Experiência do Cliente (Customer Experience), Acurácia de Processos e a Gestão de Pessoas com Carlos Silveira | Além do CNPJ (EP #109)
A Nova Fronteira do Valor Agregado nas PMEs
No ambiente corporativo tradicional, grande parte das empresas opera sob o modelo de concorrência por preço ou volume bruto. No entanto, os empreendedores que constroem negócios perenes e à prova de crises entendem uma verdade fundamental: o maior ativo intangível de um CNPJ é a retenção e a experiência do cliente (Customer Experience).
No mais recente episódio do Além do CNPJ, apresentado por Felipe Cassola, recebemos Carlos Silveira, administrador de empresas, especialista em cinema e artes cênicas, fundador da Cedo Seguros (empresa que completa duas décadas de mercado) e idealizador da plataforma GEMT (Gestão Melhores Empresas para Trabalhar).
Com uma trajetória que transita entre os corredores do Banco Safra — onde se tornou o gerente-geral mais jovem da história da instituição, aos 22 anos —, o estudo de roteiro em Los Angeles e a disciplina da corrida de longa distância, Carlos compartilha como a acurácia de processos e a gestão humanizada transformam o B2B em um motor de recomendação orgânica.
1. Forjado na Disciplina: Do Office Boy à Alta Performance
A mentalidade executiva de Carlos Silveira foi construída cedo. Aos 12 anos, iniciou sua jornada profissional como office boy contínuo no escritório de seu tio, experimentando desde novo a responsabilidade de gerar e gerir seu próprio capital. Ao ingressar no mercado financeiro aos 18 anos, vivenciou os picos de estresse e volatilidade do setor, acelerando a sua curva de maturidade comercial.
A transição para o empreendedorismo ocorreu aos 23 anos com a fundação da Cedo Seguros. Ao longo de 20 anos, o negócio expandiu de forma orgânica, alcançando uma carteira com mais de 2.000 empresas atendidas e 38.000 vidas sob gestão, focando no ecossistema de benefícios corporativos (saúde, odontologia e vida).
2. A Engenharia da Experiência: O Modelo Concierge
A grande diferenciação da Cedo Seguros perante as corretoras tradicionais foi a implementação de uma infraestrutura de Concierge de Saúde. Em vez de atuar como uma mera intermediária de apólices, a Cedo atua na gestão ativa e preditiva das necessidades da empresa e dos seus colaboradores.
[Membro / Beneficiário] ➔ [Concierge Cedo 24/7] ➔ [Triagem / Agendamentos / Redução de Sinistralidade] ➔ [Fidelização da Conta]
-
Acompanhamento Ativo: Agendamento de consultas, exames de rotina e liberação de procedimentos diretamente pelo canal de atendimento.
-
Toque Humano em Escala: Ações intencionais de delight, como o envio de flores em momentos de internação e celebração pelo nascimento de dependentes dos colaboradores.
-
Eficiência do Contrato: Análise preditiva para evitar a utilização irracional dos recursos dos planos de saúde, mitigando reajustes astronômicos na renovação do contrato do cliente corporativo.
3. A Era da Gestão de Pessoas e o Projeto GEMT
Inspirado pelo sucesso de seus dois programas de áudio (CedoCast e MelhoresCast), Carlos identificou que a próxima grande revolução nas pequenas e médias empresas não estará na tecnologia pura, mas na capacidade de liderar o capital humano. Com o advento da Inteligência Artificial assumindo a execução de tarefas operacionais, as empresas que dominarem a atração e retenção de talentos se tornarão líderes de mercado.
Foi assim que nasceu o GEMT (Gestão Melhores Empresas para Trabalhar), uma iniciativa desenhada para atuar como um centro de inteligência e imersão em gestão de pessoas para fundadores, diretores e profissionais de RH de PMEs.
| Indicador de Performance | Modelo de Operação Tradicional | Modelo de Gestão Humanizada (GEMT) |
| Foco Estratégico | Processo mecânico e redução fria de custos | Valorização do capital humano e liderança clara |
| Retenção de Talentos | Alto turnover e gargalo operacional crônico | Engajamento, alta produtividade e alinhamento cultural |
| Uso da Tecnologia | Substituição simples de pessoal | Automação de processos mecânicos para liberar o time para interações de alto valor |
4. A Matriz de Decisão: O Tripé do Trabalho Feliz
Ao abordar as viradas de chave da sua vida — incluindo o período em que vendeu a corretora para se dedicar ao cinema antes de reorganizar sua operação —, Carlos resume a sua filosofia de gestão através de um tripé fundamental que rege a motivação profissional:
Para os líderes que desejam alta performance sem sacrificar a saúde mental ou o tempo em família, a lição final é a busca do equilíbrio. O sucesso no CNPJ não é medido por faturamentos astronômicos obtidos em um ambiente tóxico, mas pela disciplina de construir processos eficientes, manter a essência simples e impactar positivamente a vida das pessoas que trabalham com você.
Quer entender como estruturar o setor de benefícios da sua empresa e aplicar inteligência na gestão de pessoas? Assista ao episódio completo agora mesmo!
Ler Transcrição Completa
Porque é normal e bom que a gente esteja de olho no futuro, nas metas, no que a gente quer alcançar. O ser humano tá sempre olhando pra frente. Tudo bem, mas agradece que tá hoje aqui. Por exemplo, eu trabalho com seguro. O meu dia a dia é ver a vida das pessoas mudar assim, ó, do nada. Detectar uma doença, um falecimento, morte, bateu o carro também. Alguém que nasceu. Eu vejo a vida assim mudar muito rápido. Então, o nosso dia a dia é isso, você ver alguém que tá super bem, de repente não tá, cara. E isso é o imponderável da vida, né? Então, cara, agradece que você tá saudável, que você tem a possibilidade de viver. Já é muito bom ver tua filha crescer e [ __ ] só de tá vivo, cara. Tá vivo é um negócio muito louco. Às vezes a gente esquece de agradecer porque é tão banal, né? Tá vivo.
Buenas, buenas, buenas. Seja bem-vindo a mais um episódio do podcast do Além do CNPJ. Primeiro de tudo, muito obrigado por estar aqui pra gente trocar essa ideia de empreendedorismo vida real. E, pessoal, hoje o convidado que tá aqui na minha frente é um cara de que a gente já tá namorando há bastante tempo pra gente eh rodar esse podcast. Só que, meu, com a correria tanto da agenda dele quanto da nossa agenda, acabou demorando um pouco mais do que eu gostaria. Mas tô muito feliz de tê-lo aqui na minha frente porque esse cara aqui, cara, é um MacGyver. Esse cara é um MacGyver, ele faz de tudo um pouco. E aí eu vou contar um pouco para vocês, só para vocês entenderem: o cara ele é ator, ele é produtor, ele estudou nos Estados Unidos a parte de de cinema, eh empreendedor, tá agora abrindo uma nova empresa relacionada à gestão de pessoas — tô dando vários spoilers aqui, eu quero que você daqui a pouco ponha essa bola no chão —, eh tem dois podcasts e, cara, é um cara muito vida real, que tem muita vivência empreendedora de fato. A gente tem muitos amigos em comum, inclusive. E eu quero conhecer um pouco da trajetória dele junto com vocês aqui e entender todas essas esses projetos que ele tem tocado hoje em dia, que são essas empresas e tudo mais. E, para coroar, tá lançando um livro que é… Eu quero também saber dessa história. Tô aqui com Carlos Silveira. Fala, Felipe. Muitíssimo obrigado por aceitar o convite pra gente trocar essa ideia aqui. Vamos para cima, vai ser um papo massa, cara.
Bora lá, cara. Primeiramente, eu que agradeço aí o convite. E já vou fazer o convite para você no nosso podcast lá, porque tá super alinhado aí com o que a gente gosta de conversar, que é negócios, né? Empreender, muito legal, muito bacana. Obrigadão aí pelo convite, cara.
Tamo junto, Carlos. Cara, eh a tua trajetória hoje… Eu tenho muita coisa para te perguntar do hoje, da sua vida hoje, de todos esses projetos que você tem tocado. Mas eu queria entender também um pouco da tua origem: de onde você veio, Carlinhos, de onde ele… De onde ele, de onde ele veio, como que foram suas referências familiares, eh teve pai e mãe presentes, como foi essa influência na tua vida quando você foi se enveredar inicialmente pro mundo da arte? Como foi isso? Foi o teu o teu sonho de criança? Como que foi esse projeto? E depois, como que você fez essa virada pro empreendedorismo, cara? Porque, querendo ou não, quem é muito artístico acaba não tendo uma visão tão lógica das coisas, e você consegue navegar bem nesses dois ambientes. Me dá um overview assim da tua vida até os dias de hoje, cara.
Bora lá. Puxa, profundo, um overview da tua vida. Quanto tempo pode?
Cara, você tem no máximo 3 horas, cara.
Bacana. Assim, na verdade, eu, eu primeiro me formei em Administração de Empresas, né? Então a arte ela sempre acompanhou a minha vida com família artista, mas sempre foi uma coisa que veio junto ali.
Verdade.
Cara, ninguém vive de arte, mas eu tenho, por exemplo, o avô médico, mas ele era poeta; a tia que é médica, mas ela é cantora; a minha mãe empresária, mas sempre foi artista de pintar. Então sempre vivi arte assim, né?
Legal.
Mas eu também sempre tive esse lado negócios assim, empreendedor, desde criança. Eu até te mandei lá, cara, eu com 5, 6 anos, eu vendia a revistinha da Mônica. Então sempre tinha essa coisa de empreender, de ter o meu negócio assim, né? E aí eu fiz Administração de Empresas e aí, mais para frente, a arte foi sempre aparecendo ali, depois fui fazer cinema e o negócio foi rolando.
Quando você fez Administração, você já fez para empreender?
Para empreender. Eu sempre soube que eu queria ter a minha empresa assim, nunca trabalhar para os outros assim. Sempre tive essa coisa de trabalhar para mim assim, né? Mas, obviamente, eu comecei trabalhando para os outros, que aliás é, é o é o caminho natural, né? É, eu comecei a trabalhar mesmo com 12 anos de office boy, contínuo. Acho que todo mundo começou como office boy, se não, deveria, né?
Sim.
No escritório do meu tio. E ali foi um primeiro impacto assim de trabalhar, de ter responsabilidade e tal. E foi bacana porque assim, eu venho de uma família de classe média, tal, não precisaria trabalhar, mas eu quis. E eu acho que dos meus amigos era o único que trabalhava assim, né? E a galera fala: “Ah, será que ele precisa trabalhar?”, tal. E eu tava voando, ganhando dinheiro e achando muito legal aquilo, né? Então acho que o brasileiro não tem essa cultura de começar a trabalhar cedo, a não ser por necessidade, né? Mas classe média, classe média alta não trabalha, o filho não trabalha, né? Diferentemente de Estados Unidos, Europa, né? E, cara, foi uma vivência transformadora, porque com 12, 13 anos eu já tinha dinheiro, tava vendo o resultado e entendi o negócio. Falei: “Opa, legal”.
É, é, é louco, porque nessa idade vira uma chavinha, né? Caramba, eu trabalho, ganho dinheiro, conquisto minhas coisas. E, e é louco pensar hoje em dia na molecada de 12, 13 anos que, tipo, tá ainda e nem pensando… Hoje com 15, 16 não se pensa em trabalhar. Antigamente, 12, 13 anos era normal trabalhar, cara.
É verdade.
E isso trazia… E trazia uma hombridade pra pessoa gigante, né, cara?
É, total. Acho que hoje também é até um valor. Hoje para os meus filhos, falo: “Meu, vai trabalhar com 12, 13, já vai fazer alguma coisa, vai entender a vida como é, né? Sair do mundo da fantasia e vir para a realidade assim, né?”. E, cara, foi uma experiência muito legal. E aí falou ali, eu falei: “Eu quero fazer Administração de Empresas”, então desde os 12 “eu vou fazer Administração de Empresas”. Aí eu fui fazer Administração de Empresas e, no primeiro ano, eu já entrei como estagiário no Banco Safra.
