E-commerce de Marcas Próprias, Tráfego com Influenciadores e Vendas no Mercado Livre com Dom Barros e Carol Rojas | Além do CNPJ (EP #83)

O Fim da Dependência de Marketplaces Tradicionais

No mercado digital brasileiro, milhares de pequenos e médios empreendedores enfrentam o mesmo dilema: como construir uma marca própria (D2C) lucrativa, sem ficar totalmente refém das margens apertadas de revenda de produtos de terceiros ou dos custos crescentes de tráfego pago tradicional.

No episódio do podcast Além do CNPJ, o host Felipe Cassola recebeu o casal de empresários Dom Barros e Carol Rojas — fundadores das marcas Bizu Skincare e Dena Vita, além da MP (Acelerador de Marca Própria).

Com uma trajetória que une a vivência de comércio de rua na 25 de Março e no Brás (Carol) com a bagagem de mais de uma década no marketing de rede e vendas em marketplaces (Dom), o casal compartilha o método prático que os levou a faturar mais de R$ 1,5 milhão ao mês com marcas digitais em tempo recorde.

1. O Tripé de Tração para Marcas Próprias

Para escalar uma marca no e-commerce e no ecossistema digital, o Grupo MP utiliza um modelo baseado em três pilares integrados:

[Mídia de Influência (Desejo e Branding)] ➔ [Performance & E-commerce (Conversão Direct-to-Consumer)] ➔ [Marketplace (Volume e Tráfego Orgânico)]
  • Mídia de Influência: Responsável por criar o desejo pelo produto, emprestar autoridade e trazer picos de acessos qualificados (awareness).

  • E-commerce Próprio (D2C): Onde a marca captura o cliente, garante margens brutas mais elevadas e constrói relacionamento pós-venda.

  • Marketplaces (Mercado Livre, Amazon, Shopee): Onde a marca captura o consumidor que busca conveniência, frete grátis e agilidade de entrega, escalando o volume.

2. Influência Baseada em Performance: Como Evitar o Prejuízo

Muitos empresários afirmam que “contratar influenciador não dá retorno”. Segundo Carol Rojas, o erro não está no canal, mas na falta de método e no desalinhamento do terreno de vendas.

Etapa do Processo Ação Incorreta (Gera Prejuízo) Ação Correta (Gera Performance)
Preparação da Marca Enviar tráfego para um e-commerce sem checkout transparente ou com AOV baixo. Preparar o site, ativar o remarketing e garantir um produto de alto valor percebido.
Seleção do Perfil Escolher o influenciador apenas pelo número total de seguidores. Fazer curadoria detetive: analisar comentários, engajamento real e perfil da audiência.
Estratégia de Parceria Apenas uma postagem isolada e pontual no feed/stories. Relacionamento e campanhas com envio de briefing alinhado à rotina do criador.

3. A Mecânica Secreta das Vendas no Mercado Livre

Dom Barros revela que, dos R$ 180 bilhões movimentados pelo comércio eletrônico brasileiro em 2023, quase metade passou pelo ecossistema do Mercado Livre. Para figurar na primeira página de buscas e otimizar a conversão, a estratégia exige atenção a três fatores:

  1. Qualidade e Título do Anúncio (Carga Semântica): O título deve conter as palavras-chave mais buscadas no Google e no próprio buscador da plataforma — incluindo termos populares e variações regionais.

  2. Utilização do Módulo “Clips”: O uso de vídeos curtos verticais (formato similar ao TikTok/Reels) dentro do anúncio aumenta a relevância orgânica distribuída pelo algoritmo.

  3. Gestão de Estoque no Modal “Full”: O algoritmo do Mercado Livre prioriza anúncios com alto volume de estoque armazenado nos seus centros de distribuição (Fulfillment), garantindo entrega em menos de 24 horas.

4. Teste Rápido vs. Profundidade de Produto

Enquanto a Dena Vita escalou rapidamente ao lançar 29 SKUs no segmento de suplementação funcional (focando nas dores de emagrecimento e longevidade do público feminino acima de 40 anos), a Bizu Skincare construiu seu faturamento milionário com um portfólio enxuto, ancorado no seu bestseller: o preenchedor facial sem agulhas, validado com testes em biópsias de pele humana.

Ambas as abordagens provam que não existe um único caminho no e-commerce: o importante é manter a agilidade de testes de hipótese e descontinuar rapidamente os produtos da “curva C” para não imobilizar o caixa.

5. Curiosidade e Intuição: O Legado Final

Encerrando o episódio, os fundadores resumem suas filosofias de negócios para quem deseja começar a empreender:

Carol Rojas: “Siga aquilo que tocar no seu coração. A intuição e a coragem de executar o que você enxerga são o seu plano nesta terra.”

Dom Barros: “Seja curioso. Não existe segredo inacessível: se alguém já construiu um resultado antes de você, significa que é possível aprender e replicar.”

Quer aprender a estruturar sua marca própria, contratar influenciadores por performance e dominar as vendas no Mercado Livre? Assista ao episódio completo no Além do CNPJ!

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Então assim, quando você tem esses dados, essas informações na mão, você começa a achar, encontrar muito mais os erros, e quem tá errando principalmente. E é, é aquilo que a gente comenta: os números não mentem. O Brasil, ele é referência em festas no mundo. É mesmo? Não sabia. Mais do que os Estados Unidos. Foi um dos poucos, né, segmentos que a gente viu que o Brasil tá, tá à frente. E se nós tivéssemos, obviamente, né, essa estrutura de hoje em 2012, a gente tava trilhardário, trilhardário, cara! Porque a demanda era muito grande e a gente não tinha produção para entrega. Se a gente vendeu R$ 1 milhão de reais lá, né, que é R$ 200.000 a R$ 1 milhão de reais aqui, o lucro é o mesmo. Nossa! Então por isso a gente tá com um foco muito forte na operação de lá de fora. Se você vender R$ 5 milhões de reais no Brasil ou 200.000 nos Estados Unidos, você lucra a mesma coisa. Mesma coisa, isso aí.

Buenas, buenas, buenas, seja bem-vindo a mais um podcast do Além do CNPJ. Muito obrigado por você tá aqui para trocar essa ideia com a gente de empreendedorismo vida real. E, cara, o casal que tá aqui na minha frente vai trazer um monte de ideia bacana, principalmente para você que tá querendo começar um negócio, escalar o negócio, ou até mesmo pegar um negócio seu que já tá funcionando num determinado modelo de, de canal de aquisição e quer dar uma escalada no digital. Eu já troquei uma ideia recentemente num dos podcasts aqui com a Vick inclusive, que a gente falou sobre como investir nesse universo dos influenciadores também, e ela falou muito sobre o patamar de quê: uma influenciadora que sabe como fazer dar certo. Agora a gente vai conversar com empresários que usam também esse canal de influência, e que tantos empresários no próprio canal, no próprio corte dela: “Muitos caras, cara, já investi em influenciador, não dá bom”, e tudo mais. E que a gente comentou que faz do jeito errado. Agora a gente vai ver do ponto de vista do empresário como fazer investimento em influenciadores para conseguir e angariar resultado. Coisa que assim, tudo que eles vão falar aqui não é coisa que eles vão tirar da cabeça deles: eles têm resultado e a gente vai falar também do negócio deles. Então, cara, tô muito feliz de ter, tê-los aqui comigo. Muito obrigado pela, pela presença. Eu vou no podcast deles depois, que os caras também têm um podcast muito bom, que é o Made in Brasil, Made in Brasil, que eu quero conhecer também um pouco, a gente vai falar disso aí. Tô aqui com Dom Barros, Carolina Rojas.

Acertou o Rojas.

Isso aí, pessoal fala “Rojas”, pessoal fala… É isso aí. Muito obrigado pela presença, viu?

Obrigado, obrigado, vai ser um prazer aí trocar com você.

Tamo junto. Quero começar perguntando… A galera é excludente, eu quero começar perguntando um pouco da trajetória de vocês. Claro que a gente tem uma hora e 15 e eu preciso que seja um pouco mais resumido, mas assim, começando por você, Carol: a Carolzinha, de onde veio, quais foram suas referências, como que foi a tua trajetória de maneira resumida até a vida adulta para dar um overview pra galera?

Cara, minha trajetória é muito louca, porque assim: eu cresci em meio às ruas de 25 de Março e do Brás.

Mentira!

Minha família era do comércio e meu pai, tipo, era comerciante, vendedor de rua assim, até chegar realmente a empreender, ter sua própria empresa.

Baita escola.

E eu falo que eu aprendi a negociar porque, no final do dia, eu queria uma boneca e meu pai, vendedor de rua, não tinha dinheiro para me dar a boneca. Eu ficava ali: “Tio, compra mais do meu pai para sobrar uma boneca ali para mim no final”. Então, assim, cresci nisso. Eu queria passar mais tempo com meu pai, era muito amiga já da minha mãe, um irmão também, um ano de diferença só, e aí o passar mais tempo com o meu pai era viajar com ele nas estradas para vender, sabe? Então essa foi a minha infância. E aí eu vi muito trabalho na minha família, muita crença e realmente assim: acreditar, trabalhar muito e conquistar. Então eu sempre…

Você viu a conquista acontecendo diante dos seus olhos.

Muito, então eu cresci com isso assim, sabe? Então de olhar e falar assim: “Cara, é possível. Você quer ter um CNPJ? É possível você ter uma construção. Você quer criar uma marca forte? É possível realizar e junto com muito trabalho”.

Te deu confiança, né?

Muita, muita confiança. Então assim, hoje eu me enxergo como uma visionária e ela vem dessa confiança e da crença, né?

Legal, cara, que massa! Baita escola, hein?

Baita escola! E nem… Tudo era assim. Até o pastel, meu pai fazia: dava dinheiro a menos para mim e pro meu meu irmão e aí falava: “É isso que eu tenho, vamos lá”. Os dois pitiquinhos assim, ó, negociar o pastel. Olha isso, caramba!

Seu pai era um sábio, né?

É, eu falo, foi uma escola assim para mim e para muitas pessoas que, que puderam conviver com ele assim. Ele ajudou, treinou, treinou a galera pro comércio. Não tá mais com a gente, ele faleceu cedo assim, infelizmente, mas eu até gosto sempre de trazer ele porque eu falo: tudo que eu sei, sabe, a memória e o meu jeito do comércio, para as pessoas venderem…

Caraca, que massa, parabéns! Parabéns!

Obrigada.

E você, Dom, como que foi a tua…? O Domzinho, o teu nome é Dom mesmo, cara?

É Domiciano.

Domiciano.

Domiciano, mas todo mundo chama de Dom, só a Carol quando tá brava, aí você vai ouvir um Domiciano.

Aí você sai de perto.

Aí o B.O… É isso aí. E, cara, eu venho de, de família classe média-baixa, né, hã, de, de Campinas mesmo, né, assim, rodei bastante e tal, mas sou, sou natural ali, ali de Campinas. E, cara, meus pais eles sempre se, se esforçaram muito para que eu tivesse uma boa criação, né? E com muita luta eu sempre estudei em boas escolas, tive boas amizades, morei em bons bairros e tal, o que foi muito bom, de fato somou ali pro meu, pro meu desenvolvimento. Só que, por outro lado, cara, isso criou um, um sentimento em mim de inferioridade, sabe? Porque eu sempre, na rodinha dos amigos ali, eu sempre era o que tinha menos. Então, na época de escola, o uniforme dos amigos eram mais novos, mais branquinhos ali que o meu, meus amigos tinham um videogame, eu não tinha. Quando eu finalmente fui ter, tipo um Mega Drive, não sei se você lembra, os caras tinham PlayStation. Quando eu fui ter PlayStation, os caras tinham PlayStation 2, e tal. Eh com 18 anos, todos os meus amigos ganharam carro e eu andei de ônibus até os 23. E é maluco pensar isso, porque você tinha uma vida tranquila aos olhos da média, mas a real é o que a criança…

Se compara.

A tua referência era “eu sou o mais pobre daqui”.

Exato, exato! E, então isso criou em mim esse sentimento, só que na medida em que eu cresci, cara, esse sentimento virou ambição, né, de, de querer ter mais e conquistar mais, não só pelo fato de ter, mas para não ser o cara que tinha menos, né, total. Então comecei a trabalhar com tecnologia da informação, na IBM, trabalhei na HP, trabalhei na Stefanini, sempre na área de TI, mas caí lá meio de paraquedas, tava me descobrindo e tal, não me encontrei nessa área, né? E acabei caindo no mercado de multinível, marketing multinível.

Fiz multinível. Você já fez?

Já fiz. MonAVie.

É mesmo? Eu também.

Que legal, cara! A época de Caio Carneiro.

Não, eu também, fiquei 11 anos trampando com ele junto.

Que legal, cara! A gente não se conheceu nesse mercado.

Não sei, eu fiquei dois anos, eu fiquei dois anos nesse…

Eu comecei em 2012, cara.

Eu comecei, cara, mas eu comecei um pouco antes disso aí. Talvez é porque que… 2013, 2013 eu comecei a empreender, tá?

