, né? A Constituição, o que que ela faz: ela dá as competências, ela dá competência pros estados, pros municípios e pra União criarem os seus tributos, os seus tipos tributários. Essa competência é exercida pelos legislativos locais, certo, da União, dos estados e dos municípios, e aí essa lei ordinária muitas das vezes extrapola a Constituição, extrapola essa competência e aí os tributos são cobrados.

Caraca!

A máquina começa a funcionar, o Estado precisa funcionar, vai moendo, e aí vem todo esse, essa discussão judicial. Você pega lá uma empresa com o passivo tributário enorme e você vai e faz uma análise, assim como o trabalho dele faz uma análise da contabilidade. Quando você pega um passivo, você não pega e fala “ah, é 150 milhões, toma”, não, não, não, deixa eu ver o que que é válido aqui, o que tem de tributo, qual, quais as espécies tributárias de que estão sendo devidas, né, quais os eh as situações, e você analisa todo o passivo: olha, aqui tem como questionar isso, aqui tem como questionar aquilo, né? Aqui tem essa situação. Quer ver uma matéria que é muito comum: auto de infração, né? Existe a de infração. Por exemplo, quando você fica com um crime tributário, né, um empreendedor foi lá e tem uma diferença… Uma coisa é você, por exemplo, apurar o tributo, declarar e não pagar, tá, isso não é crime, isso não é crime. Mesmo um erro pode gerar um auto de infração. Um erro você, por um erro você omite uma receita e gera um auto de infração, aí é crime, aí é crime, tá? Por mais que questionável, defensável, crime… Calma, calma, que para ser crime o crédito precisa estar constituído. Então como é que, como é que isso acontece: eh vou, não quero ser juridiquês aqui, mas surge lá o fato tributável no mundo fenomênico e você não declarou, omitiu por um erro, enfim, aí o Fisco tem 5 anos para lançar, tá? Ele vai lá no finalzinho e lança o tributo através do quê: de um auto de infração. “Opa, você não pagou lá atrás isso, não pagou lá atrás isso aqui”, só que o seguinte: ele cobra juros do que aconteceu lá atrás até aqui, por exemplo, 5 anos atrás ele vai cobrar juros, dependendo do tamanho do do que você errou, tá? Só que esses juros não são devidos, tô dando um, uma questão que a gente utiliza nas defesas — o Ricardo até viu —, já nem fala isso, pelo amor de Deus. Não são devidos, eu já… Eu já vou ficar puto aqui, meu, porque eu tenho histórico. Sabe por que, por que não são devidos? Porque é o seguinte: eu só posso cobrar juros de mora depois de constituído o crédito tributário, e o crédito tributário ele só é constituído com o auto de infração. Quando surge o fato, a hipótese de incidência do tributo no mundo fenomênico, que é o fato gerador, não tem crédito tributário, tem obrigação tributária. A obrigação tributária vira crédito quando há o lançamento, o auto. Se ele fez isso no quinto ano, ele tem cobrado do auto de infração até o momento da… O juros é dali pra frente.

[ __ ] mano!

Você quer uma outra coisa? Eu vou dar um exemplo porque isso eu tenho no escritório.

Pera aí, rapidão. Mas eles sabem disso?

O quê?

O governo sabe disso?

Entente louco sabe e continua fazendo, mano. Enquanto não houver, enquanto não houver uma decisão, como eu digo, é automático, parametriza no sistema. É, então eles fazem isso.

Mas eles fazem [ __ ]?

Enquanto não houver uma decisão, tá, eh de repercussão geral ou no rito dos recursos repetitivos por parte do STJ ou por parte do ST… De grande, de grande repercussão, então o, a União, os estados, os municípios não estão vinculados a uma decisão judicial, uma ou outra, ou à jurisprudência sobre o assunto, eles não são vinculados a isso, eles continuam fazendo, tá solto. Outro exemplo: eu tenho lá um caso no escritório de que o meu cliente sonegou R$ 1 milhão de reais, ele sonegou. Você sabe de quanto é o auto de infração? 12 milhões.

Nossa Senhora!

Multa. Então, basicamente, o cara não pagou, deixou de emitir nota… Aí ele, aí ele quer fugir, ele quer fugir da, do crime, ele quer… Ele tem o direito, a lei permite que, se ele pagar ou se ele parcelar, suspende a pretensão punitiva ou extingue a punibilidade do crime tributário. Ele quer pagar, mas como ele vai pagar 12 milhões se o fato é um, é um… Se ele pôs no bolso 1 milhão, ele roubou 1 milhão, vamos, sim, sim, sim, comparar com um crime. Roubou 1 milhão, sonegou uma milha, ele sonegou uma milha, né, ele causou esse prejuízo ao erário público, e o governo quer pegar 12? 12, juros abusivos, hein? Não, além dos juros, a multa. A multa não pode passar de 100% do valor do tributo porque já é a multa punitiva. Essa tese, essa matéria tá no ST, tem uma, uma jurisprudência disso aí, tem… Não pode passar de 100%. Esses dias mesmo, um cliente nosso conseguiu uma liminar com base nessas duas teses que eu te falei aqui, uma liminar suspendendo a exigibilidade do tributo.

[ __ ] mano!

Mas, cara, é… Assim, sem brincadeira, eu conheço vários. Teve casos comigo de erro de contabilidade, a gente não pagar tributos, depois vir, for ser pego e os juros vieram batendo, e a gente pagou. Por isso que eu tô puto. E só que é coisa do passado. E tem casos assim, de amigos meus, eu não sabia que assim: se o governo pegou, por exemplo, fiz, fiz uma cagada 5 anos atrás, o cara vai e me mete uns juros altíssimos… Não, não, mas quando você descobriu? Agora. Agora. Então é da do momento em que você descobriu até agora que você vai me cobrar juros, cara, não…

Mas o que acontece é o seguinte: você não pode pagar pela… Ah, mas ele, e você tá devendo há 5 anos atrás, desde lá você não pagou. Só que o seguinte: eu não posso pagar pela inércia do Estado. O Estado que tinha o dever de fazer a homologação, ter visto isso antes, ele não fez, agora você me cobra juros daqui pra frente.

Isso. Aí como que funciona… Eu tô dando exemplos, tá? Dei alguns exemplos de, de questões de, de, de práticas que eu entendo que são eh irregulares por parte do Fisco, tá, e de maneira geral, claro, né?

Sim, sim. E como que funciona assim, ó: beleza, já, já entendi como funciona esse, esse universo e já entendi que o Estado erra, sim. Quando eu falo aqui ainda no podcast: “pô, normalmente você, empreendedor, tá, tá pagando mais do que deveria”, como que eu falava isso na minha cabeça: dá pro cara ir por esse caminho, por esse caminho, por esse caminho, o cara tá indo por esse, que é o mais caro. Então quando eu falava que você poderia economizar pagando menos impostos, era você tá escolhendo o caminho errado. Mas mais do que isso, independente de qual caminho você siga, é capaz de você tá sendo onerado por erro do Estado, te cobrando mais caro.

Sim.

Tem um… Então, [ __ ], eu devia ter te contratado antes. Eu acho que, eu acho que, eu acho que eu perdi tempo, porque, cara, é real. E, e você falando todas essas coisas, muita audiência que tá me ouvindo aqui são pessoas que querem empreender, muitos são MEI, que tá lá nos 80 contos por mês, por ano, 88, sei lá quanto que tá agora, alguns são Simples Nacional, outros já são Presumido, Real, etc., já sabem o que tudo isso que a gente tá falando. Qual é o, qual é o estágio da vida empreendedora de que talvez valha a pena a gente ter um advogado tributarista? Porque eu sei também que você poderia falar “ah, não, desde o MEI é importante”, mas não é assim, não que não seja, mas assim, o cara não tem dinheiro nem para ele tá lá ganhando o salário dele ainda, ele é pequenininho com Simples Nacional. Será que o Simples Nacional, pela, pela simplicidade da coisa, dependendo do quanto ele fatura, vai ter… Ele vai, ele vai ter vantagem com o teu serviço conseguir reverter impostos e tudo mais? A partir de quanto mais ou menos pro cara que tá nos escutando balizar de que “pô, esse momento aqui vale a pena ter um tributarista”?

Olha, eu acho o seguinte: você deu a resposta na sua pergunta, você já deu essa resposta aqui. E, e na verdade, a partir do momento em que você tem que abrir já um segundo Simples, segundo CNPJ, vale a pena não contratar um advogado tributarista, né, do contencioso, como é a especialidade do nosso escritório, mas contratar uma pessoa como o Ricardo já para planejar, para planejar para não ter passivo, sim, entendeu? Para se antecipar, porque normalmente o passivo… Esse passivo que eu tenho de às vezes administrar, ele acontece…

Tô vendendo aqui seu peixe, hein? Caramba, me vendeu o seu também, vai ganhar comissão, hein? Pede comissão.

Esse passivo que ele… Por que que eu indico o Ricardo às vezes pros meus clientes: porque eu chego para eles e falo assim: “olha…”, o cara chega lá com 12 milhões, eu falo: “olha, aqui a gente vai fazer isso, isso, isso, isso, eu consigo baixar, eu consigo fazer isso, eu consigo evitar que o a dívida…”. Uma coisa importante pros empresários, né, a preocupação de da dívida ir pro, pro CPF. Eh vou entrar nesse mérito, isso, eu consigo, eu consigo fazer tudo isso aqui, só que é o seguinte, meu amigo, você, se você continuar desse jeito e o seu futuro…

Tem que estancar a sangria.

Isso aqui eu só consegui, eu só consigo parar isso aqui agora, você tem que mudar, você tem que mudar. E o dinheiro às vezes, se tiver errado, o dinheiro às vezes tá na contabilidade, tá na contabilidade gerencial, gerencial, total. O que que eu costumo… Que tá sangrando. Você pega, fala “vou resolver o que aconteceu, mas a partir de agora tem que…”, ele me ensinou aqui o EBITDA, que agora eu sei falar que é EBITDA. O EBITDA tá ali, ó.

Reforçar um pouquinho isso, como que eu conheci o De Cisto: através de um cliente de que tinha uma dívida tributária grande, eu fazia esse trabalho de gestão, e já faz muitos anos isso aí, e, e aí outros negócios começaram a aparecer, vice-versa, indica daqui, indica de lá por conta da necessidade. Quando você conhece um bom profissional, você vai tendo necessidade, você vai chamar. Exatamente, e aí começou a ter essa interação. Eu fiz… Eu trabalho com testes, em todos os sentidos trabalho com testes. É um negócio novo, eu faço testes, é um, um prestador novo, é testes, e, e o De Cisto foi assim. Hoje ele é meu amigo, mas primeiro nós fomos um parceiro, hoje eu posso dizer que ele é meu amigo, e ele foi respaldado pela confiança e pela competência de dar resultado, por quê? Porque nós tínhamos um negócio que era crítico, que hoje é uma empresa vaca leiteira, hoje é uma empresa vaca leiteira, é uma empresa que há mais ou menos 10 anos atrás devia aí R$ 14, R$ 15 milhões de reais…

Há 10 anos atrás?

…de tributos atrás, tudo tributos, tributos. Onde isso gerava um problema gigantesco, porque essa… A empresa trabalhava com BID e com algumas multinacionais, então a minha missão era manter viva, entregar um monte de CND, fazer… Daqui a pouco eu vou entrar nesse tema também: fazer um monte de coisa. E é esse cara que fez e deu certo, e era o cara que faltava, porque eu fiz testes com outros e não conseguiram, e a mesma coisa acontece desse lado, sim. E quando a gente começa a fazer planejamento tributário e mergulhar na elisão fiscal, você vai ver que não tem uma receita, e a cada dia você descobre um método novo, ou uma situação nova, ou, ou um, um, uma estrada nova para você trafegar, às vezes até uma decisão recente de um juiz que te dá jurisprudência. Então o que que eu quero dizer: aparecem muitos clientes no nosso caso. “Ah, o cliente… Nós fazemos um planejamento pro cara, tá no Simples Nacional, aí nós vamos transformar ele em Lucro Real, e vai dar uma economia”, e essa economia não é pequena, não é…

Não é pequena, é uma economia boa.