Que legal!
E aí entrei ali na asset, na administração de fundos, cara, aquela loucura de… Eu operava com microfone, com telefone aqui, um com um, outro com outro de estagiário, mas já acompanhando e vivendo aquela loucura de mercado financeiro, de que eu adoro, gosto, mas não é para mim. Acho um negócio maluco, cara. E foi muito louco porque o insight de “não é para mim” foi quando o Bin Laden bateu nas Torres Gêmeas. Eu tava, estando na asset, eu tava tudo comprado em opções de Telemar, opções de várias ações ali. Virou pó, perdi tudo, cara, foi muito louco. Eu quase surtei assim, falei: “Caramba, perdi tudo, tal”, até abaixar a poeira, falou assim: “Calma, eu tenho 17, 18 anos, não tenho filho, não tenho nada, tô na casa dos meus pais ainda”. Foi uma baita de uma lição ali. Mas ali eu saí e fui pra área comercial. Eu entrei lá, falou: “Quero ir pra área comercial, tal”, e virei assistente de gerente, e aí entrei onde é o meu negócio, que é área comercial. Gosto de vender, de comunicação, então sempre teve essa coisa da comunicação de que depois foi até para virar ator, inclusive, né? Mas aí eu entrei na área comercial, virei assistente, virei gerente. Virei gerente no Safra, virei gerente com 20 anos, e com 22, gerente-geral.
Caramba, cara!
Acho que até hoje eu sou o gerente-geral mais novo da história do banco.
Que legal, bicho!
É, não soube mais de alguém que ficou tão novo, meu. Foi meteórico, bum, com 22 eu tava gerenciando gente de 50, 80 e 60 anos, gerente velho assim. Gerou problemas porque eu não tinha essa capacidade, né? Eu era muito bom de negócios, mas de gerenciamento não.
A maturidade que o tempo traz… Imagina sentar com os caras lá, tá com cabelo branco, um moleque de 20 anos: “Agora eu vou tocar o comercial, o meu dia…”. Teve preconceito, cara?
Teve, teve demais assim. E com razão. Eu não tinha, eu nem sabia, cara, o, o erro foi do meu diretor de me colocar lá, porque eu tinha um número muito bom, mas eu era um mau gerente, deixa eu falar ali, né? Aquela história, né: pegar o melhor vendedor e virar… Só que eu era moleque. E aí eu comecei a passar por problemas, tal, de gestão, e enfrentar dificuldades. Não tinha nem maturidade para aquilo. E aí começaram umas histórias de me levar pro Safra Nova York, e eu não falava inglês. Eu falei: “Caramba, tá, tô subindo na carreira, tal, mas não falava inglês fluente”. Aí eu falei: “Quer saber? Vou dar uma pausa”. Aí eu fui para Londres.
Cara, uma sabedoria você teve, né? Sabedoria, é. Eu precisava porque…
Outra, outra pessoa abraçava a oportunidade e depois ia se queimar, até…
É, eu sabia que eu podia dar um voo ali que ia me queimar, né? Pô, já estão querendo me levar para fora, eu não falo inglês, preciso voltar. Então, já tava seguro de que eu ia fazer uma, uma carreira legal, né, bacana. E aí fui fazer inglês, fiz pós lá fora em Londres, morei um ano em Londres, estudei inglês, vim com o inglês fluente, fiz eh pós lá também, voltei. Aí eu falei: “Não, não vou mais trabalhar para os outros”. E aí abri meu primeiro negócio oficial mesmo, que foi a corretora de seguros de que eu tenho até hoje.
Caraca, que legal, bicho!
E aí com isso eu tinha 23 anos quando… Tô com 43 agora.
Caramba. Então, tipo, seu primeiro negócio tá aí há 20 anos.
A gente completou 20 anos agora em abril desse ano. Uma loucura, cara. Foi assim, cara, 20 anos é uma história, né? Mas a gente completou 20 anos agora, e aí eu comecei trabalhando basicamente com os meus clientes do Banco Safra, e aí foi crescendo, desenvolvendo.
E como que foi assim… “Ah, eu tenho vontade de empreender”, mas aí essa é uma dor que muitas vezes a pessoa passa, que é: quero empreender, não sei com o quê. Uhum. O que que eu faço? Como que você acabou indo para seguros, assim?
Para seguros. Meu pai, ele era diretor de empresa de seguro plano odontológico, a esposa dele — que não era minha mãe, mas a esposa dele —, ela era diretora de seguro saúde. Quando eu voltei de Londres, eu falei: “Meu, eu não vou trabalhar para os outros”. Mas não tinha ideia do que fazer, a única coisa que eu sabia é que eu sou um cara comercial, gosto de fazer negócios. Aí eles falaram: “Pô, por que que você não abre uma corretora, tal? Vai olhar isso aí”. Eu não tinha ideia do que que era, só como um usuário de plano de saúde, né? Aí eu fui entender o mercado, achei interessante, falou: “Pô, meus clientes que eu tenho de relacionamento do Safra, tudo empresário…”.
São empresários.
E eu tenho muito isso, assim: o maior valor, cara, é construir boas relações, né? Tanto que hoje até digo isso: se de uma hora para outra não tem mais corretor de seguros, né, vamos supor — não se preocupe, sempre vai ter, né? —, eu não me me preocupo, cara, claro, vou ter uma tensão lá. Mas, cara, eu viro a chave ali, eu viro, por exemplo, uma XP, uma representante da XP, da BTG. Exato, porque o maior asset, o maior patrimônio que a gente tem é relacionamento, né? Então eu sempre prezei por ter um bom relacionamento, tanto que eu tenho clientes do Safra que estão há 20 anos comigo.
Caramba, que legal, cara!
Então, eh foi assim, foi construindo. Aí eu fui conhecer o mercado, achei interessante, a gente faz todas as modalidades de seguros, né? Mas a gente é especialista em seguros benefícios para a empresa: seguro saúde, odonto e vida para a empresa, é a nossa maior área lá. Então, 20 anos aí cuidando de empresas. Hoje a gente tá cuidando de mais de 2.000 empresas.
Que legal, cara!
E estamos com 38.000 vidas. Então a gente tá cuidando de bastante gente ali, né? E com um posicionamento diferenciado. Assim, a gente tem uma corretora com foco bem prime de relacionamento, fruto da até de onde eu sempre trabalhei, com alta renda, tal. Então é uma corretora bem legal, cara, que a gente faz umas coisas, cria tipo planos assim: “ah, eu quero colocar o plano odontológico, o plano médico lá na empresa, quero reduzir custos, quero…”. A gente faz tudo, assim, toda a parte de gestão, de eficiência pra empresa, gestão do contrato e também a experiência de atendimento, porque a gente tem concierges que atendem o teu plano para pro beneficiário, para você, pros teus dependentes. E aí a gente faz um concierge que atende tudo: a gente gerencia a saúde da pessoa, indica médico, marca consulta, faz eh agendamento de exames, liberação de cirurgia, faz tudo. É um nível de experiência assim…
Mas pro B2B no geral, ou pros empresários de fato, isso aí não?
Pra empresa a gente faz toda a gestão do contrato, e para funcionários e dependentes a gente faz todo o concierge. Então para todo mundo, pros nossos clientes todos a gente faz a experiência.
Cara, negócio diferente isso, hein!
É bem, é bem… É um nível de de profundidade assim de gestão, de atendimento que, que não tem no mercado. É bem legal, por isso que a gente tá, tá indo super bem assim, crescendo bastante. É um desafio manter a qualidade e tal, mas a gente tem um, um sarrafo alto assim de gestão assim, que é isso: a gente é focado em experiência assim. Sou, sou sapo vidrado em experiência assim, sabe? O livro da Disney focado no cliente é total. Sou… Adoro aquele livro da Disney de a experiência do cliente. Então a gente tá construindo sempre experiência. Um exemplo bacana: tem um cliente, um funcionário de uma empresa — pode ser funcionário dependente —, que tá internado, a gente manda flores com cartão, falou: “Ó, somos a sua corretora de seguros, conte conosco, o que você precisar, estamos aqui”. Quando nasce alguém, na maternidade: “Parabéns, nasceu teu filho!”. A gente faz um nível bem legal. Então, sócios e, e RHs, por exemplo, o concierge liga para você, fala: “Felipe, já deu um ano do teu, do teu check-up anual, tô te ligando para lembrar para marcar a consulta, o exame e o retorno”. Então assim, é um nível muito profundo de, de gestão assim.
Tô precisando de alguém, tô precisando de vocês lá para ajudar na, na parte da, da minha saúde pessoal.
É um prazer, é, a gente cuida disso assim, é muito bacana, cara.
Mas deixa eu entender em termos de modelo de negócio: você ganha como qualquer outra corretora, mas você, além disso, tem algum outro… Alguma espécie de administração para ter esse concierge?
Quem remunera as corretoras são as seguradoras.
Com a mesma… Com o mesmo rebate, vai, de que você… De que todas têm, você já consegue operar sua, a sua… O seu concierge incluso no valor?
Sim, é, aí a gente tem um foco de um perfil de cliente, né? Então a gente foca em seguros prime, seguros com alto ticket e tal. Claro, tem também lá algumas indústrias que têm fábricas que aí têm planos mais simples. Mas, no geral, a gente vende planos mais alto ticket que querem esse tipo de experiência, que é, é legal, né? Mas a experiência que a gente tem é para todo mundo, a gente tem fábricas lá que às vezes têm 5.000 vidas, plano mais básico, mas a gente faz isso para eles: agenda tudo, faz isso…
Caramba, que legal, cara, [ __ ]!
Esse é o foco nosso assim, cara.
E aí, você abriu com 23 anos a Cedo…
Cedo Seguros.
Cedo Seguros, beleza. Eh conforme você foi evoluindo e tudo mais, foi crescendo a empresa ao patamar que tem hoje, quando que entra a parte de artes? Você fala: “Pô, eu quero estudar cinema, eu quero abrir uma produtora, eu quero ser ator”. Como que… Em que momento foi isso?
É, cara, a arte, o olhar de… Artístico, a sensibilidade sempre teve assim, desde pequeno assim, de desenhar…
E é um negócio que grita, né, cara? A galera que é artista fala: “meu, cara, o negócio grita”.
É. E o artista mesmo gostaria de viver só de arte. Eu já tive esses conflitos e teve um momento meu que é muito… Eu cheguei a vender a corretora para viver de cinema. Deu tudo errado e depois eu voltei. Vou entrar nesse… Entro no detalhe ali. Eh o artista tem essa coisa de querer viver disso, mas é muito difícil, né? E como eu também tenho… Eu tenho esses dois lados assim: negócios, fiz Administração, sou virginiano, sou muito organizado, tal, não sei o quê. Mas eu sou sensível, artista. Ainda bem, porque se eu fosse só artista, acho que eu tava ali tentando viver de arte, e é difícil, pô. É a minoria que consegue, né? Eh mas de negócios também, né? No fim, fazer bem feito tudo, é… Eh mas aí, cara, sempre tava ali com fotografia, desenho, tal, mas foi no teatro que eu… A dramaturgia me pegou assim. Eu fiz teatro quando eu voltei de Londres, eu entrei no teatro a primeira vez, fiz teatro, apresentei umas peças, tal, aí depois eu fui pro cinema. Aí o cinema me pegou, cara, falou: “É cinema”. Eu sou vidrado em cinema, um roteiro. E aí o que eu mais gosto… Aí eu fiz cinema como um todo, né? Fui fazer cinema na New York Film Academy de Los Angeles, fiquei morando lá, que é dentro da Warner, dentro dos estúdios da Warner.
E a empresa em paralelo.