Cara, foi 2000, cara, provavelmente na mesma época aí, mesma época. É que eu não, não cheguei a ter grandes resultados nos três primeiros anos com, com a MonAVie, mas depois a MonAVie foi comprada pela Jeunesse, e foi um desafio, porque eu era muito tímido, era muito, não era muito comunicativo, não sabia vender e tal, então eu fui desenvolvendo isso nos primeiros anos. E quando veio a Jeunesse, eu tava ali um pouco mais preparado, e com muita vontade, com muito trabalho, acabou que eu pude me tornar um dos maiores cheques ali, um dos maiores líderes ali na, na época da Jeunesse. Foram 11 anos, né, ao todo ali, desde MonAVie até Jeunesse. E assim, cara, foi talvez até hoje eu digo, foi a melhor fase da minha vida, porque assim, a gente pôde crescer muito, e batia um monte de meta, e ganhava um monte de viagem: três vezes para Bahamas, e para Dubai, pra Jamaica, e pra, e para Las Vegas, para Punta Cana, duas vezes para Cancún, e tal, então viajei o mundo, legal, e construí minha vida, né? Comecei ali dar, dar rumo para a minha vida, juntei uma grana, tal, e estaria lá até hoje se não fosse a pandemia. A pandemia derrubou nosso mercado aí. Comecei a testar outras coisas, abri um restaurante que nunca deu muito certo, ficou dois anos, nunca deu dinheiro, aí fechei ano passado. Em paralelo a isso, comecei um negócio de revenda de suplementos no Mercado Livre, que escalou rápido, só que com margem muito apertada. Revenda em marketplace a margem é apertada. E nesse momento…

Margem apertada ainda mais com uma revenda, você fica estrangulado de todos os lados.

Exato, exato. E aí nesse, nesse meio tempo aí eu conheci a Carol, né, no, no meio da pandemia, a gente, no Carnaval lá no Rio de Janeiro, numa festa, três horas da manhã, começamos a conversar, tal, e ela me falando da marca dela que já tava crescendo. E eu falei: “Caramba, velho, é isso!”, porque eu com aquela minha margem apertada ali, eu via que ela tinha uma margem muito melhor sendo dona da marca.

Dona da marca, né?

Aí eu falei: preciso criar uma marca, e daí nasceu a Dena Vita, né, uma marca de suplementos, que era o que eu já sabia trabalhar, que eu gostava, e tal. Eh em paralelo a gente começou o podcast.

Ah, já começou naquela época mesmo?

Naquela época, tem dois anos o podcast.

Caramba, bastante tempo já!

É, é porque assim, e, e a gente começou meio que sem objetivo assim, porque a gente só queria trocar ideia, sim, porque eu que era de, de evento, de gente, de treinamento, e para de repente eu tava atrás do Mercado Livre ali, da tela do computador o dia inteiro, e tal, então a gente falou: vamos fazer. Panela de pressão.

Falou: meu, preciso falar.

Meio feliz até, né, assim, eh e aí o podcast começou a rodar, a marca começou a acontecer, e a marca, como eu tava comentando com você, cresceu muito rápido, e a marca dela bombando mais ainda. E aí outros donos de marca começaram a nos procurar para saber o que que a gente tava fazendo, e a gente viu de que a gente tinha algum, algumas facilidades em relação a estratégias de e-commerce, marketplace e influência que não eram facilidades para a maioria dos empresários. E nisso a gente montou a MP, que é o Acelerador Marca Própria, onde a gente ajuda outros donos de marca a escalarem no, no digital, e hoje estamos nesse momento. E em breve estamos indo pra, para evento presencial, que legal, vamos fazer a primeira imersão para donos de marca no começo de fevereiro.

Nossa, cara! E o… Já vou entrar forte nisso aí, mas basicamente são três pilares que vocês pegam na parte da marca, que é eh marketplace, influência e o próprio e-commerce, que é a performance, né, cara? Vou me aprofundar bastante, vou puxar conteúdo aqui.

Fica à vontade.

Mas eh um pouco antes, voltando, eu quero trazer essa parte técnica porque isso aí é para agregar mesmo pra audiência. Mas a Bizu é, Bizu é que é a marca que você já, já tinha, ela continua? Como que tá hoje?

Continua, Bizu assim tá muito bem, graças a Deus.

Marca de skincare.

É uma marca de skincare. E aí assim, na minha trajetória então eu cresci aí, fui me formar em engenharia química.

Que legal, cara!

Pois é, só que aí eu brinco assim: os primeiros anos ali de estágio falaram: “Meu, vai pro comercial”. E aí olha só, eu vim de uma família do comércio, e aí eu falei assim: “Nossa, tô estudando engenharia química para virar vendedora?”. Vendedora, é isso aí. Só que foi a melhor coisa que me aconteceu. Aí eu fui virar vendedora técnica, então eu juntei o técnico com o o comércio, né? E aí foi muito bom, então depois eu comecei numa multinacional, fiz carreira dentro da indústria cosmética e farmacêutica, até um dia eu tava num grande pavilhão assim dentro da indústria, eu olhei e falei assim: “Não é mais isso”. E aí virou a chave, né? A chave eu falei: “Eu preciso empreender, eu preciso chegar nas pessoas”, e eu sempre gostei muito assim, era nato meu gostar do digital. Então assim, gostava muito de internet, sempre mexi com câmera, tinha um canal no YouTube como hobby, e o canal cresceu.

Que legal!

E na época nem tinha noção de marketing assim, sabe? O canal deu 170.000 inscritos.

Que legal! E qual o conteúdo que você produzia?

Eu gravava conteúdo de beleza, dicas de beleza, cosméticos, mas assim, um pouco atrelado é o que eu fazia, porque não era só um con… Uma coisa mais técnica também, querendo ou não. Isso, eu explicava pra galera o porquê usar aquele shampoo, por que usar aquele creme.

Que legal, cara!

E não continua esse canal?

Esse canal parou, mas um dia ele vai voltar, ele tá lá.

Tá lá, estacionado.

Estacionadinho, mas eu vira e mexe assim toca no meu coração e eu falo assim: “Nossa, eu preciso voltar”, porque ele me resgata também, sabe? Mas uma hora ele vai voltar. E aí eu saí da indústria, fui empreender do zero, e falei: “Bom, eu vou juntar…”. Eu vi muita inovação dentro da indústria cosmética e lidei com muitos clientes, e aí então eu sabia o que a galera fazia, o que funcionava, qual era a inovação que tinha no mercado, e uma necessidade que tinha assim na época, quando eu fui fazer skincare, eram muitas marcas de fora que iam muito bem, que realmente tratavam a pele, e no Brasil tinha esse gap. Aqui no Brasil a mulher cuidava muito do cabelo e passava muita maquiagem, e aí a maquiagem, quando você passa tipo para se sentir mais bonita, OK, mas elas passavam para esconder marcas. Falei: vamos tratar e cuidar! E aí vem o skincare.

Na maquiagem era uma, era uma dor, né?

Escondia uma dor, escondia uma dor. Então assim, se eu usar para realçar, legal, mas se eu usar para esconder uma acne, para esconder uma mancha, para esconder uma ruga, vamos tratar, que é o skincare. E aí a gente veio muito forte com essa veia de ciência, de inovação, eu vim como porta-voz e a cara da marca. E aí nós começamos dentro do digital, e eu trouxe o que eu achava que era a influência, só que como eu sempre tive essa veia comercial, a influência para mim sempre foi olhada como: é meu time de vendas, então eu tenho que fazer performar, eu tenho que analisar, eu tenho que gerar resultado. Então esse mindset foi o que assim, transformou. E aí eu nunca fui para uma agência, a gente fez em casa, eu puxei isso tipo na unha assim, e aí aprendi muito. Então foram quatro anos assim escalando a Bizu, e aí depois nós fomos replicar para uma marca nossa fazendo do zero, e aí replicamos para outros negócios hoje também.

Caramba, que legal! Então hoje eles têm uma espécie de um grupo com essas duas marcas, Bizu e Dena Vita, e a MP, que é o Acelerador Marca Própria, que aí a gente ajuda outros donos de marca, querendo ou não, isso, isso trouxe para vocês muito know-how além do que vocês já tinham por, por natureza, por causa dessas influências que vocês já tinham, mas vocês validaram esse modelo.

Validamos, é o que a gente fala, assim: a gente fez e a gente não fez só uma vez. Então, assim, dá nem pra citar que foi sorte.

Exato.

Não é o mesmo público. Então, assim, a Dena Vita tem um público, a Bizu tem outro, então a gente validou o mesmo método, e o que a gente fala, né, a gente tá no game todo dia, tá no jogo. O digital muda muito rápido, são novas estratégias, e a gente investe o nosso próprio dinheiro, então isso é muito legal, porque quando o cara conecta, a gente fala: a gente não tá te fazendo uma estratégia bonita, legal, vai lá e se vira, não, a gente validou com a nossa máquina, com o nosso e-commerce, vai…

Esse é o diferencial, né? E aí hoje, como que funciona: vocês são sócios nas duas marcas? É você e o Domiciano na Bizu?

Eu não me envolvo, e na Dena Vita ela faz parte, tá? Entrou no começo desse ano. Eh eu tenho uma outra marca com outro sócio, que é uma, uma marca de produtos… Chama Cremaria, são produtos de tabacaria.

Que legal!

Eh enfim, não tem, né? A galera fala: “Nossa, mas você vende suplemento pra [Música] saúde, nada a ver”, mas foi negado um pouco de… Trabalhar na galera dá nada, mas foi uma oportunidade que surgiu. Quem faz a pergunta isso não entende nada de business.

Não entende nada de business, mas literalmente assim, surgiu a oportunidade, porque quando eu comecei a a marca de suplementos com esse outro sócio, a gente começou a aproveitar o time dele ali que era dessa marca de Cremaria, e aí era funcionário de um, do outro, como é que pagava e tal, e na hora de, ele falou: “Cara, você não quer comprar uma parte, a gente faz um negócio só?”. Eu falei: “Vamos embora!”.

É isso, faz sentido demais!

E tá no, e tá no bolo. E aí a MP somos nós dois e mais um sócio, tá, que é o cara que cuida de e-commerce, é o especialista em e-commerce.

O gênio.

O gênio. É, a gente brinca que é o inteligente da sociedade.

A gente fala, fala, fala, ele é o inteligente.

Inteligente. E, e o podcast nós dois, que legal, cara! Pô, são vários projetos, e a Dena Vita entra… Foi fundada quando mais ou menos?

A Bizu foi fundada no dia 31 de agosto de 2020, certinho, e a Dena Vita…

A Dena Vita tá completando um ano e sete meses, cara. Ela começou assim, o, o e-commerce mesmo começou a vender, que a gente testou ali, validou no marketplace e tal, o e-commerce começou em abril do ano passado.

Legal.

Então é super-recente.

Então é recente demais, e essa é uma marca que, pelo que a gente tava conversando aqui nos bastidores, pô, explodiu muito rápido através dessa validação inclusive do método que vocês têm. Eh hoje, como que funciona a, a Dena Vita em termos de produto: quais são… Daqui a pouco eu volto na Bizu, mas quais são os produtos e chave da Dena Vita, o que que vocês… Que qual é a cartela de de opções, assim, claro, dos mais que saem, tá?

É, cara, hoje são 29 SKUs.

Caramba, tem bastante, hein!

É, tem bastante produto.

Eh lançou rápido, hein, cara, em tão pouco tempo! Lançou rápido.

É, ele… Acelerado, frito. “Vamos lançar produto!”. 1 ano e 7 meses, 29 SKUs, tá certo. Não, ele, ela ali tava com, se conseguiu dá velocidade, cara, vai embora.

É, ela com 3 anos ali eu acho que ela tava com 4 produtos no portfólio, é superdiferente. Eu tenho bem menos produtos até hoje, com 4 anos de marca, eles com 1 ano e meio, 29 produtos, né?

  1. É, mas assim, tudo… Não tem certo e errado, as duas estratégias funcionam, tipo assim, ela chegou a faturar uma milha no mês com um produto só, o primeiro produto dela, né? E eu fui, quando eu fui alcançar esse número, eu já devia ter ali uns 15 produtos no, no…

10, 15. Muito legal também pelas experiências, porque às vezes a pessoa vem e fala pra gente, né: “Nossa, ah, eu não tô crescendo porque eu tenho um produto”. Eu falo: “Não, não tem nada a ver”.

Exato, vocês têm vivências diferentes.

Diferentes. É bom.

São, são esses 29 SKUs, e os mais relevantes hoje, né, curva A, são suplementos que contribuem com o emagrecimento, então, então a gente tem ali um Laranja Moro, que é um encapsulado que tem café verde, tem cromo, ajuda a controlar apetite, acelera metabolismo e tal, contribui ali na queima de gordura; tem uma Quitosana com Psyllium, que é um produto que vai melhorar o funcionamento do intestino, rico em fibras; tem uma Spirulina, né, que também tem um efeito detox ali, e é horrível de tomar.

Sim.

Nossa, cara!

Precisa ser encapsulado, né?

Boa, precisa, precisa. E coenzima.

Qual coenzima?

Coenzima Q10, é um suplemento que ele vai dar mais energia pro teu corpo de uma maneira geral, então além de você ter mais disposição, sabe, ele, ele melhora todas as funções vitais assim, todo o teu organismo funciona melhor, até funções cerebrais, cognição, memória e tal, então a gente vende muito isso. Eh depois disso, parte de shake, que a gente tem um shake superlegal que o pessoal substitui refeição intermediária e tal, então é por aí o portfólio.

Legal, e esse, esse portfólio hoje, nesse mix todo, é o que hoje você coloca um pouco do do sucesso da, da marca numa velocidade tão rápida, ao mix de produto também, né, cara?