Economia de R$ 20, R$ 30, R$ 40, R$ 100, R$ 80 mil por mês, às vezes mais. A partir do momento em que eu faço um planejamento tributário desse, que é gerencial, e eu tenho lá o pessoal que trabalha comigo, que é tributarista gerencial, contábil, eh tem eu que tenho essa visão generalista, que estudo muito Direito, mas não sou advogado, eu preciso de um advogado para validar. Então, a partir do momento em que eu faço um plano de que esse plano vai trazer economia, eu já preciso ter um cara desse do meu lado.

E ele validar, é isso.

E esse, esse honorário ele se paga no mês a mês 10, 20, 30 vezes, exato. Então eu preciso ter um cara desse a partir desse momento para eu já crescer forte e construir um castelo de um alicerce forte, porque o que eu tô cansado de ver é nego construir castelo em alicerce de areia.

De areia.

E aí lá na frente cai, exato. Porque o que acontece também, já vi isso muito: o cara vai lá e faz um planejamento tributário, vou colocar entre aspas aqui, porque eu acho que esse planejamento tributário não tá certo, sim, aí o cara começa a pegar tese, um monte de coisa da cabeça dele, de um amigo que falou e etc., e começa a construir toda uma empresa que começa a crescer, dá certo, dá bom, começa a dar lucro, o cara começa a crescer na vida dele, abrir empresa, filial… Quando vai ver, cara, o Fisco pega, acha um B.O. de uma coisa que ele deixou o rabo preso, deixou coisa para trás, e quando vai ver, tá ferrado. Que na hora de ele chamar desesperadamente lá: “fala, me salva”, mas, cara, não precisa ser assim, dá para você fazer isso antes, que é o que o Ricardo tá falando: você pegar a sua, a sua situação, criar um, uma rota, estruturar com o jurídico para justamente, caso venha qualquer questionamento futuro…

Pauta.

Pauta aqui… Aqui ó, resolvido.

E tem uma coisa aqui que você faz muito bem, que é o quê: eh que falta na nossa educação, porque quando nós estamos na escola, eh principalmente ensino público, eu não me lembro em nenhuma vez de, de falar sobre empreender, eh coisas do tipo impostos, cara… Você acha que ICMS não tinha que…?

Mas olha só… Não, mas ICMS… Aonde eu quero chegar, aonde eu quero chegar: não dá para você fazer tudo. Então, por exemplo, um médico que tem uma clínica com diversos médicos, ele é… E ele tem uma empresa, tem um advogado com 30… Um escritório de advocacia com 30, 40 advogados, ele, ele, ele tem uma empresa, tem. E assim por diante. E eu costumo dizer, sempre falei para você e eu tenho isso gravado com você: não adianta você querer se especializar em controladoria, em planejamento, em gestão, você tem que ter uma pessoa forte do seu lado. Eu costumo ver que o empreendedor, principalmente no início, quando ele dá aquele… Que ele passa daquele primeiro nível de explosão de ganhar dinheiro, às vezes você conversa com ele, e, e muitas vezes fala: “não, eu não vou deixar ninguém administrar minha empresa, eu faço”. Só que o pessoal tem que entender que empreender é uma coisa, administrar é outra. Se você é especialista no seu negócio do que você se empreende, você tem que pensar em cada vez fazer melhor, fazer melhor, fazer melhor, e ter braços aqui de apoio que sustentem esse crescimento e essa sua gestão, porque não adianta você querer ser especialista em controladoria, especialista em algum tipo de medicina ou na sua área de construção civil ou na advocacia, e ainda ser o melhor em, em contabilidade e outras coisas, em RH, em gestão, não dá para você fazer tudo. Então você precisa desse, esse apoio para você conseguir crescer sustentado, exato.

Sabe o que acontece se o cara ficar muito na paranoia de se especializar nas coisas? Ele pode até ficar bom na… Comparado com a média empreendedora, comparado a um especialista é sempre ruim, porque o cara viveu e vive aqui, não vai ter casos como ele teve a vida, se dedicou a vida inteira para isso, exato. E aí, no final, quando ele olhar pra empresa dele, tá estagnada ou se já não morreu, porque o bonde passou. O cara tem que seguir o empreendedorismo. Eu falo isso com marketing: muito empreendedor ainda tá fazendo tráfego pago do próprio negócio, cara. Amigão, passa. “Ah, mas é difícil achar gestor de tráfego”, então se dedica em achar um cara bom. Tem gente boa, só precisa garimpar, garimpa, dá trabalho, acha um cara bom e coloca na mão. Mesma coisa a parte de controladoria, a parte de finanças, a gente fala bastante de BPO financeiro também, que é uma coisa que já tá em, em alta, não é mais futuro, mesmo conceito de que não é mais futuro. Têm falado “o futuro é BPO financeiro”, eu não acho, eu acho que é presente, e a mesma coisa tributos. Agora de… Me desculpa, claro, pode falar.

Eu vou responder agora a segunda parte da pergunta: quando contratar o advogado tributarista, né? Quando você monta a empresa, enfim, a empresa começa a crescer, planejamento tributário/societário, recebeu um auto de infração, recebeu uma fiscalização, recebeu uma ação judicial, uma execução, qualquer coisa, sempre antes de ir lá parcelar, de você, eh enfim, tomar qualquer providência, aí sim consultar um advogado especialista na área de Direito Tributário, né? Atendo o Brasil inteiro, eu atendo o Brasil inteiro, então sou acionado no Amapá. É, e outra coisa, Fisco batendo na porta: “ó, tem um B.O. aqui para você”.

Temos clientes no Mato Grosso, Goiás, e eu assumi uma empresa há pouco tempo, e eu trago mesmo nos casos reais aqui, né, eh e é uma empresa, eh como é a especialidade do escritório, de transporte, que tem um passivo tributário alto, e hoje quem é o escritório que toma conta principalmente do tributário? O De Cisto, eh por quê? Quando eu peguei e coloquei tudo no tabuleiro, nós entendemos o que tinha que fazer para gerar resultado. Tinha lá o passivo, falei: “legal, mas o que que vocês fazem quando chega essa cobrança ou essa ação?”. “Eu mando pro tributarista”. Falei: “legal, você tem tributarista, você tá um passo à frente”. “O que que o tributarista fala?”. “É, é devido, manda pro contador para parcelar”. Nossa. Quando ele pegou, ele viu o que… Obviamente a maioria das coisas é devido, os valores principais… Não estamos fugindo da dívida dizendo que não vai pagar, não, mas tem que ser feito uma estratégia, uma estratégia, porque muitas coisas ali podem ser trabalhadas e minimizados os desembolsos. Porque vai lá, imagina que eu faturo uma grana, eu lucro R$ 100 mil por mês, aí do nada chega um boletão lá de 120. Amigão, acabou, você acabou, vai acabar com o meu mês, vai acabar com o meu fluxo de caixa. Se eu começar a parcelar essas dívidas, daqui a pouco eu vou começar a aumentar minha dívida. Vamos organizar isso aí, e o cara gerando dívida dos dois lados, sabe por quê? Porque daí ele pegava, olha só, pagava isso de uma vez, aí o vencendo do mês ele não pagava, só que esse que chegava para parcelar ele parcelava aquele lote, era muito caro e não tinha dinheiro no caixa. E ele fazia troca de duplicatas com uma taxa de juros altíssima para pagar. Então ele já tinha a multa daqui, que não está sendo tratada, está inconstitucional, que deveria ser tratada por um jurídico especialista, então ele tem juros da factoring, ele tem juros do tributo que está inconstitucional neste momento, ele tem que tratar para pagar o que realmente é devido, e o do mês ele não pagou e tá gerando juros de novo. [ __ ] Bola de neve, o cara vai entrando num num B.O. em que ele vai se amarrando, e quando vai ver, tá [ __ ].

E você falou se o Fisco erra, eu posso contar um caso?

Claro, oxe, bora, quero, quero saber dos casos.

Eu tenho um cliente, né, esse cliente ele… O cliente de um caso só, porque ele só sofreu uma injustiça na vida, só. Pensa numa empresa correta, corretíssima, deve, não devia nada, nada, nada, absolutamente nada. Um dia tomou um auto de infração de 2 milhões.

Nossa!

Aí a contabilidade não entrou com recurso administrativo…

Deixa eu só ter uma ideia, para todo mundo: 2 milhões, ele faturava quanto? A média…

Ah, esse cliente uma média, esse… Ele, esse aí faturava uns, uns R$ 10, R$ 11 milhões.

É um cliente forte.

É um cliente forte, mas para eles… O cara tomou 2 milhões.

2 milhões, mas indignados, não…

20% do seu faturamento, é dinheiro para [ __ ].

…mas ele tava indignado porque eles nunca, eles não deviam nada, nada, nada, você tirava todas… Bom, aí começaram os problemas, né, porque eles trabalhavam, eles eram fornecedores de multinacionais e bancos, começou: “como assim, 2 milhões?”, né? Eu tô falando, não é de devedor contumaz, né, porque o pessoal pode estar assistindo aí, que é devedor contumaz. Doutor, eh desculpa, devedor contumaz é aquele…

É aquele, é aquele sujeito que que não paga tributos de maneira costumeira, costumeira, né? Porque…

Má-fé, alguns podem… Ter às vezes porque não tem dinheiro, mas que não paga recorrentemente.

Não, pode ter algum procurador falando assim: “pô, você advogado achando que só o Estado é…”. Enfim, mas esse, esse rapaz, ele era… Esse pessoal era, era bem corretinho. Bom, aí nós entramos com o, com o processo, juntamos todos os documentos e provamos que não havia sonegação fiscal, e pedimos uma liminar, não vou ficar em juridiquês, pedimos uma liminar para ficar suspensa a cobrança do tributo até o final do processo, tá tudo provado, verossimilhança do direito, o direito lá, errou mesmo. Pagaram, né? Não, provamos por A mais B que não havia sonegação, prova… Prova, havia um erro. Não havia nada, nada, eles não erraram, eles era um auto, um auto totalmente, para não dizer outra coisa, equivocado. Equivocado, para não dizer outra coisa, absurdo, o auto de infração, porque há coisas absurdas. E esse caso que eu vou contar é um caso absurdo. Cara, tem umas coisas que eu tenho vontade de contar aqui que nem pode, doeu, doeu, porque tem cliente que você sabe que tá errado só uma coisinha que tá, que que ele tá certo. Esse não, esse eles não fizeram nada errado, eles não fazem nada errado, eles são Caxias, sim. 2 milhões, aí começaram os problemas. Pedi a liminar, não consegui, recurso pro tribunal, o tribunal não deu a liminar também. Aí o juiz falou: “não, eu vou apreciar de novo depois da perícia”, né, perito do juiz. O perito do juiz fala, falou: “não teve sonegação, o autor da ação tá certo, o contribuinte tá certo, não teve sonegação”. Eu entrei lá no processo de novo: “Excelência, o seu, o seu perito de confiança falou que não teve sonegação, me dá a liminar”. “Não”. [ __ ] “Não, não”. Aí veio a sentença: procedência da sentença, ganhei. Enquanto isso, o que que o Fisco fez: o Fisco pegou aquela dívida de que eu tinha ganho… Aconteceu coisa pior esses dias. Pegou aquela dívida de que eu tinha ganho, que não existia, protestou a CDA…

[ __ ] que pariu!

Calma, que não foi só isso, entrou com uma execução.