E a empresa tocando lá. É porque aí já tava a operação mais rodando, podia… Eu podia ir lá e, e tocar. Tocava um pouco, mas estava investindo nisso. O primeiro curso que… De cinema que eu fiz foi aqui no Brasil, aí eu conheci um parceiro que virou meu sócio, a gente abriu uma produtora, só que tanto eu quanto ele tínhamos os seus negócios, e a produtora era o plano B dos dois. É, e era para fazer arte, a gente nunca quis fazer publicidade, por exemplo, que é onde dá dinheiro para fazer produtora, é onde tem o mercado aqui no Brasil. Agora já tem um pouco mais de mercado com streaming e tal, mas ainda assim o que dá dinheiro é publicidade. Então ali a gente fazia, da Graviton — que é a produtora —, projetos de arte. Então é videoclipe, eh tem shows, tem média-metragem, curta-metragem…
Caramba, então só coisas de arte. E aí chegou a produzir média-metragem e tal?
Média-metragem, curta, videoclipe…
Show. Que legal, cara.
Gravei um videoclipe no Cairo, cara. Tem, tem muita história.
Que legal, cara!
E aí sempre foi no paralelo. Aí chegou um momento de que eu falei: “Cara, vou viver só disso”. Aí eu apostei as fichas lá, fiz uns investimentos, achei que eu ia viver só de ser produtor.
Vendeu a corretora?
É, vendi a corretora, vendi a corretora, deu tudo errado, deu tudo errado. Voltei, retomei a corretora e aí hoje eu já não tô na produtora. É assim, eu falo que deu tudo errado, mas no fim deu tudo certo, né? Mas naquele momento deu tudo errado, no auge do furacão. É, putz, na loucura assim. Mas acabou que eu voltei com a corretora, de que eu gosto, e a produtora continua, quem toca hoje é meu sócio, assim, mas eu tenho projetos… Ele toca, ele, ele vive da produtora, mas agora mais em publicidade, essas coisas, né? Mas eu tenho projetos assim de voltar com cinema, eu tenho… Que eu quero produzir.
Que legal, que vai… Vai rolar ainda.
Tá ali, tá guardado. Roteiro no… Roteiro meu é do cinema, de tudo o que eu gosto. Porque aí no cinema você aprende tudo: atuação, direção, produção, fotografia, faz tudo. E, cara, é difícil produzir. É, eu gosto de tudo, mas o que eu mais gosto é a parte de roteiro e direção. É onde eu… E aí, [ __ ] é onde eu adoro assim, escrever e dirigir assim, muito legal.
Legal. E aí, eh desses projetos todos de que vocês fez, que você fez de produção… Uhum. …minha, minha dúvida é: como que você em determinado momento tocou uma empresa que tava rodando, ou ainda ela era muito embrionária?
Não, já tava rodando.
Tava rodando.
É, até por isso que eu consegui ainda fazer uma outra formação.
Você tocava tipo de longe? Você tinha sócios na…? Você tem sócios na Cedo? Ou você tinha na época?
Não, na época eu não tinha. Hoje eu tenho, cara, funcionários e tudo mais.
Você tocou isso tudo de longe, de Los Angeles?
Sim, toquei. Eu tinha pessoas já de confiança, que a operação sempre foi muito… A operação sempre muito redondinha.
Você falou que você é bem organizado, tal. Você sempre teve processos muito bem definidos.
Muito bom. Claro, tem um monte de coisas para sempre melhorar, tal, né?
Mas esse tempo que você ficou… Quanto tempo você ficou fazendo o curso lá?
Um ano e, um ano e pouco.
Você sente que a corretora degringolou pelo menos um pouco? A falta do dono, assim?
Sim, sem dúvida. Se eu tivesse… É diferente, não tem jeito, né? Por mais que você delega, é diferente quando você tá… O negócio andou, né? Mas não cresceu coisas…
Exato, não é?
Mas foi um momento em que eu me permiti isso. Falei assim: “cara, se ela andar de lado, já tá bom, o que agora o meu objetivo era esse ali”, né? Então, mas sim, sem dúvida.
Você tirou o olhar, tirou o pé. Mesmo agora hoje, né? Quando você fica muito estratégia e, e sai da operação, cara, hoje eu já tenho essa convicção de que não existe CVO e vamos lá, só ficar aqui. Você tem que estar na operação.
Eu muito tempo me convenci, cara, de que dava para sair completamente. Hum. Na verdade, isso era quase meu sonho, né? E, cara, com o tempo eu vi que você não pode largar a operação completamente, porque, cara, senão ela degringola. Talvez isso para uma grande empresa, uma empresa listada em bolsa, talvez com dinheiro ilimitado, muito grande, é possível. Dinheiro ilimitado é uma coisa, mas uma uma pequena e média empresa, cara, você não consegue. Hoje eu não tô mais envolvido na operação do ponto de vista apertar parafusos, até problemas pequenos é a equipe que resolve. Hum. Eu preciso estar olhando, eu preciso estar olhando os KPIs operacionais, ver se o negócio tá dando resultado, o nível de produtividade, ver onde está funcionando, se não tá, chamar minha liderança para conversar. Se necessário, chamar até a equipe inteira, trocar uma ideia, fazer um, um all-hands lá pra gente conseguir alinhar, porque, cara, senão não vai. Por muito tempo eu fiquei nesse sonho utópico de: “ah, deixa que a empresa toca”. Tive problemas, inclusive da minha liderança: a minha liderança me escondia problemas porque, querendo ou não, a minha liderança, muitas vezes ao expor problemas operacionais, eles expunham uma dor de que… Deles. Porque se essa dor tá, se esse problema tá acontecendo embaixo deles, de certa forma eles têm responsabilidade. E no final eu percebi: quando você cria toda essa, esse estágio, você fica num lugar que a gente chama de estratégia, você tem uma equipe chamada de tático e você tem a operação. O tático, muitas vezes sem KPIs muito bem organizados, te esconde informações porque te apresentar informações é, é, é trazer a própria incapacidade de gerenciar o que tá acontecendo.
Total. E, cara, aí é o que você falou, mas aí é KPI, né, também, né? Você manter o controle disso, precisa ter… Hoje, hoje eu tenho feito um processo de saída muito mais bem estruturado. Eu acho que o sonho de tirar a mão acabou me fazendo eu precipitar uns processos que custaram muito caro para mim, cara.
É, ah, cara, a gente como empreendedor vai aprendendo a trancos e barrancos ali, né, cara? É, seria lindo ter uma linha reta ali, mas não, a verdade é que é [ __ ] sobe, desce, cresce, apanha, corrige. Mas a gente é o empreendedor, é o cara que gosta de tomar riscos, né? Eu tenho esse valor: o tomar riscos é parte nossa, e, cara, isso aí é o, é o que, que move a gente.
E eu vejo assim também que muito empreendedor… Eu ouvia muito isso lá atrás, hoje em dia não tanto, que assim: “ah, o empreendedor que nunca quebrou não sabe o que…”. Cara, eu acho que dá para você empreender sem quebrar, você é um exemplo clássico disso aí. Você tá… Já quebrou? Vou entrar nessa história, mas pô, 20… Não precisa. 20 anos de Cedo… Tem muitas pessoas que, que nunca quebraram.
Eu, eu nunca quebrei, já, já lambi a… A falência várias vezes. Então, é… Aí precisa ver o que que é o quebrar, né? Já não vi a ti… Me olhei no fim do… No fim do túnel, não vi a luz do fundo do poço.
Fundo do poço, cara. Fundo do poço é muito bom, cara, é excelente. Fundo do poço é ótimo e ensina muito o empreendedor, cara. Porque eu vejo o seguinte: o empreendedor, ele aprende todo dia, só que ele condensa o conhecimento dele no fundo do poço, é porque o fundo do poço te traz tanta reflexão e você fala: “Cara, eu não olhei para isso, eu ignorei esse sinal, eu deixei de fazer isso”. Aí quando você olha e fala, cara, você traduz isso em, em de fato sabedoria e aí você evita que, que isso aconteça de novo. Mas aí eu quero entrar agora naquela parte em que você se envereda pro, pro cinema, se apaixona nisso, abre uma produtora, começa a produzir, e aí aquele, o tesão que você tinha na corretora começa a se perder e você fala: “Quer saber? Vou viver disso aqui”. Você vem, você chega a vender a corretora…
Ah, sim.
…como que foi? Me conta um pouco desse, desse processo, cara.
Foi uma loucura.
Foi… Essas cabeçadas ensinam muito, cara, então quero entrar nelas.
Fazia total sentido naquela época ali, e, e se eu não tivesse… Deu errado os meus investimentos na época, eu teria feito, teria dado certo. Eu ia mudar para Los Angeles e abrir a produtora lá, e começar lá. O que não deu certo foram os investimentos que eu fiz aqui, que iam me levar a essa possibilidade, viraram. Foi na época, 2010, eu fiz muito investimento no mercado imobiliário e ele virou. A gente tava vivendo um boom no Brasil — você lembra lá, o, o Cristo voando? —, o Brasil tinha batido a sexta economia, ia ter Copa do Mundo, ia ter Olimpíadas, tava voando, bombando, Brasil era a hora: “é, o futuro chegou”, aquele discurso lá. O meu erro foi apostar no Brasil, e hoje eu sei que, na verdade, eu deveria ter apostado lá fora.
Lá fora.
E aí, cara, de repente virou tudo. Eu, eu, eu fiz umas alavancagens, eu fui ousado, né? Também deleguei algumas coisas que eu nunca tinha delegado de investimento, confiei em pessoas. Cara, dei com os burros na… Virou tudo, aí eu tive que retomar a corretora, eu desfiz a negociação, voltei…
Chegou a desfazer, mas não foi uma recompra?
É, eu desfiz o negócio, tava lá, ele entendeu. O cara era amigo também, falou: “Cara, vai lá, você tá [ __ ] aí, volta, tal”. Voltei a corretora, eu voltei como eu comecei: eu sozinho, laptop, cara.
Quanto tempo demorou todo esse processo, desde vender o negócio a dar errado?
Foi um, um processo de um ano.
Um ano.
Para você ter uma ideia, eu fiz assim: o cara chegou a tocar a corretora por um ano?
Sim, tocou. Eu fui para dentro da corretora dele, levei minha operação para lá, tocou tudo, tal. Eu saí, fui fazer um ano sabático. Cara, foi, foi uma história muito louca, isso é o livro. Até já introduzi o livro, cara. Foi um ano que eu falei: “Beleza, tá arranjado, vendi a corretora, vou para lá, o movimento agora é esse”. Aí eu peguei e fui fazer um ano sabático, e aí viajei o mundo assim, só respirando…
Em busca de espiritualidade ou, ou não? Em busca de…
Ah, cara, tava revisando… Tava com 30 anos, tava naquele momento de: “putz, para onde eu vou, o que que eu vou fazer?”. Tava nessa mudança de: “putz, vou pra produtora mesmo, viver de arte”. Então tava… 30 anos, cara, me trouxe uma reflexão sobre o tempo, que é coisa que com 20 você não reflete, né? Com 20 anos você não, você nem pensa em tempo. Você só vai que vai, embora balada, festa e ressaca, e você toma tudo. No dia seguinte você tá correndo, tá de boa, né? A hora que chegaram os 30, eu fiz uma pausa, uma reflexão. Falei: “Caramba, 30 anos, né?”. Deu uma pesada. “E agora, né? O que que eu quero?”. E aí deu assim um real valor sobre o tempo. E aí a minha reflexão na viagem era sobre isso: então o que que eu vou fazer? Acho que essa percepção de que a única coisa que de fato a gente tem é o tempo, é… Esse é o único verdadeiro. E às vezes a gente no automático não repara, não repara, a gente vai tocando e vai embora, tal. Então eu falei: “Cara, vou, vou refletir sobre para onde eu vou, qual é o momento”. E eu lembro que a reflexão foi: “Putz, chegaram os 30 muito rápido, daqui a pouco 40”. Eu tô com 43 agora, né? E aí eu fui, fui viajar o mundo para refletir sobre isso, tal, e viajei para vários lugares. Foi aí que eu fui gravando, fotografando e fazendo um documentário. A ideia era fazer um documentário. Mas muito louco como as coisas são orgânicas, porque eu saí daqui com uma ideia, falar: “Ah, vou falar sobre isso, falar sobre aquilo, tal”. Aí, enquanto eu tava viajando e gravando e fotografando e conversando com pessoas, falei: “Nossa, não é aquilo, é outra coisa”. Quando eu cheguei de um ano de viagem, falei: “Nossa, é outra coisa de que essa viagem me trouxe, outras coisas”. É isso.