Também, assim, não que todos performem, porque esses que eu falei representam ali mais de 90% do faturamento, tá? Agora, eh, eh se eu não tivesse lançado tantos, eu não teria acertado esses, chegado neles.

É.

Então assim, teste.

É. E, e o tem isso por uma empresa, uma empresa há pouco tempo, você conseguiu ter dinamismo de teste, teste, teste, até: “Pum, acertei, acertei, acertei, acertei”. Você pensa em descontinuar produtos, pensando do ponto de vista de business mesmo?

Penso, penso, já tem. Porque querendo ou não, cara, pensa, eu falo isso porque essa é a minha luta todo dia: o que que eu não quero mais fazer, é o, é os 80, porque é Pareto total isso aí.

É. E, e tem, cara. Eh, e assim, e, e foi muito louco, porque a a ideia era ser uma marca de suplementos, eu sempre gostei de academia e tal, e eu comecei com os encapsulados ali que eu vi que tinha mais demanda. Eu falei: “Vou começar por isso aqui que eu já sei que vai dar certo”. Eh, só que na medida que a marca começou a, a crescer, né, eh eu fui, abri ali linha de suplementação, então creatina para academia, glutamina e tal. Eh, eu fui fazer uma, eu parei e falei: “Cara, deixa eu fazer uma pesquisa com o meu, com o meu público aqui, com os meus clientes, para eu entender, né, eh o que que eles querem, total, se eu tô, se meu planejamento tá fazendo sentido e tal”. Eh, e assim, eu queria lançar pré-treino, queria lançar whey e tal, e na hora que eu fui ver, cara, meus clientes era tipo mulher, era mãe com mais de 45 anos e tal, e assim, era totalmente diferente do que eu tinha imaginado. Aí eu falei: “Bom, beleza, vamos rodar uma pesquisa, o que que vocês querem?”. Ela: “Pô, queremos produto para menopausa”, nada a ver com o pré-treino que eu tinha imaginado.

E o que para você é um oceano azul, cara, porque no final das contas, esse pré-treino é uma competição, é commodity, é, é treta maluca, é, é difícil, é um mercado bem difícil. Então você nicha num outro público, exato, legal, cara, exato.

E aí eu tô surfando essa onda. Mas nessa eh teve gente que falou de TPM e tal, e aí, por exemplo, eu fui, aí eu falei: “Bom, dá para eu colocar no mesmo produto, porque os ativos são parecidos, eu vou tratar menopausa e TPM”. Aí eu falei pros clientes: “O que que vocês acham, menopausa e TPM em um só, ou vocês querem separados?”. “Ah, a gente quer separado”. Aí eu lancei menopausa, vem. TPM não vem. E mais uma lição, né, que às vezes a gente acha que a gente tem que escutar o cliente, exato, mas às vezes nem o cliente sabe o que ele quer. Então mais importante, mais importante do que você rodar uma pesquisa e escutar o que eles têm para te dizer, porque eles vão raciocinar e tal, e vão eh sendo que a maior parte das decisões do cliente hoje a gente sabe que é, é inconsciente, né, e tem a ver com vários outros fatores, então tão importante quanto escutar o cliente é perguntar pro cliente, escutar ele, é você observar, né? E, e aí eu tenho um produto hoje que quase não performa, que é esse da TPM, então vou ter que descontinuar, com certeza.

Cara, falando rapidinho de pesquisa, tem uma, uma empresa que a gente tá fazendo nesses dias uma obra que, cara, olha que viagem o modelo de… Eles são aqui de São Paulo, o modelo de negócios deles é basicamente salas de experimentos, imagina uma, uma sala igual a essa que tem um vidro aqui na parede e tem um quartinho escuro, que é basicamente o que acontece nesses, na televisão, que é um espelho para quem olha. Então eles não fazem pesquisa, eles montam gôndolas, colocam carros e fica todo a turma de marketing escondida, e eles trazem pagando muitas vezes pessoas para ir lá e validar e testar, e validar na prática. Então colocam vários produtos, eles montam supermercados com suplementos deles e de outros concorrentes, eles não sabem para quem que eles estão fazendo essa validação, uhum, para eles não ficarem viesados, e pegam o suplemento do que, e simplesmente, um exemplo, tá, do suplemento, e coloca o pessoal para comprar: se você tivesse R$ 100 para comprar suplementos, qual você compraria? E eles trazem idosas, e tal, e, cara, é muito mais barato, inclusive, porque ele faz só aquelas embalagenzinhas e tudo mais. Carro, eu t- tava contando um case de carro que eles colocam o carro e fala: “Cara, eh interage com o carro, faz isso, faz aquilo, faz aquilo”, e vê como que a pessoa… Cara, e que é muito mais, é um MVP mais barato do que você ir para o mercado para ver o que funciona. Você que faz um MVPzinho, eu achei sensacional o modelo de negócio, falei: “Cara, mais uma coisa que eu trago pro meu radar para dependendo do, da coisa que eu faça, eu traga na validação assim com esse público, e eles inter-…”, e eles, desculpa te cortar, mas essa, esse estúdio que tem essas, essas salas e tudo mais, eles fazem a captação então das pessoas: então, por exemplo, cara, eu quero homens de 18 a 25 anos que fazem academia, por exemplo, dependendo do modelo que eu esteja validando, ou eu quero variado, eu quero desde criança até idoso, uhum, e eles, eles trazem essa, essa galera, eles fazem essa, essa curadoria de trazer a turma e, e validar. Legal para caramba, né, cara?

Não, animal, cara! Porque assim, hoje, né, no final das contas, no, no mercado, a gente sempre tá vendendo alguma coisa, e, e às vezes a gente estuda e, e planeja, e tal, e assim, o segredo tá em muito mais você conseguir entender comportamento do cliente, e tal, do neuroma… É saber o que tá no inconsciente, total. Isso aí, cara, é não, animal, só isso aí já é uma coisa de que você aprendeu que, putz, só nessa, nessa mentoria que vocês dão, cara, já, já é um dinheiro que economiza do cara que tá lá, né?

Com certeza, com certeza! E o que você comentou ali é, é verdade, né? É porque isso é até um, um tópico que a gente discute bastante, e eu vejo gurus diferentes com posicionamentos diferentes, sabe? Aquele negócio de você focar toda sua energia em uma coisa só para fazer esse projeto explodir. Sim, eh que eu acho que tá certo. Agora, eu também acho que faz sentido você ter mais de um negócio, aquela história de não deixar todos os ovos na mesma cesta, né? Eh e a gente vive esse dilema hoje, porque às vezes a gente deixa de fazer coisas que a gente poderia estar fazendo em alguma das frentes de negócio porque a gente tem algumas frentes de negócio, a gente faz mais de uma coisa. Agora, por outro lado, é bom você saber de que se der algum pau aqui, eu posso contar com esses outros dois negócios. E eu que quase, quase não, quebrei ali na pandemia, né? Quando a, a Jeunesse saiu do, do país e tal, e o restaurante não deu certo, e o negócio de revenda não dava dinheiro e tal. Eh e só que hoje acaba que o nosso ecossistema ele faz muito sentido porque eh tudo tem sinergia, né? O que a gente faz na nossa marca, as estratégias, a gente consegue aprender, validar e levar pros nossos clientes e já gerar resultado para eles. Entrando no negócio deles, a gente aprende muito, muita coisa que a gente consegue trazer pras nossas marcas, o método de vocês vai ficando cada vez mais afinado. Vai, e cada empresário que senta ali no podcast, dono de marca, tal, a gente aprende com eles, a gente consegue eh, eh contribuir com eles, agregar para eles, a gente consegue levar esse conhecimento pros clientes, pras nossas marcas. Então hoje esse, esse ecossistema de fato tem, apesar de ser bastante coisa, eh todas se complementam e todas as conversas…

Cara, é até legal, porque assim, eu trabalho com construção civil, um mercado completamente diferente, mas me dá uma vontade de ter uma marca própria, olha que legal! Não necessariamente, não sei nem do quê. Por exemplo, esses dias eu vi um cara eh lançando um cereal com proteína, adorei! E um cereal gostoso, chama Deu, porque a gente fica passando ali pelo Sucrilhos, né, e lembrando com vontade. Exato. E ele fez o lançamento digital também, sabe? Adorei! Aí tem outro cara que eu vi que lançou uma toalha top, que ele faz até uns testes, pega um copo de água, joga em cima assim da pessoa, a toalha não deixa água, e, cara, eu olhei lá o negócio dele e falei: “Cara, tá vendendo para caramba essa toalha, tudo no digital!”. Falou: “Cara, tem tanta dor, tanta coisa que você consegue inovar nas, nas miudezas, né, que você não precisa reinventar a roda, é refazer um negócio que já é feito bem e com algum diferencialzinho”.

É, e às vezes a gente fala assim, por exemplo, um baita insight pra galera também, e que as pessoas assim não têm essa consciência: você quer criar algo, quer criar uma marca, quer criar um produto? Vai no Reclame Aqui de uma marca, de um produto que já existe, leia os comentários positivos e negativos, melhor você já tem ali a validação.

Caraca!

Exato, a validação consciente, porque a pessoa já usou e já não gostou de X, Y, Z, e o a pessoa que vai no Reclame Aqui ela tá irritada, ela tá com emoção, então ela fala aquilo que tá dentro mesmo, sabe?

Caramba, baita insight, não é?

E aí você já pronta… Tem um primeiro produto e começa, e o digital ele descentraliza o poder, né? Então você consegue escalar, e ele te permite jogar esse jogo de que a gente faz de testar rápido, de errar, de pivotar com pouco. Então assim, as nossas marcas cresceram muito, mas por exemplo, a Dena Vita, né, começou com superpouco investimento e foi escalando. E a gente vê uma galera patinando, sim, a galera tá anos fazendo 100.000, não vai. Putz, em três meses a marca já tava faturando 100.000 no mês assim, depois em um ano faturando 1 milhão, e foi indo. E é uma máquina, a hora que você acerta a mão, a v…

Isso, cara, escalou muito rápido mesmo, caramba!

Escalou rápido, escalou rápido, principalmente considerando o que a gente investiu, né? Porque, poxa, se a gente for começar um negócio hoje com um milhão…

Mas com R$ 5 mil…

…R$ 5 mil, é.

Não, e assim, se eu for começar uma marca hoje com, com mais recurso, tal, é fácil puxar 1 milhão de faturamento no mês. Agora, sem ter esse, esse recurso, a gente realmente, na verdade foi no sétimo mês a gente, foi o primeiro mês que a gente conseguiu acumular ali 1 milhão. E para quando você olha pra média de mercado, realmente foi um, foi um resultado acima da média.

Legal, e, cara, e em contrapartida, você no, na Bizu, isso: quatro produtos até agora.

Não, agora a gente tem oito, mas não tô nos 29.

Legal, só que a Bizu ela segue uma outra linha, porque assim, dentro da Bizu a gente trabalha uma linha de muita pesquisa e desenvolvimento, e são produtos para tratamento de rejuvenescimento da pele.

Que legal!

Então são produtos muito densos, até para desenvolver cada desenvolvimento é uns dois anos.

Nossa!

Então é inovação, tem estudo científico em cima, que esse foi o grande diferencial da minha marca também.

Não, para você ter uma ideia, a gente faz teste em fragmento de pele humana.

Caramba!

É muito louco, você tem… Quando eu falo isso, a galera não tem noção, eh a gente tem parceria com hospitais, então retira a pele de plastia, que é a cirurgia, a gente capta essa pele, testa o nosso produto, nosso ativo, valida, e aí vai pra Anvisa, mostra todos os testes, e depois vai pro mercado. Então os produtos assim são muito powers mesmo, tratamento.

E isso tudo, querendo ou não, diminui o seu SKU, mas traz muita validação de autoridade mesmo sobre o assunto.

É, e eu vou ser sincera assim, eu olho e falo: a gente hoje tem oito produtos, e alguns que eu ainda preciso trazer para completar um pouco do portfólio de skincare, mas em nível de negócio eu teria o mesmo faturamento, se não mais, se eu não tivesse com um produto ainda, porque eu ia tá assim, afiadíssima na comunicação e pulverizando isso talvez até nos Estados Unidos já com esse produto.

Caramba!

Aí a gente foi para uma outra rota de crescer um pouco a marca, mas agora a gente tá retornando para olhar o nosso bestseller e falar: como é que a gente volta?

É o preenchedor de rugas?

Preenchedor de rugas, ela criou o primeiro preenchedor facial sem agulha do mercado.

Como? Me explica isso aí.

Todo mundo faz procedimento, todo mundo assim, né, faz procedimento de preenchimento de rugas. Porque conforme a gente vai envelhecendo, começa com 25, intensifica com 30, 40, 50, o rosto literalmente derrete, ele perde a gordura que sustenta o rosto. Então tem a parte de estruturação óssea, que a gente perde, aí eu não trato, e tem a parte da gordura que você perde com o envelhecer, ou quando você tem uma perda de peso acelerada. Já viu a galera que faz bariátrica, parece que envelheceu? Envelheceu, ou tipo tava ali mais cheinho, emagreceu, envelheceu. Então isso é a gordura do rosto que sustenta. E aí quando a gente faz um preenchimento injetável, a gente vai e coloca o injetável. É o Botox, que todo mundo conhece, assim, ó, , paralisa, tá? Preenchimento, quando o rosto tá derretido, ele vai lá, aplica o ácido hialurônico injetável com agulha e aquela… Preenche, fica gordinho ali, volumiza, é o preenchimento.