Nossa!

E o meu cliente, assim, os clientes dele, multinacionais, o que que tá acontecendo, não tinha liminar, execução… Aí banco, e eu começa…

Começa a atrapalhar o cliente comercialmente, né, porque a moral dele, a credibilidade dele vai pro ar.

E eu mandando cópia do processo para banco, para todo mundo, justificando, e não tinha liminar. Aí sentença de procedência, eu entrei com um recurso para… Não quero entrar no juridiquês, falando assim: “olha, por favor, eh Excelência, dá aqui o o a liminar na sentença”. Entrei com recurso para ele complementar a sentença, porque aí o recurso da Fazenda vai ter só efeito devolutivo e eu consigo baixar protesto, tudo. “Não”. [ __ ] Aí eu, o processo foi pro tribunal, nós… Saí com a minha garganta para falar que eu… Nós fomos pro relator e falamos: “relator, me dá a liminar, me dá a antecipação da, da tutela recursal, me dá a liminar lá que foi negada”. Já fazia um ano e meio isso, já tinha passado um ano e meio, o meu cliente passou a vergonha de não conseguir comprar um carro financiado.

Caraca, bicho!

Ele ligou para mim, assim: “pô…”, e o que é pior é que você vendo tudo isso acontecer e o seu cliente tá certo, sim. Bom, resumindo, depois de 2 anos, quando o processo foi julgado em segunda instância pelo tribunal, que confirmou a sentença de primeira instância, finalmente o auto foi cancelado e o nome da empresa foi limpo.

Depois de dois anos com a empresa negativada. Você não pode meter um danos morais aí?

Pode, danos morais, danos materiais, aí você vai receber como precatório.

Nossa, tá [ __ ], não dá para ir. Nem adiant… Nem vou falar o que eu penso também. Enfim.

Caraca!

Aí o pessoal fala, né: “mas isso é justo?”. Pois é, né? Eu tô dando um exemplo do que é o Estado, o Estado ele tem um poder absurdo. Um juiz hoje ele aperta um botão, ele acaba com a sua vida, ele acaba com a sua vida. Você, Felipe, acorda… Isso aconteceu já no Brasil, né? Nós sabemos, acontece, acontece no Brasil. Você acorda, a sua conta tá bloqueada, Pessoa Física. Isso aconteceu um tempo atrás aqui com alguns empresários. Sua conta tá bloqueada, Pessoa Física. O poder que tem hoje um juiz. A sua conta Pessoa Jurídica também tá bloqueada. Aí você fala: “pô, como eu vou tomar um café? Acho que vou vender um carro, né?”. Tá bloqueado também. “Vou vender minha casa”. Tá bloqueada. É a morte civil!

[ __ ] é a morte civil!

Você tá travado, né? Quer ver um outro exemplo de coisas… Cara, dependendo do juiz até exclui aplicativo, acredita?

É, acontece, passa, acontece, acontece também. Vai cair esse episódio.

Então o que eu quero dizer para vocês assim: hoje o Judiciário tem um poder enorme nas mãos, total, né? Eh o Direito ele é um instrumento de poder e, e o advogado, eh hoje, tributarista, diante desse poder do Estado, desse poder estatal, ele é o defensor do cidadão, ele é o defensor do contribuinte, sim, do mais fraco nessa relação, que às vezes não tem nem voz. Não tem nem voz, né? Eh então eu tô dando… Tô dando um exemplo. Oito exemplo, que eu não vou entrar para não ficar cansativo, foi esses dias, um outro caso que nós ganhamos, transitou em julgado, tá? Anulada a dívida, e o meu cliente sofreu uma penhora online de R$ 600.000.

Nossa!

Agora tá anulada a dívida e tá rolando ainda penhora online, não é? A gente entrou com a petição esses dias e pedimos para estar concluso. Até hoje, quando eu tava vindo para cá, tava concluso ainda o processo. Cara, para, para eu ser correto aqui, é assim: era um auto de infração, ele… Vou dar o exemplo, tá: é 600, a gente só, só era devido 100, o resto a gente conseguiu ganhar tudo. Ganhamos em primeira e em segunda instância, transitou em julgado e foi lá o juiz da execução e fez a, a penhora online. Acontece, e o nosso cliente tá com R$ 600.000 bloqueados.

Nossa!

E é uma loja de caminhões, né, e ele, esse dinheiro ele usava para comprar e vender caminhões, automóveis, enfim. E, e sabe que assim, contando uma história, você, você destrói hoje a vida… Outra coisa: penhora online é proibido penhora online de salário, tem jurisprudência de que penhora online em época de, de dia 5, dia 20, que é época de pagamento, não é, não é, não é correto fazer. Engraçado, né, né? Todo dia 20, todo dia 5 são os dias que mais acontecem penhora online.

É mesmo?

É que é onde você tá, você, você pressiona o cara a, você pressiona. E aí numa insegurança dessa, como que você não vai ter um advogado tributarista desde o seu primeiro dia? Não tem. E tem, e tem assim, tem ainda um risco. Aconteceu na Argentina, num shopping na Argentina, empreendedores, vocês entenderão, aconteceu num shopping na Argentina que um cara tinha uma loja dentro do shopping, o fiscal da loja, o fiscal do shopping chegou lá e falou assim: “você tá abrindo a vitrine errada, a vitrine não é assim que tem que ficar”, e aplicou uma multa nessa loja. O fiscal do shopping lá na Argentina aplicou uma multa de R$ 1.000 pra loja, ela não tinha nem a quem recorrer porque a, o próprio fiscal do shopping já era a autoridade, e aquela multa naturalmente é, claramente era indevida, né, o cara tava só inventando uma multa. E no final esse fiscal do shopping na Argentina falou assim: “mas faz o seguinte: me paga 100 que aí eu deixo quieto”. Isso acontece muito na Argentina, muito nos shoppings de lá. Quem te defende? O advogado tributarista argentino, porque isso acontece muito na Argentina, muito lá, acontece muito, muito, tá bom?

Eh próximo, o cara… Outra coisa, uma dúvida que muita gente tem, muita gente tem, cara, o cara tá… A vida empreendedora são de altos e baixos, normal, né? Só que o cara tem o devedor lá, que eu esqueci o nome que você falou, assim, contas, que é o cara assim: beleza, costumeiro, eu quero mesmo, o cara tem estômago, mas tem um cara que tá passando por um momento difícil, o cara lá se enrolou. Já aconteceu no passado de eu, no Simples Nacional, quando eu era Simples ainda, tava atrasado, tava pegando empréstimo para, para fluxo de caixa, e o meu contador da época, muito perspicaz, falou assim: “cara, mas você vai pagar um juros maior, no atraso das…”. Falei: “não, mas eu não posso atrasar o das”. “Pode, pô, você vai lá e parcela, tal, tal, tal”. Fiquei três meses atrasando o DAS, depois eu peguei a dívida, parcelei com juros bem menores, e aí o que que eu fiz: eu me financiei em cima do DAS, foi muito mais barato. E é possível dentro da lei, tudo certo. Mas o cara às vezes tá, como aconteceu comigo, o cara às vezes tá com problema, e aí ele tem lá um dinheiro na mão e as dívidas de que exige aquele dinheiro dele, eu pago o quê, o imposto ou pago o meu fornecedor? Se eu não pagar o fornecedor, o que acontece: trava minha operação. Que é uma das coisas que a gente tava até falando. Cara, dá para se financiar em cima de impostos até que momento? Ou só no DAS, lá no Simples Nacional? E como que funciona isso, porque, por exemplo, eu no meu universo da construção civil, toda obra grande de que eu vou entrar, eu preciso mandar todas as certidões do mundo. Esse é um problema. Se eu tô ferrado, aí você fala assim: “não, eu prefiro pagar fornecedor porque eu pago o fornecedor, porque senão trava minha operação”. Mas a partir do momento de que eu atraso o imposto, o imposto me protesta, o Estado me protesta, isso trava minhas certidões, eu também travo minha operação porque eu paro de vender para cliente. Como que funciona gerenciar uma dívida tributária, sendo que as certidões travam a minha operação comercial? Como que funciona isso aí, e dá para… E dentro disso, se não se tem, existe algum jeito de não travar? Como, como fazer isso de maneira de que você consiga usar os impostos para financiamento?

Vou falar gerencialmente, sem a visão do advogado, depois você… Primeiro é o seguinte: e se é questão de… Esse podcast tá profundo, hein! Presta atenção, não assiste no 1.5, senão você não vai entender nenhuma, é 1.0 esse podcast, cara. Primeira questão: é questão de vida ou morte, se eu não pagar o fornecedor, eu não tenho material para eu vender, por exemplo, e eu não posso pagar o tributo. Primeira análise que tem que fazer. Isso é uma situação temporária? Porque qual que é o objetivo principal de um negócio: gerar lucro, sim. Se eu não sou economicamente viável, repense. Eu passo a ser um devedor contumaz. Eu preciso repensar a minha vida e o meu negócio, primeiro ponto. Agora, se você tá vivendo uma fase ruim, você tem a competência do seu negócio, você sabe que você vai retomar, eh que você vai se reerguer, né, que você vai se reerguer, você já tem o seu relacionamento com os fornecedores de que você compra matéria-prima e ou material para revenda e seja o que for, não tem pecado nenhum você não pagar. Você não vai pagar, vai chegar no dia de vencimento, você não vai pagar, você vai pagar multa e juros conforme o mercado, depois vai parcelar e você vai fazer isso o tempo que você quiser, até que isso vire um processo. E obviamente você tem…

Um processo é o cara te sujar o nome.

É te sujar o nome, virar um processo judicial, que vai virar… Depois ele vai falar: agora, dentro desse período, você tem que colocar uma data de corte, porque você não pode falar: “eu vou me financiar para sempre dos impostos”, porque o problema vai chegar lá na frente, vai chegar. “Ah, eu vou contratar o Doutor De Cisto, vai resolver?”, vai resolver uma grande parte do problema, o que é inconstitucional ele vai tirar, ele vai aliviar muito bem para você e vai facilitar, só que você vai ter que pagar. Você vai ter que gerar resultado para pagar. Então a minha análise tem que ser muito clara em relação ao meu empreendimento: se eu não estou conseguindo pagar agora, isso tem que ter uma data, tá, para terminar. Então me financiar nisso não tem problema, meu problema é pontual, tô ferrado, preciso de… Vejo problema nenhum, vou usar o imposto, até porque às vezes você vai escolher: eu não vou pagar inclusive o fornecedor A para pagar o B, amanhã eu pago o B, não pago o A, e assim por diante, sim. Você vai pagando, isso é vida de empresário, empresário…

É que muita gente fica com essa, essa, esse medo do empresário, que até tem tranquilidade de ligar para um fornecedor parceiro e falar: “cara, segura mais 15 dias”, e tudo mais. Mas o boleto do imposto ele fala: “se eu parar isso aqui, eu tô [ __ ]”.

O imposto é alto.

É o outro… Juridicamente, isso que o Ricardo respondeu, não tem nada de ilegal, certo? Não, não tem nada de ilegal. É aquela história: você declarou, tá, o tributo, e não conseguiu pagar, não é crime, tá? Só que também o empresário fica com medo de isso virar uma bola de neve, sim, mas aí o que que acontece, tá? O Ricardo falou: você vai pagar Selic, se for inscrito em Dívida Ativa vai ter multa, né, eh mais honorários advocatícios, pode ter um protesto da, da CDA. Você falou uma questão que é muito importante, que é uma questão de de uma empresa que precisa de certidão. A empresa que precisa de certidão, ela tem um probleminha a mais, aí eu falo o seguinte, tá: você não, não vai pagar o tributo, tá difícil, o que que é, o que que a gente pode não pagar e a gente pode judicializar e ter êxito? Por exemplo, tem alguns, algumas teses que são aceitas pelo STJ, pelo STF, aí você pega aquilo, tá, você entra com uma, uma ação revisional, você pode pedir uma liminar — eu vou chamar de liminar, tá, tem um nome bonito no jurídico, mas eu não quero ser chato —, liminar para ficar suspensa a exigibilidade. E aí você tem direito a uma certidão positiva com efeitos negativos.