A viagem foi um processo, né?
A viagem, isso, né? E aí eu escrevi o documentário. Quando eu escrevi o documentário, falei: “Putz, é isso aí, lindo, tá? Vou produzir”. Aí eu vi que tudo o que eu tinha feito de investimentos deu errado, reverteu tudo, o processo de ir pros Estados Unidos, viver de arte, não ia dar certo, e aí eu retomei. Esse documentário ficou engavetado porque eu tive que tocar a mão na massa, falei: “Cara, agora é hora de refazer, tal”. Mas, cara, a história dessa viagem, desse diário de, de um sabático foi muito profunda assim, me trouxe uma filosofia de vida de que, inclusive, tenho nove tatuagens e as nove tatuagens são sobre isso: sobre essa viagem, sobre o conhecimento que eu trouxe de cada lugar, assim.
Que legal. E aí agora eu tô reescrevendo o documentário em livro, e é esse livro que eu vou lançar no meu aniversário aí, dia 3 de setembro.
Tu já tá… Já tá ali?
Tô, tô em cima dele.
Já tá na editora ou não?
Não, ainda não, mas assim, a toque de caixa, tô em cima para finalizar ele agora assim.
Que legal, cara. E o… E você ficou um ano viajando em vários países, totalmente em busca de, de sentido, mas não teve nenhuma atividade em paralelo que você tocou? Não.
Ali foi sabático, sem corretora, sem nada, já tinha, já tinha entregado.
Sabático mesmo, né?
Então eu fui pro México; eh aqui no Brasil eu fui pra Chapada dos Veadeiros, que é um baita de um lugar fantástico, maravilhoso, perto ali de Brasília; aí fui pra Inglaterra — olha os lugares, um nada a ver com o outro: México, Brasil, Inglaterra —, Japão e o Cairo, no Egito. Aí no Egito eu fiquei uns quatro meses lá. Ah, loucura, aí gravei um videoclipe lá, tal. E aí cada lugar foi me trazendo um insight assim. Eu tenho um costume assim de: cara, eu valorizo muito experiência assim, sabe? Apesar… E quando você fica bastante tempo num país, cara, é uma, é uma experiência que pouca gente vive. É, é diferente de turismo assim, turismo, cara, passou de um mês você já começa a viver um pouco mais assim, né? E eu sempre… Eu sou a favor de, de investir em experiência, né?
Isso aí é muito legal, cara. Eu tenho essa vontade de, eh testar vivências mesmo, sabe? Tipo: eu quero ir para tal país, eu quero morar lá três, quatro meses, sabe?
É isso aí mesmo, eu gosto disso também, cara. É, eu já morei em alguns lugares, eu tenho esse olhar. E hoje, com a minha esposa, a gente fala disso: “ó, criou os filhos, cara, a hora que a gente tiver uns 60 anos, pô, vamos morar 5 meses na França, vamos ali depois lá não sei onde…”. Eu vi…
Tô com dois, dois pequenininhos, de três anos e um ano.
Ai, que da hora! Tô com uma bebezinha de um e dois. É uma delícia, cara.
Um… Uma de um e um de dois.
Um ano e dois meses. Ah, tá, é muito bom. Não, a melhor coisa da vida, né, cara? Isso é outra coisa que muda, dá um sentido completo pra vida, cara.
Muda toda a vida, né, cara? Sua vida mudou completamente, cara.
Mudou, eu falo que assim: depois que você tem filho, no caso de nós, homens, você vira homem. Antes você era moleque.
É isso, cara. Eu sinto que eu era um moleque, e ainda assim sempre fui responsável, empresário, tal, mas é outra coisa, cara. Virou… Você vira homem, é outra história, a sua cabeça muda completamente. É a coisa mais deliciosa do mundo, cara, é muito… O olhar pro mundo, para tudo muda completamente, cara. Eu lembro um casamento em que eu fui de uma amiga da minha esposa lá, o primeiro casamento em que a gente tinha ido depois que nasceu a primeira filha, né? E eu sempre… Eu sou um cara emotivo, assim, sempre me emociono em casamento, tal, mas nesse foi a filha entrando com o pai, eu olhei assim, ah comecei a chorar, caramba, já vi entrando com a minha filha, é muito louco.
O olhar é outro para toda a experiência da vida.
Isso. Eu, eu um… Eu, esses dias… Esses dias não, antes de nascer minha bebê, eu entrevistei um cara, chama Marc Tawil. Bem, bem conhecido no… Comunicador, e ele falou assim: “Cara, eh uma filha, ela muda muito no pai”. E ele tem… Ele é pai de menina, ele fala assim, inclusive sobre o respeito do homem com a mulher, é total, e assim, tipo, muda tudo. E eu tenho um casal. Eu… A minha irmã é… Eu tenho uma irmã, e eu, e eu percebo muito essa diferença. Por exemplo, eu que tive uma irmã, ter crescido com uma irmã, o meu olhar de respeito com a mulher já era diferente de alguns uns primos meus que eram três homens.
Exato, a casa que só tem homem, cara, é outro, outro negócio.
Total, até um pouco do… A gente, a gente tem uma idade parecida, eu tô com 3… Vou fazer 37. Na nossa adolescência, o olhar que o nosso pai trazia pra gente sobre como a gente tinha que se portar como adolescente também era completamente diferente. Era só homem na tua casa?
É, é diferente. É, é bom ter um… E aí você, você lembra coisas até que você vivenciou na tua vida, e você fala: “Cara, eu não fui tão bacana nisso que eu fiz, então, tipo, eu não gostaria que fizessem isso com a minha filha”. Você começa a ter um olhar para, para a mulher, outra bem diferente.
Não, total. E agora chegando nessa parte de você retomar a corretora: você tinha uma empresa já rodando que te propiciou ganhar dinheiro, eh justamente para você, eh poder experimentar várias coisas: viajar um ano, fazer curso lá nos Estados Unidos e tal. Tudo isso aí foi a corretora que te trouxe, porque era teu negócio.
Sim.
Aí você vende ela, você faz um movimento que hoje em dia é muito admirado — na época talvez não, não… Talvez você não tivesse consciência, mas é super admirado —, você acabou de vender um projeto e tá indo para outro. Aí você volta, seus investimentos viram, cara, você precisa engolir, dobrar o teu ego.
Uhum. Nossa, foi, foi…
Eu ve… Eu vejo que o empreendedor, muitas vezes nessas horas, o mais difícil de administrar é o ego.
Uhum.
Porque ele já tá num, num, num pedestal de que “dei certo”. E aí o cara volta, e aí não só não deu, quanto as coisas viram, quanto ele precisa reassumir um projeto que ele já tinha largado, tava desapegado…
Já tava desapegado.
…e pior, não do jeito que tava, né?
Não, pequenininho, voltando a, a ao plano inicial. Como que foi esse processo para você, depois de um ano sabático, dobrar esse ego? Porque eu falo isso porque, cara, tem muito, muitos amigos ou seguidores que vêm falar comigo que estão passando por momentos difíceis.
Uhum.
Cara, no final o cara tá só precisando desabafar, porque o grande problema da cabeça dele tá sendo ele com ele mesmo, como as pessoas vão enxergar e vão falar, o ego dele puramente agitando todo o inferno astral que o cara tá vivendo.
Sim.
Como que foi esse processo para você, assim, mental, que eu digo, psicológico?
É, foi muito difícil. Foi bem difícil porque é isso: tá acostumado com o sucesso, com dar certo, e claro que errei várias vezes ao longo da vida, mas, no geral, sempre tive sucesso na vida. Ali foi o momento de encontrar o meu maior erro, insucesso e dar tudo errado, cara, foi bem difícil, foi, foi o, o fundo do poço ali, vai.
Você teve alguém que te ajudou nisso aí?
Não.
Você era solteiro ainda?
Não, eu era solteiro. Eh fui buscar um coach, cara, para me ajudar, é… Foi quem me ajudou a sair. Mas eu lembro que assim, cara, enquanto eu tava sofrendo, enquanto eu tava me culpando, enquanto eu tava reclamando, me vitimizando da, do que… Da minha autorresponsabilidade, tirando minha autorresponsabilidade, eu não andava. Quando eu parei para… Eu lembro de uma reflexão, foi muito [ __ ] assim, eu, eu entrei num buraco de uma dívida de mais de R$ 7 milhões.
Caraca, foi isso o que aconteceu? Esse buraco foi R$ 7 milhões de buraco?
Foi assim, um negócio absurdo. Aí eu falei: “Cara, eu…”, eu lembro que a minha reflexão foi assim… Eu tava bem desesperado assim, né, aí eu falei: “O que que vai acontecer comigo, né?”. Aí, pera aí, eu falei: “Cara, não vou passar fome, não vou morrer, não vou sumir. Se eu tiver que quitar essa dívida, vou levar sei lá quantos anos, vou quitar, não vou morrer, não vou desaparecer, não vou deixar… Não vai ter, deixar de ter comida aqui, as coisas que importam continuam existindo, né? É, bora, vamos reconstruir”. E aí, a hora que eu tomei de novo as rédeas, aí eu fui atrás: “tá, o que que eu preciso? Putz, tá difícil voltar a trabalhar a corretora”. Peguei um coach que foi muito bem recomendado, que foi muito bom, que ressignificou, foi tudo, falou: “Cara, vamos entender lá por que você queria ir pra arte, por que isso? Pô, a Cedo não pode possibilitar também continuar fazendo arte, né? Você fez, tal”. Então foi todo um processo que hoje é fácil resumir aqui, mas é um processo longo assim, e dolorido. O… Quando eu tava no fundo do poço, eu falei: “Cara, eu preciso…”. Eu tava bem triste assim, falei: “Pequeno, vou voltar pro teatro, pelo menos aquilo me faz bem e tal”. Então, fui reconectar com coisas que me fazem bem e tal. Conheci minha esposa…
Que legal, cara!
…fazendo uma peça de teatro. Então assim, se eu não tivesse entrado naquele buraco, se nada… Se tudo tivesse dado certo, eu conseguia… Sua vida teria… …não teria minha esposa, que é tipo minha alma gêmea, a gente se dá muito bem. E eu fui no, no teatro para resgatar ali um pouco de prazer de que eu tava, né, sentindo falta, e acabei… A gente ensaiou uma peça juntos, a gente se apaixonou durante a, a peça, o ensaio. Quando entrou no ar ali a peça em cartaz, aí a gente começou a namorar, e estamos juntos até hoje.
Você fazia um par romântico na peça?
A gente fazia algumas cenas que eram juntas assim, tinha várias cenas com várias pessoas que, em algum momento, eu tava com ela ali, e a gente se apaixonou, cara, foi muito louco. Mas foi difícil, é um processo difícil, cara.
Eu falo isso porque, cara, eu passei por um processo dolorido também uns 4 anos atrás.
Hum.
O auge do fundo do poço foi 4 anos atrás, só que ainda a gente não saiu 100%.
Uhum, tá nessa…
Estamos nessa, estamos nessa reconstrução, tenho coisas do passado ainda a resolver. E, e foi um processo muito dolorido.
É muito dolorido.
Muito.
Isso te dá uma experiência, cara.
Cara, eu seria outra pessoa completamente diferente se eu não tivesse passado por isso.
Exato, é, então isso é muito bom.