Preenchimento. Esqueci o nome, ácido hialurônico, que é a harmonização facial.

Harmonização facial, perfeito. Então faz harmonização facial. O que eu faço é trazer isso de uma maneira natural dentro de um produto cosmético que você usa em casa.

Caraca! Mas, mas funciona assim de, de passar, não a nível de formar…?

Porque a harmonização você consegue, você tá moldando o teu rosto, isso nós não fazemos, mas a nível de rejuvenescer é surreal.

É mesmo?

É, a gente, e a gente tem muito antes e depois. E antes e depois assim, igual você falou, feito com estudo, não tem alteração de luz, não tem alteração, 60 dias, eh fotos 3D do rosto.

60 dias?

60 dias usando certinho duas vezes ao dia. Eu tenho, eu tenho senhoras de, que é bizarro, de 72 anos você olha, você fala assim: foi procedimento.

Eu vou fazer isso aí, porque eu tô com esse… Minha mãe, minha mãe ainda falou assim: “Você tá com…”, esqueci o nome que ela fala, bigode chinês, ela falou: “Felipe, esse bigode chinês vai fazer um botox”. Aí ela falou: “Vai fazer botox”. Eu vou nesse, hein!

Vai. E pra pele masculina ele é maravilhoso também, maravilhoso.

Que legal!

E é muito legal porque assim, a gente manda pra você de presente. Normalmente homem não passa tanto creme, né, e…

Cara, eu não… Eu sou péssimo, cara.

E ele é sequinho, não fica melecado na pele, sabe, no…

Já ganhei, já me ganhou!

[risadas]

É, e é sequinho. Minha esposa tá assistindo, ela vai dar risada, porque eu odeio coisa melada na cara.

Eu também, cara. Nossa, ela fala “passa protetor”, de jeito nenhum, odeio.

Carol, a Carol sai do banheiro assim depois do banho, eu não posso encostar nela, cara, que é creme, tudo. Ele chama de meleca.

[risadas]

Falo: cara, eu não suporto, eu vou beijar ela, minha boca fica amarga, e tal, cara…

Ele é sequinho. Ainda que bizarro, você vai assim, amar, amar, eu vou te mandar. E eu tava falando isso assim, e eu tô recebendo essas provocações na marca de, assim, Carol, fala mais com o público masculino, porque a minha marca ela nasceu rosa, então ela nasceu rosa e depois a gente foi para tons de pele e tudo mais, então ela pegou um público muito forte de mulheres.

Mulheres, só.

Só que os homens começaram a usar o das mulheres, então eu já tenho um público de homem, mas eu tenho uma demanda reprimida porque eu ainda não estou conversando com vocês, total, mas logo a gente vai conversar. Parece que é simples e não é tão simples assim você mudar sua comunicação.

Pensa em mudar a comunicação fazendo um produto homem, que pode ser a mesma coisa e é só embalagem diferente? Que aí agora já vou pegar um pouco de construir…

Você pensa em eh legal, mudar a comunicação para um público mais unissex assim da do teu produto?

Olha, assim, o que que eu já vi, né, da minha marca: se eu… Eu preciso não mudar, mas eu preciso adicionar na minha comunicação, porque a minha pegada é um rejuvenecimento natural e um preenchimento sem agulhas. Isso conecta profundamente com o homem, até porque homem tem mais medo de agulha do que mulher. Minha filha falou que vai ficar bonita, mete a agulha, vamos embora, tá nem aí, é isso aí. Homem, agulha… “Eu vou pagar 10.000 numa harmonização e daqui a um ano vai…”, de jeito nenhum. Então assim, eu tô com a demanda certa, só que aí eu preciso ajustar. A gente vai fazer quatro anos de marca, ela vai passar por um amadurecimento, vai ter um rebranding. Nesse rebranding eu já vou ajustar a tonalidade, cores, para ficar uma coisa mais ampla. Só que eu não vou fazer mulheres e homens, não, mas eu vou trazer isso na comunicação de uma forma mais natural, até usando casais.

Legal, olha!

Entendeu? Porque já é o que naturalmente acontece: é o homem pegando da mulher. E já que é assim há anos, uma coisa que eu aprendi é não ir contra o que é de gerações, traz a favor. E isso eu aprendi também com o lançamento de produto: eu fiz um baita produto, que é uma vitamina C, e o mercado tá acostumado a usar vitamina C durante o dia. Eu falei: “Vou juntar ela com retinol, que é um outro produto do mercado, e vou indicar à noite”. Eu fui contra o que a galera tá habituada, apanhei nesse produto e tive que ajustar, por mais que você tivesse comprovação científica por trás.

Comprovação, porque assim… É mexer com… É o que eu mais gosto, cara.

É o que você mais vai gostar, é mesmo?

Qual que é esse aí?

Vitamina C com retinol, aí o retinol afina um pouco a pele e a vitamina C ilumina, e assim, e é o mais sequinho de todos, sequinho, sequinho.

Você entendeu, cara? Você entendeu, é isso, é isso.

Mas esse é um insight também, porque assim, eu aprendi a entender as rotinas e trazer a sua comunicação pras rotinas. Então eu vou… Ah, é o casal tá utilizando o meu produto, então vou fortalecer no casal. Eu já demonstro pro homem, mesmo que ele não tenha ali ainda, não seja um casal, ele vai ver que é para ele também. Então vou ajustar isso, funciona super bem.

E mudar a sua cor, porque assim, quando a gente começou ele era rosinha, só que hoje a marca já não é mais assim, é, amadureceu, sabe? Então, e às vezes o rebranding acontece depois, né, da do próprio amadurecimento. A marca vai primeiro, e depois você precisa ajustar sua, sua identidade, porque de certa forma a marca, como você falou, amadureceu, já tá em outro lugar, e a gente vai evoluindo muito, né, como empreendedora, como empreendedora, então você também olha e fala: “Nossa, isso aqui já não conecta mais”, aí ajusta.

E hoje, olhando para toda essa, essa experiência que vocês dois têm como eh Dena Vita e Bizu, e também um produto que agora tem oito SKUs e um que tem hoje 29, hoje vocês condensam tudo isso junto com o pessoal do e-commerce, que qual é o nome dele, o Lucas?

O Lucas.

…com o pessoal do e-commerce num, nesse tripé, que a gente vai chamar assim, que é o que faz as marcas darem certo, uhum. Só pra gente, antes de entrar nessa, nessa parte, hoje vocês podem falar número de faturamento da, das, das marcas? A, a Dena Vita hoje fatura quanto em média, quanto que é isso aí?

A Dena Vita tá em torno de 1,5 milhão mês.

Mês? E a, a Bizu?

Dois, quase dois, né? É, a Bizu tá batendo dois agora. Vem meses fortes pra gente, então a gente vai acelerar bem. Mas e aí também esse é um aprendizado que a gente tem, né? E como empreendedores, a gente escala forte em algumas épocas do ano, é claro que não mantém esse faturamento, mas nunca volta pro anterior, porque você aprende muito com esses testes também, então exato, você vai… Você vai adquirindo uns platôs de que você, aquele território quando você chega lá…

É, e para escalar você força muito, né, a marca. E aí a hora que você força tipo “paguei aqui, aprendi que o mercado tá bom”, tipo uma Black Friday, o mercado, o e-commerce quer comprar, depois não vai ser assim em dezembro, em janeiro, só que você aprendeu muita coisa, então você vem, replica, e aí você vai trazendo a marca para outro patamar, que é o que a gente tá buscando.

Cresce, aí dá uma organizada, né? Porque você cresce rápido, às vezes é difícil de acompanhar em relação de estrutura, time, e tal.

É, a gente deu uma segurada nos últimos meses para dar, a gente falou: pô, se continuar nessa velocidade, vai dar pau.

Você perde o controle se você cresce muito rápido, perde, e principalmente a gente, se é escalável até tipo uma venda de software é uma coisa, é assinatura, mas, cara, tem, tem mercados… O meu é zero escalável, de você tá no meio-termo ainda, porque você consegue aumentar a produção, mas ainda assim você tem muita estrutura por trás.

Sim.

Se você crescer muito mais rápido do que você pode, você enfia os pés pelas mãos.

É, e aí entra em time, né? Porque assim, a, a gente até brincou hoje, né, na mesa do almoço, a gente falou assim: a gente é muito acelerado e precisa passar essa energia pro time, e é bom passar, só que tem hora que não dá para responder na mesma velocidade que a nossa mente pensa, e tal, senão não vai.

É, e outra, eu também sou muito acelerado, cara, ao extremo assim, aham. E, putz, eu preciso fazer um exercício quase que diário de paciência para conseguir… Eu tenho uma das, das coisas que mais me irritam na face da Terra é gente andando lento na minha frente, sabe, tipo quando eu tô num shopping ou quando… Isso me irrita, mas assim, a um nível de eu parecer um louco mesmo, e tal. Então tenho que fazer o exercício de paciência porque eu entendi que, no final das contas, eu que tô num ritmo diferente da média, é, eu que tô num ritmo diferente da média, a média tá andando num ritmo muito mais desacelerado, e eu tô acelerado, nem sei se às vezes eu que tô errado, porque não precisa ter tanta pressa assim, mas sei lá, eu gosto desse jeito.

Você não quer tá na média, não quer tá na média, isso aí.

Não, não vou falar o nome para ninguém do time dele assistir, não correr esse risco, mas um cara tava com a gente hoje, e depois até vou te falar dele em off, que às vezes até um cara legal para você trazer, ele tem um, de um case no nosso mercado, e ele falando: cara, a única coisa que me segura é a velocidade do meu time, que é lerdo, que eles não acompanham, porque se não fosse isso, ele falou: “Já tinha comprado a, a Unilever”.

[risadas]

A Unilever, é, é porque… E eu entendo o que ele fala, e, cara, e hoje em dia assim, o negócio tá, tá cabuloso mesmo, tá frenético, muda muito rápido, sabe? É muita concorrência e tal, e você é, e é uma loucura empreender no Brasil, e tal. Eu acho que o cara que não, não é acelerado, eu acho difícil, né? Acho que ele, acho que ele padece, acho.

É legal, e, cara, e agora vamos entrar na, na parte de, de eh mentoria. Vocês, vocês a mentoria e consultoria?

Mentoria e consultoria, mais, mais individual ou os dois?

Individual, que vai pra, que vai para coletiva em breve. Mas basicamente, na mentoria a gente te ensina a pescar, na consultoria a gente dá o peixe. Então na mentoria a gente ensina, a gente transfere o conhecimento, a gente ensina as outras marcas a, e replicarem as estratégias que a gente utilizou e utiliza nas nossas, e na consultoria, cara, a gente faz praticamente um trabalho de agência. Então o cara fala: “Pô, eu quero que você cuide do meu e-commerce e faça tua mesma estratégia de gestão de performance”, e tal, “que você faça tráfego”, então eu trago e o meu time faz tráfego pro cara, caramba. É, aí tem o cliente que fala: “Pô, eu quero que você toque minha conta no Mercado Livre”, eu trago e o meu time toca a conta dele no Mercado Livre, a gente entrega o resultado. “Ah, eu quero que vocês façam influência”, a gente pega, traz, nosso time vai.

Essa parte do gringo é… Existe uma demanda bizarra, pouquíssimas agências sabem fazer bem-feito, né? A gente pega muitos clientes que já passaram por duas, três, cinco agências, tá frustrado, acha que tráfego não dá mais certo, que custo de aquisição do cliente hoje tá muito caro, que influência não dá ROI, é só branding e tal, e chega na gente…

Cara, e muito, cara, principalmente na influência.

Aham.

Igual a Vick, cara, a esposa do, do Ivan, a gente falou disso, e eu, eu vejo pelo podcast do Além do CNPJ: tem muita gente que investe, não, não os atuais, mas investidores anteriores, patrocinadores, que o cara patrocinava, passava aqui na TV e achava que isso ia dar ROI.

Não dá, é posicionamento.

É posicionamento, o podcast, né? É, então sabe, ele poderia usar esse material, ações, e zero, ele achava que era só aparecer aqui, vai ter gente ligando para ele. Hoje a competição por espaço, e outra, a pessoa tá aqui, tá aparecendo lá, mas a pessoa não tá nem ligada no que tá acontecendo aqui na TV, então você tem que fazer tantas outras coisas. E quando a Vick comenta disso, sobre como investir no influencer e tudo mais, cara, os comentários foram: “Cara, eu já investi, deu ruim pra caramba”, e tudo mais. Mas, cara, no final das contas é pura falta por ansiedade e falta de o mínimo de noção, porque falta de método.

Porque, cara, a gente literalmente tem influenciador assim que a gente põe 2… R$ 2.000,00, paga R$ 500,00 ali fixo no mês, ela vende 50.000 pra gente; que a gente paga 10, vende, vende 50; que a gente paga 40, vende 250.

Vocês têm influenciadores… Qual é a fatia que vocês mais pagam, só para ter ideia? Não precisa falar quem é, né, mas o nome, o valor?

É 70.000 no mês.

70 pau no mês? E ela traz quanto?

Aí tem assim, né, muito, porque tipo canaliza muito acesso no meu site, então 250.000 acessos assim, é raros e-commerces no Brasil que têm isso de acesso, eu faço isso com uma influenciadora, caramba, e a conversão também brutal. Aí assim, varia, tá, de mês para mês, mas a gente chega a bater, tem mês que bate tipo 300, 400…

E dá ROI?