Caramba!

Então, ou seja…

Você tem B.O., mas tá tranquilo.

É, tem B.O., mas a questão tá judicializada, a questão tá parcelada, tá pagando aos poucos. Quando você faz o parcelamento, sai uma certidão dessa.

Essa, essa certidão que você fala… CDA é o que o pessoal pede: “ah, me vê o… Pega sua CDA”.

Não, a CDA é… Não, a certidão. E quando eu falo, você falou que tem negativa, CND…

CND, CND.

…CND. Então você, você entra com essa ação, consegue a liminar e, e você tem essa, essa certidão positiva com efeitos negativos. Se você não conseguir a liminar, você pode entrar com uma cautelar, eh oferecendo uma, uma ação oferecendo um bem em garantia daquela dívida.

Caramba, dá para entrar nesse, nesse, nesse contexto?

Nesse contexto. Para você… “Tenho uma casa aqui, me libera aí”. Não, não é que libera, falar assim: “olha, tá garantida a dívida, tenho direito a uma certidão positiva com efeitos negativos”. Ainda assim continua com efeitos negativos, entendeu? Então você tem várias maneiras de você discutir e ganhar um tempo e se financiar com o tributo, né? Então uma CND pode sair.

Então negativa, ferrou, tá ferrado. Positiva, tá zerado. Ia… É que tem dívida. Ao contrário: positiva tá, tá… Ferrou, negativa tá zerado, ou negativa com efeito de positiva, que é posit… Certidão positiva com efeito negativo. É assim: tá suspensa a exigibilidade, existe uma dívida, mas o, essa dívida está com a exigibilidade suspensa por conta de uma decisão judicial ou por conta de um parcelamento.

OU por conta de um parcelamento. Um parcelamento até de DAS no Simples Nacional já sai desse jeito.

Qualquer, qualquer dívida que você tenha parcel… Você, você fala em se financiar, você pode parcelar, né? Tem parcelamentos ordinários, tem…

Isso atrapalha de alguma forma o score que eu digo, nem bancário, mas assim, aos olhos do mercado: “pô, o cara tá negativa com efeito de… Positiva com efeito de negativa”. Felipe, eu acho que é até mais para mim isso aí, né, por conta… Você acha que isso comercialmente atrapalha alguma coisa?

Ah, o que este mercado tá tão louco, tem tantos negócios devendo impostos… A, a dívida, o endividamento é alto, tem mais gente devendo do que não devendo, na minha visão, né, de que é muito comum você apresentar uma certidão positiva com efeito de negativa, mas muito comum, muito comum. E tá tudo certo, entendi, então não atrapalha assim, cara. Não precisa ficar com esse negócio: “ai…”. Até porque ele vai ter outros indicadores para ele avaliar se você tá bem, se você não tá. Ele vai consultar eh o seu Serasa e tudo mais, vai ver o histórico, então tem outras situações. Se for banco, o banco consegue avaliar o seu Bacen, saber se você você tá em dia com os pagamentos ou não, então tem outros indicadores para você avaliar.

Legal, show. E aí, e como que tira essa certidão se o cara tá devendo? Ah, tá devendo… O cara tá devendo, De Cisto, você tá… Essa empresa aí de cem e poucas milhas…

Não, isso não tem certidão, impossível, não. Mas aí já era.

Não tem, não tem o que fazer. Aí o negócio dele não depende de certidão muitas vezes, e muitas vezes o que você faz é o seguinte: acontece muito nos nossos casos lá, “ó, eu não tenho CND”, de uns casos aqui, “mas olha só a maioria dos meus processos”. E a, e aí o jurídico acaba fazendo o relatório: “eu tenho um relatório, então essa aqui eu tô discutindo tal tese, esse eu tô discutindo tal tese, esse tal tese”, então tá sendo discutido isso. Nós estamos falando de coisas do passado, por momentos que nós passamos, só que vê, o meu sendo daqui pra frente, observe que no meu mês a mês tá aqui os meus relatórios, eu não devo mais. Então você consegue fazer defesas assim, e quem tá te analisando algumas, algumas vezes vão aceitar e outros não, e depende da sua relação comercial também, então isso costuma acontecer muito.

Caramba, top! Top, show de bola, cara. Top esse, esse episódio, nem acabou, mas já tá, tá recheado, cara. Meu, de novo, não assiste no 1.7, 1.5, porque, cara, tá, tá pesado o conteúdo, tá, tá denso, você precisa processar. De Cisto, estamos chegando no final. Eu tenho uma pergunta ainda que acho que é… Deixei a melhor pro final, que é o seguinte, essa é a dúvida de grandes empresários aí, eh uma dúvida grande dos empresários: cara, tô devendo imposto… Isso também eu vou fazer a pergunta gerencial e a pergunta eh jurídica, vou sair até um pouco do… Tô devendo, tô devendo para fornecedor, tô devendo trabalhista, que aí entra um pouco na holding e tal, mas também tô devendo imposto para caramba. Tudo o que eu tô devendo que não seja imposto, Ricardo, tô devendo no meu CNPJ, vou perder minha casa? Isso vai vir pro meu CPF? Meu carro vai ser apreendido? Como que funciona essa divisão entre Pessoa Física e Pessoa Jurídica? Porque isso é a grande, é a grande dor de cabeça quando o negócio a, a bola de neve começa a te engolir e você, de certa forma, construiu um patrimônio, garantiu uma qualidade de vida para tua família, e é isso tudo começa a colocar em, ser colocado em cheque, e o empreendedor entra em depressão nessa hora. Como que funciona, a dívida da da PJ, ela engole a dívida da PF? Se sim, por quê? Se não, por quê? O que que precisa ser feito para se defender?

Geralmente… Vou falar de uma forma geral, o CNPJ é esse baldeazinho, é a… Tinha que falar do balde, né? Ele falava: tá na televisão lá, tá aqui minhas obrigações tributárias, eu estou aqui, a empresa tá faturando, não tem como pagar essa dívida. “Ah, eu vou fazer a desconsideração da personalidade jurídica sua e vou pegar sua casa, vou pegar aquela casa na praia que você tem”. Não vai, não. Você praticou ato contrário à lei? Você só foi incompetente. Eu preciso de um advogado para validar. Então a partir do momento em que eu faço um plano, de que esse plano vai trazer economia, eu já preciso ter um cara desse do meu lado. Esse honorário ele se paga no mês a mês, 10, 20, 30 vezes. Podcast tá profundo, hein! Presta atenção, não assiste no 1.5, senão você não vai entender nenhuma, é 1.0 esse podcast, cara.

Vou falar gerencialmente sem a visão do advogado, depois você… Primeiro é o seguinte: é questão de vida ou morte, se eu não pagar o fornecedor, eu não tenho material para eu vender, por exemplo, e eu não posso pagar o tributo. Primeira análise que tem que fazer. Isso é uma situação temporária? Porque qual que é o objetivo principal de um negócio: gerar lucro, sim. Se eu não sou economicamente viável, repense. Eu passo a ser um devedor contumaz. Eu preciso repensar a minha vida e o meu negócio, primeiro ponto. Agora, se você tá vivendo uma fase ruim, você tem a competência do seu negócio, você sabe que você vai retomar, eh que você vai se reerguer, né, que você vai se reerguer, você já tem o seu relacionamento com os fornecedores de que você compra matéria-prima e ou material para revenda e seja o que for, não tem pecado nenhum você não pagar. Você não vai pagar, vai chegar no dia de vencimento, você não vai pagar, você vai pagar multa e juros conforme o mercado, depois vai parcelar e você vai fazer isso o tempo que você quiser, até que isso vire um processo. E obviamente você tem…

Um processo é o cara te sujar o nome.

É te sujar o nome, virar um processo judicial, que vai virar… Depois ele vai falar: agora, dentro desse período, você tem que colocar uma data de corte, porque você não pode falar: “eu vou me financiar para sempre dos impostos”, porque o problema vai chegar lá na frente, vai chegar. “Ah, eu vou contratar o Doutor De Cisto, vai resolver?”, vai resolver uma grande parte do problema, o que é inconstitucional ele vai tirar, ele vai aliviar muito bem para você e vai facilitar, só que você vai ter que pagar. Você vai ter que gerar resultado para pagar. Então a minha análise tem que ser muito clara em relação ao meu empreendimento: se eu não estou conseguindo pagar agora, isso tem que ter uma data, tá, para terminar. Então me financiar nisso não tem problema, meu problema é pontual, tô ferrado, preciso de… Vejo problema nenhum, vou usar o imposto, até porque às vezes você vai escolher: eu não vou pagar inclusive o fornecedor A para pagar o B, amanhã eu pago o B, não pago o A, e assim por diante, sim. Você vai pagando, isso é vida de empresário, empresário…

É que muita gente fica com essa, essa, esse medo do empresário, que até tem tranquilidade de ligar para um fornecedor parceiro e falar: “cara, segura mais 15 dias”, e tudo mais. Mas o boleto do imposto ele fala: “se eu parar isso aqui, eu tô [ __ ]”.

O imposto é alto.

É o outro… Juridicamente, isso que o Ricardo respondeu, não tem nada de ilegal, certo? Não, não tem nada de ilegal. É aquela história: você declarou, tá, o tributo, e não conseguiu pagar, não é crime, tá? Só que também o empresário fica com medo de isso virar uma bola de neve, sim, mas aí o que que acontece, tá? O Ricardo falou: você vai pagar Selic, se for inscrito em Dívida Ativa vai ter multa, né, eh mais honorários advocatícios, pode ter um protesto da, da CDA. Você falou uma questão que é muito importante, que é uma questão de de uma empresa que precisa de certidão. A empresa que precisa de certidão, ela tem um probleminha a mais, aí eu falo o seguinte, tá: você não, não vai pagar o tributo, tá difícil, o que que é, o que que a gente pode não pagar e a gente pode judicializar e ter êito? Por exemplo, tem alguns, algumas teses que são aceitas pelo STJ, pelo STF, aí você pega aquilo, tá, você entra com uma, uma ação revisional, você pode pedir uma liminar — eu vou chamar de liminar, tá, tem um nome bonito no jurídico, mas eu não quero ser chato —, liminar para ficar suspensa a exigibilidade. E aí você tem direito a uma certidão positiva com efeitos negativos.

Caramba!

Então, ou seja…

Você tem B.O., mas tá tranquilo.

É, tem B.O., mas a questão tá judicializada, a questão tá parcelada, tá pagando aos poucos. Quando você faz o parcelamento, sai uma certidão dessa.

Essa, essa certidão que você fala… CDA é o que o pessoal pede: “ah, me vê o… Pega sua CDA”.

Não, a CDA é… Não, a certidão. E quando eu falo, você falou que tem negativa, CND…

CND, CND.

…CND. Então você, você entra com essa ação, consegue a liminar e, e você tem essa, essa certidão positiva com efeitos negativos. Se você não conseguir a liminar, você pode entrar com uma cautelar, eh oferecendo uma, uma ação oferecendo um bem em garantia daquela dívida.

Caramba, dá para entrar nesse, nesse, nesse contexto?

Nesse contexto. Para você… “Tenho uma casa aqui, me libera aí”. Não, não é que libera, falar assim: “olha, tá garantida a dívida, tenho direito a uma certidão positiva com efeitos negativos”. Ainda assim continua com efeitos negativos, entendeu? Então você tem várias maneiras de você discutir e ganhar um tempo e se financiar com o tributo, né? Então uma CND pode sair.