Eu percebi que eu amadureci, cara, 30 anos em quatro assim, e eu tenho uma visão muito mais conservadora das coisas. Eu sempre fui um cara muito agressivo, muito agressivo ao… Em geral, por quê? Porque eu sempre… Eu era um… Eu, eu comecei a empreender igual a você, cedo.
Uhum.
Então eu tinha o tempo a meu favor e uma energia surreal.
Uhum.
Que quando você é moleque, meu, você dobra a noite e não tá nem aí, vamos embora. Então, no final, como que eu aprendi a empreender: chuta a bola para frente e corre atrás que você dá um jeito. E aí eu levei, eu levei isso como padrão para a minha vida empreendedora, até que 4 anos atrás, cinco na verdade, a gente começa a ter uma demanda muito grande — eu trabalho com construção civil —, começa a ter uma demanda muito grande por obras grandes, e eu olhei e falei: “Meu, mas essas obras estão sendo bem maiores do que o meu tamanho hoje”. “Pô, mas a gente dá conta”. E aí, pum, abracei, e na verdade foi nesse crescimento que a gente quase quebrou, uhum, em termos de fluxo de caixa, escalei demais, não tinha gente, foi uma loucura. Então serviu para me mostrar que, amigão, você não é Deus, sabe aquela, aquela, aquela aspiração do jovem que acha que pode tudo? Eu tava com 30 anos, 30 e poucos anos, repetindo os mesmos atos. E aí isso me trouxe aqui: opa, pera aí, você precisa pôr um pouco de pé no chão, porque use a maturidade a seu favor. E isso, cara, precisou… A maturidade precisou me dar uma rasteira mesmo para eu aprender, eh e foi um processo assim super valioso. E você falando… Você falando como foi esse teu processo traduziu o que eu vivi, mas eu não tinha traduzido dessa forma, que era: enquanto eu ficava culpando o mercado, a falta de mão de obra, o concorrente, outro jogou, tirou, o que de fato eles tinham parcelas de culpa…
Sim, mas no final… Da resposta…
…mas que no final eu que abracei, eu que fui por esse caminho quando… E aí um dia no processo terapêutico, hum, o meu terapeuta falou assim: “Cara, o que que fez você chegar até aqui?”. Aí eu falei assim: “Cara, o trabalho”. “Não, mas para, não responde no automático, o que que fez de verdade você chegar até aqui?”. Falei: “Trabalho”. “Então me explica”. Eu falei: “Cara, quando lá no começo eu que fazia isso, isso e isso, aí depois a gente fazia isso e depois foi para isso, tal, tal, tal…”. “Fala os problemas que você já teve”. “Aconteceu esse e esse, esse”. “E como você resolveu?”. “Ah, eu peguei e fiz isso”. Falou: “No final, você tá vendo que você é a retaguarda?”.
Uhum.
“Você sempre é a retaguarda, sempre quando alguma coisa não saiu como você esperava, você precisou pegar o cavalo no, no… Na cria lá e fazer o negócio acontecer, você. Para de reclamar, bicho! Uhum. Para de culpar os outros e vai lá trabalhar”. E eu… E eu… E sabe uma coisa que era muito dolorida para mim? Voltar para a operação.
Uhum, é isso.
Era difícil voltar para a operação quando você já acha que você não tá mais. Eu tava com 130 funcionários e eu tinha que falar… E a operação não funcionava. Aí ele falou assim: “Cara, comece a chegar cedo”, porque a minha empresa começa 7h30, “começa a chegar 7h30 então, e vai liberar carro”.
Uhum.
Eu falei: “Nossa, o tamanho dessa empresa, sem funcionar, eu vou ajudar a liberar carro, né? Mas volta para a operação”. Aí eu falei… É porque essas coisas vão voltando e vai pegando aqui e lá. Exato, e, cara, foi isso: eu comecei a chegar 7h30 — a equipe até estranhava —, comecei a ajudar a liberar carro: “pera aí, por que vocês estão…”. Comecei a ver um monte de problemas operacionais.
Cultura.
Comecei no dia a dia, sabe, Carlos? Você sabe, tipo igual empreendedor raiz: barriga no balcão, retomar, começar o começo de… Comecei a me reapaixonar pelo negócio, que é um negócio que muitas vezes a gente perde a paixão, uhum, e as coisas começaram a andar, cara, né? E aí eu falei: “É isso, cara”. Mas eu fiquei num processo de negação… É difícil, né?
É o mesmo processo, passei por um processo muito parecido. Uma das coisas também que me fez mudar ali daquele lugar de fundo de poço, e de inação, e de lamentação, foi quando eu comecei a agradecer o que tava acontecendo comigo, cara, de verdade. Eu falei: “Cara, olha que bom que está acontecendo isso com você”, porque eu sabia que isso que tava acontecendo ia me transformar. Quando eu comecei a perceber isso, mas ali estando naquele lugar, mudou minha visão, falei: “Cara, receba isso como um presente”, porque eu nunca tinha errado tão grande e aquilo tá… Aquilo lá vai me transformar, eu falei: “Eu sei que, cara, eu vou olhar para isso” e falar assim: “se não fosse isso, eu não seria o que eu sou hoje”. Caramba, e hoje, cara, a gente tá super bem e tenho certeza de que aquilo ali…
Boa visão, porque eu nunca agradeci, né? Eu sei o quanto foi importante, mas eu ainda agradece… Eu ainda olho, eu ainda olho aquilo com mágoa até de burro, como eu fui burro, sabe, assim, sabe? Tipo de…
É, sim, tem a decepção ali, mas…
Legal, cara, eu vou fazer esse exercício.
Agradece, cara, porque isso me ensinou muito mesmo.
Eu vou olhar esse, esse processo com, com aprendizado, vou fazer, vou fazer, vou, vou levar isso como lição de casa. Obrigado aí pela…
A gratidão é um negócio que a gente tava falando com a minha esposa essa semana passada, eu falei: “Cara, a gente tá sempre, né, empresário, tudo, ser humano tá sempre jogando para frente, e é bom e precisa, né? Mas às vezes a gente esquece de agradecer, cara, e agradecer tanta coisa que a gente faz”. É porque é normal e bom que a gente esteja de olho no futuro, nas metas, no que a gente quer alcançar, tal. Então o ser humano tá sempre olhando para frente, tudo bem. Mas agradece o que tá hoje aqui, né? Pô, por exemplo, eu trabalho com seguro, cara, o meu dia a dia é ver a vida das pessoas mudar assim, ó, do nada: detectar uma doença, um falecimento, morte, bateu o carro, um câncer, mas também alguém que nasceu. Eu vejo a vida assim mudar muito rápido, então o nosso dia a dia é isso: você ver alguém que tá super bem, de repente não tá, cara. E isso é o imponderável da vida, né? Então, cara, agradece que você tá saudável, que você tem a possibilidade de viver. Já é muito bom ver tua filha crescer, e, [ __ ] só de tá vivo, cara! Tá vivo é um negócio muito louco, às vezes a gente esquece de agradecer porque é tão banal, né, tá vivo.
Mas uma coisa que… Uma coisa que tem me feito ser muito grato é minha filha.
É isso.
Porque às vezes é o mínimo, às vezes é só ficar vendo ela lá se matando para, para dar os primeiros passinhos.
As pequenas coisas.
Isso aí eu valorizo muito essas pequenas coisas com ela, cara. Pô, Carlos, obrigado, vou levar esse presente aí, de usar isso como agradecimento. E agora, caminhando um pouco mais na tua trajetória, você teve um documentário que no final engavetado virou filme, virou livro…
Tá virando livro.
É, tá virando livro de que você vai falar dessa jornada. O foco principal desse, desse livro é o quê: inspiracional, eh espiritual? Como que é esse…? O que que quem, quem for atrás desse livro pode esperar o quê?
Sim, ele é bem pessoal, é um diário de viagem de um ano sabático de alguém que teve que dar uma pausa na vida para repensar sobre o uso do tempo. Eh eu tenho o costume, já desde muito tempo, eu adoro viajar, invisto em viagem. É, esse é uma das coisas legais assim, né, cara? Investir em experiências, assim. Se você for olhar coisas, tudo o que você compra de coisas, elas se deterioram com o tempo. Experiências, elas melhoram com o tempo.
Melhoram, é isso.
Vou te dar um exemplo: você vai numa viagem, lembra aí uma viagem às vezes que você foi e que deu tudo errado, cara, sei lá, perdeu o passaporte, te roubaram, você perdeu o voo… Na hora você tá puto, não sei o quê, isso aí depois de anos você conta, você fala: “Putz, aquela viagem eu perdi o passaporte, perdi o voo, o cara me roubou”, você dá risada. Isso, as experiências melhoram com o tempo, as coisas se deterioram, né? Então, investir em experiências é fundamental. E eu sempre investi em viagem assim, eu adoro viajar, tenho muito lugar para conhecer, mas já conheço bastante países assim. E eu sempre… Eu tenho um hábito desde quando eu morei em Londres, de pegar uma pedra do lugar, e aí esse hábito vem comigo há anos de, tô num lugar tal, sempre olho uma pedra e pego. E aí hoje eu tenho uma coleção de pedras assim do mundo inteiro…
Que você sabe de onde são.
…sim, eu, eu tenho uma caneta permanente que eu escrevo o nome do lugar, e aí sempre foi muito de pegar a pedra e aquilo ali é a energia do lugar. Eu falo: “pô, tô trazendo um pedaço daquilo, né? Uma pedra… Geologia tem milhões de anos, né? Pô, isso aqui é o lugar”. E ao tempo era isso. Depois eu fui ressignificando e percebendo que, além da pedra, era o que que aquele lugar me trouxe de conhecimento, então são pedras do conhecimento. Então eh todas essas tatuagens que eu tenho e o livro são o que que são essas pedras que eu peguei de cada lugar, e o que que aquele lugar me trouxe de conhecimento.
Que legal, bicho.
E nessa viagem específica, formou um, uma filosofia de vida que eu tenho, que de começo, meio e fim, que transformou no que é esse livro assim, nessa reflexão.
Legal, cara.
As pedras foram ganhando cada vez mais significância. Hoje, para mim, além disso tudo, eu falar: “O que que eu vou fazer com todas essas pedras, né?”. Então hoje a minha ideia é: quando eh vierem meus netos — meus filhos vão viajar comigo —, mas os meus netos, eu vou deixar essas pedras para eles, e a minha ideia é: eu vou deixar o dinheiro para eles viajarem, eu falar: “Esse dinheiro aqui é para vocês viajarem, estão aqui as pedras, devolvam”. Então a ideia é eles continuarem esse ciclo de irem pro lugar, e aí eles vão devolver essas pedras e tragam outras pedras para vocês, e aí deem pros seus filhos, pros seus netos, tentando criar um hábito de eh um ciclo, né, virtuoso de viagem, experiência.
Você tem uma alma artística muito da hora. Isso é muito legal, pô, adoraria ser seu neto, cara.
É, porque muito mais do que o dinheiro, mas o legado de essa coisa de, de viver experiências, né, cara? Porque é muito bacana assim, né, o mundo se expande quando você viaja, vai para um lugar…
Não, que muito louco os caras devolverem as pedras que o avô pegou.
É, é muito legal, né? Eu falei: pô, cada um vai receber pedras do mundo inteiro, e falou: “agora devolvam”, né?
Muito legal, muito legal a tua ideia, cara, [ __ ] que da hora, cara. Muito legal mesmo, adorei essa ideia, eu pensei… Imagina, vai lançar o livro falando disso, eu até imagino os netos devolvendo e, sei lá, gravando, produzindo isso: “pô, meu avô deixou aqui, devolvendo…”. Muito, muito, muito legal mesmo, cara, [ __ ] parabéns, cara. E, mestre, além de tudo, por isso que eu falei: é o MacGyver, cara, a gente nem contou tudo. Além de tudo, ele é… O Carlos é corredor de longas distâncias. Como foi esse processo, assim: ator, eh cinema, empreendedor e agora atleta? Porque, cara, para você fazer esse nível de, de esporte exige demais, principalmente do psicológico, né? Mas como foi esse processo, você começou a correr do nada, você sempre gostou? Como foi esse, esse processo para você?