…e dá ROI, mas você tem que saber fazer, exato.

Exato, além do ROI ela tá fazendo branding grátis, cara.

Porque se o ROI tá vindo…

Exato, todo o branding tá ficando cortesia.

Exato, e essa é a linha que eu defendo, sabe? Como eu faço branding: vendendo.

É isso, é isso, total, cara!

O pessoal fala “branding, branding“, é, é lucro no bolso, cara, é… Hoje esse nosso também amigo, né, ele tem um case, um dos maiores cases do digital, e ele pedindo uma aula para mim de construção de comunidade, eu falei: tudo que eu aprendi a construir comunidade, que é o meu branding, é através de influência, e foi vendendo, vendendo, total. Não é esse negócio também “põe dinheiro na frente”, não, a própria venda vai construindo.

Cada, cada real que a gente põe em influenciador hoje tem que dar ROI, a gente ainda não chegou no patamar, e nem sei se quando, algum dia a gente vai chegar, porque também não precisa, mas a gente não chegou nesse patamar ainda de fazer investimento em influenciador só para branding, só para awareness. Nós nem temos essa linha, a nossa é toda voltada pra performance.

Tudo dá ROI, cara. Eu acho que essa é a, é o jeito certo de fazer marketing.

Quem, quem faz só marketing por branding e tudo mais, eu até entendo, são as multimilionárias e tudo mais, mas no final das contas, cara, se ele não tá tentando converter esse branding para alguma, alguma mensuração para ver se isso tá revertendo…

Uhum.

…é, é um monte de executivo com seus salarinhos garantidos fazendo marketing. Não é o teu dinheiro, sim.

Exato, agora, porque se fosse o dele, meu… Como a gente que é empresário, eu quero o ROI, cara.

E branding ainda é fácil, o cara vem com aquela história de que “ah, branding não é mensurável”, então o cara não precisa comprovar o resultado do trampo que ele tá fazendo ali, se tá funcionando, se não tá, e tal. Mas o influenciador o… Assim, eh eu arrisco dizer que é um pilar quase determinante para você escalar uma marca hoje e também construir uma marca forte, com o branding sendo feito paralelamente ali.

É, de todas, se a gente olhar… A gente vem muito numa linha, né, das nativas digitais, todas as nativas digitais fortes têm o poder da influência dentro, seja um próprio influenciador sendo a cara da marca e o porta-voz, né, como a gente vê muito aqui no Brasil, algumas, nos Estados Unidos muitas. Mas se a gente não tem esse influenciador que é o dono da marca, a gente constrói essa rede de influência e constrói a própria marca como um influenciador e uma influenciadora, que é o jogo que a gente faz hoje.

Na marca de vocês, vocês são a cara da marca?

Na Bizu eu sou porta-voz, então assim, eu não sou a cara porque a Bizu roda sem a Carol, mas a Carol chancela a marca com credibilidade, e eu tenho muita conexão com o meu público, então eu sou uma peça ali chave. Na Dena Vita, na Dena Vita eu apareço de vez em quando em live assim, no lançamento de produto e tal. Eu chamo uma influ para vir junto, para ela trazer a base dela também e tal, e a gente faz o lançamento. E se bem que a Carol também começou a puxar algumas…

Eh e tô com a sensação de que precisa de um pouco mais, né? Eu acho importante, afinal de contas, eh pessoas fazem negócios com, com pessoas, não com… É importante ter um, um CPF na frente do CNPJ, e antes não era tanto, mas hoje é muito importante, cara, não é?

E assim, igual a gente tá vendo os cases aí, o Adib, os meninos do G4, e eu, eu acho fundamental. E é uma das coisas de que a gente vai, vai melhorar para 2025.

Legal, e eu falo muito isso assim: a marca de que ela não tem um rosto, uma pessoa ali à frente, ela perde, e também quem tem um rosto, então um influenciador que lança uma marca e acha de que ele vai escalar sozinho, não vai. Ele precisa de uma toda uma outra teia de influências e de estratégias, e o e-commerce ele é uma máquina, né? Então eu falo assim: ah, só o influenciador vai dar certo? Não. Teu site tá bom? Seu remarketing tá ligado? Sua campanha vai pegar aquele público que entrou? Sua comunicação tá boa? O momento de marca tá preparado? Às vezes a pessoa quer me contratar para fazer influência, se a marca tá muito no começo, eu falo: não tem a menor condição de jogar um influenciador aqui dentro, que você vai perder teu dinheiro comigo e o dinheiro da influência, vamos preparar o terreno, porque o Instagram, o TikTok é uma grande vitrine, é o nosso shopping. Então se isso não tá bom, como que eu vou jogar um influenciador ali dentro? Você só vai, você só vai conturbar.

Você vai conturbar a marca, porque você vai trazer um monte de tráfego para dentro, né, da influência da pessoa, e no final isso vai pro ralo.

Isso, isso.

Então tem a maneira correta de fazer. Então assim, voltando na tua pergunta: ah, influenciador vende, influenciador dá ROI? Sim, e muito, assim. Todas as marcas que são nativas digitais escalam com o poder da influência, só que existe uma metodologia, um jeito correto de fazer, tem que tirar a ansiedade de lado mesmo. Igual eu falo: passo número um para fazer influência é o trabalho que eu chamo de mapeamento e curadoria, que é você quase se tornar um detetive da vida daquele influenciador que você quer fazer. A galera não tem a menor paciência de fazer isso. Se eu falo assim: ah, traz sei lá, 30 influenciadores em um dia, me lista 30, eu falo: impossível, você não tem esse know-how, essa expertise para conseguir com maestria, não tá acompanhando, você nem sabe o que ele gosta, tipo, se tem afinidade com o produto, porque isso muda muito. Inclusive, se eu errar o produto, o mesmo influenciador ele pode vender tipo três, quatro vezes menos para mim, a mesma marca, se errar a afinidade do produto.

Você acaba com a tua estratégia.

O que muitas vezes, então também é responsabilidade do dono da marca o sucesso do influenciador, porque às vezes o cara tem todas as possibilidades de bombar, mas você coloca um produto que não, não dá fit para ele, e ele não entende tanto também, porque quem entende mais do produto é você, e aí você acaba colocando… Olha como é importante os dois, porque assim, eu conheço influenciadores que vendem para outras marcas nativas digitais 400, 700 mil no mês, e esse mesmo influenciador de que eu tô dizendo aqui, ele criou uma marca, ele vende 30.000 na marca dele.

Caramba!

Então você entende como é complementar? Porque ele tem a influência, só que ele não aprendeu a ser empreendedor, ele não aprendeu a criar um e-commerce que performa, fazer uma estratégia de mídia, e às vezes ele não tem talvez nem autoridade para quando o produto é dele, às vezes acontece também. É, o cara, ele tem uma, uma, um exemplo, tá? O cara é um cara de que é do fitness, ele tem uma baita de uma propriedade porque ele tem audiência para caramba para indicar produto, porque ele tem um resultado bacana em shape, uhum. Mas talvez o cara não passa a credibilidade talvez no quesito, vai, um exemplo, não tô nem sei de quem a gente tá conversando, tô falando de maneira hipotética, no quesito inteligência.

Total.

E aí quando ele cria uma marca dele e as pessoas não colocam autoridade ou credibilidade no “opa, que que tem aí dentro?”, uhum, justo, justo. Até a própria influência dele canaliza muito melhor para uma marca terceira com uma chancela mais profissional do que uma marca própria que…

E isso eu acho que vai acontecer muito esse movimento, porque assim, os influenciadores eles estão buscando equity também, aqueles que entenderam que eles têm resultado, eles querem criar empresa, querem criar negócios. E muitos, muitas empresas querem criar juntos, mas tem muitos que já: ah, eu não quero criar junto, eu quero criar o meu. Então eu falo assim, vai abrir esse mercado para eles entenderem com quem realmente já construiu, e ir atrás de mentoria, ir atrás de pessoas para criar junto, senão vai apanhar. A gente vê grandes assim: Boca Rosa lançou, apanhou em produto; lançou, apanhou em comunicação, depois apanhou, lançou maquiagem, não lembrou da diversidade… Aí é complicado, na internet é complicado, loucura. Esse influenciador que eu te falei performa na marca, não performa na dele. Então ele não entende do jogo da performance do e-commerce.

Isso é legal para eles entenderem que eles precisam de alguém que entenda do negócio pra fazer crescer, escalar, e aí entra toda tudo o que a gente tá falando. Volta sempre pro tripé de vocês, e que de fato parece que ele tá assim, tá completo, não tem nada para agregar, claro que dentro, debaixo disso tem um mundo de universo de coisas, que é influência, marketplace e e-commerce. Vamos começar a falar um pouco disso, a gente já tá no universo da influência. Se desse para vocês darem um pouco de, eu sei que, pô, se, se fosse para pegar, pega, paga a mentoria, mas qual, dando um pouco de, de insight aqui pro, pro pra galera, quais seriam as dicas que vocês dariam pra gente tentar trazer um pouco de lucidez pra galera que trabalha com influência? O que que vocês fazem, quais são as coisas que fazem sentido? Eu sei que tudo isso é muito abstrato porque é de caso a caso. Dicas gerais e linhas gerais: o que que é o mercado da influência e como o empresário tem que usar essa influência ao seu favor, e não ficar só criticando e deixando de, de ganhar dinheiro num canal de aquisição que é valiosíssimo, né?

Isso, e assim, isso é legal porque falar: “Ah, vou ficar criticando a influência”. Tá, você vai ficar criticando enquanto tem gente ganhando dinheiro, ganhando dinheiro, exato. E outra coisa, assim: “Ah, mas influenciador era mais barato lá atrás”. Sim, era mais barato lá atrás. Vai ficar mais barato? Não vai, só vai ficar mais caro. Então é melhor você entrar logo e aprende a fazer certo, perfeito.

É isso, é isso mesmo, é isso.

E aí, bom, para que que serve o influenciador: é uma maneira de você chegar no coração do consumidor. Então a venda ela acontece primeiro pela uma geração de desejo, a partir do momento que o influenciador ele passou um desejo sobre seu produto ou sobre o seu serviço, e ele empresta a credibilidade dele, a comunidade que ele construiu para a tua marca, aí você como marca, como negócio, faz o seu papel de uma boa estratégia comercial, de terreno preparado, um bom site, uma boa estratégia ali, e vende. Então esse é o o cenário da influência. Agora, Carol, algumas dicas, eu…

Algumas dicas práticas assim: primeiro, você tem que entender o influenciador que conversa com o teu público. “Ah, eu vou no maior influenciador possível?”. Não, porque ele vai dissipar muita energia, então você tem que…

E vai custar caro muitas vezes.

E vai te custar caro. “Ah, então eu vou nos micros?”. Depende, porque os micros você tem que dedicar muito tempo seu ou de alguém do seu time. O que que é micro? Microinfluenciadores, então são influenciadores… Ah, influenciadores de que têm ali pelo menos, né, seus 10.000, porque menos do que isso a gente chama ali de nano, são mais perfis ali até de possíveis clientes. Mais de 10.000 ali, e aí depende do nicho, tá? Então assim, mas coloca ali 10.000, tem nicho que é até 50.000, tem nicho de que é de 10 a 20, mas são os influenciadores menores, mais nichados, só que esse é um jogo de escala, porque se um influenciador, um microinfluenciador vender cinco produtos, 10 produtos, às vezes é muito, mas isso não muda o seu jogo, a não ser que você tenha 100. Tem marcas que têm 600, 1.000 microinfluenciadores ativos no mês.

Caramba!

Então é um jogo de escala, de velocidade, e dá trabalho, e você tem que conseguir aprender a quase automatizar os processos e a gerir tudo isso, mas funciona, e é um custo superbaixo pros empreendedores, mas tem que aprender a fazer isso com maestria para virar uma máquina.

E vocês fazem hoje esse trabalho de agência, é que é a consultoria que aí a…

Então vocês gerenciam isso, então se se alguém que tá aqui assistindo tem uma marca própria, fala: “Cara, eu quero… Ah, vou fazer, dá muito trabalho”.

Muito trabalho.

…eu vou chamar como chama a empresa mesmo, a MP, Acelerador de Marca Própria. Vocês, essa curadoria, decisão, escolha de quem, negociação e o mais difícil, né, gestão disso…

Gestão.

…vocês…

A gente faz, a gente faz, a gente faz, tem esse trabalho assim.

Legal, caramba, mercado gigantesco!

Uma dor. É que assim, dá um trabalho, viu? Imagino. Até assim, né, nem é legal falar isso assim, mas nossa, a gente até prefere quando vem de mentoria, que aí a gente só ensina e é o cara que vai executar.

A execução disso.

E a responsabilidade de entregar resultado, tipo, é uma baita pressão e dá muito trabalho, mas a gente vê uma uma oportunidade nisso aí porque assim, porque quase ninguém sabe fazer, sabe? Então assim, a gente assumiu essa bronca aí e estamos conseguindo ajudar vários empreendedores.