Então negativa, ferrou, tá ferrado. Positiva, tá zerado. Ia… É que tem dívida. Ao contrário: positiva tá, tá… Ferrou, negativa tá zerado, ou negativa com efeito de positiva, que é posit… Certidão positiva com efeito negativo. É assim: tá suspensa a exigibilidade, existe uma dívida, mas o, essa dívida está com a exigibilidade suspensa por conta de uma decisão judicial ou por conta de um parcelamento.

OU por conta de um parcelamento. Um parcelamento até de DAS no Simples Nacional já sai desse jeito.

Qualquer, qualquer dívida que você tenha parcel… Você, você fala em se financiar, você pode parcelar, né? Tem parcelamentos ordinários, tem…

Isso atrapalha de alguma forma o score que eu digo, nem bancário, mas assim, aos olhos do mercado: “pô, o cara tá negativa com efeito de… Positiva com efeito de negativa”. Felipe, eu acho que é até mais para mim isso aí, né, por conta… Você acha que isso comercialmente atrapalha alguma coisa?

Ah, o que este mercado tá tão louco, tem tantos negócios devendo impostos… A, a dívida, o endividamento é alto, tem mais gente devendo do que não devendo, na minha visão, né, de que é muito comum você apresentar uma certidão positiva com efeito de negativa, mas muito comum, muito comum. E tá tudo certo, entendi, então não atrapalha assim, cara. Não precisa ficar com esse negócio: “ai…”. Até porque ele vai ter outros indicadores para ele avaliar se você tá bem, se você não tá. Ele vai consultar eh o seu Serasa e tudo mais, vai ver o histórico, então tem outras situações. Se for banco, o banco consegue avaliar o seu Bacen, saber se você você tá em dia com os pagamentos ou não, então tem outros indicadores para você avaliar.

Legal, show. E aí, e como que tira essa certidão se o cara tá devendo? Ah, tá devendo… O cara tá devendo, De Cisto, você tá… Essa empresa aí de cem e poucas milhas…

Não, isso não tem certidão, impossível, não. Mas aí já era.

Não tem, não tem o que fazer. Aí o negócio dele não depende de certidão muitas vezes, e muitas vezes o que você faz é o seguinte: acontece muito nos nossos casos lá, “ó, eu não tenho CND”, de uns casos aqui, “mas olha só a maioria dos meus processos”. E a, e aí o jurídico acaba fazendo o relatório: “eu tenho um relatório, então essa aqui eu tô discutindo tal tese, esse eu tô discutindo tal tese, esse tal tese”, então tá sendo discutido isso. Nós estamos falando de coisas do passado, por momentos que nós passamos, só que vê, o meu sendo daqui pra frente, observe que no meu mês a mês tá aqui os meus relatórios, eu não devo mais. Então você consegue fazer defesas assim, e quem tá te analisando algumas, algumas vezes vão aceitar e outros não, e depende da sua relação comercial também, então isso costuma acontecer muito.

Caramba, top! Top, show de bola, cara. Top esse, esse episódio, nem acabou, mas já tá, tá recheado, cara. Meu, de novo, não assiste no 1.7, 1.5, porque, cara, tá, tá pesado o conteúdo, tá, tá denso, você precisa processar. De Cisto, estamos chegando no final. Eu tenho uma pergunta ainda que acho que é… Deixei a melhor pro final, que é o seguinte, essa é a dúvida de grandes empresários aí, eh uma dúvida grande dos empresários: cara, tô devendo imposto… Isso também eu vou fazer a pergunta gerencial e a pergunta eh jurídica, vou sair até um pouco do… Tô devendo, tô devendo para fornecedor, tô devendo trabalhista, que aí entra um pouco na holding e tal, mas também tô devendo imposto para caramba. Tudo o que eu tô devendo que não seja imposto, Ricardo, tô devendo no meu CNPJ, vou perder minha casa? Isso vai vir pro meu CPF? Meu carro vai ser apreendido? Como que funciona essa divisão entre Pessoa Física e Pessoa Jurídica? Porque isso é a grande, é a grande dor de cabeça quando o negócio a, a bola de neve começa a te engolir e você, de certa forma, construiu um patrimônio, garantiu uma qualidade de vida para tua família, e é isso tudo começa a colocar em, ser colocado em cheque, e o empreendedor entra em depressão nessa hora. Como que funciona, a dívida da da PJ, ela engole a dívida da PF? Se sim, por quê? Se não, por quê? O que que precisa ser feito para se defender?

Geralmente… Vou falar de uma forma geral, o CNPJ é esse baldeazinho, é a… Tinha que falar do balde, né? Ele falava: tá na televisão lá, tá aqui minhas obrigações tributárias, eu estou aqui, a empresa tá faturando, não tem como pagar essa dívida. “Ah, eu vou fazer a desconsideração da personalidade jurídica sua e vou pegar sua casa, vou pegar aquela casa na praia que você tem”. Não vai, não. Você praticou ato contrário à lei? Você só foi incompetente. Eu preciso de um advogado para validar. Então a partir do momento em que eu faço um plano, de que esse plano vai trazer economia, eu já preciso ter um cara desse do meu lado. Esse honorário ele se paga no mês a mês, 10, 20, 30 vezes. Podcast tá profundo, hein! Presta atenção, não assiste no 1.5, senão você não vai entender nenhuma, é 1.0 esse podcast, cara.

Geralmente… Vou falar de uma forma geral, o CNPJ é esse baldeazinho. É… Tinha que falar do balde, né? Ele falava: tá na televisão lá, tá aqui minhas obrigações tributárias, eu estou aqui, a empresa tá faturando, não tem como pagar essa dívida. “Ah, eu vou fazer a desconsideração da personalidade jurídica sua e vou pegar sua casa, vou pegar aquela casa na praia que você tem”. Não vai, não. Você praticou ato contrário à lei? Você só foi incompetente.

É, o CNPJ é esse baldeazinho, né? Ele tem coisas, tem, né, eh direitos, deveres, vamos dizer assim. Eh em que momento de que transborda direitos, excessos de dinheiro, lucro para para o sócio? No momento em que tem lucro, transborda, o sócio põe no bolso, dividendos. Em que momento que transborda problema, dívida para o sócio? Quando há a desconsideração da personalidade jurídica eh para a Pessoa Física, ou seja, quando isso impacta o sócio a partir do momento em que as coisas que estão aqui dentro, os problemas, não são tratáveis. Porque o CNPJ, no… A dívida num primeiro momento é do CNPJ, e ele só passa a ser do sócio a partir do momento de que não tem tratativa. Aí quais são as tratativas: então se a gente tratar o problema lá no baldeazinho, ele fica isolado lá. Tem um, um detalhezinho que eu vou falar pro Direito Civil e pro Direito Tributário, tá? A maioria dos tipos de sociedade, né, a responsabilidade é limitada ao capital social integralizado, isso é a regra. A desconsideração da personalidade jurídica é a exceção, é exceção, é exceção. Você só responde com seu patrimônio pessoal se você, em termos gerais, Direito Civil e Direito Tributário, praticar fraude, abuso do CNPJ, como eles chamam. Resumindo: ato contrário à lei ou ao contrato social, confusão patrimonial, porque assim, você, Felipe, empresário…

Só uma pausa, Doutor, porque isso aí eu acho que vai dar um gancho legal para vocês: confusão patrimonial. Isso é muito interessante você falar, até nos seus próximos episódios, no dia a dia aqui, conscientizar os empreendedores, porque isso, o que que é: é o cara misturar o PJ com a PF, paga a conta do filho daqui, paga a conta de água do CNPJ com o pro labore… Com o dinheiro da empresa, e aí impacta inclusive nessa blindagem.

É isso aí. Então não pode fazer confusão patrimonial, porque a lei já não falou… Falou assim: “olha, eu vou dar uma chance, você quer empreender, Felipe? Eu… Não é justo que você ponha em risco o seu, os seus bens particulares, então eu te dou uma legislação aqui que você vai integralizar o capital num, num numa empresa, e você vai responder com aquilo ali. A partir do momento em que você começa a misturar sua vida pessoal com a sua vida eh empresarial, aí o Fisco vem e fala assim: ‘ah, já que você misturou tudo, eu te dei a chance, você não… Misturou tudo’.

Olhei por esse prisma: “tipo, ó, você vai empreender? Pera aí, cria um clone seu”.

É aqui a ch… A pessoa jurídica é uma realidade imaginária.

É uma realidade imaginária, nunca pensei por isso.

Cria um clone seu: tudo o que é seu, seu, é Pessoa Física, CPF, fica aqui; tudo o que é PJ, fica aqui, pronto. Se você misturou e não tomou conta de nada, misturou, ou você praticou um ato contrário ao contrato social… Por exemplo: você tá lá no contrato social de que você não pode emprestar dinheiro, o sócio vai lá e empresta dinheiro, o sócio vai lá e su… Isso já aconteceu também no escritório: o sócio vai lá e compra nota fiscal. Hum. É, ele compra nota, eu brinco, batou na cueca, desculpa o termo.

Sim, sim, sim.

Compra nota fiscal, aí os outros sócios não sabiam. No final, aí no final os sócios foram lá, pagaram a, a dívida, e entraram, tiraram o cara e entraram com ação contra o cara de indenização.

Caraca!

[ __ ] Então, basicamente, cara, para resumir: começa a operar com outro CNPJ e não segue as regras básicas. As regras básicas, por exemplo: uma coisa importante, tá, você tá endividado e tá ruim a coisa. Ele falou do baldeazinho, eu vou falar da Caixa de Pandora, né? A Caixa de Pandora, nós sabemos, né, foi aberta, todos os males saíram, ficou a esperança, vou brincar agora, tá? O Fisco tem que ficar com a esperança de que vai receber, só a esperança, porque ele não vai receber quando a situação… É duro falar isso aí, mas quando a situação complica, você pôs lá o dinheiro e você foi um péssimo empresário, você não praticou ato contrário à lei, você só foi incompetente.

Ser incompetente não é crime.

Ser incompetente não é crime, crime é você sonegar, né? É crime é você fraudar, é colocar sócio-laranja, enfim, essas coisas, isso é crime. Fica lá, Felipe, a sua empresa era um grande galpão, hoje é só uma salinha, e você tá lá trabalhando, trabalhando, você faturava 1 milhão, agora tá faturando 10, o seu R, R$ 10.000, o seu ativo fixo foi tudo diluído para pagar as dívidas, e você tem dívida tributária. E vai lá o oficial de justiça, fala: “Felipe, a sua empresa é só… Tô aqui, mas cadê? Eu tenho uma dívida aqui de R$ 1 milhão de reais e você… A essa salinha?”. “Sou, mas eu tô aqui. Eu era grande, me ferrei, tá? A partir de agora, inclusive, eu tô pagando tributo, eu tô faturando só R$ 10.000, tá aqui minhas obrigações tributárias, eu estou aqui, a empresa tá faturando, não tem como pagar essa, essa dívida”. “Ah, eu vou fazer a desconsideração da personalidade jurídica sua e vou pegar sua casa, vou pegar aquela casa na praia que você tem”. Não vai, não, não consegue.

Não por quê? Conseguiria até por… Você praticou ato… Você praticou ato contrário à lei? Não, você só foi incompetente.

O cara foi um mau, mau gestor.

É, você praticou… Fez confusão patrimonial? Não. Sua contabilidade perfeita. Então você praticou ato contrário ao contrato social? Olha a importância da contabilidade mais uma vez. Ficou… Não sabe o que vai acontecer com aquela execução fiscal: tem um artigozinho bonitinho, não gosto de falar de lei que aqui é um podcast, né, eh artigo 40 da Lei de de Execuções Fiscais, vai ser suspensa a dívida, ela primeiro é suspensa, depois ela extingue.