Sempre gostei de esportes assim, no geral, né? E eu sempre fui do esporte individual, né? Gosto de futebol, tal, mas o meu negócio sempre foi esporte individual. Então: natação, corrida, judô, sempre gostei disso. E a corrida sempre veio assim, no… Sempre, acho que desde os 20 anos corria, voltava, tal. Mas já há um tempo que hoje eu corro e treino com disciplina, tal. Cara, a corrida é um negócio fantástico assim, que depois que eu comecei a correr e participar de provas e, e de longa distância, a minha empresa catapultou porque traz uma disciplina, uma resiliência, uma força de vontade. Eu acordo 5 da manhã para ir correr no frio desgraçado lá, ir lá mesmo quando você não quer. Não, corrida três, quatro vezes por semana, e os outros treinos: musculação, fortalecimento, mas o foco é a corrida. Corrida é fantástico, cara, é um negócio que entrou na minha vida, acho que tem tudo a ver com empreendedorismo, cara.
Como você falou, é muito… E a corrida ela tem um paralelo assim, porque meu… É muito tempo sozinho. Eu não ouço música, eu fico sempre pensando ali, meditando, correndo, é um momento de desconectar, de, sabe, você esvaziar ali, momento de flow mesmo que fala, que você atinge quando você tá correndo, né? Então eu sugiro a todo mundo. Na minha empresa, inclusive, a gente patrocina a cada três meses uma corrida pra, pra empresa inteira, para criar essa cultura de corredor, de hábito, de saúde, né, de se cuidar, tal, né, que é importante assim.
Caramba, cara, e você já correu o quê?
Não, o máximo que eu corri foi 30 km. Tentei cinco vezes ciclo de maratona e quebrei, quebrei de, de lesão e voltar, lesão e voltar, até que chegou um ponto que falou assim: “Cara, meu corpo tá dizendo que ainda não é hora”.
Maratona é quanto, quantos quilômetros?
Maratona são 42 km, cara. Até 30… Até meia maratona… Hoje eu tô em meia maratona, que é 21 km, já é uma boa distância, mas não chega a ser a… A maratona é absurdo, não é nem a prova, porque a prova é, é o… É só a ponta de tudo o que você faz de treinos. Você quer correr 42, você tem que correr vários, 42, 60, 80 por semana, é muito desgastante. E eu lembro que, quando eu tava treinando o ciclo de maratona, eu chegava na empresa morto assim, não conseguia produzir. Eu falei: “Cara, tá até atrapalhando o meu negócio”.
Tava, tava, tava sobrecarregando.
É, a meia maratona eh vai tranquilo, é onde eu tô confortável hoje correndo, meio assim. E hoje de esporte é musculação e corrida, e corrida.
E o judô, largou?
Eu larguei, cara. Eu cheguei até a faixa preta.
Mentira, cara! Você é faixa preta de judô?
Faixa preta de judô. Comecei bem com uns 5, 6 anos assim, aí fiquei um tempão.
Caraca, mano!
Aí cheguei na preta e chegou uma hora que falou assim: “Agora deu o ciclo completo assim”. Mano, faz tempo já que eu não tô mais.
Caramba, e faixa preta é muito respeitado na arte marcial, cara, porque é um negócio de que você não, não paga, é… Conquista pura.
É, e o esporte traz isso, né, cara? Disciplina, resiliência, força de vontade, dedicação, fazer quando você não quer, né?
Caramba, que legal.
É muito legal assim, cara.
Qual… Hoje, hoje eu vejo assim, te conhecendo um pouco melhor, que grande parte do teu trunfo como vida é disciplina. Disciplina. É disciplina, na tua opinião?
Acho que sim, porque tudo o que você constrói é com disciplina, nunca é sorte, né? Nunca é tipo, ah é trabalho, é tudo, mas no final é disciplina. Eu não acredito em sorte assim, eu acredito em disciplina, né? A sorte e o azar sorriem para todo mundo a qualquer momento. E digo mais, essa lição, por exemplo, de quando eu tava lá no Safra, quando eu era moleque, que eu tava voando, aí olha a história da sorte, né, sorte e o azar: “ah, começaram…”, eu vi na rádio peão lá que estavam querendo me lançar pro Safra Nova York: “Ai, putz, que sorte, ele vai para Nova York. Ah, ele não fala inglês, que azar! Ele não fala inglês, não foi para Nova York”. Então, na verdade, eu não tava preparado para aquele, aquilo ali. Então, se é sorte ou azar, é você que vai transformar, né? São as, a… As oportunidades estavam batendo na porta…
Batem na porta ali, você tem que estar preparado, né? E acho que aí disciplina, constância, disciplina, isso vem com maturidade, com errar, com cair, com levar tombo, né? Até os 30 você vai que vai, depois começa a perceber: pera aí, né? É, mas aqui a vida é uma, uma longa distância, uma ultramaratona, né, não é sprint. E saber o momento de sprintar, saber o momento de reduzir o pace, mas continuar, é importante, né?
Total. E aí agora eu quero caminhar mais pros projetos atuais, que além da, da Cedo, você tem o CedoCast, que você começou um pod faz quanto tempo? Quanto tempo você tá com esse podcast?
Então, tenho, tenho dois podcasts, né? Tem o CedoCast, que é o podcast da Cedo Seguros, onde eu… O tema ali é alta performance, então trago empresários, o assunto… Meu público é mais empresário, né?
Boa.
Mas é alta performance, então veio já de atleta olímpico a empresários, e o assunto é performance, que é bem bacana. Mas é recente também, tenho quase dois anos de podcast.
Semanal?
Não, semana sim, semana não, toda semana eu lanço um episódio. Cada semana é um podcast, boa. E aí tem o outro, que é mais novo, mais recente ainda, que é o MelhoresCast, que é o podcast das melhores empresas para trabalhar, onde eu recebo RHs de empresas que estão em rankings de melhores empresas para trabalhar.
Caramba!
E troca ideia do que de… Das ações que eles estão fazendo: pessoas, cara. Total, porque assim, na Cedo a gente é mais especializado em seguros benefícios, então com quem eu sempre negociei: CEO, CFO e o RH. O RH é o nosso dia a dia. E aí eu, putz, eu tenho clientes de diversos segmentos e realidades, a gente percebe RHs que são super estratégicos e RHs que são super operacionais, né? E eu falei: “Cara, eu queria poder contribuir pro meu cliente elevar a experiência de gestão de pessoas”. Hoje gestão de pessoas tá muito em voga assim, né?
Total, e no… E no final é o, é o que tá diferenciando uma empresa que dá muito certo para a que dá errado, porque são as pessoas mais do que nunca, com a falta de mão de obra hoje em dia.
E vai ser cada vez mais. Eh eu… A gente tá entrando na era de ouro de gestão de pessoas, principalmente pelo advento da inteligência artificial, porque a inteligência artificial vai tomar conta de muito do que é processo, tudo o que é processo. E aí o asset, assim, o patrimônio humano vai ser cada vez mais valorizado. Vão ter menos pessoas trabalhando, mas quem tiver ali, quem gerir bem o time, voa. E o negócio, cara, tá nas pessoas, né? A gente quando abre um negócio, a gente não pensa nisso, a gente pensa no… Na solução, no cliente, no que você tá entregando de produto, de serviço. Mas no final, quando você percebe que é… O jogo é aqui, na gestão de pessoas, você tem que liderar as pessoas, as pessoas vão tocar o resto. É isso. E aí a ideia de criar o MelhoresCast era para trazer conteúdo pro RH. E aí a gente começou faz uns seis meses, mais ou menos, 7 meses, esse podcast que tá dando super certo, que é super nichado: gestão de pessoas, legal. E aí, depois que eu comecei o podcast, falei: “Cara, tá aí um negócio, eu acho que o podcast é muito mais do que… O MelhoresCast é muito mais do que isso”. Então hoje o MelhoresCast é o podcast do GEMT, que é uma empresa que chama Gestão Melhores Empresas para Trabalhar, que tá começando a operar agora no segundo semestre. A melhor forma de definir: ela é um G4 só de gestão de pessoas. Então eu tô reunindo aí os melhores profissionais de gestão de pessoas, a gente tá desenvolvendo a tese do método GEMT, onde a gente trafega aí com os melhores RHs do Brasil e vai começar a trazer imersão, infoproduto, consultoria, clube de relacionamento para gestores de pessoas, empresários e RH, né? Então a gente tá começando a desenhar, tá bem no início isso, né? Mas o podcast já tá rodando e já tá trazendo esse ecossistema.
Já vou falar no ar para já me, me comprometer contigo: tenho, tô lançando também uma escola para empresários, a gente acabou de ter… Eh esse, esse episódio vai pro ar daqui a umas três semanas, mas a gente acabou de ter a primeira imersão, foram 60 e poucas pessoas, baita de um curso bom. A gente fez um pitch lá pros próximos, a gente tem em cinco… Quatro cursos, que é o básico, dois intermediários e um avançado, que a gente fala assim desde o básico, do básico do básico mesmo, desde plano de negócios e tudo mais; os intermediários, uma vivência bem prática de implementação de finanças profissionais, com DRE, etc., business, tá? Escola de gestão mesmo, que as pessoas têm exercícios práticos, vão fazendo a DRE dela juntas. A gente coloca algumas lições de casa eh prévias, antes de o curso acontecer, a gente pede algumas informações para elas levarem da empresa pra gente colocar isso em prática, e até a parte avançada, que é tributário, essas coisas. E um dos nossos módulos é liderança. Uhum. Quero, quero a ajuda tua para você trazer o teu método para dentro do…
Bora, vamos conversar, cara.
Porque dá pra gente conversar bem e dá pra gente trocar muito, porque é bem, bem importante isso para mim e para você também, porque, cara, é troca de lead.
Sim, total, e a gente não se conflita.
Vamos, vamos sim, porque não tá “liderança” no meu radar. Uhum. Não, bora.
Vamos fazer, cara. Educação é muito legal, né? É. E é um baita de um negócio assim, bacana, com um propósito bonito de transformar as pessoas. E imersão presencial, cara, é o que a galera eh tá precisando hoje em dia, algumas pessoas até talvez não gostem, mas hoje é o que tá precisando: é presencial. Quando você coloca lá 60 pessoas, você gera transforma… Dois dias de evento, você gera transformação, aí networking, relacionamento e tudo, né? A galera sai transformada, cara.
Sai transformada, diferente de um curso online que, por mais que tenha efetividade, depende da disciplina do aluno, o que de fato muitas vezes não acontece.
É, total. Não, e imersão é intenso, é, é hands-on ali, muito bom, né, cara? O papel do professor… Professor devia ser a profissão mais respeitada, né? Tem aquela história que não sei nem se é real, né, mas que no Japão o imperador só não… É só o professor que não precisa reverenciar, né? Eu tava falando com a minha esposa semana passada sobre isso, falei: “Cara, a gente comentando que, ah, você gosta de tênis, você jogou tênis?”. “Ah, não gostei, fiz uma aula lá, não gostei do professor”. E eu tive uma experiência de violão: eu tive uma aula de violão, o cara era tão… Ele pegava, eu era criança, ele pegava meu dedo: “põe o dedo aqui, tal”. Falei: “Cara, minha primeira aula, nem sei o que que é, tal”. Acabou, eu falei: “Olha a responsabilidade desse cara”. Às vezes eu podia ser um baita tocador, né, tocador de violão ali, mas ele te traumatizou. É, ele falou: “Puta, não era, não quero para mim”. A responsabilidade de um professor, cara, é gigante assim, né, de você incentivar e criar. Ela falou de um professor de fotografia que falou para ela: “Ah, você não tem olhar”. Cara, ela é estilista, superrenomada, uma baita de uma estilista, super fotógrafa, mas quando ela começou o cara falou: “É, você não tem olhar”. Falei: “Cara, que absurdo o cara falar isso, né, para um aluno, né?”. E ele, e ela tá lá para, para desenvolver o olhar. Então agora o contrário: putz, cara, você pega um bom mestre, seja no que for, você muda a vida da pessoa, você direciona o cara, a pessoa muda a vida da pessoa, total.