Tem, tem alguns sites que gerenciam influências, influenciadores. Eh teve um tempo atrás que me ligaram pedindo para eu me cadastrar como influenciador na, na plataforma. Eu me cadastrei, cara, só vem caroço, ia ser umas besteiras, só que aí, então você vê que é um negócio mesmo que, por mais que você tente automatizar, eh vai muito de uma curadoria humana mesmo, de você…

Humana, com certeza. Então assim, eu tenho ferramentas hoje, sim, contratadas, mas eu nem indico pros meus mentorados já começar com ferramenta, porque tem que fazer na unha, tem que fazer na mão, tem que aprender a analisar, então assim, hoje meu olhar já é muito crítico, eu olho um perfil assim, eu vou, tipo, eu brinco, acho erro, sabe? Então a gente vai brincando de caça-defeitos, mas é aprender realmente a analisar, entender aquele perfil, e tirar um pouco assim… Às vezes a gente olha o perfil e olha lá, sei lá, tá olhando no meu Instagram, olha a Carol, a gente, a gente não tem que analisar a Carol, isso é o público que está ali dentro.

Exatamente.

Aí você tem essa maestria de entender: será que é um público que compra, será que é um público que tá ali só para inspirar, o que que essa pessoa tá procurando ali dentro, e aí meu produto e meu serviço conecta com isso? Ah, legal! Como é que eu faço uma venda? Então assim, resumo da ópera: existe esse trabalho de micros, que é um trabalho rentável porque assim, o seu custo é envio de produtos e um comissionamento sobre as vendas, mas que você precisa entender que é um jogo de escala. Ah, Carol, pelo menos o micro é até o 10.000 mais ou menos. E esse aí você não coloca nem nem valor em cima, é comissão e produto.

Comissão e produto, e a galera já aceita porque, querendo ou não, tá pegando um produto legal, construindo a carreira e eles querem, né? Eles querem se profissionalizar e tudo mais, e é muito legal o trabalho com eles, você vai criando uma comunidade, eles são defensores da marca, eles criam muito conteúdo, então isso é muito valioso pra marca, porque as pessoas assim: ah, como é que vai criar um monte de conteúdo? Cara, você não, não adianta, você não consegue fazer isso como marca, você tem que ter uma estrutura para fazer isso, e no final do dia ainda vai ser um conteúdo engessado porque você não é creator, sabe? Você não é criador, então esse trabalho funciona e é uma dica para quem tá começando. E aí depois eu provoco muito a galera, que eu brinco que eu falo assim: este é um jogo, e o outro jogo são os influenciadores de performance. Eles cobram, sim, nem tem negociação, se você tipo, não pagar, você combina um escopo, combina um briefing, faz uma boa campanha, e aí onde a gente assim, é uma, uma mina de ouro quando você acerta a mão, então vai errar influenciadores? Vai, eu também erro, mas a hora que a gente acerta, ele paga a conta dos que a gente errou, e você começa a criar teu time de vendedores e influenciadores e ter uma receita previsível em cima disso.

Como você testa um influenciador desse, é assim, ação pontual? Uma coisa que a, a Vick defendeu, de que assim: não é uma ação pontual, histórico, que é o que eu vejo na grande maioria das reclamações, é o cara foi lá: “ai, gastei 10 pau com influência e não deu nada”. Mas, cara, ação pontual é… Como que é o teste, o que que o, o que que precisa, qual é o tempo de validação para você realmente garantir que não deu bom ou tá, ou às vezes não deu o que poderia, mas poderia escalar isso aí?

Tá, sim, ó, sendo muito transparente, todos os influenciadores, eles têm um pensamento assim, quase comum de falar pelo menos três meses para eu conseguir inserir pra minha audiência, pra pessoa realmente, mas eu, Carol, eu aprendi a testar em um mês, e, e só que para aprender a testar em um mês, eu analiso muitas métricas. Então realmente assim, é planilha, é análise de métricas, é comportamento de consumo, é olhar ali os comentários. Essa é uma dica simples e que funciona: é olhar os comentários, o que que as pessoas ali, elas estão comentando quando o influenciador faz um post, qual outra marca que ele já fez, essa marca tem repetido esse influenciador? Então ninguém tá rasgando dinheiro no final do dia, e se você não sabe fazer, pega bench de marcas maiores e começa realmente a entender, e sabe qual que é a dica mais ouro: relacionamento, relacionamento. Se você construir, ainda mais quando você tá começando, você precisa conversar com o influenciador, ele precisa saber quem você é, ele precisa saber a sua história, conhecer seu produto, porque a empatia que ele vai criar faz ele falar de um jeito diferente do seu produto, e isso é decisor se vende ou não vende.

Sensacional.

Então isso faz muita diferença, sabe aquele… Eu brinco, sabe aquele vendedor que tem bom relacionamento, que ele vende mais? Que é isso, é sobre isso, a influência… Influência é uma venda através de pessoas, então se você entendeu pessoas e entendeu a arte de se relacionar, você entendeu tudo, e até hoje eu faço isso. Então assim, na Bizu hoje eu tenho um time que me ajuda em influência, mas quando o influenciador tá bucha, a galera manda para mim. Eu vim brincando para cá, eu vim conversando com um influenciador, ele cheio de objeções com a marca porque a marca faz um influenciador que ele não gosta. Bom, no final ele tava me dando dica de Instagram, e a gente virou amigo, eu falei: “fechei!”. Galera, isso é relacionamento, e ele vem diferente, porque assim, você também não pode contratar um influenciador só pelo dinheiro. “Ah, faz essa, faz essa aqui, minha água”. Ah, só pelo dinheiro não vai vender, mesmo que ele seja bom, ele tem que gostar.

É perfeito, total no total.

E você que tá aí que fica achando que influência não faz sentido, cara, para de besteira porque é um baita canal de aquisição. E aí agora indo para marketplace, quando você fala marketplace, como que você… Só começando esse, esse universo todo, a gente tá falando mais de Mercado Livre ou geralzão mesmo, tudo que que dá?

Cara, marketplace é o modelo de plataforma que envolve outras grandes e famosas como da Magalu, Magazine Luiza, da, da Shopee, da Amazon, só que a gente foca mais em Mercado Livre porque, e de desse universo, 80% é do Mercado Livre.

Caramba, bicho!

É, então é o, é a plataforma mais relevante. Eu foco nela porque depois de que você aprende a jogar o jogo ali dentro, que é a mais desafiadora inclusive, você consegue tocar todas as outras.

Legal, cara. E, cara, eu conheço muita gente… Tenho dois, dois, duas pessoas que vieram no podcast, são líderes de vendas em Mercado Livre nos seus segmentos, mas assim, quando você vai pra, pra média dos, dos brasileiros, muita gente ensinando Mercado Livre na internet, mas, cara, muita gente que resolve usar o Mercado Livre como “ah, deixa eu cadastrar lá meu produto para ser um canal diferente de, de, de venda”, hã, bate uma cabeça do caramba, bicho.

Não é…

…aí vai lá, faz patrocinado, não adianta de nada, cai, cai o anúncio, cara. É um, é um, é um universo diferente, cara, e aí como que o… O que que, qual, qual dica que você daria, e tenta explicar um pouco mais desse jogo do marketplace, sim, porque se tornou um universo, cara, se tornou um Google, né? Igual da mesma forma que no Google tem, tem campanhas que dão certo e outras não, no marketplace, qual é o jogo que tem que jogar, quais são as coisas que precisam ser analisadas?

Cara, boa, eh e, cara, de fato isso acontece, e eu acho que primeiro de tudo é ter essa noção de que assim, tudo o que você vai fazer, cara, assim, se fosse fácil assim, todo mundo tava ali rico, feliz, bem-sucedido e dando certo, e, e não existe, né? Todo lugar demanda dedicação, estudo, conhecimento e tal, e nada que você faz de qualquer jeito dá certo, né, nem influência, nem construção, nem marketplace, e aí…

É isso.

…tem método. Primeira coisa… Aliás, segunda coisa é a importância de estar nesse mercado, né? Hoje a gente tem um mercado de, de vendas online que, se a gente olhar ano passado, isso aí faturou R$ 180 bilhões de reais ano passado, o, o total do ambiente digital. Dessas 180, cara, 80 foi Mercado Livre, quase metade do do universo digital do Brasil é, é, é assim, ou seja, você tem que tá aqui, porque se você não tá aqui, você tá abrindo mão de quase metade da possibilidade de mercado digital que você poderia pegar.

Caramba, eu não imaginava esse número, não, é, é bizarro!

É monstruoso esse número, é monstruoso. E assim, é, e se você não tá aqui, o cliente não vai sair daqui e ir lá no teu site comprar, porque hoje esse mercado é um mercado de Mercado Livre, e se você não tiver aqui, ele vai procurar um produto similar de outra marca e ele vai comprar no Mercado Livre, né? Por quê? Eh três motivos principais: primeiro, eh logística. É impossível você competir com a logística do Mercado Livre, né? Aqui em São Paulo, por exemplo, dependendo da hora que você compra, você recebe no mesmo dia ou no dia seguinte. E a plataforma é tão boa, mas tão boa, que ela fala: “Comprando nos próximos 22 minutos, chega hoje ainda”. Ela consegue até te posicionar do horário agora, se você quiser comprar daqui a pouquinho, vai amanhã. É, não… Ou seja, não, não dá para competir nem em prazo de entrega, nem em preço na maioria dos casos, porque hoje assim, você acima de R$ 79,00 você não paga frete.

É.

…então você não compete com frete. A questão da praticidade, eh também assim, o, o checkout, né, que a gente chama ali num, num e-commerce, é o checkout do Mercado Livre é incrível também, a usabilidade é impressionante, é assim: você, você entra lá, você escolhe o produto, joga no carrinho, finaliza a compra, você não precisa… Seu cartão de crédito tá lá, você não precisa cadastrar.

E uma coisa que eu reparei, comprando… Eu compro no Mercado Livre, todo mundo acho que no Brasil compra no Mercado Livre toda hora, mas, cara, até a posição do botão, eu tava reparando isso em termos de UX, a posição do botão de que você vai avançando no carrinho, ela é na mesma posição. A página, dependendo da onde você avança, ela já entra colada, ela já entra um pouco para baixo para ficar no mesmo lugar o botão, assim, ó: plum, plum. Não, assim, é impressionante, cara, deve ter muito estudo em cima assim.

Muito louco o insight, real.

É, é realmente impressionante, então a praticidade, né, de você entrar ali, teu cartão de crédito já tá ali, e você poder comprar ali com mais rapidez.

E segurança. Antigamente o povo ficava com o pé meio atrás de comprar no Mercado Livre, hoje todo mundo se sente seguro, tá acostumado, e sabe que se der pau, o Mercado Livre resolve: ou ele te reembolsa, ou ele vai resolver de uma maneira favorável pro cliente, é isso. Então, pensando em logística, em praticidade e em segurança, não dá para competir com o Mercado Livre, então você tem que tá lá, tá? Agora, eh o que que faz o Mercado Livre dar certo: eh igual a influência ali, são, são, são vários pilares, né, são, é todo um método. Agora, tem três pontos principais nesse método: o primeiro deles é a qualidade do anúncio, então tem que ter um, tem que ser um anúncio de alto padrão, um anúncio de que a gente chama de, de alta conversão, onde você vai ter fotos, você vai ter todas as fotos ali dos, daquelas sete posições que tem no lado esquerdo do anúncio, você tem que aproveitar essa sete com fotos de alta qualidade, com boa descrição, e é mostrando os benefícios do, do produto, ângulos diferentes. E o Mercado Livre, você tem que aprender a usar tudo que o Mercado Livre te oferece, sempre que ele traz ali alguma ferramenta nova, é quem usa eh ganha mais, ganha mais tráfego, ganha mais visibilidade. E agora o que tá em alta são os clips. Foi tipo uma parceria ali do, é tipo um TikTok que o Mercado Livre quis criar, e hoje, da mesma maneira que você navega ali no TikTok, você consegue navegar nos clips do Mercado Livre, não sei se você já viu isso.

Não vi, cara.

É, acabou que não… Assim, não tá fluindo assim da maneira que foi esperada, porque assim, o mercado… Quando você tá no TikTok, você tá vendo ali, eh sei lá, nem uso o TikTok direito, mas assim, no Instagram você tá vendo aí, você vê o nenezinho, aí você vê o cachorrinho, aí você vê é o míssil ali de Israel e tal, e você vê um monte de coisas assim e tal, que te, e vai te entretendo, né? Lá no Mercado Livre, esse clips, ele te joga de um produto para outro, sabe?

Mas, cara, é um baita insight!

É um insight, tá sendo adaptado. Eles não são burros, eles vão, eles vão pivotar o negócio, e, cara, daqui a pouco isso aí vai virar uma febre, cara, não assim…

Eu já tô, eu nem conhecia, mas só o que você tá falando, cara, já…

Até eles começarem aquelas lives de venda de produto, não? Já teve assim, marca que tem case de, de TikTok, de clip que viralizou e, assim, estourou de vender, olha isso, cara! Então é importante utilizar isso dos anúncios, cara.

Isso é novíssimo que você tá falando aqui, novíssimo assunto.

É de um a dois clips no anúncio hoje faz toda a diferença na hora do Mercado Livre te ranquear e te trazer.

Clip é o TikTok do Mercado Livre, quem não tá usando tá perdendo tempo.

Assim, se você não tá usando, seu concorrente tá e você tá ficando para trás. E quando uma plataforma desse nível começa uma ferramenta nova, você precisa ser early adopter, porque você ajuda eles a, a estudarem. E quando você faz isso, o que ele faz: ele te posiciona, cara. Ele fala: “meu, preciso de, preciso dar visibilidade para essa pessoa para teste”. São os testers, né, os betas. Eles falam: “vai, deixa aí”.

Total, cara.