Caraca!

Então, se o cara tá com… Então esses 130 milhões têm que ficar… A dívida, ela não pode, ó, ela a dívida não pode sair da Caixa de Pandora, lembra?

Sim.

Aqui ela tem que ficar ali, ó, ou do baldeazinho, do baldeazinho. O, o Fisco tá… “Ah, não, entendi. Você vai pagar, você tá com dificuldade, mas você vai pagar”. Não, você não vai pagar, não. O Fisco tem que pensar nisso, né? Tem que tá essa esperança ativa. Pessoal, eu como consultor tenho que fazer a empresa conseguir pagar, nem que seja 100 anos, alongar a dívida e ir pagando um pouquinho a mais na última linha, entendeu? Se o Fisco quiser, ele pode tentar penhorar o meu faturamento, é isso. Ó, 5%… A jurisprudência tá entre 5%, 10%, como muito. Ele vai pegar… Você fatura R$ 10.000,00, você dev… Ele deve R$ 1 milhão de reais, vai pagar R$ 1.000,00 por mês. Você fica o resto da vida pagando.

Fica o resto da vida pagando.

Dívida tributária. Morreu, o que acontece? A dívida tributária fica no CNPJ, fica no CNPJ. E os herdados? As cotas são herdadas, mas fica sempre no CNPJ. Você só não pode fechar a empresa.

E aí os filhos vão ter que continuar essa administração.

Continuar a administração, continuar na Caixa de Pandora, vai ter que continuar. Eu costumo dizer o seguinte: você deve, nunca feche a empresa, mantenha a empresa viva, faturando, cumprindo as obrigações para faturar, mesmo que pequenininha, mesmo que pequenininha. Nossa, tem vários clientes que fazem isso.

Sim.

Porque o cara tá naquela situação, ele fala assim: se ele fechar, vai pro CPF dele, aí ferrou, aí ferrou. Isso estimula ele a ficar vivo mesmo, a reinventar, criar um plano para ele tirar… Surgem daí.

Exatamente.

Então, para, para resumir: sou empresário, tô devendo imposto, tô com uma dívida maior do que o que eu posso pagar, hum, isso vai vir pro meu CPF? Se você fizer essa receitinha de bolo, eu garanto que não: é organizar, manter a empresa em pé, mesmo que faturando pequenininho.

É isso aí.

Que não vai vir pro CPF, pode ficar tranquilo. Mantém a dívida no balde.

Mantém a dívida no balde, cara.

Caraca, bicho, isso já é um… Ó a importância do contador, a importância do advogado tributarista para conseguir organizar isso. Ah, e os processos, claro, você não pode deixar nada correr à revelia. Dívida tributária, o que que é correr à revelia, De Cisto?

Ah, desculpa o juridiquês: é deixar assim: “ah, tô devendo, deixa, deixa”. Não pode deixar solto sem advogado, deixar correr sozinho, entendeu? Aí vai virando uma… Vai virando uma bola de neve, porque o Fisco ele pode pedir a desconsideração e você nem perceber, né? Aí já era, aí já era, não. Ó, e vou dar um exemplo para você de situações de, de, de desconsideração da personalidade jurídica: gerência da empresa. Eu tinha um caso há uns anos atrás que ainda tá… Ainda existe ainda, por incrível que pareça, uma senhora que era dona de uma empresa, era sócia, e tava lá no contrato social que ela era sócia e ela administrava, lembra? É o que eu falei: ela administrava. Só que ela teve problemas de psiquiátricos, enfim, ela de fato não administrava, e nós provamos isso, que ela não tinha capacidade mental, depois foi até interditada. O tratamento… Havia ocorrido a desconsideração, o juiz já tinha decretado. Nós entramos com recurso e, e reformamos essa decisão, e ela foi excluída do polo passivo da dívida.

Caramba!

De uma empresa que tinha cessado as atividades, porque de fato não foi ela que… Era, que era sócia da empresa, não era ela que administrava a empresa. O sócio-cotista, por exemplo, né, ele não responde jamais por desconsideração da personalidade jurídica, estou falando em Direito Civil e Direito Tributário. Trabalhista, eu não vou me atrever, sim, mas o que eu saiba é o seguinte: lá é diferente, lá a empresa não conseguiu pagar, toma, o sócio vai pagar. Trabalhista é… Trabalhista é diferente.

Nós já vimos, tava discutindo que a gente já viu o caso do consultor com foto do lado do… Conta esse caso aí.

Não, eu tenho um caso no interior, o colega do Ricardo aqui, caso no interior, né, aí a empresa da cidade, ele pegou e tirou uma foto: “novo consultor da empresa”, o Ricardo, né, “consultor todo dia”, né, como se fosse um gerente, mais consultor, no no Baile do Lions, aquele negócio todo. Bingo! Execução fiscal municipal da prefeitura, desconsideração da personalidade jurídica…

Trabalhista, perdão.

…trabalhista, pegou o consultor também.

Mentira!

Pegou, penhorou a conta do consultor, bloqueou a conta do consultor.

É, toma cuidado. Trabalhista é… Trabalhista é o seguinte: a minha orientação como consultor e gestor de crise: tenha um especialista trabalhista do seu lado, siga as regras, faça tudo o que você tem que fazer, organize, tente não gerar passivo, tente se financiar em qualquer outra situação, até por uma questão lógica e social, porque o trabalhista é uma verba alimentar, né, total. Então tente se financiar em qualquer outra situação.

Total, trabalhista não brinca. Trabalhista e pensão são duas coisas que não se mexem no Brasil.

É isso aí, verba alimentar, como você falou.

Exatamente.

Cara, que podcast, cara! De Cisto, foi top, bichão. Ainda não acabou, eu tenho uma pergunta final para fazer, mas eu queria só pedir licença rapidinho para agradecer os patrocinadores, fica à vontade, já, já eu volto. Tiagão, tá tudo no esquema aí? Galera, olha esse papo, cara. [ __ ] Se você comprar um curso sobre Direito Tributário e tudo mais, você não vai aprender o que você aprendeu aqui. E tudo isso aqui na internet de forma gratuita só acontece graças aos patrocinadores que acreditam no projeto do podcast do Além do CNPJ e patrocinam toda essa estrutura, essa infra aqui, audiovisual, tudo isso de, de tudo da melhor qualidade para vocês. Então, cara, tudo isso que eu… Toda essa turma que eu vou falar a partir de agora são empreendedores e empresas que fazem total sentido para vocês, porque todo mundo aqui que tá escutando é empresário, então são negócios reais que fazem muito sentido pro teu negócio para ajudar o teu negócio. Inclusive a Polux tá aqui, o De Cisto tá entrando também, então, cara, basicamente o que que a gente tá fazendo: trazendo soluções para vocês. Então presta atenção, não pula necessariamente, porque, cara, a galera aqui com certeza vai te ajudar bem.

Então quero começar agradecendo meu parceiro Semic Displays, do Adalto de Carvalho: tá precisando vender mais? Então seu negócio precisa de soluções criativas para PDVs, balcões, bandejas, displays e muito mais, o site e o arroba aqui na tela. Pessoal, PDV, se você tem um PDV, um ponto de venda, você precisa aumentar teu resultado, simples assim, e às vezes você não tá fazendo o que precisa ser feito para você conseguir aumentar o ticket médio, aumentar lucratividade, aumentar branding e tudo mais, cara. Soluções simples às vezes mudam para caramba o resultado que você tem. Então pensa você trazer coisas para aumentar o tempo de permanência do seu cliente na loja, aumentar os pontos de contato, aumentar as sensações que ele tem junto com a tua marca e às vezes fazer uma experimentação dos seus produtos e serviços, podem mudar totalmente o que você vai conseguir angariar de resultado. Então, cara, pensa em melhorar soluções no seu… Melhorar o seu PDV com soluções criativas, às vezes balcões, bandejas e tudo mais que você consiga personalizar e experienciar isso pro seu cliente do que você faz. Clica em qualquer lugar dessa tela e fala com a Semic, que os caras têm várias soluções prontas para te atender e com certeza vai trazer um up no teu PDV, tamo junto.

Agora quero falar da SMB Store, do meu parceiro Alonso. Desde 2018, a SMB Store tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, suas vendas, seu financeiro, tudo isso com um sistema acessível e fácil de usar. Tá aqui o site e o arroba da SMB aqui na tela. Pessoal, você que é pequeno empreendedor, muitas vezes você controla e gerencia sua empresa do jeito mais fácil, e às vezes o jeito mais fácil não é o melhor. Mas se eu te disser que existe um jeito mais fácil e melhor de gerenciar, que é um ERP focado em pequenas e médias empresas, micro e pequenos empresários, para justamente facilitar o que é um pé na vida do empreendedor: implementar, treinar e alimentar um ERP, que seria o nosso sonho de consumo como pequeno e médio empresário, né, mas que no dia a dia isso complica. Mas, cara, tem uma solução muito legal que é a SMB Store, que é um sistema tão simples de usar quanto uma rede social, é fácil de implementar, é fácil de você aprender, é fácil do seu time aprender, é tão fácil mexer quanto uma rede social. Isso, é intuitivo e vai te ajudar demais. O preço dos caras é muito agressivo e eles são especialistas em micro e pequenos negócios. Então você, que é micro e pequeno, faz sentido um ERP para você? Se, se faz sentido, vai na, na SMB de olho fechado, depois volta aqui para me agradecer, e se o ERP que você tem é mais difícil do que do que deveria, mais complica do que ajuda, é burocrático, trava o processo e tudo mais, considera a SMB como um parceiro, porque com certeza absoluta eles vão ajudar a destravar o teu negócio e fazer o teu negócio prosperar, tamo junto SMB, tamo junto Alonso, obrigado pela parceria aí.

Agora quero agradecer a agência RPL, do Rodrigo Álvares. A agência oferece a solução completa de marketing digital para negócios, cuidando das empresas com olhos de dono, desde a criação de sites, gestão de anúncios, planejamento estratégico, social media, SEO. Tá aqui o site e o arroba da agência aqui na tela. Marketing digital é coisa séria, e muitas vezes a gente vai numa, numa agência de, de marketing e fala: “ah, eu tô precisando fazer uma mudança estratégica no meu negócio, tô precisando fazer um, uma, um posicionamento online, tô precisando vender mais”, e os caras vêm com várias ideias mirabolantes e tudo mais, se, sempre puxando a sardinha para o que eles fazem bem para ganhar dinheiro, não é à toa, tá certo, tudo bem, eles têm que fazer isso. Mas, cara, às vezes falta um planejamento estratégico olhando o negócio numa visão 360, uma visão holística, olhando rede social, posicionamento, como a gente pode fazer, e um dos caras que do marketing digital todo que eu já conversei, tanto já conversei em alguma das reuniões de marketing, falou: “não, não, isso aqui não faz sentido, isso aqui não, isso aqui tal”, e, cara, foi sincero, gostei da sinceridade desse cara, o cara foi, não quis me vender a qualquer custo, ele quis me trazer a melhor solução. Então é bem importante a gente ter pessoas do nosso lado no marketing, principalmente, que é um setor tão importante pra empresa, que tenha de fato esse olhar do dono, né, não queira só pegar o teu dinheiro, mas queira te trazer resultado e crescer junto com a tua prosperidade. Então eu sei o quanto o marketing digital tem gente disponível no mercado: o primo de sei lá quem, o filho de sei lá quem, o vizinho de sei lá quem. Só que às vezes é igual a Netflix, com tantos títulos, com tantos filmes, com tantos profissionais do mercado, a gente fica com dificuldade de escolher um, sério, um que vai valer a pena. Então, se faz sentido o que eu tô falando para você e você concorda com o que eu tô falando, marketing digital é coisa séria, precisa estar na mão de alguém que vai olhar com olhar atencioso, carinhoso, com olhar de dono mesmo, como a gente faria. Clica em qualquer lugar nessa tela, fala com o Rodrigo da RPL, ele é meu amigo que a vida profissional me trouxe e que hoje cuida de todos os meus negócios, dos meus negócios. Pode ir de olho fechado, que o cara faz um baita de um trabalho de marketing digital em todas as esferas, tamo junto.