Então, quero, quero… Vamos trocar uma ideia depois disso aí para você me apresentar o programa, eu quero trazer o programa para dentro porque aí você continua tendo o seu programa, claro, além dos, dos teus cursos e tudo mais, mas faz, eh fazendo uma collab mesmo e colocando a tua marca lá mesmo, porque isso, porque isso é um braço do qual eu não vou abraçar, tá?
Não, toda a parte de gestão de pessoas, a gente tá desenvolvendo um método que é o método das Melhores Empresas para Se Trabalhar. É muito legal, cara, porque eu recebo lá só…
E aplicável para PME.
Sim, para tudo.
Para tudo, cara.
Não, total, total. A ideia justamente foi essa, assim: a gente traz empresas grandes, mas o que eles fazem de gestão de pessoas é uma empresa com três pessoas faz, porque são ideias, é como que você olha o olhar, a conexão humana, a comunicação one-on-one e tudo, né? Tudo o que traz a gestão de pessoas. Então são coisas que qualquer empresa pode aplicar, né?
Legal, vou te, vou te chamar real para isso aí porque isso aí para mim se encaixa muito bem. Legal. E aí, pra gente entrar na parte final, mestre, eh falando da Cedo hoje, Cedo Seguros… Uhum. …eh qual o tamanho dela, qual a estrutura de que ela tem, qual é o, os lugares? Você falou que tem trinta e poucas mil vidas, não sei se você pode abrir números, mas se puder, quanto que você fatura, quantas pessoas você tem no time, dá um overview da Cedo hoje. Quem quiser, como é que faz, entra no Instagram, dá um… Já faz um, aproveita o jabá aí.
Claro, claro. A Cedo ela tem um posicionamento boutique prime, então a gente não é uma corretora gigante, mas a gente é muito…
Sim, tem bastante vida.
É, então, muitos corretores falam que a gente é grande também, mas é que tem corretoras com 500, 200.000 vidas, tal. A gente foca num cliente que tá até 5.000 vidas, que é o, o middle market que a gente chama, que não é tão pequeno, né? Mas tem empresas de 20, 30.000, mas não é. E a gente tem um nicho mais específico de cliente premium, tal, eh apesar de ter 37.000 vidas. A gente tem uma equipe até enxuta de 20 e poucas pessoas porque a gente tem muita tecnologia, CRM e tudo ajustado, e a eficiência pra gente ir crescendo organicamente assim, né? E, cara, estamos num momento muito bom assim, muito legal assim, de o desafio de manter a o crescimento ali, investimento. Isso é difícil, né? Hoje em dia, num mundo cada vez mais eh dinâmico, cara, você fica com a sensação de que ou você cresce ou você é engolido, e que de fato é um pouco do que acontece, porque o mercado tá dinâmico toda hora, tudo mudando. Eh depois eu quero entrar até nesse… Como você é um cara muito eh sistemático do ponto de vista positivo, eh eh disciplinado, quero entrar também até na parte de gestão da, da Cedo: o que que você tá fazendo para ganhar eficiência com IA, tecnologia e tudo mais. Mas hoje quanto você fatura em média, mais ou menos, você pode falar? Não tem problema.
Tem problema? Pode falar de faturamento, não tem problema. A gente tá faturando na casa de 5, 6 por ano.
[ __ ] que legal, cara! E, cara, isso pra, para corretor de seguro, para problema… Empresa de corretagem de seguros, isso é um baita de um valor, cara, um bom número.
É, mas agora a gente tá investindo muito assim, então é, a gente tá nesse crescimento assim, todos estamos… É, estamos num momento de investimentos.
Teu, tua queima de caixa hoje em termos de investimentos: estrutura de pessoas e tecnologia?
Pessoas e tech, pessoas e tech, maior custo, né?
Dá um, um overview pra gente em tecnologia, porque assim, com o tamanho eh detalhe que você tem na gestão dessas vidas, desde mandar flores na internação e tudo mais, que é o que a gente falou um pouco mais no início… Uhum. …são atividades extremamente mecânicas, por mais que sejam humanas, super humanas, mas são extremamente mecânicas, que uma IA e um bom banco de dados conseguiriam gerenciar muito bem sobre isso, né? Colocando um operador para fazer o que antes 20 não conseguiriam. Você tem embarcado IA na tua empresa?
A gente tá automatizando cada vez mais. Eu tenho hoje dentro da empresa uma comissão lá de pessoas só para olhar IA e o que a gente pode pôr de… A gente agora entrou de vez assim, a gente já usa bastante IA, mas eu quero colocar mais. Inclusive, agora acabei de fechar uma IA conversacional que é SDR, para fazer SDR. Cold call com voz, ligando pro perfil de cliente ideal.
E é fluida a conversa?
Ela é, ela ainda tem… A gente tá no início de uma revolução, né, principalmente falando de conversacional, tal. Cara, daqui a pouco vai, e a galera vai gostar de falar.
É, porque uma IA ela traz respostas diferentes daquelas URAs insuportáveis.
A gente tá até pensando, se ainda não começou, tá fazendo um onboarding com a empresa, né, a gente tá até pensando se já não se identifica como IA.
Exato, você falar: “Eu sou o agente virtual da Cedo Seguros, eu entrei em contato com você porque você tem o perfil, queria entender…”, pá, pá, pá. Eu não sei se isso vai ser bom ou ruim, ou deixa a pessoa entender que é… Coloca dois… É, coloca dois, testar os dois discursos ali e vai: “pô, tá dando mais certo falar que é, não é?”, é isso, né?
E essa, e essa, essa, ela é pra cold call mesmo?
Pra cold call.
Caraca, cold call! Tem agora várias empresas fazendo isso. A gente contratou uma que depois me indica no offline aqui qual é o nome da empresa, que eu quero, quero ir atrás.
É porque eu também tô nessa evolução e vou testar, não sei ainda, eu falei: “Cara, vou testar”. Ele faz o papel de quatro SDRs ao mesmo tempo, liga para toda a listagem de que a gente já tem lá, né? E assim, cara, a IA não cansa, a IA não tá de mau humor, a IA não tá… Aleatório. E aí o que que a gente vai pensar: vai, a gente vai fazer a melhor ligação, o melhor hype para todas as ligações, né? Você vai modelar o que funciona, falar: “Cara, quero essa ligação”. Tipo o SDR hoje, humano, ele fala: “Cara, essa ligação eu destruí, fui muito bem, eu quero isso aqui para todos”. Então é tendência, né? SDR vai… Eu cheguei pro… A gente já teve uma operação de SDR lá de… Cheguei a ter no passado 15, 20 SDRs.
Caraca!
Mandei embora todo mundo, fiquei com os melhores, eu falei: “Cara, tem uma notícia, uma boa e uma ruim: a ruim é que você vai perder o emprego; a boa é que, se você se juntar com a IA, você vai virar um baita de um profissional requisitado, porque você vai virar o cara que vai fazer o prompt, vai essa galera toda já por c… Já pro c…”. Falou: “Não quero mais gerenciar SDR porque é trabalhoso SDR, cara”. Fica, fica um tempo, vai embora, é, vira uma loucura. Eh e aí, então agora vou investir em… Né? Então, acho que vai dar certo, é uma questão de curva de aprendizado, machine learning, tem o tempo ali, vai. Cara, você pegar o, o Dener da V4, ele falou recentemente, ele já tá atuando assim. A Meta, o Google, o Jeff Bezos, a Amazon… Hoje no RH, se você pedir uma nova vaga, você tem que provar que a IA não faz aquilo de que você tá querendo contratar. E ele, e o Dener na V4 tá fazendo isso: se “ah, quero uma nova vaga”, abriu uma vaga, ou então mandou embora alguém, você quer repor, prova que a IA não faz o que você quer contratar. Se você provar, você tem a vaga, se não, vai virar IA. Isso tá começando, só que assim, vai acelerar muito, vai tomar conta.
Usando esse seu exemplo de que você pegou uma, uma turma para fazer uma comissão de IA, você pegou… Como que foi o seu processo de escolha?
Tava conversando com um colabora… Tava comemorando lá os 20 anos da corretora, comecei a falar de IA e um deles falou: “Pô, eu tô vendo isso”. “Ah, legal, tal”. Eu falei: “Cara, você gosta?”. “Adoro”. “Então o seguinte: vai procurar IA para toda a nossa operação, onde dá para pôr, tal”. Ele tá com essa incumbência lá agora de… Caramba, o que ele… Eu tô falando com ele, ele falou: “Pô, isso a gente não consegue ainda, mas tal…”. Então assim, pelo menos tem esse olhar ali, aonde pode a gente vai colocar.
Vou fazer isso, cara. Eu não tinha pensado nisso.
Tem que ter alguém ali com isso, cara.
É, eu já tenho… Eu e meus sócios já estamos bem antenados, né, em IA, eu e todos os os outros, e sempre trazer novidades. Só que eu pedi para um colaborador respirar isso. Assim: a tua agenda agora, meia hora por dia, pensa em IA. Porque a gente tá antenado, mas a gente tá antenado assim: “ah, tô ligado”. Uma coisa é ficar pesquisando a fundo onde eu posso pôr na operação IA, né? Eh acho que isso tem… Toda empresa tem que fazer, cara, porque…
Vou… Já é minha lição de casa para amanhã. Amanhã já eu tenho uma reunião com um dos, dos caras de processos e…
É isso aí, cara, atende… Eu tenho um podcast, tem uma série especial, é legal nomear alguém e pôr na função, né? Dentro do CedoCast, a gente tem uma, uma série especial que chama Conselho Empreendedor, que aí é um modelo diferente: são quatro empresários tomando vinho e falando de negócios. Aliás, já vou conectar você pra próxima temporada ali, a gente tá gravando agora com a terceira temporada, na quarta vamos conectar tudo, traço. E tinha um industrial, na primeira temporada tinha um cara que é um industrial, cliente nosso, um monte de funcionários e tal, e ele não tinha nada de… Não sabia nada. Da primeira reunião de conselho, ele já, pum, contratou uma pessoa só para pensar em IA, ele tá pondo IA na indústria inteira, tá? Revolucionou a empresa e falou: “Foi de uma conversa ali de conselho de que a gente teve que mudou a empresa, cara”.
Eu vou até, assim, para não deixar isso passar, eu vou ter que mandar e-mail para mim mesmo, isso aí é uma coisa de que eu faço.
Foi, é, isso é bom.
Meu grupo do WhatsApp com você mesmo, né? Eu falo aqui, ó: já deu… É um cara de IA, tá aqui, ó, nomeio o cara.
Nomeado, né?
Mestre, cara, é isso. Meu papo, meu papo contigo foi muito proveitoso, gostei demais do, do nível de que a gente, de que a gente chegou aqui. Cara, parabéns pela tua trajetória, acho… Eh tô muito feliz de, de conhecer eh essa, essa profundidade do, do da tua, da tua vida e tudo mais. Eu acho muito legal, cara, uma pessoa que ela consegue navegar em dois ambientes de que muitas vezes você tem um perfil A ou um perfil B, uhum, que é o que a gente tava falando até nos bastidores, né? O cara que é muito artístico, muitas vezes ele não é tão empreendedor, e vice-versa. Quando eu falo empreendedor, é o cara que joga o jogo do business.
Uhum.
O, o artístico ele já é empreendedor por natureza, né, de empreender projetos.
Cara, tá cheio de artistas excelentes que não têm esse perfil de empresário e não… Nunca decolam.
E exato. O cara tem perfil, o cara tem potencial, ele precisa ter um empresário, tanto que tem muitos que têm um empresário porque ele não quer: “não quero falar de contrato, não quero falar de dinheiro, quero tocar música”.