E, e além disso, cara, tem hoje… O que que vai levar tráfego pro Mercado Livre, né? O principal de tudo, eh sabe as palavras que você digita ali no campo de busca? Por exemplo: “microfone para podcast”. É isso que vai levar o tráfego pro anúncio, então você tem que fazer um estudo das palavras que você vai usar no título do, do, do anúncio, né? Eh e aí você vai pesquisar ali no Google Trends, no Analytics, no UberSuggest, ali, eh, eh você pode abrir o buscador, se você escrever assim “microfone”, ele vai te dar as próximas ali, vai completar, que são as mais buscadas. E aí você vai fazer um estudo, ver quais têm mais volume de busca e vai usar nos títulos dos anúncios. Isso, isso assim é o que vai trazer mais tráfego pro teu anúncio, e depois fazer uma boa ficha técnica eh com a descrição bem feita. Tem uma coi… Sempre olho isso, eu pelo menos sempre olho.

Tem uma coisa que pouca gente sabe: tem alguns campos ali, isso chama “carga semântica”, e primeiro, o que mais… 70% do que vai trazer tráfego pro anúncio é o título, os outros 30% tá na ficha técnica. Então tem alguns campos ali na ficha técnica de que se você repete as palavras do título, você reforça a semântica, traz mais…

E é assim, tem umas coisas que eu tô falando aqui, gente, que já era para estar pagando, né? Pouca gente sabe, e eu sei porque o mentor que eu tive, que é um sócio nosso hoje, ele tá dentro do Mercado Livre, ele é consultor lá, e aliás, em breve eu devo virar consultor oficial do Mercado Livre também. Então tem algumas informações ali privilegiadas.

Como que funciona de consultor oficial?

São pessoas que conhecem para caramba e que dão consultoria disso aí, e que podem eh e que podem contribuir com a capacitação de outros sellers.

Que legal, cara, mercado bom!

E assim, naturalmente eu já tenho falado muito disso, e esses dias mesmo ele falou: “cara, o Mercado Livre tá precisando de um consultor bom, cara”, e ele começou a criar essa conexão ali, quase certeza de que em breve vai rolar isso aí. E por último, né, falei, falei de foto, falei do clip, falei do… E do título, falei da ficha técnica, e tem a descrição, e aí o ideal é você tirar… Pera aí, falei errado, então a ficha técnica não é a descrição, é além da ficha técnica tem um outro campo que chama descrição. A ficha técnica é onde fica tipo uma tabelinha, é onde você de fato descreve o produto, tipo você coloca ali o as informações, sabe, que vai depender da categoria, mas por exemplo, na ficha técnica de um suplemento tem ali qual que é o nome do produto, quais são as principais substâncias, quais são os benefícios, quais são os ingredientes, qual que é o tamanho da embalagem…

Tem anúncio de produto que nem tem isso aí, você tem ideia.

Tem, você vê como os anúncios estão tão pobres, amor, exato, exato. Eh e na descrição você vai descrever: “pô, ó, nós somos a Dena Vita, a gente trabalha com esse tipo de produto, eh se você”, né, “tirando algumas dúvidas aqui, se você for comprar um produto no Full, você vai receber em tanto tempo, dependendo de tal região; acima de R$ 79,00 você não paga frete; o prazo de entrega é esse”, e tal. “Se tiver algum problema com o produto, você abre um chamado por esse, esse campo, e você vai receber seu dinheiro de volta em tantos dias”. Então a gente tira todas as dúvidas e coloca todas as informações possíveis.

Atende gregos e troianos, porque dependendo, o cara é extremamente metódico, sistemático, se ele tiver qualquer dúvida ele mata ali. A ideia é não tentar dar margem pro cara ficar com dúvida e pensar, e às vezes deixar de comprar de você, tá? Então isso é um bom anúncio.

O que inclusive às vezes ele já tá decidido em comprar o copo, a questão é: qual eu compro, esse ou esse? Então naquela dúvida, quando o seu anúncio é mais completo, ele sente mais segurança.

Deu, né, uhum. Então não é nem dele deixar de comprar o seu para pensar, é deixar de comprar o seu para pegar o concorrente. E vai tá, e é tão fácil comparar ali no Mercado Livre.

Total, é muito fácil a comparação. Inclusive você tem que estar mais profissional, total, né? Você tem que estar mais profissional do que seu concorrente. E além da qualidade do anúncio, é muito importante você utilizar a ferramenta de ads. Aliás, eu fiz um post hoje, se liga nisso aqui, pessoal, tá até a ferramenta de ads do Mercado Livre é, cara, eu, eu pelo menos tive péssimos resultados, eu vou ter que contratar a mentoria de vocês.

Resultado real de hoje, né, amor? Gostei, hoje. Isso aqui, ó: quanto que investiu, fala aí pra galera pra eles verem.

Caraca, bichão! Ó, isso é campanha tua no Mercado Livre, cara, ele investiu R$ 2.000,00, vai, R$ 2.500,00, de receita R$ 44.000,00, é, vai ver o ROI disso aí, que delícia, hein, cara! É, não, depois que você aprende a fazer isso aqui, vira uma máquina também, e…

Então você tem que saber utilizar essa ferramenta, tem o jeito certo, tem método também, tem alguns tipos de campanhas que você tem que usar em determinados momentos, porque quando… Cara, a gente colocou uns produtos no Mercado Livre e não tava engan-, não tava indo. Aí eu falei pro pessoal do marketing: “cara, vamos por anúncio nessa, taca anúncio”. Cara, parece que não aconteceu nada, eu falei: “não, não aconteceu nada”. Quanto foi? R$ 1.000,00, o quê? R$ 1.000,00 gastou e não deu nada.

Então tipo, e sabe o que é louco também: o cara que faz o meu Google Ads é o cara que fez essa campanha, então o cara não tem know-how de Mercado Livre, aí eu falei: cara… Aí até conversei com ele, eu sou bem aberto assim, falei: “cara, vamos procurar alguém especialista em Mercado Livre”, difícil pra caramba alguém que consiga indicar isso, a galera tá muito… Hoje em dia essas agências estão tudo tão generalistas: “eu faço SEO, eu faço tal coisa, eu faço tal coisa, eu faço tal coisa, eu faço tal coisa”. No final acaba ficando muito superficial.

Um pouco de tudo.

É, é, não aprofunda, né? E assim, cara, tem uma outra coisa que tá acontecendo, é que a galera começa a vender curso e começa a ganhar tanto dinheiro com curso de que o cara perde a mão. Às vezes o cara até para com a operação dele, que às vezes o cara que vira consultor, ele criou uma operação, escalou, deu certo, começou a ganhar dinheiro, ele começou a ensinar os outros. Só que vender curso dá tanto dinheiro…

Exato.

…e a margem é tão, é muito alta, braba, que o cara às vezes deixa de lado, e aí ele deixa de se atualizar, e o negócio muda muito rápido, sabe? Às vezes o que funcionava tipo dois meses atrás não tá funcionando hoje, né? E enfim, tem até alguns exemplos de que eu posso dar depois.

Legal demais isso aí que você falou, porque o cara tem resultado, só que fica obsoleto.

Fica obsoleto no mercado, exato, exato, né?

Legal demais.

E então você tem que saber trabalhar com essas, com esses tipos de campanhas de ads que têm ali dentro da, da plataforma, e, e isso é muito importante para você conseguir posicionar e trazer o seu anúncio para as primeiras páginas, porque esse é o objetivo final de todo mundo: chegar ali na primeira página, porque depois que você chega lá, o tráfego orgânico do Mercado Livre é monstruoso.

É monstruoso!

São 34 milhões de clientes ativos ali.

Nossa!

Então assim, eh você tem que saber usar o ads. E por último, eu tô falando tudo o que tem que fazer, o “como” posso até dar algumas dicas depois, só que precisa de, de mais tempo, eh mas tô, tô, tô dando pelo menos o norte: então falei da qualidade do anúncio, falei do ads, e por último, gestão do estoque Full. Isso é uma outra coisa que assim, pouquíssima gente faz, pouquíssima gente sabe, é a maneira como você faz a gestão do seu estoque que tá lá no Full, né? Que que é o Full, gente? Na verdade, e como que é… Vou dar um passo atrás rapidinho sobre o Full: como que funciona para você entrar no Full?

Legal, eh é quando você tá vendendo pelo menos ali 50, fazendo 50 vendas por dia, o Mercado Livre te convida.

De um produto único?

Não, de qualquer produto da sua conta, tá? Quando a sua conta… Porque você pode ter um, você pode ter 50 ou 100 produtos ou mais, você tá fazendo na tua conta 50 vendas por dia, o Mercado Livre vai te convidar, porque ele precisa disso, porque a logística dele precisa ser absurda, então ele precisa manter o estoque dele lá dentro. Se o estoque lá dentro é… Não, se ele tá vendo que o teu produto tá vendendo, ele fala: “Poxa, se tá vendendo sendo que o cara tá em… O cliente tá recebendo o produto só em, sei lá, em cinco, em sete dias, imagina se ele receber no mesmo dia, no dia seguinte?”.

Perfeito.

Eh e aí manter um estoque forte lá, é assim, pros nossos clientes a gente consegue ativar mais rápido também, independente das 50 vendas, a gente tem alguns, alguns acessos ali dentro que a gente consegue acelerar isso aí.

O caminho das pedras, né?

É, eh a maneira como você faz a gestão do estoque lá vai passar pro Mercado Livre eh o, o Mercado Livre vai conseguir entender através do algoritmo a tua capacidade de entrega, entendeu? Então eh às vezes, por exemplo, o que que a galera faz: “Ah, eu vendi 100 unidades nos últimos 30 dias, então vou repor meu estoque”. “Eu vendi quanto?”. “Vendi 100”. “Ah, vou… Eu tinha 150, vendi 100, então só, pô, vou mandar mais 100, já que eu vendi 100, vou repor”. Só que se você mantém… O Mercado Livre mantém o tráfego, então um produto que tá vendendo todo dia já, você tem que mandar mais do que ele tá vendendo, para você ajudar o Mercado Livre a projetar um crescimento. E você tem, e você pode, por exemplo, ele coloca lá 100 unidades no seu estoque, no estoque dele, você consegue aumentar essa quantidade?

Você consegue, 150, você consegue, mas se não vender em dois meses, você começa a pagar armazenamento. Então você tem que ter um… Assim, não dá para simplesmente mandar, você tem que mandar com estratégia. Agora, é assim: o, o que vai diferenciar de fato ali os produtos que chegam na primeira página ou que quase chegam ali, é… Tá nessa gestão de estoque do Full.

Caramba, eu nunca ouvi essa dica, cara.

É isso aí, é um negócio que a gente fez assim, e, e testando e validando, e a gente via tipo quantas unidades tava vendendo no dia, e controlando tudo, metrificando em planilha.

Isso é a dica de quem tá na vivência mesmo, no dia a dia.

É, é, aí você vê: poxa, quando eu tava… Contando a história que eu tava vendendo tantos por dia, caiu para cá, tô vendendo tanto por dia, subi para cá. Porque, cara, o Mercado Livre tem uma inteligência de falar assim: cara, se houver qualquer chance de eu vender mais do que eu tenho no estoque, eu seguro. É, ele tem os botõezinhos lá, “não vou, esse aqui tem mais produto”.

Exato, exato.

E nunca atrele essa, essas possibilidades de que com certeza ele tem essa métrica. Essa dica também é boa, hein!

Tem, e assim, cara, você fazendo bem isso: anúncio, e ads, e a gestão do estoque Full, você consegue uma escala assim, bizarra. Tem marca hoje vendendo assim 10, 20 milhões por mês no Mercado Livre, ninguém nem conhece, nem tem muita relevância na internet e tal, nem faz branding, mas aprendeu a jogar o jogo do Mercado Livre, escalou lá dentro. E aí o pessoal fala também, né, alguns mitos aqui para finalizar: tem gente que fala “ah, mas no Mercado Livre eu vou ter que ir com a minha margem, porque lá vou ter que pagar taxa. Ah, mas no Mercado Livre eu vou ter que entrar numa guerra de preço, né, e a concorrência é muito alta, tal. Eh, no Mercado Livre o cliente não é meu”, né, porque ali no e-commerce você tem o lead, tal, você vai pro teu CRM, você, né? Eh tudo mito, tá? Quer dizer, de fato, quando você vende no Mercado Livre, o cliente não é seu, agora assim, você vai abrir mão de todo esse, essa parcela do mercado só porque… Que ego é esse?

Não, assim, cara, rentabiliza, rentabiliza, sabe? E investe no seu e-commerce, se for o caso, agora tem muito dinheiro no Mercado Livre, não dá para ficar de fora. Eh, quando o pessoal fala “poxa, mas eu vou ter que pagar taxa pro Mercado Livre, vai comer minha margem”, o que você não gasta de taxa no Mercado Livre, você vai gastar de mídia para levar o cliente pro seu e-commerce, seja com influência, seja com campanha de, de tráfego, um pelo outro.

É um pelo outro.

Eh, assim, e eu conheço cara com operações muito grandes, que o cara, o canal mais rentável dele é, além do B2B, além do próprio e-commerce dele, o canal mais rentável de tudo é o Mercado Livre, tá? Então assim, e não tem essa de, de margem pequena, “ah, vou ter que entrar em guerra de preço”, não. Só se você tiver trabalhando revenda, aí OK, OK, sim. Agora, se a marc-, se a marca for tua e você conseguir prestar um bom atendimento, por mais que seja no Mercado Livre, sabe, trabalhar bem ali a identidade visual, fazer um anúncio de qualidade, trabalhar um branding em paralelo ali fora do Mercado Livre, você não precisa entrar nessa guerra de preço, eh e só tá crescendo e vai continuar crescendo, e vai continuar crescendo.