Agora quero falar da WJR Consulting, do meu parceiro Valenstein Júnior: gestão financeira descomplicada para empresários. O site e o arroba aqui da, da WJR aqui na tela. Gente, gestão financeira é um bicho de sete cabeças e muitos empreendedores fazem isso muito mal, muito mal. Acham que fazem, alguns acham que fazem muito bem e fazem OK, e muitos do que fazem bem, muitas vezes tá precisando profissionalizar KPIs e visão estratégica de análise. Então, os três cenários, dos ruins, aos médios, aos bons, ainda assim falta muitas vezes na, pra gente que, que tá no universo das PMEs, pequenas e médias empresas, falta profissionalização. Só que por que que a gente não profissionaliza: porque é muito complexo no geral. Só que existe uma empresa que traz uma solução descomplicada, e parece que é papo pra boi dormir, mas não é, não é, é descomplicada mesmo, cara, é muito focada na gestão do negócio. Até porque essa empresa, o Valenstein, que tá à frente, ele é empresário, então ele sabe da dor do empresário, então ele não fica cheio de frufru trazendo coisa que não, não se aplica só porque o livro lá de Administração tá escrito que é bom, não, ele traz uma coisa simples e fácil e prática de a gente aplicar no negócio e que traz um resultado surreal, cara. Eh toda hora eu fico triste de ter demorado tanto tempo para profissionalizar a gestão financeira do meu negócio, porque, cara, mudou os números. Então, cara, se faz sentido isso que eu tô falando para você e por acaso talvez isso seja uma dor sua, vai de olho fechado, clica em qualquer lugar dessa tela e fala com a WJR, fala com o meu parceiro Valenstein e depois você vai voltar aqui para me agradecer. Os caras se pagam nos primeiros meses, cara, você vai, você vai ver o sur… Como é surreal o que eles transformam a sua empresa, tamo junto, obrigado, obrigado WJR, obrigado Valenstein pela parceria, e vamos que vamos, tamo junto, sucesso.

Agora eu quero agradecer a Agora Marcas: o registro de marcas mais rápido e fácil do Brasil. A Agora Marcas é uma startup que revolucionou o registro de marcas no Brasil, eles registram uma marca em pouquíssimas horas de modo 100% online e, mais importante de tudo isso, com um preço superjusto. Tá aqui o, o site da Agora Marcas e o arroba da Agora Marcas, e uma coisa legal que eu quero passar para vocês é uma experiência própria, nem vou ficar falando da Agora Marcas porque vocês sabem o que é registrar a marca: é garantir que você possa usar a tua marca, o teu logotipo, que ninguém te copie e, principalmente, que ninguém roube tudo o que você construiu através de uma marca que as pessoas começam a reconhecer no mercado. E aí eu quero trazer uma experiência pessoal: eu já contei no último episódio que eu passei um perrengue gigantesco com uma marca que a gente lançou logo no começo da minha vida empreendedora e eu perdi rios de dinheiro, mas depois disso não foi o suficiente para aprender a lição. Eu tinha um produto que eu vendia com um preço elevado no mercado e um concorrente entrou vendendo um produto mais barato, e aí eu comecei a ignorar por, por hora, mas ele começou a me incomodar, e aí eu falei: “já sei, vou criar uma linha de combate”. O que que é uma linha de combate: eu não vou diminuir o preço do meu, mas eu vou criar uma outra marca totalmente diferente, e com, com essa marca, que eu nem vou atrelar à marca principal, eu vou começar a vender barato para também incomodar o cara e conseguir pegar essa fatia de mercado, mais ou menos o que a Brasil Cacau fez com a Kopenhagen, né? A Kopenhagen tava perdendo mercado para a Cacau Show e, em vez de baixar o preço do bombom da Kopenhagen, ela criou a Brasil Cacau para concorrer com a Cacau Show. Então quem não sabia, né, a Brasil Cacau é da Kopenhagen, é a linha de combate para concorrer com a Cacau Show. Eu fiz exatamente a mesma coisa, então fui lá, criei um vídeo, fiz um vídeo super legal no YouTube que, inclusive, tá cheio de visualizações, comprei o domínio — o domínio tava disponível —, achei que o domínio disponível já poderia comprar e pronto. Investi em materiais também, eu já tinha passado aquele perrengue anos atrás, mas, cara, sei lá, bugou minha mente, foi em displicência real, e eu comecei a desenvolver aquilo até que, novamente, fomos acionados. E aí nesse acionamento, nesse caso em específico, era uma marca de uma empresa totalmente diferente da minha: eu trabalho com vidro, ele trabalhava com painéis de LED focados em rodovias, mas, por acaso, eu usei a mesma marca de que ele já tinha registrado. E aí, para eu não perder os materiais, eu consegui, a… Numa conversa de parceria, trocar a minha marca mantendo a mesma, eh a mesma fonética, o mesmo jeito de falar, mas de escrever de um jeito diferente, em contrapartida de ele deixar eu usar uma marca parecida no jeito de falar, uma vez que eram mercados totalmente diferentes, eu daria o domínio para ele de presente, e aí por acaso, por conta disso e por ele ser um cara super respeitoso e tranquilo, e tava a fim de solução e não de problema, nós chegamos nesse, nesse acordo. Mas isso gerou uma dor de cabeça gigantesca para mim, mais uma vez foi a segunda e última, desde então de que eu nunca mais errei com isso, sempre quando eu vou pensar numa coisa diferente, a primeira coisa que eu faço é registrar minha marca, e sempre há anos faço com o pessoal da Agora Marcas porque, cara, é muito rápido, é 100% online e super simples. Então você vai curtir demais, testa a Agora Marcas, entra em contato com os caras, é muito rápido, o preço é superjusto e os caras são porreta no que fazem, pode ter certeza, e não erra nisso, tá? Aprende com meu erro e evita gastar dinheiro do seu bolso à toa aí, eh porque é importante a gente aprender com o erro dos outros, tá bom? Tamo junto Rodrigão, tamo junto Luana pela parceria, e vamos que vamos, sucesso.

Agora quero agradecer a Nova Depósito Materiais para Construções, há 26 anos atendendo pequenas reformas a grandes construções, desde o básico até o acabamento. Tá aqui o e-commerce deles: novadeposito.com.br e o arroba da Nova Depósito. Uma coisa de que eu sempre vejo no universo da construção civil é que ou você, você cai na mão dos players grandes (Leroy Merlin e tudo mais), ou você fica na mão dos pequenininhos, que é uma porcaria de atendimento. Primeiro, é aquela imagem daquela, daquela loja de construção pequena com a luz apagada, um tiozinho encostado no balcão com a camisa entreaberta, cheio de pelos saindo para fora, aquela, aquele típico material de construção de bairro que é uma porcaria de atendimento, o cara nunca tem nada, ele tem um, um produto, ele não consegue competir com preço basicamente, ou você cai na mão dos grandes e acaba pagando caro e tudo mais, ou você cai no mundo dos pequenos porque não tem nada e, e fica refém disso aí também, dessa falta de profissionalismo. E a Nova Depósito entra com uma inovação muito grande no mercado, e é legal falar disso porque inovação não necessariamente é fazer algo diferente, às vezes é fazer algo que todo mundo já faz, só que de, eh de uma melhor, eh com melhor, com uma melhor qualidade, um melhor atendimento, e os caras são esses, exatamente nesse, nesse lugar de que eles entram. Eles são uma empresa que atende desde as pequenas até as grandes obras com preço justo, com uma qualidade legal, os caras têm um bom atendimento, você consegue entrar no site dos caras e comprar por e-commerce caso precise de uma coisa simples, ou você pode entrar em contato com eles, fazer um orçamento, visitá-los. Eles são aqui do ABC, mas entregam geral em todos os lugares, se você é de Grande São Paulo, você é do ABC, a Nova Depósito entra como uma luva te atendendo, e os caras são surreais, não só em preço supercompetitivo, mas principalmente, que é o que faz a diferença na construção civil, em atendimento. Então clica em qualquer lugar dessa tela e fala com os caras, tá bom? Tamo junto.

Agora quero falar da Avante, do meu parceiro Marcelo de Sousa: Avante, protegendo vidas e impulsionando negócios, sua parceria na excelência da segurança no trabalho e medicina ocupacional. Tá aqui o site da Avante na tela e também o arroba da Avante. Quando a gente… Você colocou aí o site da Avante na tela e o arroba da Avante. Quando a gente fala eh sempre, né, quando, quando a gente empresário fala de segurança no trabalho, medicina ocupacional e tudo mais, são inúmeras burocracias que a gente é obrigado a cumprir quando a gente contrata pessoas, né? Tanto no admissional, demissional, eh exames periódicos e tudo mais, e eu que trabalho na construção civil, a depender do seu cargo, do seu caso também, do seu ramo, cara, você tem um monte de obrigações acessórias, um monte de NR, um monte de exames e tudo mais, e isso era uma bagunça na nossa, em empresas, até a gente eh não só gerenciar isso de forma mais profissional, mas também ter uma assessoria que não só prestava os serviços pra gente, mas também gerenciava isso com a gente. E, cara, mudou, mudou a nossa concepção, por quê? Não só eu consegui começar a pegar mais obras, obras mais profissionais, porque a parte de documentação é um custo invisível na tomada de preço na hora que você tá orçando, quanto também no dia a dia operacional ficou muito mais fácil, porque naturalmente quando você tinha uma empresa te ajudando, cara, eh qualquer dúvida das empresas e tudo mais, eu colocava eles em contato, né, o meu cliente em contato com a, com a empresa, e eles tocavam toda essa burocracia. É surreal, tá, desde admissional, periódico, demissional, LTCAT, PGR, PCMSO, treinamento, etc., AVSB, tudo isso aí são coisas e burocracias que a gente precisa como empresário lidar, e não ter uma empresa parceira que não, que não só tem um preço, um preço justo, mas que além de te cobrar e fazer o preço justo e tudo mais, mas também te dá essa assessoria, é surreal porque isso te dá muita economia de tempo e produtividade, tá bom? Quando eu contratei a Avante lá na minha empresa, sou cliente dos caras há o quê, uns 3, 4 anos, cara, tudo começou a facilitar, e esse é um problema que eu já não… Esse é um assunto que eu já não olho nesse tempo todo, porque a Avante toca tudo isso com o meu time, tá bom? Então faz sentido para você, se você tem problemas com isso, se você não tá satisfeito com, com os seus serviços atuais de segurança do trabalho e medicina ocupacional, clica em qualquer lugar dessa tela e fala com a Avante, tá bom? Com certeza você vai voltar para me agradecer, vamos que vamos.