Exato, e você consegue navegar bem nesses dois, nesses dois ambientes. Então, pô, legal. E assim, eh uma… Eu sempre gosto de, de falar que é legal a gente ter pessoas na mesa que te provoquem, e você tá me provocando com a tua disciplina. Uhum. Então isso, tipo, é uma coisa que eu falo, [ __ ]! Então é isso o que eu tô falando, tô voltando para casa provocado, o que é muito bom. Obrigado por isso. E vou começar também como lição de casa usar esse período da minha vida. Você corre?
Não, não corro, cara.
Vai correr, cara, vai correr, a corrida vai te dar essa disciplina, cara. Mesmo que a corrida é um negócio que te põe disciplina na veia. E você acorda de manhã?
Acordo de manhã, 5h da manhã eu acordo. Acordava 5h30, agora comecei a acordar 5h, falei: daqui a pouco eu tô acordando umas 4h30, cara. Mas eu acho ótimo porque, meu, tá tudo escuro, e eu sempre tive essa sensação de acordar cedo. É, eu falo: meu, tô aqui, já corri, já tô, já tô indo trabalhar, galera. Muito louco. Quando você acorda muito cedo, você chega na empresa cedo assim, quando você olha no relógio, 9 horas da manhã, parece que o dia já foi embora e você fala: “Cara, ainda é 9 da manhã”.
Só que eu durmo cedo. Hoje, 21h30 eu tô dormindo.
Dormir às 22h, agora 21h30, 22h no máximo.
Eu já, já lembrei do Mike Tyson, que ele tem um discurso de que ele fala disso: “Se eu descobrir que o meu adversário dorme às… Acorda às 5h, eu vou acordar às 4h30. Se ele acordar às 4h30, eu acordo às 3h. Se ele acordar às 3h, eu acordo às 2h. Se ele acorda às 2h, eu não durmo”, né? O Mike Tyson falando de disciplina, de dedicação. Ele queria tá melhor preparado que o único adversário dele, né?
Junto. Tamo junto. E, mestre, não acabou ainda, mas eu tenho uma, uma pergunta final para te fazer, mas eu vou agradecer aos patrocinadores, pedir licença rapidinho.
Claro, claro.
E galera, [ __ ] todo esse papo aqui, esse, essa, cara, a quantidade de insights que teve aqui… Eu tô, eu tô quase parando o podcast, dando pause para anotar algumas coisas, porque eu tô lotado de insights pra minha vida pessoal e pra minha vida profissional também. Mas eh tudo isso aqui, cara, graças a esse, esses patrocinadores que acreditam no projeto do podcast e investem para que a gente tenha tudo isso aqui de, esse audiovisual de qualidade de forma gratuita aí na internet. Então, quero começar agradecendo todos os nossos parceiros que, inclusive, gosto de falar o seguinte: todos esses, esses parceiros que são patrocinadores do podcast são pessoas que resolvem dores de empreendedores, totalmente focado ao B2B, seja com produto e serviço. Então, cara, possivelmente algumas das dores que você tem são dores de que você tá, tá vivendo aí, você vai passando rápido aqui por esses patrocinadores e às vezes a solução tá aqui. Então segura aí, coisa de 4 minutinhos, eu vou te apresentar aqui um cardápio de pessoas com um crivo bom, curados por mim, não só de business que resolvem problemas de fato, mas empreendedores que estão à frente do negócio, que são sérios e você pode ir de olho fechado.
Quero começar com o nosso patrocinador master, a SMB Store, do meu parceiro Alonso. Desde 2018, a SMB Store tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, vendas e financeiro, tudo isso com um sistema acessível e fácil de usar. Quero falar também da RPL, agência RPL, que oferece a solução completa de marketing digital para negócios, cuidando das empresas com olhos de dono, desde a criação de sites, gestão de anúncios, planejamento estratégico, social media, SEO. Polux, do meu parceiro Ricardo: sabia que existe oportunidade de desembolsar menos com impostos através de planejamento tributário, e eles são especialistas em gestão de tributos e de crise? Semic Displays: tá precisando vender mais? Então o seu negócio precisa de soluções criativas para PDVs, balcões, bandejas, displays e muito mais. WJR Consulting, do meu parceiro Valenstein Júnior: aumente seus lucros, seja aumentando receita ou reduzindo despesa, gestão financeira descomplicada para empresários. Inspira Capital, do meu parceiro Fabiano: operação e gestão financeira por assinatura, o braço direito do empreendedor, BPO financeiro não é mais futuro, é presente. Cross Host: todo esse estúdio, essa qualidade de estúdio aqui… Você quer dar voz ao seu negócio e alcançar mais pessoas? A Cross é especialista em produção audiovisual e soluções em internet, criando podcasts, eventos e transmissões ao vivo com qualidade excepcional. Pessoal, você tem um negócio e tudo mais, olha aqui o exemplo do próprio Carlos: ele tem a Cedo Seguros e criou o CedoCast, traz clientes para entrevistar e gera conteúdo para as suas, para as suas redes e tudo mais. Eh podcast é uma baita de uma ferramenta de produção de conteúdo e que conecta com a tua audiência. Então, Cross Host, precisando de um estúdio aqui em São Paulo, na Vila Mariana, vem para a Cross Host. Max Service, contabilidade que tem como missão a parte consultiva ao empreendedor, estando sempre próximo da gestão da empresa, com ecossistema completo, oferece atendimento desde o Simples Nacional até o Lucro Real, e, inclusive, eles têm o Lucro Real como especialidade. E Deisses e Borges Advogados: você tá com dificuldade para pagar seus impostos ou tomou alguma autuação tributária que tá colocando em risco a sobrevivência do seu negócio? Chama a turma da Deisses e Borges, eles são um escritório jurídico especializado em Direito Tributário e Empresarial. E, como eu falei, pessoal, todos esses patrocinadores resolvem dores verdadeiras de empresários. Desde “pô, tá pagando muito imposto”, vai fazer um planejamento tributário com a Polux; tá com problemas financeiros, inclusive com autuação tributária, pagando imposto e não sabe como, como pagar, tá com dificuldade de fluxo de caixa, conversa com a turma da Deisses. Você tá com o financeiro desorganizado, vai pra Inspira Capital fazendo um bom BPO financeiro, cara. Entre outras eh que a gente comentou aqui, várias e várias dores que o empresário tradicional brasileiro tem por aí, a gente tem aqui nesse pool de parceiros eh soluções muito boas para te ajudar, beleza? Tamo junto, obrigado a todos os patrocinadores.
Carlos, seguinte, meu caro.
Muito bom, hein? Tá cheio de patrocínios, hein, cara? Muito legal, parabéns.
Eu tô com patrocínio, eu até falo que eu tô com patrocínios demais, mas eh eu tô com uma lista de espera, cara, para patrocinar.
Que legal.
Porque, graças a Deus aí, a gente… E com o perfil, o perfil do Além do CNPJ já tem muito empreendedor, então com essa galera que, que patrocina, eles pegam esses cortes, jogam lá na página e acaba, cara, o a conversão dos caras são muito boas.
Que bom, legal, cara. É que é tudo empreendedor, cara. Quem vende B2B é uma… Um prato cheio. E você falou de podcast, cara, hoje eu falo para todo mundo também: empresário tem que ter podcast. É uma baita… Semana, semana não, seu…
É, sim, não importa, tem que ter porque é uma baita ferramenta de negócios, de relacionamento, de abertura de possibilidades, que é um baita num canal. Chama cliente lá, relacionamentos… Você gera conteúdo, além disso você gera conteúdo ainda, né? Eu brinco que até se não tivesse conteúdo, só isso aqui já é muito legal, e ainda mais tem a audiência que gera coisas que você nem imagina.
Exato, cara, o meu nível de networking melhorou muito depois do meu podcast.
É, eu também, porque automaticamente você já tá aqui, por exemplo, a gente… Quando que a gente teria uma oportunidade de ficar conversando uma hora, total, sem ter opção e tudo mais? Não tem, cara. Então, tipo, mesmo uma reunião, às vezes celular e tudo mais, eh o podcast dá uma oportunidade muito boa, para mim tá sendo muito importante. Mas, bem, imagina que você tá saindo daqui, tá indo embora para sua casa… Você mora onde? Você mora aqui em São Paulo?
Brooklin, moro.
Brooklin, é, tá perto. Você tá voltando para a tua casa, cara, e você bate o… Pelo amor de Deus, mas você bate o carro e morre, com filhinho pequeno. Esquece, pelo amor de Deus, você tá… Você, você não tem o direito de, de partir dessa. Mas eh tô trazendo só peso para a pergunta. Nunca ninguém saiu daqui, bateu o carro, muito menos morreu. Mas só para trazer peso, cara: ao… Você tá com 43?
Três.
Ao longo dos seus 43 anos, depois de tanta experiência, ano sabático, ano de lançamento de livro, você do nada abre o olho, tá com Deus na tua frente, fala: “Não, não vai dar para lançar o livro não, já era”. “Como assim, cara?”. E acabou, o livro vai lançar aqui.
É, é verdade, tá pronto, ele tá… Tá… Vai ser póstumo, né, o livro? Mas, cara, quem sabe vende até mais, hein? O marketing vai ser ótimo.
Pelo amor de Deus, fez um auê, morreu. Mas, cara, eh cara, qual… Que mensagem você deixaria pro mundo se você estivesse eh nos últimos momentos da sua vida? Que que recado você deixaria para a humanidade, para a tua família? O que que você deixaria?
Bom, hein? Profunda, hein, pergunta? É, cara, eu acho que assim: primeiro, fazer nada menos do que o melhor que você pode fazer em tudo, assim, ser perfeccionista e ir atrás da excelência em qualquer coisa — no relacionamento com a tua esposa, na saúde, com você —, seja impecável com você e com qualquer coisa que você for fazer. E equilíbrio, sucesso é equilíbrio: é tá atento à saúde, a relacionamentos, a dinheiro. Dinheiro é uma ponta, né? A gente vive num mundo que é dinheiro, dinheiro, dinheiro. Cara, dinheiro é um negócio… Tá cheio de, de milionário pobre. Então, saúde, conexões, né? Então, tá equilibrado assim, sabe? Sucesso para mim sempre foi equilíbrio, nunca consegui enxergar sucesso em alguém que tá milionário, safenado, mal, relação horrível com a família, tal. Que sucesso é esse, né? É, tá cheio. Então, sucesso é equilíbrio, né? Então é isso: fazer o teu melhor, faça o teu melhor e sempre atento a estar equilibrado na vida.
Caramba, cara, prazer te conhecer melhor.
Prazer é meu.
É, desculpa a correria, minha vida tá, tá vida louca, cara.
Vida louca de…
Mas, cara, foi um prazerzaço mesmo te conhecer pessoalmente, trocar ideia… Conhecer pessoalmente assim, melhor, uhum, trocar ideia e tudo mais. Parabéns pela tua trajetória. É, conta comigo o que precisar, tô à disposição mesmo. E, e cara, de novo…
E me chama lá pro podcast pra gente gravar lá, tá?
Tá convidado, vamos fazer a agenda, cara. Obrigado pelo convite, valeu pela experiência de te conhecer mais também, e bora aproximar negócios aí.
Para cima, tamo junto, galera. Você que ficou aqui até o final, aqui embaixo tem vários botõezinhos, clica em todos para engajar o episódio, encaminha para um, para um sócio. Cara, a gente teve coisas aqui que possivelmente… Principalmente na época, naquela época que a gente falou, naquela hora que a gente falou do ego e tudo mais, às vezes, cara, eu sinto no feedback da galera que às vezes algum trecho do podcast parece que vai uma flecha no coração do empresário. Se faz sentido para você, encaminha isso para alguém, encaminha para alguém que você sabe que tá passando por momentos semelhantes. E tamo junto, cara. Sucesso, até a próxima e valeu, tchau.