É, cara, o, gostei muito do método de vocês, falando de influência e e-commerce e marketplace. Cara, vou até, vou até convidar aí, vou, vou estender aqui o convite através de vocês pro Lucas, para ele vir aqui falar de e-commerce.

Legal!

Porque, cara, é um baita de um mercado bom. E-commerce ainda é um negócio que quase todas as empresas hoje em dia têm, então, cara, acho que é legal, porque também esse negócio de, como você falou, usando até a tua próprio, a própria palavra que você usou: preparar o terreno. Que é isso, cara, você faz tudo isso e você não prepara o terreno. E, cara, tem uma coisa que me deixa com raiva também, a segunda coisa além das pessoas andarem lentas na minha frente, mas é e-commerce ruim, cara.

Pois é.

Isso, cara, eu deixo de comprar como um sinal de protesto, como sinal de protesto, porque você fala: cara, na boa, tá muito ruim, cara, então não dá para deixar desse jeito, e a galera ainda tem essa mentalidade, né? Vai fazer um sitezinho e vai vender. Gente, cara, ou assim…

É assustador, cara, é assustador a quantidade de clientes que chegam na gente ou de prospects, né, possíveis clientes pra mentoria, pra consultoria, de que assim, a galera não tem a menor noção de tudo que tem que ser feito para um e-commerce entregar um bom resultado. É muito assim, desde a parte de estrutura, de qual plataforma que você vai usar, da configuração, todo o UX ali, sabe, que tem que ser um site rápido, de fácil navegabilidade, é o checkout que vai utilizar. Eh hoje 80% dos produtos que são colocados ali no carrinho são abandonados, o cliente não finaliza a compra, então tem que ter um bom checkout, um checkout fácil, eh intuitivo, com uma estrutura de recompra, eh de recuperação de carrinho automática. Gateway de pagamento que você usa, tem gente que deixa muito dinheiro ali e compromete o resultado da operação. Tem, tem gateway aí que ele tem um antifraude ali tão, tão, tão de fraude que ele bloqueia até o que não deve, e às vezes você tem ali, cara, 20% das compras do cartão de crédito tá, tá sendo bloqueado, né? A gente tem parceiro nosso hoje de gateway de pagamento que aprova 99% caramba das compras de, de cartão de crédito, que tem, trabalha com uma inteligência artificial por trás para checar qual que é o perfil e tal. Enfim, tudo isso na mentoria vocês já entregam?

Mas é aquele negócio, né: você entrega e a pessoa se vira.

Eh, na na mentoria assim, de acordo com a pessoa… E em nenhum a pessoa se vira, cara, tudo a gente acompanha até na mentoria.

É até na mentoria?

Porque assim, a gente não vai ligar os botões para ela, mas a gente vai dizer exatamente. E tem alguns passos da mentoria que vão evoluindo conforme ela responde também, então é uma mentoria acompanhada assim, sabe? E a gente, e a gente vê essa dor, cara. Tem, tem muito guru por aí, e eu até acabei de fazer isso aqui, né, tô falando mal e tô fazendo, mas você vê muita gente falando o que que você tem que fazer, só que o bicho pega é na hora do “como”, é na hora do “como”.

Na verdade, hoje em dia com a internet, cara, você tem informação, né? É isso. Informação. Hoje numa reunião que a gente estava fazendo eh lá atrás, quem se diferenciava é quem conseguia garimpar informação porque era muito difícil. Hoje quem se diferencia é quem consegue filtrar, porque a gente tá vivendo uma inundação de informação. Então o “o que” todo mundo já tem, e na verdade, e, e, e além de tudo, tem tantos “o ques” que é até difícil filtrar o que fazer. Agora, quando você, quando você consegue filtrar o “o que” e colocar num método, num processo, explicar o “como”, começa a pegar.

Eu diria que o que diferencia hoje é quem consegue executar.

Executar, é isso.

E posso falar: é onde você separa os homens dos meninos, porque no final das contas, cara, grande parte dos negócios que não dão bom é execução.

Verdade.

Uma ideia ruim na mão de alguém muito bom dá bom, uma ideia boa na mão de alguém ruim dá ruim.

É isso, cara, é execução pura, execução pura. Gente, foi um prazer, mas não terminou. Eu vou pedir licença rapidinho para agradecer aos patrocinadores, e eu tenho a pergunta final, mas foi um prazer, e, cara, fica aqui de verdade o convite pro Lucas vir aqui para falar da parte de e-commerce e tudo mais. Eu acho que dá pra gente até fazer uma mesa redonda, e se vocês quiserem voltar aqui pra gente trocar a ideia disso aí, vai ser muito legal. Eh só antes de a gente entrar na parte de patrocinadores, quem quiser contratar a… Esqueci o nome de… A MP, como que faz? Tem um site, um canal de, ou entra no Instagram de vocês? Como que eu contrato isso? Porque, de verdade, eu, eu falando aqui com vocês, eu já tenho vislumbrado isso pro meu negócio, legal, para algumas marcas lá do negócio. Mas, cara, tem um monte de gente assistindo aqui, como que faz para contratar?

Vamos lá. Eh a gente, nosso site tá para subir, tá, tá para ir pro ar, e a gente começou a fazer isso agora, e a gente também nem teve pressa, porque hoje todos os clientes que a gente tem de consultoria e mentoria até hoje vieram indicação, por indicação, e, e cresceu, né? A gente até segura alguns clientes ali, porque a gente tem ali a preocupação de contratar e capacitar, né, para dar conta da demanda. A gente não pega cliente que a gente não vai conseguir entregar, né? E então agora que a gente vai criar o site. Então quem quiser saber mais e, ou contratar tanto a mentoria quanto a consultoria, pode me alcançar ali no meu Instagram, tá, que é @domiciano.barros, tá, Domiciano com C, .barros, ou Dom Barros também vai trazer ali, o vai aparecer no b.g. aqui.

Vai, vai, o pessoal da edição vai colocar um b.g.zinho bom aí.

Aí só me manda um Direct ali que a gente marca uma call e a gente passa mais informações e vê o que que faz mais sentido para, para você, direto ali no canal do Instagram.

Topzeira! Então vou agradecer rapidinho aos patrocinadores, a gente já volta aqui. Pessoal, toda essa infraestrutura de qualidade, esse audiovisual de qualidade, é graças aos patrocinadores que acreditam no podcast e automaticamente investem para que todo esse conteúdo venha de qualidade aqui, de forma gratuita. Olha isso aqui, querendo ou não, o que a gente conseguiu só nesse, nesse episódio aqui já é uma mentoria gratuita que você tem. Você já tá com certeza com várias ideias, lotado de, de brainstorming aí na tua cabeça para começar a colocar em prática e tirar da tua, da tua mente, e fazer o download aí no teu negócio.

Então quero começar agradecendo a Semic Displays, do meu parceiro Adalto de Carvalho: tá precisando vender mais? Então o seu negócio precisa de soluções criativas para PDVs: balcões, bandejas, displays e muito mais, o arroba e o site aqui na descrição do vídeo.

SMB Store, do meu parceiro Alonso: desde 2018, a SMB Store tem ajudado micro e pequenos empreendedores a controlarem seu estoque, vendas e financeiro, tudo isso com um sistema acessível e fácil de usar, o site e o arroba da SMB aqui na descrição.

Agência RPL, do meu parceiro Rodrigo Álvares: a RPL oferece a solução completa de marketing digital para negócios, cuidando das empresas com olhos de dono, desde a criação de sites, gestão de anúncios, planejamento estratégico, social media e SEO, tá aqui o site e o arroba da RPL aqui na descrição.

WJR Consulting, do meu parceiro Valenstein Júnior: aumente seus lucros, seja aumentando receita ou reduzindo despesas, gestão financeira descomplicada para empresários, site e arroba na descrição.

Inspira Capital, do meu parceiro Fabiano Brito: operação e gestão financeira por assinatura, o braço direito do empreendedor, o site e o arroba aqui na descrição.

Polux: sabia que existe oportunidade de desembolsar menos com impostos através de planejamento tributário? Especialista em gestão de tributos e eh de crise, que é uma coisa bem importante aí pro empreendedor, principalmente nos momentos delicados da nossa vida, o site e o arroba na, na descrição.

Max Service Contabilidade, que tem como missão a parte consultiva ao empreendedor, estando sempre próximo da empresa com, com ecossistema completo, oferece atendimento desde o Simples Nacional até o Lucro Real, aqui embaixo o site e o arroba na tela.

E De Cisto & Borgesi Advogados: você tá com advogado, você tá com advogado, você tá com dificuldade para pagar os seus impostos, se você tomou alguma autuação tributária que tá colocando em risco a sobrevivência do seu negócio, chama a turma da De Cisto & Borgesi. Eles são um escritório jurídico especializado em Direito Tributário e também abrangem todo o Direito Empresarial, afinal, como já dizia Sobral Pinto: “A advocacia não é uma profissão de covardes”. O site e o arroba da De Cisto aqui na tela.

Muito obrigado a todos os patrocinadores por acreditar no projeto, e vamos que vamos!

Pô, o roll de patrocinador tá bom, tá bombando.

Tá bombando de patrocinador.

Bombando de patrocinador!

Tem tributário e tudo, advogado que todo mundo precisa, né, cara?

Acredita que eu tô com fila de espera? Mas é, aqui não dá para colocar mais do que já tem muito, então já eu deveria até ter menos.

Pode passar, pode passar alguns para vocês.

[risadas]

Consigo encaixar mais alguns. Ah, vou deixar, vou, vou indicar.

E, gente, pergunta final, eh que basicamente é o seguinte: nunca ninguém saiu daqui… Eu vou bater na madeira, mas nunca aqui aconteceu nada, mas imagina que vocês pegam um carro para ir embora para a casa de vocês, batem o carro e morrem. Ninguém bateu e ninguém morreu, mas só para trazer peso para a pergunta. Se de forma muito breve, muito resumida assim, e uma frase vocês tivessem que deixar uma última mensagem, porque essa é a tua última aparição pro mundo, que mensagem você deixaria?

Tudo o que tocar no seu coração e você acreditar e enxergar, executa, que é o teu plano aqui na Terra, é o caminho. O coração sabe, né? Mais do que… O coração sabe mais, mais, total. Acredito, sabe que o coração tem neurônios? Quase ninguém sabe disso. Eu acredito demais nisso aí. O coração é a intuição, e ele diz na nossa frente o caminho que a gente tá seguindo. Aquela intuiçãozinha de que a gente fala “meu, tô sentindo que é aqui”, é o coração que tá mandando.

Concordo também. Eh seja, seja curioso, né? Seja curioso, porque para qualquer coisa de que você quiser fazer, eh se tem alguém que já fez, quer dizer que dá para fazer, né? E se você ainda não, não tá conseguindo, não tem o resultado que você gostaria, não tem o que você gostaria, talvez falte informação, né? Eh eu nunca me achei o, o cara, o melhor vendedor, ou o melhor gestor, ou o melhor estrategista, ou o melhor… Mas eu sempre fui muito curioso, né, e eu sempre busquei bons mentores, né, sempre busquei, nunca tive vergonha de pedir ajuda, eh mas assim, eu acredito que o que mais me ajuda a, a construir os resultados, né, que a gente tá conseguindo construir hoje, que eu quero compartilhar, é, é isso: seja, seja curioso.

E, cara, é fundamental isso também, porque as melhores pessoas que eu conheço são curiosas, não, não adianta, cara. A curiosidade é um combustível de pessoas interessantes.

Na segunda… Caramba, eu chego até a ser invasivo, invasivo.

Mas, cara, agora ele tem um podcast para ele perguntar tudo o que ele quer. Eu acabei de sair daqui com uma aula. Eu aproveito… Isso aqui é uma desculpa, desculpa. E, cara, muito obrigado mesmo de vocês terem vindo, fico muito feliz. Vou agradecer o Ivan pessoalmente aí por pela indicação, porque adorei o episódio. Episódio super-recheado de conteúdo, com certeza vai, vai agregar bastante pra audiência. Eu fico muito feliz quando a gente termina um episódio nesse nível assim, que fala: cara, o negócio foi brabo aqui! Então parabéns aí, vocês dois.

Você e você é realmente um ótimo host, né, com muita naturalidade, fica realmente um bate-papo, fica leve, fica gostoso, e foi muito bom, cara, de verdade!

E o próximo é no de vocês, com certeza.

Nossa, depois mesa redonda aqui.

Isso aí, vamos fazer um mesa redonda, cara, de verdade, queria muito fazer um mesa redonda, e acho muito legal com o Lucas junto.

Vamos, combinado!

Muitíssimo obrigado, sucesso! E você que ficou aqui até agora, muito obrigado também por acompanhar até o final. Aqui embaixo tem vários botõeszinhos, aperta todos, todos que você quiser para que a gente consiga engajar o máximo possível. Compartilha isso com teu sócio, com teus amigos, com as pessoas que precisam ouvir esse conteúdo, porque com certeza absoluta, ainda mais com um conteúdo tão recheado como esse, a gente vai conseguir explodir a mente de muitos empreendedores por aí. Tamo junto, sucesso e até a próxima, valeu!

Aí, bom demais!

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