E agora eu quero falar da Inspira Capital, do meu parceiro Fabiano Brito: operação e gestão financeira por assinatura, o braço direito do empreendedor. Tá aqui o arroba da Inspira Capital e o site da Inspira Capital. E, gente, quando a gente fala de gestão financeira, uma coisa de que muita gente erra, principalmente os pequenos e médios empreendedores, tá? O cara vai lá, vai contratar uma pessoa para fazer mal e mal pelo salário que ele tem disponível para pagar o serviço de contas a pagar e receber. Isso tá caindo por terra já há um tempo, já tá há uns 2, 3 anos bem forte isso, e o empreendedor de que ainda não se ligou tá perdendo tempo e dinheiro, por quê? Vou te dar essa, essa dica, que é uma coisa que pode mudar o teu, o teu dia a dia: a gente contrata uma pessoa com um salário baixo porque a gente não tem muito capital disponível, essa pessoa não tem muitos recursos, ela é mais operacional do que tática e estratégica. E aí ela vai fazer mais ou menos aquele trabalho de contas a pagar e receber: pagar boleto, tentar no banco fazer lançamento e alimentar o sistema, basicamente isso, pagando um salário que eh é baixo, mas que é o que você pode pagar. Porém, por esse mesmo salário, você consegue contratar uma empresa que faz esse trabalho também de forma terceirizada, só que além dela, da pessoa que vai operacionalizar aquilo, tem todo um time com, com por trás dela, não só tático e estratégico, que faz com que você tenha muitas informações importantes como relatórios e coisas que vão ajudar na sua gestão. Aí você fala: “nossa, mas pelo mesmo preço?”. Pelo mesmo preço, mas como? Porque eles dividem e fracionam essas horas, simplesmente contratando e, e montando uma estrutura para gerenciar isso, certo? Então só por aí você já sai ganhando. Aí você fala: “nossa, mas é inseguro porque eu vou colocar meu banco na mão de alguém”. Não, hoje em dia o, o banco ele libera acessos, a pessoa no máximo vai entrar e nem saldo ela vê, o máximo que ela vai fazer é fazer lançamentos que você aprova. Então o trabalho, além de se profissionalizar, facilita demais, melhora. E o custo é igual ou até mais baixo, porque pelo mesmo custo você consegue um serviço melhor, então o custo-benefício é muito melhor para você. Então se você ainda não faz isso, isso se chama BPO financeiro, e uma das empresas que eu recomendo, porque precisa ser uma empresa claro de, de confiança, é a Inspira Capital, do meu parceiro Fabiano Brito, porque o cara é monstro, é sensacional o trabalho que eles fazem. Eles já montam DRE, que é uma das maiores dores do cliente, porque querendo ou não eles estão fazendo contas a pagar e receber, então eles entregam, além do BPO financeiro, toda uma gestão estratégica para você no pacote, coisa de que aquela pessoa que você contrata para contas a pagar e receber mal faz isso direito, tá bom? Então no, no… Na comparação é surreal a vantagem de que se tem de contratar uma empresa séria para te ajudar nessa gestão financeira do seu negócio no dia a dia, tá bom? Então qualquer coisa que você precisar, se faz sentido para você, clica em qualquer lugar nessa tela, troca uma ideia com o Fabiano lá que é a Inspira Capital, e depois volta para agradecer, tá bom? Tamo junto.

Agora quero falar da Polux, Ricardo Ferrazini, meu parceiro: sabia que existe oportunidade de desembolsar menos com impostos através de planejamento tributário? Especialista em gestão de tributos e de crise, @poluxonline. Manicômio tributário, tributário que o Brasil tem, é para complicar mesmo, pro empresário errar e pagar bem mais, inclusive existem, não vou citar aqui alguns casos, mas existem eh até impostos e multas que os caras eh fazem cálculos errados porque, cara, pouquíssima gente reclama, e no final vem batendo um alto custo que você simplesmente paga por não ter conhecimento. Então, cara, isso aqui você tem que ter alguém para te ajudar, te amparar e te ajudar eh te, e te guiar nesse mar cheio de tubarões que é o tributário do país. E muitas vezes você reclama do concorrente, às vezes você fala: “cara, o cara tá prostituindo o mercado”, mas será que ele só não tá fazendo uma estratégia melhor, uma gestão melhor? Será que você não tá pagando imposto a mais e ele, naturalmente pagando a menos dentro da lei, não tá sendo mais competitivo? Cara, se você fatura mais de R$ 200.000 por mês, mesmo que você esteja no Simples, talvez você já tá pagando imposto a mais do que deveria. Então clica em qualquer lugar dessa tela, chama lá o pessoal da Polux, troca uma ideia com eles sem compromisso e, com certeza absoluta, eles vão de maneira justa, de maneira séria, de maneira correta, de maneira dentro da lei te ajudar a fazer um planejamento tributário bacaninha e conseguir fazer você economizar imposto, tá bom? Depois você vai voltar aqui para me agradecer, pode voltar mesmo, eu quero esse agradecimento, tamo junto.

E agora quero falar da Max Service Contabilidade, que tem como missão a parte consultiva ao empreendedor, estando sempre próximo da gestão da empresa. Com ecossistema completo, oferece atendimento desde o Simples Nacional até o Lucro Real, inclusive no Lucro Real eles são especialistas, o arroba e o site da Max Service aqui na tela. Pessoal, contabilidade não é custo, é investimento. O que tá mais existindo por aí é contabilidade que te cobra baratinho para ganhar o cliente, e só faz merda uma atrás da outra, não entrega as obrigações acessórias, se entrega, entrega o básico do básico do básico, e, pô, vê lá uma, uma coisa que você tá fazendo errado, um CNAE, um NCM de que você tá usando errado, que era só mudar, que poderia já te dar uma economia, e tá nem aí, não te avisa porque eles estão fazendo só o feijão com arroz mal e mal bem-feito, porque eles estão cobrando barato e precisa simplesmente entregar. Só que, cara, por isso que eu falo que contabilidade não é custo, é investimento, e não tô dizendo nem para você pagar caro, tá? Só tô falando para você filtrar bem quem contratar, porque, no final das contas, quando você tem uma empresa que olha para, pro teu negócio com um olhar consultivo, cara, é tanta coisa nesse mundo, nesse Brasil, cara, é tanta coisa, é tanta burocracia que é impossível o que você tá fazendo hoje daqui seis meses ainda tá válido, alguma coisa mudou, alguma coisa melhorou, alguma coisa piorou, e você precisa ir se adaptando. Então, cara, as contabilidades, elas simplesmente seguem o, o a boiada, mesmo se ela fazia certo, e continua fazendo sempre a mesma coisa, alguma coisa mudou nesse meio do caminho que não, que você… Que faça você fazer errado, mas que algo mudou que se você tivesse acompanhado e mudado também, você teria economizado com impostos, você teria economizado n coisas que, naturalmente, simplesmente a oportunidade passou porque a tua contabilidade tá lá vendada, entregando um monte de coisas sem olhar a parte consultiva. Contabilidade precisa ser consultiva. Se você não tem uma contabilidade consultiva, você tá perdendo dinheiro, tô afirmando com todas as as letras garrafais, porque contabilidade, quando você tem uma boa contabilidade, cara, é surreal o quanto você evolui e cresce no seu negócio, e ganha oportunidades com várias coisas que eles te trazem, tá bom? Então se você não tem uma contabilidade consultiva, cara, sugiro realmente que você considere colocar uma contabilidade que tenha esse olhar próximo da gestão contigo, né? O meu contador, que inclusive é a Max Service, e sempre que eu preciso fazer alguma coisa na minha empresa, qualquer coisa, cara, ligo pros caras, troco ideia, eles são parte quase que do conselho do meu negócio, por quê? Porque eles têm um braço extremamente importante, que é a parte burocrática da contabilidade, tem que ter, tem que tá próximo de mim. Então se você não tem, cara, considera trocar, considera uma contabilidade que tenha isso e faz pesquisa no mercado, não tô nem falando: “ah, contrata a Max Service”, faz uma pesquisa no mercado, mas coloca a Max Service aí no, no pool de, de pesquisa, com certeza absoluta os caras vão te oferecer uma boa proposta, e você vai ver o nível do, do atendimento dos caras, você vai voltar aqui para me agradecer depois, tá bom? Tamo junto, sucesso!

E é isso, galera. Muito obrigado a todos que confiam no projeto do podcast, a você que tá aqui assistindo e tudo mais. Todas essas empresas que eu trouxe para cá foram curadas por mim, eu sempre… Não é só querendo investir, chegar com o dinheiro que entra, não, muito pelo contrário, eu olho o negócio, olho a empresa, vejo se dá aderência pro público, para vocês, e todos esses negócios aqui são negócios que de fato ajudam a vida empreendedora, então com certeza algum B.O. de que você tá vivendo tem solução dentro dessa turma de que eu acabei de falar, beleza?

Então, sucesso. De Cisto, podcast foi sensacional, sério, tô empolgadasso aqui. Tem muito assunto, acho que até… E tem mais assunto que a gente poderia tratar aqui que não deu tempo, então fica aberto aí. Pô, o Ricardo vai fazer quadra, hein! Fica aberto para uma, para um próximo episódio a gente trocar uma ideia. Uma das coisas de que eu tenho de ideia logo mais é a gente trazer para mesas redondas. Quero, eu quero pelo menos um podcast por mês fazer uma mesa redonda, então, em vez de falar de história e tudo mais, trazer um tema: tributos. E aí eu trago quatro pessoas, eu e mais três, de mercados diferentes pra gente trocar ideia sobre isso e discorrer, fazer uma mesa redonda mesmo sobre temas, né? Fazer realmente uma aula sobre aquilo, e então, cara, convido total vocês a voltarem pra gente falar desses temas.

Mas essa pergunta eu já fiz pro Ricardo, então também vai ficar no episódio dele. Volta no episódio do Ricardo, se você achou que esse podcast foi bom, o do De Cisto foi tão bom quanto, então vai lá que com certeza você vai curtir demais.

De Cisto, imagina que você sai daqui, pega teu carro para ir embora pra tua casa, bate o carro e morre. Tô batendo a madeira, nunca ninguém morreu, fica tranquilo, é só para trazer peso pra pergunta, cara. Imagina que acontece isso e essa é a tua última aparição pro mundo, cara, suas últimas palavras. Qual seria, bicho, a a tua mensagem pra humanidade? Porque acabou sua existência dessa vida e já se foi, e você quer deixar um recado, se fosse a tua última mensagem, qual mensagem você deixaria pro mundo, cara?

Cara, a última mensagem pro mundo eu diria o seguinte: quem perde dinheiro perde muito; quem perde uma amizade perde muito mais; quem perde a coragem perde tudo. Vivam com coragem e enfrentem os problemas não olhando para eles, mas buscando soluções, é isso que nós fazemos na De Cisto, é isso que o Ricardo faz na Polux, é isso que você deve fazer na sua empresa. A vida é feita para isso, ela é uma batalha todos os dias, é isso.

Caraca, bichão! Já vou pedir a licença de colocar essa frase no post, posso?

À vontade.

Top, lindo, cara! Topzera, De Cisto. Obrigado, meu brother!

Ricardão, foi top! Ricardão, prata da casa aí, sempre com um baita de um conteúdo. Cara, obrigado de verdade, Tiagão, coloca a câmera neles, por favor, e mete o b.g. Galera, consulta esses caras aí que com certeza são dois caras que precisam estar do seu lado para ajudar no teu negócio, estão no meu, estão do meu lado, por isso que eu trago aqui pessoas que me ajudam, porque querendo ou não a gente tem que indicar as coisas que dão certo pra gente. E você que ficou até aqui, até agora, muito obrigado por acompanhar esse podcast, muito obrigado por ter ficado até o final. Espero que você tenha curtido, aqui embaixo tem vários botões, aperta todos para engajar, pra gente mandar esse episódio para o mais gente possível, inclusive vamos tirar os tributos do Lula falando aqui, porque o cara tá cobrando errado, então pelo menos que fique no nosso bolso, não é não? Eu já tô colocando política no meio. E, e é isso, galera, vamos, vamos se conscientizar sobre a parte tributária, porque nós vivemos no manicômio, e se a gente viver cego nele, ultrapassar esse, esse, esse universo de forma cega, quem vai se ferrar é a gente, então a gente precisa ter consciência. Eu acho que esse podcast trouxe muita luz para esse sentido, tá bom? Compartilha com todo mundo, com teu sócio, com teus amigos empresários, e vamos que vamos. Até a próxima, valeu! Tamo junto!

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